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Universidade Federal de Pernambuco

Departamento de Engenharia Química


Centro de Tecnologia e Geociências
Laboratório de Controle de Qualidade
Química Industrial
Química Analítica Aplicada

ENSAIOS MECÂNICOS EM PAPEL

Aluna: Sonydelane Oliveira de Santana


Professora: Silvana Calado
Técnico: Romário Silva da Costa

Recife, novembro de 2017.


SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 3
2. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS......................................................................................... 4
3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ................................................................................... 4
3.1 Gramatura ............................................................................................................................ 4
3.2 Absorção de água (Teste de COBB) .................................................................................... 5
3.3 Porosidade de papel e papelão ............................................................................................. 5
3.4 Resistência ao rasgo ............................................................................................................. 6
3.5 Resistência ao estouro .......................................................................................................... 6
4. RESULTADOS E DISCUSSÕES ........................................................................................... 7
4.1 Gramatura ............................................................................................................................ 7
4.2 Absorção de água (Teste de COBB) .................................................................................... 7
4.3 Porosidade de papel e papelão ............................................................................................. 7
4.4 Resistência ao rasgo ............................................................................................................. 8
4.5 Resistência ao estouro .......................................................................................................... 8
5. CONCLUSÃO ......................................................................................................................... 9
6. REFERÊNCIAS ....................................................................................................................... 9

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1. INTRODUÇÃO
Ensaios físico-químicos em papéis se faz necessário para obtenção de resultados que
permitam da conduta do mesmo quando sujeito a esforços. A relevância desse estudo está na
interação dos conhecimentos e aplicação das leis universais da física e da química na explicação
dos fenômenos biológicos importantes para a vida. Os ensaios realizados com maior frequência
no controle de qualidade do papel são gramatura, resistência ao estouro, resistência ao rasgo,
porosidade e absorção de água.
Entende-se por gramatura o peso do papel, em gramas por metro quadrado. A gramatura tem
grande importância, uma vez que todas as propriedades mecânicas do papel dependem dela. É
desejável que o fabricante do papel dê as características exigidas com a menor gramatura
possível.
O teste de absorção de água, também conhecido como Teste de COBB, é adequado para
determinar a absorção de água no papel e/ou papelão de determinada espessura (mais de 0,10
mm). Existe uma série de ensaios para mensurar, de uma forma meio indireta, o grau de colagem
do papel, porém o mais utilizado é o teste de COBB, descrito na ABCP P-14/71.
A porosidade do papel e/ou papelão é determinada através da resistência do papel à
passagem de 100 mL de ar, em um tempo compreendido entre 2 e 1800 segundos, através de
uma superfície definida (delimitada pelos discos de 6,45 cm2) e nas condições especificadas na
norma ABCP P-11/71. Esta propriedade é de grande relevância para determinados tipos de papel
como os de cigarros (a combustão depende da porosidade), de sacos de enchimento automático e
pneumático (se no enchimento o papelão não possui boa porosidade, o ar retido pode fazê-lo
romper-se), etc.
O teste de resistência ao rasgo afere o trabalho necessário para se rasgar uma determinada
quantidade de folhas de papel, após o rasgo ter sido iniciado. Diferencia-se, portanto da
resistência à tração, em que se mede força e não trabalho. A norma recomendada é a ABCP P-
9/69.
Estouro absoluto é a pressão hidráulica necessária para produzir a ruptura do material,
quando se aplica uma pressão uniformemente crescente, através de uma membrana
elástica numa área circular de diâmetro determinado (no caso, de 30,48 mm). Para um
mesmo tipo de papel, quanto maior for a gramatura do papel, maior a pressão de arrebentamento.
Além de gramatura, influem no estouro, o grau de colagem, a densidade do papel, o grau de
refino, a formação da folha (num papel mal formado pode haver variações no estouro de até 40%
em regiões de uma mesma folha), a composição, etc.

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O objetivo desse experimento é realizar ensaios mecânicos em papel, realizando os ensaios
de gramatura, porosidade, absorção de água, resistência ao estouro e resistência ao rasgo.

2. MATERIAIS E EQUIPAMENTOS
 Cartolina;
 Tesoura;
 Régua;
 Balança semi-analítica;
 Aparelho de COBB (COBB TESTER);
 Cronômetro;
 Balança com precisão de 0,1 g/m²;
 Papel toalha;
 Porosímetro tipo Gurley;
 Aparelho de Elmendorf;
 Aparelho de Muller;
 Água destilada

3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

3.1 Gramatura
Amostragem
Retiraram-se as amostras segundo a norma “Amostragem de Papel e Papelão para
Ensaios” - ABCP 1/69 e acondicionou-se de acordo com a norma “Acondicionamento de Papel e
Papelão para Ensaios” - ABCP 4/70. Foram cortados 5 (cinco) corpos de prova quadrados, com
lado igual a 10 cm. O corte foi feito com uma tesoura de lâmina afiada.

Determinação
Colocou-se o corpo de prova (10 x 10 cm) no suporte da balança. Usando os pesos móveis,
deslocou-se de maneira suficiente para aproximar, ao máximo, o ponteiro do ZERO; esperou-se
a estabilização do ponteiro, multiplicou-se o resultado por 10 para satisfazer a exigência de no
mínimo 1000 cm2 (0,1 m2) conforme a norma e anotou-se a leitura.

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3.2 Absorção de água (Teste de COBB)
Amostragem
Retiraram-se as amostras segundo a norma “Amostragem de papel e papelão para ensaios”
ABCP-1/69 e acondicionou-se de acordo com a norma “Acondicionamento de papel e papelão
para ensaios” ABCP P-4/70. Cortou-se 12 corpos de prova, 6 para cada lado da amostra de papel
(lado liso e lado rugoso), com dimensões de 12,5 x 12,5 cm.

Determinação

Inicialmente todos os corpos de prova foram pesados com precisão de 0,01g (P). Em seguida,
a amostra foi colocada sobre uma base, pedaço de borracha seca e sobre este, o corpo de prova
com a face a ser ensaiada para cima, montando-se a seguir o anel sobre o conjunto e pressionou-
se por meio das duas porcas.
Adicionou-se 100 mL de água destilada dentro do anel (até que se alcançasse o nível interno
do anel), ligando-se simultaneamente o cronômetro. Deixou-se a água em contato com o corpo
de prova, durante 110 segundos. Então derramou-se rapidamente a água do interior do anel,
evitando-se que a mesma respingasse sobre o corpo de prova. Após aproximadamente 120
segundos, retirou-se o corpo de prova e eliminou-se o excesso de água da superfície do papel,
colocando-se o mesmo entre duas folhas de papel absorvente e pressionando delicadamente com
a mão. Pesou-se imediatamente o corpo de prova com precisão de 0,01g (P1). Repetiu-se esse
mesmo procedimento para cada lado do corpo de prova, 3 lados lisos e 3 rugosos.

3.3 Porosidade de papel e papelão


Amostragem
Retiraram-se as amostras segundo a norma “Amostragem de Papel e Papelão para Ensaios”
ABCP 1/69 e acondicionou-se de acordo com a norma “Acondicionamento de Papel e Papelão
para Ensaios” ABCP P 4/70. Cortaram-se cinco corpos de provas quadrados de lado igual a 7,0
cm.

Determinação
Inicialmente suspendeu-se o cilindro móvel, sustentando-o pela haste. Depois, colocou-se a
amostra entre os discos de vedação, liberou-se o contra-peso, baixou-se o cilindro móvel
suavemente até que flutuasse e soltasse. Cronometrou-se o tempo necessário para que 100 mL de

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ar atravessem o corpo de prova. Após o ensaio retirou-se a amostra, voltando-se o cilindro móvel
para o suporte da haste.

3.4 Resistência ao rasgo


Amostragem
Retiram-se as amostras segundo a norma “Amostragem de Papel e Papelão para Ensaios” -
ABCP 1/69 e acondicionou-se de acordo com a norma “Acondicionamento de Papel e Papelão
para ensaios” - ABCP P 4/70. Cortaram-se 15 corpos de prova com 7,6cm de comprimento e
6,3cm de largura a partir de uma só folha.

Determinação
Deslocou-se o sistema pendular (100g) em sua posição inicial fixando-se a trava. Centrou-se
a amostra nos encaixes com o lado inferior cuidadosamente ajustado na base da garra. Em
seguida, Fixaram-se as folhas nas garras de modo que a largura do corpo de prova de 6,3 cm
ficasse na vertical. Utilizaram-se a mesma pressão em ambas as garras. Fez-se o corte inicial de
20 mm, acionando-se a navalha do aparelho. Soltou-se o pêndulo tão rápido quanto possível
anotando-se a leitura e prendeu-se no retorno sem alterar a posição do ponteiro.
Registrou-se as leituras da escala até a meia divisão (0,5g) mais próxima e, também o número
de corpos de prova usados nos ensaios. Não se considerou a leitura quando a linha de rasgo
desviou-se para um lado ou o rasgo não foi completo.

3.5 Resistência ao estouro


Amostragem
Retiraram-se as amostras segundo a norma “Amostragem de Papel e Papelão para Ensaios”
ABCP 1/69 e acondicionou-se segundo a norma “Acondicionamento de Papel e Papelão para
Ensaios” ABCP - P - 4-1970. Foram cortados 6 corpos de prova de 6,5 x 6,5 cm.

Determinação
Inicialmente certificou-se que o aparelho estivesse totalmente descarregado e que o ponteiro
carregador do manômetro indicasse zero. Depois se fixou o corpo de prova no aparelho e
aplicou-se a pressão hidráulica até ocorrer o estouro. Fez-se a leitura da resistência ao estouro
pelo ponteiro indicador, voltando-o a seguir para a carga zero. Executou-se 6 ensaios, 3 em cada
lado do papel. Não se fez ensaios em áreas contendo dobras, marcas d’água, manchas ou outras
imperfeições, bem como sobre as marcas ocasionadas pelo anel de fixação da amostra.
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4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 Gramatura

Tabela 1: Resultados obtidos experimentalmente, em g/m2, para o teste de gramatura do


papel
Medidas 127 130 129 132 128 Média: 129

4.2 Absorção de água (Teste de COBB)


Os resultados para o teste de absorção de água podem ser observados na tabela 2. A absorção
de água é dada pela equação 1.
A = (P1 - P) x100 (Eq. 1)
Onde:
A = Absorção de água em g/m2;
P = Peso inicial da amostra em g (amostra seca) e
P1 = Peso final da amostra em g (amostra com água).

Tabela 2: Resultados obtidos experimentalmente para o teste de Absorção de água (Teste de


COBB) do papel
Lado liso Lado rugoso
Papel seco Papel molhado Absorção de Papel seco Papel molhado Absorção de
(g) (g) água (g/m2) (g) (g) água (g/m2)
1,88 2,97 109 1,89 3,27 138
1,88 3,14 126 1,91 3,03 112
1,86 3,05 119 1,85 3,31 146
Média Média Média Média Média Média
1,87 3,05 118 1,88 3,20 132

4.3 Porosidade de papel e papelão

Tabela 3: Resultados obtidos experimentalmente, em segundos, para o teste de porosidade


do papel
Medidas 11,34 12,46 14,37 13,52 12,58 Média: 12,85s

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4.4 Resistência ao rasgo
Neste método, as folhas são rasgadas juntas através da força transmitida pelo pêndulo a
uma distância fixa, usando-se o aparelho de ELMENDORF. Este aparelho traz uma escala que
indica o trabalho executado em gf, quando 16 folhas são rasgadas juntas, para a distância total de
rasgo (4,3 cm x 2 x 16 = 137,6 cm ). Os resultados estão disponíveis na tabela 4.

Tabela 4: Resultados obtidos experimentalmente, em gf, para o teste de resistência ao rasgo


do papel para 15 corpos de prova
Medidas 23,5 25,5 27 Média: 25,3

Foram utilizados 15 corpos de prova, colocando-os no aparelho de Elmendorf de cinco


em cinco, ou seja, fez-se três vezes o ensaio. O valor da média das leituras obtido foi de L =
25,3gf (tabela 4) para os três ensaios, com isso calcula-se a resistência ao rasgo a partir da
equação 2.
15×L
E= (Eq.2)
n
Onde:
L = média das leituras obtida;
n = número de folhas ensaiadas de cada vez e
E= resistência ao rasgo em gf.
Substituindo os valores da tabela 4, tem-se que
E = 60,99 gf.

4.5 Resistência ao estouro

Tabela 5: Resultados obtidos experimentalmente, em Kgf/cm2, para o teste de


resistência ao estouro do papel para 6 corpos de prova
Lado liso Lado rugoso
3,8 3,1
3,1 3,1
3,0 2,7
Média: 3,3 Média: 2,96

Nesse método usa-se a aparelhagem tipo Müller a qual consiste em uma membrana que, por
efeito de pressão hidráulica provocada pela manivela do volante, vai-se elastecendo. Sobre essa
membrana coloca-se o papel, bem fixado, até arrebentar, registrando-se então essa pressão de
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arrebentamento. O método de determinação está descrito na norma ABCP P - 8/71. Os
resultados estão disponíveis na tabela 5.
A resistência ao estouro pode ser expressa pela média aritmética das leituras obtidas em
kgf/cm2 conforme a equação 3.
soma das leituras obtidas 18,8
M= = = 3,1333Kgf/cm2 (Eq. 3)
número de provas 6

5. CONCLUSÃO
Conclui-se que as análises descritas nesse relatório foram relevantes no aprendizado e na
familiarização dos alunos com os equipamentos envolvidos, bem como o entendimento da
importância de cada característica física do papel e o reflexo destas em sua utilização. Todos os
valores encontrados nos ensaios estavam dentro da especificação o que nos diz que o papel
analisado tem uma boa qualidade.

6. REFERÊNCIAS
 M.A.M. Brasil. VARIAÇÃO DAS CARACTERÍSTICAS E DAS PROPRIEDADE
FÍSICO-MECÂNICAS COM REFINAÇÃO DA CELULOSE SULFATO DE
MADEIRA DE Eucalyptus saligna SMITH. IPEF n.5, p.33-45, 1972.
 Polpa e Papel. Disponível em:
http://www.madeira.ufpr.br/disciplinasklock/polpaepapel/papelpropriedades2013.pdf
Acessado em 24/11/2017