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REDE DE ENSINO DOCTUM

Diretoria de Educação a Distância (EaD)

REVISÃO DE METODOLOGIA CIENTÍFICA – PROVA PRESENCIAL – 2ª ETAPA


DE NOTAS (20/11/2017)

Caro Acadêmico (a),

Estamos caminhando para o encerramento dos estudos da disciplina de Metodologia


Científica do segundo semestre letivo de 2017. Foi um período de muitas
descobertas, dedicação, estudos e principalmente aprendizagem. Nossas interações
e mediações no AVA (ambiente virtual de aprendizagem) foram muito importantes
nesse processo de construção e reconstrução do conhecimento, mas
especificamente, nas discussões da Metodologia Científica.

Agora é hora de se preparar com empenho para a nossa última atividade avaliativa,
que será a aplicação da Prova Presencial, no dia 20/11/2017 (segunda-feira).

Sendo assim, com o objetivo principal de revisar/revisitar os principais conteúdos a


serem cobrados para a realização da Prova Presencial de Metodologia Científica,
apresentamos essa pequena síntese que poderá em muito, lhe ajudar na
preparação e realização de uma boa avaliação.

Mas preste muita atenção, o estudo dessa pequena síntese, não dispensa a leitura
mais aprofundada dos guias de estudo de Metodologia Científica das semanas
disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem (AVA).

Uma dica muita importante, a saber: para a realização de uma boa prova de
Metodologia Científica estude esse resumo, juntamente com os guias de
estudo disponíveis no ambiente virtual de aprendizagem (AVA) e assista às
vídeo-aulas.

1
Serão cobrados, mais especificamente, na Prova de Metodologia Científica da 2ª
etapa de notas, os seguintes conteúdos, a saber:

 O que são as Referências e as maneiras corretas de utilizá-las;


 Os tipos principais de Fichamentos de Leitura;
 O que são os Resumos e seus tipos principais;
 O conceito, as partes básicas e os tipos de análise de uma Resenha;
 A conceituação dos Relatórios Científicos e seus principais tipos;
 Os elementos de um Projeto de Pesquisa;
 Caracterização de um artigo científico (elementos pré-textuais, textuais e pós-
textuais);
 Caracterização, tipos e estruturação de uma Monografia;
 Informações acerca da produção de textos acadêmicos (leitura e produção de
sentidos).

Bons estudos...

1. AS REFERÊNCIAS

As referências [consultadas] servem para dar maior cunho de credibilidade


e legitimidade ao trabalho e ao autor, além de conferir certo grau de
cientificidade ao trabalho e permitir ao leitor consultar as obras indicadas.
Toda referência [...] deve ser apresentada de forma técnica para permitir
pronta identificação. A forma de apresentação das referências [...] é
regulada pela ABNT, por meio da NBR 6023/2002. Em toda e qualquer
descrição de uma referência [...] deve ser acrescentado outros elementos
além dos mencionados nas normas reguladoras, desde que venham a
facilitar ao leitor melhor identificar e localizar o documento mencionado
(SANTOS, 2011, p. 325).

Ao falar em referências estamos nos referindo à busca científica que todo


pesquisador realiza em relação aos livros, artigos, periódicos e outras fontes do
trabalho acadêmico.

A referência das fontes pode aparecer em 3 momentos: em lista de referências;


usadas ao final das monografias, dissertações, projetos e artigos científicos. Quando
esta é utilizada em nota de rodapé, normalmente o pesquisador faz mais como
complementação de informações acerca do assunto e/ou ideia tratados em uma
2
página específica. Essas notas, remetem ao leitor à referência de obras que
aprofundam mais o tema em questão. Não dispensa, contudo, a organização que irá
prefigurar a lista no final do estudo das fontes fontes consultadas.

Se for usado o sistema alfabético, usar as seguintes regras: a lista começa pelo
último nome do autor e organizada por ordem alfabética. Alinhamento à esquerda.
Na mesma referência, o espaço é simples e a mudar de linha 1,5 cm. Sempre inicia-
se pela margem.

As referências devem conter: as informações essenciais das fontes


consultadas (elementos obrigatórios) e, opcionalmente, as informações
complementares (elementos que ajudam a melhor caracterizar a obra
referenciada).

A lista das fontes deve estar padronizada, ou seja, se é acrescentado algum


elemento complementar em uma referência, todas as demais devem também conter
tal informação, se for adequada a elas. Por exemplo, o número de páginas de um
livro, que podem se aplicar a todos os livros da lista. O que se recomenda? Apenas
o uso dos elementos essenciais.

Exemplificando...

Os exemplos de referências que apresentaremos não pretendem esgotar as muitas


possibilidades das fontes existentes. São apenas indicativos, podendo e devendo,
inclusive, ser utilizados e adaptados aos diferentes tipos de referências. Contudo,
sempre alertamos: pesquise a NBR 6023/2002 – ABNT!
Artigo de periódico:

AUTOR. Título: subtítulo do artigo. Título do Periódico (itálico), local (cidade) de


publicação, número de volumes, número de fascículos, páginas inicial-final, mês e
ano.

SOARES, Fabrício Emerick. Padre Júlio Maria De Lombaerde: diálogo entre


atuação missionária e política: evidências necessárias. Atualização, Belo Horizonte,
v.35, n.6, p.10-52, janeiro/abril de 2011.
Artigo de periódico em formato eletrônico:

3
AUTOR. Título: subtítulo do artigo. Título do Periódico (itálico), local (cidade) de
publicação, número de volumes, número de fascículos, páginas inicial-final, mês e
ano. Descrição física do meio eletrônico (disquete, CD-ROM) ou Disponível em:
<endereço eletrônico>. Acesso em: dia, mês e ano.

SOARES, Fabrício Emerick. Discurso Religioso, Laicidade e Espaço Público: notas


sobre a atuação política e missionária do Padre Júlio Maria De Lombaerde (1928-
1944). Interações, Minas Gerais, v.10, n.17, p. 143- 161, abr./jun. 2015. Disponível
em <http://periodicos.pucminas.br/index.php/interacoes/article/view/P.1983-
2478.2014v10n17p143 > acesso em: 25 de março de 2017.

Capítulo de livros:

AUTOR DO CAPÍTULO. Título do capítulo. In: AUTOR DO LIVRO. Título (itálico):


subtítulo do livro. Edição. Local (cidade) de publicação: Editora, data (ano). Páginas
inicial-final da parte.

ORO, Ari Pedro. O Comércio e o consumo de artigos religiosos no espaço público.


In: BIRMAN, Patrícia. Religião e espaço público: reflexões. 2. ed. São Paulo:
ATTAR, 2016. p. 309-331.

Capítulo de livros em formato eletrônico:

AUTOR DO CAPÍTULO. Título do capítulo. In: AUTOR DO LIVRO. Título (itálico):


subtítulo do livro. Edição. Local (cidade) de publicação: Editora, data (ano). Páginas
inicial-final da parte. Descrição física do meio eletrônico (disquete, CD-ROM) ou
Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia, mês e ano.

CARROL, Lewis. A Mad Tea-Party. In: _____. Alices Adventures in Wondterland. 2.


ed. Germany: Windspiel, 1994, chapter VII. Disponível em:
www.germany.eu.net/books/carrol/alice-10.htm#SEC13. Acesso em: 30 mar. 1995.

Congressos, conferências, encontros e outros eventos científicos:

NOME DO EVENTO, número, ano, local de realização (cidade). Título...subtítulo da


publicação. Local de publicação (cidade): Editora, data de publicação. Número de
páginas ou volumes.

CONGRESSO LATINO-AMERICANO DE BIBLIOTECONOMIA E


DOCUMENTAÇÃO, 1., 1980, Salvador. Anais... Salvador: FEBAB, 1980, 350 p.

Documentos iconográficos em meio eletrônico (pinturas, fotos, gravuras,


lâminas, postais, desenhos, slides, transparências, radiografias, etc):

AUTOR. Título (quando não existir, deve-se atribuir uma denominação ou indicação
Sem título entre colchetes). Data. Especificação do suporte. Descrição física do
meio eletrônico (disquete, CD-ROM) ou Disponível em: <endereço eletrônico>.
Acesso em: dia, mês e ano.

STOCKDALE, René. When’s recess? [2002?] . 1 fotografia, color.


4
Disponível em: <http://www.webshots.com/g/d2002/1-nw/20255.html>.
Acesso em: 13 jan. 2001.

Legislação:

JURISDIÇÃO (Nome do país, estado ou município) ou NOME DA ENTIDADE (no


caso de regulamento). Título (em itálico), numeração e data (dia, mês e ano).
Elementos complementares para melhor identificação do documento (se
necessário). Dados da publicação que transcreveu o documento.

SÃO PAULO (Estado). Decreto no 42.822, de 20 de janeiro de 1998.


Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3,
p. 217-220, 1998.

Legislação em formato eletrônico:

JURISDIÇÃO (Nome do país, estado ou município) ou NOME DA ENTIDADE (no


caso de regulamento). Título (em itálico), numeração e data (dia, mês e ano). Dados
da publicação que transcreveu o documento. Descrição física do meio eletrônico
(disquete, CD-ROM) ou Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia, mês
e ano.

BRASIL. Lei no 9.887, de 7 de dezembro de 1999. Altera a legislação


tributária federal. Diário Oficial [da] República Federativa do Brasil,
Brasília, DF, 8 dez. 1999. Disponível em: <http://www.in.gov.br/
mp_leis/leis_texto.asp?ld=LEI%209887>. Acesso em: 25 março 1999.
Livros:

AUTOR. Título (em itálico): subtítulo. Edição. Local (cidade) de publicação: Editora,
data (ano). Número de páginas ou volumes.

ZACARIAS, Rachel. Consumo, lixo e educação ambiental: uma abordagem crítica.


2. ed. Juiz de Fora: Feme, 2015. 350 p.

Livros em formato eletrônico:

AUTOR. Título (em itálico): subtítulo. Edição. Local (cidade) de publicação: Editora,
data (ano). Número de páginas ou volumes. Descrição física do meio eletrônico
(disquete, CD-ROM) ou Disponível em: <endereço eletrônico>. Acesso em: dia, mês
e ano.

LOUREIRO, C. Educação ambiental crítica: princípios teóricos e metodológicos. 3.


ed. Rio de Janeiro: Hotbook, 2002. 350 p. Disponível em: <www. hotbook.com. br>.
Acesso em: 10 set. 2016.

Monografias, dissertações e teses:

AUTOR. Título (em itálico): subtítulo. Ano de Apresentação. Número de folhas ou


volumes. (Categoria e área de concentração) – Nome da Faculdade, Nome da
5
Universidade, cidade, ano da defesa.

OLIVEIRA, Fabrício Roberto Costa. Religião, Política e Comunidade: emergência e


politização do movimento da Boa Nova. 2012. 376 p.Tese de Doutorado de
Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade – Instituto de
Ciências Humanas e Sociais, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Rio de
Janeiro, 2012.

2. FICHAMENTOS DE LEITURA

Os fichamentos destinam-se ao registro da leitura, essencial ao trabalho acadêmico


(MEDEIROS, 2000). Eles podem ser feitos no computador, em fichas de papel com
pauta ou mesmo em folhas de ofício comuns (ou caderno, mas sem picote).
Havendo necessidade de mais de uma ficha, elas serão numeradas no canto direito
superior. A seguir, apresentamos os tipos principais de fichamentos de leitura,
a saber:

Fichamento bibliográfico: levantamento de livros, artigos e outras fontes sobre um


tema. Um título genérico deve indicar o assunto que se está fichando (Cultura e
violência, no exemplo abaixo).

Fichamento de citações: transcrevem-se os trechos essenciais do livro ou texto.


Usam-se aspas e registra-se a página de onde foi retirada a citação. Colocar o
número da página da qual se extraiu a citação é essencial. Cuidado com o recorte
de frases! Atentar para o contexto no qual elas estão inseridas.

Fichamento de resumo: resume-se o conteúdo da leitura (partes ou todo).

3. RESUMO

De acordo com Medeiros (2000, p. 123), o resumo pode ser definido como “[...] uma
apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto, ressaltando a progressão e
a articulação entre elas [...]”. Resumir não é cópia, não é substituição de um termo
ou outro, não é inversão da ordem da frase. Por fim, ele não deve apresentar crítica,
pois, nesse caso, tornar-se-ia uma resenha.

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De acordo com Gonsalves (2003), os resumos são classificados em três tipos
básicos:

Resumo indicativo: “[...] que não dispensa a leitura do texto completo, faz
referencia às partes mais importantes do texto, descrevendo a natureza, forma e
objetivo do texto-base, utilizando-se de frases curtas [...]” (GONSALVES, 2003, p.
40). Este tipo de resumo apresenta os pontos principais do texto inicial, sem
prolongar uma discussão sobre o assunto, para este tipo de resumo os professores
sempre revisarão o texto ou documento principal para verificar e averiguar a
veracidade e fidelidade do resumo indicativo.

Resumo informativo:
[...] que contém todas as informações mais importantes apresentadas no
texto-base e dispensa a leitura desse último, se for o caso. O objetivo desse
tipo de resumo é informar o conteudo e as principais idéias do autor
contidas naquele texto-base, destacando o bjetivo do autor, a metodologia
adotada e as conclusõesobtidas. O resumo informativo possui, no final, um
conjunto de palavras-chave (GONSALVES, 2003, p. 40-41).

Já o resumo informativo é um pouco mais detalhado, sem perder a sua


característica de compactar as ideias e informações em um texto menor. Para a
avaliação deste não há necessidade de se verificar o texto inicial para entender do
que se trata.

Resumo crítico: “[...] é um resumo informativo que formula um julgamento sobre o


texto-base [...]” (GONSALVES, 2003, p. 41). Normalmente é conhecido como
resenha caracterizando como um tipo de resumo, mas este dispõe de opinião e
análise crítica.

4. RESENHA

De acordo com Gonsalves (2003) o termo resenha indica trabalho de síntese, uma
análise resumida de produções cientificas ou não, podendo ser seguida de
apreciação crítica.

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Para a autora há dois tipos de resenha: “[...] a informativa (considerada também
como resumo informativo) e a crítica (que contempla uma apreciação, um
julgamento explicito)” (GONSALVES, 2003, p. 43).

A resenha é um “trabalho crítico, exigente e criativo” (MEDEIROS, 2000). Podem


ser resenhados filmes, peças teatrais, livros literários (romance, poesia etc.), livros
acadêmico-científicos, artigos etc. Seu tamanho, em geral, varia de três a seis
páginas.

A resenha compõe-se de três partes básicas:

Breve resumo inicial: apresentam-se o autor e o livro; as conclusões/metodologia


do autor, explicitando-se as teorias e os dados nos quais o autor se baseou;

Apreciação crítica: avaliação da qualidade/consistência. O resenhista posiciona-se,


analisando-o (não usa ADJETIVOS ou “Eu acho”), comenta as fontes, teorias e
autores mencionados; identifica os diversos tipos de contexto nos quais a obra está
inserida: (histórico,social, político). A crítica deve seguir dois caminhos: a) interna
(conteúdo da obra e significado analisados); b) externa (obra analisada nos
contextos cultural e social nos quais foi produzida);

Conclusão: síntese ou elaboração de um texto que expresse de forma sintética as


idéias originais. É opcional a recomendação da leitura.

A resenha deve fazer três tipos de análise:

Análise textual: pesquisa do vocabulário e sondagem dos fatos apresentados e


autoridade dos autores citados; estudam-se conceitos, termos empregados, dados
históricos e teorias usadas; a seguir, elabora-se um rascunho;

Análise temática: responde-se às seguintes questões: sob qual perspectiva o texto


trata dos assuntos? Que problema o autor enfoca? Como soluciona? Que posição
assume? Como demonstra o raciocínio?

Análise interpretativa: apresenta-se uma posição a respeito das idéias do texto.


Situa-se o autor em um contexto, respondendo-se às seguintes questões: qual a

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coerência/originalidade do texto? Qual a contribuição que apresenta? O autor atinge
o objetivo proposto? O que deixou de ser abordado? A abordagem foi adequada?

5. OS RELATÓRIOS CIENTÍFICOS (RELATÓRIOS DE PESQUISA)

É uma exposição escrita onde se narram ou descrevem fatos verificados mediante


pesquisa, ou se explana a execução de serviços, experiências, palestras, eventos
etc. realizados. Geralmente, é acompanhado de documentos demonstrativos como
tabelas, gráficos, fotografias, desenhos etc.

Um relatório é o conjunto da descrição da realização experimental, dos resultados


obtidos, assim como das ideias associadas de modo a constituir uma compilação
completa e resumida contendo tudo o que diga respeito a esse trabalho que possa
vir a ser usado futuramente como instrumento de trabalho.

O relatório é único pois, mesmo quando diz respeito à mesma experiência, se esta
tiver sido realizada por autores diferentes, estes terão provavelmente obtido valores
experimentais diferentes e cada um terá a sua interpretação pessoal dos resultados.
Do mesmo modo, relatórios que digam respeito à mesma experiência realizada em
alturas diferentes, ainda que pelo(s) mesmo(s) autor(es), terão que ser
necessariamente diferentes uma vez que há sempre condições experimentais que
se alteram (Acesso em: 13 ago. 2016).

Tipos de Relatórios:

Relatório técnico-científico: é o documento pelo qual se faz a difusão das


informações correntes, sendo ainda o registro permanente dessas informações. É
utilizado para se descreverem experiências, investigações, processos, métodos e
análises (SILVEIRA; SILVA, 2002);

Relatório de viagem: documentadas por escrito as informações sobre a viagem


realizada, indicando-se a data, o destino, a duração, os participantes, os objetivos e
as atividades desenvolvidas (SILVEIRA; SILVA, 2002);

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Relatório administrativo: é uma comunicação escrita, submetida a uma autoridade
superior, geralmente, ao término de um exercício, relatando-se a atuação
administrativa (SLVEIRA; SILVA, 2002);

Relatório de estágio: são registradas por escrito as atividades desenvolvidas pelo


estagiário, período de duração da visita ou do estágio e local. Seu principal elemento
é a capacidade de observação sistemática, ou seja, capacidade de se descreverem
em conceitos e termos adequados o local, as pessoas, a relação interpessoal, as
falhas, a maneira como as tarefas são realizadas etc. Em alguns casos existe o
relatório-monográfico, que faz a junção entre relatório e monografia (SILVEIRA;
SILVA, 2002).

6. O PROJETO DE PESQUISA

O Projeto de Pesquisa é uma atividade de planejamento. É como se fosse um


“mapa” do que se vai estudar, das perguntas, das hipóteses, do método a ser
seguido, rumo ao TC ou TCC, Trabalho de Conclusão. O projeto não é a pesquisa,
mas a intenção de executá-la.

O Projeto de Pesquisa é uma atividade de planejamento que possibiltará ao


pesquisador construir uma disciplina de trabalho no que tange aos procedimentos
metodológicos e lógicos; constitue-se num roteiro de trabalho muito eficaz
(SEVERINO, 2007).

Serve para produzir um conhecimento sistemático e não repetitivo sobre um


assunto.Na maioria das academias, o TCC, desenvolvido em duas etapas distintas,
engloba o penúltimo e o último semestres letivos cursados na Faculdade, devendo
ser abarcados como fases de um único processo investigativo: o Projeto de
Pesquisa e o Trabalho de Conclusão de Curso.

O projeto de pesquisa deve ser construído e submetido à aprovação dos


Departamentos das diferentes Faculdades.

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Os critérios e meios de avaliação (data de entrega, composição de uma possível
banca interna etc.) são definidos por cada instituição de ensino.

A escolha do tema deve ser feita com antecedência, não havendo necessidade de
se esperar o penúltimo semestre do curso. Isso proporcionará tempo e tranqüilidade
maiores para a pesquisa. Apesar de escolhidas livremente, as temáticas devem ter
relevância, viabilidade (considerarem-se as demandas financeiras, de tempo, de
deslocamento etc.), estar relacionadas à área cursada e às predileções do
aluno/pesquisador.

A pesquisa científico-acadêmica baseia-se numa atividade racional de reflexão,


organização e busca dos dados necessários à compreensão/interpretação dos
problemas que exigem uma análise. As técnicas de pesquisa/redação são
importantes naquela que vem sendo chamada a “era da informação”.

Elementos do Projeto de Pesquisa:

Introdução: apresentar, de modo breve, o tema e sua delimitação, os objetivos, o


problema (a questão colocada, podendo ser formulada na maneira de uma ou várias
perguntas, com uma breve referência a livros/autores). A introdução deve ser a
última parte a ser escrita, apesar de ser a primeira a aparecer no texto digitado. A
delimitação do tema é algo que se faz na introdução.

Objetivos (geral e específicos): é o que se quer atingir. Os objetivos devem ser


elaborados de acordo com essas dimensões, privilegiando-se uma delas. O objetivo
geral é vértebra da pesquisa, enquanto o específico é auxiliar. Os objetivos
específicos podem ser vistos também como as ações (do conhecimento)
indispensáveis para se atingir o objetivo geral. Há que se observar que os objetivos
específicos podem ser transformados em futuros capítulos da monografia,
dissertação ou tese. Exemplos de verbos usados para definir objetivos: apontar,
citar, conhecer, definir, relatar, concluir, deduzir, iluminar, diferenciar, discutir,
interpretar, desenvolver, empregar, organizar, praticar, traçar, comparar, criticar,
debater, diferenciar, examinar, compor, construir, avaliar, contrastar, escolher, medir.

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É preciso cuidado na escolha dos objetivos: eles devem ser adequados à pesquisa.
Analisar tem uma dimensão de profundidade e extensão diferente, do verbo
levantar, que remete à dimensão exploratória.

Justificativa: é a exposição dos motivos profissionais e teóricos para a execução da


pesquisa, da relevância/importância de se pesquisar o tema escolhido e da
contribuição do projeto ao tema escolhido e ao campo de estudos onde está
inserido.

Referencial teórico, quadro conceitual ou marco teórico: graduações e Pós-


graduações, especialmente se as pesquisas adotarem metodologias qualitativas,
podem exigir o referencial teórico. O referencial teórico é a linha ou a escola de
pensamento com a qual o projeto vai-se identificar ou a ela filiar. Ou ainda, os
autores e livros usados para dar base ao projeto. Para pesquisadores iniciantes, é
fundamental situar o projeto numa dessas linhas. Há que se ter cuidado na
utilização, em determinados cursos de graduação, de linhas e abordagens de outros
campos do saber. Em faculdades ou programas de pós-graduação, a perspectiva
adotada remete a um quadro multi ou interdisciplinar, dificultando-se uma filiação a
uma linha específica, ou uma identificação explícita.

Problemas e Hipóteses: problematizar é levantar perguntas a partir da literatura


existente sobre o assunto, de experiências pessoais, profissionais etc. Não é colocar
questões práticas, do tipo: Qual a receita para se obter sucesso? A problematização
passa por um questionamento que o pesquisador se faz e faz aos leitores. Pode ser
formulada de maneira afirmativa (a relação entre a exposição à TV e atitudes
agressivas na infância) ou de maneira interrogativa (qual é a relação entre a
exposição à TV e as atitudes agressivas na infância?). Para iniciantes, recomenda-
se a forma interrogativa, clara e perceptível aos leitores. O problema da pesquisa é
diferente dos problemas práticos. O problema da pesquisa é uma questão cuja
resposta se desconhece e se necessita conhecer. Questões de ordem prática (como
obter sucesso com a marca de um produto etc.) não se constituem problemas de
pesquisa. Mas podem ser transformadas em problemas de pesquisa. Para isso, é
necessário retirar o "como" e inserir os "porquês". Por exemplo, mudar a questão

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“como aumentar o índice de ocupação do Hotel X?” para “quais as causas do baixo
índice de ocupação do Hotel X?”. Na prática, a formulação do problema fica em
termos gerais, entretanto, conforme se avança na pesquisa, o problema começa a
ser proposto cada vez mais clara e precisamente. O problema não nasce pronto
(caso das pesquisas qualitativas) mas é construído ao longo de um processo. Por
isso, a fase inicial da pesquisa é tão importante. Uma observação: problemas
relacionados a crenças e valores como são polêmicos e não passíveis de uma
verificação científica aceita pela Comunidade dos Cientistas.

E as hipóteses? Para algumas áreas científicas e em determinadas metodologias


de pesquisa, é possível o uso de hipóteses.

Mas o que são hipóteses? São respostas provisórias às questões/problemas que a


pesquisa e as intuições do pesquisador propõem, baseadas na observação e leitura
de teorias acerca dos fenômenos a serem investigados. No caso de um projeto de
pesquisa, as hipóteses podem servir de guia, no sentido do desenvolvimento da
investigação. Nas abordagens qualitativas, em geral, não se trabalham com
hipóteses. Essa metodologia de pesquisa trabalha com uma que serve de fio
condutor para a busca do pesquisador. Nos outros tipos de pesquisa, as hipóteses
podem ser totalmente “confirmadas”, não-confirmadas ou parcialmente confirmadas.
Nos dois últimos casos, é preciso explicar o porquê da não-confirmação. Por isso, ao
construir as hipóteses, é necessário inventariar e definir as VARIÁVEIS, ou seja, os
fenômenos ou eventos que interferem diretamente no tema estudado.
Por exemplo, no problema de pesquisa: quais são as razões do abandono, por parte
da família, de menores na cidade de Juiz de Fora? Podemos ter:
H 1 (hipótese um ou primeira) = O grau de extrema pobreza das famílias;
H 2 = O alcoolismo paterno;
H 3 = A Desestruturação familiar.
Observam-se termos variáveis que se relacionam a cada uma das hipóteses
sugeridas. No caso da H1, uma variável fundamental seria a renda econômica; no
caso da H2, hábitos comportamentais paternos. São sobre essas variáveis que as
técnicas de pesquisa (questionário, entrevista etc.) se debruçarão, coletando as
informações necessárias à pesquisa ou a monografia.

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Metodologia: é a descrição, por extenso, do conjunto das atividades e instrumentos
a serem desenvolvidos para a aquisição dos dados (teóricos ou de campo) com os
quais se desenvolverá a questão da pesquisa. Para facilitar-se a explicitação da
metodologia, pode-se dividi-la em fases (duas, três ou mais), sendo que, em cada
fase, os instrumentos a serem aplicados devem ser detalhados, bem como sua
forma de aplicação. Deve-se definir se o procedimento será qualitativo ou
quantitativo. Se, quantitativo, a ênfase é sobre dados empíricos: coletas estatísticas
(amostras), surveys (pesquisas de opinião) etc. No caso de instrumentos como
questionário (quantitativos), é exigência prever o pré-teste do mesmo, pois é
necessário testar o mesmo. Se define, pela teoria da amostragem, a quem e a
quantas pessoas serão aplicados os instrumentos de coleta de dados (questionário,
entrevista, formulário). Se, qualitativo, devem-se enfatizar análises de cunho
interpretativo, buscando-se possíveis significados objetivos e subjetivos do assunto
em questão. Os instrumentos utilizados serão entrevistas, estudos de caso, histórias
de vida, observação participante etc.

Cronograma: consiste na distribuição, ao longo de uma linha temporal, das


fases/atividades da pesquisa (da escolha oficial do tema até a defesa da monografia
ou TCC). Diz respeito ao futuro. O cronograma exemplificado deve ser adaptado
(cada pesquisa é específica).

PROJETO Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês Mês
Atividades Ano Ano Ano Ano Ano Ano Ano Ano Ano Ano
Escolha do tema /
Levantamento das fontes de X
pesquisa
Elaboração da versão inicial X X
Aplicação dos instrumentos de X X
coleta
Análise dos resultados X X
Versão Final X
Adequação do projeto às
recomendações da banca X

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Revisão da literatura X X
Elaboração da versão inicial do X X X
T.C.
Versão final /Correção X X
Defesa da monografia (TC) X

Esquema provisório: seria a „estruturação‟ do trabalho. Um ESQUEMA


PROVISÓRIO, construído junto com o professor orientador, auxilia no
direcionamento da futura monografia. Vamos supor um tema geral como a dança e a
juventude. E vamos delimitar: A prática do Hip-Hop entre jovens de baixa renda em
Manhuaçu. Um Sumário provisório (porque pode e deve ser mudado até a
monografia) pode ser:

1 ORIGEM E HISTÓRIA DO HIP-HOP


1.1 O Hip-Hop nos EUA: dança como protesto social
1.2 O Hip-Hop e suas técnicas corporais: ritmo, musica e cor

2 O HIP-HOP COMO DANÇA E ARTE


2.1 Origem dos passos e das técnicas de dança
2.2 Evolução da dança Hip-Hop

3 O HIP-HOP NAS COMUNIDADES DA CIDADE DE JUIZ DE FORA


3.1 A expansão do Hip-Hop pelo mundo: globalização e dança
3.2 A Cidade de Manhuaçu e a prática do Hip-Hop
3.3 A importância social da dança Hip-Hop para a juventude

7. O ARTIGO CIENTÍFICO

O artigo científico é um trabalho científico que exige a revisão de literatura (síntese


de livros, artigos, teses, monografias e outras fontes acadêmicas existentes sobre o
assunto escolhido), pesquisa e rigor intelectual. Os artigos obedecem a normas
gerais e específicas. Podemos dizer que os princípios indispensáveis à redação
científica podem ser resumidos em quatro pontos fundamentais: clareza, precisão,

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comunicabilidade e consistência. As gerais, aqui apresentadas, foram
regulamentadas pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003). As
específicas são elaboradas por Conselhos Editoriais e devem ser consultadas nos
diversos periódicos.

Como deve ser a linguagem do artigo? A linguagem científica, que devemos


utilizar para a elaboração de um artigo, deve ser clara, objetiva e especializada. O
vocabulário do texto deve ser peculiar à área de pesquisa, não sendo permitidas
utilizações de gírias, palavras coloquiais, típicas de contextos informais de uso da
língua portuguesa.

Os itens a seguir constituem algumas das exigências da linguagem científica que


devemos apresentar na elaboração deste documento científico:

Impessoalidade: redigir o trabalho na 3ª pessoa do singular.

Objetividade: a linguagem objetiva, afastar as expressões: “eu penso”, “eu acho”,


que dão margem a interpretações simplórias e sem valor científico.

Estilo científico: a linguagem científica é informativa, racional, firmada em dados


concretos, onde podem ser apresentados argumentos de ordem subjetiva, porém
dentro de um ponto de vista científico.

Os recursos ilustrativos como gráficos estatísticos, desenhos, tabelas são


considerados como figuras e devem ser criteriosamente distribuídos no texto, tendo
suas fontes citadas – seguindo as orientações da ABNT em vigor.

Com formatar o artigo? Os dados básicos da formatação foram adaptados por


meio da ABNT, isso porque a maioria das revistas acadêmicas e científicas adotam
o padrão que será exposto a seguir. O tamanho da letra será 12, preferencialmente
em arial, exceto para nota de rodapé, tamanho 10.

16
Elementos pré-textuais:

Título: letras maiúsculas, centralizadas, negrito e entrelinhamento 1,5 na 3ª linha


(antes dele, duas linhas em branco de espaçamento, e com entrelinhamento 1,5);

Subtítulo: se houver, digitado abaixo dele, antecedido de dois pontos (letras normais,
centralizadas, negrito e entrelinhamento 1,5);

Autor(es): à direita da página (recuo esquerdo de 8 cm), letras normais (ou itálico),
sem negrito e entrelinhamento 1,5; o nome é seguido de chamada para nota de
rodapé na primeira página, onde estarão as credenciais do autor (no rodapé: espaço
simples, letra tamanho 10, justificado); entre o título (ou subtítulo) e o autor, salta-se
uma linha em branco (entrelinhamento 1,5) de espaçamento; entre o autor e o início
do resumo, saltam-se duas linhas em branco (entrelinhamento 1,5);

Resumo e palavras-chave na língua do texto: (vide regras gerais de formatação da


monografia)

Elementos textuais:

letras normais, justificadas, entrelinhamento 1,5 e recuo de parágrafo de 1, 25 cm;


as seções primárias, no caso dos artigos, não iniciam em nova página; as seções e
subseções devem ser separadas entre si por duas linhas em branco
(entrelinhamento 1,5); antes e depois dos títulos das seções e subseções, deixam-
se duas linhas em branco (entrelinhamento 1,5).

Introdução: breve exposição inicial, delimitação do assunto, justificativa, objetivos da


pesquisa e situação atual do tema;

Desenvolvimento: a principal parte, onde se explica e se debate o assunto, fazendo-


se a revisão de literatura. Contém a exposição ordenada e pormenorizada do
assunto tratado. Divide-se em seções e subseções, que variam em função da
abordagem do tema e do método;

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Considerações Finais: parte final, onde se apresentam as conclusões
correspondentes aos objetivos e hipóteses. É a exposição sintética dos resultados a
que se chegou.

Elementos pós-textuais:

Referências e fontes consultadas: vide regras gerais na exemplificação. No caso


específico dos artigos científicos, as referências não iniciam em nova página, vindo
normalmente após o item anterior;

8. A MONOGRAFIA

Segundo Salomon (2000), o termo monografia, conforme origem histórica possui


sentido lato e estrito. No estrito, identifica-se com o tratamento escrito de um tema
específico, que resulte de pesquisa científica, com o escopo de apresentar uma
contribuição relevante ou original/pessoal à ciência (teses de doutorado etc.). No
lato, diz respeito a todo trabalho científico que resulte de pesquisa (dissertações de
mestrado, monografia acadêmica de final de curso etc.).

Para a formação de bacharel, é necessária uma monografia ou outro tipo de trabalho


definido pela instituição de ensino; é o “Trabalho de Conclusão de Curso” (TCC) ou
TC, cujo objetivo é a iniciação do aluno nas atividades profissionais, ampliando-se
competências específicas na área cursada. A construção de um TCC exige rigor e
método. As variações de TCC estão ligadas às diferenças existentes entre as
diversas áreas acadêmicas.

A monografia que aqui interessa é aquela que se caracteriza pelo tratamento escrito
e aprofundado de um só assunto, de maneira descritiva e analítica, em que a
reflexão seja a tônica. A monografia acadêmica não precisa, necessariamente, de
formular um argumento novo; sua contribuição reside na releitura de fontes de
conhecimento e na reflexão sobre um determinado tema.

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Os Principais Tipos de Monografia - Tachizawa e Mendes (1999) apontam três
tipos:

Monografia de análise teórica: estruturada em torno de idéias e conceitos a partir


de uma lista de fontes bem elaborada e de qualidade acadêmico-científica
comprovada;

Análise crítica ou comparativa de obras (literárias ou científicas), pessoas e


autores, inclusive partindo de outras teorias ou modelos existentes; Essa monografia
pode ser baseada em dados primários (obtidos durante a pesquisa de campo ou que
não foram, ainda, tratados e analisados tais como fichas de óbito, certidões etc.)
e/ou em dados secundários (obtidos de obras e pesquisas já realizadas);

Monografia de análise teórico-empírica: baseada em uma interpretação de dados


primários ligados a um tema específico; apresentar a testagem de hipóteses,
modelos ou teorias; monografia de estudo de caso: estudo exaustivo de um caso
específico (evento, organização, fenômeno).

Partes (estrutura) Indispensáveis de uma Monografia:

Introdução. Colocam-se, em linhas gerais, o tema, a sua delimitação, os objetivos e


a metodologia usada na monografia. Deve-se situar o leitor no estado da questão,
colocá-lo a par da relevância do problema e do método de abordagem. Pelo fato de
refletir o que virá a seguir, a introdução deve ser a última parte a ser escrita, apesar
de ser a primeira a aparecer no texto digitado.

Desenvolvimento. Compõe-se de capítulos e subcapítulos, que constituem o


núcleo da monografia, construídos de acordo com a proposta do projeto de
pesquisa. Deve conter a fundamentação teórica (conceitos, idéias e autores
utilizados e analisados), a descrição dos dados e a forma como esses foram obtidos.
Os capítulos devem estar bem redigidos, com argumentos fundamentados e
consistentes. É necessário atenção na forma como se desenvolvem os argumentos.
Um pesquisador iniciante deve ter cuidado com afirmações categóricas e genéricas

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do tipo “é assim”, “todos”, pois elas são arrogantes, questionáveis e de difícil
fundamentação. O argumento deve ser preciso. Durante o desenvolvimento dos
capítulos da monografia, as fontes devem ser citadas, especialmente conceitos,
exemplos, dados e informações extraídas para fundamentar o argumento da
monografia. Em relação ao número de capítulos que uma monografia deve ter, há
que se considerar a área, o tema, a delimitação do tema etc. De forma geral, sugere-
se uma estrutura com três capítulos, cada um deles com respectivas subdivisões.
Isso porque e forem usados muitos capítulos, haverá muita dispersão do assunto e
você terá que gastar mais tempo para escrever, corrigir e pesquisar.

Exemplo geral de uma estrutura de monografia:

INTRODUÇÃO

1 A PEDAGOGIA EMPRESARIAL
1.1 História da pedagogia empresarial
1.2 A expansão da pedagogia empresarial
1.3 A pedagogia empresarial nos dias atuais

2 A PEDAGOGIA NA PEQUENA EMPRESA


2.1 Os aspectos problemáticos
2.2 Os aspectos práticos
2.3 Os aspectos administrativos

3 IMPASSES DA PEDAGOGIA EMPRESARIAL NAS PEQUENAS EMPRESAS


3.1 Limites da aplicação em pequenas empresas
3.2 Possibilidades de aplicação
3.3 Os resultados concretos na empresa X

CONSIDERAÇÕES FINAIS

REFERÊNCIAS

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Considerações finais: É a síntese das conclusões a que se chegou com a pesquisa e a
explicitação de novas questões que surgiram e que poderão ser tratadas em estudos
posteriores.

9. A PRODUÇÃO DE TEXTOS ACADÊMICOS

Leitura como produção de sentidos:

Visão global: toma-se o livro ou texto, faz-se a leitura e a reflexão sobre o sumário,
as “orelhas”, os subtítulos, a introdução, a conclusão e a lista das fontes de
pesquisa.

Questionamento do que se lê: faz-se uma série de perguntas ao texto, rascunhadas


(a lápis).

Um dicionário comum ajuda, mas é indispensável o uso de dicionários específicos


(Filosofia, Psicologia, Sociologia).

Realizar um levantamento de termos não compreendidos.

Identificação das referências históricas e sociais contidas, para que o contexto seja
esclarecido.

Na busca da essência do texto, o leitor tenta identificar as idéias principais. Nesta


etapa, são exigências: a apreensão das principais proposições do autor; não perder
tempo, registrando-se detalhes; conhecimento dos argumentos do autor (refutação,
comprovação ou questionamento). Deve-se ter sempre presente: o que o autor quer
dizer com tal texto? Avaliação das idéias expostas: os argumentos do autor estão
bem articulados? Que falhas existem na exposição das idéias? Elas estão
estreitamente relacionadas entre si?

Ao se ler um livro ou qualquer texto para um resumo, uma prova, uma monografia,
um relatório etc., é essencial que se façam anotações por escrito.
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Podem ser utilizadas duas maneiras, a saber: anotação esquemática: um esquema
numerado das idéias principais. Anotação resumida: colocação das idéias principais.

Para realizá-las, é necessário: ler o texto sem interrupção; reler; levantar


informações importantes para a compreensão do que se lê; sublinhar e rascunhar as
anotações.

REFERÊNCIAS:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e


documentação. Referências. Elaboração. Rio de Janeiro, 2002.

__________. NBR 10520: informação e documentos. Apresentação de citações em


Documentos. Rio de Janeiro, 2002.

FRANÇA, Júnia Lessa; VASCONCELLOS, Ana Cristina. Manual para a


normalização de publicações técnico-científicas. 9. ed. Belo Horizonte: Editora
UFMG, 2013.

GONSALVES, Elisa Pereira. Iniciação à pesquisa científica. 3. ed. Campinas: Alínea,


2003.

MEDEIROS, J. B. Redação Científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas.


4. ed. São Paulo: Atlas, 2000.

REDE DE ENSINO DOCTUM. Material de apoio para as aulas de metodologia


científica. Caratinga: 2013. 167 p.

SALOMON, D. V. Como fazer uma monografia. 9. ed. São Paulo: Martins Fontes,
2000.

SANTOS, Izequias Estevam. Manual de métodos e técnicas de pesquisa científica.


8. ed. Rio de Janeiro: Impetus, 2011.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia do trabalho científico. 23. ed. rev. atual.
São Paulo: Cortez, 2007.

22
SILVA, José Maria; SILVEIRA, Emerson Sena. Apresentação de trabalhos
acadêmicos: normas e técnicas. Juiz de Fora: Juizforana, 2002.

TACHIZAWA, T.; MENDES, G. Como fazer monografia na prática. 4. ed. Rio de


Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 1999.

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