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"O sofisma não é, como queria Aristóteles, só um jogo de palavras - ou melhor, é um

jogo de palavras, mas marcado como estratégia política"

"Se a filosofia de Aristóteles a Hegel é conhecimento da verdade, como pensar a


história da filosofia de outro modo? Será preciso definir de outra forma o que é
conhecer e o que é verdade."

"Um discurso é uma sintaxe, uma semântica e uma pragmática. Um estudo


foucaultiano situa um discurso num jogo de poder", na interrelação com outros
discursos, instituições e práticas.

Em Foucault, tanto poder e saber não são propriedade de alguém, são, pelo contrário,
efeitos das relações de força.

"Sociedade disciplinar" é uma forma de controle que age sobre as populações e que
aplica ao corpo práticas que buscam gerar sujeitos produtivos e dóceis.

O homem não era visto como animal que trabalha, nem como máquina de trabalho,
ideia que se consolida com a Revolução Industrial e com Hegel.

A prisão na sociedade disciplinar serve a encerrar alguns ilegalismos de modo a que


outros possam prosseguir; "uma sociedade baseada no roubo e na exploração precisa
fingir que pune o roubo e a exploração". "A delinquência não é o anormal, mas
compõe a normalidade do sistema."

Foucault não tem propostas, apenas análises; não diz o que fazer. Mas provê
ferramentas para quem queira fazer. Nesse sentido, o papel do intelectual não é mais,
como no caso de Sartre, ser a voz dos desvalidos, mas participar das lutas: escrever
livros que adicionem conceitos, que sejam instrumentos a essas lutas.

"Foucault te mostra a história para que apareça a possibilidade de mudar a história"

Foucault: "Escrevo livros porque tenho que trabalhar - com entusiasmo, mas sem
esperança". Desacreditado da mudança.

Não se trata de repressão em Foucault: não há anormais que são reprimidos, apesar
da naturalidade dos seus desejos, tendo em vista o comportamento dos que são
normais. Uma sociedade produz os seus normais e anormais.

"Nada está oculto, tudo está dito na sociedade; o que é preciso é fazer ver as
condições de possibilidade do que há, de que seja dito o que é dito". Arqueologia.

"A sexualidade é o ponto onde se cruza disciplina e biopolítica."

"Um autor pode colocar temas que se desenvolvam ou despertar ideias apesar de si
mesmo."
"Foucault afirmou que fazia uma 'ontologia do presente'".

No liberalismo, o governo como capacidade de observar a economia, que se rege por


leis próprias, "atéia", sem prestar contas a ninguém. O bom governo seria aquele que
percebe os movimentos econômicos e se adapta a eles.

"A economia é constituída no campo a partir do qual a verdade sobre o homem é


dita."

"Todo governo faz uso de rituais: procedimentos usados para que algo se imponha
como verdade." Não a construção da verdade, mas uma certa instantaneidade do por
a verdade.

Admitir o não poder, no início do trabalho, como questionamento de base das formas
como se aceita o poder. Não afirmar que todo poder é mal, mas ver que nenhum
poder é plenamente aceitável nem totalmente inevitável. Tarefa da anarqueologia:
desnudar essa variação.

A partir da cultura ocidental cristã, "o governo dos homens" não demanda só
"obediência e submissão", mas que o indivíduo diga "a verdade de si mesmo".

Aspectos macro e micro das relações entre governo e verdade: primeiro, todo governo
age com noções de verdade; segundo, vivemos com atos de verdade.

"Só é possível entender teoria se se segue uma prática correspondente", o que


Foucault chama de "espiritualidade" - "prática pela qual o sujeito se modifica para ter
acesso à verdade".

"Para saber organizar a cidade, é preciso saber que a primeira cidade é o corpo."

A partir do cristianismo, a tarefa de conhecimento de si mesmo e mudança de si


mesmo é modulada, porque aí o eu se torna obscuro, torna-se espaço onde deve ser
encontrado o outro, o universal.

Para Foucault, o nazismo não se trata de um excesso de estado; é apequenamento do


estado, pois o reduz a um partido. O mesmo se poderia dizer da URSS.

"Como pensar novas formas de subjetivação? Eis a tarefa de Foucault."

"História da verificação, das formas pelas quais a verdade é dita."

"Foucault não é nunca inocente, está sempre polemizando sem nomear."

"A ética (relação consigo que determina a relação com os outros) é sempre uma forma
de vida que transforma o mundo."
Sócrates afirma que é melhor ser humano do que animal pois que o homem sabe o
motivo da sua felicidade e não o animal. Há em Heráclito fragmentos que tanto
restringem o conceito de felicidade ao homem como igualam a felicidade de um e
outro, a partir do perspectivismo. Já em Diógenes, há antihumanismo, os seres são
iguais, "não é melhor que um cão".

Estudar o cinismo "a partir desse tema da vida como escândalo da verdade, da forma
de vida como lugar de emergência da verdade (a bios como aleturgia)".