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Alexandra Bulgarelli do Nascimento

João Carlos Almeida

Gestão de custos,
finanças e resultados
em saúde
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)
(Jeane Passos de Souza - CRB 8a/6189)

Nascimento, Alexandra Bulgarelli do


Gestão de custos, finanças e resultados em saúde / Alexandra
Bulgarelli do Nascimento e João Carlos Almeida. – São Paulo : Editora
Senac São Paulo, 2017. (Série Universitária)

Bibliografia.
e-ISBN 978-85-396-1289-5

1. Administração financeira : Serviços em saúde 2. Gestão de cus-


tos : Gestão de serviços em saúde 3. Método de custeio em saúde :
Custeio baseado em atividades : Custeio ABC 4. Sistema de paga-
mento : Prestadores de serviços em saúde 5. Modelos de remunera-
ção : Serviços em saúde : Setor público 6. Modelos de remuneração :
Serviços em saúde : Setor privado 7. Gestão de riscos : Serviços em
saúde : Administração financeira I. Almeida, João Carlos. II.Título. III.
Série.

17-566s CDD-362.1
658.1552
BISAC BUS001010
BUS000000
BISAC MED003000

Índice para catálogo sistemático


1. Gestão de serviços em saúde  362.1
2. Gestão de custos : Serviços em saúde  658.1552
GESTÃO DE CUSTOS,
FINANÇAS E RESULTADOS
EM SAÚDE

Alexandra Bulgarelli do Nascimento


João Carlos Almeida
Administração Regional do Senac no Estado de São Paulo
Presidente do Conselho Regional
Abram Szajman

Diretor do Departamento Regional


Luiz Francisco de A. Salgado

Superintendente Universitário e de Desenvolvimento


Luiz Carlos Dourado

Editora Senac São Paulo


Conselho Editorial
Luiz Francisco de A. Salgado
Luiz Carlos Dourado
Darcio Sayad Maia
Lucila Mara Sbrana Sciotti
Jeane Passos de Souza
Gerente/Publisher
Jeane Passos de Souza (jpassos@sp.senac.br)
Coordenação Editorial/Prospecção
Luís Américo Tousi Botelho (luis.tbotelho@sp.senac.br)
Márcia Cavalheiro Rodrigues de Almeida (mcavalhe@sp.senac.br)
Administrativo
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Comercial
Marcos Telmo da Costa (marcos.tcosta@sp.senac.br)
Acompanhamento Pedagógico
Ariadiny Carolina Brasileiro Maciel
Designer Educacional
Alexsandra Cristiane Santos da Silva
Revisão Técnica
Alexandra Bulgarelli do Nascimento
Colaboração
Ana Paula Pigossi Papalia
Coordenação de Preparação e Revisão de Texto
Luiza Elena Luchini
Revisão de Texto
Amanda Lassak
Projeto Gráfico
Alexandre Lemes da Silva
Emília Correa Abreu
Capa
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Todos os direitos desta edição reservados à
Editoração Eletrônica
Letícia Barbato Missurini Editora Senac São Paulo
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Rua 24 de Maio, 208 – 3o andar
Ilustrações Centro – CEP 01041-000 – São Paulo – SP
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Imagens
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E-pub
Ricardo Diana © Editora Senac São Paulo, 2017
Sumário

Capítulo 1 Capítulo 5
Finanças e contabilidade, 7 Sistema orçamentário tradicional
e global, 49
1 Finanças: conceitos, classificações
a aplicações, 8 1 Sistema de pagamento:
2 Contabilidade: conceitos e orçamentário tradicional de
aplicações, 11 compra e venda de serviços, 50
Considerações finais, 15 2 Sistema de pagamento:
Referências, 16 orçamentos globais, 52
Considerações finais, 55
Capítulo 2 Referências, 56
Gestão de custos, 17
Capítulo 6
1 Contexto da gestão de custos no Sistema retrospectivo,
Brasil, 18
capitação, seguro e incentivo
2 Custos: conceitos e a resultados, 57
classificações, 20
Considerações finais, 26 1 Sistema de pagamento:
Referências, 27 retrospectivo, 58
2 Sistema de pagamento: por
Capítulo 3 capitação, 61
Método de custeio 3 Sistema de pagamento: por
por absorção, 29 seguro, 64
4 Sistema de pagamento: por
1 Metodologia do custeio por incentivo a resultados, 65
absorção, 30 Considerações finais, 67
2 Aprofundando custos diretos e Referências, 68
indiretos, 31
3 Alocação dos custos indiretos Capítulo 7
(rateios), 32
Contas de serviços de saúde, 69
Considerações finais, 38
Referências, 38 1 Conceitos, 70
2 Autorização da internação
Capítulo 4 hospitalar (AIH), 70
Métodos de custeio: activity 3 Composição da conta
based costing (ABC) e hospitalar, 74
custo-alvo, 39 4 Troca de informação de saúde
suplementar (TISS), 76
1 Metodologia do custeio por activity Considerações finais, 77
based costing (ABC), 40
Referências, 78
2 Custo-alvo, 44
Considerações finais, 47
Referências, 48
Capítulo 8 Capítulo 10

Material para uso exclusivo de aluno matriculado em curso de Educação a Distância da Rede Senac EAD, da disciplina correspondente. Proibida a reprodução e o compartilhamento digital, sob as penas da Lei. © Editora Senac São Paulo.
Modelos de remuneração do Gestão de risco, 103
setor público, 79
1 Análise financeira, 104
1 Contexto, 80 2 Análise financeira de serviços
2 Tabela SUS, 82 públicos, 107
Considerações finais, 89 3 Análise financeira de serviços
privados dos setores
Referências, 89
complementar e suplementar, 107
Capítulo 9 Considerações finais, 112
Modelos de remuneração do Referências, 112
setor privado, 91 Anexo, 113

1 Tabelas de procedimentos Sobre os autores, 117


médicos (AMB e CBHPM), 92
2 Tabelas de procedimentos
não médicos, 97
3 Tabelas de materiais e
medicamentos (Simpro e
Brasíndice), 98
4 Terminologia unificada da saúde
suplementar (TUSS), 99
Considerações finais, 100
Referências, 101

6 Gestão de custos, finanças e resultados em saúde


Capítulo 1
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Finanças e
contabilidade

Muitas são as preocupações que afetam, diariamente, as tomadas


de decisões de uma organização de saúde. Independentemente de ser
com ou sem fins lucrativos, ela está situada em um ambiente econômi-
co-financeiro extremamente complexo, influenciada tanto pelos aspec-
tos do próprio setor da saúde, como da economia (PIB, inflação, carga
tributária, etc.).

Segundo Beulke e Berto (2012), além de atender às suas finalidades


sociais, uma organização precisa garantir o seu crescimento, cumprir
seus objetivos estatuários e remunerar o capital investido.

Para que tudo isso aconteça, além dos recursos humanos (ad-
ministração de pessoal), materiais (equipamentos) e tecnológicos, é

7
fundamental que o gestor da saúde administre com extrema competên-

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cia os recursos financeiros da sua organização.

Atualmente, é praticamente impossível um gestor de saúde atin-


gir seus objetivos sem possuir uma eficaz administração financeira e
contábil.

Neste capítulo, será apresentado a importância da administração


financeira e da contabilidade como ferramentas distintas, mas com-
plementares e essenciais na gestão dos recursos financeiros de uma
organização de saúde.

1 Finanças: conceitos, classificações


a aplicações
Segundo Lemes, Rigo e Cherobim (2005), finanças é a arte e a ciên-
cia de administrar recursos financeiros.

A administração financeira pode ser exercida nas mais diversas or-


ganizações: indústria, comércio ou serviços; empresas estatais ou pri-
vadas; voltadas ou não para lucros; governo, escolas, hospitais, clubes
recreativos, organizações não governamentais (ONG) e outras.

Para Borba, Lisboa e Ulhôa (2009), é de fundamental importância


que haja perfeita harmonia entre as funções da administração finan-
ceira e as demais áreas da organização: hospitalar, comercial, con-
trole de qualidade, suprimentos, etc. Na administração financeira hos-
pitalar brasileira há uma limitação, principalmente nas organizações
com finalidade puramente social. Poucos hospitais contam com uma
estrutura organizacional satisfatória para o desempenho da função
financeira.

8 Gestão de custos, finanças e resultados em saúde


1.1 Fluxo de caixa
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O fluxo de caixa é a principal ferramenta do gestor que cuida dos


recursos financeiros de uma empresa. Além de consolidar todas as fun-
ções da administração financeira, é um dos mais importantes instru-
mentos de análise, por combater a grande problemática nas empresas:
a disritmia entre as entradas e saídas de caixa.

Figura 1 – Funções que integram o fluxo de caixa

Operações
bancárias

Planejamento Controle

Ciclo
Investimentos Financiamentos
motivacional

Crédito Cobrança

Contas a pagar/
a receber

Todas as funções financeiras de maneira direta ou indireta conver-


gem para a gestão do fluxo de caixa. Frezatti (2009) alega que o su-
cesso na gestão só será atingido se o fluxo de caixa for considerado
um instrumento gerencial para a empresa e não apenas para quem é
responsável pelos recursos financeiros.

Portanto, ele está diretamente relacionado com aspectos de plane-


jamento monetário, investimentos, crédito, contas a pagar e a receber,

Finanças e contabilidade 9
cobrança, financiamentos, controle dos recursos dispendidos, custos

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com operações bancárias, entre outros.

A figura 2 apresenta um exemplo de fluxo de caixa.

Figura 2 – Modelo de fluxo de caixa

1ª semana 2ª semana
Entradas operacionais 70.000 100.000

Recebimentos - mercado interno 50.000 65.000

Recebimentos - mercado externo 20.000 35.000

(-) Saídas operacionais 36.000 41.000


Atividades
Mercadorias 11.000 9.000 operacionais

Salários / Encargos - 7.000

Manutenção 22.000 22.000

Diversos 3.000 3.000

= Geração de caixa operacional 34.000 59.000

(-) Investimentos 38.000 -


Atividades de
investimentos
= Gestão de caixa após investimentos (4.000) 59.000

(+) Financiamentos 20.000 -

(+) Receitas financeiras (4.000) 8.000

(-) Despesas financeiras (2.000) (2.000)


Atividades
financeiras
= FCL (fluxo de caixa livre) 10.000 65.000

= SALDO INICIAL 3.000 13.000

= SALDO FINAL 13.000 78.000

Conforme apresentado, o fluxo de caixa é estruturado por três grupos:

•• Atividades operacionais: cobrança das vendas dos produ-


tos/serviços comercializados pela empresa; pagamentos dos

10 Gestão de custos, finanças e resultados em saúde


gastos ligados a geração, administração e comercialização de
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tais produtos.

•• Atividades de investimentos: desembolso de gastos com obje-


tivo de retorno futuro (novas aquisições, construções, máquinas,
etc.).

•• Atividades financeiras: administração da sobra ou do excedente


de caixa (aplicações, financiamentos, amortizações).

Fica evidente que a administração do fluxo de caixa envolve receitas


e despesas.

Figura 3 – Sincronização das entradas e saídas de caixa

Controle dos
Despesas desembolsos

Aceleração dos
recebimentos Receitas

Uma vez que todas as ações do dia a dia de uma organização (com-
prar, vender, atender um paciente, realizar uma cirurgia) têm reflexo dire-
to ou indireto nas finanças, a gestão do caixa deve ser integrada às de-
mais áreas gerenciais de uma organização de saúde. Por isso, o gestor
financeiro está sempre preocupado com tudo o que está acontecendo
na sua organização, seja ela administrativa ou não (FREZATTI, 2009).

2 Contabilidade: conceitos e aplicações


Como afirmado por Frezatti (2009, p. 24), “lucro não significa dinhei-
ro em caixa”. Essa talvez seja a maior dificuldade de entendimento que

Finanças e contabilidade 11
um gestor tem na administração de uma organização. O fluxo de caixa,

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apesar de ser extremamente importante na gestão, no planejamento e
no controle das entradas e saídas dos recursos financeiros, não conse-
gue mensurar se a empresa conseguiu ou não obter lucro.
A ferramenta da administração financeira que identifica o resultado
(lucro ou prejuízo) de uma organização é a contabilidade. Enquanto o
fluxo de caixa registra as informações, a contabilidade apura os resulta-
dos de uma orgazinação com base no “regime de competência”.
Dessa forma, o regime de competência é o alicerce de toda práti-
ca contábil, pois registra as operações no momento de sua realização.
É por meio dele que a contabilidade consegue mensurar se a organiza-
ção obteve ou não lucro na sua operação.
Na figura 4 é possível identificar as diferenças entre os regimes de
competência e de caixa.

Figura 4 – Comparativo Regime de Competência x Regime de Caixa

CONTABILIDADE FLUXO DE CAIXA

REGIME DE
REGIME REGIME DE CAIXA
COMPETÊNCIA

Reconhece a receita na
venda com a entrega de
Reconhece a receita no
mercadorias, recebidas
momento do recebimento.
ou não. No momento da
emissão da nota fiscal.

Reconhece as despesas
Reconhece as despesas
quando incorridas, pagas
no momento do pagamento.
ou não.

Diante do apresentado, finanças é a ciência da gestão do dinheiro,


seja do ponto de vista econômico (contábil), seja do ponto de vista finan-
ceiro (fluxo de caixa) (GITMAN, 2004). Todas as decisões financeiras de
uma organização (aumento no prazo do pagamento dos fornecedores;
redução do prazo de recebimento dos clientes; definição das políticas

12 Gestão de custos, finanças e resultados em saúde


de crédito e cobrança; controle das dívidas; controle das disponibilida-
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des financeiras para investimento, etc.) precisam ser baseadas nesses


dois pontos de vista.
Tanto que as decisões econômicas apuram a lucratividade da em-
presa; identificam o crescimento das vendas; analisam os custos que
podem ser reduzidos; buscam a redução da carga tributária, dentro das
possibilidades legais; bem como verificam se os lucros obtidos estão
compatíveis com as metas estabelecidas pela organização.
Com base no discutido, destaca-se a relevância do desenvolvimento
de um modelo de resultado econômico, que é denominado, na área con-
tábil, de Demonstração do Resultado do Exercício (DRE).
Segundo Iudícibus e Marion (2008), a DRE traz uma riqueza de deta-
lhes, sem complicações, no sentido de propiciar um maior número de
informações para a tomada de decisões, e é preconizada por normas
internacionais e brasileiras de contabilidade.

Figura 5 – Demonstração do Resultado do Exercício (DRE)

Receitas brutas de vendas

(-) Impostos sobre vendas

= Receitas líquidas de vendas Atividades da empresa

(-) Custos dos produtos vendidos

= Lucro bruto

(-) Despesas operacionais


Gastos com a estrutura
= Lucros operacionais

( +/- ) Resultado financeiro


Financiamento do
( +/- ) Resultado não operacional capital de terceiros

= Lucro líquido antes I.R./ C.S.L.L.

(-) Imposto de renda/ contrib. social

= Lucros líquidos

Finanças e contabilidade 13
A figura 5 apresenta a composição da DRE, que compreende os

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seguintes itens:

• Receita bruta: refere-se aos serviços prestados no mês (consul-


tas médicas, internações, exames laboratoriais), se recebido ou
não, pois trata-se de um demonstrativo que é focado no regime
de competência.

• Deduções de vendas: são as devoluções e os impostos inciden-


tes nas vendas, como ISS, PIS e COFINS, que também são cha-
mados de impostos indiretos.

• Custo dos serviços prestados: são todos os gastos relativos à


prestação dos serviços, como salários dos médicos, enfermeiros,
medicamentos, limpeza e manutenção do hospital, etc.

• Lucro bruto: trata-se de um indicador que mede a eficiência ope-


racional da organização de saúde.

• Despesas operacionais: são todos os gastos administrativos,


como contador, despesas com propaganda, limpeza e manuten-
ção da área administrativa, etc. – este item também pode ser cha-
mado de “despesas fixas”.

• Lucro operacional: é um indicador que demonstra, em termos


operacionais, o resultado da empresa.

• Resultado financeiro: são os gastos financeiros, ou seja, os juros


bancários, bem como as receitas financeiras – exemplo: receita
de aplicações financeiras.

• Resultado não operacional: são os gastos e receitas de ativi-


dades que não fazem parte da atividade principal da empresa.
Exemplo: venda de um prédio de uma empresa de saúde.

• Lucro líquido antes do imposto renda e contribuição social:


Trata-se do resultado líquido da empresa, do qual são deduzidos
o imposto de renda e a contribuição social.

14 Gestão de custos, finanças e resultados em saúde


•• Imposto de renda e contribuição social: trata-se dos impostos
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diretos, ou seja, aqueles que o governo tributa sobre os resultados


obtidos na empresa. Entretanto, este depende do regime de tribu-
tação das empresas, ou seja, se são optantes do lucro real, lucro
presumido ou simples nacional.

•• Lucro líquido: é o resultado final apurado que deve ser distribuído


aos sócios ou reinvestido na empresa de acordo com seus esta-
tutos e tipos de sociedade (com ou sem fins lucrativos).

PARA SABER MAIS

A tributação do imposto de renda das pessoas jurídicas é baseada


na legislação tributária vigente no país e no regulamento do imposto
de renda. Trata-se de um tema complexo. Caso deseje se aprofundar
no assunto, leia o livro Manual de Contabilidade Tributária (OLIVEIRA
et al., 2010). Também vale a consulta ao site da Secretaria da Receita
Federal, em que são publicados os manuais e as regulamentações
de todos os impostos federais.

No próximo capítulo, será explicado com mais detalhes a diferença


entre investimentos, custos e despesas.

Considerações finais
Neste capítulo, compreendemos a importância da administração fi-
nanceira em uma empresa, sendo uma arte e uma ciência de adminis-
trar recursos financeiros e, sobretudo, em empresas da área de saúde
que, na maioria dos casos, possuem limitações nesta gestão.

Apresentamos duas formas de analisar financeiramente uma orga-


nização, por meio do fluxo de caixa e da demonstração do resultado
do exercício (DRE). A primeira controla a entrada e a saída de recursos

Finanças e contabilidade 15
financeiros de forma a garantir a manutenção da liquidez, e a segunda

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avalia a lucratividade da empresa sob o aspecto econômico. São duas
visões essenciais que, juntas, garantem uma administração financeira
eficaz.

Diante de mercados tão complexos e competitivos, como da área


de saúde, não basta apenas uma correta administração das operações
sem que a empresa tenha de fato uma gestão financeira, pois o que
mede o sucesso do crescimento econômico é a gestão financeira.

Referências
BEULKE, Rolando; BERTO, Dalvio José. Gestão de custos e resultado na saúde:
hospitais, clínicas, laboratórios e congêneres. São Paulo: Saraiva, 2012.

BORBA, Valdir R.; LISBOA, Teresinha C.; ULHÔA, Wander M. M. (Orgs.). Gestão
administrativa e financeira de organizações de saúde. São Paulo: Atlas, 2009.

GITMAN, Laurence J. Princípios de administração financeira. São Paulo:


Pearson, 2004.

FREZATTI, Fábio. Gestão do fluxo de caixa diário: como dispor de um instru-


mento fundamental para o gerenciamento do negócio. São Paulo: Atlas, 2009.

LEMES JUNIOR, Antonio B.; CHEROBIM, Ana Paula; RIGO, Claudio M.


Administração financeira: princípios, fundamentos e práticas brasileiras. São
Paulo: Campus, 2005.

IUDÍCIBUS, Sérgio de; MARION, José Carlos. Curso de contabilidade para não
contadores: para as áreas de administração, economia, direito e engenharia.
São Paulo: Atlas, 2008.

OLIVEIRA, Luís M. et al. Manual de contabilidade tributária: textos e testes com


as respostas. São Paulo: Atlas, 2010.

16 Gestão de custos, finanças e resultados em saúde