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LONDRINA

PAULO VITOR FERREIRA

SeuGESTÃO AMBIENTAL
trabalho será avaliado pelo DE RESÍDUOS
CopySpider DA do
no decorrer CONSTRUÇÃO
desenvolvimento do
trabalho, assim caso seja detectado, poderá ser invalidado em qualquer uma das
CIVILo Manual do Aluno e Manual do plágio
atividades. Leia antes de começar o trabalho
para compreender todos itens obrigatórios e os critérios utilizados na correção

Londrina
2017
1

PAULO VITOR FERREIRA

GESTÃO AMBIENTAL DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO


CIVIL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


à Faculdade Pitágoras, como requisito parcial
para a obtenção do título de graduado em
Engenharia Civil.

Orientador:

Londrina
2017
2

PAULO VITOR FERREIRA

GESTÃO AMBIENTAL DE RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado


à Faculdade Pitágoras, como requisito parcial
para a obtenção do título de graduado em
Engenharia Civil.

BANCA EXAMINADORA

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Prof(ª). Titulação Nome do Professor(a)

Londrina, 2017.
3

Dedico este trabalho a Deus, pois sеm ele


еυ nãо teria forças pаrа essa longa
jornada, agradeço а meus professores,
meus pais е аоs meus colegas qυе mе
ajudaram nа conclusão dа monografia.
4

AGRADECIMENTOS

À Instituição pelo ambiente criativo е amigável qυе proporciona.


Ao professor Milton Borghi, pela orientação, apoio е confiança.
Agradeço а todos оs professores pоr mе proporcionar о conhecimento nãо
apenas racional, mаs а manifestação dо caráter е afetividade dа educação nо
processo dе formação profissional, pоr tanto qυе sе dedicaram а mim, nãо somente
pоr terem mе ensinado, mаs por terem mе feito aprender.
Ao meu pai Admilson Ferreira pelo amor, incentivo е apoio.
A todos qυе direta оυ indiretamente fizeram parte dа minha formação, о mеυ
muito obrigado.
5

FERREIRA, Paulo Vitor. Gestão ambiental de resíduos da construção civil. 2017.


39. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) – Pitágoras
Faculdade, Londrina, 2017.

RESUMO

A gestão ambiental dos resíduos da construção civil vem sendo muito discutida
diante dos impactos que tem causado ao meio ambiente. Com isto, o objetivo deste
trabalho foi apresentar os impactos ambientais que os resíduos da construção civil
causam e os meios de minimizá-los. Para elaboração desta pesquisa utilizou-se da
revisão de literatura. Buscou apresentar os resíduos da construção civil e sua
classificação; os impactos que são gerados ao meio ambiente como a degradação
ambiental, a poluição ambiental e a proliferação de animais; e as ações aplicadas
para uma gestão ambiental na redução dos resíduos. Assim, concluiu-se que ao
aplicar as ações corretamente se reduz os resíduos e os impactos ambientais.

Palavras-chave: Gestão ambiental; Resíduos da construção; Construção civil;


Impacto ambiental.
6

FERREIRA, Paulo Vitor. Environmental management of construction waste.


2017. 39. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Engenharia Civil) –
Pitágoras Faculdade, Londrina, 2017.

ABSTRACT

Environmental management of construction waste has been much discussed in the


face of the impacts it has caused to the environment. The objective of this work is to
present the environmental impacts and the waste from the construction industry
cause and the means to minimize them. For the elaboration of the research, use a
review of the literature. He sought to present the construction waste and its
classification; the impacts that are generated to the environment as an environmental
degradation, environmental pollution and a proliferation of animals; and as applied
actions for environmental management in waste reduction. Thus, it is concluded and
applies as actions correctly in case of waste fall and environmental impacts.

Key-words: Environmental management; Construction waste; Construction;


Environmental impact.
7

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Terraplanagem ....................................................................................... 18


Figura 2 – Elementos de cerâmica .......................................................................... 18
Figura 3 – Resíduos de concreto............................................................................. 18
8

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Resíduos de blocos para alvenaria: exemplos de forma de manifestação,


momento de incidência, possíveis causas e origens.................................................15
9

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas


CONAMA Conselho Nacional do Meio Ambiente
NBR Norma Brasileira
PNRS Política Nacional de Resíduos Sólidos
RCC Resíduos da Construção Civil
SindusConPR O Sindicato da Indústria da Construção no Estado no Paraná
10

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO .......................................................................................................... 11
1 COMPREENDENDO OS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL - RCC .............. 13
1.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS PRESENTES NA ETAPA DE
PRODUÇÃO.............................................................................................................. 14
1.1.1 Forma de manifestação .............................................................................. 14
1.1.2 Momento de aplicação ................................................................................ 15
1.1.3 Causas ........................................................................................................ 15
1.1.4 Origem ........................................................................................................ 15
1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SEGUNDO A ABNT NBR 10004:2004 ..... 16
1.2.1 Resíduos classe I - Perigosos ..................................................................... 16
1.2.2 Resíduos classe II – Não perigosos ............................................................ 17
1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SEGUNDO O CONAMA 307:2002 ........... 17
1.3.1 Classe A...................................................................................................... 17
1.3.2 Classe B...................................................................................................... 19
1.3.3 Classe C ..................................................................................................... 19
1.3.4 Classe D ..................................................................................................... 19
2 O IMPACTO AMBIENTAL ................................................................................. 21
2.1 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL ............................................................................ 22
2.2 POLUIÇÃO......................................................................................................... 22
2.2.1 Poluição do solo .......................................................................................... 23
2.2.2 Poluição da água ........................................................................................ 23
2.2.3 Poluição atmosférica ................................................................................... 24
2.3 PROLIFERAÇÃO DE ANIMAIS ......................................................................... 25
3 APLICANDO A GESTÃO AMBIENTAL NA REDUÇÃO DOS RESÍDUOS....... 27
3.1 3 RS: REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM ....................................... 28
3.1.1 Aterramento ................................................................................................ 29
3.1.2 Pavimentação ............................................................................................. 29
3.1.3 Agregados para concreto ............................................................................ 29
3.1.4 Agregados para argamassa ........................................................................ 30
3.1.5 Elementos de alvenaria............................................................................... 30
3.1.6 Material de apoio......................................................................................... 30
CONSIDERAÇÕES FINAIS ...................................................................................... 33
REFERÊNCIAS ......................................................................................................... 35
11

INTRODUÇÃO

A gestão ambiental de resíduos sólidos tem sido tema de grandes eventos e


publicações, pois tem se visto uma crescente preocupação da sociedade com o
futuro do planeta. Com isso, em agosto de 2010 a Política Nacional de Resíduos
Sólidos (PNRS) aprovou no Brasil a inclusão da gestão ambiental dos resíduos da
construção civil. Diante disto, percebe-se que é necessária uma ação conjunta da
sociedade com o poder público e o setor industrial da construção onde possam
buscar soluções referentes à gestão ambiental devido aos impactos ambientais,
sociais e econômicos gerados pela quantidade excessiva de entulhos e descartes
inadequados.
Devido ao alto índice de impactos ambientais causados pela construção civil e
o desperdício de resíduos que geram altos custos para toda a sociedade, é
indispensável conhecer os fatos que causam esses problemas e assim minimizar a
sua ocorrência, gerando menos resíduos e causando uma melhora na
sustentabilidade do meio ambiente.
O problema desta pesquisa está embasado na seguinte questão: Qual a
importância da gestão ambiental de resíduos da construção civil? Pois, há grande
incidência de impactos ambientais com o acúmulo dos resíduos da construção civil.
Assim, é importante trazer informações para a sociedade, junto a possíveis soluções
para o problema e sugestões adequadas para redução da geração de resíduos.
O objetivo principal do estudo é apresentar os impactos ambientais e a gestão
ambiental em relação às consequências causadas por resíduos da construção civil,
identificando meios de minimizar suas ocorrências. Expondo assim, como objetivos
específicos:
Classificação dos principais resíduos da construção civil;
Identificar as ocorrências mais frequentes de impactos ambientais na
construção civil;
Apresentar possíveis soluções para minimizar a geração de resíduos e
com isso reduzir os impactos ambientais.
Para a elaboração do trabalho foram feitas revisões de literaturas a partir de
textos científicos de periódicos, livros, artigos, monografias, legislações e órgãos
governamentais abordando o tema em questão publicado e/ou veiculado via internet.
As pesquisas ocorreram em bases de dados tais como: portal de pesquisa, domínio
12

publico, Scielo, Google acadêmico, e os próprios catálogos de bibliotecas


universitárias.
Este trabalho foi estruturado iniciando com uma introdução apresentando
tema, justificativa, problema de pesquisa, objetivos geral e específico e metodologia.
No primeiro capítulo são apresentados os impactos ambientais. No segundo capítulo
será apresentado as ocorrências mais frequentes de impactos ambientais na
construção civil. No terceiro capítulo será apresentado as possíveis soluções para
minimizar estes impactos ambientais. E nas considerações finais será apresentada a
conclusão obtida diante desta pesquisa.
13

1 COMPREENDENDO OS RESÍDUOS DA CONSTRUÇÃO CIVIL - RCC

A indústria da construção civil é reconhecida como uma das atividades que


melhor contribue para o desenvolvimento econômico e social, mas em contrapartida
apresenta altos índices na geração de resíduos que impactam o meio ambiente. De
modo geral, esses resíduos são considerados de baixa periculosidade, entretanto é
possível encontrar produtos perigosos, substâncias químicas e embalagens diversas
que podem acumular água, aumentando a propagação de insetos e outros
transmissores de doenças (KARPINSKI, et. al., 2009). Assim, se vê necessário
conhecer melhor os resíduos gerados na construção civil, suas características e sua
forma de classificação.
O Sindicato da Indústria da Construção no Estado no Paraná (SindusConPR)
define os Resíduos da Construção Civil (RCC) conforme a Resolução nº 307:2002
do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) como sendo a seguinte:

Os Resíduos da Construção Civil (RCC) são provenientes de construções,


reformas, reparos e demolições de obras de construção civil, e os
resultantes da preparação e da escavação de terrenos, tais como, tijolos,
blocos cerâmicos, concreto em geral, solos, rochas, metais, resinas, colas,
tintas, madeiras e compensados, forros, argamassa, gesso, telhas,
pavimento asfáltico, vidros, plásticos, tubulações, fiação elétrica, etc.,
comumente chamados de entulhos de obras, caliça ou metralha.

Incluído aos Resíduos da Construção Civil (RCC) está o termo “Resíduo


sólido” que segundo a Norma Brasileira (NBR) 10004:2004, é assim definido:

Resíduos nos estados sólido e semissólido, que resultam de atividades de


origem industrial, doméstica, hospitalar, comercial agrícola, de serviços de
varrição. Ficam incluídos nesta definição os lodos provenientes dos
sistemas de tratamento de água, aqueles gerados em equipamentos e
instalações de controle de poluição, bem como determinados líquidos cujas
particularidades tornem inviável seu lançamento na rede pública de esgotos
ou corpos de água, ou exijam para isso soluções técnicas e
economicamente inviáveis em face à melhor tecnologia disponível.

Na literatura é possível encontrar ainda outras definições para resíduos


sólidos. O Portal: “Resíduos Sólidos” [s.d.], trás um conceito como sendo um resíduo
com baixa periculosidade e seu impacto são causados devido ao alto volume
gerado. No entanto, ao dispor irregularmente esses resíduos pode-se acarretar em
problemas ambientais, estéticos e de saúde pública devido à presença de outros
contaminantes como produtos químicos, tóxicos, material orgânico e diversas
14

embalagens descartadas que podem acumular água e favorecer o aparecimento de


animais causadores de doenças, além de sobrecarregar os sistemas de limpeza
pública dos municípios.
Os Resíduos da Construção Civil (RCC) são gerados diariamente em milhões
de toneladas, sendo um material geralmente reaproveitável. Essa grande quantidade
se dá em função do crescimento imobiliário, tanto de construções residenciais e
comerciais quanto pequenos reparos até grandes reformas, integrado à expansão
do saneamento básico e da malha rodoviária, demolição de antigas construções,
ampliação de indústrias e empreendimentos, entre outras atividades. Cada uma
dessas atividades, ao aplicar mecanismos técnicos específicos produz desiguais
tipos e quantidades de resíduos, sendo essencial o conhecimento e a gestão desses
resíduos (POZZOBON, 2013; SCHWENGBER, 2015). Na literatura encontram-se
algumas classificações para tais resíduos conforme suas características como serão
visto a seguir.

1.1 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS PRESENTES NA ETAPA DE PRODUÇÃO

Nesta etapa Souza et. al. (2004) definiu quatro critérios de classificação,
assim chamados:
Forma de manifestação;
Momento de aplicação;
Causas;
Origens.

1.1.1 Forma de manifestação

Essa classificação está vinculada a maneira como ocorreu a geração do


resíduo. Alguns exemplos são: sacos de cimento empedrados; rasgos nas
embalagens de matéria-prima para construção; gesso endurecido na caixa de
manuseio; pontas de aço ou outros pedaços de materiais que não possam ser
reaproveitadas, entre outros (SOUZA, et. al.; 2004).
15

1.1.2 Momento de aplicação

Os materiais passam por diversas etapas durante a construção civil


(recepção, inspeção, estocagem, processamento, corte, aplicação) sendo
transportados conforme a necessidade de cada etapa. O número de etapas
necessárias depende do material e de sua aplicação, podendo no decorrer do
caminho gerar resíduos de intensidade dependente de como este material foi
utilizado na construção (SOUZA, et. al.; 2004).

1.1.3 Causas

Nesta etapa é identificada a causa que levou aos resíduos gerados. Para
cada surgimento de resíduo pode-se supor uma causa diferente. Para a presença de
resíduos de blocos/tijolos, por exemplo, pode haver um transporte inadequado; uso
de ferramentas inapropriadas; má qualidade; desmoronamento por pancadas, entre
outras (SOUZA, et. al.; 2004).

1.1.4 Origem

Nesta etapa é identificada a origem do resíduo, podendo surgir em diferentes


etapas da produção. Assim, mantendo como exemplo os resíduos de blocos/tijolos,
mas neste caso em função de cortes inadequados, sua origem pode estar na falta
de dimensionamento entre paredes e blocos, que está ligada à fase de projeto ou a
falta de equipamentos adequados para corte. No Quadro 1 são apresentados
algumas causas e origens de resíduos tendo como exemplo de material os blocos
(SOUZA, et. al.; 2004).

Quadro 1: Resíduos de blocos para alvenaria: exemplos de forma de manifestação,


momento de incidência, possíveis causas e origens
Forma de Momento de Causas Origem
manifestação incidência
Blocos quebrados Recebimento Utilização de Falta de procedimentos
durante o procedimentos
recebimento inadequados
Blocos de má qualidade Aquisição pelo menor
preço
Blocos quebrados Estocagem Falta de local adequado Não definição de
16

na estocagem para a sua estocagem projeto de canteiros


ou estocagem em local
sujeito a choques com
equipamentos
Blocos quebrados Transporte Equipamento de Falta de projeto do
no trajeto estoque- transporte inadequado processo ou não
aplicação aquisição dos
equipamentos previstos
nos procedimentos de
produção
Blocos quebrados Processamento Equipamento Falta de projeto do
na central de intermediário inadequado de corte processo ou não
produção de aquisição dos
blocos para equipamentos previstos
colocação de nos procedimentos de
caixas de produção
eletricidade
Blocos de má qualidade Aquisição pelo menor
preço
Blocos quebrados Processamento Necessidade de corte Falta de especificação
no pavimento final excessivo de blocos para dos componentes de
adequá-los às alvenaria a serem
dimensões entre pilares adotados ou projeto
ou entre laje e viga precário
Blocos de má qualidade Aquisição pelo menor
preço
Fonte: SOUZA, et. al.; 2004

1.2 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SEGUNDO A ABNT NBR 10004:2004

Os resíduos sólidos recebem uma classificação pela ABNT NBR 10004:2004


de acordo com a atividade ou identificação do processo que lhes deu origem bem
como seus constituintes e suas características, sendo divididos em:
Resíduos classe I: Perigosos;
Resíduos classe II: Não perigosos:
 Resíduos classe II A: Não inertes;
 Resíduos classe II B: Inertes.

1.2.1 Resíduos classe I - Perigosos

São aqueles resíduos que podem manifestar riscos à saúde e ao meio


ambiente de acordo com suas especificidades (químicas, físicas ou biológicas),
apresentando uma ou mais propriedades de toxicidade, corrosividade,
patogenicidade, inflamabilidade e reatividade (NBR 10004:2004).
17

1.2.2 Resíduos classe II – Não perigosos

Esses resíduos são subdivididos em duas classes:


Resíduos classe IIA – Não inertes: possuem propriedades de
solubilidade em água, combustibilidade ou biodegrabilidade;
Resíduos classe IIB – Inertes: quando nenhum de seus componentes
solubilizados apresentam concentrações superiores aos padrões de
potabilidade da água, exceto os aspectos de sabor, cor, dureza e
turbidez.
(NBR 10004:2004).

1.3 CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS SEGUNDO O CONAMA 307:2002

Os Resíduos da Construção Civil são divididos em quatro classes


estabelecidas pelo CONAMA 307:2002, chamadas classes A, B, C e D.

1.3.1 Classe A

É classificado como Classe A todo resíduo que possa ser reutilizável ou


reciclável como agregado a atividade que o gerou. Tais como:
Resíduos de reformas, construção, demolição e reparos de obras de
infraestrutura, incluindo o solo oriundo da terraplanagem;
Resíduos de reformas, construção, demolição e reparos de
edificações: elementos cerâmicos (telhas, blocos, tijolos, placas de
revestimento, etc.); areia; pedra; concreto e argamassa;
Resíduos de demolição e/ou fabricação de itens pré-moldados em
concreto (tubos, meios-fios, blocos, etc.) que são produzidos em
canteiros de obras.
(CONAMA 307:2002).
A Figura 1 apresenta o exemplo de resíduos do solo (terra) provenientes da
terraplanagem para nivelamento de terreno.
18

Figura 1 - Terraplanagem

Fonte: Guia Fácil (2017).

A Figura 2 apresenta o exemplo de elementos que dão origem aos resíduos a


base de cerâmica como os tijolos, blocos e telhas.

Figura 2 – Elementos de cerâmica

Fonte: Tudo Engenharia Civil (2017).

A Figura 3 apresenta o exemplo de elementos que dão origem aos resíduos


de concreto, tal como paredes que foram demolidas.

Figura 3 – Resíduos de concretos

Fonte: URBEM (2017).

A destinação para esses resíduos deverão ser a reciclagem e/ou reutilização


associado à obra, ou deverão ser direcionados a aterros específicos para resíduos
19

provenientes da construção civil, estando disponibilizado para uso ou reciclagem


futura (TESSARO; SÁ; SCREMIN, 2012).

1.3.2 Classe B

É classificado como Classe B todo resíduo que possa ser reciclado e


encaminhado a outros destinos. Alguns exemplos são:
Papel;
Papelão;
Vidros;
Plásticos;
Gesso;
Madeiras;
Embalagens vazias de tintas imobiliárias;
Metais, entre outros.
(CONAMA 307:2002).
Os resíduos pertencentes a esta classe deverão ser reciclados e/ou
reutilizados e/ou encaminhados a locais específicos para resíduos provenientes da
construção civil, de modo a estar disponíveis para utilização futura ou imediata
(TESSARO; SÁ; SCREMIN, 2012).

1.3.3 Classe C

É classificado como Classe C todo resíduo do qual não há nenhuma


tecnologia ou aplicação desenvolvida para sua reciclagem e/ou recuperação que
seja economicamente acessível (CONAMA 307:2002). Estes resíduos devem ser
armazenados, transportados e designados de acordo com as normas técnicas
específicas, quando houver (TESSARO; SÁ; SCREMIN, 2012).

1.3.4 Classe D

São classificados como Classe D os resíduos considerados perigosos ou


contaminados, tais como:
20

Tintas;
Solventes;
Óleos;
Resíduos provenientes de demolições ou reformas de clínicas
radiológicas; hospitais, entre outros;
Telhas e demais objetos que contenham amianto ou qualquer outro
componente nocivo à saúde.
(CONAMA 307:2002).
A destinação destes resíduos se dá pelo armazenamento, transporte,
reutilização e destinação em concordância com as normas técnicas específicas,
quando houver (TESSARO; SÁ; SCREMIN, 2012).

As atividades que envolvem a construção civil a cargo das suas propriedades


e processo produtivo são consideradas uma grande geradora de resíduos. Diante
disto se dá a busca constante pelo conhecimento destes resíduos e a melhor forma
de destiná-los na natureza, seja pela reciclagem, reutilização ou encaminhamento
adequado de acordo com suas propriedades, características e também de acordo
com as normas específicas, sempre que houver (SOUZA, et. al.; 2004).
21

2 O IMPACTO AMBIENTAL

Qualquer atividade humana pode ser responsável por causar alterações na


natureza, sendo estas benéficas ou adversas, essas alterações são chamadas de
impacto ambiental. O setor da construção civil tem sido visto como um dos principais
responsáveis por alterações adversas e pelo alto índice de impactos ambientais,
sendo um dos maiores geradores de resíduos sólidos e líquidos que causam
mudanças negativas e significativas na qualidade do meio ambiente podendo
acarretar na degradação e destruição total do ecossistema e afetar a saúde dos
seres vivos (PAULO; COELHO, 2017; SOUZA 2009).
É definida por impacto ambiental qualquer alteração que ocorra nas
propriedades físicas, químicas ou biológicas do meio ambiente provocada por
atividades humanas diretas ou indiretas prejudicando a saúde e segurança dos
indivíduos e afetando a qualidade dos recursos naturais, podendo levar a
degradação ambiental (MARQUES, 2011).
Outra definição para impacto ambiental é dada como: "sob tal ponto de vista,
impacto ambiental é uma consequência de atividades ou serviços de uma
organização, ou seja, um processo industrial (atividade), um agrotóxico (produto) ou
o transporte de uma mercadoria" (SOUZA, 2009).
Segundo a Resolução n° 01/1986 do Conselho Nacional do Meio Ambiente
(CONAMA), impacto ambiental é toda e qualquer alteração das características
químicas, físicas ou biológicas do meio ambiente que seja provocada por qualquer
matéria ou energia advinda das ações humanas que afetam diretamente ou não o
bem-estar, a segurança e a saúde dos indivíduos; as atividades econômicas e
sociais; a biota; as condições sanitárias e estéticas da natureza e a qualidade dos
recursos ambientais (BRASIL, 1986).
Sabe-se que o setor da construção civil está em constante crescimento, pois
há uma alta demanda por construções, sejam estes casas, edifícios e condomínios
residenciais; prédios comerciais e industriais; galpões; rodovias; etc., gerando
inúmeros impactos ao meio ambiente que surgem em todas as etapas dos
processos de construções, tais como a extração da matéria-prima utilizada na
produção dos materiais construtivos; a própria construção; a utilização do imóvel e a
demolição do mesmo ao final do seu ciclo de vida útil (GAEDE, 2008; SANTO, et. al.
2014).
22

Muitos destes impactos são causados principalmente pela geração, mau uso
e mau reaproveitamento, além da destinação irregular dos resíduos, com isso a
construção civil responde por expressivas mudanças no meio ambiente, como o
assoreamento dos rios, a poluição ambiental, os impactos na atmosfera afetando a
qualidade do ar, a escassez de água, a degradação do solo, entre outros (PAULO;
COELHO, 2017; SANTO, et. al. 2014; SANTOS, 2013).
De modo geral a construção é responsável por muitos danos ambientais que
podem afetar a saúde e a qualidade de vida humana, as atividades econômicas e
sociais, as condições sanitárias e visuais do ambiente e seu entorno e a qualidade
dos recursos naturais disponíveis no meio ambiente (SANTO, et. al. 2014). Tendo
como consequências a extinção de algumas espécies vivas; a destruição da camada
de ozônio; as mudanças climáticas; a chuva ácida; as inundações e erosões; o
agravamento do efeito estufa; a destruição de habitats, entre outras.

2.1 DEGRADAÇÃO AMBIENTAL

Degradação ambiental é “a perda do ambiente decorrente de uma atividade


humana”, podendo ocorrer de várias maneiras, seja contaminado por substâncias
que afetem a qualidade do ar, da água, do solo e da vegetação, seja arruinando os
elementos que compõem o meio ambiente, como por exemplo, a derrubada de
árvores (desmatamento) e o assoreamento de rios (RAMOS, 2004).
É considerada degradação ambiental a partir do ponto em que uma área ao
sofrer um forte impacto perde a sua capacidade de se desenvolver naturalmente e
retornar ao estado original, perdendo, portanto a sua resistência de se regenerar,
sendo o homem seu agente causador (ARAÚJO, et. al. 2010).
Dentre os principais efeitos negativos causados pela degradação, podem-se
destacar os impactos sobre a saúde humana causando problemas respiratórios
como asma e pneumonia; a perda de biodiversidade consequente do
desmatamento, do aquecimento global e da poluição; e o esgotamento da camada
de Ozônio e com isso uma maior incidência á presença das radiações nocivas ao
planeta e aos seres vivos (LIBERATO, 2016).

2.2 POLUIÇÃO
23

A poluição é qualquer alteração indesejável nas propriedades químicas,


físicas ou biológicas causadas por agentes de qualquer espécie no solo, na água ou
no ar que seja prejudicial à saúde dos seres humanos ou provoque a deterioração
material (BRAGA et. al. 2005).
Segundo Monteiro (1999), poluição é a destruição do meio ambiente cujos
fatores poluentes transformam o ecossistema natural, tornando-o inadequado ao
desenvolvimento natural das espécies humanas.
Em relação à classificação a poluição pode ser do solo, da água ou
atmosférica e seus agentes poluidores podem ser compostos químicos, resíduos
sólidos ou orgânicos, esgoto, etc. (VIANNA, 2015).

2.2.1 Poluição do solo

Considera-se poluição do solo toda alteração causada nas propriedades


químicas, físicas e biológicas da terra, sendo de caráter indesejável e que ocorra
através do contato do solo com resíduos ou produtos químicos tornando-se
inutilizável ao homem e a todos os organismos vivos (ANDRADE, 2009).
A deposição dos resíduos em áreas ambientais com solos pouco espessos,
permeável e com maior instabilidade aos processos de erosão, colapsos e
escorregamento são de grandes riscos a contaminação terrestre (ORSATI, 2006).
Quando os resíduos são dispostos de forma errada pode ocorrer à poluição
do solo, afetando as suas características físicas, químicas e biológicas, com
consequências de ordem estética e uma grave ameaça à segurança e a saúde
pública, como exemplo as alterações em sua topografia, a erosão, a redução dos
nutrientes afetando diretamente o crescimento da vegetação presente, podendo
também penetrar no solo profundo e atingir as águas subterrâneas (DINIZ; FRAGA,
2005; MARQUES, 2011).
Os resíduos líquidos provenientes de materiais de pintura como tintas e
solventes são os principais poluidores terrestres presentes na construção civil, pois
estes ao serem utilizados pelos operários podem cair, escorrer, pingar e respingar
no solo provocando sua contaminação.

2.2.2 Poluição da água


24

A poluição da água é definida como toda alteração que seja prejudicial às


suas propriedades químicas, físicas ou biológicas, que possa reduzir o uso da água
pelo homem e pelas espécies aquáticas (CANDIDO, 2008).
Independente de qual seja a substância e o modo de contaminar, sujar,
envenenar ou inutilizar a água, qualquer alteração por meios químicos, físicos ou
biológicos é considerado poluição aquática (MONTEIRO, 1999).
Ao lançar os resíduos da construção civil incorretamente em corpos hídricos,
sejam estes sólidos ou líquidos sem que haja um tratamento adequado, pode
ocorrer à contaminação das águas, e as principais consequências são a redução
nos níveis de oxigênio presente na água, à formação de correntes ácidas, maior
quantidade de sedimentos, aumento na turbidez, intoxicação dos organismos vivos
presentes, alta presença de coliformes, podendo afetar a saúde do homem quando
este faz uso da água contaminada (MARQUES, 2011).

2.2.3 Poluição atmosférica

A poluição atmosférica é definida como a existência de matéria ou


substância em quantidade suficiente que venha a causar uma má qualidade no ar
atmosférico, ocasionando consequências negativas aos recursos naturais e a saúde
humana. Sendo considerada como uma mistura de poluentes tóxicos no ar que
foram lançados ao ambiente em desacordo com os padrões ambientais
determinados (FERNANDES, 2014).
Segundo Almeida (1999), a poluição atmosférica equivale aos gases, sólidos
ou líquidos que estão presentes na atmosfera em níveis consideráveis que causem
danos a saúde do ser humano, dos animais e das vegetações.
A poluição atmosférica pode se apresentar em três escalas: local, regional e
global. Quando suas implicações se concentram em uma pequena região, é dito que
possui uma escala local; quando suas implicações se dispersam e atingem outras
regiões, é considerada uma escola regional; e ao envolver toda a ecosfera,
contribuindo para o agravamento dos problemas como o efeito estuda e a destruição
da camada de ozônio, é caracterizado como uma escala global (MACÊDO, 2016).
A manipulação incorreta dos materiais na construção civil e a falta de
ferramentas como telas e sistemas de micro aspersão hidráulica para retenção de
25

particulados propiciam a geração excessiva de poeiras que trazem desordem nas


áreas de operação e manejo das construções (GAEDE, 2008).
Os resíduos gerados na construção ao serem dispostos diretamente na
atmosfera sem o tratamento adequado se decompõem e geram gases como o
metano, o dióxido de carbono e o óxido de enxofre que contribuem negativamente
formando a chuva ácida, aumentando o efeito estufa e afetando os organismos vivos
devido a sua toxicidade (MARQUES, 2011).
Ao inalar o ar poluído consequências podem surgir como irritação nos olhos
e nas vias respiratórias, infecções virais, dores de cabeça, alterações genéticas,
doenças respiratórias (asma e bronquite), infecções pulmonares e doenças
cardiológicas (GOUVEIA, 1999).
Na construção civil os principais poluentes atmosféricos são poeiras, fumos,
fumaças e névoas, decorrentes da movimentação e execução de materiais como
cimento, cal, areia, madeira, aço, argamassa, gesso, o próprio solo, entre outros
produtos. São assim caracterizadas, segundo Almeida (1999):
Poeiras: são partículas sólidas que se formam através do processo de
desintegração (separação) mecânica;
Fumos: são partículas sólidas que se formam pelo processo de
condensação ou sublimação de alguma substância gasosa gerada na
vaporização de sólidos;
Fumaças: são partículas formadas pela queima de combustíveis
fósseis ou madeiras contendo fuligem (partículas líquidas) e podendo
conter cinzas;
Névoas: são partículas líquidas que se formam pela condensação ou
dispersão líquida.
Esses poluentes acarretam em consequências como a redução no
desenvolvimento da vegetação, influencia negativamente o clima, geram danos à
saúde e ao conforto dos seres humanos e pode ocasionar em danos as máquinas e
ferramentas de trabalho da própria construção.

2.3 PROLIFERAÇÃO DE ANIMAIS

O acúmulo de resíduos faz com que a proliferação de animais seja


inevitável, tornando-se uma ameaça aos funcionários e ao entorno da obra, pois
26

podem transmitir doenças que contaminam o homem. Os principais vetores são os


ratos (responsáveis pela causa de leptospirose e peste bubônica), as baratas (que
podem transmitir o vírus da poliomielite), os mosquitos (que podem transmitir
dengue, febre amarela e viroses), as moscas (que podem hospedar os agentes
transmissores de febre, lepra, hepatite, varíola e amebíase) e as aves,
principalmente os urubus (transmissores da toxoplasmose) (ORSATI, 2006).

A construção civil vem sendo cada vez mais necessária para o


desenvolvimento das cidades, e acaba se tornando um ponto crítico quando visto
pelas perspectivas do meio ambiente e dos danos que acabam causando. Para
minimizar os impactos gerados é preciso então buscar melhorias na qualidade da
obra a todo o momento, investindo em tecnologias e ações voltadas a redução da
geração de resíduos, de forma a tornar a construção mais ecologicamente correta.
27

3 APLICANDO A GESTÃO AMBIENTAL NA REDUÇÃO DOS RESÍDUOS

Um dos grandes desafios no setor da construção civil é adequar suas


atividades às condições favoráveis de produção para garantir um desenvolvimento
sustentável e com isso minimizar os danos agressivos ao meio ambiente (RAMOS,
et. al. 2015). Assim, o setor vem praticando em seus novos empreendimentos a
chamada gestão ambiental dos resíduos através de ações que possam reduzir os
impactos ao meio ambiente.
A gestão ambiental é parte de um sistema de gestão global que supõe a
distribuição consistente para as organizações através da definição de
responsabilidades, destinação de recursos e avaliação contínua das práticas, além
da prática de procedimentos voltados a desenvolver, implantar, alcançar, analisar e
manter as diretrizes ambientais estabelecidas à empresa, devendo ser monitorada
periodicamente e criticamente a fim de garantir que as atividades estejam sendo
eficazes às mudanças dos fatores ambientais internos e externos (DEGANI, 2003).
A gestão ambiental tem por conceito as diretrizes, atividades e orientações
tais como planejamento, controle, direção, organização, destinação de recursos,
dentre outras ações que tem como objetivo alcançar efeitos positivos ao meio
ambiente, seja pela redução ou eliminação dos problemas causados pelo homem,
seja por evitar que os problemas surjam como também pela proteção a saúde e
segurança dos usuários (GOMES, 2013).
A gestão ambiental de resíduos é um composto de procedimentos e técnicas
que tem como objetivo principal eliminar os impactos ambientais que a construção
civil causa na natureza através da não geração de resíduos, e quando este não for
possível deve-se priorizar a redução, a reutilização, a reciclagem e/ou a correta
destinação final dos mesmos, proporcionando níveis de qualidade de vida, saúde e
bem-estar a população, além da recuperação de áreas degradadas, do solo, do ar e
da água poluídos, possibilitando seu uso pelo homem, animais e plantas sem que
haja consequências negativas (RIOS, 2014).
Ao aproveitar os resíduos gerados na construção é possível alcançar
benefícios tanto ambientais quanto econômicos com a redução da utilização de
aterros sanitários; menor gasto no transporte e acondicionamento de materiais;
reduz a utilização dos chamados recursos naturais e reduz os riscos de impactos
ambientais (COSTA; CAVALCANTE, 2009).
28

Um caminho para a gestão ambiental está no controle e prevenção da


poluição através do reuso dos resíduos gerados nos canteiros de obras e nas
escolhas de materiais construtivos que produzam pouco ou nenhum resíduo e que
possam ser lançados no ar, no solo ou na água sem que tragam consequências
negativas (GOMES, 2013; RIOS, 2014). Para tal feito pode-se aplicar os princípios
do chamado “Conceito dos 3Rs”: redução na fonte, reutilização e reciclagem.

3.1 3 Rs: REDUÇÃO, REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM

A implementação dos 3Rs no setor da construção civil tem como objetivo


diminuir a quantidade de resíduos gerados através de ações que reduzam sua
geração na fonte, reutilizem e/ou possam passar pelo processo de reciclagem e
serem reaproveitadas seja na própria obra ou em qualquer outro setor.
A redução na fonte tem o objetivo de diminuir a quantidade de resíduo
gerado durante a construção e com isso minimizar seu potencial poluidor. Para
alcançar essa redução algumas medidas podem ser aplicadas como a alteração da
matéria-prima empregada na produção de materiais e a alteração do processo
industrial (NOVAES; MOURÃO, 2008).
A reutilização se baseia em técnicas de reaplicação do resíduo sem que haja
necessidade de sua modificação por processos de transformação física ou química,
ou seja, é a utilização na forma como se encontra, fazendo que com este resíduo
possa ser reaproveitado de maneira diferente da qual foi utilizado inicialmente
(AMADEI et. al. 2011; FERNANDES, 2015; NOVAES; MOURÃO, 2008).
Na reciclagem os resíduos passam por um procedimento de mudança com o
objetivo de servir como matéria-prima para a produção de um novo material que
poderá ser empregado novamente no próprio canteiro de obras, compreendendo o
reaproveitamento dos resíduos produzidos no processo de construção (NOVAES;
MOURÃO, 2008).
A reciclagem e reutilização se baseiam em fundamentos da sustentabilidade
que visam à redução do uso dos recursos naturais, reduzindo assim a necessidade
de extrair da natureza fontes de matéria-prima primária para produção de
componentes, principalmente as fontes não renováveis, além de evitar que materiais
inicialmente inutilizáveis sejam descartados de forma incorreta na natureza
prejudicando o meio ambiente (CASTRO, 2012; NOVAES; MOURÃO, 2008).
29

Os resíduos podem ser reciclados de diversas maneiras e serem reutilizados


tanto na própria construção quanto em outros setores, se tornando um novo produto
que será empregado como produto final com um valor mais acessível se comparado
aos produtos compostos por matéria-prima primária (BEZERRA, 2016). Dentre suas
várias aplicações no setor da construção, destacam-se o aterramento; a
pavimentação; agregados para concretos e argamassa; elementos de alvenaria e
utilização como material de apoio para a obra.

3.1.1 Aterramento

O aterramento é um dos meios mais utilizados na destinação dos resíduos da


Classe A, principalmente por não haver necessidades de aplicação de técnicas
industriais antes de seu uso. Sua aplicação pode ser feita visando duas alternativas:
a primeira é para a correção de nível em terrenos para futura construção ou
utilização para diversos fins, sendo chamada de disposição definitiva; e a segunda é
para a reservação de resíduos de concreto, argamassa, asfalto, alvenaria e solos
limpos que serão utilizados futuramente, sendo uma disposição temporária. Ambas
alternativas não apresentam prejuízos ao meio ambiente e a saúde pública (PAULA,
2010; PINTO; GONZÁLEZ, 2005).

3.1.2 Pavimentação

Os resíduos da construção podem ser empregados na pavimentação através


da sua incorporação em forma de brita ou misturados com o solo, sendo aqueles
resíduos que apresentam melhor qualidade e maior resistência utilizada nas
camadas superiores (bases e sub-bases) da pavimentação e os que apresentam
menor resistência utilizada nas camadas mais profundas. Dentre suas vantagens
tem-se a utilização de todos os componentes do resíduo sem que precise ser feita
uma separação de componentes, com exceção aos materiais contaminantes e uma
maior eficiência em relação a alguns tipos de solos primários empregados na
pavimentação (BAGATINI, 2011; RIOS, 2014).

3.1.3 Agregados para concreto


30

O resíduo após ser reciclado e granulado pode ser empregado junto ao


concreto com função estrutural desde que sejam tomados cuidados na sua
produção, separando as impurezas ou contaminantes, podendo ser aplicado
também na fabricação de blocos, meio-fio e outros materiais que não sejam
estruturais, fazendo um acompanhamento no controle de qualidade através de
análises de exposição do material (RIOS, 2014; SILVA; FELIX; SANTOS, 2014).

3.1.4 Agregados para argamassa

O resíduo após ser reciclado pode ser empregado como agregado aplicado
no preparo de argamassas de revestimento interno e externo (reboco, emboço e
chapisco) ou de assentamento, tendo como vantagens a redução no consumo de cal
e cimento, e uma melhor resistência à compressão quando comparado às
argamassas convencionais (RIOS, 2014).

3.1.5 Elementos de alvenaria

Dentre os elementos de alvenaria, pode-se destacar o tijolo de solo-cimento


ou tijolo ecológico que pode ser composto em parte por agregados reciclados, desde
que sejam tomadas precauções quanto à quantidade, visto que o agregado absorve
uma maior quantia de água (FERNANDES, 2015).
O tijolo de solo-cimento é produzido a partir da mistura de terra, onde se
podem aplicar por exemplo os resíduos gerados na terraplanagem com cimento e
água que são prensados, não necessitando passar pelo processo de queima,
evitando assim que sejam lançados resíduos tóxicos no meio ambiente, além disto, o
tijolo ecológico é auto travado, devido ao seu molde, dispensando o uso de
argamassa e necessitando apenas de uma cola para fixação. Dentre suas
características o tijolo tem uma aparência lisa permitindo que seja dispensado o uso
de reboco, reduzindo o tempo de execução da obra e o custo; possui uma maior
resistência à compressão; maior durabilidade e uma melhor qualidade quando
comparado ao tijolo tradicional (OLIVEIRA, 2015b).

3.1.6 Material de apoio


31

Alguns resíduos podem ser utilizados como material de apoio na própria obra
é o caso da madeira “crua”, ou seja, aquela madeira que não recebeu nenhuma
pintura, podendo ser aplicada na produção de pallets, chapa de madeira aglomerada
e formas para estrutura, podendo este material ser utilizado de três a quatro vezes
sem que haja comprometimento na sua utilização e quando não oferecer mais
estabilidade para ser usada, essa madeira pode ser encaminhada as olarias e
utilizada como combustível em caldeiras e fornos que produzem, por exemplo, o
material cerâmico (NOVAES; MOURÃO, 2008; OLIVEIRA, 2015a).
As possibilidades no uso dos resíduos da construção podem variar de
acordo com sua composição e característica, como visto. Os materiais cerâmicos
podem ser empregados como agregados onde sua aplicação dependerá de sua
específica composição; os materiais de concretos estruturais e rochas naturais
podem ser empregados como agregados na produção de concretos naturais; os
materiais de argamassas, revestimentos e cerâmica vermelha apresentam como
características serem mais porosos, menos resistentes e por isso mais vulnerável a
absorção de água, poderão ser utilizados como agregados na produção de concreto
de menor resistência ou na produção de argamassas (SANTOS, 2017).
A gestão ambiental dos resíduos da construção civil deve ser vista como
uma ferramenta que contribui na melhoria contínua dos processos produtivos,
podendo ser praticada em qualquer etapa e em qualquer ambiente da construção,
visando reduzir os resíduos gerados (NOVAES; MOURÃO, 2008).
As técnicas de reciclagem e reutilização dos resíduos da construção apesar
de serem simples em sua maioria apresentam vantagens que contribuem
diretamente com os meios ambientais, sociais e econômicas, como a contribuição na
redução da poluição do ar, do solo e da água; prolonga a vida útil dos aterros; reduz
a utilização de matérias de fontes naturais; melhora a qualidade de vida da
população; reduz os custos com materiais de construção; preserva o meio ambiente;
etc. (LOPES, 2007).
É visível o quanto é viável e significativo uma adequada gestão dos resíduos
de construção civil, para isto é necessário que esse processo tenha início desde a
elaboração do projeto, passando a projetar pensando na desconstrução, planejando
a utilização de materiais que possam ser reutilizados e reaproveitados no futuro
(PAULO; COELHO, 2017).
32

Administrar corretamente uma construção é de extrema importância para


que o projeto de reaproveitamento e reciclagem dos resíduos gerados em uma obra
seja feito de modo a reaproveita-los durante a construção. Assim, de modo geral a
melhor maneira para uma construção sustentável é a gestão consciente no uso, no
descarte ou no reaproveitamento dos materiais de construção civil.
33

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Concluiu-se que a importância da gestão ambiental dos resíduos sólidos


gerados nos canteiros de obras se dá principalmente pela minimização dos impactos
causados ao meio ambiente devido à redução dos resíduos que são descartados na
natureza. Feito este que se alcança através de práticas mais sustentáveis, aplicação
de tecnologias menos agressivas a natureza e a manipulação correta dos materiais
de construção.
São diversos os resíduos encontrados na construção civil e sua divisão é feita
em classes de acordo com as características e propriedades do material. Dentre
estes resíduos, os mais presentes em qualquer tipo de obra são a terraplanagem, os
elementos de cerâmica como pedaços de telhas e tijolos e os resíduos provenientes
do concreto que são pertencentes à classe A; são encontrados também resíduos de
embalagens de papel e vidro, pedaços de madeiras, gessos e metais que são
pertencentes à classe B; e ainda são encontrados os resíduos pertencentes a classe
D que são materiais contaminados e perigosos, que podem afetar a natureza e a
saúde humana, tais como as tintas, óleos e solventes.
Em qualquer setor, os impactos causados ao meio ambiente frente aos
resíduos se apresentam desde pequenos impactos a grandes catástrofes que levam
a degradação ambiental. E na construção civil a natureza tem sido afetada pela
poluição ambiental que atinge o solo, a água e a atmosfera, podendo levar a
degradação. Isso ocorre devido principalmente às poeiras geradas na manipulação
dos materiais de construção e à destinação incorreta dos resíduos no solo e/ou na
água que devido ao seu acúmulo sem nenhum encaminhamento adequado
influencia também na proliferação de animais e doenças.
Assim, constata-se que para minimizar tais impactos ambientais e reduzir a
geração destes resíduos devem-se aplicar algumas ações ambientalmente mais
corretas, das quais as mais indicadas devido ao baixo ou nenhum índice de impacto
são a redução dos resíduos através da reutilização e do processo de reciclagem dos
materiais, seja para uso na própria obra ou em outro setor. Algumas aplicações dos
resíduos podem ser feita no aterramento de terrenos, na aplicação de base para
pavimentação, pode-se utilizar como agregado na mistura de concreto ou
argamassa, como elemento para alvenaria ou até mesmo elemento de apoio à
34

construção. Ao aplicar estas ações os resíduos são reduzidos e consequentemente


os impactos ambientais são minimizados.
Para um futuro trabalho, sugere-se a implementação destas ações em um
canteiro de obras e o seu monitoramento durante a etapa de construção com o
objetivo de analisar na prática os impactos positivos ao meio ambiente e assim
sugerir um sistemas de gestão ambiental eficaz que minimize os impactos
ambientais decorrentes das atividades construtivas.
35

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