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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ

ESCOLA POLITÉCNICA
CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA

ANA CAROLINA DAL MORO COSTA ROSA


ÉRICA DA SILVA GASPARI
FABIANE CAMILA ROCHA SUBA
GIOVANNA SLOWIK TREVISANI
MARIANA VIEIRA DE LARA

SPRAY DRYER

CURITIBA
2018
ANA CAROLINA DAL MORO COSTA ROSA
ÉRICA DA SILVA GASPARI
FABIANE CAMILA ROCHA SUBA
GIOVANNA SLOWIK TREVISANI
MARIANA VIEIRA DE LARA

SPRAY DRYER

Relatório de Pesquisa apresentado ao Curso de


Engenharia Química da Pontifícia Universidade
Católica do Paraná.

Orientador: Prof. Dr. Carlos Eduardo Lunelli.

CURITIBA
2018
LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Material utilizado como amostra..................................................................8


Figura 2 – Pesagem da amostra...................................................................................9
Figura 3 – Medição de bulbo seco na tubulação do equipamento...............................9
Figura 4 – Medição de bulbo seco e bulbo úmido ambiente......................................10
Figura 5 – Secador spray dryer...................................................................................10
Figura 6 – Esquema de funcionamento do spray dryer..............................................11
Figura 7 - Atomizador..................................................................................................12
LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Dados coletados durante o experimento..................................................13


Tabela 2: Dados para o balanço de massa.................................................................14
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...........................................................................................................5
2 OBJETIVOS...............................................................................................................7
2.1 OBJETIVO GERAL.................................................................................................7
2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS..................................................................................7
3 MATERIAIS E MÉTODOS........................................................................................8
3.1 MATERIAIS.............................................................................................................8
3.2 MÉTODOS..............................................................................................................8
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO..............................................................................11
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................16
6 MEMORIAL DE CÁLCULO....................................................................................18
5

1 INTRODUÇÃO

A absorção de gás é uma operação unitária na qual componentes de uma


mistura de gás são dissolvidos em um líquido (PERRY, 1997). Deste modo,
processos de absorção são utilizados para remoção de um componente solúvel de
uma mistura gasosa por meio de um fluido líquido. Esse processo acontece via
transferência de massa, onde o componente solúvel de uma fase gasosa é removido
via absorção por um solvente líquido relativamente não-volátil, chamado de
absorvente (FOUST, 1982).
O equipamento de absorção, ilustrado na Figura 1, consiste de uma coluna
cilíndrica com uma vazão de entrada do “gás contaminado” no fundo e vazão de
entrada do líquido absorvente no topo. A corrente de saída do gás purificado sai no
topo e o solvente líquido contendo o componente que foi absorvido sai pelo fundo da
coluna. Além disso, no topo e fundo da coluna há a presença de um distribuidor para
a vazão do líquido absorvente e do gás de entrada (MCCABE, 1993).

Figura 1 – Coluna de absorção

Fonte: Adaptado de CARNEIRO JR, 2018.

As colunas de absorção contem em seu interior recheios que tem como


função aumentar a superfície de contato entre componentes e evitar caminhos
preferenciais dos fluidos durante a passagem pelo interior da coluna. Muitos
materiais são empregados como recheios, desde sólidos padrões como pedras ou
cacos de garrafas até corpos de formas geométricas complexas e com custo
elevado. Os anéis de Rashing são os mais comuns em processos de absorção que
utilizam recheios randômicos em virtude do baixo custo, embora não sejam
6

altamente eficientes (FOUST, 1993). A Figura 2 apresenta algumas peças de


recheios comuns utilizadas na indústria.

Figura 2 – Peças de recheios comuns. (a) Anéis de Rashing. (b) Sela Intalox. (c) Anéis de Pall. (d)
Anel espirado Cyclohelix. (e) Sela de Berl. (f) Anel de Lessing. (g) Anel quarteado.

Fonte: FOUST, 1993.

Além dos recheios, também podem ser utilizados estágios ou pratos, os quais
são mais aplicados nas indústrias do que colunas recheadas.
O método de absorção apresenta grande importância não somente na
aplicação de purificação de produtos, mas também em processos de proteção
ambiental para remoção de contaminantes do ar atmosférico como amônia, gás
carbônico, sulfatos, nitratos, dentre outros (PESSOA et al., 2016).
A resolução de número 436 de 22 de dezembro de 2011 do Conselho
Nacional do Meio ambiente (CONAMA) estabelece os limites máximos de emissão
de poluentes atmosféricos para fontes fixas instaladas ou com pedido de licença de
instalação. O Anexo 5 da resolução 436/2011 determina os limites de emissão
atmosféricas para nitratos, sulfatos, monóxido de carbono e material particulado
provenientes de turbinas a gás para geração de energia elétrica como mostrado no
Quadro 1.

Quadro 1 – Emissões máximas aplicadas à turbinas com potência maior que 100 MWe

Fonte: CONAMA, 2011.

A unidade das emissões do Quadro 1 estão em concentração mg/Nm3, em


base seca a 15% de oxigênio. A sigla “NA” significa não aplicável neste caso.
7

Lavadores de gases, por exemplo, são muito aplicados para atender essas
normativas. O processo de um lavador utiliza água pura como meio principal para
remover do fluxo de gases poluentes provenientes dos mais diversos tipos de
processos industriais e/ou comerciais. Além disso, utilizam-se recheios randômicos
ou estruturados. Lavadores são indicados para processar gases provenientes de
processos químicos e físico-químicos em todas as faixas granulométricas (APOIO
PROJETO, 2018).

2 OBJETIVOS

1.1 OBJETIVO GERAL

Este estudo tem por objetivo principal a determinação das condições de


operação da coluna para o processo de absorção do gás carbônico com a utilização
de água pura como líquido absorvente.

1.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Os objetivos específicos do trabalho são:


a) Determinar a concentração de CO 2 na corrente de líquido efluente do
processo via pH e titulação;
b) Determinar a perda de carga da coluna em tempos pré-determinados;
c) Realizar teste de inundação da coluna;
d) Determinar o balanço de massa do processo;
e) Determinar a linha de operação do processo avaliado;
f) Determinar a eficiência do processo;
g) Determinar o fator de empacotamento do recheio.
8

3 MATERIAIS E MÉTODOS

1.3 MATERIAIS

 Coluna de absorção;
 Água;
 Copos de Becker;
 Papel indicador de pH;
 Cronômetro;
 Bureta;
 Erlenmeyer;
 Solução 0,1M de NaOH;
 Fenolftaleína;

1.4 MÉTODOS

O método utilizado para remover CO 2 de uma corrente gasosa foi a absorção,


utilizando como solvente água.

Figura 3 – Coluna de absorção

Fonte: Os autores, 2018.


9
10

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Através dos dados obtidos na prática, foram realizados cálculos para se


determinar as condições de operação da coluna de absorção do Laboratório de
Engenharia Química da PUC-PR. A Tabela 1 apresenta os valores de pH, volume de
NaOH gasto na titulação para a determinação da concentração de H 2CO3, assim
como as temperaturas de entrada e saída do gás e do liquido e a variação da
pressão, coletados a cada cinco minutos durante meia hora.

Tabela 1 – Dados obtidos na aula prática


11

Volume gasto de Temperatura do Temperatura do


Tempo NaOH (mL) Liquido (°C) Gás (°C) ΔP
pH
(min) (mmHg)
1 2 Entrada Saída Entrada Saída
0 - - - 22,1 25 21,8 22 2,4
5 6,5 0,9 0,8 22,6 21,6 22,1 21,4 2,5
10 6,5 0,7 0,7 22,2 22 22,1 22,4 2,7
15 6 1,1 1 22,1 21,9 21,8 21,8 2,7
20 5,5 1,1 0,9 21,8 21,8 21,8 21,8 2,7
25 5,5 1,2 0,9 21,2 21,4 21,4 21,3 2,8
30 5,5 1 0,9 21,1 21,2 21,3 21,3 2,8
Fonte: Os Autores, 2018.

4.1 BALANÇO DE MASSA DA COLUNA DE ABSORÇÃO

Através das Equações 1 e 2 foi possível obter uma relação entre a


concentração de H3O+ e H2CO3 com a concentração de CO2 na corrente de saída da
coluna de absorção.

[1]

[2]

Duas formas foram utilizadas para se determinar a concentração de CO 2 na


corrente de saída. A primeira parte do princípio de que a Equação 2 é uma reação

de dissociação, e com isso a concentração de H 3O+ é igual a de . Com os

valores de pH encontrados foi possível calcular a concentração através da Equação


3.

[3]
12

Com os valores obtidos e sabendo que K=4,3.10 -7, foi possível utilizar a
Equação 4 para determinar a concentração de H 2CO3, tendo-se pela estequiometria
da reação da Equação 1 a concentração de CO 2.

[4]

O outro método utilizado foi através da titulação de uma amostra de 20 mL da


saída da coluna, com hidróxido de sódio 0,1M. O NaOH reage com o H2CO3 em uma
proporção 2:1, com isso, a partir do volume de hidróxido de sódio gasto na titulação
é possível se obter a concentração de H2CO3 pela Equação 5, que é igual a
concentração de CO2 pela estequiometria da reação apresentada na Equação 1 .

[5]

Os resultados obtidos em ambos os métodos, de pH e titulação estão


apresentados na Tabela 2.

Tabela 2 – Concentração de CO2 na corrente de saída da coluna de absorção


[CO2]
[H3O+] [CO2] pelo
Tempo
(min)
pelo pH pelo pH Volume de
(mol/L) (mol/L) NaOH
(mol/L)
0 - - -
5 3,16E-07 2,33E-07 2,13E-03
10 3,16E-07 2,33E-07 1,75E-03
15 1,00E-06 2,33E-06 2,63E-03
20 3,16E-06 2,33E-05 2,50E-03
25 3,16E-06 2,33E-05 2,63E-03
30 3,16E-06 2,33E-05 2,38E-03
Fonte: Os Autores, 2018.

Para o cálculo do balanço de massa da coluna foram utilizados os valores


médios dos dados obtidos, conforme mostra a Tabela 3. Considerando a precisão do
método de obtenção dos valores, a concentração de CO2 utilizada foi a média
13

encontrada pela titulação com NaOH. Desta forma, a concentração de CO 2 calculada


para corrente de saída L1 foi de 0,0023 mol/L.

Tabela 3 – Valores médios utilizados


Volume Temperatura do Temperatura do
[CO2] pelo
gasto de Liquido (°C) Gás (°C) ΔP Volume
pH
NaOH (mmHg) de NaOH
(mL) Entrada Saída Entrada Saída (mol/L)
5,92 0,93 21,87 22,13 21,76 21,71 2,66 0,0023
Fonte: Os Autores, 2018.

A composição da corrente de entrada do gás (G 1) foi dada, assim como a de


entrada do liquido (L2) como mostra a Figura 1, onde Y 1 e X2 são as frações de CO2
nas respectivas correntes.

Figura 4 – Correntes de entrada da coluna de absorção.

Fonte: Os Autores, 2018.

Para determinar as vazões de saída, foi necessário converter as correntes de


entrada em vazão molar, para isso multiplicou-se a vazão volumétrica pela massa
específica da corrente e então se dividiu pela massa molar média, encontrada a
partir das frações volumétricas dadas.
A vazão de dióxido de carbono na corrente L 1, apresentada na Equação 6, foi
encontrada multiplicando a concentração de saída média de CO 2 na corrente L1 pela
vazão volumétrica de CO2 em G1 e somando-se esse valor com o da corrente de
14

entrada L2 foi possível obter o valor da corrente L 1, como mostra a Equação 7. Com
isso, foi possível determinar a fração molar da água e CO 2 em L1.

[6]

[7]

A vazão molar da corrente G2, apresentada na Equação 8, foi calculada


diminuindo da corrente G1 a quantidade de CO2 que foi absorvido pela água e saiu
pela corrente L1.

[8]

A Tabela 4 mostra os valores de massa molar média e massa específica


utilizados no cálculo das vazões de saída da coluna, bem como os resultados
obtidos para as correntes e suas respectivas frações molares. Os cálculos
realizados para a obtenção destes valores são apresentados no Apêndice A.

Tabela 4 - Composição das correntes de entrada e saída e dados utilizados para o cálculo.

Vazão MM média ρ
Y CO2 Y Ar X Água X CO2
(mol/h) (g/mol) (g/m³)

G1 74,39 34,60 1429,91 0,3800 0,6200 - -


G2 72,79 34,39 1421,60 0,3664 0,6336 - -
L1 7779,37 18,01 1000000 - - 0,9998 0,0002
L2 7777,78 18,00 1000000 - - 1 0
Fonte: Os Autores, 2018.

4.2 LINHA DE OPERAÇÃO DO PROCESSO


15

A linha de operação desse processo é y = 168,64 x + 0,578 e para seu foi a


Equação 9 foi utilizada.

[9]

Onde:
 LS = L2
 GS = G2 – (G2)CO2
 Y2 = Fração de CO2 em G2

4.3 EFICIENCIA DO PROCESSO

A eficiência do processo foi calculada pela Equação 10, e se mostrou bem


baixa, com um valor de apenas 4,16%. Algumas variáveis de processo como vazão
da água e do gás podem tem influenciado nesse valor, pois a vazão de água na
flange da coluna não se mantinha constante sozinha e por isso era necessário se
realizar o controle manual, para que a coluna não inundasse.

[10]

4.4 FATOR DE EMPACOTAMENTO

O recheio randômico utilizado na coluna de absorção foi o anel de raschig, e


para se calcular seu fator de empacotamento utilizou-se a correlação GPCD,
conforme a Equação 11.

[11]

Onde:
16

 Uf = Velocidade;
 Fp = Fator de empacotamento;
 ρG e ρH2O = Massa específica do gás e da água;
 f {ρL} e f {µL} = Fatores de correção obtidos graficamente.

O valor encontrado para o fator de empacotamento foi de 650,03 m²/m³ o que


é bem próximo do valor tabelado para o anel de raschig de 25mm, 587,27 m²/m³
(SEADER, 2006). Os cálculos necessários para se chegar nesse valor estão
apresentados no Apêndice A.

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A realização desta prática em laboratório e a análise dos resultados da


mesma, possibilitaram uma melhor compreensão dos conceitos previamente
estudados sobre os processos de separação, em específico o de absorção
apresentado neste trabalho.
A coluna de absorção da Usina Piloto é recheada com anéis de Rasching de
vidro, material não disponível na literatura para cálculo real, por isso foi considerado
anel de cerâmica, o que pode ter sido uma fonte de erro nos cálculos dos resultados.
17

REFERÊNCIAS

REFERENCIA:
SEADER, J. D., HENLEY, E. J. Separations process principles. Editora Jonh Wiley & Sons –
Hoboken. 2ª edição, 2006.

APOIO PROJETOS, Lavador de Gases. © 2016 Apoio Projetos Engenharia e


Comércio EIRELI. - Todos os Direitos Reservados, 2018. Disponível em: <
http://www.apoioprojetos.com.br/lavador-de-gases.html>. Acesso em: 13 de Out.
2018.
BRASIL, Resolução CONAMA n°436, de 22 de dezembro de 2011. Limites
máximos de emissão de poluentes atmosféricos para fontes fixas instaladas ou com
pedido de licença de instalação anteriores a 02 de janeiro de 2007. Publicado no
D.O.U. N° 247 de 26 de dezembro de 2011. Disponível em:
<http://www2.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cfm?codlegi=660>. Acesso em: 13
de Out. 2018.
CARNEIRO JR., C. Desenvolvimento de um Sistema de Inspeção Baseado em
Transmissão de Radiação Gama para Aplicação em Dutos Flexíveis e Colunas
Industriais, Rio de Janeiro – RJ, 2006. Disponível em:
<http://antigo.nuclear.ufrj.br/MSc%20Dissertacoes/Clerio/dissertacao_clerio.pdf>.
Acesso em: 13 de Out. 2018.
FOUST, A. Princípios das Operações Unitárias, 2ª ed. Editora LTC, Rio de
Janeiro, 1982.
MCCABE, W.L.; SMITH, J.C; HARRIOT, P. Unit Operations of Chemical
Engineering, 5ª edição, McGraw-Hill, Nova Yorque. 1993.
18

PERRY, R. H.; GREEN, D. W. Perry’s Chemical Engineers’ Handbook, 7ª edição,


McGraw-Hill Book Co., Nova Yorque, 1997.
PESSOA, Amanda S.; MATOS, J ardel S.; ROCHA, Luzidelma do N. F.;
MINEIRO, Thonn y Y. P.; RIBEIRO, Walace R. de A.; VIDAL, Wesley R. S.
Processos de Separação. 2016. 35p. Trabalho Acadêmico – Curso de Engenharia
Química, Universidade Federal do Maranhão. São Luís, 2016. Disponível em:
<https://www.passeidireto.com/arquivo/47250452/processos-de-separacao>. Acesso
em: 13 de Out. 2018.

APÊNDICE A – MEMORIAL DE CÁLCULO

Os dados coletados durante a aula prática encontram-se na Tabela 1.


Tabela 5 - Dados obtidos na aula prática
Volume gasto de Temperatura do Temperatura do
Tempo NaOH (mL) Liquido (°C) Gás (°C) ΔP
pH
(min) (mmHg)
1 2 Entrada Saída Entrada Saída
0 - - - 22,1 25 21,8 22 2,4
5 6,5 0,9 0,8 22,6 21,6 22,1 21,4 2,5
10 6,5 0,7 0,7 22,2 22 22,1 22,4 2,7
15 6 1,1 1 22,1 21,9 21,8 21,8 2,7
20 5,5 1,1 0,9 21,8 21,8 21,8 21,8 2,7
25 5,5 1,2 0,9 21,2 21,4 21,4 21,3 2,8
30 5,5 1 0,9 21,1 21,2 21,3 21,3 2,8
Fonte: Os Autores, 2018.

A equação 2 é uma reação de dissociação, e com isso a concentração de

H3O+ é igual a de . Com os valores de pH encontrados foi possível calcular a

concentração através da equação 3.

[1]

[2]

[3]
19

Com os valores obtidos e sabendo que K=4,3.10 -7, foi possível utilizar a
equação 4 para determinar a concentração de H 2CO3, que pela estequiometria da
reação da equação 1 é igual a concentração de CO 2.

[4]

A concentração de CO2 também foi calculada pela titulação de uma amostra


de 20 mL da corrente de saída da coluna, com hidróxido de sódio 0,1M. O NaOH
reage com o H2CO3 conforme a equação 5 e a partir do volume de hidróxido de
sódio gasto na titulação é possível se obter a concentração de H2CO3 pela equação
6, que é igual a concentração de CO2 pela estequiometria da reação apresentada na
equação 1.
[5]

[6]

Onde:
C1 = Concentração do NaOH (0,1M);
V1 = Volume de NaOH gasto na titulação (mL);
C2 = Concentração de H2CO3 (Multiplicado por 2 pela proporção da
estequiometria da reação 5)
V2 = Volume de amostra (20 mL).

Os resultados obtidos em ambos os métodos, de pH e titulação estão


apresentados na Tabela 2.

Tabela 6 - Concentração de CO2 na corrente de saída da coluna de absorção.


[CO2]
+
[H3O ] [CO2] pelo
Tempo
(min)
pelo pH pelo pH Volume de
(mol/L) (mol/L) NaOH
(mol/L)
0 - - -
5 3,16E-07 2,33E-07 2,13E-03
10 3,16E-07 2,33E-07 1,75E-03
15 1,00E-06 2,33E-06 2,63E-03
20 3,16E-06 2,33E-05 2,50E-03
25 3,16E-06 2,33E-05 2,63E-03
30 3,16E-06 2,33E-05 2,38E-03
20

Fonte: Os Autores, 2018.

Para o cálculo do balanço de massa da coluna foram utilizados os valores


médios dos dados obtidos, conforme mostra a Tabela 3. A concentração de CO2
utilizada foi a média encontrada pela titulação com NaOH.

Tabela 7 - Valores médios utilizados.

Volume Temperatura do Temperatura do


[CO2] pelo
gasto de Liquido (°C) Gás (°C) ΔP Volume
pH
NaOH (mmHg) de NaOH
(mL) Entrada Saída Entrada Saída (mol/L)
5,92 0,93 21,87 22,13 21,76 21,71 2,66 0,0023
Fonte: Os Autores, 2018.

As vazões volumétricas de entrada da coluna, assim como suas composições


volumétricas foram fornecidas conforme mostra a Figura 1.

Figura 5 - Correntes de entrada da coluna de absorção.

Fonte: Os Autores, 2018.

A vazão de dióxido de carbono na corrente L 1 foi calculada pela


equação 7, multiplicando a concentração de saída média de CO 2 na corrente L1 pela
vazão volumétrica de CO2 em G1.

[7]

Substituindo os valores:
21

Foi necessário converter as correntes L 2 e G1 de vazão volumétrica para vazão


molar, conforme as equações 8 e 9.

[8]

[9]

A massa molar média e a massa específica de cada corrente foram


calculadas conforme as equações 10,11, 12 e 13.
Para a corrente L2:

[10]

Onde:
MMH2O = Massa molar da água.
XH2O = Fração molar da água na corrente.

[11]

Onde:
ρH2O = massa específica da água.

Voltando a equação 8 tem-se:

Para a corrente G1:


22

[12]

Substituindo os valores:

Onde:
MMCO2 = Massa molar do dióxido de carbono.
YCO2 = Fração molar do dióxido de carbono na corrente.
MMO2 = Massa molar do gás oxigênio.
YO2 = Fração molar do gás oxigênio na corrente.
MMN2 = Massa molar do gás nitrogênio.
YN2 = Fração molar do gás nitrogênio na corrente.

[13]

Onde:
P = Pressão.
MMmédia = Massa molar média da corrente.
R = Constante dos gases.
T = Temperatura média de entrada do gás.

Voltando a equação 9 tem-se:

Somando o valor obtido na equação 7 com o da corrente de entrada L 2 foi


possível obter o valor da corrente L1, como mostra a equação 14.

[14]

Substituindo os valores:
23

A vazão molar da corrente G2, apresentada na equação 15, foi calculada


diminuindo da corrente G1 a quantidade de CO2 que foi absorvido pela água e saiu
pela corrente L1.

[15]

Substituindo os valores:

As frações molares das correntes de saída foram calculadas conforme a


equação 16 e seus valores são apresentados na Tabela 4.

[16]

Tabela 8 – Frações molares das correntes.

Y CO2 Y Ar X Água X CO2

G1 0,3800 0,6200 - -
G2 0,3664 0,6336 - -
L1 - - 0,9998 0,0002
L2 - - 1 0
Fonte: Os Autores, 2018.

A linha de operação desse processo foi calculada utilizando a equação 17.

[17]

Substituindo os valores:

Onde:
LS = L2
GS = G2 – (G2)CO2
Y2 = Fração de CO2 em G2
X2 = Fração de CO2 em L2
24

A eficiência do processo foi calculada pela equação 18.

[18]

Substituindo os valores:

Para se calcular o fator de empacotamento utilizou-se a correlação GPCD,


conforme a equação 19.

[19]

Onde:
 Uf = Velocidade;
 Fp = Fator de empacotamento;
 ρG e ρH2O = Massa específica do gás e da água;
 f {ρL} e f {µL} = Fatores de correção obtidos graficamente.

Pelo gráfico da Figura 2, encontrou-se primeiramente o valor do eixo x pela


equação 20.

[20]

Substituindo os valores:

Para encontrar o valor de Y no gráfico da Figura 2, foi necessário converter a


perda de carga média encontrada em mmHg para inH 2O/ft de coluna, conforme a
equação 21.
25

[21]

Ligando o ponto X com a linha da perda de carga é possível encontrar


Y=0,0045, conforme a Figura 2.

Figura 6 - GPCD
26

A velocidade foi calculada utilizando a Equação 22, e chegando-se a um valor


de 0,2 m/s.

[22]

Os fatores de correção f {ρL} = 1,2 e f {µL} = 1,0 foram encontrados


graficamente conforme a Figura 3.

Figura 7 - Fatores de correção.


27

Substituindo os valores encontrados na equação 19, encontra-se um fator de


empacotamento de 650,03 m²/m³.