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DEUS
EO
MAL
O Problema Resolvido

GORDON HADDON CLARK

MONERGISMO.COM

“Ao Senhor Pert ence a Salvaç


ão” (Jonas 2:9)
www.monergismo.com
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Traduzido do srcinal inglês


God and Evil

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Biografia de Gordon Clark: Felipe Sabino de Araújo Neto

Edição, Revisão e Projeto Gráfico: Felipe Sabino de Araújo Neto


Primeira edição em português: 2006

Mone
rgismo.com“A
–o Sen
hor pertence a salvação”
Jonas
( 2:9)
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SUMÁRIO

PREFÁCIO 4
DEUS E O MAL 6
UMA BREVE BIOGRAFIA 11

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Jonas
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PREFÁCIO
Uma das objeções contínuas ao Cristianismo é o problema do mal.

O problema pode ser declarado da seguinte forma: Se Deus é todo-


bondade, e se Deus é todo-poderoso, por que existem pecado e
sofrimento no mundo? Certamente se Deus fosse tanto bom como
onipotente, ele removeria o mal do mundo, ou, melhor ainda, não teria
nem permitido que o pecado e o sofrimento aparecessem. Mas visto que
o mal existe, uma das opções abaixo deve ser verdadeira:

(1) Deus não é todo-bondade, embora seja todo-poderoso, e


assim, eles não deseja acabar com o mal e o sofrimento;
ou
(2) Deus é todo-bondade, mas não todo-poderoso, e assim,
ele não pode remover o mal e o sofrimento do mundo, não
importa quão bom ele seja; ou
(3) Deus não é todo-bondade nem todo-poderoso, e assim, ele
não deseja, nem pode, remover o mal do mundo; ou
(4) Não existe nenhum Deus; ou
(5) Há mais de um Deus, nenhum dos quais é onipotente, e

(6) um
Deusou émais deles podee ser
impessoal, a mal; ou
atribuição de inteligência ou
propósito a ele é uma falácia patética.

Seja qual for a alternativa escolhida, a existência do Deus da Bíblia é


refutada (até onde diz respeito o argumento), pois a Bíblia fala de um
Deus que é tanto bom como todo-poderoso.

Os teólogos têm tentado responder esse argumento durante séculos. Eles


têm oferecido dois contra-argumentos principais: Primeiro, eles têm
negado a existência do pecado e do sofrimento, o que, certamente,
contradiz a Bíblia. Segundo, eles têm afirmado que o homem tem um
livre-arbítrio, o que também contradiz a Bíblia. O argumento do livre-
arbítrio tem sido a solução proposta mais popular para o problema do
mal, mas ele realmente busca resolver o problema argumentando que
Deus não é todo-poderoso, pois o livre-arbítrio do homem pode e na
verdade frustra a vontade de Deus. O argumento do livre-arbítrio é na
verdade uma sujeição e concordância com o incrédulo, pois, como o
incrédulo, o defensor do livre-arbítrio é deixado com um deus que pode
ser bom, mas que não é onipotente, e, portanto, não é e não pode ser o
Deus da Bíblia.

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Agora, há uma solução para o problema do mal, e ele tem sido posto
diante da face dos teólogos por milênios. Quase todos eles têm sido cegos
para ele. A solução é encontrada nas próprias Escrituras, na própria
descrição de Deus de que o incrédulo transforma num argumento contra
Deus. O Dr. Clark apresentou essa solução num jornal britânico em 1932
quando ele tinha 29 anos de idade, e então ele o publicou novamente
mais tarde em seu livro, Religion, Reason and Revelation, a partir do
qual esse ensaio é tomado.

É somente na Escritura que a solução ao problema do mal é encontrada.


Nenhuma outra solução proposta resolve o problema do mal.
Falsificações do Cristianismo, tais como o Arminianismo e o Catolicismo,
não podem resolver o problema; de fato, o problema do mal prova que
essas falsificações são falsas. Os proponentes delas não entendem a
soberania de Deus, nem a srcem da lei moral, incluindo os conceitos de
bom e mal, nem a base para a responsabilidade moral.
Consequentemente, o incrédulo, utilizando o problema do mal como sua
arma, tem assassinado o Arminianismo e o Catolicismo.

Mas o problema do mal não tem nenhuma força contra o Cristianismo


Bíblico, que nega a suposição sobre a qual o argumento se fundamenta:
(1) que o conceito
de alguma de bondade
forma superior tem (2)
a Deus; algum
quesignificado aparte depara
Deus é benevolente Deuscom

todas as suas criaturas; e (3) que as ações de Deus não são por definição
corretas, justas e boas. Uma vez que uma pessoa entenda a doutrina
bíblica de Deus, o problema do mal é apropriadamente visto como um
argumento que aniquila deuses inferiores e falsos, mas que não pode
nem mesmo machucar o Deus da Bíblia.

John W. Robbins

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DEUS E O MAL

Por detrás de toda cosmovisão religiosa existe um espectro assustador.


Um autor pode se refrear de mencioná-lo; ele pode esperar que seu
público esquecerá de pensar sobre ele; mas nenhuma posição é completa
e nenhuma pode ser aceita sem hesitação até que ela faça um clara
pronunciamento sobre o problema do mal.
Da primeira desobediência do homem, e o fruto
Daquela árvore proibida, cujo sabor mortal
Trouxe Morte ao mundo, e toda nossa desgraça...
Cantam inspiração celestial...1

Não é, contudo, as frases sonoras de um grande poeta, nem mesmo da


inspiração de uma Musa, que precisamos. Pensamento cuidadoso,
definições claras, e consistência até o fim são os pré-requisitos para o
progresso. O objetivo desse capítulo é encarar a questão do mal com
honestidade, sem se esquivar, e mostrar que, enquanto várias outras
visões se desintegram nesse ponto, o sistema conhecido como
Calvinismo e expresso na Confissão de Fé de Westminster oferece uma
resposta satisfatória e completamente lógica.

Exposição Histórica

Para trazer o assunto a um foco correto e apresentar as principais


dificuldades, uma seleção representativa será feita a partir de uma
discussão da história. Na antiguidade, o mal era quase sempre visto a
partir de um ponto de vista de algum tipo de religião; no tempo presente,
Deus é com muita freqüência deixado de lado no quadro. Embora as
pressuposições desse capítulo sejam absolutamente teístas, algo será dito
das visões não-teístas, apenas para indicar que o problema do mal não
desaparece com a aceitação do secularismo.

O problema,
simples. como
Como ele tem
pode sido geralmente
a existência considerado,
de Deus é terrivelmente
ser harmonizada com a
existência do mal? O mal existe em abundância. Uma pessoa da polícia
secreta Soviética é citada como se orgulhando de que ela tinha refinado
tanto a tortura que poderia quebrar todos os ossos do corpo de um
homem sem matá-lo. E há um Deus que olha com desprezo para isso lá

1 John Milton, Paradise Lost. I-6.

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do alto? Por aqueles que são religiosamente inclinados, o enigma tem


sido encarado com temor e tremor; os irreligiosos – Voltaire, por
exemplo –, com um clamor de triunfo, têm vomitado isso como um
veneno de víboras. Mas seja qual for a forma, o assunto é inescapável.
Como pode a existência de Deus ser reconciliada com a existência do
mal?

No temos cristãos primitivos, Lactantius registra sua prevalência. Se


Deus é bom e deseja eliminar o pecado, mas não pode, ele não é
onipotente; mas se Deus é onipotente e pode eliminar o pecado, mas não
o faz, ele não é bom. Deus não pode ser tanto onipotente como bom.

Embora o conceito cristão de Deus como onipotente agrave a


dificuldade, o problema do homem com o mal – seu problema intelectual
com o mal – não começa com o Cristianismo. Dor, doença, calamidades,
injustiça, e desgraçadas têm impressionado pessoas de todas as religiões.
Algumas religiões, das quais o Zoroastrismo é uma, conclui que o
universo deve ser a obra de duas deidades independentes e conflitantes.
Nem o deus bom nem o deus mal são onipotentes, e até agora nenhum
deles destruiu o outro. Superficialmente, isso parece explicar a mistura
de bondade e maldade no mundo; mas tal dualismo último e irredutível
levanta outros problemas, os quais muitos filósofos têm declarado como
sendo igualmente insolúveis.
Platão em seu livro República tenta explicar o mal pela suposição de que
Deus não é a causa de tudo, mas somente de umas poucas coisas –
poucas porque nossos males excedem em muito ao bem que recebemos.

Em Timaeus ele não foi tão pessimista, mas ainda sustentou que há um
Espaço eterno e caótico que o Demiurgo não pode controlar
inteiramente. Portanto, deve ser dito que Platão reteve um dualismo não
reconciliado.

Aristóteles, devido ao fato de sua filosofia ser completamente irreligiosa,


é de certa forma uma exceção na antiguidade. Ele concebeu Deus de uma
forma que sua relação com o mal, ou para com os esforços morais dos
homens, dificilmente importava. O Movedor Não-Movido é, num
sentido, a causa de toda moção, mas ao invés de ser uma causa ativa, ele
causa moção sendo o objeto de desejo do mundo. Ele não exerce nenhum
controle voluntário sobre a história. Embora ele esteja constantemente
pensando, ele não parece pensar sobre o mundo, ou, no máximo, ele
conhece somente uma parte do passado e nada do futuro, seja o que for.

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Naturalmente, o grande filósofo cristão Agostinho lutou com a


dificuldade. Sob a influência Neoplatônica, ele ensinou que todas as
coisas existentes são boas; o mal, portanto, não existe – ele é
metafisicamente irreal. Sendo não-existente, ele não tem nenhuma
causa, e Deus, portanto, não é a causa do mal. Quando um homem peca,
isso é um caso de sua escolha de um bem inferior ao invés de um bem
superior. Essa escolha também não tem nenhuma causa eficiente,
embora Agostinho atribua a ela uma causa deficiente. Dessa forma, Deus
supostamente é absolvido. Agostinho, admitidamente, foi um grande
cristão e um grande filósofo. Será dito mais sobre ele mais adiante nesse
capítulo. Mas aqui ele está em seu pior momento. Causas deficientes, se
existe tais coisas, não explicam o porquê um Deus bom não abole o
pecado e garante que os homens sempre escolham o bem superior.

Essa questão do mal não é uma antiguidade fora de moda que evaporou
com Zoroastro, Aristóteles ou Agostinho. O século vinte não pode
esquivar-se dele. Portanto, umas poucas ilustrações serão selecionadas a
partir de escritores contemporâneos. Hoje, contudo, muito da discussão
é secular na natureza. Ou a religião é ignorada, ou, em alguns casos, o
Cristianismo é explicitamente atacado.

Lucius Garvin, John L. Mothershead e Charles A. Baylis escreveram,


cada um deles,
conhecidos um livro-texto
nas faculdades sobre de
Americanas ética.
hoje.Esses livros
Garvin têm são
uma muito
seção
muito breve sobre ética teológica, com uma conclusão que sugere que
Deus não é particularmente importante; no segundo livro-texto o índice
não tem nenhuma referência a Deus; e no terceiro parece que Deus é
mencionado em apenas uma página. Todavia, a ética secular, embora
não preste nenhuma atenção à onipotência, ainda deve considerar o
determinismo e deve dizer algo sobre responsabilidade. Um exemplo
desse tipo de pensamento elucidará alguns detalhes do argumento
principal bem como servirá como parte de uma seleção histórica.

O Professor Baylis da Universidade de Duke2 dá o que muitas pessoas


crerão ser um argumento muito plausível. Se o determinismo é verdade,
ele diz, então as decisões de uma pessoa refletem seu caráter. O caráter
de um homem causa e explica suas ações. Consequentemente, se
conhecemos as fraquezas particulares do caráter de um homem,
podemos ser capazes – pelo louvor, promessas, ameaças ou punições –
de alterar seu caráter, melhorar o homem, e assim produzir decisões
melhores. Censura e punição, portanto, que têm o efeito de reformar
uma pessoa, são justificáveis; mas a punição retributiva não seria
2
Nota do tradutor: Universidade particular situada no estado de Carolina do Norte (Estados Unidos).

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justificável, se o determinismo fosse verdade. As causas remotas do


caráter de um homem estão longe no passado e nunca estiveram sobre o
seu controle. Portanto, ele não é responsável por elas, e, portanto, a
punição retributiva é ilegítima. O Dr. Baylis ainda insiste que o
indeterminismo também torna a punição retributiva ilegítima; e o que é
pior, o indeterminismo pode fornecer somente uma justificação dúbia
para a punição corretiva.

Outro professor da Universidade de Duke fornece um exemplo daqueles


que explicitamente atacam o Cristianismo. O argumento vem do livro
Uma Introdução à Filosofia da Religião, do Dr. Robert Lee Patterson.

Remeter o mal à natureza humana corrompida transmitida de Adão,


branda o Professor Patterson, é “uma doutrina odiosa que Pelágio, para a
sua honra, antecipou os liberais modernos ao rejeitá-la” (218n3). Além
disso, há uma questão anterior. O autor pergunta: “Se é tão fácil para
Deus criar homens bons tanto quanto criar homens maus, por que Deus
não criou todos os homens sendo bons?” (173). Supor que Deus criou os
bons e os maus para sua própria glória, para conceder seu amor aos bons
e sua ira aos maus, é rebaixar Deus ao nível do tirano humano mais
degenerado. Tal idéia deve ser decididamente rejeitada, pois, o autor
insiste (177), Deus não pode ser imaginado como sendo imoral. Mesmo
que crermos,
é essencial na aausência
para de toda
realização de umevidência, que otoda
bem maior, fatoocorrência do mal
de que Deus não
pôde produzir o bem sem o mal anterior indica que o poder de Deus é
limitado (179).

Hoje, então, como no passado, a existência do mal é uma questão crítica,


e a resposta frequentemente inclui a idéia de uma deidade limitada.
Muitos filósofos modernos, tais como John Stuart Mill, William
Pepperell Montague e Georgia Harkness, bem como o antigo Zoroastro e
Platão, aceitam um deus finito. Mas deve ser claramente entendido que
essa idéia é incompatível com o Cristianismo. A Bíblia apresenta Deus
como onipotente, e somente sobre essa base uma visão cristã do mal
pode ser desenvolvida.

A idéia de um deus finito, embora seja um expediente não-cristão, tem,


todavia, uma certa quantia de mérito pela razão de sua honestidade.
Professores cristãos nem sempre são tão francos. Numa certa faculdade
cristã o chefe do Departamento Bíblico costuma dizer aos seus
estudantes para não discutir o assunto (de fato, essa era claramente a
posição da instituição), pois o assunto é controverso. Além disso, ele não
é edificante. E o professor teria adicionado: ele é embaraçoso. Quando
algumas questões pertinentes lhe eram feitas, ele se irritava e replicava:

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“Eu não gosto do tipo de perguntas eu você faz”. Talvez tais faculdades
pensem que se o mal nunca for mencionado, os estudantes nunca
ouvirão sobre ele. Eles parecem esquecer que os inimigos seculares do
Cristianismo logo lhes lembrarão e lhes farão questões controversas, não
edificantes e embaraçosas. Tal atitude de discrição não caracteriza os
grandes teólogos cristãos: Agostinho, Aquino, Calvino. Talvez não
concordemos com esse ou aquele, mas como os secularistas modernos,
eles eram abertos e honestos. Antes de abandonar a idéia de um deus
finito, contudo, há uma consideração interessante para mencionar. Se a
mistura do bem e do mal no mundo elimina a possibilidade de um Deus
bom e onipotente, e se a extensão de bondade no mundo dificilmente
permite a suposição de um demônio mal infinito, ainda não se segue que
há um Deus bom finito. Um deus mal finito é uma conclusão igualmente
aceitável. Ao invés de dizer que Deus faz o melhor que ele pode, mas
sendo limitado ele não pode eliminar totalmente no mal no mundo,
poderíamos da mesma forma dizer que Deus faz o pior que pode, mas
sendo limitado ele não pode erradicar totalmente as forças do bem que
se opõem à sua vontade. Evidentemente, portanto, os advogados de um
deus finito chegam à sua conclusão mais pela emoção do que pela razão.

Livre-Arbítrio

Por causa da onisciência de Deus

FIM

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UMA BREVE BIOGRAFIA

Gordon Haddon Clark (31 de Agosto de 1902 – 09 de Abril de 1985) foi


um filósofo e teólogo calvinista americano. Ele foi o primeiro defensor da
idéia de apologética pressuposicional e foi Presidente do Departamento
de Filosofia da Universidade de Butler durante 28 anos. Era um
especialista em filosofia pré-socrática e antiga, e ficou conhecido por seu
rigor ao defender o realismo Platônico contra todas as formas de
empirismo, em argumentar que toda verdade é proposicional, e em
aplicar as leis da lógica

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