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Equações Diferenciais

Ordinárias
S L I DES BA S EADOS E M :
BASS ANEZZ I , R. C. EQ UAÇÕES DI FERENCIAIS ORDI NÁRIAS : U M CURS O
I N TRO DU TÓRIO. CO LEÇÃO B C & T – U FABC T E X TOS D I DÁTICOS . VO LUME 1 .
BOYCE, W. , DI PR IMA, R. C. – EQ UAÇÕ ES DIFERENCIAIS ELEMENTARES E P RO BLEMAS
D E CO NTO RNO, E D. LTC, 7 ª E D I ÇÃO. R I O D E JA NEIRO, 2 0 0 2.
Breve Introdução
Muitas das leis gerais da natureza,
na física, na química, na biologia, na
astronomia encontram a sua expressão
mais natural na linguagem das
equações diferenciais.

Aplicações também surgem na


matemática em si, especialmente na
geometria, na engenharia, na
economia, e em muitos outros campos
da ciência aplicada.
Breve Introdução
É fácil de entender as razões que
estão por detrás desta grande utilização
de equações diferenciais.

Para tanto, é bom relembrar que se


𝑦 = 𝑓(𝑥) é uma dada função, então a sua
𝑑𝑦
derivada 𝑑𝑥 pode ser interpretada como a
taxa (ou razão) de variação de 𝑦 em relação
a 𝑥.
Breve Introdução
Em qualquer processo natural, as
variáveis envolvidas e suas taxas de
variação estão interligadas com uma
ou outras por meio de princípios
básicos científicos que governam o
processo.

Quando esta relação é expressa em


símbolos matemáticos, o resultado é
frequentemente uma equação
diferencial.
Algumas definições:
Algumas definições:
Algumas definições:
Exemplos:
Exemplos:
Exemplos:
Corpos em queda livre
Corpos em queda livre
Equação de primeira ordem:
Equação de primeira ordem:
Campo de Direções
Equação de primeira ordem:
Campo de Direções
Isto sugere um método geométrico para entender aproximadamente
como deveriam ser as curvas integrais da EDO.

Para isto, traçamos um pequeno segmento de reta em cada ponto


(𝒙, 𝒚) com coeficiente angular 𝒎 = 𝒇(𝒙, 𝒚).
Equação de primeira ordem:
Campo de Direções
Exemplo: Considere a lei de arrefecimento/aquecimento de Newton
𝒅𝑻
= −𝟎, 𝟏(𝑻 − 𝟐𝟎)
𝒅𝒕
Para a construção do campo de direções associado à equação vamos
calcular alguns coeficiente angulares das retas tangentes às curvas
integrais.
(𝒕, 𝑻) 𝒇 𝒕, 𝑻 = −𝟎, 𝟏(𝑻 − 𝟐𝟎)
(𝒕, 𝟓𝟎) −𝟑
(𝒕, 𝟑𝟎) −𝟏
(𝒕, 𝟐𝟎) 𝟎
(𝒕, 𝟏𝟎) 𝟏
(𝒕, −𝟏𝟎) 𝟑
Equação de primeira ordem:
Campo de Direções
 y  y

 

 

 

x
x

           


           



Equação de primeira ordem:
Campo de Direções
Outro exemplo:
𝑑𝑦 𝑦
Determine o campo de direções da equação: = , 𝑥≠0
𝑑𝑥 𝑥
y dy/dx = y/x y

 

 


x
x
        
        









Estudo Qualitativo
Como vimos nos exemplos anteriores a análise do campo de direções
associado a uma equação diferencial permite conhecer propriedades das
soluções mesmo sem possuirmos a expressão analítica que define a solução.
Designamos por estudo qualitativo ao estudo do comportamento das soluções
de uma dada equação diferencial sem a resolver.

Em muitas situações reais não pretendemos conhecer a lei que descreve


um determinado problema mas apenas descrever o comportamento das
soluções desse problema. Noutras situações não é possível por meios analíticos
obter a solução e o estudo qualitativo é essencial. O esboço do campo de
direções associado à equação diferencial é um instrumento importante para o
estudo qualitativo.
Estudo Qualitativo: Exemplo de um modelo
OBJETO EM QUEDA: Suponha que um objeto esta caindo na atmosfera, perto
do nível do mar. Formule uma equação diferencial que descreva o movimento.

Como a velocidade deve variar com o tempo, consideremos 𝑣 como uma função de 𝑡.
Como as unidades de medida não estão especificadas, vamos medir o tempo 𝑡 em segundo
(𝑠) e a velocidade 𝑣 em metros por segundo (𝑚/𝑠). Vamos supor também que a velocidade 𝑣
é positiva quando o sentido do movimento é para baixo, isto é, quando o objeto esta caindo.

Da 2ª lei de Newton:
𝐹 = 𝑚𝑎
𝑑𝑣
Como 𝑎 = 𝑑𝑡
, segue que
𝑑𝑣
𝐹=𝑚 (1)
𝑑𝑡
Estudo Qualitativo: Exemplo de um modelo
Por outro lado, as forças que agem em um objeto em queda são: 𝑚𝑔 devido à
gravidade que exerce uma força igual ao peso do objeto (no sentido do movimento). Existe
também uma força devido à resistência do ar que, supõe-se, é proporcional à velocidade
𝑘𝑣 (no sentido contrário ao movimento), isto é
𝐹 = 𝑚𝑔 − 𝑘𝑣 2
Assim, das equações (1) e (2), vem:
𝑑𝑣
𝑚 𝑑𝑡 = 𝑚𝑔 − 𝑘𝑣
𝑑𝑣 𝑘
=𝑔− 𝑣 (3)
𝑑𝑡 𝑚

Para resolver a Eq.(3) precisamos encontrar uma função 𝑣 = 𝑣(𝑡) que satisfaça a
equação. A seguir, vamos tomar um exemplo para esse modelo e fazer uma análise
qualitativa, interpretando geometricamente, através de seu campo de direções.
Estudo Qualitativo: Exemplo de um modelo
Vamos supor que 𝑚 = 10𝑘𝑔 e 𝑘 = 2𝑘𝑔/𝑠. Assim:
Podemos pensar que se 𝑣 for menor
𝑑𝑣 𝑘
que um certo valor crítico, então todos os
=𝑔 −𝑚𝑣 segmentos de reta têm coeficientes
𝑑𝑡
angulares positivos e a velocidade do objeto
𝑑𝑣 2 em queda aumenta enquanto ele cai.
= 9,8 − 𝑣
𝑑𝑡 10 Por outro lado, se 𝑣 for maior do que
o valor crítico, então os segmentos de reta
𝑑𝑣 𝑣 têm coeficientes angulares negativos e o
= 9,8 − objeto em queda vai diminuindo a velocidade
𝑑𝑡 5
𝑑𝑣 à medida que cai.
Se 𝑣 = 40, então = 1,8
𝑑𝑡
𝑑𝑣
Qual é esse valor crítico que separa os
Se 𝑣 = 50, então = −0,2 objetos cuja velocidade esta aumentando
𝑑𝑡
daqueles cuja velocidade esta diminuindo?
Estudo Qualitativo: Exemplo de um modelo
𝑑𝑣
Quais valores de 𝑣 farão com que 𝑑𝑡 seja zero?

A função constante 𝑣 = 49, é uma solução.

Como essa solução não varia o tempo, 𝑣(𝑡) = 49 é chamada de solução de


equilíbrio.

Essa é a solução que corresponde a um equilíbrio entre a gravidade e a resistência


do ar.

Ver figura no Winplot


Problema do Valor Inicial
Equação Diferencial fundamental
Equação Diferencial fundamental
Equação Diferencial fundamental
Equação Diferencial fundamental
Equação Diferencial fundamental
Equação Diferencial fundamental
y

       




Equações Diferenciais autônomas
Equações Diferenciais autônomas
Equações Diferenciais autônomas
Equações Diferenciais autônomas
Equações Diferenciais autônomas
Equações Diferenciais autônomas

𝑑𝑦
Exercício: Resolva a equação autônoma = 𝑦2
𝑑𝑥
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas

Crescimento Exponencial – Equação de Malthus

𝒅𝒚 onde a constante de proporcionalidade 𝑟 é chamada taxa de


= 𝒓𝒚
𝒅𝒕 crescimento ou declínio, dependendo se é positiva ou negativa.

Resolvendo a equação sujeita à condição inicial 𝒚 𝟎 = 𝒚𝟎 obtemos:


𝒚 = 𝒚𝟎 𝒆𝒓𝒕
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas

Sob condições ideais, observou-se que a equação de Malthus é


razoavelmente precisa para muitas populações, pelo menos por períodos
limitados de tempo.

No entanto, é claro que tais condições ideais não podem perdurar


indefinidamente; alguma hora as limitações sobre o espaço, o suprimento de
comida ou outros recursos reduzirá a taxa de crescimento e acabará inibindo
o crescimento exponencial.
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas

Crescimento Logístico – Equação de Verhulst


Para levar em consideração o fato de que a taxa de crescimento
depende, realmente, da população, vamos substituir a constante 𝑟 na equação
de Malthus por uma função ℎ(𝑦), obtendo, assim, a equação modificada
𝒅𝒚
= 𝒉(𝒚)𝒚
𝒅𝒕
Queremos, agora, escolher ℎ(𝑦) de modo que ℎ 𝑦 ≈ 𝑟 > 0 quando 𝑦 for
pequeno, ℎ(𝑦) decresça quando 𝑦 crescer e ℎ 𝑦 < 0 quando 𝑦 for
suficientemente grande. A função mais simples que tem essa propriedade é
ℎ 𝑦 = 𝑟 − 𝑎𝑦, onde 𝑎 é, também, uma constante positiva.
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas

Assim, da equação anterior, obtemos


𝒅𝒚
𝒅𝒕
= (𝒓 − 𝒂𝒚)𝒚
é conveniente escrever tal equação na forma equivalente
𝒅𝒚 𝒚
=𝒓 𝟏− 𝒚 onde 𝐾 = 𝑟/𝑎
𝒅𝒕 𝑲
A constante 𝒓 é chamada de taxa de crescimento intrínseco, isto é, a
taxa de crescimento na ausência de qualquer fator limitador. A interpretação de
𝑲 é dada como a capacidade ambiental de sustentação ou capacidade de
suporte do meio.
Modelos matemáticos envolvendo
equações autônomas

Resolvendo a equação sujeita à


condição inicial 𝒚 𝟎 = 𝒚𝟎
obtemos:
𝑦0 𝐾
𝒚=
𝐾 − 𝑦0 𝑒 −𝑟𝑡 + 𝑦0

Para resolver utilizaremos o método variáveis


separáveis, que estudaremos a seguir.
Equação com separação de variáveis
Equação com separação de variáveis
Equação com separação de variáveis
Equação com separação de variáveis