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O argumento do frei Bartolomeu de Las Casas como raiz da

Antropologia no séc. XVI

Cleber Junio Lima Fernandes


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Introdução

O movimento imperialista do séc. XIX fez o mundo europeu deparar-se


novamente com um salto vertiginoso de conhecimento, impulsionado principalmente
pelo avanço das ciências da natureza, tais como a Física e a Biologia. As ciências
sociais também conheciam um florescer, movidas pela urbanização e modernização,
assim como o contato interétnico entre os povos europeus e os atingidos pelo
neocolonialismo, fez a questão da alteridade ser posta em voga novamente: surgia,
então, a ciência antropológica, diante da diversidade e das maneiras de organização
social encontradas.

Contudo, há outros momentos, de certo modo semelhantes na História, para


além da expansão colonial do séc. XIX, que exigiram dos europeus uma nova
perspectiva para com o problema do “outro”. A colonização da América é uma delas,
dando um giro no processo de desenvolvimento político e social de todos os envolvidos,
banhada em sangue e rapinagens. Os missionários e viajantes deram grandes
contribuições com seus trabalhos, dado que procuravam analisar este “outro” com
diversas finalidades.

Frei Bartolomeu, seguidor da nova escolástica, assumiu um papel fundamental


na luta pelos direitos dos indígenas, que estavam sofrendo a barbárie da conquista, após
ouvir o sermão de Antônio Montesinos e aprofundar-se mais com o auxílio de Francisco
de Vitória.

Levando em conta as mentalidades de cada época, este trabalho visa levantar e


analisar pontos do discurso do frei Bartolomeu, através de sua extensa obra, tendo como
tese principal do trabalho a presença de preocupações importantes à Antropologia como
ciência, antes mesmo do surgimento desta. Não se trata de encontrar o embrião da
ciência, mas de identificar os temas e suas abrangências e desenvolvimentos dentro da
controvérsia, tendo em conta que o problema da alteridade ganhou intenso vigor com a
descoberta da América.

O cenário

O cenário da expansão marítima ibérica, no séc. XV e XVI, traz em si um caldo


cultural completamente conturbado pelas mudanças que se instalaram na Europa.; aA
Renascença e o humanismo causaram um grande rebuliço na formatação do pensamento
eclesiástico sobre o homem, sobre a sociedade e sobre Deus. Mas, sem dúvida, a
divulgação das teses de Martinho Lutero e o pulular de ideais heréticos daí partidos
criaram uma profunda cisão na cristandade e foram responsáveis pela convulsão
político-social que se instaurou sobre o pensamento eclesiástico.

Também, com a expansão do Império Otomano sobre os Bálcãs – atual Oriente


Médio – e, posteriormente, o norte da África, dominando as rotas comerciais entre os
continentes, o comércio das potências italianas de Gênova e Veneza tornou-se mais caro
e mais penoso. Como potência naval que despontava no início do séc. XIV, Portugal
encontrou oportunidade para fazer tal intermediação comercial entre esses polos de
produção e consumo e, pouco mais tarde, a Espanha também o fez.

Esse autolançar-se sobre os oceanos fez voltar os olhos do velho mundo às terras
além-mar.; Descobrimento ou não, não é essa discussão a ser tratada aqui, mas a
descoberta de novos povos tornou-se um grande contrassenso à toda cosmologia
europeia da cristandade: eles não estavam descritos nas Sagradas Escrituras, pelo menos
não explicitamente. Surgiam, então, diversas maneiras de enxergar esta nova realidade,
tomando-–a sob diversas perspectivas, conforme Christian Silva1 analisa.

O movimento histórico de expansão comercial tornou-se uma marcha inevitável


e, consequentemente, enfrentar esta nova realidade, porque a expansão foi tomada como
uma política de Estado. Logo, como poderiam encarar estes povos? Seriam eles Commented [UdW1]: Truncada.

humanos ou não? A dominação dos novos territórios era necessária para o usufruto dos
bens que ali existiam como produtos comerciais; os nativos ali estavam e, obviamente,
não era possível ignorá-los. Como lidar com eles e suas organizações exóticas e
conseguir extrair o que procuravam?

1
Conferir: SILVA, Cristhian Teófilo da. Relatos de um certo ocidente: o indigenismo como
orientalismo à americana. Revista de Estudos e Pesquisas sobre as Américas, Brasília, v. 3, n. 1, p. 12-28,
jan./jun. 2009. Disponível em: <http://repositorio.unb.br/
bitstream/10482/9594/1/ARTIGO_RelatosCertoOcidente.pdf.> Acesso em 07 jun 2016.
As aventuras ibéricas precisavam dar retornos financeiros e, portanto, era
necessário instalar os súditos das Coroas nas terras americanas. O caso da América
castelhana foi marcado pela brutal espoliação e massacre dos povos nativos por parte
dos castelhanos sob o título de “conquista”2., oO caso da América Lusitana foi marcado
pelo avanço mais brando da espoliação e dos assassinatos. Commented [UdW2]: Há controvérsias.

E, aApesar dos inúmeros horrores praticados pelos agentes colonizadores em


virtude da “marcha da civilização”, vozes surgiram em defesa das populações nativas
das Américas com diversos matizes de intensidade. Bartolomeu3 foi um destes que
ergueram suas vozes, depois de passar um tempo na América como colono e, depois,
como frade dominicano em Verapaz (na atual Guatemala) e Bispo de Chiapas (no atual
México). Sua luta contra o genocídio ali empregado sobre os indígenas é absolutamente
relevante para o debate indigenista da época, já que estava em jogo a concepção
antropológica sob a Filosofia, polarizada entre o frade e Sepúlveda, que defendia a
superioridade europeia/cristã, justificando a tese da “guerra justa”.

Possibilidade de humanidade

O encontro com outros povos na América primeiramente levantou o problema da


humanidade dos indivíduos recém descobertos, algo que os antropólogos modernos já
não precisariam analisar, dada a sedimentação da discussão em favor da caracterização
destes como humanos de fato. Contudo, a discussão sobre a hominização4 permaneceu
recorrente nos meios acadêmicos, do qual diferentes níveis de “cultura” estariam em
fases de evolução das sociedades, tais como são analisados nos estudos de Edward Commented [UdW3]: Truncado.

Tylor e , principalmente, Lewis Morgan.

Estes autores identificam a natureza humana, a partir das interpretações da teoria


evolucionista de Darwin, como vinda de um ancestral extinto, mas com duas maneiras Commented [UdW4]: Quem? Tylor e Morgan? Eles eram
mais influenciados por Spencer do que po Darwin. Lembre-
diferentes de evolução da cultura: evolucionista e difusionista. Não pelo fato dos povos se.

primitivos serem menos evoluídos quanto à espécie humana, estes foram encarados
como menos evoluídos por terem práticas consideradas a estágios anteriores da Commented [UdW5]: Este trecho ficou textualmente
truncado e conceitualmente inconsistente. Misturou coisas
distintas e equacionou argumentos diferentes. Além disso
2 você dá um salto de Bartolomeu de Las Casas – sobre cujas
O termo “conquista” utilizado pela Coroa castelhana foi posteriormente trocado após a
concepções você não fez nenhum resumo – para o final do
instituição das Leyes Nuevas, passando a ser utilizado o termo “colonização”. século XIX sem nenhuma mediação.
3
A identificação de Bartolomé como Bartolomeu será aqui utilizadao, dado o uso corrente da
segunda forma na literatura brasileira sobre o tema.
4
O uso do termo “hominização” neste trabalho vai para além da discussão biológica sobre a
ancestralidade do gênero humano (homo), compreendendo também a dinâmica evolutiva da construção da
cultura pelas sociedades.
formação da sociedade, e aqui temos de lembrar a questão da referência de modernidade
equivalente àquela das culturas dos povos europeus. E porque eram menos evoluídas,
suas sociedades carregavam em si “gérmens” das instituições encontradas nas
sociedades mais modernas.

Entretanto, com a virada no estudo das culturas empregada principalmente pelos


estudos de Franz Boas, estas passaram a não ser consideradas como que direcionadas ao
destino manifesto da modernidade, dado que são consistentes em si, com historicidades
próprias e, portanto, de “maturidade” em relação ao conteúdo ocidental.

A discussão entre Las Casas e Sepúlveda representa também este embate, mas
sob as roupagens da época, quanto ao processo de evangelização e conversão dos povos
indígenas da América. A junta de Valladolid se depara com a visão de Sepúlveda, Commented [UdW6]: Veja que você foi e voltou no
tempo de modo abrupto e sem mediações.
defendendo que “são bárbaros incapazes de levar por si mesmos uma vida racional e
digna. Realizam de maneira plena e perfeita a definição aristotélica do homem, escravo
por natureza”5. Contudo, saíra vencedora a opositora visão lascasiana, que acredita que
“todos os povos do mundo são homens, não homenzinhos, nem meio-homens”6, e vai
mais além, conforme Itamar traz:

É temerária, injusta e tirânica esta guerra que se declara aos infiéis da terceira categoria, isto é,
nem sobre a Igreja, nem nunca ofenderam a Igreja, com o objetivo de que, submetidos ao
império dos cristãos por meio da guerra, preparem seus ânimos para receber a fé ou a religião
cristã.[...] Esta guerra é temerária porque se faz contra o direito natural, porque contraria o
modo natural com que a Sabedoria divina move todos os seres criados, e principalmente
contraria o modo que estabeleceu para mover e dirigir naturalmente a criatura racional para o
bem. (1994, pg. 69) Commented [UdW7]: Confuso. Isso é Itamar ou Las
Casas?
Tendo estudado em Salamanca, frei Bartolomeu tornou-se descendente e
seguidor da “segunda escolástica”, que ali despontava e era um desdobramento
filosófico do humanismo italiano, influenciado principalmente pela figura de fr.
Francisco de Vitória. Josaphat condensa bem o que foi tal escola:

Deixando de lado as construções teóricas e abstratas, os nominalistas [seguidores de Vitoria]


privilegiavam o lado concreto dos problemas teológicos e mesmo filosóficos, dando maior
valor ao direito, à história e à experiência. Nisso irão ao encontro do surto científico e técnico
que caracterizará mais a aurora do mundo moderno. (2000. Pg. 254)

5
JOSAPHAT, frei Carlos. Las casas. Todos os direitos para todos. 2000. Pg. 146
6
SOUZA, Itamar de. Bartolomeu de Las Casas: Um contestador da colonização espanhola na
América. 1994. Pg. 127.
Seu pensamento entende que os indígenas estavam em um estado de gentilidade7. Para Commented [UdW8]: Nota confusa e pouco
esclarecedora.
eles o índio tinha plena humanidade, já que era dotado das faculdades da alma, previstas
por Agostinho: memória, inteligência e vontade e, por este motivo, tinha pleno direito
de que a “mensagem da salvação” se lhes chegasse. Portanto, toda a argumentação em
favor da escravização e domínio destas populações era inaceitável.

Contato e civilização

O trabalho de Las Casas é profundamente marcado pela sua experiência de vida.


Haver estado nas Américas, mais especificamente em Hispaniola, Cumaná, Verapaz e
Chiapas como posseiro, depois como frade e, mais tarde, Bispo, lhe rendeu um contato
com os povos nativos muito intenso.

Frei Bartolomeu, traspassado pelo ideal de cristandade, fez duas experiências na


tentativa de fundar um novo modelo de colonização de maneira adversa aà que havia
sido empregada pela Coroa até então. Primeiro, tentou uma comunidade agrária
colaborativa entre colonos e indígenas em Cumaná, onde o projeto não excluiria os
nativos, mas os integraria no processo agrário, organizando a comunidade local segundo
ideias da Utopia de Thomas More, mesclada com as ordens sociais europeias e Formatted: Font: Italic

indígenas, mas uma invasão feita por outros colonos provocou a chacina dos frades por
parte dos indígenas.

Apesar do primeiro fracasso, anos mais tarde, frei Bartolomeu entrou na


complicada e perigosa Tierra de Guerras junto com frei Luis Cancer e convenceu os
indígenas contra a belicosidade, por meio da diplomacia, oferecendo a promessa de que,
se os indígenas aceitassem o domínio de El-Rey, teriam suas terras intocáveis a
qualquer colono por dez anos, além de não serem passíveis de serem capturados para a
encomienda. Este sucesso permitiu inclusive a renomeação da localidade para Verapaz.

Não aprendeu a utilizar-se das línguas nativas por causa de sua itinerância como
missionário, mas esteve em constante contato com os indígenas, rendendo-lhe uma
infinidade de objetos e relatos em primeira mão dos próprios entrevistados. Um grande
companheiro de Las Casas foi frei Domingos de São Tomás, que mais tarde prefaciou a
obra Apologética historia, que havia tratado de estudar as línguas nativas e, a partir

7
O termo gentio se refere à denominação moderna empregada pela Igreja e pela Coroa
castelhana, diferenciando aqueles que nunca ouviram sobre Cristo e aqueles que já tiveram contato e o
rejeitaram, ou seja, diferenciam os outros pagãos e judeus dos muçulmanos e judeus, infiéis.
delas, mostrar à Coroa a complexidade das sociedades ali oprimidas, conforme Hanke
(1949) nos traz: “Sua Majestade [...], veja muito clara e manifestamente quão falso é o Formatted: Font: Not Italic

que muitos lhe querem persuadir, sendo os naturais dos reinos do Perú bárbaros e
indignos de ser tratados com a suavidade e liberdade que os vossos demais vassalos
são”8.

Estar com os indígenas foi o combustível para a monumental obra Apologética


historia, com seus dois tomos e longos 248 capítulos, iniciada em 1527, depois do frade
haver-se encarcerado em seu convento, após a tragédia de Cumaná. Nela, discorre,
principalmente ao longo dos 30 primeiros capítulos do primeiro volume, as novas terras
e seus habitantes, através dos dados coletados, mas também foca nos elementos
políticos econômicos e sociais dos grupos por ele analisados.

Contudo, como Hanke, levanta muito bem, devemos ser cautelosos acerca de seu
escrito: “Aos defeitos e maus costumes dos indígenas nunca presta atenção, já que Las Formatted: Font: Not Italic

Casas confessa que que seu propósito não é realçar estes elementos, senão em insistir
sobre os aspectos favoráveis da vida destes pagãos”9. Ainda assim, não se restringe e
descreve algumas práticas “desagradáveis”, afim de que não se imaginasse uma imagem
idílica do cenário. O autor não pretende uma análise científica, mesmo porque não havia
possibilidade de surgimento desta mentalidade à época e seu objetivo era o
convencimento acerca da humanidade destes indígenas.

Em Historia de las Índias, sua teoria é bem fundamentada na filosofia grega.


cConsidera as sociedades indígenas através de uma leitura ao pé da letra da Política de
Aristóteles e, segundo Hanke, há uma estrutura delas em seis condições:

1 – trabalhadores que cultivem o solo; 2 – artífices para fazer o trabalho necessário à


comunidade, 3 – guerreiros para defender a cidade de agressores e obrigar aqueles que não
queiram obedecer às leis, 4 – homens ricos, 5 – sacerdotes para oferecer os sacrifícios, 6 –
juízes. (1949, pg. 84).

EÉ a partir dela é que o mesmo fará, ao longo de uma centena de capítulos, traçar
paralelos entre diversas práticas entre de várias civilizações e as sociedades indígenas,
tal como as formas de educação das crianças, a qualidade das oferendas aos deuses, que
eram mais valiosas que a dos povos clássicos gregos, as maneiras de arquitetura das
pirâmides, equiparáveis às egípcias.

8
HANKE, Lewis. Bartolomé de Las Casas. Pensador Político, Historiador, Antropólogo. 1949.
Pg. 77. [Tradução própria]
9
HANKE. Ibdem. Pg. 82. [Tradução própria]
O elemento comparativo e a concepção dissecadação dos elementos de cultura
também são semelhantes, de certa maneira, àquela empregada pelos primeiros
antropólogos cientistas, inclusive a pretensão de comparação acom outros povos.; eEste
elemento não quer dizer que há povos mais desenvolvidos que outros, mas também
existe uma separação entre civilizados e bárbaros, como uma espécie de infância da
humanidade.

De estos ejemplos antiguos y modernos claramente parece no haber naciones en el mundo, por
rudas e incultas, silvestres o bárbaras, groseras, fieras o bravas y casi brutales que sean, que no
puedan ser persuadidas, traídas y reducidas a toda buena orden y policía y hacerse domésticas,
mansas, tratables, si usare de industria y de arte y se llevare del aquel camino que es proprio y
natural a los hombres, mayormente (conviene a saber) por amor y mansedumbre, suavidad y
alegría y se pretende solo aqueste fin.

A política interna das etnias indígenas com quem frei Bartolomeu teve também
foiram por ele observadas. Suas obras não mostram de fato este elemento da vida nativa,
mas de certo modo também foi analisada por ele. Suas propostas para uma maneira de Commented [UdW9]: Qual modo? Como assim?

colonização americana que não dispusesse de escravidão, ou anúncio bárbaro do modo


de vida espanhol, mostram tal disposição. O projeto de colonização colaborativo, Commented [UdW10]: Como assim?

pensado para Cumaná e executado em partes, leva em conta líderes indígenas como
legítimos e capazes de governo.

Por fim, Las Casas carrega consigo a preocupação do fim destas civilizações,
por causa do genocídio ali empregado, e demonstra sua preocupação na “Brevíssima
Relação da destruição das Índias”: “Para la felicidade temporal y eterna de todos los Formatted: Font: Not Italic

numerosos pueblos del Nuevo Mundo, si no fueran destruídos antes que esa “História”
sea terminada”10. Assemelha-se a Tylor, que está preocupado com a perda das culturas
primitivas por causa do contato com as mais avançadas. Commented [UdW11]: Essa foi a única comparação mais
efetiva que você logrou entre Las Casas e a literatura
discutida na disciplina.
Conclusão

Com as devidas ressalvas para que não caiamos no anacronismo nem no puro
elogio ao frade pensador, Bartolomeu fez parte dos primeiros suspiros da Antropologia,
assim como outros missionários contemporâneos a ele também fizeram. Estava envolto
de uma mentalidade de cristandade e sua obra, sem dúvida, à evangelização dos
indígenas, mas foi muito mais além de outros projetos da expansão europeia, pois Commented [UdW12]: Trecho truncado.
Incompreensível.

10
LAS CASAS, OP, Bartolomé. O Paraíso destruído: a sangrenta história da conquista da
América Espanhola. 2008, pg. 18
pretendia observar e entender as organizações e modos de vida, a fim de que fossem
integradoas de maneira “orgânica” ao modo cristão-europeu.

Assim, não poderíamos chama-lo de antropólogo, mas devemos considerar seu


salto e sua luta como defensor dos indígenas ali massacrados, assim como práticas que Commented [UdW13]: Como assim? Qual “salto”?

os cientistas adotaram depois de muita discussão, como a “presença no campo”. Commented [UdW14]: Truncado.

Assim, ao analisar sua obra, mesmo que rapidamente neste trabalho, podemos
encontrar elementos que permitem visualizar e enriquecer as maneiras de atuação do
trabalho atual, mesmo que tenhamos avançado consideravelmente na discussão em Commented [UdW15]: Qual “trabalho atual”? De quem?
Não está claro.
relação à forma de lidar com esses “outros”, não com intuito de absorvê-los em nossa
maturidade [sic], ou preservá-los, mas de dialogar e enfrentar suas maneiras próprias de
vida, pensamento e organização em vista de uma integração justa, respeitosa, conforme Commented [UdW16]: O que seria ou como você
concebe essa “integração”? Em que sentido?
a sua dignidade e direitos – historicamente negados. Analisar suas obras e as de outros
contemporâneos nos permitirá expandir nossas reflexões enquanto Ciência, práticas e
políticas que foram e são pensadas no que tange o contato interétnico. Commented [UdW17]: Valeu a tentativa, mas o trabalho
ficou aquém do que ele prometeu ao início. As
analogias/comparações entre o pensamento e a prática de Las
Fontes Casas com a dos antropólogos e tradições teóricas discutidas
no curso foram muito superficiais. Além disso, aqui no final
– onde você poderia ter desenvolvido e desdobrado mais isso
LAS CASAS, Batolomeu. Apologetica historia. [S.l.]: Fundación el Libro Total. 1556. – as formulações ficaram pouco claras, com lacunas e
truncadas em alguns trechos.
Disponível em: <http://www.ellibrototal.com/ltotal/newltotal/?t=1&d=4072_4167_1_1
_4072>. Acesso em: 19/12/2016.

LAS CASAS, OP, Bartolomé. O Paraíso destruído: a sangrenta história da conquista


da América Espanhola. Coleção Descobertas. 2ª ed. Porto Alegre: LP&M, 2008

Referências Bibliográficas

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do Ser Humano Primitivo. Petrópolis: Vozes. 2010, pp. 137-171.

BRUIT, Héctor Hernan. Bartolomé de Las Casas e a simulação dos vencidos: ensaio
sobre a conquista hispânica da América. Campinas: UNICAMP; São Paulo: Iluminuras
Ltda. 1995

HANKE, Lewis. Bartolomé de Las Casas. Pensador político, Historiador,


Antropólogo. La Habana: Ucar Garcia. 1949.

JOSAPHAT, OP, Frei Carlos. Las Casas: todos os direitos para todos. São Paulo:
Edições Loyola. 2000

LOSADA, Angel. Fray Bartolomé de Las Casas a la luz de la moderna crítica


histórica. Madrid: Editorial Tecnos. 1970.
MORGAN, Lewis Henry. A Sociedade Antiga. IN: CASTRO, Celso (org.).
Evolucionismo Cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro: Zahar. 2005.
pp. 41-65.

SOUZA, Itamar. Bartolomeu de Las Casas: Um contestador da colonização espanhola


na América. Brasília: Rumos. 1994

TYLOR, Edward. A Ciência da Cultura. IN: CASTRO, Celso (org.). Evolucionismo


Cultural: textos de Morgan, Tylor e Frazer. Rio de Janeiro: Zahar. 2005. pp. 82-118.