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MANUAL DO USUÁRIO

Índice FT600

1. Índice 12.4 Sensor de posição da borboleta (TPS)........................... 39


12.5 Sensor de rotação e posição............................................. 40
2. Apresentação.................................................................................... 5 12.6 Sensor de fase do comando............................................. 43
12.7 Sonda lambda...................................................................... 44
3. Termo de garantia............................................................................ 6 12.8 Motor de passo – marcha lenta........................................ 44

4. Características................................................................................... 7 13. Saídas auxiliares............................................................................ 45


4.1 Conexões chicote elétrico A................................................... 9 13.1 Eletroventilador 1 e 2......................................................... 45
4.2 Conexões chicote elétrico B................................................ 11 13.2 Válvula de marcha lenta..................................................... 45
4.3 Tabela de saídas da FT600................................................. 12 13.3 Ar condicionado................................................................... 45
4.4 Conector CAN para GearController..................................... 13 13.4 Shift alert.............................................................................. 45
4.5 Saídas configuráveis.............................................................. 13 13.5 Bomba de combustível....................................................... 46
4.6 MAP integrado........................................................................ 13 13.6 Comando de válvulas variável/câmbio Powerglide....... 46
4.7 Conexão USB.......................................................................... 13 13.7 Controle de nitro progressivo............................................ 46
4.8 Rede CAN FuelTech............................................................... 13 13.8 Saída auxiliar por PWM...................................................... 46
13.9 Controle pressão do turbo através do BoostController...47
5. Primeiros passos com a FT600 – antes da instalação........... 14
14. Controle de borboleta eletrônica................................................ 48
6. Conhecendo o módulo................................................................. 14 14.1 Tabela de ligação – pedais e corpos de borboleta....... 48
6.1 Painel de instrumentos.......................................................... 14
6.2 Navegação pela tela LCD e pelo software......................... 15 15. Sensores e calibração ................................................................. 49
6.3 Atalhos do software FTManager.......................................... 16 15.1 Calibração do TPS............................................................... 49
6.4 Painel de instrumentos.......................................................... 17 15.2 Calibração do pedal/borboleta eletrônicos ................... 49
6.5 Painel de diagnósticos.......................................................... 17 15.3 Entrada de pressão de óleo/combustível........................ 50
6.6 Testes das funções por tempo............................................ 18 15.4 Entrada de temperatura do ar e do motor...................... 50
15.5 Leitura de sonda lambda................................................... 51
7. Gerando um mapa padrão – configurações do motor............ 19 15.6 Entradas de Velocidade...................................................... 52
7.1 Características do motor....................................................... 19 15.7 Rotação do cardan e do câmbio....................................... 53
7.2 Sinal de RPM........................................................................... 21 15.8 Rotação do cardan.............................................................. 53
7.3 Ignição...................................................................................... 23 15.9 Rotação do câmbio............................................................. 53
7.4 Injeção...................................................................................... 24 15.10 Detecção de marcha........................................................ 53
7.5 Pedal/Borboleta...................................................................... 25 15.11 Pressão da garrafa de nitro............................................ 54
7.6 Atuadores de marcha-lenta.................................................. 27 15.12 Posição da embreagem................................................... 55
7.7 Criação do Mapa padrão FuelTech..................................... 28 15.13 Pressão da embreagem................................................... 55
7.8 Deadtime dos injetores......................................................... 28 15.14 Altura................................................................................... 55
7.9 Dwell de ignição..................................................................... 28 15.15 Inclinação............................................................................ 55
7.10 Energia de ignição............................................................... 29 15.16 Comunicação CAN............................................................ 55
7.11 Opções do Mapa................................................................. 29 15.17 EGT...................................................................................... 55
7.12 Opções avançadas do ajuste............................................ 29 15.18 Pressão da Wastegate..................................................... 56
15.19 Calibração acelerômetro.................................................. 56
8. Instalação elétrica.......................................................................... 30 15.20 Pressão de freio................................................................ 56

9. Ligação da FT600 com chicote da FT500............................... 31 16. Ligando o motor pela primeira vez............................................ 57
9.1 Calibração da ignição............................................................ 31 16.1 Primeira partida................................................................... 57
16.2 Calibração da ignição......................................................... 57
10. Bicos Injetores................................................................................ 33
17. Ajuste dos mapas de injeção...................................................... 58
11. Ignição............................................................................................. 33 17.1 Mapa principal de injeção.................................................. 58
17.2 Ajuste rápido do mapa principal....................................... 58
12. Sensores e atuadores................................................................... 39 17.3 Compensação por rotação................................................. 58
12.1 Sensor de temperatura do ar da admissão.................... 39 17.4 Malha fechada...................................................................... 59
12.2 Sensor de temperatura do motor..................................... 39 17.5 Mapa de marcha-lenta por TPS........................................ 60
12.3 Sensor de pressão– PS-10B............................................. 39 17.6 Injeção rápida e de decaimento....................................... 60

3
FT600 Índice

17.7 Compensação por temperatura do motor....................... 61 20.3 2-step (corte de arrancada)............................................. 84


17.8 Compensação por temperatura do ar da admissão...... 61 20.4 Controle line lock de freio.................................................. 86
17.9 Compensação por tensão da bateria............................... 61 20.5 Mapa de ignição para corte de arrancada..................... 86
17.10 Compensação por MAP / TPS........................................ 61 20.6 Saída para troca de marcha............................................... 86
17.11 Primeiro pulso de partida................................................ 62 20.7 Compensações por tempo................................................. 87
17.12 Partida do motor............................................................... 62 20.8 Pro-Nitro................................................................................ 90
17.13 Mapa de enriquecimento após partida......................... 62 20.9 Saída ativada por tempo.................................................... 92
17.14 Ajuste individual por cilindro.......................................... 62 20.10 Controle de wheelie......................................................... 93
17.15 Compensação por rotor................................................... 63 20.11 Davis technologies........................................................... 94
17.16 Compensação por marcha.............................................. 63 20.12 Controle de alinhamento................................................. 94
17.17 Compensação na troca de marcha................................ 63
17.18 Mapa de ângulo de fase de injeção.............................. 63 21. Configuração de alertas............................................................... 95
21.1 Limitador de RPM do modo de segurança..................... 95
18. Ajustes dos mapas de ignição.................................................... 64 21.2 Alertas................................................................................... 95
18.1 Mapa principal de ignição.................................................. 64
18.2 Ajuste rápido de ignição.................................................... 64 22. Favoritos.......................................................................................... 97
18.3 Compensação por vácuo/pressão ou TPS...................... 64
18.4 Compensação por temperatura do motor....................... 65 23. Configuração da interface............................................................ 97
18.5 Compensação por temperatura do ar da admissão...... 65 23.1 Seleção do modo dia ou noite.......................................... 97
18.6 Defasagem entre velas trailing e leading........................ 65 23.2 Ajustes da iluminação......................................................... 97
18.7 Ajuste individual por cilindro............................................. 65 23.3 Configuração de LEDs........................................................ 97
18.8 Ajuste individual por rotor.................................................. 65 23.4 Ajuste do som...................................................................... 98
18.9 Limites de ponto.................................................................. 65 23.5 Configuração do painel de instrumentos........................ 98
18.10 Partida................................................................................. 66 23.6 Seleção da tela inicial......................................................... 99
18.11 Compensação por marcha.............................................. 66 23.7 Senhas de proteção............................................................ 99
18.12 Compensação na troca de marcha................................ 66 23.8 Zerar picos.........................................................................100
18.13 Compensação na troca de marcha................................ 66 23.9 Unidades de medida.........................................................100
23.10 Modo demonstração......................................................100
19. Outras funções............................................................................... 67 23.11 Calibração do display.....................................................100
19.1 Datalogger interno.............................................................. 67 23.12 Número serial e versão de software...........................100
19.2 Acelerômetro e Giroscópio................................................ 68
19.3 Controle de lenta................................................................. 69 24. Gerenciador de ajustes – posições de memória e funções...101
19.4 Corte na desaceleração..................................................... 71 24.1 Editar nome do ajuste.......................................................101
19.5 Limitador de rotação........................................................... 71 24.2 Copiar mapa padrão FuelTech........................................101
19.6 Shift light............................................................................... 71 24.3 Copiar para outro ajuste...................................................101
19.7 Eletroventilador 1 e 2......................................................... 72 24.4 Zerar ajuste........................................................................101
19.8 Ar condicionado................................................................... 72
19.9 Bomba de combustível....................................................... 72 25. Diagrama elétrico........................................................................102
19.10 Auxílio partida a frio......................................................... 73
19.11 Comando variável............................................................. 73
19.12 Controle de nitro progressivo......................................... 73
19.13 Saída auxiliar por PWM.................................................... 75
19.14 Saída ativada por MAP..................................................... 75
19.15 Saída para conta-giros..................................................... 76
19.16 BoostController.................................................................. 76
19.17 Corte na troca de marcha (GearController)................. 80
19.18 Botão de partida............................................................... 82
19.19 Saída ativada por RPM..................................................... 82

20. Funções de arrancada.................................................................. 83
20.1 Modo burnout...................................................................... 83
20.2 3-step (boost spool).......................................................... 83

4
Apresentação FT600

2. Apresentação
Parabéns! Agora você faz parte do mundo de alta performance da
FuelTech! Saiba que este equipamento é exatamente o mesmo utilizado
em diversos carros vencedores espalhados pelo mundo. De carros de
arrancada nacionais a carros da NHRA, de campeonato de marcas aos
exóticos 12 cilindros, representam o máximo de tecnologia, facilidade
de uso e performance extraída. Nós da FuelTech desejamos que tenha
muitas vitórias e que se divirta em seu caminho, pois vencer está no
nosso DNA!

A FuelTech FT600 é a ECU com Dashboard integrado mais completa do


Mercado. Possui gabinete de alumínio exclusivo, com barra de 10 LEDs
configuráveis para uso em RPM e mais 4 LEDs laterais para uso como
alertas, além do NOVO Painel de Instrumentos através do display (TFT)
sensível ao toque e com tecnologia antirreflexo para visualização no
sol, permitindo inclusive a edição dos mapas diretamente no módulo.

A FT600 é capaz de gerenciar injeção e ignição sequencial em


motores de 1 a 12 cilindros (ou até 4 rotores). Com opção de
mapas simplificados para facilitar os ajustes iniciais ou mapas 3D
para aplicações extremamente detalhistas. Possui ajustes individuais
de injeção e ignição por cilindro e funções exclusivas para facilitar a
partida do veículo. Com um avançado e eficiente controle de injeção em
malha fechada, a FT600 traduz toda a segurança necessária ao motor.

Construída sobre a plataforma Power FT da já consagrada FT500,


a FT600 possui novidades como os novos conectores automotivos
SUPERSEAL somando 68 pinos, acelerômetro interno, 2 portas CAN
e a função GearController integrada.

A FT600 conta ainda com um pacote de funções para arrancada


consagradas no Brasil e no mundo como os controles por tempo,
a função BoostController, PRO-NITRO e um log avançado e de fácil
utilização para auxiliar a análise de todos os detalhes do veículo. O
produto acompanha o software FTManager e interface de edição
intuitiva e de fácil usabilidade.

5
FT600 Termo de garantia

3. Termo de garantia AVISO


- É recomendado salvar os mapas em seu
A utilização deste equipamento implica na total concordância com computador, como backup de segurança.
os termos descritos neste manual e exime o fabricante de qualquer Caso seu módulo tenha problemas, esta será
responsabilidade sobre a utilização incorreta do produto. a garantia de manter seu acerto. Em alguns
Leia todo o manual do produto antes de começar a instalação. casos, quando enviado para a fábrica, seu
módulo pode ter a memória formatada,
NOTA: necessitando seu último backup para voltar
Este produto deve ser instalado e regulado apenas ao correto funcionamento.
por oficinas especializadas ou pessoas capacitadas e
que tenham experiência com regulagem e preparação - Cheque periodicamente nosso website (www.
de motores. fueltech.com.br) e certifique-se de que sua
ECU e seu Software FTManager estão na
Antes de começar qualquer instalação elétrica desconecte a bateria. última versão disponível para download.
A desobediência a qualquer um dos avisos e precauções descritos
neste manual pode causar danos ao motor e perda da garantia deste - Na FT600 NÃO é possível a troca do idioma.
produto. Acerto incorreto do produto pode causar danos ao motor.
Este equipamento não possui certificação para utilização em aeronaves Garantia limitada
ou assemelhados, portanto não é previsto para este fim.
A garantia deste produto é de 3 anos a partir da data da compra e
Em alguns países que realizam inspeção veicular anual não é permitida
cobre apenas defeitos de fabricação, mediante a apresentação da
qualquer modificação no sistema de injeção original. Informe-se antes
nota fiscal. Este módulo possui um número serial que está vinculado
da instalação.
à nota fiscal e à garantia. Em caso de troca do produto, entre em
contato com a FuelTech.
Avisos importantes para a correta instalação:
• Sempre corte as sobras de fio – NUNCA enrole o pedaço Defeitos e danos causados pela incorreta utilização ou instalação do
sobrando. produto não são cobertos por garantia.
Esta análise é feita pelo setor de manutenção da FuelTech.
• O fio preto do chicote deve ser ligado diretamente ao negativo
da bateria.
A violação do lacre implica na perda da garantia do produto.
• Os terras de sensores é recomendado ligá-los no fio verde com
preto da FT600 ou no negativo da bateria. Manual versão 1.6 – Janeiro/2018
Versão base da ECU – 3.3
• Para os três fios preto/branco é recomendado ligá-los diretamente Versão FTManager – 3.3
ao bloco ou cabeçote do motor. Isso evita muitos problemas com
interferência.

6
Características FT600

4. Características • Ou Mapa simplificado 2D de até 1x32 pontos por MAP ou TPS


e correção por RPM de até 1x32 pontos(tamanhos e índices
Especificações dos mapas totalmente configuráveis);
• Resolução do tempo de injeção 0,001ms;
• Controle de motores ciclo Otto de 1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 10 e 12
cilindros; • Ajuste de injeção rápido e de decaimento;
• Controle de motores Wankel (rotativos)de 2, 3 e 4 rotores; • Ajuste individuais de injeção por cilindro por MAP ou RPM;
• Controle de injeção em modo sequencial, semissequencial e • Compensação de injeção por:
multiponto; • Temperatura do motor;
• Controle de ignição por roda fônica ou distribuidor; • Temperatura do ar;
• Controle de ignição em modo sequencial ou centelha perdida; • Tensão da bateria (individual por bancada);
• Controle de borboleta eletrônica (Drive-By-Wire); • TPS;
• Controle de marcha-lenta por ponto de ignição e atuadores • Mapa de partida do motor por temperatura do motor;
(borboleta eletrônica, motor de passo, ou válvula PWM); • Primeiro pulso de partida;
• Malha fechada de injeção por sensor de oxigênio (sonda lambda); • Enriquecimento de combustível após partida;
• Mapas programáveis em tempo real diretamente na tela ou • Compensação de combustível por marcha;
através do software FTManager; • Compensação de combustível na troca de marcha;
• Mapa de ângulo de fase de injeção;
Entradas • Compensação de deadtime de injetores por tensão da bateria;

• Entrada diferencial para sinal de rotação;


• Entrada diferencial para sinal de fase; Controles de ignição
• 20 canais de entrada totalmente configuráveis - digitais e • Ignição sequencial com bobina individual para até 12 saídas/
analógicos (sensores de temperatura, pressão, velocidade, cilindros;
posição, TPS, MAP externo, botões, chaves, etc.); • Ignição centelha perdida com bobina individual para até 8 saídas/
• 2 entradas de alta sensibilidade preferencialmente usadas cilindros;
para sensor de força de alavanca (strain gage); • Ignição centelha perdida com bobina dupla para até 6 saídas/12
• Escala de leitura dos sensores editável; cilindros;
• Sensor de aceleração e giroscópio integrado; • Mapa principal por MAP ou TPS por RPM;
• Sensor MAP interno de 7 bar absoluto (1 bar relativo ao vácuo • Mapa principal 3D avançado de até 32x32 pontos (tamanho e
e 6 bar de pressão positiva); índices dos mapas totalmente configuráveis);
• 1 porta USB para comunicação com o computador e software • Mapa simplificado 2D de até 1x32 pontos por MAP ou TPS e
FuelTech; correção por RPM de até 1x32 pontos (tamanho e índices dos
• 2 portas CAN FuelTech FTCAN 2.0 ou FTCAN 1.0 (comunicação mapas totalmente configuráveis);
com FuelTech WB-O2 Nano, FuelTech EGT-8 CAN, Racepak IQ3, • Resolução do ângulo de ignição 0,01º;
Rede VNET, AiM,...); • Ajuste de ignição individuais por cilindro;
• Compensação de ponto por temperatura do ar;
Saídas • Compensação de ponto por temperatura do motor;
• 32 canais de saída configuráveis: • Compensação de ponto de ignição por marcha;
• 16 saídas coletor aberto: Normalmente utilizadas para • Compensação de ponto de ignição na troca de marcha;
injetores de alta impedância (até 4 injetores por saída) - é
possível utilizar até 32 saídas para injetores utilizando módulo Painel de instrumentos / Computador de bordo
externo FuelTech Peak and Hold;
• Tela com painel de instrumentos com gauges de diferentes
• 8 saídas coletor aberto com fonte de corrente em 5V: tamanhos e estilos que podem ser utilizados com qualquer sensor
Normalmente utilizadas para ignição; presente no equipamento;
• 8 saídas PUSH-PULL ou HALF BRIDGE: Normalmente • Barra superior com 10 LEDs RGB para exibição de RPM com
utilizadas para acionamento de motor de passo, borboleta cores e valores configuráveis;
eletrônica e cargas ativadas por 12V;
• 4 LEDs RGB laterais que podem ser acionados combinados de
até 3 condições;
Controles de injeção • Painel de diagnóstico com informações em tempo real de todas
• Injeção sequencial para até 24 saídas; entradas, saídas, CAN, eventos de estado;
• Malha fechada de injeção por sensor de oxigênio (sonda lambda);
• 2 bancadas de injeção (Bancada A e B);
• Mapa principal por MAP ou TPS por RPM;
• Mapa principal 3D avançado de até 32x32 pontos (tamanho e
índices dos mapas totalmente configuráveis);

7
FT600 Características

Datalogger interno • Alertas com opções individuais de aviso, limitação de RPM ou


corte do motor por:
• Gravação de múltiplas sessões (arquivos) de log e até 256
canais; • Pressão excedida, rotação excedida, temperatura do motor,
injetores saturados, pressão de óleo, pressão de combustível,
• Modo simples com taxa e amostragem geral de 25, 50, 100 ou
pressão diferencial de combustível, alta temperatura no escape
200Hz;
(EGT) e baixa temperatura no escape (EGT);
• Modo avançado permite configuração individual da taxa de
amostragem por canal de 1, 5, 25, 50, 100 ou 200Hz;
• Acionamento automático por RPM, botão na tela ou botão externo; Características gerais
• Capacidade de armazenamento de 2h50min (24 canais a 25Hz); • Ajuste da intensidade da iluminação do display;
• Software FTManager Datalogger para visualização e comparação • Ajuste da intensidade de iluminação dos LEDs;
de logs; • Modo dia e noite por seleção ou automático por entrada;
• Ajuste de intensidade do volume da interface e dos avisos
Funções de arrancada sonoros;
• Memória para armazenar 5 ajustes;
• Modo burnout, 2-step, 3-step;
• Senha de proteção do usuário e do preparador;
• Mapa de ignição para corte de arrancada;
• Comunicação com PC via cabo mini USB;
• Acionamento de 2-step por velocidade ou pressão/posição da
embreagem; • Temperatura de trabalho: -20 ºC a 70 ºC;
• Controle de rotação por tempo através de atraso ou corte de • Tensão máxima de alimentação: 20V;
ignição;
• Controle de velocidade por tempo através de atraso ou corte de Dimensões
ignição; • Módulo: 149mm x 93,9mm x 61,6mm;
• Atraso ou avanço de ponto por tempo; • Embalagem: 310mm x 225,1mm x 84,8mm
• Enriquecimento de combustível por tempo;
• Função PRO-Nitro para até 6 estágios com controle de
Peso
acionamento, enriquecimento de combustível e mapas de pontos
de ignição; • Módulo: 588 g;
• Saída para troca de marcha; • Embalagem com chicote 3M: 3324 g
• Saída ativada por tempo; • Embalagem sem chicote: 1742 g
• Controle de alinhamento;
• Controle de Wheelie; Conteúdo da embalagem
• 1 Módulo FT600 SFI;
Outras funções • 1 Chicote elétrico para instalação 3M (opcional na compra);
• GearController integrado: corte de ignição para troca de marcha • 1 Manual de instalação e operação FT600;
usando sensor de força na alavanca; • 1 Kit de fixação (4 coxins, 4 arruelas e 4 porcas), padrão de
• BoostController integrado: controle de pressão na válvula rosca 1/4” 20 fios por polegada;
wastegate; • 1 Capa de proteção para módulo FT600 SFI;
• Controle de lenta por ponto e por atuador; • 1 Emblema exclusivos FuelTech FT600;
• Corte de combustível na desaceleração (cut-Off); • 1 Pendrive (contendo softwares FTManager e manuais);
• Acionamento de ate dois eletroventiladores por temperatura do • 1 Cabo mini USB;
motor ou ar-condicionado; • 1 kit brindes (chaveiro, cartela de adesivos);
• Controle de acionamento de ar-condicionado;
• Controle temporizado da bomba elétrica de combustível;
• Acionamento de comando de válvulas variável (VTEC);
• Controle de nitro progressivo com enriquecimento de mistura e
retardo de ponto;
• Saída auxiliar por PWM;
• Saída ativada por MAP;
• Diferentes opções para detecção de marcha;

Proteções e alertas
• Limitador de rotação por corte de combustível e corte de ignição;
• Shift light na tela, sonoro e acionamento de shift light externo;

8
Características FT600

4.1 Conexões chicote elétrico A


Pino Cor do fio Função Observações
1 Azul 1 Saída de injeção nº1
2 Azul 2 Saída de injeção nº2
3 Azul 3 Saída de injeção nº3
4 Azul 4 Saída de injeção nº4
5 Azul 5 Saída de injeção nº5
6 Azul 6 Saída de injeção nº6
7 Azul 7 Saída de injeção nº7
8 Azul 8 Saída de injeção nº8 Saídas normalmente alocadas para controle de injetores.
9 Azul 9 Saída de injeção nº9 Caso necessário, podem ser configuradas como saídas auxiliares.
10 Azul10 Saída de injeção nº10
11 Azul 11 Saída de injeção nº11
12 Azul 12 Saída de injeção nº12
13 Azul 13 Saída de injeção nº13
14 Azul 14 Saída de injeção nº14
15 Azul 15 Saída de injeção nº15
16 Azul 16 Saída de injeção nº16
17 Preto/branco Entrada de terra de potência Terra (motor cabeçote/bloco ou Bateria).
18 Cinza 1 Saída cinza nº1
19 Cinza 2 Saída cinza nº2
20 Cinza 3 Saída cinza nº3 Saídas normalmente alocadas para o controle de ignição.
21 Cinza 4 Saída cinza nº4 Caso necessário, podem ser configuradas como saídas de injeção
22 Cinza 5 Saída cinza nº5 ou auxiliares.
23 Cinza 6 Saída cinza nº6 Por padrão, a saída Cinza nº8 é configurada como saída de Conta-giros.
24 Cinza 7 Saída cinza nº7
25 Cinza 8 Saída cinza nº8
26 Amarelo 1 Saída amarela nº1
27 Amarelo 2 Saída amarela nº2
28 Amarelo 3 Saída amarela nº3
Saídas para borboleta eletrônica e motor de passo. Podem ser utilizadas
29 Amarelo 4 Saída amarela nº4
como saídas de injeção, para conta-giros ou saídas auxiliares (eletro
30 Amarelo 5 Saída amarela nº5
ventilador, bomba de combustível, etc.)
31 Amarelo 6 Saída amarela nº6
32 Amarelo 7 Saída amarela nº7
33 Amarelo 8 Saída amarela nº8
34 Vermelho Entrada 12V pós-relé Ligado ao pino 87 do relé principal

9
FT600 Características

Diagrama conector A
Azul - Saída 5

Azul - Saída 13 Azul - Saída 14

Azul - Saída 4 Azul - Saída 6

Azul - Saída 12 Azul - Saída 15

Azul - Saída 3 Azul - Saída 7

Azul - Saída 11 Azul - Saída 16

Azul - Saída 2 Azul - Saída 8

Azul - Saída 1 Azul - Saída 9


1 2 3 4 5 6 7 8 9
Preto/branco -
Azul - Saída 10 Terra chassi
10 11 12 13 14 15 16 17

Cinza - Saída 1 Cinza - Saída 8


18 19 20 21 22 23 24 25
Vermelho - Positivo
Amarelo - Saída 1 Pós-chave
26 27 28 29 30 31 32 33 34

Amarelo - Saída 2 Amarelo - Saída 8

Cinza - Saída 2 Cinza - Saída 7

Amarelo - Saída 3 Amarelo - Saída 7

Cinza - Saída 3 Cinza - Saída 6

Amarelo - Saída 4 Amarelo - Saída 6

Cinza - Saída 4 Cinza - Saída 5

Amarelo - Saída 5

10
Características FT600

4.2 Conexões chicote elétrico B


Pino Cor do Fio Função Observações
Ligado ao sinal do sensor da roda fônica (indutivo ou hall) ou ao sinal do
Vermelho do cabo
1 Entrada sinal de rotação distribuidor hall. Para sensor indutivo, usar a malha do cabo ligada à malha
blindado Preto
do sensor. Para sensor hall, usar malha do cabo como negativo do sensor.
Ligado ao negativo do sensor de rotação indutivo. Quando instalado em
Branco do cabo Referência do sensor de
2 paralelo com a ECU original ligar em conjunto com o negativo original - Para
blindado Preto rotação indutivo
sensor hall, não utilizar (isolar)
Vermelho do cabo
3 Entrada sinal de fase Ligado ao sinal do sensor de fase (indutivo ou hall)
blindado Cinza
Branco do cabo Referência do sensor fase Ligado ao sinal do sensor de fase do comando (indutivo ou hall) - usar malha
4
blindado Cinza indutivo como negativo/malha do sensor
5 Branco 1 Entrada 1 Padrão: sinal da sonda lambda
6 Branco 2 Entrada 2 Padrão: Botão 2-step
7 Branco 3 Entrada 3 Padrão: Botão ar-condicionado
8 Branco 4 Entrada 4 Padrão: Pressão de óleo
9 Branco 5 Entrada 5 Padrão: Temperatura do motor
Ligado diretamente ao negativo da bateria, sem emendas. Não ligar ao
10 Preto Entrada negativo bateria
chassi, bloco ou cabeçote do veículo.
11 Amarelo/Azul CAN A (-) CAN A (-): Porta CAN A ligado a CAN (-) de outro equipamento
12 Branco/Vermelho CAN A (+) CAN A (+): Porta CAN A ligado a CAN (+) de outro equipamento
13 Branco 6 Entrada 6 Padrão: Pressão de combustível
14 Branco 7 Entrada 7 Padrão: Temperatura do ar
15 Branco 8 Entrada 8 Padrão: Sinal de pedal 2
16 Branco 9 Entrada 9 Padrão: Sinal de pedal 1
17 Branco 10 Entrada 10 Padrão: Entrada sinal borboleta 1B (borboleta eletrônica)
18 Preto/Branco Entradas de terra de
Terra (motor cabeçote/bloco ou bateria).
19 Preto/Branco potência
20 Branco/Vermelho CAN B (+) CAN B (+): Porta CAN B ligado a CAN (+) de outro equipamento
21 Branco 11 Entrada 11 Padrão: Sensor TPS
22 Branco 12 Entrada 12
23 Branco 13 Entrada 13
Entrada para sensores
24 Branco 14 Entrada 14
25 Branco 15 Entrada 15
26 Vermelho Entrada 12V pós-relé Ligado ao pino 87 do relé principal
27 Verde/Vermelho Saída 5V para sensores Alimentação para sensor TPS e outros sensores
28 Amarelo/Azul CAN B (-) CAN B (-): Porta CAN B ligado a CAN (-) de outro equipamento
29 Verde/Preto Terra para sensores Ligado ao pino de terra dos sensores
30 Branco 16 Entrada 16
31 Branco 17 Entrada 17 Entrada para sensores
32 Branco 18 Entrada18
33 Branco 19 Entrada 19 Entrada para GearController integrado - Fio Azul do sensor da alavanca
34 Branco 20 Entrada 20 Entrada para GearController integrado - Fio Laranja do sensor da alavanca

NOTAS: IMPORTANTE:
- As entradas brancas podem ser configuradas Se o controle for apenas de injeção: a entrada de
como qualquer sensor analógico ou digital. sinal de RPM não pode ser conectada a bobina
de ignição para captar sinal de RPM pois não é
- Quando configurado GearController integrado protegida contra a alta tensão da descarga de
os fios brancos do chicote do sensor da ignição. É necessário captar sinal de RPM de uma
alavanca devem ser ligados ao terra para saída de conta-giros, de um sensor de rotação
sensores fio Verde/Preto (Pino 29). ou utilizar algum conversor de sinal de ignição
para conta-giros externo.

11
FT600 Características

Diagrama conector B Branco - Entrada 1

Branco - Entrada 6 Branco - Entrada 7


NÃO UTILIZAR COMO TERRA
PARA SENSORES HALL Branco - Referência sensor de FASE Branco - Entrada 2

Cabo blindado Cinza Branco - Entrada 8

Vermelho - Entrada sinal de FASE Branco - Entrada 3

NÃO UTILIZAR COMO TERRA Branco - Entrada 9


PARA SENSORES HALL
Branco - Referencia. sensor
de rotação indutivo Branco - Entrada 4
Cabo blindado Preto
Vermelho - Entr. Sinal de
rotação indutivo Branco - Entrada 5
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Branco com vermelho - CAN_A_HIGH
Branco - Entrada 10
GND 10 11 12 13 14 15 16 17
Amarelo com azul - CAN_A_LOW
Branco - Entrada 15
Preto/branco -Terra chassi 18 19 20 21 22 23 24 25
Vermelho - Positivo
pós-chave Branco - Entrada 20
26 27 28 29 30 31 32 33 34
Verde com vermelho -
Alimentação. 5V sensores Branco - Entrada 19

Preto com branco - Terra chassi Branco - Entrada 14

Amarelo com Azul CAN_B_LOW Branco - Entrada 18

Branco com vermelho CAN_B_HIGH Branco - Entrada 13

Verde com preto - Terra para sensores Branco - Entrada 17

Branco - Entrada 11 Branco - Entrada 12

Branco - Entrada 16

4.3 Tabela de saídas da FT600


Corrente máx. para Corrente máxima
Cor do acionamento por para acionamento Aplicação
Tipo de saída Observações
fio negativo (0V) para por positivo para preferencial
cada saída cada saída
Bicos injetores,
Não aciona por
Azul Coletor aberto 5A* relés, válvulas Acionar cargas sempre por negativo
positivo
solenoides
Acionamento de
Coletor aberto
ignições indutiva,
Cinza com fonte de 1A* 30mA em 5V Acionar cargas sempre por negativo
bicos, relés,
corrente em 5V
válvulas solenoides
Quando utilizadas para acionar relés,
Borboleta válvulas ou qualquer tipo de carga por
eletrônica, motor negativo, existe o risco de retornar 12V
PUSH-PULL ou de passo, controle para a FT e mantê-la alimentada.
Amarela 5A* 5A** em 12V
HALF BRIDGE de ignições tipo
MSD/M&W, cargas Neste caso, requer uso de um diodo
ativadas por 12V de proteção externo ou de relé com
diodo já integrado.
* Capacidade de corrente máxima total combinada acionando todas as 4.4 Conector para GearController
saídas por negativo: 30A contínuo
** Capacidade de corrente máxima total combinada acionando todas as O Chicote da FT600 já vem com o conector para sensor de alavanca
saídas por positivo: 20A contínuo equipado com GearController. Caso o veículo não seja equipado com
sensores na alavanca este conector pode ser cortado a e as entradas
brancas podem ser utilizadas para outras funções.
NOTA:
Não se pode acionar ignição pelas saídas azuis, pois
elas não têm resistor de pullup.

12
Características FT600

4.5 Saídas configuráveis Isto porque esta saída pode apresentar mínimas diferenças no tempo
de injeção para o controle de injetores de combustível quando utilizada
Como as saídas da FT600 podem ser configuradas de várias formas e sem Peak and Hold.
desempenhar diversas funções, elas têm capacidades diferentes de acordo
com a aplicação. Abaixo, confira alguns detalhes importantes sobre elas:
Saída para conta-giros: por padrão, ela é configurada no fio cinza n°8,
porém, caso precise utilizar este fio para outra aplicação, recomendamos
Saídas cor azul [n°1 ao n°16]: por padrão, são configuradas utilizar um dos fios amarelos (n°1 a n°8) para esta função. Se ainda
automaticamente como saídas de injeção. Cada uma pode controlar até: assim houver a necessidade de utilizar uma saída diferente para conta-
- 6 injetores com impedância acima de 10 Ohms (máximo de 24 giros (fios azuis n°1 a n°16 ou fios cinza n°1 a n°7), entre em contato
injetores entre todas as saídas azuis); com nosso suporte técnico, pois, neste caso é necessária a instalação
- 4 injetores com impedância entre 7 e 10 Ohms (máximo de 16 de um resistor para correto funcionamento desta.
injetores no total entre todas as saídas azuis);
É obrigatório o uso de Peak and Hold quando a quantidade de 4.6 MAP integrado
injetores for superior ao máximo citado acima ou quando são usados
injetores de baixa impedância (abaixo de 7 Ohms). O módulo já está equipado com um sensor MAP integrado em
Durante a configuração dos ajustes do motor, as saídas de injeção sua parte traseira. Recomenda-se usar mangueira de máquinas
serão preenchidas automaticamente do azul 1 ao azul 16. Quando pneumáticas, dada sua flexibilidade, resistência e durabilidade. São
for necessário utilizar mais do que 16 saídas de injeção, o módulo feitas de PU (normalmente na cor azul ou preta) e devem ter 4mm
procurará saídas disponíveis nos fios cinza n°1 ao n°8 ou nos fios de diâmetro interno (6mm de diâmetro externo).
amarelos n°1 ao n°8. Neste caso, o uso de Peak and Hold é obrigatório Mangueiras de silicone não são recomendadas, pois são facilmente
nas saídas de cor cinza e amarelo, para injetores de alta ou baixa dobráveis e podem deformar-se, impedindo a correta leitura do
impedância. sensor da FT.
As saídas de cor azul que não forem utilizadas para acionamento de Deve-se levar uma mangueira até o coletor de admissão exclusivamente
injetores podem ser configuradas como saídas auxiliares (bomba de para o MAP da FT, sem dividi-la com válvulas ou relógios, apenas outros
combustível, eletroventilador, etc.). Nestes casos, o uso de um relé módulos, ligada a qualquer ponto após a borboleta de aceleração
é obrigatório. (entre a borboleta e o cabeçote). O comprimento da mesma deve ser
o menor possível para evitar problemas de resposta do sensor. No caso
Saídas cor cinza [n°1 ao n°8]: por padrão, são configuradas de borboletas individuais, é necessário interligar todas as borboletas e
automaticamente como saídas de ignição. Podem ser configuradas então derivar a mangueira para o MAP da FT, caso contrário, a leitura
como saídas de injeção ou auxiliares, conforme necessidade. ficará instável e imprecisa.
Durante a configuração dos ajustes do motor, as saídas de
Ignição serão preenchidas automaticamente do cinza 1 ao cinza 8. 4.7 Conexão USB
Não é possível configurar mais do que 8 saídas de ignição.
O cabo mini USB pode ser utilizado para atualizar a versão do
As saídas de cor cinza que não serão utilizadas para ignição, podem módulo, efetuar a configuração dos mapas via computador e software
ser utilizadas para acionamento de injetores (obrigatório o uso de FTManager, além de possibilitar o download dos logs registrados pelo
Peak and Hold para injetores de alta ou baixa impedância) ou como datalogger interno.
saídas auxiliares (obrigatório o uso de relé).

Saídas cor amarelo [n°1 ao n°8]: por padrão são utilizadas para o
4.8 Rede CAN FuelTech
controle de borboleta eletrônica (amarelo 1 e 2) ou motor de passo A FT600 conta com duas Redes CAN integrado no chicote B. A rede
(amarelo 3 a 4). CAN é responsável pela comunicação da FT600 com outros produtos
As saídas de cor amarela que não serão utilizadas para controle de FuelTech, como por exemplo os módulos WB-O2 NANO, EGT-8 CAN,
borboleta eletrônica, podem ser utilizadas como saídas auxiliares ou ALCOHOL-O2 e os dashboards Racepak.
para acionamento de injetores. No caso de uso de injetores para o
BoostController integrado, pode-se ligar a saída diretamente no bico, ATENÇÃO:
mas, para o uso de injetores de combustível, é obrigatório o uso de Peak
O uso do ter minador é obrigatório para um
and Hold, tanto para bicos de alta quanto para de baixa impedância.
funcionamento correto da CAN, conforme ilustrado
na figura abaixo.

Terminador

Conector B - FT600 Qualquer equipamento CAN FuelTech (WB-O2 NANO,


Alcohol O2, EGT8, WB-O2 SLIM)

13
FT600 Primeiros passos com a FT600

5. Primeiros passos com a FT600 – antes da


instalação
Este capítulo apresenta um passo a passo que deve ser seguido para
iniciar as configurações e ajustes básicos da FT600 antes de iniciar
sua instalação elétrica. Existe um recurso que aloca as funções dos
fios do chicote de forma automática de acordo com as características
do motor (número de cilindros, modo de controle dos bicos injetores,
bobinas de ignição e saídas auxiliares), por isso, um fio pode ter sua
função modificada.

1. Conecte o pen drive na USB e, a partir dele instale o software


FTManager. Lembre-se de conferir nosso website (www.fueltech.
com.br/softwares) e checar se seu FTManager e sua FT600
estão na última versão disponível;

2. Conecte a FT600 ao computador através do cabo USB fornecido,


o módulo ligará;

3. Com o módulo em mãos, acompanhe o capítulo 6, que apresenta


informações básicas sobre o funcionamento e navegação nos
menus;

4. O capítulo 7 guia o usuário por todos os menus onde são


inseridas as configurações básicas sobre o funcionamento do
motor (sinal de rotação, modo de controle da injeção e da ignição,
etc.) e a criação do mapa padrão FuelTech;

5. Ainda antes de iniciar a instalação elétrica, vá até o menu “Config.


do motor”, na última opção, “tabela de ligação do chicote”,
confira e anote a forma como as funções foram alocadas nos fios
do chicote. Através do Software FTManager, o menu “diagrama
de ligação do chicote” mostra uma figura do conector da FT600
com a função de cada um dos fios, de acordo com a configuração
do mapa;

6. Feito isto, os capítulos de 8 a 14 orientam sobre todos os


detalhes relativos à instalação elétrica, conexão de injetores,
bobinas, fios de alimentação, sensores, etc. O capítulo 25 mostra
diagrama elétrico completo como exemplo para sua instalação;

7. O capítulo 15 reúne as informações sobre as configurações dos


sensores para leitura de temperatura, pressão, RPM, velocidade,
etc.;
8. Com a instalação elétrica finalizada, o capítulo 16 contém todas
as informações necessárias para a primeira partida do motor,
calibração de ignição, sensores, etc.;

9. Por fim, os capítulos 17 a 24 mostram descrições detalhadas


sobre todas as funções do módulo. É uma leitura bastante
recomendada, pois, detalha bem as formas de operação de cada
função.

14
Conhecendo o módulo FT600

6. Conhecendo o módulo 3 - Mapas de ignição: Mapa principal de ignição, ajuste rápido


de ignição, compensação por MAP/TPS, compensação por
6.1 Painel de instrumentos temperatura do ar e do motor, partida, compensação por cilindro,
etc.
A FT600 conta com um novo painel de instrumentos totalmente
remodelado e configurável de acordo com cada veículo e informações
4 - Configuração dos alertas: Acesso à configuração de alertas por
que se deseja visualizar.
excesso de pressão de turbo e rotação, pressão de combustível
e óleo, lambda e TPS.
1 - Barra de LEDs superior (shift light): Pode ser configurada por
marcha ou por valor único de RPM
5 - Configuração do motor: Características do motor, ignição,
sinal de RPM, Pedal/Borboleta, atuador de lenta, DeadTime dos
2 - LEDs laterais (alerta): Podem ser configurados com diversas injetores, Dwell de ignição, injeção e tabela de ligação do chicote.
funções e opções de ativação;
6 - Configuração da interface: Ajuste de iluminação, som de alerta,
3 - Painel de instrumentos: é totalmente configurável e foi senhas de proteção, calibração do display, painel de instrumentos.
remodelado com novos marcadores (tamanho 3x2), além de
um mostrador de força G.
7 - Gerenciador de ajustes: Menu usado para selecionar o ajuste
ativo e gerar o Mapa Padrão FuelTech.
NOTA:
Para maiores informações consulte a seção 23.5. 8 - Sensores e calibração: Este menu dá acesso ás configurações
das entradas de sensores da FT600 e a calibração da ignição.

1
9 - Outras funções: Datalogger interno, limitador de rotação, cut-off,
eletroventilador, nitro progressivo, controle de boost, etc.

10 - Funções de arrancada: 2-step, 3-step, controle de injeção e


ignição por tempo, controles por velocidade de roda, cardan, etc.

11- Favoritos: Atalhos para os menus mais frequentemente utilizados.

12 - Painel de diagnóstico: Permite verificar o estado de todas as


saídas e entradas do módulo, muito útil para descobrir defeitos
e analisar o funcionamento em geral.
3
2 2
1 2 3 4 5 6
Menu Principal
6.2 Navegação pela tela LCD e pelo software
A navegação através da tela touchscreen é bastante intuitiva, pois, Mapas
o display do equipamento facilita o acesso às informações e menus, de Injeção
eliminando os botões. Desta forma, todas as modificações de mapas,
configurações e funções são realizadas com leves toques na tela.
Painel de Mapas Config.
Para acessar os menus, pressione a tela duas vezes, como se fosse Instrumentos de Ignição de Motor
um duplo clique. Isto facilita a operação do módulo com o veículo em
movimento e evita erros ao navegar pelas opções.

1 - Painel de instrumentos: Mostra informações sobre o motor


(RPM, temperatura, pressão, ponto de ignição, tempo de injeção, 12 11 10 9 8 7
etc.)
Pode-se também navegar por todas as opções através do software
2 - Mapas de injeção: Mapa principal de injeção, ajuste rápido FTManager (disponível no pendrive que acompanha o produto) e
do mapa principal, compensação por rotação, mapa de lenta cabo mini USB. A interface principal do software é mostrada abaixo:
por TPS, injeção rápida e de decaimento, compensação por
temperatura do ar e do motor, partida, compensação por cilindro, 13 - Painel de acesso rápido;
etc.
14 - Mapa principal;

15
FT600 Conhecendo o módulo

15 - Painel de ajuda;
27 Compensação por TPS 27

16 - Gráfico do mapa ou função 19


18
17 - Instrumentos / Tempo real / Dashboard;
21
13 14 15 25 10 % 20

26 +15 %

24 23 22

16 Pelo Software FTManager, todos os comandos são acessíveis através


17
do mouse e teclado. A interface do mapa principal de injeção (em
modo avançado).

Modo de edição avançado


No modo de edição avançado, os mapas de injeção e ignição
principais serão exibidos em formato 3D (tabela), além de algumas
compensações de injeção e ignição individuais por cilindro. A
navegação do menu é bastante simples, no canto inferior esquerdo
é possível identificar a posição atual do mapa, que irá aparecer na
cor verde para bancada A e lilás para Bancada B. O ícone amarelo
exibe a posição real de funcionamento do motor, ao clicar neste ícone
Ao entrar em algum mapa ou configuração, existem alguns botões
você será redirecionado para a faixa de vácuo/pressão ou posição da
que tem seu funcionamento descrito abaixo:
borboleta em que o motor está funcionando.
Para percorrer as faixas de vácuo/pressão ou posição da borboleta,
18- A área vermelha mostra o ponto do mapa selecionado para
clique na direção horizontal da tabela, para as faixas de rotação, clique
edição;
na direção vertical.

19- A área amarela é mostrada somente com o carro em


28 - Bancada de injetores;
funcionamento e mostra a faixa em que o motor está trabalhando
29 - Rotação do motor;
atualmente em tempo real;
30 - Faixa de vácuo e pressão do motor, também pode ser
configurado pela abertura da borboleta (TPS);
20- Botão +: Incrementa o valor do parâmetro selecionado;
31 - Utilize as teclas + e - para aumentar ou diminuir o tempo de
injeção;
21- Botão >: Passa para a próxima posição do mapa;
32 - Tempo de injeção e percentual da bacada B o valor de cima
corresponde a bancada A;
22- Botão salvar/selecionar: Salva as modificações feitas no mapa 33 - Mapa de posição na Tabela:
ou configuração e retorna ao menu principal;
Amarelo: Este ícone para alterar o tempo de injeção na faixa de
funcionamento do motor;
23- Botão retornar: Retorna ao menu principal. Caso algum mapa Roxo: Posição selecionada na tabela;
ou configuração tenha sido alterado, pede confirmação;
Mapa Principal 30
de Injeção
24- Botão cancelar/voltar: Cancela qualquer modificação feita no 28 29 31
bar
mapa ou configuração e retorna ao menu anterior; 0,60 0,80 1,00

A 3000 2,300 3,080 3,860 +


25- Botão -: Reduz o valor do parâmetro selecionado;
B 15,980 (106%)
3500 2,338 3,943 ms
26- Botão <: Passa ao parâmetro anterior ao atualmente selecionado RPM 3,140 (20%)
do mapa;
4000 2,388 3,220 4,052 -
27- Botão <>: Transição entre telas dos menus; 33 32
31

16
Conhecendo o módulo FT600

6.3 Atalhos do software FTManager 6.4 Painel de instrumentos


• F1 – Exibe ou oculta o painel de ajuda; Durante o funcionamento do motor, o painel de instrumentos mostra
• F2 – Exibe ou oculta o painel de acesso rápido; alguns instrumentos com informações em tempo real.
• F3 – Exibe ou oculta gráfico; Consulte o capítulo 23.4 deste manual para maiores informações
• F4 – Exibe ou oculta realtime (Dashboard FTManager); sobre como personalizar o painel de instrumentos.
• F5 – Exibe somente o mapa principal ocultando as outras Para acessar o painel de instrumentos, toque em seu ícone
localizado no menu principal.
Painel de
Instrumentos

funções;
• F6 – Altera a exibição da tabela entre tempo de injeção -
milissegundos (ms), eficiência volumétrica (%VE) e duty cycle 1 2 3
(%DC): vazão de combustível em LB/h ou unidade selecionada
– somente no mapa principal;
• F7, F8, F9, F12 – Não há atalho relacionado;
• F10 – Datalog organiza janelas da função overlay na vertical;
• F11 – Datalog organiza janelas da função overlay na horizontal;
• (Ctrl) + (C) – copiar;
• (Ctrl) + (V) – colar;
• (Ctrl) + (+) – Incrementa valor rapidamente, incremento de 0,100
no tempo de injeção. Para eficiência volumétrica e duty cycle o
incremento é o resultado do cálculo após a mudança em tempo
de injeção;
• (Ctrl) + (-) – Diminui valor rapidamente, subtração de 0,100, 4
do tempo de injeção. Para eficiência volumétrica e duty cycle o
decremento é o resultado do cálculo após a mudança em tempo 1 - Valor atual em tempo real;
de injeção; 2 - Status do Datalogger interno;
• (+) – Incrementa valor, incremento de 0,010 no tempo de 3 - Toque na área branca pontilhada para acessar o menu principal;
injeção. Para eficiência volumétrica e duty cycle o incremento é 4 - Gráfico acelerômetro;
o resultado do cálculo após a mudança em tempo de injeção;
O painel de instrumentos também é exibido em tempo real através
• (-) – Diminui o valor, subtração de 0,010 no tempo de injeção.
do software:
Para eficiência volumétrica e duty cycle o decremento é o
resultado do cálculo após a mudança em tempo de injeção;
• (Shift) + (-) – Subtrai valor lentamente, subtração de 0,001
no tempo de injeção. Para eficiência volumétrica e duty cycle o
decremento é o resultado do cálculo após a mudança em tempo
de injeção;
• (Shift) + (+) – Incrementa valor lentamente, incremento de 0,001
no tempo de injeção. Para eficiência volumétrica e duty cycle o
incremento é o resultado do cálculo após a mudança em tempo
de injeção;
• (A) – Somar – abre uma caixa de diálogo para inserir o valor que Para adicionar ou remover gauges (relógios, mostradores), clique com
será somado; o botão direito do mouse em uma área livre e selecione o tipo de
gauge que deseja adicionar (radial, de barra ou digital).
• (M) – Multiplicar – abre uma caixa de diálogo para inserir o valor
que será somado;
• (Espaço) – Preencher – abre uma caixa de diálogo para inserir 6.5 Painel de diagnósticos
o valor que será inserido naquela célula;
O Painel de diagnósticos é uma ferramenta que mostra informações
• (I) – Interpolar – interpola os valores entre as células selecionadas; sobre todos os parâmetros de entradas e saídas da ECU, muito útil
• (V) – Interpolar na vertical – interpola os valores entre as células para detectar anomalias nos sistemas, sensores e atuadores da FT600.
selecionadas na vertical; Para acessá-lo através do Software FTManager, clique na aba “painel
• (H) – Interpolar na horizontal – interpola os valores entre as de diagnóstico” no painel de acesso rápido.
células selecionadas na horizontal;
• (S) – Ir para leitura atual – vai para a leitura atual quando o modo Para acessar o painel de diagnósticos através da tela LCD, toque no
tempo real está ativado; ícone , localizado no menu principal.
• (Home) – Vai para a célula mais à esquerda possível;
• (End) – Vai para a célula mais à direita possível;
• (Page Up) – Vai para a célula mais acima possível;
• (Page Down) – Vai para a célula mais abaixo possível;

17
FT600 Conhecendo o módulo

As informações são divididas em 11 telas: ATENÇÃO:


• Tela 1: Diagnóstico de rotação e fase; Quando o 2-step e 3-step estiverem configurados
• Tela 2: Resumo das principais informações de funcionamento; para acionamento por velocidade, seu funcionamento
• Tela 3: Status dos fios brancos; pode ser conferido através da tela 1 do painel
• Tela 5: Status comunicação CAN A; de diagnósticos, e não da tela 2, visto que seu
• Tela 6: Status comunicação CAN B;
acionamento não será mais feito por uma entrada
analógica (fio branco).
• Tela 7: Status dos fios azuis;
• Tela 8: Status dos fios cinzas;
• Tela 9: Status dos fios amarelos;
• Tela 10: Diagnósticos de leitura de RPM.
• Tela 11: Teste das funções acionadas por tempo;

Diagnóstico 1/11
Partida
Rotação fônica Rotação fase

7325 SYNC
7325
Angulo da fase (°)
Injeção
Ignição 90,4

A tela 1 exibe a rotação da roda fônica e do sensor de fase esta tela Legendas do painel de diagnósticos
é muito útil para diagnóstico de erros nos sensores de rotação e fase. Diagnóstico 2/8 Diagnóstico 3/8

As telas 3 a 9 mostram a entrada/saída na coluna da esquerda, 1: Sonda lambda 1


Fios brancos: Entradas
4,994 V 1,10 Lambda cil 1
Comunicação CAN
0,35 EGT geral 0,0 °C
2: Two-Step 4,995 V Desat. Lambda cil 2 0,37 Temp. Motor 0,00 °C
posição/comando enviado ao atuador (saídas)/tensão lida (entradas) 3: Ar Condicionado
4: Pressão de óleo
0,094 V
4,995 V
Desat.
9,98 bar
Lambda cil 3
Lambda cil 4
0,36
0,39
Temp. Ar 0,00 °C
5: Temperatura do motor 4,509 V 1 °C Lambda esq 0,37
na coluna central e a informação principal usada para o cálculo da 6: Pressão de combustível
7: Temperatura do ar
4,998 V
0,663 V
9,98
10
bar
°C
Lambda dir
Lambda geral
---
---
8: Disponível 0,000 V 0 EGT cil 1 70,0 °C
posição/comando na coluna da direita. Para uma saída configurada 9: Disponível
10: MAP
0,000 V
0,021 V
0
0,84 bar
EGT cil 2
EGT cil 3
72,0
---
°C
°C
11: TPS 0,000 V 0,00 % EGT cil 4 --- °C
como eletroventilador, por exemplo, o painel de diagnósticos mostrará EGT esq
EGT dir
---
---
°C
°C

seu status na coluna central e a temperatura do motor na coluna da


direita.
Na tela 10 estão informações de diagnósticos muito importantes Indica que a entrada ou saída esta configurada, ativada e
principalmente para encontrar problemas de leitura de rotação. Abaixo funcionando corretamente.
estão alguns erros e possíveis causas destes: Indica que a entrada ou saída esta configurada e desativada.

Erro na roda fônica: gap em lugar incorreto – detectou o gap Indica que a entrada ou saída não foi configurada.
(dente faltante) no lugar errado, pode ocorrer também em rodas
Indica que a entrada ou saída esta configurada, mas há um
fônicas sem dente faltante quando há um sinal de fase no lugar errado.
funcionamento anormal.
Também ocorre em motores com volante muito leve que aceleram e
desaceleram muito durante os tempos de compressão do motor na 6.6 Testes das funções por tempo
partida e em funcionamento.
Este menu permite a execução do teste de acionamento das saídas
Erro na roda fônica: número de dentes incorretos – número de
controladas por tempo. Para iniciar este teste o motor deve estar
dentes da roda fônica diferente do configurado na ECU. Um ruído pode
desligado e com a chave de ignição ligada (12V).
causar leitura de um dente “fantasma”, por exemplo.

O teste inicia quando o botão 2-step for pressionado e dura enquanto


Erro na roda fônica: falha na detecção do dente – ECU detectou
ele continuar pressionando.
dentes a menos na contagem da roda fônica.
Também ocorre em motores com volante muito leve que aceleram e
desaceleram muito durante os tempos de compressão do motor na Enquanto o teste é realizado os valores de RPM, MAP, TPS e
partida e em funcionamento. temperaturas podem ser alterados em tempo real.

Erro na roda fônica: aceleração anormal – erro na detecção do


Teste funções tempo 11/11
dente. Normalmente causado por ruído no sinal.
Desat. Ativ. RPM - 1000 +
Mantenha pressionado o botão
de 2-step para executar o teste MAP - 0,00 +
Erro no sensor de fase: ruído no sinal – sinal de fase detectado Tempo (s): 0,00 TPS - 90,0 +
em lugar incorreto. Geralmente este erro é causado quando a ECU T.ar - 70,0 +
detecta ruído no sinal de fase ou quando a roda que envia o sinal para T.motor - 70,0 +
o sensor de fase tem mais de um dente por volta.

18
Conhecendo o módulo FT600

6.7 Acesso Remoto FTManager


A partir da versão 3.30 o FTManager conta com uma nova função
que irá facilitar o acesso ao software, trata-se do acesso remoto que
pode conectar dois computadores que tenham o FTManager instalado.

Para iniciar o compartilhamento basta abrir o FTManager acessar a


aba “Acesso Remoto”
- Autorizar acesso remoto: Esta opção permite que outro computador
conecte no FTManager. Clique no botão “Autorizar” uma senha de 6
dígitos será gerada, informe essa senha para a pessoa que vai conectar
no seu computador.
- Conectar cliente remoto: Esta opção permite conectar em outro
computador mediante a inclusão da senha fornecida pelo cliente
remoto. Insira a senha no campo acima do botão e clique em conectar.

19
FT600 Gerando um mapa padrão

7. Gerando um mapa padrão – configurações Confira nos próximos capítulos as descrições de todas estas opções
necessárias para completar o passo a passo e criar o mapa padrão.
do motor
Para gerar um novo mapa através da tela do equipamento, basta
Os módulos FuelTech saem de fábrica sem mapas ou ajustes, por isso entrar em um ajuste que esteja zerado e uma mensagem será exibida
é necessário criar os mapas de injeção, ignição e as configurações de avisando que o ajuste está vazio.
entradas e saídas antes de funcionar o motor. Clique em “Sim” para iniciar o assistente para configuração.
Copiar para outro ajuste

O padrão FuelTech é um cálculo automático dos mapas básicos de Ajuste 1 [Vazio]


Copiar ajuste para:
Ajuste não configurado!
injeção e ignição para o seu motor baseando-se nas informações Ajuste 1 xxxxxxxxxxxxxxxx
Deseja executar o
assistente de configuração?
fornecidas no menu “configuração do motor”. Realizando esse Ajuste 2
Não exibir esta mensagem novamente

ajuste automático todos os mapas de injeção e ignição, incluindo as


Ajuste 3
Sim Não
Ajuste 5 [Vazio]
compensações por temperatura, etc. serão preenchidos com base nas
características informadas do seu motor.
Nas primeiras telas do assistente estão as configurações de unidades
As informações fornecidas devem estar corretas e coerentes, os de medidas utilizadas pelo módulo. Selecione as unidades de
Unidades de medida 1/43

valores máximos de rotação e pressão devem estar de acordo com a temperatura, pressão sonda lambda eUnidade
velocidade.
de pressão Unidade de temperatura

capacidade do motor e os bicos injetores devem estar corretamente bar


°C
dimensionados para a potência estimada do motor. As telas abaixo fazem parte dos menus PSIde configuração°F do motor
kPa
e estão descritas nos capítulos seguintes. Acompanhe o assistente
A utilização de algum instrumento para fazer a análise da mistura seguindo as próximas páginas.
ar/combustível é de extrema importância, tal como sonda lambda Unidades de medida 1/43 Unidades de medida 2/43

(recomendado de banda larga) e/ou um analisador de gases de Unidade de pressão Unidade de temperatura Unidade de sonda Unidade de velocidade
de banda larga
escapamento. bar
°C
PSI Lambda km/h
°F
kPa AFR mph

É necessária muita cautela, principalmente no início do funcionamento,


pois, sendo um acerto que atenderá a maioria dos motores, não há
garantias para qualquer situação. Tome muito cuidado ao acertar seu
7.1 Características do motor
Unidades de medida 2/43

motor, nunca exija carga dele antes de acertado perfeitamente. Comece Unidade de sonda Unidade de velocidade
de banda larga
o ajuste básico com o mapa rico, ou seja, inicie o acerto do motor
sempre injetando mais combustível do que realmente precisa e com Lambda km/h

AFR mph
o ponto de ignição mais conservador, pois iniciar com o mapa pobre
e com ponto avançado pode danificar gravemente o motor.

Habilitar as saídas
Basicamente bloqueia qualquer tipo de acionamento nas saídas do
módulo (injeção, ignição e saídas auxiliares).

Características do motor 1/7

Desativado Ativado

Habilitar as saídas
Essa configuração habilita o funcionamento de
todas as saídas da ECU. Portanto deve se a
última coisa a ser configurada antes da partida.
Dessa forma nenhum acionamento de saídsa irá
ocorrer até que essa configuração seja ativada.

Tipo de motor e número de cilindros:


Selecione o tipo de motor utilizado, a pistão (ciclo Otto) ou rotativo
(Wankel) e selecione o número de cilindros ou rotores.

Características do motor 2/7

Tipo de motor Número de


Para criar um mapa padrão através do software FTManager, clique no cilindros:

menu “Arquivo” e então em “Novo” para iniciar o assistente. Os menus Motor a Pistão
4
de “Configuração do motor” serão passados em sequência. Motor Rotativo Cilindros

20
Gerando um mapa padrão FT600

Limites do motor Motores de 12 cilindros


Devem-se configurar os parâmetros de rotação e pressão máxima • 1-12-5-8-3-10-6-7-2-11-4-9: Jaguar V12, Audi, VW, Bentley
neste menu. Spyker W12;
Rotação máxima: deve-se inserir a rotação máxima de trabalho do • 1-7-5-11-3-9-6-12-2-8-4-10: 2001 Ferrari 456M GT V12;
motor. Os mapas de injeção e ponto de ignição por rotação serão • 1-7-4-10-2-8-6-12-3-9-5-11: 1997 Lamborghini Diablo VT;
criados até o limite configurado neste menu. A rotação máxima também
é utilizada para o cálculo do percentual de abertura dos injetores. Customizado
• Caso a ordem de ignição não esteja entre os padrões, selecione
Pressão de turbo máxima: Para motores naturalmente aspirados, o menu “customizado” e configure a ordem de ignição correta.
configure pressão atmosférica (0,0bar). Este parâmetro limitará o
mapa principal ou compensações que utilizam a leitura do vácuo ou Características do motor 4/7
Ordem de Ignição: VW água, Chevrolet, Ford, Fiat, Honda, etc
pressão para atuar, ou seja, em um motor turbo que terá pressão 1-3-4-2

máxima de 2.0bar de turbo, pode-se escolher um valor de 2.5bar 1-2-3-4

1-3-2-4
de pressão máxima (para haver uma folga na regulagem) e então o 1-4-3-2
mapa principal de injeção será de -0,9bar até 2,5bar, e acima deste Customizado

valor será considerado o último valor do mapa. Este parâmetro não


limita a pressão gerada pela turbina, apenas o valor máximo do mapa
principal da injeção. Mapa principal de injeção
Características do motor 3/7
MAP: indicado para motores turbo ou aspirados. Opção mais
Limites do motor
Rotação máxima Pressão de turbo
recomendada para veículos de rua, equipado com acessórios como
máxima
ar-condicionado e direção hidráulica.
8000 2,50
RPM bar

TPS: esta opção é comumente utilizada em motores aspirados de


competição com vácuo instável devido ao comando de válvulas de
Ordem de ignição competição, corpos de borboletas de pouca restrição ou mesmo por
escolha do usuário. O mapa principal de injeção será em função do
Selecione a ordem de ignição corresponde ao tipo de motor utilizado.
TPS e da rotação do motor.

Motores de 4 cilindros
Quando selecionada esta opção, uma compensação auxiliar por MAP
• 1-3-4-2: Grande maioria dos motores VW AP, VW Golf,Chevrolet, fica disponível.
Ford, Fiat, Honda...
• 1-3-2-4: Subaru;
Tabela de lenta por TPS: é recomendada para motores com vácuo
• 1-4-3-2: VW a Ar; instável devido ao comando de válvulas de competição ou outros
• 1-2-4-3: Maioria das motocicletas; fatores. Esta opção faz com que o tempo de injeção para a marcha
lenta (TPS=0%) seja realizada conforme a RPM do motor, no menu
Motores de 5 cilindros “Mapa de injeção para lenta por TPS”.
• 1-2-4-5-3: Audi 5 cilindros, Fiat Marea 20V e VW Jetta 2.5; Para carros de rua com vácuo estável na marcha lenta, equipados com
acessórios como ar-condicionado e direção hidráulica, é recomendado
Motores de 6 cilindros manter esta função desativada, desta forma, o tempo de injeção para
a marcha lenta é configurado por MAP, conforme a leitura de vácuo
• 1-5-3-6-2-4: GM em linha (Opala e Ômega), VW VR6 e BMW
e rotação do motor.
em linha;
• 1-6-5-4-3-2: GM V6 (S10/Blazer 4.3);
Injeção rápida: é um aumento na quantidade de combustível injetada
• 1-4-2-5-3-6: Ford Ranger V6;
quando há uma variação rápida do fluxo de ar no motor. Esta variação
pode ser compensada pela ECU através da variação do acelerador
Motores de 8 cilindros (TPS) ou pela variação da leitura de MAP coletor. Como a variação
• 1-8-4-3-6-5-7-2: Chevrolet V8 (maioria); do TPS é que gera a variação de pressão, a injeção rápida por TPS
• 1-8-7-2-6-5-4-3: Chevrolet LS; tende a ser mais efetiva.
• 1-5-4-2-6-3-7-8: Ford 272, 292, 302, 355, 390, 429,460;
Características do motor 6/7
• 1-3-7-2-6-5-4-8: Ford 351, 400, Porsche 928; Mapa principal de injeção

• 1-5-4-8-6-3-7-2: Mercedes-Benz; TPS MAP

Tabela de lenta por TPS


Desat. Ativ.

Motores de 10 cilindros Injeção rápida


TPS MAP
• 1-10-9-4-3-6-5-8-7-2: Dodge V10;
• 1-6-5-10-2-7-3-8-4-9: BMW S85, Ford V10, Audi, Lamborghini
V10;

21
FT600 Gerando um mapa padrão

Rotação do motor na partida: define um limite de RPM acima do Sensor de rotação


qual as rotinas de partida são desabilitadas.
Indique o tipo de sensor utilizado indutivo ou hall. Quando selecionado
Abaixo desta RPM, valem as compensações de injeção, ignição e as como indutivo deve-se definir entre indutivo simples ou indutivo
posições de atuadores configurados para a partida do motor. diferencial.
Características do motor 7/7
Rotação do motor Sinal de RPM 2/5
na partida
Sensor de rotação
Quando abaixo deste valor
de rotação, a ECU assume Tipo Borda
as rotinas de partida.
400 Acima dele valem os
Indutivo simples
valores de injeção,
RPM
ignição e atuadores Invertida (subida)
configurados nos mapas.
Indutivo diferencial
Padrão (descida)
Hall

7.2 Sinal de RPM Indutivo simples: Esta opção deve ser selecionada somente quando
O sinal de rotação é a informação mais importante para o funcionamento a FuelTech FT600 será instalada utilizando o chicote main da linha FT
do motor, este menu é responsável pela definição do tipo de leitura (FT200, FT250, FT300, FT350 ou FT400), onde o cabo blindado
que será feita pelo módulo. não é estéreo, ou seja, possui apenas o fio branco em seu interior.

Indutivo diferencial: Esta é a opção padrão para sensores indutivos.


A utilização de indutivo diferencial torna o sinal menos suscetível a
ruídos. Nos casos em que o sinal de rotação é compartilhado com a
injeção original do veículo é obrigatório o uso desta opção.

Hall: selecione ao utilizar sensor do tipo hall ou ainda quando enfrentar


problema de interferências com sensores indutivos.

Borda: esta opção altera o modo como o módulo fará a leitura do


sinal de rotação. Como não há um modo simples de definir uma opção
correta para esta leitura sem ter um osciloscópio, selecione padrão
Sinal de PRM 1/5 (borda de descida). Caso o módulo não capte sinal de rotação, altere
Tipo de roda fônica (padrão de dentes)

60-2 (no virabrequim)


este parâmetro para invertido (borda de subida).
48-2 (no virabrequim)

Alinhamento do primeiro dente: configure o alinhamento da roda


36-2-2-2 (no virabrequim)

4 (no virabrequim) ou 8 (no comando)

3 (no virabrequim) ou 6 (no comando) fônica ou distribuidor utilizado no motor, informando em qual dente
está posicionado o sensor de rotação com o motor em PMS (cilindro
1 em ponto morto superior). A contagem dos dentes é feita a partir
N° de pontos da falha, no sentido contrário ao de rotação do motor.
Sinal rotação (configuração
Cilindros de leitura no
na FT)
distribuidor
NOTA:
4 cilindros 4 pontos 2 (vira) ou 4 (comando)
No caso de um distribuidor hall com janelas de 60°,
6 cilindros 6 pontos 3 (vira) ou 6 (comando) este é o valor que deve ser inserido neste menu.
8 cilindros 8 pontos 4 (vira) ou 8 (comando)
Para motores com distribuidor e roda fônica, consulte nosso suporte
Motores com roda fônica: Selecione o modelo de roda fônica
técnico para informações sobre o alinhamento a ser utilizado.
utilizado no motor.
Na tabela com os valores de alinhamento conhecidos como padrão
para a maioria dos casos:
Motores com distribuidor: É possível utilizar distribuidores do tipo
hall ou indutivo, a configuração do sinal de rotação é definida conforme
o número de sinais gerados pelas janelas do distribuidor. ATENÇÃO:
Os valores de calibração da ignição são apenas
recomendados. SEMPRE faça a calibração da ignição
Motores com roda fônica e distribuidor (1 bobina de ignição):
com a pistola de ponto conforme orienta o capítulo
Neste caso a leitura de rotação será realizada pela roda fônica, porém
16.2. Caso a ignição não seja calibrada, o ponto de
a distribuição da centelha ocorre pelo distribuidor e uma bobina. A
ignição será aplicado de forma incorreta, resultando
configuração permanece igual aos motores com roda fônica, a única
em graves danos ao motor.
diferença será na configuração do menu de “Ignição” onde o “Modo
de ignição” deve ser configurado como distribuidor. Somente a saída
de ignição n°1 será habilitada para acionar a bobina de ignição.

22
Gerando um mapa padrão FT600

Alinhamento
Roda Fônica – nº de dentes Motores/Marca Sensor de Fase
Recomendado
123º (GM)
60-2 BMW, Fiat, Ford (inj. Marelli), Renault, VW, GM Não obrigatório
90º (restante)
48-2 Não obrigatório
36-1 Ford (injeção FIC) 90º Não obrigatório
36-2-2-2 Subaru 55º Não obrigatório
36-2 Toyota 102º Não obrigatório
30-1 Não obrigatório
30-2 Não obrigatório
24-1 Hayabusa 110º Não obrigatório
24-2 Suzuki Srad 1000 Não obrigatório
24 (vira) ou 48 (comando) 60º Borda de descida
15-2 Moto Honda CB300R Não obrigatório
12+1 Honda Civic Si 210º ou 330º Não obrigatório
12-1 Motos Honda/Suzuki/Yamaha Não obrigatório
12-2 Não obrigatório
12 (vira) ou 24 (comando) Motos/AEM EPM/ distribuidor Honda 92/95-96/00 Borda de descida
8 (vira) ou 16 (comando) Borda de descida
4+1 (vira) Não obrigatório
4 (vira) ou 8 (comando) 8 cilindros 70° Borda de descida
3 (vira) ou 6 (comando) 6 cilindros 60º Borda de descida
2 (vira) ou 4 (comando) 4 cilindros 90º Borda de descida

Sensor de fase
Neste parâmetro será indicado se o sensor de fase será utilizado e
qual é o seu tipo, (hall ou indutivo). Ele é necessário para controlar
a injeção e a ignição de forma sequencial. Sem o sensor de fase a
injeção será semissequencial ou multiponto. A ignição será sempre
por centelha perdida.
Há ainda a opção de fase “Aleatória – diagnóstico”, um modo de teste
que atribui automaticamente o momento em que o cilindro entra na
fase de combustão. Use esta opção apenas para testes, pois, com Posição física da fase
bobinas individuais e ignição sequencial a ordem de ignição pode ser
(invertida) defasada em 360°, fazendo com que o motor não funcione. Indique aqui a posição exata do dente de seu sensor de fase.
O ajuste é feito em graus antes do ponto morto superior (APMS) de
combustão do cilindro 1.
Borda do sensor de fase: esta opção altera o modo como o módulo
fará a leitura do sinal de fase. Como não há um modo simples de Não é obrigatório inserir este ângulo e ele não afeta a calibração da
definir uma opção correta para esta leitura, selecione padrão (descida). ignição caso seja modificado.
Caso não saiba o ângulo físico da fase, configure a mesma graduação
do alinhamento da fônica, ou então, selecione a opção “aleatória” como
Caso o motor funcione com a ordem de ignição errada, altere este
sensor de fase. Com esta opção selecionada, a posição física da fase
parâmetro para invertido (subida).
será mostrada no log interno da FT. Use o valor lido no datalogger
Sensor de fase 4/5
para preencher o campo “Posição física do sensor de fase” e então
Não utilizado Aleatória - Indut. altere o sensor da fase para hall ou indutivo novamente, de acordo
Indutivo simples com o sensor que utiliza no motor.
Borda
Indutivo diferencial
Subida
Este parâmetro ajuda muito a evitar erros de leitura do sensor de fase
Hall
Descida
Aleatória - Hall

Sensor de fase apenas para sincronização


O sinal de fase será utilizado apenas após a partida por 10 voltas do
motor e depois desconsiderado para sincronização, porém continuará
a ser gravado no Datalogger.
23
FT600 Gerando um mapa padrão

Janela de detecção da fase A opção “Distribuidor” indica que a distribuição da centelha será
realizada por um distribuidor e que o motor terá apenas uma bobina,
A janela de detecção de ângulo de fase restringe a leitura de sinais
independentemente do número de cilindros. Por padrão, somente a
em torno do ângulo da posição da fase, descartando quaisquer sinais
saída de ignição cinza n°1 será utilizada para controle da bobina de
fora dessa janela. Com isso é possível fazer a leitura de apenas um
ignição, as outras ficarão desativadas.
dente de fases com múltiplos dentes.
Ignição 2/5

Modo de Ignição

Distribuidor
Bobina dupla
Centelha perdida
Bobina individual
Sequencial

7.3 Ignição FTSPARK


Marque a caixa de seleção FTSPARK quando usar o módulo FuelTech
Este menu define o modo de controle da ignição e sua configuração FTSPARK e selecione o modo de conexão com ele:
pode ser feita diretamente no módulo com a opção “Padrão” ou
via computador com o modo “Customizado”. Quando a ignição é
Múltiplas saídas: este é o modo convencional de se ligar a FT a
selecionada como “Desativada” o mapa de ajuste de ignição ficará
qualquer módulo de ignição, usando uma saída de ignição para disparar
indisponível, somente o controle de injeção será ativado. As saídas
cada bobina (dupla ou individual). Neste caso uma ou mais saídas de
cinza ficarão disponíveis para atuar como saídas de injeção ou saídas
ignição serão ligadas a FTSPARK.
auxiliares.
FT Ignition BUS: selecione esta opção para habilitar somente uma
saída de ignição para enviar todos os sinais de ignição para o FTSPARK
através do FT ignition BUS.
Desta forma as outras saídas que seriam usadas para ignição podem
ser realocadas para outras funções.

Teste de saídas
Quando a saída de ignição esta configurada para FTSPARK usando a
saída serial (1 fio), o teste de saídas da FTSPARK é feito através desta
tela, onde cada botão dispara o cilindro desejado.

Simples: configurações do modo de acionamento da ignição, como


o modo de Ignição, tipo de bobina e saída de ignição compatível.
Avançado (PC): configurações acessíveis somente via computador.
Nesta opção é possível configurar todos os menus existentes no
modo padrão além de outros parâmetros disponíveis no software
FTManager como: tabela de ângulo de ignição e configuração das
saídas de ignição.

Ignição 1/5 Saída de ignição


Desativado Ativado
Selecione o tipo de ignição utilizada.
Simples Com essa seleção será Borda de descida, com Dwell (SparkPRO): para módulos de ignição
possível acessar todas
Avançado (PC)
as configurações de
controle de ignição
indutiva, como a bobina Bosch de 3 fios, SparkPRO ou bobinas com
módulo de ignição integrado.
Borda de subida (MSD – duty 25%): utilizado para ignições
Modo de ignição capacitivas do tipo MSD 6A, 6AL, 7AL2, Crane, Mallory e similares.
Quando o sensor de fase é usado, nesta opção pode-se selecionar Borda de subida, com Dwell (Dist. Honda): opção usada no modo
a opção “Sequencial” que permite que bobinas individuais sejam de ignição como “Distribuidor”.
acionadas de forma sequencial. Há também a opção “Centelha Selecione apenas quando usar com distribuidor e módulo de ignição
Perdida”, modo onde bobinas trabalham duas a duas. integrado dos Honda 92/95 e 96/00.

24
Gerando um mapa padrão FT600

Ignição 3/5 Ignição 6/6

Saída de ignição Atraso do módulo de ignição

Borda de descida, com dwell (SparkPRO)


Compensação do atraso
do módulo de ignição.
Borda de subida (MSD - duty 25%) 40 Para MSD e SparkPRO
uS use 45 us.
Borda de subida, com dwell (Dist. Honda)

Corte de ignição 7.4 Injeção


O nível máximo de corte de ignição é o percentual de ignições que
Neste menu, todas as opções referentes aos controles dos injetores
serão cortadas para limitar a RPM do motor.
devem ser configuradas
Simples: o modo “simples” disponível no menu da Injeção compõe as
A faixa de progressão do RPM age como uma suavização para o corte.
configurações do modo de acionamento da injeção, da configuração
Exemplo: limitador de rotação em 8000 rpm, faixa de progressão em
200 rpm. A partir de 8000 rpm o nível de corte vai progressivamente da bancada A e B e da referência da fase de injeção.
aumentando até atingir 90% de corte em 8200 rpm.
Valores menores de 90% podem não “segurar” o motor. Valores Avançado (PC): a opção “avançado” é configurada somente via
maiores de faixa de progressão tendem a estabilizar o corte mais computador com USB. Nesta opção é possível configurar todos os
suavemente, porém permite que a RPM passe do valor estabelecido menus existentes no modo padrão e outros parâmetros disponíveis
para corte. no software FTManager como: Ângulo de acionamento das saídas de
injeção e configuração das saídas de injeção.
Estes valores são aplicados a todos os cortes de ignição, com exceção Neste modo de configuração também é possível alterar os intervalos
dos controles de rotação por tempo, controle de velocidade de roda
de leitura de vácuo e pressão do motor, abertura da borboleta (TPS) e
ou cardan por tempo e 2-step.
rotação do motor, possibilitando personalizar a configuração conforme
Estes possuem parâmetros próprios.
a necessidade do motor.
Para ignições do tipo indutiva e bobinas com ignição interna o
recomendado é usar 90% de nível máximo de corte com faixa de
progressão de 200 RPM. Para ignições do tipo capacitivas como a
MSD, o recomendado é usar 100% de nível máximo de corte e 10
RPM de faixa de progressão.

Corte pela MSD


Este tipo de corte só fica disponível para seleção quando configurada
a ignição com distribuidor e módulo MSD. Todos os cortes de ignição Configurações de motor Injeção 1/6

passam a ser feitos pelo módulo MSD, controlados pela FT através da Características do motor

Sinal de rotação
entrada “legacy/pills” (chip de corte). Neste caso, um fio branco da FT Simples
Com essa seleção será
possível acessar todas
Ignição
deve ser conectado ao pino da direita da entrada “legacy/pills” da MSD. Injeção Avançado (PC)
as configurações de
controle de injeção

Caso o corte não funcione pela MSD ou fique sempre até 500 RPM Pedal / Borboleta

acima do configurado, use o outro pino da entrada Legacy da MSD.


Bancadas de injetores: selecione o modo de acionamento para a
bancada A e a bancada B quando utilizada.

Multiponto: O acionamento das saídas de bicos será feito igualmente,


ou seja, todos os injetores ligados na injeção pulsarão juntos. Pode-
se usar então um conjunto de injetores para alimentar todo o motor,
desde a fase aspirada até a pressão máxima de turbo.
Atraso do módulo de ignição
Este atraso refere-se ao tempo entre o módulo de ignição receber o Injeção 2/6

Banco A
sinal para centelha e efetivamente centelhar. O tempo aqui é dado
em microssegundos (uS). Multiponto 1 saída

Semissequencial 2 saídas

4 saídas
Sequencial

25
FT600 Gerando um mapa padrão

Semissequencial: No modo semissequencial os injetores serão Fechamento do injetor (padrão): a fase de injeção referenciada pelo
acionados conforme os cilindros pares, ou seja, em um motor 4 fechamento do injetor é a opção mais utilizada e mais correta, pois
cilindros os injetores do cilindro 1-4 serão acionados ao mesmo tempo, dessa maneira, a injeção de combustível acontece antes do término do
assim como os injetores 2-3 uma vez a cada volta do virabrequim. ciclo de admissão (quando há tempo disponível). Para realizar o ajuste
Neste tipo de acionamento os injetores podem estar ligados aos pares de fase pelo fechamento do injetor o módulo leva em conta o tempo
ou de forma individual, pois a configuração no módulo é o que irá de injeção, pois assim saberá quando o injetor deve abrir e fechar.
determinar o modo de acionamento.
Injeção 2/6
7.5 Pedal/Borboleta
Banco A

Multiponto Aqui estão configurações referentes ao sensor de posição de borboleta


Semissequencial 2 saídas TPS ou pedal e borboleta eletrônicos.
4 saídas
Sequencial

Sequencial: No modo de injeção sequencial cada injetor é acionado


apenas uma vez por ciclo do motor (720°). Neste modo de injeção
é imprescindível o uso do sensor de fase e uma saída de injeção
para cada injetor.
Injeção 2/6

Banco A

Multiponto

Semissequencial

Sequencial

Pedal / Borboleta 1/10 Pedal / Borboleta 1/10


Código da borboleta Código da borboleta
Aqui segundo texto
Nenhum 0500020010002001 Nenhum 0500020010002001

Vazão total dos injetores 1 2 3 1 2 3


TPS TPS
4 5 6 4 5 6
É a soma da vazão dos injetores da bancada. Este dado é utilizado ETC
7 8 9
ETC
7 8 9

nos mapas de combustível, permitindo seu ajuste em lb/h. Insira a 0 0

vazão total da bancada, por exemplo, 4 injetores de 80lb/h tem vazão


total de 320 lb/h. TPS
Injeção 3/6
Quando se utiliza borboleta acionada por cabo, com sensor TPS
Banco A
(potenciômetro) no corpo de borboleta selecione a opção “TPS”.
Vazão total dos injetores A vazão total é a soma
da vazão dos injetores
da bancada. A entrada padrão para sinal do sensor TPS é a branca n° 11, porém é
320
lb/h Editar unidade possível configurá-la em outra entrada caso necessário. A calibração do
pedal deve ser realizada conforme indicado no capítulo12.4 do manual.

Pedal / Borboleta 2/10


Tipo de combustível Selecione a entrada para Borboleta 1: Padrão FT400 Branco 11
Branco 7: Two step

Selecione o combustível utilizado no veículo. Esta informação é usada Branco 8: Disponível

Branco 9: Disponível
para criar um mapa padrão mais próximo do ideal para o motor. Branco 10: Disponível

Branco 11: Disponível


Injeção 6/6

Tipo de combustível Referência da fase


da injeção
Gasolina
Abertura
Controle de borboleta eletrônica – ETC
Gas. Competição
do injetor
Etanol Fechamento
O primeiro dado a ser inserido no módulo quando se usa borboleta
Metanol
do injetor
eletrônica é o seu código (diferente do código que consta na
borboleta). Este código pode ser encontrado no software FTManager
que consta no pendrive fornecido com a FT600 e em nosso website.
Referência da fase da injeção
Caso sua borboleta não esteja listada, entre em contato com o
Esta opção tem a função de informar ao módulo se o ângulo suporte técnico da FuelTech, pois, pode ser necessário o envio dela
programado no Mapa de ângulo de fase de injeção é relativo à abertura à fábrica para verificação de compatibilidade e levantamento de seus
ou ao fechamento do injetor. A distância angular é medida entre o parâmetros de controle.
PMS da ignição de cada cilindro e o momento em que o injetor deste
cilindro deve abrir ou fechar.
Entrada de sinal da borboleta e pedal
Abertura do injetor: quando a fase da injeção tem como referência Ao gerar o mapa através do software FTManager, as entradas de
a abertura do injetor, é possível saber apenas quando o injetor abrirá, borboleta são automaticamente atribuídas e podem ser conferidas
não importando para o módulo o momento em que o injetor fechará. através do menu “Sensores e calibração” e então “Entradas”.

26
Gerando um mapa padrão FT600

Configuração da saída para motor borb 1A Configuração da saída para motor borb 1B

Os próximos parâmetros a serem configurados alteram a forma como


a borboleta é controlada em relação ao pedal.

Já ao gerar o mapa através da tela da ECU, as entradas são mostradas


após inserir o código da borboleta eletrônica. As entradas padrão são:
branco n°11 (borboleta 1A) e branco n°10 (borboleta 1B).

Pedal / Borboleta 2/10


Selecione a entrada para Borboleta 1: Padrão FT400 Branco 11
Branco 7: Two step

Branco 8: Disponível

Branco 9: Disponível

Branco 10: Disponível

Branco 11: Disponível

Configuração da entrada sinal para Configuração da entrada sinal para


borboleta 1A borboleta 1B
Em seguida aparecem configurações para entradas de sinal do pedal1 Para a velocidade da borboleta são cinco modos de controle:
e pedal 2, as entradas padrão são: branco n°9 (pedal 1) e branco
n°8 (pedal 2). Normal: velocidade de resposta normal, pouco mais rápida que o
controle original.
Rápido: rápida resposta da borboleta em relação ao pedal. Controle
bastante esportivo.
Suave: modo mais suave de controle da borboleta, ideal para carros
automáticos e muito usados na cidade.
Suave a frio e normal a quente: modo suave a frio para facilitar o
Configuração da entrada sinal para Configuração da entrada sinal para funcionamento durante a fase de aquecimento de motores a álcool.
pedal 1 pedal 2 Após, passa ao modo normal automaticamente.
Suave a frio e rápido a quente: modo suave a frio para facilitar o
Saídas de controle da borboleta eletrônica
funcionamento durante a fase de aquecimento de motores a álcool.
Ao gerar o mapa através do software as saídas “amarelo 1” e “amarelo Após, passa ao modo rápido automaticamente.
2” são selecionadas para o controle de borboleta. Em seguida, selecione o modo de operação. Este parâmetro altera a
relação entre pedal e borboleta.
Pedal / Borboleta 8/10
Velocidade da Borboleta

Normal Rápido Suave

Suave a frio e Suave a frio e


normal a quente rápido a quente

Linear: neste modo a borboleta varia conforme a variação do pedal,


relação 1:1. Indicado para carros equipados com câmbio manual.
Progressivo: este modo é especialmente projetado para uso em carros
de rua e com câmbio automático. Torna progressivo o acionamento
da borboleta.
Selecione as saídas para controle dos fios motor 1 e motor 2 da
borboleta, que, por padrão são: amarelo n°1 (fio motor 1A) e amarelo Agressivo: relação entre borboleta e pedal de 2:1. Ao pressionar
50% do pedal a borboleta já está em 100%. Normalmente usado em
motores equipados com câmbio automático.
n°2 (fio motor 1B). Caso as entradas padrão já estejam ocupadas
O último parâmetro a ser configurado para a borboleta eletrônica é
para outro tipo de controle, utilize as saídas amarelo n°3 e n°4.
seu limite de abertura, muito útil em casos onde se deseja limitar
a potência do veículo. O valor 100,0% permite abertura total da
borboleta. Valores mais baixos limitam sua abertura.

27
FT600 Gerando um mapa padrão

Pedal / Borboleta 9/9 Atuador de lenta 1/4 Atuador de lenta 2/4

Modo de operação Limite de abertura Testar saída: Acionar


da borboleta
Selecione a saída desejada
Nenhum atuador Motor de passo
Linear Nenhuma

Amarelo 1: Bomba de combustível


Progressivo 100,0
% Válvula PWM
Borboleta eletrônica Amarelo 2: Eletroventilador 1
Agressivo
Amarelo 3: Disponível

Atuador de lenta 3/4 Atuador de lenta 4/5

7.6 Atuadores de marcha-lenta Valores de referência: Frequência Abertura total do atuador


com TPS acima de 90%
Para atuadores pequenos,
use valores próximos
Este menu é o responsável pela configuração do tipo de atuador a 2000Hz. Habilitado
1700
utilizado no controle de lenta, sua configuração consiste em selecionar Para atuadores Hz Desabilitado
grandes/simples, use
o modo de controle e as saídas responsáveis por seu acionamento. valores entre 50 e 100Hz

Concluídas estas etapas, é necessário ajustar os parâmetros da marcha


lenta conforme o capítulo 19.3 deste manual. Motor de passo
Na opção de controle de marcha lenta por motor de passo, quatro saídas
de cor amarela serão utilizadas. Após a tela que informa a função de cada
saída, está a tela onde o modelo de motor de passo utilizado deve ser
indicado. Os modelos VW ou GM já têm configurações prontas no menu
(número total de passos) e o modo “Customizado” permite usar outros
modelos de motor de passo. Como existem variações na fabricação
de alguns motores de passo, sugere-se usar o modo “Customizado”
e modificar o número total de passos. Nos motores de passo GM, em
alguns casos, configurações de passos em torno de 190 trazem bons
resultados, já em alguns VW, 210 passos são o suficiente.
A opção “Abertura total do motor de passo com TPS acima de 90%”
abre totalmente o motor de passo quando o TPS está acima de 90%,
aumentando a quantidade de ar admitida.

Atuador de lenta 1/4 Atuador de lenta 2/4


Atuador de lenta 1/4
Atuadores de lenta Testar saída: Acionar
Teste a saída desejada

Nenhum atuador Motor de passo Amarelo 1: Motor de passo 1A


Nenhum atuador Motor de passo
Amarelo 2: Motor de passo 2A

Borboleta eletrônica Válvula PWM Amarelo 3: Motor de passo 1B


Borboleta eletrônica Válvula PWM
Amarelo 4: Motor de passo 2B

Atuador de lenta 3/4 Atuador de lenta 4/4


Um detalhe importante é que, ao selecionar “Nenhum atuador”, ainda Tipo de motor de passo Número de Abertura total do atuador
passos: com TPS acima de 90%
existe a opção de ativar o controle de marcha-lenta por ponto no Customizado

menu “Outras funções” e “Controle de lenta”. Ao selecionar qualquer GM (210 passos) 280
Habilitado

tipo de atuador de lenta, o controle de marcha lenta por ponto é VW (260 passos)
Desabilitado

automaticamente habilitado. Devido ao controle de marcha-lenta


integrado, desenvolvido especialmente para a FT600, o controle de
marcha-lenta por ponto esta sempre ativado, trabalhando em conjunto
7.7 Criação do Mapa padrão FuelTech – gerenciador
com o atuador de marcha-lenta selecionado.
de ajustes
Borboleta eletrônica Este é o passo final para a criação do mapa padrão FuelTech. Insira aqui
informações relativas ao combustível, taxa de compressão, comando
Selecione a opção de atuador de lenta como “Borboleta eletrônica”, e
de válvulas e vazão das bancadas de injetores.
prossiga com a configuração dos ajustes de lenta no menu “Controle
A janela abaixo é exibida ao final do assistente através do software
de lenta” em “Outras funções”. Consulte o capítulo 19.2 do manual
FTManager:
para maiores detalhes.

Válvula PWM
Nesta opção é necessário apontar a saída utilizada para controlar o
solenoide e a frequência do controle exigido pelo atuador. Valores em
torno de 100Hz são recomendados para atuadores grandes e valores
em torno de 2000Hz para atuadores pequenos. Caso verifique que o
atuador apresenta ruído excessivo ao funcionar, aumente a frequência
do controle. Válvulas PWM podem ser configuradas apenas nas saídas
Amarelas.
28
Gerando um mapa padrão FT600

Ao gerar o mapa padrão através da tela do módulo, as informações 7.8 Deadtime dos injetores
são exibidas conforme a imagem abaixo:
Todos os bicos injetores, por serem válvulas eletromecânicas, possuem
Gerenciador de ajustes 2/2 Mapa padrão FuelTech
uma inércia de abertura, um “tempo morto” que é o intervalo dentro do
Editar nome do ajuste Taxa de compressão Tipo de combustível
Gasolina
qual o bico já recebeu o sinal de abertura, porém, ainda não começou
Copiar mapa padrão FuelTech Alta compressão
Gas. Competição a injetar o combustível. Este parâmetro tem como padrão 1,00ms
Copiar para outro ajuste Média compressão
Etanol para bicos injetores de alta impedância e 0,60ms para bicos que
Baixa compressão
Zerar ajuste Metanol utilizam o driver Peak and Hold. O valor de deadtime é considerado
no cálculo do percentual de injeção, principalmente quando é feita
Mapa padrão FuelTech Mapa padrão FuelTech
alguma compensação ou ajuste rápido.
Vazão total dos injetores Vazão total dos injetores Pressão incial da

Bancada A: A vazão total é a soma


bancada B: bancada B Através do Software FTManager, este parâmetro fica no menu “Injeção”
da vazão de todos
injetores do banco.
em “Configurações do motor”.
Exemplo: 4 injetores de 640 2,50
640 80 lb/h possuem um total lb/h bar
lb/h
de 320lb/h.
Dead time dos injetores

Bancada A: Bancada B:
Mapa padrão FuelTech Mapa padrão FuelTech

Comando de válvulas Essa operação vai sobreescrever


1,00 1,00
todos os mapas e configurações ms ms
selecionados na tela anterior.
Alta graduação
Está certo disso?
Baixa graduação
Gerar mapa padrão FuelTech

7.9 Dwell de ignição


Taxa compressão: estimativa da taxa de compressão do veículo. Variações de tensão da bateria influenciam no tempo de carga da
Permite gerar um padrão com o mapa de ignição melhor dimensionado bobina de ignição (Dwell) e consequentemente na qualidade da
para o motor. Considere baixa, média ou alta a taxa, relacionada ao centelha, principalmente em motores que não utilizam alternador.
combustível e se o motor é sobrealimentado ou não. Por exemplo, uma Normalmente, tensões mais baixas de bateria, exigem um aumento
taxa de 10:1 para um motor aspirado a álcool é considerada baixa, já no valor do Dwell e, tensões mais altas, um valor menor.
esta mesma taxa para um motor turbo a gasolina é alta. Bobinas com módulo de potência integrado são mais sensíveis, evite
aplicar valores de Dwell muito elevados.
Tipo de combustível: Selecione o combustível a ser utilizado.
Vazão total dos injetores – Bancos A e B: configure a vazão total ATENÇÃO:
dos injetores de cada bancada. Ao usar módulos de ignição MSD, não é possível
controlar o Dwell de ignição. Neste caso, o
Pressão inicial banco B: pressão onde a bancada B começa a ser cálculo do tempo de carga da bobina é feito pelo
acionada, normalmente na fase turbo. próprio módulo MSD.

Dwell de ignição Dwell de ignição


Comando de Válvulas: informe a característica do comando volts
Modo de operação 12,90 13,80
de válvulas instalado no motor. Ao selecionar o comando de alta
graduação, todos os tempos de injeção na fase de vácuo até -0,3bar Por tensão e MAP
10000
2,9 4,0 ms
RPM
ficam iguais, já que este tipo de comando não tem vácuo estável na Por tensão e RPM
20000 1,1 3,0
marcha lenta.

Selecionando comando de baixa graduação, os tempos de injeção na


fase de vácuo do motor são preenchidos de forma linear.
Agora clique no botão “Gerar mapa padrão FuelTech”. A FT vai mostrar
um aviso dizendo que o mapa do ajuste atual será sobrescrito pelo
mapa padrão.
Um aviso sobre a calibração do pedal será exibido. Clique em sim para
ser direcionado ao assistente para calibração de Pedal.
O capítulo 15.1 contém informações detalhadas sobre a calibração
do pedal. Os próximos capítulos explicam ainda algumas funções
disponíveis dentro de configuração do motor.

Pedal não calibrado!

Deseja executar o
assistente de calibração?

Sim Não

29
FT600 Gerando um mapa padrão

7.10 Energia de ignição Atribuição dos pinos de injeção


• Automático: os pinos de saída de injeção são atribuídos de forma
Este menu permite programar a energia de centelha de ignição do automática pelo módulo.
módulo FTSPARK. A tabela 3D relaciona RPM do motor por MAP e
• Manual: os pinos de saída de injeção são atribuídos de forma manual
as células são preenchidas com o valor de mJ (milijoules) desejado.
através do menu “Sensores e calibração - Saídas”.
O controle de energia de ignição é realizado através da conexão à
Malha fechada de combustível
rede CAN dos dois módulo (ECU FT e FTSPARK).
• Simples: opções básicas do controle de malha fechada. Atendem a
99% dos veículos e motores.
• Avançado: libera opções avançadas como controle PID e tempo de
loop.

Ignição
Modo do mapa de ignição
• Simples: mapa de ignição 2D com até 32 posições de MAP ou
7.11 Opções do Mapa TPS.
• Avançado: tabela de ignição 3D com 32x32 posições de MAP
A nova versão do FTManager é possível escolher qual é o módulo
x RPM ou TPS x RPM.
conectado ao computador e quais funções serão habilitadas para o
mapa ativo. Modo de atribuição dos pinos de ignição
Isso busca facilitar a navegação pelo software diminuindo as opções • Automático: os pinos de saída de ignição são atribuídos de forma
de configuração para as escolhidas pelo preparador, as funções não automática pelo módulo.
marcadas nesta tela serão suprimidas do menu. • Manual: os pinos de saída de ignição são atribuídos de forma
Caso necessite habilitar alguma função basta acessar o menu manual através do menu “Sensores e calibração - saídas”.
configurações do motor > opções do mapa. Modo configurações de RPM
• Simples: opções predefinidas para os níveis de tensão da
detecção do sinal da roda fônica e sensor de fase indutivo.
• Avançado: Permite alterar os níveis de tensão de detecção de
sinais de roda fônica e fase indutivos, sendo possível adequar a
sinais fora do padrão ou em paralelos com injeções originais.

Outras funções
Datalogger interno
• Simples: taxas de amostragem fixas.
• Avançado: taxas de amostragem configuráveis por canal.
Controle de marcha lenta
• Simples: opções predefinidas para o ajuste do controle de marcha
lenta. Atendem a 99% dos veículos e motores.
• Avançado: libera opções avançadas para o ajuste do controle de
7.12 Opções avançadas do ajuste marcha lenta como controle PID, taxa e RPM de aproximação,
tolerância, etc.
Existem opções que somente estão disponíveis através do Software BoostController
FTManager. Pode-se acessá-las através do menu “Configurações do • Simples: opções predefinidas para o ajuste do controle.
motor”:
• Avançado: Habilita opções avançadas para o ajuste do controle.

Injeção
Modo do mapa de injeção
• Simples: mapa de injeção 2D com até 32 posições de MAP ou TPS.
• Avançado: tabela de injeção 3D com 32x32 posições de MAP x RPM
ou TPS x RPM.

30
Instalação elétrica FT600

8. Instalação elétrica Positivo para sensores: usar fio com espessura mínima de 0,5mm²
derivando do mesmo positivo do módulo FuelTech, vindo do Relé
Como os fios dos chicotes da FT600 são praticamente todos Principal. Exemplos: ligação de distribuidor hall, sensor de rotação
configuráveis conforme a necessidade a instalação é extremamente hall, sensor de velocidade hall, sensores de pressão de combustível e
importante que o passo a passo do capítulo 5 seja seguido antes de óleo, etc. Não compartilhar com o positivo de bobinas, bicos injetores
iniciar a instalação do chicote elétrico. ou outros atuadores de potência
Assim as entradas e saídas da ECU são automaticamente alocadas. Positivo para bicos injetores: utilizar fio com espessura mínima de
Para conferir as entradas e saídas, através do software FTManager vá 1,0 mm2 ligado a um relé de 40A. O fusível de proteção deve ser
até o menu “Sensores e calibração” e então “Entradas” ou “Saídas”. escolhido com base no somatório da corrente de pico dos injetores,
somado a um coeficiente de segurança de 40%. Exemplo para 4
injetores que consomem 1A cada na primeira bancada e 4 injetores
que consomem 4A na segunda bancada: (4X1A) + (4X4A) = 20A
+ 40% = 28A. Usa-se um fusível de 30A.
Positivo para atuadores de potência (bobinas, eletroventilador,
bomba de combustível): Utilizar fio com espessura mínima de
2,5mm², relés e fusíveis adequados à corrente do atuador.

NUNCA compartilhe o pós-chave utilizado nos relés dos bicos, bobinas


Através da tela do módulo, pode-se chegar a esta função através e saídas auxiliares, com sensores ou alimentação da FT e acessórios,
do menu “Configurações do motor” e então “Tabela de ligação do pois após interromper a alimentação do relê ou solenoide sua bobina
chicote”. interna pode enviar uma corrente reversa com valores muito altos,
Tabela de ligação do chicote Tabela de ligação do chicote
ocasionando a queima do sensor ou da FT.
Branco 1: Sonda 1 Branco 20: TPS

Branco 2: 2-step Azul 1: Injeção Banco A - cilindro 1 Fio preto – negativo de bateria
Branco 3: Ar Condicionado Azul 2: Injeção Banco A - cilindro 2

Branco 4: Pressão óleo Azul 3: Injeção Banco A - cilindro 3 Um dos fios responsáveis pelo aterramento do módulo FuelTech, o
Branco 5: Temperatura do motor Azul 4: Injeção Banco A - cilindro 4 fio preto deve ser instalado diretamente no negativo da bateria,
sem emendas. Em hipótese alguma este fio pode ser ligado ao
Tabela de ligação do chicote Tabela de ligação do chicote
chassi do veículo ou ser ligado junto do fio preto/branco da FuelTech.
Azul 16: Bomba de Combustível Cinza 8: Saída para conta-giros
Isto pode causar interferências difíceis de solucionar e/ou detectar.
Cinza 1: Ignição - cilindro 1 Amarelo 1: Disponível

Cinza 2: Ignição - cilindro 2 Amarelo 2: Disponível


Este fio deve ter contato permanente com o negativo da bateria, nunca
Cinza 3: Ignição - cilindro 3 Amarelo 3: Disponível sendo interrompido por chaves gerais, antifurtos ou assemelhados.
Cinza 4: Ignição - cilindro 4 Amarelo 4: Disponível Para desligar o módulo FuelTech, o chaveamento deve ser feito pelo
positivo, fio vermelho.
Com base nestas informações, pode-se iniciar a instalação do chicote Para fixar o negativo no borne da bateria, use terminais tipo olhal
elétrico, que deve ser realizada com este desconectado do módulo e onde é desejável que o mesmo seja apenas crimpado, faça a ligação
com a bateria desligada do veículo. É muito importante que o chicote utilizando um alicate de crimpar e logo após isole a emenda com
seja do menor tamanho possível e sempre que algum fio estiver termo retrátil.
sobrando deve-se cortar o pedaço excedente. Caso haja a necessidade do uso de soldas entre fio e terminal, teste a
Escolha um lugar apropriado para a fixação do módulo na parte resistência ela não deve ser superior a 0,2 Ohms. A solda também faz
interna do veículo, de forma a evitar que os fios do chicote fiquem com que a emenda fique rígida e, ao receber as vibrações típicas dos
perto de chicotes de ignição, cabos de vela, bobinas e outras fontes motores a combustão, podem se romper ou apresentar mal contato.
de ruído elétrico. OBS.: Ao identificar zinabre (pó verde, branco) na região do borne
Não instale, sob nenhuma hipótese, o módulo de injeção no cofre do da bateria, faça a limpeza com uma escova de aço e bicarbonato de
motor ou em lugares onde fique exposto a líquidos e calor. Procure sódio ou spray limpa contatos, revise a presilha do borne e troque-a
não colocar o módulo de injeção próximo ao módulo de ignição, sob caso necessário (zinabre também é causado por mau contato ou por
o risco de interferência. umidade).
O chicote elétrico deve ser protegido de contato com partes afiadas Após a limpeza teste a resistência entre o borne e o terminal não deve
que possam vir a danificar algum fio e causar curto-circuito. Preste ser superior a 0,2 Ohms. Caso o problema persista substitua a bateria.
atenção especial na passagem por furos, sempre colocando borrachas
ou outras proteções. No cofre do motor, passe os fios por locais onde
Fio verde com preto - Terra para sensores
não recebam calor excessivo e não obstruam nenhuma peça móvel
do motor. Negativo para sensores (TPS, sensores de temperatura, pressão,
rotação, distribuidor, etc.):
É obrigatório utilizar o terra de sinal dos sensores no fio verde com
Fio vermelho – entrada 12V preto. Ao ser ligado ao chassi ou em um ponto próximo a fontes de
Este fio deve ser ligado em um positivo pós-rele (Relé Principal) e não ruídos eletromagnéticos, a leitura e funcionamento destes sensores
pode ser compartilhado com o positivo de bobinas, bicos injetores ou podem ser prejudicados e, em alguns casos, levar à queima ou avaria
outros atuadores de potência. do sensor.

31
FT600 Ligação da FT600 com chicote da FT500

Fio preto/branco - terra de potência Um bom teste para detectar falhas ou deficiências no ponto de
aterramento é medir a resistência deste em relação ao negativo da
Estes são os fios responsáveis pelo aterramento de potência dos
bateria (ponteira vermelha no ponto de aterramento e ponteira preta
módulos FuelTech. Eles devem ser ligados preferencialmente no bloco
no negativo da bateria). Na escala de 200 Ohms do multímetro a
ou cabeçote em local com um bom contato elétrico, de preferência na
resistência encontrada deve ser menor de 0,2 Ohm.
mesma malha que liga o borne negativo da bateria ao motor.
Lembre-se de tocar uma ponteira do multímetro na outra para encontrar
sua resistência. Isto deve ser descontado do valor encontrado na
OBS: Os fios de terra de potência também pode ser conectados na
medição da resistência do ponto de aterramento.
bateria desde que respeitem a regra de NÃO juntarem os terras de
potência com terra de sinal antes do borne da bateria.
OBS: é importante a manutenção e conservação da malha que liga
Os 3 terras de potência no chicote A e B do módulo, nunca devem
a bateria ao chassi e da que liga o motor ao chassi. No caso de elas
ser interrompidos por chaves gerais, antifurtos, ou assemelhados.
estarem desgastadas, oxidadas ou parcialmente rompidas, recomenda-
Para desligar o módulo FuelTech, o chaveamento deve ser feito pelo
se a troca por novas para evitar problemas.
positivo, fio vermelho conforme figura do capítulo na próxima pagina.
O terra para módulos de ignição (SparkPRO, etc.), módulos Peak and
Hold, relés, outros atuadores e equipamentos que precisem de terra Instalação de chave geral (opcional) – dicas importantes
de potência, devem ser ligados no motor (cabeçote ou bloco). As chaves gerais são usadas há muito tempo em veículos de
competição para aumentar a segurança no caso de um acidente. E,
assim como qualquer equipamento elétrico, existe um modo correto
de instalação.

A chave geral não pode cortar o terra de potência ou o negativo da bateria! Este é o erro mais comum e fatal cometido por instaladores
e, normalmente custa horas de trabalho para encontrar e sanar todos os problemas de interferência causados por ele. Isto sem contar a enorme
possibilidade danificar os equipamentos eletrônicos instalados no veículo. A chave geral deve SEMPRE cortar o POSITIVO da bateria.

2 3

1
4 5

Fio preto/branco da FT deve ser 6


ligado ao cabeçote do motor

1 - Malha ligando o negativo da bateria no chassi e no motor; 4 - Chave geral;


2 - Fio preto FT negativo bateria; 5 - Comutador de ignição;
3 - Positivo para o alternador; 6 - 12V pós-chave;

9.1 Calibração da ignição


9. Ligação da FT600 com chicote da FT500
A tela de calibração (ou a tela do software da ignição na FT600)
A FT600 pode ser instalada em veículos que já utilizam módulos possui os mesmos parâmetros utilizados nos módulos anteriores da
FT500/FT500LITE, sem que o chicote elétrico tenha que ser refeito. linha FT, a diferença é que estes parâmetros estão localizados em
Contudo, alguns pontos devem ser verificados e alterados. uma mesma tela.

A melhor opção é realizar uma nova instalação, com o chicote da Outra mudança é que, após realizar a modificação no alinhamento do
FT600, de acordo com as recomendações contidas neste manual. Isto dente ou correção, esta alteração será registrada também no menu de
elimina a possibilidade de problemas de mau contato e interferência, alinhamento presente no menu “Configurações do motor”.
comuns em instalações já com certo tempo de uso.
Calibrar ignição

Porem se a opção de instalar um chicote novo não for possível, há outra 20


Corrigir a calibração
até ler
alternativa, cortando os conectores do chicote da FT500 e ligando 120,0
°
dentes
0,0º
20° na pistola.

conforme diagramas abaixo. Ponto fixado em: (Algumas pistolas


0° 20° podem ler 40°)

Para executar este procedimento é necessário a compra do kit de


terminais e conectores da FT600 (vendido separadamente).

32
Ligação da FT600 com chicote da FT500 FT600

NOTA: Em casos de distribuidor também é possível fazer essa calibração,


Para evitar danos à sua instalação corte cada ao invés de girar o distribuidor, para encontrar o ponto fixado em 0º
fio individualmente, crimpe e instale no furo ou em 20º.
correspondente do conector. Tela de calibração da ignição no software FTManager, na FT600.

IMPORTANTE:
Na par te traseira dos conectores existe uma
numeração sequencial dos pinos, os diagramas abaixo
estão representando com uma vista traseira por onde
devem ser encaixados os pinos.

ATENÇÃO:
Observe atentamente qual é o conector correto.
Conector A: possui 3 chanfros de encaixe.
Conector B: possui 4 chanfros de encaixe.

Diagrama Conector A - com ligação dos fios da FT500


Azul saída 5

Azul saída 4 Azul saída 6

Azul saída 3 Azul saída 7

Azul saída 2 Azul saída 8

Azul saída 1
1 2 3 4 5 6 7 8 9
Preto/Branco
Terra Chassi
10 11 12 13 14 15 16 17 Diagrama para ligação do conetor
Diagrama para ligação do conetor da FT600 em um chicote FT500.
Cinza saída 1 Cinza saída 8
da FT600 em um chicote FT500. 18 19 20 21 22 23 24 25
Vermelho - 12V
Amarelo saída 1 Pós-chave
26 27 28 29 30 31 32 33 34

Amarelo saída 2 Cinza saída 7

Cinza saída 2 Cinza saída 6

Amarelo saída 3 Cinza saída 5

Cinza saída 3 Cinza saída 4

Amarelo saída 4

Diagrama Conector B - com ligação dos fios da FT500


Branco - Entrada 1 Branco - Entrada 7

Branco - Entrada 6 Branco - Entrada 2

Branco/Vermelho - CAN_A Branco - Entrada 8

Branco - Referência sensor de FASE Branco - Entrada 3 Diagrama para


Diagrama para ligação do conetor ligação do conetor
da FT600 em um chicote FT500. Amarelo/Azul- CAN_A Branco - Entrada 9 da FT600 em um
Branco - Referência. Sensor chicote FT500.
de rotação indutivo Branco - Entrada 4
Cabo blindado Preto
Vermelho - Entrada Sinal
Rotação indutivo Branco - Entrada 5
1 2 3 4 5 6 7 8 9

Terra Bateria Branco - Entrada 10


10 11 12 13 14 15 16 17

Branco/Preto
Terra de chassi
18 19 20 21 22 23 24 25
Branco - Entrada 11
Vermelho 12V pós-chave
26 27 28 29 30 31 32 33 34
Verde/Vermelho - Verde/Preto -
5V Alimentação sensores Terra para sensores

Branco/Preto
Terra de chassi

33
FT600 Bicos injetores

10. Bicos Injetores • Dois injetores por canal: saída azul n°1 controla os injetores
dos cilindros 1 e 4 e a saída azul n° 2 controla os injetores dos
A FT600 conta com 16 saídas para controle de injeção (fios azuis cilindros 2 e 3.
n°1 a n°16). Cada uma destas saídas pode acionar até 6 injetores
com resistência acima de 10 Ohms (ou até 4 injetores com resistência
acima de 7 Ohms). Utilizando módulo Peak and Hold, a capacidade
da saída varia de acordo com o modelo do módulo utilizado (Peak
and Hold 2A/0,5A, 4A/1A ou 8A/2A).
Em casos onde é necessário utilizar mais do que 16 saídas de injetores,
o controle é realizado pelas saídas de cor cinza ou amarelo. Neste
caso, o uso do Peak and Hold para estas saídas é obrigatório.
O acionamento dos injetores pode ser realizado nos modos multiponto,
semissequencial ou sequencial. • Quatro injetores por canal: usar esta ligação apenas para
compatibilidade com instalação existente de módulo da linha
Exemplos de aplicação em motores 4 cilindros com injetores FT anterior.
de alta impedância
• Acionamento individual: cada saída azul controla um cilindro
independentemente. Esta ligação é recomendada, pois é a única
que permite utilizar compensações de injeção individuais por
cilindro, entre outras funções.

Mesmo com os injetores ligados de forma individual (um por canal), é


possível configurar as saídas para trabalharem em modo multiponto
(todas pulsando ao mesmo tempo), semissequencial (banco a
banco) ou sequencial (cada saída pulsa apenas no ciclo do respectivo
cilindro).

11. Ignição
A FT600 possui doze saídas de ignição que podem ser usadas de
acordo com a necessidade do projeto. A ignição pode ser controlada
através de um distribuidor ou através de roda fônica.

Ignição com distribuidor


Ao usar a injeção em conjunto com um distribuidor, a única saída de Bobina Bosch F 000 ZS0 104 Módulo de
ignição integrado.
ignição utilizada é a cinza nº1. Este fio deve acionar uma bobina já com
módulo de ignição integrado ou um módulo de potência de ignição. A ligação desta bobina é:
- Pino 1: Terra de potência
NOTA: - Pino 2: Saída cinza n°1 da FuelTech;
Quando configurada como MSD é utilizada a entrada - Pino 3: Positivo 12V de potência (de um relé);
amarela 1.
FuelTech SparkPRO-1 com bobina sem módulo de ignição
Bobina com módulo de ignição integrado O módulo FuelTech SparkPRO-1 é uma ignição indutiva de alta energia
São bobinas com no mínimo 3 fios de entrada e apenas uma saída que possui uma excelente relação custo/benefício e pode ser utilizado
para cabo de vela, como a do VW Gol Mi, de 3 fios. Recomenda-se com qualquer bobina simples (sem ignição interna) de 2 fios. São
usar um mapa Dwell em torno de: 6ms a 8V, 4ms a 10V, 3,60ms recomendadas as bobinas com menor resistência possível no primário
a 12V e 3ms a 15V a fim de proteger estas bobinas de qualquer para um melhor aproveitamento do potencial da SparkPRO-1 como,
sobrecarga. Com bobinas deste tipo, o parâmetro “Saída de ignição” por exemplo, a bobina do VW AP Mi de 2 fios (Código Bosch F 000
deve ser configurado como “SparkPRO”. Caso seja selecionada a ZS0 105). A resistência mínima do primário da bobina deve ser 0,3
saída erroneamente, a bobina será danificada em poucos segundos. Ohms, abaixo disso o SparkPRO será danificado.
Procure colocar este módulo o mais próximo possível da bobina de
ignição.

34
Ignição FT600

Aviso importante sobre a SparkPRO-1: O tempo • Para usar os cortes de ignição pela MSD, deve-se configurar o
de carga (Dwell) excessivo pode queimar o módulo conforme o capitulo 7.3.
SparkPRO e a bobina. Recomenda-se utilizar um • Este tipo de corte só fica disponível para seleção quando
mapa de Dwell de 6ms a 8V, 4ms a 10V, 3,60ms configurada a ignição com distribuidor e módulo MSD.
a 12V e 3ms a 15V e observar a temperatura • Quando configurada como MSD é a amarela 1.
deste em funcionamento normal do motor. Caso
esquente muito, baixe imediatamente o Dwell.
Tome muito cuidado!
Ignição com roda fônica
Quando a ignição é controlada sem distribuidor, é necessário um
IMPORTANTE: sistema de ignição estático, com bobinas duplas ou individuais por
cilindro. Neste caso, as bobinas são acionadas por saídas diferentes
Na configuração do menu “Ignição” selecione
de acordo com o número de cilindros. As saídas de ignição (fios
a saída como “Borda de descida, com dwell
cinza) pulsam conforme a ordem de ignição previamente configurada.
SparkPRO”. Caso seja selecionada a saída
erroneamente, o módulo será danificado em Exemplo: Motor 4 cilindros com bobinas individuais:
poucos segundos! As saídas de cor cinza serão preenchidas conforme o número de
cilindros e tipo bobina configurados no menu de ignição.
Os fios de cor cinza que não forem utilizados para o controle de ignição
Módulo de ignição capacitiva (MSD 6A, MSD 7AL, Crane,
podem ser configurados como saídas de injeção (obrigatório uso de
Mallory, etc.) Peak and Hold) ou como saídas auxiliares.
A saída de ignição da FuelTech deve ser conectada ao módulo de
ignição de potência (normalmente fio branco). A instalação destes
Bobinas individuais – ligação elétrica
módulos de ignição deve seguir exatamente as instruções do manual
do fabricante, apenas com a captação do sinal de ignição vindo da Na FT600, a ligação elétrica das bobinas individuais deve ser realizada
FuelTech. Utilize a bobina recomendada pelo fabricante do módulo de modo que a saída de ignição esteja ligada ao respectivo cilindro,
de ignição. na ordem crescente:

• Saída de ignição 1 controla a bobina do cilindro 1;


Observações importantes:
• Saída de ignição 2 controla a bobina do cilindro 2;
• Coloque este módulo de ignição o mais próximo possível da
• Saída de ignição 3 controla a bobina do cilindro 3, etc.
bobina, nunca dentro do habitáculo do veículo, pois há risco de
interferências nos equipamentos eletrônicos.
Quando a bobina não possui módulo de potência incorporado, deve-se
• Procure deixar os fios que vão do módulo de ignição até a bobina
utilizar um módulo de potência, como por exemplo, o módulo FuelTech
com o menor comprimento possível.
SparkPRO. As saídas de ignição da FT600 serão ligadas nas entradas
• Na Configuração do menu “Ignição” selecione a opção que diz
(fios cinza) do SparkPRO e as saídas de acionamento (fios verde)
Borda de subida “MSD - duty 25%”.
nos pinos da bobina.
• Não é possível controlar o Dwell de ignição utilizando módulos
deste tipo.
IMPORTANTE:
Bobinas com corpo ou orelhas de fixação metálicas
precisam estar aterradas no cabeçote ou negativo de
Positivo da Bateria (Vermelho Grosso)
Terra no Cabeçote (Preto Grosso) bateria para evitar interferência na parte eletrônica
Ignição
Capacitiva
Entrada “Points” (Branco) Saída de Ignição Cinza n°1 do veículo
Positivo Pós-Chave 12V

+
Obs.: Entrada “Magnetic Pickup” -
não utilizada
Laranja (Positivo Bobina)
Preto (Negativo Bobina)

Entrada Legacy - MSD


Ligar fio branco da FT Terra de Potência - Cabeçote
no pino da direita
Saída Canal 3
Saída Canal 1
Conector A Saída Canal 2
Não ligar o pino Saída Canal 4
da esquerda
1 2 3 4 5 6 7 8 9

10 11 12 13 14 15 16 17

18 19 20 21 22 23 24 25 10 9 8 7 6

26 27 28 29 30 31 32 33 34
5 4 3 2 1

Entrada Canal 4

Entrada Canal 3
Entrada Canal 2 CIL.3
CIL.1
Entrada Canal 1
CIL.2
CIL.4

35
FT600 Ignição

Bobinas duplas – ligação elétrica um módulo de potência externo, como por exemplo, o FuelTech
SparkPRO. As saídas de ignição da FT600 serão ligadas nas entradas
Neste caso, a saída de ignição 1 controla o cilindro 1 e seu gêmeo, a
(fios cinza) o módulo de ignição e as saídas de acionamento (fio
saída de ignição 2 controla o cilindro 2 e seu gêmeo, etc.
verde) os pinos da bobina.

Em bobinas sem módulo de potência incorporado, deve-se utilizar


Terra de Potência - Cabeçote

Saída Canal 1
Conector A

1 2 3 4 5 6 7 8 9 4 1

10 11 12 13 14 15 16 17

18 19 20 21 22 23 24 25
6 5 4
Saída Canal 2
26 27 28 29 30 31 32 33 34
3 2 1
3 2

Entrada Canal 2

Entrada Canal 1

Instalação Resistor nas saídas Cinzas Este procedimento é indicado como proteção do equipamento contra
uma corrente de retorno de descarga em situações adversas.
Ao utilizar bobinas com módulo de ignição integrado em seu veículo
com FuelTech é recomendado instalar um resistor de 100 Ohms
(100R) em série com cada saída cinza utilizada em sua instalação. NOTA:
- Após a instalação do resistor, isole o local com fita
tecido;

Saída Canal 3
Saída Canal 1
Conector A Saída Canal 2
Saída Canal 4

1 2 3 4 5 6 7 8 9

10 11 12 13 14 15 16 17

18 19 20 21 22 23 24 25

26 27 28 29 30 31 32 33 34

Entrada Canal 4

Entrada Canal 3
Entrada Canal 2 CIL.3
CIL.1
Entrada Canal 1
CIL.2
CIL.4

36
Ignição FT600

Pinagem Bobinas Individuais


Bobina Tipo Carros equipados Ligação dos pinos

Renault Sem ignição Pino 1 bob 1: Potência de ignição (vem da SparkPRO-2)


interna Pino 2 bob 2: 12V pós-chave (potência)
7700875000 Motores Renault 2.0 16V
Ligar em série e Ligar o pino 2 da bob 1, no pino 1 da bob 2 (liga-se em série)
usar SparkPRO-2 Estas bobinas trabalham em 6V.
Bosch Fiat Marea 2.0T, 2.4 (3,60ms) Pino 1: Potência de ignição (vem da SparkPRO ou similar)
0221504014 Sem ignição Pino 2: Negativo da bateria
interna Fiat Stilo Abarth 2.4 20V
0221504460 (1,80ms) Pino 3: 12V pós-chave (potência)
Fiat Punto/Linea 1.4 T-Jet Pino 1: Negativo da bateria
Bosch Sem ignição
interna Pino 2: 12V pós-chave (potência)
0221504024
Pino 3: Potência de ignição (vem da SparkPRO ou similar)
Pino 1: Potência de ignição (vem da SparkPRO ou similar)
VW/Audi 20V/ Sem ignição Todos VW/Audi 1.8 20V Turbo
BMW interna Pino 2: Negativo da bateria
BMW 328
Pino 3: 12V pós-chave (potência)
Sem ignição Peugeot 306 e 405 2.0 16V Pino 1: 12V pós-chave (potência)
Magneti Marelli interna Citroen Xantia e ZX 2.0 16V Pino 2: Negativo da bateria
BAE700AK (Dwell: 2,50ms) Maserati Coupé 3.2 32V Pino 3: Potência de ignição (vem da SparkPRO ou similar)
MSD PN 82558 Pino 1: Potência de ignição (vem da SparkPRO ou similar)
MSD PN 82558 Sem ignição Pino 2: Não ligar
interna
Pino 3: 12V pós-chave (potência)
Toyota
Sem ignição Toyota 2JZ, outros Pino 1: 12V pós-chave (potência)
90919-02205 interna Honda CBR 1000 (1,80ms) Pino 2: Potência de ignição (vem da SparkPRO ou similar)
129700-5150
Corvette LS1/LS2, Onix Pino A: Terra de potência
Módulo de Pino B: Negativo da bateria
ACDelco ignição integrado
12611424 Pino C: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
(Dwell: 4,5ms)
Pino D: 12V pós-chave (potência)
Diamond FK0140 Subaru WRX Pino 1: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
(Dwell 3ms) Módulo de
ignição integrado Pino 2: Negativo da bateria
Diamond FK0186
(Dwell 5ms) Pino 3: 12V pós chave (potência)
Pajero 3.8 6G75 MiVec Pino 1: 12V pós chave (potência)
Diamond Módulo de
ignição integrado Pino 2: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
FK0320
Pino 3: Negativo da bateria
Hitachi CM11-202
Fiat Brava/Marea 1.8 Pino 1 - +: 12V pós-chave (potência)
Hanshin MCP3350 Módulo de
ignição integrado Nissan Silvia S15 Pino 2 - B: Negativo da bateria
Hanshin MCP1330
Nissan R34 (RB26DETT) Pino 3 - IB: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Nissan 224891F00
Pino 1: 12V pós-chave (potência)
Denso 10R Módulo de Pino 2: Negativo de bateria
035444 ignição integrado Toyota Camry 2.4
Pino 3: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Pino 4: Terra de potência
Mitsubishi Nissan 350 Z Pino 1: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Hitachi AIC3103G Módulo de Infiniti G35/FX35 Pino 2: Negativo da bateria
ignição integrado
Pino 3: 12V pós-chave (potência)
Pino 1: 12V pós-chave (potência)
Audi/VW
Módulo de Audi A6, S3 – VW Bora, Golf, Pino 2: Negativo da bateria
06x 905 115 ignição integrado Audi R8, Passat 1.8 Turbo Pino 3: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Hitachi CM11-201
Pino 4: Terra de potência
Pino 1: Negativo da bateria
Bosch Módulo de Pino 2: Terra de potência
ignição integrado VW VR6 – Golf, Passat
022 905 100x Pino 3: 12V pós-chave (potência)
Pino 4: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Denso 099700-101 Honda Fit
Pino 1: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Denso 099700-115 Módulo de
ignição integrado Pino 2: Negativo da bateria
Denso 099700-061
Pino 3: 12V pós-chave (potência)
Hitachi CM11-109
Denso 90919-022 Toyota/Lexus V6 3.0 Pino 1: Negativo da bateria
?? Módulo de Pino 2: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Final 27, 30, 36, ignição integrado Pino 3: Não ligar
39 e 40 Pino 4: 12V pós-chave (potência)
Pino 1: Negativo da bateria
Módulo de Pino 2: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
VW 030905110D ignição integrado VW Gol/Voyage G6
Pino 3: Terra de potência
Pino 4: 12V pós-chave (potência)

37
FT600 Ignição

Bobina Tipo Carros equipados Ligação dos pinos


Pino A: Terra de potência
Bosch Módulo de Captiva / Omega australiano Pino B: Negativo de bateria
0221604104 ignição integrado V6 3.6 Pino C: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Pino D: 12V pós-chave (potência)
Nissan Sentra Pino 1: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
Bosch Módulo de Pino 2: Negativo da bateria
0221604014 ignição integrado
Pino 3: 12V pós chave (potência)
Pino 1: Ligado a uma saída de ignição (fio cinza)
Bosch Módulo de
ignição integrado Peugeot 2008 1.6 THP Pino 2: Negativo de bateria
9810972380
Pino 3: 12V pós chave (potência)
Pino 1: 12V pós chave (potência)
30520-R1A-A01 Módulo de New Civic Pino 2: Negativo de bateria
ignição integrado
Pino 3: Ligado a uma saída de ignição (fio cinza)
BOSCH BMW X1/X5/M5/118/120/320 Pino 1: Ligado a uma saída de ignição (fios cinza)
0221504470 Sem ignição Pino 2: Terra de chassi
interna E46/E39/E38/Z3/Z4/Z8
0221504100 Pino 3: 12V pós-chave (potência)

Pinagem Bobinas Duplas

Bobina Tipo Carros equipados Ligação dos pinos


Bosch 4 cilindros
(3 fios) Celta, Corsa, Gol Flex, Pino 1a (A): Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 2 da injeção)
Sem ignição
F 000 Z S0 213 Meriva, Montana, Vectra 16V Pino 15 (B): 12V pós-chave (potência)
interna
F 000 Z S0 222 Fiat Linea 1.9 16V Pino 1b (C): Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 1 da injeção)
0 221 503 011
Bosch 4 cilindros
Pino 1: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 1 da injeção)
(3 fios) Sem ignição Astra, Kadett, Ipanema,
Pino 2: 12V pós-chave (potência)
F 000 ZS0 203 interna Vectra 8V, Zafira
Pino 3: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 2 da injeção)
F 000 ZS0 205
Pino A – cil. 3: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 3 da injeção)
Sem ignição
47905104 Pino B – cil. 2: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 2 da injeção)
interna Fiat Stilo 1.8 16V
19005212 Pino C – cil. 1: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 1 da injeção)
Acionamento GM Meriva 1.8 16V
1208307 Pino D – cil. 4: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 4 da injeção)
individual por GM Zafira 1.8 e 2.0 16V
(6 fios – 4 canais) Pino E: Negativo da bateria
cilindro
Pino F: 12V pós-chave (potência)
Sem ignição
Bosch Fiat Palio, Siena, Uno 1.0 , Pino 1: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza do módulo)
interna (duas
F000Z S0103 1.5, 1 .6, Tempra 2 .0 Pino 2: 12V pós-chave (potência)
saídas)
Pino 1: Potência de ignição (vem da SparkPRO cinza 3 injeção)
Bosch 6 cilindros Sem ignição Pino 2: Potência de ignição (vem da SparkPRO cinza 2 injeção)
GM Omega 4.1, Ford V6
0 221 503 008 interna Pino 3: Potência de ignição (vem da SparkPRO cinza 1 injeção)
Pino 4: 12V pós-chave (potência)
Pino A: Cinza 2 (cilindros 2 e 3)
Módulo
Delphi 4 cilindros GM Corsa MPFI (de 98 a Pino B: Cinza 1 (cilindros 1 e 4)
de ignição
(arredondada) 2002) Pino C: Negativo da bateria
integrado
Pino D: 12V pós-chave (potência)
Pino 1: 12V pós-chave (potência)
Módulo
Delphi 4 cilindros GM Corsa MPFI (de 98 a Pino 2: Negativo da bateria
de ignição
(quadrada) 2002) Pino 3: Cinza 1 (cilindros 1 e 4)
integrado
Pino 4: Cinza 2 (cilindros 2 e 3)
Pino 1: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 1 da injeção
Sagem Sem ignição Pino 2: Potência de ignição (SparkPRO - Cinza 2 da injeção
Peugeot 1.4
96358648 interna Pino 3: Negativo da bateria
Pino 4: 12V pós-chave (potência)

38
Ignição FT600

Pinagem Bobinas Duplas


Bobina Tipo Carros equipados Ligação dos pinos
Bosch 4 cilindros Pino 1: Amarelo 1 (cilindros 1 e 4)
Módulo
(4 fios) VW Golf, Bora, Audi A3 e A4, Pino 2: 12V pós-chave (potência)
de ignição
032 905 106 B/D Seat Ibiza e Córdoba Pino 3: Amarelo 2 (cilindros 2 e 3)
integrado
F000ZS0210 Pino 4: Negativo da bateria
Módulo Pino 1: Negativo da bateria
Eldor – 4 cilindros de ignição Pino 2: Cinza 4 (cilindro 4)
(6 fios – 4 canais) integrado Pino 3: Cinza 3 (cilindro 3)
Bora, New Beetle, Polo
06A 905 097 Acionamento Pino 4: Cinza 2 (cilindro 2)
06A 905 104 individual por Pino 5: Cinza 1 (cilindro 1)
cilindro Pino 6: 12V pós-chave (potência)
Pino 1: Negativo da bateria
VW V6 Módulo Audi A4 2.8 V6 Pino 2: Cinza 1 (cilindros 1 e 4)
078 905 104 de ignição Audi A6 Pino 3: Cinza 2 (cilindros 2 e 5)
integrado Passat 2.8 V6 Pino 4: Cinza 3 (cilindros 3 e 6)
Pino 5: 12V pós-chave (potência)
Pino A: Cinza 2 (Cilindros 2 e 3)
Bobina GM Módulo Pino B: Cinza 1 (Cilindros 1 e 4)
94702536 de ignição GM Agile 1.4 Pino C: Negativo da bateria
DELPHI CE20131 integrado Pino D: Terra de potência
Pino E: 12V pós-chave (potência)
Pino 1: 12V pós-chave (potência)
Sem ignição
Pino 2: Cilindro 1
interna
Bobina Delphi FIAT Uno Pino 3: Cilindro 2
Acionamento
55228006 Fire Evo 1.4 Pino 4: Cilindro 3
individual por
Pino 5: Cilindro 4
cilindro
Pino 6: Negativo da bateria
Pino A: Potência de ignição (SparkPRO - Cilindro 2 e 3)
Eldor Sem ignição Pino B: 12V pós-chave (potência)
Renault Clio e March
8200 702 693 interna Pino C: Terra potência
Pino D: Potência de ignição (SparkPRO - Cilindro 1 e 4)
Pino 1: Potência de ignição (vem da SparkPRO cilindro 1 e 4)
Sem ignição Xsara picasso 2.0 e Pino 2: Potência de ignição (vem da SparkPRO cilindro 2 e 3)
2526118a
interna Peugeot 307 Pino 3: Não utilizado
Pino 4: 12V pós-chave (potência)
1 - cilindro 4 - vem da sparkpro
2 - 12V potência
3 - Terra de potência
Sem ignição
BMW 318ti compact 94/00 4 - não utilizado
interna
5 - cilindro 1 - vem da sparkpro
6 - cilindro 3 - vem da sparkpro
7 - cilindro 2 - vem da sparkpro

IMPORTANTE:
Bobinas com corpo ou orelhas de fixação metálicas precisam estar aterradas no cabeçote ou negativo de bateria
para evitar interferência na parte eletrônica do veículo

39
FT600 Sensores e atuadores

12. Sensores e atuadores 12.3 Sensor de pressão– PS-10B


A FT possui alguns sensores disponíveis como padrão em sua Este sensor pode monitorar qualquer tipo de pressão no motor, tanto
configuração, porém, é possível utilizar outros modelos de sensores, de fluidos (combustível, óleo, água) quanto de gases. Através do
como os originais do motor (inclusive conexão em paralelo com a check control é possível programar os avisos de pressão alta, baixa
ECU original). A configuração é realizada no modo customizado via e pressão diferencial. Ao instalar este sensor, deve-se configurar, no
software FTManager e USB diretamente no computador. menu “Sensores e calibração”, a entrada em que o sensor será ligado
e o tipo de sensor de pressão utilizado.

12.1 Sensor de temperatura do ar da admissão


Características do sensor PS-10B:
Com este sensor é possível monitorar a temperatura do ar da admissão • Sinal de saída: 1 a 5V
em tempo real pelo computador de bordo e programar compensações • Ligação elétrica:
automáticas. o Pino 1: Negativo da bateria
o Pino 2: Sinal de saída 1 a 5V
o Pino 3: 12V pós-chave
• Conexão: 1/8’’ NPT
• Faixa de pressão: 0 a 10bar
• Tensão de alimentação: 12V
• Corpo em aço inox e IP67
• Exatidão (incluindo não linearidade, histerese e repetibilidade):
+-0,5% em fundo de escala.

Modelos: A FT600 abre a possibilidade para uso de qualquer sensor de pressão,


basta que sua tabela de pressão X tensão seja configurada através
do PC e software FTManager.
• Fiat: Sensor padrão Delphi / NTK (3,3kΩ a 20ºC);
• GM (padrão americano): ACDelco: 213-190 / GM n°25036751.
Um dos pinos do sensor deve ser ligado ao fio branco n°7 da FT, o 12.4 Sensor de posição da borboleta (TPS)
outro ao negativo da bateria. O sensor de posição da borboleta (TPS, Throttle Position Sensor) é um
potenciômetro colocado junto ao eixo da borboleta a fim de informar
12.2 Sensor de temperatura do motor a posição angular da mesma.
Em casos especiais, pode-se funcionar o motor sem o uso deste
Este sensor é fundamental para o correto funcionamento do motor
sensor. É recomendada a utilização do TPS original, pois este tem a
em todas as faixas de temperatura, em especial no trabalho a frio
sua fixação e curso adequados ao corpo de borboletas utilizado. De
logo após a partida. Em motores com refrigeração à água deve ser
qualquer forma, os produtos FuelTech são compatíveis com qualquer
colocado próximo ao cabeçote do motor, de preferência no local
sensor TPS, pois possuem função de calibração.
do sensor original. Em motores refrigerados a ar, o sensor deve ser
colocado no óleo do motor.
O sensor TPS do VW Gol tem a seguinte ligação: pino 1: negativo;
pino 2: alimentação 5V; pino 3: sinal do TPS.

Descobrindo a ligação do TPS


Com um multímetro na escala de 20k Ohms, desconecte o chicote da
injeção e deixe a chave de ignição desligada. Faça a medição entre os
fios verde/vermelho e Preto do conector da FT. A resistência não deve
variar ao acelerar. Caso varie, inverta os fios de modo que a resistência
do TPS varie apenas entre os fios Branco n°11 (entrada sinal TPS) e
verde/vermelho e entre os fios branco e preto.

Modelos:
A tensão do sinal do TPS deve subir de acordo com a abertura da
borboleta, com variação superior a 3 Volts entre o repouso e a abertura
• Fiat: Sensor padrão Delphi / NTK (3,3kΩ a 20ºC);
total da borboleta.
• GM (padrão americano): ACDelco: 213-928 / GM: 12146312
(ou 15326386).
Um dos pinos do sensor deve ser ligado ao fio branco n°5 da FT, o
outro ao negativo da bateria.

40
Sensores atuadores FT600

12.5 Sensor de rotação e posição Fiat (Marea, Uno, Palio, etc.), Audi (A3, A4, etc.), Renault (Clio, Scènic,
etc.) entre diversos outros fabricantes. Os Ford Flex com injeção Marelli
Para fazer o controle da injeção e da ignição, o módulo pode ser também utilizam esta roda fônica. Alguns VW Gol são equipados com
ligado a diversos tipos de sensores, tanto de efeito hall como indutivos. uma roda fônica com pontos magnéticos.
36-2: padrão em motores Toyota (trinta e seis menos dois dentes),
sendo 34 dentes e um espaço de 2 dentes faltando.
36-1: possui 35 dentes e o espaço de um dente faltando. É a chamada
“36 menos 1”. Encontrado em toda a linha Ford, seja 4 ou 6 cilindros
(exceto os flex com injeção Marelli que usam roda fônica 60-2).
12 dentes: este padrão é usado pelo distribuidor Engine Position
Module (EPM) da AEM e o distribuidor original de fábrica da Honda
92/95 e 96/00. Neste caso é obrigatório o uso do sensor de fase
em ambos os modelos. O distribuidor possui 24 dentes, porém como
Distribuidor de efeito hall do VW Gol gira a metade da rotação do motor, serão apenas 12 dentes por volta.

Distribuidor
Para captar sinal de rotação através de um distribuidor, o mesmo deve
utilizar um sensor de efeito hall (3 fios) e apresentar o mesmo número
de janelas do que de cilindros.

Nos motores VW AP pode-se utilizar o distribuidor do Gol Mi (com


uma janela maior) ou os distribuidores com janelas iguais do Gol GTi
(88-94), Golf antigo (94-98), e outros carros com injeção LE-Jetronic.
AEM EPM Module
Motores GM Família I (Corsa) e Família II (Vectra 8V e Calibra 16V) • Vermelho: 12V pós-chave.
podem utilizar o distribuidor dos veículos equipados com a injeção • Preto: Negativo da bateria.
eletrônica LE-Jetronic (Monza, Kadett GSi). • Amarelo: Fio vermelho do cabo blindado preto da FT, sinal de
rotação Hall – borda de descida. Deixar fio branco do blindado
Em distribuidores que não possuem sensor hall, é possível fazer uma preto desconectado.
adaptação, bastando confeccionar o copo com as janelas. O copo • Branco: Fio branco do cabo blindado cinza da FT, sinal de fase
deve ter uma janela para cada cilindro do motor, todas com o mesmo hall – borda de descida.
tamanho, dispostas uniformemente.
Configurar como 12 dentes vira (24 comando) e alinhamento do
primeiro dente de 60°.

Distribuidor Honda

92/95
Ligar somente com uso da Bobina e módulo de
potência original Honda Não Conectar
Entrada sinal Ignição: Ligar Cinza nº1

Roda fônica – construção e instalação


Não Conectar Não Conectar

A roda fônica serve para informar a posição exata do virabrequim ao Referência - 2 (vira) 4 (comando):
Ligar Fio branco do cabo blindado preto
Sinal - 2 (vira) 4 (comando):
Ligar Fio vermelho do cabo blindado preto

sistema de gerenciamento eletrônico da ignição, de forma que este Não Conectar


Não Conectar
possa determinar o ponto de ignição aplicado no motor.
12V potência

Ela é fixada ao virabrequim do motor, externa ou internamente ao 96/00


bloco, em um determinado alinhamento. Normalmente as rodas fônicas
externas são fixadas à frente do motor, junto às polias dianteiras, ou na Ligar somente com uso da Bobina e módulo de Não Conectar
potência original Honda
parte de trás do mesmo, próxima ao volante do motor. Elas possuem Entrada sinal Ignição: Ligar Cinza nº1

vários padrões, alguns dos compatíveis estão citados abaixo:


Não Conectar Não Conectar

Referência - 2 (vira) 4 (comando):


60-2: modelo mais utilizado em geral, é uma roda com 58 dentes
Sinal - 2 (vira) 4 (comando):
Ligar Fio branco do cabo blindado preto Ligar Fio vermelho do cabo blindado preto

e um espaço de 2 dentes faltando, por isso chamada de “60 menos


Não Conectar

2”. Este modelo é encontrado na maioria dos veículos das marcas


Não Conectar
12V potência

Chevrolet (Corsa, Vectra, Omega, etc.), VW (Golf, AP TotalFlex, etc.),

41
FT600 Sensores e atuadores

Pino do Honda 92/95 Honda 96/00


Fios FT600 Observações
distribuidor (Cor do fio) (Cor do fio)
Com bobina e módulo Configurar saída de ignição como “Borda de subida, com
1 Amarelo/Verde Amarelo/Verde de ignição original ligar Dwell (Dist. Honda)”
fio Cinza n°1 Com bobina/módulo de ignição externo: não ligar
2 Azul/Verde Branco Não Ligar
Fio branco do cabo
3 Laranja/Azul Vermelho Sinal de rotação
blindado preto
4 Laranja Preto Não ligar
5 Azul/Amarelo Azul Não ligar
Fio vermelho do cabo
6 Branco/Azul Verde Referência sinal de rotação
blindado preto
7 Branco Amarelo Não ligar
8 Azul Azul Não ligar
Alimentação 12V da bobina original, localizada dentro do
9 Preto/Amarelo Preto/Amarelo 12V potência distribuidor.
Ao usar bobinas externas, não ligar.

Configurações do menu Ignição:


• Com bobina e módulo de potência originais Honda: configure o modo de ignição como “Distribuidor” e a saída de ignição como “Borda
de subida, com Dwell (Dist. Honda)”. Neste caso, apenas a saída cinza 1 deve ser utilizada.

• Com bobinas e módulo de potência externos (SparkPRO): configure o modo de ignição como “Centelha perdida” ou “Sequencial” e a
saída de ignição como “Borda de descida, com dwell (SparkPRO)”. Neste caso, as 2 (ou 4) primeiras saídas cinza serão utilizadas para
controlar as bobinas.

Padrão 1, 2, 3, 4, 5, 8, 10 e 24 dentes: opções disponíveis de acordo com o número de cilindros do motor, nestes casos a utilização
de um sensor de fase de comando é obrigatória para o sincronismo, além do mais, os dentes devem ser dispostos de forma equidistante. É
encontrada em motores como os Subaru, Mitsubishi Lancer e 3000GT, GM S10 V6, etc.

Distribuidor e roda fônica MSD: Os distribuidores MSD são Sensor de rotação: Indutivo diferencial, borda de subida. Alinhamento
equipados com sensores indutivos/magnéticos e devem ser ligados do primeiro dente: em torno de 45° (calibrar com a pistola de ponto).
da seguinte forma:
• Fio laranja/preto: ligar ao fio vermelho do cabo blindado preto Sensor de fase: Não utilizado, a menos que esteja usando roda fônica
da FT600; e distribuidor (ou sensor de fase) de um dente apenas.
• Fio roxo/preto: ligar ao fio branco do cabo blindado preto da
FT600; Padrões 48-2, 30-2, 30-1, 24-2, 24-1, 15-2, 12-3, 12-2, 12-
1, 12+1 e 4+1 dentes: são padrões menos comuns, porém são
Os avanços a vácuo e centrífugo, presente em certos modelos de perfeitamente compatíveis. Estas rodas fônicas podem funcionar sem
distribuidor, deve ser travado para evitar divergências. um sensor de fase do comando, pois possuem uma referência (falha)
Para os kits de roda fônica, a cor dos fios varia um pouco e a ligação que indica o PMS do cilindro 1.
é a seguinte:
• Fio roxo: ligar ao fio vermelho do cabo blindado preto da FT600; Para que a posição do motor seja informada de forma correta ao
• Fio verde: ligar ao fio branco do cabo blindado preto da FT600; módulo de injeção, é necessário que o alinhamento da roda fônica em
relação ao PMS do cilindro 1 seja informado corretamente à injeção.
A configuração do menu sinal de RPM deve ser:
• 4 cilindros: 2 (no virabrequim) ou 4 (comando); A figura mostra uma roda fônica 60-2 com o sensor alinhado no
• 6 cilindros: 3 (no virabrequim) ou 6 (comando); 15º dente após a falha. Neste caso, o motor da figura está no PMS
do cilindro 1. Observe que o sentido de rotação é horário de forma
• 8 cilindros: 4 (no virabrequim) ou 8 (comando);
que 15 dentes após o sensor passar pela falha é que será o PMS do
cilindro 1. É exatamente este número de dentes que é informado à
injeção durante sua configuração.

42
Sensores e atuadores FT600

a posição do motor para a injeção. Existem dois tipos de sensores


de rotação:

Sensor de rotação indutivo: são os mais utilizados nos carros


atuais, especialmente em rodas fônicas de 60-2 e 36-1 dentes. São
caracterizados por não receberem alimentação de 12v ou 5v, apenas
geram um sinal eletromagnético por indução. Podem ser de 2 ou 3
Muitas vezes é necessário construir uma roda fônica, devido ao padrão fios (o terceiro fio é uma malha de blindagem eletromagnética).
usado ou mesmo ao tamanho, como no caso de motos. Nestes casos,
deve-se construir a roda fônica de forma que o tamanho dos dentes Sensor de rotação de efeito hall: são encontrados normalmente
seja igual ao espaço que os separa. nas rodas fônicas de 2, 3 e 4 dentes e em algumas 36-1 e 60-2. São
O diâmetro mínimo para fabricação de rodas fônicas do padrão 60-2 alimentados por 5V ou 12V e emitem um sinal de onda quadrada.
é de 125mm (5’’). Para rodas fônicas 36-1 o diâmetro mínimo Obrigatoriamente possuem 3 pinos: alimentação, negativo e sinal.
recomendado é de 100mm (4’’). Pode-se construir a roda fônica com
diâmetros menores, porém podem ocorrer erros de leituras e o motor
pode não funcionar corretamente.

Sensor de rotação da roda fônica


Ao fazer o controle da ignição através da roda fônica, é necessário
um sensor que faça a leitura dos dentes da roda fônica, informando
Sensor de rotação deve estar centralizado com
a roda fônica.
Tabela de Sensores de Rotação:
Sensor Tipo Carros equipados Ligação dos pinos do sensor à injeção
Chevrolet Corsa 8V MPFI, Omega 2.2, 4.1 e 2.0 (álcool), S10 Pino 1: fio vermelho do cabo blindado preto
Bosch 3 fios Indutivo 2.2, Silverado, Astra, Kadett MPFI, Vectra, Calibra, VW Golf, Pino 2: fio branco do cabo blindado preto
Passat, Alfa 164 3.0 Pino 3: malha do cabo blindado preto
Chevrolet Omega 2.0 Gasolina e 3.0, Corsa 16V/GSi, Pino 1: fio branco do cabo blindado preto
Bosch 3 fios Indutivo Tigra, Fiat Marea 5 Cilindros, Citroën ZX 2.0, Xantia 2.0, Pino 2: fio vermelho do cabo blindado preto
Peugeot 306 2.0 16V, Peugeot 405MI Fiat Linea 1.9 16V Pino 3: malha do cabo blindado preto
Ford 2 fios Ford Zetec, Ranger V6 Pino 1: fio vermelho do cabo blindado preto
Indutivo
Fiat 2 fios Fiat Punto/Fiat 500 1.4 Turbo Pino 2: fio branco cabo blindado preto
Pino A: fio vermelho do cabo blindado preto
Siemens 2 fios Indutivo Renault Clio, Scènic
Pino B: fio branco cabo blindado preto
Magneti Marelli
(Nº Fiat Pino +: fio vermelho do cabo blindado preto
464.457.31) Indutivo Fiat Palio, Uno, Strada, Siena 1.0 – 1.5 8V MPI Pino – : fio branco cabo blindado preto
(Nº Marelli Pino S : malha do cabo blindado preto
4820171010)
Pino A: 5V pós-chave
Delphi 3 Fios
Hall GM S10 4.3 V6 Pino B: negativo da bateria
(roda 3 dentes)
Pino C: fio vermelho do cabo blindado preto
Pino 1: negativo da bateria
Fiat motor E-TorQ Fiat motor E-TorQ
Hall Pino 2: fio vermelho do cabo blindado preto
1.8 16V 1.8 16V
Pino 3: 5V pós-chave
VW TotalFlex/ Pino 1: 5V pós-chave
Todos VW AP TotalFlex
Gol Gti Hyundai Hall Pino 2: fio vermelho do cabo blindado preto
Tucson 2.0 16V Hyundai Tucson 2.0 16V
Pino 3: negativo da bateria
Denso (Motos Pino 1: fio vermelho do cabo blindado preto
Indutivo Suzuki Hayabusa e Suzuki SRAD
Suzuki) Pino 2: fio branco cabo blindado preto
Pino 1 - Preto: negativo da bateria
Mitsubishi 1.6
Hall Mitsubishi Colt e Lancer Pino 2 - Marrom: vermelho cabo blindado preto
16V (2 dentes)
Pino 3 - Vermelho: 5V do fio verde/vermelho
Pino 1 - 5V
GM Hall S10 2.5 (2015) Pino 2 - Terra
Pino 3 - Sinal

43
FT600 Sensores e atuadores

Sensor Tipo Carros equipados Ligação dos pinos do sensor à injeção


VW/Audi 20V3 Pino 1: malha do cabo blindado preto
Audi A3 1.8 20V
fios Bosch – Indutivo Pino 2: fio branco cabo blindado preto
0261210148 VW Golf 1.8 20V/Golf 1.6, 2.0/Bora 2.0– EA111
Pino 3: fio vermelho do cabo blindado preto
Pino 1: 5V pós-chave
Denso 3 fios Hall Honda Civic Si Pino 2: malha do cabo blindado preto
Pino 3: fio vermelho do cabo blindado preto
Obs.: Caso um sensor indutivo não capte sinal de rotação, ou apresente falhas em seu funcionamento, uma tentativa válida é inverter a ligação
do fio vermelho da FT com o fio branco.

Um teste bastante simples para identificar um sensor de rotação é 12.6 Sensor de fase do comando
ligar o multímetro no modo de medição de resistências na escala de
2000Ω e aplicar suas ponteiras nos pinos do sensor. Teste o pino O sensor de fase do comando é responsável por informar o PMS do
1 com os outros dois. Caso encontre uma resistência entre 200Ω e cilindro 1 caso a roda fônica não possua falha, ou para identificar que o
1500Ω, este sensor é indutivo. próximo PMS é o de combustão do cilindro 1. Com esta informação é
possível efetuar o controle da injeção e da ignição de forma sequencial.
Se não encontrar resistência entre nenhum dos pinos, ou, se esta
for muito mais alta do que 1500Ω, este sensor é de efeito Hall, ou A instalação e o alinhamento deste sensor são bastante simples,
seu enrolamento está rompido. Note que, encontrando a resistência bastando que o sensor envie um pulso para a injeção antes da leitura
entre os pinos 2 e 3, por exemplo, o pino 1 será ligado à malha e, da falha da roda fônica que indica o PMS do tempo de combustão
os outros dois ao fio branco do cabo blindado e ao fio vermelho do do cilindro 1.
cabo blindado. Caso o módulo não capte sinal de rotação, inverta a
ligação dos fios vermelho e branco.

Tabela de Sensores de Fase:


Sensor Tipo Carros onde normalmente é encontrado Ligação dos pinos do sensor à injeção
Chevrolet Astra 16V, Calibra, Vectra, Ômega 4.1,
Pino 1: 5V do fio verde/vermelho
Zafira 6V, Citroën ZX 2.0, Xantia .0, Peugeot
Bosch 3 fios Hall Pino 2: fio vermelho do cabo blindado cinza
306 2.0 16V, 05MI, Hyundai Tucson 2.0 6V,
Pino 3: malha do cabo blindado cinza
Fiat Marea 5 Cilindros Todos VW/Audi 1.8 20V
Chevrolet Vectra 16V (97 em diante) Pino 1: malha do cabo blindado cinza
Bosch 3 fios Hall Fiat Punto T-Jet, Fiat 500 Fiat E-TorQ1.8 16V e Pino 2: fio vermelho do cabo blindado cinza
1.4 Turbo Pino 3: 5V do fio verde/vermelho
Pino 15: 5V do fio verde/vermelho
Bosch 3 fios Hall Chevrolet Corsa 16V, Tigra Pino 6: fio vermelho do cabo blindado cinza
Pino 17: malha do cabo blindado cinza
Pino A: malha do cabo blindado cinza
Delphi de Fase do
Hall GM S10 4.3 V6 Pino B: fio vermelho do cabo blindado cinza
Comando
Pino C: 5V do fio verde/vermelho
Pino 1: malha do cabo blindado cinza
Bosch 3 fios Indutivo Alfa 164 6 cilindros Pino 2: fio vermelho do cabo blindado cinza
Pino 3: malha do cabo blindado cinza
Ford 2 Fios Ford Zetec, Ranger V6 Suzuki Hayabusa e Pino 1: fio vermelho do cabo blindado cinza
Indutivo
Denso (Motos Suzuki) Suzuki SRAD Pino 2: malha do cabo blindado cinza
3 Fios (fechar com Pino 1 - Preto: malha do cabo blindado cinza
um desvio o furo Óptico Mitsubishi 1.6 16V Pino 2 - Bco/Vm: fio vermelho do cabo blindado cinza
menor do sensor) Pino 3- Vm:5V do fio verde/vermelho
Pino 1: 5V do fio verde/vermelho
Denso 3 fios Hall Honda Civic Si Pino 2: malha do cabo blindado cinza
Pino 3: fio vermelho do cabo blindado cinza
Pino 1: 5V do fio verde/vermelho
Bosch 3 fios Hall Sensor fase Gol 1.0 8V - EA111 Pino 2: fio branco do cabo blindado cinza
Pino 3: malha do cabo blindado cinza

44
Sensores e atuadores FT600

12.7 Sonda lambda Sonda lambda de banda estreita (narrow band)


Sondas de banda estreita (ou convencionais), embora tenham menor
Sonda lambda de banda larga (wide band)
precisão que as de banda larga, podem ser ligadas nas entradas
O uso de sondas de banda larga em conjunto com a FT requer de sensores para exibição de seu valor (em Volts) no painel de
um condicionador externo (WB-O2 Nano, WB-O2 Slim ou WB-O2 instrumentos, na tela de diagnósticos e datalogger interno. As sondas
Datalogger), de forma que a entrada de sensores configurada para convencionais normalmente seguem um padrão de cores, o que
leitura da sonda deve ser ligada à saída analógica deste condicionador. facilita sua ligação. Abaixo está uma tabela com as cores normalmente
Durante a configuração (Menu “Sensores e calibração”) será utilizadas nos fios das sondas:
necessário indicar a faixa de trabalho da saída analógica do leitor de
sonda, (0,59-1,10; 0,65-1,30; 0,65-4,00; 0,65-9,99).

Cor do fio Sonda 4 fios Sonda 3 fios Sonda 1 fio


Preto Sinal Sinal Sinal
Branco (dois fios) 12V pós-chave e terra (ligar um no 12V e outro no terra, não tem polaridade) Não possui
Cinza Negativo de bateria Não possui Não possui

Normalmente, se houver dois fios de mesma cor, um destes é o 12V


pós–chave e o outro o terra. Após ligar a sonda na FT600 é necessário
configurar a entrada da sonda lambda conforme orienta o capítulo
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE:
15.5 deste manual.
O motor de passo é calibrado sempre que o
módulo é ligado, portanto, antes de dar a
12.8 Motor de passo – marcha lenta partida no motor, é recomendado aguardar 2s
após ligar a ignição. Caso este procedimento
Seu controle é feito através de quatro saídas Amarelas do chicote
não seja observado, o motor será acelerado
A, utilizados também para controle da borboleta eletrônica. Após
involuntariamente durante a calibração do motor
selecionar o tipo de atuador de lenta como motor de passo, as quatro
de passo, voltando ao normal em instantes.
saídas amarelas serão definidas como “Motor de Passo” na tabela de
ligação do chicote. Abaixo segue a ligação conforme o motor de passo.
Caso seu motor de passo seja diferente dos listados aqui, faça o
seguinte teste:
Motor de passo VW - Magneti Marelli
1. Coloque o multímetro na escala de 200 Ohms;
conector A
2. Faça medições nos pinos do atuador até encontrar dois pares de
4
Amarelo - Saída 4 1 2 3 4 5 6 7 8 9 fios com resistência entre eles de aproximadamente 50 Ohms;
3
Amarelo - Saída 3
10 11 12 13 14 15 16 17
3. Feito isto, basta ligar os fios impares (amarelo N°1 e amarelo
2
18 19 20 21 22 23 24 25
N°3) em um par de bobinas e os fios pares (amarelo N°2 e
1
26 27 28 29 30 31 32 33 34
amarelo N°4) em outro par;
Amarelo - Saída 1

Amarelo - Saída 2 4. Caso o motor de passo fique totalmente aberto ao funcionar


Motores VW: Magneti Marelli o motor do veículo, inverta apenas as saídas do mesmo par.
Nº: 40430102 / 40439102 Exemplo: inverter fio amarelo N°1 por amarelo N°3.
Pino 1: Amarelo 2
Pino 2: Amarelo 1
Pino 3: Amarelo 3 O controle de motor de passo da FT600 é compatível com a maioria
Pino 4: Amarelo 4
dos atuadores no mercado.
Motor de passo GM - Delphi Normalmente com este simples teste consegue-se adequar o controle
Conector A
ao atuador utilizado.

1 2 3 4 5 6 7 8 9
4 Amarelo - Saída 4

10 11 12 13 14 15 16 17
Amarelo - Saída 3
3
18 19 20 21 22 23 24 25
Amarelo - Saída 2

2 26 27 28 29 30 31 32 33 34

1
Amarelo - Saída 1

Motores GM: Chevrolet / Delphi


N°: 17108187 / ICD00124

Pino 1: Amarelo 1
Pino 2: Amarelo 3
Pino 3: Amarelo 2
Pino 4: Amarelo 4

45
FT600 Saídas auxiliares

13. Saídas auxiliares 13.3 Ar condicionado


É aconselhável a instalação de um fusível dimensionado de acordo Esta opção de saída auxiliar permite um controle muito mais inteligente
com a carga. Estas saídas possuem proteção contra sobre corrente do compressor do ar condicionado do veículo, permitindo à FT600
com desligamento automático e acionam cargas (lâmpadas, relés, controlar seu acionamento somente após o motor funcionar e
etc.) sempre pelo negativo, portanto o positivo das cargas deve ser estabilizar a marcha lenta, ou então desligar o ar condicionado quando
ligado ao pós-chave. a borboleta supera um valor pré-determinado (recurso muito usado
em motores de baixa potência).

Botão de acionamento do ar condicionado


Para o controle do ar condicionado, deve-se ligar em uma das entradas
de sensores (fios brancos) o botão do A/C que se encontra no painel
do carro. Seguem as duas opções de ligação deste fio:
Acionamento Positivo
Botão do A/C no Painel

+12V Quando o A/C está


As saídas auxiliares serão configuradas manualmente, conforme a Fio Branco
acionado o fio Branco
recebe positivo.
função desejada, nas saídas (fios de cor azul, cinza ou amarela) que Entrada Sinal A/C

não foram utilizadas como saídas de injetores ou de ignição.


Acionamento Negativo
Botão do A/C no Painel
Caso tenha problemas de retorno de tensão, e alguns relés
permaneçam ligados mesmo após desligar o módulo, instale um
diodo modelo 1N4004.
Quando o A/C está
Fio Branco acionado o fio Branco
É necessário configurar cada saída conforme a função desejada. Para Entrada Sinal A/C recebe negativo.

informações sobre a programação destas saídas, consulte o capítulo


O ar condicionado será mantido ligado enquanto a entrada sinal A/C
19 deste manual.
receber o sinal do botão. A polaridade do sinal pode ser escolhida
e varia de acordo com a instalação original do carro ou realizada no
13.1 Eletroventilador 1 e 2 chicote.

Este recurso faz o controle de um eletroventilador de uma ou


duas velocidades de acordo com as temperaturas configuradas no Acionamento do compressor do ar condicionado
módulo, para isso deve-se utilizar um relé adequado à corrente do O acionamento do relê do compressor do A/C é realizado por uma
eletroventilador (50A, por exemplo). Existe ainda a opção de acionar das saídas auxiliares escolhidas, o sinal enviado é sempre negativo.
um ou os dois eletroventiladores quando o ar condicionado é acionado. Caso o sinal de acionamento do relê seja positivo, deve-se efetuar a
O relé é acionado pelo negativo (fornecido por esta saída) e, o positivo ligação da saída auxiliar com um relê dimensionado conforme a carga,
ligado ao 12V pós-chave. a ligação é a mesma do capítulo 13.
É muito importante lembrar que o eletroventilador não deve ser OBS.: A saída auxiliar (fios amarelos) configurada como Ar-
acionado diretamente pela saída auxiliar sem o uso de um relé, caso condicionado acionará o relé do compressor e do ventilador do
contrário, poderá danificar o módulo. sistema de ar-condicionado. Para informações sobre a programação
destas saídas, consulte o capítulo 13 deste manual.
13.2 Válvula de marcha lenta
Esta função utiliza uma válvula que, ao ser acionada, aumenta a
13.4 Shift alert
passagem de ar pela borboleta de admissão gerando com isso um Esta função aciona um shift light externo e trabalha enviando sinal
aumento na rotação do motor. negativo quando acionada. Pode-se usar uma das opções abaixo:

Recomendamos a utilização de uma válvula que seja normalmente • Lâmpada 12V até 5W: positivo pós-chave ligado diretamente à
fechada como, por exemplo, as válvulas solenoides de booster e de lâmpada e o negativo na saída auxiliar.
cânister. • Lâmpada acima de 5W: usar relé para acionar a lâmpada.
Deve-se utilizar um relé adequado à corrente da válvula, acionado • LED funcionando como shift light, que deve ser ligado com uma
através do negativo enviado por esta saída. O positivo para o relé é resistência em série (se utilizado em 12V, resistência de 390Ω
ligado ao 12V pós-chave. a 1kΩ) ao pós-chave.
• Uma “Caneta” shift light qualquer – funcionando da mesma forma
que uma lâmpada.

46
Saídas auxiliares FT600

13.5 Bomba de combustível Na segunda alternativa, o fogger injeta apenas nitro, o chamado “nitro
seco”. O enriquecimento de combustível é gerenciado pela própria
O acionamento da bomba de combustível deve ser feito através de ECU, aumentando os tempos de injeção conforme a programação. Esse
um relé dimensionado de acordo com a corrente de trabalho da segundo sistema alcançou melhores resultados nos testes, entregando
bomba. A saída envia negativo para acionar o relé. Este fica acionado uma potência mais linear ao motor. É importante ressaltar que para
por 6 segundos e depois se desliga caso a ECU não receba sinal de utilizar o “nitro seco”, os injetores devem estar dimensionados para
rotação. Quando a ECU capta sinal de rotação, aciona novamente a a potência atingida com o nitro, caso contrário, não conseguirão
bomba de combustível. alimentar o motor.

13.6 Comando de válvulas variável/câmbio Powerglide Existe uma diferença de funcionamento entre os solenoides que
controlam a injeção de nitro e de combustível: o solenoide de nitro
Os comandos variáveis que usam válvula solenoide do tipo NA/NF
começa a pulsar a partir de 5% no ajuste, enquanto que o de
como o VTEC da Honda, podem ser controlados através desta saída.
combustível pulsa somente a partir de 20%, podendo haver variações
Basta informar a rotação de acionamento do solenoide.
entre solenoides de marcas diferentes. Quando usado o controle de
nitro convencional, deve-se começar com um tempo mínimo de 20%
É importante observar que a impedância do solenoide do comando de injeção. Já com o “nitro seco”, é possível começar com 5%, pois
variável deve respeitar as limitações da saída auxiliar, que exige uma o combustível será gerenciado pelos injetores, não pelo solenoide.
impedância mínima de 25Ω, ou o uso de um relé.

13.8 Saída auxiliar por PWM


Este recurso também pode ser utilizado para acionar o solenoide
de controle dos câmbios automáticos de duas velocidades, tipo Esta configuração de saída auxiliar permite o controle de um solenoide
Powerglide. Informe a rotação para acionar o solenoide que engatará de controle de pressão de turbo.
a segunda marcha.
Recomendamos a utilização do solenoide N75 de 3 vias, que equipa
13.7 Controle de nitro progressivo os VW/Audi 4 e 5 cilindros turbo de fábrica e pode ser acionada
diretamente pela saída auxiliar. Esta válvula solenoide controla a
Esta função faz o acionamento do(s) solenoide(s) utilizado(s) para a pressão na válvula wastegate, alterando a pressão em que esta abrirá.
injeção de óxido nitroso no motor.
Como este(s) solenoide(s) têm potência elevada (da ordem de 90W)
e baixa impedância (~1,6Ω), não podem ser acionados diretamente
pela saída auxiliar. É necessário o uso de um Relé de estado sólido com
limites de corrente e tensão superiores aos necessários para controlar
os solenoides de combustível e de nitro, ligado conforme a figura.
Válvula solenoide N75
O indicado na figura é utilizar uma saída auxiliar da injeção, que deve VW 058-906-283F
ser configurada como “Saída de nitro” para funcionar corretamente.

+12V Para a carga/atuador

87
Acionamento 85
86 Não ligar
por negativo
30

+12V de potência
Pós-chave (usar fusível)

Relé de estado sólido HELLA


Crydom D1D40

47
FT600 Saídas auxiliares

Wastegate (ou válvula de alívio) no coletor de escapamento Wastegate (ou válvula de alívio) integrada à turbina
Este tipo de válvula é usado na maioria dos carros com turbo adaptado Esta válvula tem um funcionamento diferente, pois ao receber pressão
e há duas formas de ligá-la. em sua parte superior, ela alivia a pressão de turbo, ao contrário das
wastegate instaladas no coletor de escapamento.
Ligação 1: a primeira forma de ligação conecta a N75 à parte inferior
da Wastegate, semelhante à ligação original nos VW 1.8T. Selecione Selecione o modo de saída: Normal e frequência de 20Hz.
o modo de saída: Normal e frequência de 20Hz. Com este tipo de válvula, a N75 pressuriza a wastegate para reduzir
a pressão de turbo.
Com esta ligação a N75 trabalha aliviando a pressão na parte inferior Saída auxiliar
da wastegate para subir a pressão de turbo. configurada para
controle de Boost
12V
Saída auxiliar
configurada para N75
controle de Boost
12V Ar Livre

1
pós-chave Pressurização
Parafuso N75
de Ajuste Wastegate
Ar Livre Integrada

Wastegate Pressurização

13.9 Controle pressão do turbo através do


BoostController
A função de controle ativo de pressão da válvula wastegate é utilizado
para controle mais preciso da pressão de turbo em carros de rua,
circuito e principalmente arrancada. O controle pode ser efetuado
por tempo após 2-step, marcha e RPM, marcha e tempo após troca,
valor único e RPM do motor, além do controle com alvos específicos
para arrancada (2-step, 3-step e burnout).
Ligação 2: a segunda forma de ligação conecta a N75 à parte
superior da Wastegate. Consulte a seção 19.15 para informações complementares sobre
instalação e configuração.
Selecione o modo de saída: Invertido e frequência de 20Hz.
Neste caso, a N75 pressuriza a parte superior da wastegate para
aumentar a pressão de turbo.

Saída auxiliar
configurada para
controle de Boost
12V

2 N75
pós-chave

Ar Livre

Wastegate

Pressurização

48
Controle de borboleta eletrônica FT600

14. Controle de borboleta eletrônica


A instalação elétrica do controle de borboleta eletrônica da FT600 é bastante simples, como mostra o diagrama de exemplo abaixo:

Vista traseira dos


conectores da FT600
Branco - Entrada 10
Branco - Entrada 9

Branco - Entrada 8
Conector A Conector B

1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 2 3 4 5 6 7 8 9

10 11 12 13 14 15 16 17 10 11 12 13 14 15 16 17

18 19 20 21 22 23 24 25 18 19 20 21 22 23 24 25

26 27 28 29 30 31 32 33 34 26 27 28 29 30 31 32 33 34
Amarelo - Saída 3

Amarelo - Saída 4

Verde/vermelho -
Alimen. 5V sens.

Verde/preto - Terra para sens.

Branco - Entrada 11

• O fio amarelo nº3 (pino 28 do conector A) deve ser ligado em • Os pinos 26 e 27 do conector de A (saídas amarelas), que não
um dos pinos do motor da borboleta eletrônica. serão usados neste caso, podem ser configurados como saídas
de injeção ou saídas auxiliares.
• O fio amarelo nº4 (pino 29 do conector A) deve ser ligado ao
outro pino do motor da borboleta eletrônica. 14.1 Tabela de ligação – pedais e corpos de
borboleta
• O fio verde/vermelho (pino 27 do conector B) da FT600 é
uma saída de 5V e deve ser usada para alimentar os sensores de Consulte as conexões de seu pedal e borboleta antes de desligá-los
posição do pedal e da borboleta. Ele deve ser dividido e ligado da injeção original, porém, caso precise, nosso suporte técnico tem
a ambos. informações sobre muitos corpos de borboletas. Consulte-nos.

• O fio Verde/preto (pino 29 do conector B)deve ser ligado no Com a ligação feita, basta seguir as orientações no capítulo 7.5 para
negativo para sensores, também pode ser compartilhado entre configurar a FT para a borboleta instalada.
os sensores de posição da borboleta e pedal eletrônicos.
Caso sua borboleta não esteja em nossa lista, talvez seja necessário
• Os fios brancos numerados correspondem às entradas de enviá-la à nossa equipe técnica para checagem de compatibilidade e
sensores, ligadas nos sensores de posição do pedal (Pedal 1 e levantamento de parâmetros de controle.
Pedal 2) e da borboleta (Borboleta 1A e Borboleta 1B). Após
realizar a ligação e configuração das entradas, é necessário
calibrar a borboleta eletrônica conforme o capítulo 15.2 deste
manual.

49
FT600 Sensores e calibração

15. Sensores e calibração desconecta a bateria do carro ou o módulo de injeção, além do mais,
a calibração do TPS é salva individualmente por ajuste.
Este capítulo mostra as configurações dos sensores lidos pela FT. A tensão do sinal do TPS deve subir de acordo com a abertura da
Alguns deles são primordiais para o funcionamento e segurança de borboleta, e ter variação superior a 3 Volts entre o repouso e a abertura
seu motor, por isso, é recomendável que estas configurações sejam total da borboleta.
feitas antes da primeira partida do motor.
Mensagens de erro e diagnósticos de TPS
15.1 Calibração do TPS
Mensagem de Erro Diagnóstico
IMPORTANTE: O valor de 0% de TPS e 100%
Para fazer esta calibração é muito importante Variação de TPS inferior a 1,5V tem uma diferença menor que
que o motor esteja desligado, pois, ao pressionar 1,5V.
o pedal do acelerador, a borboleta será O sinal de TPS pode estar em Sinal de entrada do TPS em
totalmente aberta, o que vai acelerar o motor curto com o terra curto com TERRA.
até o corte de RPM configurado.
Sinal de entrada do TPS
O sinal de TPS pode estar
desconectado ou em curto em
Através do software FTManager, clique no botão borboleta/pedal: desconectado
5V.

Nenhum canal configurado Não existe uma entrada


como TPS configurada como TPS.
Através da interface Vá até o menu “Sensores e calibração” e então
A calibração pedal/borboleta
em “Calibrar borboleta/pedal”.
é necessária apenas se estes Não existe TPS configurado
estiverem ativos
1. Com o motor desligado e o pedal de acelerador em repouso,
pressione o botão “Calibrar” ao lado do campo “Lenta 0%”.
2. Aperte o acelerador até o fundo e pressione o botão “Calibrar”
ao lado do campo “Pedal 100%”. 15.2 Calibração do pedal/borboleta eletrônicos
3. Pressione “Salvar”. A mensagem “Calibração concluída com
sucesso!” Será exibida se o processo foi realizado com sucesso. IMPORTANTE:
4. Caso apareça uma mensagem de erro, verifique a ligação dos Para fazer esta calibração é muito importante
fios do TPS e o conector. que o motor esteja desligado, pois, após calibrar
o pedal eletrônico, a borboleta vai calibrar
seus limites de abertura, abrindo e fechando
O erro de calibração do TPS:
completamente, o que vai acelerar o motor até
Variação inferior a 1,5V: a variação de tensão é inferior a 1,5V o corte de RPM configurado.
entre pedal a 0% e pedal a 100% . O ideal é conferir sua ligação.

O procedimento de calibração é exatamente igual ao do TPS da


borboleta mecânica. A única diferença que a tela de calibração informa
os valores de tensão dos dois sensores de posição do pedal eletrônico.
Concluídas estas etapas, é necessário ajustar os parâmetros da marcha
lenta conforme o capítulo 19.2 deste manual.
Calibrar borboleta / pedal 5/xx (c/ ETC)

Pedal #1 Pedal #2
4.99V 4.99V

Lenta 0%
Possivelmente desconectado: verifique a ligação do TPS conforme 4.99V 4.99V Calibrar

o capítulo 14 deste manual, caso esteja correta, o chicote elétrico Pedal 100%
4.99V 4.99V Calibrar
que vai do TPS à injeção esta rompido. Confira com um multímetro
se a tensão no fio laranja varia conforme a posição do acelerador.
Calibrar borboleta / pedal
Selecione a entrada para TPS: Sugestão Branco 11 Pedal #1
Branco 7: Two step 4.99V

Branco 8: Disponível
Lenta 0%
Branco 9: Disponível 4.99V Calibrar
Branco 10: Disponível Pedal 100%

Branco 11: TPS 4.99V Calibrar

O TPS deve ser calibrado na primeira vez que se opera a injeção, só


precisando ser feita nova calibração caso este seja trocado, ou esteja
com seu curso deslocado. Esta calibração não é perdida quando se

50
Sensores e calibração FT600

Mensagens de erro e diagnósticos de Borboleta Pressão de óleo 1/3 Pressão de óleo 2/3
Selecione a entrada desejada Selecione o tipo de sensor

Mensagem de Erro Diagnóstico Nenhuma VDO (8bar/116psi - 0 a 5V)

Branco 1: Disponível PS10A (10bar/145psi - 1 a 5V)

Não existe uma entrada Branco 2: Two Step PS10B (10bar/145psi - 1 a 5V)
Nenhum canal configurado
configurada como entrada da Branco 3: Botão do ar condicionado Ps20 (20bar/290psi - 1 a 5V)

como Borboleta 1 Branco 4: Disponível


borboleta. PS150 (10,2bar/150psi - 0,5 a 4,5V)

Os sinais do Motor da Pressão de óleo 3/3 Pressão de óleo 3/3


ECU tentou acionar o motor da
Borboleta 1 podem estar
borboleta e ela não se moveu. Valor de entrada Valor de saída Valor de entrada Valor de saída
desconectados
Valor lido Ajustar offset do sensor Valor lido Ajustar offset do sensor

O sinal de borboleta 1A pode Entrada A de borboleta 1 em 3,50 +0,36 3,50 +0,36


bar bar bar volt
estar em curto com o terra curto com Terra.

Entrada A de borboleta 1
O sinal de borboleta 1A pode A FT600 tem entradas totalmente configuráveis, o que permite que
desconectada ou em curto com
estar desconectado qualquer sensor analógico ou digital seja utilizado para leitura de
5V.
pressão, bastando que sua escala de pressão X tensão seja conhecida.
O sinal de borboleta 1B pode Entrada B de borboleta 1 em Neste caso, selecione a opção “Customizado” e preencha a tabela de
estar em curto com o terra curto com Terra. leitura do sensor via software FTManager e cabo USB.

Entrada B de borboleta 1
O sinal de borboleta 1B pode 15.4 Entrada de temperatura do ar e do motor
desconectada ou em curto com
estar desconectado
o 5V.
Este menu permite configurar as entradas para os sensores de
temperatura do ar e do motor. Os sensores GM e Fiat já tem uma
Código de borboleta 1 inválido Erro no código da borboleta. opção padrão que deve ser selecionada.

Caso haja algum erro de leitura entre a FT600 e o valor real (comparado
a um painel ou termômetro), é possível corrigi-lo facilmente, bastando
15.3 Entrada de pressão de óleo/combustível que o offset do sensor seja ajustado. É possível fazer o ajuste mV ou
em unidades de temperatura. Basta mudar o botão na parte superior
Este menu permite configurar as entradas para os sensores de pressão da tela entre as opções “Valor de entrada” (ajuste em mV) e “Valor
de óleo e combustível. Os sensores PS-10A, PS-10B e VDO já tem de saída” (ajuste em unidades de temperatura). O campo “Valor lido”
uma opção padrão que deve ser selecionada. mostra a leitura de temperatura em tempo real.
Tenha certeza que seu painel ou termômetro está corretamente
Caso haja algum erro de leitura entre a FT600 e o valor real calibrado e que o sensor correto esteja selecionado, pois, esta opção,
(comparado a um manômetro), possível corrigi-lo facilmente, bastando quando utilizada incorretamente, pode aumentar ainda mais o erro
que o offset do sensor seja ajustado. É possível fazer o ajuste Volts ou de leitura.
em unidades de pressão. Basta mudar o botão na parte superior da
tela entre as opções “Valor de entrada” (ajuste em Volts) e “Valor de
saída” (ajuste em unidades de pressão). O campo “Valor lido” mostra
a leitura de pressão em tempo real.

Tenha certeza que seu manômetro está corretamente calibrado e que


o sensor correto esteja selecionado, pois, esta opção, quando utilizada
incorretamente, pode aumentar ainda mais o erro de leitura.

Sensores e calibrações Temperatura do ar 1/3


Selecione a entrada desejada
Pressão de combustível
Branco 5: Disponível
Temperatura do ar
Branco 6: Disponível
Temperatura do motor
Branco 7: Disponível
Sonda lambda 1
Branco 8: Disponível
Sonda lambda 2
CAN 2.0

Temperatura do ar 2/3 Temperatura do ar 2/3


Selecione o tipo de sensor
Associação de canais
FIAT
Equipamento Canal
GM

ETM-1 EGT A
1
Customizado
EGT B

51
FT600 Sensores e calibração

Temperatura do ar 3/3 Temperatura do ar 3/3

Valor de entrada Valor de saída Valor de entrada Valor de saída

Valor lido Ajustar offset do sensor Valor lido Ajustar offset do sensor

56,0 +10,7 89,0 +10


°C °C °C mV

A FT600 tem entradas totalmente configuráveis, o que permite que


qualquer sensor analógico ou digital seja utilizado para leitura de
temperatura, bastando que sua escala de pressão X tensão seja
conhecida. Neste caso, selecione a opção “Customizado” e preencha Sensores e Calibração Sondas Lambda banda larga
Pressão da embreagem
a tabela de leitura do sensor via software FTManager e cabo USB. Altura
Geral

Bancada esquerda Bancada direita

Inlinação
Cilindro 1 Cilindro 2 Cilindro 3 Cilindro 4

15.5 Leitura de sonda lambda


Comunicação CAN
Cilindro 5 Cilindro 6 Cilindro 7 Cilindro 8
Sondas lambda banda larga
Cilindro 9 Cilindro 10 Cilindro 11 Cilindro 12

A FT600 pode ler sinais de sonda de banda larga (wide band -


exige condicionador externo) ou de banda estreita - convencional Cilindro 2 2/3 Cilindro 2 2/3
/

(narrow band). É possível utilizar até 15 sondas de banda larga Equipamento CAN para:
Cilindro 2
Desconectar a sonda do equipamento e
simultaneamente. As leituras podem ser exibidas em lambda ou em garantir que somente 1 sonda está desconectada
A leitura será associada à sonda desconectada
ID CAN: --- Associar etc
AFR, basta efetuar a configuração em “Configurações da interface”. Modelo: ---
Porta CAN: ---
Entrada: ---
Associar Cilindro 2

Os sinais de sonda lambda podem ser configurados em qualquer uma


das entradas de sensores ou através da rede CAN. (ex. WB-O2 Nano).
Leitura através de entrada analógica
Assegure-se de ter ligado a sonda à FT600 de acordo com o capítulo
12.7 deste manual. A leitura de sonda por entrada analógica é utilizada tanto para
sonda banda estreita ou comum (medida em Volt) quanto para
condicionadores de banda larga que possuem saída analógica
(FuelTech WB-O2 Slim, WB-O2 Nano, WB-O2 Datalogger e Alcohol
O2), basta configurar o sensor em qualquer uma das entradas da
FT600 (fios Brancos).

É necessário configurar a escala de medida de acordo com a saída


analógica do condicionador utilizado, se for um condicionador FuelTech
selecione uma das escalas pré-definidas. Para equipamentos de outros
fabricantes edite a tabela customizada. Para sondas de banda estreita
a leitura é exibida diretamente em tensão (Volt).

As escalas analógicas compatíveis com a FT são:

Leitura através da rede CAN Escala Tensão de saída


0,35 – 1,20 0,35 = 0,2V – 1,20 = 4,8V
Através da rede CAN a leitura é enviada diretamente para a FT600,
o único ajuste necessário é indicar qual sensor está em cada posição 0,59 – 1,10 0,59 = 0,2V – 1,10 = 4,8V
do motor, esse processo é chamado de Associação. 0,65 – 1,30 0,65 = 0,2V – 1,30 = 4,8V
0,65 – 4,00 0,65 = 0,2V – 4,00 = 4,8V
O processo de associação é feito através da desconexão de um único 0,65 – 9,99 0,65 = 0,2V – 9,99 = 4,8V
sensor de cada vez, dessa forma a FT600 identifica e associa aquele
sensor à posição do motor (cilindro 1, sonda geral etc.). Calibração para WB-O2 Nano, Slim ou Datalogger
A calibração do offset é necessária para compensar as perdas do
Siga os passos e repita para cada uma das sondas instaladas:
sinal analógico, para tanto, com a sonda conectada e configurada,
1. Mantenha o condicionador ligado e desconecte a sonda; vá ao menu “Calibrar sonda lambda” (através da tela”) ou clique
2. Pressione o botão associar na FT600 ou na janela “Comunicação no botão “Calibrar sensor” no software FTManager. Se a entrada de
CAN” do FTManager; lambda foi configurada corretamente, o erro entre a leitura do visor
3. Reconecte o sensor e repita o processo com todas as sondas do condicionador externo e a FT600 será mínimo e muitas vezes
restantes; nem existirá.

Para calibrar a sonda lambda, proceda da seguinte forma:


1. Compare as escalas da FT600 com o condicionador externo,
elas devem ser iguais.

52
Sensores e calibração FT600

2. Com o motor ligado, estabilize o valor de lambda em 0,90, 1,00, 15.6 Entradas de Velocidade
1,10.
No software FTManager há um menu que concentra todas as
configurações referentes à leitura de velocidade nas rodas. No
3. Se por exemplo a leitura da FT600 for 1,00 e a do leitor externo
módulo, estas configurações estão divididas em alguns submenus e
1,02, é preciso diminuir o offset do sensor até que os valores
são mostradas nos capítulos seguintes.
se igualem. Feito isto, compare as leituras em outras faixas.

4. Se a calibração e a configuração estiverem corretas, não haverá


diferença no valor em nenhuma faixa de lambda.

Sonda lambda comum 1/2 Sonda Lambda comum 2/2


Selecione a entrada desejada
Nenhuma Calibração da Sonda Lambda

Branco 1: Disponível
Valor lido Ajustar offset do sensor
Branco 2: Two Step

Branco 3: Botão do ar condicionado 0,87 +0,36


λ volts
Branco 4: Pressão de óleo

NOTA:
Se a diferença for maior que 0,02 entre os valores
lidos, significa que as escalas estão diferentes.
Tipo de tração
Sonda Lambda 1 3/3
3/XX
Configure aqui se o veículo no qual a ECU esta instalada tem tração
Calibração da Sonda Lambda
dianteira, traseira ou integral (4x4). Este dado é usado pelos controles
Valor lido Ajustar offset do sensor
de RPM e tração por velocidade.
0,87
1,00 +0,36
+36
λ volts
mV
Tipo de tração

Dianteira

Traseira

Integral

Velocidade das rodas (dianteiras/traseiras)


Estes dois menus reúnem as informações sobre a captação de sinal de
velocidade das rodas dianteiras e traseiras. Configure na primeira tela
se a leitura de velocidade será feita através de uma entrada analógica
Calibração da sonda Alcohol-O2
da ECU (fios brancos) ou através de sua porta CAN ligada ao FuelTech
Também chamada de calibração ao ar livre, a calibração da sonda GearController pelo Chicote Can-Can.
utilizando o condicionador FuelTech Alcohol-O2 é necessária para
compensar as diferenças de cada sensor, por isso ao substituir um Sensores e calibração Velocidade das rodas dianteiras 1/6

sensor é necessário refazer essa calibração. Sonda lambda 1


Selecione a origem
Sonda lambda 2

Tipo de tração Fio branco

1. Remova a sonda do escapamento e deixa-a ventilando por no Velocidade das rodas dianteiras
CAN 2.0 (Gear)
Velocidade das rodas traseiras
mínimo 20 segundos;
2. Clique no botão Calibrar;
3. Calibração OK. Caso a opção selecionada seja “fio branco”, são mostradas em seguida
as telas para seleção do fio utilizado para a roda direita e para a roda
esquerda, bem como o número de dentes lido por volta. Estas telas
não são exibidas quando a informação de velocidade vem através da
Sonda Lambda 1 3/3
porta CAN (GearController).
Calibração da Sonda Alcohol O2

Antes de efetuar a
Roda dianteira esquerda 2/6 Roda dianteira direita 3/6
Calibrar
calibração retire o Selecione a entrada desejada Selecione a entrada desejada
sensor do escapamento
e o deixe ventilando Nenhum Nenhum
por 20 segundos 2,87
V Branco 1: Sonda Lambda 1 Branco 1: Sonda Lambda 1

Branco 2: Two Step Branco 2: Two Step

Branco 3: Botão do ar condicionado Branco 3: Botão do ar condicionado

Branco 4: Pressão de óleo Branco 4: Pressão de óleo

53
FT600 Sensores e calibração

Com a velocidade do cardan e as informações das dimensões do


conjunto roda/pneu é possível calcular a velocidade das rodas de
tração. Caso deseje utilizar a velocidade do cardan em substituição a
um sensor de velocidade de roda, marque a opção “Calcular velocidade
da roda” na próxima tela.
Rotação do cardan 3/5 Rotação do cardan 4/5

Por último estão as configurações relativas às dimensões dos pneus. Calcular velocidade
da roda Relação do Tipo de pneu Aro da roda
diferencial
Use essa configuração para
Para pneus do tipo Slick/Drag Race é necessário informar apenas o calcular a velocidade de
roda através da relação do
Radial
diferencial. 17
diâmetro do pneu (em polegadas). * Geralmente usado para
substituir o sensor de
4,10
:1 Slick/DragRace pol
velocidade de roda.
Para pneus do tipo radial, é preciso configurar além do aro da
roda, a largura do pneu e seu perfil. No exemplo das telas, estão as Rotação do cardan 4/5 Rotação do cardan 5/5
configurações para um pneu de aro 17, com 225mm de largura e
Tipo de pneu Aro da roda
perfil 45 (225/45 R17). Largura do pneu Perfil do pneu

Radial
Velocidade das rodas dianteiras 5/6 Velocidade das rodas dianteiras 5/6
17 225 45
Slick/DragRace pol mm %

Tipo de pneu Aro da roda Tipo de pneu Tamanho do pneu


(diâmetro)

Radial Radial
17,0 32,0
Slick/DragRace Slick/DragRace
pol pol
Para isso, insira a relação do diferencial utilizado e, em seguida, as
informações referentes às dimensões das rodas/pneus.
Velocidade das rodas dianteiras 6/6 Para pneus do tipo Slick/Drag Race é necessário informar apenas o
diâmetro do pneu (em polegadas).
Largura do pneu Perfil do pneu
Para pneus do tipo radial, é preciso configurar além do aro da
225 45 roda, a largura do pneu e seu perfil. No exemplo das telas, estão as
mm %
configurações para um pneu de aro 17, com 225mm de largura e
perfil 45 (225/45 R17).

15.7 Rotação do cardan e do câmbio


15.9 Rotação do câmbio
No software FTManager há um menu que concentra todas as
Esta opção permite fazer a leitura da RPM do câmbio (eixo primário).
configurações referentes à leitura de rotação do cardan e do câmbio.
Muito útil para analisar o deslizamento da embreagem durante a
No módulo, estas configurações estão divididas em alguns sub menus
largada. Indique o fio que fará a leitura e a quantidade de dentes
e são mostradas nos capítulos seguintes.
lidos por volta.
Rotação do câmbio 1/2 Rotação do câmbio 2/2
Selecione a entrada desejada
Nenhuma
Quantidade de dentes
Branco 1: Sonda Lambda 1

Branco 2: Two Step


2
Branco 3: Botão do ar condicionado dentes

Branco 4: Pressão de óleo

15.8 Rotação do cardan 15.10 Detecção de marcha

Neste menu estão configurações para a leitura de velocidade do eixo


cardan. Selecione na primeira tela o fio branco que fará a leitura do
sensor de velocidade do cardan. Na segunda tela insira o número de
dentes lidos por volta do cardan.

Sensores e calibrações Rotação do cardan 1/5


Selecione a entrada desejada
Sonda lambda 2
Nenhuma
Tipo de tração
Branco 1: Sonda Lambda 1
Velocidade das rodas dianteiras
Branco 2: Two Step
Velocidade das rodas traseiras
Branco 3: Botão do ar condicionado
Rotação do cardan
Branco 4: Pressão de óleo

Rotação do cardan 2/5


Neste menu estão as configurações para detecção da marcha
Quantidade de dentes
engrenada no momento para exibição do display da ECU e no
Datalogger Interno. Existem sete formas de fazer esta detecção:
8
dentes
por queda de RPM (apenas para arrancada), por sensor analógico
de câmbio (apenas para câmbios já equipados com o sensor), por
interpolação da velocidade atual versus a RPM do motor, e por pulsos,

54
Sensores e calibração FT600

por FTCAN 2.0 e ainda por uma saída para troca de marcha (para Detecção de marcha 2/7 Detecção de marcha 3/4

carros que possuem o GearController). Tipo de detecção


Queda de rotação Relação do
diferencial
Para exibir no display da FT a marcha engrenada no momento é Sensor analógico

necessário navegar até o menu “Configuração da Interface” e então Por velocidade 4,10
:1
Por pulso
“Configuração do painel de instrumentos”. Dentro dele, clique no local Por saída para troca de marcha

onde deseja exibir a marcha engrenada e selecione a opção “Marcha”.


O primeiro modo, por queda de RPM, pode ser usado somente Detecção de marcha 4/4
Relação de marcha
em veículos de arrancada, já que, pode apenas detectar a troca para
marchas acima e não reduções. Na terceira tela estão proteções para
1 2 3 4 5 6
evitar detecções incorretas devido à perda de tração, por exemplo. Os 2,36 1,98 1,56 1,14 0,92 0,00

valores padrão são suficientes para a maioria dos casos.


Na quarta tela esta a programação da queda de RPM a cada troca de
marcha. Na quinta tela está opção de tempo de espera para detecção O quarto modo de detecção de marchas utiliza pulsos que podem vir
de marcha, que serve como uma segurança para o módulo não detectar de um controlador externo, como o GearController ou de um cambio
a marcha antes do previsto automático, aonde ele utiliza esses pulsos enviados pelo controlador
Detecção de marcha 1/7 Detecção de marcha 2/7
externo para identificar a marcha. Para zerar a contagem de marchas
Desativado Ativado
Tipo de detecção é necessário apertar o 2-step. Esse modo é mais utilizado para carros
Queda de rotação
Sensor analógico
de arrancada.
Número de marchas
Por velocidade
Detecção de marcha 2/7 Detecção de marcha 3/7
6 Por pulso
Tipo de detecção Selecione a entrada desejada
Por saída para troca de marcha Queda de rotação Nenhuma
Sensor analógico Branco 1: Sonda Lambda 1

Por velocidade Branco 2: Two Step


Detecção de marcha 3/7 Detecção de marcha 5/7
Por pulso Branco 3: Botão do ar condicionado

Bloqueio de detecção Bloqueio de detecção Por saída para troca de marcha Branco 4: Pressão de óleo
Tempo limite para Tempo de espera para
após largada após troca de marchas detecção de marcha
detecção de marcha
A marcha será incrementada
0,50 0,50 sempre que a RPM ficar Detecção de marcha 4/7
s s acima da RPM de troca de
marcha pelo tempo
1,00
definido ao lado. s
Tipo da borda

Borda de subida

Detecção de marcha 6/7 Borda de descida

Reset de marcha Modo botão

2-Step Ativo em 0V O quinto modo de detecção de marchas utiliza a saída para troca de
Botão externo Ativo em 12V marcha, (menu funções de arrancada, capítulo 20.5). A cada pulso
enviado pela saída de troca de marchas, a detecção de marchas é
automaticamente incrementada.
O segundo modo de detecção de marchas consiste em configurar uma
Detecção de marcha 2/7 Detecção de marcha 6/7
entrada para fazer a leitura de um sensor analógico de câmbio. Tipo de detecção

Neste caso é necessário apenas indicar o número de marchas, o fio Queda de rotação
Reset de marcha Modo botão

que fará a leitura do sensor a tensão que este envia de acordo com
Sensor analógico
2-Step Ativo em 0V
Por velocidade
a marcha engrenada. Por pulso Botão externo Ativo em 12V

Para obter os valores de tensão, engrene marcha por marcha e faça Por saída para troca de marcha

medições com um multímetro na escala de 20 Volts.


Detecção de marcha 3/7 Detecção de marcha 4/7 Na última tela é possível configurar a troca de marcha através
Nenhuma
Selecione a entrada desejada Rotação para limite para troca de marcha
do GearController integrado. Consulte seção 19.16 para maiores
Branco 1: Sonda Lambda 1 informações sobre configuração do GearController Integrado.
Branco 2: Two Step 1 2 3 4 5
7500 7500 7400 7300 7200 Detecção de marcha 7/7
Branco 3: Botão do ar condicionado
Selecione a entrada desejada
Branco 4: Pressão de óleo
Por velocidade

Por pulso

Por saída para troca de marcha

O terceiro modo de detecção de marchas usa simplesmente o FTCAN 2.0

cruzamento de dados de velocidade e RPM do motor para calcular Por GearController integrado

a marcha engrenada no momento.


Para configurar este modo, indique o número de marchas, a relação
do diferencial e a relação de marchas.
15.11 Pressão da garrafa de nitro
Este modo de detecção de marchas só mostra a marcha engrenada no Neste menu estão configurações para medir a pressão da garrafa de
momento após o veículo movimentar-se e houver leitura da velocidade nitro, desta maneira pode-se fazer uma compensação (Menu funções
da roda. de arrancada, Pro-nitro, capitulo 20.7) em razão da pressão de nitro.
Ao acionar a embreagem do veículo ou desengrenar o câmbio (ponto Para realizar essa leitura se deve utilizar um Sensor PS-100 ou outro
morto) pode haver erros momentâneos de exibição no display. parecido.

55
FT600 Sensores e calibração

15.12 Posição da embreagem


Neste menu estão configurações para identificar a posição da
embreagem, deve ser selecionada uma entrada para realizar essa
leitura, e logo deve ser feita a calibração, da mesma maneira que é
feita com um TPS.
Posição da embreagem 1/3
Selecione a entrada desejada
Posição da embreagem 3/3

Posição atual
15.16 Comunicação CAN
Nenhuma 4.99V

...
Posição 0% Neste menu é possível configurar os equipamentos conectados via
Branco 6: Disponível 4.99V Calibrar
rede CAN. Selecione a versão da rede CAN-A ou CAN-B que se
Branco 7: Temperatura do ar Posição 100%
Branco 8: Pedal 2 4.99V Calibrar
deseja utilizar.
• FTCAN 1.0: GearController (até V2.17), BoostController,
KnockMeter, Racepak IQ3, AiM;
15.13 Pressão da embreagem
• FTCAN 2.0: GearController (a partir da V2.20), EGT-8 CAN,
Neste menu estão configurações para medir a pressão da embreagem, WB-O2 Nano, WB-O2 Slim e Alcohol-O2;
deve ser selecionada uma entrada para realizar essa leitura. Para Através da Rede FTCAN2.0 é possível associar até 32 sensores por
realizar essa leitura se deve utilizar um Sensor PS100 ou outro tipo de produto.
parecido.

Pressão da embreagem 1/3 Pressão da embreagem 2/3


Selecione a entrada desejada Tipo de sensor de pressão
Nenhuma

... P S100 - 1450 PSI (1,0 a 5,0V)

Branco 6: Disponível 1500 PSI (0,5 a 4,5V)


Branco 7: Temperatura do ar
Customizado
Branco 8: Pedal 2

CAN communication 1/2

Pressão da embreagem 3/3


CAN mode

Valor de entrada Valor de saída


FTCAN 1.0

Valor lido Ajustar offset do sensor FTCAN 2.0

1350,0 +0,3
PSI PSI

15.17 EGT
15.14 Altura
Neste menu é possível configurar os condicionadores para termopar
Neste menu estão configurações para medir a altura da dianteira do e indicar onde cada um deles está instalado (cilindro 1, 2, etc.).
veículo. Este sensor é utilizado pela função “Controle de wheelie”, Para configuração nos fios brancos utiliza-se o ETM-1 (ou outro
capítulo 20.9. Em geral utiliza-se sensores a laser para esta função. condicionador com saída analógica), da mesma forma como a sonda
Altura 1/2 Altura 2/2
lambda, é possível fazer o ajuste de offset.
Selecione a entrada desejada
Valor de entrada Valor de saída
Para utilização do EGT-8 CAN a FTCAN 2.0 deve estar selecionada,
Nenhuma

... em seguida selecionar qual modelo está sendo utilizado (EGT A ou


Leitura atual Ajustar offset do sensor
Branco 6: Disponível B) e qual canal (1 a 8).
Branco 7: Temperatura do ar 3,5 +0,3
pol pol
Branco 8: Pedal 2
EGT Cilindro 2 1/3
Selecione a entrada desejada
Sonda Geral
Branco 5: Disponível
Bancada esquerda Bancada direita

15.15 Inclinação Cilindro 1 Cilindro 2 Cilindro 3 Cilindro 4


Branco 6: Disponível

Branco 7: Disponível

Cilindro 5 Cilindro 6 Cilindro 7 Cilindro 8 Branco 8: Disponível


Neste menu estão configurações para medir a taxa com a qual a Cilindro 9 Cilindro 10 Cilindro 11 Cilindro 12 CAN 2.0
dianteira do veículo está inclinando. Esta taxa é medida em graus
por segundo. Cilindro 2 2/3 Cilindro 2 1/3
Selecione a entrada desejada
Associação de canais
Nenhuma
Inclinação 1/2 Inclinação 2/2
Equipamento Canal
Selecione a entrada desejada Branco 1: Disponível

Nenhuma Valor de entrada Valor de saída EGT A Branco 2: Two Step


1
... Branco 3: Botão do ar condicionado
Leitura atual Ajustar offset do sensor EGT B
Branco 6: Disponível Branco 4: Disponível
Branco 7: Temperatura do ar 0,0 +0,6
°/S °/S
Branco 8: Pedal 2
Cilindro 2 2/3 Cilindro 2 3/3

Tipo de sensor de temperatura


Valor de entrada Valor de saída
Através do software FTManager os sensores de pressão de nitro,
ETM-1 Leitura atual Ajustar offset do sensor
posição de embreagem, pressão de embreagem, sensor de altura
Customizado 56,0 +10,7
e sensor de inclinação, podem ser configurados através do menu °C °C

“Sensores e calibração” e então “Entradas”.

56
Sensores e calibração FT600

Configuração EGT-8
Na versão 3.30 do FTManager conta com um novo layout de
configuração dos canais do EGT-8. Acesse o menu “Sensores e
Calibração / Comunicação CAN / EGT-8” aparece uma imagem do
EGT-8, clique nos canais que deseja configurar e selecione na lista
qual será o sensor associado a este canal.
Acelerometro interno 1/2

G frontal: 0,5G
Fator de correção G lateral: 0,0G
do acelerômetro
Calibrar
1,26
Zerar calibração

Frequência do filtro: este filtro aplicado ao acelerômetro é responsável


por diminuir o ruído, proporcionando um sinal mais “limpo”.

IMPORTANTE:
Configuração SwitchPanel-8 Quanto maior for a frequência do filtro maior será o
Este é um painel de botões externo com 8 botões que são totalmente atraso da leitura do acelerômetro.
configuráveis através do FTManager via rede CAN. Acesse o menu Acelerometro interno 2/2

“Sensores e Calibração / Comunicação CAN / FTSwitchPanel-8”, Frequência do filtro


clique sobre o botão que deseja configurar e selecione uma entre (Bandwith)

diversas funções já pré-definidas na lista. 31,25


Hz

15.20 Pressão de freio


Esta função configura uma entrada de sensor para o controle de
pressão no pedal de freio para auxilio da função de Line Lock.
Pressão de freio 1/3 Pressão do freio 2/3
Selecione a entrada desejada Tipo de sensor de pressão
Nenhuma

Branco 1: Disponível 1450 PSI / PS100 (1,0 a 5,0V)

Branco 2: Two Step 1500 PSI (0,5 a 4,5V)


Branco 3: Botão do ar condicionado
Customizado
Branco 4: Disponível

Pressão do freio 3/3

15.18 Pressão da Wastegate Valor de entrada Valor de saída

Leitura atual Ajustar offset do sensor

Configura os sensores de para o controle da pressão na wastegate.


1350,0 +0,3
Para maiores informações consulte a seção 19.15 BoostController PSI PSI

para maiores informações.

15.19 Calibração acelerômetro


Após a instalação física da FT600 no veículo é necessário a calibração 15.21 Amortecedores dianteiros e traseiros
da função de acelerômetro. Este procedimento pode ser executado Configure o sensor de curso do amortecedor para cada roda do veículo,
diretamente na FT600 ou ainda através do Software FTManager. defina qual será o curso utilizado pelo sensor.
Para efetuar a calibração, simplesmente posicione a ECU em sua
posição final no painel e clique no botão “Calibrar”, assim, a posição
do módulo neste momento será calibrada como padrão.

Caso deseje zerar a calibração já feita, use o botão “Zerar calibração”.

Fator de correção: para definir esse fator é necessário comparar as


leituras de velocidade de aceleração da roda dianteira com a traseira
essa diferença será o fator de correção.

57
FT600 Sensores e calibração

15.22 Flex Fuel 15.26 Temperatura transmissão


Esta função registra a quantidade de etanol que a gasolina contém, Configura um sensor para controle da temperatura do óleo da
é necessário ter um sensor flex fuel da GM instalado Na linha de transmissão.
combustível.

15.23 Contra Pressão


Esta função registra a contra pressão no escape do veículo, necessário
ter um sensor de pressão instalado no sistema de exaustão.

15.27 Pressão conversor de torque


Configura um sensor para controle da pressão dentro do conversão
de torque.

15.24 Pressão Cárter


Monitora a pressão que está contida no cárter.

15.28 Temperatura do intercooler


Esta função monitora a temperatura do intercooler através de uma
entrada branca.
15.25 Pressão transmissão
Monitora a pressão dentro da transmissão.

58
Ligando o motor pela primeira vez FT600

16. Ligando o motor pela primeira vez Calibrar ignição Calibrar ignição

25
Este capítulo mostra os passos finais antes de dar a primeira partida 100,1 dentes
+3,2º Corrigir a calibração 100,1
°
Calibrar distribuidor
°
até ler até ler
no motor e, se resume basicamente orientar o usuário a verificar e Ponto fixado em: 20° na pistola. Ponto fixado em: 0° na pistola.

calibrar as leituras de sensores e atuadores do motor. 0° 20° 0° 20°

16.1 Primeira partida Calibração da ignição com distribuidor: nos motores equipados
Evite forçar o motor de arranque e bobinas por insistir demais na com distribuidor, já existe uma marca do PMS do cilindro 1 no volante e
primeira partida do motor. Confira se a bomba de combustível liga no bloco do motor. Aponte a pistola para esta marca e gire o distribuidor
normalmente e o sensor de pressão de combustível indica a pressão até que a pistola marque 20º. Fixe o distribuidor, pressione o botão
correta, verifique se a FT600 capta sinal de RPM em seu painel de “Salvar” e a calibração está feita.
instrumentos, se há centelha nas velas de ignição (retire o cabo de
velas do motor e instale uma vela externa ao motor), etc. Calibração da ignição com roda fônica: os carros equipados com
roda fônica de fábrica normalmente não têm a marca que indica o
Em motores abastecidos com álcool ou metanol, injete um pouco de PMS do cilindro 1. Para fazer a calibração da ignição, esta marca deve
gasolina, costuma facilitar a primeira partida. ser feita no volante e no bloco do motor com o auxílio de um relógio
comparador, pois qualquer erro nesta marcação acarretará em um erro
Quando o motor ligar, mantenha-o em marcha lenta e preste muita
na leitura e na calibração do ponto de ignição.
atenção na pressão de óleo e temperatura da bobina e do módulo
de potência de ignição. Quando a ignição é controlada por roda fônica, normalmente o sistema
de ignição trabalha em centelha perdida, ou seja, duas ignições por
Verifique com atenção se a rotação está sendo mostrada corretamente
ciclo em cada cilindro, por isso, a pistola pode mostrar 40º de ponto
pela injeção (com um tacômetro externo) e se variações no acelerador
no motor.
coincidem com o valor mostrado para o TPS e a leitura do vácuo no
computador de bordo. Caso perceba valores estranhos de rotação,
certamente existem interferências na captação do sinal. Para saber se sua pistola esta lendo o ponto de ignição em dobro,
avance 5° na tela de calibração da ignição. Se o ponto indicado pela
pistola agora for de 5° a mais do que antes, a pistola esta lendo o ponto
16.2 Calibração da ignição absoluto e deve-se calibrar a ignição procurando 20° na marca. Caso
Uma vez que o motor funcionou, antes de qualquer acerto ou teste, indique 10° a mais de ponto, esta lendo dobrado devido à centelha
deve-se fazer a calibração da ignição. Esta calibração serve para perdida e a calibração deve ser feita procurando 40° na marca do PMS.
certificar-se que o ponto aplicado pela injeção está chegando ao
motor de forma correta.

A função de calibração da ignição trava o ponto de ignição aplicado


ao motor em 20º ou 0° em qualquer rotação, portanto, se o motor
ligar e não parar na marcha lenta pode-se acelerá-lo a uma rotação
qualquer e fazer a calibração. A rotação pode ficar em qualquer valor,
desde que seja mantida com o mínimo possível de variação, pois isto
pode causar erros na leitura da pistola.

O acesso a esta função se dá através do botão “Ignição” na barra de


ferramentas do software FTManager, ou através do menu “Sensores
e calibrações”, “Calibrar ignição” através da tela da FT600.

59
FT600 Ajuste dos mapas de injeção

17. Ajuste dos mapas de injeção turbo, abertura da borboleta (TPS) e rotação podem ser modificados
via software FTManager em uma tabela com resolução de (32x32)
17.1 Mapa principal de injeção pontos, possibilitando ajustar de forma mais precisa uma região
especifica do mapa.
O modo de edição do mapa principal de injeção é definido por padrão
no modo simplificado (tabela 2D), sendo possível alterá-lo para o
modo avançado (tabela 3D). Para alternar entre estes modos através
do software FTManager, vá até o menu “Configurações do motor” e
então “Opções avançadas do ajuste”.

Via software também é possível alterar os limites das tabelas de vácuo/


pressão de turbo, TPS e rotação do motor, possibilitando ajustar de
forma mais precisa um intervalo especifico do mapa onde se deseja Mapa Principal
bar
efetuar um ajuste fino do motor. Para isso, basta clicar no botão “Editar -0,90 -0,80

eixos” na barra de ferramentas do software FTManager. A +


B 20000 0,000 (000%) 0,000
RPM ms
0,000 (000%)
19375 0,000 0,000 -

Modo simplificado – tabela 2D 17.2 Ajuste rápido do mapa principal


No modo de configuração simplificado a configuração do mapa de O ajuste rápido recalcula e substitui todos os valores do mapa principal
injeção é realizada conforme a leitura de vácuo e pressão de turbo de injeção de acordo com o ajuste desejado. Ele pode ser acessado
ou abertura da borboleta (TPS). O mapa principal por MAP usa por através do menu “Ajuste dos Mapas de Injeção”.
padrão um intervalo de vácuo e pressão de -1,00bar até a faixa de
pressão desejada.
Quando os injetores estiverem divididos em duas bancadas
Quando configurado por TPS o intervalo entre cada célula é de 10% independentes, este ajuste rápido será solicitado para cada bancada
de abertura da borboleta. de injetores individualmente.

É possível alterar os intervalos dos valores via FTManager usando Esta compensação aplica uma multiplicação nos valores anteriores
até 32 pontos. Esta modificação permite configurar de forma mais do mapa, por exemplo, se em 1.0bar de pressão (no exemplo de um
detalhada e precisa uma região do mapa. motor turbo) estava anteriormente injetando 2.000ms equivalentes
a digamos 50% da abertura do bico injetor na rotação máxima e se
aplica uma compensação de +10%, este ponto da tabela passará a
2.200ms e 55% da abertura do injetor e não 60%.

Em todas as correções aplicadas é considerado o tempo morto do


injetor (deadtime) para que se tenha uma compensação referente ao
combustível injetado realmente e não o sinal de abertura do bico injetor.
Mapa principal de injeção

Banc. A (217%) -0,09 bar Banc. B (300%)

12,345 ms 12,345 ms

Modo avançado – tabela 3D Ajuste rápido do mapa principal

O Mapa principal de injeção no modo avançado é uma tabela 3D, onde Mapa principal de injeção
todo mapa A: todo mapa B:
o tempo de injeção é ajustado conforme a leitura do vácuo/pressão
de turbo (ou abertura de borboleta - TPS), em relação à rotação do 3,5 99,0
% %
motor. Assim como no modo simplificado quando configurado por MAP
o padrão de intervalo da leitura é de -1,00bar até a faixa de pressão
desejada, quando configurado por TPS o intervalo será definido a cada
10% de abertura da borboleta. 17.3 Compensação por rotação
O intervalo padrão de rotação é a cada 200rpm até 3000rpm, acima Exclusivo para configuração de injeção no modo simplificado, o mapa
desta faixa de rotação o intervalo é definido a cada 500rpm até de injeção por rotação é um mapa de compensação em percentual, o
a rotação máxima do motor. Os intervalos de vácuo e pressão de que significa que estes valores serão aplicados sobre os tempos de
injeção do mapa principal de injeção. O cálculo do tempo de injeção

60
Ajuste dos mapas de injeção FT600

é feito automaticamente de acordo com a rotação atual e as outras Malha fechada 6/12 Malha fechada 6/x
compensações configuradas. Desta forma, não é necessário fazer 0,70
bar
0,80 0,90 Malha fechada de lambda durante
a lenta por TPS
uma tabela para cada faixa de rotação, que apesar de mais precisa, se 4250 0,80 0,88 0,75 +
torna muito trabalhosa e quando não é acertada em um dinamômetro, 4000
RPM
0,90 1,00 0,88 λ
0,90
dificilmente traz alguma melhora no resultado final. 3000 0,88 1,00 0,80 -
λ

Com a compensação percentual consegue-se acertar a injeção para


qualquer tipo de motor, seja um motor original, motores com comando Malha fechada 4/12 Malha fechada 7/12
de válvulas mais agressivos ou sistemas de comando de válvulas Seleção de sondas para o valor médio
Malha fechada de lambda durante o burnout, 3-step e 2-step
Geral
variável (assim como os VTEC da Honda, VVTi da Toyota, VANOS Cilindro 1 Desativado
Valor único
da BMW, etc.). Cilindro 2 Ativado e valor
único
Cilindro 3 0,75
Ativado pelo mapa λ
Cilindro 4 de alvos
Todo o motor tem o pico de consumo específico na rotação de torque
máximo, portanto nesta faixa deve-se aplicar uma compensação Malha fechada 5/12
positiva em torno de 5% a 15%. Essa rotação em um motor normal Desativado Ativado

com comando de válvulas original normalmente fica entre 2000rpm Proteção do cálculo de valor médio

e 4500rpm. Só é possível saber esta rotação com exatidão com um Quando ativada esta função irá excluir do cálculo
de média as sondas selecionadas que tiverem
dinamômetro. Na prática, esta compensação será automaticamente valores acima de:
1,10 lambda / 16,1 AFR gas / 7,0 AFR met
executada pelo preparador, pois para manter o lambda constante a
rotação de torque máximo exigirá mais combustível.
A função de suavização para baixa carga é a velocidade de atuação
Com o mapa de Injeção por carga e este mapa de Injeção por Rotação,
do controle para situações de baixa carga, ou de velocidade baixa ou
a injeção cria internamente o mapa em três dimensões de Injeção x
constante, essa função visa diminuir a velocidade do controle para
Carga x Rotação que é aplicado automaticamente ao motor.
essas situações aonde não exigem uma atuação tão rápida, visando
estabilizar a lambda.

Temperatura do motor para início do controle é o valor mínimo da


temperatura do motor para que seja ativado o controle de Lambda
pela Malha fechada.
Compensação por rotação

500 RPM

15 %

A função de bloquear o controle abaixo ou acima de determinadas


rotações, busca desligar a Malha fechada nas rotações preestabelecidas.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE
Servindo para os casos onde a sonda fica muito próxima ao fim do
Sempre verifique a continuidade dos dados, ou
escapamento na situação de baixas rotações, e na de alta quando o
seja, evite valores incoerentes ou que formem
usuário não quer a atuação do sistema no mapa após determinada
gráficos com variações bruscas. Qualquer
rotação.
alimentação para ser eficiente e correta
necessariamente deve formar um gráfico de Malha fechada 6/12 Malha fechada 7/12

linhas suaves. 0,70


bar
0,80 0,90 Malha fechada de lambda durante o burnout, 3-step e 2-step

4250 0,80 0,88 0,75 + Desativado


Valor único
4000 0,90 1,00 0,88 λ Ativado e valor

17.4 Malha fechada RPM único


Ativado pelo mapa
0,75
λ
3000 0,88 1,00 0,80 - de alvos

A malha fechada busca corrigir a injeção de combustível de forma que


fique no lambda previamente estabelecido. Malha fechada 6/x

Malha fechada de lambda durante


a lenta por TPS

0,90
λ

Na quarta tela, existe uma tela com até 16 colunas e 16 linhas, sendo
uma relação de rotação (RPM) por posição do acelerador (TPS) ou
rotação por pressão absoluta do coletor (MAP), essa tabela pode ser
editada, na função editar eixos, no software FTManager, que deve ser
preenchida com os valores de alvo de sonda que a injeção deve atingir.

61
FT600 Ajuste dos mapas de injeção

Com a função Target em corte ativada, a injeção busca o valor de Pro-Nitro por tempo. Pode-se criar um mapa com uma tabela de até
lambda configurado nas situações de corte como 2-step, 3-step, modo 6 estágios por 16 pontos configuráveis de tempo. Essa função só
burnout, independente da pressão ou rotação. é habilitada se preenchidos os requisitos de ativação do Pro-Nitro.
Malha fechada 10/12 Malha fechada 11/12
Na sexta tela quando o controle de malha fechada estiver ativo, e o Desativado Ativado 1
Estágio de Nitro
2 3

mapa for por TPS, pode ser definido o valor de malha fechada para Malha fechada auxiliar
0,00 0,82 0,82 0,82 +
Por tempo (2-step)
TPS em 0%. PRO Nitro por RPM Configura os alvos
0,50 0,82 0,82 0,82 λ
de lambda por tempo após
s
o começo de cada estágio
PRO Nitro por tempo
Pro-Nitro 1,50 0,82 0,82 0,82 -
Malha fechada 9/12

17.5 Mapa de marcha-lenta por TPS


Inferior -0,90 bar Superior

-10,0 % 10,0 % Este menu somente ficará disponível quando a lenta estiver configurada
por “TPS”. A configuração do tempo de injeção para a lenta é realizada
conforme a rotação do motor, o que possibilita um melhor ajuste nos
motores que possuem vácuo instável nesta condição e necessitam
Limites do controle, é uma tabela na qual possuí, até 16 pontos
de ajuste preciso.
sendo 8 colunas e 2 linhas, com valores totalmente configuráveis,
sendo por posição do acelerador (TPS) ou por pressão absoluta do
coletor (MAP), que define os limites de atuação do controle da Malha
Fechada, permitindo assim evitar que o controle remova ou acrescente
combustível em excesso conforme a configuração do usuário.
Mapa de lenta por TPS

Malha fechada auxiliar


Por tempo (2-step):
1250 RPM
Com esse recurso habilitado pode-se configurar os alvos da malha 1,950 ms
fechada para atingir o lambda determinado em razão do tempo,
podendo criar um mapa com até 16 pontos de tempo para definir o
lambda naquele momento.
Lembre-se que com esse recurso ativo e válido a malha fechada 17.6 Injeção rápida e de decaimento
desconsidera o mapa principal de malha fechada e passa a assumir A injeção rápida é um aumento na quantidade de combustível quando
o mapa de alvos. se faz uma variação rápida do acelerador.

Para validar o 2-step, e iniciar as funções por tempo, deve-se pressionar Pulso máximo: é o valor que será somado ao tempo de injeção
e soltar o botão com mais de 50% de TPS OU atingir o corte de 2-step. atual quando ocorrer variação rápida do acelerador. O pulso máximo
Malha fechada 10/12 Malha fechada 11/12 depende da rotação em que o motor se encontra e o ajuste permite
Desativado Ativado que sejam definidos os pulsos de injeção em duas rotações distintas,
Malha fechada auxiliar dessa maneira a FT600 consegue criar um mapa de pulso por rotação
Por tempo (2-step)

PRO Nitro por RPM Configura os alvos 0,00 s


de maneira fácil.
de malha fechada por tempo
depois da liberação do 2-step.
PRO Nitro por tempo 0,82 λ

Pulso total para: nesta configuração, informa-se a variação do MAP


Pro-Nitro por RPM: ou do TPS para a qual o pulso máximo deve ser aplicado. Borboletas
pequenas normalmente precisam de uma variação grande de TPS para
Com esse recurso habilitado pode-se configurar os alvos da malha
injetar o pulso total da rápida (utiliza-se valores maiores, por exemplo,
fechada para atingir o lambda determinado em razão do estágio do
90% de TPS); por outro lado, borboletas de grande diâmetro, com uma
Pro-Nitro por rotação, podendo criar um mapa com uma tabela de
mínima variação de TPS já se atinge o máximo da rápida (utiliza-se
até 6 estágios por 16 pontos configuráveis de rotação. Essa função
valores menores, por exemplo 15% de TPS). Quando o sensor TPS
só é habilitada se preenchidos os requisitos de ativação do Pro-Nitro.
não está presente, ou quando os mapas são configurados por MAP,
Malha fechada 10/12 Malha fechada 11/12 a variação considerada é a do MAP.
Estágio de Nitro
Desativado Ativado 1 2 3

1000 0,82 0,82 0,82 +


Por tempo (2-step)
Malha fechada auxiliar
Redução de pulso máximo para TPS inicial de 50%: devido à
2000 0,82 0,82 0,82 λ
PRO Nitro por RPM Configura os alvos
de lambda por RPM
para cada estágio Pro-Nitro.
RPM
menor necessidade de combustível na injeção rápida quando posição
PRO Nitro por tempo 3000 0,82 0,82 0,82 - inicial do TPS em uma variação rápida já começa acima da metade do
acelerador, existe este parâmetro que reduz o pulso máximo de injeção
rápida proporcionalmente à posição a qual se iniciou o movimento
Pro-Nitro por tempo:
de aceleração rápida. Por padrão, reduz-se em 50% o valor de pulso
Com esse recurso habilitado pode-se configurar os alvos da malha máximo quando o movimento inicia em TPS 50%.
fechada para atingir o lambda determinado em razão do estágio do

62
Ajuste dos mapas de injeção FT600

Injeção rápida para motor frio: aumento da injeção rápida quando temperaturas do ar admitidas pelo motor. Para motores turbo é de
o motor está frio, extremamente necessário nos primeiros minutos grande importância esta compensação, pois instantaneamente quando
de funcionamento do motor, especialmente em motores a álcool ou o sistema é pressurizado, a temperatura do ar admitido sobe a valores
metanol. muito altos.

Pulso máximo de decaimento: é o tempo de injeção a ser diminuído


do tempo de injeção atual durante um movimento rápido de
fechamento da borboleta. Com isso, durante uma variação rápida de
fechamento da borboleta, pode-se retirar combustível, proporcionando
um funcionamento mais regular e redução de consumo de combustível. Compensação por temperatura do ar

-20 °C

-27 %

17.9 Compensação por tensão da bateria


Injeção rápida e de decaimento 1/4 Injeção rápida e de decaimento 2/4
Esta compensação é feita com base na tensão da bateria do carro e
Pulso máximo de rápida: Pulso total para % de Redução de pulso máximo leva em consideração que a diminuição da tensão de alimentação dos
TPS/MAP: para TPS inicial de 50%:
2,080 30,930 bicos injetores influencia o tempo de abertura dos mesmos. É uma
ms ms

para: para: 23,0 -50,0 compensação bastante suave, mas muito útil em casos de grandes
variações de tensão por retirada do alternador, por exemplo.
% %
1000 6300
RPM RPM
Bicos injetores de alta vazão, normalmente trabalham com um tempo
Injeção rápida e de decaimento 3/4 Injeção rápida e de decaimento 4/4
de injeção mínimo na marcha lenta e são os que mais sofrem pela
Injeção rápida para Pulso máximo de decaimento: queda na tensão da bateria, variando seu tempo morto e com isso
motor frio
2,080 0,930 pode ocorrer de não injetarem devido a uma queda de tensão.
ms ms

+350 para: para:


%
1000 6300
RPM RPM

17.7 Compensação por temperatura do motor


Esta compensação é feita com base no sensor de temperatura do Compensação por tensão de bateria

motor que, em carros refrigerados a água deve estar no cabeçote,


lendo a temperatura do liquido de arrefecimento, e em motores a ar,
a temperatura do óleo. Bancada A 8,0 V Bancada B

+0,600ms 12,345 ms

A temperatura do motor exerce grande influência na quantidade de


combustível solicitada pelo motor, principalmente em carros a álcool
17.10 Compensação por MAP / TPS
e metanol onde se consegue fazer funcionar um motor frio como se
já estivesse na temperatura normal. Este menu está relacionado com o sensor em que o mapa principal
será baseado (MAP ou TPS), quando é selecionada a opção por MAP,
as compensações disponíveis neste menu serão definidas por TPS,
ou seja, conforme a abertura da borboleta. Caso a escolha do mapa
principal seja realizada por TPS, a compensação ficará disponível
conforme o vácuo e pressão lidos pelo sensor MAP.
Compensação por temperatura do motor

-20 °C

45 %

17.8 Compensação por temperatura do ar da Compensação por MAP

admissão
Esta compensação é feita com base no sensor de temperatura do ar
colocado no coletor de admissão do motor. -0,90 bar

-15 %

Serve para adaptar automaticamente a injeção às diferentes

63
FT600 Ajuste dos mapas de injeção

17.11 Primeiro pulso de partida


Esta função possibilita uma melhora durante a partida do motor, seu
princípio de funcionamento é semelhante ao dos carros originais, onde
ocorre um pulso de injeção, muito maior do que o tempo de injeção
na partida, ao ser detectado qualquer sinal de rotação mínimo. O
primeiro pulso de injeção deve ser configurado com um tempo maior
que o de partida, facilitando a partida do motor, principalmente em
Partida do Motor 1/2 Partida do Motor 2/2
baixas temperaturas. Selecione qual a bancada de injetores, bancada Desativar Bancos de injeção
A ou bancada B, que irá acionar o primeiro pulso de injeção, a opção injeção na partida
com TPS acima de:
na partida

com bancada B somente ficará disponível caso esteja configurada. Apenas banco A

50 105 °C
A configuração do tempo de injeção é realizada conforme a %
Apenas banco B

Bancos A e B 320,0 ms
temperatura do motor, em temperaturas mais baixas o tempo de
injeção deve ser maior.
17.13 Mapa de enriquecimento após partida
A configuração do mapa de enriquecimento após a partida do motor
é realizada conforme o tempo em segundos após a partida e a
temperatura do motor. Este ajuste possibilita estabilizar a rotação do
motor mais facilmente logo após a partida, proporcionando um melhor
controle da lenta após efetuar a partida, principalmente em condições
Mapa primeiro pulso de inj 1/2 Primeiro pulso de injeção 2/2

Bancos de injeção para


diferentes de temperatura.
primeiro pulso

Apenas banco A

Apenas banco B 67 °C

Bancos A e B 400 ms

17.12 Partida do motor


Os mapas e configurações deste menu são basicamente utilizados
em situações de partida do motor ou nos segundos logo após o Mapa de enriquecimento após partida
funcionamento do motor. segundos
1,00 3,50 6,00
75
+9,9 +8,3 +3,5 +
Sempre que a rotação tender a cair abaixo da rotação de partida (o 60
°C +7,0 +3,5 +1,5 %

padrão é 400 RPM, pode ser editado através do menu “Configurações 20 +4,5 +1,5 0,0 -
do motor” e então “Características do motor”), a injeção aplicará
os pulsos de injeção de partida somados ao valor da marcha lenta.
Com esse excesso de combustível evita-se que o motor apague 17.14 Ajuste individual por cilindro
involuntariamente, fazendo-o voltar para a marcha lenta.
Esta compensação pode ser utilizada quando há um injetor por saída
de injeção, não importando o modo de acionamento. Há dois mapas,
Para os casos em que o motor afogar durante a partida, existe a opção um que permite ajustar o tempo de injeção para cada cilindro conforme
de desativar a injeção na partida quando o valor do TPS ultrapassar a rotação do motor e outro que permite o mesmo, porém em função
determinado valor. Recomenda-se desativar a injeção na partida com do MAP. Caso as bancadas A e B estejam trabalhando com um injetor
o TPS acima de 70%. O motor sempre deve ser desligado cortando por saída de injeção, o tempo de injeção aplicado será o mesmo para
o positivo do módulo de injeção, caso contrário, quando a rotação as duas bancadas.
cair abaixo da RPM de partida, será injetado combustível que não Este ajuste auxilia no acerto dos motores que possuem diferenças de
será queimado, acumulando-se no cilindro do motor. Se o sensor de temperatura entre os cilindros, posicionamento dos injetores, formato
temperatura do motor não estiver instalado, apenas o valor de injeção da admissão, etc. A compensação de injeção por cilindro ajuda na
de partida a frio será considerado. proteção do motor também, pois é normal haver diferenças de lambda
entre cilindros. O uso de sensores termopar e sondas individuais por
A opção de acionamento com a bancada B somente ficará disponível cilindro é fundamental para realizar esta compensação.
caso esteja configurada, do contrário somente a bancada A irá aplicar
o tempo de injeção na partida.
Através do software FTManager, estas opções estão localizadas no
menu “Configurações do motor” e então “Injeção”.

64
Ajuste dos mapas de injeção FT600

Compensação por cilindro 1/2 Compensação por cilindro 2/2 Pode-se configurar um TPS mínimo para que o mapa seja ativado
Ajuste individual por Ajuste individual por 1
Cilindro
2 3
quando ocorre a troca de marchas. Se houver troca de marchas e o
cilindro e RPM cilindro e MAP
4250 -11,0 -11,0 -17,0 + TPS estiver abaixo do valor configurado, o mapa de enriquecimento
Banco A Banco A 4000
RPM
+1,0 +3,0 -3,0 % não é aplicado.
Banco B Banco B
3000 +9,0 +7,0 0,0 -

17.15 Compensação por rotor


Menu disponível somente quando o tipo de motor configurado for
rotativo. Possui a mesma função da compensação por cilindro e
Comp. na troca de marcha 2/7 Comp. na troca de marcha 3/7
pode-se configurar a compensação do tempo de injeção de forma
Desativado Ativado Enriquecimento para troca: 1-2
independente para cada rotor. 1 2 3 4 5

Aplicar enriquecimento com TPS acima de:


+
Tempo 0,00 0,05 0,10 0,20 1,00
[s]
%
80 Percentual
[%]
+0,0 +5,0 +4,5 +4,0 +0,0
%
-

17.18 Mapa de ângulo de fase de injeção


O mapa de ângulo de fase tem a função de alterar o momento, dentro
do ciclo do motor, em que o injetor abre ou fecha. O ângulo de fase
de injeção é à distância em graus APMS, do PMS de combustão até o
Compensação por cilindro 1/2 Compensação por cilindro 2/2 momento em que o injetor abre ou fecha (conforme selecionado nas
Bancos de injeção para 1
Cilindro
2 3
configurações do motor). Está distância angular é medida no sentido
ajuste individual por cilindro
4250 -11,0 -11,0 -17,0 + contrário ao da rotação do motor.
Banco A 4000 %
+1,0 +3,0 -3,0
RPM
Banco B
3000 +9,0 +7,0 0,0 -

17.16 Compensação por marcha


Ativa um mapa de compensação de combustível por rotação de acordo
com a marcha engrenada no momento. Para habilitar esta função, é
necessário que a detecção de marchas já esteja configurada através
Mapa de ângulo de fase de injeção
do menu Sensores e Calibração. É possível usar até 6 marchas (até
6 curvas de compensação – uma por marcha) no total.

500 RPM

250,0 °

Compensação por marcha 1/7 Compensação da marcha 2

Desativado Ativado

Ativa um mapa de compensação de


combustível por RPM para cada
marcha. Esta função é utilizada 1000 RPM
para garantir misturas mais
seguras em marchas mais altas. -27 %

17.17 Compensação na troca de marcha


Ativa um mapa de compensação por tempo, aplicando assim que uma
troca de marchas é detectada.

65
FT600 Ajustes dos mapas de ignição

18. Ajustes dos mapas de ignição em relação à rotação do motor. Quando configurado por MAP o padrão
de intervalo da leitura é de -1,00bar até a faixa de pressão desejada,
Todos os mapas podem atrasar ou adiantar o ponto determinado no quando configurado por TPS o intervalo será definido a cada 10%
mapa principal e que quando é gerado um “Padrão FuelTech” todos de abertura da borboleta.
os mapas são preenchidos com valores padrão, portanto, se você O intervalo padrão de rotação é a cada 200rpm até 3000rpm, acima
deseja que o ponto seja determinado apenas pelo Mapa de Ignição desta faixa de rotação o intervalo é definido a cada 500rpm até a
por Rotação, deve-se manualmente ZERAR todos os mapas de ignição rotação máxima do motor.
por Pressão/TPS, Temperatura do Motor e Temperatura do Ar. Os intervalos de vácuo e pressão de turbo, abertura da borboleta
(TPS) e rotação podem ser modificados via software FTManager em
18.1 Mapa principal de ignição uma tabela com resolução de (32x32) pontos, possibilitando ajustar
de forma mais precisa uma região especifica do mapa.
O modo de edição do mapa principal de ignição é definido por padrão
no modo simplificado (tabela 2D), sendo possível alterá-lo para o
modo avançado (tabela 3D) através do menu “Opções avançadas
do ajuste”, que se encontra em “Configurações do motor” através do
software FTManager.
Via software também é possível alterar os limites das tabelas de vácuo/
pressão de turbo, TPS e rotação do motor, possibilitando ajustar de
forma mais precisa um intervalo especifico do mapa onde se deseja
Mapa principal de ignição
efetuar um ajuste fino do motor. Para isso, basta clicar no botão “Editar bar
-0,90 -0,80
eixos” na barra de ferramentas do software FTManager.
20000
RPM
+31,9 +50,0

19375 +31,1 -30,0

Modo simplificado – tabela 2D 18.2 Ajuste rápido de ignição


No modo de configuração simplificado a configuração do mapa de Para aplicar uma compensação de forma rápida em todo o mapa de
ignição é realizada conforme a leitura de rotação do motor. ignição, pode-se utilizar o ajuste rápido de ignição. Apenas indique
O Mapa de ignição por rotação é uma tabela onde se indica a curva a compensação, negativa ou positiva e confirme à direita que será
principal do avanço de ignição, preenchendo-se com o ponto desejado somado ou subtraída de todo o mapa principal de ignição.
de 400rpm ao limite de rotação.
Usando uma analogia, por exemplo, se é desejado um ponto inicial de
15° e final de 32° (como se faz com um distribuidor), os valores da
tabela devem ser preenchidos com 15° a 600rpm, 17° a 1000rpm
e assim por diante, gradualmente até chegar aos 32° a digamos
8600rpm como ponto final. Por outro lado, para utilizar um ponto
fixo, devem ser preenchidos todos os pontos da tabela com 24°,
por exemplo.
Note que para que o ponto realmente seja aplicado exatamente Ajuste rápido de ignição

com os valores ajustados neste mapa, é necessário zerar todas as Avançar ou atrasar
todo o mapa

compensações por temperatura do ar, do motor, pressão, etc.


Os intervalos de rotação podem ser alterados em até 32 pontos, -6,1
°

possibilitando ajustar de forma mais precisa uma região especifica


do mapa.

18.3 Compensação por vácuo/pressão ou TPS


Quando o módulo está configurado para controlar um motor aspirado
Mapa principal de ignição ou turbo por MAP, o mapa de compensação por carga do motor é
feito por pressão, indo desde um valor de compensação na marcha
lenta até a pressão máxima de turbo.
400 RPM

+18,7 º
Quando o módulo está configurado para controlar um motor aspirado
por TPS, este mapa será em função da posição do acelerador (TPS),
Modo avançado – tabela 3D pois este representa a carga que está sendo exigida do motor e com
base nisso pode-se definir os pontos de maior avanço e retardo do
O mapa principal de ignição no modo avançado é configurado em um ponto de ignição.
formato de tabela (3D), onde o ponto de ignição é ajustado conforme
a leitura do vácuo e pressão de turbo ou abertura da borboleta (TPS),

66
Ajustes dos mapas de ignição FT600

Compensação por MAP Compensação por TPS

Defasagem entre velas trailing e leading

bar
-0,90 -0,70 -0,65

20000 0,0 -0,1 -1,0 +


-0,90 bar 0%

+15,7 º -31,9 º
9000 -10,0 -12,0 -16,0 °
RPM

8900 -18,5 -18,6 -30,0 -

18.4 Compensação por temperatura do motor


18.7 Ajuste individual por cilindro
Este mapa representa uma compensação no ângulo de avanço ou
retardo aplicado no mapa principal de rotação pela variação da Esta função pode ser utilizada quando a ignição é acionada com
temperatura do motor. Ele é de muita importância e traz melhoras bobinas individuais e de forma sequencial. A compensação do ponto
significativas de dirigibilidade, especialmente em situações de trabalho de ignição será configurada de forma independente para cada cilindro
com o motor frio, onde um ponto mais avançado é necessário para conforme rotação do motor e tem origem nas diferenças existentes
uma resposta correta do motor. No outro extremo, também é requerido entre os cilindros, sejam diferenças de fluxo, capacidade de dissipação
para proteção do motor, atrasando o ponto de ignição quando altas de calor ou até mesmo posição do cilindro.
temperaturas são atingidas.

Compensação por temperatura do motor Ajuste individual por cilindro

Cilindros
1 2 3

3000 -30,0 -15,5 +0,1 +


4000 -29,9 0 +29,9 °
20 °C RPM

+27,5 º 5000 -0,1 +15,5 +30,0 -

18.5 Compensação por temperatura do ar da 18.8 Ajuste individual por rotor


admissão Menu disponível somente quando o tipo de motor configurado for
rotativo. Possui a mesma função da compensação por cilindro e
Este mapa representa uma compensação no ângulo de avanço ou
pode-se configurar a compensação do ponto de ignição de forma
retardo aplicado no mapa principal de rotação pela variação da
independente para cada rotor.
temperatura do ar da admissão.

Compensação por temperatura do ar


Ajuste individual por rotor
Rotor
1 2 3

3000 -30,0 -15,5 +0,1 +


20 °C -29,9 +29,9 °
4000 0
RPM
+27,5 º
5000 -0,1 +15,5 +30,0 -

18.6 Defasagem entre velas trailing e leading 18.9 Limites de ponto


Este menu só é mostrado quando o módulo estiver controlando a
Insira neste menu os limites mínimo e máximo de ponto aplicados no
ignição em um motor rotativo. Este parâmetro ajusta a defasagem
motor. Nenhuma outra função da ECU vai conseguir aplicar valores de
entre as velas Trailing e Leading (normalmente ajustado em -10°).
ponto maiores ou menores do que os configurados aqui. Considere
Também é chamado de “Timing Split”.
esta função como um limitador de segurança para o ponto de ignição.

67
FT600 Ajustes dos mapas de ignição

18.12 Compensação na troca de marcha


Esta função permite avançar ou atrasar o ponto de ignição aplicado
ao motor logo após uma troca de marchas.
Esse atraso pode ser aplicado somente acima de TPS determinado
na segunda tela.
No exemplo mostrado nas telas abaixo, o ponto de ignição será
atrasado em 5°. O tempo da rampa de retorno é a duração total do
Limites de ponto
atraso, que será gradativamente removido. Ou seja, em 0s após a
Desat. Ativ. Desat. Ativ.
troca de marchas o motor recebe 5° de atraso, 0,25s depois, o atraso
Ponto Ponto
será de 2,5° e, 0,50s depois da troca já não haverá mais atraso de
mínimo máximo
ponto por troca de marcha.
+10,0
°
+35,5
°
Para habilitar esta função, é necessário que a detecção de marchas já
esteja configurada através do menu Sensores e calibração. É possível
usar até 6 marchas (5 compensações por troca de marcha) no total.
18.10 Partida
Esta função permite configurar uma tabela de ponto de ignição x
temperatura do motor. Configure o ponto de ignição para cada faixa
de temperatura.

Atraso na troca de marcha 2/7 Atraso na troca de marcha 3/7


Partida
Desativado Ativado Troca de marcha de 1 para 2

Atraso de ignição Tempo da rampa


Aplicar atraso com TPS acima de: de retorno

80 -5,00 0,50
-20 °C %
° s

+7,75 °

18.13 Compensação na troca de marcha


18.11 Compensação por marcha
Esta função atrasa o ponto de ignição assim que a troca de marcha é
Esta compensação permite avançar ou atrasar o ponto de ignição
detectada. O atraso dura o tempo configurado, e é progressivamente
aplicado ao motor de acordo com a marcha engrenada no momento.
diminuído até atingir esse tempo.
Esta tabela mostra a compensação de ponto em função da RPM do
motor e, a compensação é aplicada sobre o mapa principal de ignição.
NOTA:
Para utilizar esta função é necessário ter a detecção
Para habilitar esta função, é necessário que a detecção de marchas
de marcha ativada.
já esteja configurada através do menu Sensores e
Calibração. É possível usar até 6 marchas (6 curvas de compensação
por marcha) no total.

Compensação por marcha 1/7 Compensação da marcha 1 Comp. na troca de marcha 2/7 Comp. na troca de marcha 3/7

Desativado Ativado Desativado Ativado Troca de marcha de 1 para 2

Atraso de ignição Tempo da rampa


Aplicar atraso com TPS acima de: de retorno
Ativa um mapa de correção do ponto de ignição
por RPM para cada marcha. Esta função possibilita
gerenciar pelo ponto os níveis de potência por
1000 RPM -5,00 0,50
80 ° s
marcha, melhorando a tração e dirigibilidade. -5,50 º %

68
Outras funções FT600

19. Outras funções Habilitar datalogger


Selecione se o datalogger estará ativado ou não e configure a forma
Neste menu estão todas as funções que modificam o funcionamento
de iniciar e parar o log manualmente.
das saídas auxiliares, marcha lenta, controle de rotação por tempo,
Pelo painel de instrumentos um botão no painel principal inicia
etc. Algumas funções dependem da prévia configuração de uma saída
ou para a gravação. Através de chave externa, uma entrada branca
auxiliar para seu funcionamento. Para fazer esta configuração, acesse
deve ser ligada a uma chave liga/desliga para habilitar a gravação.
o menu “Outras funções” e configure a saída auxiliar desejada.
O datalogger estará gravando enquanto a entrada estiver ligada ao
negativo.
19.1 Datalogger interno
O funcionamento do motor pode ser analisado por meio do Datalogger É possível escolher entre duas opções de Datalogger:
interno, recurso que registra o funcionamento do motor através da Simples: todos os canais são logados e com a mesma taxa de
leitura dos sensores conectados ao módulo FT600, além de outras amostragem.
informações como percentual de abertura dos injetores, ponto de Avançado: é possível configurar individualmente quais canais
ignição, ângulo de fase de injeção, etc. serão logados e qual a taxa de amostragem deles. Funções e
É possível registrar até 256 canais por log e armazenar diversas sensores inseridos após a definição de datalogger avançado serão
gravações na memória da FT. O download e análise dos logs são automaticamente inseridos com a taxa de amostragem padrão, e
realizados por meio de computador com o software FTManager. poderão ser manualmente editados da mesma forma como os demais
Na versão 3.0 do FTManager é possível extrair o mapa através do canais.
log, para isso é necessário que o check box “Salvar o mapa com o
arquivo de log” esteja marcado. Iniciar ou finalizar o log automaticamente
A gravação do Datalogger interno pode iniciar e finalizar automaticamente
pelo sinal de rotação ou velocidade desejado. Ela é iniciada quando a
rotação ou velocidade do motor/veículo for superior ao configurado.
Quando a rotação ou velocidade lida for inferior ao que foi configurado,
a gravação é encerrada. Pode-se configurar também um atraso para
finalizar o log (recomendado 2,0s).
A gravação também é interrompida se a memória for toda preenchida
ou se o módulo for desligado.
Através do software FTManager o log pode ser iniciado ou interrompido
através dos botões “Iniciar log” e “Parar log” localizados na barra
de ferramentas. O botão “Apagar memória” apaga todos os logs na
memória da FT.

Taxa de amostragem
A taxa de amostragem define a qualidade do Log. Quanto maior a
taxa de amostragem, mais preciso será o gráfico, em contrapartida,
o tempo disponível para gravação será menor.
Para veículos de competição, principalmente arrancada, é interessante
Datalogger interno 2/6
que a precisão do log seja a maior possível, em função do acerto ou
Datalogger interno 1/6

Ocupação da memória Status do log para detectar uma possível falha em um ponto específico do mapa.
Desativado Ativado

ATENÇÃO:
75% REC
Habilitar datalogger
Quanto menor a taxa de amostragem selecionada, mais “quadriculado”
Para iniciar ou parar
Ao pressionar o botão
abaixo todos os Logs
serão perdidos.
o log manualmente
use o botão abaixo Painel de instrumentos
e sem resolução ficará o gráfico. Do contrário, quanto maior a taxa
Apagar memória Inicial log Chave externa datalogger
de amostragem, mais detalhado o gráfico.

Datalogger interno 3/6 Datalogger interno 4/6 Opções individuais dos canais
Selecione a entrada desejada
Iniciar ou finalizar log automaticamente
Nenhum
É possível configurar individualmente cada canal, cor que aparecerá
Branco 1: Sonda 1
Iniciar autom. Por RPM no Datalogger, se visível ou não, suavização, escala e caso em modo
Branco 2: Nenhum

Branco 3: Ar Condicionado Finalizar autom. Por velocidade avançado a taxa de amostragem.


Branco 4: Pressão de óleo

Datalogger interno 5/6 Datalogger interno 6/6

Taxa de amostragem
Iniciar acima de: Atraso para finalizar
Finalizar abaixo de: o log

25Hz 100Hz

5000 2,00 50Hz 200Hz


RPM s

69
FT600 Outras funções

Indicação no Dashboard O log será aberto e exibido na tela. Navegue com o mouse sobre o
gráfico para verificar os valores gravados no painel à esquerda da tela.
No Painel de Instrumentos da injeção, será exibido um ícone redondo,
acima da rotação e da sigla RPM.
• Datalogger Interno desabilitado: botão “Data” cinza;
• Gravando log: o botão “Data” verde, ícone vermelho claro
piscante, e acima a palavra REC;
• Memória cheia: ícone vermelho e ao seu lado a palavra FULL.
Observação: Quando a memória estiver cheia, é preciso conectar
a FT600 ao computador através do USB e efetuar o download das
sessões através do software FTManager ou apagar todos os logs
através da interface.
19.2 Acelerômetro e Giroscópio
A FT600 possui um sensor de aceleração e giroscópio que permite
as seguintes análises:

NOTA:
Consulte a seção 15.19 para fazer a calibração
do acelerômetro.
Download dos logs
O download dos logs registrados no Datalogger interno deve ser ATENÇÃO:
realizado via software FTManager. Conecte a FT600 ao computador Para que o acelerômetro e giroscópio tenham
através do cabo USB e abra o software FuelTech, clique no ícone leituras corretas é obrigatório a calibração do
“Datalogger”. sensor. A fixação da FT600 deve ser a mais reta
possível, com inclinação máxima de 45º, sendo
os conectores virados para a frente do veículo
e a tela para traseira do veículo.

O software FT Datalogger será aberto, para baixar os logs salvos FT600


na ECU, clique novamente no canto superior esquerdo na opção
“Download”.

Após clicar em download uma tela irá surgir com a relação de todos
os logs registrados e tempo registrado em cada gravação. Selecione
os arquivos que deseja fazer o download e clique no botão ok.
Força G aceleração e frenagem: registra a força de aceleração e
frenagem do veículo.
Inclinação frontal: registra a inclinação frontal na aceleração do
veículo.
Taxa de inclinação frontal: registra o percentual de inclinação frontal
na aceleração.

70
Outras funções FT600

Força G lateral: registra a força lateral do veículo.


Inclinação lateral: registra a inclinação lateral do veículo.
Taxa inclinação lateral: registra o percentual de inclinação lateral
do veículo.

β Controle de lenta 1/9

Avançado(PC) Simples

Velocidade do Nível de reação


controle de lenta do controle de lenta

3 5

Velocidade em aceleração: Estimada através da aceleração do


veículo.
Distância: Estimada através da aceleração do veículo. Velocidade do controle de lenta: indica a velocidade que o controle
de lenta vai permitir que a RPM do motor caia em direção ao alvo
estabelecido. Valores muito altos podem fazer com que o motor morra
em reduções, por exemplo. Valores baixos fazem com que uma demora
em atingir a RPM alvo seja percebida.

Nível de reação: o nível de reação representa a progressividade e


suavidade com que o ponto de ignição e o atuador de lenta serão
trabalhados para contornar uma queda de rotação. Quanto maior
o nível de reação, mais agressiva será a correção do módulo para
contornar esta queda.
Níveis de reação altos podem fazer com que a marcha lenta fique
instável.

Abertura do atuador

Controle de lenta 2/9

Automático Fixo

Abertura padrão/ Abertura padrão/


de referência (frio) de referência (quente)

3,0 6,0
% %

Direção: calculada em relação ao ponto de largada.

Automático: neste modo, o atuador de marcha-lenta faz o controle


NOTA:
automático da marcha lenta, tentando sempre manter a rotação próxima
As funções de Velocidade e distância em aceleração, do alvo indicado.
inclinações lateral e frontal e direção são calculados
apenas em uma largada válida (TPS acima de 50%
Fixo: o atuador de marcha-lenta assume uma posição fixa, variando
ou limitador de rotação no 2-Step).
apenas conforme a temperatura do motor.

19.3 Controle de lenta Abertura padrão de referência: este parâmetro indica a posição
A FT600 pode controlar a marcha lenta do motor de forma ativa que o atuador de marcha-lenta deve assumir com o motor desligado
através de borboleta eletrônica, motor de passo, válvula PWM e do e durante a partida do motor, de acordo com as faixas de temperatura
controle por ponto de ignição. mostradas na tela ao lado. Para todas as outras faixas de temperatura,
a abertura do atuador é interpolada. Ele também é usado como
referência de posição estável para o controle automático de marcha
Para habilitar o controle de lenta por borboleta eletrônica é necessário
lenta. Configure um valor suficiente para efetuar a partida a frio do
antes configurar o menu “Borboleta eletrônica” dentro de “Config. do
motor. Recomenda-se como padrão inicial para o acerto um valor em
motor”, em seguida pode-se partir para as configurações da marcha
torno de 4% para borboleta eletrônica e 30% para motor de passo.
lenta.

71
FT600 Outras funções

Controle de lenta por ponto RPM de controle


Controle de lenta 3/9
Esta tabela informa a rotação desejada para a marcha lenta de acordo
Desativado Ativado
com a temperatura do motor. Nas faixas de temperatura intermediárias
Limites de ponto para o controle de lenta
a rotação-alvo é interpolada automaticamente pelo módulo. Quando
selecionada a opção de abertura fixa do atuador, esta tabela se refere
-5,00
°
+25,00
° à rotação alvo do controle de lenta por ponto.

Avança e atrasa o ponto de ignição para manter a marcha lenta próxima


ao alvo especificado.
A FT600 conta com uma avançada integração entre a marcha lenta
por ponto e o atuador de lenta, por isso, é recomendado manter o
Controle de lenta: RPM de controle 6/9
controle por ponto sempre habilitado quando se usa qualquer tipo
de atuador de lenta. Desta forma, o atuador é trabalhado para ficar
na posição onde o ponto de ignição fique longe dos extremos (nem
muito adiantado nem muito atrasado). 95 °C

1000 RPM

Limites de ponto para o controle de lenta: estes valores são os


limites de avanço e retardo de ponto que serão usados para o controle Pós-partida (abertura automática)
da marcha lenta. Este parâmetro indica o acréscimo de RPM alvo do controle após a
partida do motor durante a marcha-lenta. A tabela mostra a adição
Posição do atuador em RPM no controle de lenta automático em função do tempo em
segundos.
Parâmetro somente disponível quando a abertura do atuador na lenta
for configurada como “Fixa”, esta tabela controla a posição do atuador
em função da temperatura do motor.

Controle de lenta: Pós partida 7/9

2s
Controle de lenta: Posição do atuador 4/9
+500 RPM

95 °C Compensações por carga: utilizadas para compensar cargas que


16,0 %
são adicionadas de forma repentina no motor e podem acarretar em
variações de marcha lenta. Pode-se configurar quantas RPM deseja-
se subir a marcha lenta quando o ar-condicionado estiver ligado,
Pós-partida (abertura fixa)
além de correções em percentual na abertura do atuador para os
Quando a abertura do atuador na lenta for configurada como “Fixa”, eletroventiladores.
esta tabela controla o percentual de abertura do atuador que deve Controle de lenta 8/9 Controle de lenta 9/9
ser adicionado à abertura alvo até 10s após a partida do motor. Após Desativado Ativado Deslig. Ligado Deslig. Ligado

este tempo, a posição do atuador é definida pela tabela a posição do Compensação por ar condicionado Compensação de abertura Compensação de abertura
para Eletroventilador 1 para Eletroventilador 2
atuador em função da temperatura do motor. Rotação Abertura

+150 +10,5 +10,5 +10,5


RPM % % %

Controle de lenta: Pós partida 5/9

2s

+2,5 %

72
Outras funções FT600

19.4 Corte na desaceleração Tabela de Limite de Rotação


Esta função corta o combustível sempre que o acelerador não está Quando for selecionado a opção tabela por temperatura do motor
sendo pressionado e o motor estiver acima da Rotação escolhida, é é possível configurar diferentes limitadores de rotação conforme a
o chamado corte na desaceleração (Cut-Off). temperatura do motor.
Recomenda-se um valor de rotação por volta de 2000rpm. Um
valor muito baixo pode causar problemas de o motor desligar-se
involuntariamente na desaceleração.

O parâmetro de atraso de acionamento para TPS=0% é o tempo,


em segundos antes de o combustível ser cortado. O atraso padrão
sugerido é de 0,5s. Antes de o combustível ser totalmente cortado,
o ponto de ignição será gradativamente atrasado até que atinja 0º,
de forma a suavizar o corte na desaceleração. A taxa de atraso é de
30º por segundo. Quando o combustível volta a ser injetado o ponto
Limitador de rotação 1/2 Limitador de rotação 2/2
volta de forma gradativa.
Desativado Ativado

Ignição Valor único


-20 °C
Injeção Tabela
2000 RPM

19.6 Shift light


O shift light pode ser configurado para ser ativado em uma RPM única
ou então em RPM diferentes de acordo com a marcha engrenada no
Corte na desaceleração momento. Quando o motor atinge a RPM configurada, a tela pisca e
Desativado Ativado exibe uma mensagem para troca de marcha (“SHIFT”). Para habilitar
Acionado com TPS=0 Atraso de acionamento esta função, é necessário que a detecção de marchas já esteja
e RPM acima de: quando TPS=0
configurada através do menu “Sensores e calibração”.
2500 0,5
RPM s

Selecione uma saída da ECU para ativar relé ou shift light externo junto
do shift na tela (opcional). Pelo software FTManager, a configuração da
19.5 Limitador de rotação saída é feita através do menu “Sensores e calibração” e então “Saídas”.
Esta função é um limitador de rotação configurável. Muito útil para
proteção do motor, limitando a rotação com duas opções diferentes
de corte:

Corte por injeção: apenas a injeção de combustível é cortada


instantaneamente, a ignição permanece atuante. Este corte é muito
suave e limpo, recomendado apenas para motores de baixa potência,
sendo o padrão dos carros injetados originais.
Corte por ignição: a ignição do motor é cortada quando atingida
a rotação configurada. Essa opção é indicada para motores de alta
Shift light 1/3 Shift light 2/3
potência, especialmente turboalimentados, é o mais eficiente e seguro. Test output: Test
Disabled Enabled
Output selection
None RPM settings Output options

Blue 5: Avaliable
Single value Dashboard
Blue 6: Avaliable
Each gear Output pin
Blue 7: Avaliable

Shift light 3/3

Turn on shift light


with RPM above

8000
RPM
Limitador de rotação 1/2 Limitador de rotação 2/2

Desativado Ativado
Limitador de rotação

Ignição Valor único


7000
Injeção RPM
Tabela

73
FT600 Outras funções

19.7 Eletroventilador 1 e 2 o tempo entre desligar e religar for maior que o tempo de atraso, o
acionamento será imediato.
A FT600 pode fazer o controle de até dois eletroventiladores em -Quando a RPM do motor ficar abaixo da RPM mínima o desligamento
temperaturas diferentes. Esta configuração deve ser feita no menu é imediato. O tempo de atraso começará a contar do momento em
eletroventilador 1 e eletroventilador 2. Selecione a saída que deseja que o RPM ficou abaixo da RPM mínima. Para religar, o atraso de
utilizar para estes atuadores e, em seguida, informe as temperaturas acionamento deve ter sido contado e a RPM do motor deve ultrapassar
de operação. a RPM mínima em 500RPM.
Há ainda a opção de acionar o eletroventilador ao mesmo tempo em
que o ar-condicionado do veículo é ligado. Para isso, selecione a opção
“Ligar com ar condicionado”.

Como um eletroventilador normalmente gera uma carga extra no


motor pode-se incluir uma compensação de combustível durante os
primeiros segundos de seu funcionamento.
Para testar a saída de acionamento do eletroventilador, basta selecionar
o botão “Testar saída”, caso o mesmo não seja acionado, verifique a Ar condicionado 3/5 Ar condicionado 4/5

instalação ou faça um teste em outra saída. Desat. Ativ. Deslig Ligado

Desligar AC com Desligar AC abaixo de: Desligar AC acima de:


TPS acima de:
Ativo em 12V
Pelo software FTManager, a configuração da saída é feita através do Ativo em 0V
95 700 7000
% RPM RPM
menu “Sensores e calibração” e então “Saídas”.

Ar condicionado 5/5

Enriquecimento de Atraso de acionamento


combustível

+10,0 3
% s

Eletroventilador 1 1/3 Eletroventilador 1 2/3

Testar saída: Acionar Ligar com ar condicionado 19.9 Bomba de combustível


Selecione a saída desejada
Azul 7: Bomba de combustível

Azul 8: Disponível
Compensação de combustível
Esta saída aciona a bomba de combustível através de negativo ou
Cinza 5: Disponível +15 positivo, ligado a um relé.
%
Cinza 6: Disponível
Pode-se escolher entre os modos:
Ativada sempre: (a saída permanece acionada enquanto a chave de
Eletroventilador 1 3/3
ignição estiver ligada);
Desativado Ativado

Habilitar por temperatura do motor Temporizada: (ao ligar o módulo, a saída é acionada por um tempo
Acionar acima de: Desligar abaixo de:
de ativação definido, após isso a saída é desacionada. Ao receber
95
°C
75
°C
sinal de rotação, o módulo relaciona a saída);
Durante a partida: (quando a saída é acionada enquanto estiver
abaixo da rotação de partida);
19.8 Ar condicionado
Para efetuar o acionamento do ar condicionado através da FT600, é É imprescindível o uso de um relé dimensionado de acordo com a
necessário configurar primeiramente uma saída para acionar o relé corrente necessária para o acionamento da bomba.
do compressor do A/C. Feito isto, deve-se configurar a entrada que Pelo software FTManager, a configuração da saída é feita através do
receberá o sinal do botão do A/C, localizada normalmente no painel do menu “Sensores e calibração” e então “Saídas”.
carro, o sinal enviado pelo botão pode ser positivo 12V ou negativo,
confira no capítulo 13 outros detalhes referentes à instalação.
Pelo software FTManager, a configuração da saída é feita através do
menu “Sensores e calibração” e então “Saídas”.

O atraso de acionamento do compressor do AC ocorre em 3 ocasiões


distintas:
- Ao ligar o carro com o botão do AC ligado, o tempo de atraso
será contabilizado a partir do momento em que a RPM de partida é
ultrapassada. Neste caso, a referencia é a partida do motor, não o
momento de acionamento do botão do AC.
- Ao desligar e religar o botão do AC o atraso de acionamento será
contado a partir do momento do desligamento do botão do AC. Se

74
Outras funções FT600

Bomba de combustível 2/3 Bomba de combustível 3/3 Comando variável 1/2 Comando variável 2/2

Desativado Ativado Testar saída: Acionar Deslig Ligado Deslig Ligado


Tempo de ativação Sinal de saída Selecione a saída desejada
Ativada sempre Cinza 8: Bomba de combustível Acionar abaixo de: Acionar acima de:

Temporizada Ativo em 0V Amarelo 1: Disponível


3,50
S Ativo em 12V
Amarelo 2: Disponível 1500 7000
Durante a partida RPM RPM
Amarelo 3: Disponível

Comando variável 3/3

19.10 Auxílio partida a frio Acionamento da saída

Função muito útil para carros alimentados a etanol ou metanol. A tabela Ativo em 0V

mostra uma curva de tempo de injeção por temperatura. Ativo em 12V

O módulo acionará a saída pelo tempo configurado na tabela, de


acordo com a temperatura, ao detectar o primeiro dente no sinal de
rotação e cada partida. 19.12 Controle de nitro progressivo
A função de partida a frio é desabilitada ao dar a partida com o TPS
pressionado configurado no parâmetro “Desabilitar injeção na partida Esta configuração de saída auxiliar permite a dosagem da mistura
com TPS acima de :” no menu de “Injeção”, dentro de “configurações combustível + nitro (ou somente nitro) através da modulação de
do motor” pulsos (PWM) enviados aos solenoides.

Sinal de saída: Ativo em 0V nas saídas cinzas ou azuis. Nas saídas


amarelas existe a possibilidade de acionar por 12V.
Curva de tempo por temperatura: Esta curva é composta de um
pulso (em segundos) do injetor de partida a frio dependendo da
temperatura do motor.

Configure uma saída auxiliar como “Saída de nitro”. Em seguida,


selecione como fará esse controle: por tempo (iniciado após a liberação
do 2-step) por rotação ou por velocidade.
Auxílio partida a frio 1/3 Auxílio partida a frio 2/3
Selecione então o método para habilitar o Nitro progressivo:
Testar saída: Acionar Desativado Ativado
Selecione a saída desejada
Cinza 7: Ar condicionado Sinal de saída • Ativado sempre;
Cinza 8: Disponível Ativo em 0V • Chave de nitro progressivo: selecione uma entrada que, ao
Amarelo 1: Disponível

Amarelo 2: Disponível
Ativo em 12V receber negativo, habilita o controle de nitro;
• Painel de instrumentos: um botão deve ser configurado no
Auxílio partida a frio 3/3 painel de instrumentos para habilitar ou desabilitar o nitro
Curva de temperatura por tempo
progressivo;
2 3
Sincronizado com Pro-Nitro: o controle de nitro progressivo
1
Temp Motor
-20,0 0,0 20,0
+ •
[°C]

Tempo
[S]
será ativado assim que as mesmas condições configuradas
[S] 3,5 3,5 3,5
- na função Pro-Nitro (no menu “Funções de arrancada”) forem
atingidas.

19.11 Comando variável Controle de nitro progressivo 1/20 Controle de nitro progressivo 2/20

Testar saída: Acionar Deslig Ligado

Esta função possibilita o acionamento do comando de válvulas variável Selecione a saída desejada
Amarelo 1: Comando variável
Controle por rotação
(ou de um câmbio automático de 2 marchas). Selecione a saída com Amarelo 2: Disponível
Controle por tempo
a qual deseja acionar o solenoide do comando de válvulas e, em Amarelo 3: Disponível
Controle por velocidade
Amarelo 4: Disponível
seguida, informe a rotação para este acionamento.
Controle de nitro progressivo 3/20

Habilitar nitro progressivo

Ativado sempre Painel de instrum.

Chave Nitro Sincronizado


progressivo com Pro-Nitro

75
FT600 Outras funções

A opção “Saída progressiva” permite fazer com que os percentuais Em seguida é mostrada a tabela com os percentuais de nitro em
de nitro configurados na tabela sejam atingidos progressivamente, função do parâmetro escolhido (RPM, tempo ou velocidade). Quanto
conforme a abertura do TPS. maior o percentual configurado, maior a quantidade de nitro (ou
Configure um valor de TPS para iniciar o controle progressivo e outro nitro+combustível) injetada.
para assumir 100% do que foi configurado na tabela.
Após isso, configure a frequência da saída PWM e, em seguida o A rotação máxima é a mesma escolhida no menu “Características do
sinal da saída. Para solenoides comuns, use entre 25 e 30hz. Para Motor”. Através do software FTManager é possível editar os eixos da
solenoides NOS Big Shot o recomendado é 50hz. tabela e adicionar ou remover células.
Na próxima tela pode ser configurado um bloqueio de nitro para Ao usar mais de uma bancada de injetores, o enriquecimento é feito
temperatura abaixo do valor desejado. em ambas.
O valor configurado em “PWM de nitro para corte de arrancada”
Controle de nitro progressivo 13/20 Enriquecimento por %PWM 14/20
é considerado sempre que o 2-step estiver acionado. A tabela de
nitro é desconsiderada neste momento e só volta a ser usada após a Atraso para inicio da
compensação de injeção

desativação do 2- step.
0%
0,00
S +75 lb/h
+50,0%DC
Controle de nitro progressivo 5/20 Controle de nitro progressivo 6/20

Saída progressiva
Frequência do PWM Sinal de saída Enriquecimento por RPM 15/20
TPS para 0% TPS para 100%
de nitro: de nitro: bar
Ativo em 0V -0,90 -0,80 -0,70
15
10 95 Hz
7000 +5 +25 +45 +
Ativo em 12V
% %
6000
RPM +1 +15 +25 %

5000 0,000
+0 +10 +20 -
Controle de nitro progressivo 7/20

Desat. Ativ.
PWM de nitro
Bloquear nitro com temp.
para
corte de arrancada O atraso para início da compensação de injeção evita que o
do motor abaixo de:
combustível chegue à câmara de combustão antes do nitro, algo
75 0
°C % comum de ocorrer em motores que tem os foggers de nitro distantes
dos injetores.
As tabelas de enriquecimento por PWM e enriquecimento por RPM
O enriquecimento para corte de arrancada é um percentual fixo de referem-se ao % de combustível adicionado de acordo com 0 % de
enriquecimento usado enquanto o 2-step estiver ativo. nitro injetado e de acordo com a RPM do motor.

O atraso de ponto para corte de arrancada é somado ao ponto


configurado na função de 2-step no menu funções de arrancada. O
valor configurado na função de nitro progressivo não é o ponto absoluto
durante o 2-step. RPM inferior superior para acionamento cria uma
janela de acionamento para o controle de nitro. O nitro progressivo só Controle de nitro progressivo 16/20 Controle de nitro progressivo 17/20

será ativado se estiver acima da RPM inferior e abaixo da RPM superior. Tempos para desativar compensações de combustível
Atraso para inicio da
compensação de ignição
Atraso Rampa

Tempo para retorno completo do PWM é um atraso em segundos após 0,00 0,00 0,00
desativação devido a algum parâmetro de segurança TPS, RPM ou
S S S

chave de ativação. Esta função evita que o nitro (e consequentemente


a potência no motor) retorne instantaneamente, causando perda de Atraso de ignição por %PWM 18/20

tração.
Controle de nitro progressivo 8/20 Controle de nitro progressivo 9/20
10%
Enriquecimento Atraso de ponto RPM inferior RPM superior -15,9 °
para para para acionamento para acionamento
corte de arrancada corte de arrancada

+75,0 -5,0 0 8000


%DC ° RPM RPM

Controle de nitro progressivo 10/20

Tempo para retorno completo do PWM

A função de nitro progressivo


Após cessar a injeção de nitro, em geral é necessário manter as
possui 3 parâmetros de
segurança: TPS, RPM e chave de
ativação. Quando o nitro é
desativado e em seguida retorna,
compensações de injeção por alguns décimos de segundo, afinal,
o coletor de admissão do motor estará preenchido com mistura
é recomendado que esse retorno
0,00 seja progressivo, atingindo o
valor máximo programado,
s após o tempo definido ao lado.

ar+nitro que será consumida pelo motor em seguida. O tempo da


rampa faz com que a compensação de combustível seja desativada
progressivamente.

76
Outras funções FT600

O atraso para início da compensação de ignição tem o objetivo de


fazer com que o ponto de ignição seja atrasado apenas quando o nitro
entrar na câmara de combustão, o que pode levar alguns décimos
de segundo.
Na tabela de atraso de ignição por % de nitro e por RPM devem ser
inseridos os atrasos (sempre negativos) de acordo com % de PWM
de nitro ou RPM. A próxima tela permite habilitar ou desabilitar o controle rapidamente,
além de escolher o método de controle por rotação, por tempo, e ou
por velocidade. O controle por tempo inicia após a desativação do
2-step.
Saída auxiliar por PWM 4/8

Saída progressiva Atingir Boost programado


Atraso de ignição por RPM 19/20 Controle de nitro progressivo 20/20
no mapa acima de TPS:
A partir de 10% de TPS
Atraso para desligar as Rampa para desligar a saída será proporcional
compensações de as compensações de ao mapa de boost.
O boost programado será 80
ignição ignição atingindo no TPS ao lado. %

2500 RPM
0,00 0,00
S S
-15,9 °
Saída auxiliar por PWM 5/8 Saída auxiliar por PWM 6/8

Desat. Ativ.
PWM no corte
Frequência do PWM Sinal de saída de arrancada
Botão+ aumenta
Por fim estão tempos para desativar as compensações de ignição e PWM em:
Ativo em 0V
são usados, pois, mesmo após cessar a injeção de nitro, o coletor de 15 20 0
Hz Ativo em 12V % %
admissão do motor estará preenchido com mistura ar+nitro que será
consumida pelo motor em seguida. O tempo da rampa faz com que a
compensação de ignição seja desativada progressivamente. “Atingir boost com TPS acima de” é o valor de TPS acima do qual
o controle de Boost começará a pulsar o solenoide de controle. Ao
selecionar a opção “Saída progressiva” o controle de pressão de turbo
19.13 Saída auxiliar por PWM
começa a pulsar já a partir de 10% de TPS, de forma progressiva,
Este controle possibilita o acionamento, através de PWM, de um assumindo o valor do mapa de boost apenas quando o TPS ultrapassar
solenoide que controla a válvula wastegate, regulando assim a pressão o valor configurado.
de turbo. Através de um botão externo, pode-se ainda ativar a função
Boost+ (uso opcional), que é um aumento instantâneo do percentual • A frequência recomendada para o PWM do solenoide N75 de 3
do controle enquanto o botão for mantido acionado. vias é de 20hz. A configuração do sinal de saída varia de acordo
Recomendamos a utilização do solenoide N75 de 3 vias. Para maiores com a forma de instalação da válvula N75. Confira o capítulo
informações quanto à sua instalação, consulte o capítulo 13.8 deste 13.8 para mais informações.
manual. • Selecione em seguida se deseja utilizar um botão de Boost+, que
aumenta instantaneamente o percentual do controle de pressão
de turbo quando for ativado (uso opcional).

O percentual de boost para o corte de arrancada é o valor que


o controle de boost assumirá quando o 2-step estiver acionado,
desconsiderando os percentuais configurados no mapa de boost.

Saída auxiliar por PWM 7/8 Saída auxiliar por PWM 8/8
100
Curva de PWM por rotação

75
1 2 3
+
O primeiro parâmetro de configuração é a saída que acionará o Rotação
[RPM] 400 600 800 50

solenoide de controle. Selecione entre as saídas disponíveis. Em


[%]
PWM 25
[%] 0 50 100

seguida selecione a entrada utilizada para o botão Boost+, caso - 0


400 1500 3000 4500 6000 7500 9000

deseje utilizá-lo.
Pelo software FTManager, esta configuração é feita através do menu
Por último, serão configurados os mapas com os percentuais de boost
“Sensores e calibração” e então “Entradas” ou “Saídas”.
em função da RPM, velocidade ou tempo. O controle por tempo inicia
Saída auxiliar por PWM 1/8 Saída auxiliar por PPWM 2/8 após a desativação do 2-step.
Selecione a entrada desejada
Testar saída: Acionar
Nenhuma
Selecione a saída desejada
Branco 1: Disponível
19.14 Saída ativada por MAP
Amarelo 1: Comando variável

Amarelo 2: Nitro progressivo Branco 2: Disponível

Amarelo 3: Disponível Branco 3: Temperatura do ar

Amarelo 4: Disponível Branco 4: Pedal 1 Esta função é utilizada para acionar uma saída auxiliar de acordo com
a leitura do sensor MAP.
O sensor MAP precisa estar configurado em uma das entradas para
efetuar o controle da saída.

77
FT600 Outras funções

Saída de conta-giros

Testar saída: Acionar


Selecione a saída desejada
Cinza 5: Disponível

Cinza 6: Nitro progressivo

Cinza 7: Controle de boost

Cinza 8: Disponível

Se ainda assim houver a necessidade de utilizar uma saída diferente


para conta-giros (fios azul n°1 a n°8 ou fios cinza n°1 a n°7), entre
em contato com nosso suporte técnico, pois, neste caso é necessária
a instalação de um resistor para correto funcionamento da saída.
Pelo software FTManager, esta configuração é feita através do menu
“Sensores e calibração” e então “Saídas”.

Saída controlada por MAP 1/5

Testar saída: Acionar


Selecione a saída desejada
Amarelo 1: Comando variável

Amarelo 2: Nitro progressivo 19.16 BoostController


Amarelo 3: Controle de boost

Amarelo 4: Disponível A função de controle ativo de pressão da válvula wastegate é utilizado


para controle mais preciso da pressão de turbo em carros de rua,
Selecione uma saída disponível para acionar um relé ou acessório circuito e principalmente arrancada. O controle pode ser efetuado
externo. por tempo após 2-step, marcha e RPM, marcha e tempo após troca,
Pelo software FTManager, esta configuração é feita através do menu valor único e RPM do motor, além do controle com alvos específicos
“Sensores e calibração” e então “Saídas”. para arrancada (2-step, 3-step e burnout).
Saída ativada por MAP 3/5

Desat. Ativada IMPORTANTE:


Ligar em: Desligar em: - A pressão controlada pelo BoostController é
-0,10 1,20
a pressão na parte superior da válvula wastegate.
bar bar
- É possível definir a pressão máxima de MAP
e MAP no 2-step.
Selecione o sinal de saída que será enviado quando a saída estiver - Quando o BoostController está desativado o
ativada. As únicas saídas capazes de acionar um relé ou carga por alvo é zero, e cada vez que a pressão lida ultrapassar
12V são as amarelas. 0,1bar por qualquer motivo o solenoide de alivio será
Defina a faixa de vácuo/pressão em que essa saída será ativada e ativado.
desativada.

Saída controlada por MAP 4/5 Saída ativada por MAP 5/5
Diagramas de instalação
Desat. Ativ. Desat. Ativ. 1 - Acionamento solenoide de alívio ou bico injetor - ligado na saída
Ativar sempre
RPM mínimo para
acionamento
TPS mínimo para
acionamento
amarela ou azul;
Ativar durante o 2-step

7000 90,0
2 - Solenoide de alívio;
Ativar fora do 2-step
RPM %
3 - Acionamento solenoide de incremento ou bico injetor - ligado
na saída amarela ou azul;
4 - Solenoide de incremento;
Existem 3 modos de ativação: “Ativar sempre”, “Ativar durante o
2-step” ou “Ativar fora do 2-step”. Ou seja, mesmo que a saída esteja 5 - 12V pós chave;
nas condições de vácuo/pressão para ser acionada, a condição acima 6 - Pressurização ou garrafa de CO2;
deve ser respeitada. 7 - Sensor de pressão;
Por segurança pode-se estabelecer RPM e TPS mínimos para ativação. 8 - Mangueira de conexão com sensor
Se esses requisitos forem configurados e um deles não for atingido, 9 - Pressurização;
a saída não será ativada. 10 - Saída silenciador ou ar livre;
11 - Bicos injetores;
12 - Válvula 3-vias ou N75;
19.15 Saída para conta-giros 13 - Acionamento da válvula 3-vias ou N75;
Por padrão, ela é configurada no fio cinza n°8, porém, pode-se utilizar 14 - Controle de pressão da Wastegate;
um dos fios amarelos (n°1 a n°8) para esta função.

78
Outras funções FT600

Diagrama com solenoides Diagrama com Válvula N75


5

13
1 2 3 4 5

Max 14
30cm 12 N75

2 3
10 1
14 Max Wastegate
30cm 7 10
8
7

8 9

NOTA:
9
O sensor de pressão (7) deve ser conectado na parte
superior da Wastegate com uma mangueira (8) com
Diagrama com Válvula 3 vias comprimento máximo 30 cm, isso evita danos ao
sensor de pressão causados por vibração.
13
2
12 5
1 3
14
Max
30cm
1 2
3

9 10
8 7 8
7

Diagrama com bicos injetores IMPORTANTE:


- O sensor de pressão dever ser instalado em
10
5 uma linha exclusiva e flexível, e não compartilhada com
nenhuma outra conexão, para evitar erros de leitura.
1 - Para o correto funcionamento do sistema, use
apenas sensores FuelTech linha PS: PS-10B, PS-20B
11
3 etc.
5
Max ATENÇÃO:
30cm O modo de teste do Boost integrado por tempo após
14
o 2-STEP somente funcionará com o motor desligado.
Para que funcione com o motor ligado, é necessário
9
8 que aconteça um 2-STEP válido, ou seja, é necessário
7 atingir o corte de RPM do 2-STEP ou que o TPS seja
acima de 50%.

Configuração no FTManager
Através do FTManager é possível efetuar todas configurações
6
necessárias para o funcionamento do BoostController.

79
FT600 Outras funções

Pressão da wastegate 3/3

Valor de entrada Valor de saída

Leitura atual Ajustar offset do sensor

3,50 +0,36
bar bar

Configuração na FT600
Neste menu deve-se informar ao BoostController suas configurações
básicas.

Configure a entrada para o sensor de pressão (PS-10B, PS-20B,


PS150 e PS300 ou MAP do BoostController2). No FTManager acesse
o menu “sensores e calibração/entradas”.

Simples: É possível acessar todas as configurações de controle através


da tela da FT600.
Nível de reação do controle: Ajuste o nível de reação conforme o
funcionamento do controle, se está demorando para atingir o alvo é
necessário aumentar o nível, se está passando é necessário reduzir
este valor.
Avançado: Algumas configurações ficarão disponíveis somente no
software FTManager.
Config. do BoostController 1/13 Config. do BoostController 2/13

Desativado Ativado
Nível de reação
do controle

Simples Com essa seleção será


possível acessar todas 7
Avançado as configurações de
controle.

NOTA:
É recomendada a utilização das saídas amarelas ou Origem da pressão: Na configuração do BoostController será
azuis para ligação dos solenoides de controle. necessário informar qual a sua fonte de pressão, coletor de admissão
ou cilindro de CO2.
IMPORTANTE: Quando utilizado a garrafa, é obrigatório o uso de um regulador de
Evite usar saídas de cores diferentes para os pressão industrial, limitando a pressão da linha de acordo com a
solenoides. Use duas saídas amarelas ou duas saídas configuração desejada. Devem ser utilizados dois manômetros, um
azuis antes do regulador, indicando a pressão na garrafa e outro após o
No Datalogger é possível configurar os canais para monitoramento da regulador, mostrando a pressão na linha.
pressão do BoostController.
Config. do BoostController 3/13 Config. do BoostController 4/13

Origem da pressão Tipo de válvula Pressão do cilindro de CO2

Pressão do coletor Duas de 2 vias


de admissão (CO2 compatível)
10,0
Cilindro de CO2 Uma de 3 vias bar
(CO2 não compatível)

Modelo de válvula: É possível escolher qual modelo de válvula será


utilizado, injetor de alta ou baixa vazão, bloco de 2 válvulas FT ou
Configuração das entradas na FT600 válvula BoostController2.

Menu sensores e calibração selecione a opção “pressão da Wastegate”, Config. do BoostController 5/13
Modelo de válvula
após defina a entrada que será associada ao sensor, o tipo de sensor
utilizado. Injetor de alta
vazão (>80lb/h) Bloco de 2 válvulas FT

Pressão da wastegate 1/3 Pressão da wastegate 2/3 Injetor de baixa


vazão (<80lb/h) Válvula BoostController2
Selecione a entrada desejada Selecione o tipo de sensor
Nenhuma VDO (8bar/116psi - 0 a 5V)

Branco 1: Disponível PS10A (10bar/145psi - 1 a 5V)

Branco 2: Two Step PS10B (10bar/145psi - 1 a 5V)

Branco 3: Botão do ar condicionado PS20B (20bar/290psi - 1 a 5V)

Branco 4: Disponível PS150 (10,2bar/150psi - 0,5 a 4,5V)

80
Outras funções FT600

É possível configurar um valor mínimo para ativação do BoostController Alvos na arrancada


através do TPS e MAP.
Define as pressões alvo na parte superior da válvula no 2-step, 3-step
Config. do BoostController 6/13 e no burnout.
Desat. Ativ. Desat. Ativ.

Ativar o controle Ativar o controle


com TPS acima de com MAP acima de

10 0,0
% bar

Saída proporcional: a partir de 10% de TPS a saída será proporcional


ao mapa. O valor programado será atingido quando o TPS chegar no Alvo no 2-step: Configura a pressão alvo durante o 2-step.
valor configurado. Alvo no 3-step: Configura a pressão alvo durante o 3-step.
Alvo no burnout: Configura a pressão alvo durante o modo burnout.
Config. do BoostController 7/13
Alvos na arrancada 1/2
Saída proporcional Atingir valor programado
no mapa acima de TPS:
Alvo no 2-step Alvo no 3-step
A partir de 10% de TPS
a saída será proporcional
ao mapa. 80
O valor programado será % 0,50 0,50
atingido no TPS ao lado bar bar

Máxima pressão de MAP e MAP no 2-step: Nesta tela é possível


configurar a pressão máxima de map e pressão máxima de map no Mapas de boost
2-step. (Este recurso não irá regular a pressão de turbo pelo MAP, Nesta função é possível configurar tipos de mapas de boost, por
sendo importante estar ciente que a pressão de turbo irá oscilar em tempo após 2-step (estágio único), por marcha e RPM (um estágio por
torno do limite, não sendo indicada para regular a pressão de turbo, marcha), Por marcha e tempo após 2-step (um estágio por marcha)
apenas como dispositivo de segurança para evitar quebras). e valor único de alvo.
Config. do BoostController 8/13

Desat. Ativ. Desat. Ativ.

Máxima pressão Máxima pressão


de MAP de MAP no 2-step

0,0 0,0
bar bar

Acionamento da saída: a saída pode ser acionada em 0V ou 12V. Por tempo após 2-step: Permite uma rampa detalhada com até 32
pontos de tempo. Os valores intermediários são interpolados.
Config. do BoostController 9/13
Mapa do BoostController 1/8 Mapa do BoostController 2/8
Acionamento da saída
Por tempo Mapa de pressão da wastegate após 2-step
após 2-step Valor de alvo 1 2 3 4 5
Ativo em 0V
Por marcha e
único +
Tempo 0,00 0,10 0,15 0,20 0,35
RPM do motor [s]
Ativo em 12V Por RPM [bar]
Por marcha e do motor Pressão 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00
tempo após a troca [bar]
-

Configurar a saída de acionamento das válvulas. Mapa do BoostController 2/8


2,50

Config. do BoostController 10/13 2,00

Testar saída: Acionar


1,50
BoostController increm.
1,00
Nenhum
0,50
Azul 5: Disponível
0,00
Azul 6: Disponível 0,00 2,50 5,00 7,50 10,00

Azul 7: Disponível

Por marcha e RPM do motor: configura um estágio para cada


Botão Boost+: Enquanto pressionado, aumenta a pressão na parte marcha, com até 8 pontos de RPM por marcha. É necessário que a
superior da válvula wastegate. função de detecção de marcha esteja ativada. Não depende do 2-step.
Config. do BoostController 12/13 Config. do BoostController 13/13 Mapa do BoostController 1/8 Pres. wastegate da marcha 1 2/8
Seleção da entrada do botão Boost+
Desat. Ativ. Por tempo
Modo botão Nenhum após 2-step Valor de alvo
Branco 1: Disponível único
Botão Boost+ Ativo em 0V Por marcha e
aumenta/diminui
Branco 2: Disponível RPM do motor
Por RPM
Ativo em 12V 2400 RPM
Por marcha e do motor
12,0 Branco 3: Disponível
bar
tempo após a troca 1,05 bar
Branco 4: Disponível

81
FT600 Outras funções

Por marcha e tempo após a troca: Configura um estágio para cada Nos tipos de controle onde há ajuste por marcha, o ajuste poderá ser
macha, com até 8 pontos por tempo após a troca. realizado individualmente para cada estágio.
Mapa do BoostController 1/8 Mapa do BoostController 2/8

Por tempo
Mapa de pressão da wastegate da marcha 1 NOTA:
após 2-step Valor de alvo

Por marcha e
único
Tempo
1

0,00
2

0,50
3

1,20
+ É necessário ter a função de detecção de marcha
RPM do motor
Por RPM
do motor
[s]
[bar] ativada para habilitar os tipos de controle por marcha.
Por marcha e Pressão 0,50 0,50 0,70
[bar]
tempo após a troca
-

Mapa do BoostController 8/8 Mapa do BoostController 8/8


250 250 Chart curves
200 200 Marcha 1 Marcha 2
150 150
Marcha 3 Marcha 4
100 100

50 50 Marcha 5 Marcha 6
0 0 OK
0,00 2,50 5,00 7,50 10,00 0,00 2,50 5,00 7,50 10,00
19.17 Corte na troca de marcha (GearController)
Valor de alvo único: Define um valor fixo de pressão para o Esta função permite a troca de marchas em câmbios manuais
BoostController. A válvula wastegate trabalhará sempre neste valor. (sequenciais ou não) sem o uso da embreagem (com o uso de
Essa configuração é recomendada para utilização em testes de acelerador pleno).
dinamômetro.
Mapa do BoostController 1/8 Mapa do BoostController 2/8 NOTA:
Por tempo
Valor de alvo fixo para
A função só pode ser usado em câmbios com sistemas
após 2-step Valor de alvo

Por marcha e
único
pressão da wastegate
de engate rápido. Câmbios com engate sincronizado
RPM do motor
Por RPM
do motor
0,00 não permitem a troca de forma correta.
Por marcha e bar
tempo após a troca

ATENÇÃO:
Consulte os diagramas de chicote na seção 4 deste
Por RPM do motor: Ajusta a pressão da válvula wastegate conforme
manual para conectar o chicote do sensor da alavanca.
a rotação do motor.
Mapa do BoostController 1/8 Mapa do BoostController 2/8
Mapa de pressão da wastegate por RPM do motor
Quando a função for ativada as entradas brancas 19 e 20 da FT600
Por tempo
após 2-step Valor de alvo 1 2 3 serão associadas como entradas dos sensores da alavanca.
Por marcha e
único +
RPM do motor
Por RPM
Rotação
[RPM]
1000 2000 3000
[bar]
É possível configurar o ponto de ignição durante o corte de duas
Por marcha e
tempo após a troca
do motor Pressão
[bar]
0,50 0,50 0,70 maneiras, através do mapa principal ou do ponto fixo.
-

Mapa do BoostController 3/8


Mapa principal: a troca de marcha será configurada de acordo com
2,50
o mapa principal.
2,00

1,50
Ponto fixo: ajusta o ponto de ignição conforme a marcha selecionada.
1,00
GearController 2/10 GearController 3/10
0,50
Sensor amplificado (0 a 5V)
Tipo de sensor da Ponto de ignição
0,00
alavanca na troca Nenhum
1000 2000 5000 7000 10000

Célula de carga Branco 1: Sonda lambda 1


Mapa principal
(Strain gauge) Branco 2: 2-step

Ajuste rápido Amplificado


(0 a 5V)
Ponto fixo Branco 3: Ar condicionado

Branco 4: Pressão óleo


Nesta função é possível fazer um ajuste rápido para ajuste na pressão
de wastegate.
Duração do Corte: a configuração da duração de corte é realizada
em milissegundos e os valores são configurados por marcha.
A duração do corte é utilizada para desengatar a marcha engrenada
no momento, portanto, o engate da próxima marcha será de
responsabilidade do conjunto mecânico .

O ajuste rápido está disponível para todos os tipos de controle. GearController 4/10
Duração do corte (em milisegundos)
para troca de marcha:

1-2 2-3 3-4 5-6


170 160 200 230

82
Outras funções FT600

Ponto fixo: fixa o ponto de ignição após a troca de marcha O nível de tensão para corte é feito para desengatar as marchas,
GearController 5/10
portanto, a força de corte para trás refere-se a tensão para efetuar
Ponto fixo (em °APMS) de ignição
o corte para desengatar as marchas impares (1ª, 3ª, 5ª). Já a força
na troca de marcha
para frente refere-se ao corte enviado para desengatar as marchas
1-2 2-3 3-4 5-6 pares (2ª, 4ª).
-2,00 -2,00 -2,50 -4,50
GearController 10/10

Ganho de sensibilidade
Calibrando...
do sensor da alavanca
Mantenha a alavanca
Ajuste o nível em % de corte da ignição para cada marcha. 1500
solta e aguarde

GearController 6/10

Nível percentual de corte


na troca de marcha

1-2 2-3 3-4 5-6


Diagrama de ligação da alavanca do GearController
90 80 70 60
integrado
1 - Conecte o fio azul da alavanca na entrada branca 19 pino 33
do conector B da FT600;
Defina o TPS mínimo para o corte e o tempo de bloqueio entre trocas
e após largada. 2 - Conecte o fio laranja da alavanca na entrada branca 20 pino 34
GearController 7/10
do conector B da FT600;
Deslig. Ativ.
3 - Conecte os dois fios brancos da alavanca no fio verde com preto
Aplicar corte com Tempo de bloqueio
entre trocas:
(terra para sensores) pino 29 do conector B da FT600;
TPS acima de:

conector B
50,0 0.30
% S

Strain Gage 1 2 3 4 5 6 7 8 9

(sensor na alavanca)
10 11 12 13 14 15 16 17

Tipo de Câmbio: selecione o tipo de alavanca, cambio H ou


18 19 20 21 22 23 24 25
sequencial. Defina a opção normal ou invertido.
26 27 28 29 30 31 32 33 34

Ao forçar a alavanca para frente verifique como se comporta o sinal de


Branco
tensão mostrado na tela de diagnóstico da FT600 ou no log gravado Branco Verde com preto - Terra para sensores

durante a troca. Azul Branco - Entrada 19

Laranja Branco - Entrada 20


- Sinal aumentou de 2,5V (repouso) para próximo de 5V. O tipo
de câmbio é Normal.
- Sinal diminuiu de 2,5V (repouso) para próximo de 0V. O tipo Rearme do GearController integrado para cambio
de câmbio é invertido. Sequencial
GearController 8/10 GearController 8/10
A lógica de rearme do cambio é baseada no valor ajustado pelo usuário.
Tipo de cambio Tipo de cambio

Cambio H / Inline
Normal
Cambio H / Inline
Normal Cambio Sequencial/Normal (5V para frente)
(5V para frente) (5V para frente)
O rearme da troca de marcha ocorrerá quando a tensão da alavanca
Invertido Invertido
Sequencial
(0V para frente)
Sequencial
(0V para frente) for maior que a tensão calculada pela equação abaixo.

Tensão de rearme (V) = 2,5 - ((2,5 - tensão força para trás) x 0,3)
Com o carro parado, force a alavanca para frente e verifique a tensão
mostrada no painel de diagnóstico da FT600. O recomendado é que a
tensão fique entre 4 e 4,5V (ou entre 0,5 e 1V - no caso de alavanca Cambio Sequencial/Invertido (0V para frente)
com sinal invertido). O rearme da troca de marcha ocorrerá quando a tensão da alavanca
for menor que a tensão calculada pela equação abaixo.
Caso o sinal atinja facilmente os batentes (5V ou 0V), ajuste a
sensibilidade do sensor para que o sinal de tensão da alavanca chegue Tensão de rearme (V) = 2,5 + ((tensão força para trás - 2,5) x 0,3)
próximo, mas nunca os atinja.
GearController 9/10

Nivel de tensão da alavanca para corte

Força para trás: Força para frente:

1.00 4.00
V V

83
FT600 Outras funções

19.18 Botão de partida 19.19 Saída ativada por RPM


Esta função permite controlar o motor de partida do veículo através de Esta função ativa uma saída assim que o valor de RPM ultrapassa o
uma saída (fios azuis, cinza ou amarelo) e uma entrada (fio branco) valor configurado aqui.
ou através da tela da FT. Muito útil para proteger bicos e bobinas de sobrecargas, acionando
seus relés apenas após o motor pegar RPM. Sugere-se um valor bem
baixo, como 50 RPM, por exemplo.

Ativar com RPM acima de: Rotação alvo para acionar a saída. A
saída é desativada quando a rotação do motor fica inferior a este valor.

Sinal de saída: Ativo em 0V nas saídas cinzas ou azuis. Nas saídas


amarelas existe a possibilidade de acionar por 12V

Selecione se deseja o acionamento através do painel de instrumentos


da tela da FT (necessário configurar o item "Botão de Partida" no painel
de instrumentos) ou se através de chave externa.
Enquanto o botão do painel de instrumentos (ou o botão externo)
permanecer pressionado/ativado o motor de partida ficará acionado.
Saída ativada por RPM 1/3 Saída ativada por RPM 2/3
Ele só será desligado ao soltar o botão ou até que a RPM do motor
Testar saída: Acionar Desativado Ativado
ultrapasse a RPM de partida (configurada no menu características Selecione a saída desejada
Cinza 7: Ar condicionado
do motor). Assim que o motor funciona a função do botão no painel Ativar com RPM acima de:
Cinza 8: Disponível
de instrumentos agora é de desligar o motor caso seja pressionado Amarelo 1: Disponível 250
(através do corte de injeção e ignição). Amarelo 2: Disponível
RPM

Selecione a saída desejada para acionamento do rele do motor de


arranque. Saída ativada por RPM 3/3

Sinal de saída

Ativo em 0V

Ativo em 12V

Selecione a entrada para acionamento do botão de partida.


Defina qual será o sinal de acionamento do botão e da saída se em
12V ou 0V.
Botão de partida 4/4

Acionamento da saída Acionamento da entrada

Ativo em 0V Ativo em 0V

Ativo em 12V Ativo em 12V

84
Funções de arrancada FT600

20. Funções de arrancada botão, usando uma entrada branca para ativar a função, porém,
neste caso enquanto a entrada receber sinal negativo, o modo
Este menu concentra todas as opções normalmente utilizadas por burnout estará ativo.
veículos de arrancada. Os mapas e compensações por tempo das
funções concentradas neste menu iniciam-se após a desativação Quando a chave externa for desligada, para de enviar negativo à
do botão 2-step, que marca o ponto exato em que o veículo largou. entrada e o modo burnout é desativado.
Pelo software FTManager, selecione a entrada através do menu
20.1 Modo burnout “Sensores e calibração” e então “Entradas”.
Há um modo de desativação automática por RPM, que desliga o
O modo burnout é uma função que visa facilitar o aquecimento dos
modo burnout quando a RPM do motor baixar do valor configurado.
pneus e o uso do 2-step (corte de arrancada). Quando está ativado,
Esta opção não está disponível quando selecionada a opção “Chave
impede que o Controle de rotação por tempo seja iniciado, fazendo
externa burnout”.
valer os limites de rotação configurados nele.
Modo burnout 7/7

Desativado Ativado

Desligar modo burnout após ativado


e rotação baixar de:

2000
RPM

20.2 3-step (boost spool)


O 3-step é uma função bem semelhante ao 2-step, porém, com
parâmetros próprios e ainda mais agressivos para auxiliar no
enchimento da turbina.

Modo burnout 1/3

Desativado Ativado

Corte de arrancada Limitador final


para burnout para burnout

5000 7500
RPM RPM

3-Step (Boost spool/footbrake) 1/5 3-Step (Boost spool/footbrake) 3/5

Disabled Enabled
3-step enabled Cut on:
until boost reaches:
“Corte de arrancada para burnout” e “Limitador final para burnout” são 3-step button
Automatic activation uses the
same trigger as 2-step (button
or speed) and automaticaly
os limites de RPM que serão usados quando o Modo burnout estiver Automatic by boost
switch to 2-step parameters
when boost rises to what 2,50 7000
was set up. bar RPM
ativo. Os limites de RPM configurados no limitador final e na função
de 2-step serão desconsiderados.

Modo burnout 2/7 Modo burnout 3/7


Existem duas formas de ativar esta função, uma delas ativa o 3-step
Ponto de ignição
do corte de arrancada
Enriquecimento de Habilitar burnout automaticamente por pressão e a outra utiliza um botão externo (utiliza
combustível no corte
de arrancada
Painel de instrumentos
uma entrada Branca ligada a um botão - pelo software FTManager,
Mapa Fixo

Botão externo Burnout


selecione a entrada através do menu “Sensores e calibração” e então
0,0
°
20
% Chave externa Burnout
“Entradas”).
A opção automática ativa o 3-step automaticamente assim que o
2-step é ativado. Ele permanece assim até que a pressão de turbo
Pode-se escolher se deseja usar o “Mapa de ignição para corte de atinja o limite configurado. Após isto, passam novamente a valer os
arrancada” ou um valor de ponto fixo durante o 2-step no modo valores de atraso e enriquecimento do 2-Step.
burnout. O “Enriquecimento de combustível no corte de arrancada”
No caso de usar um botão externo para acionar o 3-step, quando
durante o modo burnout também é independente e configurável.
ele for acionado simultaneamente ao botão de 2-Step, este último
Existem três formas de ativar esta função: tem prioridade.
• Painel de instrumentos: um botão no painel de instrumentos, tela
da FT600, ativa e desativa o modo burnout.
• Botão externo burnout*: neste caso um botão comum ligado a
uma entrada branca faz a ativação do modo burnout. Um toque
no botão (acionado por negativo) ativa/desativa o modo burnout.
• Chave externa burnout*: tem o funcionamento semelhante ao

85
FT600 Funções de arrancada

Caso o acionamento do 3-Step seja feito por botão externo é Pode-se ativar esta função através de um botão (normalmente instalado
necessário configurar uma saída branca ou ainda via rede CAN. no volante do veículo), velocidade (2-step ativado com o veículo
parado e configura-se uma velocidade para desativá-lo), ou ainda por
um sensor de entrada qualquer (sensor de pressão da embreagem
ou posição da embreagem).
Pelo software FTManager, selecione a entrada através do menu
“Sensores e calibração” e então “Entradas”.

RPM fixo: define uma rotação de corte para o carregamento da turbina


em uma largada com o veículo parado.

Roll Start: Este modo é para carregar a turbina com o veículo em


movimento, ou seja, quando o botão do 3-step for pressionado e
segurado com o carro andando a rotação será limitada a rotação
atual e pode-se pressionar 100% de TPS e soltar o botão para largar
em movimento.
3-step (boost spool) 4/5 3-step (boost spool) 5/5

Desat. Ativ. Ponto de ignição Enriquecimento de


combustível
Iniciar compensação TPS mínimo para Mapa Fixo
antes: atraso e enriquecimento

1000 60
RPM %
0,0 20
° %

Estão disponíveis opções para iniciar a correção de ponto e


enriquecimento “x” rpm antes do corte e um TPS mínimo para habilitar
atraso e enriquecimento. Pode-se usar um ponto de ignição fixo para
todas as faixas de pressão ou usar o mapa de ponto de ignição para Botão de embreagem: Para facilitar a largada em carros com
o corte de arrancada. embreagem é possível configurar um botão (em outra entrada branca)
que indique o inicio do curso.

LEDs de Alerta do 3-Step


O uso do botão da embreagem em conjunto com o 2-step serve para
3-step sem condição de largada válida: Amarelo que o piloto defina a largada apenas pela posição da embreagem, para
3-step com condição de largada válida (corte ou TPS): Verde isso, o piloto precisa estar com o pé na embreagem e pressionar o
Largada inválida: Pisca vermelho por 5 segundos botão do 2-step, a partir daí, o piloto pode soltar o botão do 2-step
Largada válida: somente apaga o led (que até então estaria verde) e o botão da embreagem passa a ser o responsável pela largada,
3-step + Botão de alinhamento: Azul acionando todas as funções por tempo no exato momento em que
Botão de alinhamento sem 3-step: Roxo a largada ocorreu. Esse procedimento evita as diferenças entre o
momento de soltar a embreagem e o botão do 2-Step.

20.3 2-step (corte de arrancada) NOTA:


Esta função ativa um corte de ignição em uma rotação programável, - Nada acontece se o botão da embreagem
com um ponto de ignição atrasado e um enriquecimento da mistura estiver acionado e o botão 2-step não for
percentual (também programável) com o objetivo de auxiliar no pressionado.
carregamento da turbina para a largada. - O botão 2-Step continua funcionando
normalmente, sem depender da embreagem,
2-Step (corte de arrancada) 1/13 2-Step (corte de arrancada) 2/13

Desativado Ativado
Selecione a entrada desejada mesmo tendo botão configurado.
Nenhum
Tipo de acionamento
Branco 1: Sonda lambda 1
Botão 2-Step Por velocidade
Branco 2: 2-step
FTCAN 2.0 Dianteira Branco 3: Ar condicionado

Sensor de entrada Traseira Branco 4: Pressão óleo

2-step (corte de arrancada) 5/13

Velocidade para
desacionamento Corte em:
do 2-Step

3 6000
km/h RPM

86
Funções de arrancada FT600

Diagrama de ligação para botão de embreagem Para ignições capacitivas tipo MSD, recomenda-se 100% de nível
máximo de corte e 10RPM de faixa de progressão.
O botão de fim de curso da embreagem deve ser ligado na entrada
branca configurada. O aterramento pode ser realizado diretamente a
bateria ou ainda no chassi/bloco do motor. O parâmetro “Iniciar correção x rpm antes” é usado para iniciar o
atraso de ponto e o corte de ignição antes do corte desejado e evitar
Negativo de bateria Botão que a rotação ultrapasse o valor desejado.
ou 12V pós-chave Botão Embreagem
2-Step

A opção de TPS mínimo para atraso e enriquecimento permite que o


piloto segure o motor na RPM de corte em uma largada, porém, sem
Fio Branco 2 Pedal
Embreagem ativar o atraso de ponto e o enriquecimento de combustível antes
Negativo de bateria
Fio branco
ou 12V pós-chave do desejado.

Para que as funções por tempo sejam ativadas é necessário que


o 2-step seja validado e, para isso, deve-se ou atingir o corte de
Diagrama de ligação do solenoide Line Lock rotação durante o 2-step ou 3-step, ou largar o botão de 2-step com
Para o acionamento do Line Lock é recomendado utilizar uma saída o TPS acima de 50%.
amarela. O aterramento pode ser ligado diretamente a bateria ou ainda
no chassi/bloco do motor. ATENÇÃO:
Quando 2-step estiver configurado para
NOTA: acionamento por velocidade, seu funcionamento
Se o solenoide tiver resistência abaixo de 4ohms é pode ser verificado através da página 1 do painel
necessário o uso de um relé. de diagnósticos, e não da página 2, visto que
seu acionamento não será mais feito por uma
entrada analógica (fio branco).
Botão
Terra 2-Step
2-step (corte de arrancada) 10/13 2-step (corte de arrancada) 11/13
Solenoide
Line Lock Desativado Temporizado Desativado Ativado
Fio Branco 2
Bloqueio do 2-Step após a largada
Atraso programado para largada
Saída para Line Lock Fio Amarelo Terra Duração do bloqueio Bloquear acima de:

7,00 5000 200


s RPM ms

2-step (corte de arrancada) 6/13 2-step (corte de arrancada) 7/13

Corte de ignição Ativ.


Desat.
Faixa de progressão
Nível máximo
do RPM Iniciar compensação
antes:
TPS mínimo para
atraso e enriquecimento Para evitar que o piloto acidentalmente acione o 2-step após a largada,
90 200
1000 60
pode-se configurar dois parâmetros de segurança: um bloqueio por
% RPM
RPM %
tempo e um bloqueio por RPM. Desta forma, mesmo que o piloto
acione novamente o botão de 2-step, ele não será ativado antes do
2-step (corte de arrancada) 8/13
fim do tempo de bloqueio ou se estiver acima da RPM de segurança.
Ponto de ignição
Enriquecimento de
Mapa Fixo combustível
Ao utilizar a ativação do 2-step por um sensor genérico de entrada,
0,0 20 deve-se indicar um valor de leitura acima ou abaixo do qual o 2-step
º %
deve ser considerado como ativo.

É possível configurar o percentual de pulsos de ignição que serão LEDs de Alerta do 2-Step
cortados para segurar a RPM do motor durante o 2-step, além de
2-step sem condição de largada válida: Amarelo
uma faixa de progressão para aumentar gradativamente estes cortes.
2-step com condição de largada válida (corte ou TPS): Verde
Largada inválida: Pisca vermelho por 5 segundos
Exemplo: limitador no 2-step configurado para 8000RPM: quando
Largada válida: somente apaga o led (que até então estaria verde)
o motor atingir esta RPM, o nível de cor te vai aumentando
progressivamente até chegar ao nível máximo de 90% em 8200RPM 2-step + Botão de alinhamento: Azul
(8000 + 200RPM da faixa de progressão). Botão de alinhamento sem 2-step: Roxo

Valores menores de 90% podem não “segurar” o motor. Valores


maiores de faixa de progressão tendem a estabilizar o corte mais
suavemente, porém passam mais do valor estabelecido do corte.

Para ignições indutivas tipo SparkPRO e bobinas com módulo integrado


use 90% de nível máximo de corte e 200RPM de faixa de progressão.

87
FT600 Funções de arrancada

Tabelas de funções ativas


As tabelas a seguir demostram qual será a função ativa com as
combinações das funções de 2-step e 3-step.

2-Step: Botão 3-Step: Botão


Botão 2-step Botão 3-step Função ativa
Pressionado Pressionado 3-step
Pressionado Solto 2-step
Solto Pressionado 3-step

2-Step: Botão 3-Step: Automático


Controle line lock de freio 1/5 Controle line lock de freio 2/5
Botão 2-step Pressão MAP Função ativa Desativado Ativado

Pressionado Menor que Alvo 3-step Acionamento


Frequência do PWM

Burnout 2-step Controle de


Pressionado Maior que Alvo 2-step pressão do freio
15
3-step Hz

2-Step: Velocidade 3-Step: Botão


Velocidade Botão 3-step Função ativa Controle line lock de freio 3/5 Controle line lock de freio 4/5

Menor que Alvo Solto 2-step Curva de PWM por pressão Testar saída: Acionar
Saída linelock freio
1 2 3
Menor que Alvo Pressionado 3-step Pressão
[PSI] 40 80 90
+ Nenhum
Azul 5: Disponível
Maior que Alvo Pressionado 3-step PWM
[%] 0 50 100
[%]

Azul 6: Disponível
- Azul 7: Disponível
2-Step: Velocidade 3-Step: Automático
Velocidade Pressão MAP Função ativa Controle line lock de freio 5/5

Menor que Alvo Menor que Alvo 3-step Acionamento da saída

Menor que Alvo Maior que Alvo 2-step Ativo em 0V

Ativo em 12V
2-Step: Sensor 3-Step: Botão
Sensor Botão 3-step Função ativa
Condição ativo Solto 2-step
Condição ativo Pressionado 3-step
Condição não ativo Pressionado 3-step 20.5 Mapa de ignição para corte de arrancada
2-Step: Sensor 3-Step: Automático Este mapa de ponto de ignição pode ser utilizado para as funções
Sensor Botão 3-step Função ativa modo burnout, 2-step e 3-step. Consiste em um mapa de ponto
absoluto (não é uma compensação) que desconsidera completamente
Condição ativo Menor que Alvo 3-step
o mapa principal de ignição.
Condição ativo Maior que Alvo 2-step

2-Step: CAN 3-Step: Botão


Botão 2-step CAN Botão 3-step Função ativa
Pressionado Pressionado 3-step
Pressionado Solto 2-step
Solto Pressionado 3-step

2-Step: CAN 3-Step: Automático


Botão 2-step CAN Pressão MAP Função ativa
Pressionado Menor que Alvo 3-step
Pressionado Maior que Alvo 2-step
Mapa de ign p/ o corte de arrancada

20.4 Controle line lock de freio 0,00


bar
0,00 0,50

+
Esta função trava o pedal de freio para a correta utilização desta função 2000
RPM 35,0 27,5 [°]

pise no pedal de freio acione o 2-step, solte o pedal de freio e o Line 4000 -20,0 -7,5 -
Lock estará ativado. Soltando o 2-step o Line Lock é desabilitado.

Para configurar corretamente a função defina a frequência de Este mapa tem apenas pontos a partir de 0,00 bar, portanto, não
acionamento do solenoide e a curva de pressão por PWM (%). mostrará as faixas de vácuo do motor.
88
Funções de arrancada FT600

20.6 Saída para troca de marcha 20.7 Compensações por tempo


Esta função permite acionar um solenoide externo para troca de Série de mapas e compensações ativados por tempo em função da
marchas em um valor fixo de RPM, manual por botão de incremento velocidade e da RPM do motor. São usados para controlar a tração
de marcha ou ainda ambas as opções juntas. do veículo, principalmente nos primeiros momentos após a largada.

Como todas estas compensações dependem do tempo após a largada,


o ponto de partida considerado é a desativação do 2-step.

Para serem ativadas as funções por tempo é necessário que o 2-step


seja validado e, para isso, deve-se pressionar o botão e largar com o
TPS acima de 50%, ou atingir o corte de rotação determinado, tanto,
do 2-step, como do 3-step.

Saída troca de marcha 1/16 Saída para troca de marcha 2/16

Desativado Ativado
Configurção de rotação Rotação para acionar
a saída
Incremento automático por RPM
Valor único

Manual p/ botão incremento marcha


Por marcha
8000
RPM

Automático p/ RPM e manual habilitado

Selecione a saída que fará o acionamento do solenoide de troca. Serão


listadas todas as saídas, menos as que estão configuradas como saídas
de injeção ou ignição. Pelo software FTManager, selecione a entrada
através do menu “Sensores e calibração” e então “Entradas”.
Enriquecimento por tempo
A troca por valor único envia um sinal na saída selecionada sempre Ativa um mapa de compensação de combustível em função do
que a RPM do motor atingir o RPM configurado. A troca por marcha tempo após a largada, iniciada após a desativação do 2-step (corte
permite configurar uma RPM distinta para cada marcha. Para isso é de arrancada).
necessário que a detecção de marchas já esteja configurada através Esta compensação relaciona o tempo (em segundos) após a largada
do menu Sensores e calibração. com a compensação de combustível desejada.

Enriquecimento por tempo 1/3 Enriquecimento por tempo 2/3


A troca por marcha é ativada após o desacionamento do 2-step Curva de enriquecimento de combustível por tempo
Desativado Ativado
(largada do veículo), por isso, após a última marcha, é necessário 1 2 3
+
novamente ativar o 2-step para que as trocas por marcha sejam Ativa um mapa de correção de injeção
de combustível por TEMPO a partir
Tempo
[s] 0,00 0,80 1,20
[%]
da largada, possibilitando
executadas novamente. utilizar misturas mais ricas
ou pobres de acordo com o tempo
Percentual
[%] +0,0 +0,0 +0,0

após a largada. -

Ao selecionar esta opção, a opção “primeira marcha por tempo” é


Enriquecimento por tempo 3/3
liberada. Isto permite que a primeira marcha seja trocada por tempo, +0,0

mesmo que a RPM do motor já tenha sido atingida antes.

Ao ativar a opção “Primeira marcha por tempo” as 2 condições (tempo


+0,0
e RPM) serão necessárias para efetuar a troca. Não é possível utilizar 0,0 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00

esse controle com câmbios com mais uma de solenoide.


Avanço/atraso por tempo
Saída para troca de marchas 5/16 Saída para troca de marchas 6/16

Desativado Ativado
Ativa um mapa de compensação de ponto de ignição em função do
Redução de potência
Ponto de ignição Corte de ignição
tempo após a largada, iniciada após a desativação 2-step (corte de
Delay após a troca Duração arrancada).
0,60 90
0,60
s
0,60
s
° %
É uma compensação bem simples que relaciona o tempo após a
largada com a compensação ponto de ignição desejada.
Saída troca de marcha 7/16 Saída troca de marcha 9/16 Avanço/Atraso por tempo 1/3 Avanço/Atraso por tempo 2/3
Curva de avanço/atraso por tempo
Desativado Ativado
Modo do botão de incremento de marcha Modo das saídas Sinal de saída
1 2 3
Tempo
+
Ativa um mapa de correção de injeção [s] 0,00 0,15 0,25
Ativo em 0V Uma saída Um pulso de ignição por TEMPO a partir
da largada, possibilitando, por exemplo,
[%]
Graus
Saída por marcha gerar artificialmente uma redução [º] 0,0 0,0 -15,0
Ativo em 12V Ativado sempre
de potência em momentos específicos.
-

89
FT600 Funções de arrancada

Avanço/Atraso por tempo 3/3 Após a programação das tabelas, é exibido um gráfico da rampa de
corte de ignição criada pela função.
0,0

-5,0

-10,0

-15,0 Rotação por tempo (avanço/atraso)


-20,0
0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 Este controle é bastante semelhante ao controle de rotação por tempo,
porém, ao invés de enviar cortes de ignição, ele atrasa ou avança
Rotação por tempo (corte) o ponto de ignição com o objetivo de reduzir potência do motor e
Este controle cria um limitador “temporário” de RPM baseado em controlar perdas de tração.
pontos de rotação e tempo. A contagem de tempo é iniciada após a Recomenda-se usar esta função em conjunto com o controle por corte
desativação do 2-step (que marca o início da largada). programá-la de forma que o controle por atraso seja atingido antes do
Rotação por tempo (corte) 1/4 Rotação por tempo (corte) 2/4
controle por corte, de forma a suavizar ainda mais a largada do veículo.
Curva de rotação para corte de ignição
Desativado Ativado
1 2 3
O controle de rotação por Faixa de progressão Tempo
+
tempo é um controle passivo do RPM [s] 0,00 0,80 1,25
que permite que a tração [RPM]
seja recuperada através de Rotação
200 [RPM] 4500 4500 4700
uma rampa RPM por tempo (avanço/atraso) 1/4 RPM por tempo (avanço/atraso) 2/4
de corte de ignição. RPM -
Curva de rotação para atraso de ponto
Desativado Ativado
1 2 3
O controle de rotação por Faixa de progressão +
Rotação por tempo (corte) 3/4 Tempo
0,00 0,80 1,20
tempo efetua uma do RPM [s]

Curva de corte de ignição compensação de ponto de [RPM]


ignição sempre que Rotação
200 [RPM] 4200 4300 4500
o RPM do motor
1 2 3
+ ultrapassar a curva. RPM -
Tempo
[s] 0,00 1,00 2,70
[%]
Corte
[%] 50 60 70
- RPM por tempo (avanço/atraso) 3/4 RPM por tempo (avanço/atraso) 4/4
10000
Curva de atraso de ponto
9000
1 2 3 8000
+
O parâmetro inicial a ser configurado é a faixa de progressão do RPM, Tempo
[s] 0,00 1,00 2,70 7000

[º] 6000
que serve basicamente para suavizar o corte aplicado no motor. Graus
[º] -5,0 -10,0 -10,0 5000
- 4000
0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00

Usar uma faixa de progressão de 200RPM significa que, para aplicar


um corte aos 8000RPM, a ECU iniciará com nível de corte baixo, e o O primeiro parâmetro solicitado é a faixa de progressão do RPM, o
aumentará progressivamente até atingir o valor configurado na “Curva que é basicamente uma faixa de RPM em que os atrasos de ponto
de corte de ignição”. configurados serão gradativamente aplicados.

Neste caso, a RPM pode passar até 200RPM do corte desejado, Ao atingir a RPM programada aqui, por exemplo, 8000RPM, o atraso
permitindo que o motor gire até 8200RPM (8000 + 200RPM da faixa configurado na tabela começará a ser aplicado gradativamente até
de progressão) em situações extremas onde o percentual máximo de atingir seu nível máximo (8200RPM – 8000RPM + RPM configurado
corte configurado seja exigido. na faixa de progressão).

Configure em seguida a RPM de corte em função do tempo após a Configure nas tabelas as curvas de RPM e de atraso de ponto em
largada para aplicar os cortes. Caso a RPM do motor dispare após a função do tempo após a largada.
largada e atinja as rotações programadas na tabela, a ECU envia cortes
de ignição de forma a recuperar a tração dos pneus. Ao clicar sobre o gráfico são exibidas opções para trocar o gráfico
que será mostrado na camada superior e para ativar ou desativar a
É possível configurar o percentual de pulsos de ignição que serão exibição de algum gráfico.
cortados para segurar a RPM do motor com este controle. Para ignições
indutivas tipo SparkPRO e bobinas com módulo integrado use 90%
4 4
de nível máximo de corte e 200RPM de faixa de progressão. Para 0,0
Rotação por tempo (atraso) 4/4
0,00
Rotação por tempo (atraso) 4/4

ignições capacitivas tipo MSD, recomenda-se 100% de nível máximo -2,0

-4,0
-2,00

-4,00
Seleção e visualização dos gráficos

de corte e 10RPM de faixa de progressão. -6,0 -6,00


Rotação
Atraso de
ponto
-8,0 -8,00

-10,0 -10,0

-12,0
OK
-12,0

Valores menores de 90% podem não “segurar” o motor. Valores


0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00

3 3
maiores de faixa de progressão tendem a estabilizar o corte mais 1
suavemente, porém passam mais do valor estabelecido do corte. 2

Rotação por tempo (corte) 4/4


10000 1 - RPM em verde;
9000

8000
2 - Atraso do ponto em roxo;
7000

6000
3 - Botões para seleção do gráfico que ficará na camada superior
5000 para visualização;
4000
0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00
4 - Caixas de seleção para ativar/desativar exibição do gráfico;

90
Funções de arrancada FT600

Velocidade/Cardan por tempo (corte) Velocidade/cardan por tempo (avanço / atraso)


O controle de velocidade/RPM do cardan por tempo (corte) efetua Este controle faz a leitura da velocidade da roda de tração (ou da RPM
cortes de ignição sempre que a velocidade da roda de tração (ou a do cardan) e aplica um mapa de atraso de ponto ou de avanço, de
RPM do cardan) ultrapassar a curva programada. Este controle limita acordo com duas curvas de RPM (A e B) para controlar a velocidade.
a velocidade máxima que a roda de tração do veículo pode atingir nos
segundos logo após a largada. A ideia é atrasar o ponto de ignição, reduzindo a potência nas rodas.
Quando a velocidade do veículo atinge o programado na “curva A de
Vel/Cardan por tempo (corte) 1/4 Vel/Cardan por tempo (corte) 2/4
Curva de velocidade para corte de ignição
velocidade”, a ECU inicia o retardo de ponto programado na “curva
Desativado Ativado
1 2 3
A de atraso de ponto”.
Faixa de progressão Tempo
+
[s] 0,00 0,50 1,10
RPM do cardan de velocidade
[kmh]

À medida que a velocidade aumenta e vai em direção à “curva B de


Velocidade
20 [kmh] 55 57 75
Velocidade (tração)
Kmh -
velocidade”, o atraso de ponto aplicado no motor (que é interpolado
entre as duas curvas de atraso) é incrementado. Desta forma, caso
Vel/Cardan por tempo (corte) 3/4
Curva de corte de ignição
o atraso inicial feito pela curva A não seja suficiente para controlar a
1 2 3 velocidade do veículo, à medida que esta sobe, aumenta o atraso de
+
Tempo
[s] 0,00 1,00 2,70 ponto aplicado ao motor.
[%]
Corte
[%] 50 60 70
-
Em casos onde a velocidade ultrapassa os limites da “curva B de
velocidade” o atraso máximo programado por tempo na “curva B de
Selecione a referência de velocidade: velocidade das rodas de atraso de ponto” será aplicado.
tração ou do cardan. É obrigatório que um sensor de velocidade de
roda/cardan já esteja configurado e funcionando corretamente para
usar este controle. Vel/Cardan tempo (avan/atras) 1/6 Vel/Cardan tempo (avan/atras) 2/6

Curva A de velocidade
Desativado Ativado
1 2 3
O parâmetro inicial a ser configurado é a faixa de progressão do RPM, O controle de velocidade por
Tempo
+
tempo é muito utilizado 0,00 0,50 1,20
[s]
em carro de arrancada, RPM do cardan
que serve basicamente para suavizar o corte aplicado no motor. facilitando muito o controle
do carro, pois permite que a Velocidade
[kmh] 50 50 70
[kmh]

tração seja recuperada através Velocidade (tração)


Usar uma faixa de progressão de 20 km/h significa que, para aplicar -
de uma rampa de corte
de ignição.

um corte aos 80 km/h, a ECU iniciará com nível de corte baixo, e o


aumentará progressivamente até atingir o valor configurado na “Curva Vel/Cardan tempo (avan/atras) 3/6
250
Vel/Cardan tempo (avan/atras) 6/6

de corte de ignição”. Curva B de velocidade


200
1 2 3
Tempo
+ 150
[s] 0,00 0,55 1,20
100
[kmh]
Neste caso, a velocidade pode passar até 20 km/h do valor desejado, Velocidade
[kmh] 40 40 55 50

permitindo que a roda de tração (ou cardan) atinja até 100 km/h (80 - 0
0,00 2,50 5,00 7,50 10,00

km/h + 20 km/h da faixa de progressão) em situações extremas onde


o percentual máximo de corte configurado seja exigido. Selecione a referência de velocidade: velocidade das rodas de
tração ou do cardan.
Configure em seguida a velocidade limite em função do tempo após
a largada para aplicar os cortes. Caso a RPM do motor dispare após É obrigatório que um sensor de velocidade de roda/cardan já esteja
a largada e atinja as velocidades programadas na tabela antes do configurado e funcionando corretamente para usar este controle. Em
tempo permitido, a ECU envia cortes de ignição de forma a recuperar seguida, configure as curvas A e B de velocidade.
a tração dos pneus.
Vel/Cardan por tempo (atraso) 4/6 Vel/Cardan por tempo (atraso) 4/6
5/6
É possível configurar o percentual de pulsos de ignição que serão Curva A de velocidade Curva
Curva
B de
B atraso
de velocidade
de pondot

cortados para segurar a RPM do motor com este controle. Para 1 2 3


+ 1 2 3
+
ignições indutivas tipo SparkPRO e bobinas com módulo integrado
Tempo Tempo
[s] 0,00 0,70 2,30 [s] 0,00 1,80 3,40
[kmh] [kmh]
[º]

use 90% de nível máximo de corte e 10 km/h de faixa de progressão. Graus


[º] -7,0 -8,0 -7,5
Velocidade
Graus
[kmh]
[º] -10,5 -9,5 -8,3
- -
Para ignições capacitivas tipo MSD, recomenda-se 100% de nível
máximo de corte e 1 km/h de faixa de progressão.
Em seguida estão curvas de atraso de ponto por tempo aplicados
Valores menores de 90% podem não “segurar” o motor. Valores caso a velocidade (das rodas ou do cardan) ultrapasse os valores
maiores de faixa de progressão tendem a estabilizar o corte mais configurados nas duas tabelas anteriores.
suavemente, porém passam mais do valor estabelecido do corte.
5
Vel/Cardan por tempo (atraso) 6/6 Vel/Cardan por tempo (atraso) 6/6
10000 250
Vel/Cardan por tempo (corte) 4/4
8500 Seleção e visualização dos gráficos
10000 200
7000
9000 150 Velocidade A Velocidade B
5500
8000 100
4000 Atraso A Atraso B
7000 50
2500
6000
0
OK
1000
0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 0,00 2,50 5,00 7,50 10,00

6
5000

4000
0,00 0,50 1,00 1,50 2,00 2,50 3,00
1 2 3 4

91
FT600 Funções de arrancada

1 - Curva A (verde) velocidade; Com esses 3 requisitos, os mapas de acionamento de nitro por estágio
2 - Curva B (roxa) velocidade; iniciarão e seguirão os tempos configurados. As compensações de
3 - Curva A (Lilas) atraso de ponto; ponto e combustível também iniciarão nesse momento. Se faltar uma
4 - Curva B (azul) atraso de ponto; das condições o controle passa a seguir os mapas padrão de ponto,
combustível e malha fechada, sem acionar os estágios de nitro.
5 - Botões para seleção do gráfico que ficará na camada superior
para visualização;
Pro Nitrous fuel table 8/8 Pro-Nitro 2/13
6 - Caixas de seleção para ativar/desativar exibição do gráfico; Time to deactivate fuel compensations

Ao final, a função exibe um gráfico que mostra as curvas A e B de 1 2 3 4 5


+
Estágios ativos:

0,00 0,10 0,15 0,10 0,05


limite de velocidade de rodas (ou de RPM do cardan) e as curvas A
Delay 1 2 3 4 5 6
[s]

e B de atraso de ponto. Ramp 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00


-

Repare que as curvas de velocidade e as curvas de atraso mostradas Pro-Nitro 2/12 Pro-Nitro 6/12

no gráfico formam regiões de velocidade e atraso. Elas têm as TPS para acionamento do Pro-Nitro Acionamento dos estágios

seguintes características: Habilitar função por Desacionar com TPS


acima de: abaixo de: Ativo em 0V

75 6 Ativo em 12V
• Quando abaixo da curva A, não há atraso sendo aplicado no %

motor;
• Quando a velocidade é igual à programada na curva A, o atraso O primeiro parâmetro a ser configurado é a forma de acionamento
de ignição é igual ao programado na curva A; do Pro-Nitro:
• Para velocidades localizadas entre as duas curvas, o atraso é
interpolado, ou seja, quanto mais a velocidade ultrapassar a curva
• Painel de instrumentos: um botão deve ser configurado na tela
A e se dirigir à curva B, maior o atraso de ponto que o motor
LCD da FT através do menu “Configuração da Interface” e então
recebe;
“Configuração do Painel de Instrumentos”;
• Se a velocidade superar o programado na curva B, o atraso de
• Chave Pro-Nitro: uma entrada branca deve ser ligada a uma chave
ignição é igual ao programado na curva B.
externa. Enquanto a entrada receber negativo, o Pro-Nitro estará
ativado. Pelo software FTManager, selecione a entrada através
20.8 Pro-Nitro do menu “Sensores e calibração” e então “Entradas”.

Esse recurso foi desenvolvido para possibilitar a utilização e até 6


estágios de nitro por tempo com ajustes individuais para cada estágio. Em seguida, selecione o número de estágios de nitro desejados e a
forma de acionamento dos solenoides. A FT pode ser ativá-los enviando
negativo (0V) ou positivo (12V). As únicas saídas capazes de acionar
um relé ou carga por 12V são as amarelas

Através da tela da FT600 as entradas e saídas para acionamento dos


estágios serão configuradas na sequencia. Pelo software FTManager,
selecione a entrada através do menu “Sensores e calibração” e então
“Entradas” ou “Saídas”.

O Pro-Nitro conta com dois limites de TPS que permite acionar ou


desacionar se o valor de TPS for maior ou menor do que o configurado.
Podem-se configurar limites de TPS diferentes para permitir que o
Pro-Nitro
piloto tenha liberdade de aliviar o TPS e recuperar-se de uma perda
Configurações do Pro-Nitro
de tração sem desligar a injeção de nitro.
Temporizações

Mapa de injeção Pro-Nitro


As RPM para acionamento do Pro-Nitro consistem em janelas
Mapa de ignição Pro-Nitro
de acionamento, se o motor estiver acima ou abaixo da rotação
programada o estágio será desativado.

Configurações do Pro-Nitro: A tabela estágios de Pro-Nitro mostra as configurações de tempo para


Para ativar função Pro-Nitro é necessário preencher os 3 requisitos: ligar e desligar os estágios de nitro.
Em seguida estão atrasos para reativar a injeção de nitro após uma
1. Ativar um botão no display da FT600 ou uma chave externa pedalada do piloto.
(configurada em uma das entradas brancas).
2. O veículo deve largar em até 15s após soltar o botão do 2-step. Através do software FTManager, os tempos e atrasos de cada estágio
3. O TPS tem que estar acima do mínimo configurado. são configurados conforme mostra a tela abaixo:

92
Funções de arrancada FT600

Enquanto o atraso configurado não ocorrer, continuam válidas apenas


as correções do estágio anterior. Para o primeiro estágio, vale apenas
o mapa principal e suas correções.
O mapa de injeção pode ser editado de acordo com cada estágio e,
enquanto um estágio estiver ativo, seu mapa de injeção é somado
aos outros mapas.
No software FTManager, é possível visualizar os valores do mapa final
com esses valores calculados.

Podem-se configurar tempos e rampas para manter as compensações


de combustível após o fim do estágio de nitro. Em geral, isto é
Pro-Nitro 5/12 Pro-Nitro 1/2 necessário, pois, mesmo após cessar a injeção de nitro, o coletor de
RPM para acionamento do Pro-Nitro Estágios de Pro-Nitro admissão continua cheio de mistura nitro+ar que será consumida
1 2 3 4 5 1 2 3 4 5

Superior 2000 4000 5000 6000 6000


+
Ligar 0,00 1,00 2,00 3,95 5,95
+ pelo motor.
RPM [s]
Inferior 8000 8000 8500 8500 8500 Deslig. 10,00 10,00 4,00 6,00 10,00
- -
Temporizações
Pro-Nitro 2/2
É possível configurar os tempos para iniciar os estágios de nitro e as
Tempo de reativação dos estágios ao pedalar
compensações de ignição e combustível.
(em segundos)

Pro-Nitro Temporizações 1/2


1 2 3 4 5 6
0,30 0,25 0,20 0,15 0,10 0,10 Configurações do Pro-Nitro Estágios de Pro-Nitro
1 2 3 4 5
Temporizações +
Ligar 0,00 1,00 2,00 3,95 5,95
[s]
Mapa de injeção Pro-Nitro
Deslig. 10,00 10,00 4,00 6,00 10,00

Mapa de injeção Pro-Nitro: Mapa de ignição Pro-Nitro -

Aqui todas as compensações de combustível podem ser configuradas


de acordo com o estágio a ser acionado. Temporizações 2/2

Tempo de reativação dos estágios ao pedalar


(em segundos)

1 2 3 4 5 6
0,30 0,25 0,20 0,15 0,10 0,10

Compensações de injeção Pro-Nitro


• Por cilindro: ajuste de combustível individual por cilindro de
acordo com o estágio do Pro-Nitro.

Mapa de injeção Pro-Nitro 1/10 Mapa de injeção Pro-Nitro 2/10

Atraso para início da compensação de injeção Tempos para desativar compensações de combustível
(em segundos)
1 2 3 4 5
+
Atraso 0,00 0,10 0,15 0,10 0,05
1 2 3 4 5 6
[s]
0,30 0,25 0,20 0,15 0,10 0,10
Rampa 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00
-

Comp. por cilindro Pro-Nitro 1/2


Mapa de injeção Pro-Nitro 10/10 Cilindro
1 2 3

1 -11,0 -11,0 -17,0 +


2 +1,0 +3,0 -3,0 %
Estágio
2400 RPM
1205 lb/h 3 +9,0 +7,0 0,0 -
+1,05 ms 100,0 %VE
100,0 %DC

O atraso para início da compensação de injeção é usado, pois, em • Por pressão da garrafa de nitro: compensa a queda de pressão
geral o nitro leva alguns décimos de segundo até chegar à câmara da garrafa durante a largada. Quanto maior é o consumo de nitro,
de combustão. mais rápido a pressão da garrafa diminui e, consequentemente,
menor é a quantidade de nitro injetada. Com isto, menos
combustível é necessário.
93
FT600 Funções de arrancada

20.9 Saída ativada por tempo


Essa função permite acionar uma saída por tempo, que pode ser usada,
por exemplo, para armar o paraquedas automaticamente, acionar nitro
após um determinado tempo ou ainda ativar o solenoide de lockup
em cambio automáticos.

Comp. por pressão de nitro 2/2

400 PSI

+15,0 %

Mapa de ignição Pro-Nitro


Permite configurar o atraso de ponto de cada estágio em função da
RPM do motor. No software FTManager, é possível visualizar os valores
do mapa final com esses valores calculados.
Saída ativada por tempo 2/5

Desativado Ativado

Tempo de acionamento após 2-step

5,00
s

Existem algumas condições que podem ser programadas para que


seja feito o acionamento dessa saída, como o tempo para que ela
seja acionada após o 2-step.
Saída ativada por tempo 3/5 Saída ativada por tempo 4/5

Tipo de acionamento da saída Deslig. Ligado Deslig. Ligado

Tempo do pulso RPM mínimo para TPS mínimo para


de acionamento acionamento acionamento
Liga / Desliga
0,5
Um pulso s 5800 90,5
RPM %

Saída ativada por tempo 5/5

Deslig. Ligado Deslig. Ligado

RPM do cardan mínimo Velocidade mínima


Mapa de ignição Pro-Nitro 1/8 Mapa de ignição Pro-Nitro 2/8 para acionamento para acionamento

Atraso para início da compensação de ignição Tempos para desativar compensações de ignição
(em segundos)
1 2 3 4 5 5800 150
+ RPM km/h
Atraso 0,00 0,10 0,15 0,10 0,05
1 2 3 4 5 6
[s]
0,30 0,25 0,20 0,15 0,10 0,10
Rampa 1,00 1,00 1,00 1,00 1,00
-
Essa saída pode trabalhar de maneira Liga/Desliga (sendo desligada
Ignição Pro-Nitro Estágio 1 - 3/8 quando uma das condições deixar de ser válida) ou como um Pulso
(para casos como o de acionar o paraquedas).

400 RPM As condições que podem ser configuradas são: RPM mínimo para
-12,7 º
acionamento, TPS mínimo para acionamento, RPM mínimo do cardan
e velocidade mínima para acionamento.
O atraso para início da compensação de ignição é usado, pois, em
geral o nitro leva alguns décimos de segundo até chegar à câmara Se a saída estiver em modo Liga/Desliga, quando uma das condições
de combustão. Podem-se configurar tempos e rampas para manter programadas deixar de ser atingida ela é automaticamente desativada.
as compensações de ignição após o fim do estágio de nitro. Em Ao ser acionada, a saída selecionada envia negativo para o atuador
geral isto é necessário, pois, mesmo após cessar a injeção de nitro, conectado a ela. Pelo software FTManager, selecione a saída através
o coletor de admissão continua cheio de mistura nitro+ar que será do menu “Sensores e calibração” e então “Saídas”.
consumida pelo motor.

94
Funções de arrancada FT600

20.10 Controle de wheelie Sempre ativo: Sempre que o veículo estiver em funcionamento
esta função estará ativa, independente de qualquer outra função, ou
Esta função usa as leituras do sensor de altura e de inclinação para seja, mesmo que o veículo esteja suspenso em um elevador para
evitar que o veículo levante a frente acima de uma altura perigosa. testes a função permanecerá ativa. Esta função é recomendada para
Recomendada para veículos com tração traseira, incluindo motocicletas. motocicletas.
Esta função atrasa o ponto sempre que a frente do veículo levantar
acima do limite de altura configurado, já o estágio de corte envia cortes
de ignição para controlar a altura da frente do veículo.

Somente para arrancada: Está função será ativada apenas após a


liberação do 2-step por um período de 15 segundos.
Configure a altura (em polegadas) ou a taxa de inclinação (em graus
por segundo) para ativar o estágio de atraso. É possível usar ambos
os sensores ao mesmo tempo.

Estágio de retardo
O estágio de retardo é uma primeira tentativa de controlar a subida
da frente do veículo e, o estágio de corte é a forma mais agressiva
para impedir que a frente continue levantando. Há também a opção de configurar uma saída da ECU para acionar
Sempre ativo: Sempre que o veículo estiver em funcionamento freio, paraquedas, troca de marcha ou outro meio que evite que a
esta função estará ativa, independente de qualquer outra função, ou dianteira do veículo continue subindo. Para isto, selecione se deseja
seja, mesmo que o veículo esteja suspenso em um elevador para que a saída envie negativo (Ativo em 0V) ou positivo (Ativo em 12V)
testes a função permanecerá ativa. Esta função é recomendada para para acionar o relé ou atuador.
motocicletas. Pelo software FTManager, selecione a saída através do menu “Sensores
e calibração” e então “Saídas”.
Para utilizar esta função, é necessário que se configure um sensor
de Altura e/ou um sensor de inclinação através do menu “Sensores
e calibração” e então “Entradas”.

Somente para arrancada: Está função será ativada apenas após a


liberação do 2-step por um período de 15 segundos.
Configure a altura (em polegadas) ou a taxa de inclinação (em graus
por segundo) para ativar o estágio de atraso. É possível usar ambos
os sensores ao mesmo tempo.

20.11 Davis technologies


Davis technologies profiler é um módulo de controle de tração para carros
tração traseira que controla ponto e corte de ignição por RPM de cardan.
Esta função permite conexão direta para controle através deste módulo.
Selecione os fios brancos que farão a conexão com o módulo e em
Estágio de corte seguida, ative a função.
Pelo software FTManager, selecione os fios brancos através do menu
Assim como o estágio de retardo, há configurações de altura e taxa
“Sensores e calibração” e então “Entradas”.
de inclinação para o estágio de corte. O nível do corte aplicado pode
ser configurado, e é possível definir um tempo minimo para este
corte ser efetuado.

95
FT600 Funções de arrancada

Sinal de ignição 1/2 Sinal SmartDrop(TM) 2/2 Selecione a entrada e saída da função.
Selecione a entrada desejada Selecione a entrada desejada
Controle de alinhamento 2/4 Controle de alinhamento 3/4
Nenhuma Nenhuma
Selecione a entrada desejada Testar saída: Acionar
Branco 1: Disponível Branco 1: Disponível Nenhum Solenóide de alinhamento
Branco 2: Disponível Branco 2: Disponível
Branco 1: Sonda lambda 1 Nenhum
Branco 3: Temperatura do ar Branco 3: Temperatura do ar
Branco 2: 2-step Azul 5: Disponível
Branco 4: Pedal 1 Branco 4: Pedal 1
Branco 3: Ar condicionado Azul 6: Disponível

Branco 4: Pressão óleo Azul 7: Disponível

20.12 Controle de alinhamento


Configure os níveis de acionamento da entrada e saída.
Esta função auxilia no alinhamento do veículo após o burnout.
Quando ativa, é possível definir o percentual de intensidade da função Controle de alinhamento 4/4

e a frequência de pulsos dos solenoides.


Acionamento Acionamento da saída
da entrada
Controle de alinhamento 1/4
Ativo em 0V Ativo em 0V
Desativado Ativado
Ativo em 12V Ativo em 12V
Intensidade da função Frequência
(reduz do trans brake) (pulsos por segundo)

10,0 15
% Hz

Diagrama de ligação para função controle de alinhamento com relé Hella


Utilize o diagrama abaixo para habilitar a função de controle de alinhamento.
Pode-se usar qualquer fio branco para o controle de alinhamento e botão 2-Step/Transbrake. Os botões podem ser ligados ao negativo de
bateria ou ao 12V pós-chave, se necessário.

IMPORTANTE:
Para o solenoide de acionamento do transbrake é obrigatório o uso de relé de estado sólido.

Negativo de bateria
ou 12V pós-chave

Botão Botão
Alinhamento 2-Step / Transbrake

+12V Para o solenoide


Fio Branco do transbrake

Fio Branco 2 Acionamento 87


por negativo 85
86 Não ligar
Fio Cinza, Amarelo ou Azul 30
Relé estado sólido
Hella

+12V de potência
(usar fusível)

20.12 Máxima abertura de borboleta por tempo


Esta função cria uma rampa de progressão de abertura para a Crie uma rampa de configuração de tempo por porcentual de abertura
borboleta eletrônica, este controle é somente para carros equipados da borboleta.
com borboleta eletrônica.

96
Configuração de alertas FT600

21. Configuração de alertas Shift light 3/3

Rotação para acionar


Os alertas são configurados para identificar e avisar o usuário em caso shift light

de algum risco potencial ao motor. Nessa tela é possível configurar 6500


cada um dos alertas e inclusive o tipo de ação a ser tomada caso a RPM

situação de risco seja atingida.

Excesso de rotação:
Ajuste a rotação do alerta e defina a ação a ser tomada.
Configuração dos alertas Excesso de rotação 1/2

Excesso de rotação Desativado Ativado


Excesso de pressão de turbo
Alerta de excesso de
Temperatura do motor rotação

Injetor aberto
6000
RPM
Pressão de óleo

Excesso de rotação 2/2

Apenas alerta O alerta será exibido no Painel


de instrumentos da FT500.
Modo segurança O motor será desligado
efetuando corte de injeção
Desligar motor e ignição simultaneamente.

21.1 Limitador de RPM do modo de segurança


O modo de segurança permite proteger o motor sempre que um
Excesso de pressão de turbo
alerta é ativado, limitando a rotação máxima que o motor pode atingir
enquanto a condição do alerta existir. Configure o valor de excesso de pressão de turbo para o alerta e defina
Limitador no modo segurança
o tipo de atuação “Apenas alerta, Modo segurança ou Desligar motor”.
Excesso de pressão de turbo 1/2
Limitador de rotação
no modo segurança
Desativado Ativado

3000 Alerta de excesso


RPM
de pressão de turbo

3,50
bar

21.2 Alertas
Para cada alerta pode-se escolher qual ação será tomada pela ECU: Temperatura do motor
Configure o valor de temperatura do motor para o alerta e defina o
Apenas alerta: É exibido no painel de instrumentos do módulo, porém, tipo de atuação “Apenas alerta, Modo segurança ou Desligar motor”.
nenhum tipo de corte é aplicado no motor. Temperatura do motor 1/2

Modo segurança: além da exibição de aler ta no painel de Desativado Ativado

instrumentos, o motor tem sua rotação máxima limitada ao valor Alerta de excesso de
temperatura do motor
configurado na opção “Limitador do modo de segurança” através de
100
cortes de injeção e ignição. °C

Desligar motor: além da exibição do alerta no painel de instrumentos,


o motor é imediatamente desligado através de corte de injeção e
ignição simultaneamente.
Injetor aberto
O aviso de saturação real dos injetores é configurado indicando-se um
Shift light
valor percentual da abertura real do bico injetor, que será verificado
Quando o motor atinge a rotação estipulada nesta função pode-se de forma independente entre a bancada A e a bancada B, avisando
exibir o alerta somente no “Painel de instrumentos” do módulo e/ou qual deles excedeu o limite.
ativar uma saída auxiliar para um shift/lâmpada externa. Selecionando
a opção “Shift externo” é necessário configurar a saída desejada para
Configure o percentual de abertura do injetor para o alerta defina o
realizar o acionamento.
tipo de atuação “Apenas alerta, Modo segurança ou Desligar motor”.

Shift light 1/3 Shift light 2/3 Injetor aberto 1/2

Testar saída: Acionar Desativado Ativado Desativado Ativado


Selecione a saída desejada
Nenhuma Configuração de rotação Opções de atuação Alerta de
injetor aberto
Azul 7: Bomba de combustível
Valor único Painel de instrum.
Azul 8: Eletroventilador 1
90
%
Por marcha Shift externo
Cinza 5: Disponível

97
FT600 Favoritos

Pressão alta e baixa de óleo Alerta de temperatura alta de gás de escapamento (EGT)
Configure o valor de pressão considerado baixo e alto pressão de Configure o valor de temperatura alta de gás de escapamento e
óleo para o alerta e defina o tipo de atuação “Apenas alerta, Modo defina o tipo de atuação entre “Apenas alerta”, “Modo segurança”
segurança ou Desligar motor”. ou “Desligar motor”.
Pressão de óleo 1/2

Deslig Ligado Deslig Ligado NOTA:


Alerta de pressão
baixa de óleo:
Alerta de pressão
alta de óleo: Essa função só atua em EGTs configurados por cilindro.
1,50 5,00 EGTs por bancada ou geral são desconsiderados da
bar bar
análise.
Temp. alta no escapam. (EGT) 1/2 Temp. alta no escapam. (EGT) 2/2

Pressão mínima de óleo


O alerta será exibido no Painel
Desativado Ativado
de instrumentos.
Apenas alerta Nenhum corte no motor
Alerta de
Configure o valor de pressão mínima de óleo para o alerta e defina o temp. alta de gás de escapam. (EGT) será efetuado.
Modo segurança
O alerta será ativado após

tipo de atuação “Apenas alerta, Modo segurança ou Desligar motor”. 800


ºC
Desligar motor 0,1 segundos na condição de
problema e após 2 segundos
do aranque do motor.
Pressão mínima de óleo 1/2

Deslig Ligado

Alerta de pressão
mínima de óleo
Com rotação
acima de
Alerta de temperatura baixa de gás de escapamento
3,00 5500 (EGT)
bar RPM

Configure o valor de temperatura baixa de gás de escapamento e


defina o tipo de atuação entre “Apenas alerta” ou “Modo segurança”
Pressão baixa de combustível
Configure o valor de pressão de combustível considerado baixo para NOTA:
o alerta e defina o tipo de atuação “Apenas alerta, Modo segurança Essa função só atua em EGTs configurados por cilindro.
ou Desligar motor”. EGTs por bancada ou geral são desconsiderados da
Pressão baixa de combustível 1/2
análise.
Desativado Ativado
Temp. baixa no escapam. (EGT) 1/2 Temp. baixa no escapam. (EGT) 2/2
Alerta de
pressão baixa de combustível O alerta será exibido no Painel
Desativado Ativado
de instrumentos.
4,40 Apenas alerta Nenhum corte no motor
Alerta de
bar temp. baixa de gás de escapam. (EGT) será efetuado.
Modo segurança
O alerta será ativado após
100 Desligar motor 0,1 segundos na condição de
ºC
problema e após 2 segundos
do aranque do motor.

Pressão diferencial de combustível


Neste menu é possível configurar a faixa de tolerância para a pressão
de combustível diferencial. Alerta de batente de malha fechada de injeção
Pressão diferencial de combustível 1/2 O alerta de batente de malha fechada utiliza os valores limites
Deslig Ligado configurados para a função e ao atingir esses valores executa o tipo
Pressão de Faixa de de atuação configurado entre “Apenas alerta” ou “Modo segurança”
combustível utilizada tolerância

1,50 0,20
bar ±bar

A pressão diferencial é a pressão de combustível com MAP=0, que,


na maioria dos casos é de 3bar, com motor desligado e bomba de
combustível ligada. Quando o motor entra em funcionamento, no 22. Favoritos
regime de lenta o vácuo/pressão faz com que o regulador de pressão
de combustível altere a pressão de combustível na proporção de 1:1. Neste menu estão reunidos atalhos para acessar as principais funções
de configuração e ajustes do módulo, facilitando a alteração dos
parâmetros desejados.
Exemplo: Um motor na lenta com -0,6bar de vácuo, deve ficar com
2,4bar de pressão de combustível (3bar diferencial – 0,6bar vácuo
Favoritos
=2,4bar), no caso de um motor sobrealimentado, quando tivermos Mapa principal Injeção rápida
2bar de pressão de turbo, o regulador vai ajustar a pressão de de injeção e de decaimento
Mapa principal Partida
combustível para 5,0 bar (3,0bar diferencial + 2,0bar pressão turbo = de ignição do motor

5bar), ou seja, a pressão diferencial desejada é 3,0bar. Se configurar Controle


de lenta
Corte
de arrancada
a faixa de tolerância com 0,40bar, o alerta somente será emitido com Datalogger Ajuste rápido
interno do mapa principal
pressão diferencial (pressão combustível – pressão turbo) inferior a
2,6bar ou superior a 3,6bar.
Retorna ao Menu Principal

98
Configuração da interface FT600

23. Configuração da interface Barra de leds 1/3

Desativado Ativado

Permite a configuração de todas as funções visuais da FT600 como Configuração Modo do alerta

painel de instrumentos, seleção modo dia ou noite, etc. Valor único Sempre aceso

Por marcha Piscando

23.1 Seleção do modo dia ou noite


Há quatro opções de seleção do modo dia ou noite. Valor único: selecione o LED a ser editado, escolha sua cor e a faixa
de RPM em que deve ser ativado. Este procedimento deve ser realizado
para todos os LEDs, de forma individual.
Modo dia: coloca o brilho da tela no valor ajustado no menu ajuste
de iluminação do display.
Barra de leds 2/3
Modo noite: coloca o brilho da tela no valor ajustado no menu ajuste
Barra de leds 3/3

Cores por LED Cores por LED

de iluminação do display.
+ +
Painel de instrumentos: habilita um botão no painel de instrumentos Led 1 2 3 4 5 Led 1 2 3 4 5
[RPM] [RPM]

para controle do modo dia ou noite. Cor RPM 4000 5000 6000 7000 8000
- -
Chave externa: Com esta opção é necessário configurar uma entrada
branca junto a chave de iluminação do veículo.
Seleção do modo dia ou noite 1/3 Seleção do modo dia ou noite 2/3
Por marcha: Selecione o LED a ser editado, escolha a cor deste, defina
Selecione a entrada desejada

Seleção Nenhum as faixas de rotação para cada marcha e quais leds serão ativados.
Branco 1: Sonda lambda 1
Painel de
Modo dia Branco 2: 2-step
Instrumentos
Chave externa Branco 3: Ar condicionado
Modo noite dia/noite Barra de leds 2/3 Barra de leds 3/3
Branco 4: Pressão óleo
Cores por LED LED
2 3 4

+ 1 5000 6000 7000 +


Seleção do modo dia ou noite 3/3 Led 1 2 3 4 5
[RPM] 2 5200 6200 7200 RPM
Marcha
Sinal para ativar Cor
modo noite - 3 5300 6300 7300 -
Ativo em 0V

Ativo em 12V

23.2 Ajustes da iluminação


No Ajuste da Iluminação do display de cristal líquido pode-se alterar
a intensidade da iluminação do display individualmente para o Modo
Dia e Modo Noite.

Ajuste de iluminação

Iluminação dia
100%

Iluminação noite
36% Configuração LEDs laterais
É possível configurar os LEDs laterais com até 52 opções de alertas.

23.3 Configuração de LEDs


Esta função é possível configurar todas as opções de funcionamento
dos LEDs.
Configuração de LEDs

Barra de LEDs

LEDs laterais

Ajuste de iluminação dos LEDs

Teste de LEDs

Barra de LEDs
Esta função é totalmente configurável e exclusiva da FT600. Os LEDs
podem ser acionados em uma rotação única ou de acordo com a
marcha engrenada no momento.

99
FT600 Configuração da interface

Cor: Selecione a cor do LED. 23.4 Ajuste do som


Modo de alerta: este menu oferece duas opções; sempre ligado
ou piscando; Através desta função pode-se alterar o volume dos sons gerados pelos
toques no display e dos alertas da injeção. A alteração do volume
Condição: Selecione até 3 condições para acionamento do LED.
somente fica disponível quando o menu é selecionado, do contrário
Modo de ativação: defina se o LED será acionado acima, abaixo,
ficará inativo.
dentro ou fora da faixa dos valores.
Ajuste de som
Operação 2 e 3: As operações são utilizadas para ligar as condições
Volume da interface
(caso estiver usando mais de uma). Por exemplo, pode-se configurar 100%

um LED para que acenda quando o MAP atingir 0 bar apenas quando Volume dos alertas
o motor estiver ligado (RPM maior que 800). 36%

23.5 Configuração do painel de instrumentos


No Painel de Instrumentos são exibidas informações de sensores em
tempo real. Há 96 posições selecionáveis com tamanho mínimo de
1x1, dispostas em 4 telas, sendo possível alterar para telas maiores
de 1x2, 2x1, 2x2, 3x2 e 3x1, possibilitando ao usuário acompanhar
as informações do motor que julgar mais importantes.

A configuração do painel de instrumentos é bastante simples, primeiro


selecione número de telas entre 1 e 4, após o espaço a ser utilizado,
em seguida escolha o tipo de leitura e aperte para direita para definir
o tamanho da tela que será exibido no painel de instrumentos.
Config. do painel de Instrumentos

Barra RPM

MAP Lambda 1 Ignição T.Motor

Livre
Data P.Comb Bateria TPS
Livre

Área Disponível

NOTA: Configuração de exibição 1/4 Configuração de exibição 2/4

A configuração dos led para as funções de 2 e 3-step Selecione a informação:


TPS
Tamanho de exibição

já são pré-definidas. Consulte a seção 20.2 e 20.3 MAP


Dado (1x2)
para verificar a sequencia de luzes das funções. Lambda 1 Alvo WG
0.00
Pressão de óleo

Pressão de combustível

NOTA:
A partir da versão 3.10 do FTManager é possível
configurar as 4 telas do painel de instrumentos
diretamente no software clicando nos campos livre e
Ajustes de iluminação dos LEDs editando as funções.
Este menu ajusta a iluminação dos LEDs da barra quanto os laterais.

Ajuste de iluminação dos leds

Iluminação dia
100%

Iluminação noite
50%

Teste de LEDs
Esta função verifica se todos os LEDs estão funcionando corretamente.
Quando selecionar esta função os LEDs devem se acender todos na
mesma cor e ao mesmo tempo, caso algum LED não ligue entre em
contato com o setor de manutenção da FuelTech.

100
Configuração da interface FT600

Seleção da tela inicial

Iniciar pelo menu principal

Iniciar pelo painel de instrumentos

Iniciar pelo menu favoritos

23.7 Senhas de proteção


Podem-se configurar dois tipos de senha de proteção:

Para trocar entre telas no módulo é necessário clicar nos cantos


superiores do módulo conforme ilustrado na figura abaixo, ou definir
uma entrada branca para a troca das telas.

7325 Sair 9864


RPM
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 Senhas de proteção 1/2

Usuário

Preparador

Limites de exibição e alertas


Senha do usuário
Os limites de exibição são utilizados para limitar os valores máximos
Habilitando a senha de usuário é possível fazer três tipos de bloqueio
e mínimos exibidos no instrumento. Essa configuração é bastante
e proteção ou não habilitá-los:
útil para instrumentos de barras. As leituras que possuem estas
configurações são: MAP, Temperatura do Ar, Temperatura do Motor, • FTManager: escolha esta opção para colocar uma senha de
Tensão da bateria, Pressão de combustível, Pressão de óleo, TPS, acesso ao FTManager, mas manter todos os menus liberados.
Dwell, Ponto de Ignição, Tempo de injeção A, Tempo de injeção B, Faça isso para evitar que seja colocada uma senha e ativado
Lambda 1, Lambda 2 e Delta TPS. algum bloqueio sem o seu consentimento.
• Proteger menus: esta opção protege todos os menus da
Configuração de exibição 3/4 Configuração de exibição 4/4
injeção, deixando acessível apenas as leitura das informações
Limites de exibição
Mínimo Máximo
Desat. Ativ. Desat. Ativ.
do computador de bordo e o funcionamento do motor.
Alerta para
valores abaixo de:
Alerta para
valores acima de: • Partida do motor: bloqueio apenas da partida do motor.
-1,00 6,00
bar bar
0 98 Todos os menus ficam disponíveis para visualização e alteração,
°C °C
porém, o sistema de injeção fica bloqueado até a inserção da senha.
Proteger menus e bloquear injeção: a partida do motor e a alteração
de qualquer parâmetro da injeção são bloqueadas.
Barra de RPM Ao tocar a tela para entrar no menu principal quando a senha do
Ao clicar na barra de RPM é possível configurar o valor de inicio da usuário está habilitada e protegendo os menus, ela é solicitada para
faixa vermelha na barra de rotação exibida no painel de instrumentos, liberar o acesso. Digite na tela a senha atual para que o acesso seja
utilize as teclas para aumentar e diminuir a rotação desejada. liberado até que se reinicie a injeção ou até que se desative esta senha.
Usuário 1/2 Usuário 2/2
Configuração do painel de instrumentos
Desativado Ativado
Valor de início da
faixa vermelha Menus FTManager
Senha de usuário

5500 Alterar senha Partida


RPM do motor

23.6 Seleção da tela inicial Senha do preparador


Esta senha bloqueia os menus de mapas de injeção e ignição,
Selecione a tela exibida assim que o módulo é ligado. Caso a opção
Config. do motor, outras funções e gerenciador de ajustes, deixando
marcada seja “Iniciar pelo painel de instrumentos” e o módulo esteja
disponíveis às funções de configurações dos alertas, do shift alert,
com senha do usuário habilitada, esta senha será solicitada logo ao
do display e da tela inicial. Quando esta senha esta habilitada, não é
ligar a injeção.
possível alterar nenhum mapa de injeção ou de ignição.
A senha do preparador bloqueia inclusive o acesso através do software
FTManager.

101
FT600 Configuração da interface

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Unidades de medida 1/2 Unidades de medida 2/2

As senhas vêm desabilitadas de fábrica, ao Unidade de pressão Unidade de temperatura Unidade de sonda
banda larga
Unidade de Velocidade

habilitar uma senha de proteção você estará bar Lambda


°C km/h
bloqueando o acesso de outras pessoas a injeção psi AFR Gasolina
°F mph
e talvez até mesmo o seu. Ao escolher uma senha kPa AFR metanol

tenha certeza de que você se lembrará dela, pois,


por motivos de segurança esta senha somente
será removida mediante o reset total da memória
do equipamento (apagam-se todos os mapas e
dados inseridos).

Na linha PowerFT está disponível um novo nível de segurança nos


mapas. A primeira conexão da FT600 no Software FTManager será
necessário colocar o código de verificação.
Após a primeira inclusão desse código o sistema só irá solicitar
novamente esse código quando a senha do mapa for inserida
incorretamente.

23.10 Modo demonstração


Esse modo pode ser ativado para mostrar as principais funções da
FT600 e o seu funcionamento, recurso que pode ser utilizado por
revendedores ou expositores. O tempo a ser definido é o tempo
que o módulo deve permanecer inativo para entrar no modo de
demonstração. Para sair do modo demonstração basta clicar na tela.

23.11 Calibração do display


Todos os equipamentos eletrônicos com display touchscreen
23.8 Zerar picos
apresentam uma ferramenta para calibração da sensibilidade da tela.
No painel de instrumentos são exibidos em tempo real os valores Na calibração do display do módulo FT600, o usuário pode utilizar
lidos pelos sensores conectados ao módulo. Na parte inferior de cada toques pontuais ou mais abrangentes, de forma a trabalhar com a
instrumento são exibidos valores mínimos (à esquerda) e máximos (à sensibilidade da tela que melhor se adapte.
direita) lidos pelo sensor.
É possível apagar estas informações, para isto, basta acessar a opção
“Zerar picos”, no menu “Configuração da interface”.
IMPORTANTE
Configuração da interface A calibração do display
touchscreen vai ser executada
CALIBRAÇÃO
Zerar picos toque EXATAMENTE nos pontos
3 toques faltando
indicados pelas setas.
Configuração do painel deAviso !
instrumentos
Toque na tela para continuar!
Tem certeza
Seleção da tela principal que deseja
zerar os picos?
Configuração de favoritos

Configuração de Sim
favoritos Não

23.12 Número serial e versão de software


23.9 Unidades de medida Neste menu pode-se verificar a versão do software e o número serial
Neste menu é possível selecionar a unidade desejada para leitura de do módulo. Sempre que entrar em contato com o suporte técnico,
alguns parâmetros como pressão, temperatura, velocidade e leitura tenha estes números em mãos para facilitar o atendimento.
da sonda. Número serial e versão 1/2 Número serial e versão 2/2

Unidade de pressão: bar, PSI ou kPa; Versão do software Versão do software


Versão Versão Versão
Versão geral:
geral: de compatibilidade: de compatibilidade:
Unidade de temperatura: °C ou °F; 1.00 1.00 1.00 1.00

Unidade de sonda banda larga: Lambda, AFR Gasolina ou AFR Número serial ECU: 2.00 Bootloader: 1.00
002814.0023041.035
Metanol; Interface: 1.00 Bootloader: 1.00

Unidade de Velocidade: km/h ou mph


102
Gerenciador de ajustes FT600

24. Gerenciador de ajustes – posições de 24.3 Copiar para outro ajuste


memória e funções Na opção “Copiar para outro ajuste” é possível copiar um mapa já
configurado para outro ajuste que esteja vazio ou queira substituí-
Com o gerenciador de ajustes é possível alternar entre os mapas
lo. Primeiramente deve-se selecionar o ajuste a ser copiado, aperte
de injeção salvos em cinco posições de memória, cada posição tem
para a direita e selecione a opção “Copiar para outro ajuste”. Na tela
configurações e ajustes diferentes. Com isso pode-se, por exemplo, ter
seguinte o mapa a ser copiado não irá aparecer na tela, somente os
5 diferentes ajustes para diferentes tipos combustíveis. Outra opção é
ajustes disponíveis para recebê-lo.
usar o mesmo módulo para até cinco motores diferentes que podem
compartilhar a injeção, porém, com suas regulagens salvas. Para isso
pode-se adquirir um ou mais chicotes elétricos extras. No exemplo abaixo o ajuste n°4 “gasolina” foi copiado para o ajuste
n°1, que estava vazio:

Através do software FTManager, as funções do Gerenciador de Ajustes


estão disponíveis a partir dos botões na barra de ferramentas: Gerenciador de ajustes
Selecione o ajuste desejado
Gerenciador de ajustes

Editar nome do ajuste


Ajuste 1 [Vazio]

Ajuste 2 Metanol Copiar mapa padrão FuelTech


Gerenciador de ajustes 1/2
Selecione o ajuste desejado
Ajuste 3 [Vazio]
Copiar para outro ajuste
Ajuste 1 xxxxxxxxxxxxxxxx Ajuste 4 Gasolina

Ajuste 2 Ajuste 5 Padrão FT Zerar ajuste

Ajuste 3

Ajuste 4
Gerenciador de ajustes Copiar para outro ajuste
Ajuste 5 xxxxxxxxxxxxxxxx Selecione o ajuste desejado <Nome do Ajuste Selecionado>
Ajuste 1 [Vazio] Copiar ajuste para:
Copiar ajuste
Ajuste 2 Metanol Ajuste 1 xxxxxxxxxxxxxxxx
Ajuste 3 [Vazio] Ajuste 2 Ajuste copiado com sucesso!

Ajuste 4 Gasolina Ajuste 3


Ok
Ajuste 5 Padrão FT Ajuste 5 [Vazio]

24.1 Editar nome do ajuste 24.4 Zerar ajuste


Neste menu é possível alterar o nome do ajuste a ser modificado após Os ajustes que não serão mais utilizados ou que serão profundamente
gerar o mapa padrão. alterados podem ser facilmente apagados do módulo. Para zerar um
Gerenciador de ajustes 2/2 l ajuste já existente, basta selecioná-lo e escolher a opção “Zerar ajuste”.
Editar nome do ajuste
q w e r t y u i o p Após a confirmação, todos os parâmetros anteriormente configurados
Copiar mapa padrão FuelTech
1
a
2
s
3
d
4
f
5
g
6
h
7
j
8
k
9
l
0
-
no ajuste selecionado serão apagados.
Copiar para outro ajuste /
z x c v b n m # %
Zerar ajuste
, .
CAPS SPACE 123

24.2 Copiar mapa padrão FuelTech


A função “Copiar mapa padrão FuelTech” auxilia bastante a começar
o acerto de um carro, pois utiliza os dados obtidos no menu
“Configuração do motor” para fazer uma estimativa de um mapa de
combustível base.

Antes de utilizar estas funções é muito importante que se tenha


seguido totalmente o capítulo 5 deste manual.
Informações sobre os menus deste assistente podem ser encontradas
também no capítulo 7.7 deste manual.

103
104
Azul - Saída 5
Branco - Entrada 1
Azul - Saída 13 Azul - Saída 14
Branco - Entrada 6 Branco - Entrada 7
Azul - Saída 4 Azul - Saída 6
Branco - Referência do sensor FASE Branco - Entrada 2
Azul - Saída 12 Azul - Saída 15
FT600

Branco/vermelho - CAN_A_HIGH Branco - Entrada 8


Azul - Saída 3 Azul - Saída 7 Negativo sensor
Vermelho - Entrada sinal de FASE Branco - Entrada 3
Azul - Saída 11 Azul - Saída 16 AR
Amarelo/azul - CAN_A_LOW Branco - Entrada 9
Azul - Saída 2 Azul - Saída 8 Sinal
Branco - Ref. sensor de rotação indutivo Branco - Entrada 4
Azul - Saída 10 Preto/branco - Terra chassi
TEMPERATURA

Negativo de bateria Branco - Entrada 10


Azul - Saída 1 Azul - Saída 9
Vermelho - Entrada sinal rotação Branco - Entrada 5

Negativo sensor

1
Sinal

2
1 2 3 4 5 6 7 8 9
PS-10B

1 2 3 4 5 6 7 8 9
PS10-B

12V Pós-chave
PRESSÃO

3
10 11 12 13 14 15 16 17
COMBUSTÍVEL

10 11 12 13 14 15 16 17

18 19 20 21 22 23 24 25
18 19 20 21 22 23 24 25

26 27 28 29 30 31 32 33 34

Conector A
26 27 28 29 30 31 32 33 34 Sinal

Conector B
Negativo sensor
MOTOR
25. Diagrama elétrico

Amarelo - Saída 1 Vermelho - Positivo Pós-chave


TEMPERATURA

Vermelho - Positivo pós-chave Branco - Entrada 20


Cinza - Saída 1 Cinza - Saída 8
Preto/branco - Terra chassi Branco - Entrada 15
Amarelo - Saída 2 Amarelo - Saída 8
Verde/vermelho - 5V para sensores Branco - Entrada 19 Negativo sensor
Cinza - Saída 7
1

Cinza - Saída 2
Preto/branco - Terra chassi Branco - Entrada 14
Sinal
Amarelo - Saída 3 Amarelo - Saída 7
2

Amarelo/Azul CAN_B_LOW Branco - Entrada 18


PS-10B
óLEO

Cinza - Saída 3 Cinza - Saída 6


PS10-B

Branco/vermelho CAN_B_HIGH Branco - Entrada 13 12V Pós-chave


PRESSÃO

Amarelo - Saída 4 Amarelo - Saída 6


Verde/preto - Terra para sensores Branco - Entrada 17
Cinza - Saída 4 Cinza - Saída 5
Branco - Entrada 11 Branco - Entrada 12
Amarelo - Saída 5
Branco - Entrada 16