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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZ DA __ VARA CÍVEL DA

COMARCA DE MONTE CARMELO/MG.

NATASHA ROBERTS, brasileira, solteira, estudante, inscrita no CPF sob o n.º


XXX.XXX.XXX-XX, portadora do RG n.º XX.XXX.XXX, cujo endereço eletrônico é
XXXXXX, residente e domiciliada na Rua XX, n.º XX, Bairro XX, na cidade de Monte
Carmelo/MG; vem por intermédio de seu representante legal (doc. Anexo) propor a
presente

AÇÃO DE ALIMENTOS GRAVÍDICOS

Em face de HEKTOR CAMACHO, brasileiro, solteiro, professor universitário,


inscrito no CPF sob o n.º XXX.XXX.XXX-XX, portador do RG n.º XX.XXX.XXX, cujo
endereço eletrônico é XXXXXX, residente e domiciliada na Rua XX, n.º XX, Bairro XX,
na cidade de Uberlândia/MG, pelos fatos e fundamentos a seguir:

I – DOS FATOS

A Autora ao se envolver emocionalmente com o réu durante um determinado


tempo encontra-se esperando um bebê, e não tendo condições financeiras para manter-se
e muito menos o seu filho, procura o Réu na compreensão e entendimento de que o mesmo
a ajudaria.
Entretanto, ao procurar o Réu, o mesmo alegou que não poderia assumir a criança
por excesso de trabalho, e que seu salário de professor universitário estava todo
comprometido. Logo, não possui condição financeira de arcar com o filho no momento.
Dessa forma, o Réu se isenta no auxílio financeiro para com o bebê da ex-
namorada; e consequentemente se exime de suas responsabilidades.
Diante do exposto, percebe-se que o réu tenta se desvencilhar da ideia de
“companheiro” da Autora para alegar desconhecer a gravidez.
II – DA GRATUIDADE DA JUSTIÇA

Nos termos do artigo 98 e subsequentes do Código de Processo Civil de 2015, a


Autora afirma, para os devidos fins e sob as penas da lei, não possuir condições de arcar
com o pagamento das custas e demais despesas processuais sem prejuízo de seu sustento
e de sua família, pelo que requer o benefício da gratuidade da justiça.

III – DOS FUNDAMENTOS:

A presente petição tem acolhimento na legislação pátria. Com resultado, a própria


Carta Magna de 1988, em seu art. 226 e 227, caput e 229, que dispõem: A família, base
da sociedade, tem especial proteção do Estado. É obrigação da família, da sociedade e do
Estado garantir à criança a ao adolescente, com total prioridade, o direito à vida, à saúde,
à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao
respeito, à liberdade e a à convivência familiar e comunitária, além de ser protegidos de
toda forma de negligencia, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Os alimentos gravídicos encontram-se previsto na Lei 11804/08 em seu artigo. 2º,
"Os alimentos de que trata esta Lei compreenderão os valores suficientes para cobrir as
despesas adicionais do período de gravidez e que sejam dela decorrentes, da concepção
ao parto, inclusive os referentes a alimentação especial, assistência médica e psicológica,
exames complementares, internações, parto, medicamentos e demais prescrições
preventivas e terapêuticas indispensáveis, a juízo do médico, além de outras que o juiz
considere pertinentes."
Além de todas as evidências legais exploradas, observa-se também a seguinte
decisão proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALIMENTOS GRAVÍDICOS.


INDÍCIOS DE PATERNIDADE. PROVA NÃO EXAURIENTE.
REQUISITO PREENCHIDO. DEFERIMENTO DO PEDIDO.
QUANTIFICAÇÃO. OBSERVÂNCIA DO BINÔMIO
NECESSIDADE/DISPONIBILIDADE. RECURSO CONHECIDO E
PROVIDO. Nos termos do art. 6º da Lei n. 11.804/2008, a concessão
de alimentos gravídicos está condicionada a existência de indícios da
paternidade, bem como da necessidade da gestante de recebê-los e da
possibilidade da parte demandada de ofertá-los. No julgamento do
pedido de alimentos gravídicos, o que deve ser considerado é o escopo
da norma, que, no caso, é o de auxiliar a gestante e, consequentemente,
conferir condições de desenvolvimento ao nascituro, bastando para
isso, indícios de paternidade que podem caracterizar-se por meio de
fotos, mensagens eletrônicas, depoimentos de terceiros, bilhetes e afins,
sendo desnecessária a configuração de união estável ou outra relação.
É forçoso concluir-se que, diante de uma prova frágil acerca da
paternidade e da incumbência de escolher-se entre o deferimento dos
alimentos que se destinam ao melhor desenvolvimento do nascituro e o
possível prejuízo patrimonial provisório do suposto pai, sem dúvida
deve optar-se por aquele que tutelará o bem jurídico de maior relevância
na sociedade: o direito à vida. (TJSC, Agravo de Instrumento n.
0032510-67.2016.8.24.0000, de Indaial, rel. Des. Sebastião César
Evangelista, j. 01-09-2016).

Neste mesmo sentido, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul escabece:

AGRAVO. ALIMENTOS GRAVÍDICOS. LEI 11.804 - ART. 6º.


POSSIBILIDADE DIANTE DE INDÍCIOS DA PATERNIDADE.
Diante da existência de indícios da paternidade apontada, mostra-se
cabível a fixação de alimentos em favor do nascituro, destinados à
mantença da gestante, até que seja possível a realização do exame de
DNA. DECISÃO MONOCRÁTICA MANTIDA. AGRAVO
DESPROVIDO. (Agravo Nº 70065956070, Sétima Câmara Cível,
Tribunal de Justiça do RS, Relator: Sandra Brisolara Medeiros, Julgado
em 26/08/2015).

Constata-se diante das jurisprudências que é necessária tão-somente os "indícios


de paternidade" para o alcance do presente fato, o qual a requerente possui provas
satisfatórias, por meio de fotografias que comprovam seu relacionamento amoroso com
o requerido.
Logo, torna-se oportuno o exposto pleito de penalidade do requerido ao
pagamento de alimentos gravídicos para que a gestante e o nascituro consigam sobreviver
com o mínimo de dignidade, suprindo suas necessidades de alimentação, vestimenta,
saúde, garantindo-lhe uma gestação saudável e um parto seguro.
Nesta circunstâncias, requer-se também pela necessidade da requerente no
presente momento fixação provisória da pensão alimentícia ,essa fixação têm como
objetivo promover o sustento da gestante na pendência da lide, que se encontra se previsto
no art. 4º da Lei n.º 5.478/68 ,visto que não é razoável permitir que os custos essenciais
da gravidez sejam sustentado , apenas pela genitora, uma vez que a requerente é estudante
e não tem nenhuma renda para custear qualquer custo .

IV – DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer, com esteio nos dispositivos doutrinários e legais


atinentes à matéria:

A) Receber a presente inicial e julgar por sentença o presente pedido procedente em


todos os seus termos, com o efetivo acolhimento do pedido alimentos gravídicos
à autora, enquanto gerar a gestação, e ao filho do casal, após o nascimento deste,
prosseguindo o mesmo direito ao menor nascido com vida;

B) Determinar a citação do demandado, no endereço residencial acima declinado,


para responder à presente ação, querendo, no prazo de 05 (cinco) dias, sob pena
de, em assim não procedendo, sofrer os efeitos da REVELIA;

C) Determinar a intimação do Ministério Público;

D) A tramitação do feito em segredo de justiça (art. 27 da Lei n. 8.069/90).

E) Protesta provar o alegado por todos os meios de prova admitidos em direito, em


especial pelo depoimento pessoal do réu, a juntada ulterior de documentos, oitiva
de testemunhas, desde já arroladas, e o que mais se fizer necessário ao fiel deslinde
da questão, ficando, desde logo, tudo requerido, bem como todas as diligências
que se fizerem necessárias ao bom andamento processual.

V- VALOR DA CAUSA

Dá-se à causa o valor de R$ 1.000,00.

Termos em que,
Pede-se deferimento.

Monte Carmelo, 13 de março de 2019.

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Advogado
OAB/MG XXXXX