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Análise do texto: A Teoria Marxista do Estado (David Harvey)

O autor inicia o texto expondo que Marx teve a intenção de escrever um


tratado específico sobre o Estado, mas nunca iniciou o projeto. Suas
concepções estão difundidas em todos os seus textos e conta com a ajuda de
trabalhos de Engels, é possível reconstruir uma versão da teoria marxista do
Estado.
Assim, o autor afirma que o Estado sempre esteve presente no
funcionamento da sociedade capitalista, apenas suas formas e modos de
funcionamento mudaram. Assim, o autor busca apresentar a base teórica para
entender o papel do Estado da sociedade capitalista.
Segundo o texto, o Estado surge da contradição entre o interesse do
indivíduo e o da comunidade, porém o mesmo tem que se mostrar como
independente, para garantir o interesse comum. Dessa forma, os seres
humanos criam, na forma do Estado, um instrumento para sua própria
dominação.
Para manter o poder e a dominação por meio do Estado, a classe
dirigente usa o interesse de classes como se fosse interesse geral. De maneira
geral, o autor afirma que Marx e Engels sustentam que a classe dominante,
domina principalmente o campo ideológico.
Nesse tópico, o autor trabalha questões de relações sociais de troca e
de valor de troca no modo de capitalista de produção. Assim, as relações de
produção e acumulação, devem ser fomentadas, amparadas e aplicadas pelo
uso do poder do Estado.
O Estado capitalista não pode ser outra coisa que instrumento de
dominação de classe, pois se organiza para sustentar a relação básica entre o
capital e o trabalho. Com isso, a produção e troca capitalista são inerentemente
"anárquicas". Assim, o Estado se torna regulador da exploração do trabalho, da
competição e acumulação capitalista, assim também como o Estado deve
prover infraestrutura para a circulação das mercadorias. O direito a propriedade
privada constitui a base do poder econômico, mas o poder político também
influencia bastante na manutenção do poder econômico, e por isso o Estado se
fragmenta em instituições separadas e entre os poderes, executivo, legislativo
e judiciário, para que o poder político não se mantenha apenas nas mãos de
alguns.
Para concluir, o autor faz uma breve discussão sobre o Estado na
sociedade capitalista, onde ele coloca o Estado como um processo de
exercício de poder por meio de determinados arranjos institucionais,
posteriormente afirma que o Estado vai muito além disso, tendo que incluir
todas as possibilidades pelas quais o poder pode ser exercido.