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O PROJETO DE SEGURANÇA Por Mauro Nadruz

O projeto é um estudo técnico, materializado em um meio físico (papel) ou mídia eletrônica (em
PDF, CAD, COREL DRAW), representando uma ideia construtiva de um objeto, um prédio e até de
um processo. A palavra é oriunda do termo em latim projectum que significa “algo lançado à
frente”. Por esse motivo, projeto também pode ser uma medida qualquer que vai ser realizada no
futuro. O projeto de segurança é a representação das estratégias desenvolvidas para a proteção de
alguma pessoa, grupo, recurso ou local mantendo-se a eficiência e o baixo custo operacional de
processos e equipamentos.
Seu objetivo é atender a necessidade de proteção e prevenção,
contra possíveis ameaças ou perdas. Sua função é garantir
continuidade funcional, a tranquilidade dos usuários de um local e
ser adaptável aos novos e criativos atentados à segurança que
porventura sejam praticados.
Ele baseia-se nas análises técnico científicas de prováveis riscos
reais, obtidos através de entrevistas, dados criminalísticas,
ocorrências passadas no local ou em locais de atividade semelhante,
sem os quais, não poderíamos justificar os investimentos, ficando no
plano da suposição (achismo), como é comum entre empresas
instaladoras de segurança.
O objetivo destas é prover os equipamentos e implantá-los. Seu conhecimento está na tecnologia
em si e nas conexões/programações dos mesmos. Existem dois tipos de projetos: o conceitual e o
executivo. Ambos são calcados nas mesmas informações descritas acima. O conceitual aponta em
planta ou desenho, todos os pontos de equipamentos como sensores, câmeras e localização de suas
centrais. Muitos não distinguem o ângulo ou altura do equipamento como também não especificam
os caminhos e tipos de tubulação de infraestrutura necessária para a instalação. Neste caso, a
empresa instaladora será a responsáveis por determinar estes trajetos, muitas vezes necessitando
de um profissional especializado (engenheiro ou arquiteto) para materializar os caminhos físicos das
tubulações, suas bitolas e metragens que comportarão todo o cabeamento e pontos de energia
necessários para o funcionamento do sistema de segurança. Já o projeto executivo, aponta além das
infraestruturas necessárias, todos os pontos de equipamentos, alturas, ângulos de captação e,
muitas vezes o tipo de armário ou projeto do móvel onde ficarão acomodados os equipamentos e
suas centrais, no breaks, fontes de alimentação, etc.
É parte integrante de um projeto executivo o memorial descritivo técnico, onde estarão descritas as
informações necessárias para o entendimento da instalação e a lista dos equipamentos, fiações e
acessórios com suas características técnicas e quantidades. Existe ainda um terceiro tipo de projeto
denominado semi-executivo. Este contempla a maioria dos itens do executivo, determinando os
caminhos prováveis das conexões e tubulações, porém sem especificar quantidade e seus trajetos
físicos finais. O projeto semi-executivo é o mais apropriado quando um prédio está ainda em fase de
criação, quando então, todas as infraestruturas (elétrica, hidráulica, lógica, etc.) serão projetadas
em conjunto, evitando-se complicações ou impossibilidades estruturais como o caso de
interferências eletromagnéticas passíveis de acontecer quando eletricidade e lógica compartilham
caminhos paralelos sem as devidas proteções.
Um projeto realizado por profissionais capacitados e experientes trará inúmeras vantagens desde a
redução de custos na implantação, como na otimização da operacionalidade, gestão, número
reduzido de agentes ou até na automação e eficiência de alertas.
Na maioria das vezes, um bom projeto terá seu custo amortizado em questão de meses devido a
otimização dos recursos, normalmente com equipamentos bem posicionados que oferecem dupla
função, como a redução em número de funcionários (uma conta sempre de custo permanente) e
pela pouca necessidade de manutenções preventivas ou reparadoras. Também ele balizará os
orçamentos de diferentes empresas, geralmente um pesadelo para quem irá adquirir, devido às
inúmeras propostas díspares apresentadas, ficando o cliente sem saber quem está certo. Na
verdade, nenhum deles pois, suas propostas não estão embasadas nos riscos e necessidades reais,
apenas na venda.
A segurança pode ser descrita como um jogo entre o bem e o mal onde o bem está sempre atuando
no preventivo, pensando antecipadamente nas possíveis ações do mal. Quanto mais eficiente for à
segurança menores as chances de ataque, menores as perdas e impactos em caso de ocorrência e
mais rápida será a recuperação à normalidade.
Mauro Nadruz - Gestor em Segurança da Activeguard, pós-graduado em gestão estratégica da segurança, analista e professor.