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ANÁLISE BAROPODOMÉTRICA ELETRÔNICA ESTÁTICA DE PACIENTE

COM METATARSALGIA

Maria Thereza Burko Rocha1, Sarah Carolina Diogo de Morais1

1. Acadêmicas do curso de Medicina da Universidade Positivo

RESUMO

A metatarsalgia é a dor na região dos metatarsos e articulações metatarsofalangeanas


que pode ser primária, secundária ou iatrogênica. As disfunções do pé e postura na
metatarsalgia podem ser avaliadas pela baropodometria que é uma técnica
posturográfica que permite classificação do tipo de pé e avaliação dos pontos de
pressão estática e dinâmica. No presente trabalho foram feitas revisão da literatura e
análise comparativa de pacientes com metatarsalgia. Para tal objetivo, utilizou-se o
software Footwork. Os parâmetros envolvidos na análise foram IMC, pressão máxima
e média em cada pé e distribuição da pressão em região anterior e posterior. Os
pacientes analisados foram comparados entre si e com registros da literatura. Como
esperado na análise dos resultados observados, houve mudança do padrão universal
de distribuição pressórica do pé, aumentando a porcentagem de pressão no antepé
em relação a pacientes hígidos. Além disso, foi observado que pacientes com maior
IMC possuem maior pressão máxima em ambos os pés. Conclui-se até o presente
momento que os dados seguem o padrão esperado.

Palavras-chave: Metarsalgia, baropodometria, estática, baropodometro.


INTRODUÇÃO

Metatarsalgia é a dor na região dos metatarsos e das articulações


metatarsofalangeanas. Ela pode ser primária, secundária ou iatrogênica. Fatores
como anatomia da região, deposição excessiva de força durante a marcha, tipos de
exercício físico, calçados e doenças podem desencadear esse tipo de dor1,2. Entre as
causas primárias, são exemplos deformidades congênitas da parte distal dos
metatarsos, rigidez do gastrocnêmio e tríceps sural e arco plantar excessivamente
alto.

As causas secundárias incluem sinovite crônica e doenças reumáticas, como artrite


reumatóide, psoríase e gota. Por fim, a metatarsalgia iatrogênica pode ser causada
por algumas cirurgias do antepé1. O diagnóstico é feito com base em exames de
imagem, como ultrassonografia e ressonância magnética, além de exames de pressão
plantar, como a baropodometria eletrônica dinâmica e estática1,2.

A baropodometria eletrônica é uma técnica posturográfica que permite classificar o


tipo de pé e avaliar os pontos de pressão plantar exercidos em repouso ou
movimento3. Esse exame não é invasivo e não oferece nenhum risco aos pacientes
sendo exame complementar no diagnóstico das metatarsalgias.

Delimita-se a carga plantar aceitável no antepé valores entre 46% e 34%, já no


retropé foi considerada normal com valores entre 54% a 66%. 6 Entre o pé direito e o
pé esquerdo a distribuição da carga plantar foi considerada normal entre 45% e
55%.6 Na baropodometria estática o pico de pressão plantar de 1,75kgf/cm2 no exame
foi considerado o normal.2

O tipo de pé foi classificado utilizando a definição do pé segundo Valenti (1979) apud


Barroco et a l. (2003), o qual utiliza os critérios a seguir: pé cavo, quando a largura
da impressão do mediopé é menor que 1/3 da medida do antepé; pé normal, quando
a largura da impressão do mediopé corresponde a 1/3 da largura do antepé; e pé
plano quando a largura da impressão do mediopé tem a largura maior que 1/3 do
antepé.
É possível avaliar as disfunções do pé e postura de forma precisa e saber suas
influências4. Devido à escassez de literatura acerca da correlação entre metatarsalgia
e os achados baropodométricos estáticos e os possíveis avanços no diagnóstico e
tratamento, tem-se a justificativa da realização deste trabalho.

OBJETIVOS

1. Realizar análise de dados de baropodometria eletrônica estática provenientes de


pacientes com metatarsalgia.

2. Revisar extensamente a literatura que abrange a metatarsalgia, bem como suas


causas, diagnóstico, tratamento e características.

3. Analisar de forma comparativa o resultado da baropodometria eletrônica estática


dos pacientes da amostra.

METODOLOGIA

Para o estudo, serão inclusos pacientes com metatarsalgia, maiores de 18


anos, que realizaram baropodometria eletrônica estática por razões diagnósticas em
consultório particular de Curitiba – PR. Trata-se de um estudo analítico retrospectivo,
os dados coletados são: genêro, altura (m), peso (kg), IMC, número do calçado,
lateralidade do pé com metatarsalgia e diagnóstico de ambos os pés. As variáveis
baropodométricas no exame estático analisadas serão: percentual da carga plantar
do antepé e retropé na pisada com ambos os pés e percentual da carga plantar do pé
direito e do pé esquerdo (pressão média e pressão média no pé direito e esquerdo
(KPa)); valor do pico de pressão da região plantar em kgf/cm2.

Todos os dados serão dispostos em planilhas no programa Excel. As variáveis


contínuas foram expressas como média ± desvio padrão e comparadas através dos
testes não paramétricos Wilcoxon ou Mann-Whitney (dependendo se são análises
pareadas ou não, respectivamente). As análises de correlação executadas foram as
paramétricas de Pearson (ZAR, 2009). As variáveis categóricas forma expressas em
porcentagens. As análises estatísticas foram efetuadas com o pacote estatístico
GRAPHPAD PRISM, sendo considerado um nível de significância de 5% (α = 0,05).
RESULTADOS E DISCUSSÃO:

Foram analisados 39 pacientes, dos quais 58,9% são do sexo feminino e


41,02% são do sexo masculino. 61,53% do total de pacientes apresenta IMC acima
do normal, ou seja, ≥ 25 kg/m2.

Por exemplo, observa-se o valor de correlação de 0,39 (IMC X Pmax D): aqui
podemos dizer que é diretamente proporcional (isto é, conforme uma aumenta a outra
também aumenta) e é moderadamente fraca, isto é o efeito do IMC sobre o Pmax D
não é muito relevante. Observe que a melhor correlação é 0,49. Para o tamanho do
calção as correções são muito fracas, mostrando que seus dados não indicam
qualquer associação entre as variáveis

Correlação IMC X R p

Pmax D 0,39 0,015*

Pmax E 0,49 0,001*

* p < 0,05

Correlação Calçado
R p
X

Pmax D 0,12 0,481

Pmax E 0,09 0,599

% de metatar D, % de metatar E e % de met Bi, Em relação à lateralidade não foram


observadas diferenças significativas nem entre o Pmax IPSI e Contralateral (em
nenhum dos pés) e nem entre pés diferentes. Aqui foi comparado:

- se nos sujeitos com lateralidade no pé direito tem diferença entre o IPS e o


contralateral (p=0,688);
- se nos sujeitos com lateralidade no pé esquerdo tem diferença entre o IPS e o
contralateral (p=0,625);

- se os valores de IPSI são diferentes entre sujeitos com lateralidade direita e


esquerada (p=0,876)

- se os valores de Contralateral são diferentes entre sujeitos com lateralidade direita


e esquerda (p=0,202)

Lateralidade IPSI Contralateral p

1,85 ±
Direito (n=7) 0,35 1,75 ± 0,32 0,688

Esquerdo 1,85 ±
(n=5) 0,36 2,02 ± 0,37 0,625

p 0,876 0,202 -

A maioria dos sujeitos de pesquisa possuíam lateralidade bilateral, com 44%


possuindo valores de Pmax maior no pé direito do que no esquerdo e 56% Pmax maior
no pé esquerdo.

Lateralidade Direito Esquerdo

Bilateral (n=27) 44% 56%

CONCLUSÃO

Pode-se concluir até o momento que como esperado os pacientes com metarsalgia
tendem a sobrecarregar o membro de apoio contralateral a doença, e que os dados
obtidos seguem o padrão esperado.
REFERÊNCIAS

1. BESSE J. L. Metatarsalgia. Orthop Traumatol Surg Res (2017),


http://dx.doi.org/10.1016/j.otsr.2016.06.020 Acesso em: 10/04/2017.

2. DUCKWORTH, T.; BOULTON, A.J.; BETTS, R.P.; FRANKS, C.I.; WARD, J.D.
Plantar pressure measurements and the prevention of ulceration in the diabetic foot. J
Bone Joint Surg (Br), v.67, p.79-85, 1985.
http://www.bjj.boneandjoint.org.uk/content/66-B/2/213.short

3. GUIMARÃES, M. C. et al. Metatarsalgias: Diagnóstico Diferencial por meio da


Ressonância Magnética. Radiol. Bras. 2006. Disponível em:
www.scielo.br/pdf/rb/v39n4/31266.pdf. Acesso em: 06/04/2017.

4. NETO, A. B. Baropodometria, essencial para o diagnóstico. O Coffito. dez.


2002,p.16-19. Acesso em: 08/04/2017.

5. TRIBASTONE, F. Tratado de Exercícios Corretivos - aplicados à reeducação


motora postural. São Paulo: Manole, 2001. 411p.

6. VALENTE, M. Análise baropodométrica do comportamento dos picos e distribuições


das pressões plantares do retropé, médiopé e antepé, bem como da estabilometria
(oscilação postural) antes, durante e após a aplicação do protocolo de base do método
́ rio neuromuscular (ENM). 2006. 73 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia
de equilib
Biomédica). Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento da Universidade do Vale do
́ a, São José dos Campos, 2006. Acesso em: 11/04/2017.
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