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DESCONSTRUINDO A

SUSTENTABILIDADE

CONTEÚDO EXTRA • MÃO NA MASSA!


Você já viu ou provavelmente está vendo o curso Desconstruindo a Sustentabilidade,
com duas visões diferentes sobre o tema.

Esperamos que você tenha gostado e se inspirado com o nosso conteúdo. Mas agora é
hora de se aprofundar nos conceitos abordados no vídeo.

Esperamos que você goste. E mãos à obra!

Abraços,

Equipe Descola

Texto por Rafael Art

2
rafael
art
Rafael Art dedica sua carreia a projetos ligados a sustentabilidade e é diretor-
fundador do portal de conteúdo Agora Sustentabilidade (Blog | Facebook) e da
Agenda Sustentabilidade (Site | Facebook).

DESCONSTRUINDO A SUSTENTABILIDADE
Entendendo a palavra sustentabilidade como respeito a tudo e a todos, onde o bem
estar coletivo e a qualidade de vida são fundamentais, tentarei apresentar as signifi-
cações da palavra “sustentabilidade” extrapolando o tripé ambiente, economia e so-
ciedade e John Elkington¹ (1999 - triple botton line: economic prosperity, environmental
protection e social equity).

Elkington, após a ONU colocar a palavra ‘sustentabilidade’ na agenda global, desen-


volveu a metáfora do tripé da sustentabilidade que “passa a considerar a performan-
ce ambiental e social da companhia, além da financeira”, mostrando que as empresas
deveriam visar uma igualdade entre os lados para se aproximar da sustentabilidade.

Com isso, muitas empresas começam a divulgar suas ações de, ate então, responsabi-
lidade social (veja a evolução conceitual aqui) como sustentáveis ou iniciam seu ciclo
tentando mostrar para o consumidor que são sustentáveis atrelando algum adjetivo
ou substantivo à palavra, tornando-se assim, sustentáveis. Será?

¹ John Elkington: cofundador da organização não governamental internacional SustainAbility (organi-


zação que presta consultoria visando a melhoria econômica, social e sustentabilidade ambiental, pela
melhoria das práticas mercadológicas e comerciais), o tripé é um termo “[...] que representa a expansão
do modelo de negócios tradicional – que só considerava fatores econômicos na avaliação de uma em-
presa, para um novo modelo que passa a considerar a performance ambiental e social da companhia,
além da financeira.”

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O tripé deveria ter os três lados iguais a fim de sustentar algo. Contudo, muitas vezes
tem uma das “pernas”, normalmente a econômica, muito maior. Muitas vezes o que se
comunica não é o que realmente se faz. Para coibir o famoso greenwashing (maquia-
gem verde), em 2010, o Conar promulgou uma norma para coibir abusos publicitários
- artigo 36 do Código e detalhadas no Anexo U - veja aqui.

A complexidade a cerca do tema aumentou e muito. Desde que adentrou em nosso


vocabulário até os dias de hoje, muita coisa mudou. O entendimento é disperso por
muitos motivos. Empresas de diversos setores entenderam que o fazer algo em re-
lação à sustentabilidade, ou apenas comunicar, agrega valor a marca. Fato que gera
uma grande confusão da potencialidade da palavra.

Outros fatos ajudam a entender a necessidade do atuar e fazer algo ligado à sustentabi-
lidade. A população não para de aumentar (mais pessoas com mais desejos, vontades,
necessidades, interesses, culturas diferentes); a ideia de capitalismo e seus produtos e
o ambiente natural visto como matéria prima, ocasionando um distanciamento entre
o homem e natureza (além disso dizem que a capacidade de suporte do planeta está
esgotada. Ou seja, consumimos mais do que o ambiente natural consegue produzir ).

Somos a natureza, fazemos parte dela! O avanço tecnológico, a facilidade e rapidez


na informação, também contribuem para formar um ambiente onde o termo (“sus-
tentabilidade”) deixa de estar ligado única e exclusivamente ao manejo florestal e
engenharia florestal. Esse avanço tecnológico nos permite ter acesso a informações
de outras localidades num simples clique, e com isso, entender a tal da complexida-
de dos humanos na Terra e saber, de forma mais clara (os satélites ajudam e muito,
ao mesmo tempo que poluem a órbita da Terra), o que se passa com o ambiente
natural por ai.

Palavras confundem e, por vezes, nada explicam – como hoje, é o caso da palavra “sus-
tentabilidade” a qual depende de vários aspectos.

Nada garante que algo é “sustentável” apenas ao usar a palavra ou reaproveitar algum
resíduo (palavra nova para o ‘lixo’, já que jogar algo fora, se você pensar, não existe. Ti-
rar alguma coisa da sua frente não faz esse material desaparecer da Terra, apenas vai
para outro lugar...). Essa palavra, na minha visão, exige uma preocupação muito maior,
envolvendo outros eixos além de economia, sociedade e ambiente. Tais como:

O eixo espiritual, mas nada ligado à religião e sim ao contato do


homem com o seu “eu”. O olhar para dentro é fundamental para que
possamos focar em ação de boas práticas coletivas com o intuito de
mostrar que somos um só fazemos parte da natureza. Para Massimo

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Di Felice² (2012) “...na tradução ocidental, a percepção de território e
do meio ambiente, em geral, foi caracterizada pela invenção da exter-
nalidade, da suposta separação entre homem e a natureza, baseada
no mito bíblico da superioridade da espécie humana sobre as demais
ou, no caso da filosofia, na redução dos elementos não-humanos a
objeto, à ‘coisa’ inanimada, à matéria a ser moldada, transformada e
dominada...” e essa ideia é reforçada pelas palavras de Boff³ (2009) “...
a questão da espiritualidade é importante como expressão da singulari-
dade humana e não como monopólio das religiões...”;

O eixo educação, entendendo e respeitando as diferenças, sendo


colaborativa e participativa - pilar fundamental para construirmos
agentes de mudança críticos e bem informados. Povo educado é
povo crítico e atuante e, além disso, é fundamental repensar a for-
ma pela qual a educação tradicional é proposta. Ensinar nos moldes
de 1900 no mundo atual é um tanto estranho. Citando Edgar Morin⁴
(2012): “...a educação do futuro deverá ser o ensino primeiro e univer-
sal, centrado na condição humana. Os humanos devem reconhecer-se
em sua humanidade comum e, ao mesmo tempo, reconhecer a diver-
sidade cultural inerente a tudo que é humano.”;

Deve-se pensar no território, suas interações com o homem e com


a natureza, propiciando qualidade de vida e bem estar para a comu-
nidade que ali vive. Parques, construções, mobilidade, arquitetura,
tecnologias e afins, fazem parte da visão de um território coeso. Além
de uma configuração rural-urbana mais equilibrada e uma melhor
distribuição territorial dos assentamentos urbanos e das atividades
econômicas, reduzindo a concentração excessiva nas áreas metro-
politanas, freando a destruição de ecossistemas frágeis, como colo-
ca Ignacy Sachs ⁵ (1993);

² DI FELICE, M; TORRES, J; YANAZE, L. Redes Digitais e Sustentabilidade: as interações com o meio ambien-
te na era da informação. São Paulo: AnnaBlume, 2012

³ Leonardo Boff - BOFF, L. Os limites do capital são os limites da Terra. (2009) Disponível em http://www.
fernandosantiago.com.br/cartaterra.pdf

⁴ Edgar Morin - Os Sete Saberes Necessários À Educação do Futuro. São Paulo: Cortez Editora, 2012.

⁵ Ignacy Sachs - Estratégias de transição para o século XXI: desenvolvimento e meio ambiente. Prefácio:
M. F. Strong ; trad. Magda Lopes. São Paulo: Studio Nobel. Fundação do desenvolvimento administrativo
(FUNDAP), 1993

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O eixo cultura é um ponto interessante. Escrevo para o site Conexão
Cultural e gostaria de compartilhar um texto que postei lá sobre “Cul-
tura e Sustentabilidade”. Visto que tudo é cultura, seria interessante
que esse respeito a tudo e a todos fosse o natural do ser humano, mas
não é. Outros fatores influenciam negativamente nossas vidas. Cada
nação (e cada ser humano) precisa respeitar suas origens e as outras
origens e é necessário termos a percepção que somos um só e habi-
tamos o mesmo planeta (um tanto utópico visto a realidade). Edgar
Morin⁴ (2012) complementa quando coloca que “cultura é constituída
pelo conjunto de saberes, dos afazeres, da regras, das proibições, das
estratégias, das crenças, das ideias, dos valores, dos mitos que se trans-
mite de geração em geração, se reproduz em cada indivíduo, controla
a existência da sociedade e mantém a complexidade psicológica e so-
cial... Onde a cultura existe apenas por meio das culturas”.

E por fim a política. Onde ações políticas deveriam ser focadas no


bem estar coletivo, seja numa organização seja a política de um país,
seja a minha ou a sua. Certas demandas da população e coisas que
ainda não sabemos lidar, são influenciadas por políticas de nossos
governantes, que muitas vezes agem por mero interesse. Visto o ce-
nário atual, essa preocupação é fundamental se queremos e deseja-
mos lugares melhores, relações sadias e qualidade de vida. Segundo
Sylmara Gonçalvez Dias ⁶ (2009) “o eixo político deve ser entendido
como o fortalecimento das instituições democráticas e a promoção
da cidadania, ressaltando que a promoção do desenvolvimento sus-
tentável não se resumiria a um projeto do governo, mas da sociedade
como um todo, daí a necessidade de assegurar a participação efetiva
de todos os seus segmentos”.

Citando os eixos do triple botton line, teríamos:

Eixo econômico: relações de troca visando o bem estar coletivo, in-


centivo as economias locais, e, principalmente, forma pela qual as
pessoas se relacionam com o dinheiro. Enquanto o dinheiro for mais
importante que uma vida, e enquanto não tivemos uma administra-
ção mais eficiente de recursos e de um fluxo constante de investi-
mentos públicos e privados, nada irá mudar.

⁶ Sylmara Gonçalvez Dias - Catadores: uma perspectiva de sua interação no campo da indústria de reci-
clagem / Maria Cecília Loschiavo dos Santos; orientadora. São Paulo, 2009.

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Eixo social: seria interessante se tivéssemos uma visão ecocentrista
de respeito a tudo e todos e em todos os processos de interações hu-
manas. A visão ecocentrista contrapõem a visão egocentrista, onde o
homem deixa de ser o topo da pirâmide e passa a fazer parte do grupo
tendo o mesmo valor que os outros. Veja mais informações no Google
e em Aldo Leopold⁷. Além de uma maior equidade e divisão de bens de
modo a diminuir o gap entre o padrão de vida de ricos e pobres.

Eixo ambiental: sim somos parte da natureza e devemos manter uma


boa relação com ela. Uns chamam de recurso, outros de meio ambien-
te. Mas fato é, que sem a natureza não conseguimos viver. Portanto ela
é fundamental para a vida humana, e deve ser tratada dentro da visão
ecocentrista para aprimoram a interação homem com o ambiente.
Essa relação deve ser sábia, ética e respeitosa. Deve-se, ainda, pensar
em fontes renováveis de energia e em produtos que respeitem o ciclo
de vida do produto – veja mais aqui.

Atuar com as significações da sustentabilidade, é legal perceber as


complexidades da vida ocidental moderna, suas ações e reações no
meio em que está inserida para minimizar impactos no ambiente na-
tural e maximizar as relações das pessoas. Tudo isso para tentar pro-
ver bem estar e qualidade de vida à todos os envolvidos. Pensar no

⁷ Aldo Leopold - http://en.wikipedia.org/wiki/Ecocentrism

7
presente momento se faz fundamental, observar capacidades locais e
potencialidades globais a fim de exportar tal produto ou serviço para
outras localidades tendo em vista as especificidades de cada região e
cultura, seus valores, entendimentos, rotina, desejos, educação, senso
de cidadania, poder de renda, topografia e por ai vai...tudo o que en-
volve a comunidade de uma determinada região.

VIDA EM REDE
Ao passo que a palavra “sustentabilidade” tem muitos significados e a complexidade da
sociedade contemporânea aumenta; pessoas com uma visão extraordinária observam
oportunidades fantásticas.

A internet como meio ajuda e muito, se bem utilizada, a conectar pessoas e promover o
exercício da cidadania. Paul Baran⁸ desenvolveu, na década de 60, um modelo de rede
de informação para o governo norte americano que estava preocupado com um ataque
soviético no período da Guerra Fria. Na ocasião foi desenvolvido um sistema de comu-
nicação distribuído, para, no caso de uma investida soviética, as informações continu-
assem a navegar de forma horizontal. Ao distribuir os pontos em vários outros pontos e
conectá-los numa rede distribuída, no caso da queda de um ponto, a comunicação flui
já que não existe um ponto central e todos os nós são interdependentes. A imagem abai-
xo ilustra esse pensamento que podemos extrapolar para as relações humanas.

⁸ Paul Baran - http://migre.me/eM6SY

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Em uma sociedade conectada e atuante em rede, o sistema distribuído é o ideal, tendo
nos nós, pessoas interdependentes e fundamentais para que a rede continue e cresça.
Todos são importantes e tem voz.

Cada dia surge novos projetos e ideias que estimula a conectividade de pessoas via a
internet. Por vezes apenas no ambiente online, por vezes transpondo para o mundo
“real”. Abaixo indico alguns sites que tem essa pegada e conversam com um dos temas
que permeiam a palavra “sustentabilidade”, e mais abaixo, algumas dicas.

O projeto Free Hugs⁹ tomou corpo e abraços ao


longo dos anos. Pessoas marcam encontros via
a internet para deixar um pouco mais alegre e
reconfortante o dia de estranhos que cruzam
seus caminhos. No primeiro momento pode pa-
recer bem estranho abraçar qualquer um, mas o
poder do abraço é fantástico!

O site Couch Surfing¹⁰ funciona como uma rede


social digital para quem quer ter uma experiên-
cia diferente na suas viagens. Pela rede você en-
contra pessoas que colocam a casa à disposição
a estranhos. Já tive a oportunidade de usar e
recomendo. Existe uma troca cultural muito in-
teressante. E convenhamos, visitar uma cidade
sozinho é uma coisa, agora visitar uma cidade
com um local, é completamente diferente. Vale
bem a pena!

⁹ Free Hugs - http://www.freehugscampaign.org/

¹⁰ Couch Surfing - https://www.couchsurfing.org/

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Falando em cidades, indico dois sites, entre ou-
tros interessantes que existem por ai. O primeiro
é o Programa Cidades Sustentáveis¹¹ que mostra
um conteúdo sobre inovações e cidade no que
tange à sustentabilidade. Além de promover
uma agenda a cerca do tema, mostra noticias e
informações. O outro site é o Porto Alegre.cc¹²,
onde, via geolocalização (ou wikimaps), incenti-
va o cidadão a interagir com sua cidade exercen-
do sua cidadania. É possível indicar desde um
buraco na rua, falta de iluminação, roubo até a
beleza da cidade, mostrando obras de arte, contando a história de esculturas e afins.

Sites de mobilidade não param de surgir. Indico


o texto “Bicicletas, locais para pedalar e a ceguei-
ra da CET”. Quando o assunto é bike, existem
vários interessantes e selecionei alguns, como o
“Bike it¹³”, o “Bike Anjo¹⁴”, o “Vá de Bike¹⁵”, o pro-
jeto da “Bicicletada Critical Mass¹⁶”, outro pro-
jeto chamado “Cidades para Pessoas¹⁷”, o site
“Onde Pedalar¹⁸” e o “Clube de Cicloturismo do
Brasil¹⁹”. Cada um com sua especificidade, seja
apenas na informação, na geolocalização de lu-
gares bike friendly, na articulação de passeio, es-
timulando o contato entre amantes e iniciantes por bicicleta e por ai vai.

¹¹ Programa Cidades Sustentáveis - http://www.cidadessustentaveis.org.br/

¹² Porto Alegre cc - http://is.gd/xf7zq6

¹³ Bike it - http://is.gd/CbVKSk

¹⁴ Bike Anjo - http://is.gd/CbVKSk

¹⁵ Vá de Bike - http://is.gd/CbVKSk

¹⁶ Bicicletada Critical Mass - http://is.gd/CbVKSk

¹⁷ Cidades para Pessoas - http://is.gd/CbVKSk

¹⁸ Onde Pedalar - http://is.gd/CbVKSk

¹⁹ Clube de Cicloturismo do Brasil - http://is.gd/CbVKSk

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Outro site interessante que “conversa” com os
problemas das cidades, no caso o resíduo, é o
site eCycle²⁰, um site que tem o objetivo de ofere-
cer opções de descarte correto e consumo cons-
ciente em um mundo que cada vez mais se preo-
cupa com a sustentabilidade. O site oferece mais
de sete mil opções para destinação de quase 200
itens de consumo diário, além de ter matérias e
artigos que discutem as principais tendências
quando o assunto é consumo consciente.

Existem diversas plataformas educacionais onde


é possível fazer cursos de graça online, indico três
que são bem interessantes (veja aqui uma lista com
mais de 10 plataformas de cursos online). O primei-
ro é o Descola²¹ que incentiva pessoas a empreen-
der via vídeo-aulas, como vocês puderam ver! O site
Nós.Vc²² e Cinese.me²³ visam o aprendizado livre,
coletivo e acessível unindo pessoas interessadas
em propor e participar de encontros diversos. Des-
de uma aula de finanças até um bate papo sobre
futebol, passando por um workshop de culinária.

Em relação à alimentação o site do IDEC ²⁴ (Insti-


tuto Brasileiro de Defesa do Consumidor) mostra
um mapa de feiras orgânicas pelo Brasil, e nesse
link é possível onde se produz o que no Brasil.
Aproveito para indicar o site alemão Foodsha-
ring ²⁵ , que visa evitar o desperdício de alimento
ao conectar pessoas que tem comida sobrando
com pessoas que procuram o que comer.

²⁰ eCycle - http://is.gd/zim16J

²¹ Descola - http://www.descola.org/

²² Nós.vc - http://nos.vc/pt

²³ Cinese.me - http://is.gd/bwrvqf

²⁴ IDEC - http://is.gd/AUWE1y

²⁵ Foodsharing - http://is.gd/Wq2NP7

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Do lado de doações indico o Freecycle.org ²⁶ que
incentiva a troca de qualquer tipo de produto.
Esse site é mundial e muito interessante como
o grupo se organiza. Caso você tenha algo para
doar, ou está precisando de alguma coisa, vale
a pena dar uma olhada. Para troca de serviços,
indico o site português Banco do Tempo²⁷ que
é fantástico para isso. Não tenho noticia dessa
iniciativa no Brasil, se alguém souber, entre em
contato!

O sistema de doação incentivado pela internet


não para por ai. Existem diversos sites focados
no crowdfunding (financiamento coletivo ou
colaborativo). Indico apenas três, mas existem
diversos por ai... Catarse.me²⁸ foi um dos pri-
meiros sites brasileiros a atuar nessa pegada.
O Kiva²⁹ é um site americano que visa o finan-
ciamento coletivo para comunidades de baixa
renda. Esse é um diferencial do site que inspi-
rou outros, focados apenas em comunidades
de baixa renda ou em projetos de cunho social.
Nessa onda, cito o site Juntos.Com.Vc³⁰ que visa colocar em contato pessoas físicas e
organizações do terceiro setor.

Mudando de foco, indico alguns sites para compreender sobre os produtos que usa-
mos. Todos esses sites estão num texto que escrevi intitulado: “Desenvolvimento Sus-
tentável – que raios é isso e como eu posso interagir”. O primeiro é o Skin Deep³¹ que
mostra os químicos nos produtos de beleza e higiene. O outro é uma iniciativa do
Greenpeace, que a partir de vários indicadores, apresenta um guia de eletrônicos “ver-
des”³². Vale a apena entrar antes de comprar seus eletrônicos!

²⁶ Freecycle.org - http://www.freecycle.org/
²⁷ Banco do Tempo - http://www.bancodetempo.net/
²⁸ Catarse.me - http://catarse.me/pt
²⁹ Kiva - http://www.kiva.org/start
³⁰ Juntos.Com.Vc - http://juntos.com.vc/
³¹ Skin Deep - http://is.gd/zim16J
³² Guia de eletrônicos “verdes” http://is.gd/zim16J

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O site do Global Footprint Network³³ onde é pos-
sível entender mais sobre a pegada ecológica,
ver dicas e, quanto um país ou o mundo emite, e
calcular a sua pegada ecológica³⁴!

ALGUMAS DICAS
Lembrando que são apenas dicas. Renunciar e mudar é muito difícil e passamos por
essa transição quase que diariamente, ainda mais tentando observar nossa relação
de vida. Faça o que ache interessante, o que esta ao seu alcance agora. Colocamos
algumas aqui, para ver mais clique aqui.

CONSUMO
• Diminua custos de limpeza, adotando produtos biodegradáveis e
receitas caseiras;
• Prefira tecnologias limpas e de baixo consumo energético - veja
mais aqui;
• Quando for às comprar use o “preciso” ao invés do “eu quero”;
• Tenha uma sacola reutilizável consigo - evite usar sacolas plásticas;
• Não acredite em tudo que a mídia fala sobre seus produtos. O marke-
ting existe para colocar desejos na sua cabeça de coisas que você não
precisa. E além disso eles são muito bons nisso! Questione!

RESÍDUOS - SAIBA UM POUCO MAIS AQUI


• Evite a geração de lixo e a produção desnecessária de produtos -
repense seu consumo e suas necessidades;
• Cancele as correspondências que você não lê;
• Recolha as cacas do cachorro com jornal. Se possível faça um bu-
raco no jardim para descarte das cacas, isso ajuda a fertilizar o solo;
• Se seu prédio não faz coleta seletiva, incentive!

³³ Global Footprint Network - http://is.gd/zim16J

³⁴ Calcular a sua pegada ecológica - http://is.gd/zim16J

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ÁGUA - VEJA NOSSO ESPECIAL SOBRE A ÁGUA
• Utilize a água usada na lavadora de roupa para lavar o chão da
área de serviço, do quintal e da cozinha. E nem precisamos falar
de usar baldes para lavar calcadas e seu carro!
• Utilize sabão ou detergente biodegradável. Esses não poluem os
rios porque se decompõem mais facilmente;
• 15 minutos com a mangueira aberta pode gastar até 280 litros de
água;

ALIMENTAÇÃO - LEIA NOSSO TEXTO SOBRE


ALIMENTAÇÃO
• Tente ficar sem comer carne à noite. Sua digestão e seu sono
agradecem;
• Conhece a “Segunda sem carne”? Movimento internacional de….
Segunda sem carne! Salada engorda. Só gordo come! Deixa de
ser besta e da-lhe vegetais e tubérculos na alimentação;
• Quanto mais colorido seu prato, não o prato mas os alimentos,
maior a diversidade de calorias pro seu corpo;

CARRO / TRÂNSITO
• Trânsito é caótico e sempre vai piorar. Todos tem pressa. Todos!
Use a maravilhosa seta e lembre-se que gentileza gera gentileza.
Nada custa deixar aquele carro entrar na sua frente. Você vai che-
gar 1 segundo mais tarde e tente usar modos alternativos de lo-
comoção;
• Gosta de ar condicionado? Antes de ligá-lo deixe os vidros aber-
tos e o ar na ventilação. Isso ajuda a dispersar os metais pesados
que são cancerígenos e o marketing das empresas de carro não
falam;
• Seu carro de uma tonelada não o transforma num ser desprezível.
Observe ao redor e lembre-se da educação que sua mãe te deu.

POLÍTICA
• Saiba quais são os políticos em que votou e use esses sites para
fiscalizar;
• Antes de votar entenda quem é seu político, o que ele já fez, o que
ele pensa e o que ele propõem-se a fazer.
• Conheça o site Portal Orçamento - plataforma do Governo Fede-
ral mostra os investimentos, projetos, despesas, projetos de lei,
emendas e afins.

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ENERGIA - VEJA ALGUMAS MATÉRIAS SOBRE O TEMA,
AQUI E AQUI
• Recolha as roupas do varal com cuidado para não amassar muito
e depois dobre. Isso facilita na hora de passar e reduz o tempo de
uso do ferro;
• Desligue seus aparelhos eletrônicos quando não for usá-los;
• Veja mais dicas aqui e boa mudança!

PARA FINALIZAR
Esse texto e dicas tiveram o intuito de desmitificar alguns entendimentos a cerca da pa-
lavra sustentabilidade, suas relações e mostrar o poder das redes (no mundo virtual ou
real). Obviamente que existem diversos pontos de vistas sobre o que comentado acima,
e outros vários sites interessantes. Esse é o meu ponto de vista. No site que criei, o Agora
Sustentabilidade³⁵ , há mais informações, textos, indicações de boas práticas, vídeos,
infográficos e noticias que conversam com os oitos eixos que entendo serem fundamen-
tais para pensar a sustentabilidade, e no site Agenda Sustentabilidade³⁶ você poderá se
conectar ainda mais com tema já que o site agrega eventos pelo Brasil que “conversam”
com a sustentabilidade de uma forma ou de outra, independente do tema do evento
(sim, lá os 8 eixos também estão presentes), do formato (qualquer evento que ajude a
aguçar o pensamento crítico é válido) e de quem propõe (sociedade civil, governo, insti-
tuição de ensino, ongs ou empresas). E caso queria, estou à disposição para conversar
mais a respeito.

A Agenda Sustentabilidade: Como faz para achar eventos sobre a sustentabilidade num
único site? Pensando nisso dois amigos e eu, desenvolvemos a Agenda Sustentabilidade
para facilitar a busca por eventos que abordam a temática da sustentabilidade, conectar
pessoas e aguçar o pensamento crítico. O site tem abrangência Brasil onde qualquer um
pode cadastrar seu evento, não importa o formato e as temáticas são as mais variadas
uma vez que segue a linha dos 8 eixos.

Para complementar o texto acima, indico alguns textos que escrevi sobre resíduos; de-
senvolvimento sustentável; inação da realidade; Dia da Terra; água; alimentação; história
complexa da sustentabilidade (um gráfico lindo, recomendo muito!); consumo verde; o
que seria essa tal de sustentabilidade; energia (aqui e aqui) e escravidão moderna (aqui e
aqui). Além desses, recomendo a seção de boas práticas, onde tento mostrar e dar vida
ao resíduo e outras formas de consumo e as matérias ligadas a inovação e criatividade.

Texto por Rafael Art

³⁵ Agora Sustentabilidade – Blog | Facebook

³⁶ Agenda Sustentabilidade – Site | Facebook

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5 FILMES SOBRE SUSTENTABILIDADE

WALL-E
http://pt.wikipedia.org/wiki/Wall-e

No ano de 2805, a Terra virou um depósito gigante de lixo, com recursos naturais esgo-
tados e sem condições para vida humana, como o resultado de décadas de consumis-
mo em massa. Seu último habitante, Wall – E é um robô compactador de resíduos, que
gosta de colecionar objetos inúteis, como lâmpadas, patinhos de borracha e troféus.
Um dia, WALL - E descobre uma pequena planta crescendo entre o lixo e a leva para
casa. Mais tarde, uma espaço nave aterrissa e implanta EVA, um avançado robô envia-
do pela nave estelar da BnL, onde vivem alguns humanos refugiados, com a missão de
procurar sinais de vegetação na Terra. É o início de uma grande aventura

UMA VERDADE INCONVENIENTE


http://pt.wikipedia.org/wiki/Uma_verdade_inconveniente

A maioria conhece o político Al Gore somente pelo fato dele ter sido derrotado por
George W. Bush na campanha eleitoral pela presidência dos EUA em 2000. Aqui, o ci-
neasta mostra seus esforços de Gore a fim de alertar a população mundial em relação
ao super-aquecimento global.

A ERA DA ESTUPIDEZ
http://pt.wikipedia.org/wiki/A_Era_da_Estupidez

Filme mostra a que ponto chegou a destruição ambiental no mundo e alerta para a
responsabilidade de cada indivíduo em impedir a anunciada catástrofe global. Mis-
turando documentário e ficção, o filme é estrelado pelo ator indicado ao Oscar, Pete
Postlethwaite, que interpreta um velho sobrevivente no devastado mundo de 2055. Ao
analisar cenas das muitas tragédias ambientais ocorridas no início do século 21, ele se
pergunta por que os seres humanos não se salvaram quando ainda tinham a chance.

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2012 – TEMPOS DE MUDANÇA
http://www.2012tempodemudanca.com.br

As profecias maias a respeito de um apocalipse global em 2012 são o ponto de partida


para o filme “2012: Tempo de Mudança” que apresenta uma visão otimista e alterna-
tiva para o apocalítico ano de 2012. Dirigido por João Amorim, diretor indicado ao
Emmy Awards 2010 o filme acompanha o jornalista americano Daniel Pinchbeck, au-
tor do bestseller “2012: The Return of Quetzalcoatl”, em busca de um novo paradigma
entre a sabedoria arcaica de culturas tribais e o método científico.

O GRANDE MILAGRE

Estrelado por Drew Barrymore, o filme relembra a história do resgate de três baleias-
-cinzas, em 1988, no Alasca, protagonizada por uma ativista do Greenpeace e um re-
pórter. Ambientada em plena Guerra Fria, a trama leva superpotências mundiais rivais
a se unirem para salvar os animais, que ficam presos sob placas de gelo no Ártico.

6 LIVROS SOBRE SUSTENTABILIDADE

OS 50 + IMPORTANTES LIVROS EM
SUSTENTABILIDADE
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4053247/os-50-
-importantes-livros-em-sustentabilidade

A obra Os 50 + importantes livros em sustentabilidade oferece


ao leitor a essência das ideias dos 50 livros mais importantes
sobre o planeta, a relação entre seus habitantes, soluções tec-
nológicas, novas concepções filosóficas empresariais e eco-
nômicas, propostas políticas e um programa de reforma internacional, favorecendo a
reflexão sobre os caminhos para planejar um mundo mais equilibrado.

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 2012-2050 -


VISÃO, RUMOS E CONTRADIÇÕES
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/
detalhe?pro_id=4061404

Neste livro, Fernando Almeida apresenta as mais diversifica-


das, e em alguns casos inéditas, interseções entre os temas
em torno da sustentabilidade, sejam corporativos ou sociais,
abordando aspectos como gestão da inovação, risco e gover-
nança, reputação e educação, entre outros.

17
BIOMIMÉTICA - INOVAÇÃO INSPIRADA PELA
NATUREZA
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/132523

Neste livro, Janine M. Benyus apresenta um grupo de cientis-


tas e inventores que já fizeram inovações com base na natu-
reza e que mudarão o modo como plantamos, confecciona-
mos tecidos, aproveitamos informações e fazemos negócios.
A natureza oferece infinitos exemplos de como revolucionar
os nossos produtos, os nossos processos e a nossa vida.

EXPERIÊNCIAS EMPRESARIAIS EM
SUSTENTABILIDADE ( NO BRASIL )
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/produto.dll/
detalhe?pro_id=2704569

Em seu terceiro livro, Fernando Almeida dá um mergulho na


realidade de 17 grandes grupos empresariais, narrando de for-
ma transparente as vitórias e os percalços daqueles que opta-
ram por modelos de negócios sustentáveis, mostrando como
é possível fazê-lo e adaptar nossos modelos econômicos à re-
alidade – e à saúde vital – do planeta.

CAMINHOS PARA O DESENVOLVIMENTO


SUSTENTÁVEL
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/449209

O autor Ignacy Sachs é tão compreensivo com os assuntos vol-


tados entre as sociedades humanas e a natureza quanto fora
em Ecodesenvolvimento: Crescer sem Destruir, tão exigente
quanto fora em Espaços, tempos e estratégias do desenvolvi-
mento. O modo como trata estes assuntos é sempre de manei-
ra audaciosa e responsável trazendo uma profunda compre-
ensão dos problemas complexos do mundo contemporâneo.

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CANIBAIS COM GARFO E FACA
http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3649073

O livro que criou os conceitos da sustentabilidade por meio


de três vertentes: a prosperidade econômica, a qualidade
ambiental e a justiça social representadas pelos três pilares
reconhecidos como Triple Bottom Line: Profit – Planet – Peo-
ple. O livro SUSTENTABILIDADE – Canibais com Garfo e Faca
identifica as revoluções que ocorrem no mundo dos negócios
e que estão redefinindo as economias e as grandes corpora-
ções para o futuro.

BONUS: LIVRO ONLINE

PLANO B, DE LESTER BROWN


http://www.newcontent.com.br/PlanoB.pdf

No livro, o autor investiga assuntos de peso da questão am-


biental, como aquecimento global, as crises mundiais, apon-
ta problemas ecológicos que agridem nosso planeta e ofere-
ce algumas soluções para a sociedade e governantes. O livro
é a atualização de uma série de obras iniciada em 1993 por
Brown. “Plano B 4.0” é rico em detalhes e dados de pesquisas
realizadas por ele, sendo que 80 páginas são dedicadas ape-
nas à referências consultadas para produção da obra.

5 LINKS SOBRE SUSTENTABILIDADE

http://thecityfixbrasil.com/

http://www.sustainability.com/

http://www.ecopolitica.com.br/

http://ideiasgreen.com.br/

http://agorasustentabilidade.blogspot.com.br/

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