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Operações Unitárias - I

Universidade Federal do Maranhão - UFMA


Centro de Ciências Exatas e Tecnologia - CCET
Departamento de Tecnologia Química - DETQI

Aula 1 – Sistemas Fluidomecânicos

Profa. Dra. Marcela Kotsuka da Silva

Engenharia Química – 2014.2


Introdução

§  Os Processos de Separação constituem uma etapa fundamental da


Fabricação na Indústria Química. Para que o processo reacional decorra de
acordo com as especificações definidas, é necessário que as matérias
primas sejam introduzidas no reator com o grau de pureza adequado, o que
implica, num processo prévio de tratamento/purificação destas. Ou seja, as
correntes de entrada no equipamento passam, quase sempre, por unidades
prévias de separação. O mesmo acontece com os produtos.

§  Os processos de separação são variados e a seleção mais adequada para


um determinado tratamento depende das características da alimentação a
tratar e dos objetivos a atingir assim como de fatores econômicos. A noção
de processo de separação está intimamente ligada à de Operação Unitária.
Este conceito foi introduzido na Engenharia Química, pela primeira vez, por
Little, A. em 1915 e foi essencial para a sistematização do ensino dos
processos químicos.
Introdução

Operação Unitária são as etapas individuais existentes em um processo,


visando o tratamento/separação/transporte físico de material e/ou energia

As técnicas das Operações Unitárias são baseadas nos fenômenos de


transporte.

→ Transferência de Quantidade de Movimento OP I sedimentação,


bombas, ciclones, moagem, etc.

→ Transferência de Calor OP II: trocadores de calor, secagem,


evaporadores, umidificadores, etc.

→ Transferência de Massa OP III: destilação, extração, absorção, adsorção,


etc.
Sistemas Fluidomecânicos

§  Conjunto de dispositivos cuja função está em adicionar ou extrair


energia para (ou de) um fluido em trabalho. Este fluido pode estar
confinado entre as fronteiras do sistema formado pelos equipamentos ou
escoar através destas fronteiras.

§  Entende-se, então, como Operações Unitárias de Sistemas


Fluidomecânicos as etapas de um processo em que está presente a
movimentação (transporte, agitação, etc...) de fluidos ou mistura sólido/
fluido por meio de máquinas fluídicas, as quais promovem a troca de
energia entre um sistema mecânico e fluido, transformando energia
mecânica em energia de fluido ou vice-versa.

ü  Transporte de Fluidos: tubulações, acessórios e dispositivos de controle


de fluxo

ü  Deslocamento de Fluidos: bombas, compressores e sopradores


Sistemas Particulados
§  Existe a preocupação relativa ao entendimento fenomenológico da
interação sólido/fluido e sólido/sólido envolvendo ou não o efeito de
dispositivos Fluidomecânicos.

§  Tais sistemas estão, então, associados às operações de transporte, mistura,


separação e modificação de tamanho de sólidos: leitos fixos e móveis de
partículas; centrifugação sólido/líquido; agitação de mistura; ciclones,
hidrociclones, sedimentação e filtração; transporte pneumático e
hidráulico de sólidos.

§  Ressalta-se que os sistemas fluidomecânicos e particulados, geralmente,


coexistem. Um exemplo é a Floculação em que há, concomitantemente,
a adição de energia no sistema para movimentar o mesmo (agitação),
assim como as formação de aglomerados de partículas.
Princípios dos Sistemas Particulados
§  A essência das Operações Unitárias associadas a estes Sistemas é a
movimentação de matéria. No caso do transporte de fluidos, este
normalmente ocorre no interior de tubulações, entendendo-as como o
conjunto formado por dutos (usualmente tubos), acessórios (cotovelos, tês,
etc...) e dispositivos de controle de fluxo (válvulas).

§  Este tipo de transporte é responsável pelo deslocamento de fluidos entre os


tanques de estocagem e as unidades de processamento nas plantas industriais
e entre grandes distâncias, tais como minerodutos, oleodutos e gasodutos. Tal
deslocamento é promovido por Bombas, no caso de fluidos incompressíveis, e
Compressores, no caso de fluidos compressíveis, os quais oferecem energia
necessária para haver escoamento.

§  Seu dimensionamento depende do conhecimento das Perdas de carga


ocasionadas nas seções retas e nos acessórios que compõem o Sistema de
escoamento (tubulação), bem como da própria natureza do fluido.
Reologia
§  A definição clássica de fluido está associada à capacidade de a matéria
responder à ação de uma força externa aplicada sobre a mesma. Desta
resposta é possível classificar tal fluido por Reologia. Esta última estuda a
deformação e o escoamento de um fluido quando submetido (ou não) a
uma Tensão externa.

n
! dux $
τ = τ0 + k# & Índice de
" dy % comportamento
do fluido
Tensão mínima
de cisalhamento
Índice de
consistência
Fluidos não-Newtonianos
§  Os fluidos (líquidos) não-Newtonianos são classificados de acordo com a
resposta, no tempo, que oferecem ao cisalhamento.

Fluidos que não necessitam de uma tensão inicial para escoar

Lei de Potência
n
! dux $
τ = k# & Equação de
" dy % Ostwald de Waele

n <1 Pseudoplásticos

n >1 Dilatantes
Fluidos não-Newtonianos
Fluidos que necessitam de uma tensão inicial para escoar

Plásticos de Bingham Herschel-Bulkley


n
! dux $ ! dux $
τ = τ 0 + µp # & τ = τ0 + k# &
" dy % " dy %
Fluidos que não-Newtonianos e dependentes do tempo

ü  Tixotrópicos ou afinantes: apresentam estruturas que podem ser rompidas


por ação cisalhante no tempo, ao sofrer cisalhamento tem sua viscosidade
diminuída (gel de cabelo)

ü  Reopéticos: são capazes de desenvolver ou rearranjar tais estruturas


enquanto são submetidos à tensão de cisalhamento constante, ao sofrer
cisalhamento tem sua viscosidade aumentada (maionese caseira)
Dinâmica de Fluidos
§  O entendimento do Escoamento de Fluidos requer balanços de massa e
quantidade de movimento aplicados ao desenvolvimento de equações
apropriadas para os fenômenos a serem analisados. Tal análise pode, em
princípio, englobar regimes transientes ou permanentes, assim como
geometrias complexas (2 e 3D) ou simples (1D).

§  A descrição da fluidodinâmica, em termos de modelos matemáticos, dá-se por


Equações de conservação da Massa e Quantidade de Movimento.

Conservação de Massa ∂ρ
+ ∇ρu = 0
∂t

Conservação de Quantidade
∂ρu
+ ∇ρuu = −∇τ + ρ g − ∇p
de Movimento ∂t
Dinâmica de Fluidos
Para escoamentos estacionários, unidimensional, normal na direção z e fluido
incompressível:

∂τ d # u 2 & dgz dp
− = % (+ +
ρ∂z dz $ 2 ' dz ρ dz

Considerando escoamento invíscido (ideal μ= 0)

u2 p
+ gz + = 0
2 ρ
u12 p1 u22 p2
+ gz1 + = + gz2 +
2 ρ 2 ρ

Equação de Bernoulli
Atrito Mecânico e Perda de Carga
§  Perda de energia associada as irreversibilidades do escoamento. O Atrito é
responsável pela perda distribuída e as mudanças na direção a perda
localizada.

§  No caso de fluido não invíscido (viscoso) é fundamental o conhecimento da


ação das forças cisalhantes. Os resultados desta ação são expressos na forma
do Coeficiente de Tensão Viscosa:

4τ Obtém-se a força viscosa e a energia dissipada por


Cτ = 2
unidade de comprimento, que quando integrada
ρ u fornece a energia mecânica perdida
2
§  Do balanço da quantidade de movimento, considerando agora a energia
associada à tensão viscosa:

1 dτ τ " Pe % Cτ u 2
eL = ∫ ρ dz
≅ ∫ $ ' dz
ρ# A &
eL = ∫ 2DH
dz
Atrito Mecânico e Perda de Carga
§  Supondo escoamento incompressível, tem-se que a velocidade será constante e
o coeficiente de dissipação não variará ao longo do tubo. Integrando eL no
comprimento linear de 0 a L, ainda sabendo que DH = D para uma tubulação
circular:

u2 ! L $ Coeficiente de dissipação
eL = Cτ # & Cτ viscosa de Moody
2 "D%
§  Este coeficiente se associa a outro de mesma interpretação física:

Cτ τ L
f= Fator de atrito de Fanning
f= 2
2
eL = 2 fu
ρ u D
4 2
Dividindo por g
u2 L
hL = 2 f Equação de Darcy-Weisbach
g D
Atrito Mecânico e Perda de Carga
§  Pelo Diagrama de Moody, o qual permite obter o valor de f em função do
número de Reynolds, nota-se que no Regime Turbulento, o valor do fator de atrito
de Fanning é influenciado pela rugosidade relativa da parede:

ε Rugosidade média da tubulação


kr =
D
§  Para o Regime Laminar tal relação para tubos é dada por:

16
f=
Re
§  Se tratando de escoamentos de fluidos não-Newtonianos, existem correlações
válidas para o escoamento turbulento, as quais seguem o Modelo de Waele,
com número de Reynolds modificado.
ρ D n(2−n)u
Re' = n
k " 6n + 2 %
$ '
8# n &
Correlações de fator de atrito para fluidos Newtonianos
Autor correlação rugosidade observação
0, 079
Blasius f= liso 4x103 <Re< 1x105
Re 0,25
1
von Karman f
(
= 4, 06 log Re f − 0, 6 ) liso turbulento

1
von Karman = 4, 06 log ( 0, 5 kr ) + 3, 36 rugoso turbulento
f
1
Nikuradase
f
(
= 4, 0 log Re f − 0, 4) liso turbulento

1
Nikuradase = 4, 0 log ( 0, 5 kr ) + 3, 48 rugoso turbulento
f
!( 0, 5 / k ) / Re f # > 0, 005
" r( )$
Colebrook rugoso transição
1 " 0, 5 / kr %
= 4, 0 log ( 0, 5 kr ) − 4, 0 log $$1+ 9, 355 '' + 3, 48 ! 0, 5 / k / Re f # > 0, 005
f # Re f & "( (
r) $ )
Correlações de fator de atrito para fluidos não-Newtonianos

Autor correlação
1 2 ( ! f $(1−n/2) + 0, 2
Dodge e Metzner (1959) = 0,75 log *Re' # & - − 1,2
f n *) " 4 % -, n

1 ' ! f $(1/2) *
Tomita (1959) = 2 log )Re' # & , − 0, 2
f )( " 4 % ,+

2, 27 ( " f %
(1−n/2) +
1 1, 35 " 5n − 8 %
= −1, 48 + log *Re' $ ' - + 0, 34 $ '
Clapp (1961) f n n *) # 4 & -, # n &

1 " 10 − β /2 % 1 (ε +
= −2 log $ (2−n)/2n '
+ * -
Szilas et al. (1981) f # Re'( f ) & 3, 71 )D,
! 0, 707 $ 4, 015
β = 1, 511/n # + 2,12 & − −1, 057
" n % n
1 −2 ( 1 " ε % " 6,81 %0,9 +
= 0,35 log * $ '+$ ' -
Cremasco e Santana (1987) f n *) 3, 71 # D & # Re' & -,
Perda de Carga em Acidentes
§  Um fluido escoando passa por tubos, válvulas, conexões, acessórios diversos,
onde ocorrem variações da área de escoamento. Haverá perda de carga,
em consequência do resultado do atrito com a parede, da alteração na
direção, obstruções na trajetória do fluido e trocas abruptas ou graduais na
área.

§  Em acessórios, as perdas, decorrem da separação de uma camada do


escoamento e da formação de correntes turbulentas. Estas últimas
transformam Energia Mecânica em Cinética que se converte em Calor, o
qual se dissipa.

§  As perdas oriundas destes fenômenos, denominam-se Localizadas


(acidentes) ou Singulares. Duas são as maneiras de estimar o valor destas
perdas: Método do coeficiente de perda de carga localizada (kf), Método do
comprimento equivalente (Leq).
Coeficiente de Perda Localizada (kf)
§  Experimentalmente, observa-se que a perda de carga em acessórios é
constante no regime turbulento e tem uma relação linear com o termo de
energia cinética.
u2
hL = k f
2g
§  No regime laminar, a determinação de kf é mais complexa e necessita de
constatação experimental em diferentes Re.

§  No caso de contrações e expansões, parte da Energia Potencial se dissipa


nos turbilhões. Deve-se levar em consideração os diâmetros envolvidos e a
velocidade média no tubo de menor dimensão. Na contração total (saídas
de tanques e reservatórios) o valor da perda em uma saída depende da
geometria desta, podendo ser suave ou abrupta. Na contração turbulenta,
existe o fenômeno de descolamento de uma porção de uma camada de
fluido em virtude da inércia, com formação convena contracta e a
aceleração temporária do fluido.
Tabela 1: Valores de kf de válvulas e acessórios (Cremasco,2012)
Comprimento Equivalente (Leq)
§  Comprimento de duto no qual o fluxo sofre a mesma perda no acidente, sob
as mesmas condições, ou seja, é o comprimento de tubo que apresentaria
perda de carga igual a do acessório em questão. Assim, a perda de energia
é expressa por: 2
u Leq
hL = 2 f
g D
§  O comprimento total de uma tubulação, considerando os acessórios nela
contidos então será:

n
L = Lreto + ∑ Leqi
i=1

Leq
Tabela 2: Comprimento equivalente (m) (Cremasco, 2012)
Tabela 2: Comprimento equivalente (m) (Cremasco, 2012)
Exemplo 2

L1
Válvula de
retenção

L2 Válvula de
regulagem
L3 L4 Cotovelo
de 900
Cotovelo
de 900

L5

Válvula de
pé e crivo
Exemplo 2

L1 L2 L3 L4 L5

L = soma dos comprimentos dos trechos retilíneos da tubulação

+
Soma dos comprimentos equivalentes correspondentes às peças especiais

Comprimento total