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Universidade de São Paulo

Biblioteca Digital da Produção Intelectual - BDPI

Departamento de Saúde Materno Infantil - FSP/HSM Artigos e Materiais de Revistas Científicas - FSP/HSM

2010

A epistemologia genética de Piaget e o


construtivismo

Revista Brasileira de Crescimento e Desenvolvimento Humano, São Paulo, v. 20, n. 2, p. 361-366,


2010
http://producao.usp.br/handle/BDPI/14301

Downloaded from: Biblioteca Digital da Produção Intelectual - BDPI, Universidade de São Paulo
Rev
A Bras Crescimento
Epistemologia Desenvolvimento
Genética Hum. 2010; 20(2): 361-366
de Piaget e o Construtivismo ARTIGO
Rev Bras Crescimento Desenvolvimento Hum. DE OPINIÃO
2010; 20(2): 351-360
OPINION ARTICLE

A EPISTEMOLOGIA GENÉTICA DE PIAGET E O


CONSTRUTIVISMO

PIAGET’S GENETIC EPISTEMOLOGY


AND CONSTRUCTIVISM
Luiz Carlos de Abreu 1
Márcio Alves de Oliveira 2
Tatiana Dias de Carvalho 3
Sonia R. Martins 2
Paulo Rogério Gallo 4
Alberto Olavo Advíncula Reis 5

Abreu LCA et al. A epistemologia genética de Piaget e o construtivismo. Rev. Bras. Cresc.
e Desenv. Hum. 2010; 20(2): 361-366.
Resumo:
A Epistemologia Genética defende que o indivíduo passa por várias etapas de
desenvolvimento ao longo da sua vida. O desenvolvimento é observado pela sobreposição
do equilíbrio entre a assimilação e a acomodação, resultando em adaptação. Assim, nesta
formulação, o ser humano assimila os dados que obtém do exterior, mas uma vez que já tem
uma estrutura mental que não está “vazia”, precisa adaptar esses dados à estrutura mental
já existente. O processo de modificação de si próprio é chamado de acomodação. Este
esquema revela que nenhum conhecimento chega do exterior sem que sofra alguma alteração
pelo indivíduo, sendo que tudo o que se aprende é influenciado por aquilo que já havia sido
aprendido. A assimilação ocorre quando a informação é incorporada às estruturas já pré-
existentes nessa dinâmica estrutura cognitiva, enquanto que a adaptação ocorre quando o
organismo se modifica de alguma maneira de modo a incorporar dinamicamente a nova
informação. Por fim, de um pensamento moderno que, buscando a síntese inusitada entre o
biológico e o lógico-matemático, parece encontrar seus limites na desconstrução ainda
mais inusitada a que tende sistematicamente todo o pensamento na atualidade: a de si
mesmo se construindo de modo essencialmente esclarecido.

Palavras-chave: assimilação; estrutura cognitiva; construtivismo; Piaget.

1 Professor. Departamento de Morfologia e Fisiologia da Faculdade de Medicina do ABC.


2 Docentes do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia de São Paulo – IFSP.
3 Pesquisador. Departamento de Morfologia e Fisiologia da Faculdade de Medicina do ABC.
4 Professor. Departamento de Saúde Materno-Infantil da Faculdade de Saúde Públicas da USP.
5 Professor Associado. Departamento de Saúde Materno-infantil da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo.
Correspondência para: abreu.luizcarlos@gmail.com

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Abstract:
The Genetic Epistemology argues that the individual goes through various stages of
development throughout his life. The development is seen by the overlap of the balance
between assimilation and accommodation, resulting in adaptation. Thus, in this formulation
humans assimilate the data they obtain from the outside, but once they already have a
mental structure that is not “empty”, they must adapt these data to the existing mental
structure. The process of change itself is called accommodation. This scheme reveals that
no knowledge comes from outside without suffering any change by the individual, and
everything that is learned is influenced by what was learned. Assimilation occurs when
information is incorporated into pre-existing structures in this dynamic cognitive structure,
while the conversion occurs when the organism is changed in some way to incorporate the
new information dynamically. Finally, a modern thought that seeking the unusual synthesis
between the biological and logical-mathematical seems to find its limits in the deconstruction
even more unusual that tends systematically all thought at present: the self developing in a
essentially clarified way.

Key words: assimilation; cognitive structure; constructivism. Piaget.

INTRODUÇÃO uma reflexão sobre os princípios fundamentais


das Ciências: Episteme (Ciência, no sentido
O trabalho do epistemólogo suíço Jean mais amplo, para os gregos, e, sobretudo, mas
Piaget é, sem dúvida alguma, uma das princi- não apenas, fundamentos do conhecimento
pais contribuições ao entendimento de como científico, para nós modernos) + logos (trata-
o ser humano se desenvolve1. A Epistemologia do, estudo), destacando, o autor, sua preocu-
Genética proposta é essencialmente baseada pação metodológica a respeito da forma como
na inteligência e na construção do conheci- o conhecimento surge no ser humano, inclusi-
mento e visa responder à questão não só de ve das raízes mesmas do conhecimento mais
como os indivíduos, sozinhos ou em conjun- elementar, as quais não se absolutizam em um
to, constroem conhecimentos, mas também conhecimento primeiro, como, aliás, adverte o
por quais processos e por que etapas eles con- próprio Piaget logo na introdução: a grande li-
seguem fazer isso1,2. ção contida no estudo da gênese ou das gêne-
A tese fundamental do pensamento ses é, pelo contrário, mostrar que não existem
piagetiano é a de que somente uma visão jamais conhecimentos absolutos1,2.
desenvolvimentista e articulada do conheci- E nesse sentido, ele destaca que a
mento – quer dizer não calcada em estruturas Epistemologia Genética objetiva explicar a
pré-formadas, sejam racionalistas, focadas na continuidade entre processos biológicos e
anterioridade do sujeito, sejam empiristas, cognitivos, sem tentar reduzir os últimos aos
focadas na do objeto — pode prover uma res- primeiros, o que justifica, e ao mesmo tempo
posta a problemas que, tradicionalmente, são delimita, a especificidade de sua pesquisa
evitados pela filosofia de caráter meramente epistemológica: o termo genético.
especulativo1-5. Ainda, destaca que a inteligência é a
O nome Epistemologia Genética, dado solução de um problema novo para o indiví-
por Piaget a sua obra, denota a sua principal duo, sendo uma coordenação dos meios para
preocupação. A Epistemologia é definida como atingir certo fim, o qual não é acessível de

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maneira imediata; daí o método genético, es- cetíveis de se fecharem” enquanto tais, ele tem
sencialmente retrospectivo. Já o pensamento é duração, em média, até os 11 - 12 anos. E quan-
a inteligência interiorizada e se apoiando não to, especificamente, ao nível de equilíbrio pró-
mais sobre a ação direta, mas sobre um simbo- prio, este acontece aqui por volta dos 9 - 10 anos.
lismo, sobre a evocação simbólica pela lingua- Estágio 4: operatório formal, que se ini-
gem, pelas imagens mentais. cia ao final do terceiro e no qual o ser humano
Mas como diz Piaget, ainda anterior ao permanece por toda a vida adulta, atingindo
objeto constituído simbolicamente enquanto tal um estado de equilíbrio próprio por volta dos
por um, apenas por então, efetivo sujeito do 14 – 15 anos de idade.
conhecimento, existe enquanto ação direta, re- Independentemente do estágio em que
trospectivamente falando, a zona de contato os seres humanos se encontram, a aquisição de
entre o corpo próprio e as coisas [onde] eles conhecimentos segundo Piaget acontece por
[sujeitos determinados apenas enquanto deter- meio da relação sujeito/objeto. Esta relação é
minam simultaneamente seu objeto] se empe- dialética e se dá por processos de assimilação,
nharão, então, sempre mais adiante nas duas acomodação e equilibração, num desenvolvi-
direções complementares do exterior e do in- mento sintético mútuo e progressivo. O dina-
terior, e é desta dupla construção progressiva mismo da equilibração acontece por meio de
que depende a elaboração solidária do sujeito sucessivas situações de equilíbrio - desequilí-
e dos objetos1,2. brio - reequilíbrio que visam, por assim dizer,
Nesse sentido, ele sugere que há evolu- “dominar” o objeto do conhecimento que vai
ção natural-cognitiva da aquisição de conheci- se constituindo nesse processo1-9.
mentos. Assim, há quatro estágios nos quais A necessidade de conhecimento do ob-
os sujeitos são quiescentes para evoluírem, de jeto pelo sujeito leva-o a executar desde sim-
um estado de total desconhecimento do mun- ples ações até operações sobre o objeto. Por
do que o cerca até o desenvolvimento da capa- um lado, os estágios foram estabelecidos
cidade de conhecer o que ultrapassa os limites evolutivamente, a partir do que inicialmente
do que está a sua volta1,2. faltava enquanto pura necessidade ainda não
Estágio 1: do nascimento até aproxima- identificada com um objeto específico en-
damente dois anos de idade, a criança se en- quanto tal, até que se chegasse à capacidade
contra no estágio sensóriomotor, atingindo um de realizar operações formais pelas quais se
nível de equilíbrio biológico e cognitivo que abstrai de um objeto visto subjetivamente
permite constituir uma estrutura linguística, isto como puramente em si, e isso após a consti-
é propriamente conceitual; e isso por volta dos tuição para si de objetos propriamente con-
12 - 18 meses. cretos.
Estágio 2: terminado este período, ela Mas, por outro lado, para além de um
adentra no estágio pré-operatório, calcado na puro fluxo contínuo abstratamente
constituição ainda incipiente de uma estrutura determinante dos estágios em seu abstrato
operatória, e permanece nele até completar para si, as próprias operações perpassariam
mais ou menos 7 - 8 anos, sendo que o equilí- três grandes etapas estruturantes que as leva-
brio próprio é atingido aqui quando a criança riam a se libertar da duração objetivamente
está com a idade de 4 - 5 anos. do contexto psicológico das ações do sujeito,
Estágio 3: operatório concreto. Com iní- com o que estas comportam de dimensão cau-
cio no final do segundo estágio e calcado na sal, para finalmente atingirem esse caráter
capacidade de coordenar ações bem ordenadas extemporâneo, essencialmente estrutural e
em “sistemas de conjunto ou ‘estruturas’, sus- pensado apenas através da reconstituição de

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sua gênese temporal, que é próprio das liga- Desta maneira, o objetivo da
ções lógico-matemáticas depuradas10-12. Epistemologia Genética é, em última instân-
A primeira dessas três etapas perpassa- cia, prover e expor os desvendamentos bem
das pelas operações é o da função semiótica, como abarcar as raízes das diversas varieda-
ou seja, a interiorização em imagens e a aqui- des de conhecimento, e isso desde as suas for-
sição da linguagem permitem “a condensação mas mais elementares até a evolução observa-
das ações sucessivas em representações simul- da nos níveis seguintes, inclusive no
tâneas”, estruturando-se aí um quadro operativo pensamento científico.
conceitual ainda incipiente a partir de um A ênfase está, portanto, na construção,
esquematismo pré-lógico já constituído por ou melhor, na reconstrução dos caminhos pe-
uma percepção espaço-temporal de caráter los quais o indivíduo evoluiu de um estado ini-
sensóriomotor; nos termos, portanto, do segun- cial pré-linguístico até um determinado estado
do estágio natural-cognitivo de aquisição dos atual, onde é amplamente capaz de um
conhecimentos, o que se dá, precisamente, por formalismo linguístico.
volta dos 18 meses - 2 anos1,2. Logo, é uma teoria estruturalista na qual
A segunda das etapas coincide com o o conhecimento é um processo se estruturando
início do terceiro estágio, das operações con- e não um estado já cristalizado; e nesse senti-
cretas, coordenando as antecipações e as do é uma teoria realista, propriamente em opo-
retroações que chegam a uma reversibilidade sição seja ao empirismo seja a um racionalismo
suscetível de refazer o curso do tempo e de idealista, a priori de tipo kantiano, pois o de-
assegurar a conservação dos pontos de parti- senvolvimento da criança é, sobretudo, um pro-
da, porém de modo ainda demasiado preso aos cesso histórico; segundo duas direções: a
objetos percebidos concretamente como em si psicossocial e a de um espontaneismo biológi-
mesmos. co, o qual remete a certo realismo de tipo natu-
Apenas numa terceira etapa, o sujeito do ralista1,2.
conhecimento supera o real e insere-se no pos- Assim, Piaget busca diferenciar de uma
sível, ou seja, consegue de modo paradoxal mera associação positivista a estruturas linguís-
extemporaneamente “relacionar diretamente o ticas, em última instância pré-determinadas e
possível ao necessário sem a mediação indis- de fundo essencialmente empirista, algo como
pensável do concreto”. uma assimilação dos conteúdos por esquemas
Dentre as teorias do conhecimento já essencialmente objetivos, que vão se
elaboradas, é possível que a Epistemologia estruturando extemporaneamente conforme o
Genética seja uma das mais completas, e jus- desenvolvimento natural-cognitivo do próprio
tamente pela negligência de um estudo mais sujeito do conhecimento; tendência mútua de
sistemático das origens naturais-cognitivas continuidade e ruptura que vai retrospectiva-
do conhecimento por parte de uma mente além das operações causais sobre obje-
epistemologia mais tradicional, se seguirmos tos para operar abstratamente sobre o próprio
o que diz o próprio Piaget na introdução desta processo operativo, reconhecido lógico-mate-
sua obra, ela seria completa não só porque maticamente como sendo o de assimilação dos
abrange a aquisição de conhecimentos pelo conteúdos; e isso conforme três tipos de pro-
homem, desde o nascimento até a idade adul- cessos1-12:
ta, mas também porque ela procuraria res- 1. Assimilação generalizadora: ocorre
ponder, com certo nível de detalhamento prá- quando esquemas estruturantes se modificam
tico e teórico, quais são os processos de modo a assimilar novos e problemáticos
naturais-cognitivos dessa aquisição1,2. objetos da realidade em função de uma totali-

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dade esquematicamente ainda mais maiores contradições, através da ênfase numa


generalizante, tendendo mesmo à formalização. tendência naturalista-cognitiva.
2. Assimilação reconhecedora De qualquer forma, destaca-se que os dois
(discriminante): é a capacidade desses esque- conceitos fundamentais da teoria piagetiana, e de
mas de buscarem os objetos seletivamente a um alcance epistemológico fundamental, são os
partir de uma ou mais características dos obje- conceitos de assimilação e adaptação, e que por
tos experienciados, estruturados estes apenas eles se busca, com acertos e desacertos típicos da
a partir da ativa construção lógico-matemática atual fase da modernidade, um processo dinâmi-
de um efetivo sujeito do conhecimento. co que dê conta justamente desse limite tênue
3. Assimilação recíproca: neste caso, entre o natural e o social numa realidade moder-
dois ou mais esquemas se fundem em uma to- na complexa como a nossa.
talidade generalizante de maior hierarquia, pois A assimilação ocorre quando a informa-
para Piaget só nos aproximamos da estrutura ção é incorporada (sob forma modificada ou
das coisas por aproximações sucessivas, nun- não) às estruturas já pré-existentes nessa dinâ-
ca definitivas. mica estrutura cognitiva, enquanto que a adap-
Quanto ao alcance epistemológico e tação ocorre quando o organismo se modifica
mesmo pedagógico do construtivismo de alguma maneira de modo a incorporar dina-
piagetiano, bastante influente no processo edu- micamente a nova informação1,2.
cativo das últimas décadas, poder-se-ia fazer E assim os estágios piagetianos se consti-
apenas crítica genérica de seu processo de tuem em diferentes esquemas de interação entre
solidificação conceitual e prática, destacando- o sujeito e o mundo externo, com mútuas deter-
se a incapacidade do sistema educacional, e não minações destes e daqueles conforme uma com-
só dele, em formar professores com condições plexa estrutura natural-cognitiva que se constitui
de aplicar essa teoria essencialmente na medida em que a inteligência rompa tanto com
desenvolvimentista na situação real de uma a naturalidade objetiva em si quanto com a sub-
crise dos paradigmas modernizantes calcados jetiva para si, reflexo, de um pensamento moder-
num sentido efetivo do progresso humano. no que, buscando a síntese inusitada entre o bio-
Contexto esse que reflete, portanto, mais lógico e o lógico-matemático, parece encontrar
do que uma mera deficiência do sistema esco- seus limites na desconstrução ainda mais inusi-
lar, numa crise social que alcança o próprio tada a que tende sistematicamente todo pensa-
sistema de conhecimentos historicamente es- mento na atualidade: a de si mesmo se construin-
tabelecidos com certa naturalidade, seja físi- do de modo essencialmente esclarecido.
co-mecânico ou mesmo lógico-matemático de Assim, é de se concordar que: são os com-
fundo biológico, ainda que intersubjetivamente portamentos, não as pessoas, que estão em está-
constituído. gios; a idade é um indicador e não um critério de
E nesse sentido, para além das dificul- desenvolvimento; é a necessidade lógica, não a
dades meramente conjunturais de estruturação verdade, a questão central; a construção do co-
cognitiva, por mais absolutas que pareçam e nhecimento não é uma tarefa individual, mas so-
paradoxalmente o são, é necessário considerar cial; e que as estruturas de conjunto são critérios
um certo caráter patológico da própria estrutu- formais mais do que entidades funcionais12,13.
ração social1,2. O que parece alcançar mesmo Ainda, que não há apenas um, mas múltiplos per-
o próprio nível de uma suposta naturalidade cursos desenvolvimentistas, e que o que os sujei-
biológica e que direciona as expectativas so- tos fazem ao raciocinar não é seguir regras lógi-
ciais e individuais de estruturação formal pro- cas, mas agir e operar em conteúdo e significado,
gressiva da realidade no sentido de diluir aí no desempenho da compreensão epistêmica.

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Recebido em 02 de julho de 2010


Modificado em 15 de julho de 2010
Aceito em 30 de julho de 2010

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