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COMPONENTES

1. CABOS DE AÇO

Os cabos de aço são órgãos flexíveis de elevação, possuindo certas vantagens


em relação a outro tipo de órgão flexível, como as correntes, dentre essas
vantagens, pode-se citar:

I. Maior leveza;
II. Menor suscetibilidade a danos, devido a solavancos;
III. Operação silenciosa;
IV. Maior confiança em operação.

Os cabos de aço possuem um melhor controle de ruptura, já que as correntes


têm o rompimento repentino, o que não ocorre com os cabos, esse fato ocorre
pelo tipo de estrutura dos cabos, com os fios externos sendo sujeitos a um
desgaste maior que os fios internos, fazendo com que os fios externos tenham
um rompimento antecedente aos internos, sendo visível o começo de ruptura
do cabo.

A tensão de resistência dos cabos de aço é σb=130 a 200 Kgf/mm².

1.1 Processo de Fabricação e tipos de torção

Fabricados por maquinas especiais, da seguinte forma: os fios de aço


separados são torcidos em pernas, posteriormente as pernas são torcidas
sobre um núcleo (alma), dando forma aos cabos cilíndricos.

A alma de um cabo de aço é um núcleo em torno do qual as pernas são


torcidas e ficam dispostas em forma de hélice. Sua função principal é fazer com
que as pernas sejam posicionadas de tal forma que o esforço aplicado no cabo
de aço seja distribuído uniformemente entre elas. A alma pode ser identificada
pelas seguintes siglas:

I. AF (alma de fibra natural);


II. AFA (alma de fibra artificial);
III. AA (alma de aço formada por uma perna);
IV. AACI (alma de aço de cabo independente).

Fig. 1 Tipos de alma dos cabos de aço.


De acordo com a torção os cabos se classificam em:

I. Cabos de torção cruzada ou normal;


II. Cabos de torção paralela ou Lang;
III. Cabos de torção composta ou reversa.

Fig. 2 Tipos de torção dos cabos de aço.

(a) Cabos de torção normal quando a direção de torção nas pernas é


oposta à das pernas no cabo;
(b) Cabos de torção paralela (ou de Lang) quando a direção de torção
nas pernas é a mesma das pernas no cabo;
(c) Cabo de torção reversa os fios das pernas adjuntas são torcidas em
sentido opostos.

Os cabos de aço são fabricados de acordo com as normas do país.

Fig. 3 Construção dos cabos.

(A) As pernas do cabo são torcidas com fios de mesmo diâmetro;


(B) Cabo composto Warrington é torcido com pernas de fios de vários
diâmetros;
(C) Cabo composto Seale os fios das camadas internas e externas de cada
perna são torcidos com fios de diferentes diâmetros.
(a) Os fios da camada de recobrimento cruam, repetidamente os fios
internos, criando um aumento de pressão especifica, encurtando a vida
do cabo;
(b) Os fios de camada adjacentes não se interceptam e, cada fio aloja-se no
sulco formado por dois fios internos, reduzindo a pressão especifica,
aumentando a flexibilidade e a vida do cabo.

Na fabricação o fio é submetido a um tratamento térmico e combinado com a


trefilação a frio.
Construção do cabo de aço
σb 6x7=42 e um 6x19=114 e um núcleo 6x37=222 e
kgf/m núcleo Ordinário Warrington Seale um núcleo
m² Torçã Torçã Torçã Torçã Torçã Torçã Torçã Torçã Torçã Torçã
o o o o o o o o o o
cruza paral cruza paral cruza paral cruza paral cruza paral
da ela da ela da ela da ela da ela
130 1,31 1,13 1,08 0,91 0,69 0,61 0,81 0,69 1,12 0,99
160 1,22 1,04 1,00 0,83 0,63 0,54 0,75 0,62 1,06 0,93
180 1,16 0,98 0,95 0,78 0,59 0,50 0,70 0,57 1,02 0,89
Tab. 1 Construção dos cabo

1.2 Seleção dos cabos de aço

A vida do cabo é altamente afetada pela fadiga.

Dependendo do número de flexões, a vida do cabo pode ser determinada a


Dmín
partir da relação (Dmín é o diâmetro mínimo de uma polia ou tambor e o d
d
Dmín
é o diâmetro do cabo) e (ᵟ é o diâmetro dos fios nos cabos). A flexão no

cabo entende-se que é a transição do cabo da posição reta até a curva na
polia.

Para obter a mesma vida do cabo, o efeito do numero de flexões deve ser
Dmín
compensado por uma mudança adequada da relação .
d

Número Dmín Número Dmín Número Dmín Número Dmín


de d de d de d de d
Flexões Flexões Flexões Flexões
1 16 5 26,5 9 32 13 36
2 20 6 28 10 33 14 37
3 23 7 30 11 34 15 37,5
4 25 8 31 12 35 16 38
Tab. 2 Valores de Dmín ⁄d como uma função de flexões.

Para encontrar o diâmetro do cabo pela formula:

d= 1,56xᵟ√i (ᵟ é o diâmetro do fio, i é o número de fios do cabo.)


Dmín
Assim obtendo a relação: .
1,56xᵟ√i

Construção do cabo
Fator inicial 6x19=114+1c 6x37=222+1c
de segurança Torção Torção Torção Torção
do cabo à cruzada paralela cruzada paralela
tração Número de fios quebrados no comprimento de um passo
após o que o cabo deve ser inutilizado
Até 9 14 7 23 12
9-10 16 8 26 13
10-12 18 9 29 14
12-14 20 10 32 16
14-16 22 11 35 17
Acima 16 24 12 38 19
Tab. 3 Cabos para elevadores.
• 6x19+1c (6 pernas de 19 fios mais 1 alma).
1.3 Critérios para substituição dos cabos

Os cabos de aço devem ser substituídos se for constatado um certo número de


fios quebrados na camada externa, ao longo do comprimento de um passo.

Define-se como passo de um cabo de aço a distância, medida paralelamente


ao eixo do cabo, necessária para que uma perna faça uma volta completa em
torno do eixo do cabo.

Fig. 4 Passo do cabo de aço.

Critério de fios rompidos para cabos de elevadores


Casos Máquina de acionamento Máquina de acionamento
por tração por tambor
Cabos 8x19
1 32 15
2 10 8
Tab. 4 Criterio de fios rompidos para cabos de elevadores.

Caso 1: Arames rompidos aleatoriamente dentro de um passo.


Caso 2: Arames rompidos predominantes em 1 ou 2 pernas.

2. Tambor

O tambor é um componente do sistema de elevação que tem a função de


acomodar o cabo de aço entre os cursos mínimo e máximo. Esta condição,
juntamente com o diâmetro especificado para o cabo, determina as
características e dimensões do tambor.

2.1 Critérios para a construção do tambor

Os tambores para cabos serão constituídos em chapas de aço, exceto nos


casos de equipamentos padronizados, onde o uso de tambores fundidos
pode ser conveniente.

Os tambores são formados basicamente pelo corpo, onde são executadas


as ranhuras, as paredes laterais e o eixo de apoio.

Fig. 5 Dimensões das ranhuras do tambor.


Na condição máxima de enrolamento do cabo devem ser previstas pelo
menos duas espiras ainda enroladas sobre o tambor, desta forma a fixação
do cabo fica isenta da força de tração. A extremidade do cabo é fixa no
corpo através de grampos parafusos.

Fig. 6 Espiras permanentes enroladas no tambor.

Apesar das grandes forças a que possam estar submetidos os cabos, as


duas espiras permanentes enroladas no tambor, como visto na fig. 6,
combinadas com o coeficiente de atrito entre o cabo e o tambor, permitem
que a fixação seja feita por apenas 1, ou duas placas, depende do diâmetro
do cabo.

Fig. 7 Fixação do cabo no tambor.

2.1.1 Dimensionamento do tambor

O comprimento do tambor é calculado como segue:

• 𝑙𝑜 = 𝜋𝐷 (mm);
• 𝑛𝑢 = 𝑙 ⁄𝑙𝑜;
• 𝑛𝑡 = 𝑛𝑢 + 2;
• 𝑙𝑢 = 𝑛𝑢 ∗ 𝑡 (mm);
• 𝑙𝑡 = 𝑙𝑢 + 2𝑓 + 𝑡 + 2𝑗 (Tambores simples) (mm);
• 𝑙𝑡 = 2 ∗ (𝑙𝑢 + 𝑓 + 𝑐 + 𝑡 + 𝑗) (Tambores duplos) (mm).

Onde:

D – Diâmetro primitivo do tambor (mm);

d – Diâmetro do cabo (mm);

l – Comprimento do cabo a ser armazenado (curso) (mm);

lo – Comprimento de uma volta de cabo enrolado (mm)

lu – Comprimento útil ranhurado do tambor (mm);

lt – Comprimento total do tambor (mm);


nt – Número total de espiras;

nu – Número de espiras úteis;

t – Passo das ranhuras do tambor.

O comprimento total do cabo será o comprimento do mesmo desenrolado, mais


2 espiras permanentes enroladas para tambores simples, ou 4 espiras para
tambores duplos, mais as espiras de fixação.

Tração Diâmetro Passo Raio a Espessura h (mm) p/os diâmetros Dt (mm)


do do cabo p r (mm)
cabo D (mm) (mm) (mm) 250 300 400 500 600 700 800
F (kg)
500 8 10 4,5 1 4(6) 4(6)
1000 10 12 5,5 1 6(9) 6(9)
1500 13 15 7 1,5 8(12) 7(11)
2000 16 18 9 2 9(14) 8(13)
2500 16 18 9 2 10(15) 10(12)
3000 19 22 10,5 2,5 11(16) 11(16)
4000 22 25 12 3 12(18)
5000 24 27 13,5 3 14(20) 14(20)
6000 27 31 15 3,5 15(2²) 14(22)
7000 29 33 16 3,5 16(24) 16(24)
8000 31 35 17 4 17(26)
9000 31 35 17 4 19(27) 18(26)
10000 33 37 18 4 20(28) 19(27)
Tab. 4 Dimensões do tambor para enrolamento dos cabos.

❖ Os valores entre parênteses são para tambores em ferro fundido.


❖ Os valores fora dos parênteses são para tambores soldados de chapa
de aço carbono.

3. CONTRAPESO

Contrapeso é um componente utilizado em máquinas de elevação e transporte,


sendo responsável pelo balanceamento do peso da cabina nas polias da
máquina de tração de um elevador. Com um balanceamento errado pode
provocar o deslize dos cabos na polia, trazendo riscos aos usuários. Tendo a
finalidade de reduzir a potência da máquina de elevação, funcionando como
mecanismo de compensação de carga.

3.1 Composição do contrapeso

O contrapeso consiste em uma armação metálica formada por duas longarinas


e dois cabeçotes, onde são fixados pesos, de tal forma que todo o conjunto
tenha peso total igual ao do carro acrescido de 40 a 50% da capacidade
licenciada. Quando o elevador sobe, o contrapeso se move por cabos de aço
para baixo e vice-versa. Esse componente pode ser constituído por pesos de
ferro fundido ou concreto.
Fig. 8 Contrapeso e tipos de modo de fabricação

4. MÁQUINA DE TRAÇÃO

A máquina de tração é o principal componente responsável pelo tracionamento


mecânico do conjunto cabine e contrapeso, ou seja, pela movimentação
vertical do elevador, a máquina de tração é ligada à cabine do elevador e ao
contrapeso através dos cabos de aço. A cada comando de subida e descida, a
máquina suporta o peso da cabina e passageiros, além do contrapeso, cabos
de aço e correntes de compensação. Situa-se normalmente na parte superior
do elevador, na casa de máquinas.

Fig. 8 Máquina de tração

4.1 Composição da máquina

É um conjunto redutor composto por uma coroa de bronze e um eixo sem fim,
que faz redução da rotação do motor não sobrecarregando o mesmo. Nela são
acoplados o motor e a polia de tração que através dos cabos de aço fazem a
movimentação do elevador.

Fig. 9 Partes da máquina de tração.

.
4.3 Tipos e benefícios das máquinas

• Maquinas com engrenagem

Benefícios: baixo nível de ruído, performance e conforto, e maior


segurança.

• Maquinas sem engrenagem

Benefícios: tração direta na polia, menor nível de ruído e vibração, menor


nível de manutenção comparada a máquina com engrenagem, maior
durabilidade e conforto, green machine- não utiliza óleo.

• Máquinas de imãs permanentes sem engrenagem

Benefícios: tração direta na polia, menor nível de ruído e vibração, menor


nível de manutenção comparada a máquina com engrenagem, melhor
conforto de viagem comparada a máquina sem engrenagem convencional,
green machine- não utiliza óleo, apresenta melhor rendimento comparada a
máquina sem engrenagem convencional.

5. POLIA DE TRAÇÃO

E acoplada no eixo da intermediaria da máquina de tração. Através dela, os


cabos de aço de tração passam pelos canais da polia que, quando gira
acionada pelo motor de tração, faz o elevador deslocar-se verticalmente.

Fig. 10 Polia de tração.

5.1 Composição da polia

Este tipo de polia é uma peça produzida em ferro fundido especial.

5.2 Critério para substituição da polia

Esse e um dos componentes que está sujeito ao desgaste natural, por estar em
constante movimentação em períodos contínuos, com os cabos de aço. A polia
de tração é condenada após análise da posição do cabo de aço em relação a
borda superior. Quando a polia está gasta é possível ver que os cabos de aço
ficam “afundados” na polia.

Fig. 11 Critério de desgaste da polia.

5.3 Protetor de polia de tração

As polias da máquina possuem proteção para evitar o esmagamento de dedos


ou mãos. Conforme exigido pela ABNT NBR 15597/NM 207:09

Fig. 12 Protetor da polia.

6. LIMITADOR DE VELOCIDADE

O limitador ou regulador de velocidade, junto com o freio de segurança, é a


peça chave para evolução dos elevadores. Quando esse componente identifica
que o limite de velocidade especificado para o equipamento foi ultrapassado,
ele é acionado automaticamente, freando o elevador. Caso o comando elétrico
não provoque a parada imediata do equipamento, o limitador de velocidade
emite um segundo comando e aciona os freios de segurança, que trava o
elevador mecanicamente, ampliando ainda mais a segurança dos usuários.

Fig. 13 Limitador de velocidade.


6.1 Funções do limitador de velocidade

Existem três funções para este componente de muita importância quando se


remete a segurança, as quais são:

• O limitador monitora a velocidade do elevador.


• Caso o elevador ultrapasse o limite de velocidade permitido, o limitador
dispara o primeiro sistema de segurança elétrico, cortando a energia do
elevador no quadro de comando.
• Caso o elevador não pare, o limitador dispara um segundo comando de
segurança desta vez mecânico, acionando o dispositivo de desengate,
localizado sobre a cabina, que por sua vez aciona o freio de segurança,
que fica abaixo da cabina, parando definitivamente o elevador.

7. FREIO

Os freios, servem para parar o elevador e mantê-lo no lugar quando não existe
chamada ou quando não há energia. É fixado na armação de cabina ou do
contrapeso, destinado pelo limitador de velocidade. Sua atuação é puramente
mecânica.

Fig. 14 Freios.

7.1 Composição dos freios

Os freios podem ser do tipo sapata, disco ou pastilha, mas na maioria das
vezes o material mais utilizado são as lonas.

8. FREIO DE SEGURANÇA

O freio de segurança serve para parar/travar o elevador em caso de


rompimento dos cabos, ou algum outro motivo que faça o elevador descerem
em alta velocidade. Funciona em conjunto com o regulador de velocidade
onde, através do cabo de aço do regulador, é acionado em determinadas
condições, parando o aparelho. Posicionados na parte inferior da cabina.
Fig. 15 Freio de segurança.

8.2 Tipos de freio

• Instantâneo – freio de segurança no qual a freada plena nas guias é


quase imediata. Aplicado em velocidade de até 0,75 m/s.
• Progressivo – freio de segurança cujo o retardamento é obtido pela ação
de freada nas guias e para o qual são feitas prescrições especiais de
modo a limitar as forças no carro ou no contrapeso a um valor
admissível. Aplicável a todas as velocidades.

9. QUADRO DE COMANDO

O quadro de comando é responsável por todo o controle do elevador, desde o


acionamento e monitoramento da máquina de tração até a interface com
botoeiras e indicadores de posição, situados em todos os pavimentos e na
cabina. Faz a leitura dos sinais elétricos provenientes de chaves, limites,
sensores, reles, contatos, entre outros componentes, processa informações e
executa comandos programados, ou seja, esse componente é o cérebro de
todo sistema do elevador.

9.1 Tipos de quadro de comando

A maior parte dos quadros de comando antigos utilizam componentes


eletromecânicos como relés e chaves contadoras, e possuem o sistema de
partida e de parada mais “secas”, bruscas. Já os mais modernos utilizam a
tecnologia dos transistores, com painéis microprocessados e drives VVVF para
o controle do motor de tração, tornando os elevadores mais inteligentes,
econômicos e confortáveis, os tipos de quadro são os seguintes:

• Frequencedyne VVVF M25 – comunicação serial e velocidade de até


120 m/min.
Fig. 16 Frequencedyne VVVF M25
• Frequencedyne VVVF M28 – comunicação serial e velocidade de até
360 m/min.

Fig 17 Frequencedyne VVVF M28


• Frequencedyne VVVF Universal – comunicação paralela e velocidade de
até 105 m/min.

Fig. 18 Frequencedyne VVVF Universal


• DC Control – comunicação serial e velocidade de até 360 m/min.

Fig. 19 DC Control
10. CORREDIÇAS

As corrediças são instaladas no extremo inferior e superior na estrutura da


cabina e do contrapeso e guiam linearmente a cabina e o contrapeso através
das guias do poço. Sua função é guiar o carro pelos trilhos, por esse motivo é
uma peça que se desgasta muito, pois está em constante movimento.
Normalmente utiliza-se óleo para desacelerar o desgaste e aumentar o
conforto. Quando se encontram gastas, a cabina fica “jogando” pelas laterais.

Fig. 20 Corrediças

10.1 Tipos de corrediças

• Corrediças de roletes – são usadas nos elevadores de alta velocidade,


guiando a cabina linearmente pela estrutura das guias.
• Corrediças de nylon – são usadas nos elevadores de baixa velocidade,
guiando a cabina linearmente pela estrutura das guias.

11. GUIAS

As guias são responsáveis por guiar o elevador e o contrapeso na caixa de


corrida. Percorrem o poço de extremo a extremo e garantem a linearidade do
movimento da cabina e do contrapeso.

11.1 Tipos de guia

• Guia de cabine – são fixadas no passadiço (ou poço). Utilizadas como


trilhos servem para guiar o elevador.

Fig. 21 Guia da cabina.


• Guia do contrapeso – são fixadas no passadiço do elevador. Utilizadas
como trilhos, servem para guiar o contrapeso.

Fig. 22 Guia do contrapeso.

12. ARMAÇÃO DA CABINA

A armação da cabina é a estrutura onde é fixa a cabina do elevador. Composta


basicamente de longarinas, os cabos de aço fixos através de tirantes nesta
armação.

Fig. 23 Armação da cabina.

13. CAIXA DE INSPEÇÃO

Botoeira de controle situada acima da cabina que possui um botão para


desligamento do elevador e chave de seleção manutenção/operação. Para
movimentação do elevador em manutenção, possui 3 botões, botão de sobe e
desce, e um terceiro botão de segurança que atua com os outros dois.

Fig. 24 Caixa de inspeção.


14. CABINA

A cabina do elevador é a estrutura onde os usuários ficam alocados para se


deslocarem com segurança ao destino, e pode ser personalizada da maneira
que os fabricantes desejarem. Nas reformas estáticas é possível efetuar troca
ou revestimento do teto falso, do interior da cabina, espelho, corrimão, rodapé
e piso. A cabina é fixa em uma armação composta por longarinas. As paredes
da cabina são feitas de chapas de aço que podem ser revestidas por diversos
materiais, como o aço inox, fórmicas ou simplesmente receber uma pintura
automotiva.

Fig. 25 Cabina.

14.1 Área útil da cabina

A relação entre a lotação e a área útil da cabina é dada pela seguinte tabela:

Lotação Carga Área útil em m²


Pessoa Kg Mínimo Médio Máximo
6 450 1,170 1,235 1,300
7 525 1,310 1,380 1,450
8 600 1,450 1,525 1,600
9 675 1,590 1,670 1,750
10 750 1,730 1,815 1,900
11 825 1,870 1,960 2,050
12 900 2,010 2,105 2,250
13 975 2,150 2,250 2,350
14 1050 2,290 2,395 2,500
15 1125 2,430 2,540 2,650
16 1200 2,570 2,685 2,800
17 1275 2,710 2,830 2,950
18 1350 2,850 2,975 3,100
19 1425 2,990 3,120 3,250
20 1500 3,130 3,265 3,400
21 1575 3,245 3,382 3,520
22 1650 3,360 3,500 3,640
23 1725 3,475 3,618 3,760
24 1800 3,590 3,735 3,880
25 1875 3,705 3,852 4,000
26 1950 3,820 3,970 4,120
Tab. 4 Área útil da cabina.
❖ A lotação da cabina é calculada à razão de 75 kg por pessoa.
❖ O carro é dimensionado para receber carga uniformemente distribuída,
em carregamento gradual.
❖ A NBR NM-207, prevendo a utilização da área da soleira da cabina,
admite uma variação de 0,08 m² para mais ou menos, na área, para
qualquer capacidade.

15. Portas

Os tipos de portas para elevadores de passageiros são as seguintes:

• Pavimentação – Abertura lateral (AL), Abertura central (AC).


• Cabina - Abertura lateral (AL), Abertura central (AC).

As portas de pavimento abrem e fecham simultaneamente com a da cabina,


através de um engate mecânico.

15.1 Combinações possíveis

As combinações possíveis entre as portas de cabina e pavimentação são as


seguintes:

• Porta da cabina (AL) + Porta de pavimento (AL)

Fig. 26 Porta (AL) + Porta (AL)

Essa combinação permite obter menores dimensões para as medidas de frente


das caixas, sendo uma das soluções mais empregadas para edifícios
residenciais.

O movimento conjunto das portas de cabina e pavimento se dá em um mesmo


sentido, com o recolhimento por detrás da parede do hall (sempre à esquerda
ou à direita), sobre as soleiras de cabina e soleiras de pavimento.

Dispositivos de comando instalados na botoeira de cabina permitem mantê-la


estacionada no pavimento, de portas abertas, por períodos maiores de tempo,
durante a movimentação de carga e descarga da cabina.

• Porta da cabina (AC) + Porta de pavimento (AC)


Fig. 27 Porta (AC) + Porta (AC)

As portas de abertura central operam com tempos de abertura e fechamento


menores que as de abertura lateral e proporcionam aproveitamento otimizado
da área da caixa para a colocação da cabina e maior beleza estética ao hall.

15.2 Dimensionamento das portas

Opção adequada para cabinas mais amplas e edifícios comerciais permite que
o fluxo de entrada e saída de passageiros se dê com mais agilidade. Exige,
entretanto, 1,80 m para a dimensão frontal da caixa para portas de pavimento
com 0,80 m de largura.

Em função da largura e do tipo da porta, são sugeridas, como mínimas, as


seguintes dimensões para a frente da caixa:

Dimensões mínimas da frente da caixa (m)


Combinação Combinação
Largura da porta Cabina – AL Cabina – AL
Pavimento – AL Pavimento – AL
0,80 1,60 1,80
0,90 1,75 2,00
1,00 1,90 2,20
Tab. 5 Dimensões mínimas da frente da caixa da porta.

16. OPERADOR DE PORTA

É um conjunto mecânico que faz a abertura e o fechamento automático da


cabina do elevador. No operador também ficam os micro/contatos elétricos de
redução e de PA (porta aberta). Esse componente comporta um motor elétrico
e um inversor de frequência. Localizado na parte frontal da parte superior da
cabina, sua função é realizar a abertura das portas de pavimento e cabina,
esta, presa à sua estrutura.

16.1 Tipos de operador

• Operador de porta de abertura central


Fig. 28 Operador de porta (AC)

• Operador de porta de abertura lateral

Fig. 29 Operador de porta (AL)

16.2 Componentes do operador

• Motor do operador – é responsável pela geração de força que efetuará a


abertura e o fechamento das portas de cabina e pavimento.
• Inversor de frequência – é responsável pela alimentação do motor do
operador, controlando aceleração, velocidade nominal e desaceleração,
através de tensão e frequência.

17. SOLEIRA (CORNIJA)

Sua função é fazer o fechamento do vão abaixo da cabina quando o elevador


para fora do nivelamento e a porta é aberta (Ex.: no resgate de passageiros).

A soleira de cabina é o trilho para as portas de cabina do elevador. Composta


de alumínio possui um canal onde as corrediças de porta ficam alojadas para
guiar as portas e evitar acidentes.

Fig. 30 Soleira.
18. BOTOEIRA

Dispositivo utilizado com sinalização, existem os seguintes tipos:

• Botoeira de cabina – registram as chamadas feitas pelo usuário dentro


do elevador. Ao acioná-lo, ele envia um sinal ao quadro de comando que
registra o chamado da cabina e a envia ao pavimento. As normas da
ABNT exigem que os botões possuam micro movimento ( não apenas
sensibilidade ao toque), sinal sonoro e altura pré estabelecida para
pessoas portadoras de deficiência.

Fig. 31 Botoeira de cabina.

• Botoeira de pavimento - registram as chamadas feitas pelo usuário no


pavimento. Ao acioná-lo, ele envia um sinal ao quadro de comando que
registra o chamado do pavimento e envia a cabina. As normas da ABNT
exigem que os botões possuam micro movimento (não apenas
sensibilidade ao toque), sinal sonoro e altura pré-estabelecida para
pessoas portadoras de deficiência.

Fig. 32 Botoeira de pavimento.


• Botoeira indicadora de posição – são informações visuais ao usuário,
indicando em qual posição o elevador se encontra. Podem ser
localizados na cabina do elevador ou no pavimento. Normalmente
utilizam-se displays, mas já existem modelos em cristal líquido de LCD.
Fig. 33 Botoeira indicadora de posição.

19. POÇO

É o recinto situado abaixo do piso da parada extrema inferior, na posição da


cabina. Deverá ser impermeável, fechado e aterrado, e nele não deverá existir
qualquer obstáculo que a instalação dos aparelhos do elevador (como sapatas
ou vigas que invadam o poço, por exemplo).

19.1 Dimensionamento do poço

A profundidade do poço é, também, variável de acordo com o equipamento a


ser instalado. Veremos as profundidades mínimas, em função das diferentes
velocidades dos elevadores, na tabela abaixo:

Dimensões mínimas
Vel. (m/s) Capac. C(m) D(m) E(m)
0,75 6 a 10 1,50 4,15 2,35
1,00 6 a 10 1,60 4,20 2,35
1,25 6 a 10 1,65 4,25 2,35
1,50 6 a 10 1,65 4,25 2,80
1,75 10 a 17 1,70 4,50 2,80
2,00 10 a 17 1,70 4,50 2,80
2,50 12 a 17 1,85 4,50 2,80
3,00 12 a 20 4,00 5,80 3,00
3,50 13 a 24 4,00 6,00 3,50
4,00 13 a 24 4,00 6,00 3,50
5,00 14 a 24 5,50 6,80 6,00
Tab. 6 Dimensões mínimas do poço.

❖ C= Profundidade do poço (espaço livre inferior).


❖ D= Espaço livre superior.
❖ E= Pé-direito da casa de maquinas.

20. PARA CHOQUE DE MOLA

Ficam no poço do elevador. Servem para amortecer a estrutura da cabina e do


contrapeso situado abaixo de ambos, com a finalidade de amortecer o elevador
em situações de emergência.
Fig. 34 Para choque.

20.1 Tipos de para choque

• Pistão hidráulico.
• Molas.
• Buffer.

21. POLIA TENSORA

A polia tensora é utilizada para “esticar” o cabo de aço do regulador de


velocidade. Fixa no poço do elevador, trabalha junto com um contato elétrico
para informar a necessidade do encurtamento do cabo do regulador.

Fig. 35 Polia tensora.

22. LIMITE FIM DE CURSO

O limite fim de curso é um contato elétrico que envia um sinal para o quadro de
comando quando o elevador passa do nível superior ou inferior. É acionado
mecanicamente pela cabina nesses casos. Quando isso acontece o elevador
para e não se movimenta até que um técnico recoloque o elevador em
condições normais.
Fig. 36 Limitador de curso.

23. SENSOR DE POSIÇÃO

Chaves eletrônicas ou magnéticas instaladas na parte superior da cabina que


informam para o quadro de comando a posição do elevador (andar, redução e
nivelamento).

Fig. 37 Sensor de posição.

24. CIRCUITO DE SEGURANÇA

O circuito de segurança é composto por uma série de contatos elétricos de


dispositivos, proteção do motor, quadro de comando, portas de acesso à caixa
e botão de parada do elevador.

Fig. 38 Circuito de segura do elevador.


REFERÊNCIAS

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TÉCNICOS E CIENTIFICOS S.A., Rio de Janeiro- 1976.

Cable MAX - Cabos de aço. CABO DE AÇO. Disponível em:


http://www.cabosdeacocablemax.com.br/cabo-de-aco.html>. Acesso em: 18 de
set. 2017.

FMC. TAMBORES PARA CABOS DE AÇO. Disponível em:


<https://www.slideshare.net/LeonardoVieira41/tambor-60449677>. Acesso em:
25 de set. 2017.

Othonio, M. Alcântara, G., PROJETO DE GUINDASTE DE ELEVAÇÃO. Curso


de Engenharia Mecânica, Universidade Federal de Minas Gerais. BH dezembro
de 2012. Disponível em:
<http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfuCEAC/guindaste-final>. Acesso em:
26 set. 2017.

SPELEVADORES. COMPONENTES DO ELEVADOR. Disponível em: <


http://www.spelevadores.com.br/detalhes_elevador.html>. Acesso em: 27 set.
2017.

Atlas Schindler. TROCA DE CABOS DE AÇO E DA POLIA DE TRAÇÃO.


Disponível em:
https://www.schindler.com/content/dam/web/br/PDFs/AA/Folhetos/troca-cabos-
aco-e-polia-tracao.pdf. Acesso em: 27 set. 2017.

ThyssenKrupp. ELEVADORES. Disponível em:


<http://www.thyssenkruppelevadores.com.br/site/modules/conheca_seu_elevad
or/content/home/default.php?peca=cabina&opcao=corredica>. Acesso em: 27
set. 2017.