Vous êtes sur la page 1sur 59

LÍLIAN SAUER ALBERTINI

ECOLOGIA, FATORES ASSOCIADOS À VIRULÊNCIA E DIVERSIDADE DE


Escherichia coli ISOLADOS DE AMOSTRAS DE ÁGUA DE
LASTRO, ÁGUA DE REGIÕES PORTUÁRIAS E
MOLUSCOS BIVALVES NO BRASIL

Tese apresentada ao Instituto de Ciências


Biomédicas da Universidade de São Paulo,
para obtenção do Título de Doutor em
Ciências.

Área de Concentração: Microbiologia

Orientadora: Profa. Dra. Irma. N. G. Rivera

São Paulo
2009
RESUMO

ALBERTINI, L. S. Ecologia, fatores associados à virulência e diversidade de


Escherichia coli isolados de amostras de água de lastro, água de regiões portuárias
e moluscos bivalves no Brasil. 2009. 215 f. Tese (Doutorado em Ciências) - Instituto
de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil.

Os ecossistemas aquáticos possuem microrganismos transitórios que chegam através


do ar, solo, despejos industriais e domésticos e através da água de lastro de navios,
degradando a qualidade da água. Escherichia coli foi isolado de amostras de água de lastro,
água de regiões portuárias e de bivalves e dos 331 isolados de E. coli estudados, 49,6%
apresentaram múltipla resistência variando de 2 a 8 antibióticos. Todos eles foram
resistentes a eritromicina, característica natural da espécie. Dois isolados de amostras de
água de região portuária de Paranaguá (2/42), possuíam os seguintes antibioticotipos: AMI
AMP CTX CAZ CPX ERI PPT SUT e AMI AMC AMP CTX CAZ CRX ERI SUT. Sete
fatores associados à virulência foram pesquisados utilizando a técnica de hibridação
radioativa: Toxina termoestável (ST), Toxina termolábil (LT), Adesão agregativa (EAEC),
Fator de invasão (INV), Toxina “Shiga-like” I (stx-1), Toxina “Shiga-like” II (stx-2), e o
gene que codifica para a intimina (eae). Os resultados positivos da hibridação foram
confirmados através da reação em cadeia de polimerase e somente 4 isolados apresentaram
homologia com o gene que codifica para Aderência Agregativa (AA) de EAEC, 3 para eae,
3 para ST e um para stx2. Em relação à pesquisa da presença de plasmídeos, um total de
80,0% (24/30) e 72,3% (68/94) dos isolados de E. coli de amostras de água de lastro e de
amostras de água de regiões portuárias apresentaram plasmídeos, respectivamente. Neste
estudo, os isolados de E. coli de amostras de moluscos bivalves coletados nas proximidades
das regiões portuárias estudadas mostraram que 75,3% (55/73) possuem plasmídeos e
56,8% dos mesmos correspondem a plasmídeos com fragmentos entre 2027 pb e 23.099 pb.
Na caracterização molecular dos isolados, verificou-se que o ERIC-PCR apresentou um
melhor desempenho pelo maior número de clusters com similaridade maior que 70%. A
presença de isolados contendo os genótipos encontrados, nos remetem a analisar a
importância sobre o risco da presença de E. coli patogênica no ambiente marinho costeiro e
em água de lastro. Por isso, programas de vigilância sanitária devem ser implementados
para proteger a saúde humana, animal e do meio ambiente.
Palavras-chave: Escherichia coli. Resistência aos antibióticos. Fatores associados à
virulência. Plasmídeos. ERIC-PCR. REP-PCR. Água de lastro. Água de regiões
portuárias. Moluscos bivalves.
ABSTRACT
ALBERTINI, L. S. Ecology, virulence factors and diversity of Escherichia coli
isolated from ballast water, ports areas and bivalves samples in Brazil. 2009. 215 f.
Ph. D. Thesis (Science) - Institute of Biomedical Science, University of São Paulo, São
Paulo, Brazil.

The aquatic ecosystems had transitory microorganisms that arrived through the
air, soil, industrial and domestic sewage and ballast water, degrading the water quality.
Escherichia coli was isolated from ballast water, port areas water and bivalves samples.
All of them were resistant to erythromycin, natural behavior of this specie. However,
from the 331 isolates of E. coli studied, 49.6% had multiple antibiotics resistant varied
from 2 to 8 antibiotics. Two isolates from Paranaguá Port area water samples (2/42),
showed the following antibiotics type: AMI AMP CTX CAZ CPX ERI PPT SUT and
AMI AMC AMP CTX CAZ CRX ERI SUT. Seven virulence associated factors were
investigated using radioactive hybridization: heat stable toxin (ST), heat labile toxin
(LT), aggregative adhesion (EAEC), invasion factor (INV), Shiga-like I toxin (STx-1),
Shiga-like II toxin (STx-2), and the gene that codify for intimin (eae). The positive
results were confirmed through polymerase chain reaction and only 4 isolates presented
homology to the gene that codify for aggregative adherence (AA) of EAEC, 3 for eae
gene, 3 for ST and one for stx2. Concerning the plasmids study, a total of 80.0% (24/30)
and 72.3% (68/94) of E. coli isolates from ballast water and port area water samples had
plasmids, respectively. In this study the E. coli isolates from bivalves samples showed
that 75.3% (55/73) had plasmids and 56.8% of them had plasmids with size from 2027
bp and 23,099 bp. The molecular characterization of isolates verified that the ERIC-
PCR was more efficiency to show high number of clusters with similarity more than
70%. The presence of E. coli isolates contained dangerous genotypes, showed the
microbial risk present at the coast area ecosystem and ballast water samples and sanitary
surveillance programs must be implemented for human, animal and aquatic ecosystem
health protection.

Key-words: Escherichia coli. Antibiotic Resistance. Virulence factors. Plasmids.


ERIC-PCR. REP-PCR. Ballast water. Port areas. Bivalves.
1 INTRODUÇÃO________________________________________________________

A água é um elemento de importância fundamental para a sobrevivência do


homem. Seu desempenho nos setores industrial e agropecuário, no abastecimento
público, na preservação da vida aquática, nas atividades recreacionais e no transporte
marítimo confirmam essa importância vital. Três quartos da superfície da Terra são
cobertos por água, sendo que 97,4% é salgada e constituem os oceanos e 1,8% está
congelada e se encontra nas regiões polares. Desta forma, a água doce disponível para a
população do planeta representa apenas 0,8%, e parte desta está contaminada, segundo
dados da COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL
(CETESB, 2004).
O desenvolvimento industrial, o crescimento demográfico e a ocupação do solo
de forma intensa e acelerada têm provocado esta contaminação que compromete os
recursos hídricos disponíveis para o consumo humano e para fins recreacionais,
aumentando consideravelmente o surgimento de doenças de veiculação hídrica
(RIVERA e MARTINS, 1996). Particularmente, a água contaminada é responsável por
80% das doenças nos países em desenvolvimento, segundo dados da “WORLD
HEALTH ORGANIZATION” (WHO, 2006), constituindo, desta forma, uma ameaça à
saúde pública (MARTINS et al., 1993).
O reconhecimento da gravidade presente nas águas receptoras de esgotos
domésticos, como possíveis veículos de transmissão de agentes de doenças infecciosas e
parasitárias, ocorreram com a descoberta dos agentes etiológicos das doenças
infecciosas e da sua eliminação juntamente com as fezes dos indivíduos doentes ou
portadores, como a do Vibrio cholerae em 1854, da Entamoeba histolytica em 1875 e
da Shigella dysenteriae em 1898 (REINHART, 1980). Diversas doenças são associadas
à água, e podem ocorrer pela contaminação por excreções humanas ou de outros
animais ou pela presença de substâncias químicas nocivas à saúde humana (CETESB,
2004). Segundo dados do “NATIONAL RESEARCH COUNCIL”, vírus e bactérias são
os principais responsáveis por doenças transmitidas pela água e alimentos (NRC, 1999)
(Tabela 1).
Os ecossistemas aquáticos costeiros podem ser contaminados por receberem
esgotos domésticos e/ou pelo deslastre dos navios que transportam e introduzem
microrganismos, parasitas e outros organismos de um ambiente para outro. Quando
ingeridas acidentalmente por banhistas ou atingir áreas de cultivo e/ou extração de
moluscos bivalves, podem por em risco a saúde da população.
Em termos de Saúde Pública, os aspectos sanitários devem ser enfocados,
estudando-se o comportamento dos indicadores de poluição de origem fecal, sendo mais
comumente utilizados o grupo dos coliformes fecais ou termotolerantes, e os
enterococos fecais [AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION (APHA, 1985)].
Neste âmbito, devido à crescente preocupação que vem ocorrendo conseqüente de
problemas oriundos da poluição e/ou contaminação das águas costeiras, isolaram-se E.
coli de várias amostras de água coletadas em sete portos brasileiros, água de lastro de
navios que ancoraram em nove portos brasileiros e de moluscos bivalves coletados in
natura em áreas próximas a regiões portuárias brasileiras.

Tabela 1 - Listagem dos principais agentes etiológicos das doenças veiculadas pela água e suas
rotas de transmissão ao homem.

Agente etiológico Doença Rota de transmissão


Viroses
Vírus da hepatite A Hepatite infecciosa Alimento marinhob, águac
Vírus da hepatite E Hepatite Águac
Caliciviroses Gastroenterite Alimento marinhob, águac
Rotavírus Gastroenterite infantil Águac
Astrovírus Gastroenterite Alimento marinhob, águac
Enterovírus Várias Águab
Bactérias autóctonesa
Mycobacterium marinum Granuloma Águad
Vibrio alginolyticus Infeccões de pele Águad
Vibrio cholerae Cólera Alimento marinhob, águac
Vibrio parahaemolyticus Gastroenterite e Infec. pele Alimento marinhob, águad
Bactérias alóctones a
Escherichia coli Gastroenterite Águad
Leptospira interrogans Leptospirose Águad
Listeria monocytogenes Listeriose Alimento marinhob
Morganella morganii Intoxicação Alimento marinhob
Salmonella species Febre tifóide e gastroenterite Águac
Nemátodes
Anisakis simplex Anisakiose Alimento marinhob
Fonte: NRC (1996)
a
autóctone = endêmico ao ecossistema; alóctone = transitório ou alheio ao ecossistema, b Crú ou
pouco cozido, c ingestão acidental de água durante a recreação; água potável contaminada com
água de mar ou fezes, d contato acidental durante recreação ou trabalho.
2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA____________________________________________

2.1 Ecossistemas aquáticos das zonas costeiras

Os ecossistemas aquáticos nas zonas costeiras têm uma importância


considerável, pois são, a um só tempo, áreas públicas socializadas, onde ocorre relação
dos portos marítimos com as cidades, com as paisagens e atividades ocupacionais e
recreacionais. Adicionalmente, servem como área de alimentação, berçário, habitat e
reprodução de várias espécies, confirmando a necessidade da preservação destes
ambientes. As zonas costeiras compreendem as áreas mais produtivas e com maior
diversidade biológica do planeta [UNITED NATIONS (U. N., 2008)].
No entanto, frequentemente esses ecossistemas sofrem influência direta da
contribuição de água doce e poluição originária do continente. Os ecossistemas
aquáticos possuem na sua composição microrganismos autóctones ou nativos, cuja
função é específica e microrganismos alóctones (não indígenas) que são provenientes da
atividade antrópica do entorno [NATIONAL RESEARCH COUNCIL (NRC, 1996)].
As bactérias pelágicas do ambiente marinho podem ser associadas a detritos em
suspensão, ao plâncton marinho ou ser de vida livre. Diversos estudos relatam a
presença de viroses entéricas humanas e bactérias patogênicas em zonas costeiras
(COLWELL, 1978; METCALF, 1978; MELNICK et al., 1979; GRIMES, 1991;
BOSCH et al., 2001; KONG et al., 2002).
O Brasil contempla 7.408 km de extensão de linha de costa, desconsiderando os
recortes litorâneos (baías, reentrâncias, golfões, etc.), que elevam para mais de 8,5 mil
km voltados para o Oceano Atlântico [COMISSÃO NACIONAL INDEPENDENTE
SOBRE OS OCEANOS (CNISO, 1998)]. No Brasil, atualmente, cerca de 1/5 da
população vive em municípios litorâneos, o que corresponde a cerca de 38 milhões de
habitantes, com densidade demográfica em torno de 100 habitantes por km2 (MORAES,
1995). Segundo dados do censo demográfico de 2000, esses valores determinam uma
densidade demográfica de 87 hab/km2 para a zona costeira, valor cinco vezes superior a
densidade média nacional que é de 17 hab/km2 [(INSTITUTO BRASILEIRO DE
GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE, 2001)].
São imensos os perigos presentes na zona costeira que além de incluírem
poluição originária de áreas densamente povoadas, incluem também a entrada de
poluentes provenientes de descargas de rios, descarga de efluentes industriais, derrame
de óleo, descarga de água de lastro de embarcações, erosão e aterramento costeiros,
desmatamento e instalação de usinas hidrelétricas (EL-SABH et al., 1998). Os estragos
causados pelos efeitos negativos de atividades desenvolvidas na costa em ambientes
marinhos e costeiros advêm de duas fontes: associados às mudanças econômicas e
sociais e aqueles associados à pressão causada pelo excesso populacional sobre os
recursos naturais. As mudanças econômicas e sociais em áreas costeiras frequentemente
resultam em aumento da pressão da demanda por recursos naturais encontrados em
bacias hidrográficas e entre as mesmas. (GESAMP, 2001).
Uma ampla variedade de funções importantes para a sociedade, esclarece a
grande ocupação da zona costeira, tais como: a produção de alimentos, a produção de
energia, a extração de recursos naturais, a manutenção de habitats de reprodução, a
manutenção de rotas migratórias, a garantia da diversidade genética das espécies, a
localização para habitação e a prática de recreação, dentre outros (DUBSKY, 1999). No
entanto, a sobrevivência das populações costeiras depende da saúde e das condições dos
sistemas costeiros, incluindo as áreas úmidas, as regiões estuarinas, as correspondentes
bacias de recepção e drenagem, as águas interiores próximas à costa, bem como o
próprio sistema marinho. Em suma, a sustentabilidade das atividades antropogênicas
nas zonas costeiras depende de um meio marinho saudável e vice-versa (GEO BRASIL,
2002).
Segundo dados da “ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE SALUD”
(1994), a morte de mais de três milhões de crianças menores de cinco anos que ocorrem
por ano são por complicações diarréicas causadas na maioria das vezes por água
contaminada, e que o grau de saúde da população pode ser medido pela qualidade do
saneamento oferecido à mesma.
De acordo com a Fundação Nacional da Saúde (FUNASA), são várias as
doenças que podem ser causadas ou agravadas pelas más condições de saneamento,
drenagem e qualidade da água. De acordo com os dados do GERCO (Gerenciamento
Costeiro- MMA), mais de 3.000 toneladas de poluentes líquidos são despejados no
litoral brasileiro diariamente e segundo o GEO BRASIL (2002) resultados preliminares
indicam que os despejos poluidores estão sendo constituídos principalmente de
efluentes industriais e esgotos domésticos.
2.2 Gerenciamento das zonas costeiras e desenvolvimento sustentável

O gerenciamento dos recursos hídricos pode ser traduzido como o instrumento


que orienta ao Poder Público e à sociedade, no uso e monitoramento dos recursos
ambientais (naturais, econômicos e socioculturais), na área de abrangência de uma bacia
hidrográfica, de forma a promover o desenvolvimento sustentável (LANNA, 1995). O
principal objetivo, do gerenciamento costeiro é melhorar a qualidade de vida das
comunidades humanas que dependem dos recursos costeiros, levando em consideração
a manutenção da diversidade biológica e da produtividade dos ecossistemas costeiros
(GESAMP, 1996). No Brasil, o gerenciamento costeiro é amparado pela Constituição
Federal, que define a zona costeira como propriedade nacional. Neste dispositivo, o
Governo Brasileiro instituiu em 16 de maio de 1988 o Plano Nacional de
Gerenciamento Costeiro (PNGC) através da Lei 7.661, como parte integrante da Política
Nacional para os Recursos do Mar - PNRM e da Política Nacional do Meio Ambiente –
PNMA. A mesma, no artigo 2°, visa especificamente “orientar a utilização nacional
dos recursos na Zona Costeira, de forma a contribuir para elevar a qualidade de vida
de sua população, e à proteção do seu patrimônio natural, histórico, étnico e cultural”.
A Lei 7.661/88 foi regulamentada pelo Decreto-Lei 5.300 de 7 de dezembro de
2004. Nos termos do artigo 6°, seção III, capítulo II, deste decreto ficou estabelecido
como objetivos da gestão da zona costeira:
I - a promoção do ordenamento do uso dos recursos naturais e da ocupação dos
espaços costeiros, subsidiando e otimizando a aplicação dos instrumentos de controle e
de gestão da zona costeira;
II - o estabelecimento do processo de gestão, de forma integrada,
descentralizada e participativa, das atividades socioeconômicas na zona costeira, de
modo a contribuir para elevar a qualidade de vida de sua população e a proteção de
seu patrimônio natural, histórico, étnico e cultural;
III - a incorporação da dimensão ambiental nas políticas setoriais voltadas à
gestão integrada dos ambientes costeiros e marinhos, compatibilizando-as com o Plano
Nacional de Gerenciamento Costeiro - PNGC;
IV - o controle sobre os agentes causadores de poluição ou degradação
ambiental que ameacem a qualidade de vida na zona costeira;
V - a produção e difusão do conhecimento para o desenvolvimento e
aprimoramento das ações de gestão da zona costeira.
O Brasil dispõe ainda, em relação a programas e projetos específicos para gestão
integrada da zona costeira e marinha e aos seus objetivos e metas: o Programa Nacional
de Gerenciamento Costeiro (GERCO), o Projeto de Gestão Integrada da Orla Marítima
(Projeto ORLA) e o Programa de Avaliação do Potencial Sustentável de Recursos
Vivos na Zona Econômica Exclusiva (REVIZEE) (MMA, 2004).
No que se refere à prevenção, o licenciamento ambiental é um dos instrumentos
que se atribui a maior importância, pois através deste o órgão licenciador poderá
verificar as condições de funcionamento do empreendimento, dando vistas aos outros
instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente.
A Resolução Nº 237, de 19 de dezembro de 1997 do CONSELHO NACIONAL
DO MEIO AMBIENTE – CONAMA dispõe sobre o licenciamento ambiental em seu
artigo 1°, inciso I: “Licenciamento Ambiental: procedimento administrativo pelo qual o
órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação e a operação
de empreendimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais, consideradas
efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que, sob qualquer forma, possam
causar degradação ambiental, considerando as disposições legais e regulamentares e
as normas técnicas aplicáveis ao caso”. Esta mesma Resolução estabelece em seu
Anexo I, sobre ATIVIDADES OU EMPREENDIMENTOS SUJEITAS AO
LICENCIAMENTO AMBIENTAL: Transporte, terminais e depósitos; ...; marinas,
portos e aeroportos, as atividades potencialmente poluidoras e discrimina a atividade
portuária como obrigatória de licenciamento.
Ainda no que refere-se aos recursos hídricos, o Brasil dispõe ainda da Lei 9.433,
de 8 de janeiro de 1997 da Política Nacional de Recursos Hídricos, que conforme o seu
artigo 2°, inciso II, tem como objetivo: “a utilização racional e integrada dos recursos
hídricos, incluindo o transporte aquaviário, com vistas ao desenvolvimento
sustentável”.
Por fim, vale ressaltar que o monitoramento ambiental dos poluentes e da
balneabilidade das praias é controlado pela CETESB (Companhia Estadual de
Tecnologia de Saneamento Básico e de Defesa do Meio Ambiente), com base na Lei nº
997, de 31 de maio de 1976, e no Decreto Estadual 8.468, de 8 de setembro de 1976 que
aprova o Regulamento da Lei nº 997, de 31 de maio de 1976, que dispõem sobre a
Prevenção e o Controle da Poluição do Meio Ambiente, e pelo CONAMA (Conselho
Nacional do Meio Ambiente), com base na Resolução Nº. 274 de 29 de novembro de
2000, visando garantir a qualidade bacteriológica de águas de recreação:
- considerando que a saúde, o bem-estar humano podem ser afetados pelas
condições de balneabilidade;
- considerando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial
à defesa dos níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos,
de modo a assegurar as condições de balneabilidade;
- considerando a necessidade de serem criados instrumentos para avaliar a
evolução da qualidade das águas, em relação aos níveis estabelecidos para a
balneabilidade, de forma a assegurar as condições necessárias à recreação de contato
primário;
- considerando que a Política Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional
de Recursos Hídricos e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC),
recomendam a adoção de sistemáticas de avaliação da qualidade ambiental das águas.

2.3 Áreas portuárias brasileiras1

As instalações portuárias possuem uma elevada estrutura, cujos efeitos se


estendem em quase todos os subsistemas territoriais: físico-ambiental, econômico-
produtivo e urbanorelacional. Por outro lado, a complexidade de seu entendimento e
administração, está relacionada ao fato de que o desenvolvimento de suas funções
depende de circunstâncias alheias não só ao porto, mas muitas vezes à própria região e
ao estado sede (BARRAGAN MUÑOZ, 1995). Llaquet (2002) afirma que
independente de sua função como facilitador da economia ao nível macro, o porto, é um
gerador de riqueza e de emprego com efeitos positivos na atividade socioeconômica do
território regional e, mais diretamente, na cidade portuária. No entanto, o porto se
constitui em fator de desenvolvimento para a cidade se for eficiente e, ao mesmo tempo,
ambos crescerem em harmonia, na medida em que minimize os impactos causados por
suas atividades, segundo alerta Dankfort (1994), “(...) caso contrário, os
transtornos se tornam maiores que os benefícios”. Considerando isto, no Brasil, a
Resolução CONAMA Nº 237 em seu anexo I, menciona que as atividades portuárias
são consideradas como potencialmente poluidoras (BRASIL, 2002).

_____________________________________________________________________________________
1
Dados disponíveis no site: www.transportes.gov.br – acessos dia 02/ 10/ 2008 e 07/10/2008.
2.3.1 Porto de Belém

O Porto de Belém, inaugurado em 02 de outubro de 1909, tem uma extensão


acostável de 1.446,90 m e está situado a uma distância de 120 km do oceano Atlântico.
Sua localização é na margem direita da baía de Guajará e na margem esquerda dessa
baía se localiza a ilha das Onças com 19 km de comprimento e uma série de ilhas
menores. A principal entrada marítima do Porto de Belém está situada pela baía de
Marajó, apresentando largura de 55 km e profundidade mínima de 10,5 m e pela baía de
Guajará, entre as ilhas da Barra e do Forte, com aproximadamente 110 km de extensão,
largura de 3,2 km a 15 km e profundidade de 09 m.

2.3.2 Porto de Fortaleza

As obras do antigo porto de Fortaleza, iniciadas por um molhe de proteção com


execução suspensa devido aos assoreamentos provocados na área, foram alteradas por
um projeto da Inspetoria Federal de Portos, Rios e Canais, aprovado pelo Decreto nº
14.555, de 17 de dezembro de 1920. A sua construção e o desenvolvimento dos
trabalhos, iniciados em 1921, foram interrompidos em 1923. Em 20 de dezembro de
1933, através do Decreto nº 23.606, o governo do estado do Ceará recebeu o porto em
concessão e, em 1938, o Decreto-Lei nº 544, editado em 7 de julho, previu a
transferência das instalações para um novo local, na enseada de Mucuripe. O porto de
Fortaleza conta com um cais comercial de 1.050 m de comprimento. Sua região de
influência abrange os Estados do Ceará, Piauí, partes do Maranhão, Rio Grande do
Norte, da Paraíba e Pernambuco, e se estende, ainda, às regiões Norte e Centro-Oeste e
ao Vale do São Francisco, áreas de alcance de distribuição de cargas movimentadas no
Porto. O acesso marítimo é feito por uma barra de entrada que possui 100 m de largura e
profundidade de 11 m; o canal de acesso, com extensão de 1,5 km, possui largura
variável entre 80 m e 100 m e profundidade de 10 m.

2.3.3 Porto de Rio Grande

A primeira providência oficial para melhorar a segurança da navegação ocorreu


em 1846, quando o Governo Imperial criou a Inspetoria da Praticagem da Barra do Rio
Grande. Em 1847 um total de 668 embarcações transpôs a Barra de Rio Grande,
surgindo um pequeno porto, localizado onde hoje é o Porto Velho, no centro da cidade.
Em 1906, iniciaram as obras de fixação da Barra de Rio Grande, com aprofundamento
para 10 m, e a construção de dois molhes convergentes e um novo porto na cidade do
Rio Grande (hoje conhecido como Porto Novo). Em 1º de março de 1915,
aproximadamente às 17h30 min, o navio-escola Benjamin Constant, da Armada
nacional, calando 6,35 metros, transpôs a Barra. Por volta das 18h30 min, atracou no
cais do Porto Novo do Rio Grande, em meio a solenidades festivas. Em 15 de novembro
de 1915, foi inaugurado o primeiro trecho de cais do Porto Novo, numa extensão de 500
metros, logo entregues à operação.
O porto de Rio Grande está localizado na margem direita do canal do norte, que
liga a Lagoa dos Patos ao Oceano Atlântico. A área de influência compreende os
estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, o Uruguai, o sul do Paraguai e o
norte da Argentina. O acesso fluvial é feito pelo rio Guaíba. O acesso lacustre é feito
pela Lagoa dos Patos. Já o acesso marítimo é feito por uma barra limitada pelos molhes
leste e oeste, oferecendo a largura de 700 m e profundidade de 14 m. Canais de acesso:
o do Porto Novo tem comprimento de 5,1 km, largura de 150 m e profundidade de 8,5
m e o do Superporto se estende por 4,7 km com largura mínima de 200 m e
profundidade de 13 m.

2.3.4 Porto de Itaguaí

O porto de Itaguaí, inaugurado em 7 de maio de 1982, está localizado na costa


norte da baía de Sepetiba, no município de Itaguaí, estado do Rio de Janeiro, ao sul e a
leste da Ilha da Madeira. A área de influência coincide em parte com a hinterlândia do
porto do Rio de Janeiro, abrangendo os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e o
sudoeste de Goiás. O acesso marítimo é feito por uma barra que está localizada entre a
Ponta dos Castelhanos, na ilha Grande, e a Ponta Grossa da Restinga da Marambaia,
oferecendo 12 km de largura e profundidade de 19 m. O canal de acesso, com cerca de
22 km, possui largura de 200 m e profundidade mínima de 13,5 m.
2.3.5 Porto de Paranaguá

O porto de Paranaguá, inaugurado em 17 de março de 1935, localiza-se na


cidade de Paranaguá, no estado do Paraná, na margem sul da baía de Paranaguá. A área
de influência compreende o estado do Paraná e parte dos estados de São Paulo, Santa
Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Inclui também o Paraguai, que
dispõe de um entreposto franco no porto. O acesso marítimo é feito por uma barra de
entrada que possui largura de 200 m e profundidade de 12 m. O porto possui três canais
de acesso: o do Norte, o do Sudeste e o da Galheta, esse último, o principal, com 28,5
km de extensão, largura variando de 150 m a 200 m e profundidade de 12 m.

2.3.6 Porto de Santos

O porto de Santos, inaugurado em 2 de fevereiro de 1892, está localizado no


centro do litoral do estado de São Paulo, estendendo-se ao longo de um estuário
limitado pelas ilhas de São Vicente e de Santo Amaro, distando 02 km do Oceano
Atlântico. A área de influência compreende o estado de São Paulo e grande parte de
Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Paraná. As instalações do
porto compreendem um Cais acostável de 11.042 m de extensão e profundidades
variando entre 6,6 m e 13,5 m; 521 m de cais para fins especiais, com profundidade
mínima de 5 m, e 1.883m para uso privativo, com profundidades de 5 m a 11 m. O
acesso marítimo é franco, contendo um canal com largura de 130 m e profundidade de
13 m, na parte marítima da baía de Santos, e, no estuário, largura de 100 m e
profundidade de 12 m.

2.3.7 Porto de Recife

As primeiras iniciativas para a realização de melhoramentos no antigo


ancoradouro do Recife datam de 1815. No decorrer do século XIX foram elaborados
diversos projetos, sem que a execução, contudo prosperasse. Somente em 1º de julho de
1909, com a publicação do Decreto nº 7.447, foi autorizada a construção das novas
instalações, compreendendo, 2.125 m de cais e três armazéns.
O porto de Recife localiza-se na parte centro-leste da cidade de Recife, capital
do estado de Pernambuco, na confluência e às margens dos rios Capibaribe, ao sul, e
Beberibe, no local onde desaguam no oceano Atlântico. A área de influência abrange os
estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, parte de Alagoas, a faixa
litorânea de Sergipe, o sudeste do Piauí, o sul do Ceará e o noroeste da Bahia. O acesso
marítimo é feito por dois canais de acesso ao porto, ambos com características naturais.
O principal deles, Canal Sul, possui aproximadamente 260 m de largura e 3,4 km de
extensão, com profundidade de 10,5 m. O outro, denominado Canal Norte, tem pouca
largura, cerca de 1.000 m de comprimento, e profundidade de 6,5 m, e é utilizado
apenas por embarcações de pequeno porte.

2.4 Água de Lastro

Água de Lastro, segundo o documento MEPC 49/2/3 que contém a minuta da


Convenção Internacional sobre o Controle e Gestão da Água de Lastro de Navios e
Sedimentos – Convenção BWM 2004, em seu Artigo 1º, Inciso IV, Título I – que
dispõem sobre ‘Definições’, significa água com seu material em suspensão, tomada a
bordo do navio para controlar trim2, adernamento3, calado4, estabilidade ou tensões de
um navio [INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZATION (IMO, 2004)]. Segundo
esta definição, a água de lastro tem por objetivo assegurar a flutuabilidade,
navegabilidade e, por fim, a segurança da embarcação, contrabalançando o peso da
carga (Figuras 1 e 2).

Figura 1- Processo de enchimento e esvaziamento dos tanques de lastro.


Fonte: <http://www.globallast.imo.org > acesso dia 15/03/2008.

_____________________________________________________________________________________
2
Trim: é a diferença de imersão entre a proa e a popa do navio.
3
Adernamento: Inclinar (a embarcação) deixando um lado debaixo d’água.
4
Calado: distância vertical da quilha do navio à linha de flutuação; espaço ocupado pelo navio dentro da
água.
Figura 2- Processo de esvaziamento dos tanques de lastro.
Fonte: <http://www.invasivespeciesinfo.gov/aquatics/ballast.shtml> acesso no dia 23/09/2008.

Em conseqüência da eficiência e da economia, o lastro sólido: pedras, areia, solo


e outros materiais, foram substituídos pela água a partir de 1880 (CARLTON, 2001).
No entanto, o aumento de problemas relacionados à introdução de espécies exóticas e a
transmissão de doenças surgiram com o advento do uso da água como lastro associada
ao crescimento do tráfego marítimo mundial e ao enorme crescimento tecnológico com
o desenvolvimento de navios de maior porte e mais veloz (SOUZA et al., 2002).
Estima-se que, volumes da ordem de 3 a 4 bilhões de toneladas de água de lastro são
transportadas por ano mundialmente (CARLTON e GELLER, 1993; ENDRESEN et al.,
2003). SILVA et al. (2004), relataram que na costa brasileira foi estimada a
movimentação de aproximadamente 40 milhões de toneladas de água de lastro por ano.
Atualmente a água de lastro constitui uma grande ameaça à saúde humana,
animal, à ecologia dos ecossistemas e a economia mundial, pois microrganismos
patogênicos, plantas e animais exóticos podem ser transportados de um lugar para outro,
promovendo doenças em lugares onde elas não ocorrem rompendo barreiras
biogeográficas (CARLTON, 1985; NEHRING, 1998; WILLIAMS et al., 1998; RUIZ et
al., 2000). Estima que, de 3 a 4 mil espécies são transportadas por navios diariamente
(GOLLASCH, 1997). No entanto, estes números podem ser ainda maiores em virtude
da dificuldade de reconhecimento em nível taxonômico de diversos exemplares
reconhecidos como espécies não-nativas causando grande preocupação em relação aos
impactos no ambiente marinho (HAYES e SLIWA, 2003).
Em conseqüência da transferência de volumes de água de lastro cada vez
maiores e da bioincrustação nos cascos dos navios, que introduzem espécies marinhas
exóticas em diferentes ecossistemas, um dos problemas mais reconhecidos em relação à
água de lastro, é em nível ecológico (WONHAM et al., 2001). O primeiro registro sobre
a introdução de espécies exóticas por meio de água de lastro ocorreu no mar Norte, por
Ostenfeld (1908), após uma floração de diatomácea Odontella sinensis, endêmica da
costa tropical e subtropical do Indo-pacífico (HALLERGRAEF e BOLCH, 1992). Nos
Estados Unidos, acidentalmente, o mexilhão-zebra, oriundo da Europa Oriental,
Dreissena polymorpha, foi introduzido através da água de lastro nos Grandes Lagos.
Atualmente, ele já se espalhou por cerca de 40% de todas as vias navegáveis dos
Estados Unidos, e já exigiu um gasto de U$ 5 bilhões de dólares ao país para tentar
conter sua invasão, que ameaça a indústria de ostras e centenas de empregos
(CARLTON, 1985). Em 1982, a água-viva Mnemiopsis leidyi, endêmica da Costa
Atlântica na América do Norte, teve sua primeira ocorrência no Mar Negro e Mar de
Azov, ao sul da Ucrânia e da Rússia, respectivamente, onde, atualmente está
estabelecida (SILVA et al., 2002).
No Brasil, em 1998, o dinoflagelado, Gymnodinium catenatum, foi
identificado em uma região de cultivo de moluscos na costa de Santa Catarina
(PROENÇA et al., 2001). O principal suspeito de causar sua distribuição foi a água de
lastro dos navios, pois estes dinoflagelados formam cistos de resistência, o que poderia
facilitar sua sobrevivência no interior dos tanques de lastro. A constatação da toxina
‘paralytic shelfish poisoning – PSP’, produzida pelo dinoflagelado, em áreas de cultivo
de moluscos desde a Argentina até a costa de Santa Catarina, transformou-o em um
problema de ordem econômica e de saúde pública (PROENÇA et al., 2004). No entanto,
o exemplo mais conhecido de invasão com sucesso é o caso do mexilhão dourado,
Limnoperma fortunei, originário dos rios asiáticos, em especial da China. Este molusco
foi introduzido no Rio da Prata, Argentina, em 1991, e avançou pelos Rios Paraná e
Paraguai. Atualmente, o mexilhão dourado se estabeleceu no Pantanal brasileiro (MMA,
2004b).
A atual preocupação, referente à água de lastro, diz respeito ao alto risco de
transmissão de agentes patogênicos através da mesma, possibilitando, desta forma, o
surgimento de surtos de doenças infecciosas, em especial, a cólera (RIVERA et al.,
2003; SILVA et al., 2004; VICENTE et al., 2006). O transporte de microrganismos
patogênicos pela água de lastro pode acontecer principalmente quando existe despejo de
esgoto sem tratamento próximo a zona portuária ou costeira, onde a água é captada
(RIVERA e MARTINS, 1996).
A partir da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e
Desenvolvimento (UNCED), no Rio de Janeiro em 1992, a Organização Marítima
Internacional (IMO), Agência Especializada da Organização das Nações Unidas (ONU)
que regulamenta o transporte e as atividades marítimas com relação à segurança, à
facilitação do comércio marítimo, à preservação do mar, recomendou o início de uma
abordagem sistemática para a questão da água de lastro, em busca de uma definição de
regras adequadas, a fim de evitar a disseminação de organismos aquáticos não nativos
das regiões nas quais as descargas são realizadas. Durante esta Conferência, através de
uma iniciativa conjunta, a IMO se juntou ao Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PNUD) e ao Fundo Mundial para o Meio Ambiente (GEF) para
identificar e avaliar barreiras ao efetivo trato da questão da água de lastro em algumas
regiões em desenvolvimento do mundo. Com esta ação, levou-se à aprovação e à
criação do projeto ‘Remoção de Barreiras para a Implementação Efetiva do Controle
da Água de Lastro e Medidas de Gestão em Países em Desenvolvimento’, do Programa
Global de Gestão de Água de Lastro (GLOBALLAST). Este projeto, visava reduzir a
transferência de espécies aquáticas exóticas indesejáveis que tinham como vetor a água
de lastro dos navios e apoiar países em desenvolvimento a implementar as medidas de
caráter voluntário previstas na Resolução de Assembléia da IMO A.868 (20) –
‘Diretrizes para o Controle e gerenciamento da Água de lastro dos navios para
Minimizar a Transferência de organismos Aquáticos Nocivos e Agentes Patogênicos’
(BRASIL, 1998).
De acordo com a adoção das normas pela IMO, através da Convenção
Internacional de Controle e Gestão da Água de Lastro e Sedimentos - Convenção
BWM 2004 - realizada em 16 de fevereiro de 2004, em Londres, foram estabelecidas
normas para a troca de água de lastro (Regra D-1) e uma norma para o desempenho de
água de lastro (Regra D-2). A Regra D-1 prevê que os navios que realizarem a troca da
água de lastro, em conformidade com esta regra, deverão fazê-lo com uma eficiência de
pelo menos 95% de troca volumétrica e a Regra D-2, prevê que os navios que
realizarem a gestão de água de lastro em conformidade com esta regra deverão
descarregar menos de 10 organismos viáveis por metro cúbico com dimensão mínima
igual ou maior que 50 micrômetros e menos de 10 organismos viáveis por mililitro com
dimensão mínima menor que 50 micrômetros e com dimensão mínima igual ou maior
que 10 micrômetros. Os indicadores microbiológicos utilizados na Regra D-2 para
avaliar a qualidade microbiológica da água de lastro são: Vibrio cholerae (O1 e O139):
menos que uma unidade formadora de colônia (UFC) por 100 ml ou por 1 grama de
amostra de zooplâncton; E.coli: menos que 250 UFC por 100 ml e Enterococos fecais:
menos que 100 UFC por 100 ml (IMO, 2004). Os prazos para cumprimento da
exigência das Regras D-1 e D-2 em função da construção e da capacidade de lastro dos
navios, estabelecidos pela Convenção BWM 2004, para a adaptação dos navios estão
expostos na Tabela 2 (ALMEIDA e LEAL NETO, 2005).

Tabela 2- Prazos estabelecidos pela Convenção BWM 2004 para adaptação dos navios, mediante as
Regras D-1 e D-2.
Construção do navio Capacidade do lastro (cal) Exigência
(m3)
Antes de 2009 1.500 ≤ cal ≤ 5.000 D-1 após a entrada em vigor e D-2 após 2014.
Antes de 2009 cal < 1.500 ou > 5.000 D-1 após a entrada em vigor e D-2 após 2016.
A partir de 2009 cal < 5.000 D-2.
Entre 2009 e 2012 cal ≥ 5.000 D-1 após 2009 e D-2 após 2016.
A partir de 2012 cal ≥ 5.000 D-2.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), pela Gerência


Geral de Portos, Aeroportos, Fronteiras e Recintos Alfandegários (GGPAF) em junho
de 2000, iniciou a gestão do controle da água de lastro mediante a coleta de formulários
para informações sobre a água de lastro e entregue de forma voluntária pelos navios. A
partir de janeiro de 2001, a submissão do formulário passou a ser obrigatória por todos
os navios que solicitam a Livre-Prática5, com base na resolução RDC 17, revista pela
RCD 217 (BRASIL, 2001).
Nos anos de 2001 e 2002, na pessoa do seu Gerente de Portos, Aeroportos e
Fronteiras, Dr. Daniel Lins Menucci e colaboradores como Cátia Pedroso Ferreira e
Marestela Huppes Schneider, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA),
teve uma contribuição relevante no que diz respeito ao primeiro estudo abordando a
qualidade microbiológica da água de lastro, por estudos realizados em vários portos do
Brasil. Os estudos foram realizados em parceria com o Instituto de Estudos do Mar
Almirante Paulo Moreira (IEAPM), órgão pertencente à Marinha do Brasil, o
Laboratório de Microbiologia Ambiental do Instituto de Ciências Biomédicas da
Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade de Ilhéus (Bahia). Este estudo,
intitulado ‘Estudo exploratório para identificação e caracterização de espécies
patogênicas em águas de lastro em portos selecionados no Brasil’ contou com o auxílio
financeiro do PNUD/UNESCO.
__________________________________________________________________________________________________________________________________

5
Livre-Prática: autorização emitida, pelo órgão de vigilância sanitária, a uma embarcação procedente ou não do exterior a entrar em
um porto do território nacional e iniciar as operações de desembarque e embarque de carga e viajantes.
No Brasil, a partir de 15 de outubro de 2005, entrou em vigor a Norma da
Autoridade Marítima (NORMAM) para o Gerenciamento da Água de Lastro de Navios
da Diretoria de Portos e Costas (DPC) - NORMAM-20/DPC, onde a exigência da troca
de água de lastro em alto mar passou a ter caráter obrigatório. Entre outras exigências, a
mesma estabelece: que os navios possuam Plano de Gestão de Água de Lastro e
apresentem o Formulário de Água de Lastro; diretrizes para troca e captação de água de
lastro, bem como para descarga de sedimentos do tanque de lastro (BRASIL, 2005).

2.5 Qualidade microbiológica dos Ambientes Aquáticos

A pesquisa de microrganismos patogênicos na água requer procedimentos


complexos e longo tempo para obtenção de resultados, o que inviabiliza sua aplicação
na rotina, além de que normalmente, encontra-se em número reduzido e sua chegada à
água é interminente, portanto para a avaliação de sua qualidade, do ponto de vista
bacteriológico, é imprescindível a utilização de organismos indicadores de
contaminação fecal (BONDE, 1977).
A quantificação dos indicadores de contaminação fecal em corpos d’água é de
grande interesse para saúde pública, pois a detecção de altos níveis bacterianos estão
frequentemente associados com elevados níveis de patógenos entéricos [UNITED
STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY (USEPA, 1986)].
Microrganismos patogênicos, causadores de doenças transmitidos pela água, são
predominantemente de origem fecal e conhecidos como patógenos entéricos e podem
ser transmitidos ao homem através da água (MARTINS et al., 1983; NOBLE et al.,
2003; ASHBOLD et al., 2004). Os microrganismos tradicionalmente utilizados como
indicadores são aqueles encontrados em elevadas concentrações nas fezes humanas.
Diversos estudos relatam que coliformes fecais, representados por E. coli, têm sido
extensivamente utilizados no monitoramento da qualidade de águas destinadas à
potabilidade e balneabilidade (SANCHEZ et al.,1986; LÓPEZ-PILA e SZEWZYK,
2000; YOUN-JOO AN et al., 2002; ALM et al., 2003; NOGUEIRA et al., 2003;
SHIBATA et al., 2004; LEBARON et al., 2005).
Historicamente, o grupo coliforme fecal tem sido utilizado como indicador para
a avaliação microbiológica da qualidade de diversos ecossistemas aquáticos, e sua
presença na água indica poluição com risco potencial de presença de organismos
patogênicos (APHA, 1998).
No Brasil os ambientes aquáticos são avaliados seguindo os padrões
estabelecidos pela Resolução CONAMA Nº. 274 de 29 de novembro de 2000 e a
RESOLUÇÃO CONAMA No. 357 de 17 de março de 2005 (Anexo A).
No ecossistema marinho, os moluscos bivalves são conhecidos como
“bioindicadores” ou “monitores” de contaminação ambiental, pois estes possuem a
capacidade de identificar diversos sintomas de um ambiente costeiro ou estuarino em
estresse (WIDDOWS e DONKIN, 1992; SMAD e WIDDOWS, 1994), e de concentrar
e representar a contaminação do ambiente sob o aspecto microbiológico e químico
(FALCONER, 1993; FAYER et al., 1992).
Bactérias do grupo coliformes presentes em moluscos filtradores é uma
ocorrência mundial, pois é bem estabelecido que, os melhores locais para a reprodução
e crescimento de bivalves, ocorre nas zonas costeiras onde há escoamento de esgotos e
desembocadura de rios que trazem consigo contaminantes biológicos e químicos, cuja
concentração interfere na qualidade do molusco (EPAGRI, 1994). A determinação de
coliformes de origem fecal nos tecidos e líquidos intervalar dos bivalves apresenta
maiores possibilidades para seu uso como padrão de normatização no cultivo do que a
análise da água das áreas produtivas (MACHADO et al., 2001). Em moluscos in natura,
as contagens totais de microrganismos referem-se ao conteúdo intravalvar carne-líquido
e a população microbiana pode oscilar entre 10 e 106 UFC/g [INTERNATIONAL
COMISSION ON MICROBIOLOGICAL SPECIFICATION FOR FOODS, ICMSF,
1978; JAY, 1994)].
Diversos autores sugerem a utilização de moluscos bivalves, a fim de monitorar
a presença de todos os agentes biológicos e abióticos que se encontram na água onde os
mesmos vivem, pois estes ficam concentrados sobre as lamelas branquiais e nos tecidos
dos moluscos (FALCONER, 1993; FAYER et. al., 1992; MADDEN et. al., 1982 apud
MORAES et al., 2000), em virtude de serem capazes de filtrar até quatro litros de água
por hora (WOOD, 1979). Dados atuais revelam que os moluscos bivalves, em seu
processo de alimentação, podem filtrar de 19 a 50 Litros/hora da água onde habitam
acumulando todos os contaminantes biológicos e químicos dispersos no ecossistema em
seu conteúdo intravalvar (MENEZES et al., 2002). E. coli, do grupo coliforme de
origem fecal, segundo Rippey (1994), é o principal indicador de qualidade sanitária das
águas de criação de moluscos.
2.6 Escherichia coli

E. coli, é a espécie mais associada às fezes de animais de sangue quente,


pertencente à família Enterobacteriaceae e que faz parte da microbiota normal entérica
animal e humana (MURRAY, 1999). Trata-se de um bastonete não formador de esporo,
gram-negativo, que mede 2 a 3 µm x 0,4 a 0,6 µm (WOLF, 1997). Algumas estirpes
produzem colônias mucóides e crescem muito bem à temperatura de 37 °C
(SUSSMAN, 1997). Porém, sua caracterização está baseada na capacidade de fermentar
a lactose com produção de gás (90%) quando incubados à temperatura de 44 a 45,5 °C
(ICMSF, 1978).
E. coli é uma bactéria produtora de indol (96,3%), não utiliza citrato (99,8%),
não produz urease (100%), não fermenta o adonitol (99%), produz reação positiva para
o teste do vermelho de metila (99%) e reação negativa para o teste de Voges-Proskauer
(100%) (EDWARDS e EWING, 1986).
E. coli é classificado em sorogrupos e sorotipos de acordo aos antígenos
somáticos termoestáveis O, antígenos capsulares termolábeis K e antígenos flagelares H
(ICMSF, 1978; KORNACKI e MARTH, 1982; FRANCO, 1983; BRENNER, 1984).
Através de estudos sorológicos empregando reações de aglutinação com antisoros
específicos, já foram caracterizados 173 antígenos O (FRANCO e LANDGRAF, 1996;
MENG et al., 2001), 100 antígenos K e 57 antígenos H (TRABULSI, 1991).
Esta bactéria usualmente coloniza o tubo digestivo algumas horas após o
nascimento, estabelecendo-se principalmente no cólon e na parte mais distal do íleo,
onde normalmente permanece confinada ao lúmen (ACHTMAN e PLUSCHKE, 1986).
Segundo Dufour (1977), a concentração de E. coli nas fezes de seres humanos varia de
106 a 109/g.
Constituindo o principal componente do grupo dos coliformes fecais até 1950, E.
coli não era reconhecida como patogênica (SUSSMAN, 1985). Não obstante, cepas de
E. coli, têm sido associadas a graves infecções do trato urinário, septicemia, meningite
neonatal (SELANDER et al., 1987; CLERMONT et al., 2000), diarréia, síndrome
urêmica hemolítica e enfermidades imunológicas no homem (SUSSMAN, 1985).
Cinco categorias de E. coli atualmente atuam como agentes etiológicos da
diarréia humana: E. coli enteroagregativa (EAEC), E. coli enterohemorrágica (EHEC),
E. coli enteroinvasora (EIEC), E. coli enteropatogênica (EPEC) e E. coli
enterotoxigênica (ETEC) enquanto o patótipo de E. coli que adere difusamente (DAEC)
deixou de ser incluído nesta categoria devido a que o processo de adesão difusa não a
define como uma categoria de E. coli diarreiogênica (TRABULSI, 2008).
Adicionalmente, E. coli uropatogenica (UPEC) está associada a infecções do trato
urinário (JOHNSON, 1991) e E. coli associada a meningite (MNEC) causa meningite
neonatal e sepses em bebês (KAPER et al., 2004).

2.6.1 Principais Categorias de E. coli Diarreiogênicas

2.6.1.1 E. coli Enteroagregativa (EAEC)

Em 1979, estudando cepas de EPEC, Cravioto et al., identificaram que algumas


cepas aderiam a monocamadas celulares, enquanto outras não apresentaram essa
capacidade. Posteriormente, foi observado que o padrão de adesão ocorria em dois
padrões distintos, denominados Adesão Localizada (AL) e Adesão Difusa (AD)
(SCALETSKY et al., 1984; NATARO et al., 1985). Nataro et al., (1987), examinaram o
padrão de aderência em células HEp-2 de isolados de E. coli de fezes de crianças
saudáveis e com diarréia na cidade de Santiago, Chile, e propuseram a diferenciação
entre os padrões de Aderência Localizada (AL), Aderência Difusa (AD) diferenciado
em Adesão Difusa propriamente dito e Adesão Agregativa (AA). O padrão de Adesão
Agregativa (AA) é caracterizado pela aglutinação das células bacterianas que
frequentemente ocorre na superfície celular e a disposição em camadas que lembram
“tijolos empilhados” (NATARO et al., 1987).
Cepas de Escherichia coli Enteroagregativa (EAEC) são assim definidas, por
não secretarem as enterotoxinas ST e LT produzidas por ETEC (NATARO e KAPER,
1998) e por formarem um padrão de Adesão Agregativo, quando se associam com as
células HEp-2 e HeLa (BERNIER et al., 2002).
O padrão de Adesão Agregativa (AA) de cepas de EAEC é mediado por fímbrias
de “Aderência Agregativas” (AAs) (CZECZULIN et al., 1997) e Fatores de Aderência
(MOREIRA et al., 2003). A Fímbria de Aderência Agregativa I (AAF/I), denominada
“Bundle Forming”, de 2 a 3nm de diâmetro associada à presença de um plasmídeo de
60 MDa (pAA1) foram descritas ao se estudar o padrão de Adesão Agregativa (AA) da
amostra 17-2 em células HE-p2 e aglutinação manose-resistente de eritrócitos humanos
(NATARO et al., 1992).
Em 1997, Czeczulin et al., descreveram uma fímbria distinta genética,
imunológica e morfologicamente da AAF/I, denominada AAF/II. Apesar da
importância das fimbrias AAF na aderência, a maioria das cepas EAEC perdem AAF/I e
AAF/II (CZECZULIN et al., 1999). Em 2002, Bernier et al., estudando a cepa típica de
EAEC 55989, verificaram que embora possuísse o padrão típico de adesão AA em
células HeLa e os marcadores de virulência de EAEC, não possuíam genes que
codificavam as fímbrias AAF/I e AAF/II. Neste estudo, através da microscopia
eletrônica, pode-se observar que a superfície da cepa EAEC 55989 foi envolvida por
longas estruturas fimbriais flexíveis que pareciam envolvidas em um processo de
autoaglutinação, facilitando o contato entre a bactéria para a formação agregativa.
A enterotoxina termoestável denominada “Enteroaggregative E. coli heat-stable
enterotoxin 1” (East 1), de 4.1 KDa (38 aminoácidos), foi identificada ao estudarem o
plasmídeo da cepa 17-2 de EAEC. Esta enterotoxina, é uma proteína codificada pelo
gene astA, cuja seqüência de aminoácidos apresenta similaridade com a Toxina
Termoestável (ST) de ETEC, sendo capaz de induzir aumento da concentração de
cGMP intracelular (SAVARINO et al., 1991; SAVARINO et al., 1993). Entretanto,
embora possua 50% de homologia com a toxina Termoestável ST-I, EAST-1 é genética
e imunologicamente distinta de ST-I (SAVARINO et al., 1996). Em 1996, Yamamoto e
Echeverria, relataram que o gene astA que codifica para a toxina EAST-1 tem sido
encontrado em ETEC de origem humana e animal.
No ano de 1998 foi descoberta uma enterotoxina termolábil, de 108 KDa,
localizada em um plasmídeo de 65 MDa, a qual foi denominada “Plasmid encoded
toxin” (Pet), capaz de causar acúmulo de fluido e lesões necróticas e hemorrágicas no
teste da alça ligada de intestino de rato, que contribui para a patogenese de EAEC
(ESLAVA et al., 1998), e é necessária para induzir cepas de EAEC a danificar a mucosa
intestinal humana (HENDERSON et al., 1999).
Igualmente foi descrita, ao estudarem a cepa 042 de EAEC, uma proteína
extracelular denominada “Protein Involved in Colonization” (Pic), que pode estar
envolvida na patogênese entérica de cepas de EAEC (HENDERSON et al., 1999) e é
capaz de degradar a mucina e causar hemaglutinação dos eritrócitos (HENDERSON et
al., 1999; BEHRENS et al., 2002).
Diversos autores afirmam que embora alguns genes, como shf, aspU e irp2,
frequentemente serem encontrados em cepas de EAEC, a função das proteínas
codificadas ainda não estão totalmente esclarecidas (CZECZULIN et al., 1999;
GIOPPO et al., 2000; OKEKE et al., 2000; SUZART et al., 2001; ELIAS et al., 2002).
Cepas de EAEC estão associadas com casos de diarréia em crianças de países
desenvolvidos (NATARO e KAPER, 1998), são capazes de aderir às mucosas do
intestino delgado e grosso (NATARO e KAPER, 1998) e parecem estar associadas a
casos crônicos de diarréia (diarréia protraída), por pelo menos 14 dias com presença de
sangue em pelo menos 11% dos casos (FRANCO e LANDGRAF, 1996; MENG et al.,
2001).
Um dos métodos de detecção e diagnóstico de EAEC é o ensaio de adesão às
células Hep-2, que evidencia o padrão característico de Aderência Agregativa (AA)
lembrando a disposição de tijolos empilhados (RODRIGUEZ-ANGELES, 2002). Outra
técnica, como a sonda AA, que consiste em um fragmento críptico de 1 Kb do
plasmídeo identificado na cepa 17-2 (sorotipo O3:H2) de EAEC, tem sido largamente
utilizada para a detecção de EAEC (BAUDRY et al., 1990). Uma outra sonda genética,
desenvolvida a partir de um fragmento de um plasmídeo de cepas isoladas de um caso
de diarréia infantil na Índia (DEBROY et al., 1994), foi avaliada em estudos com
amostras de cepas de EAEC no Brasil, México, Chile e Índia, no entanto, embora, esta
sonda seja mais sensível, a sonda descrita por Baudry et al. (1990) continua sendo
vastamente empregada para a detecção de EAEC (FARUQUE et al., 1992; PAUL et al.,
1994; GIOPPO et al., 2000; OKEKE et al., 2000).
Adicionalmente aos ensaios de adesão às células Hep-2 e aos ensaios
abrangendo sondas de DNA, Albert et al. (1993), ao estudarem cepas de EAEC,
observaram a formação de uma película na superfície da cultura, quando cultivadas em
caldo Mueller-Hinton. Essa película confirmada através da coloração com Giemsa
demonstra a capacidade dessas bactérias em formar biofilmes (NATARO e KAPER,
1998).
Adicionalmente aos ensaios acima citados para a detecção de cepas de EAEC,
Schmidt et al. (1995) tem desenvolvido uma seqüência de iniciadores para a detecção da
seqüência genética associada à AA através da técnica de PCR (NATARO e
KAPER,1998).
2.6.1.2 E. coli Enterohemorrágica (EHEC)

Em 1977, pela primeira vez, a atividade biológica de E. coli verocitotoxigênica


(VTEC) foi observada por sua capacidade de causar danos em culturas de células Vero
(células provenientes de rim de macaco verde africano) (KONOWALCHUK et al.,
1977). Em 1983, a toxina foi purificada no sorotipo O26:H11 (cepa H30) e era
semelhante à Toxina Shiga de Shigella dysenteriae Tipo I. A Verotoxina (VT),
identificada em E. coli verocitotoxigênica (VTEC) e a Shiga-like Toxin (SLT),
identificada em E. coli produtora da Toxina Shiga (STEC ou SLTEC) são termos
similares (O’BRIEN et al., 1983). Em 1987, Levine, utilizou o termo E. coli
enterohemorrágica para cepas que produzem as mesmas características clínicas,
epidemiológicas e patogênicas associadas com E. coli O157:H7 e produzem colite
hemorrágica (HC) e síndrome urêmica hemolítica (SUH) (LEVINE, 1987).
Cepas de E. coli enterohemorrágica (EHEC), especificamente o sorotipo
O157:H7, causando diarréia e emergindo como importante causa de doença entérica e
renal no homem, têm sido descritas, em diferentes espécies de animais, especialmente
associada à espécie bovina (FENG, 1996; ALTEKRUSE et al., 1997; TAUXE , 1997).
No entanto, os sorogrupos enterohemorrágicos O26:H11, O111:H8, O103:H2,
O113:H21 e O104:21 já foram isolados em vários outros países (MICHANIE, 2003).
Epidemias e endemias causadas por E. coli enterohemorrágica, em sua maioria, está
associada ao consumo de carne moída mal passada ou outros produtos derivados da
carne, assim como de leite cru e sucos de frutas contaminados com fezes de bovinos
(MURRAY et al., 1998).
A infecção causada por cepas de E. coli enterohemorrágica O157:H7, segundo
diversos autores, pode desencadear um quadro de Púrpura Trombocitopênica
Trombótica (PTT), caracterizada por uma anemia hemolítica microangiopática,
trombocitopenia, manifestações neurológicas, insuficiência renal e febre (MENG et al.,
2001; SCARCELLI e PIATTI, 2002).
Duas classes de Shiga Toxina já foram identificadas, a Shiga Toxina 01 (Stx1) e
a Shiga Toxina 02 (Stx2) (ARTHUR et al., 2002). Cada toxina é composta por uma
subunidade A (35 KDa) e cinco subunidades B (10,7 KDa) (GYLES, 1992). Segundo
estudos a subunidade A das toxinas STx1/ VT1 e STx 2/ VT2 possuem 57% de
seqüência idêntica de aminoácidos e a subunidade B, 60% de seqüência idêntica de
aminoácidos (GYLES, 1992; TAKEDA et al., 1993). Segundo estimativas realizada
pelo “Center of Disease Control (CDC)”, E. coli O157:H7 causa, anualmente nos
Estados Unidos, aproximadamente 73.400 casos de infecção, com 60 casos associados à
morte (MURRAY et al., 1998; SCARCELLI e PIATTI, 2002; SCHROEDER et al.,
2002).

2.6.1.3 E. coli Enteroinvasora (EIEC)

Em 1987 Levine, destacou a importância de E. coli enteroinvasora (EIEC) como


um agente causador de diarréia em países em desenvolvimento e que pode provocar um
quadro clínico de disenteria semelhante à provocada por Shigella spp. De modo geral,
E. coli Enteroinvasora inclui um grupo relativamente pequeno de sorogrupos,
destacando-se: O28, O29, O112, O121, O124, O135, O136, O143, O144, O152, O164,
O167 e O173 (LEVINE, 1987; MARTINEZ, 2008), são bioquímicas atípicas, sendo
lactose negativas ou utilizam fracamente a lactose, são freqüentemente imóveis, não
possuem a capacidade de descarboxilar a lisina e não possuem flagelos, (HOBBS e
ROBERTS, 1992; FRANCO e LANDGRAF, 2000). Cepas de EIEC e Shigella são
semelhantes bioquímica e antigenicamente, no entanto, a principal diferença entre elas
está relacionada com o potencial patogênico, pois para causar doenças EIEC requer em
torno de 109 células e Shigella menos de 103 células (SMALL e FALKON, 1988).
De modo geral, os sintomas da doença causados por EIEC são semelhantes aos
de Shigella e a característica de invasão, que ocorre em cepas de EIEC e Shigella, está
associada à presença de um plasmídeo (plasmídeo de Invasão – pInv) (SILVA et al.,
1982; PADHYE e DOYLE, 1992) de alto peso molecular (140 MDa), que contém um
gene que codifica para uma proteína de membrana externa, que, acredita-se, sejam
responsáveis pela invasão das células epiteliais (PADHYE e DOYLE, 1992).
O teste de Sereny é um dos ensaios realizados para a detecção de EIEC. Neste
ensaio a ceratoconjuntivite provocada por cepas de EIEC, que são inoculadas nos olhos
de cobaias albinas, demonstra a capacidade de invasão (SERÉNY, 1963). O fragmento
ial de 2.5 Kb isolado de um plasmídeo de Invasão (pInv) de uma cepa de EIEC
(SMALL e FALKON, 1986), tem demonstrado ser eficaz na diferenciação de cepas de
EIEC com outras categorias de E. coli nos ensaios de PCR multiplex (NATARO e
KAPER, 1998).
2.6.1.4 E. coli Enteropatogência (EPEC)

Cepas de E. coli enteropatogênica (EPEC) têm sido uma das maiores causas de
diarréia aguda infantil em países em desenvolvimento (GOMES et al., 1991; NATARO
e KAPER, 1998; KAPER et al., 2004), e frequentemente está associada a casos de
diarréia persistente (BHAN et al., 1989; SCALETSKY et al., 1999; FAGUNDES-
NETO e SCALETSKY, 2000). No entanto, muitos adultos considerados portadores não
apresentam os sintomas da doença, levando a crer que a imunidade adquirida ocorra
com o passar do tempo [(WORLD HEALTH ORGANIZATION SCIENTIFIC
WORKING GROUP, WHOSWG, 1980; PADHYE e DOOYLE, 1992; MENG et al.,
2001)]. Em geral, a prevalência de óbitos é superior a 30%, quando a diarréia é causada
por EPEC (LEVINE e EDELMAN, 1984).
No Brasil, cepas de EPEC são responsáveis por mais de 30% dos casos de
diarréias em crianças (GOMES et al.; 1991) e causam mais de 200.000 óbitos anuais de
crianças (GOMES et al. 1989; GOMES et al., 1991).
De modo geral, E. coli enteropatogênica inclui um grupo relativamente pequeno
de sorogrupos. Os principais sorotipos de EPEC implicados a doenças no homem são:
O55:H6, O86:H34, O111:H2, O114:H2, O119:H6, O126:H2, O127:H6, O128:H2 e
0142:H6 (LEVINE, 1987; GOMES et al., 1989; ROSA et al., 1998; TRABULSI et al.,
2002).
Cepas clássicas de EPEC carregam o gene eaeA, localizado numa ilha de
patogenicidade conhecida como “Locus of Enterocyte Effacement” (LEE) e são
negativas para Toxina Shiga e as enterotoxinas ST e LT (DONNENBERG, 1995). O
gene eaeA, codifica para uma proteína chamada intimina de 94 KDa, que facilita a
adesão do organismo à célula epitelial e é responsável pela aderência íntima e a lesão
“Attaching and Effacing” (A/E) (JERSE et al., 1990; DONNENBERG, 1995). A
aderência íntima dá início ao processo da lesão “Attaching and Effacing” (A/E), e
caracteriza-se pela existência de um espaço mínimo de 4 nm entre a bactéria e a célula
hospedeira (MOON et al., 1983), e pela destruição das microvilosidades intestinais,
aderência íntima e uma acentuada reorganização das proteínas do citoesqueleto dos
enterócitos, resultando no surgimento de estruturas na forma de pedestais sobre as quais
cepas de EPEC encontram-se intimamente aderidas (NATARO e KAPER, 1998). O
plasmídeo EAF acolhe o grupamento de genes bfp (“Bundle Forming Pilus”)
(NATARO e KAPER, 1998).
Os determinantes genéticos responsáveis pela produção da lesão A/E localizam-
se em uma ilha de patogenicidade chamada “Locus of Enterocyte Effacement” (LEE)
(Mc DANIEL et al., 1995). Ao contrário da maioria das cepas de EPEC típicas, cepas
de EPEC atípicas, são definidas pela ausência do plasmídeo EAF (“EPEC Adherence
Factor”) (KAPER, 1996), e expressam fatores de virulência que não são codificados na
região LEE (TRABULSI et al., 2002). Outra característica que diferencia cepas atípicas
de EPEC é o padrão de aderência em cultura de células epiteliais. Cepas clássicas ou
típicas de EPEC são caracterizadas devido o seu padrão de “Adesão Localizada” (AL)
em células epiteliais (SCALETSKY et al., 1984), enquanto cepas atípicas de EPEC
podem apresentar o padrão de adesão conhecida como “Localized-like Adherence”
(LAL) (RODRIGUES et al. (1996), “Diffuse Adherence” (DA) ou “Aggregative
Adherence” (AA) (TRABULSI et al., 2002).
Três fatores associam a virulência às cepas de EPEC: a capacidade de adesão à
mucosa do intestino, a invasão das células epiteliais (DONNENBERG et al., 1989;
MILIDIS et al., 1989) e a destruição das microvilosidades das células epiteliais
intestinais, sendo esta adesão mediada pelo plasmídeo EAF (FLETCHER et al., 1990).

2.6.1.4 E. coli Enterotoxigênica (ETEC)

A importância clínica na infecção humana, causada por cepas de ETEC, foi


estabelecida na década de 70, a partir da infecção deste organismo como causa de
diarréia endêmica na Ásia (SACK, 1975). Cepas de E. coli enterotoxigênica (ETEC) são
a maior causadora de diarréia infantil em países em desenvolvimento e representam o
agente mais frequentemente responsável pela diarréia dos viajantes (HART et al., 1993).
A transmissão de ETEC ocorre principalmente pela via fecal-oral, sendo
veiculadas por alimentos e águas contaminados (LEVINE, 1987). Os sintomas causados
por infecção causada por cepas de ETEC são geralmente diarréias aquosas, vômitos,
dores abdominais, náuseas e febre baixa, e são similares àqueles causados por cólera,
mas mais brandos. De modo geral, a diarréia secretora causada por cepas de ETEC
desenvolve-se após um tempo médio de duração de um a dois dias e persiste por um
período médio de 3 a 4 dias (MURRAY et al., 1998).
A principal característica desta categoria é a capacidade de produzir dois tipos
de enterotoxinas, isoladamente ou simultaneamente: toxina termoestável (ST) e toxina
termolábil (LT) (LEVINE, 1987) restritas a uma grande diversidade de sorotipos:
O6:H16, O8:H9, O25:H7, O78:H12, O128:H12, O128:H21, O148:H28 e O153:H45
(GUTH, 2008).
As enterotoxinas ST foram classificadas em 02 subgrupos, segundo suas
propriedades químicas: ST-I ou STa e ST-II ou STb (DREYFUS et al., 1983). As
toxinas ST-I compreendem peptídeos pequenos de 18 a 19 aminoácidos, solúveis em
metanol, resistentes ao calor, a ácidos, detergentes e a diversas proteases. A síntese de
ST-I é codificada por genes localizados em um transposon (SO e McCARTHY, 1980) e
pequenas alterações na seqüência de aminoácidos e de nucleotídeos da toxina definiu
variantes genéticas, identificadas em amostras de origem bovina ou suína (ST-Ip), e em
amostras de origem humana (ST-Ih) (MOSELEY et al., 1983). O receptor da toxina ST-
I é a Guanina Ciclase (Tipo C), uma proteína transmembrana, pertencente à família de
receptores de ciclase, localizada na região apical dos enterócitos (RUDNER et al.,
1996). Esta união leva a ativação da enzima Guanilato Ciclase, promovendo o aumento
dos níveis intracelulares de GMP cíclico, que por sua vez ativa os canais de cloro e
sódio, desregulando o fluxo de íons e de água (HUGHES et al., 1978).
Por sua vez, a enterotoxina ST-II é insolúvel em metanol, e embora, o seu
mecanismo de ação não seja ainda bem conhecido, sabe-se que não envolve o aumento
de nucleotídeos cíclicos (SEARS e KAPER, 1996). No entanto, Chao e Dreyfus (1997)
sugerem uma interação da toxina com lipídeos de membrana, ou com a bicamada de
membrana ao invés da ligação com um receptor protéico específico. A produção da ST-
II é codificada por genes plasmidiais (LEE et al., 1983) e, sua ocorrência também têm
sido demonstrada em amostras de origem humana, embora esteja associada
principalmente à diarréia de suínos (NAGY et al., 1990; LORTIE et al., 1991;
OKAMOTO et al., 1993).
A enterotoxina LT compreende proteínas de alto peso molecular (~ 85 KDa),
compostas por uma subunidade central A (28 KDa) e cinco subunidades periféricas B
(11,5 KDa cada uma) (STREATFIELD et al., 1992). Duas classes principais foram
descritas: LT- I e LT- II (SPANGLER, 1992). A expressão da enterotoxina LT é
mediada por genes plasmidiais (DALLAS et al., 1979) e duas variantes antigênicas LT-
Ip e LT-Ih já foram descritas, isoladas, respectivamente de amostras de cepas de ETEC
de origem suína e de origem humana (HONDA et al., 1981). A enterotoxina LT-I é
funcional, estrutural e imunologicamente semelhante à toxina da cólera (CT). Dallas e
Falkow (1980) encontraram 79% de homologia ao comparar a seqüência de
aminoácidos entre CT e LT – I. No entanto, os sintomas causados de infecções causadas
por cepas de ETEC são mais brandos quando comparados às infecções por cepas de
Vibrio cholerae, em conseqüência às diferenças no processo de secreção da toxina para
o meio extracelular (HIRST et al., 1984). Variantes antigências da enterotoxina LT-II
foram descritas em fezes de búfalo na Tailândia (GREEN et al., 1983) e em amostras de
origem humana e de alimentos (GUTH et al., 1986; CERQUEIRA et al., 1994;
FRANCO et al., 1991). A enterotoxina LT-II possui estrutura e mecanismo de ação
similar à LT-I. No entanto, a análise da seqüência de aminoácidos entre as subunidades
A de LT-I/, Toxina colérica e LT-II demonstra homologia de 55% e nenhuma
homologia entre as subunidades B (PICKETT et al., 1987).
A presença de antígenos hospedeiro-específicos, denominados de fatores de
Colonização (CFs) está relacionada à capacidade de cepas de ETEC aderir a receptores
específicos presentes na mucosa intestinal, colonizando-a (GAASTRA e
SVENNERHOLM, 1996). Os genes codificadores destes vários CFs estão localizados
em plasmídeos, que geralmente contém os genes para as toxinas LT-I e ST-I (NATARO
e KAPER, 1998). Em 1996, Gaastra e Svennerholm (1996), sugeriram a utilização do
sistema de classificação de CFs por McConnell, de designar estes fatores de CS
(Antígeno de Superfície de Coli) seguidos de um número que representa a sua ordem
cronológica de identificação.
As adesinas, ou Fatores de Colonização (CF) e as enterotoxinas são os principais
fatores de virulência expressos por cepas de ETEC (WOLF, 1997). A partir de cepas de
ETEC isoladas de humanos, cerca de 20 CFs distintos foram descritos, sendo a maioria
formado por fimbrias e constituída por um único antígeno, como o CFA/I, o primeiro
CF de ETEC descrito na literatura. Entretanto, outros CFs, como o CFA/II e CFA/IV,
formados por um complexo de diferentes antígenos chamados de CS (coli surface), são
conhecidos (EVANS et al., 1975).
De modo geral, a colonização do intestino por cepas de ETEC ocorre por meio
de adesinas fimbriais e afimbriais, geralmente chamadas Fatores de Colonização
Antigênicos (CFA). Os CFA possuem natureza fimbrial, mediam a colonização
intestinal e são encontrados na superfície de cepas ETEC. Embora CFA/I, CFA/II e
CFA/IV sejam mais prevalentes (Evans e Evans, 1978), um grande número de antígenos
fimbriais tem sido caracterizado: CFA/I, CFA/II, CFA/III, entre outros (PICHEL et al.,
2002).
2.7 Avaliação do perigo da presença de E. coli em ambientes aquáticos

Em 2003, a Organização Mundial da Saúde publicou que um dos perigos, dentre


outros, encontrados e associados com o uso dos ambientes de águas costeiras e de água
doce com fins recreacionais está relacionado com a qualidade da água. Isto é devido à
contaminação dos ecossistemas aquáticos por esgoto não tratado, efluentes tratados
insatisfatoriamente e à exposição aos microrganismos patogênicos (WHO, 2003). Nas
águas oceânicas, as correntes marítimas e as atividades antrópicas são os principais
responsáveis pela distribuição dos microrganismos. No entanto, as doenças infecciosas
podem ocorrer por contato durante o uso recreacional ou proveniente das atividades
ocupacionais, embora se saiba que a ingestão de alimentos de origem marinha é a
principal via de exposição do homem aos microrganismos (NRC, 1999). É necessário,
portanto, o acompanhamento microbiológico de alguns grupos bacterianos indicadores
de contaminação fecal nos ambientes aquáticos principalmente daqueles suspeitos de
receberem descarga de efluentes domiciliares e/ou lançamento de esgoto in natura
(VIEIRA et al., 1996).
Cepas patogênicas de E. coli podem disseminar-se através dos ecossistemas
aquáticos (FEDERAL REGISTER, 1989; CRAUM, 1990) e sua presença nestes
ambientes requer atenção, pois muitas cepas de E. coli são dotadas de um grande
número de fatores associados à virulência que variam conforme o patótipo.
Os principais fatores a serem considerados em relação à presença de
microrganismos no ecossistema aquático são: a capacidade de replicação; a virulência e
infectividade que podem mudar dependendo de sua interação com o hospedeiro e o
ambiente; a transferência genética de características como fatores associados à
virulência e a resistência aos antibióticos; a disseminação por vias secundárias e
terciárias e em alguns casos a baixa dose do microrganismo para causar um efeito
severo [FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION/WORLD HEALTH
ORGANIZATION (FAO/WHO, 2003)]. Entretanto, também é necessário considerar os
fatores relevantes em relação ao hospedeiro como os genéticos, idade, estado
nutricional, estado imune, exposição a infecções prévias; característica da população
como acesso e uso de medicamentos, e persistência do organismo na população
(FAO/WHO, 2003).
Os impactos da qualidade da água na saúde é uma valiosa ferramenta de
avaliação no desenvolvimento de políticas apropriadas para a saúde da população e o
desenvolvimento auto-sustentável. A avaliação de riscos microbiológicos está sendo
cada vez mais utilizada como um instrumento científico adequado para o gerenciamento
de riscos (POND, 2005).
Estudos epidemiológicos são ferramentas essenciais por providenciarem
estimativas do risco e dados para os modelos de análise de riscos (FAO/WHO, 2005).
Poucos são os estudos caracterizando os isolados de E. coli de ambientes aquáticos. Em
1989, um surto causado por E. coli enterohemorrágica (EHEC) O157:H7 em Cabool,
resultou em 3 mortes e 240 doentes (PARMELEE, 1990). Nos Estados Unidos, durante
os anos de 1985 a 1994, especificamente por E. coli, foram reportados 166 casos, com 1
óbito, de doenças associadas ao uso recreacional das águas e 965 casos de infecções
gastrintestinais agudas com 11 óbitos (WHO, 1999). Em 2001 e 2002, 65 surtos foram
reportados e associados com o uso de água recreacional, nos Estados Unidos, 30 deles
estavam associados com gastroenterites causadas por E. coli toxigênicas (YODER et al.,
2004).
Diversos fatores associados a virulência foram detectados em um estudo com
449 cepas de E. coli isoladas de reservatórios de água tratada e não tratada. Neste
estudo, de 212 isolados de E. coli de água tratada, 9,7% (20/212) continham genes
homólogos à seqüência que codificava para ST, 4,2% (9/212) para o gene eae e SLT
(EHEC). De 237 isolados de E. coli de água não tratada, 3,4% (8/237) e 2,5% (6/237)
apresentaram seqüência homóloga para as sondas SLTII (EHEC), e ST (ETEC),
respectivamente. Apenas um isolado apresentou seqüência homóloga para a sonda LT
(ETEC), três isolados reagiram com a sonda eae e outros três com a sonda EAF
(MARTINS et al., 1992).
Orsi et al. (2007) estudaram 133 cepas de E. coli isoladas de amostras de água
pela CETESB das Represas Guarapiranga (68) e Bilings (65). Neste estudo, três cepas
de E. coli isoladas da Represa Guarapiranga e três cepas de E. coli isoladas da Represa
Billings hibridizaram com a sonda AA de EAEC, 2 outras cepas de E. coli isolada da
Represa Guarapiranga hibridizaram com a sonda LT-I de ETEC, 2 cepas com a sonda
eae de EPEC e uma cepa hibridizou com a sonda stx2.
No estado de São Paulo, Brasil, no período de 1992 a 2002, a avaliação de dados
sobre as causas/vias de transmissão de surtos de diarréia, mostrou que dos 1.143 surtos
de diarréia, 124 surtos (10,9%) estavam associados à água. Uma análise mais detalhada
para os surtos de diarréia notificados no período de 2000 a 2002 apontou que dos 728
surtos de diarréia envolvendo 17.181 casos, 36 (5%) foram devido exclusivamente à
exposição à água [DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO HÍDRICA E
ALIMENTAR/CENTRO DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA “PROFESSOR
ALEXANDRE VRANJAC”/COORDENADORIA DE CONTROLE DE
DOENÇAS/SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE SÃO PAULO
(DDTHA/CVE/CCD/SES-SP, 2005)].
A crescente pressão e impactos sobre os ecossistemas aquáticos costeiros, no
que se refere à introdução de microrganismos, muitos deles patogênicos, comprovam a
necessidade de que se reconheçam os possíveis perigos microbiológicos e as áreas de
risco no ambiente aquático costeiro. Pois os mesmos cada vez mais estão sofrendo um
processo considerável de degradação ambiental, originado pela sua utilização para a
construção de infra-estrutura relacionada ao transporte marítimo, destacando-se neste
caso a construção de instalações portuárias tanto para fins comerciais, pesqueiro e para
atividades recreativas (portos desportivos), pelo lançamento de esgotos em áreas
destinadas à recreação e à prática de atividades ocupacionais, entre outros, bem como,
pelo lançamento de água de lastro de navios oriundos de outros países que poderiam
conter microrganismos patogênicos exóticos.
E. coli, uma espécie utilizada como indicador de contaminação fecal, oferece
uma boa alternativa de estudo modelo para avaliar o perigo microbiológico presente em
água de lastro, água de áreas costeiras e amostras de moluscos bivalves nas regiões
portuárias brasileiras.
7CONCLUSÕES________________________________________________________

* Indicadores de contaminação fecal como coliformes termotolerantes e E. coli foram


úteis na avaliação do nível de ação antropogênica em ambientes portuários e amostras
de água de lastro.

* O grau de contaminação fecal em moluscos bivalves, indica o comprometimento da


qualidade sanitária das águas do entorno.

* A presença de isolados de E. coli de mostras de água de lastro, de ambientes costeiros


portuários e moluscos bivalves resistentes até oito antibióticos constitui um problema
para a saúde humana, animal e dos ecossistemas.

* A presença de isolados de E. coli que albergam fatores associados à virulência (stx2,


ST, EAC, eae) (12/331) compromete a qualidade dos ambientes costeiros portuários que
são utilizados para fins recreacionais e como lastro de navios.

* A técnica molecular ERIC-PCR demonstrou mais eficiência na caracterização de


isolados de E. coli de mostras de água de lastro, de água de regiões portuárias e
moluscos bivalves.
_____________________REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS6_________________

ACHTMAN, M.; PLUSCHKE, G. Clonal analysis of descent and virulence among selected
Escherichia coli. Ann. Rev. Microbiol., v. 40, p. 185-210, 1986.

ACKMAN, D.; MARKS, S.; MACK, P.; CALDWELL, M.; ROOT, T.; BIRKHEAD, G.
Swimming-associated haemorrhagic colitis due to Escherichia coli O157:H7 infection: evidence
of prolonged contamination of a fresh water lake. Epidemiol. Infect., v. 119, p. 1-8, 1997.

AGÊNCIA NACIONAL DE TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS. Disponível em:


<www.antaq.gov.br/portal/anuários/portuários/Tabelas/embarcações.pdf>. Acesso em:
14 maio 2009.

AKIBA, T.; KOYANA. K.; ISHIKI, Y.; KIMURA. S.; FUKUSHIMA. T. On the mechanism of
the development of the multiple drug-resistant clones of Shigella. Japan J. Microbiol., v. 4, p.
219, 1960.

ALBERT, M. J.; QADRI, F.; HAQUE, A.; BHUIYAN, N. A. Bacterial clump formation at the
surface of liquid culture as a rapid test for identification of enteroaggregative Escherichia coli.
J. Clin. Microbiol., v. 31, p. 1397-1399, 1993.

ALM, E. W.; BURKE, J.; SPAIN, A. Fecal indicator bacteria are abundant in wet sand at
freshwater beaches. Water Res., v. 37, p. 3978-3982, 2003.

ALMEIDA, L. P.; LEAL NETO, A. C. Convenção internacional para controle e gestão de água
de lastro: conseqüências para o porto de Suape. SEMINÁRIO SOBRE MEIO AMBIENTE
MARINHO, 5., 2005, Rio de Janeiro. Anais... Rio de Janeiro: Sociedade Brasileira de
Engenharia Naval, 2005.

AL-MOSSAWI, M.A.J.; KADRI, M.; SALEM, A.; SALAMA, M. Incidence of antibiotic


reistant fecal coliforms in the coastal waters of Kuwait. Water Air Soil Pollut., v.17, p. 141-
149, 1982.

ALTEKRUSE, S. F.; COHEN, M. L.; SWERDLOW, D. L. Emerging foodborn diseases.


Emerg. Infect. Dis., v. 3. p. 1-12, 1997.

AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION. Microbiological examination.


Microbiological Examination of water and Wastewate. 20th ed. Washington, DC: APHA,
AWWA, WEF, 1998.

______________________________________________________________________________________________
_
6
De acordo com:
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: Informação e documentação: referências:
elaboração. Rio de Janeiro, 2002.
AMERICAN PUBLIC HEALTH ASSOCIATION; AMERICAM WATER WORK
ASSOCIATION; WATER POLLUTION CONTROL FEDERATION. Standard Methods of
the experimenation of Water and Wasterwater. 14 ed. New York: APHA, 1985. 1268 p.

ARTHUR, T. M.; BARKOCY-GALLAGHER, G. A.; KOOHMARAIE, M. Prevalence and


characterization of non-O157 Shiga toxin-producing Escherichia coli on carcasses in
commercial beef cattle processing plants. Appl. Environ. Microbiol., v. 68, p. 4847-4852,
2002.

ASHBOLT, N. J. Microbial contamination of drinking water and disease outcomes in


developing regions. Toxicology, v. 198, p. 229-238, 2004.

AVORN, J.; SOLOMON, D. H. Cultural and economic factors thet (mis)shape antibiotic use:
the nonpharmacologic basis of therapeutics. Ann. Intern. Med., v.133, p. 128-135, 2000.

BARRAGAN MUÑOZ, J. M. Puerto, ciudad y espacio litoral em la Bahia de Cádiz.


Salamanca: Autoridad Portuária de la Bahia de Cádiz, 1995.

BARRAGAN MUÑOZ, J.M. La gestión de áreas litorales en España y Latinoamérica.


Cádiz: Universidad de Cádiz, 2005.

BAUDRY, B.; SAVARINO, S. J.; VIAL, P.; KAPER, J. B.; LEVINE, M. M. A sensitive and
specific DNA probe to identify enteroaggregative Escherichia coli, a recently discovered
diarrheal pathogen. J. Infect. Dis., v. 161, p. 1249-1251, 1990.

BAYA, A.M.; BRAYTON, P.R.; BROWN, V.L.; GRIMES, D.J.; RUSSEK-COHEN, E.;
COLWELL, R.R.. Coincident plasmids and antimicrobial resistance in marine bacteria isolated
from polluted and unpolluted Atlantic Ocean samples. Appl. Environ. Micro., v. 51, p. 1285-
1292, 1986.

BEHRENS, M.; SHEIKH, J.; NATARO J. P. Regulation of the overlapping pid set locus in
Shigella flexneri and enteroaggregative Escherichia coli. Infect. Immun., v. 70, p. 2915-2925,
2002.

BERNIER, C.; GOUNON, P.; BOUGUÉNEC. C. Identification of an aggregative adhesion


fimbria (AAF) type III-encoding operon in enteroaggregative Escherichia coli as a sensitive
probe for the AAF-encoding operon family. Infect. Immun., v. 70, p. 4302-4311, 2002.

BHAN, M. K.; RAIJ, P.; LEVINE, M. M. Enteropathogenic Escherichia coli associated with
persistent diarrhea in a cohort of rural children in India. J. Infect. Dis, v. 159, p. 1061-1064,
1989.
BIRNBOIM , H. C.; DOLY, J. A rapid alkaline extration procedure for screening recombinant
plasmid DNA. Nucleic Acids Res., v. 7, p. 1513-1523, 1979.

BLACK, R. E. Epidemiology of traveler’s diarrhea and relative importance of various


pathogens. Rev. Infect. Dis., v. 12, S73-S79, 1990.

BONDE, G J. Bacteria Indicators of water pollution. Adv. Aquatic Microbial., v. 1, p. 273-


364, 1977.

BOSCH, A.; SANCHEZ, G.; LE GUYADER, F.; HAUGARREAU, L.; PINTO, R. Human
enteric viruses in Coquina clams associated with large hepatitis A outbreak. Water Sci.
Technol., v. 43, p. 61–65, 2001.

BRASIL. Ministério da Marinha. Diretrizes para o controle e gerenciamento da água de


lastro dos navios para minimizar a transferência de organismos aquáticos nocivos e
agentes patogênicos. Resolução A.868(20)-IMO, Diretoria de Portos e Costas (DPC). Brasília:
Marinha do Brasil, 1998. 25 p.

BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução RDC nº 217, de 21 de novembro de 2001. Aprova o


Regulamento Técnico, anexo a esta Resolução, com vistas à promoção da vigilância sanitária
nos Portos de Controle Sanitário instalados no território nacional, embarcações que operem
transportes de cargas e ou viajantes nesses locais, e com vistas a promoção da vigilância
epidemiológica e do controle de vetores dessas áreas e dos meios de transporte que nelas
circulam. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Diário Oficial da União, Poder
Executivo, Brasília, DF, 21 de dezembro de 2001.

BRASIL. Água de lastro. ANVISA. Projetos GGPAF 2002 (in: http:


www.anvisa.gov.br/paf/index.htm).

BRASIL. Portaria Nº 52/DPC, de 14 de junho de 2005. Norma da Autoridade Marítima para o


gerenciamento da água de lastro de navios. Diretoria de Portos e Costas (DPC), Marinha do
Brasil. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, Nº 121, 27 jun. 2005.

BRASIL. Ministério da Agricultura. Serviço de Inspeção de produtos Animais. SERPA – SC.


Informação DIPES N° 097/88, Brasília, DF. 1988.

BRENNER, D. J. Bergey’s Manual of Sistematic Bacteriology. Baltimore: Williams e


Wilkins, 1984. p. 408-423.

BRITO, B. G.; VIDOTTO, M. C.; BERBEL M. M.; TAGLIARI, K. C. Fatores de virulência


presentes em amostras de Escherichia coli uropatogências – UPEC para suínos. Ciência Rural,
v. 34, p. 645-652, 2004.
BRYAN, L.E. General mechanisms of resistance to antibiotics. J. Antimicrob. Chemother., v.
22, p. 1-15, 1988.

CABELLI, V. J. Swimming-Associated Illnesses and Recreational Water Quality Criteria.


Water Sci. Technol., v. 21, p. 13-21, 1989.

CARLTON J. T. Transoceanic and interoceanic dispersal of coastal marine organism: the


biology of ballast water. Oceanogr. Mar. Biol. Annu. Rev., v. 23, p. 313-371, 1985.

CARLTON, J.T. Introduced species in U.S. coastal waters: Environmental impacts and
management priorities. Arlington, VA: Pew Oceans Commission, 2001.

CARLTON, J.T.; GELLER, J.B. Ecological roulette: The global transport of nonindigenous
marine organisms. Science, v. 261, p. 78-82, 1993.

CEBULA T.A.; PAYNE, W.L.; FENG, P. Simultaneous identification of strains of Escherichia


coli serotype O157:H7 and their Shiga-like toxin type by mismatch amplification mutation
assay–multiplex PCR. J. Clin. Microbiol., v. 33, p. 248–250, 1995.

CENTERS FOR DISEASE CONTROL. Surveillance for waterborne disease outbreaks.


United States: MMWR, v. 42, p.1-22, 1993.

CERQUEIRA, A. M. F; TIBANA, A.; GOMES, T. A. T.; GUTH, B. E. C. Search for LT-II and
ST-b DNA sequences among Escherichia coli isolated from bovine meat products by colony
hybridization. J. Food. Protect., v.57, p. 734-736, 1994.

COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Relatório de águas


litorâneas do Estado de São Paulo: balneabilidade das praias. São Paulo: CETESB, 2004.

COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL. Implementação de


testes de toxicidade no controle de efluentes líquidos. São Paulo: CETESB, 1990. (Série
Manuais).

CHAO, K. L.; DREYFUS, L. A. interations of Escherichia coli heat-stable enterotoxin B with


cultured human intestinal epithelial cells. Infect. Immun., v. 65, p. 3209-3217, 1997.

CLERMONT, O.; BONACORSI, S.; BINGEN, E. Rapid and simple determination of the
Escherichia coli phylogenetic group. Appl. Environ. Microbiol., v. 66 p. 4555-4558, 2000.

COLLIN, B.; REHNSTAM-HOLM, A. S.; HERNROTH, B. Faecal contaminants in edible


bivalves from Maputo Bay, Mozambique; seasonal distribution, pathogenesis and antibiotic
resistance. Open Nutr. J., v.2, p. 86-93, 2008.
COLWELL, R.R. Bacteria and viruses, indicators of environmental changes occurring in the
estuaries. Environ. Int., v.1, p. 223–231, 1978.

COMISSÃO NACIONAL INDEPENDENTE SOBRE OS OCEANOS. O Brasil e o Mar no


Século XXI . Rio de Janeiro: Editora Comis. Nac. Indep. sobre os Oceanos, 1998.

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução N° 274, 29 de novembro de


2000. São Paulo: CONAMA, 2000.

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE. Resolução No 357, 17 de março de 2005.


São Paulo: CONAMA, 2000.

COOKE, E.M. Escherichia coli – an overreview. J. Hyg., v. 95, p. 523- 530, 1985.

CRAUN, G. F. Causes of waterborne outbreaks in the United States. In: American Water
Works Association. Water Quality Technology Proceedings. Denver: AWWA, 1990. p. 149-
152.

CRAVIOTO, A.; GROSS, R. J.; SCOTLAND, S. M.; ROWE, B. An adhesive factor found in
strains of Escherichia coli belonging to the traditional infantile enteropathogenic serotypes.
Curr. Microbial., v. 3, p. 95-99, 1979.

CZECZULIN, J.; BALEPUR, S.; HICKS, S.; PHILLIPS, A. D.; HALL, R.; KOTHARY, M. H.;
NAVARRO-GARCIA, F.; NATARO, J. P. Multiple fimbrial antigens confer aggregative
adherence in enteroaggregative Escherichia coli. Infect. Immun., v. 65, p. 4135- 4145, 1997.

CZECZULIN, J.; WHITTAM, T. S.; HENDERSON, I. R.; NAVARRO-GARCIA, F.;


NATARO, J. P. Philogenetic analysis of enteroaggregative and diffusely adherent Escherichia
coli. Infect. Immun., v. 67, p. 2692- 2699, 1999.

DALLAS, W.S.; GILL, D.M.; FALKOW, S. Cistrons encoding Escherichia coli heat-labile
toxin. J. Bacterial., v. 139, p. 850-858, 1979.

DALLAS, W.S.; FALKOW S. Amino acid sequence homology between cholera toxin and
Escherichia coli heat-labile toxin. Nature, v. 288, 499−501, 1980.

DANKFORT, J. Renovação urbana em áreas portuárias: estudo de caso. Rio de Janeiro:


Secretaria Municipal de Cultura, 1994. v. 3, n. 4-5, p. 96-114. (Cadernos do Patrimônio
Cultural).

DATTA, N.; OLRATE, R. Factors in Strains of Salmonella typhi and Shigella dysenteriae
1 Isolated During Epidemics in Mexico: Classification by Compatibility. Antimicrob.
Agents Chemother., v. 5, p. 310-317. 1974.
DAVID, M.; GOLLASCH, S.; CABRINI, M.; PERKOVIČ, M.; BOŠNJAK, D.; VIRGILIO, D.
Results from the first ballast water sampling study in the Mediterranean Sea – the Port of Koper
study. Mar. Poll. Bull., v. 54, n. 1, p. 53-65, 2007.

DEBROY, C.; BRIGHT, B.D.; WILSON, R.A.; YEALY, R.D.; YUMAR, R.; BHAN, M.K.
Plasmid-coded DNA fragment developed as a specific gene probe for the identification of
enteroaggregative Escherichia coli. J. Med. Microbiol., v.41, p. 393-398, 1994.

DIVISÃO DE DOENÇAS DE TRANSMISSÃO HÍDRICA E ALIMENTAR. CENTRO DE


VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA “PROFESSOR ALEXANDRE VRANJAC”.
Coordenadoria de Controle de Doenças. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo. Doença
diarréica e outras relacionadas à transmissão hídrica e alimentar: aspectos programáticos,
metodológicos e situação epidemiológica. São Paulo: Secretaria do Estado da Saúde, setembro,
2005. Ano 2, n. 21.

DONNENBERG, M. S. Enteropathogenic Escherichia coli. In: BLASER, M. J.; RAUDIN, J.


L.; GREENBERG, H. B.; GUERRANT, R. L. Infections of the gastrointestinal tract. [S.1.]:
Raven Press, 1995. p. 709-726.

DONNENBERG, M. S.; DONOHUE-ROLFE, A.; KEUSCH, G. T. Epithelial cell invasion: na


over-looked property of enteropathogenic Escherichia coli (EPEC) associated with the EPEC
adherent factor. J. Infect. Dis., v.160, p. 453-459, 1989.

DONNENBERG, M. S.; WHITTAM, T. S. Pathogenesis and evolution of virulence in


enteropathogenic and enterohemorrhagic Escherichia coli. J. Clin. Invest., v. 107, p. 539-48,
2001.

DREYFUS, L. A.; FRANTZ, J. C.; ROBERTSON, D. C. Chemical properties of heat-stable


enterotoxins produced by enterotoxigenic Escherichia coli of different host origins. Infect.
Immun., v. 2, p. 539-548, 1983.

DUBSKY, K. Marine Environment; Coastal Zones. In: LAMMERS P. E. M.; GILBERT, A. J.


(Ed.). Towards Environmental Pressure Indicators for the EU – Indicator Definition.
Ireland: Vrije Universiteit Amsterdam, Institute for Environmental Studies for European
Comission/ Eurostat. Coastwatch Europe Network, 1999. p. 63-72.

DUFOUR, A. P. Escherichia coli: The fecal coliform. In: HOADLEY, A.W.; DUTKA, B.J.
(Ed.). Bacterial Indicators. Health Hazards Associated with Water. Philadelphia: American
Society for Testing and Materials, 1977. p. 48-58.

DUFOUR, A.P. Bacterial indicators of recreational water quality. Can. J. Publ. Health., v.75,
p. 49-56, 1984.

EDWARDS, P. R. AND EWING, W. H. Identification of Enterobacteriaceae. 4 ed. New


York: Elsevier Science Publishing, 1986. 245 p.
ELIAS, W. P.; UBER, A. P.; TOMITA, S. K.; TRABULSI, L. R.; GOMES, T. A.
Combinations of putative virulence markers in typical and variant enteroaggregative
Escherichia coli strains from children with and without diarrhoea. Epidemiol. Infect., v. 129, p.
49-55, 2002.

EL- SABH, M.; DEMERS, S.; LAFONTAINE, D. Coastal Management and Sustainable
Development: From Stockholm to Rimouski. Ocean Coast. Manage., v. 39, p. 1-24, 1998.

ENDRESEN, Ø.; SØRGÅRD, E.; BEHRENS, H.L.; ANDERSEN, A.B. How much ballast. In:
_____. Ballast Water News. Local: Global Ballast Water Management Programme, 2003.
Issue 14, p. 6-7.

EMPRESA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA E DIFUSÃO DE TECNOLOGIA. SANTA


CATARINA SA. Manual do cultivo do mexilhão Perna perna. Santa Catarina: EPAGRI,
1994.

ESLAVA, C.; NAVARRO-GARCIA, F.; CZECZULIN, J.; HENDERSON, I. R.; CRAVIOTO,


A.; NATARO, J. P. Pet, na autotransporter enterotoxin from enteroaggregative Escherichia coli.
Infect. Immun., v. 66, p. 3155-3163, 1998.

EVANS D.G.; EVANS, D.J. JR. New Surface-Associated Heat-Labile Colonization Factor
Antigen (CFA/II) Produced by Enterotoxigenic Escherichia coli of Serogroups O6 and O8.
Infect. Immun., v.21, p. 638–647, 1978.

EVANS, D.G.; SILVER, R.P.; EVANS, JR, D.J.; CHASE, D.G.; GORBACH, S.L. Plasmid-
controlled colonization factor associated with virulence in Escherichia coli enterotoxigenic for
humans. Infec. Immnun., v. 12, p. 656-667, 1975.

FAGUNDES-NETO, U.; SCALETSKY, I.C. The gut at war: the consequences of


enteropathogenic Escherichia coli infection as a factor of diarrhea and malnutrition. Med. J., v.
118, p. 21–29, 2000.

FALCONER, I.R. (Ed.). Algae toxins in seafood and drinking water. San Diego: Academic
Press, 1993.

ORGANIZATION INTERNATIONAL DES EPIZOOTIES; WORLD ORGANIZATION FOR


ANIMAL HEALTH; WORLS HEALTH ORGANIZATION; FOOD AND AGRICULTURE
ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS. Expert Workshop on Non-Human
Antimicrobial usage and Antimicrobial Resistance: Scientific Assessment proceedings.
Geneve: FAO/OIE/WHO, 2003. p.41.

FARUQUE, S. M.; HAIDER, K.; RAHMAN, M. M.; ABDUL-ALIM, A. R. M.; BAQUI, A.


H.; AHMAD, Q.S. Evaluation of a DNA probe to identify enteroaggregative Escherichia coli
from children with diarrhea in Bangladesh. J. Diarrhoeal. Dis. Res., v. 10, p. 31-34, 1992.
FAYER, R.; GAMBLE, H.R.; LICHTENFELS, J.R.; BIER, J.W. Waterborne and foodborne
parasites. In: VANDERZANT, C.; SPLITTSTOESSER, D. (Ed.). Compendium of methods
for the microbiological examination of foods. 3th ed. Washington: DC: APHA, 1992. Chap
41.

FEDERAL REGISTER. Drinking water; national primary drinking water regulation; total
coliforms (including fecal coliforms and E. coli); final rule. Fed. Regist., v. 54, p. 27544–
27568, 1989.

FENG, P. Escherichia coli O157:H7: Novel vehicles of infection and emergent of phenotypic
variants. Emerg. Infect. Dis., v. 1, p. 1-9, 1996.

FLETCHER, J. M.; SAUNDERS, J. R.; BATT, R. M.; EMBAYE, H.; GETTY, P.; HART, C.
A.; Attaching effacement of the rabbit enterocyte brush border is encoded on a single 96,5
Kilobase-pair plasmid in an EPEC O111 strain. Infectivity. Immunity, v. 58, p. 1316-1322,
1990.

FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION OF THE UNITED NATIONS; WORLD


HEALTH ORGANIZATION. Risk assessment of Vibrio vulnificus in raw oysters. 2005.
Disponível em: <http://www.fao.org/docrep/008/a0252e/a0252e00.htm>. Acesso em: 10 fev.
2006.

FOOD AND AGRICULTURE ORGANIZATION; WORLD HEALTH ORGANIZATION.


Hazard characterization for pathogens in food and water: guidelines. Roma: FAO, 2003. 61
p. (Microbiological risk assessment series, n. 3).

FRANCO, B. D. G. M. Frequência de isolamento e propriedades de Escherichia coli


enteropatogênica em alimentos. Tese (Doutorado) - Faculdade de Ciências Farmacêuticas da
Universidade de São Paulo, São Paulo, 1983.

FRANCO, B. D. G. M.; GOMES, T. A. T.; JAKABI, M.; MARQUES, L. R. M. Use of probes


to detect virulence factor DNA sequences in Escherichia coli strains isolated from foods. Int. J.
Food Microbiol., v. 12, p. 333-338, 1991.

FRANCO, B. G. M.; LANDGRAF, M. In: FRANCO, B. D. G. M.; LANDGRAF, M.


Microbiologia de Alimentos. São Paulo: Atheneu, 2000. cap. 7, p. 56-89.

FRANCO, B. D. G. M.; LANDGRAF, M. Microrganismos patogênicos de importância em


alimentos. In: FRANCO, B. D. G. M.; LANDGRAF, M. Microbiologia dos alimentos. São
Paulo: Atheneu, 1996. p. 33-81.

GAASTRA, W.; SVENNERHOLM, A.M. Colonization factors of human enterotoxigenic


Escherichia coli (ETEC). Trends Microbiol., v. 4, p. 444–452, 1996.
GANNON, J. M.; RASHAD, R.; KING, K.; THOMAS, E. J. G. Detection and characterization
of the eae gene of shiga-like toxin producing Escherichia coli using polymerase chain reaction.
J.Clin. Microbiol., v. 31, p. 1268–1274, 1993.

GEO BRASIL 2002. Perspectivas do Meio Ambiente no Brasil. Brasília, D. F.: Edições
IBAMA, 2002. 440 p.

JOINT GROUP OF EXPERTS ON THE SCIENTIFIC ASPECTS OF MARINE


ENVIRONMENTAL PROTECTION. GESAMP. The contributions of Science to Integrated
Coastal Management. EUA, 1996. IMO/FAO/UNESCO-IOC/WMO/WHO/IAEA/UN/UNEP.
Reports and Studies, n. 61.

JOINT GROUP OF EXPERTS ON THE SCIENTIFIC ASPECTS OF MARINE


ENVIRONMENTAL PROTECTION. GESAMP. IMO/FAO/UNESCO-
IOC/WMO/WHO/IAEA/UN/UNEP. A sea of troubles. Rep. Stud. GESAMP, n. 70, 2001.

GIOPPO, N. M. R.; ELIAS, W. P.; VIDOTTO, M. C.; LINHARES, R. E.; SARIDAKIS, H. O.;
GOMES, T. A. T.; TRABULSI, L. R.; PELAYO, J. S. Prevalence of HEp-2 cells adherent
Escherichia coli and characterization of enteroaggregative E. coli and chainlike adherent E. coli
isolated from children with and without diarrhea, in Londrina, Brazil. FEMS Microbiol. Lett.,
v. 190, p. 293-298, 2000.

GOLLASCH, S. Removal of barriers to the effective implementation of ballast water


control and management measures in developing countries. [s.1]: GEF/IMO/UNDP, 1997.
p.151-97.

GOMES, T.A.T.; RASSI, V.; MACDONALD, K.L.; RAMOS, S.R.T.S.; TRABULSI, L.R.;
VIEIRA, M.A.M.; GUTH, B.E.C.; CANDEIAS, J.A.N.; IVEY, C.; TOLEDO, M.R.F.T.;
BLAKE, P.A. Enteropathogens associated with acute diarrheal diasease in urban infants in São
Paulo. Brazil. J. Infect. Dis., v. 164, p. 331-337, 1991.

GOMES, T. A. T.; VIEIRA, M. A. M.; WACHSMUTH, I. K.; BLAKE, P. A.; TRABULSI, L.


R. Serotype-specific prevalence of Escherichia coli strains with EPEC adherence factor genes in
infants with and without diarrhea in São Paulo, Brazil. J. Infect. Dis., v. 160, p. 131-135, 1989.

GREEN, B.A.; NEIL, R.J; RUYECHAN, W.T.; HOLMES, R.K. Evidence that a new
enterotoxin of Escherichia coli which activates adenylate cyclase in eukaryotic target cells is
not plasmid mediated. Infect. Immnun., v. 41, p.383-390, 1983.

GRIMES, D.J. "Ecology of estuarine bacteria capable of causing human disease: A Review."
Estuaries, v.14, p. 345–360, 1991.
GRUNSTEIN, M.; HOGNES D. S. Colony hybridization: a method for the isolation of cloned
DNAs that contain a specific gene. Proc. Natl. Acad. Sci. USA, v. 72, p. 3961-3965, 1975.

GUILLOT, J.F.; CHASLUS-DANCLA, E.; LAFONT, J. P. Spontaneous implantation of


antibiotic resistance enterobacteriaceae in the digestive tract of chickens in the absence of
selective pressure. Antimicrobiol. Agents Chemother., v. 12, p. 697-702, 1977.

GUNZBURG, S. T.; TORNIEPORTH, N. G.; RILEY, L. W. Identification of enteropathogenic


Escherichia coli by PCR-based detection of the bundle-forming pilus gene. J. Clin. Microbiol.,
v. 33, p. 1375–1377, 1995.

GUTH, B.E.C.; TWIDDY, E.M.; TRABULSI, L.R.; HOLMES, R.K. Variation in chemical
properties and antigenic determinants among type II heat-labile enterotoxins of Escherichia
coli. Infect. Immnun., v. 54, p.529-536, 1986.

GUTH, B.E.C. Escherichia coli enterotoxigênica (ETEC) In: TRABULSI, L. R.;


ALTERTHUM, F. Microbiologia. São Paulo: Atneu, 2008.

GYLES, C. L. Escherichia coli cytotoxins ans enterotoxins. Can. J. Microbiol., v. 38, n. 1, p.


734-746, 1992.

HALLERGRAEFF, G. M.; BOLCH, C. J. Transport of distom and dinoflagellate resting spores


in ships ballast water: implication for plankton biogeography and aquaculture. J. Plankton
Res., v.14, p.1067-1084, 1992.

HART, C. A.; BATT, R. M.; SAUNDERS, J. R. Diarrhoea caused by Escherichia coli. Ann.
Trop. Paediatr., v.13, p. 121–131, 1993.

HAYES, K. R.; SLIWA, C. Identifying potential marine pests – a deductive approach applied to
Australia. Mar. Poll. Bull., v. 46, p. 91-98, 2003.

HEINEMANN, S.A.; THOMSON, F.K.; HYNES, W.L. Plasmid-Borne Antibiotic Resistance


in Vibrio cholerae Isolated from Ships’ Ballast Water. In: INTERNATIONAL CONFERENCE
ON MARINE BIOINVASIONS, 3., 2003, La Jolla, California. Conference… La Jolla: EUA,
2003.

HENDERSON, I. R.; HICKS, S.; NAVARRO-GARCIA, F.; ELIAS, W. P.; PHILIPS, A. D.;
NATARO, J. P. Involvement of the enteroaggregative Escherichia coli plasmid-encoded toxin
in causing human intestinal damage. Infect. Immun., v. 67, p. 5338-5344, 1999.

HIGGNINS, C. F.; AMES, G. F. L.; BARNES, W. M.; CLEMENT, J. M.; HOFFNUNG, M. A


novel intercistronic regulatory element of prokaryotic operons. Nature, v. 298, p. 760- 762,
1982.
HIRST, T. R.; SANCHEZ, J.; KAPER, J.B.; HARDY, S. J.; HOLMGREN, J. Mechanism of
toxin secretion by Vibrio cholerae investigated in strains encode heat-labile enterotoxins of
Escherichia coli. Proc. Natl. Acad. Sci., v. 24, p. 7752- 7756, 1984.

HOBBS, B. C. AND ROBERTS, D. Toxinfecções e Controle Higiênico – Sanitário de


Alimentos. São Paulo: Varela editora, 1992.

HONDA, T.; TSUJI, T.; TAKEDA, Y.; MIWATANI, T. Immunological nonindentify of heat-
labile enterotoxins from human and porcine enterotoxigenic Escherichia coli. Infect. Immun.,
v. 34, p. 337-340, 1981.

HUGRES, J. M.; MURAD, F.; CHANG, B.; GUERRANT, R. L. Role of cyclic GMP in the
action of heat-stable enterotoxin of Escherichia coli. Nature, v. 271, p. 755-756, 1978.

HULTON, C.S.J.; HIGGINS, C.F.; SHARP, P.M. ERIC sequences: a novel family of repetitive
elements in the genomes of Escherichia coli, Salmonella typhimurium and other enteric
bacteria. Mol. Microbiol., v. 5, p. 825-834, 1991.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Ambientes das Águas no


Estado do Rio de Janeiro. Projeto PLANÁGUASEMADS/ GTZ. Rio de Janeiro, IBGE, 2001.
Censo 1991.

INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZATION. International Convention for the Control


and Management of Ship’s Ballast Water and Sediments, February 13, 2004. London.
Disponível em: <http://www.imo.org>. Acesso em: 20 mar. 2008.

INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZATION. Management of Ship’s Ballast Water;


Sediments. In: INTERNATIONAL CONVENTION FOR THE CONTROL, 2004, London.
IMO, 2004.

INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZATION. Guidelines for the control and


management of ships’ ballast water to minimize the transfer of harmful aquatic organisms
and pathogens. London: IMO, 1997. Resolution A.868 (20).

INTERNATIONAL MARITIME ORGANIZATION. Compilation of the full texts of the


London Convention 1972 and the 1996 Protocol thereto.International Maritime Organisation
LC.2/Circular 380, 12. In: CONVENTION ON THE PREVENTION OF MARINE
POLLUTION BY DUMPING OF WASTES AND OTHER MATTER, 1972, London. IMO,
1997.

INTERNATIONAL COMISSION ON MICROBIOLOGICAL SPECIFICATION FOR


FOODS. Microrganisms in foods their significance e methods of enumeration. 2. ed.
Toronto: University of Toronto Press, 1978. v.1, 434 p.

JAY, J. M. Microbiologia Moderna de los Alimentos. Zaragoza: Acribia, 1994.


JERSE, A. E.; YU, J.; TALL, B. D.; KAPER, J. B. A genetic locus of enteropathogenic
Escherichia coli necessary for the production of attaching an effacing lesion on tissue culture
cells. Proc. Natl. Ac. Sci., v. 87, p. 7839-43, 1990.

JERSE, A.E.; YU, J.; TALL, B.D.; KAPER, J.B. A genetic locus of enteropathogenic
Escherichia coli necessary for the production of attaching and effacing lesions on tissue culture
cells. Proc. Natl .Acad. Sci. USA., v. 87, p. 7839-43, 1990.

JOACHIMSTHAL, E.L; IVANOV, V.; TAY, J.H.; TAY, T.L.S. Flow cytometry and
conventional enumeration of microorganisms in ships’ ballast water and marine samples. Mar.
Poll. Bull., v. 46, p. 308–313, 2003.

JOACHIMSTHAL, E. L.; IVANOV, V.; TAY, S. T.L; TAY, J. -H. Bacteriological


examination of ballast water in Singapore Harbour by flow cytometry with FISH. Mar. Poll.
Bull., v. 49, p. 334- 343, 2004.

JOHNSON, J.R. Virulence factors in Escherichia coli urinary tract infection. Clin. Microbiol.
Rev., v.4, n.1, p.80-128, 1991.

KAPER, J. B.; NATARO, J. P.; MOBLEY, H. L. T. Pathogenic Escherichia coli. Nature, v. 2,


p. 123-139, 2004.

KAPER, J. B. Defining EPEC. Rev. Microbiol., v. 27, p. 130-33, 1996. Apresentado no


Proceedings of the International Symposium on Enteropathogenic Escherichia coli (EPEC).

KASPAR, C. W.; BURGESS, J. L., KNIGHT, I. T.; COLWELL, R. R. Antibiotic resistance


indexing of Escherichia coli to identify sources of fecal contamination in water. Can. J.
Microbiol., v. 36, p. 891-894, 1990.

KNIGHT, I.T.; WELLS, C.S.; WIGGINS, B.; RUSSELL, H.; REYNOLDS, K.A.; HUQ, A.
Detection and Enumeration of Fecal Indicators and Pathogens in the Ballast Water of
Transoceanic Cargo Vessels Entering the Great Lakes . In: GENERAL MEETING OF THE
AMERICAN SOCIETY FOR MICROBIOLOGY, 1999, Chicago. Abstract… Chicago: ASM,
1999. p. 546, Q-71.

KONG, R.Y.C.; LEE, S.K.Y.; LAW, T.W.F.; LAW, S.H.W.; WU, R.S.S. Rapid detection of six
types of bacterial pathogens in marine water by multiplex PCR. Water Res., v.36, p. 2802–
2812, 2002.

KONOWALCHUK, J.; SPEIRS, J. I.; STAVRIC, S. Vero response to a cytotoxin of


Escherichia coli. Infect. Immun., v. 18, p. 775-779, 1977.

KORNACKI, J. L.; MARTH, E. H. Food borne ilness caused by Escherichia coli. A review. J.
Food Prot., v. 45: 1051-1067, 1982.
KUHNERT, P.; BOERLIN, P.; FREY, J. Target genes for virulence assessment of Escherichia
coli isolates from water, food and the environment. FEMS Microbiol. Rev., v.24, p.107-117,
2000.

LANNA, A.E. Gerenciamento de bacia hidrográfica: Aspectos conceituais e metodológicos.


Brasília: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos recursos Naturais Renováveis, 1995.

LAVOIE, D.M.; SMITH, L.D.; RUIZ, G.M. The potential for intracoastal transfer of
nonindigenous species in the ballast water of ships. Est. Coast. Shelf Sci., v. 48, p. 551-564,
1999.

LEBARON, P.; HENRY, A.; LEPEUPLE, A. S.; PENA, G.; SERVAIS, P. Na operational
method for the real-time monitoring of E. coli numbers in bathing waters Mar. Poll. Bull., v
.50, p.652-659, 2005.

LEE, C. H.; MOSELEY, S. L.; MOON, H. W.; WHIPP, S. C.; GYLES, C. L.; SO, M.
Characterization of the gene encoding heat-stable toxin II and preliminary molecular
epidemiological studies of enterotoxin Escherichia coli heat-stable toxin II producers. Infect.
Immun., v. 42, p. 264-268, 1983.

LEVINE, M.M. Escherichia coli that cause diarrhea: enterotoxigenic, enteropathogenic,


enteroinvasive, enterohemorragic and enteroadherent. J. Infect Dis., v. 155, p. 377-89, 1987.

LEVINE, M. M.; EDELMAN, R. Enteropathogenic Escherichia coli of classic serotypes


associated with infant diarrhea: epidemiology and pathogenesis. Epidemiol. Rev., v. 6, p. 31-
51, 1984.

LICENCE, K.; OATES, K. R.; SYNGE, B. A.; REID, T. M. S. An outbreak of E. coli O157
infection with evidence of spread from animals to man through contamination of a private water
supply. Epidemiol. Infect., v. 126, p. 135–138, 2001.

LLAQUET, J. L. E. Los puertos españoles y su relación con lãs ciudades: un análisis de


sureciente evolución. Portus, Vicenza: La Gráfica; Stampa editrice, 2002. v. 2, n. 4, p. 6-21.

LÓPEZ-PILA, J. M.; SZEWZYK, R. Estimating the infection risk in recreational waters from
the faecal indicator concentration and from the ratio between pathogens and indicators. Water
Res., v. 34, n.17, p. 4195-4200, 2000.

LORTIE, A. L.; DUBREUIL, J. AD.; HAREL, J. Characterization of Escherichia coli strains


producing heat-stable enterotoxin b (STb) isolated from humans with diarrhea. J. Clin.
Microbial., v. 29, p. 656-6569, 1991.
MACHADO, I. C.; PAULA, A. M. R. DE; BUZZO, A.; JAKABI, M.; RISTORI, C.;
SAKUMA, H. Estudo da ocorrência de contaminaçäo orgânica no estuário de Cananéia, como
subsídio para a extraçäo, manejo e cultivo da ostra do mangue Crassostrea brasiliana): Análise
da ostra (tecidos moles e líquido intervalvar. Hig. Aliment., v. 15, p.44-48, 2001.

MADDEN, J.; CARDELLI, M. C.; REED, B. A. R. Vibrio cholerae in shellfish from U.S.
coastal waters. Food Technol., v. 36, p. 93-96, 1982.

MARTINEZ, M. B. Escherichia coli Enteroinvasora (EIEC) In: TRABULSI, L. R. E.;


ALTERTHUM, F. Microbiologia. São Paulo: Editora Atheneu, 2008.

MARTINS, M. T.; SANCHEZ, P. S.; SATO, M. I. Z.; BRAYTON, P. R.; COLWELL, R. R.


Detection of Vibrio cholerae O1 in the aquatic environment in Brazil employing direct
immunofluorescence microscopy. World J. Microbiol. Biotechnol., v. 9, p. 390-392, 1993.

MARTINS, M. T.; RIVERA, I. G.; CLARK, D .L.; OLSON, B. H. Detection of virulence


factors in culturable Escherichia coli isolates from water samples by DNA probes and recovery
of toxin-bearing strains in minimal o-nitrophenol-beta-D-galactopyranoside-4-
methylumbelliferyl-beta-D-g luc uronide media. Appl. Environ. Microbiol., v. 58, p. 3095-
3100, 1992.

MASS, R. An improved colony hybridization method with significantly increased sensitivy for
detection of single genes. Plasmid., v. 10, p. 296-298, 1983.

MC DANIEL, T. K.; JARVIS, K. G.; DONNENBERG, M. S.; KAPER, J. B. A genetic locus of


enterocyte effacement conserved among diverse enterobacterial pathogens. Proc. Natl. Acad.
Sci. USA., v. 92, p. 1664-8, 1995.

MEIRELLES-PEREIRA, F.; PEREIRA, A.M.S.; SILVA, M.C.G.; GONÇALVES, V.D.;


BRUM, P.R.; CASTRO, A.R.; PEREIRA, A.A.; ESTEVES, F.A.; PEREIRA, J.A.A. Ecological
aspects of the antimicrobial resistance in bacteria of importance to human infections. Braz. J
Microbiol., v. 33, p. 287-293, 2002.

MELNICK, J.L.; GERBA, C.P.; WALLIS, G. Virus in water. Méd. Instrum., v. 13, p. 499–
508, 1979.

MENEZES, F. G.; EVANGELISTA-BARRETO. N. S.; VIEIRA. R. H. S. F. Ocorrência de


Salmonella spp. isoladas de ostras em criadouro natural. In: OITAVO ENCONTRO
NACIONAL DE MICROBIOLOGIA AMBIENTAL, 2002, Rio de Janeiro. Anais... Rio de
Janeiro: ENAMA, 2002.

MENG, J.; FENG, P.; DOYLE, P. Pathogenic Escherichia coli. In: DOWNES, F. P.; ITO, K.
COMPENDIUM OF METHODS FOR THE MICROBIOLOGICAL EXAMINATION OF
FOODS. 2001, Washington. APHA, 676p. Cap. 35, p. 331-341.
METCALF, T. G. Indicators of viruses in shellfish. In: G Berg, editor. Indicators of viruses in
water and food. Michigan: Ann. Harbor Sci., v. pp. 383-415. 1978.

MICHANIE, S. Escherichia coli O157:H7 – La Bacteria que Disparo el HACCP em la Industria


de Carne . Revista de la Unión de la Industria Carniça, Argentina, Ano 4, n. 17, p.40-42, set.,
2003.

MILIDIS, M. D.; KOORNHOF. H. J.; PHILLIPS, J. I. Invasive potential of noncytotoxic


enteropathogenic Escherichia coli in a vitro Henle 407 cell model. Infect. Immun., v.57, p.
1928-1935, 1989.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. MMA. O Plano Nacional de Gerenciamento


Costeiro. Brasília, DF: MMA, 2004a. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/port/sqa/projeto/gerco/planocac.html>. Acesso em: 10 set. 2008.

MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. MMA. Programa Globallast. Água de Lastro:


Mexilhão dourado. Brasília, DF: MMA, 2004b. Disponível em:
<http://www.mma.gov.br/aguadelastro/.>. Acesso em: 10 set. 2008.

MOHAPATRA, B.R.; MAZUMDER, A. Comparative Efficacy of five different rep-PCR


methods to discriminate Eschericha coli populations in aquatic environments. Water Sci.
Technol., v. 58, p. 537-547, 2008.

MOON, H. W.; WHIPP, S. C.; ARGENZIO, R.A A.; LEVINE, M. M.; GIANELLA, R. A.
Attaching and effacing activities of rabbit and human enteropathogenig Escherichia coli in pig
and rabbit intestines. Infect. Immnun., v. 41, p. 1340-51, 1983.

MORAES, A. C. R. Os Impactos da Política Urbana sobre Zona Costeira. Brasília, DF:


MMA, 1995. v.1. (Série Gerenciamento Costeiro).

MORAES, A.C.R. Contribuições para gestão da zona costeira do Brasil. São Paulo: Hucitec,
1999. Natal-Brasil, Notícias. Disponível em: <http://groups.msn.com/natal-brazil/links.msnw>.
Acesso em: 24 Fev. 2008.

MORAES, I. R.; DEL MASTRO, N.; JAKABI, L.; GELLI, D. S. Estudo da Radiossensibilidade
ao 60 Co do Vibrio cholerae O1 incorporado em ostras. Rev. Saúde Pública, v. 34, p. 29-32,
2000.

MOREIRA C. N.; PEREIRA, M. A.; BROD, C. S.; RODRIGUES, D. P.; CARVALHAL, J. B.;
ALEIXO, J. A. G. Shiga toxin-producing Escherichia coli (STEC) isolated from healthy dairy
cattle in southern Brazil. Vet. Microbiol., v. 93, p.179-183, 2003.
MOSELEY, S. L.; SAMADPOUR-MOTALEBI, M.; FALKOW, S. Plasmid association and
nucleotide sequence relationship of two genes encoding heat-stable enterotoxin production in
Escherichia coli H-10407. J. Bacteriol., v. 156, p. 441-3, 1983.

MULLIS, K. B.; FALOONA, F. A. Specific synthesis of DNA in vitro via a polymerase-


catalyzed chain reaction. Methods Enzymol., v. 155, p. 335-350, 1987.

MURRAY, P.P. Manual of Clinical Microbiology. Washington, DC: ASM Press, 1999.

MURRAY, P. R.; ROSENTHAL, K. S.; KOBAYASHI, G. S.; PFALLER, M. A. Medical


Microbiology. Local: Editora, 1998.

NAGY, B.; CASEY, T. A.; MOON, H. W. Phenotype and genotype of Escherichia coli.
Isolated from pigs with post weaning diarrhea in Hungary. J. Clin. Microbial., v. 28, p. 651-
653, 1990.

NATARO, J.P.; KAPER, J.B. Diarrheagenic Escherichia coli. Clin. Microbial. Rev., v. 11,
p.142-201, 1998.

NATARO, J. P.; BALDINI M. M.; KAPER, J. B.; BLACK, R. E.; BRAVO, N.; Levine, M. M.
Detection of na adherence factor of enteropathogenic Escherichia coli with a DNA probe. J.
Infect. Dis., v. 152, p. 560-565, 1985.

NATARO, J. P.; KAPER, J. B.; ROBINS-BROWNE, R.; PRADO, V.; VIAL, P. A.; LEVINE,
M. M. Patterns of adherence of diarrheagenic Escherichia coli to HEp-2 cells. Pediatr. Infect.
Dis. J., v. 16, p.829-831, 1987.

NATARO, J. P.; DENG, Y.; MANEVAL, D. R.; GERMAN, A. L.; MARTIN, W. C.; LEVINE,
M. M. Aggregative adherence fimbriae I of enteroaggregative Escherichia coli mediate
adherence to HEp-2 cells and hemagglutination of human erythrocytes. Infect. Immun., v. 60,
p. 2297-2304, 1992.

NATARO, J. P.; KAPER, J. B.; ROBINS-BROWNE, R.; PRADO, V., VIAL, P.; LEVINE, M.
M. Patterns of adherence of diarrheagenic Escherichia coli to HEp-2 cells. Pediatr. Infect. Dis.,
v. 6, p. 829–831, 1987.

NATIONAL RESEARCH COUNCIL. Stemming the Tide: Controlling introductions of


nonindigenous species by ships’ ballast water. Washington D. C.: National Academic Press,
1996.

NATIONAL RESEARCH COUNCIL. Understanding the ocean’s role in human health:


from monsoons to microbes. Washington D.C: National Academic Press, 1999. 132p.
NATIONAL COMMITTEE FOR CLINICAL LABORATORY STANDARDS. CLINICAL
AND LABORATORY STANDARD INTITULE. Performance Standards for Antimicrobial
Disk Susceptibility Tests. Wayne, PA: NCCLS, 2000. (Document M2-A7).

NEHRING, S. Non-indigenous phytoplankton species in the north sea. Supposed regions of


origin and possible transport vector. Arch. Fish. Mar. Res. v. 46, p. 181-194, 1998.

NIPPER, M. Current approaches and future directions for contaminant-related impact


assessments in coastal environments: Brazilian perspective. Aquatic Ecosystem Health
Manage., v. 3, p 433-447. 2000.

NOBLE, R. T.; LEECASTER, M. K.; MCGEE, C. D.; WEISEBERG, S. B.; RITTER, K.


Comparision of Total Coliform, Fecal Coliform, and Enterococcus bacterial indicator response
for ocean recreational water quality testing. Water Res., v. 37, p. 1637-1643, 2003.

NOGUEIRA, G.; NAKAMURA, C. V.; TOGNIM, M. C. B.; FILHO, B. A. A.; DIAS, B. P. F.


Qualidade microbiológica de água potável de comunidades urbanas e rurais, Paraná. Rev.
Saúde Pública, v. 37, p. 232-236, 2003.

O’BRIEN, A. D.; MELTON, A. R.; SCHMITT, C. K.; MCKEE, M. I.; BATTS, M. I.;
GRIFFIN, D. E. Profile of Escherichia coli O157:h7 pathogen responsible for hamburguer-
borne outbreak of hemorrhagic colitis and hemolytic uremic syndrome in Washington. J. Clin.
Microbiol., v. 31, n. 10, p. 2799-2801, 1993.

OKAMOTO, K.; FUJII, Y.; AKSHI, N.; HITOTSUBASHI, S.; KURAZONO, H.;
KARASAWA, T.; TAKEDA, Y. Identification and characterization of heat-stable enterotoxin
II-producing Escherichia coli from patients with diarrhea. Microbiol. Immunol., v. 37, p. 411-
414. 1993.

OKEKE, I. N.; LAMIKANRA, A.; CZECZULIN, L.; DUBOVSKY, F.; KAPER, J. P.;
NATARO, J. P. Heterogeneous virulence of enteroaggregative Escherichia coli isolated from
children in southwest Nigeria. J. Infect. Dis., v. 181, p. 252-260, 2000.

ORGANIZACIÓN PANAMERICANA DE LA SALUD. Las condiciones de salud en las


Americas. OPLS, 1994. v.1, p.167-174. (Publicación Cientifica nº 549).

ORSI, R. H.; STOPPE, N. C.; SATO, M. I. Z.; GOMES, T. A. T.; PRADO, P. I.; MANFIO, G.
P.; OTTOBONI, L. M. M. Genetic variability and pathogenicity potencial of Escherichia coli
isolated from recreational water reservoirs. Res. Microbiol., v. 158, p. 420-427, 2007.

PADHYE, N. V.; DOYLE, M. P. Escherichia coli O157:H7: epidemiology, pathogenesis and


methods for detection in food. J. Food Prot., v. 55, p. 555-565, 1992.
PARMELEE, M. A. Outbreak reveals vulnerability of water operations. Am. Water Works
Assoc. Main. Stream, v. 34, p. 1-9, 1990.

PAUL, M.; TSUKAMOTO, T.; GHOSH, A. R.; BHATTACHARYA, S. K.; MANNA, B.;
CHAKRABARTI, S.; NAIR, G. B.; SACK, D. A.; SEM, D.; TAKEDA, Y. The significance of
enteroaggregative Escherichia coli in etiology of hospitalized diarrhea in Calcutta, India and the
demonstration of a new honey-combed pattern of aggregative adherence. FEMS Microbiol.
Lett., v. 117, p. 319-326, 1994.

PICHEL, M. G.; BINSZTEIN, N.; QADRI, F.; GIRON, J. A. Type IV longus pilus of
enterotoxigenic Escherichia coli: occurrence and association with toxin types and colonization
factors among strains isolated in Argentina. J. Clin. Microbiol., v. 40, p. 694–697, 2002.

PICKETT, C. L.; WEINSTEIN, D. L.; HOLMES, R. K. Genetics of type II a heat-labile


enterotoxin of Escherichia coli: Operon fusions, nucleotide sequence, and hybridization studies.
J. Bacteriol., v. 169, p. 5180-5187, 1987.

PNUMA: Diagnostico regional sobre las actividades realizadas en tierra que afectan los
ambientes marinos, costeros y dulceacuícolas asociados en el Atlantico Sudoccidental Superior.
Informes y Estudios del Programa de Mares Regionales del PNUMA, no. 170. PNUMA -
Oficina de Coordinación del PAM, 2000.

POND, K. Water recreation and disease. Plausibility of associated infections: Acute effects,
sequelae and mortality (emerging issues in water and infectious deseases series). Washington,
D.C.: WHO, 2005. 239 p.

PROENÇA, L. A. O.; Tamanaha, M. S.; Souza, N. P. The toxic dinoflagellate Gymnodiniu


catenatum GRAHAN in southern Brazilian waters: occurrence, pigments and toxins. Rio
Grande: Atlântica, 2001. v.23, p.59-65.

PROENÇA, L. A. O.; FERNANDES, L. F. Introdução de microalgas no ambiente marinho:


impactos negativos e fatores controladores. In: SILVA, J.; SOUZA, R. Água de lastro e
bioinvasão. Rio de Janeiro: Interciência, 2004. Capítulo 7.

RASSCHAERT, G.; HOUF, K.; IMBERECHTS, H.; GRIJSPEERDT, K.; DE ZUTTER, L.;
HEYNDRICKX, M. Comparison of five repetitive-sequence-based PCR typing methods for
molecular discrimination of Salmonella enterica isolates. J. Clin. Microbiol., v. 43, p. 3615-
3623, 2005.

REINHART, N. M. Condições sanitárias e classificação das agues do mar destinadas a


balneabilidade de praias do Estado do Paraná. Tese (Doutorado) – Universidade de São
Paulo, São Paulo, 1980.

RIPPEY, S.R. Infectious diseases associated with molluscan shellfish consumption. Clin.
Microbiol., v. 7, p. 419-25, 1994.
RIVERA , I. N. G.; MARTINS, M. T. Bactérias enteropatogênicas no ambiente aquático. Rev.
Ciênc. Farm., v. 17, p. 115-136, 1996.

RIVERA, I. N. G.; LIPP, E. K.; GIL, A.; CHOOPUN, N.; HUQ, A.; COLWELL, R. R. Method
of DNA extraction and application of multiplex polymerase chain reaction to detect toxigenic
Vibrio cholerae O1 and O139 from aquatic ecosystems. Environ. Microbiol., v. 5, p. 599-606,
2003.

RIVERA, I. N. G.; PAULA, C. R.; SOUZA, C. P. Microbiologia aquática marinha. In: MELO,
I. S.; AZEVEDO, J. L. Microbiologia Ambiental. [s.l]. EMPRAPA, 2008.

RODRIGUES, J.; SCALETSKY, I. C.; CAMPOS, L. C.; GOMES, T. A.; WHITTAM, T. S.;
TRABULSI, L. R. Clonal structure and virulence factors in strains of Escherichia coli of the
classic serogroup O55. Infect. Immun., v. 64, p. 2680-2686, 1996.

RODRIGUES-ANGELES, G. Principales características y diagnóstico de los grupos patógenos


de Escherichia coli. Salud Public Mex. v. 44. p. 464-75, 2002.

ROSA, A. A.; MARIANO, A. T.; PEREIRA, A. M.; TIBANA, A.; GOMES, T. A.;
ANDRADE, J. R. Enteropathogenicity markers in Escherichia coli isolated from infants with
acute diarrhoea and healthy controls in Rio de Janeiro, Brazil. J. Med. Microbiol., v. 47, p.
781-790, 1998.

RUDNER, X. L.; NICCHITTA, C.; ALMENOFF, J. S. Biogenesis, cellular localization, and


functional activation of the heat-stable enterotoxin receptor (Guanylyl Cyclase C).
Biochemistry, v. 35, p. 10680-10686, 1996.

RUIZ, G. M.; RAWLINGS, T. K.; DOBBS, F. C.; DRAKE, L. A.; MULLADY, T.; HUQ, A.;
COLWELL, R.R. Global spread of microorganisms by ships. Nature, v. 408, p. 49-50, 2000.

SACK, R.B. Human diarroheal disease caused by enterotoxigenic Escherichia coli. Ann. Rev.
Microbiol., v. 29, p.333-353, 1975.

SAMBROOK, J.; FRITSCH, E. F.; MANIATIS, T. Gel eltrophoresis of DNA. In:______.


Molecular cloning: a laboratory manual. 2nd ed. New York: Cold Spring Harbor Laboratory
Press, 1989.

SANCHEZ, P. S.; AGUDO, E. G.; CASTRO, F. G.; ALVES, M. N.; MARTINS, M. T.


Evalution of the sanitary quality of marine recreational waters and sands from beaches of the
São Paulo state, Brazil. Water. Sci. Tech., v. 18, p. 61-72. 1986.
SAVARINO, S. J.; FASANO, A.; ROBERTSON, D. C.; LEVINE, M. M. Enteroaggregative
Escherichia coli elaborate a heat-stable enterotoxin demonstrable in a in vitro rabbit intestinal
model. J. Clin. Invest., v. 87, p. 1450-1455, 1991.

SAVARINO, S. J.; FASANO, A.; WATSON, J.; MARTIN, B. M.; LEVINE, M. M.


GUANDALINI, S. Enteroaggregative Escherichia coli heat-stable enterotoxin 1 represnts
another subfamily of E. coli heat-stable toxin. Proc. Natl. Acad. Sci. USA, v. 90, p. 3093-3097,
1993.

SAVARINO, S. J.; MCVEIGH, A.; WATSO, J.; CRAVIOTO, A.; MOLINA, J.;
ECHEVERRIA, P.; BHAN, M. K.; LEVINE, M. M.; FASANO, A. Enteroaggregative
Escherichia coli heat-stable enterotoxin is not restricted enteroaggregative E. coli. J. Infect.
Dis., v. 173, p. 1019-22, 1996.

SCALETSKY, I. C.; PEDROSO, M. Z.; MORAIS, M. B.; CARVALHO, R. L.; SILVA, R. M.;
FABBRICOTTI, S. H.; FAGUNDES-NETO, U. Association of patterns of Escherichia coli
adherent factor to Hep-2 cells with acute and persistent diarrhea. Arq. Gastroenterol., v. 36, p.
54-60, 1999.

SCALETSKY, I. C. A.; SILVA, M. L. M.; TRABULSI, L. R. Distinctive patterns of adherence


of enteropathogenic Escherichia coli to HeLa cells. Infect. Immun., v. 45, p. 534-536, 1984.

SCARCELLI, E.; PIATTI, R. M. Patógenos Emergentes Relacionados à Contaminação de


Alimentos de Origem Animal. Biológico, São Paulo, v. 64, p 123-127, 2002.

SCHMIDT, H.; KNOP, C.; FRANKE, S.; ALEKSIC, S.; HEESEMANN, J.; KARCH, H.
Development of PCR for screening of enteroaggregative Escherichia coli. J. Clin. Microbiol.,
v. 33, p. 701–705, 1995.

SCHROEDER, C. M. et al. Antimicrobial Resistance of Escherichia coli O157 Isolated from


humans, Cattle, Swine, and Food. Appl. Environ. Microbiol., v. 68, p. 576-581, 2002.

SCHULTZ, C. et al. Detection of ETEC in stool samples by using nonradioactively labeled


oligonucleotide DNA probes and PCR. J. Clin. Microbiol., v.32, p.2393-2397, 1994.

SCHUTT, C. Plasmids in the bacterial assemblage of a dystrophic lake:evidence for plasmid-


encoded nickel resistance. Microb. Ecol., v. 17, p 49–62, 1989.

SEARS, C. L.; KAPER, J. B. Enteric bacterial toxins: mechanisms of action and linkage to
intestinal secretion. Microbiol. Rev., v. 60, p. 167-215, 1996.

SELANDER, R. K.; CAUGANT, D. A.; WHITTAM, T. S. Genetic structure and variation in


natural populations of Escherichia coli. In: Escherichia coli and Salmonella typhimurium.
NEIDHARDT, F. C. et al. (Ed.). Cell Mol Biol. Washington, DC: American Society for
Microbiology, 1987. p. 1625-1645.

SERÉNY, B. Biochemical reactions and virulence of E. coli O124, K12 (B17). Acta Microbial.
Acad. Sci. Hung., v. 10, p. 11-18, 1963.

SEYFRIED, D.L.; TOBIN, R.S.; BROWN, W.E.; NESS, P.F. 'A prospective study of
swimming-related illness. II. Morbidity and the microbiological quality of water'. Am. J. Public
Health., v. 75, p. 1071-1075, 1985.

SHIBATA, T.; SOLO-GABRIELE, H.M.; FLEMING, L.E.; ELMIR, S. Monitoring marine


recreational water quality using multiple microbial indicators in a urban tropical environment.
Water Res., v. 38, p. 3119-3131, 2004.

SILVA, J. S. V.; FERNANDES, F. C.; SOUZA, R. C. C. L.; LARSEN, K. T. S.; DANELON,


O. M. Água De Lastro E Bioinvasão. In: Silva, J. S. V.; Souza, R. C.C.L. Água de Lastro e
Bioinvasão. Rio de Janeiro: Ed. Interciência, 2004. p. 1-10.

SILVA, J.; FERNANDES, F. C.; LARSEN, K. T. S. ; SOUZA, R. C. C. L. Água de lastro.


Ciência Hoje, São Paulo, v.32, n.188, p.4, 2002.

SILVA, R. M.; TOLEDO, M. R. F.; TRABULSI, L. R. Correlation of invasivenes with plasmid


in enteroinvasive strains of Escherichia coli. J. Infect. Dis., v. 146, p. 708, 1982.

SINGH, B.; READ, S.; ASSEMAN, C.; MALMSTROM, V.; MOTTET, C.; STEPHANS, L.
A.; STEPANKOVÁ. R.; TLASKALOVÁ. H.; POWRIW. F. Control of intestinal inflammation
by regulatory T cells. Immunol. Rev., v. 182, p. 190-200, 2001.

SIZEMORE, R.K.; COLWELL, R.R. Plasmids carried by antibiotic-resistant marine bacteria.


Antimicrobial. Agents Chemother., v 12, p. 373–382, 1977.

SMAD, A.C.; WIDDOWS, J. The scope for growth of bivalves as an , integrated response
parameter in biological monitoring. In: KRAMER, K.J.M. (Ed.). Biomonitoring of coastal
waters and estuaries. Boca Raton, FL: CRC Press, 1994. p. 247-267.

SMALL, P. L. C.; FALKON, S. Identification of regions on a 230- K base plasmid from


enteroinvasive Escherichia coli that are required for entry into HEp-2 cells. Infect. Immun., v.
56, p.225-229, 1988.

SMALL, P. L.; FALCOW, S. Development of a DNA probe for the virulence plasmid of
Shigella ssp and enteroinvasive Escherichia coli. In: LEIVE, L. (Ed.). Microbiology.
Washington, D. C.: American Society for Microbiology, 1986.
SMAYDA, T. J. Harmful algal blooms: Their ecophysiology and general relevance to
phytoplankton blooms in the sea. Limnol. Oceanogr., v. 42, p. 1137–1153, 1997.

SO, M.; MCCARTHY, B. J. Nucleotide sequence of the bacterial trasposon Tn1681 encoding a
heat-stable (ST) toxin and its identification in enterotoxigenic Escherichia coli strains. Proc.
Natl. Acad. Sci. USA., v. 77, p. 4011-4015, 1980.

SOUZA, R. C. C. L.; FERNANDES, F. C.; DANELON, O. M.; LARSEN, K. T. S.; SILVA, J.


S. V.; COLLICHIO, F.; RAPAGNÃ, L. Metodologia de amostragem dos organismos
transportados e água de lastro dos navios mercantes. Pesq. Naval, v. 14, p. 221-235, 2001.

SPANGLER, B. D. Structure and function of cholera toxin and the related Escherichia coli
heat-labile enterotoxin. Microbial. Rev., v. 56, p. 622-647, 1992.

STACY-PHIPPS, S.; MECCA, J.J.; WEISS, J.B. Multiplex PCR assay and simple preparation
method for stool specimens detect enterotoxigenic Escherichia coli DNA during course of
infection. J. Clin. Microbiol., v.33, p. 1054-1059, 1995.

STANISICH, V. A. Identification and analysis of plasmids at genetic level. In: GRINSTED, J.;
BENNET, P. M. Plasmid technology. London: Academic Press, 1990.

STREATFIELD, S. J.; SANDKVIST, M.; SIXMA, T. K.; BAGDASARIAN, M.; HOL, W. G.;
HIRST, T. R. Intermolecular interactions between the A and B subunits of heat-labile
enterotoxin from Escherichia coli promote holotoxin assembly and stability in vivo. Proc. Natl.
Acad. Sci. USA, v. 89, p. 12140–12144, 1992.

SUSSMAN, M. Escherichia coli: mechanisms of virulence. United Kingdom: Cambridge


University Press, 1997.

SUSSMAN, M. E. coli in human and animal disease. In:____. The virulence of Escherichia
coli: reviews and methods. London: Academic Press, 1985.

SUZART, S.; GUTH, B. E.; PEDROSO, M. Z.; OKAFOR, U. M.; GOMES, T. A. Diversity of
surface structures and virulence genetic markers among enteroaggregative Escherichia coli
(EAEC) strains with and without the EAEC DNA probe sequence. FEMS Microbiol. Lett., v.
201, p. 163-168, 2001.

TAKEDA, Y.; HONDA, T.; SIMA, H.; TSUJI, T.; MIWATANI, T. Analysis of antigenic
determinants in cholera enterotoxin and porcine enterotoxigenic Escherichia coli. Infect.
Immun., v. 41, p. 50-53, 1983.

TAUXE, R. V. Emerging foodborne diseases: An evolving public health challenge. Emerg.


Infect. Dis., v. 3, p. 1-13, 1997.
TAVARES, W. Bactérias gram-positivas problemas: resistência do estafilococo, do enterococo
e do pneumococo aos antimicrobianos. Rev. Soc. Bras. Med. Trop., v. 33, p. 281-301, 2000.

THOMSON, F. K.; HEINEMANN, S. A.; DOBBS, F. C. Patterns of Antibiotic resistance in


cholera bacteria isolated from ship’s ballast water. In: INTERNATIONAL CONFERENCE ON
MARINE BIOINVASIONS, 3., 2003, La Jolla. Anais… La Jolla, California, 2003. p. 180.

TRABULSI, L. R. Microbiologia. 2a ed. Rio de Janeiro: Atheneu, 1991. p. 386.

TRABULSI, L. R.; ALTERTHUM, F. Microbiologia. 5. ed. São Paulo: Atheneu, 2008.

TRABULSI, L. R.; KELLER, R.; GOMES, T. A. T. Typical and atypical enteropathogenic


Escherichia coli. Emerg. Infect. Dis., v.8, p. 508-513, 2002.

UNITED NATIONS. 2008. Atlas of Oceans. Disponível em: <http://www.oceansatlas.org>.


Acesso em: 10 mar. 2008.

UNITED STATES ENVIRONMENTAL PROTECTION AGENCY. Ambient water quality


criteria for bacteria EPA-440/5-84-002. U.S. Environmental Protection Agency Washington,
D.C.:USEPA, 1986.

VALENTE, M. A. Efeito da irradiação sobre mexilhões [Perna perna (Linnaeus, 1958)]:


Coliformes termotolerantes e Enterococcus; Ação antimicrobiana e Análise sensorial das
amostras. Tese (Mestrado) - Rio de Janeiro, Universidade Federal Fluminense, 2004.

VENKATESAN M. M.; BUYSSE J. M.; KOPECKO D. J. Use of Shigella flexneri ipaC and
ipaH gene sequences for the general identication of Shigella spp. and enteroinvasive
Escherichia coli. J. Clin. Microbiol., v. 27, p. 2687-2691, 1989.

VERSALOVIC, J.; KOEUTH, T.; LUPSKI, J. R. Distribution of repetitive DNA sequences in


eubacteria and application to fingerprinting of bacterial genomes. Nucleic Acids Res., v. 19, p.
6823–6831, 1991.

VICENTE, A. C. P.; RIVERA, I. N. G.; VIEIRA, M. D.; COELHO, A. Vibrio cholerae


populations and their role in South America. In: THOMPSON, F. L.; AUSTIN, B.; SWINGS, J.
(Ed.). The Biology of Vibrios. Washington D. C.: American Society for Microbiology Press,
2006. ch 17, p. 239-247.

VIEIRA, R.H.F.; EVANGELISTA, N.S.S.; RODRIGUES, D.P. Colimetria das águas marinhas
de Fortaleza (Ceará, Brasil) e detecção de cepas de Escherichia coli Enteroinvasora (EIEC) e
Enteropatogênica Clássica (EPEC). Arq. Ciênc. Mar., v.30, p.27-31, 1996.
VIEIRA, R. H. S. F.; ATAYDE, M. A.; CARVALHO, E. M. R.; CARVALHO, F. C. T.;
FONTELES FILHO, A. A. Contaminação fecal da ostra Crassostrea rhizophorae e da água de
cultivo do estuário do Rio Pacoti (Eusébio, Estado do ceará): isolamento e Identificação de
Escherichia coli e sua susceptibilidade a diferentes antimicrobianos. Braz. J. Vet. Rev. Anim.
Sci., v. 45, n. 3, p.180-189, 2008.

WADE, T.J.; PAI, N.; EISENBERG, J.N.; COLFORD, J.M. Do U.S. Environmental Protection
Agency water quality guidelines for recreational waters prevent gastrointestinal illness? A
systematic review and meta-analysis. Environ. Health Perspect., v. 111, p. 1102–1109, 2003.

WIDDOWS, J.; DONKIN, P. Mussels and environmental contaminants: bioaccumulation and


physiological aspects. In: GOSLING, E. (Ed.). The mussel Mytilus: ecology, physiology,
genetics and culture. Amsterdam: Elsevier, 1992. p. 383-424.

WILLIAMS, R. J.; GRIFFITHS, F. B.; VAN DER WAL, E. J.; KELLY, J. cargo vessel ballast
water as a vector for transport of nonindigenous marine species. Estuary Coastal Shelf. Sci., v.
26, p. 409-420, 1998.

WHITBY, G.; LEWIS, E.; DONALD, P.; SHAFER, P.; WILEY, C. Microbiological Chemical
and Physical Survey of Ballast Water on Ships on the Great Lakes. In: EIGHTH
INTERNATIONAL ZEBRA MUSSEL AND OTHER NUISANCE SPECIES CONFERENCE,
SACRAMENTO, March 16-19, 1998, California. Conference… California: Editor, 1998.

WOLF M. K. Occurrence, Distribution and Associations of O and H Serogroups, Colonizations


Factor antigens, and Toxins of Enterotoxigenic Escherichia coli. Clin. Microbiol. Rev., v. 10,
p. 569-584, 1997.

WONHAM, M. J.; WALTON, W.C.; RUIZ, G. M; FRESE, A . M.; GALIL, B. Going to the
source: rol of the invasion pathway in determining potential invaders. Mar. Ecol. Progr., v.
215, p. 1-12, 2001.

WOOD, P.C. Manual de higiene de los mariscos. Zaragoza: Editora, 1979. 83 p.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Health-based monitoring of recreational waters: the


feasibility of a new approach (the “Annapolis Protocol”). Geneva, WHO, 1999. (Protection
of the Human Environment, Water Sanitation and Health Series, HO/SDE/WSH.99.1).

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Cholera, 2005. Wkly Epidem. Rec., v. 81, p. 297-308,
2006.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines for safe recreational water environments,


2003. v. 1: Coastal and fresh waters.
WORLD HEALTH ORGANIZATION SCIENTIFIC WOKING GROUP. Escherichia coli
diarrehea. Bulletin W.H.O. Local: WHO, 1980. v. 58, p. 23-36.

YODER, J.S.; BLACKBURN, B. G.; CRAUN, G. F.; HILL, V.; LEVY, D. A.; CHEN N.; LEE,
S. H.; CALDERON. M. J. Surveillance for waterborne-disease outbreaks associated with
recreationsl water – United States. 2001-2002. MMWR Surveill. Summ., v. 53, p. 1-22. 2004.

YOUN-JOO, A.N.; KAMPBELL, D. H.; BREIDENBACH, G. P. Escherichia coli and total


coliforms in water and sediments at marinas. Environ. Poll., v. 120, p. 771-778, 2002.

ZO, Y.; GRIMM, C.; MATTE, M.; MATTE, G.; KNIGHT, I.T.; HUQ, A.; COLWELL, R.R.
Detection and Enumeration of Pathogenic Bacteria in Ballast Water of Transoceanic Vessels
Entering the Great Lakes and Resistance to Common Antibiotics. In: GENERAL MEETING
OF THE AMERICAN SOCIETY FOR MICROBIOLOGY, 1999, Chicago. Abstract… Local:
ASM, 1999. p. 594, Q-317.