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A Portuguese translation of Cataloging Cultural Objects: A Guide to Describing Cultural Works

and Their Images is now available online. Translation was sponsored by APBAD - the
Portuguese Association of Librarians, Archivists and Documentalists Museum Information
Systems Working Group; Translators: Cristina Cortês, Leonor Calvão Borges, Olga Silva,
Rafael António, Paula Moura; Reviewers: Cristina Cortês, Fernanda Ferreira and João Pinto.
The purpose of the translation is educational and intended to encourage use of CCO for cultural
heritage programs in the Portuguese language.
Introdução

OBJETIVO

Durante a última década, várias organizações e agências têm trabalhado no sentido de


desenvolver normas de dados para a criação de descrições e recuperação de informação sobre
objetos culturais. Esta normalização promove não só o registo de informações de forma
consistente, como também é fundamental para a sua recuperação de forma eficiente,
promovendo a partilha de dados, melhorando a gestão de conteúdos, e reduzindo esforços
redundantes.

Com o passar do tempo, a acumulação de registos documentados de forma consistente em


vários repositórios irá aumentar o acesso ao seu conteúdo, através da maximização dos
resultados da pesquisa. Em última análise, a documentação normalizada vai promover o
desenvolvimento de um ​corpus ​de informação sobre o património cultural que trará grandes
avanços​ ​na​ ​investigação​ ​e​ ​ensino​ ​das​ ​artes​ ​e​ ​humanidades.

Normas que determinem a estrutura, terminologia, regras e conteúdos dos dados, formam a
base para um conjunto de ferramentas que podem levar a uma boa catalogação descritiva,
documentação consistente, registos ​partilhados​, e o aumento de acessos por parte do
utilizador​ ​final.

Nas comunidades ligadas à arte e ao património cultural, os modelos de normalização melhor


conseguidos são aqueles que enumeram um conjunto de categorias ou elementos de
metadados​ ​que​ ​podem​ ​ser​ ​usados​ ​para​ ​criar​ ​uma​ ​estrutura​ ​de​ ​campos​ ​numa​ ​base​ ​de​ ​dados.

O ​Categories for ​the ​Description of Works ​of Art ​(CDWA) é um exemplo de um ​conjunto
definido de elementos de metadados. Os esquemas CDWA Lite XML e os VRA ​Core Categories,
Versão ​4.0 ​são exemplos de conjuntos de elementos de metadados expressos dentro de uma
estrutura​ ​XML.

Embora uma estrutura de dados seja o primeiro passo lógico para o desenvolvimento de
normas, uma única estrutura não atingirá nem uma alta taxa de descrições consistentes por
parte dos catalogadores, nem uma elevada taxa de recuperação por parte dos utilizadores
finais.

As n​ormas que regem as palavras (terminologia), e a sua seleção, organização e formatação


(regras e convenções) constituem outros dois tipos de normas que devem ser usados ​em
conjunto​​ ​com​ ​uma​ ​estrutura​ ​de​ ​dados​ ​previamente​ ​acordada.

Ao longo dos tempos, a normalização de terminologias registou um desenvolvimento muito


superior ao observado para as regras e convenções​, tipicamente na forma de tesauros e
vocabulários controlados como o ​Thesaurus ​for Graphic ​Materials (TGM), o ​Art & Architecture
Thesaurus (AAT), o ​Union ​List o​f Artist ​Names ​(ULAN) e o ​Getty Thesaurus of Geographic Names
(TGN). Em conjunto ​com a ​Library of Congress Name and Subject Authorities, os vocabulários
da Getty e outros tesauros conduzem-nos ao segundo passo no caminho para a normalização
documental​ ​e​ ​potencial​ ​de​ ​catalogação​ ​compartilhada.

O ​Cataloging Cultural Objects ​(CCO) leva-nos ao terceiro passo, fornecendo normalização no


âmbito das regras e convenções. Até aqui, muito pouca documentação sobre normalização de
regras e convenções tem sido aplicada a obras culturais – normas que orientam a escolha dos
termos e definem a ordem, sintaxe e forma em que terminologias devem ser inseridas numa
estrutura​ ​de​ ​dados.

As comunidades de bibliotecas e arquivos têm normas bem estabelecidas para regras e


convenções sob a forma das ​Anglo-American Cataloguing Rules (AACR) e, mais recentemente,
nas​ ​Describing​ ​Archives:​ ​A​ ​Content​ ​Standard​ ​(DACS).

A comunidade do património cultural nos Estados Unidos, por outro lado, nunca teve quaisquer
orientações semelhantes publicadas, que atendessem aos requisitos descritivos únicos e muitas
vezes idiossincráticos de objetos culturais únicos. O ​Cataloging Cultural Objects ​foi
desenvolvido​ ​para​ ​preencher​ ​essa​ ​lacuna.

Baseando-se em normas existentes, o ​Cataloging Cultural Objects ​fornece diretrizes para a

Introdução 1
seleção, ordenação e formatação de dados usados para preencher elementos de metadados
numa entrada de catálogo; este manual foi concebido para promover uma boa catalogação
descritiva, documentação compartilhada e como forma de facilitar o acesso do utilizador final.
Também se pretende informar os processos de tomada de decisão de catalogadores e
construtores​ ​de​ ​sistemas​ ​de​ ​património​ ​cultural.

No CCO, o ênfase é colocado nos princípios da boa catalogação e documentação, e não em


regras rígidas que não permitem a catalogadores e implementadores de sistemas tomar
decisões esclarecidas sobre as informações que criam e de como elas serão apresentadas aos
seus utilizadores. Esperamos que seja usado localmente, como ajuda ao desenvolvimento de
manuais de aperfeiçoamento ou de regras de catalogação internas (​in-house​) ou, mais
alargadamente, num ambiente partilhado como um guia para a construção de documentação
consistente sobre património cultural, e que o manual avance num movimento crescente em
direção à catalogação partilhada, contribuindo para a melhoria da documentação e acesso à
informação​ ​sobre​ ​património​ ​cultural.

DESTINATÁRIOS

O CCO foi especificamente desenhado para os membros das comunidades envolvidas na


descrição e documentação de obras de arte, arquitetura, artefactos culturais, e as suas imagens
– documentalistas de museus, curadores de recursos visuais, arquivistas, bibliotecários, ou
qualquer pessoa que documente objetos culturais e as suas imagens. Embora o guia não seja
sobre o desenho do sistema, pode também ser útil para ​designers de sistemas que precisem de
entender​ ​a​ ​natureza​ ​e​ ​a​ ​forma​ ​da​ ​informação​ ​sobre​ ​o​ ​objeto​ ​cultural.

O guia tenta equilibrar as necessidades dos diversos públicos, mas reconhece que cada
instituição terá as suas próprias exigências locais. Além disso, entende-se que aqueles que
descrevem objetos originais, em vez de imagens analógicas ou digitais dos mesmos, podem
necessitar​ ​de​ ​algumas​ ​orientações​ ​adicionais,​ ​especializadas.

Profissionais responsáveis pelo registo de objetos museológicos, por exemplo, podem exigir
procedimentos mais detalhados para medir um objeto ou descrever a sua condição ou
conservação. Além da bibliografia que acompanha este manual, as recomendações dentro dos
capítulos​ ​incluem​ ​fontes​ ​especializadas​ ​adicionais​ ​para​ ​catalogação​ ​de​ ​acervos​ ​museológicos.

Introdução 2
ÂMBITO​ ​E​ ​METODOLOGIA

O CCO centra-se em normas de regras e convenções de dados para catalogação descritiva –


normas que orientam na escolha de termos, e que definem a ordem, sintaxe e forma em que
esses​ ​termos,​ ​frases,​ ​valores​ ​e​ ​descrições​ ​narrativas​ ​são​ ​registadas.

Outros tipos de normas de dados (por exemplo, normas de estrutura, terminologia e


intercâmbio) são excluídos, exceto quando relevantes para a discussão de normas de regras e
convenções.

Assim, cada capítulo referencia ferramentas normalizadas apropriadas para elementos


específicos. Vocabulários controlados e vários tesauros são recomendados para a construção de
entradas​ ​de​ ​autoridades​ ​locais.

A ênfase principal do CCO são os metadados descritivos e entradas de autoridade - dados


destinados a descrever um trabalho cultural, dados usados para criar entradas de catálogo para
esse trabalho e as suas imagens. Metadados administrativos (dados utilizados na gestão e
administração de recursos de informação) e metadados técnicos (por exemplo, dados para
registar as propriedades do ficheiro de imagem digital) são excluídos, exceto quando relevantes
para a discussão de metadados descritivos. Por exemplo, o guia faz muitas vezes a distinção
entre os campos controlados e campos utilizados para exibição. Embora o guia seja
independente do sistema, por vezes recomenda a utilização de um ou ambos os tipos de
campos numa base de dados local, com base nas necessidades da instituição catalogadora. O
CCO inclui elementos utilizados para descrever tanto as obras como as imagens, mas não inclui
elementos que envolvam metadados administrativos. Por exemplo, o Capítulo 3: Características
físicas, abrange as características físicas da obra, mas não da imagem, porque as características
físicas​ ​da​ ​imagem,​ ​tais​ ​como​ ​o​ ​seu​ ​tamanho​ ​e​ ​formato,​ ​são​ ​objeto​s​ ​dos​ ​metadados​ ​técnicos.

O CCO abrange diversos tipos de obras culturais, incluindo arquitetura, pintura, escultura,
gravura, manuscritos, fotografias e outros meios de comunicação visual, arte da performance,
sítios e artefactos arqueológicos, e vários objetos funcionais do universo da cultura material. O
CCO é feito para coleções de museus, coleções de recursos visuais, arquivos e bibliotecas, com
ênfase especial na arte e arquitetura. O CCO não se destina a coleções de história natural ou
científicas.

A pesquisa para os CCO começou com uma revisão da literatura, especialmente aplicações de

Introdução 3
catalogação e boas práticas. Elementos críticos do VRA Core 3.0 e das ​Categories for the
Description of Works of Art (CDWA) foram incluídos. Um resumo das práticas relativas a cada
elemento foi compilado a partir das fontes analisadas. Sempre que possível, as recomendações
foram baseadas em práticas comuns. A pesquisa bibliográfica produziu uma pequena lista de
fontes publicadas, entre elas dicionários de dados, manuais de documentação museológica e
fontes biblioteconómicas e arquivísticas normalizadas. Para obter manuais inéditos não
publicados, foi enviado um pedido de informação para várias listas de discussão eletrónica
solicitando manuais e guias locais, os quais também foram utilizados na avaliação inicial dos
materiais.

Alguns elementos acabaram por ser rejeitados com o fundamento de que tratavam mais
metadados administrativos, técnicos ou estruturais relativos a ativos, do que com metadados
descritivos relativos a obras e suas imagens. Os elementos que foram retidos foram agrupados
de acordo com os objetivos e serviram de base para os nove capítulos que compõem a Parte 2
deste​ ​manual.

Tanto a forma como o conteúdo para o guia passaram por uma rigorosa revisão editorial, bem
como pela crítica de um comité consultivo que representa todas as comunidades-alvo,
incluindo​ ​bibliotecas,​ ​arquivos,​ ​museus,​ ​e​ ​profissionais​ ​de​ ​recursos​ ​visuais.

Introdução 4
Parte 1 - Linhas Orientadoras

I. COMO USAR ESTE GUIA

O guia Cataloging Cultural Objects (CCO) não é um conjunto de elementos de metadados definido per
si. Os elementos que abarca referem-se a áreas de informação num registo de catalogação que pode
ser mapeado em vários conjuntos de elementos de metadados tais como os VRA Core, CDWA, e
CDWA Lite (e, por extensão, ao MARC e Dublin Core, e similares, porque esses conjuntos de
elementos podem ser mapeados para os VRA e CDWA) 1. O CCO é um documento abrangente que
inclui regras para formatação de dados, sugestões para as informações necessárias, requisitos de
vocabulários controlados e problemas de visualizações.

O CCO está organizado em três partes. A primeira parte contém princípios orientadores para questões
básicas de catalogação, tais como descrições mínimas, registos de obras e imagens, obras complexas,
catalogação ao nível do item e de coleções, vocabulários controlados e controlo de autoridades. A
segunda parte está dividida em nove capítulos. Cada capítulo aborda um ou mais elementos de
metadados e começa por descrever as relações entre os elementos analisados no capítulo. Os
capítulos estão subdivididos em seções que representam os vários elementos. Cada elemento é
definido e inclui informação sobre se é controlado, repetível ou obrigatório, a sua utilização e
exemplos. A terceira parte analisa as autoridades, incluindo os elementos recomendados e regras
para a sua construção. Os apêndices incluem um glossário, bibliografia e um índice. Para além disso, o

1
sítio web do CCO fornece exemplos adicionais e materiais auxiliares.

O guia CCO pretende aconselhar o planeamento, implementação e utilização de bases de dados e


regras de catalogação locais. Destina-se ainda a ser uma referência durante o processo de
catalogação, mas não necessariamente para ser lido do princípio ao fim.

O conteúdo e a organização dos capítulos da segunda parte e as autoridades da terceira parte


destinam-se a facilitar a utilização do manual como uma obra de referência. Tanto quanto possível, a
estrutura de cada capítulo nestas seções é a mesma. A repetição de informação selecionada de
capítulo para capítulo faz-se com o objetivo de ajudar o catalogador, evitando assim que se ande para
trás e para a frente entre capítulos. Contudo, para evitar repetir grandes blocos de informação, o
texto pode remeter o leitor para uma seção ou capítulo pertinente noutras partes do guia.

Na secção sobre regras de catalogação, o texto é prescritivo. No entanto, muitas questões são
complexas e a variação de exigências e capacidades de diferentes instituições é inevitável. Assim, na
discussão e apresentação de secções de dados, o guia é menos prescritivo, fazendo mais
recomendações e explicando as ramificações de usar uma abordagem em detrimento de outra. Em
todos os casos, o CCO recomenda que cada instituição analise, produza e faça cumprir regras locais
por forma a permitir que a informação seja recuperada, reaproveitada e trocada com eficácia e
eficiência.

CCO e as AACR

As Anglo-American Cataloguing Rules (AACR) foram originalmente concebidas para descrever


monografias, tendo sofrido adaptações para descrever material gráfico ou coleções de arquivo.

Ocasionalmente, as AACR foram aplicadas a obras de arte, mas as regras ficam aquém das
necessidades específicas e idiossincráticas para a descrição de obras de arte, arquitetura, objetos
culturais e as suas imagens. Embora o CCO reconheça as regras AACR, não procura estar de acordo
com elas, já que se tratam de normas diferentes para uma audiência e tipo de materiais diferentes.
Para quem usa as AACR, o CCO pode ser considerado um seu complemento ou parceiro,
complementando as regras AACR.

Dez Princípios fundamentais do CCO

Na base deste guia encontram-se os seguintes dez princípios fundamentais:

1. Estabelecer um foco lógico de cada registo de uma obra, quer se trate de um único item, uma
obra feita de um conjunto de partes ou um grupo físico ou uma coleção de obras. Distinguir,

Parte 1 - Linhas Orientadoras 2


de forma clara, os registos de obras dos registos de imagens.
2. Incluir todos os elementos requeridos pelo CCO.
3. Seguir as regras do CCO. Fazer e reforçar regras locais adicionais que permitam que a
informação seja recuperada, reaproveitada e trocada eficazmente.
4. Usar vocabulários controlados, como por exemplo os tesauros Getty e as autoridades da
Biblioteca do Congresso.
5. Criar registos de autoridades locais preenchidos com terminologia de vocabulários
normalizados publicados, bem como com termos e nomes locais. Estruturar essas autoridades
locais na forma de tesauros, sempre que possível. Registar e documentar as decisões sobre
autoridades locais.
6. Utilizar metadados normalizados, tais como os VRA Core Categories ou Categories for the
Description of Works of Art.
7. Compreender que catalogar, classificar, indexar e disponibilizar são funções diferentes mas
relacionadas.
8. Ser consistente no estabelecimento de relações entre obras e imagens, entre um grupo ou
coleção e obras, entre obras e entre imagens.
9. Ser consistente no que diz respeito à atribuição de maiúsculas, pontuação e sintaxe. Evitar
abreviaturas, mas, se necessário, utilizar códigos e listas normalizadas de abreviaturas (por
exemplo, as abreviaturas ISO para países).
10. Para os sistemas de informação e utilizadores em português, utilizar valores de informação em
português sempre que possível.

II. O QUE ESTÁ A CATALOGAR?

Catalogar uma obra é descrever em que consiste, quem a fez, onde, como e de que materiais é feita,
e sobre que é. Uma tarefa relacionada é a classificação da obra; Capítulo 7: Classe discute a
classificação. A visualização e a indexação estão relacionadas com a catalogação; estas questões são
discutidas no fim de cada capítulo e, em termos gerais, na Parte 1, sob a epígrafe Design de Bases de
Dados e Relações: Visualização e Indexação.

Antes de começar a tarefa da catalogação descritiva, o catalogador tem de se colocar uma questão
básica mas potencialmente complexa: O que é que eu estou a catalogar? Esta questão está
relacionada com a ligação entre a obra e as suas partes e entre a obra e as imagens que a
representam.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 3


Para fazer um registo coerente, o catalogador tem de compreender claramente os parâmetros da
obra em questão. A entrada de catálogo é sobre uma única tela pintada ou sobre um retábulo
composto por vários painéis? Trata-se de uma escultura monolítica ou de uma instalação de várias
obras? É sobre uma única estrutura construída ou um edifício composto por várias partes construídas
em épocas significativamente diferentes? É sobre um simples desenho num pedaço de papel, um
conjunto de desenhos num álbum ou caderno de desenho, ou um conjunto de materiais de arquivo
compreendendo desenhos, disquetes, vídeos e fotografias?

As obras podem ser complexas, consistindo em múltiplas partes, ou podem ser criadas em série. Está
a catalogar uma parte de uma obra que pertence a um conjunto maior? Por exemplo um museu pode
possuir apenas um painel de um determinado tríptico ou uma página de um manuscrito. Uma
instituição pode deter apenas uma gravura que pertence a uma série publicada de gravuras. O
catalogador vai criar um registo para a série ou a totalidade da obra quando o museu apenas possui
uma parte?

Quando cataloga várias obras de uma coleção ou uma série de objetos de arquivo pertencentes a um
fundo, pode fazê-lo num único registo, ou alguns objetos da coleção devem ser catalogados
individualmente? Ver Obras Relacionadas para mais informação.

Talvez esteja a catalogar imagens e as peças nelas representadas. No caso mais simples, a peça já não
está presente mas a sua imagem foi capturada numa fotografia. Imaginemos, por exemplo, uma
fotografia feita com o objetivo de documentar uma pintura original bidimensional (isto é, uma
fotografia que contém essa pintura na totalidade, mas apenas essa pintura). Tais imagens podem
tomar a forma de qualquer tipo de documento, seja um diapositivo, uma imagem digital ou, neste
caso, uma fotografia. Agora imagine que o fotógrafo recuou alguns metros, expandido a perspetiva e,
em vez da fotografia de uma pintura, se torna numa fotografia de uma pintura numa parede de um
edifício, com uma escultura em primeiro plano. Tal fotografia deixa de ser uma simples imagem de
uma única obra; a fotografia passou a representar uma camada complexa de informações sujeitas a
interpretações subjetivas.

Uma imagem fotográfica, em particular de obras tridimensionais, pode alterar ou obscurecer o foco
em determinada obra na medida em que acrescenta outras obras na mesma imagem ou muda a
perspectiva capturada. A iluminação da obra na imagem pode alterar a sua aparência. Um exemplo
difícil mas não incomum pode ser encontrado nos arquivos do Institute of Fine Arts da Universidade
de Nova Iorque. O instituto possui um diapositivo de 35 mm copiado de um diapositivo de lanterna

Parte 1 - Linhas Orientadoras 4


de uma fotografia de Erwin Panofsky, um distinto historiador de arte do século XX. Trata-se da
fotografia de um manuscrito holandês do século XV que retrata um sarcófago romano do século II.
Qual é a obra? Qual é o assunto? Quem é o artista?

Neste exemplo, um catalogador pode ser tentado a considerar Panofsky como o criador, porque a
fotografia original foi feita por um indivíduo identificado e bem conhecido, ainda que não como
fotógrafo. Mas a questão da autoria depende de outra mais ampla, com a qual o catalogador deve
começar: O que estou eu a catalogar? A fotografia tem o duplo potencial de ser ela própria uma obra
de arte, digna de catalogação, e uma imagem documental que retrata uma obra de arte separada. Se
o catalogador escolhe catalogar a fotografia tirada por Panofsky, a obra é a fotografia, o seu criador é
Panofsky e o assunto é o manuscrito. Se o catalogador escolher catalogar o manuscrito, a obra é o
manuscrito, o criador desconhecido e o assunto é um sarcófago romano. Panofsky é o criador da
imagem e deve ser registado como tal no campo criador no Registo de Imagem. A resposta à questão
“O que estou a catalogar?” despoleta o resto das escolhas feitas no processo de catalogação e ajuda a
distinguir informação sobre a obra e informação sobre a imagem.

III. OBRAS E IMAGENS

O CCO recomenda fazer uma clara distinção entre a obra e a imagem. É importante fazer uma
distinção no início da catalogação, porque muitos dos mesmos tipos de elementos de informação
utilizados para documentar uma obra podem também ser utilizados para documentar a imagem. Se a
distinção não for clara, os resultados de uma pesquisa podem produzir erros e confusão ao utilizador
final. Pode também causar dificuldade em processos de migração ou exportação de registos para
outro sistema.

O que é uma Obra?

No CCO, uma obra é uma criação intelectual ou artística distinta, limitada principalmente a objetos e
estruturas feitas pelo homem, incluindo obras construídas, obras de arte visuais e artefactos culturais.
As obras construídas consistem em arquitetura, outras estruturas ou ambientes artificiais, em geral
suficientemente grandes para que qualquer pessoa possa entrar, que têm um objetivo prático, sendo
relativamente permanentes e estáveis e geralmente consideradas como tendo valor estético. As artes
visuais são objetos físicos concebidos para serem percetíveis sobretudo através do sentido da visão,
criados através do uso da habilidade e imaginação e que exibem uma qualidade estética e tipo que os
habilitam a ser colecionados por museus de arte ou colecionadores particulares.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 5


Uma forma contemporânea como a arte performativa pode ser considerada arte visual, mas as artes
do espetáculo e a literatura não são. Os artefactos culturais são objetos físicos produzidos ou criados
pelo homem, principalmente ferramentas, armas, ornamentos e outros itens que dão
intrinsecamente provas culturais sobre a pessoa (e a cultura) que a fez ou usou, e são ainda
caracterizadas por serem de interesse histórico ou arqueológico, bem como do tipo colecionado por
museus ou colecionadores particulares 2.

As obras podem ser monumentais, ligadas a outras obras, colecionadas por museus de arte,
pertencer a museus etnográficos, antropológicos ou quaisquer outros museus ou estar na posse de
colecionadores particulares. As obras incluem arquitetura, arquitetura paisagística, outras obras
construídas, objetos tais como pinturas, esculturas, murais, desenhos, gravuras, fotografias,
mobiliário, cerâmica, ferramentas, vestuário, têxteis, outros objetos decorativos ou utilitários, ou
qualquer outra das centenas de tipos de criações artísticas e outros vestígios culturais. A arte
performativa, instalações e trabalhos site-specific são incluídos. Excluem-se obras literárias, música,
artes do espetáculo, artes da linguagem, artes culinárias, ciência, religião, filosofia e outros tipos de
cultura intangível.

Uma obra pode ser um único objeto ou ser constituído por várias partes físicas. Note-se também que
um Registo de Obra pode ser feito para uma coleção física ou virtual de itens individuais.

O que é uma Imagem?

Uma imagem é uma representação visual de uma obra. Existe normalmente em formatos
fotomecânicos, fotográficos ou digitais. Numa coleção de recursos visuais típica, uma imagem é um
diapositivo, uma fotografia ou um ficheiro digital. Uma coleção de recursos visuais pode deter várias
imagens da mesma obra. As imagens não incluem modelos tridimensionais físicos, desenhos, pinturas
ou esculturas, os quais constituem obras por direito próprio.

Se uma obra é representada noutra obra (por exemplo se uma catedral é representada numa
pintura), a catedral é o assunto da pintura (a pintura não é uma imagem da catedral); se é feito um
Registo de Obra separado para a catedral, esse registo pode ser ligado ao registo da pintura como
Obra Relacionada (e não como uma Obra-Imagem). Da mesma forma, se uma obra é objeto de
estudo de outra obra, os registos das duas obras podem ser ligados como Obras Relacionadas, não
como Obra-Imagem.

A fotografia de uma obra pode também ser tratada tanto como uma obra de arte ou uma imagem,

Parte 1 - Linhas Orientadoras 6


dependendo da importância do fotógrafo e do valor estético e histórico da fotografia.

Por exemplo, a fotografia do conhecido fotógrafo francês Brassai La Tour Eiffel, representa a Torre
Eiffel à noite. Esta fotografia seria normalmente tratada como obra de arte, e não apenas como uma
imagem que documenta a Torre Eiffel.

Em contraste, outra fotografia, comprada num ponto comercial representando a mesma estrutura
seria provavelmente tratada como documentação fotográfica da Torre Eiffel, registada como uma
imagem e ligada ao registo da obra Torre Eiffel como uma obra de arquitetura.

Outras considerações sobre a distinção entre obra e imagem podem envolver o elemento temporal.
Note-se que a designação de um item como uma imagem (isto é, um substituto da obra) versus uma
obra pode variar ao longo dos tempos. Considere-se um exemplo no Victoria and Albert Museum. O
museu pode ter uma imagem digital de uma fotografia do século XIX; nessa fotografia está
representado um modelo de gesso da antiga obra romana a Coluna de Trajano. Tais modelos foram
originalmente feitos para servir de substitutos das obras originais para fins de ensino, embora sejam
agora considerados pelo museu como obras de direito próprio. A fotografia do século XIX, por sua
vez, foi originalmente feita para substituir o modelo de gesso (e, por extensão, da Coluna de Trajano),
mas também essa fotografia é agora considerada uma obra por direito próprio. Quais são as relações
entre as imagens e as obras neste exemplo? Na solução mais simples, a imagem digital é uma imagem
(substituta) da fotografia, que é uma obra; o tema da fotografia é o modelo de gesso, que é uma obra
e, finalmente, o tema do modelo de gesso é a Coluna de Trajano, também ela uma obra.

Relações entre Registos de Obras e Registos de Imagens

Numa estrutura de base de dados relacional, o registo de uma imagem deveria estar ligado ao registo
da obra, ficando assim ligada à informação sobre essa obra. A obra pode ser ligada a múltiplas
imagens (quando há, por exemplo, mais do que uma imagem da obra) e a imagem pode ser ligada a
múltiplas obras (quando, por exemplo, aparece mais do que uma obra na mesma imagem). O modelo
de base de dados relacional permite ao catalogador registar informação de uma obra e imagem nos
campos apropriados, fazendo claramente a distinção entre a obra e a imagem. Embora o exemplo
Panofsky seja complicado pelo facto da fotografia poder ser considerada quer uma obra quer uma
imagem de uma obra, uma vez tomada a decisão inicial sobre o assunto, a catalogação segue de
forma simples. Hoje em dia, a maior parte das instituições que catalogam utilizam uma base de dados
relacional para catalogar obras culturais e as suas imagens; existem muitos programas de software

Parte 1 - Linhas Orientadoras 7


disponíveis para a criação de um tal sistema de informação.

Catalogação de Imagens de Obras Complexas

Catalogar imagens de obras complexas apresenta certos desafios. Considere-se, por exemplo, a
catalogação de uma dúzia de imagens da obra Gates of Paradise de Ghiberti. Este conjunto de portas
encontra-se na entrada leste do Batistério de São João em Florença, Itália. Tomada como um todo, a
obra compreende dez grandes painéis que retratam várias cenas do Antigo Testamento e numerosas
pequenas figuras e painéis. A primeira decisão consiste em criar um Registo de Obra para as portas
separado do registo do Batistério. Neste caso, o catalogador criaria provavelmente um registo
diferente para as portas, uma vez que estas têm um criador diferente e possuem características
físicas, datas e estilo diferentes do Batistério.

O registo das portas deve estar subordinado ao registo do Batistério. O catalogador deve depois
decidir como catalogar as imagens das doze portas, incluindo perspetivas da porta como um todo e
detalhes dos diferentes painéis das portas. Os painéis não se encontram separados fisicamente da
porta, mas cada um representa uma cena diferente do Antigo Testamento. Cada painel pode ser
tratado como um trabalho separado; no entanto, isso pode não ser necessário, uma vez que os
painéis não foram separados fisicamente, são do mesmo artista e foram feitos com os mesmos
materiais. Neste caso, os Registos de Imagem de cada painel podem ser ligados ao Registo de Obra
das portas, e cada Registo de Imagem pode incluir um assunto (ver Capítulo 9) que indica qual a cena
particular descrita em determinada imagem.

Catalogação de Imagens de Arquitetura

A prática atual em coleções de recursos visuais admite diversas formas de catalogar imagens de
material construído. As três abordagens que se apresentam em seguida podem ser combinadas como
solicitado numa única base de dados, escolhendo uma ou outra de acordo com a situação que se
apresenta.

Uma abordagem consiste na criação de um Registo de Obra para o edifício, ao qual estão ligados
Registos de Imagem das imagens exteriores, imagens interiores, detalhes, etc. Este método de
trabalho funciona bem para edifícios ou estruturas simples.

Outra abordagem propõe a criação de um Registo de Obra para o edifício ao qual estão ligados
Registos de Imagem de várias imagens e detalhes da obra construída. Criam-se também Registos de
Obra separados para cada plano, modelo ou outros documentos analíticos ou interpretativos, e os

Parte 1 - Linhas Orientadoras 8


Registos de Imagem são ligados aos vários Registos de Obra aos quais estão relacionados (por
exemplo, as imagens do plano podem ser ligadas ao registo de obra do plano). Esta estratégia
funciona bem quando os documentos relativos a uma construção são por si mesmos importantes.

Uma terceira abordagem divide-se virtualmente o edifício em peças. Fazem-se diversos Registos de
Obra para um edifício, incluindo, por exemplo, um Registo de Obra para o edifício como um todo, e
vários Registos de Obra para cada elemento significativo, como uma capela, um portal, a cúpula, etc.
Esta abordagem pode ser útil quando se cataloga um número elevado de imagens de um trabalho de
construção complexo.

A opção pela abordagem a seguir numa determinada situação depende, por um lado, da dimensão do
edifício, da complexidade da sua estrutura e da quantidade de componentes que contém e, por outro
lado, do número de imagens que o catalogador tem de descrever. O objetivo consiste em determinar
a forma como o utilizador consegue “ver” melhor o edifício virtualmente, usando as várias imagens
de que dispõe na coleção. Por exemplo, na catalogação de 200 imagens de uma grande catedral com
muitas componentes, o catalogador pode fazer Registos de Obra separados para o exterior, o interior,
as janelas, os frescos, todos ligados enquanto partes da catedral. Se uma determinada capela ou
outro espaço é importante do ponto de vista arquitetónico, desenhado por outro arquiteto ou
construído numa época diferente do resto da construção, deve ser feito um Registo de Obra separado
para esse espaço. Noutro exemplo, se o catalogador tem apenas um número reduzido de imagens de
um edifício – por exemplo, da Rotunda da Universidade de Virgínia – pode ser suficiente um Registo
de Obra, ao qual se ligam os Registos de Imagem para imagens do exterior, interiores e detalhes.
Saliente-se que esta abordagem perde eficácia se a coleção adquirir mais imagens da Rotunda. Ver
também Trabalhos Relacionados em baixo.

IV. DESCRIÇÕES MÍNIMAS

O catalogador confronta-se com outra pergunta básica: “Que quantidade de informação deve conter
um registo de catalogação?” O objetivo da catalogação deve ser duplo: promover um bom acesso aos
trabalhos e imagens, associado a descrições claras e precisas que os utilizadores entendam. Este
objetivo pode ser alcançado quer com um registo de catalogação exaustivo, quer com um registo de
catalogação mínimo, desde que o catalogador siga normas e que a catalogação descritiva seja
consistente entre registos.

A quantidade de informação incluída depende de diversos fatores, tais como o tipo de materiais
documentados, a função, o papel e o objetivo da documentação. Mesmo entre instituições com

Parte 1 - Linhas Orientadoras 9


coleções e objetivos semelhantes, a prática pode variar em função do tempo, conhecimento e
experiência dos catalogadores, da estrutura da base de dados e do sistema de informação, das
necessidades e expectativas dos utilizadores finais e, finalmente, da prática institucional estabelecida.

Catalogação Exaustiva: Especificidade e Exaustividade

A catalogação exaustiva é muitas vezes discutida em termos de especificidade e exaustividade, isto é,


de precisão e quantidade de termos aplicados a um elemento particular num registo. A especificidade
refere-se ao grau de precisão ou pormenor utilizados na descrição. Por exemplo, na descrição de um
trabalho arquitetónico, idealmente o catalogador deve escolher o termo mais específico campanário
em vez do termo mais genérico torre. A exaustividade refere-se ao grau de profundidade e amplitude
que o catalogador utiliza na descrição. Estas são expressas através da utilização de um número
elevado de termos ou por uma descrição mais pormenorizada. Por exemplo, o catalogador pode
escrever “fotografias a preto e branco utilizadas para criar uma montagem sobre papel gráfico, com
fotocópias e textos datilografados”, em oposição a “meios de comunicação mistos”. De uma forma
geral, quanto maior for o grau de especificidade e de exaustividade nos registos de catalogação,
maior será o seu valor para os investigadores. Contudo, a capacidade das instituições de catalogação
para atingir este objetivo é muitas vezes limitada por questões práticas. As instituições de catalogação
devem estabelecer regras locais e princípios básicos sobre o nível de especificidade a ser aplicado
pelos catalogadores para cada elemento. Ver também Elementos Essenciais e Registos Mínimos em
baixo. O CCO recomenda as seguintes considerações para apoiar a instituição de catalogação na
tomada de decisões sobre catalogação mínima.

Dimensão e Requisitos da Coleção

A dimensão da coleção pode influenciar a definição dos níveis de especificidade e de exaustividade


utilizados por uma instituição. Uma instituição que está a catalogar uma grande coleção, pode não ter
necessidade ou recursos para registar informação extensiva e específica para cada obra. Por outro
lado, uma instituição pequena pode ver-se constrangida por não ter acesso a informação específica;
por exemplo, um depósito pode não ter um laboratório de conservação que permita uma análise
precisa de medidas e materiais. Mesmo numa única coleção, os próprios trabalhos podem originar
diferentes níveis de especificidade e exaustividade. Por exemplo, uma escultura que tenha sido feita a
partir de um único material pode ser suficiente referir apenas o nome desse material (bronze),
enquanto outra pode ter sido composta a partir de diversos materiais aplicados por processos
diferentes que devem ser registados (molde de resina com carvalho folheado, aplicação de tinta e

Parte 1 - Linhas Orientadoras 10


folhas douradas, montada numa base de madeira esculpida).

Foco da Coleção

O âmbito e o foco de uma determinada coleção podem determinar os tipos e especificidade da


terminologia exigida. Uma coleção que contenha uma grande variedade de obras de diferentes tipos,
pode não ter muita necessidade de registar informação muito específica para cada obra. Pelo
contrário, uma coleção especializada vai exigir informação mais específica de forma a distinguir uma
obra de outra. Uma instituição com três tapeçarias inseridas numa grande coleção generalista,
provavelmente vai precisar de informação menos específica acerca dessas tapeçarias daquela
requerida por um museu especializado em tapeçarias e outros têxteis.

Perícia dos Catalogadores e Disponibilidade da Informação

Em qualquer sistema de informação, o conteúdo dos registos reflete necessariamente o nível de


conhecimento individual dos catalogadores. Estes podem não ser peritos acerca das obras que estão
a catalogar. Os catalogadores de coleções de recursos visuais podem não ter acesso a alguma
informação acerca da obra. Em qualquer caso, estes profissionais nunca devem utilizar um termo
específico a não ser quando tenham feito pesquisa, ou possuam documentação ou conhecimento que
suporte essa utilização. É preferível utilizar um termo genérico quando não existe certeza. Por
exemplo, um catalogador deve referir-se a um material como pedra em vez de faixa de ardósia se ele
ou ela não está seguro do material específico utilizado. Devem estabelecer-se regras locais que
abranjam terminologia em falta para os elementos requeridos para os quais não existe informação
disponível.

Perícia dos Utilizadores

A informação disponibilizada e a potencialidade de recuperação da informação devem adaptar-se às


expetativas e nível de conhecimento daqueles que se espera venham a ser os futuros utilizadores do
sistema de informação. Muitas instituições têm de satisfazer um vasto conjunto de utilizadores, desde
o estudante conhecedor àqueles que visitam o museu ou o sítio web pela primeira vez. Outra questão
a ter em conta é se a informação da instituição vai estar disponível numa base de dados alargada
juntamente com os registos de outras instituições. Por exemplo, pense se está a contribuir para um
ou mais consórcios ou se vai estar disponível para pesquisa num ambiente regional ou num catálogo
comunitário. Se for esse o caso, a sua catalogação precisa de ser suficientemente específica de forma

Parte 1 - Linhas Orientadoras 11


a permitir que os seus registos mantêm significado no contexto de um repositório de informação
alargado.

Potencialidades Técnicas

Lembre-se sempre que uma boa estrutura de dados e que os dados que vão alimentar a base de
dados são investimentos críticos; os seus dados precisam de sobreviver aos diversos sistemas
informáticos que vão surgir ao longo do tempo. Do ponto de vista ideal, as questões técnicas não
devem influenciar a prática de catalogação. No entanto, no mundo real, estas questões podem limitar
ou otimizar a catalogação através de diferentes formas. Por exemplo, se o registo não permitir fazer a
ligação a autoridades hierárquicas, os catalogadores podem ter de introduzir em cada registo os
termos específicos e os gerais de forma a permitir esse acesso, embora a tradição bibliográfica seja
diferente. (No contexto do CCO, fazer uma ligação consiste em estabelecer uma relação entre dois
objetos de informação, normalmente entre dois registos ou entre valores num ficheiro autoridade e
um campo num registo). Ou seja, se o processo de um trabalho é gravação e o termo gravação não
se encontra ligado ao termo mais genérico impressão numa autoridade, no Registo de Obra pode ser
necessário introduzir gravação e impressão.

Elementos Essenciais e Registos Mínimos

Quando se analisam a extensão e a dimensão dos registos, a questão da especificidade e da


exaustividade têm de ser olhadas por outro prisma. Tal como um museu, ou uma coleção de recursos
visuais, deve estabelecer regras sobre o número mínimo de termos a atribuir a cada elemento num
registo de catalogação, deve também estabelecer um conjunto mínimo de elementos que devem
constar no registo, tais como: informação sobre o seu criador, título da obra e data de execução da
obra. Do ponto de vista dos utilizadores, uma catalogação extensa e aprofundada é desejável, mas do
ponto de vista prático, isto nem sempre é possível devido a limitações de tempo, de recursos
humanos e de capacidade para localizar e verificar a informação.

Apesar de se encorajar tanto o recurso à especificidade como à exaustividade na elaboração de um


registo, a consistência dos dados é mais importante do que a quantidade de dados colocados no
registo. Não existe uma regra universal sobre a extensão da catalogação, que se refira quer ao
número de termos utilizados num só elemento, quer ao número de elementos necessários para
construir um registo; contudo, o CCO recomenda que se utilizem elementos descritivos
normalizados, como os definidos em VRA Core Categories ou as categorias essenciais CDWA, como

Parte 1 - Linhas Orientadoras 12


base para a construção de um registo mínimo. A forma como estes metadados essenciais são
utilizados na construção de uma base de dados de catalogação, e a forma como a informação é
analisada para posterior visualização em interfaces de acesso público ou etiquetagem, pode exigir
soluções locais diferentes daquelas apresentadas no CCO.

Como Definir Elementos Essenciais

No CCO analisa-se um subconjunto de elementos das VRA Core Categories, que constituem um
subconjunto dos metadados CDWA. Os elementos essenciais do CCO englobam a informação
descritiva mais importante para produzir um registo de uma obra e de uma imagem. Os capítulos da
Parte 2 abordam as questões de catalogação de todos os elementos essenciais para metadados
descritivos (os metadados administrativos não estão incluídos). Cada capítulo indica quais os
elementos essenciais exigidos e aqueles que são recomendados (mas não exigidos). Tal como definido
pela instituição catalogadora, os registos mínimos contêm a quantidade mínima de informação
dentro do conjunto mínimo de elementos. O CCO recomenda que um registo mínimo deve incluir a
maioria, se não todos, os elementos de metadados essenciais; sempre que possível, no registo
mínimo devem constar os dados de todos os elementos essenciais exigidos. O CCO não define a
extensão da catalogação e reconhece que nem todas as instituições precisam ou têm acesso a todos
os dados necessários para completar um registo mínimo.

Quais os passos a dar pelo catalogador quando a informação essencial é limitada ou não se encontra
disponível? Quando um elemento está identificado como necessário, isto significa que é fortemente
recomendado. Contudo, durante o processo de catalogação, os dados nem sempre se encontram
disponíveis. Compete então à instituição catalogadora definir como vai lidar com os dados em falta.
As hipóteses possíveis são utilizar os termos não disponível, desconhecido, ou não aplicável; criar o
valor NULO na base de dados; ou deixar o campo em branco com possibilidade de preenchimento
pelo utilizador final. A forma como se lida com estas situações depende dos responsáveis locais e
pode variar de uma instituição para outra.

Os capítulos na Parte 2 debruçam-se sobre o que fazer quando a informação essencial de vários
elementos não está disponível. Em certos casos, a informação pode ser fornecida pelo catalogador;
por exemplo, um catalogador pode criar um título descritivo quando este é desconhecido. Noutros
casos, o catalogador pode usar um termo genérico quando a informação mais específica é
desconhecida (por exemplo, inscrever metal em vez de bronze para designar o material). Noutros
casos ainda, desconhece-se qualquer tipo de dados, como descrito no parágrafo anterior.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 13


Imaginemos outra situação: e se os elementos essenciais do CCO não são suficientes para permitir
que a instituição catalogadora descreva as obras que integram a sua coleção? O CCO recomenda que
se comece com as VRA Core Categories ou os metadados essenciais CDWA como base para a
construção de um registo mínimo, aos quais se podem ir acrescentando elementos de informação
adicionais do CDWA à medida das necessidades. Apesar dos elementos essenciais do CCO serem
definidos a partir das categorias centrais CDWA, o CDWA contém elementos que não se encontram
no CCO; algumas instituições podem precisar de elementos que ultrapassam o alcance de ambos. Por
exemplo, um catalogador de um museu pode ter na sua posse uma abundância de informação acerca
da obra, da sua origem, ou da história da sua conservação, que nem os VRA Core Categories nem os
elementos de metadados essenciais CDWA abrangem. As instituições devem acrescentar os
elementos que consideram necessários às suas exigências.

Elementos para um Registo de Obra

Para uma lista dos elementos CCO, ver o início da Parte 2. Dada a diversidade de obras culturais
descritas pelos catalogadores, não é possível identificar um conjunto de elementos mínimos que seja
suficiente em todas as situações. Por exemplo, para identificar e descrever obras de culturas e
períodos diferentes é necessária informação diferenciada. A arte africana tribal requere elementos
diferentes daqueles necessários para descrever manuscritos islâmicos; a arte antiga ou a arte de
performance exigem elementos diferentes. O CCO recomenda os seguintes tipos de informação como
essenciais para os registos mínimos de todas as obras culturais.

Responsabilidade Criativa e Contextos de Criação

É necessária informação sobre a criação da obra. Quem criou a obra? Se não se identifica o criador,
qual é a cultura de origem da obra? Onde é que a obra foi criada? Quando é que foi criada?

Informação Descritiva e de Identificação

Os catalogadores devem fornecer informação suficiente para definir em que é que consiste a obra e
para a distinguir de outras. O que é a obra e qual o seu nome? Qual é o tipo de obra e o título? Onde
se localiza? Qual é o seu assunto? De que materiais é feita?

◻◻◻

Os Capítulos 1 a 8 da Parte 2 identificam os elementos recomendados e fornecem conselhos sobre o


seu preenchimento; sugere-se também o que fazer quando não se possui informação mínima de um

Parte 1 - Linhas Orientadoras 14


determinado elemento essencial. Ver a Parte 2 para uma lista completa dos elementos. Segue-se uma
breve lista dos elementos em cada capítulo:

Capítulo 1: Designação do Objeto


Tipo de Obra
Título

Capítulo 2: Informação sobre o criador


Criador
Função do Criador

Capítulo 3: Características Físicas


Medidas
Materiais e Técnicas
Estado e Edição
Características Físicas Adicionais

Capítulo 4: Informação Estilística, Cultural e Cronológica


Estilo
Cultura
Data

Capítulo 5: Localização e Geografia


Localização Atual
Local da Criação
Local de Descoberta
Localização Anterior

Capítulo 6: Assunto
Assunto

Capítulo 7: Classe
Classe

Capítulo 8: Descrição
Descrição
Data

Capítulo 5: Localização e Geografia


Localização Atual
Local da Criação
Local de Descoberta
Localização Anterior

Capítulo 6: Assunto
Assunto

Capítulo 7: Classe
Classe

Capítulo 8: Descrição
Descrição

Parte 1 - Linhas Orientadoras 15


Outras Notas Descritivas

Elementos para um Registo de Imagem

A informação essencial acerca de uma imagem de uma obra deve ser documentada nos metadados
administrativos (por exemplo, a informação de depósito ou números de identificação para recursos
analógicos ou digitais) e nos metadados técnicos (por exemplo, dimensão da imagem, formato da
imagem), os quais estão fora do âmbito deste guia. O CCO aborda os metadados descritivos, nos
quais se inclui a seguinte informação mínima essencial para o utilizador final:

Visualizar as informações

A visualização das informações é obrigatória nas imagens. Que descrição podemos fazer a partir de
um ponto específico da obra? Um trabalho tridimensional, por exemplo, pode ter várias imagens,
representando múltiplos ângulos.

◻◻◻◻

O Capítulo 9 analisa os elementos descritivos necessários e recomendados para os ângulos


representados nas imagens: Descrição da Visualização, Tipo de Visualização, Tema de Visualização e
Data de visualização.

Elementos para um Registo de Grupo, Coleção ou Série

O registo para um grupo, uma coleção ou uma série pode ter os mesmos campos que um Registo de
Obra ou de Imagem. No entanto, estes registos devem estar marcados (como os Registos de Obra e
de Imagem) com o Tipo de Registo, de forma a que seja claro para o utilizador que se trata de um
registo agregado e não de um registo de um trabalho individual. Os registos de trabalhos ou de
imagens individuais podem estar ligados hierarquicamente como parte de um registo de grupo,
coleção ou de série.

V. TIPO DE REGISTO

O CCO aconselha a utilização de um elemento Tipo de Registo apesar de este ser um metadado
administrativo e, por isso, se encontrar fora do âmbito deste manual.

O Tipo de Registo indica o nível de catalogação com base na forma física ou no conteúdo intelectual
do material. O primeiro passo no trabalho de catalogação consiste em definir o nível de catalogação
adequado à obra e aos objetivos da instituição catalogadora. Para os catalogadores de recursos

Parte 1 - Linhas Orientadoras 16


visuais, os Tipos de Registos recomendados são imagem, obra e coleção. Para os catalogadores de
objetos de museu, ver as definições e a discussão em Categories for the Description of Works of Art:
Object/Work – Catalog Level, onde se sugerem os termos item, volume, grupo, subgrupo, coleção,
série, conjunto e componente. Sobre a terminologia de grupos arquivísticos, consultar também
Describing Archives: A Content Standard.

VI. OBRAS RELACIONADAS

No contexto do CCO, Obras Relacionadas são aquelas que têm uma relação conceptual importante
entre si; os registos destas obras encontram-se ligados na base de dados. As Obras Relacionadas
podem ser relevantes para obras constituídas por partes (por exemplo, um tríptico), obras de
arquitetura, coleções de obras e obras de uma série.

Quando se está a catalogar uma peça de arte ou de arquitetura, é importante fazer o registo das
obras que têm uma relação direta com essa peça, em especial quando essa relação não é evidente à
primeira vista. Por exemplo, as obras do mesmo artista ou que tenham o mesmo assunto não
precisam de estar ligadas como Obras Relacionadas, apenas por esse motivo; mas, se uma dessas
obras for um estudo preparatório para outra, se possível, essa relação especial deve ser registada. As
relações todo-parte devem ser sempre registadas.

A discussão que se segue aborda as relações intrínsecas e extrínsecas entre Registos de Obra. Uma
base de dados pode conter outros registos extrínsecos a um Registo de Obra, tais como registos de
imagens, fontes bibliográficas e autoridades. Note-se que, apesar dos ficheiros autoridade conterem
informação que é extrínseca à obra que está a ser analisada, a informação dos ficheiros autoridade é
considerada essencial para compreender a obra que está a ser catalogada. Ver a secção anterior
Obras e Imagens e mais à frente a secção Ficheiros Autoridade e Vocabulários Controlados.

Relações Intrínsecas

Para o CCO, uma relação intrínseca consiste numa relação direta entre duas obras. O CCO sugere que
os catalogadores distingam entre relações intrínsecas e relações extrínsecas. Uma relação intrínseca
é essencial e deve ser registada de forma a permitir uma pesquisa eficaz. Em contrapartida, uma
relação extrínseca não é essencial; apesar do seu caráter informativo, o catalogador não precisa de
identificar a relação extrínseca no processo de catalogação.

A catalogação de obras complexas, como por exemplo obras que se dividem em diferentes partes ou
que têm relações físicas ou conceptuais complexas com outras obras, pode exigir a criação de

Parte 1 - Linhas Orientadoras 17


relações entre obras relacionadas. As obras complexas exigem uma atenção especial. Pode ser
necessário fazer registos separados para as partes que compõem a obra e para a obra como um todo,
ligados através de relações hierárquicas (ver Design de Bases de Dados e Relações à frente).

Relações Todo-Parte entre Obras

As relações todo-parte, também conhecidas como relações entidade-componente ou pai-filho, são


relações intrínsecas. Muitas vezes, as obras complexas exigem a criação de Registos de Obra
separados para as partes, bem como de registos para o conjunto. Neste tipo de relação, a parte não
pode ser totalmente compreendida sem o seu todo; a informação da parte advém do todo. Os
complexos de arquitetura, os manuscritos e os trípticos são exemplos de obras que exigem relações
todo-parte.

O CCO sugere a criação de Registos de Obra separados para cada parte e para o todo quando a
informação relativa ao todo difere de forma significativa da informação relativa às partes. O
objetivo consiste em colocar a informação de forma clara e distinta e fornecer um acesso eficaz tanto
às partes como ao todo.

Como é que um catalogador sabe quando deve criar registos separados para as partes de uma obra?
Em certa medida, isto depende do tipo de obra que está a ser catalogada e das políticas da instituição
catalogadora, mas o CCO recomenda a criação de registos separados quando cada parte de uma
obra contém informação exclusiva suficiente que tornaria difícil a sua colocação num único registo.
Os repositórios devem equacionar em que situações os registos separados podem ser necessários
para gerir as obras. Os museus e as coleções de imagens devem ter em consideração de que forma os
registos separados podem ajudar na recuperação de informação e na sua apresentação ao utilizador
final. Para se tomar uma opção ou outra, deve ter-se em conta se o artista, as datas, o estilo, os meios
ou a localização das partes e todo são diferentes. Por exemplo, um Registo de Obra pode ser
suficiente para descrever os dois componentes de uma ânfora grega antiga, uma vez que o artista, o
material, as datas e a localização são os mesmos para as duas partes, apesar do vaso e da tampa
terem dimensões diferentes. Noutro exemplo, um conjunto de mobília desenhado por Frank Lloyd
Wright pode ser descrito como uma unidade num Registo de Obra elaborado para o conjunto; no
entanto, se precisarmos de recuperar informação sobre cada item, pode tornar-se necessário fazer
Registos de Obra individuais para cada cadeira e mesa - cabe ao catalogador a decisão. Para um
díptico de uma paisagem coreana do séc. XV, em que os painéis têm tamanhos e temas diferentes,
que foi pintado por artistas distintos em épocas diferentes e segundo técnicas diferentes e que mais

Parte 1 - Linhas Orientadoras 18


tarde foi montado como um díptico, naturalmente será útil criar três registos separados: um para o
díptico e um para cada painel enquanto parte do díptico. Os retábulos, como o Isenheim de Matthias
Grünewald, são exemplos de obras em que as partes podem exigir um tratamento individual,
detalhado e complexo por parte do catalogador. Este retábulo é composto por vários painéis pintados
e em talha colocados em dois conjuntos de abas, que podem mostrar-se em três configurações
diferentes com temas iconográficos complexos.

As decisões nem sempre são fáceis. Por exemplo, em obras em que o criador é desconhecido, como
acontece muitas vezes na decoração arquitetónica, definir se a relação entre a decoração e o edifício
é intrínseca ou extrínseca pode depender do ponto de vista de cada indivíduo; mas o acesso deve ser
a questão principal a ter em consideração. A decoração pode exigir um registo separado quando os
elementos essenciais da descrição como o criador, o título, os materiais e técnicas de decoração
diferem de forma significativa da estrutura no seu todo.

Quando a instituição catalogadora tem na sua posse apenas uma parte de uma obra, ou uma imagem
de uma parte de uma obra, pode querer fazer um registo para o conjunto, dado que na ausência de
um registo do conjunto, pode perder-se informação crítica para o utilizador final (como a localização
original, propriedade, dimensões gerais, tema e proveniência do conjunto). Para além disto, uma vez
que a parte pode conter informação que deriva do todo (por exemplo, o título do conjunto), a criação
de um registo para o todo e a ligação ao registo da parte fornece um contexto importante e melhora
o acesso.

Relações de Grupos e Coleções

Quando se fazem registos separados para um grupo de obras ou uma coleção e as suas partes, as
relações entre o grupo e as suas partes são intrínsecas. Por outro lado, quando não é possível fazer
registos separados para Obras Relacionadas individuais, pode fazer-se um só registo para um grupo
ou coleção de obras. Este processo também pode ser utilizado para um grupo ou uma coleção de
imagens relacionadas.

As coleções e os grupos podem ser catalogados da mesma forma, dado que em ambos os casos se
tratam de conjuntos de itens. Os registos de nível de coleção e nível de grupo podem ser feitos para
obras ou para imagens. Muitas vezes, recorre-se à catalogação de nível de coleção ou de nível de
grupo para começar a trabalhar um conjunto alargado de obras. Por exemplo, um museu, ou outra
instituição, pode começar por fazer um registo de coleção para uma coleção de pinturas, desenhos,
livros raros ou artefactos adquiridos recentemente. Numa fase posterior da catalogação, a instituição

Parte 1 - Linhas Orientadoras 19


pode criar registos individuais mais detalhados para algumas ou até para todas as obras que
compõem esse grupo ou coleção. A organização de Registos de Obra em coleções também pode ser
útil quando se procede à ordenação histórica das obras, as quais podem estar dispersas
geograficamente. Numa base de dados, o agrupamento dos Registos de Obra ou dos Registos de
Imagem pode ser automático, quando a pesquisa por um determinado termo reúne todas as obras ou
imagens indexadas a esse termo. Contudo, esse agrupamento pode também ser pré-determinado
pelo catalogador mediante a organização de itens em grupos, e assegurando que a pesquisa com um
número elevado de resultados permite a sua visualização por ordem lógica.

Quando se opta por registos separados para os itens individuais e para o grupo ou coleção a que
pertencem, os registos dos itens devem estar ligados como parte do registo de grupo ou da coleção.
O mesmo se aplica para as coleções de imagens.

Relações de Séries

A relação entre uma obra individual e a sua série é intrínseca, uma vez que a obra é melhor
compreendida no contexto da série. As obras feitas em série podem exigir registos separados para
cada parte (as obras) e para o todo (a série). Estas obras podem incluir impressões, fotografias,
pinturas, esculturas ou instalações. Os registos de obras em série podem exigir o registo da sua
sequência cronológica.

Sempre que isso seja possível, o CCO recomenda a criação de Registos de Obra separados para cada
item de uma série e para a série no seu conjunto. Todavia, esta opção pode não ser exequível
quando se trata de uma série grande ou quando a instituição não está na posse de todas as obras da
série. A experiência varia entre os grupos de utilizadores. Os museus podem criar um registo para a
série, para ter acesso a toda a informação necessária sobre a série, e para a obra ou obras existentes
na sua coleção (ver também Relações de Grupo e Coleção acima); os repositórios de recursos visuais
fazem isto muitas vezes. A forma como os registos se encontram ligados, são pesquisados e
visualizados depende das necessidades e capacidades do sistema de informação local, mas uma
pesquisa sobre a série deve remeter para as partes, da mesma forma que o registo de uma parte
deve reencaminhar para o todo. Algumas instituições não dispõem de recursos para fazer registos
separados para as séries e as partes que as compõem; nestes casos, normalmente, fazem uma
referência à série no título do Registo de Obra, utilizando o título coletivo da série ou outra
referência, em substituição de registos separados e relacionados. Ver Capítulo 1: Designação dos
Objetos.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 20


Obras de Arquitetura e Componentes

Quando as diferentes partes de uma obra de arquitetura ou uma obra com componentes estão
catalogadas separadamente, a relação entre o todo e as partes é intrínseca.

Na catalogação de ambiente edificado e de outras obras compostas por componentes (múltiplas


partes) as questões associadas à catalogação de obras complexas surgem com mais evidência. Antes
de iniciar o processo de catalogação, compete ao catalogador decidir se deve subdividir a estrutura
arquitetónica ou outra obra em múltiplas componentes. Eis alguns critérios que podem ajudar o
catalogador nessa decisão: a importância relativa dos componentes, a existência de diferentes
criadores, de diferentes períodos de construção entre os componentes e possibilidade de pesquisa
por componentes individuais por parte dos utilizadores.

As decisões acerca da catalogação de obras de arquitetura, ou de outras obras compostas por


múltiplas partes, assim como das imagens dessas obras, nem sempre são lineares. As estruturas
arquitetónicas podem conter diversas divisões e componentes num só edifício, assim como vários
edifícios no espaço de um único complexo. Uma estrutura pode ter sido construída ou modificada por
vários arquitetos durante um período alargado. Esta informação pode ser capturada numa imagem ou
numa série de imagens. Podem também existir documentos analíticos ou interpretativos do edifício
(por exemplo, um plano ou um modelo) que, por si próprios, constituem obras com Registos de Obra
separados.

Um edifício, ou outra obra complexa, podem ser considerados como um todo composto por partes;
assim, os registos para obras construídas e outro tipo de obras com componentes podem estar
relacionados numa hierarquia. Por exemplo, a abóbada e a fachada de uma basílica podem ser
catalogadas como partes do todo formado pela basílica; os registos para a abóbada e para a fachada
podem estar ligados hierarquicamente ao registo da basílica como um todo. Acresce que um edifício
tem espaços interiores e exteriores e pode, ele próprio, integrar um conjunto alargado de edifícios.
Nos exemplos que se seguem, as relações todo-parte estão expressas por indentação.

Exemplo

[Para um complexo monacal na Bulgária]


Mosteiro de Rila
…Claustros
… Igreja do Nascimento da Virgem Abençoada
……Cúpula
……Fachada
…Torre de Hrelio

Parte 1 - Linhas Orientadoras 21


Estruturas antigas, projetos que nunca foram construídos e concursos de arquitetura podem também
estar ligados através de relações todo-parte. Para uma discussão mais alargada destes temas veja-se
Architectural Drawings Advisory Group’s Guide to the Description of Architectural Drawings3.

Exemplos
[para a basílica no Vaticano, Itália]
Basílica de São Pedro
…Antiga basílica de São Pedro (estrutura original, 324-1451)
…Nova Basílica de São Pedro (estrutura atual, 1451-presente)
……Fachada
……Cúpula
……Praça

[para um memorial em Washington, DC)


Lincoln Memorial
……Estrutura (como construído)
……Concurso (1908-1909)
……Concurso (1911-1912)

Na maioria das vezes, o espaço construído é composto por complexos arquitetónicos nos quais cada
edifício tem importância por si, mas onde todos estão relacionados de alguma maneira. Nestes casos,
devem fazer-se Registos de Obra individuais para cada edifício e um registo separado para o
complexo, mas que sejam ligados através de relações todo-partes.

A documentação analítica e interpretativa, como as plantas, os esboços, representações, modelos e


fotografias históricas dos edifícios podem ser catalogados como obras individuais com os seus
próprios Registos de Obra. Se a instituição tem em seu poder esse tipo de materiais, seguramente vai
fazer registos separados para as plantas, esboços, etc. De igual forma, quando os catalogadores
conhecem o criador e outra informação descritiva acerca de modelos, desenhos de plantas ou outras
obras deste género, devem tratá-los como obras individuais separadas. Um exemplo de uma situação
destas poderia ser o plano para a Catedral de Amiens realizado por Robert de Luzarches, o arquiteto
francês, mestre de construção e engenheiro militar. Na catalogação do edifício, os modelos, planos,
esboços e outros materiais relacionados devem estar relacionados como Obras Relacionadas
extrínsecas.

Relações Extrínsecas

Uma relação extrínseca é definida como aquela em que duas ou mais obras têm uma relação
informativa, mas não essencial, entre si; ou seja, em que a obra descrita e a obra referida podem
manter-se independentes. A relação não é essencial, física ou logicamente, para a identificação das

Parte 1 - Linhas Orientadoras 22


obras. Uma relação deste tipo pode ser comparada às referências que se colocam nos registos
bibliográficos como ver também. Os estudos preparatórios para obras futuras, uma obra copiada de
outra obra ou uma obra referida noutra obra constituem exemplos de relações extrínsecas. Uma vez
que este tipo de relação acrescenta informação acerca de uma obra, algumas instituições podem não
considerar necessária a sua identificação.

Normalmente, as relações extrínsecas são temporais, conceptuais ou espaciais. Muitas vezes, as


relações temporais incluem obras preparatórias, tais como modelos, estudos ou planos.

O estudo de Perugino para a Adoração dos Magos e o modelo para a Basílica de São Pedro de
Antonio da Sangallo são exemplos deste tipo de obras preparatórias. As relações conceptuais podem
conter um elemento temporal, por exemplo, com obras realizadas depois da obra original, tais como
obras que fazem uma referência clara a outras obras, apesar de não se tratarem de cópias. Exemplos
para este tipo de relação encontram-se na cópia de Rubens do Bacanal de Titian, no autorretrato de
Gauguin que tem como pano de fundo o seu Cristo Amarelo ou o L.H.O.O.Q. de Duchamp que parte
da Mona Lisa de Leonardo da Vinci e altera-a. Uma relação extrínseca pode resultar também de uma
associação espacial, como a que sucede quando duas ou mais obras são concebidas para serem vistas
juntas: os retratos de George e Martha Washington pintados por Gilbert Stuart constituem um bom
exemplo.

Visualização de Relações entre Obras

As relações devem ser apresentadas de uma forma que seja clara para o utilizador final. As relações
podem apresentar-se de forma diferente de acordo com o contexto, como nas relações hierárquicas,
no registo da obra e em listas. Ver também Categorias para a Descrição de Obras de Arte: Obras
Relacionadas.

Visualização Hierárquica

Uma visualização hierárquica, com recurso à indentação, pode ser utilizada para a apresentação de
relações todo-partes. No exemplo que se segue, os títulos (ver Capítulo 1) das obras surgem numa
visualização hierárquica.

Exemplos
[para um conjunto de chá japonês]
Conjunto de Chá em Porcelana Old Kutani

Parte 1 - Linhas Orientadoras 23


…Jarro com filtro
…Refrigerador em forma de barco
…Chaleira
…Bule e tampa
…Cinco Chávenas e Pires

[para uma série de desenhos de Jacques Callot]


Série Pequenas Misérias da Guerra
…Campo de Batalha
…Ataque na Estrada
…Destruição de um Convento
…Pilhagem e Incêndio de uma Vila
…Os Camponeses Vingam-se
…O Hospital

[para uma obra construída, Notre Dame, Paris]


Notre Dame
…Interior
…Exterior
…Fachada ocidental e Torres
…Transeptos

Visualização num Registo de Obra

Num Registo de Obra, as relações todo-parte e outras relações são descritas como Obras
Relacionadas. Quando os registos das obras estão ligados, os dados para estas obras relacionadas
podem ser encadeados a partir de um registo para modelar a visualização no outro. Nos exemplos
que se seguem, no Registo de Obra, os termos preferenciais nos elementos Título, Tipo de Obra e
Criador da Obra Relacionada estão encadeados para visualização.

Exemplos

[para visualização no registo de uma iluminura da Fuga para o Egipto]


Obra Relacionada:
Tipo de Relação: parte de
Obra Relacionada [etiqueta encadeada]: Ruskin Hours; livro de orações; francês desconhecido; ca.
1300; Museu J. Paul Getty (Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos da América); MS. LUDWIG IX 3

[para visualização no registo da gravura Campo de Batalha de Jacques Callot]


Obra Relacionada:
Tipo de Relação: parte de
Obra Relacionada [etiqueta encadeada]: Pequenas Misérias da Guerra; série; desenhado e gravado por
Jacques Callot (francês, 1592-1635); 1632-1633, publicado 1635; Paris (França)
[para visualização no registo de Notre Dame, Paris]
Obra Relacionada:
Tipo de Relação: contexto alargado para
Obra Relacionada [etiqueta encadeada]: Transeptos; transeptos; arquitetos Jean de Chelles (francês,
morto ca. 1270) e Pierre de Montreuil (francês, ca. 1200-ca. 1264); ca. 1250-1267; Notre Dame (Paris,
França)

Parte 1 - Linhas Orientadoras 24


[para visualização no registo de um desenho do séc. XVI de Giovanni Antonio Dosio; o Panteão pode também
ser registado no elemento Assunto]
Obras Relacionadas:
Tipo de Relação: desenhado em
Obra Relacionada [etiqueta encadeada]: Panteão; rotunda; arquiteto romano desconhecido do
imperador Adriano; iniciada no ano 27 AC, reconstruída 118/119-125/128; Roma (Itália)
Tipo de Relação: estudo preparatório para
Obra Relacionada [etiqueta encadeada]: Panteão; gravura; desenhada por Giovanni Antonio Dosio
(italiano, 1533-após 1609), gravador Giovanni Battista de Cavalieri (italiano, ca. 1525-1601); publicada
1569; in Urbis Romae aedificiorum illstrium quae supersunt reliquiae, Florença (Itália)

VII. DESIGN DE BASES DE DADOS E RELAÇÕES

As linhas de orientação do CCO foram elaboradas tendo em atenção a sua possível utilidade em
diversos modelos e configurações de bases de dados. É de salientar que o âmbito do CCO restringe-se
a dados descritivos (e aos elementos de metadados que contêm esses dados) sobre objetos culturais
e imagens desses objetos. O CCO não analisa os metadados administrativos e técnicos, apesar de
estes deverem ser também objeto de um sistema de catalogação.

Design de uma Base de Dados

Dada a complexidade da informação cultural e a importância dos registos de autoridade, o CCO


recomenda a utilização de uma base de dados relacional. Uma base de dados relacional oferece uma
organização lógica de informação inter relacionada (por exemplo, dados sobre obras e imagens,
ficheiros autoridade, etc.) que se encontra organizada e arquivada como um só sistema de
informação. Uma estrutura de dados deve facultar os meios para relacionar as obras entre si, as obras
às imagens e as obras e as imagens às autoridades. Quando registos do mesmo tipo estão
relacionados, diz-se que têm uma relação recíproca. Deve ser possível estabelecer relações
hierárquicas entre registos do mesmo tipo. Os sistemas de informação costumam utilizar
identificadores numéricos próprios para designar relações. A forma específica como os registos se
encontram ligados e relacionados na base de dados é uma questão local que ultrapassa o alcance
deste guia.

O diagrama da Figura 1 representa a relação de uma entidade simples. Aqui podemos observar como
as obras podem estar relacionadas com outras obras e de que forma as obras podem estar
relacionadas com imagens, fontes e autoridades. Um ficheiro autoridade pode ser utilizado para
controlar a terminologia em diversos elementos (por exemplo, a Autoridade de Conceito vai controlar
o Tipo de Obra, Materiais e afins). Da mesma maneira, um determinado elemento pode utilizar
termos controlados por diversas autoridades (por exemplo, o elemento Assunto de uma obra pode

Parte 1 - Linhas Orientadoras 25


usar termos de diversas autoridades).

Figura 1

Diagrama de relações entre entidades no CCO

Tipos de Relações

Sempre que se estabelece uma relação (designada por hiperligação no CCO) entre dois Registos de
Obra, um Registo de Obra e um Registo de Imagem ou um campo num Registo de Obra e um termo
num Registo de Autoridade, define-se uma relação. As bases de dados relacionais podem ser
construídas para integrar relações hierárquicas e outro tipo de relações.

Relações Hierárquicas

Existem muitos tipos de relações hierárquicas; estas relações traduzem contextos alargados ou
restritos (pai-filho) entre duas coisas; são tipicamente relações todo-parte ou género-espécie entre
entidades do mesmo tipo; podem ainda encontrar-se entre obras, entre imagens, ou de um registo
num ficheiro autoridade para outro registo no mesmo ficheiro autoridade. Uma hierarquia exige
ordem e estrutura na descrição. Como demonstrámos no exemplo dos Portões do Paraíso, os portões
são uma parte do Batistério. No exemplo dos materiais dos portões de bronze, apresentado como um
ficheiro autoridade relacionado, o bronze é um filho ou um tipo de metal. A apresentação de dados
de forma hierárquica (com recurso à indentação, como nos exemplos que referimos), ajuda os

Parte 1 - Linhas Orientadoras 26


utilizadores na navegação através da informação e na compreensão das relações entre entidades.

O sistema de informação deve permitir a definição de relações poli-hierárquicas, isto é, a


possibilidade de que cada filho na hierarquia tenha múltiplos pais. Por exemplo, na Autoridade de
Locais Geográficos, pode haver necessidade de ligar a cidade de Siena ao seu pai moderno, a Itália,
bem como ao seu pai histórico, a Etrúria.

Construção de Relações

O mesmo sistema de informação pode conter relações hierárquicas e outro tipo de relações. A
definição dessas relações na base de dados exige clareza. Em primeiro lugar, estão as relações entre
as obras e as imagens dessas obras; depois surgem as relações entre obras; as relações entre obras e
os registos de ficheiros autoridade; e, por fim, as relações existentes entre os registos do ficheiro
autoridade dentro do mesmo ficheiro autoridade. Por exemplo, uma base de dados pode ser
concebida para integrar registos de uma obra e de uma parte da obra com uma relação hierárquica
entre si; várias imagens podem estar relacionadas com uma ou ambas essas entidades. A Figura 2
mostra as relações existentes entre as obras e as imagens dos Portões do Paraíso de Lorenzo Ghiberti.
Os Portões são uma parte do Batistério e as imagens dos Portões estão ligadas ao Registo de Obra dos
Portões. As relações hierárquicas podem ser utilizadas em ficheiros autoridade para indicar contextos
alargados ou restritos e, dessa forma, facilitar a consistência do processo de catalogação e melhorar a
pesquisa para os utilizadores finais, como no exemplo da Autoridade de Local Geográfico para
Florença na Itália.

De que forma interagem estes conjuntos de relações num sistema de informação? Na Figura 2, cada
caixa representa um registo. As relações hierárquicas estão indicadas com indentação e outras
relações com linhas de união. O Registo de Obra para os Portões do Paraíso vai incluir campos que
indicam ao utilizador a existência das portas no contexto mais geral do edifício e no espaço geográfico
de Florença. O Registo de Obra das portas está ligado ao Registo de Obra do edifício e os dois podem
ligar-se ao registo do ficheiro de autoridade geográfica sobre Florença. Se a base de dados utilizar um
modelo hierárquico no ficheiro de autoridade geográfica, no Registo de Obra pode colocar-se que
Florença situa-se na Toscânia e em Itália. Esta funcionalidade vai poupar tempo ao catalogador (que
não terá de escrever Itália sempre que utilizar o termo Florença num Registo de Obra), mas também
permite aos utilizadores encontrar tudo em Itália ou na Toscânia sem terem de especificar Florença
ou outra qualquer cidade da Toscânia numa pesquisa. No Capítulo 5: Localização e Geografia
encontra-se um desenvolvimento deste tema e exemplos.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 27


Figura 2

Hiperligações entre Obras, Autoridades, Imagens

Tipo de Relações e Reciprocidade

Para o CCO, as relações entre entidades devem ser recíprocas. Assim, a pesquisa sobre uma entidade
pode conduzir a outra entidade. A reciprocidade é mais facilmente estabelecida quando as
potencialidades da relação recíproca foram inseridas no sistema de informação. As relações entre
entidades podem ser uma a uma, de muitas com uma ou de muitas com muitas.

O CCO recomenda que se indique a relação existente entre a obra que está a ser catalogada e a
obra relacionada. As relações hierárquicas todo-parte podem tornar-se evidentes através da
indentação utilizada na visualização. Outras relações podem exigir uma nota explicativa ao tipo de
relação entre duas entidades. Por exemplo, o retrato de um senhor de uma casa pode estar ligado
como par de um conjunto formado com o retrato da senhora da casa. O Tipo de Relação pode variar
segundo o ponto de vista. Por exemplo, um desenho pode estar ligado como um estudo para uma
tapeçaria específica. Por seu lado, e a partir do registo da tapeçaria, esta pode estar ligada como
inspirada no desenho. Uma escultura de Shiva e Parvati podem fazer parte de um templo hindu; do
ponto de vista do registo do templo, este consiste no contexto alargado da escultura. Uma relação
pode ser histórica, como a que existe quando a escultura de um touro leão com asas fez parte do
Palácio de Ashurnasirpal II.

Na Figura 3 apresentam-se exemplos de tipos de relações. Para diminuir a redundância no quadro, as


relações recíprocas não são apresentadas duas vezes (por exemplo, preparatório para – baseado em
não aparece novamente como baseado em - preparatório para, apesar de, numa aplicação real, as

Parte 1 - Linhas Orientadoras 28


relações serem recíprocas dos dois pontos de vista).

Figura 3

Quadro de Tipos de Relações

TIPO DE RELAÇÃO TIPO DE RELAÇÃO RECÍPROCA

<hierárquica - grupo - coleção - série - partes>

parte de contexto alargado de

anteriormente parte de anteriormente contexto alargado de

<geral - recurso>

relacionado com relacionado com

<uma obra e os seus componentes>

componente de componente

<obras relacionadas como etapas no processo de criação>

preparatório para baseado em

estudo para estudo

modelo para modelo

plano para plano

chapa de impressão para chapa de impressão

protótipo para protótipo

outros como requerido

<obras designadas para apresentação em simultâneo>

pendente de pendente de

par de par de

parceiro em conjunto com parceiro em conjunto com

Parte 1 - Linhas Orientadoras 29


outros como requerido

<obras copiadas ou a retratar outros trabalhos>

descrição descrito em

copiado a partir de cópia

facsimile de facsimile

derivado a partir de fonte

<obra para uma relação com imagem>

imagem de descrito em

Campos repetíveis

O CCO recomenda que alguns campos sejam repetíveis. No contexto do CCO, isto refere-se às
categorias de informação para as quais podem existir diversos termos. Por exemplo, podem utilizar-se
vários meios para criar um trabalho, em que cada um é registado numa ocorrência separada do
campo apropriado, ou relacionado por diversas hiperligações ao ficheiro autoridade que controla a
terminologia dos meios. Os campos relacionados podem ser concebidos para repetição enquanto
conjunto.

Visualização e Indexação

As questões da visualização referem-se à forma como os dados surgem ao utilizador final numa base
de dados, num sítio web, numa etiqueta ou numa publicação. A informação para visualização deve
ser disponibilizada num formato que seja facilmente lido e compreendido pelos utilizadores finais.
Neste guia, a indexação refere-se à forma como os dados são indexados (ou seja, os termos de
indexação atribuídos), ordenados e recuperados. Esta indexação deve ser uma atividade consciente,
desempenhada por catalogadores especialistas que têm noção das implicações dos termos de
indexação que utilizam para efeitos de recuperação da informação, e não através de um método
automático que analisa de forma linear cada palavra num texto e a coloca num índice.

Campos Controlados vs. Campos de Texto Livre

O CCO recomenda que uma base de dados disponha de campos controlados e campos de texto
livre. Os campos controlados contêm termos de indexação – isto é, termos-chave desenvolvidos a

Parte 1 - Linhas Orientadoras 30


partir de vocabulários normalizados e formatados para permitir uma boa recuperação. Os campos de
texto livre transmitem insegurança, incerteza e ambiguidade aos utilizadores finais.

A principal função de um campo indexado consiste em facilitar o acesso ao utilizador final. O acesso é
melhorado quando se utilizam vocabulários controlados para preencher os campos da base de dados,
uma vez que os termos autorizados foram testados com sinónimos e termos mais vastos e mais
restritos e, por isso, têm mais hipótese de ser utilizados de forma consistente na base de dados; e a
consistência promove uma recuperação da informação mais eficiente. Idealmente, os termos de
indexação devem estar ligados a vocabulários controlados armazenados em listas controladas ou em
ficheiros autoridade.

Apesar de sempre desejável, a consistência é menos importante num campo de texto livre, do que
num campo controlado. Por definição, os campos de texto livre contêm terminologia não controlada,
no entanto é recomendado o uso de terminologia consistente com os termos constantes nos campos
controlados, tendo em vista a clareza. Da mesma maneira, recomenda-se a utilização de um estilo,
uma gramática e uma estrutura frásica consistentes. Para tornar a criação de campos de texto livre
menos trabalhosa, as bases de dados podem ser construídas de forma a permitir que os termos dos
campos controlados relacionados sejam transferidos para os campos de texto livre e mais tarde, à
medida das necessidades, editados pelo catalogador.

Questões de Visualização

O CCO recomenda que os dados sejam registados de acordo com alguns requisitos de visualização e
indexação. As questões de visualização referem-se à escolha de campos e subcampos apropriados
para exibição a diferentes utilizadores finais e à forma como os dados são vistos pelos utilizadores
finais.

As bases de dados exigem uma tomada de decisão quanto à visualização de determinados campos
por grupos de utilizadores, visto que pode conter informação sensível cujo acesso deve ser
restringido ou informação administrativa sem interesse para a maioria dos utilizadores. Na conceção
da base de dados devem prever-se diferentes layouts, de acordo com as necessidades do grupo de
utilizadores. Por se tratar de uma questão a definir localmente, não vai ser aprofundada neste guia.

Normalmente, a apresentação refere-se à forma como os dados são mostrados ao utilizador final
numa base de dados, num sítio web, numa etiqueta ou numa publicação. A informação nos campos
controlados nem sempre se apresenta da forma mais acessível ao utilizador, uma vez que pode

Parte 1 - Linhas Orientadoras 31


encontrar-se estruturada de forma a facilitar a sua recuperação ou o seu tratamento automático
(exigido para ordenação de cálculos aritméticos, etc.). Contudo, quando a informação se destina a ser
apresentada, deve sê-lo num formato que seja de fácil leitura e compreensão para o utilizador final.

Nalguns casos, a informação para visualização pode surgir num campo de texto livre, enquanto
noutros, pode derivar ou apresentar-se de outra forma a partir dos campos controlados.

Em muitos casos, os termos controlados são autossuficientes e podem ser apresentados isolados ou
ligados com outros. Por exemplo, o nome de um local preferencial e o contexto hierárquico alargado
para esse local podem ser traçados a partir da Autoridade de Local Geográfico e encadeados para
visualização no elemento Local de Criação do Registo de Obra. A apresentação dos termos de
indexação de um determinado elemento de dados é recomendada mesmo quando o elemento de
dado inclui também uma nota em texto livre. (As notas em texto livre são sempre apresentadas
porque elas explicam o contexto dos termos utilizados na indexação). Alguns sistemas permitem a
passagem, através de hiperligações nos termos indexados, para outros Registos de Obra indexados
com os mesmos termos. Quando o sistema não tem esta funcionalidade, a visualização dos termos de
indexação ajuda os utilizadores finais a familiarizarem-se com o vocabulário próprio da indexação.

O modelo da base de dados não deve ser determinado constrangimentos técnicos ou de visualização.
O CCO recomenda um modelo bom e versátil e regras de catalogação consistentes. No planeamento
do modelo de uma base de dados e das regras para introdução de dados, não se deve permitir que as
exigências da visualização imediata definam a sua estrutura ou o modelo de introdução de dados.
Como regra geral, a forma de visualização da informação e de imagens num contexto (como a
etiqueta de um diapositivo ou uma ferramenta de apresentação “light table”) deve ser secundária
face a uma catalogação consistente e cuidadosa. Uma catalogação consistente permite lidar melhor
com as questões de visualização no presente e no futuro. Se, pelo contrário, permitirmos que
questões locais de visualização ou limitações dos sistemas informáticos atuais definam o modelo da
nossa base de dados ou a forma como a informação é inserida, podemos ver os nossos problemas
resolvidos no curto prazo, mas vamos tornar a migração e a partilha de dados mais difíceis no médio
e longo prazo.

Como Optar por um Modelo de Base de Dados

Na definição e construção de uma base de dados para objetos e imagens culturais devemos ter

Parte 1 - Linhas Orientadoras 32


presentes várias questões-chave: Qual é o objetivo da base de dados? Quem são os utilizadores a
quem se destina? Vai permitir-lhe gerir convenientemente os seus dados?

Se um museu está a catalogar obras da sua própria coleção, a atenção principal vai centrar-se em
documentar o próprio objeto de trabalho. A catalogação do museu também pode ser utlizada para
criar descrições para publicações, etiquetas e páginas da internet. Por exemplo, para um museu, pode
ser essencial uma descrição física detalhada, incluindo a medição ao milímetro. O registo de um
museu pode exigir campos para descrever inscrições constantes na obra, campos que distinguem os
materiais das diferentes partes de uma obra e campos para descrever em detalhe a história e origem
da obra. Neste caso, a ênfase é colocada na obra em si e não numa imagem particular da obra.
Provavelmente, o museu irá documentar a obra com imagens (muitas vez designadas como media
nos sistemas de gestão de coleções de museus), mas o número e variedade de imagens vai ser
diferente do número e variedade encontrados numa coleção de imagens. Para a catalogação dos
objetos de um museu, as componentes principais de uma base de dados incluem um Registo de Obra,
Registos de Autoridade e, em muitos casos, um ou mais Registos de Imagem (ou Media).

Numa coleção de recursos visuais, o principal objetivo da catalogação consiste em descrever e


proporcionar o acesso ao conteúdo de imagem. Por exemplo, numa coleção de recursos visuais, a
descrição do assunto pode ser mais importante do que uma descrição física detalhada da obra. Cada
Registo de Obra pode ter várias imagens ligadas a si. Para além disso, muitas imagens podem ser
complementares à obra – fornecendo acesso a algum aspeto da obra, estabelecendo o contexto
estilístico, geográfico ou cronológico – mas não descrevem a obra em si. Neste tipo de coleção, a
imagem responde a vários objetivos. Uma descrição detalhada da imagem pode ser importante para
o utilizador final e isso deve refletir-se na estrutura da base de dados. Por exemplo, pode ser
importante distinguir entre o assunto geral da obra como um todo e o detalhe do assunto numa
imagem específica; em consequência, podem existir campos de assunto quer no Registo de Obra,
quer no Registo de Imagem. Os componentes principais numa base de dados para catalogar imagens
devem incluir um Registo de Obra, um Registo de Imagem e um ou mais Registos de Autoridade.

Estas situações podem variar de uma instituição para outra, mas chamam a atenção para a
importância de desenhar uma base de dados que integre dados descritivos. Independentemente do
sistema de informação ou do modelo de dados, o CCO aconselha sobre a escolha de termos e a sua
formatação. Ao fazê-lo, o CCO pode estar a abrir caminho para a troca de dados descritivos entre
museus e coleções de imagens.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 33


Qual é o Objetivo da Base de Dados?

O termo base de dados é genérico; uma base de dados pode ser construída para alojar qualquer tipo
de informação. No âmbito dos objetos e das imagens culturais, as bases de dados constituem a base
das ferramentas de catalogação, dos sistemas de gestão de coleções, das ferramentas de
apresentação e das ferramentas de gestão de recursos digitais, os quais podem ser sistemas locais ou
partilhados. A interoperabilidade refere-se à forma como estas diferentes bases de dados trabalham
em conjunto. Numa situação ideal, devia existir uma base de dados integrada com acesso a todas as
funcionalidades por parte de todos os utilizadores. Na prática, a maioria das organizações tem
diversas bases de dados ou produtos de software que são utilizados para responder a diferentes
necessidades, desde a gestão da coleção à gestão de recursos digitais, à apresentação de imagens de
alta resolução, etc.

O CCO centra a sua atenção no tipo de dados tipicamente utilizados numa ferramenta de catalogação
– os chamados metadados descritivos – ou seja, dados utilizados para descrever e identificar
trabalhos e imagens culturais. Os sistemas de gestão de coleções e os sistemas de gestão de recursos
digitais exigem também outro tipo de metadados – dados que definem a estrutura ou que apoiam na
administração de um recurso, dados sobre o modo como a obra pode ser exibida, informação
financeira acerca da obra, dados acerca do histórico de exibições e empréstimos da obra, informação
técnica sobre um ficheiro de imagem, etc.

O objetivo das bases de dados analisadas neste manual consiste em facilitar a indexação,
identificação e descoberta das obras ou imagens numa determinada coleção ou coleções. Outro
objetivo consiste em facilitar a documentação em curso das obras (por exemplo, acompanhar a
história dos títulos de uma obra). A publicação de dados e a sua apresentação aos utilizadores finais é
muitas vezes feita através da migração de dados a partir do sistema de catalogação para bases de
dados de acesso público e com uma apresentação especial, antes de se tornar acessível aos
utilizadores finais. Regra geral, este tipo de sistemas centra-se na pesquisa, navegação e visualização
de recursos catalogados. Por exemplo, a ferramenta de visualização a que os membros de uma
universidade recorrem para apresentar imagens na sala de aula, será provavelmente uma base de
dados separada da ferramenta de catalogação usada para descrever essas imagens. Para limitar o
acesso público a dados sensíveis, bem como para disponibilizar um acesso e linguagem não
especializados, a coleção de um museu na Web tem um interface público diferente do interface
destinado ao pessoal para o sistema de gestão da coleção. A publicação e apresentação de dados aos

Parte 1 - Linhas Orientadoras 34


utilizadores finais envolvem um conjunto complexo de questões que ultrapassam o âmbito deste
guia, tais como o interface do utilizador, motores de pesquisa e conceção; contudo, as linhas de
orientação do CCO tornam a exportação e a redefinição dos metadados descritivos mais fáceis e
eficientes.

Ferramenta de Catalogação

Até há pouco tempo, muitas organizações recorrem a uma ferramenta simples de catalogação para
registar dados descritivos de obras e imagens. Uma ferramenta de catalogação centra-se na descrição
do conteúdo e na etiquetagem do resultado (por exemplo, etiquetas em diapositivos ou paredes).
Atualmente, uma ferramenta de catalogação faz muitas vezes parte de um sistema de gestão de
coleção mais complexo.

Sistema de Gestão de Coleções

Uma ferramenta de catalogação simples não é adequada para gerir uma coleção, seja esta digital ou
física. Por exemplo, para um acervo museológico, um sistema de gestão de coleções de museus
(SGCM) é apropriado. Um SGCM consiste num sistema de base de dados que permite ao museu
acompanhar várias questões de interesse sobre as suas coleções, tais como aquisições, empréstimos
e conservação. Em todo o caso, a maior parte de um SGCM é constituída pelo módulo de catalogação.
O CCO fornece orientação para a componente de catalogação do SGCM (ou seja, dados descritivos
sobre as obras da coleção).

Sistema de Gestão de Recursos Digitais

Um sistema de gestão de recursos digitais (DAM) consiste numa ferramenta para organizar recursos
digitais para armazenamento, preservação e recuperação. Por vezes, as ferramentas de gestão de
recursos digitais integram uma componente de catalogação de dados descritiva, mas o seu foco
consiste na gestão do fluxo de trabalho para criação de recursos digitais (imagens digitais e clips
áudio, por exemplo), bem como na gestão de direitos e permissões.

Catálogo Online

Os catálogos online permitem a pesquisa e visualização de dados e imagens. Atualmente, muitos


museus fazem catálogos online com partes de coleções ou com todas as suas coleções disponíveis aos
visitantes do museu ou ao público em geral. Estes catálogos podem também incluir coleções
consolidadas de diversas instituições.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 35


VIII. FICHEIROS AUTORIDADE E VOCABULÁRIOS CONTROLADOS

O controlo de autoridade é essencial no ambiente da internet (online). O controlo de autoridade


consiste num sistema de procedimentos que assegura o uso consistente e a manutenção da
informação nos registos da base de dados. Entre os procedimentos, incluem-se o registo e validação
de terminologia com recurso a vocabulário controlado e ficheiros autoridade. O controlo de
autoridade tem como objetivo assegurar consistência ao nível da catalogação e que o utilizador ao
pesquisar na base de dados possa encontrar material e relacioná-lo eficazmente com outro material
existente na base de dados. A instituição catalogadora deve decidir sobre questões críticas, como os
detalhes relativos à construção de autoridades e à forma como estes se relacionam entre si, bem
como com os Registos de Obra e de Imagem. Estas questões não têm uma resposta única que sirva a
todas as instituições. Cada instituição catalogadora deve dedicar o tempo e os recursos suficientes
para uma análise aprofundada e procura de soluções. Com esta discussão não se pretende apresentar
uma solução que sirva a todas as instituições, mas apenas salientar algumas questões.

Ficheiros Autoridade

Os ficheiros autoridade contêm a terminologia utilizada na catalogação dos Registos de Obra e de


Imagem. No âmbito do CCO, um ficheiro autoridade dispõe de registos para pessoas, lugares, objetos
e outros conceitos relacionados com as obras e as imagens catalogadas. Esta informação é
importante para a recuperação do Registo de Obra ou de Imagem, mas o seu registo é mais eficiente
em ficheiros autoridade separados do que nos próprios Registos de Obra e de Imagem. A vantagem
de armazenar esta informação auxiliar (e frequentemente repetida) num ficheiro autoridade, consiste
em que esta informação só precisa de ser registada uma vez e pode depois ser relacionada a todos os
Registos de Obra e de Imagem adequados, não tendo de ser repetida em cada Registo de Obra ou de
Imagem em que seja pertinente. Outra vantagem de uma base de dados com total controlo de
autoridade e hiperligações funcionais entre registos, consiste na atualização automática do nome ou
cabeçalho nos Registos de Obra ou de Imagem, sempre que estes são alterados no Registo de
Autoridade. O CCO recomenda a utilização de ficheiros autoridade para elementos de metadados
selecionados de forma a facilitar uma catalogação eficiente e recuperação.

Num ficheiro autoridade, os registos para pessoas, lugares e outros conceitos podem conter termos e
nomes para o conceito, sendo que um termo ou nome é identificado como o preferencial e os outros
como variantes. O registo pode ainda conter outro tipo de informação; por exemplo, num registo de
autoridade de nome de pessoa singular ou coletiva, as datas de nascimento e morte de uma pessoa

Parte 1 - Linhas Orientadoras 36


devem ser incluídas. Os ficheiros autoridade descritos nesta secção estão estruturados idealmente
como tesauros.

Vocabulário Controlado

Um vocabulário controlado consiste numa combinação organizada de palavras e frases que são
utilizadas para indexar conteúdos e para a recuperação de conteúdo através da navegação e pesquisa.
Regra geral, inclui termos preferenciais e variantes e tem um alcance limitado ou descreve um
domínio específico. O vocabulário controlado é um conceito mais alargado do que o ficheiro
autoridade, abrangendo quer ficheiros autoridade quer outras listas de terminologia controlada. Para
alguns elementos ou campos na base de dados, uma lista controlada pode ser suficiente para
controlar a terminologia, em especial quando a terminologia relativa a esse campo é limitada e não é
provável que existam sinónimos ou informação auxiliar. Os vocabulários controlados podem ser listas
simples de termos preferenciais únicos; podem ser conjuntos de termos equivalentes para o mesmo
conceito (sinónimos); podem incluir termos preferenciais e não preferenciais; podem identificar
hierarquias de termos (taxonomias); e podem incluir todas estas características, para além do registo
de relações semânticas entre termos e outros conceitos (tesauros). Em seguida apresentam-se vários
tipos de vocabulários controlados.

Lista Controlada

Uma lista controlada consiste numa lista simples de termos utilizados para controlar a terminologia.
Quando a lista está bem construída, cada termo é único, todos os termos pertencem à mesma classe,
o seu significado é mutuamente exclusivo, apresentam o mesmo nível de densidade e especificidade
e vão apresentar-se por ordem alfabética ou por outra ordenação lógica.

Ficheiro Círculo de Sinónimos

Um ficheiro círculo de sinónimos contém um conjunto de termos que são considerados equivalentes.

Taxonomia

Uma taxonomia consiste na classificação ordenada de um domínio definido.

Cabeçalhos de Assuntos

Os cabeçalhos de assuntos são palavras ou frases utilizadas para indicar o conteúdo de alguma coisa.
A pré-coordenação da terminologia é uma característica destes cabeçalhos, ou seja, em regra, os

Parte 1 - Linhas Orientadoras 37


cabeçalhos de assuntos reúnem vários conceitos diferentes numa única expressão (por exemplo,
vasos de bronze medievais reúne num só cabeçalho um período, um material e um tipo de objeto).

Tesauros

Um tesauro é uma rede semântica de conceitos únicos, incluindo relações entre sinónimos, contextos
alargados e restritos e outros conceitos relacionados. Os tesauros podem ser monolingues ou
multilingues. Quanto às relações entre termos, os tesauros podem ter três tipos diferentes:

RELAÇÕES DE EQUIVALÊNCIA

Relações entre termos ou nomes sinónimos para o mesmo conceito, que distinguem entre os termos
preferenciais (descritores) e os não preferenciais (variantes). Por exemplo, os nomes Georgia O’Keeffe
e Mrs. Alfred Stieglitz designam o mesmo artista e o primeiro nome é preferencial; still life e nature
morte referem-se ao mesmo conceito mas em língua inglesa utiliza-se preferencialmente o primeiro;
Vienna e Vindobona são dois nomes para a mesma cidade, mas em língua inglesa o primeiro é o
termo preferencial atualmente utilizado (Vindobona é o nome histórico).

RELAÇÕES HIERÁRQUICAS

Relações do tipo geral-restrito entre conceitos (pai-filho). Normalmente, as relações hierárquicas


consistem em relações todo-parte (Nogales, por exemplo, é uma parte de Vera Cruz que pertence ao
México) ou género-espécie (o bronze é um tipo de metal). As relações podem ser poli-hierárquicas, o
que significa que cada filho pode estar ligado a diversos pais.

RELAÇÕES ASSOCIATIVAS

Relações entre conceitos muito próximos mas que não são hierárquicas porque não são todo-parte
ou género-espécie. Podem existir muitos tipos de relações associativas. Por exemplo, numa relação
associativa entre artistas, Katsushika Hokusai era o professor de KatsushikaTaito II: a sua relação era
professor-aluno.

Metodologia para Criação de um Vocabulário Controlado

Ao longo deste guia, fazem-se recomendações sobre o tipo de elementos de dados que precisam de
vocabulários controlados e quais desses vocabulários devem ser ficheiros autoridade na forma de
tesauros. Os vocabulários controlados devem ser adaptados de forma a poderem responder a uma
situação específica e à coleção ou coleções específicas que estão a ser trabalhadas. Cada instituição

Parte 1 - Linhas Orientadoras 38


deve desenvolver uma estratégia para criar vocabulários controlados adaptados à sua coleção
específica. Por outro lado, se a coleção está a ser analisada num ambiente de um consórcio ou a nível
regional, os vocabulários controlados devem ser adaptados para permitir a recuperação em
diferentes coleções; dependendo da situação particular, os requisitos serão diferentes e o alcance da
terminologia mais alargado ou restrito.

Para responder às necessidades da sua instituição, a resposta às perguntas seguintes é crucial na


criação de vocabulários controlados. O que é que pretende do seu vocabulário controlado? É para ser
utilizado pelo catalogador, por um motor de pesquisa ou por ambos? Numa situação ideal, o
vocabulário para catalogação deve conter terminologia especializada e, ao mesmo tempo, deve ser
concebido de forma a estimular um nível elevado de consistência entre catalogadores, limitando as
opções de terminologia de acordo com o âmbito da coleção e o foco do campo indexado. Em
contraste, regra geral, o vocabulário utilizado para recuperação é mais geral e pode conter
terminologia menos especializada, e mesmo “errada”, termos mal escritos ou incorretos mas que são
usados em linguagem corrente. Num vocabulário estruturado estritamente para catalogação, as
relações de equivalência devem ser estabelecidas apenas entre termos e nomes com significados
idênticos ou sinónimos. Em contrapartida, um vocabulário para recuperação pode relacionar termos
e nomes com significados próximos ou semelhantes de forma a alargar os resultados e a aumentar a
recuperação. Por questões de ordem prática, várias instituições têm de utilizar o mesmo vocabulário
para catalogação e recuperação, o que exige um compromisso entre as duas perspetivas. O
vocabulário vai ser utilizado para navegação? Os vocabulários concebidos para ajudar os utilizadores
finais a navegar online nas coleções devem ser muito simples e não devem pretender dirigir-se a uma
audiência de especialistas.

Foco e Âmbito da Terminologia

Que termos são necessários no vocabulário? Uma boa estratégia consiste em utilizar vocabulários já
publicados, como os vocabulários Getty ou as autoridades do Library of Congress, e adaptá-los para
uso local de forma a refletirem a sua coleção específica4. Paralelamente, o acesso à terminologia pelo
catalogador deve ser adaptado para cada campo específico nos Registos de Obra ou de Imagem. Por
exemplo, no preenchimento de um campo de materiais, idealmente, os catalogadores não devem ter
acesso a termos de estilos e períodos do AAT, uma vez que a exclusão de termos estranhos reduz a
possibilidade de cometer erros na indexação. Contudo, o acesso aos termos não deve ser muito

Parte 1 - Linhas Orientadoras 39


restritivo. Por exemplo, uma colagem ou outro trabalho semelhante, pode ser feita a partir de outros
trabalhos, por isso a terminologia geralmente reservada a Tipo de Obra, como fotografia, pode
também constituir o material de uma colagem. Com que termos estão familiarizados os seus
utilizadores finais? Este é outro aspeto a ter em conta.

Densidade na Terminologia

Que grau de densidade ou especificidade deve usar na adaptação do vocabulário e na indexação com
o vocabulário? Quanto maior a semelhança entre os itens da sua coleção, maior a necessidade de
especificidade do seu vocabulário e maior densidade deve ser utilizada na indexação desse
vocabulário. Por exemplo, se estiver a catalogar uma coleção de mobiliário especializada, a
terminologia utilizada para a sua indexação deve ter um nível de especificação muito superior do que
aquele necessário quando se têm uma ou duas peças de mobiliário numa coleção genérica.

Outro aspeto a ter também em conta é que os seus itens vão ser pesquisados num ambiente mais
geral com outras coleções, e por isso, deve incluir termos de indexação básicos apropriados a uma
pesquisa mais geral, bem como termos específicos adequados ao ambiente local. É particularmente
importante incluir termos genéricos quando um tesauro não vai ser utilizado na recuperação ou
quando o termo genérico no tesauro não é necessariamente o pai do termo mais específico. O termo
genérico natureza morta, por exemplo, não é um termo geral para flores num tesauro, por isso ambos
devem incluir-se no Registo de Obra.

Manutenção do Vocabulário

A terminologia sobre arte e cultura material pode sofrer alterações ao longo do tempo. Os
vocabulários devem ser ferramentas vivas e em constante evolução. A que métodos recorre para se
manter a par da terminologia em mudança? Se for possível contribuir para vocabulários publicados
(como os vocabulários Getty ou os ficheiros autoridade da Library of Congress), deve definir um plano
para submeter novos termos. Esta opção vai ter impacto no fluxo de trabalho e isso deve ser tido em
consideração.

Considerações Técnicas

Que tipo de tecnologia vai usar e de que forma vão ser integrados no restante sistema os ficheiros

Parte 1 - Linhas Orientadoras 40


autoridade, as listas e outros vocabulários controlados? Estas questões críticas, dependem das
necessidades e dos recursos locais.

Como Criar Registos de Autoridade

Após a definição dos requisitos e das caraterísticas dos ficheiros autoridade exigidos pela sua
instituição, o próximo passo consiste em alimentá-los com registos adequados. O CCO recomenda a
utilização de informação normalizada e publicada quando possível, complementando o ficheiro
autoridade com termos que o adequam à especificidade da coleção, de acordo com os requisitos de
cada instituição. Ao longo deste guia são recomendadas fontes publicadas de terminologia para os
respetivos ficheiros autoridade ou elementos. Estas fontes podem incluir vocabulários publicados.

Sempre que é necessário fazer novos Registos de Autoridade, utilize fontes normalizadas e publicadas
para os termos ou nomes e outra informação. Neste guia sugerem-se fontes apropriadas. Cite as
fontes da sua informação no Registo de Autoridade. Se o nome ou o termo não existe numa fonte
publicada, construa os nomes de acordo com as Anglo-American Cataloguing Rules ou outras regras,
tal como indicado ao longo deste guia. Entre os sinónimos, identifique um dos termos ou nomes
como preferencial. Desta forma, nas visualizações, este pode ser o termo ou o nome
automaticamente designado como algoritmo. Deve ser o termo comummente utilizado na literatura
académica da língua do registo do catálogo, o qual nos Estados Unidos da América é o inglês. Se as
fontes divergem quanto ao termo preferencial, percorra a lista das fontes preferenciais (na secção de
terminologia de cada capítulo de autoridade) e escolha o nome ou o termo que se encontra na fonte
melhor posicionada.

Catalogação vs. Questões de Recuperação

Idealmente, na construção de uma base de dados e na catalogação, devem seguir-se a melhor teoria
de design e a melhor prática editorial. Contudo, se o sistema de catalogação ou de recuperação não
são ideais, deve ajustar as suas regras de forma a adaptar as incongruências do seu sistema de
informação ou software, em especial as que se referem aos vocabulários controlados e a autoridades.
Seguidamente, discutem-se algumas questões relativas ao uso de vocabulários na recuperação.

Utilização de Termos e Nomes Variantes para Recuperação

Idealmente, os seus campos controlados no Registo de Obra vão estar ligados a autoridades que
incluem termos e nomes variantes para a pessoa, o lugar, ou coisas descritas no Registo de Obra e vão
utilizar também as variantes para recuperação. Quando isto não acontece, deve incluir explicitamente

Parte 1 - Linhas Orientadoras 41


as variantes mais importantes no Registo de Obra.

Utilização da Hierarquia para Recuperação

Numa situação ideal, os seus campos controlados devem estar ligados a ficheiros autoridade
hierárquicos, e as hierarquias devem ser também utilizadas para recuperação. Nas situações em que
isto não seja possível, deve incluir explicitamente contextos alargados para os seus termos no Registo
de Obra.

Indiferença de Casos na Recuperação

O seu sistema de recuperação deve adaptar-se às consultas dos utilizadores finais,


independentemente da forma como estas se apresentem. Por exemplo, se um utilizador faz a
pesquisa por Bartolo Di Fredi ou BARTOLO DI FREDI, deve encontrar os registos onde conste o nome
Bartolo di Fredi. Se o seu sistema de recuperação não contempla estas variações, deve acrescentá-las
ao seu Registo de Autoridade ou ao Registo de Obra (no caso de não possuir um ficheiro autoridade).

Acentuação na Recuperação

O seu sistema de recuperação deve adaptar-se quer à utilização quer à ausência de acentuação e
pontuação, por parte dos utilizadores. Por exemplo, se o utilizador final pesquisar por Jean Simeon
Chardin sem o hífen e o acento, deve conseguir encontrar os registos que contenham o nome
Jean-Siméon Chardin. Se isto não acontecer, deve acrescentar estas variações ao seu Registo de
Autoridade, ou ao Registo de Obra se não tiver um ficheiro autoridade.

O Singular e o Plural na Recuperação

O seu sistema de recuperação deve adaptar-se ao número em que se apresenta o termo, singular ou
plural, bem como a outras variantes gramaticais. Por exemplo, se um utilizador pesquisar por portais,
todos os registos que contenham o termo portal devem ser incluídos nos resultados. Idealmente, o
seu sistema de recuperação, deve integrar uma componente de derivação, ou seja, um instrumento
que recupera o termo e todas as suas variantes gramaticais: a derivação para o termo enquadrar,
deve permitir recuperar os termos enquadrar, enquadramento e enquadrado. Se o seu sistema de
recuperação não permitir estas variações, deve acrescentá-las ao seu Registo de Autoridade ou, se
não tiver um ficheiro autoridade, ao Registo de Obra.

Termos e Nomes Compostos na Recuperação

Parte 1 - Linhas Orientadoras 42


O seu sistema de recuperação deve adaptar-se a termos e nomes compostos escritos de diferentes
maneiras. Uma pesquisa por Le Duc deve recuperar registos com o nome Charles Leduc, bem como
1
por Johan le Duc . Se o seu sistema de recuperação não inclui estas variações, deve acrescentá-las ao

seu Registo de Autoridade ou ao Registo de Obra (se não tiver um ficheiro autoridade).

Ordem Natural ou Invertida na Recuperação

O seu sistema de recuperação deve adaptar-se à ordem de colocação dos termos e nomes por parte
dos utilizadores. Uma pesquisa por Arthur Wellesley, Duque de Wellington, deve recuperar registos
2
com os termos Wellesley, Arthur, Duque de Wellington . Se o seu sistema de recuperação não inclui
estas variações, deve acrescentá-las ao seu Registo de Autoridade ou ao Registo de Obra (se não tiver
um ficheiro autoridade).

Autoridade de Fonte

Uma Autoridade de Fonte consiste num ficheiro autoridade bibliográfico. É importante identificar as
fontes a partir das quais se obtêm os dados inseridos nos Registos de Obra, de Imagens e de
Autoridade, sejam elas uma publicação, um sítio web ou a opinião de um especialista. A utilização de
uma Autoridade de Fonte é fortemente recomendada: se possível, utilize registos bibliográficos
existentes. Em alternativa, os elementos para um ficheiro de Autoridade de Fonte encontram-se
descritos no CDWA. Tendo ou não uma Autoridade de Fonte, registe as citações de forma consistente,
recorrendo a notas de texto livre, se necessário (ver o Capítulo 8: Descrição).

Elementos para o Ficheiro Autoridade de Fonte

Os elementos de um ficheiro Autoridade de Fonte podem incluir título, autor, editor, local de
publicação, ano da publicação e outros campos de informação bibliográfica. Para além disso, os
registos de Autoridade de Fonte podem encaminhar para registos bibliográficos completos num
catálogo de biblioteca online.

Um ficheiro autoridade para fontes mais simples pode incluir menos elementos, como uma citação
completa que combine autor, título e informação de publicação num só campo e uma citação breve
para utilização em apresentações sumárias.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 43


Exemplo

[registo simples de Autoridade de Fonte, com dois elementos: Citação Completa e Citação Breve]

Citação Completa: Thieme, Ulrich, e Felix Becker, editores. Allgemeines Lexikon der bildenden Künstler
von der Antike bis zur Gegenwart. 37 vols. Reimpresso, Leipzig: Veb E.A. Seemann Verlag, 1980-1986.

Citação Breve: Thieme-Becker, Allgemeines Lexikon der Künstler (1980-1986).

A citação breve pode ser utilizada para visualização nos registos ligados. O elemento de página deve
estar no registo ligado à fonte e não no próprio Registo de Fonte; isto é, cada referência de página é
específica dos Registos de Obra e de Imagem e das Autoridades de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas, Assunto, Local Geográfico e Conceptual, etc., e não à própria fonte. Como consequência, os
registos de Autoridade de Fonte podem ser utilizados diversas vezes.

Exemplo

[referência de fonte e de número de página num registo de Autoridade de Nomes de Pessoas


Singulares e Coletivas]

Fontes:

Bolaffi, Dizionario dei pittori italiani (1972-1976) [ligado a Registo de Fonte]

Union List of Artist Names (1988-) [ligado a Registo de Fonte]

Thieme-Becker, Allgemeines Lexikon der Künstler (1980-1986) [ligado a Registo de Fonte]

Página: 13:408 ff. [campo no registo de Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]

Regras para Fontes de Autoridade

Registe a informação na Autoridade de Fonte ou em notas de fontes em texto livre de forma


consistente, utilizando as regras do CDWA, das AACR e do Chicago Manual of Style.

Outras Autoridades

Ver a Parte 3 para uma discussão sobre as outras quatro autoridades, incluindo elementos e regras
recomendadas:

A.1 Autoridade de Nome de Pessoa Singular e Coletiva

A.2 Autoridade de Local Geográfico

Parte 1 - Linhas Orientadoras 44


A.3 Autoridade de Conceito

A.4 Autoridade de Assunto

IX. EXEMPLOS DE REGISTOS DE OBRAS

A seguir apresentam-se exemplos de Registos de Obra. Veja também outros exemplos no final de
cada capítulo da Parte 2. Nestes exemplos, o termo controlado refere-se a terminologia controlada
por um ficheiro autoridade, uma lista controlada ou por outras regras (por exemplo, regras para
registo de datas). O termo hiperligação designa uma relação entre um Registo de Obra e um Registo
de Autoridade, entre dois Registos de Obra ou entre Registos de Imagem e de Obra. Todas as
hiperligações são campos controlados. Nos exemplos que se seguem, os Registos de Obras
Relacionados encontram-se abreviados por uma questão de brevidade na apresentação. Todos os
Registos de Obra devem ser tão completos quanto possível. Ver os capítulos da Parte 2 sobre
discussão dos elementos de metadados e a necessidade de estes serem controlados. Em todos os
exemplos deste manual, quer os que se encontram no meio ou no final de cada capítulo, a
terminologia para campos repetíveis encontra-se muitas vezes separada por setas.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 45


Figura 4
Registo de Obra de uma obra simples: Pintura Barroca7
Os elementos obrigatórios e recomendados estão identificados com um asterisco.
❏ Classe [controlado]: pinturas. Arte europeia
❏ *Tipo de obra [ligação com a autoridade]: pintura
❏ *Título: Vaso de flores | Tipo de título: preferencial
❏ *Criador: Jan van Huysum (holandês, 1682-1749)
*Função [ligação]: pintor | [ligação]: Huisem, Jan van
❏ *Data de criação: 1722
[controlado]: Início: 1722; Conclusão: 1722
❏ *Assuntos [ligações com a autoridade]: natureza morta ● flores ●prateleira● coroa de espinhos● tulipas●
rosas● ninho de pássaros● insetos ● temporalidade ●vida ● morte ● sentidos ● Vanitas ● Paixão de
Cristo
❏ *Localização atual [ligação com a autoridade]: Museu J. Paul Getty (Los Angeles, Califórnia, Estados
Unidos da América | ID:82.PB.70
❏ Medidas: 79,4 x 60,9 cm (31 ¼ x 24 polegadas)
[controlado]: Valor: 79,4; Unidade: cm; Tipo: altura| Valor:60,9; Unidade: cm; Tipo: largura
❏ *Materiais e Técnicas: óleo sobre painel
Materiais [ligação]: Pintura a óleo ● painel (madeira)
❏ Estilo [ligação com a autoridade]: Rococó
❏ Descrição: O assunto é a natureza morta de flores a cair sobre uma prateleira, algumas já murchas e a ser
comidas por insetos. Representa os sentidos da visão e do olfacto; os ramos podres e partidos simbolizam
a natureza transitória da vida, juventude e da beleza; a prateleira colocada à frente no plano da pintura
assemelha-se à prateleira vista em retratos póstumos, simbolizando assim a morte. A coroa de espinhos
no cimo simboliza a Paixão de Cristo.
❏ Descrição da Fonte [ligação]: Museu J. Paul Getty. Handbook of the Collections. Los Angeles: Museu J.
Paul Getty, 1991; Página: 115.

PROPRIEDADE: Museu J.Paul Getty (Los Angeles, California,


Estados Unidos da América), Jan van Huysum (Holanda,
1682-1749). Vaso de Flores.1722. Pintura a óleo, 31 1/4 x 24
inches (79.4 x 60.9 cm). 82.PB.70. © The J.Paul Getty Trust.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 46


Figura 5
Registo de Obra para uma coleção de obras: Cartões-de-visita8
Os elementos obrigatórios e recomendados estão identificados com um asterisco.
Registo de obra
❏ Classe [controlado]: fotografias ● Arte europeia
❏ *Tipo de obra [ligação com a autoridade]: cartões de visita
❏ *Título: Cartões de visita Peruvian Portrait | Tipo de título: preferido
❏ *Criador: Eugenio Courret (francês, ativo ca. 1861-ca. 1900 no Perú) e Courret Hermanos (peruano, ativo
1863-ca. 1873)
*Função [ligação]: fotógrafo | [ligação]: Courret, Eugenio
*Função [ligação]: estúdio | [ligação]: Courret Hermanos
❏ *Data de criação: ca. 1870-ca. 1880 | [controlado]: Início: 1860; Conclusão: 1890
❏ * Assunto [ligações com a autoridade]: retratos ● viagem ● Perú (América do Sul) ● mulheres com véu ●
matador ● nativos dos Andes ● soldado ● campo de flores ● mãe e filho
❏ * Localização atual [ligação com a autoridade]: Instituto Getty Research, Research Library, Special Collections
(Los Angeles, California, Estados Unidos da América) | ID: 91-F46
❏ * Materiais e técnicas: cartões de visita (fotografias)
Técnica [ligação]: cartões de visita
❏ * Medidas: 11 itens, 9 x 8 cm cada (3 ½ x 3 1/6 polegadas)
[controlado]: Valor: 9; Unidade: cm; Tipo: altura | Valor: 8; Unidade: cm; Tipo: largura||Extensão: itens;
Valor: 11; Tipo: contagem
❏ Inscrições: versos lidos: E. Courret, Fotógrafo, 197 Calle de la Union (Mercaderes), 71 Calle del Palacio, Lima,
República Peruana, Exposición 1869 Medalla de Honor, Exposición 1872 Medalla de Oro (9 items); Courret
Hermanos, [mesma morada], com monograma; E. Courret, Fotógrafo, Lima, República Peruana, Exposición
❏ Descrição: Retratos de estúdio em formato de cartões de visita. 3 tapadas (mulheres com véu); um matador;
9 imagens de indígenas dos Andes, incluindo um soldado e a sua rabona ( follower do campo), e uma mãe
com o seu filho
❏ Trabalho relacionado:
Tipo de relação [controlado] parte de
[ligação com o registo de obra]: Cartões de visita de cidades e sítios; coleção; Eugenio Courret, Burton
Brothers, Charles Leinack, e outros; 1854-ca. 1905; Special Collections, Research Library, Getty Research
Institute (Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos da América); no. ZCDV 2

Parte 1 - Linhas Orientadoras 47


Figura 6
Registos de Obra de Obras Relacionadas: Máscaras Africanas9
Os elementos obrigatórios e recomendados estão identificados com um asterisco.
Registo obra Registo obra
❏ Classe [controlado]: escultura ● traje ● arte africana ❏ Classe [controlado]: escultura ● traje ● arte africana
❏ *Tipo de obra [ligação com a autoridade]: máscara ❏ *Tipo de obra [ligação com a autoridade]: máscara
❏ *Título: Máscara pendente: lyoba | Tipo de título: ❏ *Título: Máscara de marfim
preferido ❏ Criador: nigeriano desconhecido, Corte de Benin para Oba
❏ *Criador: nigeriano desconhecido, Corte de Benin para Esigie (Rei do Benin, 1404-1550)
Oba Esigie (Rei do Benin, 1404-1550) *Função [ligação]: artista | [ligação]: nigeriano desconhecido
*Função [ligação]: artista | [ligação]: nigeriano *Função [ligação]: patrono | [ligação]: Oba Esigie .
desconhecido ❏ *Data de criação: início séc. XVI | [controlado]: Início: 1590;
Função [ligação]: patrono | [ligação]: Oba Esigie . Conclusão: 1599
❏ *Data de criação: início séc. XVI | [controlado]: Início: ❏ * Assunto [ligação]: religião e mitologia ● vestuário . figura
1500; Conclusão: 1530 humana ● fêmea ●face ● objetos cerimoniais ● lyoba (rainha
❏ * Assunto [ligação]: religião e mitologia ● vestuário ● mãe)
figura humana ● fêmea ● face ● objetos cerimoniais ● ❏ * Localização atual [ligação com a autoridade]: British Museum
lyoba (rainha mãe) (Londres, Inglaterra) | IID: Ethno 1910.5-13.1 1978.412.323
❏ Cultura [ligação]: Nigeriana ❏ * Medidas: 24,5 x 12,5 x 6 em (9 ¾ x 4 7/8 x 2 3/8 polegadas)
❏ * Localização atual [ligação com a autoridade]: [controlado]: Valor: 24,5; Unidade: cm; Tipo: altura | Valor:
Metropolitan Museum of Art (Nova York, Estados 12,5; Unidade: cm; Tipo: largura | Valor: 6; Unidade: cm;
Unidos da América) | ID: 1978.412.323 Tipo: profundidade
❏ * Medidas: 23,8 cm (altura) (9 3/8 polegadas) | ❏ * Materiais e técnicas: marfim | Material [ligação] marfim
[controlado]: Valor: 23,8; Unidade: cm; Tipo: altura ❏ Fonte [ligação com a autoridade] British Museum online
❏ * Materiais e técnicas: marfim, ferro, cobre Material (accessed February 17, 2004)
[ligação]: marfim ● ferro● cobre ❏ Trabalho relacionado:
❏ Descrição: Acredita-se que tenha sido criada no início Tipo de relação [controlado] pendente de
do séc. XVI para Ihe Oba Esigie (1404-1550), o rei do [ligação com o registo de obra]: Máscara pendente: tyoba
Benin, em honra da sua mãe, Idia. Ihe Oba pode tê-lo Metropolitan Museum (Mova Iorque, Estados Unidos da
usado em rituais de comemoração da sua mãe América); 1978.412.323
❏ Fontes de Descrição [ligação]: Metropolitan Museum
of Art online. http://www.metmuseum.org (accessed
February 1, 20034) British Museum online.
http://www.thebritish museum.ac.uk (accessed
February 9, 2005)
❏ Trabalho relacionado:
Tipo de relação [controlado] pendente de [ligação
com o registo de obra]: Máscara de marfim;
desconhecido Benin; séc. XVI provável; British
Museum (Londres, Inglaterra), Ethno 1910.5-13.1

PROPRIEDADE: Máscara pendente: lyoba , séc. XVI; Edo Corte de


Benin; Nigéria; marfim, ferro, cobre; H. 9 3/8 in. (23.8cm) vista
#3; Metropolitan Museum of Art, Michael C. Rockfeller
Memorial Collection, Gift of Nelson A. Rockfeller, 1972
(1978.412.323).
Fotografia © 1995 Metropolitan Museum of Art.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 48


Figura 7
Registos de Obra para Obras Relacionadas: Relações Todo/Parte para Basílica da Renascença/Barroca
Os elementos obrigatórios e recomendados estão identificados com um asterisco.
Registo de obra
❏ Classe [controlado]: arquitetura ● arte europeia
❏ *Tipo de obra [ligação]: basílica
❏ *Título: Basílica de São Pedro | Tipo de título: preferencial
Título: St. Peter’s Basilica | Tipo de título: alternativo
Título: Nova Basílica de São Pedro | Tipo de título: alternativo
Título: San Pietro in Vaticano | Tipo de título: alternativo
❏ *Criador: desenhado e construído por um conjunto de arquitetos, incluindo Donato Bramante (italiano, 1444-1514), Raphael Sanzio
(itaiano, 1483-1520), Antonio da Sangallo the Elder (italiano, ca. 1455-1534) Michelangelo Buonarroti (italiano, 1475- 1564), Giacomo
della Porta (italiano, 1532/1533-1602/1604) Carlo Maderno (italiano, ca. 1556-1629) e Gian Lorenzo Bernini (italiano, 1598-1680)
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Bernini, Gian Lorenzo
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Bramante, Donato
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Buonarroti, Michelangelo
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Fra Giocondo
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Ligorio, Pirro
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Bernini, Gian Lorenzo
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Maderno, Carlo
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Peruzzi, Baldassare
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Porta, Giacomo della
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Sangallo, Antonio da, the elder
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Sangallo, Giuliano da
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Sanzio, Raphael
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Sansovino, Andrea
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação]: Vignola, Giacomo da
❏ *Data de criação: desenhos começaram em 1451, construída 1506-1615, praça terminada 1667
[controlado]: Qualificador: design; Início: 1451; Final: 1667 || Qualificador: construção; Início: 1506; Conclusão: 1615 ||
Qualificador: praça; Início: 1667; Conclusão: 1667
❏ * Assunto [ligação com a autoridades]: arquitetura● religião e mitologia ● São Pedro (iconografia cristã ● catedral ● Poder papal
❏ * Localização atual [ligação]: Cidade do Vaticano (Roma, Itália)
❏ * Medidas: altura da abóbada: 138 m (452 pés); comprimento da estrutura principal: 187 m (615 pés)
[controlado]: Valor: 138; Unidade: m; Tipo: altura | Valor: 187; Unidade: m; Tipo: comprimento
❏ * Materiais e técnicas: construção em alvenaria pesada | Material [ligação] alvenaria | Técnica [ligação] paredes suportadas
❏ Estilo [ligação com a autoridade]: Renascença ●. Barroco
❏ Descrição: Uma cruz latina de três eixos com uma abóbada no cruzamento. A história da construção da basílica foi longa e passou
por muitos arquitetos. Começou no tempo do Papa Júlio II, em 1506, para substituir a antiga igreja de São Pedro e foi concluída em
1615 com Paul V. O plano original consistia numa cruz grega desenhada por Donato Bramante; quando este morreu em 1514, Leão X
encomendou a continuação do trabalho a Raphael, Fra Giocondo e Giuliano da Sangallo, alterando o plano inicial para uma cruz
latina com três eixos separados por pilares. Raphael morreu em 1520; Antonio da Sangallo the elder, Baldassare Peruzzi e Andrea
Sansovino continuaram a obra. Sangallo morreu em 1546 e Paulo III colocou Michelangelo como arquiteto responsável. Michelangelo
morreu em 1564, quando a base da abóbada estava quase terminada. Pirro Ligorio e Giacomo da Vignola continuaram a obra. No
tempo de Gregório XIII, Giacomo della Porta ficou responsável pela obra. [e por aí em diante]
❏ Fontes de Descrição [ligação]: ilton, Henry., e Craig Hugh Smyth. Michelangelo arquitect. Milan: Olivetti, 1988
❏ *Trabalho relacionado:
Tipo de relação [controlado] contexto alargado para | [relação com a obra]:Abóbada de São Pedro; abóbada; Michelangelo
Buonarroti (italiano, 1475-1564) e outros; desenhada meados 1550, construída final séc. XVI; Basílica de São Pedro (Cidade do
Vaticano, Roma, Itália)

Parte 1 - Linhas Orientadoras 49


Registo de obra
❏ Classe [controlado]: arquitetura
❏ *Tipo de obra [ligação]: abóbada
❏ *Título: Abóbada de São Pedro | Tipo de título: preferido
❏ *Criador: desenhado por Michelangelo Buonarroti (italiano, 1475- 1564), desenho revisto por Giacomo della Porta (italiano, nascido
em 1532 ou 1533; falecido em 1602)
*Função [controlado]: arquiteto | [ligação com a Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Buonarroti,
Michelangelo
*Função [controlado]: arquiteto | Extensão: revisões ao desenho |[ligação]: Porta, Giacomo della
*Função [controlado]: arquiteto | Extensão: revisões ao desenho |[ligação]: Fontana, Domenico
❏ *Data de criação: desenhada meados 1550, construída no final do séc. XVI
[controlado]: Extensão: design; Início: 1530; Final: 1570 |Extensão: construção; Início: 1451; Conclusão: 1600
❏ * Assunto [ligação com a autoridade]: arquitetura ● abóbada ● Poder papal
❏ * Localização atual [ligação com a autoridade]: Basílica de São Pedro (Cidade do Vaticano, Roma, Itália)
❏ * Medidas: diâmetro: 42 m (138 pés); altura da abóbada: 138 m (452 pés) acima da rua, 119 m (390 pés) acima do chão
[controlado]: Qualificador: exterior; Valor: 138; Unidade: m; Tipo: altura || Qualificador: interior; Valor: 119; Unidade: m; Tipo:
altura | Valor: 42; Unidade: m.; Tipo: diâmetro
❏ * Materiais e técnicas: tijolo com um anel de compressão em ferro
Material [ligação] tijolo| Técnica [ligação]: reforço de compressão
❏ Descrição: A abóbada em tijolo contém quatro correntes de ferro que formam um anel de compressão; está apoiada pelas absides e
internamente por quatro pilares maciços de mais de 18 m. de espessura. O plano original de Bramante consistia numa abóbada
sobre uma cruz grega. A abóbada foi desenhada por Michelangelo; após a sua morte, Giacomo della Porta e Domenico Fontana
construíram a abóbada, mais inclinada e mais alta do que o desenho original. A abóbada foi finalmente concluída no tempo de Sexto
V; Gregório XIV ordenou a colocação da lanterna
❏ *Trabalho relacionado:
Tipo de relação [controlado] parte de
[relação com a obra]: Basílica de São Pedro; basílica; Donato Bramante (italiano, 1444-1514) e outros; desenhos iniciaram em
1451, construída 1506-1615; Cidade do Vaticano (Roma, Itália)

PROPRIEDADE: Basílica de São Pedro – Cúpula


Cidade do Vaticano (Roma, Itália)
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Todos os direitos reservados.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 50


Figura 8
Registos de Obra para Obra e Imagem Relacionados: edifícios do parlamento do séc. XIX
Os elementos obrigatórios e recomendados estão identificados com um asterisco.
Registo de obra
❏ Classe [controlado]: arquitetura ● arte europeia
❏ *Tipo de obra [ligação com a autoridade]: edifícios do parlamento
❏ *Título: Casas do parlamento | Tipo de título: preferido
Título: Palácio de Westminster | Tipo de título: alternativo
Título: Novo Palácio de Westminster | Tipo de título: alternativo
❏ *Criador: arquitetos: Charles Barry (inglês, 1795- 1860), assistido por Augustus Welby Northmore Pugin (inglês, 1812-1852)
❏ *Função [ligação]: arquiteto supervisor| [ligação]: Barry, Charles
*Função [ligação]: arquiteto associado| [ligação]: Pugin, Welby Northmore
❏ *Data de criação: construção da estrutura atual iniciou-se em 1837, a pedra angular foi colocada em 1840 e a obra terminou em
1860 [controlado]: Início: 1837; Final: 1860
❏ * Assunto [ligação com a autoridade]: arquitetura ● governo ● parlamento
❏ Estilo [ligação]: Restauração gótica
❏ Cultura [ligação]: Inglês ou Grã-Bretanha
❏ * Localização atual [ligação para autoridade]: Londres (Inglaterra)
❏ * Medidas: Torre Victoria: 102 m (altura) (336 pés); Torre Saint Stephen (Big Ben): 97,5 m (altura) (320 pés) | [controlado]:
Extensão: altura maior; Valor: 102; Unidade: m; Tipo: altura
❏ * Materiais e técnicas: pedra, alvenaria pesada |Material [link] pedra | Técnica [link]: paredes de alvenaria pesada . dimensão de
pedra
❏ Descrição: Aqui encontrava-se provavelmente um palácio real do rei dinamarquês da Inglaterra, Canute. Local do palácio de
Eduardo, o Confessor, no séc. XI, aumentado por Guilherme, o Conquistador. Em 1512 foi seriamente destruído por um incêndio; a
Câmara dos Comuns reuniu-se na Capela de Saint Stephen por volta de 1550, os Lordes passaram a utilizar outro espaço no palácio.
Um incêndio em 1834 destruiu uma grande parte do palácio. A construção da estrutura atual data de 1837-1860. A Câmara dos
Comuns foi destruída por um raid aéreo na Segunda Guerra Mundial e reaberta em 1950
❏ Imagens relacionadas:
Tipo de relação [links para registos de imagens]: 2345 (vista exterior, de oeste) . 2346 (vista exterior, do lado sudoeste)

Registo de Imagem Registo de Imagem


❏ Número de Imagem: 2345
❏ Número de Imagem: 2346
❏ * Descrição da vista: vista exterior, de oeste com a
❏ * Descrição da vista: vista exterior, de sudoeste com a ponta
ponta norte da Casa do Parlamento, incluindo o Big
norte da Casa do Parlamento
Ben, com vista a partir da Ponte de Westminster
❏ * Tipo de vista [ligação]: vista exterior, vista oblíqua
❏ * Tipo de vista [ligação]: vista exterior, vista parcial
❏ * Assunto: fachada norte ● poste de iluminação pública
❏ * Assunto: torre do relógio ● fachada ● Ponte de
❏ * Data [ligação]: 1980
Westminster (Londres, Inglaterra) ● Big Bem (Torre do
❏ Obra Relacionada [ligação com o Registo de Obra]: Houses of
Relógio)
Parliament; edifícios do parlamento; Charles Berry (inglês,
❏ * Data [controlado]: 1980
1795-1860), assistido por Augustus Welby Northmore Pugin
❏ Obra Relacionada [ligação com o Registo de Obra]:
(inglês, 1812-1852); início 1837, final 1860; Londres (Inglaterra)
Houses of Parliament; edifícios do parlamento; Charles
Berry (inglês, 1795-1860), assistido por Augustus
Welby Northmore Pugin (inglês, 1812-1852); início
1837, final 1860; Londres (Inglaterra)

PROPRIEDADE: Casas do Parlamento, ponta


norte e Casas do Parlamento,
ponta norte, incluindo vista do Big Bem. Vista
a partir da Ponte de Westminster
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Parte 1 - Linhas Orientadoras 51


Notas

1.
1. Ver Metadata Standards Crosswalks 2.
http://www.getty.edu/research/publications/electro 6. Estas variações de nome podem ser criadas através
nic_publications/intrometadata/crosswalks.html. do estabelecimento de algoritmos que utilizam a
vírgula como ponto central para criar novas
2. O termo obra no manual CCO é mais concreto do que variações de nomes e termos; esta opção não deve
aquele definido em FRBR (Functional Requirements estar acessível à visualização por parte dos
for Bibliographic Records), o qual consiste num utilizadores (uma vez que algumas variações
modelo bibliográfico desenvolvido por um comitê da criadas não fariam sentido).
International Federation of Library Associations 7. Este exemplo visa ilustrar os elementos de
(IFLA) e publicada em 1998 metadados discutidos no manual. Os nomes dos
(http://www.ifla.org/VII/s13/frbr/frbr.pdf ). Em regra, campos e os dados apresentados não retratam
a obra no CCO é uma entidade física, ao passo que necessariamente o registo desta obra na base de
para a FRBR consiste numa entidade abstrata ou dados no Getty Museum.
intelectual, tal como um trabalho literário ou uma 8. Este exemplo pretende expor os elementos de
composição musical. metadados analisados neste manual. Os nomes
dos campos e os dados apresentados no exemplo
3. Porter, Vicki, and Robin Thornes. Guide to the não representam necessariamente o registo desta
Description of Architectural Drawings. New York: G.K. Obra na base de dados do Getty Research Institute,
Hall, 1994 (versão atualizada em Research Library, Special Collections.
http://www.getty.edu/research/publications/electro 9. Este exemplo pretende ilustrar os elementos de
nic_publications/fda/). As obras de arquitetura são metadados discutidos neste manual. Os nomes dos
discutidas como Registos Autoridade no capítulo de campos e os valores dos dados apresentados no
autoridade sobre obras de construção, apesar de os exemplo não representam necessariamente os
mesmos princípios e exemplos se aplicarem a uma registos deste trabalho nas bases de dados dos
obra de arquitetura catalogada como uma obra pelo museus.
seu próprio valor.

4. Programa de Vocabulário Getty. Art & Architecture


Thesaurus (AAT), Union List of Artist Names (ULAN), e
Getty Thesaurus of Geographic Names (TGN). Los
Angeles: J. Paul Getty Trust,1988-.
http://www.getty.edu/research/tools/vocabularies/i
ndex.html . Library of Congress Authorities. Library of
Congress Name Authorities. Washington, DC: Library
of Congress. http://authorities.loc.gov/

5. Tanto esta, como a maioria das restantes questões


relativas a recuperação discutidas nesta seção,
podem ser resolvidas através da normalização
(remoção de espaços, pontuação, acentuação, e
diferenciação de casos) quer da forma como é feita a
consulta pelo utilizador, quer dos termos e nomes no
vocabulário utilizados para recuperação.
Naturalmente, isto é uma questão técnica, mas tem –
ou deve ter – consequências na prática de
catalogação.

Parte 1 - Linhas Orientadoras 52


Parte​ ​2​ ​–​ ​Elementos

I​ ​–​ ​Elementos​ ​CCO

Abaixo segue uma lista de elementos discutidos no guia CCO. Note-se que estes são referências
a áreas do registo de obras. Não constituem elementos de dados, embora possam ser
mapeados para vários conjuntos de metadados (ver Metadata Standards Crosswalks em
http://www.getty.edulresearchlconducting_researchlstandardsIintrometadatal3_crosswalkslin
dex.html​).

Elementos​ ​obrigatórios

Um elemento identificado como obrigatório indica que o elemento é fortemente recomendado.


Contudo, os dados de qualquer elemento podem ocasionalmente faltar. Cabe então à
instituição catalogadora determinar a melhor maneira de lidar com os dados em falta, o que
pode passar por usar um valor como ​Não disponível, desconhecido ou não aplicável​, utilizar um
valor​ ​nulo​ ​numa​ ​base​ ​de​ ​dados​ ​ou​ ​deixar​ ​o​ ​campo​ ​vazio.
Vocabulário​ ​controlado

Um elemento marcado como controlado (ligação para autoridade <xxxx>​) significa que os
valores do elemento devem ser retirados de um vocabulário controlado e, idealmente, será
ligado à autoridade correspondente. Um elemento marcado como ​lista controlada, significa
que o seu valor deve derivar de um vocabulário controlado, mas que uma simples lista de
termos controlados pode ser suficiente em detrimento de um ligação para uma autoridade
completa. Estas são apenas recomendações. A forma como vários elementos são controlados é
uma decisão local. Para uma discussão sobre as diferenças entre uma lista controlada e uma
autoridade,​ ​ver​ ​Parte​ ​1​ ​:​ ​Registos​ ​de​ ​autoridade​ ​e​ ​vocabulários​ ​controlados.

II​ ​Lista​ ​de​ ​elementos

Capítulo​ ​1
Tipo​ ​de​ ​Obra​ ​(obrigatório)​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​uma​ ​autoridade​ ​conceptual)
Título​ ​(obrigatório)
Tipo​ ​de​ ​título​ ​(lista​ ​controlada)
Linguagem​ ​(lista​ ​controlada)
Fonte​ ​(controlada)​ ​(ligação​ ​para​ ​uma​ ​autoridade​ ​de​ ​fontes)

Capítulo​ ​2
Criador​ ​(obrigatório)
Forma controlada do criador (obrigatório) (ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas)​ ​(obrigatório)
Função​ ​(obrigatório)​ ​(ligação​ ​para​ ​autoridade​ ​conceptual)
​ ​Âmbito​ ​do​ ​Criador​ ​(lista​ ​controlada)
Atribuições​ ​(lista​ ​controlada)

Capítulo​ ​3
Medidas​ ​(obrigatório)
Valor​ ​(formato​ ​controlada)
Unidade​ ​(lista​ ​controlada)
Tipo​ ​(lista​ ​controlada)
Extensão​ ​(lista​ ​controlada)
Qualificação​ ​(lista​ ​controlada)
Forma​ ​(lista​ ​controlada)
Formato​ ​(lista​ ​controlada)
Escala​ ​(controlada)
Materiais​ ​e​ ​Técnicas​ ​(obrigatório)

Parte​ ​2​ ​–​ ​Elementos 1


Materiais​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​autoridade​ ​conceptual)
Tipo​ ​de​ ​Material
Técnica​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​autoridade​ ​conceptual)
Cor​ ​(controlada)​ ​(ligação​ ​para​ ​autoridade​ ​conceptual)
Marca​ ​(lista​ ​controlada)
Extensão​ ​(lista​ ​controlada)
Qualificação​ ​(lista​ ​controlada)
Edição
Número​ ​de​ ​impressão​ ​(formato​ ​controlada)
Tamanho​ ​Edição​ ​(formato​ ​controlado)
Número​ ​Edição​ ​(formato​ ​controlado)
Estado
Identificação​ ​do​ ​Estado​ ​(formato​ ​controlado)
Estados​ ​Conhecidos​ ​(formato​ ​controlado)
Fonte​ ​de​ ​Estado​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​autoridade​ ​de​ ​Fontes)
Inscrições
Tipo​ ​de​ ​inscrição​ ​(lista​ ​controlada)
Inscrição​ ​Localização​ ​(lista​ ​controlada)
Inscrição Autor (controlado) (ligação para ​Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas)
Materiais​ ​e​ ​técnicas
Descrição​ ​Física
História​ ​das​ ​condições​ ​e​ ​exames
História​ ​dos​ ​tratamentos​ ​e​ ​conservação

Capítulo​ ​4
Estilo​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​autoridade​ ​conceptual)
Qualificador​ ​de​ ​Estilo​ ​(lista​ ​controlada)
Cultura​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​autoridade​ ​conceptual)
Data​ ​(obrigatório)
Data​ ​mais​ ​antiga​ ​(obrigatório)
Data​ ​mais​ ​recente​ ​(obrigatório)
Qualificador​ ​de​ ​Data​ ​(lista​ ​controlada)

Capítulo​ ​5
Localização​ ​Atual​ ​(obrigatório)
Localização Atual (controlado) (ligação para ​Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas​ ​e​ ​Localizações​ ​geográficas)
ID​ ​único​ ​do​ ​Repositório
Local​ ​de​ ​Criação
Local de Criação (controlado) (ligação para ​Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas​ ​e​ ​Localizações​ ​geográficas)
Local​ ​de​ ​Descoberta
Local de Descoberta (controlado) (ligação para ​Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas​ ​e​ ​Localizações​ ​geográficas)
Localização​ ​anterior
Localização anterior (controlado) (ligação para ​Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas​ ​e​ ​Localizações​ ​geográficas)

Parte​ ​2​ ​–​ ​Elementos 2


Capítulo​ ​6
Assunto
Assunto controlado (obrigatório) (controlado) (ligação para ​Autoridade de Nomes de Pessoas
Singulares​ ​e​ ​Coletivas​ ​e​ ​Localizações​ ​geográficas)
Extensão​ ​(lista​ ​controlada)
Tipo​ ​de​ ​Assunto​ ​(lista​ ​controlada)

Capítulo​ ​7
Classificação
Classificação​ ​controlada​ ​(lista​ ​controlada)

Capítulo​ ​8
Descrição​ ​(Nota​ ​descritiva)
Fontes​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade)
Outras​ ​Notas​ ​descritivas
Fontes​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade)

Capítulo​ ​9
Ver​ ​Descrição​ ​(obrigatório)
Ver​ ​Tipo​ ​(obrigatório)​ ​(lista​ ​controlada)
Ver​ ​Assunto
Ver Assunto Controlada (obrigatório) (controlado) (ligação para ​Autoridade de Nomes de
Pessoas​ ​Singulares​ ​e​ ​Coletivas​ ​e​ ​Localizações​ ​geográficas)
Ver​ ​Data​ ​de​ ​exibição
Ver​ ​data​ ​inicial​ ​(formato​ ​controlada)
Ver​ ​última​ ​data​ ​(formato​ ​controlada)

Autoridade​ ​de​ ​Nomes​ ​de​ ​Pessoas​ ​Singulares​ ​e​ ​Coletivas


Nomes​ ​(obrigatório)
Mostrar​ ​Biografia​ ​(obrigatório)
Data​ ​de​ ​Nascimento​ ​(obrigatório)​ ​(formato​ ​controlada)
Data​ ​de​ ​Morte​ ​(obrigatório)​ ​(formato​ ​controlada)
Nacionalidade​ ​(obrigatório)​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade​ ​conceptual)
Atividades​ ​desempenhadas​ ​(obrigatório)​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade​ ​conceptual
Fontes​ ​(obrigatório)​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade)
Tipo​ ​de​ ​registo​ ​(pessoa​ ​física​ ​ou​ ​jurídica)​ ​(lista​ ​controlada)]
Data​ ​de​ ​antigas​ ​Atividade​ ​(formato​ ​controlada)
Data​ ​da​ ​última​ ​atividade​ ​(formato​ ​controlada)
Local​ ​/​ ​Localização​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade​ ​de​ ​Localizações​ ​geográficas​)
Género​ ​(lista​ ​controlada)
Pessoas relacionadas e Órgãos Sociais (controlado) (ligação para outro registo nas ​Autoridades
de​ ​Nomes​ ​de​ ​Pessoas​ ​Singulares​ ​e​ ​Coletivas)
Tipo​ ​de​ ​relação​ ​(lista​ ​controlada)
Eventos​ ​(lista​ ​controlada)
Nota

Parte​ ​2​ ​–​ ​Elementos 3


Autoridades​ ​de​ ​Locais​ ​geográficos
Nomes​ ​(obrigatório)
Tipo​ ​de​ ​lugar​ ​(necessário)​ ​(lista​ ​controlada)
Contexto mais amplo (obrigatório) (controlado) (ligação para outro lugar geográfico nesta
autoridade)
Fontes​ ​(obrigatório)​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade)
[Tipo​ ​de​ ​registo​ ​(lista​ ​controlada)]
Coordenadas​ ​(formato​ ​controlada)
Datas​ ​(formato​ ​controlada)
Locais​ ​relacionados​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​outro​ ​lugar​ ​geográfico​ ​nesta​ ​autoridade)
Tipo​ ​de​ ​relação​ ​(lista​ ​controlada)
Nota

Autoridade​ ​de​ ​Conceito


Termos​ ​(obrigatório)
Contexto​ ​mais​ ​amplo​ ​(obrigatório)​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​outro​ ​conceito​ ​nesta​ ​autoridade)
Nota​ ​(obrigatório)
Fontes​ ​(obrigatório)​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade)
Qualificador​ ​de​ ​termos
[Tipo​ ​de​ ​registo​ ​(lista​ ​controlada)]​ ​Datas​ ​(formato​ ​controlada)
Conceitos​ ​relacionados​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​outro​ ​conceito​ ​nesta​ ​autoridade)
Tipo​ ​de​ ​Relação​ ​(lista​ ​controlada)

Autoridade​ ​de​ ​Assuntos


Assuntos​ ​(obrigatório)
Fontes​ ​(obrigatório)​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade)
Contexto mais amplo (obrigatório) (controlado) (ligação para outro registo de assunto nesta lista
de​ ​autoridade)
Palavras-chave​ ​relacionadas​ ​(lista​ ​controlada)
Assuntos Relacionados (controlado) (ligação para outro registo assunto nesta lista de
autoridade)
Locais​ ​geográficos​ ​relacionados​ ​(controladas)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade​ ​geográfica)
Pessoas singulares ou coletivas relacionadas (controlado) (ligação para ​Autoridade de Nomes de
Pessoas​ ​Singulares​ ​e​ ​Coletivas)
Conceitos​ ​relacionados​ ​(controlado)​ ​(ligação​ ​para​ ​Autoridade​ ​conceptual)
Tipo​ ​de​ ​Relação​ ​(lista​ ​controlada)
[Tipo​ ​de​ ​registo​ ​(lista​ ​controlada)]​ ​Datas​ ​(formato​ ​controlada)
Nota

Parte​ ​2​ ​–​ ​Elementos 4


Capítulo 1 – Nome do objeto

Tipo de obra / Título

1.1 Sobre o nome do objeto

1.1.1 Debate/discussão

Os elementos tipo de obra e título indicam formas essenciais na identificação de uma


obra. Determinar a forma pela qual uma obra é identificada faz parte da primeira decisão, no
processo de catalogação: definir o que está a ser catalogado. Ver Parte 1: Que objeto está a ser
catalogado?
Tipo de Obra
O elemento Tipo de Obra identifica o gênero de obra descrito. De uma maneira geral, o
Tipo de Obra refere-se à forma física, função ou meio da obra (por exemplo, escultura,
retábulo, catedral, frasco, pintura, gravura). Neste contexto, nas obras incluem-se as
construções, as obras de arte ou artefactos culturais, como a arquitectura, pinturas, esculturas,
desenhos, impressões, fotografias, mobiliário, fatos, obras decorativas e utilitárias, artes
performativas, plantas ou qualquer tipo de obra resultante tanto da criação artística como do
legado cultural. Ver a definição na Parte 1: Obras e Imagens.
O Tipo de Obra define o tipo de registo, independentemente de ser um único item, um
conjunto de itens, um grupo ou uma coleção de obras. Sempre que se justifique o tratamento
de uma parte de uma obra de arte ou de arquitetura, num registo próprio, o profissional deverá
selecionar o Tipo de Obra que descreve essa componente, bem como estabelecer a ligação da
parte à obra completa. Por exemplo, na catalogação de uma chávena, parte de um serviço de
chá, o elemento do Tipo de Obra deverá ser chávena; o registo deverá ser ligado ao registo do
serviço de chá, cujo elemento Tipo de Obra deverá ser serviço de chá.
No caso das partes de uma obra apresentarem características significativamente
diferentes, como artistas, datas de execução, estilos, materiais ou locais físicos diferentes é,
muitas vezes, mais útil criar registos separados. Por exemplo a cúpula de Santa Maria del Fiore,
em Florença, teve um projeto próprio, independente do projeto da igreja. Assim, o Tipo de
Obra da igreja deverá ser do gênero basílica e catedral e o Tipo de Obra da parte, cúpula,
registados em diferentes registos. Todavia, a prática pode variar de acordo com as diretrizes
locais e/ou as circunstâncias envolventes da história da obra. Para mais informações ver
Relações Componentes e Todo-Parte.
O elemento Tipo de Obra é frequentemente apresentado com o elemento Classe. O
termo Tipo de Obra tem como objetivo identificar a obra e é o foco do registo, enquanto que
no elemento Classe aplicam-se as categorias genéricas ou esquemas de classificação que, em
conjunto, apontam para a uniformização e partilha das características básicas, incluindo
materiais, forma, estrutura, função, região de origem, contexto cultural, período histórico ou
estilístico. Para mais informações sobre a classe, ver Capítulo 7; Classe.

Título
O elemento Título regista os títulos, identificando frases ou nomes atribuídos a uma obra
de arte ou de arquitetura. Este pode ser usado em inúmeros tipos de títulos ou nomes. Os

Capítulo 1 – Nome do objeto 1


títulos podem podem ser frases descritivas, usadas para referir os assuntos iconográficos ou das
obras de arte, como são os casos da obra “Adoração dos Magos” ou o “Retrato Thomas
Jefferson”. As obras podem ser identificadas por frases ou nomes atribuídos que não
correspondem exatamente a títulos. Estes podem conter nomes repetidos de outras zonas do
registo, como é o caso do Tipo de Obra (por exemplo, Taça de Cerâmica) ou a consagração, ou
o nome de um edifício (por exemplo, a ​Mesquita do Sultão Ahmed). Os títulos, nomes ou frases
identificativas são atribuídas às Obras para que se possam ser identificadas e referenciadas.
Uma das diferenças entre o título de um livro ou um artigo e o título de uma obra de arte é que
o título de qualquer livro impresso e artigos, de uma maneira geral, incluem o título gravado
em si próprio. Os catalogadores transcrevem o título inscrito e usam-no como cabeçalho, para
facilitar o acesso. No caso das obras de arte e de arquitetura praticamente não existe nada na
obra que permita ao catalogador conhecer o seu título. Os títulos podem ter por base inúmeras
fontes. Por norma, podem ser atribuídos por artistas, instituições proprietárias, colecionadores
ou investigadores. Os títulos ou nomes de obras de arquitetura podem ser provenientes das
empresas de construção, do arquiteto, do dono ou do mecena. Geralmente, os títulos das obras
conhecidas tornam-se vinculativos através das publicações académicas e científicas (por
exemplo, Mona Lisa). Todavia, muitas obras, incluindo as obras utilitárias, arte decorativa,
artefactos culturais, mapas, diagramas, obras arqueológicas, materiais etnográficos e alguns
edifícios não têm títulos ou nomes por si. Para identificar estas obras pelos utilizadores, os
títulos devem ser descritivos. No caso de não existirem fontes com a indicação de um título
para uma coleção de recursos visuais, estes podem ser constituídos. Sempre que necessário os
títulos podem ser construídos. Os títulos podem ter origem nos assuntos ou no conteúdo
iconográfico. Por exemplo, uma fotografia que retrata uma árvore numa paisagem poderá ter
como título Paisagem com uma Árvore. Na composição de um título ou de uma frase
identificadora, poderá ser necessária a repetição da terminologia de outros elementos. Os
títulos podem incluir referências dos donos das obras ou locais onde foram usadas (por
exemplo, tijela Burghley). Os títulos descritivos ou as frases identificadoras podem ser simples
descrições das obras (por exemplo, Taça com tampa e pé). Obras decorativas, arte não
ocidental, obras arqueológicas ou grupos de obras são muitas vezes conhecidas pelo nome que

Capítulo 1 – Nome do objeto 2


incluem ou pelo Tipo de Obra idêntico (por exemplo, Candelabro, Escrivaninha, Máscara ou
Dossier de Esboços). A formação do título poderá ser a combinação da terminologia do Tipo de
Obra em conjunto com a informação do local ou de outros elementos (por exemplo, a Cruz
Requiliária do Bispo Bernardo de Hildesheim (Bernward)). Todos os títulos ou nomes
significativos pelos quais uma obra é ou tem sido conhecida devem ser registados. Obras de
arte ou de arquitetura podem ser conhecidas por diferentes títulos ou nomes; os títulos podem
alterar ao longo da história. É útil aos investigadores conhecer os títulos alternativos e
anteriores, nomes ou frases identificativas de uma obra.

Tipo de Título
A adição do Tipo de Título permite distinguir os vários títulos (for example, título do
repositório, título gravado, título de autor, título descritivo).
Especificidade
O Tipo de Obra deve ser o termo que mais se aproxima das características da obra. É
recomendável o uso de um termo o mais específico e apropriado possível. O objetivo da
coleção e o tipo de utilizadores devem ser considerados. Por exemplo, qual o mais apropriado,
o termo mais específico cassone ou o mais genérico arca? O catalogador deverá usar Vaso
canópico ou recipiente? Pintura de rolagem ou pintura? Gravura ou impressão? Note-se que
maioritariamente o Tipo de Obra irá ser apresentada com a Classe, que corresponde ao termo
genérico (por exemplo, no caso de uma cassone, a Classe deve ser mobiliário). Ver Capítulo 7:
Classe. Pode ser registado mais do que um Tipo de Obra. Por exemplo, para o Tipo de Obra de
um edifício podem ser registadas a Igreja e a Basílica, descrevendo as funções e forma. Na obra
os títulos devem ser, geralmente, concisos e específicos. O título descritivo preferencial deve
ser conciso (por exemplo, o Prato de Maiólica com busto de perfil do National Gallery of Art in
Washington), mas o título alternativo pode incluir detalhes (por exemplo, Prato de Maiólica
com uma borda contínua, painéis geométricos e busto de perfil do Man in Armor).

Capítulo 1 – Nome do objeto 3


Organização dos Dados/Metainformação

O Tipo de Obra é obrigatório e deve ser registado num campo controlado e repetível. No
caso de existirem múltiplos Tipos de Obras registados um deles deve ser indicado como
preferencial. O Tipo de Obra deve ser controlado por um ficheiro de autoridade ou por uma
lista controlada. Ver Parte 3: Autoridade de Conceito para mais informações sobre como o
ficheiro de autoridade pode controlar os elementos do Tipo de Obra. O Título é também
obrigatório e deve ser registado num campo de texto-livre.Tal como o Tipo de Obra, se
existirem múltiplos títulos, deve-se selecionar um preferencial. Se se usar o Tipo de Título, a
seleção deste elemento deve ter como base uma terminologia controlada.
ID único
Na maior parte das instituições, o Título e o Tipo de Obra não se adequam a serem
identificadores únicos, Assim, e com o objetivo de existir um único identificador, é criado pelo
dono da obra um único código numérico ou alfanumérico identificativo, por exemplo o número
de inventário ou número de identificação. Para mais informações sobre números
identificadores únicos ver Capítulo 5.
Relações todo-parte e componentes
Muitas obras de arte e de arquitetura são obras complexas e incluem inúmeras partes.
São exemplos uma página de um manuscrito, uma fotografia de um álbum,
Examples include a page from a manuscript, a photograph from an album, um fresco de
um ciclo, uma impressão de uma série ou uma igreja de um mosteiro. Sempre que as partes
sejam catalogadas separadamente devem-se ligar ao todo da obra. Ou seja, as partes de uma
obra ou grupo devem ter uma relação hierárquica com o todo da obra. Por exemplo, uma
iluminura do séc. XVI, com o título Cristo perante Pilatos pode ser parte de um todo Livro de
oração do Cardeal Alberto de Mainz. A criação de uma relação todo-parte tem implicações com
o Tipo de Obra e Título de uma obra. O Tipo de Obra e o Título do todo são importantes na
pesquisa e recuperação de parte; estes dados devem estar visíveis.

Capítulo 1 – Nome do objeto 4


Figura 9
Relações Todo-parte entre Obras

Ver Parte 1: Obras relacionadas, neste manual, para mais informações sobre o Tipo de Obra,
como realizar a catalogação de registos componentes, item e níveis de grupo.

Elementos recomendados/obrigatórios
Abaixo é apresentada uma lista com os elementos abordados neste capítulo. Os
elementos obrigatórios estão identificados.

Tipo de obra (obrigatório)


Título (obrigatório)
Tipo de título
Língua
Fonte

Sobre os exemplos

Os exemplos apresentados ao longo desta secção são meramente ilustrativos. A prática local
pode variar. Com o objetivo de permitir uma ampla visão sobre os mais variados casos, os
exemplos apresentados ao longo desta secção são muito completos e complexos, que poderá
não ser necessário de adoptar em todas as instituições.

Capítulo 1 – Nome do objeto 5


1.1.2 Terminologia

1.1.2.1 Fontes para a terminologia

1.1.2.1.1 TIPO DE OBRA

A terminologia do Tipo de Obra deve ser controlada com o recurso aos ficheiros de
autoridade ou a listas controladas. As fontes de terminologia podem incluir os seguintes
recursos:
Getty Vocabulary Program. ​Art & Architecture Thesaurus​ (AAT). Los Angeles: J. Paul Getty
Trust, 1988-. (Especialmente a faceta dos objetos).
http://www.getty.edu/research/conducting_research/vocabularies/ aat/.

Library of Congress. ​Thesaurus for Graphic Materials 2, Genre and Physical Characteristics​.
http://lcweb.loc.gov/rr/print/tgm2/.

Chenhall, Robert G., ​Revised Nomenclature for Museum Cataloging: A Revised and
Expanded Version of Robert G. Chenhall’s System for Classifying Man-Made Works​. Edited by
James R. Blackaby, Patricia Greeno, and The Nomenclature Committee. Nashville, TN: AASLH
Press, 1988.

1.1.2.1.2 TÍTULO
Os museus e outros repositórios devem designar Títulos às suas Obras tendo em conta as
diretrizes locais, que podem incluir a consulta da literatura académica e científica ou de
documentos que acompanharam as Obras, como guias, faturas, protocolo ou outro tipo de
documento que se considere relevante a usar, como fonte de informação. Sempre que possível
usar fontes de informação como as seguintes:

Catálogos produzidos pelos museus ou por outro repositório da obra.

A gravação na obra, particularmente se for parte integrante da mesma (por exemplo, o


título gravado e impresso numa placa) ou gravado pelo artista.

Capítulo 1 – Nome do objeto 6


Catálogos raisonnés, livros, catálogos de exposição e artigos sobre o autor e o seu
trabalho.

​ rove Dictionary of Art Online​. New York: Grove’s Dictionaries, 2003.


G
http://www.groveart.com/.

Standard textbooks in art history and architectural history.


Online databases specializing in scholarly descriptions of cultural works.

BHA: Bibliography of the History of Art​. Los Angeles, California: J. Paul Getty Trust, 1991-.
Published in French as ​Bibliographie d’histoire de l’art​. Vandoeuvre-lès-Nancy, France: Centre national
de la recherche scientifique, Institut de l’information scientifique et technique; 1991-. Also available
online by subscription.

Library of Congress Authorities. ​Library of Congress Subject Headings​. Washington, DC: Library of
Congress, 2005. http://authorities .loc.gov/.

Macmillan Encyclopedia of Architects.​ Edited by Adolf K. Placzek. New York: Free Press; London:
Collier Macmillan, 1982.

Avery Architecture & Fine Arts Library, Columbia University. ​Avery Index to Architectural
Periodicals​. Los Angeles: J. Paul Getty Trust, 1994-. Online by subscription at
http://www.getty.edu/research/ conducting_research/avery_index/.

Fletcher, Banister. ​Sir Banister Fletcher’s History of Architecture​. 20th ed. Oxford; Boston:
Architectural Press, 1996.

Thieme, Ulrich, and Felix Becker, eds. A​llgemeines Lexikon der bildenden Künstler von der Antike
bis zur Gegenwart​. 37 vols. 1907. Reprint, Leipzig: Veb E.A. Seemann Verlag, 1980-1986.

Bénézit, Emmanuel, ed. ​Dictionnaire critique et documentaire des peintres, sculpteurs,


dessinateurs et graveurs​. 1911-1923. Reprint, Paris: Librairie Gründ, 1976.

No caso do catalogador não conseguir encontrar informação do título, nas fontes indicadas,
deve construí-lo tendo por base as diretrizes deste manual. Para a construção do título, nome
de pessoa, bem como outros nomes de títulos usar as diretrizes indicadas na Autoridade de
Pessoa e Coletividade e na Autoridade de Local.

Capítulo 1 – Nome do objeto 7


1.1.2.2 Escolha da terminologia

1.1.2.2.1 CONSISTÊNCIA

Tipo de Obra
O uso de terminologia consistente no Tipo de Obra permite uma eficiente recuperação da
informação sendo, assim, fortemente recomendável.

Títulos
O estilo e a terminologia podem variar quando os Títulos têm origem em fontes reconhecidas
pela comunidade. Todavia, quando os títulos são construídos recomenda-se a consistência na
terminologia. Efetivamente, a consistência da terminologia permite ao utilizador uma
percepção mais exata de como realizar a pesquisa.

1.1.2.2.2 REGISTOS DE AUTORIDADE


Se possível, a terminologia e definições do Tipo de Obra (por exemplo, Notas de Contexto)
devem ser registadas num ficheiro de autoridade, que é ligado ao registo da obra. Ver Parte 3:
Autoridade de Conceito. No caso de não ser possível o uso da autoridade, os dados do Tipo de
Obra devem fazer parte de uma lista controlada.

1.2 REGRAS DE CATALOGAÇÃO


1.2.1 Regras para O Tipo de Obras

1.2.1.1 Breves regras para o Tipo de Obra

O Registo do Tipo de Obra é obrigatório. Registar um ou mais termos descritivos do tipo de


obra a ser catalogado, referentes à forma física, estrutura, função ou meio.

Capítulo 1 – Nome do objeto 8


Tendo em conta o tamanho da coleção e o tipo de utilizador, usar o termo mais apropriado.
Muitas instituições têm a necessidade de incluir ambos os termos, ora os mais adequados ao
público especializado ora os mais indicados para o público em geral.

Singular vs. Plural

Por norma, os termos para os Tipos de Obras são em singular.

Exemplos
Tipo de Obra​: pintura de rolagem
Tipo de Obra​: desenho
Tipo de Obra​: gravação
Tipo de Obra​: estátua
Tipo de Obra​: vaso canópico
Tipo de Obra​: mosteiro
Tipo de Obra​: performance

A forma plural deve ser usada sempre que necessário; ou seja, usar a terminologia que melhor
reflita a obra a ser catalogada. Por exemplo, se estiver a catalogar um único desenho deve-se
adotar a forma singular. Todavia, se se tratar de um grupo de desenhos então usar a forma
plural. No caso de grupos de obras, componentes e relações todo-parte, ver a informação inicial
deste capítulo e a Parte 1: Obras Relacionadas.

As capitais e as abreviaturas

À exceção dos nomes próprios, o termo deve ser registado em minúscula. As abreviaturas
devem ser evitadas.

Exemplos
Tipo de Obra​: litografia
Tipo de Obra​: retábulo
Tipo de Obra​: basílica
Tipo de Obra​: recortes
Tipo de Obra​: cruz Celta
Tipo de Obra​: cadeira Brewster
Tipo de Obra​: ​A-frame house

Capítulo 1 – Nome do objeto 9


Idioma dos nomes
A terminologia do Tipo de Obra deve ser na língua da agência catalogadora, à exceção dos
casos de não existir equivalência. Sempre que necessário usar os diacríticos.

Exemplos
Tipo de Obra​: cadeira grande
Tipo de Obra​: radiografía
Tipo de Obra​: arranha-céu
Tipo de Obra​: point de neige (​crochet​)
Tipo de Obra​: almagre
Tipo de Obra​: lit à la duchesse
Tipo de Obra​: yraflügel

1.2.1.2 Recomendações adicionais para o Tipo de Obra

1.2.1.2.1 SINTAXE
O Termos devem ser registados pela ordem natural, não a invertida. Não usar pontuação,
exceto o hífen, se necessário.

1.2.1.2.2 VÁRIOS TIPOS DE OBRAS


A Seleção dos termos devem ter em conta o tipo de obra a ser catalogada, como se verificará
de seguida.

Relacionado com a Forma


Sempre que apropriado, as obras tridimensionais, como as esculturas, artes decorativas,
mobília e a arquitetura, alguns têxteis e obras dimensionais, o Tipo de Obra deve refletir a
forma da obra.

Exemplos
[para uma pequena figura feminina do Calcolítico]
Tipo de Obra​: estátua
[para um pintura de rolagem Chinesa]
Tipo de Obra​: rolagem manual
[para um cinturão Japonês]
Tipo de Obra​: obi

Capítulo 1 – Nome do objeto 10


[para o Empire State Building]
Tipo de Obra​: arranha-céu
[para a Basílica de Constantino]
Tipo de Obra​: basílica

Relacionado com a Função

Sempre que apropriado, nas obras de artes decorativas, costumes, materiais etnográficos,
desenhos de obra e de arquitetura, incluir o Tipo de Obra relacionado com a função. As obras
podem ter múltiplos Tipos de Obra, relacionados na sua maioria com a forma e com a função.
Um único termo pode incluir tanto a função como a forma (por exemplo, máscara ou frasco).

Exemplos
[um recipiente de grés]
Tipo de Obra​: vaso
[um fragmento de um escudo Azteca]
Tipo de Obra​: correia
[uma lâmpada Síria]
Tipo de Obra​: lâmpada de mesquita
[uma escultura Africana]
Tipo de Obra​: figura de um adivinho
[um desenho arquitetónico]
​Tipo de Obra​: desenho de apresentação
[Notre-Dame, Paris]
Tipo de Obra​: catedral
[uma taça do séc. XIX]
​Tipo de Obra​: taça

Relacionado com os Materiais


Quando apropriado, nas obras bidimensionais e tridimensionais o Tipo de Obra deve fazer
referência ao meio, suporte e processo a partir do qual essa obra foi criada. Nesses casos, o
meio deve ser repetido e registado, com maior detalhe, no campo das características físicas (ver
Capítulo 3).

Exemplos
[para uma pintura de Albrecht Dürer]

Capítulo 1 – Nome do objeto 11


Tipo de Obra​: gravação
[uma obra de J.M.W. Turner]
Tipo de Obra​: aguarela
[uma decoração abside romanesco]
​Tipo de Obra​: mosaico

Referência ao Conteúdo
Sempre que apropriado, os desenhos arquitectónicos, livros e algumas outras obras podem
incluir no Tipo de Obra referências ao conteúdo da obra (por exemplo, ​alçado pode ser um Tipo
de Obra). Nestes casos, o assunto deve ser repetido no campo de Assunto (ver Capítulo 6). O
Tipo de Obra também pode incluir conteúdo relacionado com o estilo, período ou cultura
(exemplo Attic helmet​) e, tal como acontece com o assunto, deve ser repetido nos campos dos
elementos Estilo, Período ou Cultura (ver Capítulo 4).

Exemplos
[um desenho arquitectónico do alçado de um edifício]
Tipo de Obra​: desenho de projeto • alçado
[um manuscrito medieval Islâmico]
Tipo de Obra​: manuscrito
[um têxtil bordado com uma inúmera variedade de pontos]
Tipo de Obra​: amostra

Obras temporais
Nas performances usar os termos temporais indicados para estes tipo de Obras.
Exemplos
[uma performance numa galeria]
Tipo de Obra​: arte performativa
[figuras em tamanho real de George Segal num cenário arquitetônico]
Tipo de Obra​: escultura • ambiente (escultura)

1.2.1.2.3 QUANDO O TIPO DE OBRA MUDOU


No caso das características físicas ou funções de uma obra mudarem ao longo do tempo,
registar ambos os tipos, o original e o seguinte. Apresentar a lista dos Tipos de Obra na ordem
cronológica inversa, ou do mais importante para o de menor importância. A alteração das
características de uma obra devem ser explicadas na nota. (ver Capítulo 8: Descrição).

Capítulo 1 – Nome do objeto 12


Exemplos
[Santa Sofia, em Istambul]
Tipo de Obra​: catedral • mosteiro • museo
[uma escultura que foi originalmente uma base de mesa]
Tipo de Obra​: escultura • base de mesa

No caso do Tipo de Obra muda, ao longo do tempo, é desejável indicar essas alterações. Ver
Capítulo 9: Visualizar as informações, nomeadamente a descrição e assunto.

1.2.1.2.4 GRUPOS DE OBRAS

Nos grupos de obras, se as partes de um grupo não forem catalogadas individualmente registar
os Tipos de Obras de todas as obras do grupo.

Exemplo
[uma caixa de itens de um projeto arquitetônico]
Tipo de Obra​: desenhos • desenhos de apresentação • alçado • projeções oblíquas •
planos

1.2.1.2.5 TIPO DE REGISTO


É recomendável, no Tipo de Registo, incluir elementos que permitam distinguir obras ou
imagens singulares das coleções ou grupos. O Tipo de Registo é um elemento administrativo
para além do âmbito deste manual.para mais informações, ver Parte 1: Descrição mínima e
Tipo de Registo e categorias para a descrição de Obras de Arte: níveis.

1.2.2 Regras para o Título

1.2.2.1 Breve regras para o Título

É obrigatório o registo de pelo menos um título, frase identificativa ou nome das obras de arte
ou arquitetura. No caso de existir mais de um título, selecione um preferencial (eleito).

Capítulo 1 – Nome do objeto 13


Título Preferencial (eleito)

O título preferencial deve ser na língua da agência catalogadora. O título deve ser o mais
recente, fornecido pela instituição, conciso, ou o título indicado pelo autor.

Exemplos
Título​: Busto de Napoleão Bonaparte
Título​: Oito cenas dos Rios de Xiao-Xiang

Se o título não constar nas fontes autorizadas o catalogador deve criar um.

As capitais e as abreviaturas

Os títulos indicados pelas fontes autorizadas seguem a capitalização e a pontuação dessas


fontes. Os títulos construídos devem iniciar com maiúscula em todas as palavras, à exceção dos
artigos conjunções e preposições 1.

Exemplos
Título​: Vista Panorâmica da Muralha de uma Cidade
Título​: Salomé com a Cabeça de João Batista
Título​: Dois Grifos a Atacar uma Corsa Caída
Título​: Torre Sears

Os nomes próprios devem ser sempre capitalizados.


Exemplo
Título​: Marguerite-Louise Lemonnier em Montparnasse, Paris

Os títulos noutras línguas devem seguir as regras dessa língua.

Exemplo
Título​: La vierge à l'hostie

No título preferencial (eleito) devem-se evitar as abreviaturas. Estas devem ser incluídas nos
títulos alternativos, para indicar mais pistas na altura da recuperação da informação.

Capítulo 1 – Nome do objeto 14


Exemplo
Títulos​: Catedral de São Patrício (título preferencial) • Catedral St. Patrício (título
alternativo)

Artigos Iniciais

Os artigos devem ser evitados. À exceção dos artigos que ajudam na compreensão do título
(por exemplo, remover o artigo “La” de La Vierge muda o significado da frase) ou quando fazem
parte das fontes de autoridade (por exemplo A Ronda Noturna de Rembrandt). Noutros casos, a
adição dos artigos varia de acordo com a língua (por exemplo, para o mesmo quadro o título
em Português é Mona Lisa mas em Italiano é La Gioconda).

Idioma do Título
O Título preferencial deve ser registado na língua da agência catalogadora. Sempre que
necessário a tradução das gravações e de outros títulos para português. Os títulos originais,
noutras línguas,devem figurar como títulos alternativos.

Exemplos
Título​: O Grande Vidro (preferencial)
Título​: Busto Romano (preferencial)
Título​: Vista do Noroeste de Roma, Itália (preferencial)
Título​: Plano e Construção das Casas do Parlamento (preferencial)

Com o objetivo de dispor de mais pistas, na altura do acesso à informação, podem ser incluídos
títulos alternativos, noutras línguas. Se necessário usar diacríticos.

Exemplo
Títulos​: A Virgem, o Menino, Sant'Ana e São João Batista (preferencial) • La Virgen y el
Niño con el pequeño San Juan Bautista

No caso de um título ser mais conhecido noutra língua deve-se usá-lo como preferencial.

Exemplos
Título​: Notre Dame, Paris (preferencial)
Título​: Noli me tangere (preferencial)

Capítulo 1 – Nome do objeto 15


Títulos​: Mona Lisa (preferencial) • Monna Lisa • La Gioconda • La Joconde • Retrato da
Esposa de Francesco del Giocondo (descritivo)

1.2.2.2 Recomendações adicionais para o Título

1.2.2.2.1 INDEXAR INFORMAÇÃO IMPORTANTE


Sempre que o título incluir informação importante deve-se indexar essa informação no Tipo de
Obra, Assunto, Características Físicas, Local ou noutro elemento que se considere relevante. O
título deve ser registado num campo de texto livre.

1.2.2.2.2 CONSTRUÇÃO DO TÍTULO

Um título descritivo deve ser construído sempre que não exista nas fontes autorizadas. Sempre
que um título gravado ou de um repositório seja muito longo, noutro idioma ou não descreva a
obra deve-se construir um título descritivo conciso, na língua da agência catalogadora. Os
títulos construídos podem refletir o assunto, a matéria, a forma ou função de uma obra.

1.2.2.2.3 VÁRIOS TIPOS DE OBRAS


Os títulos, nomes ou outras frases identificativas podem variar de acordo com o tipo, a história
e contexto de uma obra, bem como a documentação disponível.

Títulos dos Proprietários

O título, ou títulos, de um repositório ou das instituições proprietárias devem ser registados;


para uso nas publicações e noutros repositórios incluir o título preferencial da instituição: um
título breve, um título para uma exposição especial ou um título para uso na página web. Se
conhecido, as coleções devem ter os títulos dos atuais proprietários como preferenciais.

Exemplos
[um quadro de Mary Cassatt no Metropolitan Museum, New York]
Título​: A Chávena de Chá (preferencial)
[uma obra no National Gallery of Art, Washington]
Título​: Cálice do Abbot Suger de Saint-Denis (preferencial)

Capítulo 1 – Nome do objeto 16


O título do repositório ou do proprietário, de for numa língua estrangeira, deve ser traduzido
para a língua da agência catalogadora, se possível. Incluir os títulos originais, como títulos
alternativos.

[uma escultura no Louvre, Paris]


Títulos​: Vitória de Samotrácia (preferencial) • Victoire de Samothrace
[um quadro de Rembrandt no Rijksmuseum, Amsterdam]
Títulos​: A Ronda Noturna (preferencial) • De Nachtwacht

Todavia, se o título do repositório ou do proprietário for muito conhecido deve-se optar por
manter o idioma de origem. Ver Idioma do Título.

Títulos dos Criadores

Se conhecido, deve-se indicar o título do criador como preferencial. Geralmente, os museus e


outras instituições preferem usar o título dos criadores. Todavia, se o catalogador descobrir que
o título do repositório é diferente do criador deve indicar o título do repositório como
preferencial e o do criador como alternativo.

Exemplos
[um quadro de John Everett Millais]
Título​: Ophelia (preferencial)
[um móbile de Alexander Calder]
Título​: Hanging Spider (preferencial)

Inscrição de Títulos
No caso do criador incluir uma inscrição com o aparente propósito de atribuir um título deve-se
registar o título. Para as impressões e livros, registar qualquer título disponível na placa de
impressão ou na página de título. O título inscrito pode ser repetido de forma completa no
elemento de inscrição (ver Capítulo 3: Características Físicas). As inscrições que não
correspondem a títulos devem ser registadas no elemento de Inscrição. Se o Título inscrito não
descrever a obra de forma consistente no idioma da agência catalogadora deve-se construir um
título, de acordo com as diretrizes dadas.

Capítulo 1 – Nome do objeto 17


Exemplos
[uma famosa pintura de René Magritte]
Títulos​: Ceci n'est pas une pipe (preferencial, inscrito) • A Traição das Imagens
(alternativo, traduzido)

O título inscrito pode não ser o título preferencial. No caso do título inscrito não for conhecido,
num idioma diferente da agência catalogadora, muito longo, com abreviaturas ou se apresentar
incorreções ortográficas, deve-se construir um título preferencial descritivo.

Exemplos
[uma impressão Americana do Séc. XIX]
Títulos​: Vista sob o Asilo, Hospital e Hospital Psiqiátrico de Northampton County,
Pennsylvania (preferencial) • Poor House, Hospital & Lunatick-Hospital of Northampton County,
Pa. (inscrito)

Títulos Descritivos
Um título descrito, conciso e no idioma da agência catalogadora, é recomendável. Se existirem
títulos descritivos não será necessário construir um. Os títulos descritivos devem ser
assinalados e apresentados nos resultados.

Sempre que um título inscrito ou de um repositório for muito longo, num idioma diferente ou
não refetir o conteúdo da obra deve-se construir um título descritivo que reflita o conteúdo
iconográfico da obra (ou seja, figuras, histórias ou cenas retratadas. O assunto deve ser
incluído, de forma mais pormenorizada, no campo de Assunto (ver Capítulo 6). Os títulos
descritivos podem também referir o Tipo de Obra ou as Características Físicas de uma obra; Se
assim for, repetir esses elementos nos campos correspondentes.

REFERENTES A ASSUNTOS HISTÓRICOS OU RELIGIOSOS

Sempre que apropriado, elaborar uma lista de nomes de temas ou assuntos históricos,
religiosos, mitológicos, literários ou alegóricos.

Exemplos

Capítulo 1 – Nome do objeto 18


[uma escultura Indiana]
Título​: Buda Sentado a Pregar o Primeiro Sermão (preferencial)
[um quadro de Simone Martini]
Título​: Anunciação (preferencial)

REFERENTES A FIGURAS, OBRAS OU LOCAIS

Sempre que apropriado, referir os nomes de obras, anônimas ou não, ou de locais retratados
numa obra. Se conhecido, incluir nomes próprios.

Exemplos
[a cabeça de uma escultura]
Título​: Retrato da Cabeça de Andrew Jackson (preferencial)
[o desenho de arquitetura]
Título​: Plano e Construção das Casas do Parlamento, Londres (preferencial)

REFERENTE AO TIPO DE OBRA

As obras decorativas, arte não-ocidental, obras arqueológicas, de arquitectura ou um grupo de


obras que não tenham um título por si só deve-se incluir uma frase descritiva ou nome baseado
no Tipo de Obra ou uma breve descrição de uma obra.

Exemplos
[um recipiente antigo Grego ]
Título​: Ânfora de Figuras Vermelhas (preferencial)
[um candelabro Francês do Séc. XVII]
Título​: Candelabro (preferencial)

Títulos relacionados com o Proprietário, Localização ou História da Obra

Sempre que apropriado deve-se registar o Título que inclua o proprietário atual e antigos, a
atual e antigas localizações ou outras referências históricas.

Exemplos
[uma escultura, o segundo título refere-se ao atual proprietário]
Títulos​: Estátua de Hércules (preferencial) • Lansdowne Herakles

Capítulo 1 – Nome do objeto 19


[um têxtil, o título é referente ao local onde esteve exposto pela primeira vez]
Título​: Tapeçaria de Bayeux (preferencial)

Nomes de Edifícios
Sempre que apropriado, para a arquitetura, registar o nome descritivo, o nome referente ao
proprietário, a consagração (por exemplo, para uma igreja), ou a morada. Muitos edifícios não
têm nomes e, nesses casos, o título pode ser referente ao Tipo de Obra (por exemplo,
Anfiteatro) ou uma frase descritiva longa.

Exemplos
[uma ruína em Pompéia, Itália, cujo título reflete o Tipo de Obra]
Título​: Anfiteatro (preferencial)
[uma igreja Italiana, cujo título reflete a localização e consagração]
Títulos​: Catedral de Siena (preferencial) • Il Duomo di Siena • Santa Maria Assunta

Títulos Numéricos
Se apropriado, para os manuscritos ou para outras obras registar um apelido baseado num
sistema numérico particular, como o shelfmark.

Exemplo
[um manuscrito Medieval]
Títulos​: Codex de Harley Golden (preferencial) • British Museum Harley 2788

1.2.2.2.4 MÚLTIPLOS TÍTULOS


Se conhecido vários títulos títulos para uma mesma obra devem-se registar; indicar um como
preferencial.

Exemplos
[a casa de Frank Lloyd Wright]
Títulos​: Casa de Edgar J. Kaufman (preferencial) • Fallingwater
[um quadro de Bronzino]
Títulos​: Alegoria com Venus e Cupido (preferencial, título do repositório) • Venus,
Cupid, Time, and Folly • Allegory of Lust and Love

Capítulo 1 – Nome do objeto 20


Títulos traduzidos e Anteriores
Incluir os títulos traduzidos e anteriores​.

Exemplos
[um quadro de Pontormo, o título anterior foi incluído]
Títulos​: Retrato de um alabardeiro (Francesco Guardi?) (preferencial, título do
repositório) • Portrait of Cosimo I de' Medici (título anterior)

[uma impressão, título traduzido]


Títulos​: A despedida de Telêmaco e Eucharis (preferencial) • Les Adieux de Télémaque
et Eucharis

A Incerteza nos Títulos Descritivos


Se necessário, os títulos construídos podem expressar incertezas.

E​xemplo
[uma folha de um manuscrito desconhecido]
Título​: Trabalhadores no Campo, Provavelmente do Livro de Horas Francês

1.2.2.2.5 TÍTULOS DESCONHECIDOS OU OBRAS DESCONHECIDAS


No caso de existir a necessidade de construir um Título de um Tipo de Obra ou de um objetivo
desconhecido construir um título descritivo genérico, de acordo com a informação disponível.

Exemplos
[uma pedra do Paleolítico cujo Tipo de Obra é desconhecido, construção de um Título descritivo]
Título​: Objeto de Pedra Usada nos Rituais (preferencial)
[um tecido Peruano de propósito desconhecido, uma construção de um título descritivo]
Título​: Têxtil Peruano (preferencial)

O termo desconhecido não deve ser usado, a menos que seja designado pelo criador, de forma
deliberada.

Exemplo
[uma impressão contemporânea, título do criador]
Títulos​: Desconhecido - 15 (preferencial) • Composição Abstrata (descritiva)

Capítulo 1 – Nome do objeto 21


Apesar de desaconselhável o seu uso, a frase sem título pode ser indicada como último recurso.
A frase deve ser registada em letra minúscula, para que se possa distinguir de um título
genoíno.

Exemplo
[um objeto de origem, função e tipo de obra desconhecidas]
Título​: título desconhecido

1.2.2.2.6 TÍTULOS TODO-PARTE


De acordo com as seguintes diretrizes, quando uma obra é parte de um todo maior deve-se
registar o Título e outra informação sobre o todo de uma das seguintes formas. Os assuntos
incluídos no título ou noutra parte do todo devem ser indexados no campo apropriado (ver
Capítulo 6: Assunto; ver também Parte 1: Obras Relacionadas).

Catalogação da Parte e do Todo


Sempre que possível, deve-se catalogar ambos, o todo e parte, de forma separada; a ligação
entre os dois registos deve ser visível e permitir a apresentação de ambos os títulos no registo
da parte.

Exemplos
[um painel em políptico de Matthias Grünewald]
Título​: Painel de São Sebastião (preferencial)
[ligação ao registo do retábulo inteiro]
Obra Relacionada​:
Tipo de Relação​: parte de
Título da Obra Relacionada​: Retábulo de Issenheim (preferencial)

[uma parte de uma arquitetura complexa]


Títulos​: Pirâmide do Louvre (preferencial) • Pyramide du Louvre • Pyramid Add-On
[ligação ao registo no seu todo]
Obra Relacionada​:
Tipo de Relação​: parte de
Título da Obra Relacionada​: O Louvre (preferencial)

Capítulo 1 – Nome do objeto 22


No registo da parte, a obra relacionada pode apresentar informação adicional ao título. Ver
também Parte 1: Obras Relacionadas. No seguinte exemplo, a etiqueta para a obra relacionada
foi criada pela junção do título e pelo campo do criador, de texto livre, do registo completo (ver
Capítulo 2: Informação do Criador).

Exemplo
[uma gravura de Jacques Callot]
Título​: Ataque na Estrada (preferencial)
[ligação com o registo das séries]
Obra Relacionada​:
Tipo de Relação​: parte de
Obra Relacionada​ [etiqueta concatenada] :
As Grandes Misérias da Guerra; desenhada e produzida por Jacques Callot,
1632-1633 in Nanci (França), publicada pela primeira vez em 1635, Paris

A Não Catalogação do Todo


No caso em que o todo não é catalogado registar o título do todo no registo da parte (por
exemplo, quando um repositório apenas contém, na sua coleção, uma parte de uma série de
obras; ver Parte 1: Obras Relacionadas). O registo do título do todo por ser realizado de duas
formas.

A PARTE E O TODO NO MESMO TÍTULO


Se possível, referir o título do todo, no título da parte.
Exemplo
[uma sala histórica no Metropolitan Museum]
Título​: Estúdio do Palácio Ducal em Gubblo (preferencial)

TÍTULO COLETIVO
Alternativamente, registar um título de coleção. Neste caso, o título do todo é conhecido pelo
título da coleção. Para indicar o tipo de título usar o elemento Tipo de Título (por exemplo,
título de coleção, título de série, e assim sucessivamente).

Exemplos
[uma gravura de John James Audubon]
Títulos​: Carolina Parrot (preferencial) • The Birds of America (título coletivo)
[para uma série de tapeçarias de Gobelins]

Capítulo 1 – Nome do objeto 23


Títulos​: Le Cheval Rayé (preferencial) • Les Anciennes Indes (título de série)

Duas Partes Descritivas no Mesmo Título


No caso em que as partes de uma obra não forem catalogadas separadamente incluir os títulos
das duas ou mais partes no mesmo campo.

Exemplos
[duas cenas separadas de um díptico]
Título​: A Estigmatização de S. Francisco e Um Anjo a Coroar Santa Cecília e Valerian
(​Título​)

[um conjunto]
Título​: Um Par de Globos: Globo Celestial e Terrestrial (preferencial)

1.2.2.3 Regras para o Tipo de Título


O Tipo de Título é usado para indicar os vários tipos de Títulos, na visualização e de acordo com
o seu objetivos. Os Títulos podem apresentam mais do que um Tipo de Título (por exemplo, um
único título pode ser simultaneamente inscrito ou de repositório).

Títulos preferenciais e Alternativos


O título preferencial deve ser indicado para que possa ser distinguido dos outros títulos.

Exemplos
[um quadro de Henri Matisse]
Títulos​:
O Quarto Vermelho | ​Tipo de Título​: preferencial
Harmonia em Vermelho | ​Tipo de Título​: alternativo

[um edifício]
Títulos​:
Centro Georges Pompidou | ​Tipo de Título​: preferencial
Centre National d'Art et de Culture Georges Pompidou | ​Tipo de Título​: alternativo

Outros Tipos de Títulos


Para garantir a consistência dos dados usar vocabulário controlado para registar o Tipo de
Título. Estes podem conter os seguintes termos: título do proprietário, título do repositório,

Capítulo 1 – Nome do objeto 24


título inscrito, título descritivo, título construído, título traduzido, título publicado, título antigo,
título da coleção, título da série.

Exemplo
[uma fotografia de Julia Margaret Cameron]
Títulos​:
Mountain Nymph, Sweet Liberty | ​Tipo de Título​: preferencial • repositório
Retrato de uma Jovem Mulher | ​Tipo de Título​: alternativo • descritivo • construído

1.2.2.4 Regras para o Idioma e Fontes


Algumas instituições podem desejar registar informação adicional sobres os títulos, incluindo o
idioma e a fonte desse título. Para o idioma usar vocabulário controlado. Registar as citações de
forma consistente, de acordo com as regras CDWA, AACR e o Chicago Manual of Style.

Exemplo
[um quadro de Frida Kahlo]
Título​: As Duas Fridas (título preferencial)
Idioma​: Português
Fonte​: ​Frida Kahlo​ in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora,
2003-2017. [consult. 2017-03-25 20:33:38]. Disponível na Internet:
https://www.infopedia.pt/$frida-kahlo.

Título​: Las dos Fridas (título alternativo)


Idioma​: Espanhol
Fonte​: Frida Kahlo, 1907-1954: Salas Pablo Ruiz Picasso, Madrid, 30 de abril-15
de junio de 1985. Madrid: Ministerio de Cultura, Dirección General de Bellas
Artes y Archivos, 1992; Page: 159.

1.3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS/METAINFORMAÇÃO

1.3.1 visualização e Indexação

1.3.1.1 Texto livre vs Campos Controlados


Para uma discussão sobre quando e porquê é recomendado separar os campos em texto livre e
os controlados, ver Parte 1: Desenho da Base de Dados e Relações: Visualização e Indexação.

Capítulo 1 – Nome do objeto 25


1.3.1.2 Campos no Ficheiro de Autoridade e no Registo da Obra

Campos Controlados para um Tipo de Obra


O Tipo de Obra de ser registado um campo controlado e repetível. Não é aconselhável o uso de
um campo em texto livre. No caso de existir a necessidade de apresentar na visualização
múltiplos Tipos de Obra pode-se construir os dados pela concatenação do campo repetível e
controlado.
Exemplo
Visualização do Tipo de Obra​ [concatenados]: pintura sobre painel; retábulo
Campo controlado​:
Tipos de Obra​: pintura sobre painel • retábulo

Campos Controlado para um Título


O título deve ser registado num campo em texto livre e repetível. Tendo em conta que na
recuperação da informação um campo em texto livre é insuficiente, toda a informação
importante do título deve ser registada nos campos apropriados (por exemplo, Assunto, Tipo
de Obra e Materiais.
Exemplo
[um retábulo de Hans Holbein the Elder]
Tipos de Obra​: pintura sobre painel • retábulo
Títulos​: Adoração dos Magos• Die heiligen drei Könige • Hommages à la sainte famille

Campos Controlados para o Tipo de Título


O título preferencial deve ser indicado com o recurso ao Tipo de Título ou a qualquer outro
método. O campo do Tipo de Título deve ser controlado e repetível. No caso de existir a
necessidade de apresentar na visualização múltiplos Tipos de Título pode-se construir os dados
pela concatenação do campo repetível e controlado.

Campos Controlados para o Idioma e Fonte do Título

Capítulo 1 – Nome do objeto 26


Algumas instituições podem desejar indexar o idioma e a fonte do título. O campo do idioma de
ser controlado e repetível. A fonte deve ser ligada ao ficheiro de autoridade bibliográfico. Um
título breve pode ser incluído na visualização.

1.3.2 Exemplos
Exemplos dos Registos de Obras são apresentados de seguida. Para aceder a mais exemplos,
ver o final da Parte 1, no final de cada capítulo, e no portal do CCO. Nos exemplos, o controlo
refere-se aos valores controlados pelo ficheiro de autoridade, lista controlada, ou outras regras
(por exemplo, regras usadas para o registo de datas). A ligação refere-se à relação entre um
Registo de uma Obra e um Registo de Autoridade ou entre dois Registos de Obras. Todas as
ligações são campos controlados. Nos exemplos que se seguem os Registos de Obras
Relacionadas estão descritos de forma abreviada. Todos os Registos das Obras deverão ser tão
completos quanto possível. Consultar os vários capítulos para mais informações sobre os
elementos de metainformação individuais, se devem ser controlados, e as vantagens respetivas
de um ficheiro de autoridade ou de uma lista controlada. Em todos os exemplos neste manual
quer seja ao longo ou no fim de cada capítulo, os dados dos campos dos campos controlados
estão separados por caracteres.

Capítulo 1 – Nome do objeto 27


Figura 10
Relação entre o registo da obra e a autoridade do tipo de obra: antigo vaso grego​2
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.

Registo de Obra Registo de autoridade de Conceito


❏ Classe​ [​controlado​]: cerâmica * arte Grega e Romana ❏ *​Termos​:
❏ * ​Tipo de Obra ​[​ligação​]: ​Ânfora panatenaica Ânfora panatenaica​ (preferencial, singular)
❏ *​ Título​: Ânfora panatenaica com tampa | ​Tipo de título​: Ânforas panatenaicas (preferencial, plural)
preferencial Panathenaic amphora
❏ *​Criador​: obra atribuída ao pintor da ​Wedding Panathenaic amphoras
Procession ​(Grego, séc. IV A.C.); assinado por Nikodemos, amphora, type c neck
como oleiro (Grego, ativo no séc.IV A.C. em Atenas) amphora, type Iic
Qualificador​ [​controlado​]: atribuído a | *​Função ❏ *​Posição hierárquica​ [​ligações​]:
[​ligação​]: Pintor | [ligação] Pintor do ​Wedding Faceta dos objetos
Procession​ | *​Função​ [​ligação​]: oleiro | [​ligação​] ...Mobiliário e equipamento
Nikodemos …...Recipiente
❏ *​Data de criação​: 363-362 a.c. [​controlado​] …….<armazenamento>
mais antiga: -0363; mais recente: -0362 ……...ânfora
❏ Extensão​: geral; *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: ………..ânfora de gargalo
Atena Promacos (iconografia Grega) • figura feminina | ………….ânfora panatenaica
Extensão: Lado B; *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: ❏ *​Nota:​ Refere-se a uma ânfora que servia para o
Nike • Victor • competição • figuras femininas depósito de azeite das árvores sagradas de Atenas e
❏ Estilo​ [​ligação​]: cerâmica de figuras negras • Grego ático era dada como prémio nos jogos de Panateneias. A
❏ Cultura​ [​ligação​]: Grega decoração incluía, por norma, imagens de atenas,
❏ *Localização atual​ [​ligação​]: J. Paul Getty Museum, Villa num lado e no outro imagens da competição.
Collection (Malibu, California, United States) | ID: ❏ *Fonte​ [​ligação​]: ​ Art & Architecture Thesaurus
93.AE.55 (1988-).
❏ *​Medidas​: altura com a tampa, 89,5 cm (35 ¼
polegadas); diâmetro no final das asas, 115 cm (15 1/16
polegadas)
[​controlado​]: ​Valor​: 89,5; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: Altura |
Valor​: 115; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: Diâmetro CRÉDITOS: The J. Paul
Getty Museum, Villa
❏ *​Materiais e técnicas​: Terracota redonda, sinterização Collection (Malibu,
Material​ [​ligação​]: terracota |​Técnica​ [​ligação​]: roda • California). Assinado
sinterização • pintura de vasos por Nikodemos, oleiro;
❏ Inscrições​: assinatura de Nikodemos atribuído ao Pintor de
Wedding Procession;
❏ Descrição​: Lado A: Atena Promacos; Lado B: Coroação de Prémio Panateneias,
Victor, por Nike, com o Juiz à direita e o oponente Ânfora e tampa;
vencido à esquerda. Atenas é retratada num estilo Grécia, Atenas,
363-362 a.c.;
arcaico. O uso particular da figura de Nike no topo das Terracota; Altura total,
colinas de Akanthos fez com que os académicos com tampa: 35 1/4 in.;
pudessem datar o vaso, correspondente a 363/362 a.c. diâmetro [corpo]: 15
❏ Fonte​ [​ligação​]: J. Paul Getty Museum online. 1/16 in.; 93.AE.55; ©
The J. Paul Getty Trust
http://www.getty.edu (accessed February 10, 2004).

Capítulo 1 – Nome do objeto 28


Figura 11
Relação entre o registo da obra e a autoridade do tipo de obra: Violino nativo americano​3
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.

Registo de Obra Registo de autoridade de Conceito


❏ Classe​ [​controlado​]: artes decorativas • instrumentos ❏ *​Termos​:
musicais • Arte Nativa Americana kízh kízh díhí​ (preferencial, singular)
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: ​kízh kízh díhí kízh kízh díhís (preferencial, plural)
❏ *​Título​: Tzii'edo' a 'tl (violino Apache) |​Tipo de título​: tzii'edo' a 'tl
repositório Apache fiddle
Título​:Kízh kízh díhí | ​Tipo de Título​: alternativo Navajo violinc
❏ *​Criador​: família Athabascan desconhecida, tribo Apache ❏ *​Posição hierárquica​ [​ligações​]:
*​Função​ [​controlado​]: artista | [​ligação​]: Athabascan Faceta dos objetos
desconhecido ...Mobiliário e equipamento
❏ *​Data de Criação​: séc. XIX …...Dispositivos sonoros
[​controlado​]: ​mais antiga​: 1800; ​mais recente​: 1899 ……cordofones
❏ *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: objeto (utilitário) • ……... kízh kízh díhís
música • entretenimento ❏ *​Nota:​ Os instrumentos Zitherlike da White
❏ Cultura​ [​ligação​]: Athabascan (Apache) Mountain e San Carlos Apache of Arizona e a
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: Metropolitan Museum (New Diegueño of California são compostos por uma
York, New York, United States) | ​ID​: 89.4.2631 a,b mescla de por uma única haste divididas
❏ Localização de criação​ [​ligação​]: White Mountain longitudinalmente por uma ou duas cordas.
Reservation (Southwest Culture Area, Arizona, United ❏ *Fonte​ [​ligação​]: ​ Art & Architecture Thesaurus
States) (1988-).
❏ *​Medidas​: 44,5 cm (comprimento) x 9 cm (diâmetro) (17
½ x 3 ½ polegadas); comprimento do arco: 40,7 cm (16
polegadas)
[​controlado​]: ​Extensão​: violino; ​Valor​: 44,5; ​Unidade​: cm;
Tipo​: comprimento | ​Valor​: 9; ​Unidade​: cm; ​Tipo​:
diâmetro | ​Extensão​: arco; ​Valor​: 40,7; ​Unidade​: cm;
Tipo​: comprimento
❏ *​Materiais e Técnicas​: haste da flor de agave, madeira,
pintura, pêlo de cavalo
Material​ [​ligação​]: agave • haste • madeira • pintura •
pêlo de cavalo
❏ Nota de descrição​: Possivelmente criado na White
Mountain Reservation. Este instrumento era usado tanto
para uso pessoal como meio de entretenimento. a haste é
decorada com desenhos tradicionais. CRÉDITOS:Tzii’edo’ a ’tl (Apache Fiddle),séc. XIX;
❏ Fonte​ [​ligação​]: Metropolitan Museum of Art online. Fabricado por uma família Athabascan, Tribo
Apache;possivelmente da White Mountain Reservation,
http://www.metmuseum.org (accessed February 1, 2004). Southwest Culture Area, Arizona, United States of America;
haste da flor de agave, madeira, pintura, pêlo de cavalo;
comprimento 17 1/2 in. (44.5 cm); diâmetro 3 1/2 in. (9 cm); aro
L. 16 in. (40.7 cm). The Metropolitan Museum of Art, The
Crosby Brown Collection of Musical Instruments, 1989
(89.4.2631 a, b). Photograph © 1990 The Metropolitan Museum
of Art.

Capítulo 1 – Nome do objeto 29


Figura 12
Relação entre o registo da obra e a autoridade do tipo de obra: impressões em papel albuminado​4
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.
Registo de Obra Registo de autoridade de um Conceito
❏ Classe​ [​controlado​]: fotografias • arte europeia ❏ *​Termos​:
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: ​Impressões em papel Impressões em papel albuminado​ (preferencial,
albuminado plural)
❏ *​Título​: Imagens de Paris e arredores e a Exposição Impressão em papel albuminado​ (preferencial,
Universal|​Tipo de título​: preferencial singular)
❏ *​Criador​: Neurdein Frères (Francês, ativo na parte final albumen prints
do séc. XIX e início do Séc. XX) albumen photoprints
*​Função​ [​controlado​]: fotógrafos | [​ligação​]: Neurdein albumen silver prints
Frères silver albumen prints
❏ *​Data de Criação​: ca. 1889 ❏ *​Posição hierárquica​ [​ligações​]:
[​controlado​]: ​mais antiga​: 1885; ​mais recente​: 1894 Faceta dos objetos
❏ *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: arquitetura • ...Comunicação Visual e Verbal
imagens • Paris (França) • Exposição Internacional de …...Obras Visuais
1889 (Paris, França) • Palácio de Versalhes (Versalhes, ……<obras visuais a partir de um meio ou técnica>
França) • Parc de Saint-Cloud (Paris, França) • ) • Parc ……... fotografias
du Champ de Mars (Paris, França) • viagem ……….negativos
❏ Cultura​ [​ligação​]: Athabascan (Apache) ………...impressões fotográficas
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: Getty Research Institute, ……………impressões em papel albuminado
Research Library, Special Collections (Los Angeles, ❏ *​Nota:​ Refere-se às impressões em papel
California, United States) | ​ID​: 93-F101 albuminado; sempre a preto & branco.
❏ *​Materiais e Técnicas​: Impressões em papel ❏ *Fonte​ [​ligação​]: ​ Art & Architecture Thesaurus
albuminado (1988-).
Técnica​ [​ligação​]: impressões em papel albuminado
❏ *​Medidas​: 37 fotografias impressas; imagens 13 x 19
cm (5 ⅛ x 7 ½ polegadas), em folhas 19 x 25 cm (7 ½ x 9
⅞ polegadas)
[​controlado​]: ​Extensão​: itens; ​Valor​:37; ​Tipo​: número
|​Extensão​: imagem; ​Valor​: 13; ​Unidade​: cm; ​Tipo​:
altura | ​Extensão​: folha; ​Valor​: 19; ​Unidade​: cm; ​Tipo​:
altura |​Valor​: 25; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura
❏ Inscrições​:legendas em francês.
❏ Nota de descrição​: Lembranças com imagens de Paris
recolhidas por Neurdein Frères para os visitantes da
Exposição Universal de 1889. A coleção incluía vistas
panorâmicas de Paris e das mais conhecidas avenidas e
monumentos da cidade, assim como, Versalhes e Parc
de Saint-Cloud. Estas imagens foram, possivelmente,
impressas a partir de outras existentes no inventário de
Neurdein Frères.

Capítulo 1 – Nome do objeto 30


Figura 13
Relação entre dois registos da obra: Catedral Mediaeval e o seu Portal
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco. A Figura apresenta a
relação entre um todo e uma parte componente
Registo de Obra
Registo de Obra ❏ Classe​ [​controlado​]: arquitetura
❏ Classe​ [​controlado​]: arquitetura ❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: ​portal
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: ​basílica ❏ *​Título​: Portal (South Transept) |​Tipo de título​:
❏ *​Título​:Catedral de Chartes|​Tipo de título​: preferencial
preferencial ❏ *​Criador​: Francês desconhecido
Título: Notre-Dame d'Chartres |​Tipo de título​: *​Função​ [​controlado​]: arquiteto | [​ligação​]: Francês
alternativo desconhecido
❏ *​Criador​: Francês desconhecido ❏ *​Data de Criação​: ca. 1205-ca.1240
*​Função​ [​controlado​]: arquiteto | [​ligação​]: [​controlado​]: ​mais antiga​: 1200; ​mais recente​: 1246
Francês desconhecido ❏ *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: portal • Juízo
❏ *​Data de Criação​: construção iniciou em 1194, Final • Jesus Cristo • mártires • confessores • Saint
consagrada em 1260; Martin • Saint Nicholas
[​controlado​]: ​mais antiga​: 1194; ​mais recente​: ❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: South Transept, Chartres
1260 Cathedral, Chartres (Eure-et-Loir, Centre region,
❏ *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: Virgem France)
Maria • adoração • catedral ❏ *​Materiais e Técnicas​:calcário
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: Chartres Material​ [​ligação​]: calcário
(Eure-et-Loir, Centre region, France) ❏ Estilo​ [​ligação​]: Gótico
❏ *​Medidas​: altura: 34 m (122 pés); largura: 130 m ❏ Descrição​: A parte central descreve o Juizo Final; a
(427 pés) parte esquerda retrata os mártires como St. Stephen;
[​controlado​]: ​Valor​:34; Unidade: m; ​Tipo​: altura a parte direita os confessores St. Martin e St. Nicholas.
|​Valor​: 130; ​Unidade​: m; ​Tipo​: largura ❏ Obra Relacionada
❏ *​Materiais e Técnicas​: Alvenaria, calcário Tipo de relação​ [​controlada​]: parte de
Material​ [​ligação​]: Alvenaria • calcário | ​Técnica [​ligação com o registo da obra​]: Catedral de Chartes;
[​ligação​]: parede de rolamento Francês desconhecido; início 1194, consagrada 1260;
❏ Estilo​ [​ligação​]: Gótico Chartres (Eure-et-Loir, Centre region, France)
❏ Descrição​: verificam-se inovações arquitetônicas e
um grande número de esculturas e vitrais. A
catedral foi construída no lugar de uma antiga
igreja; as partes mais antigas da catedral são a
cripta e o portal real (portal a oeste), vestígios da
igreja românica destruída pelo fogo em 1194.

CRÉDITO: Chartres Cathedral, Chartres, França


© 2005 Patricia Harpring. All rights reserved.

Capítulo 1 – Nome do objeto 31


NOTAS

1. A prática em inglês, para museus e outros 3. O exemplo pretende ilustrar a metainformação


repositórios de objetos, aponta para a (metadados) abordado neste manual. Os nomes
apresentação de um título em que se capitaliza o dos campos e os valores dos dados são
início das palavras (com exceção dos artigos, meramente exemplificativos e não representa
preposições, etc). Tam como aconselhado neste necessariamente o registo deste objeto na base
guia, também é recomendado pelas regras de dados da coleção do Metropolitan Museum​.
AACR. O procedimento resulta no
reconhecimento do título noutros contextos
descritivos.
4. O exemplo pretende ilustrar a metainformação
2. O exemplo pretende ilustrar a metainformação (metadados) abordado neste manual. Os nomes
(metadados) abordado neste manual. Os nomes dos campos e os valores dos dados são
dos campos e os valores dos dados são meramente exemplificativos e não representa
meramente exemplificativos e não representa necessariamente o registo deste objeto na base
necessariamente o registo deste objeto na base de dados da coleção do Getty Research
de dados da coleção do ​Getty Museum. Institute, Research Library​.

Capítulo 1 – Nome do objeto 32


Capítulo 2 - Informação sobre o Criador

Criador/Funções

2.1 INFORMAÇÃO SOBRE O CRIADOR

2.1.1 Análise
O criador da obra e a função do criador constituem elementos críticos na catalogação. O
criador de uma obra pode ser uma pessoa, conhecida pelo nome ou anónima (isto é, um artista
cujo nome é desconhecido, mas que é conhecido por algum tipo de nome, como o Pintor de
Aquiles). Uma obra pode ter sido concebida e realizada por vários criadores. Um criador pode
ainda ser uma coletividade – ou seja, um grupo organizado de indivíduos que trabalham juntos
para criar arte, como uma empresa de arquitetura ou um atelier de impressão. O criador pode
ser desconhecido e a responsabilidade da obra é atribuída a um grupo cultural (isto é, a mão ou
a obra é desconhecida e não é feita uma associação a um nome: ver Vários Tipos de Atribuições
para uma análise de criadores anônimos e desconhecidos em baixo).

Criador

O elemento criador identifica o indivíduo, grupo de indivíduos, associação, grupo cultural ou


outra entidade que contribuíram para criar, conceber, produzir, construir ou alterar a obra.

Função do criador

O elemento da função do criador regista o papel ou a atividade desempenhada pelo criador na


conceção, desenho ou produção da obra que está a ser catalogada.

Qualificadores de Atribuição e Extensão da Criação

Para além do criador e da função, outros elementos podem incluir uma qualificação da
atribuição (como ​atribuído a ​Rafael), ​ou uma indicação ​acerca de que parte (extensão) da obra
foi concluída por um criador, quando existiram vários criadores (por exemplo, ​figuras pintadas
por ​Peter Paul Rubens, ​com paisagem de Jan Breughel the Elder ​), ou múltiplos componentes
(por exemplo, ​esculpido por Gian Lorenzo Bernini, com base de ​Vincenzo Pacetti e águia de
Lorenzo Cardelli ​), ou ambos.

Criadores Desconhecidos

Existem muitos trabalhos cuja autoria se perdeu no tempo. Em certas áreas, quando o criador
é desconhecido, é comum utilizar o nome da cultura ou do lugar geográfico onde a obra foi
produzida (como ​Thai ou ​Thai desconhecido​). Os exemplos apresentados no CCO seguem o

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 1


modelo desconhecido-mais-cultura. Uma vez que o campo criador é um campo com uma
importância elevada para a recuperação da informação, recomenda-se que se registe sempre
um valor no registo de obra, mesmo quando o criador é desconhecido. No entanto, a prática
pode exigir que algumas instituições deixem o campo em branco na base de dados local. Nesse
caso, e no momento da publicação, deve criar-se um método para visualização dos
utilizadores, como preencher a área reservada ao criador com ​desconhecido ou com o nome
da cultura que criou a obra. Para uma discussão mais detalhada sobre questões que envolvem
criadores desconhecidos, ver Parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas.

Ambiguidade e Incerteza

Se a comunidade científica se divide quanto à atribuição de uma obra, ou se a atribuição é por


outro motivo ambígua, esta dúvida deve ser referida no texto livre de visualização do elemento
criador. Da mesma forma, esta incerteza pode exigir que as diversas possibilidades sejam
indexadas nos campos controlados: por exemplo, quando não se tem a certeza, entre dois
criadores, qual criou uma determinada obra, ambos devem ser indexados como criadores.

Organização dos Dados

O criador e a função do criador constituem pontos de acesso primários e, por isso, são exigidos.
Os dois elementos devem ser repetíveis.

Os museus e outras instituições de coleção podem precisar de pontos de acesso mais


especializados para a informação sobre o criador do que as colecções de recursos visuais.
Contudo, a recuperação de obras baseada em nomes alternativos de criadores e em
informação bibliográfica básica é igualmente importante para todas as instituições.

Algumas partes da informação sobre o criador são melhor registadas num campo de texto livre
para visualizar em conjunto com campos controlados para acesso. Os campos controlados

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 2


devem estar ligados a um ficheiro autoridade. Quando isto não é possível, deve utilizar-se uma
lista controlada de criadores e a sua informação bibliográfica, de forma a assegurar
consistência. Uma vez que diversos criadores podem ser responsáveis por uma mesma obra, o
ligação aos registos autoridade ou aos campos controlados devem ser repetíveis. Acresce que,
um criador pode desempenhar diferentes funções na criação de uma obra. Assim, o campo
função do criador deve ser repetível para cada criador.

No registo de obra deve constar o nome do criador e informação bibliográfica suficiente para a
identificação sem incertezas do criador. Na referência ao criador, ​Parte DOIS: Elementos deve
apresentar-se o seu nome preferido e uma biografia que inclua a nacionalidade e as datas
(nascimento/morte). A forma mais eficiente de organizar a informação é estabelecer um
ligação à Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas onde se pode manter um
registo completo da informação sobre o criador, incluindo nomes alternativos e informação
biográfica. Os criadores neste ficheiro autoridade podem incluir indivíduos ou associações, que
podem ser qualquer grupo de indivíduos que trabalha em conjunto para criar arte, como
ateliers ou empresas de arquitetura. Ver a análise na parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas
Singulares e Coletivas. Para uma discussão mais aprofundada acerca da informação sobre o
criador e as atribuições, ​ver Categorias da Descrição de Obras de Arte: Criação-Criador e
Identificação do Criador​.

Elementos Recomendados

Segue-se uma lista dos elementos discutidos neste capítulo. Os elementos exigidos são
assinalados. (A visualização do criador pode ser um campo de texto livre ou encadeada a partir
de campos controlados)
Visualização do criador (obrigatório)
Campo controlado do criador (ligação ao ficheiro autoridade)
Função (obrigatório)
Extensão do criador
Qualificador de atribuição

Sobre os Exemplos

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 3


Os exemplos apresentados neste capítulo destinam-se apenas a ilustrar algumas questões,
uma vez que a prática pode variar de local para local. Os exemplos procuram mostrar a
máxima utilização possível de visualização e indexação de campos, as quais podem não ser
necessárias em colecções de recursos visuais e outras instituições.

2.1.2 Terminologia

2.1.2.1 Fontes de ​Terminologia

2.1.2.1.1 NOMES
Os nomes dos criadores devem ser controlados através de um registo de autoridade ou de
listas controladas. As principais fontes publicadas sobre informação do criador são:

Getty Vocabulary Program. ​Union List of Artist Names ​(ULAN). Los Angeles: J. Paul Getty Trust, 1988-.
http://www.getty.edu/research/​ conducting_research/vocabularies/ulan/.

Library of Congress Authorities​. Washington, DC: Library of Congress, 2002. ​http://authorities.loc.gov/.

Grove Dictionary of Art Online​. New York: Grove’s Dictionaries, 2003. h​ttp://www.groveart.com/.

Thieme, Ulrich, e Felix Becker, eds. ​Allgemeines Lexikon der bildenden Künstler von der Antike bis zur Gegenwart​.
37 vols. 1907. Reimpresso, Leipzig: Veb E.A. Seemann Verlag, 1980-1986.

Meissner, Günter, ed. ​Allgemeines Künstlerlexikon: die bildenden Künstler aller Zeiten und Völker​. Munique: Saur,
1992-.

Bénézit, Emmanuel, ed. ​Dictionnaire critique et documentaire des peintres, sculpteurs, dessinateurs et graveurs​.
1911-1923. Reimpresso, Paris: Librairie Gründ, 1976.

Macmillan Encyclopedia of Architects​. Editado por Adolf K. Placzek. Nova Iorque: Free Press; Londres: Collier
Macmillan, 1982.

Existem outras enciclopédias gerais e dicionários de autores. Os livros de história da arte e os


sites dos museus de arte podem também servir enquanto fontes para nomes e informação
biográfica de criadores. Pode ainda encontrar fontes mais especializadas de nomes de
criadores, incluindo fontes nacionais, como o ​Dizionario dei pittori italiani ​de Bolaffi
(1972-1976) para artistas italianos, ou o ​American Indian Painters, ​de Snodgrass, sobre artistas
nativos americanos.​1

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 4


2.1.2.1.2 FUNÇÕES

As funções devem ser controladas através de uma lista controlada ou de um ficheiro


autoridade. Entre as fontes publicadas de terminologia para funções, sugerem-se:

Getty Vocabulary Program. ​Art & Architecture Thesaurus ​(AAT). Los Angeles: J. Paul Getty Trust, 1988-.
http://www.getty.edu/research/​ conducting_research/vocabularies/aat/. (Em especial a faceta dos Agentes).

2.1.2.2 Escolha da Terminologia

2.1.2.2.1 CONSISTÊNCIA

A utilização de uma terminologia consistente é particularmente importante quando se trata de


campos controlados que se destinam a proporcionar o acesso a outros campos. Já numa nota
de texto livre, e apesar de ainda ser desejável, a consistência é menos importante. Conquanto a
terminologia não controlada deverá ser adaptada, a terminologia consistente com os termos
definidos nos campos controlados é claramente recomendada por razões de clareza. O estilo
consistente, a gramática e a sintaxe são sempre recomendados.

2.1.2.2.2 UTILIZAÇÃO DE UM REGISTO AUTORIDADE

Se possível, os nomes e a informação biográfica devem ser guardados num registo autoridade
ligado ao registo de obra. Ver Parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas.

Para alimentar os registos autoridade, utilize fontes padrão para os nomes dos criadores e a
informação biográfica. Se não encontrar informação sobre um determinado criador em
nenhuma fonte padrão publicada, use as fontes académicas disponíveis e faça um novo registo
autoridade, citando a fonte a partir da qual obteve a informação.

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 5


2.2 REGRAS DE CATALOGAÇÃO

2.2.1 Regras

2.2.1.1 Regras Sumárias

O registo do criador é obrigatório. Este pode consistir no nome preferido do indivíduo, de um


grupo de indivíduos, uma associação, um grupo cultural ou outra entidade que contribuíram
para a criação, conceção, produção ou alteração da obra.

Utilize o nome mais conhecido, que pode não ser necessariamente o mais completo. Em certos
casos, o pseudónimo ou a alcunha podem ser o nome preferido. Procure o nome a partir de
uma fonte com autoridade. Se não existir consenso entre as fontes sobre o nome preferido,
percorra a lista de fontes preferidas na secção de terminologia e utilize o nome que se encontra
na fonte melhor posicionada na lista.

Apresenta-se em seguida uma análise preliminar sobre questões relativas aos nomes dos
criadores e à forma como estes devem surgir no registo de obra. Para uma análise mais
detalhada sobre a escolha dos nomes preferidos, variantes de nomes e outra informação
acerca de informação, ver Parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas.

Acumulação e Abreviações

Reúna o máximo de informação sobre apelidos, iniciais, primeiros nomes e títulos honoríficos.
Se um nome incluir um artigo ou uma preposição (como ​de​, ​des​, ​la​, ​l’​, ​della​, ​von​, ​von der​),
utilize minúsculas, exceto se se tratarem de nomes relativamente modernos, em que o prefixo
é já considerado parte integrante do último nome e é unido. Defina a acumulação através da
consulta de uma fonte autoridade. Evite as abreviaturas, exceto no caso das iniciais, quando
estas fazem parte do nome preferido.

Exemplos
Visualização do criador​: James Ensor (belga​, ​1860-1949)

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 6


Visualização do criador​: Giovanni della Chiesa (italiano​, ​ativo 1494-1512)
Visualização do criador​: Dante Della Manna (brasileiro​, ​contemporâneo)
Visualização do criador​: Abraham Louis van Loo (francês​, ​1656-1712)
Visualização do criador​: Nizami (azerbaijano​, ​cerca de 1141-1217)
Visualização do criador​: Rebekah S. Munro (americano​, ​1780-1803)

Língua utilizada nos Nomes

Escolha o nome mais utilizado na língua do registo do catálogo (inglês, nos Estados Unidos da
América). Se não existir uma versão inglesa do nome, utilize o nome preferido na língua
nacional. É de salientar que a maioria dos nomes não ingleses não têm um equivalente em
inglês; por isso, os indivíduos que falam inglês usam o nome da língua nacional do criador.
Defina o nome mais utilizado através da consulta de uma fonte autorizada. Utilize a acentuação
de acordo com o apropriado.

Exemplos
Visualização do criador​: Raphael (italiano​, ​1483-1520)
Visualização do criador​: Peter Le Lièvre (francês​, ​1671-1745)

Para nomes construídos (ou seja, criadores anónimos), utilize a língua do registo do catálogo
(por exemplo, ​Mestre das Efígies Dominicanas ​em vez de ​Maestro delle Effigi Domenicane​).

Ordem Natural e Nomes Invertidos

Na visualização do criador coloque o nome pela ordem natural, mesmo se a fonte apresenta o
nome na forma invertida.

Exemplo
Visualização do criador​: Vincent van Gogh (holandês​, ​1853-1890)

Campos Controlados​:
​Função​: pintor
[ ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas] : Gogh​, ​Vincent van

Construção de um Nome

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 7


Se não encontra o nome do criador nas fontes padrão e não se conhece a sua identificação
habitual, crie um nome a partir de uma referência como a ​Anglo-American Cataloguing Rules
(AACR), que se baseia na utilização do nome em publicações (por exemplo, artigos de jornais).
Na ausência de uma fonte publicada disponível, e se possível, referir a assinatura constante na
obra.

2.2.1.2 Recomendações ​Adicionais

2.2.1.2.1 SYNTAXE
Na visualização do criador ordenarassociação a informação de acordo com a ordem seguinte:
função ou uma referência ao processo (opcional, e de acordo com o mais adequado em termos
de clareza; por exemplo, ​pintor ​ou ​pintado por​), o nome preferido na ordem natural,
nacionalidade, datas de nascimento e morte (ou datas de atividade).

Exemplos
Visualização do criador​: Narciso Abeyta (americano nativo​, ​1918-1998)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Abeyta​, ​Narciso

Visualização o do criador​: esculpido por Umberto Boccioni (italiano​, ​1882-1916)

Campos Controlados​:
Função​: escultor
[ligação para Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Boccioni​,
Umberto

Visualização do criador​: iluminura de Limbourg Brothers (flamengo​, ​ativos 1400-1416)


Campos Controlados​:
Função​: iluminadores
[ligação para Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Irmãos
Limbourg

2.2.1.2.2 CONSIDERAÇÃO AO CONTEXTO NOS NOMES

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 8


Se o nome de um artista, ou de uma associação de artistas, tiver mudado ao longo dos anos,
registe o nome utilizado à data de criação da obra, se este for conhecido (por exemplo, o
trabalho de Morris, Marshall, Faulkner and Company deve ser distinguido do trabalho dos
últimos anos da empresa, quando esta era Morris & Co.).

2.2.1.2.3 APRESENTAÇÃO DA INFORMAÇÃO BIOGRÁFICA


Num sistema eficiente, a informação biográfica constante na visualização do criador no registo
de obra​, deve ser automaticamente estabelecida através de um ligação à Autoridade de Nomes
de Pessoas Singulares e Coletivas. Se, pelo contrário, o catalogador tiver de introduzir a
informação manualmente, siga as regras seguintes; ver a discussão adicional sobre informação
biográfica do criador na Parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas.

O que deve incluir na Informação Biográfica

Incluir a nacionalidade (ou cultura) e datas de nascimento e morte.

Exemplos
William Morris (inglês​, ​1834-1896)
Kicking Bear (sioux​, ​1846-1904)
Ishiguro Masayoshi (japonês​, ​1772-após 1851)

Evitar a Confusão

Evite colocar a informação de uma forma confusa ou ambígua.

Nacionalidade Incerta

Refira qualquer incerteza que englobe a nacionalidade.


Exemplo

Visualização do criador​: desenhador: Jacques Daliwes (francês ou flamengo​, ​séc. XV)

Campos Controlados
Função​: desenho
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas] : Daliwes​, ​Jacques

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 9


Datas Incertas
A incerteza e a ambiguidade relativas às datas devem ser indicadas através de qualificadores
como ​ca. (que significa circa), ​após​, ​antes ​de ou indicando períodos de décadas ou séculos, em
substituição de uma data específica (por exemplo ​séc. XV​).

Exemplos
Visualização do criador​: esculpido por Michel Erhart (alemão​, ​ca. 1440-após 1522)
Campos Controlados​:
Função​: escultor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Erhart​, ​Michel

Visualização do criador​: pintado por Marten Heemskerck van der Heck (holandês​, ​ativo entr e1640-1650)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Heck​, ​Marten Heemskerck
van der

Quando a expressão ​ca. se aplica às datas de nascimento e de morte, utilize-a nos dois casos
(exemplo, c​hinês, ca. 1410-ca. 1465​). Não utilize apóstrofes em datas, como ​1650s ou​ ​1900s​.

Datas Ativas
Se o período de vida do criador é desconhecido, apresentar uma estimativa das datas de
nascimento e morte ou da data de atividade.

Exemplo
Visualização do criador​: pintado por Ali Asghar (pintor persa​, ​ativo desde ca. 1525)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas]: Ali Asghar

Local de Atividade
Incluir o local de atividade (por exemplo, ​ativo em Itália​) quando a nacionalidade não é
conhecida, quando o local de atividade difere da nacionalidade do artista, ou quando tem

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 10


pertinência por outro motivo.

Exemplo
Visualização do criador​: esculpido por Josse de Corte (flamengo​, ​1627-1678​, ​ativo em Itália)
Campos Controlados​:
Função​: escultor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Corte​, ​Josse de

Biografia para Criadores Anónimos


Em situações de criadores anónimos ou outros criadores de que disponha de pouca informação
biográfica, incluir a nacionalidade inferida (ou local de atividade) e datas aproximadas de vida
ou atividade.
Exemplo
Visualização do criador​: gravado por Monogrammist B. G. (inglês​, ​ativo finais séc. XIX)
Campos Controlados​:
Função​: gravador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Monogrammist B. G.

2.2.1.2.4 DIVERSOS TIPOS DE ATRIBUIÇÕES


Registar a informação sobre o criador​, adequada à obra que está a ser catalogada. Diferentes
tipos de obras requerem diferentes níveis de informação sobre o criador. Algumas obras
exigem apenas uma apresentação simples do criador, enquanto outras exigem explicações mais
complexas.
Atribuições Simples
Para obras criadas por um só criador conhecido, utilize uma referência direta ao criador.
Exemplo
[um busto em mármore]

Visualização do criador​: Rombout Verhulst (holandês​, ​1624-1698)


Campos Controlados​:
Função​: escultor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Verhulst​, ​Rombout

Identificar a função do criador na obra, quando esta não é imediatamente clara aos olhos do
utilizador final (no exemplo seguinte, regista-se ​desenhado por para esclarecer que o artista

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 11


desenhou mas não teceu o tapete).

Exemplo
[um tapete]

Visualização do criador​: desenhado por Maqsud of Kashan (persa​, ​ativo no séc. XVI)
Campos Controlados​:
Função​: desenhador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Maqsud of Kashan

Criadores Múltiplos
Quando várias entidades estiveram envolvidas na criação de uma obra, deve-se registar todas.
Se isto representar um volume de trabalho demasiado elevado, registar as mais importantes ou
as mais notáveis. Se a função do criador não é clara ou é ambígua para o utilizador final – como
sucede quando os criadores contribuíram de forma diferente para a obra – identificar de forma
clara as diferentes funções e a sua extensão (ver regras para Função do Criador e Extensão a
seguir; algumas instituições podem não indexar a Extensão).

Exemplos
[um vaso grego antigo]

Visualização do criador​: ceramista Euphronios (grego​, ​ativo ca. 520-ca. 470 BCE)​, ​pintura atribuída a
Onesimos (grego​, ​ativo ca. 500-ca. 475 BCE)
Campos Controlados​:
Função​: oleiro
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Euphronios

Função​: pintor
Qualificador​: atribuído a
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Onesimos

[uma pintura]

Visualização do criador​: Marco Ricci (italiano​, ​1676-1730)​, ​figuras de Sebastiano Ricci (italiano​,
1659-1734)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
Extensões​: paisagem • arquitetura
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Ricci​, ​Marco

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 12


Função​: pintor
Extensão​: figuras
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Ricci​, ​Sebastiano

[uma gravura]

Visualização do criador​: desenhado por D. A. Alexander (inglês​, séc. XIX​)​, gravado e ​publicado por William
Daniell (inglês​, ​1769-1837)
Campos Controlados​:
Função​: desenhador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Alexander​, ​D. A.
Função​: gravador • editor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Daniell​, ​William

[uma abóbada]

Visualização do criador​: desenhada por Michelangelo Buonarroti (italiano​, ​1475-1564)​, ​desenho revisto
por Giacomo della Porta (italiano​, ​nascido 1532 ou 1533; morto 1602)
Campos Controlados​:
Função​: arquiteto desenhador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Buonarotti​, ​Michelangelo
Função​: revisor de desenho de
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Porta​, ​Giacomo della

[uma planta de arquitetura]

Visualização do criador​: Henry Cobb (americano​, ​nascido 1926) para I. M. Pei and Partners (americano​,
estabelecido em 1955)
Campos Controlados​:
Função​: desenhador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Cobb​, ​Henry
Função​: arquiteto
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
I. M. Pei ​& ​Partners

Coletividades como Criadores


Quando considerar adequado, registar o estúdio, a empresa ou outro grupo de pessoas que
criaram a obra.

EMPRESAS, FÁBRICAS E ESTÚDIOS

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 13


Para artes decorativas, fotografias e outras obras criadas num estúdio, numa empresa ou
numa fábrica, registar o estúdio, a firma ou a fábrica, destacando o nome de qualquer pessoa
responsável pela decoração ou outros aspetos da obra.

Exemplos

Visualização do criador​: Real Fábrica de Porcelana de Sèvres (francesa​,


estabelecida séc. XVI); pintada por Pierre-Antoine Méraud pai (francês​, ​nascido
1735)

Campos Controlados​:
Função​: fábrica
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Fábrica de Porcelana de Sèvres
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Méraud​, ​Pierre-Antoine​, ​pai

Visualização do criador​: Milton Kahl (americano​, ​1909-1987),​ ​para a Companhia Walt Disney (americana​,
fundada em 1923)
Campos Controlados​:
Função​: animador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Kahl​, ​Milton
Função l​: estúdio
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Companhia Walt Disney

EMPRESAS: DESENHOS DE ARQUITETURA

Para desenhos de arquitectura, registar o nome do desenhista ou desenhador, juntamente com


o nome da empresa de arquitetura.

Exemplo
Visualização do criador​: desenhador: Steven Forman (americano​, ​nascido 1954)​, ​para Richard Meier and
Partners (americana​, ​fundada em 1970s)
Campos Controlados​:
Função​: desenhador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Forman​, ​Steven

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 14


Função​: empresa de arquitetura
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Richard Meier & Partners

EMPRESAS: OBRAS CONSTRUIDAS

Para estruturas, registar o nome do arquiteto principal, o nome da empresa, ou ambos.


Exemplos
Visualização do criador​: John Russell Pope (americano​, ​1874-1937)
Campos Controlados​:
Função​: arquiteto
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Pope​, ​John Russell

Visualização do criador​: I. M. Pei and Partners (americana​, ​fundada 1955)


Campos Controlados​:
Função​: empresa de arquitetura
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
I. M. Pei ​& ​Partners

GRUPOS CULTURAIS

Quando o artista é desconhecido e a situação for compatível no contexto da área a que se


refere, (por exemplo, arte antiga ou arte africana), atribuir a responsabilidade da criação a um
grupo cultural. Ver também Criadores Desconhecidos em baixo e Parte 3: Autoridade de Nomes
de Pessoas Singulares e Coletivas. Algumas instituições podem optar por fazer a ligação à
Autoridade Conceptual, onde se registam os termos culturais.

Exemplo
Visualização do criador​: Povo Mandinka (África Oriental​, ​séc. XIX)
Campos Controlados​:
Função​: escultor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Povo Mandinka

Não-Artistas

Se for pertinente, registar os indivíduos e as empresas mesmo quando estes não são artistas

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 15


per si. Incluem-se aqui todas as pessoas ou grupos de pessoas que contribuíram para a
produção, realização ou alteração da obra. Por exemplo, na maioria das vezes, os mecenas de
obras de arquitectura antiga devem ser incluídos, uma vez que provavelmente interferiram
direta ou indiretamente na conceção da obra que encomendaram.​2 ​Na mesma situação
encontram-se editores europeus importantes, caligrafistas de pinturas chinesas e outros
diretamente envolvidos nas obra​s.

Exemplos
[um mecenas]

Visualização do criador​: arquiteto romano desconhecido​, ​para o Imperador Adriano (romano​, ​76-138
CE​, ​reinado 117-138)
Campos Controlados​:
Função​: arquiteto
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
romano desconhecido

Função​: mecena
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Adriano

[escribas]

Visualização do criador​: primeiro pintor e caligrafista foi Dai Xi (sábio chinês​, ​pintor​,​ 1801-1860)​, c​om
inscrições adicionais e colofões acrescentados por Luchuang Juren e Wen Jie
Campos Controlados​:
Funções​: pintor • caligrafista
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Dai Xi

Função​: escriba
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Luchuang Juren

Função​: escriba
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Wen Jie

[ um editor]

Visualização do criador​: gravado por artista francês desconhecido​, ​publicado por Jean-Charles Pellerin
(francês​, ​1756-1836)

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 16


Campos Controlados​:
Função​: gravador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
francês desconhecido
Função​: editor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Pellerin​, ​Jean-Charles

[um distribuidor de daguerreótipos]

Visualização do criador​: distribuído pelo Atelier Heliográfico (francês​, ​em ascensão anos 1840)
Campos Controlados​:
Função​: distribuidor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Atelier Heliográfico

[um autor e copista]

Visualização do criador​: iluminuras por sírio desconhecido; autor: Abu​'​l Izz Isma'il al-Jazari (persa​, ​séc.
XII)​; ​copista: Farkh ibn 'Abd al-Latif (persa​, ​séc. XIX)
Campos Controlados​:
Função​: iluminador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
sírio desconhecido
Função​: autor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Abu'l Izz Isma'il al-Jazari
Função​: copista
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Farkh ibn 'Abd al-Latif

Grupos de Obras

Para grupos de obras, incluir todos os criadores, se possível. Se o número for muito extenso,
indique os mais importantes ou os que se destacam mais na visualização de criadores; no
entanto, nos campos de indexação controlados, fazer a indexação de todos os criadores para
melhorar o acesso dos utilizadores finais.

Exemplos
[uma caixa de fotografias]

Visualização do criador​: fotógrafos: Josiah Johnson Hawes (americano​, ​1808-1901)​, ​Albert Sands

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 17


Southworth (americano​, ​1811-1894)​, ​e Joseph Pennell (americano​, ​1866-1922)
Campos Controlados​:
Função​: fotógrafo
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Hawes​, ​Josiah Johnson

Função​: fotógrafo
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Southworth​, ​Albert Sands

Função​: fotógrafo
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Pennell​, ​Joseph

[uma pasta de desenhos]

Visualização do criador​: arquiteto: Frank Lloyd Wright (americano​,


1867-1959); desenhador: Frank Lloyd Wright​, ​John Howe (americano​, ​ativo
1940-1958)
Campos Controlados​:
Funções​: arquiteto • desenhador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Wright​, ​Frank Lloyd

Função​: desenhador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Howe​, ​John

Atribuições Dúbias

Referir quando existem dúvidas quanto à identidade do criador ou sempre que a sua função
necessite de ser classificada. Ver também Qualificador de Atribuição em baixo.

Exemplos
Visualização do criador​: atribuído a Théophile-Alexandre Steinlen (suísso​, ​1859-1923)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
Qualificador​: atribuído a
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Steinlen​, ​Théophile-Alexandre

Visualização do criador​: provavelmente gravado por Pierre Le Pautre (francês, 1660-1744)

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 18


Campos Controlados​:
Função​: escultor
Qualificador​: provavelmente por
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Le Pautre​, ​Pierre

Visualização do criador​: pintado por Andrea di Bartolo (natural de Siena, activo ca.1389, morto 1428);
alternativamente atribuído a Bartolo di Fredi (natural de Siena activo ca.1353, morto 1410)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Andrea di Bartolo

Função​: pintor
Qualificador​: alternativamente atribuído a
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Bartolo di Fredi

Atribuições Anteriores
Incluir as atribuições anteriores.
Exemplo
Visualização do criador​: pintura atribuída a Qu Ding (chinês​, ​activo ca. 1023-ca. 1056)​,​ anteriormente
atribuído a Yan Wengui (chinês​, ​activo ca. 970-1030)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
Qualificador​: atribuído a
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Qu Ding

Função​: pintor
Qualificador​: anteriormente atribuído a
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Yan Wengui

Criadores Anónimos

No contexto deste manual, entende-se por ​criador anónimo alguém de quem se reconhece o
traço e cuja obra é conhecida, mas de quem se desconhece o nome (por exemplo, o ​Mestre dos
Painéis de Dido). ​Este tipo de criador é diferente dos criadores desconhecidos, os quais são

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 19


analisados em seguida.
Para os criadores anónimos, registar um nome e uma biografia definidos através de pesquisa
científica. Para uma análise mais detalhada, ver Parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas
Singulares e Coletivas.
Exemplos
Visualização do criador​: pintado por Mestre dos Painéis de Dido (italiano, ativo anos 1440)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Mestre dos Painéis de Dido

Visualização do criador​: Pintor de Aquiles (grego, ativo ca. 450-ca. 420 BCE)
Campos Controlados​:
Função​: pintor de vasos
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Pintor de Aquiles

Visualização do criador​: Borden Limner (americano, ativo anos 1820-1830)


Campos Controlados​:
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Borden Limner

Criadores Desconhecidos
Se não é possível definir a identidade de um criador e a sua obra, defenir uma identificação
genérica para referir o criador desconhecido. Os criadores desconhecidos são comuns, em
especial em áreas como a arte antiga, arte asiática, arte africana, arte aborígene, arte folk, artes
decorativas e arte ocidental do séc. XVI ou anterior a esta data. A prática institucional de registo
e armazenamento dos criadores desconhecidos nos ficheiros autoridade é variada; ainda assim,
e seja qual for a prática adotada, seja consistente.
Apesar de não ser recomendado deixar em branco o elemento criador, uma vez que dificulta a
recuperação, algumas instituições recorrem a esta solução quando os criadores são
desconhecidos, e constroem depois títulos para apresentação nas publicações, utilizando o
elemento Cultura, com ou sem o termo ​desconhecido (por exemplo, ​italiano​, ou ​italiano
desconhecido​, ou ​desconhecido​). Ver o elemento cultura no Capítulo 4: Informação Estilística,

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 20


Cultural e Cronológica e um exemplo na Parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
Coletivas.
Quando o criador é desconhecido e a identidade da sua obra não foi estabelecida, defenir uma
identificação genérica à qual possam ser associados todas as obras não atribuídas por criadores
desconhecidos que apresentem as mesmas características. Não deixe o elemento em branco. O
recurso a um dos métodos seguintes é aceitável, desde que seja feito de forma consistente e se
forneça a informação disponível: Inclua o termo ​desconhecido e a cultura ou nacionalidade (por
exemplo, ​coreano desconhecido​); refira apenas a cultura (exemplo, ​coreano​); indique apenas
desconhecido​, sem fazer referência à cultura; inclua datas genéricas (por exemplo, ​coreano
desconhecido séc. XVI ou ​coreano séc. XVI​). O valor genérico para o criador desconhecido deve
ser controlado por uma autoridade por razões de consistência. Para uma discussão mais
detalhada e exemplos de criadores desconhecidos, ver parte 3: Autoridade de Nomes de
Pessoas Singulares e Coletivas. Nos exemplos que se seguem, apresenta-se o modelo
desconhecido-cultura com um ligação ao Registo Autoridade.
Exemplos

Visualização do criador​: maia desconhecido


Campos Controlados​:
Função​: oleiro
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Maia desconhecido

Visualização do criador​: indiano desconhecido​, ​provavelmente de Andhra Pradesh


Campos Controlados​:
Função​: escultor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Indiano desconhecido

Visualização do criador​: Peter King (inglês​, ​séc. XVIII)​, ​com desenhos acrescentados atribuídos a
desenhista desconhecido do Atelier de Nicholas Hawksmoor
Campos Controlados​:
Função​: arquiteto
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
King​, ​Peter

Função​: desenhador
Qualificador​:

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 21


atribuído a
Extensão​: aumento
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
desconhecido (Atelier de Nicholas Hawksmoor)

Visualização do criador​: Jean Fouquet (pintor francês​, ​iluminador​, ​ca.1420-ca.1480)​, ​anteriormente


atribuído a italiano desconhecido séc. XV
Campos Controlados​:
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Fouquet​, ​Jean

Função​: pintor
Qualificador​: anteriormente atribuído a
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Italiano desconhecido, séc. XV

2.2.1.2.5 TERMINOLOGIA SUGERIDA PARA QUALIFICADORES E EXTENSÕES


Utilizar as convenções e terminologia seguintes.

Como Extensão

Quando se revelar necessário em termos de clareza, registar a parte da obra para que
contribuiu um determinado autor. Seguem-se alguns exemplos de terminologia:

execução com acrescentos


desenho figuras
pedestal bordado
molde impresso

Exemplos
[uma pintura]

Visualização do criador​: figuras de Peter Paul Rubens (flamengo​, ​1577-1640)​, ​paisagem e objetos de
natureza morta de Jan Brueghel the Elder (flamengo​, ​1568-1625)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
Extensão​: figuras
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Rubens​, ​Peter Paul

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 22


Função​: pintor
Extensões​: paisagem • natureza morta
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Brueghel​, ​Jan​, ​the Elder
[um globo]

Visualização do criador​: desenhado e montado por Abbé Jean-Antoine Nollet (francês​, ​1700-1770)​,
decoração atribuída aos irmãos Martin (franceses, ativos ca. 1725-1780)
Campos Controlados​:
Funções​: designer • montagem
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Nollet​, ​Jean-Antoine​, ​Abbé
Função​: pintores
Extensão​: decoração
Qualificador​: atribuída a
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
irmãos Martin

Para a Classificação de uma Atribuição

Em situações em que não existe certeza quanto à atribuição, em que esta é disputada, ou
quando já houve uma atribuição anterior da obra, esclarecer a situação da atribuição através de
um qualificador usando a terminologia que se apresenta de seguida. Se necessário, pode
acrescentar-se vocabulário controlado adicional para qualificadores​.

ATRIBUIÇÕES PARA UM CRIADOR


CONHECIDO

Utilizar um dos qualificadores seguintes para registar quando existe incerteza quanto à
atribuição de uma obra a um criador ou arquitecto conhecidos, bem como para salientar uma
atribuição anterior (por exemplo, ​atribuído a Frans Hals​):

atribuído a Anteriormente atribuído a

provavelmente de possivelmente de

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 23


CRIADORES DESCONHECIDOS LIGADOS A CRIADORES CONHECIDOS

Se a identidade de um criador é desconhecida, mas sabe-se que ele ou ela trabalhou próximo
de um criador conhecido, utilizar um qualificador de atribuição para associar o trabalho com o
nome do criador conhecido cuja obra é estilisticamente semelhante ou relacionada com o
trabalho que está a catalogar. Nestas situações, fazer uma ligação ao criador conhecido no
registo autoridade e, no registo de obra, classificar o nome do criador conhecido com um dos
qualificadores descritos a seguir:

Registo de Autoridade e- no Registo de Obra​— Utilizar um dos qualificadores seguintes para


indicar a autoria de um desconhecido que trabalha diretamente para o mestre reconhecido,
provavelmente sob a sua supervisão (por exemplo, e​stúdio de Rembrandt​, ​escritório de
Christopher Wren​, ou ​oficina de Gislebertus​):

estúdio de workshop de
oficina de atelier de
assistente de aluno de
associado de fábrica de

A distinção entre estúdio, oficina, escritório e atelier depende do período histórico em questão
e do tipo de obra produzida. É de salientar que o campo qualificador não deve ser utilizado para
registar a contribuição de um criador, quando se trata de uma associação, cujo nome inclui
frases como ​ministério de​ (como em ​Ministério de Construções e Terrenos Públicos​).

Que Não Trabalha Diretamente com Criador Conhecido​— Utilizar um dos qualificadores
seguintes para se referir a um artista desconhecido que esteve em contacto direto com as
obras de um criador reconhecido, e que viveu na mesma época ou pouco depois, ainda que não
tenha trabalhado no seu estúdio (por exemplo ​seguidor de Hokusai​):

seguidor de círculo de
escola de

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 24


Influenciado por Criador Conhecido​— Usar um dos qualificadores seguintes para referir a
influência (ou uma cópia clara) do estilo de um mestre reconhecido, mas em que fique
registado que este não teve qualquer participação na obra presente. O criador desconhecido
não precisa de ser contemporâneo do mestre (por exemplo, ​estilo Raphael ​ou ​copista de
Rodin​):

estilo de depois de
modo de
copista de

Exemplos
Visualização do criador​: possivelmente de Tuthmosis (egípcio, séc. XIV A.C.)
Campos Controlados​:
Função​: mestre escultor
Qualificador​: possivelmente de
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Tuthmosis

Visualização do criador​: escola de Rembrandt van Rijn (holandês, 1606-1669)


Campos Controlados​:
Função​: gravador
Qualificador​: escola de
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Rembrandt van Rijn
Para definições detalhadas de qualificadores, ver ​Categorias para a Descrição de Obras de Arte:
Criação-Criador-Qualificador​.

2.2.2 Regras para a Função

2.2.2.1 Regras Sumárias

Registar um termo ou termos para se referir à função ou atividade desempenhada pelo criador
na conceção, desenho, produção ou alteração da obra. ​Artista​, ​arquiteto​, ​pintor​, ​ilustrador​,
escultor​, ​designer e ​gravador constituem exemplos de funções. Este elemento é distinto das
funções de vida constantes na Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas; as
funções de vida incluem todas as funções diferentes que um criador pode ter desempenhado
ao longo da vida (ver Parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas).

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 25


Quando for conhecida, registar a função mais específica do criador. O nível de especificidade
pode variar, dependendo do tipo de obra. Por exemplo, a função do artista que desenhou e
criou uma escultura pode ser apenas ​escultor​, mas uma gravura pode ter sido criada por
diversos indivíduos cujas funções são referidas, incluindo o designer, o gravador e o editor​.

Exemplos
Visualização do criador​: esculpido por Edgar Degas (francês, 1834-1917)
Campos Controlados​:
Função​: escultor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Degas​, ​Edgar

Visualização do criador​: gravado por Jacques Callot (francês, 1592-1635), publicado por Israël Henriet
(francês, 1590-1661)
Campos Controlados​:
Função​: gravador
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Callot​, ​Jacques
Função​: editor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Henriet​, ​Israël

Se, numa determinada obra, não se conhece uma função específica, usar um termo genérico.
Por exemplo, se não sabe que um artista fez o trabalho específico de ​carpintaria (um tipo de
marcenaria), refira uma função mais genérica como ​carpinteiro​. Quando até esta função é
desconhecida, recorra à mais genérica: ​artista​.

Exemplo
Visualização do criador​: François-Toussaint Foliot (francês, 1748-ca. 1839)
Campos Controlados​:
Função:​ carpinteiro
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Foliot​, ​François-Toussaint

2.2.2.2 Recomendações ​Adicionais

2.2.2.2.1 NA VISUALIZAÇÃO DO CRIADOR E NA INDEXAÇÃO

Por norma, registar a função na visualização do criador em texto livre, quer com um adjectivo

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 26


(como ​desenhado por​), quer com um nome (como ​designer​). A função deve estar também
indexada para recuperação num campo controlado, utilizando um nome (por exemplo,
designer​) retirado do vocabulário controlado.

Exemplo
[uma pintura]

Visualização do criador​: desenhado por Callot Soeurs (francês, ativo 1895-1937)


Campos Controlados​:
Função​: designer
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]: Callot Soeurs

Quando a função é óbvia aplica-se uma exceção: a função do criador pode ser omitida se for
evidente para os utilizadores no contexto da visualização. Contudo, a função deve ser sempre
indexada para efeitos de recuperação.

Exemplo

[uma pintura]

Visualização do criador​: Edward Hopper (americano, 1882-1967)


Campos Controlados​:
Função​: pintor
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas Coletivo]:
Hopper​, ​Edward

2.2.2.2.2 ESCLARECIMENTO DA FUNÇÃO


Se a função ou a atribuição exigem uma explicação, indicar na visualização do criador e indexar
conforme adequado. Incluem-se aqui as situações em que existe incerteza quanto à função,
quando um criador desempenhou várias funções, ou quando vários criadores tiveram
diferentes funções na mesma obra. Ver Diferentes Tipos de Atribuições em cima.

2.3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS

2.3.1 Visualização e Indexação

2.3.1.1 Texto Livre ​vs. Campos Controlados


Na Parte 1: Conceção de Bases de dados e Relações: Visualização e Indexação encontra-se uma

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 27


análise sobre situações e argumentos para usar textos livres separados ou campos controlados.

2.3.1.1.1 INDEXAÇÃO DA VISUALIZAÇÃO DO CRIADOR

O campo de visualização do criador apresenta um resumo simples e compreensível do nome e


da informação biográfica e é utilizado para dar conhecimento de dúvidas ou incertezas
relacionadas com o criador e a sua função. De preferência, o criador e a função do criador
devem ser registados quer na visualização do criador em texto livre, quer nos campos
controlados que vão ser usados para pesquisa e recuperação.

2.3.1.1.2 LIGAÇÃO DA VISUALIZAÇÃO DO CRIADOR


Se não for possível incluir um campo de texto livre, na altura da publicação pode construir-se
uma visualização rudimentar para o criador e para a função do criador, através da ligação de
dados de campos controlados constantes no registo de obra e no registo autoridade.

Exemplo
[visualização com função retirada do registo de obra e nome do criador e visualização da biografia a partir
da Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]
Visualização encadeada​:

designer Soeurs, Callot (francês, ativo 1895-1937)

função Nome eleito biografia

É de salientar que este tipo de visualização é suficiente para as atribuições simples, mas não
permite evidenciar dúvidas e incertezas existentes em atribuições mais complexas. Estas, ficam
melhor explicadas numa visualização de criador em texto livre.

2.3.1.2 ​Campos no Ficheiro de Autoridade e no Registo de Obra

2.3.1.2.1 CAMPOS MÍNIMOS CONTROLADOS

Para o Criador

Uma vez que o criador tem variantes do nome e informação biográfica indispensável para a

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 28


recuperação, a forma mais eficiente de controlar esta informação consiste em estabelecer um
ligação entre o registo de obra e a Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas.

Exemplo
[​para uma tapeçaria]

Visualização do criador​: Fábrica de Tapeçarias Gobelins (francesa, fundada em 1662), baseada em


desenhos de Albert Eckhout (holandês, ca. 1610-1665)
Campos Controlados​:
Função​: fabricante
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Fábrica de Tapeçarias Gobelins

Função​: designer
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Eckhout, Albert

Neste exemplo, os nomes preferidos dos artistas, colocados pela ordem natural, encontram-se
ligados a informação biográfica para visualização do utilizador final. Para gerar esta
visualização, deve estabelecer-se uma ligação ou passar o nome e outra informação do registo
autoridade, e permitir depois ao catalogador a edição da visualização no registo de obra, de
acordo com o necessário.

Para a Função

Para efeitos de indexação, o elemento da função do criador deve estar ligado a uma autoridade
ou a uma lista controlada de funções. Pode ser inserida na visualização do criador
manualmente ou através de um algoritmo por computador.

Para a Extensão e Qualificadores

A Extensão e os Qualificadores devem encontrar-se definidos na visualização do criador.


Algumas instituições proprietárias podem querer indexar estes elementos. Nesse caso, os
valores devem ser controlados por uma autoridade ou por uma lista controlada.

Exemplo
Visualização do criador​: iluminuras atribuídas a Simon Marmion (francês, ca. 1425-1489); inscrição de

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 29


texto por David Aubert (francês, nascido 1435, ativo pelo menos até 1479)
Campos Controlados​:
Função​: pintor
Extensão​: iluminuras
Qualificador​: atribuídas a
[ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas]:
Marmion​, ​Simon

Função​: escriba
Extensão​: texto
[ ligação para Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas] :
Aubert​, ​David

2.3.1.2.2 ELEMENTOS A INCLUIR NUMA AUTORIDADE


O nome preferido do criador, a sua nacionalidade e as datas de nascimento e morte devem ser
registados na visualização do criador do registo de obra. Mas, idealmente, estes nomes e a
informação biográfica devem ser indexados para recuperação num registo Autoridade de
Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas com ligação ao registo de obra. Para além do nome
preferido, das datas e da nacionalidade, o ficheiro autoridade deve ter outros campos onde se
incluem as variantes do nome, funções na vida, relações com outros artistas e outra informação
biográfica. Ver Parte 3: Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas para uma
análise mais detalhada.

2.3.2 Exemplos

Apresentam-se em seguida exemplos de registos de obra. Para mais exemplos, ver o final da
Parte 1, o fim de cada capítulo e o site do CCO. Nos exemplos apresentados, o termo
controlados designa os valores controlados por um ficheiro de autoridade, uma lista controlada
ou por outras regras (por exemplo, com datas). ​ligação refere-se a uma relação entre um
registo de obra e um registo autoridade ou entre dois registos de obra. Todos as ligações são
campos controlados. Nos exemplos que se seguem, os registos de trabalhos relacionados são
abreviados por uma questão de brevidade. Os registos de obra devem ser tão completos
quanto possível. Ver os vários capítulos para uma discussão sobre os elementos de metadados

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 30


individuais, a necessidade de estes serem controlados e as vantagens de um ficheiro de
autoridade ou de uma lista controlada. Em todos os exemplos deste manual, os dados para
campos repetíveis encontram-se separados por caracteres.

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 31


Figura 14
Registo de Obra Ligado a um Registo Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas: Pintura a Óleo​3
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.
Registo de Obra Registo Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
❏ Classe​ ​[controlada]: ​pintura Coletivas
❏ *​Nomes​:
❏ *​Tipo de Obra​ ​[ligação]: ​pintura
Ricci,Marco​ (preferencial, invertido)
❏ *​Título​: Paisagem com Ruínas Clássicas e Figuras I ​Tipo de Marco Ricci (preferencial, ordem natural) Richi,Marco
Título​: preferencial Ricci,Marchetto
❏ *​Criador​: ​Marco Ricci Rizzi,Marco Rizi,Marco
(italiano,1676-1730), figuras de Sebastiano Ricci ❏ *​ Biografia​: italiano pintor,1676-1730
(italiano,1659-1734) ❏ *​Nacionalidades​ [​controladas​] italiano • veneziano
❏ *​Função​ ​[ligação] para ​pintor I Extensão ​[controlada]: ❏ *​Data de nascimento​ [​controlada]​ . 1676; ​Morte​ :1730
paisagem arquitetura I ​[ligação] para. ​Ricci, Marco ❏ *​Funções​ [​controlada​] pintor • desenhista
*​Função​ ​[ligação] para ​pintor I Extensão ​[controlada]: ❏ Local de nascimento​ [​ligação​]: Belluno (Veneza,ltália)
figuras​ I ​[ligação] para. ​Ricci, Sebastiano ❏ Local de Morte​ [​ligação​] Veneza (Veneza,ltália)
❏ *​Data de Criação​: ca. 1725/1730 ❏ Locais de Atividade​ [​ligação​]. Veneza (ltália), Inglaterra
[controlada para​. ​Início​: 1720; ​Final​: 1735 ❏ Pessoas Relacionadas​:
❏ *​Assunto​ ​[ligações para ficheiros autoridade] paisagem Tipo de Relações ​[​controlado​]. Irmão de
[​ligação para pessoa relacionada​] Sebastiano Ricci
ruínas​ • figuras humanas • Dionísio (deus grego) •
(italiano, 1659-1734)
Arquitetura clássica
*Fontes [​ligações​].
❏ Cultura​ ​[ligação]: i​taliano
Union List of Artist Names (1988-).
❏ *​Localização atual ​[ligação]: M ​ useu J. ​Paul Getty (Los
Thieme-Becker, Allgemeines Lexikon der Künstler
Angeles, Califórnia, Estados Unidos da América) I
(1980-1986).
ID​:70.PA.33
Bolaffi,Dizionario dei pittori italiani (1972-1976).
❏ *​Medidas​: 123 x 161 cm (48 3/8 x 63 3/8 polegadas)
[controlada]. ​Valor​: 123; ​Unidade​: c m; ​Tipo​: altura I ​Valor​:
161; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura
❏ *​Materiais e Técnicas​: óleo sobre tela
Material​ ​[ligação] ​pintura a óleo• tela
❏ Descrição​: Neste cenário fantástico, Marco Ricci juntou
monumentos romanos antigos, como um obelisco, partes de
templos e estátuas para criar uma imagem pitoresca e
evocativa do poder do mundo antigo.
❏ Fonte​ ​[ligação] M ​ useu J. ​Paul Getty online.
http://www.getty.edu ​(acesso dia 10 fevereiro 2005).

CRÉDITO: Museu ​J. ​Paul Getty (Los Angeles, ​Califórnia​).Marco


Ricei (italiano, 1676-1730) e Sebastiano Ricei (italiano,1659-1734);
Paisagem com Ruínas Clássicas e Figuras, ca.1725-1730;óleo sobre
tela, 123 x 161 cm; 70.PA.33.© The J​ . ​Paul Getty Trust.

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 32


Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 33
Figura 15
Registo de Obra Ligado a Registo Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e Coletivas: Manuscrito Islâmico​4
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.
Registo de Obra Registo de Autoridade de Nomes de Pessoas Singulares e
❏ Classe​ [​controlado​]: manuscritos • Arte islâmica Coletivas
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: iluminura ❏ *​Nomes​:​Riza​ (preferencial)
❏ *​Título​: Dois amantes I ​Tipo de Título​ preferencial Reza
❏ *​Criador​: Riza (persa, ca. 1565-1635) Riza 'Abbasi
❏ *​Função​ [​ligação​]: iluminador | [​ligação​]: ​Riza Riza-yi 'Abbasi
❏ *​Data da Criação​: 1039 anno Hegirae (1629-1630 CE) Aqa Riza Kashani
[​controlado​]: ​início​: 1629; ​Final​: 1630 ❏ *​Biografia​: Persa ca. 1565-1635
❏ *​Assunto​ [​ligações para autoridades​]: figuras humanas • ❏ * ​Nacionalidades​ [​controlado​]: Persa
amantes• abraço ❏ * ​Data de Nascimento​ [​controlado​]: 1560; ​Morte​: 1635
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: Museu de Arte Metropolitana ❏ Funções​ [​controlado​]: pintor • artista da corte
(Nova Yorque, Nova Yorque, Estados Unidos da América) IID: ❏ Local de nascimento​ [ligação]: Kashan (Esfahan Province,
50.164 lrão)
❏ *​Medidas​: 18.1 x 11.9 cm (7 1/8 x 4 11/16 polegadas) ❏ Local de Morte ​[​ligação​]: Esfahan (Esfahan Province,lrão)
[​controlado​]: ​Valor​: 18.1; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura | ​Valor​: ❏ Local de Atividade​ [​ligação​]: Mashhad (Khorasan, lrão)
11.9; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura ❏ Pessoas Relacionadas​:
❏ *​Material e Técnica​: tempera e ouro sobre papel Tipo de Relações​ [​controlado​]: pai de [​ligação para
Material​ [​ligação​]: tempera • papel • ouro pessoas relacionadas​]: Muhammad Shafi' (Pintor persa,
❏ Inscrições​: assinado: Riza-yi 'Abbasi; datado: A.H. 1039 ativo ca. 1628-1674)
❏ Descrição​: O artista trabalhou na corte de Shah 'Abbas o Grande ❏ Nota​: Riza, filho de 'Ali Asghar, foi um artista preeminente
(que reinou entre 1588-1629); esta obra mostra a sua famosa no reinado de Safavid shah Abbas | (que reinou entre
paleta criativa e linha caligráfica. Os amantes formam um elo 1588-1629). No início destacou-se pelos seus retratos e
inextrincável, numa fusão de corpos limitados por um traço. cenas de estilo. Os diversos nomes deste autor e as
❏ Fonte​ [​ligação​]: Museu de Arte Metropolitana online. atribuições de pinturas na sua obra são, até certo ponto,
http://www.metmuseum.org (acesso em 10 Fevereiro, 2005). incertas, uma vez que as suas assinaturas e as suas
referências documentais contemporâneas são ambíguas.
❏ *​Fonte​ [​ligação​]: Lista de Nomes de Artistas (1988-).

CRÉDITO: ​Dois amante​s, 1629-1630/ A.H. 1039; Período Safavid (1501-172


Riza 'Abbasi; lrão; Têmpera e ouro sobre papel; H. 7 118 in. x W. 4 11/16
(18.1 x 11.9 cm); Museu de Arte Metropolitana, Aquisição, Francis M.We
Gift,1950 (50.164); Fotografia © 1978 Museu de Arte Metropolitan
.

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 34


Figura 16
Registo de Obra Ligado a Registos de autoridade de pessoa e coletividade: Arquitetura Moderna
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.
Registo de Obra Registo de Autoridade
❏ Classe​ [​controlado​]: arquitetura • Arte moderna ❏ *Nomes​:
❏ *Tipo de obra​ [​ligação​] igreja Saarinen, Eero (preferencial ,invertido)
❏ *​Título​: Igreja Cristã do Norte I ​Tipo de título​: preferencial Eero Saarjnen​ (preferencial ,ordem natural)
❏ *​Criador​: desenhado por Fero Saarinen ❏ Biografia​: Arquiteto Americano, designer, 1910-1961
(Americano,1910-1961): construção póstuma supervisionada ❏ Nacionalidades​ [​controlado​] Americano • Finlandês
pela empresa de Eero Saarinen & Associates (Empresa ❏ *​Data de Nascimento​ [​controlado​] 1910:​ Data Morte​:1961
americana de arquitetura,1950-1961) ❏ Funções​ [​controlado​] arquiteto• designer de mobília
*​Função​ [​ligação​] arquiteto I [​ligação​]: ​Saarinen, Eero ❏ Pessoas Relacionadas e Empresas​:
*​Função​ [​ligação​] empresa de arquitectura I [​ligação​] ​Eero Tipo de Relação​ [​controlado​] filho de [​ligação para pessoa
Saarinen & Associates relacionada​] Eliel Saarinen (arquiteto finlandês 1873-1950,
*​Função​ [​ligação​] empreiteiro geral I [​ligação​] Repp and ativo nos Estados Unidos)
Mundt Inc. Tipo de Relação​ [controlado] fundador [​ligação para
❏ *Data de Criação​: desenhada 1961, concluída 1964 Empresa Relacionada​] Fero Saarinen & Assoeiates (empresa
[controlado] ​Início​: 1961; ​Final​: 1964 Americana de arquitetura,1950-1961)
❏ *​Assunto​ [ligações para autoridades]: arquitetura • religião e ❏ Fonte​ ​[ligação para Registo​] Union List of Artist Names
mitologia • igreja • Discípulos de Cristo (Cristianismo (1988-).
Protestante) • adoração
❏ Localização Atual​ [​ligação​] Columbus (Indiana, Estados
Unidos da América)
❏ *​Medidas​: aumentos da espiral 58.5 m (192 pés) Registo de Autoridade
[controlado] ​Valor​: 58.5; ​Unidade​: m: ​Tipo​: altura ❏ *Nomes​:
❏ *​Materiais e Técnicas​: plano hexagonal, base em betão, Saarinen & Associates,Fero (preferencial,invertido)
espiral em corrente de cobre, telhado de ardósia; contraforte Fero Saarjpep & Assocjates​ (preferencial,ordem natural)
em aço soldado do telhado, espiral e das 6 esquinas axiais ❏ *​Biografia​: Empresa Americana de arquitetura, 1950-1961
Material​ [​ligação​] aço• betão • ardósia I ​Técnica ❏ *Nacionalidades​ [​controlado​]. Americano
[l​igação​] hexagonal • contraforte ❏ *​Data Nascimento​ [​controlado​] 1950; ​Data da Morte​:1961
❏ Descrição​: O arquiteto morreu inesperadamente quando ❏ *​Funções​ [​controlado​] empresa de arquitectura Local/Locais
estava a executar este trabalho. O edifício tem um plano [​ligação​] Birmingham (Michigan, EUA) • Camden
hexagonal longilíneo ao longo do eixo este-oeste; trata-se de Connecticut EUA)
uma construção linear como nível inferior assente num fosso ❏ Pessoas Relacionadas​:
numa berma em terra batida. O telhado maciço e a espiral Tipo de relação​ [controlado] fundador
encontram-se sobre uma base de betão. O santuário [​ligação para pessoa relacionada​] Fero Saarinen (arquiteto
localiza-se no centro de um espaço interior, luz direta americano 1910-1961)
proveniente de janelas altas colocadas no teto. Seis colunas ❏ *​Fonte​ [​ligação​ ​para Registo​] de Fonte Union List of Artist
em aço suportadas em bases de aço fixas numa fundação de Names (1988-).
betão. O telhado tem inclinação em todos os sentidos; a
espiral central termina com uma cruz.
❏ Fontes​ [​ligação​ para Fonte Registos]
Columbus Indiana: A Look At Architecture (1980); ​Pag​: 18.
"Saarinen's Church." Architectural Record vol. 136.
Setembro 1964; ​Pag​:185-190.

CRÉDITO: North Christian Church,


Columbus,Indiana © 2005 Patricia
Harpring.All rights reserved.

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 35


NOTAS

1. ​Dizionario enciclopedico Bolaffi dei pittori e degli O campo nomes e os valores apresentados
incisori italiani dall’XI al XX secolo​. Turin: Giulio Bolaffi, não são necessariamente os constantes no
1972-1976. Snodgrass, Jeanne O. ​American Indian registo existente no Museu Getty.
painters; a biographical directory​. New York: Museum
of the American Indian, Heye Foundation, 1968. 4. Este exemplo pretende ilustrar os metadados
discutidos neste manual. O campo nomes e os
2. Para campos adicionais de registo de informação valores apresentados não são necessariamente os
sobre comissões e comissários, ver Categories for the que se encontram no registo para esta obra no
Description of Works of Art: Creation-Commission​. Metropolitan Museum.

3. Este exemplo pretende ilustrar os metadados


discutidos neste manual.

Capítulo 2 - Informação sobre o Criador 36


CAPÍTULO 3 – CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

MEDIDAS | MATERIAIS E TÉCNICAS | ESTADO E EDIÇÃO |


CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ADICIONAIS

3.1 SOBRE AS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

3.1.1 DISCUSSÃO
As características físicas descrevem a aparência e as características da sua
forma física. Os elementos de metadados aqui referenciados incluem
Medições, Materiais e Técnicas, e Estado e Edição. Elementos adicionais são
abordados como Características Físicas Adicionais, podendo ser exigido por
museus e instituições de memória, mas não será necessário para as
Coleções de Recursos Visuais. Este capítulo não trata com as características
físicas da imagem visual do objeto. Coleções de recursos visuais,
normalmente requerem campos para documentar tais informações como
metadados administrativos em vez de metadados descritivos.

Medidas
O elemento Medidas contém informações sobre as dimensões, tamanho, ou
escala do trabalho. As medições podem ser registadas de acordo com
diferentes critérios, dependendo do tipo objeto alvo deste trabalho. Uma
pintura bidimensional será medida de forma diferente de uma estátua
tridimensional. As medições podem variar dependendo se o trabalho é
emoldurado, se implica montagem ou é uma instalação. Quer se trate de
medidas para a arquitetura, roupas ou conteúdos multimédia, como filmes e
vídeo, teremos de aplicar critérios diferentes para cada um deles.
As recomendações dadas aqui são para registo de medidas básicas de um
trabalho (por exemplo, a altura e a largura de uma tela). Segundo fontes
publicadas na bibliografia, como categorias para a Descrição de Obras de
Arte, Documentando as suas Coleções e Rede Info-muse, Guia de
Documentação fornece informações mais detalhadas sobre como
documentar e medir obras originais. Qualquer que seja a fonte de
informação usada, é importante que as técnicas de medição e registo sejam
claras e coerentes dentro da instituição.

Materiais e técnicas
O elemento Materiais e Técnicas inclui os materiais ou substancias utilizadas
na criação da obra de arte, assim como técnicas de produção ou fabrico,
processos ou métodos de fabrico. Esta informação inclui uma descrição da
técnica, meios e suportes utilizados na criação da obra. Esclarece a relação
entre os materiais de que o trabalho é feito e as técnicas utilizadas para
aplicá-los na conceção do mesmo. Materiais representam as substâncias que
compõem a obra. Em muitas manifestações de arte a distinção é realizada

Capítulo 3 – Características físicas 1


através dos materiais utilizados (pintura a óleo ou giz) e os materiais
utilizados como suporte (como uma tela ou um papel). A Técnica abrange os
instrumentos, os processos e métodos utilizados na aplicação dos materiais,
tais como uma pintura, uma gravura, um estilete, um buril. No exemplo
abaixo, o estilete é o instrumento, a tinta e o giz preto são os meios e o
papel é o suporte.

Exemplo
Estilete e tinta e giz preto no papel

Materiais e técnicas poderão ser registados em conjunto ou em campos


separados, dependendo das necessidades da instituição responsável pela
catalogação.
Além disso, caso a instituição necessite os materiais podem ser subdivididos
em materiais utilizados (meios) e suporte. Contudo, é recomendável a sua
combinação para a visualização e acesso à informação.

Estado e Edição
Os elementos estado e edição referem-se principalmente a obras produzidas
em múltiplos. O Estado descreve a relação da obra de arte a outros estádios
do mesmo trabalho (por exemplo, o terceiro estado (fase) de cinco estado, o
3.º de 5 estados). O estado é usualmente utilizado para cópias do original
que poderão ter sido retiradas de uma gravura, já alterada diversas vezes.
O estado pode, às vezes, referir-se à criação de obras mais do que cópias de
originais, incluindo qualquer sequência de estados relacionados, que em
conjunto formam a criação de uma obra de arte ou arquitetura. Qualquer
variação ocorrida, quer seja na gravura ou etapas de produção, são
identificadas como um estado em particular.

Capítulo 3 – Características físicas 2


O elemento edição pode identificar um retrato ou outra obra, desde que
devidamente contextualizado, dentro de um elemento de peças (obras)
muito semelhantes ou idênticas, extraídas em simultâneo da mesma matriz.
Para as gravuras o número daquele que temos em mãos esta normalmente
justaposto ao número total de exemplares impressos do mesmo (por
exemplo 2/32). Agregado ao número de edição, algumas obras poderão ter
outro tipo de informação (por exemplo: prova do artista, prova da gravura,
exceções à comercialização).
Edição poderá ser usada noutro sentido, para descrever uma característica
da obra relacionando-a com as anteriores e subsequentes edições; este uso
está normalmente relacionado com livros (2.ª edição, por exemplo). Uma
nova edição de um livro, normalmente inclui revisões do foro intelectual à
obra, incluindo alteração ao texto ou ilustração.

Caraterísticas físicas adicionais


Museus e outras instituições coletoras poderão necessitar de elementos
adicionais, suplementando os já listados noutras secções deste capítulo.
Esses elementos poderão incluir “inscrição” e facture, entre outros.

Especificidades
Para garantir precisão, a informação relativa às características físicas
idealmente deverão ser determinadas, sempre que possível, através de um
exame ao objeto em si, a análises laboratoriais e pesquisa / investigação.
Os catalogadores dos museus e outras instituições de memória, que têm à
sua guarda património, por norma utilizam documentação específica nestas
operações – exames. A obtenção de informação provém, muitas vezes, de
recursos informacionais em 2.ª e 3.ª mão, mais do que através de exame
físico à peça (objeto). As especificidades referem-se ao nível de precisão na
terminologia a ser utilizada, partindo do termo mais geral (genérico), para o

Capítulo 3 – Características físicas 3


termo mais específico. Por exemplo, para o elemento materiais e técnicas
deverá o catalogador usar o termo mais genérico para madeira ou utilizar o
termo específico – choupo / álamo.
A instituição catalogadora deverá estabelecer regras para garantir e
assegurar os níveis de especificidade em todos os registos, assim como
deverá prever a existência de linhas orientadoras para lidar com casos onde
a informação sobre o objeto é insuficiente ou inexistente. No
estabelecimento de critérios, regras para a área da especificidade deverá
incluir-se o tamanho (dimensão), foco (âmbito) e requisitos da coleção, e
competências dos catalogadores e os utilizadores finais.
A precisão da avaliação das obras poderá variar, dependendo das
necessidades da instituição. Os registos da coleção de recursos visuais
normalmente não exigem o nível de especificidade exigida pelos museus.

Exaustividade
O nível de exaustividade na atribuição da terminologia para descrição das
características físicas irá depender dos requisitos definidos pela instituição
catalogadora. Que aspetos serão considerados na catalogação? Por exemplo,
para uma gravura registam-se as dimensões da placa e suporte secundário,
além das dimensões do suporte original? Quantos termos serão atribuídos a
cada trabalho? Por exemplo, para cada obra criada a partir de vários
processos teremos de os listar todos, ou apenas os processos primários ou
aplicar algo como “vários processos”?
A definição de critérios dependerá sempre das limitações temporais, dos
recursos humanos disponíveis e o foco (âmbito) da coleção. As obras
poderão ser catalogadas em grupos ou minimamente descritas, por forma a
obter apenas o controlo da coleção; para uma atribuição da terminologia de
forma mais cuidadosa esta poderá ser feita mais tarde, por fases.

Capítulo 3 – Características físicas 4


Aproximação e incertezas
Caso existam dúvidas acerca dos atributos físicos da obra ou a
documentação seja inconclusiva ou impossível de operar, deveremos indicar
num campo de “texto livre” (por exemplo, aproximadamente 100x150cm, ou
óleo ou óleo e têmpera sobre tela). Este tipo de dúvidas poderá exigir que as
múltiplas possibilidades possam ser indexadas em campos controlados. Por
exemplo, se existe dúvida em qual dos dois materiais foram utilizados, estes
deveriam ser indexados em campos controlados para recuperação da
informação.

Organização dos dados


Aconselha-se fortemente ao registo das medidas, materiais e técnicas, caso
a informação esteja disponível. Os museus e outras instituições de memória
normalmente exigem este tipo de informação. Informação de edição
normalmente é solicitada para livros. A informação sobre estado e edição
são normalmente requeridas para gravuras, caso sejam conhecidas. Para
outros tipos de obras, a informação sobre a edição normalmente é exigida,
no entanto, deverá ser registada, caso exista. Algumas caraterísticas físicas
são registadas de melhor forma em campos onde se permita o “texto livre”,
em combinação com os campos controlados, para permitir a sua
recuperação. Os campos controlados deverão ser repetíveis. É recomendado
o uso de vocabulário controlado, autoridades, assim como uma formatação
consistente de determinada informação, para assegurar a sua recuperação
pelo utilizador final. Veja a discussão na Parte 1: design de bases de dados e
relações: apresentação e indexação.

Capítulo 3 – Características físicas 5


Elementos recomendados
Abaixo encontramos a lista dos elementos discutidos neste capítulo. Os
elementos exigidos são anotados. (a forma de apresentação poderá ser num
campo e “texto livre” ou em campos controlados).

Apresentação de medidas(exigido)
- valor
-unidade
- tipo
- extensão
- qualificação
- forma
- formato
- escala

Apresentação de Materiais e Técnicas (exigido)


- material
- tipo de material
- técnica
- cor
- marca
- extensão
- qualificação

Apresentação de edição
- n.º de impressão
- tamanho da edição
- n.º da edição

Apresentação do Estado

Capítulo 3 – Características físicas 6


- identificação do estado
- estados conhecidos
- fonte do estado

Inscrição
- tipo de inscrição
- localização da inscrição
- autor da inscrição

Facture
Descrição física
História das condições e exames
História da conservação e tratamento

Sobre os exemplos
Os exemplos utilizados neste capítulo servem apenas para ilustrar. A
experiência de cada instituição pode variar. Os exemplos tentam mostrar as
múltiplas possibilidades dos campos de apresentação e indexação, que
poderão não ser utilizados para coleções de recursos visuais e outras
instituições.

3.1.2 TERMINOLOGIA

3.1.2.1 FONTES DE TERMINOLOGIA

3.1.2.1.1 MEDIDAS

Capítulo 3 – Características físicas 7


As unidades de medida deverão ser controladas através da utilização de um
ficheiro de autoridades ou lista de termos controlados. Os valores numéricos
deverão ser controlados. Incluímos as seguintes fontes já publicadas:
National Institute of Standards and Technology General Table of Units and
Measures. http://ts.nist.gov/ts/htdocs/230/235/appxc/appxc.htm

3.1.2.1.2
Termos para materiais e técnicas deverão ser controlados através da
utilização de um ficheiro de autoridades ou lista de termos controlados.
Incluímos as seguintes fontes já publicadas:

Getty Vocabulary Program. Art & Architecture Thesaurus (AAT). Los Angeles:
J. Paul Getty Trust, 1988-.
http://www.getty.edu/research/conducting_research/vocabularies/aat/

Genre Terms: A Thesaurus for Use in Rare Book and Special Collections
Cataloging. 2nd ed. Prepared by the Bibliographic Standards Committee of
the Rare Books and Manuscripts Section (ACRL/ALA). Chicago: Association of
College and Research Libraries, 1991.

Library of Congress. Prints and Photographs Division. Thesaurus for Graphic


Materials. Washington, DC: Library of Congress, Cataloging Distribution
Service, 1995. http://lcweb.loc.gov/rr/print/tgm2/

3.1.2.1.3 ESTADO E EDIÇÃO


Terminologia deverá ser controlada através da utilização de um ficheiro de
autoridades ou lista de termos controlados. Incluímos as seguintes fontes já
publicadas:

Capítulo 3 – Características físicas 8


Getty Vocabulary Program. Art & Architecture Thesaurus (AAT). Los Angeles:
J. Paul Getty Trust, 1988-.
http://www.getty.edu/research/conducting_research/vocabularies/aat/
(Especially the Visual Works hierarchy).

Library of Congress. Prints and Photographs Division. Thesaurus for Graphic


Materials. Washington, DC: Library of Congress, Cataloging Distribution
Service, 1995. http://lcweb.loc.gov/rr/print/tgm2/

3.1.2.2 ESCOLHA DA TERMINOLOGIA

3.1.2.2.1 CONSISTÊNCIA
A utilização de uma terminologia consistente é fundamental, principalmente
para o controlo dos campos que irão permitir o acesso e a pesquisa. A
consistência é menos importante mas igualmente desejável nos campos de
“texto livre”.
Apesar do uso de terminologia não controlada ser tida em conta, a utilização
de terminologia que é consistente, com termos utilização de termos em
campos controlados é altamente recomendável em prol da clareza. Um estilo
consistente, a gramática e a sintaxe são recomendáveis.

3.1.2.2.2 UTILIZAÇÃO DE UM REGISTO DE AUTORIDADE

Se possível os termos poderão ser armazenados em registos de autoridade


ou listas de termos controlados, que serão ligados ao registo da obra. Para
criar um ficheiro de autoridade ou lista de termos controlados devemos usar
fontes normalizadas, combinada com a terminologia desenvolvida para a
utilização local, caso seja necessária.

Capítulo 3 – Características físicas 9


3.2. REGRAS DE CATALOGAÇÃO

3.2.1. REGRAS PARA MEDIDAS

3.2.1.1 REGRAS BREVES PARA MEDIDAS

É exigido o registo das medidas. Para a especificação das dimensões ou


outras medidas da obra deverá ser incluído o valor numérico, a unidade de
medida e o tipo de medida para cada dimensão.

Unidades de Medida
Dever-se-á apresentar, se possível, as dimensões, quer na Unidade Métrica
ou na Unidade de Costume Americana (USA) (que são medidas em pés e
polegadas, também conhecidas como Unidade Imperial / Sistema Imperial).
Caso se use apenas um tipo de unidade de medida utilize a Unidade de
Medida Métrica, dado que são universalmente conhecidas e compreendidas.
Caso a sua comunidade seja americana utilize “pés” e “polegadas”.

Exemplo
[para telha em cerâmica]
Apresentação das medidas
13.3x20.6 cm (5 1/4 inches x 8 1/8 inches)
Campos controlados
Valor: 13.3; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 20.6; Unidade: cm; Tipo: largura

Utilização de maiúsculas e abreviaturas


Registe o tipo de dimensão, extensão e unidade em minúsculas. São
consideradas exceções nomes próprios e certos tipos de símbolos e
abreviaturas, tais como aquelas utilizadas para alguns tamanhos de ficheiros

Capítulo 3 – Características físicas 10


eletrónicos (por exemplo JPEG). Evitar abreviar a unidade de medida do
Sistema Imperial. Represente as unidades de medida através do seu símbolo
apropriado (por exemplo cm; veja o exemplo abaixo); não utilize pontuação
depois do símbolo. Coloque um espaço entre o valor numérico e a unidade.

Exemplo [para 1 fotografia]


Apresentação das medidas
23.5x16 cm (9 1/4x6 3/8 inches)

Campos controlados
Valor: 23.5; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 16; Unidade: cm; Tipo: largura

Não é necessário, na apresentação, a repetição da unidade para cada valor


da dimensão, exceto quando realmente é necessário, para evitar confusão
(como para as medidas “pés” e “polegadas” no exemplo abaixo).

Exemplo [para 1 escultura de exterior]


Apresentação das medidas
436.9x718x777 cm (14 feet 4 inches x 23 feet 6 1/2 inches x 25 feet 6
inches)

Campos controlados
Valor: 436.9; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 718; Unidade: cm; Tipo: largura
Valor: 777; Unidade: cm; Tipo: profundidade

Capítulo 3 – Características físicas 11


3.2.1.2 RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA AS MEDIDAS

3.2.1.2.1 SINTAXE

Para apresentação dos dados, expresse sempre as dimensões tais como


altura, largura e profundidade (sempre que seja pertinente); a orientação da
obra (horizontal, vertical, entre outras) que está implícita na descrição das
dimensões. Coloque o 2.º conjunto de medidas (por exemplo na unidade de
medida do Sistema Imperial) em parênteses para uma melhor clareza).

Exemplo [para um arco sem apoio]


Apresentação das medidas
198 x 233 x 82 cm (78 x 91 3/4 x 32 1/4 inches)

Campos controlados
Valor: 198; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 233 Unidade: cm; Tipo: largura
Valor: 82; Unidade: cm; Tipo: profundidade

3.2.1.2.2 TERMINOLOGIA SUGERIDA

Use as seguintes convenções e terminologias

Valores numéricos
Para medidas métricas use todos os números ou frações decimais (por
exemplo 60, 238, 91.6, 17.25). polegadas poderão ser expressas como
números inteiros ou frações (por exemplo 17 1/4). Se estão a registar “pés”,
então registem “pés” e “polegadas”, ao invés de frações decimais de “pés”.

Capítulo 3 – Características físicas 12


Unidade de Medida
Exemplos de unidades de medida incluem milímetros, centímetros, metros,
polegadas, pés, litros, quilogramas, onças, pounds, centímetros cúbicos, pés
quadrados, minutos, quilates e pixéis.
Abreviaturas das unidades de medida deverão ser feitas de acordo com a
Norma ISO 31-0:1992, quantidades e unidades ou as Recomendações para
símbolos métricos da Associação métrica dos EUA:
metro = m
centímetro = cm
grama = g
kilograma = kg
kilobyte = kb
megabyte = Mb
gigabyte = Gb

Tipo de medida
exemplos de tipos de medidas incluem altura, largura, profundidade, cumprimento,
circunferência, diâmetro, volume, peso, área e running time .

Elementos adicionais
Certas caraterísticas adicionais poderão ser incluídas, se necessário

Extensão
Extensão refere-se à parte da obra que vai ser alvo de medição. Exemplos de
terminologia incluem: global/total, diâmetro, contraste (punção), folha,

Capítulo 3 – Características físicas 13


suporte secundário, mat, mount, moldura, repetição de padrão, tampa,
suporte, pegada, cartão, laid line e com suporte.

Qualificação de medidas
Qualificação refere-se à palavra ou frase elaborada em relação à natureza da
dimensão do trabalho. Exemplos de terminologia incluem: aproximado, vista,
máximo, reunido, antes do restauro, grande, variável, canto ou esquina,
arredondado e emoldurado.

3.2.1.2.3 Vários tipos de obras


Use as medidas apropriadas para descrever cada tipo de trabalho (obra).
Tipos de descrições de medidas incluem: altura, largura, profundidade,
diâmetro e circunferência, forma, peso, volume e área, tamanho, tempo,
escala e medidas estruturais.

Altura e largura
Expresse em primeiro lugar as medidas para obras bidimensionais, tais como
desenhos ou pinturas, tais como altura pela largura.

Exemplo [pintura em painel]


Apresentação das medidas
46.1 X 60.9 cm (18 1/8 X 24 inches)

Campos controlados
Valor: 46.1; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 60.9; Unidade: cm; Tipo: largura

Capítulo 3 – Características físicas 14


Profundidade
Expresse as medidas para obras tridimensionais, tais como uma escultura,
um peça de mobiliário, tais como altura pela largura pela profundidade.

Exemplo [vitral – painel de vidro colorido]


Apresentação das medidas
33.5 X 25.4 X 7.78 cm (13 3/16 X 10 X 3 1/16 inches)

Campos controlados
Valor: 33.5; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 25.4; Unidade: cm; Tipo: largura
Valor: 7.78; Unidade: cm; Tipo: profundidade

Para obras retangulares, as medidas para altura e a largura obtêm-se a partir


do lado esquerdo e da base da obra. Para obtenção da profundidade mede-
se a partir da parte inferior esquerda. Para obras com formas irregulares
retiram-se as medidas grandes.

Diâmetro e circunferência
Sempre que necessário aplica-se a obras como uma pintura em painel
redondo ou um globo, registando-se o diâmetro, circunferência, ou outra
medida pertinente. Para um vaso ou outro objeto de cerâmica, regista-se a
circunferência ou o diâmetro da base e da boca, se conhecida ou
identificada.

Exemplos
[para uma pintura redonda]
Apresentação das medidas
89 cm (35 inches) (diâmetro)

Capítulo 3 – Características físicas 15


Campos controlados
Valor: 89; Unidade: cm; Tipo: diâmetro

[para um vaso em cerâmica]


Apresentação das medidas
127 cm (50 inches) (circunferência na base); 139 com (54 3/4 inches) (grande
circunferência do corpo)

Campos controlados
Extensão: base
Valor: 127; Unidade: cm; Tipo: circunferência

Extensão: corpo
Qualificador: a maior dimensão
Valor: 139; Unidade: cm; Tipo: circunferência

Forma
Se temos estamos perante uma característica invulgar e distinta, registamos
uma indicação do contorno, a forma, ou uma configuração característica da
obra ou parte da obra, incluindo os seus contornos (por exemplo, dado que a
maioria das pinturas sobre tela são retangulares, anote quando uma pintura
sobre tela for oval). Exemplos de terminologia incluem oval, cubo, esfera,
retângulo, círculo e irregular.

Exemplos
[para um desenho ovalado]
Apresentação das medidas
29.8 x 20.3 cm (11 3/4 x 8 inches) (oval)
Campos controlados
Forma: oval
Valor: 29.8; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 20.3; Unidade: cm; Tipo: largura

Capítulo 3 – Características físicas 16


[para um globo]
Apresentação das medidas
161.5 cm (63 5/8 inches) (circunferência, esfera)

Campos controlados
Forma: esfera
Valor: 161.5; Unidade: cm; Tipo: circunferência

[para caixa de madeira]


Apresentação das medidas
48.2 x 48.2 x 48.2 cm (16.5 x 16.5 x 16.5 inches) (cubo)

Campos controlados
Forma: cubo
Valor: 48.2; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 48.2; Unidade: cm; Tipo: largura
Valor: 48.2; Unidade: cm; Tipo: profundidade

Para obras de dimensões irregulares, a forma deverá ser apresentada pela


maior altura, largura ou profundidade (sempre que conveniente).

Exemplos
Apresentação das medidas: 19.1 x 23.5 x13.9 cm (7 1/2 x 9 1/4 x 5 1/2 inches)
(irregular, maiores dimensões)
Campos controlados:
Forma: irregular
Qualificativo: maiores dimensões
Valor: 19.1; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 23.5; Unidade: cm; Tipo: largura
Valor: 13.9; Unidade: cm; Tipo: profundidade

Capítulo 3 – Características físicas 17


Peso
Incluir o peso da obra (trabalho) quando relevante (por exemplo, para uma
moeda ou uma pedra megalítica)

Exemplo [pedra preciosa esculpida]


Apresentação das medidas: 31 mm (1 1/8 inch) (diâmetro), 7,32 g (.2354 troy
ounce)
Campos controlados
Valor: 31; Unidade: mm; Tipo: diâmetro
Valor: 7.32; Unidade: gramas; Tipo: peso

Volume e área
Incluir volume ou área sempre que necessário (por exemplo para uma
piscina ou jardim)

Exemplo [para um jardim]


Apresentação das medidas: aproximadamente 5.18 metros quadrados (2
milhas quadradas) (área)
Campos controlados
Qualificativo: aproximadamente
Valor: 5.18; Unidade: metro quadrado; Tipo: área

Tamanho
Incluir tamanho sempre que apropriado (por exemplo, para vestuário)

Exemplo [para um casaco]


Apresentação das medidas: unidade de medida para mulher E.U.A. 8;50
inches (127 cm) (largura de costas)
Extensão: costas
Valor: 127; Unidade: cm; Tipo: largura

Capítulo 3 – Características físicas 18


Valor: 8; Unidade: unidade de medida para mulher E.U.A.; Tipo: tamanho

Para imagens digitais apresentar as medidas em pixéis. Para trabalho


realizado em computador expressar as medidas em tamanho do ficheiro,
normalmente em Kilobytes (Kb)

Exemplos [para uma obra (trabalho) digital]


Apresentação das medidas: 2100 x 1557 pixéis
Campos controlados:
Valor: 2100; Unidade: pixel; Tipo: altura
Valor: 1557; Unidade: pixel; Tipo: largura

[para uma obra realizada em computador]


Apresentação das medidas: 9585 Kb (tamanho do ficheiro)
Campos controlados:
Valor: 9585; Unidade: Kb; Tipo: tamanho do ficheiro

Formato da obra (trabalho)


Sempre que for importante dar relevância a uma característica distinta do
trabalho, dever-se-á descrever a configuração do mesmo, incluindo os
formatos técnicos. Podemos incluir o formato para medições de design
gráfico ou fotografias (por exemplo, formatos estandardizados tais como
fotografia de gabinete ou vinheta). Exemplos de terminologia podem incluir
cartão gabinete, vinheta, VHS, IMAX, e DOS. Para alguns casos o formato do
trabalho será o mesmo que Tipo de Trabalho.

Exemplo [para um rolo chinês]


Apresentação das medidas: 32 x 254.5 cm (12 5/8 x 100 1/4 polegadas) (rolo)
Campos controlados
Formato: rolo
Valor: 32; Unidade: cm; Tipo: altura

Capítulo 3 – Características físicas 19


Valor: 254,5; Unidade: cm; Tipo: largura

Exemplo [para um cartão de visita]


Apresentação das medidas: aproximadamente 8,25 x 5,72 cm (imagem
formato cartão de visita); 10,16 x 6,35 cm (4 x 1/2 polegadas) (folha de papel)
Campos controlados
Formato: cartão-de-visita

Extensão: imagem
Qualificador: aproximadamente
Valor: 8,25; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 5,72; Unidade: cm; Tipo: largura

Extensão: papel
Qualificador: aproximadamente
Valor: 10,16; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 6,35; Unidade: cm; Tipo: largura

Exemplo [para um ficheiro digital]


Apresentação das medidas: 17488 kb (JPEG)
Campos controlados
Formato: JPEG
Valor: 17488; Unidade: kb; Tipo: tamanho do ficheiro

Exemplo [para uma cassete de vídeo]


Apresentação das medidas: 2 horas 32 minutos 40 segundos (VHS)
Campos controlados
Formato: VHS
Valor: 2; Unidade: horas | Valor: 32; Unidade: minutos | Valor: 40; Unidade:
segundos | Tipo: tempo ocupado / percorrido

Exemplo [para uma instalação utilizando DVD]

Capítulo 3 – Características físicas 20


Apresentação das medidas: 4 canais DVD, 100 minutos, instalado numa área
de 418 metros quadrados
Campos controlados
Formato: DVD
Valor: 100; Unidade: minutos; Tipo: tempo ocupado / percorrido
Extensão: canais; valor: 4; Unidade: N/A; tipo: contagem
Extensão: instalação; valor: 418; Unidade: metros quadrados; tipo: área

Tempo
Inclui tempo ocupado / percorrido e formatos técnicos para vídeos ou filmes
(ver exemplos acima). Tempo gravado em minutos ou em horas, minutos, e
segundos. Inclui fotogramas por segundo, se conhecido.

Exemplo [para um filme]


Apresentação das medidas: 239 pés, 35 mm, 153 minutos, 24 fotogramas por
segundo (tempo percorrido)
Campos controlados
Formato: 35 mm
Valor: 239; Unidade: pés; Tipo: comprimento
Valor: 35; Unidade: minutos; Tipo: duração (tempo percorrido)
Valor: 24; Unidade: fotograma por segundo; Tipo: duração (tempo percorrido)

[para um DVD]
Apresentação das medidas: aproximadamente 122 minutos (DVD)
Campos controlados:
Formato: DVD
Qualificador: aproximadamente
Valor: 122; unidade: minutos; tipo: tempo percorrido (duração)

Capítulo 3 – Características físicas 21


Escala
Para desenhos arquitectónicos ou outro tipo de trabalhos que se considere
apropriado, inclui escala, que é uma representação do rácio entre o tamanho
da representação de algo e o tamanho real de algo (por exemplo, o tamanho
de uma estrutura em desenho e a actual construção). Exemplos de
terminologia incluem:1;10, 1/4 inch = 1 pé, 1 para 1; tamanho natural,
tamanho real e monumental. Representar a escala como representada no
objecto. Caso esteja representada em pés e polegadas, regista-se como tal.
Para escalas numéricas (por exemplo, 1:10), para medições padrão utilizar a
base para o lado esquerdo da equação, e o target para o lado direito da
equação.

[exemplo para um projecto (desenho) de arquitectura]


Apresentação das medidas: 61.6 x 97.2 cm (24 1/4 x 38 1/4 polegadas):
escala: 1 polegada = 10 pés
Campos controlados:
Valor: 61.6; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 97.2; Unidade: cm; Tipo: largura

Escala: numérica
Valor: 1; Unidade: poleada; Tipo: base
Valor: 10; Unidade: pés; Tipo: target

Dimensões estruturais
Caso seja necessário, registe as dimensões estruturais tais como o fio e a
trama (tecido), têxtil ou padrão de papel de parede, assim como o
espaçamento entre as linhas verticais e o padrão horizontal que compõem a
trama, se pertinente.

Capítulo 3 – Características físicas 22


[exemplo para uma gravura do séc. XVII]
Apresentação das medidas: 13.3x20.6 cm (5 1/4 x 8 1/8 polegadas)(folha,
página); 25mm (lado) (15/16 polegadas) (linhas verticais); 14 por 20 mm (7/8
polegadas) (padrão horizontal)

Campos controlados:
Extensão: folha de papel
Valor: 13.3; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 20.6; Unidade: cm; Tipo: largura

Extensão: linhas verticais


Valor: 25; Unidade: mm; Tipo: distância entre

Extensão: linhas horizontais por 20mm


Valor: 14; Unidade: N/A; Tipo: contagem

3.2.1.2.4 – MEDINDO PARTES

Esclarecer se apenas 1 medida é conhecida, quando apenas parte ou parte


do trabalho (obra) foi alvo de medida, ou quando parte desse trabalho de
medição poderá ser ambíguo.

Exemplos:

[exemplo para uma Capela]


Apresentação das medidas: 24 m (78 pés 9 polegadas) (altura)
Campos controlados:
Valor: 24; Unidade: m; Tipo: altura

[exemplo para uma Mesa]

Capítulo 3 – Características físicas 23


Apresentação das medidas: 56.8 cm (22 3/8 polegadas) (diâmetro)
Campos controlados:
Valor: 56.8; Unidade: cm; Tipo: diâmetro

[exemplo para uma Políptico]


Apresentação das medidas: 183 X 187 cm (72 X 73 5/8 polegadas) (total); 105 (41
3/8 polegadas) (largura do painel central); 39 cm (15 3/8 polegadas) (largura de
cada painel lateral)
Campos controlados:
Extensão: Total
Valor: 183; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 187; Unidade: cm; Tipo: largura

Extensão: painel central


Valor: 105; Unidade: cm; Tipo: largura

Extensão: painel lateral


Valor: 39; Unidade: cm; Tipo: largura

Imagem e suporte
Para trabalhos (obras) a 2 dimensões onde a imagem tem dimensões
significativamente diferentes do suporte, incluem-se ambas as medidas, se
conhecidas (por exemplo, para uma gravura, as duas dimensões da área impressa e
da folha de papel, deverão ser incluídas).

[exemplo para uma gravura a água-forte]


Apresentação das medidas: 17.6 X 26.4 cm (6 15/16 X 10 3/8 polegadas) (área da
mancha gráfica); 24.5 X 30.7 cm (9 5/8 X 12 polegadas) (papel)
Campos controlados:
Extensão: Mancha gráfica
Valor: 17.6; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 26.4; Unidade: cm; Tipo: largura

Capítulo 3 – Características físicas 24


Extensão: Mancha gráfica
Valor: 24.5; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 30.7; Unidade: cm; Tipo: largura

Medindo Componentes
Para trabalhos com múltiplas partes, registar as dimensões dos seus componentes,
incluindo contagem desses mesmos componentes.

Exemplos
[para uma tela]
Apresentação das medidas: composta por 14 painéis, 23x45 cm cada (9x17 3/4
polegadas)
Campos controlados:
Extensão: painéis
Valor: 4; Unidade: cm; Tipo: contagem
Valor: 23; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 45; Unidade: cm; Tipo: largura

(p.118)

[para um conjunto de mesa]


Apresentação das medidas: 5 componentes; medidas dos castiçais 29,97x9,53cm
(11 7/8x3 3/4 polegadas)
Campos controlados:
Extensão: componentes
Valor: 5; Unidade: N/A; Tipo: contagem

Extensão: castiçais
Valor: 29,97; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 9,53; Unidade: cm; Tipo: largura

Livros e manuscritos

Capítulo 3 – Características físicas 25


Para manuscritos e livros, registar o número de volumes (se mais do que um),
contagem de folhas (fólios) ou páginas (paginação) quando apropriado, as
dimensões da mancha de texto, depois o número de colunas e linhas, se
conhecidas. (para Relações entre parte-todo ver discussão na Parte 1: trabalhos
relacionados; ver também categorias para descrição de trabalhos de arte, que
regista a contagem de fólios e páginas dos manuscritos e outros componentes
informacionais em subcategorias separadas. Objeto trabalho / componente

Exemplos
[para um manuscrito]
Apresentação das medidas: 468 folhas; mancha de texto: 17.78x23.18cm (7x9 1/8
polegadas); 2 colunas, 56 linhas

Campos controlados:
Extensão: mancha de texto
Valor: 17.78; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 23.18; Unidade: N/A; Tipo: largura

Extensão: folhas
Valor: 468; Unidade: N/A; Tipo: contagem

Extensão: colunas por página


Valor: 2; Unidade: N/A; Tipo: contagem

Extensão: linhas por página


Valor:56 ; Unidade: N/A; Tipo: contagem

[para um livro raro]


Apresentação das medidas: 3 volumes, 274 páginas; mancha de texto: 47x32.2cm
(18 1/2X12 11/16 polegadas)

Campos controlados:

Capítulo 3 – Características físicas 26


Extensão: mancha de texto
Valor: 47; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 274; Unidade: cm; Tipo: largura

Extensão: páginas
Valor: 274; Unidade: N/A; Tipo: contagem

Medindo Grupos
Para conjuntos de itens, registar uma série de medidas, se conhecidas. Registar o
número de itens do grupo, se conhecido.

(p.119)

Exemplos
[para um conjunto de desenhos de projeto]
Apresentação das medidas: 21 itens; série de folhas com tamanho que varia desde
28.3x41.2 cm até 35.9x66.4cm (11 1/8x16 1/4 até 14 1/8x26 1/8 polegadas)

Campos controlados:
Extensão: itens
Valor: 21; Unidade: N/A; Tipo: contagem

Qualificador: mais pequeno


Valor:28.3; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor:41.2; Unidade: cm; Tipo: largura

Qualificador: mais largo


Valor:39.5; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor:66.4; Unidade: cm; Tipo: largura

Capítulo 3 – Características físicas 27


[para um conjunto de pontas de seta]
Apresentação das medidas: 56 itens; série de comprimentos que varia desde 36mm
até 64mm (1 3/8 to 2 1/2 polegadas)

Campos controlados:
Extensão: itens
Valor: 56; Unidade: N/A; Tipo: contagem

Qualificador: mais pequeno


Valor:36; Unidade: mm; Tipo: comprimento

Qualificador: mais largo


Valor:64; Unidade: mm; Tipo: comprimento

[para um conjunto de desenhos de projecto, modelos, e outros itens provenientes


de um gabinete de arquitetura; itens muito têm características muito diversas e as
medidas não estão disponíveis]
Apresentação das medidas: 152 itens; dimensões variadas

Campos controlados:
Extensão: itens
Valor: 152; Unidade: N/A; Tipo: contagem

Medições em arquitetura

Sempre que seja possível, registam-se as medidas de um trabalho de arquitectura.


Por norma apenas medidas incompletas é que estão disponíveis. Se conhecido,
registar alturas e áreas interiores. Se apenas uma parte das dimensões estão
disponíveis (por exemplo, diâmetro de uma abóbada), explicar o que as medidas
representam.

Exemplos

Capítulo 3 – Características físicas 28


[para um templo]
Apresentação das medidas: 43.59m (143 pés) (diâmetro da abóbada); 43.59m (143
pés) (altura interior do chão à abóbada)

Campos controlados:
Extensão: abóbada
Valor: 43.59; Unidade: m; Tipo: diâmetro

Extensão: abóbada
Qualificador: interior
Valor:43.59; Unidade: m; Tipo: altura

(p.120)

[Para um edifício comercial]


Apresentação das medidas: 418 metros quadrados (450 pés quadrados) (área
interior)

Campos controlados:
Extensão: interior
Valor: 418; Unidade: metros quadrados; Tipo: área

3.2.1.2.5. Medidas aproximadas


Se as medições não podem ser precisas, registam-se as medidas a “olho nu”
(medida estimada com recurso à visão, também chamada de medição de imagem
visual; por exemplo, pintura a pastel frágil, pintura a fresco inacessível no teto).
Exemplo

[para uma aguarela]

Capítulo 3 – Características físicas 29


Apresentação das medidas: 86x93.35 cm (34 1/4x36 3/4 polegadas) (medida a olho
nu, moldura de protecção)

Campos controlados: moldura de proteção


Extensão: à vista
Valor: 86; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 93.35; Unidade: cm; Tipo: largura

Catalogadores de recursos visuais e outros que não estejam a obter as medições a


partir do original, não deverão apresentar medidas aproximadas, ao invés disso
deverão usar medições provenientes do repositório do objecto ou outra fonte
autorizada.

3.2.1.2.6. Arredondamento
Sempre que na medição de um objecto surgirem dois números decimais, arredondar
sempre para o número imediatamente seguinte. Para polegadas, arredondar
sempre para a polegada seguinte. Pequenos objectos deverão ser medidos com
maior precisão (por exemplo, em milímetros para o sistema métrico, ou para o
seguinte 1/16 de uma polegada). Para trabalhos de grandes dimensões poderá ser
arredondado de forma mais grosseira (por exemplo, para metros em medições com
utilização do sistema métrico e para pés ao invés de polegadas). A precisão da
medição de trabalhos poderá variar dependendo das necessidades e dos recursos
da instituição catalogadora; é importante para a instituição seguir regras
consistentes no que diz respeito ao arredondamento.

Catalogadores de recursos visuais e outros que não estejam a obter medições a


partir do original não deverão aplicar o sistema de arredondamento, ao invés
deverão registar as medidas a partir de recursos autorizados.

3.2.1.2.7 Conversão de medidas


Medir objectos utilizado o sistema métrico, sempre que possível e converter
polegadas para pés. As medições realizadas com o sistema métrico são por norma
mais precisas do que as medições obtidas através da utilização do sistema de pés e

Capítulo 3 – Características físicas 30


polegadas. Assim, se as medições forem obtidas a partir de pés e polegadas e
depois convertidas para o sistema métrico darão a impressão de maior precisão.

(p.121)

3.2.2 Regras para materiais e técnicas


3.2.2.1. Algumas regras para materiais e técnicas

O registo de Materiais e Técnicas é aconselhável. Especificar a matéria, os materiais


ou as substancias utilizadas para a criação do trabalho e o seu processo, técnica,
implementos utilizados para aplicar ou dar forma ao material, como adequado.

Singular Vs Plural
Na maior parte dos casos apresentar os termos para materiais e técnicas no
singular.
Exemplos:
Material: tinta
Material: pintura a óleo
Material: carvão vegetal
Material: verniz
Material: papel manufacturado
Material: tela
Material: madre de pérola
Material: gravura
Material: douramento

Quando apropriado utilizar os termos no plural ao invés do singular; isto é, utilizar


terminologia que reflicta as características do objecto que está a ser catalogado. Por
exemplo, se várias penas foram aplicadas como material, o termo “penas” no plural
terá de ser usado, especialmente no campo visível (por exemplo, pulseira de couro
frisada, com três penas de águia).

Utilização de maiúsculas e abreviaturas

Capítulo 3 – Características físicas 31


Por uma questão de clareza e inteligibilidade para o utilizador final, não deverão ser
usadas abreviaturas. Apenas usar apenas em casos de excepção, quando o material
é distinguido por um nome próprio, como por exemplo mármore carrara, ou é
conhecida pelo seu nome de marca, tal como FormicaTM. Não fazer uso de nomes de
marcas a não ser que o material seja exclusivamente ou inicialmente conhecido
dessa forma.
Exemplos:
Material: carvalho
Material: tinta da Índia
Material: Cor- Tem steelTM
Material: papíro
Material: cimento impregnado com polímero

Linguagem dos Termos


Use terminologia na linguagem do processo de catalogação (Inglês nos EUA). Utilize
termos não-ingleses quando não existir termo na língua inglesa no contexto das
Belas Artes ou na Cultura Material. Incluir os sinais diacríticos apropriados.

(p.122)

Exemplos:
Material: marfim
Material: cartão
Material: vitral
Material: papel-machê
Material: pisé
Material: arriccio

3.2.2.2. Recomendações adicionais para Materiais e Técnicas


3.2.2.2.1 Syntax

Capítulo 3 – Características físicas 32


Para visualização use a ordem natural. Listar meio ou media em primeiro lugar,
seguido do suporte (se necessário). Caso não exista suporte, como na escultura,
apresentar apenas o médio. Fazer índice de materiais e técnicas se necessário para
facilitar a pesquisa e recuperação de informação. (nos exemplos abaixo, índice de
técnicas e materiais são incluídos juntamente com o índice de termos, no entanto,
algumas instituições poderão omiti-los ou inseri-los no mesmo campo “material”,
por processo de repetição: ver também visualização e índices abaixo.

Exemplos:

[para uma pintura abstracta]


Materiais e técnicas apresentadas: óleo sobre tela
Campos controlados:
Materiais: pintura a óleo ● tela
Técnica: pintura

[para uma escultura]


Materiais e técnicas apresentadas: mármore
Campos controlados:
Materiais: mármore
Técnica: escultura

Ordenação entre vários media


Se mais do que uma técnica ou meio foram utilizados para criar a obra, lista-los
pela ordem mais lógica.

PELA SEQUÊNCIA DE APLICAÇÃO


Se a sequência de aplicação dos materiais ou meios pode ser conhecida através de
análise, examinação ou documentação, listagem de materiais e técnicas pela ordem
de aplicação. No exemplo abaixo, grafite foi aplicado em 1.º lugar e a lavagem foi
aplicado no fim.

Exemplo

Capítulo 3 – Características físicas 33


[para um esboço]
Materiais e técnicas apresentadas: Grafite, Caneta e tinta preta, com lavagem a
cinza em papel branco
Campos controlados:
Materiais: Grafite ● Tinta ● Grafite ●Lavagem ● Papel Branco
Técnica: Desenho ● Técnica de lavagem

Pela importância
Se a importância ou proeminência de materiais ou técnicas for óbvia, liste-os por
essa ordem. No exemplo abaixo, a quadratura é considerada menos importante do
que os materiais utilizados para criar a imagem.

Exemplo
[para um desenho preparatório]
Materiais e técnicas apresentadas: Giz e Lavagem, quadrado em Giz, em preparado
de papel
Campos controlados:
Materiais: Giz ● Lavagem ● Preparado de papel
Técnica: Desenho ● Quadrado

3.2.2.2.2 Terminologia sugerida


Use as seguintes convenções e terminologia.

Materiais
Para materiais, registar a matéria, os materiais ou substancias utilizadas na criação
da obra. Exemplos de terminologia que poderá ser incluída tela, vidro, bronze,
mármore, madeira, álamo, carvão vegetal, verniz martin, papel manufacturado,
pintura, têmpera de ovo, tinta, tinta de ferro, som e monitor

Técnicas
Para técnicas, processo de registo, técnicas de implementação aplicadas ou formato
de materiais na criação de uma obra de arte ou arquitectura. Exemplos de

Capítulo 3 – Características físicas 34


terminologia incluem: desenho, pintura, escultura, moldagem, moldagem pelo
processo cera perdida, processo moldagem com um toco, alisamento, gravura,
gravura a água-forte, douramento, tecelagem, construção com armação de
madeira, pau-a-pique, cinzel, escova, faca de paleta, animação por computador e
instalação de vídeo. Algumas instituições não exigem a Técnica como campo
obrigatório.

Elementos adicionais
Algumas instituições podem desejar visualizar e indexar informações
adicionais sobre materiais e técnicas, com base nas necessidades locais. Se
necessário adicionar informação conforme definido abaixo.

EXTENSÃO/MEDIDA/DIMENSÃO/TAMANHO
Extensão refere-se a uma parte específica de uma obra composta por um
determinado material ou criado utilizando uma técnica particular. Exemplos
de terminologia incluem geralmente, superfície, base, placa, painel inferior,
jaqueta e saia.

TIPO DE MATERIAL
Para materiais, podem requerer a recuperação de dados separada sobe a
comunicação e o suporte do qual são aplicados. Esta distinção conhecida
como meio e suporte, é normalmente importante para obras bi-dimensionais,
incluindo pinturas, desenhos e gravuras.

MEIO
Meio é o material aplicado ao suporte. Exemplos de terminologia incluem
tinta, pintura, pastéis, aguarela, carvão vegetal, verniz Martin, madrepérola,
têmpera de ovo, tinta a óleo, folha de ouro, tinta de ferro dourado, bronze,
guache, lápis de cor, osso de veado, cinábrio, ametista e grafite.

SUPORTE
O suporte é a superfície sobre a qual os meios de comunicação são
aplicados. Exemplos de terminologia incluem lona, painel de carvalho, papel

Capítulo 3 – Características físicas 35


de tecido, madeira, cobre, vidro, mármore, álamo/choupo, linho,
serapilheira/estopa, painel de núcleo de poliestireno, formica, e fibra de
vidro.

DIVISÓES DAS TÉCNICAS


Para técnicas, algumas instituições podem requerer a recuperação de dados
separados em processos técnicos e ferramentas. Para mais discussão sobre
esta questão, ver Categorias para a descrição de obras de arte: materiais e
técnicas.

PROCESSO/MÉTODO
O processo refere-se ao meio, ao método, ao processo ou á técnica pelo qual
um material foi usado na criação da obra. Exemplos de terminologia incluem
desenho, pintura, fresco, escultura, cera reciclada, esfuminho, picagem,
cinzelagem, gravação, douramento, tecelagem, trabalho em metal,
sobrepintura, montagem, incrustação, colagem, figura vermelha, construção
de metade da madeira.

UTENSÍLIO
O Utensílio refere-se a qualquer utensílio ou ferramenta usada para criara a
obra. Exemplos de terminologia incluem, escova, caneta, lápis, roleta,
compasso, cinzel, borracha, motosserra, canivete, caneta de feltro, tecidos
de tear, buril, escova de sabre, goiva e dedos.

3.2.2.2.3 VÁRIOS TIPOS DE OBRAS


Use as descrições de materiais e técnicas adequadas para o trabalho
manual/à mão, de acordo com as recomendações abaixo:

PINTURAS
Para pinturas, incluir comunicação e suporte. Em alguns casos, tal como
acontece com pinturas de parede, o termo é usado para indicar o material ou
materiais de que é feita a obra e pode ser o mesmo TIPO DE OBRA (por
exemplo, fresco).
Exemplos
[para um banner/cartaz]

Capítulo 3 – Características físicas 36


Materiais e técnicas de visualização: tinta a óleo sobre tela de linho
Campos controlados:
Materiais: tinta a óleo . tela de linho
Técnica: pintura

[para um retábulo]
Materiais e técnicas de visualização: tinta de têmpera de ovo com
halos de folha de ouro no painel
Campos controlados:
Materiais: têmpera de ovo . folha de ouro . painel de madeira
Técnicas: pintura . ferramentas de ouro

[para uma pintura mural]


Materiais e técnicas de visualização: fresco
Campos controlados:
Material: fresco
Técnica: pintura a fresco

DESENHOS E AGUARELAS
Para desenhos e aguarelas, incluir comunicação e suporte. Técnicas,
processos e utensílios (por exemplo, caneta) deve ser incluída, conforme o
caso. Para desenhos incluir a cor se for invulgar ou significativo (ver cor,
abaixo), mas geralmente não incluir cor para aguarelas.

Exemplos
[para um desenho]
Materiais e técnicas de visualização: caneta e tinta castanha no
papel marfim colorido
Campos controlados:
Materiais: tinta . papel
Técnicas: caneta . desenho

Exemplos
[para um desenho]
Materiais e técnicas de visualização: ponto de prata, com giz
branco aumentando, em papel preparado a cinza-prata
Campos controlados:
Materiais: giz . papel preparado

Capítulo 3 – Características físicas 37


Técnicas: ponto de prata . heightening . desenho

[para uma aguarela]


Materiais e técnicas de visualização: aguarela sobre papel Arches
Campos controlados:
Materiais: aguarela . papel Arches
Técnica: pintura

GRAVURAS/ESTAMPAS
Para gravuras/estampas, a visualização pode referir somente à técnica, se
for o caso (por exemplo, gravura). Se houver várias técnicas ou o suporte for
invulgar/pouco habitual, incluir esta informação para evitar ambiguidade. Os
termos podem repetir um termo que também é usado para designar o TIPO
DE OBRA

exemplo litografia
[para uma gravura moderna]
Materiais e técnicas de visualização: litografia
Campos controlados:
Materiais: tinta . papel
Técnica: litografia

[para uma iluminura]


Materiais e técnicas de visualização: gravura, cinzel, e ponta seca
em pergaminho
Campos controlados:
Materiais: tinta . pergaminho
Técnicas: gravura . ponta seca . cinzel

[para uma fotografia]


Materiais e técnicas de visualização: impressão de albume
Campos controlados:
Material: papel de platina
Técnicas: processo de glicerina . fotografia

Capítulo 3 – Características físicas 38


ESCULTURA E OUTRAS OBRAS TRIDIMENSIONAIS
Para esculturas, registe/grave o material primário (por exemplo, bronze ou
mármore); incluir a técnica se for invulgar para evitar ambiguidade. Para
esculturas, máscaras, e outras obras
tri-dimensionais compostas por vários/múltiplos materiais, se houver muitos
materiais para listar, incluir os materiais mais proeminentes ou os mais
importantes.

Exemplos
[para uma escultura moderna]
Materiais e técnicas de visualização: bronze
Campos controlados:
Material: bronze
Técnica: processo de cera reutilizada

[para uma escultura do Séc. 19]


Materiais e técnicas de visualização: mármore branco Carrara numa
base de granito cinza
Campos controlados:
Extensão: estátua
Material: mármore Carrara

Material: granito
Técnica: cinzeladura

[para uma máscara africana]


Materiais e técnicas de visualização: madeira pintada com ráfia,
metal e caulim
Campos controlados:
Materiais: madeira . ráfia . metal . caulim . tinta
Técnicas: cinzelagem . costuras . colagem . pintura

[para um modelo automóvel]


Materiais e técnicas de visualização: modelação de deposição
fundida
Campos controlados:
Material: policarbonato
Técnica: modelação de deposição fundida

Capítulo 3 – Características físicas 39


LIVROS E MANUSCRITOS
Para livros raros, manuscritos e livros de artistas modernos, registe/grave os
materiais dos fólios ou os conteúdos. Incluir a imagem das obras de arte
retratadas no livro, se for desconhecido (por exemplo, iluminuras num
manuscrito). Incluir informação acerca do método de construção ou dos
materiais e a forma como o texto foi produzido, se conhecido e se for
significativo.

Exemplos
[para um panfleto/prospeto]
Materiais e técnicas de visualização: impressão tipográfica no papel
amarelo pálido
Campos controlados:
Material: papel
Técnica: impressão tipográfica

[para livro raro]


Materiais e técnicas de visualização: gravura em papel
encadernado em caixa
Campos controlados:
Material: tinta . papel
Técnicas: gravura . encadernado

[para um manuscrito]
Materiais e técnicas de visualização: tinta e têmpera em
pergaminho(iluminuras), pele e prata (encadernado)
Campos controlados:
Extensão: fólios e iluminuras
Materiais: tinta . têmpera . pergaminho
Técnicas: caligrafia . pintura

Extensão: encadernado
Materiais: couro . prata
Técnicas: caligrafia . pintura

Capítulo 3 – Características físicas 40


MÓVEIS E DETALHES ARQUITETÓNICOS
Para móveis, os componentes arquitetónicos, janelas, telas, e outras obras,
incluem os materiais primários, que irão variar de acordo com a
complexidade da obra. Incluir a técnica se for invulgar ou significativo.

Exemplos
[para um báu/arca/cofre]
Materiais e técnicas de visualização: ácer
Campos controlados:
Material: ácer

[para um sofá]
Materiais e técnicas de visualização: carvalho folheado com pau-
rosa, suportes de/em bronze, forro/estofos em crina de cavalo
Campos controlados:
Materiais: carvalho . pau-rosa . bronze . crina de cavalo
Técnica: folheamanto

[para uma tela em vitral]


Materiais e técnicas de visualização: vitral em moldura de madeira
de árvores frutíferas
Campos controlados:
Materiais: vitral . chumbo . madeira de árvores frutíferas

OBRAS EM CERÂMICA E VIDRO


Para vasos e outros tipos de cerâmica e obras de vidro, registe/grave a
imagem multimédia e as técnicas conforme o caso para a composição da
obra. Os termos do estilo da lista, tais como uma figura negra, quando se
referem a uma técnica. Se o estilo for gravado aqui, deve ser repetido no
elemento ESTILO.

Exemplos
[para um pote]
Materiais e técnicas de visualização: argila
Campos controlados:
Material: argila
Técnica: moldagem

Capítulo 3 – Características físicas 41


[para uma jarra]
Materiais e técnicas de visualização: vidro fundido a sopro
Campos controlados:
Material: vidro fundido a sopro

[para um prato com peanha]


Materiais e técnicas de visualização: cerâmicas pintadas e
vitrificadas/vidradas
Campos controlados:
Materiais: cerâmicas . pintura . vidrado
Técnica: moldagem

JÓIAS E OBRAS UTILITÁRIAS


Incluir os materiais primários e as técnicas para as jóias, acessórios de traje,
obras que servem para o consumo de alimentos, obras litúrgicas e outras
obras preciosas e utilitárias. Explicar sempre o uso dos materiais, sempre
que necessário para evitar ambiguidades.

Exemplos
[para um colar]
Materiais e técnicas de visualização: obra de ouro em baixo relevo
Campos controlados:
Material: ouro
Técnica: baixo-relevo

[para uma caixa de rapé]


Materiais e técnicas de visualização: cobre laminado e ouro com
inscrições de concha e madrepérola
Campos controlados:
Materiais: cobre . ouro . concha . madrepérola
Técnicas: laminar. incrustar . soldar

[para uma taça/cálice]


Materiais e técnicas de visualização: placa de prata sobre cobre,
com pedras semipreciosas
Campos controlados:
Materiais: cobre . prata . pedras semipreciosas

Capítulo 3 – Características físicas 42


Técnicas: fundição. Niquelagem francesa/chapeamento francês

ARQUITETURA
Para arquitetura, incluir os materiais primários exteriores e interiores. Incluir
referências aos métodos de construção ou à forma de construção. Incluir a
planta/a estrutura, ou o plano, se conhecido.

Exemplos
[para um edifício de escritórios/prédio?]
Materiais e técnicas de visualização: estrutura em aço com painéis
de vidro
Campos controlados:
Materiais: aço . vidro
Técnica: estrutura de aço . parede com cortina de vidro

[para uma casa]


Materiais e técnicas de visualização: estrutura em madeira e
adobo, com telhado de telha vermelha
Campos controlados:
Extensão: estrutura
Material: madeira
Extensão: paredes
Material: adobo
Extensão: telhado
Material: estrutura em madeira

[para uma igreja]


Materiais e técnicas de visualização: plano/projeto da cruz grega,
pedra calcária, arenito, rolamento de alvenaria
Campos controlados:
Materiais: pedra calcária . arnito
Técnicas: plano/projeto da cruz grega . paredes ??? . abóbada .
------------???

Capítulo 3 – Características físicas 43


TEXTÉIS E VESTUÁRIO
Para têxteis incluir a composição das fibras. Incluir as técnicas, como a
referência par o acabamento do tecido (por exemplo, cetim), se conhecido.

Exemplos
[para um avental]
Materiais e técnicas de visualização: linho
Campos controlados:
Material: linho
Técnica: tecelagem

[para uma mola (tecido tradicional do Panamá)]


Materiais e técnicas de visualização: aplicação de algodão
Campos controlados:
Material: algodão
Técnica: aplicação

[para um traje]
Materiais e técnicas de visualização: seda de cetim com padrão de
stencil tingido, bordado a fio de ouro.
Campos controlados:
Material: seda . corante . fio de ouro
Técnica: tecelagem do cetim . tingimento com stencil . bordado

ARTE PERFORMATIVA E INSTALAÇÕES


Para arte performativa e outros trabalhos efémeros, incluir uma simples
descrição genérica, como alternativa, pode ser incluída uma descrição mais
complexa, se conhecida. Incluir obras ou outros objetos que são usados
como materiais (por exemplo, cadeira de metal no exemplo seguinte).

Exemplos
[para uma instalação]
Materiais e técnicas de visualização: instalação multimédia
Campos controlados:
Material: multimédia
Técnica: instalação

Capítulo 3 – Características físicas 44


[para arte performativa]
Materiais e técnicas de visualização: palco de madeira, fonógrafo,
um modelo humano – ator, cadeira de metal
Campos controlados:
Materiais: palco de madeira . fonógrafo . ator . cadeira de metal

[para uma instalação]


Materiais e técnicas de visualização: projeção de vídeo de quatro
canais com som
Campos controlados:
Materiais: vídeo . som . equipamento audiovisual
Técnica: instalação . projeção

FILME E VIDEO
Para o vídeo ou imagens em movimento, registe a imagem multimédia
específica e o áudio e as técnicas de vídeo, se conhecer. O material deve ser
o mesmo que o do Tipo de Obra. O formato desta imagem multimédia
também é importante, ver Medidas acima.

Exemplos
[para uma cassete de video]
Materiais e técnicas de visualização: cassete a preto e branco com
som
Campos controlados:
Materiais: cassete de vídeo . som
Técnica: preto e branco

[para uma película de animação]


Materiais e técnicas de visualização: nitrato(celuloide), courvoisier
em fundo de madeira folheada
Campos controlados:
Materiais: filmes de nitrato . folheado a madeira
Técnica: courvoisier???

Capítulo 3 – Características físicas 45


ELETRÓNICA E IMAGEM DIGITAL
Incluir termos apropriados para obras eletrónicas. Para computadores
gráficos, as técnicas podem combinar conceitos de vários meios de
comunicação. O material pode ser o mesmo do Tipo de Obra. Para uma
discussão sobre o formato, ver medições acima.

Exemplos
[para uma imagem digital]
Materiais e técnicas de visualização: imagem digital
Campos controlados:
Material: imagem digital

[para sítios na web]


Materiais e técnicas de visualização: código de rede interativo,
servidor com base de dados e aplicações JAVA
Campos controlados:
Materiais: códigos de computador . imagens digitais . audio
Técnicas: HTML . FLASH . em rede . interativo

3.2.2.2.4 MATERIAIS E TÉCNICAS PARA PEÇAS


/PARTES/COMPONENTES
Se uma outra for construída por várias partes de materiais diferentes,
explicar isso claramente na visualização.

Exemplos
[para um anel]
Materiais e técnicas de visualização: granada numa configuração
de ouro
Campos controlados:
Material: granada . ouro
Técnicas: fundição

[para uma lanterna/lâmpada]


Materiais e técnicas de visualização: base de bronze, máscara de
vidro de chumbo
Extensão: base
Materiais: bronze

Capítulo 3 – Características físicas 46


Extensão: sombra
Materiais: máscara de vidro

[para uma carpete]


Materiais e técnicas de visualização: lã e seda
Materiais: lã . seda
Extensão: urdidura e trama
Material: algodão
Extensão: global
Técnica: tecelagem . nós simétricos

3.2.2.2.5 GRUPOS
Para um grupo de obras, descrever todos os materiais e técnicas usadas
para criar itens no grupo. Se existirem muitos para descrever, liste o mais
importante ou os materiais mais típicos e técnicas evidentes no grupo.
Exemplo
[para grupos de desenhos]
Materiais e técnicas de visualização: caneta e tinta em papel, giz
sobre papel, têmpera sobre placa/quadro estudantil
Campos controlados:
Materiais: tinta . papel
Técnicas: caneta . desenho
Materiais: giz . papel
Técnicas: desenho
Materiais: têmpera . placa/quadro estudantil
Técnica: pintura

3.2.2.2.6 COMUNICAÇÃO INCERTA E ALTERNADA


Indicar claramente se a incerteza existe em relação aos materiais dos quais
o trabalho é feito. Observe/note quando um suporte ou outra característica
em relação à obra foi perdida, destruída ou alterada (por exemplo,
transferido para tela/lona). SE um determinado meio é desconhecido, liste
um mais geral. Por exemplo, usar a fotografia colorida se a técnica for
incerta ou se o processo for de transferência de tinta, Kodachrome,
Kodacolor, e assim sucessivamente. Quando existirem múltiplas
possibilidades, indexe cada uma delas.

Capítulo 3 – Características físicas 47


Exemplos
[para uma pintura de um retrato, a têmpera é indexada como um
material e a incerteza é explicada na visualização]
Materiais e técnicas de visualização: óleo ou óleo e têmpera sobre
painel transferido para tela/lona
Campos controlados:
Materiais: pintura a óleo . têmpera . painel. Tela/lona

[para uma travessa/bandeja]


Materiais e técnicas de visualização: provavelmente porcelana de
pasta mole
Campos controlados:
Material: porcelana de pasta mole

3.2.2.2.7 COR
Se a cor da obra for invulgar ou importante, anote a cor, a tinta, ou o tom do
material de que a obra é composta. Quando extremamente necessário os
registos da cor são obrigatórios, uma cartela de cores deve ser mantida para
comparação. Se a cor tem um significado iconográfico ou simbólico,
grave/registe -o também no elemento ASSUNTO.

Exemplos
[para uma estátua]
Materiais e técnicas de visualização: granito cinza
Campos controlados:
Materiais: granito I Cor: cinza
Técnica: escultura

[para um desenho]
Materiais e técnicas de visualização: caneta e tinta preta e giz de
cor castanha na cor-marfim de papel laid
Campos controlados:
Materiais: tinta I Cor: preta
Materiais: papel laid I Cor: marfim
Técnica: caneta . desenho

Capítulo 3 – Características físicas 48


[para uma peça de vestuário]
Materiais e técnicas de visualização: seda azul chinesa com samita
vermelha aplicada

Campos controlados:

EXTENSÃO: GLOBAL/TOTAL

Materiais: seda chinesa I Cor: azul


Técnica: tecelagem
Extensão: aplicações
Materiais: samita I Cor: vermelho

3.2.2.2.8 MARCAS
Para obras em papel e consoante o caso de outras obras, incluir a descrição e a identificação
de marcas d’ água, selos e estacionários e outras marcas ou aplicada ao material antes de ele
ter sido trabalhado numa obra de arte, se conhecido. As marcas são uma característica do
material, geralmente em suporte de papel; normalmente não fazem parte da criação artística. A
localização da marca na obra pode ser visível.

Exemplos
[para uma estampa]
Materiais e técnicas de visualização: gravura em papel colado,
marca d’água no lado esquerdo: papel ministro
Campos controlados:
Material: papel colado
Marca: papel ministro
Material: tinta
Técnica: gravura

[para uma desenho]


Materiais e técnicas de visualização: caneta e tinta de sépia em
papel colado, marca d’água, estrela em círculo com cruz (como Briquet
6088)
Campos controlados:
Material: papel colado
Marca: Briquet 6088: estrela em círculo com cruz
Fonte: Briquet, C. –M. Les filigranes: dictionnaire historique des
marques du papier dès leur apparition vers 1282 jusqu’en 1600. A
facsimile of the 1907 edition with supplementary material contributed

Capítulo 3 – Características físicas 49


by a number of scholars. Edited by Allan Stevenson. Amsterdam: Paper
Publications Society, 1968.
Material: sépia
Técnica: desenho

Se a marca for publicada numa autoridade, fazer a referência à autoridade,


(por exemplo, Briquet em baixo). A citação completa da fonte deve estar
disponível, idealmente num ficheiro bibliográfico de autoridade.

3.2.3 REGRAS PARA O ESTADO DE OBRA E EDIÇÃO

3.2.3.1 BREVES REGRAS PARA O ESTADO DA OBRA

Para gravuras e eventualmente para outras obras produzidas em múltiplos


(agrupadas), registe uma indicação de relação da obra com outros estados
da mesma obra, se conhecido. Qualquer fase no desenvolvimento de uma
placa de impressões tomadas é um estado: um novo estado ocorre quando a
matriz /placa é alterada (por exemplo, linhas são adicionadas ou apagadas).

MAIÚSCULAS E ABREVIATURAS
Para evitar abreviaturas, exceto para abreviaturas para números (por
exemplo, usar o 2.º ao invés de segundo). Use letras minúsculas.

Exemplos [para uma estampa]


Visualização do estado: 3.º estado
Visualização do estado: 2.º de oito estados
Visualização do estado: prova de artista

IDIOMA/LÍNGUA DOS TERMOS


Usar numerais ordinais (por exemplo, 4.º) e numeral cardinal árabe (por
exemplo, 5), conforme o caso. Registe outra terminologia na língua do
registo do catálogo. (Inglês nos Estados Unidos). Se não existir nenhum
termo em inglês, devem ser usados outros termos que não o inglês, incluir as
marcas diacríticas apropriadas.

Capítulo 3 – Características físicas 50


Exemplos [para uma estampa]
Visualização do estado: 4.º e 5.º estados
Visualização do estado: prova de impressão
Visualização do estado: pronto para impressão
Visualização do estado: fora de comercialização

3.2.3.2 RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA ESTADO

3.2.3.2.1 SINTAXE

Para visualizar use a ordem natural da palavra. Liste a taxa/a relação do


estado das obras para o número total de estados conhecidos (por exemplo,
3.º de 5 estados). Se o número do estado for desconhecido, listar a indicação
numérica do estado (por exemplo, 3.º estado). Para estados não numerados,
registe o termo apropriado.

Estados conhecidos: 5
Estado de visualização: prova de impressão
Identificação do estado: prova de impressão
Estados conhecidos: N/A

3.2.3.2.2 TERMINOLOGIA SUGERIDA


Use as seguintes convenções e terminologia

INDICADORES NUMÉRICOS
Para a maioria das indicações do estado, registe as referências numéricas,
como descrito na Sintaxe.

NOME PARA ESTADOS


Para estados nomeados use a seguinte terminologia.

PROVA DE ARTISTA
Usar a prova de artista, também conhecido como teste de artista, para
impressões especificamente impressas para o artista e excluídos da

Capítulo 3 – Características físicas 51


numeração de uma edição. Na impressão, pode achar que é abreviado como
AP ou EA, e numerada com um número de edição, de acordo com o número
retirado das provas de artista (por exemplo, AP 2/12).

PRONTO PARA IMPRESSÃO


Usar Bon à tirer, ocasionalmente conhecido como pronto para imprimir,
para a aprovação da prova pelo artista para estabelecer o padrão na edição
de todas as impressões.

PROVAS PARA IMPRESSÃO


Usar provas de impressão para impressões impressas como testes para a
impressora e excluídos da numeração de uma edição abreviada encontrar PP
na impressão.

TIRAGEM
Usar hors de commerce, significa tiragem da edição comercial, para provas
que foram excluídas da numeração de uma edição, originalmente não tinha
como objetivo a venda …

PAG. 137
(…) venda, não são provas de artista, provas de impressão ou prontas para
impressão. Na impressora poderá encontrar a abreviatura HC.

TERMOS ADICIONAIS
Além do AAT, do CDWA e dos manuais padrão, e sítios web relacionados com
a gravura da impressão podem servir como fontes para terminologia
adicional acerca do estado (por exemplo, The National Gallery of Art’s
Gemini G.E.L: Catálogo explicativo on-line em
http://www.nga.gov/gemini/glossary.htm). Se nenhuma fonte publicada
estiver disponível, referir a inscrição da obra, se possível.

3.2.3.2.3 AMBIGUIDADE E INCERTEZA


Se os académicos/estudioso7entendidos discordam ou têm incerteza acerca
do estado, indique-o claramente na visualização.

Capítulo 3 – Características físicas 52


Exemplo
Visualização do estado: eventualmente terceiro de quatro estados
Campos controlados:
Identificação do estado: três
Estados conhecidos: 4

Se não souber o total dos estados, incluir o estado conhecido e omitir o


número total dos estados

Exemplos
Visualização do estado: segundo estado
Campos controlados:
Identificação do estado: 2
Estados conhecidos: desconhecido

Visualização do estado: estado final


Campos controlados:
Identificação do estado: final
Estados conhecidos: desconhecido

3.2.3.2.4 FONTES DOS ESTADOS

Se os académicos/estudiosos/entendidos discordam sobre o pedido ou o


número dos estados, ou quando um único estudo académico fornece a
indicação do estado, incluir uma breve referênbcia ao catálogo explicativo ou
a outra fonte que usou para identificar o estado, (por exemplo, Robison
(1986) . A citação completa deverá estar disponível, idealm ente, num
arquivo biluiográfico de autoridade.

Exemplo
Visualização do estado: 1.º de 3 estados (Robinson(1986))
Campos controlados:
Estado de identificação: 1
Estados conhecidos: 3
Fonte: Robinson, Andrew. Early Architectural Fantasies: a catalogue
Raisonée of the Piranesi Etchings. Washington, DC: National Gallery of
Art, 1986.

Capítulo 3 – Características físicas 53


3.2.3.3 BREVES REGRAS PARA EDIÇÃO
Para impressões e outras obras produzidas em múltiplo, se conhecido/ se
tiver conhecimento, registe a edição, que é uma anotação que identifica uma
impressão específica ou outra obra no contexto de uma número limitado de
idênticos ou e obras muito semelhantes efetuados ou em fascículos ao
mesmo tempo, e da mesma matriz (por exemplo,2/50).Para livros, se
conhecido/ se tiver conhecimento, registar a posição da emissão da obra em
relação às edições anteriores e subsequentes (por exemplo, 2.º edição). Uma
nova edição de um livro, deve envolver revisões substantivas para o
conteúdo intelectual da obra, incluindo as alterações do texto ou ilustrações.

MAIÚSCULAS E ABREVIATURAS
Evitar abreviaturas, exceto para numerais ordinais (por exemplo, use 3 em
vez de 3.º). Use letras minúsculas exceto quando um termo incluir um nome
próprio.

Exemplos
Visualização do estado: 46/500
Campos controlados:
Visualização do estado: 3.ª edição
Visualização do estado: Edição vitória

LÍNGUA DOS TERMOS


Use o numeral cardinal árabe (por exemplo, 5) e números ordinais (por
exemplo, 4.º), conforme o caso. Registe a terminologia na língua do registo
do catálogo (Inglês nos Estados Unidos). Incluir as marcas diacríticas
apropriadas. Se houver uma indicação de edição da obra, transcrevê-la com
precisão, na língua original (transliterar para o alfabeto romano quando
necessário).

Exemplos
Visualização do estado: 4/50
Visualização do estado: Edição Müller

Capítulo 3 – Características físicas 54


3.2.3.4 RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA EDIÇÃO

3.2.3.4.1 SINTAXE

PARA IMPRESSÕES
Para impressões digitais ou outras obras publicadas várias vezes ao mesmo
tempo, registe um número fracionado. Registe o número de impressões,
remeter na diagonal???barra invertida(/), e o tamanho/quantidade da edição
(por exemplo, 51/250).

Exemplo
[para uma impressão]
Visualização do estado: 3/20
Campos controlados:
Número de impressão: 3
Tamanho/Quantidade da edição: 20

PARA LIVROS
Para livros e outros trabalhos produzidos no contexto de emissões anteriores
ou posteriores, registe o número ou o nome da edição seguido da palavra
edição (por exemplo, 5ª edição).

Exemplos
[para um livro]
Exibição de edição: 2ª edição
Campos controlados:
Número-nome da edição: 2

[para um livro]
Exibição de edição: Edição de Kennedy
Campos controlados:
Número-nome da edição: Kennedy
Edições ambas numeradas e nomeadas
Se uma edição é numerada e nomeada, registe o nome seguido pelo
número de impressão e tamanho de edição.

Capítulo 3 – Características físicas 55


Exemplo
[para uma impressão]
Exibição de edição: Edição de Sagot e Le Garrec, 98/150
Campos controlados:
Número de impressão: 98
Tamanho da edição: 150
Número-nome da edição: Sagot e Le Garrec

3.2.3.4.2 TERMINOLOGIA SUGERIDA


Use as seguintes convenções e terminologia.

Número de impressão
Para o número de impressão, grave o número atribuído a um item específico
dentro de um
edição específica ou produção executada, como 1,30,241.

Tamanho da edição
Para o tamanho da edição, registe o número total de trabalhos criados em
uma determinada produção.
execução, como 50,250,500.

Número ou nome da edição


Para o número da edição ou nome, registe o termo para a edição específica a
que um o trabalho pertence. A terminologia pode incluir nomes próprios
(como Edição Kennedy) ou termos (como 3ª edição, edição do assinante, ou
edição revista).

3.2.3.4.3 AMBIGUIDADE E INCERTEZA


Se o número de impressão ou tamanho da edição for incerto, indique
claramente isso no exibição.

Exemplo
[para uma impressão]
Exibição de edição: provavelmente 34/50

Capítulo 3 – Características físicas 56


Campos controlados:
Número de impressão: 34
Tamanho da edição: 50

Se o tamanho da edição for conhecido, mas o número da impressão é


desconhecido, grave o tamanho da edição.

Exemplo
[para uma escultura de elenco]
Exibição de edição: edição de 20
Campos controlados:
Número de impressão: desconhecido
Tamanho da edição: 20

3.2.3.5 VERSÕES
Registe diferentes versões como trabalhos separados e relacionados
(consulte a Parte 1: Trabalhos relacionados para uma discussão de trabalhos
relacionados). Observe que diferentes versões de um trabalho, como cópias
após um trabalho, re-criações, réplicas ou reproduções dele, não são
consideradas estados ou edições. As versões incluem os seguintes exemplos:
Versão em escala 1/4, versão pequena, versão A. A distinção é que os
estados e as edições se referem a multiplos do mesmo trabalho físico ou
intelectual, e as versões não são consideradas como seja múltiplos.

3.2.4 REGRAS PARA CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ADICIONAIS

3.2.4.1 REGRAS BREVES PARA INSCRIÇÕES


Descreva ou transcreva qualquer rotulação física distintiva ou de
identificação, textos, textos, marcas ou rótulos que estão afixados, aplicados,
carimbados, escritos, inscritos ou anexados ao trabalho, excluindo qualquer
marca ou texto inerente ao materiais dos quais o trabalho é feito. (Para
marcas aplicadas aos materiais, veja Materiais e técnicas acima.)
Entre os vários tipos de inscrições, é uma prioridade para registrar
assinaturas, datas, e títulos inscritos. Os títulos inscritos devem ser gravados
no elemento Título (veja Capítulo 1), mas podem ser repetidos ou gravados
de forma mais completa na Inscrição elemento.

Capítulo 3 – Características físicas 57


Capitalização e abreviaturas
Registre a transcrição para que ela refletisse com precisão caso e
abreviaturas de a inscrição no trabalho. Preencha o texto abreviado, se
necessário, para maior clareza, mas coloque suas adições editoriais entre
colchetes para distingui-las do real transcrição (por exemplo, o "ou" em
Petersbourg abaixo). Para outros descritivos texto no campo, como assinado
e datado, evite abreviaturas e use minúsculas.

Exemplos
[para uma impressão]
Exibição de inscrição: assinado e datado no prato, na parte inferior
direita: Benedicti / Castilionis / 1647

[para um álbum]
Exibição de inscrição: centro inferior: PROJETS / POUR LA VILLE / DE / ST.
PETERSB [ou] RG

Língua dos termos na inscrição


Registee a transcrição de modo a refletir com precisão o idioma, a ortografia,
o caso, e diacríticos do texto original, observando quebras de linha e seções
ilegíveis como necessario. Grave texto editorial descritivo, como uma
indicação da localização em o trabalho (por exemplo, centro inferior), na
língua do registro do catálogo (inglês) nos Estados Unidos).

Exemplos
[para uma pintura a óleo]
Exibição de inscrição: assinado, na parte inferior direita: Vincent

[para uma caixa de cerâmica]


Exibição de inscrição: inscrito de volta ao pé: 1508 adi 12 de setéb /
facta fu í Castel durát / Zouá maria vró

Capítulo 3 – Características físicas 58


3.2.4.2 RECOMENDAÇÕES ADICIONAIS PARA INSCRIÇÕES

3.2.4.2.1 SINTAXE
Registe uma indicação da natureza e posição da inscrição (por exemplo,
centro inferior, recto, ou verso), seguido por um cólon, e depois a transcrição
precisação do texto. Para indicar quebras de linha no texto original, use uma
barra inclinada para a frente. Usar colchetes para qualquer comentário
editorial que aparece após os dois pontos no corpo do transcrição. Use um
ponto-e-vírgula para separar as descrições de inscrições múltiplas.

Exemplos
[para um desenho]
Exibição de inscrição: assinado na parte inferior esquerda:
GBPiazzetta; rótulo escrito e datado, em um mais tarde mão: S. Maria
dei Servi / 1735
[para uma impressão]
Exibição de inscrição: assinado na placa, centro inferior: Iullius Parigu
Inv. Iacobus Callot F.
[para uma pintura]
Exibição de inscrição: centro inferior inscrito: COSMO MEDICI / DVCII /
FLORENTINOR.ET.SENESNS. / URBIS ROMAE / AEDIFICIORVM
ILLVSTRIVMQVAE / SVPERSVNT RELIQVIAE SVMMA [...]
[para uma cadeira]
Exibição de inscrição: carimbado sob o trilho do banco traseiro:
IAVISSE [para Jean Avisse]

3.2.4.2.2 ÍNDICE INFORMAÇÕES IMPORTANTES


Registe informações importantes contidas na inscrição, como o nome de o
artista, data de execução, assunto ou título, nos elementos apropriados em
outro lugar no registro de trabalho.

3.2.4.2.3 TERMINOLOGIA SUGERIDA


A terminologia para os comentários editoriais no elemento Inscrição inclui
tipo de inscrição, localização no trabalho, e tipo de letra e letra.

Capítulo 3 – Características físicas 59


Tipo de Inscrição
Exemplos de terminologia incluem assinado, datado, intitulado, marca do
fabricante, colofão, col marca de lector, impressionado, graffito, e não
inscrito.

Localização no Trabalho
Exemplos de terminologia incluem inferior direito, verso central superior,
abaixo da esquerda lidar com, e dentro da placa de impressão.

Tipo de letra e letra


Exemplos de terminologia incluem Helvetica 9 pt bold, cartas abertas,
Carolíngio minúsculo, capitais rústicos, e delta pontilhada.

3.2.4.2.4 EXAUSTIVIDADE
Se a inscrição for muito longa para transcrever, descreva-a em vez de
transcrever. Alternativamente, transcreva parte dele e indique o texto que
falta com uma reticência.

Exemplos
[para uma ilustração, a inscrição é descrita]
Exibição de inscrição: rotunda roteiro gótico, início do último canto de
Dante's Inferno, em italiano com a primeira linha da nova seção em latim

[para um cartaz, a longa inscrição está truncada]


Exibição de inscrição: texto da décima segunda noite de Shakespeare, Ato 1:
Cena 1: SE MÚSICA seja The Food / of Love, / play on; Dê-me / excesso disso,
isso, superando, / O apetite / maio adoecer, e então morrer […]

3.2.4.2.5 TRADUÇÕES
Se o catalogador ou uma fonte tiverem traduzido o texto do idioma original
(para Por exemplo, se o texto original estiver em um alfabeto não-romano),
indique claramente tradução colocando-a entre colchetes.

Exemplo
[para uma pintura]

Capítulo 3 – Características físicas 60


Exibição de inscrição: inscrito em eslavo no canto superior direito no
pergaminho de anjo: [The Almas dos justos agora estão nas mãos do
Senhor. Os poderes celestes abrem a portas para receber a alma do
grande Tsar Alexandre]

3.2.4.2.6 AMBIGUIDADE E INCERTEZA


Indique claramente qualquer incerteza. Use palavras como provavelmente
quando erudito A opinião varia ou é incerta. Dentro da transcrição, coloque o
editorial entre parêntesis quadrados, conforme necessário, para distingui-lo
exatamente texto inscrito. Por exemplo, no exemplo abaixo, [-?] indica uma
palavra ilegível e 179 [4?] um número ilegível.

Exemplos
[para um desenho]
Exibição de inscrição : inscrito em caneta e tinta cinza sobre grafite,
canto superior direito: hic.corona.exit. [-?] / .ob.diminuitionem. / colonna
[rum] / 179 [4?]
[para um livro]
Exibição de inscrição: receitas medicinais em árabe, inscrição do proprietário
no canto inferior esquerdo e marginalia são provavelmente da mesma mão.

3.2.4.3 RECOMENDAÇÕES PARA OUTRAS CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

3.2.4.3.1 FAT DE GRAVAÇÃO

Registe uma descrição detalhada sobre a forma como o trabalho foi


realizado, incluindo uma avaliação de sua mão de obra ou características de
execução, a construção métodos utilizados ou as aplicações específicas das
técnicas. Este elemento pode ser costumava registrar como montar uma
instalação ou executar a performance art. Para mais discussões, veja
Categorias para a Descrição das Obras de Arte . Índice elementos
importantes, conforme necessário, por exemplo, em Materiais e Técnicas.

Exemplos
[para uma impressão]

Capítulo 3 – Características físicas 61


Exibição de factura: A impressão de intagio de várias placas foi feita
usando três aquatentos separados Placas cobertas de marrom escuro,
azul e verde pálido.
[por uma pirâmide]
Exibição de factura: Na sua forma mais antiga, a pirâmide foi uma
estrutura de sete passos finalizada com um invólucro de calcário
vestido. Mais tarde, foi ampliado em uma pirâmide de oito passos
estendendo as sete etapas originais e adicionando uma nova plataforma
no topo. Em uma final campanha de construção, foi transformada em
uma pirâmide de face suave, preenchendo os passos com blocos de
revestimento.

[para uma instalação]


Exibição de factura: Trabalho composto por quatro canais de vídeo e
quatro canais de áudio; exibido usando quatro leitores de DVD, quatro
projetores, alto-falantes e um sincronizador em um galeria espaçosa.

3.2.4.3.2 GRAVANDO DESCRIÇÃO FÍSICA


Registe uma descrição da aparência de um trabalho expresso em termos
genéricos, sem referência ao assunto descrito. Isto inclui os nomes de
qualquer padrões nítidos, motivos ou texturas usadas na decoração do
trabalho. Índice características importantes em materiais e técnicas, assunto
ou outro elemento apropriado. Muitas instituições podem incluir essas
informações como nota descritiva; Coleções especializadas podem exigir um
campo separado para descrição.

Exemplos
[para um tapete]
Exibição de descrição física: O tapete é tipo kilim, com superfície lisa
e plana. Field is decorado com 15 medalhões que são conectados por
motivos estilizados de videira de rolagem; Os medalhões contêm várias
flores e árvores frutíferas com pequenos pássaros; as bordas estão
decoradas com desenhos geométricos alternativos e arabescos.
[para um jarro]
Exibição de descrição física: Jarro tem uma cintura alta, pescoço de
colarinho curto, aro simples, base simples e alças de alça.

[para uma mesa]

Capítulo 3 – Características físicas 62


Exibição de descrição física: O interior atrás do rolo tem numerosas
gavetas que se abre à pressão de botões e alavancas ocultas. Na
superestrutura é um suporte de leitura dobrável e compartimentos com
um tampão de tinta e areia. Atrás da mesa é um painel removível para
acesso ao movimento.
Exemplos de terminologia para motivos e padrões incluem guilhoché,
ovo e dardo molduras,Padrão de chave grega, padrão de romã, Brazão,
grifos, falso gaveta, rigaree, e cut-cardwork

3.2.4.3.3 CONDIÇÃO DE GRAVAÇÃO E HISTÓRICO DE EXAMES


Registe uma descrição avaliando a condição física geral, características e
completude de uma obra de arte ou arquitectura em um momento
específico. Isso inclui exames do trabalho em condições especiais, como a
luz ultravioleta.

Exemplo
[para um tapete]
Exibição de História de Condição: Áreas metálicas oxidadas,
marrons oxidados, margem aplicada fim, guardas menores
desaparecidos nas duas extremidades, áreas menores de restauração.
Warp: Algodão Z4-6S, urdidura alternativa fortemente deprimida, branca
natural; Trama: Algodão, 2Z, (às vezes 3Z), então 2 fios de seda não-
folhada (tons claros a sombrios de bege e vermelho). A seda alternando
entre 2 filas de algodão 2Z, 3 rebentos; Pilha: Seda, com fios de seda
envoltos metálicos, nó assimétrico aberto para a esquerda; Densidade:
15-17 horizontal, 13-15 vertical.
Para mais discussões e uma lista de campos, veja Categorias para a
Descrição de Trabalhos de arte

3.2.4.3.4 REGISTO DE CONSERVAÇÃO E HISTÓRICO DE TRATAMENTO


Registre os procedimentos ou ações que um trabalho sofreu para reparar,
conservar, ou estabilize-o.

Exemplo
[para uma escultura de baixo relevo]
Exibição de histórico de conservação e tratamento: Sal de
superfície endurecido removido com agente quelante; remover o

Capítulo 3 – Características físicas 63


excesso de sais no interior do corpo por eletroforese; enxaguado com
água desionizada passificada até medições de condutividade indicaram
que não há mais sais poderia ser removido; lento seco; Seções
consolidadas com Rohm & Haas AC33 aq. Dispersão de copolímero de
acrilato de etilo / metacrilato de metilo (estabilidade Feller Classe I).

3.3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS

3.3.1 EXIBIR E INDEXAR

3.3.1.1 TEXTO LIVRE VS. CAMPOS CONTROLADOS


Para uma discussão de quando e por que os campos separados de texto livre
e controlados são recommended, veja Parte 1: Design e Relacionamento de
Banco de Dados: Exibição e Indexação. Idealmente, Medições, Materiais e
Técnicas, Estado e Edição, e qualquer Características físicas adicionais
devem ser registradas em campos de texto livre para dis- jogar, em
combinação com campos controlados que serão usados para indexação e
recuperação. Se incluir um campo de texto livre para um elemento não é
possível, um rudimentar A exibição para cada um pode ser construída pela
concatenação de dados de campos controlados. Os campos controlados
devem conter todas as informações pertinentes à recuperação de
informações. para as características físicas. Os requisitos variam de
instituição para instituição. As regras devem ser estabelecidas para atender
aos requisitos locais.
Os campos controlados não necessitam necessariamente de incluir todas as
informações no free- campo de exibição de texto (por exemplo, cor), se
essas características não forem necessárias para recuperação. Por outro
lado, em alguns casos, os campos controlados podem conter mais
informações. que é explicitamente indicado no campo de texto livre (por
exemplo, tinta, que pode ser implícito, mas não indicado em um campo de
texto livre). Algumas instituições talvez não precisem recuperar informações
para o caráter físico - embora possam desejar exibir as informações (por
exemplo, as cobranças de recursos talvez não precisem recuperar as
medições; algumas instituições pode não precisar recuperar no estado e
edição ou inscrição). Nesses casos, um campo de texto livre sozinho pode
ser usado para qualquer um desses elementos, sem controle Campos.

Capítulo 3 – Características físicas 64


3.3.1.2 FIELDS IN AUTHORITY FILE AND WORK RECORD

3.3.1.2.1 MINIMUM CONTROLLED FIELDS

Para Medições
Os campos controlados mínimos recomendados para medições são
numéricos valor, unidade de medida e tipo de medida.

Exemplo
Exibição de medidas: 13,3 x 20,6 cm (5 1/4 x 8 1/8 polegadas)
Campos controlados:
Valor: 13,3; Unidade: cm; Tipo: altura
Valor: 20,6; Unidade: cm; Tipo: largura

Se polegadas, em vez de unidades métricas, são armazenadas nos campos


controlados, normalmente As frações imal devem ser usadas para facilitar os
cálculos (por exemplo,17 1/4 polegada seria armazenado como 17,25).
Idealmente, as polegadas e as unidades métricas seriam armazenado para
cada trabalho (ou o sistema pode calcular a tradução de um para o outro),
para permitir a recuperação por qualquer sistema de medição. Campos
controlados adicionais podem incluir extensão, qualificação, forma, formato e
escala.

Exemplos
Exibição de medidas: aproximadamente 3 1/4 x 2 1/4 polegadas (imagem,
carte-de-visite formato); 4 x 2 1/2 polegadas (folha)
Campos controlados:
Formato: carte-de-visite
Extensão: imagem
Qualificador: aproximadamente
Valor: 3,25;Unidade: polegadas;Tipo: altura
Valor: 2,25;Unidade: polegadas;Tipo: largura
Extensão: Folha
Qualificador: aproximadamente
Valor: 4;Unidade: polegadas;Tipo: altura
Valor: 2,5;Unidade: polegadas;Tipo: largura

Exibição de medidas: 24 1/4 x 38 1/4 polegadas; escala: 1 polegada = 10 pés


Campos controlados:
Valor: 24,25;Unidade: polegadas;Tipo: altura
Valor: 38,25;Unidade: polegadas;Tipo: largura

Capítulo 3 – Características físicas 65


Escala: numérico; Valor: 1;Unidade: polegadas;Igual a valor: 10; Unidade: pés
Exibição de medidas: 29,8 x 20,3 cm (11 3/4 x 8 polegadas) (oval)
Campos controlados:
Forma:oval
Valor: 29,8;Unidade: cm;Tipo: altura
Valor: 20.3;Unidade: cm;Tipo: largura

Para Materiais e Técnicas


No mínimo, um campo controlado repetitivo é recomendado. No exemplo
abaixo, materiais e técnicas são indexados no mesmo campo repetitivo.

Exemplo
Exibição de materiais e técnicas: gravura e ponto seco em papel
colocado Campo controlado:
Materiais e Técnicas: tinta • gravura • ponto seco • papel colocado

Dependendo dos requisitos locais, materiais e técnicas podem ser indexados


separadamente no sistema de informação, mas eles devem estar disponíveis
juntos para exibição.

Exemplo
Exibição de materiais e técnicas: gravura com aguarela em papel
branco
Campos controlados:
Materiais: tinta • aguarela • papel colocado
Técnicas: gravura • pintura

Campos controlados adicionais podem incluir extensão, qualificação, cor,


uma subdivisão de materiais em meio e suporte, e uma subdivisão de
técnicas em processo e implementar.

Exemplos
Exibição de materiais e técnicas: tinta e tempera em vellum
(iluminação), couro e prata (vinculativo)
Campos controlados:
Extensão: folios e iluminações
Materiais: tinta • tempera • vellum
Técnicas: caligrafia • pintura
Extensão: obrigatório

Capítulo 3 – Características físicas 66


Materiais: couro • prata

Exibição de materiais e técnicas: caneta e tinta preta e giz marrom com


cor de marfim papelado
Campos controlados:
Material: tinta | Cor: Preto
Material: giz | Cor: Castanho
Material: papelado | Cor :marfim
Técnicas: caneta • desenho

Para Estado e Edição


A maioria das instituições exigirá apenas um campo de texto livre para o
Estado e a edição porque eles não precisam recuperar essa informação. Se
forem necessários campos controlados, eles deve conter todas as
informações pertinentes à recuperação. Números e termos em con-os
campos controlados devem ser rigorosamente controlados.

ESTADO
Os campos controlados sugeridos para o estado são Estados de Identificação
de Estado e Conhecidos. A fonte também deve ser controlada.

Exemplo
Exibição do estado: Bartsch 133, estado 1 de 3
Campos controlados:
Identificação do Estado: 1
Estados conhecidos: 3
Fonte: O Illustrated Bartsch. Nova York: Abaris Books, 1980, 39/1: 269.

EDIÇÃO
Os campos controlados sugeridos para edição são Número de impressão,
Tamanho da edição e Edição Número-nome.

Exemplos
Exibição de edição: 5/125
Campos controlados:

Capítulo 3 – Características físicas 67


Número de impressão: 5
Tamanho da edição: 125
Exibição de edição: Edição do milênio
Campos controlados:
Número-nome da edição: Edição do milênio
Exibição de edição: 10ª edição
Campos controlados:
Número-nome da edição: 10ª edição

Para inscrições
Se a recuperação em inscrições for necessária, os campos controlados
podem incluir o tipo de inscrição, localização no trabalho e tipo de letra ou
letra. O autor, a data, e o idioma da inscrição também pode ser registado em
campos controlados. Informações importantes contidas na inscrição, como o
nome do artista, data de execução, assunto ou título, devem ser indexados
no apropriado elementos em outro lugar do Registo de Trabalho.

Exemplo
Exibição de inscrição: assinado e datado superior direito: Rembrandt f. /
1635
Campos controlados:
Tipos de inscrição: assinado • datado
Local de inscrição: canto superior direito
Autor de inscrição: Rembrandt van Rijn (holandês, 1606-1669)

Para a facção
A factura pode ser descrita em um campo de texto livre. A maioria das
instituições não precisará de campos controlados para informações sobre a
factura das obras. Informações pertinentes, tais como como materiais e
técnicas, devem ser indexados em elementos apropriados em outros lugares
no registo de trabalho.

Para descrição física


A indexação da exibição da descrição física pode ser importante na
catalogação artes decorativas, incluindo tapetes, outros têxteis, papel de
parede, cerâmica, móveis, e elementos arquitetônicos. Se a recuperação em

Capítulo 3 – Características físicas 68


categorias específicas de informação for Campos obrigatórios, controlados
devem ser usados para indexar características que não são indexados em
outros lugares, por exemplo, os principais motivos ou padrões.

Histórico de Condição e Exame


Os museus e outros repositórios normalmente exigem texto livre e controle
Campos para condições e histórico de exames. Esta informação geralmente
não é incluído em exibições disponíveis para o público. Veja a discussão no
Categorias Descrição de obras de arte.

Para História de Conservação e Tratamento


A maioria dos museus e outros repositórios precisam manter registos
detalhados de histórico de serviços, incluindo campos de texto livre e
controlados que documentam o datas, nomes de conservadores e tipos de
conservação aplicados. Esta informação geralmente não está incluído em
exibições disponíveis para o público. Veja o disco na Categorias de descrição
de obras de arte

3.3.1.2.2 ELEMENTOS DE ARQUIVO DA AUTORIDADE


Idealmente, a terminologia nos campos controlados deve ser armazenada
em autoridade separada registros. Veja mais discussões na Parte 1: Arquivos
de Autoridades e Controlados Vocabularios e Parte 3: Autoridade Conceptual.
Se o link para um arquivo de autoridade não for possível, a terminologia para
indexação deve ser vinculada a uma lista controlada. Nos campos de
indexação controlada, um sistema informático que permite que os
catalisadores usem Qualquer termo, preferido ou variante, no arquivo de
autoridade é o mais efetivo. E se trabalhando sem esse sistema, os
catalogadores devem ser consistentes ao usar o pré-forma de termo ou
nome usado para indexar a descrição física. Veja a Parte 3: Autoridade de
Conceito para posterior discussão.

3.3.2 EXEMPLOS
Exemplos de registros de trabalho estão incluídos abaixo. Para exemplos
adicionais, veja o fim da Parte 1, o final de cada capítulo e o site da CCO. Nos
exemplos, controlada refere-se a valores controlados por um arquivo de
autoridade, lista controlada ou outro regras (por exemplo, regras para datas
de gravação). Ligação refere-se a uma relação entre um registro de trabalho

Capítulo 3 – Características físicas 69


e um registro de autoridade ou entre dois registros de trabalho. Todos os
links são campos controlados. Nos exemplos que se seguem, os registros de
trabalho relacionados são abbre-administrado por uma questão de
brevidade. Todos os registros de trabalho devem ser o mais completo
possível. Veja os vários capítulos para discussões de elementos de
metadados individuais, seja eles devem ser controlados e as respectivas
vantagens de um arquivo de autoridade ou um lista controlada. Em todos os
exemplos deste manual, dentro e no final de cada capítulo, os valores de
dados para campos repetitivos são separados por caracteres de bala.

Capítulo 3 – Características físicas 70


Figura 17
Registo de trabalho ligado a um registo de autoridade conceptual: Gravação 1
Os elementos obrigatórios e recomendados são marcados com um asterisco.

Registro
Registrode
detrabalho
autoridade de conceito

■Classe[controlada]:
■*Termos: impressões e desenhos • europeu arte
■*Tipo de trabalho[ligação]:
gravação gravura
de cobre(preferido)
■*Título:calcografia
Apollo, Pan e um Putto soprando um chifre |Tipo de título:
preferidogravura em chapa de cobre
■*Exibição do criador:
gravação em cobre Giorgio Ghisi (italiano, cerca de 1520-1582),
depois de uma pintura
■*Nota: Processo de dePrimaticcio
gravação para impressão com placas de cobre;
*Função[ligação]:
substituídoprintmaker
no início do |[ligação]:
século 19 Ghisi,
pelo Giorgio
uso de mais duráveis
■*Data Placas,
de criação:
tanto de aço como de cobre de aço. cedo: 1560;Mais
1560s |[controlada]:Mais
recentes: 1569
■*Posição hierárquica[ligação]:
■*Sujeito[links
Facet de para as autoridades]: religião e mitologia • paisagem •
atividades
Apolo • ...
PanProcessos competição
• putto• e Técnicas • figuras humanas • macho • música
• chifre ..............
• Ovídio (romano,
<processos 43 aC-17 CE) • Metamorfoses
de impressão>
■*Localização atual[ligação]:
....................... <processos Research Library,intaglio>
de impressão Getty Instituto de
Pesquisa (Los Angeles, Califórnia, Reino Unido Estados)
.............................. gravura (processo de impressão) |identidade
# 2000.PR.2
.................................... gravura de cobre (processo de impressão)
■*Medições: marca da placa: 29,6
■*Fonte[ligação]:Thesaurus x 17e arquitetura(1988-).
de arte cm, folio: 30,7 x 18,3
cm[controlada]:Extensão: marca de placa;Valor:
29,6;Unidade:cm;Tipo: altura | Valor: 17;Unidade: cm;Tipo:largura |
Extensão: folio;Valor: 30,7;Unidade: cm;Tipo:altura |Valor:
18,3;Unidade: cm;Tipo: largura
■*Materiais e Técnicas: gravação de cobre em papel feito
Material[links]: papel colocado • tinta preta |Técnica[ligação]:
gravação de cobre
■Estado: 5 de 5
■Descrição: O assunto desta impressão vem de Ovid's
Metamorfoses, a competição musical entre Pan e Apollo. A gravura é
depois de uma perda Pintura de Primaticcio no cofre da quarta
baíada Galerie d'Ulysse em Fontainebleau. É um dos quatro
impressões baseadas em composições em torno de um imagem
central de Venus e dos três destinos.
■Trabalho relatado:Tipo de Relacionamento[controlada]: depois
de[link para trabalho relacionado]:
Apollo, Pan e Putto; pintura; Francesco Primaticcio (italiano, 1504-
1570); 1559-1560; perdido, anteriormente na Galerie d'Ulysse,
Fontainebleau (Ile-de-France, França)

CRÉDITO: Giorgio Ghisi;


Apollo, Pan e um Putto
Soprando um chifre. 1560; Gravura de cobre em papel colocado. Pesquisa
Biblioteca. O Getty Research Institute (Los Angeles, Califórnia), Coleções
especiais, ID # 2000.PR.2. © The J. Paul Getty Trust.

Capítulo 3 – Características físicas 71


Figura 18
Registo de trabalho ligado a um registro de autoridade de conceito: tela 2 japonesa
Os elementos obrigatórios e recomendados são marcados com um asterisco.

Registro de autoridade de conceito


Registro de trabalho
■*Prazo:tarashikomi (preferido)
■Classe[controlada]: pinturas • arte asiática
■*Nota: Uma técnica que envolve o agrupamento de
■*Tipo de trabalho[ligação]: tela
pigmentos para criar efeitos borrados distintivos. A cor é
■*Título: Ponte Eight-Planked (Yatsuhashi) |Tipo de título: preferido
aplicado com uma escova úmida e um segundo a cor é então
■*Exibição do criador: Ogata Korin (japonês, 1658-1716)
aplicada antes do primeiro secou. Foi mais frequentemente
*Função[ligação]: pintor |[ligação]: Ogata Korin
visto em Pintura japonesa de estilo Rimpa.
■*Data de criação: provavelmente feito em algum momento entre 1711 e
■*Posição hierárquica[ligação]:
1716[controlada]:Mais cedo: 1711;Mais recentes: 1716
Facet de atividades
■*Sujeito[links para as autoridades]: paisagem • ponte • íris • amor
........ Processos e Técnicas
• saudade • jornada • Ise Monogatari (literatura japonesa, poemas)
............. técnicas de pintura
■*Localização atual[ligação]: Museu Metropolitano de Arte (Nova Iorque,
...................... tarashikomi
Nova Iorque, Estados Unidos) |identidade: 53.7.1-2
■*Fonte[ligação]:Arte e arquiteturaThesaurus(1988-).
■*Medições: par de telas dobráveis de seis painéis; cada 179,1 x 371,5 cm (5 pés
10 1/2 polegadas x 12 pés 2 1/4 polegadas)[controlada]:Extensão: partes;Valor:
2;Tipo: contagem |Extensão: cada parte; Valor: 179.1;Unidade: cm;Tipo: altura |
Valor: 371,5;Unidade:cm;
Tipo: largura |Extensão: componentes;Valor: 2;Tipo: contagem
■*Materiais e Técnicas: tinta, cor e folha de ouro em papel, usando
tarashikomi (técnica de mistura de cores)Material[ligação]: tinta • tinta • folha de
ouro • papel |Técnica [ligação]:tarashikomi
■Inscrições: tela direita: Korin' assinatura de s com título honorário
hokkyo; vedações redondas leiam Masatoki
■Estilo[ligação]: Edo (japonês)
■Descrição: Representa um episódio popular no século 10I se Monogatari (The
Tales of Ise) série de poemas sobre amor e jornada; Neste episódio, um jovem
aristocrata chega a um lugar chamado Oight Bridges (Yatsuhashi), onde um rio se
ramificou para oito canais, cada um atravessado por uma ponte. Ele escreve um
poema de cinco linhas sobre íris crescendo lá. O poema expressa sua saudade
por sua esposa deixada para trás na capital.
■Fonte de descrição[ligação]: Metropolitan Museum of Art online.
http://www.metmuseum.org (acessado em 1 de fevereiro de 2005)

CRÉDITO:
Ponte de oito palcos (Yatsuhashi)
. Período Edo (1615-1868), século XVIII; Korin (japonês, 1658-1716); Japão; Par de
Capítulo
telas dobráveis de seis painéis; tinta, 3de
cor e folha – Características físicas
ouro em papel; Cada 70 1/2 x 12 72
ft. 2 1/4 in. (179,1 x 371,5 cm) O Metropolitan Museum of Art, Purchase, Louisa
Eldridge Presente McBurney, 1953; (53.7.1-2); Fotografia © 1993 The Metropolitan
Museum of Art.
Figura 19
Registro de trabalho vinculado a um registro de autoridade de conceito: Torre do
século XIX
Os elementos obrigatórios e recomendados são marcados com um asterisco.

Registro de trabalho Registro de autoridade de conceito


■ Classe [controlada]: arquitetura • arte europeia ■*Termos:
■*Tipo de trabalho [ligação]: torre de observação wrdeveria ir em(preferido) ferro forjado
■*Título: Torre Eiffel |Tipo de título: preferido ■*Nota: Liga de ferro de natureza fibrosa feita por derretimento
Título: Tour Eiffel |Tipo de título: alternativo ferro fundido branco, passando uma chama oxidante sobre
Título: Torre de Trezentos metros |Tipo de título: antigo ele, e rolando para uma massa; valorizado pela sua corrosão
■*Exibição do criador: arquiteto: Gustave Eiffel (francês,1832-1923) resistência e ductilidade.
*Função[ligação]: arquiteto |[ligação]: Eiffel, Gustave ■*Posição hierárquica [controlada]:
■*Data de criação: 1887-1889 |[controlada]:Mais cedo:1887; Mais Matéria Facet
recentes: 1889 ... Materiais
■*Sujeito[links para as autoridades]: arquitetura • exposição industrial • .......... material inorgânico
Exposição Internacional de 1889 (Paris, França) ................ metal
■ Estilo[ligação]: Belle Époque ..................... liga de ferro
■*Localização atual[ligação]: Paris, França) .......................... ferro forjado
■*Medições: 300 m (altura) (984 pés) ■*Fonte [ligação]: Thesaurus de arte e arquitetura(1988-)..
[controlada]:Valor: 300;Unidade: m;Tipo: altura
■*Materiais e Técnicas: ferro forjado, exposto construção de ferro
Material[ligação]: wr deveria ir em• ferro estrutural |Técnica [ligação]:
construção exposta
■Descrição: A Comissão foi premiada por concorrência; o concurso
buscou um plano para um monumento para a Exposição Internacional de
1889, comemorando o centenário da Revolução Francesa. A torre é
construída quase inteiramente de rede aberta ferro forjado. Foi o portal de
entrada para o exposição.

CRÉDITO: Torre Eiffel, Paris, França © 2005 Patricia


Harpring.
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Capítulo 3 – Características físicas 73


Figura 20
3
Registo de trabalho ligado a um registro de autoridade de conceito: Jóias egípcias
Os elementos obrigatórios e recomendados são marcados com um asterisco.

Registro de trabalho Registro de autoridade de conceito


■ Classe[controlada]: artes decorativas • bijuterias• Arte egípcia ■*Termos: carronelian (preferido) cornalina
■*Tipo de trabalho[ligação]: peitoral ■*Nota: Uma variedade translúcida de vermelho ou laranja de
■*Título: Peitoral com o nome de Senwosret II |Título Tipo: preferido calcedônia contendo impurezas de ferro. É frequente usado
■*Exibição do criador: egípcio antigo desconhecido, duodécimoDinastia para vedações e anéis de selos.
*Função[ligação]: artista[ligação]: egípcio antigo desconhecido ■*Posição hierárquica[ligação]:
■*Data de criação: reinos de Senwosret II-Amenemhat III, ca. 1897-ca. Matéria Facet
1878 aC ... Materiais
[controlada]: Mais cedo: -1907;Mais recentes: -1868 .......... material inorgânico
■*Sujeito[links para as autoridades]: religião e mitologia • figuras humanas .................... mineral
• vestuário • adorno • Senwosret II (Rei egípcio) • Sit-hathor-yunet ........................ quartzo
(princesa egípcia) • falcões • água • ankh • vida • cobras • Nekhbet ……………………….... calcedônia
(egípcio) deidade) • Udjo (deidade egípcia) • Heh (deidade egípcia) .................................. cornalina
■*Localização atual[ligação]: Museu Metropolitano (NovoYork, Nova ■*Fonte[ligação]:Thesaurus de arte e arquitetura (1988-).
Iorque, Estados Unidos) |identidade: 16.1.3
■ Localização da descoberta [ligação]: Al Lahun (região do Alto Egito,
Egito)
■*Medições: comprimento do peitoral, excluindo o colar:8,3 cm (3 1/4
polegadas)
Extensão [controlada]: peitoral;Valor: 8.3;Unidade: cm;Tipo: comprimento
■*Materiais e Técnicas: ouro, cornalina, feldspato, granada e turquesa;
cloisonné
Material [ligação]: carronelian • ouro • feldspão • granada • turquesa |
Técnica[ligação]: cloisonné
■ Inscrições: hieroglyphic do design lê: o deus de O sol nascente concede
vida e domínio sobre tudo o que o sol envolve um milhão cem mil anos
[isto é, eternidade] ao rei Khakheperre [Senwosret II].
■ Estilo[ligação]: Egípcio • reino médio
■ Cultura[ligação]: Egípcio
■ Descrição: O peitoral cloisonné está embutido com 372 Corte
cuidadosamente pedras semipreciosas. O foco de O peitoral é o nome do
trono do rei Senwosret II. Isto foi encontrado entre as jóias da princesa
Sit-hathor-yunet em seu túmulo subterrâneo ao lado da pirâmide de
Senwosret II. Jóias usadas por mulheres reais durante a O Reino do meio
era simbólico de conceitos e mitos em torno da realeza egípcia. Jóias
imbuídas de um real mulher com poderes sobre-humanos e, assim,
permitiu que ela apoiar o rei em seu papel como garante da ordem divina
na terra.
■ Fonte de descrição [link para Source Record]: MetropolitanoMuseu da
Arte on-line. http://www.metmuseum.org (acessado em 1 de fevereiro de
2005).
CRÉDITO:
Pectoral com o nome de Senwosret II, ca. 1897-1878
B.C.E .; Dynasty 12, reinado de Senwosret II-
Amenemhat III; Reino médio; Egípcio; Lahun; Ouro,
cornalina, feldspato, granada, turquesa; L. de peitoral 3
1/4 pol. (8,3 cm); o Metropolitan Museum of Art, Rogers
Fund e Henry Walters Presente, 1916 (16.1.3).
Fotografia © 1983 The Metropolitan Museu de Arte.

Capítulo 3 – Características físicas 74


Figura 21
Registo de trabalho ligado a um registro de autoridade de conceito: arquitetura
bizantina
Os elementos obrigatórios e recomendados são marcados com um asterisco.

Registro de trabalho Registro de autoridade de conceito


■Classe[controlada]: arquitetura ■*Termos:
■*Tipo de trabalho[ligação]: basílica • catedral Greek cr plano de oss (preferido)
■*Título: Basílica de São Marcos |Tipo de título: preferidoTítulo: Basilica di Plano grego-cruzado
San Marco |Tipo de título: alternativoTítulo: San Marco |Tipo de título: ■*Nota: Refere-se a edifícios em que o plano é em forma de
alternativo Título: St. Mark's |Tipo de título: alternativo cruz grega, com uma massa central quadrada e quatro braços
■*Exibição do criador: provavelmente projetado por italiano e Arquitetos de igual comprimento. O plano grego-cruzado foi amplamente
bizantinos utilizado na arquitetura bizantina e em Igrejas ocidentais
*Função[controlada]: arquiteto |[ligação]: desconhecido italiano inspiradas em exemplos bizantinos.
*Função[controlada]: arquiteto |[ligação]: desconhecido bizantino ■*Posição hierárquica [controlada]:
■*Data de criação: estrutura atual concluída em 1071[controlada]: Atributos físicos Facet
Mais cedo: 1042;Mais recentes: 1071 ... Atributos e Propriedades
■*Sujeito[link para as autoridades]: São Marcos • peregrinação • adoração ........... <atributos do plano de construção>
• catedral ....................... Planejamento cruzado grego
■*Localização atual[ligação]: Veneza, Itália) ■*Fonte[controlada]:Thesaurus de arte e arquitetura(1988-)
■*Medições: diâmetro da cúpula central: 13,8 m(42 pés)[controlada]:
Extensão: cúpula central;Valor: 13,8;Unidade: m;Tipo: diâmetro
■*Materiais e Técnicas: Plano cruzado grego superado por cinco cúpulas;
alvenaria cúpulas de molas de construção e madeira; ricamente Decorado
interior e exterior com escultura, mosaicos e objetos cerimoniais
Material [ligação]: alvenaria |Técnica[ligação]: paredes portantes • Greek
crplano de oss
■ Estilo [ligação]: Bizantino
■ Cultura: Italiano • bizantino
■ Descrição : A igreja original foi iniciada em 829 (consagrado em 832)
para abrigar os restos de St.Mark, que foi trazido de Alexandria. St.Mark
substituiu assim St. Theodore como santo padroeiro de Veneza. A
primeira basílica queimou em 976 durante uma revolta contra o doge
Pietro Candiano IV. Presente Basílica construída por seu sucessor, Doge
Domenico Contarini e completou em 1071. Acredita-se que Arquitetos e
artesãos bizantinos e italianos foram responsáveis pela construção e
decoração. A basílica fica ao lado do palácio dos Doges e serviu como
capela do doge. Não se tornou a catedral de Veneza até 1807.
■ Fonte de descrição [ligação]: Gloag, Ocidental Arquitetura(1958);
Página : 101 ff.

Notas
1. Este exemplo destina-se a ilustrar metadadosCRÉDITO: elementos discutidos
Basílica de neste Itália ©
São Marcos, Veneza,
manual. Campo nomes e valores de dados no exemplo, não representa
Patricia Harpring 2005. Todos os direitos reservados.

necessariamente o registro desse objeto no sistema de informações da biblioteca


do Getty Research Institute.
2. Este exemplo destina-se a ilustrar metadados elementos discutidos neste
manual. Campo nomes Capítulo
e 3 – Características
valores de dados físicas
no exemplo, não representa 75
necessariamente o registro desse objeto no sistema de informação do Metropolitan
Museum.
3. Este exemplo destina-se a ilustrar metadados elementos discutidos neste
Capítulo 3 – Características físicas 76
Capítulo 4 - Informação Estilística, Cultural e Cronológica

Estilo / Cultura /Data

4.1 SOBRE A INFORMAÇÃO ESTILÍSTICA, CULTURAL E CRONOLÓGICA

4.1.1 Análise

Este capítulo introduz os elementos relativos a Estilo, Cultura e Data que têm a ver com as
características Estilísticas, origens Culturais e elementos relativos à Data de execução ou criação
das obras.

Estilo
O elemento Estilo identifica o estilo definido, período chamado, histórico ou artístico,
movimento, grupo ou escola cujas características são representados na obra que está a ser
catalogada. Denominações de estilo, período, grupo ou movimento são derivadas da tradição
académica dentro de determinados campos de especialização. A terminologia coloca a obra no
contexto de outras obras criadas da mesma forma ou num estilo semelhante.

Muitas vezes, estilos ou períodos adquirem os seus nomes a partir de uma técnica utilizada em
um determinado lugar ou numa época determinada.
Termos como ​Figura vermelha, Figura negra ​e ​Pontilhismo ​são exemplos de estilos com base
numa técnica. Alguns termos, como ​Surrealista​, podem referir-se a um estilo ou movimento
artístico não estando necessariamente ligado a um determinado período ou uma técnica
específica. As semelhanças estilísticas podem servir de base para identificar uma escola, que
tanto pode referir movimentos como a ​Escola Ashcan ou Ash Can​, americana ou famílias e
grupos artísticos como a ​Escola de Kanō, no Japão​.

Os termos relativos ao estilo ou período podem ser baseados em épocas históricas e, portanto,
têm uma referência cronológica; por exemplo, os períodos podem ser delimitados por datas
associadas a certos governantes ou governos. Os nomes das dinastias, como Ming, são usados
para períodos artísticos na China, Japão e Egito. Famílias dominantes fornecem nomes para
períodos e estilos, tais como ​Tudor​ ou ​Stuart​.

Um termo sobre o estilo ou o período pode estar associado ao reinado de um monarca


específico, como o são exemplos os estilos/períodos ​Louis XIV, Napoleónico, Vitoriano ou
Ptolemaica​. Certos termos gerais, como o da ​Grécia Antiga, Medieval, ou Renascença​, têm
limites cronológicos geralmente aceites; estes podem ser subdivididos em períodos secundários
conhecidos, como são exemplos, ​Arcaico, Clássico ou Helenístico.

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 1


Para uma discussão mais aprofundada do estilo, consultar ​Categorias para a Descrição de Obras
de Arte: Estilos / Períodos / Grupos / Movimentos.

Cultura
O elemento Cultura contém o nome da cultura, pessoas, ou nacionalidade de onde a obra foi
originada. Este elemento é útil para instituições que desejam registrar a cultura associada à
obra, a fim de colocar a mesma no contexto de outras obras criadas segundo a mesma cultura.

A nacionalidade e cultura também são incluídas como elementos de informação do produtor,


conforme detalhado no Capítulo 2: Informações sobre o Produtor e na parte 3: Nome de
Entidade Autor Pessoal e Colectividade. Se for pretendido evitar redundância no registo da
Cultura-Nacionalidade, tanto do produtor como da obra, deverá indicar a nacionalidade ou
cultura com a informação sobre o produtor (em vez do elemento Cultura discutido neste
capítulo), mesmo quando o produtor é desconhecido. Produtores desconhecidos são
abordados no Capítulo 2: Informações sobre o Produtor.

Dado que a cultura que produziu a obra coincide quase sempre com a cultura do produtor, o
elemento Cultura neste capítulo pode parecer redundante; contudo, pode ser um elemento
necessário para algumas instituições. Reconhece-se que, para produtores desconhecidos,
algumas instituições possam optar por deixar o campo do produtor em branco e construir
cabeçalhos uniformes para visualização, como por exemplo, ​Italiano desconhecido ou ​Italiano​.
Onde tal prática local existe, este elemento Cultura torna-se crítico para obras de produtores
desconhecidos. Geralmente, não é necessário indicar um valor para o elemento Cultura quando
a obra tem um produto conhecido, tal como Matisse, que era Francês (Porque a nacionalidade
/ cultura de Matisse seria registada no ficheiro de autoridade).

Data
O elemento Data refere-se à data ou intervalo de datas associadas à criação, desenho,

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 2


produção, apresentação, desempenho, construção ou alteração da obra ou dos seus
componentes. Este capítulo não aborda a data da imagem visual que a representa, embora se
reconheça que as colecções de recursos visuais exijam campos para documentar as datas
dessas imagens. Ver também Parte 1: Obras e Imagens e Capítulo 9: Apresentação da
informação: data.

A data de criação de uma obra de arte pode ser simplesmente um único ano. Noutros casos,
uma obra de arte ou de arquitetura pode apresentar datas mais complexas. Ela pode ter sido
criada durante um determinado período de tempo ou pode ter várias datas associadas com
fases ou actividades que têm a ver com a sua criação. Por exemplo, a iluminura de um
manuscrito pode ter sido realizada num dado século mas encadernado noutro. Estruturas
arquitetónicas podem ter sido construídas ao longo de vários anos, décadas, ou séculos, e
muitas vezes concluídas em múltiplas fases. Desde a construção ao seu térmico podem ocorrer
em diferentes períodos de tempo. Outros tipos de obras podem ter sido completados em vários
estágios discretos e separados no tempo. Por exemplo, as datas de um negativo fotográfico e as
impressões feitas a partir dele podem diferir no tempo (negativos, tais como os de Ansel
Adams, são muitas vezes reimpressos). Alguns tipos de obras, como a arte efémera ou
instalações de rua, podem ter um intervalo finito de datas associadas com a sua existência. A
arte performativa ou acontecimentos podem exigir uma data mais específica que apenas o ano;
podem ter ocorrido num dia e hora específicos.

A incerteza pode ser muitas vezes um factor importante no registo de uma data. As datas
aproximadas tanto podem abarcar o período de poucos anos como outro mais amplo de mais
de um século. As datas podem ser qualificadas com termos tais como ​circa (ca.), acerca, antes,
ou depois (por exemplo, depois de 1611 ou ca.830 AC). As datas podem também ser indicadas
por século (por exemplo, Século - XII) ou ano (por exemplo, Ano-134).

Especificidade
Tendo em conta o âmbito da colecção, as informações disponíveis, as competências do
catalogador e o público a quem se destina, o Estilo e a Cultura, sempre que possível, devem ser

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 3


registados em termos específicos; um ficheiro de autoridade hierarquizado deve permitir
aceder aos termos genéricos. Por exemplo, se um termo específico, como ​Período de Adriano
ou ​Nórdico é usado para o estilo/período, o ficheiro de autoridade deverá permitir acesso aos
termos mais genéricos, como sejam ​Romano (estilo ou período antigo) ​ou ​Escandinavo para
facilitar a recuperação e compreensão do contexto.

Sempre que possível no campo Data, em texto livre, deve-se registar a data específica. Se não
for possível deve-se usar estratégias que permitam ao utilizador obter a informação o mais
fidedigna possível (por exemplo, ca. de 1820). Ainda, quando a datação não é precisa, das
datas iniciais e finais devem ser registadas dentro da mínima margem de certeza ou
probabilidade existente (por exemplo, início: 1815 e final: 1825). Este leque de datas prováveis
não devem ser visíveis para o utilizador final, mas apenas utilizadas na pesquisa e recuperação
da informação.

Organização dos Dados


O estilo e a cultura devem ser registados em campos controlados e repetíveis. A terminologia
para ambos deve ser controlada através de um ficheiro de autoridade ou lista controlada. Ver
Capítulo 3: Conceito de Autoridade, a qual poderia ser utilizada para controlar os termos de
estilo e cultura.

O estilo não é um elemento obrigatório. A cultura também não é um elemento obrigatório,


excepto quando uma instituição tem como política não registar informação sobre produtores
desconhecidos.

O elemento Data é obrigatório. Recomenda-se incluir este elemento tanto na visualização como
na indexação da base de dados. As datas podem ser registadas num campo de texto livre.
Todavia, o leque de datas não fica visível ao utilizador final apenas o indicado no campo de
visualização.

Exemplo

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 4


Data de visualização​: final do século 14
Data inicial​: 1375; ​Data final​: 1399

O campo que descreve o leque de datas é repetível (por exemplo, algumas instituições irão
diferenciar datas de concepção, construção, e assim por diante em conjuntos separados).

Elementos Recomendados
A lista dos elementos discutidos neste capítulo aparece abaixo. Os elementos necessários são
indicados. A visualização pode ser feita através de um campo de texto livre ou pela
concatenação de vários campos controlados.

Estilo
Qualificador de estilo

Cultura
Data de visualização (obrigatório)
Data inicial
Data final
Qualificador de data

Sobre os exemplos
Os exemplos apresentados ao longo deste capítulo são meramente ilustrativos. A prática local
pode ser diferente. Os exemplos são os mais completos possíveis e usados para os campos de
visualização e de indexação.

4.1.2 Terminologia

4.1.2.1 Fontes de Terminologia

4.1.2.1.1 ESTILO E CULTURA

A terminologia relativa ao Estilo e à Cultura deve ser controlada usando um ficheiro de


autoridade ou listas controladas. Os termos utilizados podem ser derivados das mesmas fontes,
e por isso sobrepor-se. As fontes de terminologia podem incluir o seguinte:

Getty Vocabulary Program. ​Art & Architecture Thesaurus ​(AAT). Los Angeles: J. Paul Getty Trust,
1988-. ​http://www.getty.edu/research/​conducting_research/vocabularies/aat/. (Especially the

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 5


Styles and Periods hierarchy).

Library of Congress Authorities. ​Library of Congress Subject Headings​.


Washington, DC: Library of Congress, 2005. http://authorities.loc.gov/.

Grove Dictionary of Art Online​. New York: Grove’s Dictionaries, 2003.


http://www.groveart.com/.

Levinson, David, ed. ​Encyclopedia of World Cultures​. Boston: G. K. Hall,1991-1996.

4.1.2.1.2 DATA
As informações de data devem ser formatados de forma consistente para permitir a
recuperação. As regras locais devem ser configuradas. Os formatos sugeridos estão disponíveis
através da norma ISO e W3C1XML Schema Parte 2.

ISO 8601:2004 Numeric representation of Dates and Time. ​Data elements and interchange
formats​. ​Information interchange.​ ​Representation of dates and times​. Geneva, Switzerland:
International
Organization for Standardization, 2004.

XML Schema Part 2: Datatypes, 2001​. http://www.w3.org/TR/


xmlschema-2/.

4.1.2.2 Escolha da terminologia

4.1.2.2.1 CONSISTÊNCIA
Uma terminologia consistente para os elementos estilo e cultura é essencial para a pesquisa e
uma recuperação eficiente. A consistência no formato de dados dos elementos de data, usados
para recuperação, é particularmente crítica no caso de campos controlados sendo menos
importante, mas também desejável, no caso de texto livre. Embora possa ser considerado o uso
de terminologia livre, por razões de clareza, é sempre recomendado o recurso a terminologia
consistente com aquela que é utilizada para os campos controlados. Estilo, gramática e sintaxe
consistentes são recomendados.

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 6


4.1.2.2.2 USO DE REGISTO DE AUTORIDADE
Se possível, a terminologia relativa ao estilo e cultura e as definições (por exemplo, notas de
aplicação) deve ser armazenado num ficheiro de autoridade hierárquico, que esteja ligado ao
registo da obra. Ver Capítulo 3: Conceito de Autoridade. Se não for possível usar um ficheiro de
autoridade, os termos podem ser validados a partir de listas controladas.

4.2 REGRAS DE CATALOGAÇÃO


4.2.1 Regras para Estilo

4.2.1.1 Regras breves para Estilo


Registe um ou mais termos que denotam o estilo, época/período cronológico, séculos/anos,
grupo, movimento, ou escola, cujas características são representados na obra a ser catalogada.
Se necessário, elabore uma descrição completa do estilo da obra no elemento Descrição (ver
Capítulo 8).

Formas adjetivas

Geralmente, usa-se a forma adjetiva para a designação dos termos de estilo e período.

Exemplos
Estilo​: ​Bizantino
Estilo​: ​Constantinopolitano
Estilo​: ​Medieval
Estilo​: ​Barroco
Estilo​: ​impressionista
Estilo​: ​Neo-Pop

Registar substantivos ou gerúndios quando eles são usados como adjetivos, conforme seja o
caso.

Exemplos

Estilo​: ​Primeira Idade do Bronze


Estilo​: ​Figura negra
Estilo​: ​Orientalizante

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 7


Alternativamente, a forma substantiva de termos (por exemplo, Impressionismo, em vez de
Impressionista) pode ser utilizada para acomodar práticas locais. O objetivo principal é que
exista consistência na descrição dos dados.

Uso de maiúsculas e abreviaturas


Capitalizar os termos de estilos e de períodos. Algumas excepções ocorrem, por exemplo, com
designações muito genéricas (como ​proto-histórico​); utilizar a capitalização como indicado na
fonte consultada (por exemplo, o ​AAT​). As abreviaturas devem ser evitadas

Exemplos

Estilo​: ​Antigo Império (Egípcio)


Estilo​: ​Renascença
Estilo​: ​Pré-Rafaelita
Estilo​: ​Pós-moderno
Estilo​: ​Camaronês
Estilo​: ​Nayarit
Estilo​: ​Inuit do Ártico ocidental
Estilo​: ​proto-histórico

Idioma dos Termos

A terminologia dos Termos deve ser na língua da agência catalogadora, à exceção dos casos
sem equivalência. Sempre que necessário usar os diacríticos.

Exemplos

Estilo​: ​Expressionismo Abstrato


Estilo​: ​Luís XVI
Estilo​: ​Bäzäklik
Estilo​: ​Ch'ien-lung
Estilo​: ​Ya 'Furid

4.2.1.2 Recomendações adicionais para Estilo

4.2.1.2.1 VÁRIOS TIPOS DE TERMOS DE ESTILO


Termos de estilo, período, grupo ou movimento variam de acordo com a disciplina e o tipo de
trabalho que está a ser descrito. Quando o significado de um termo estilo se sobrepõe com
dados designadas noutro elemento (por exemplo, a cultura ou a data, como descrito abaixo),

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 8


registar também as informações pertinentes neste elemento.

Referência à aparência visual

Registe um termo de estilo, se a aparência visual, a configuração de elementos artísticos,


método de criação, referência geográfica, e prazo de criação da obra correspondem à definição
de um estilo especial. Para definições individuais dos estilos, consulte o ​AAT​.
Exemplos

[um desenho de Parmigianino]


Estilo​: ​Manierista

[​um edifício de Charles Moore​]


Estilo​: ​Pós-moderno

[​figuras de porcelana da fábrica de porcelana Doccia​]


Estilo​: ​Rococó

[​uma pintura de Claude Monet​]


Estilo​: ​Impressionista

[​uma casa do Século-XIX​]


Estilo​: ​Neogótico

Referência a uma técnica

Se o estilo é definido pelo suporte ou técnica repetir a informação em Materiais e Técnicas (ver
Capítulo 3).

Exemplo
[​numa Ânfora panatenaica, a figura negra está relacionada com a técnica​]
Estilos​: ​Figura negra​ • ​Ático

[uma pintura chinesa do Século XI, o termo estilo refere-se tanto ao meio como
ao assunto] 2​
Estilo​: ​tinta de bambu

Referência ao tema ou assunto da Obra

Se o termo estilo refere-se explicitamente ou implicitamente ao assunto ou outra temática ou


conteúdo visual da obra, repetir a informação no elemento assunto (ver Capítulo 6).

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 9


Exemplos

[num ornamento de arte cita, a referência do assunto é explícita]


Estilo​: ​Estilo Animal

[​uma pintura de Caspar David Friedrich, a referência do assunto está implícita​]


Estilo​: ​Romântico

Referência a um lugar

Se o termo estilo refere-se a uma entidade geográfica ou geopolítica, repetir a informação no


elemento de Localização (ver Capítulo 5). Tais termos de estilo também podem sobrepor-se ao
elemento cultura (ver Cultura abaixo).

Exemplos

[​um túmulo do século XII​]


Estilo​: ​Catalão

[​uma comoda pintada, do século XVIII​]


Estilo​: ​Colonial Francês

Referência a um período

Se o termo estilo ou período refere-se a um espaço cronológico, repetir a informação no


elemento Data.

Exemplos

[​uma estátua Kouros​]


Estilo​: ​Arcaico (Grego)

[​uma coroa ancestral egípcia​]


Estilo​: ​Médio império (Egito)

Para efeitos de descrição, um século não é um período per si; não indicar séculos no elemento
Estilo / Período. Usar o elemento Data para indicar os séculos (Por exemplo, século XIV).

Referência a um Governante

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 10


Se o termo estilo ou período diz respeito ao reinado de um governante ou a uma dinastia, pode
repetir-se a informação nos campos de doador ou proprietário, se a instituição considerar
importantes tais informações (ver Capítulo 2: Informações sobre o Produtor).

Exemplos

[​a Xiva, uma estátua indiana do Século X​]


Estilo​: ​Chola

[​armadura japonesa do Século XIV​]


Estilo​: ​Kamakura

[​um tapete do Século XVI de Maqsud de Kashan​]


Estilos​: ​Safávida​ • ​Persa

[​um edifício romano ancestral​]


Estilo​: ​Período de Adriano

Referência a um grupo cultural

Se o termo para o estilo ou período refere-se a uma cultura ou a um grupo, irá provavelmente
sobrepor-se com o elemento de cultura, que é também discutido neste capítulo. As instituições
que exigem a indicação da cultura devem repetir essa informação no elemento Cultura.

Exemplos

[​um recipiente ​pré-colombiano​]


Estilo​: ​Maia

[​uma máscara Africana, do Congo​]


Estilo​: ​Chokwe

4.2.1.2.2 GRUPOS DE OBRAS


Para um grupo de itens, incluir todos os estilos representados no grupo. Se houver muitos para
listar, incluir o mais importante dentro do contexto do grupo ou os estilos mais comuns
evidenciados no grupo.

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 11


Exemplo

[um grupo de desenhos a pastel]


Estilos​: ​impressionista​ • ​Pós-impressionista

4.2.1.2.3 INCERTEZA

Em caso de dúvida relativamente a um estilo específico, período, grupo ou movimento ao qual


a obra pertence, escolher um termo mais genérico acerca do qual existe maior certeza. Por
exemplo, usar o termo genérico ​Romano se não há uma certeza quanto ao período Monárquico
ou Início imperial.

4.2.1.2.4 QUALIFICADORES DE ESTILO / PERÍODO

Algumas instituições podem querer distinguir se o termo se refere ao estilo, período, grupo,
movimento ou dinastia, diferenciando assim entre cada tipo. Os qualificadores podem ser
utilizados para esse fim. Dada a sobreposição entre estes conceitos, atribuir qualificadores é
muitas vezes difícil e desnecessário, a menos que seja preciso uma recuperação com base
nestas diferenças. O qualificador deverá ser registado na Autoridade de Conceito e não no
Registo da Obra.

Exemplo

[​uma cadeira​]
Estilo​: ​Artes e Ofícios
Qualificador​: movimento

4.2.2 Regras para a Cultura

4.2.2.1 Regras breves para a Cultura

Indique a cultura ou nacionalidade a partir do qual a obra foi originada. Ver Capítulo 3:
Autoridade Pessoa e Coletividade: Nacionalidade, para uma discussão mais aprofundada sobre

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 12


como registar a cultura e nacionalidade.

Formas adjetivas

Geralmente usa-se a forma adjectiva de um substantivo apropriado para uma cultura, região,
nação ou continente.

Exemplos

Cultura​: ​Céltico
Cultura​: ​Italiano
Cultura​: ​Siberiano
Cultura​: ​Africano
Cultura​: ​Pré-Columbiano
Cultura​: ​Médio Oriente

Em casos raros, quando não há uma forma comum adjetiva para um termo, utilizar o forma
substantiva.

Exemplo
Cultura​: ​Ásia Menor

Uso de maiúsculas e abreviaturas

Capitalizar os termos de cultura e nacionalidade. Deve-se evitar as abreviaturas.

Exemplos

Cultura​: ​Abbevillense
Cultura​: ​Francês
Cultura​: ​Sienese
Cultura​: ​Ásia Oriental
Cultura​: ​Nativo Americano

Idioma dos Termos

A terminologia dos Termos deve ser na língua da agência catalogadora, à exceção dos casos
sem equivalência. Sempre que necessário usar os diacríticos.

Exemplos

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 13


Cultura​: ​Russo
Cultura​:​ Il Chamus
Cultura​: ​Canaliño

4.2.2.2 Recomendações adicionais para a Cultura

4.2.2.2.1 VÁRIOS TIPOS DE TERMOS DE CULTURA


Termos para a cultura ou nacionalidade podem ser formas adjetivas de um nome para uma
tribo, banda, grupo étnico, grupo linguístico, grupo cultural, civilização, grupo religioso, nação,
país, cidade-estado, continente, ou região em geral. Para uma discussão mais aprofundada das
questões que envolvem a cultura e nacionalidade, ver Capítulo 3: Autoridade Pessoa e
Coletividade.

Exemplos

[​termos que referem uma cultura​]


Cultura​: ​Céltico
Cultura​: ​Khoikhoi
Cultura​: ​Sioux

[​termos relativos a uma nação, país ou cidade-estado, presente ou histórico​]


Cultura​: ​Italiano
Cultura​: ​Borgonha
Cultura​: ​Egípcio
Cultura​: ​Sienese

[​termos relativos a um continente​]


Cultura​: Africa
Cultura​: Asia

[​termos relativos a grupos étnicos​]


Cultura​: Hispânico
Cultura​: Polinésio

[​termos relativos a grupos religiosos​]


Cultura​: Islamismo
Cultura​: Budista

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 14


4.2.2.2.2 GRUPOS DE OBRAS
Para um grupo de itens, incluir todas as culturas representadas no grupo. Se houver muitos
termos para registar incluir as culturas mais importantes ou as mais típicas.

4.2.2.2.3 INCERTEZA
Sempre que surgir dúvidas sobre qual a cultura específica ou nacionalidade que produziu uma
obra, deve-se selecionar o termo mais genérico sobre o qual se tem a certeza. Por exemplo, no
caso de não existir a certeza sobre o uso do termo ​Sudão Ocidental selecionar o termo Cultura
Dogon​ ou ​Bamana​.

4.2.2.2.4 PRODUTORES DESCONHECIDO


Registar os produtores desconhecidos no elemento Produtor (ver Capítulo 2: Informação sobre
o Produtor). Em alternativa, quando a prática local o desaconselha e o produtor é desconhecido
então o campo produtor fica vazio mas o elemento de cultura é obrigatório.

4.2.2.2.5 SOBREPOSIÇÃO COM ESTILO


Uma vez que uma cultura pode ter um estilo reconhecível, a terminologia utilizada para
descrever a cultura também pode ser registada no elemento ESTILO (ver acima).

4.2.3 Regras para Data

4.2.3.1 Regras breves para Data


O registo do elemento Data é obrigatório, incluindo a data do desenho/design ou
criação/produção. No campo Data deve-se indicar um ano, um período de anos, ou uma frase
que descreva a data específica ou aproximada em que a obra foi concebida ou criada. No
intervalo de datas inicial e final, deve-se registar os anos que delimitam a extensão explícita ou
implícita para a visualização da data. Estas datas ficarão ocultas na visualização para o público.

Exemplo

Data de visualização​: ca. 1750

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 15


Inicial​: 1745; ​Final​: 1755

Use o calendário gregoriano proléptico, que é produzido através do alargamento do calendário


gregoriano para datas anteriores à sua introdução oficial. Veja também Gregoriano e Outros
Calendários, abaixo.

Formato

Na Data de exibição, use a ordem natural das palavras. Para datas inicial e final indique os
números conforme a ISO 8061 ou esquema W3C XML Parte 2.

Exemplo

Data​: concluída entre 1950 e 1952


Data inicial​: 1950; ​Data final​: 1952

Uso de maiúsculas e abreviaturas


Não capitalizar outras palavras que não substantivos ou nomes de períodos. Evitar as
abreviaturas, excepto para ca. (cerca), os números em designações de séculos ou dinastias (por
exemplo, século 17), AC (Antes de Cristo), DC (Depois de Cristo) e, para o caso de datas obtidas
pelo método do radiocarbono, AP (Antes do Presente).

Exemplos

Data de visualização​: construída ca. 1730-ca. 1750


Inicial​: 1725; ​Final​: 1755

Data de visualização​: Século XVII


Inicial​: 1600; ​Final​: 1699

Data de visualização​: Reino Unido, 18ª dinastia (1404-1365 AC)


Inicial​: -1404; ​Final​: -1365

Incluir todos os dígitos para os limites dos anos; por exemplo, com anos de quatro dígitos, não
abreviar o segundo ano (por exemplo, 1780-1795, e não 1780-95).

Idioma

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 16


Na Data, utilize números ordinais (por exemplo, 4º) e números árabes (por exemplo, 1959),
conforme apropriado. Expressar palavras e frases na língua do do catálogo, excepto em casos
raros onde não exista equivalente para a língua da agência catalogadora ou onde o termo
estrangeiro é mais comumente aplicado, tal como o nome de um período. Use diacríticos se
necessário.

4.2.3.2 Recomendações adicionais para Data

4.2.3.2.1 SINTAXE: EXIBIÇÃO DE DATAS


Se uma data específica é conhecida, registar o ano. Se um intervalo de datas é aplicável
(quando uma obra foi concluída ao longo de vários anos), indicar o ano do início, seguido de um
travessão e o final do período.

Exemplos

Data de visualização​: 1944


Inicial​: 1944; ​Final​: 1944

Data de visualização​: 1821-1826


Inicial​: 1821; ​Final​: 1826

No caso de dúvidas e com o objetivo de esclarecer o mais possível os utilizadores, no campo


das datas deve-se acrescentar auxiliares de ajuda antes dos anos (por exemplo, cerca de,
concebido, e semelhantes). Quando possível usar as palavras na ordem natural.

Exemplos

Data de visualização​: ca. 1610


Inicial​: 1605; ​Final​: 1615

Data de visualização​: projetado em 1911 ou 1912


Inicial​: 1911; ​Final​: 1912

Data de visualização​: provavelmente no final do Século XII


Inicial​: 1150; ​Final​: 1220

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 17


4.2.3.2.2 SINTAXE: DATA INICIAL E FINAL

Anos
Para a pesquisa por datas inicial e final registar, sem vírgulas ou outra pontuação, excepto para
a traço, que é utilizado para expressar números negativos para datas AC. Usar quatro dígitos
para a maioria dos anos. Se possível, para anos que requerem menos de quatro dígitos
significativos, siga as normas, sugerindo-se a inserção de zeros à esquerda (por exemplo, 0009).
As datas BCE (antes da era comum) podem exigir mais de quatro dígitos (por exemplo, -10000).

Exemplos

[​um ano da era comum com quatro dígitos​]


Data de visualização​: 1997
Inicial​: 1997; ​Final​: 1997

[​uma data antes da era comum​]


Data de visualização​: 12-9 AC
Inicial​: -0012; ​Final​: -0009

Dia e hora

Geralmente, a indicação do ano é criada de forma suficientemente específica para facilitar a


recuperação; mas para a arte efêmera ou performances, no entanto, deve ser registado o dia
exato e a hora se possível. Use a seguinte sintaxe: AAAA-MM-DD (ano, mês, dia, separados por
traços), se possível, e o formato de hora como hh: mm: ss (horas, minutos, segundos, separados
por dois pontos). As normas sugerem possibilidades alternativas. No entanto, pode ser usada
uma sintaxe alternativa desde que consistente e compatível com as normas.

Exemplos

[Para uma exibição efémera]


Data de visualização​: 1 de janeiro a 25 de maio de 2000
Inicial​: 2000-01-01; ​Final​: 2000-05-25

[arte de performance, inclui o tempo]


Data de visualização​: 05 de novembro de 1983, meia-noite-14:30
Inicial​: 1983/11/05 00:00:00; ​Final​: 1983/11/05 14:30:00

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 18


FUSO HORÁRIO

Uma designação de data e a hora, como referido acima, é considerado na hora local. Não
existe um padrão internacional para abreviaturas de fusos horários civil, tais como PDT (Pacific
Daylight Time) ou CET (Hora Central Europeia). Se a sua instituição deseja indicar o fuso horário,
seja consistente. A fim de indicar que é utilizado o Tempo Universal (UTC, que substituiu
Greenwich Mean Time), as normas sugerem anexando uma letra maiúscula Z (por meridiano
zero) ao tempo tal como no 14: 30: 00Z. As horas locais são referidas como mais ou menos UTC
(por exemplo, nos Leste dos EUA e Canadá Oriental será UTC menos cinco horas – UTC-5).
Consulte outras informações pertinentes relativas a padrões de tempo para mais orientações.

4.2.3.2.3 DATAS BCE e CE


Na data de visualização, usar AEC (Antes da Era Comum) para indicar datas anteriores ao ano 1
no calendário gregoriano proléptico.

Exemplos

[​uma ânfora grega​]


Data de visualização​: 463 aC
Inicial​: -0463; ​Final​: -0463

[​uma escultura chinesa, onde a data está num período AEC​]


Data de visualização​: 221-206 aC
Inicial​: -0221; ​Final​: -0206

Para datas após o ano 1, não incluir a designação CE (Era atual), excepto quando possa existir
confusão porque o espaço temporal de datas começa com AC e termina em CE (por exemplo,
75 AC-10 DC) ou a data está dentro dos primeiros séculos da era atual. Não use BC (Antes de
Cristo) ou AD (Anno Domini). Indique as datas BCE com números negativos nas datas inicial e
final.

Exemplos

[​uma pulseira de Indiana, onde a data está compreendida entre BCE e CE​]
Data de visualização​: 15 AC-20 DC
Inicial​: -0015; ​Final​: 0020

[​um arco monumental romano​]


Data de visualização​: 312-315 CE

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 19


Inicial​: 0312; ​Final​: 0315

Datas "Anos passados" ou "Antes do presente"

Para obras muito antigas, artefactos, e em certas outras disciplinas (por exemplo, em estudos
pré-Colombo), muitas vezes o uso de BCE não é apropriado. Use as frases ​anos passados ou
antes do presente se a sua fonte indica idade relativa ao presente, em vez de um data absoluta.
Não abreviar denominações (não usar, por exemplo, Y.A. ou B.P.).

Exemplo

[​gravuras ​rupestres​]
Data de visualização​: criadas cerca de 75.000 anos atrás
Inicial​: -76.000; ​Final​: -70000

Para primeiras e últimas datas, traduzir as datas para o calendário gregoriano proléptico. Se
possível, usar uma tabela de equivalência adequada. Alternativamente, se o seu computador
aceitar vários sistemas de datação, registar as datas, como indicado na fonte e sinalizá-las como
anos passados ​ou​ antes do presente​.

4.2.3.2.4 CALENDÁRIOS GREGORIANO E OUTROS


Em geral, a data apresentada está de acordo com o calendário gregoriano proléptico. Se a sua
fonte fornecer uma data noutro calendário (por exemplo, Juliano, Napoleónico, ou calendários
Islâmicos), registar no elemento Data o calendário alternativo. Para manter a consistência dos
dados, Incluir também o ano em calendário Gregoriana proléptico. O índice de pesquisa deverá
incluir as datas inicial e final usando o calendário gregoriano proléptico.

Exemplos

[​um tapete persa, expresso de acordo com o calendário lunar islâmico​]


Data de visualização​: 946 Ano da Hégira (1540 CE)
Inicial​: 1540; ​Final​: 1540

[​uma impressão francesa, no calendário revolucionário francês​]


Data de visualização​: Ano da II República (1794 CE)
Inicial​: 1794; ​Final​: 1794

4.2.3.2.5 ESPECIFICIDADE: ANO DE CONCLUSÃO


Registar o ano de conclusão, se conhecido. Se a data for relativa a um único ano indique esse

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 20


ano, tanto para a data inicial como final. Não deixar o campo em branco.

Exemplos

[​uma pintura​]
Data de visualização​: 1862
Inicial​: 1862; ​Final​: 1862

[​um arranha-céu​]
Data de visualização​: 1976
Inicial​: 1976; ​Final​: 1976

Se este ano único não se referir ao ano de conclusão, explicar o significado do ano na
visualização da data. Nas datas inicial e final registar o período de tempo estimado durante o
qual a realização da obra teve lugar.

Exemplos

[​um templo coreano​]


Data de visualização​: a construção começou em 689
Inicial​: 0689; ​Final​: 0720

[​uma igreja concluída no Século XVII​]


Data de visualização​: dedicado em 1643
Inicial​: 1550; ​Final​: 1643

4.2.3.2.6 ESPECIFICIDADE: INTERVALO DE ANOS


Sempre que possível, na arquitetura e noutras obras que foram construídas ao longo de um
período de tempo, expressar as datas como um período de anos. Explicar o significado do
intervalo no campo de visualização da data.

Exemplo

[​um complexo fortificado​]


Data de visualização​: construída entre 1378-1485
Inicial​: 1378; ​Final​: 1485

Indicar também um intervalo de datas quando a data de concepção e produção forem

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 21


separadas por um período de tempo.

Exemplo

[​uma escultura​]
Data de visualização​: criada em 1462, inaugurada em 1469
Inicial​: 1462; ​Final​: 1469

Para as obras em curso, como um portal Web interactivo, indicar a data quando o trabalho foi
iniciado. Para a data mais recente, estimar o final com uma extensão ampla durante o qual o
trabalho poderá continuar.

Exemplo

[​um portal web​]


Data de visualização​: iniciado em 2004
Inicial​: 2004; ​Final​: 2054

4.2.3.2.7: ESPECIFICIDADE: DATAS INCERTA E APROXIMADAS


Se o ano ou anos específicos não forem conhecidos, indicar as datas com a maior precisão
possível. Nas orientações abaixo, as convenções são organizadas da maior para a menor
precisão; usar o nível mais elevado possível de precisão, com base nas informações disponíveis
no momento.

Provavelmente
Se houver dúvida entre os investigadores sobre a data de uma obra, indique-o no campo para
visualização usando a palavra, provavelmente, ou um ponto de interrogação. No índice de
pesquisa deverá incluir as datas inicial e final que representam uma extensão apropriada com
base na informação disponível. No exemplo abaixo, indicou-se um período de um ano acima e
abaixo de 1937.

Exemplo

[​um traje mexicano​]


Data de visualização​: provavelmente em 1937

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 22


Inicial​: 1936; ​Final​: 1938

Ou
Se a data de uma obra é conhecida em mais do que uma data, indicar esse facto no campo para
visualização de data usando a palavra ou.

Exemplo

[​uma gravura​]
Data de visualização​: 1568 ou 1569
Inicial​: 1568; ​Final​: 1569

Cerca de
Se a data exata é desconhecida, prefaciar o ano com ca. (para cerca) ou acerca. Estimar
primeiras e últimas datas com base na informação disponível sobre o trabalho e convenções em
torno dos vários períodos históricos.

Exemplos

[​uma fotografia​]
Data de visualização​: ca. 1935
Inicial​: 1930; ​Final​: 1940

[​um antigo palácio​]


Data de visualização​: ca. 500 BCE
Inicial​: -0550; ​Final​: -0450

Para trabalhos produzidos nos últimos séculos, use um período de dez anos para as primeiras e
últimas datas aproximadas (ca.). Por exemplo, subtrair cinco anos da mais antiga e adicione
cinco anos para a mais recente, de forma a criar o período de dez anos. Assim ca.1860 poderia
ser indexado como Inicial: 1855; Final: 1865. Para as obras antigas, use um período de 100
anos. Por exemplo, ca. 1200 BCE poderia ser indexado como Inicial: -1250; Final: -1150.
Alterar estas recomendações para permitir uma extensão maior ou menor se se justificar

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 23


adequado na pesquisa da informação.

Se ca. é usado com um intervalo de datas, repita-o se necessário para indicar se é aplicado ao
ano que começa, ao ano que termina, ou a ambos. Estimar as datas Inicial e Final, conforme
apropriado.

Exemplos

[​um grande altar esculpido, concluída ao longo de vários anos, onde tanto o início
e o fim são incertos​]
Data de visualização​: ca. 1505-ca.1510
Inicial​: 1500; ​Final​: 1515

[​uma casa, onde apenas o ano de início da construção é incerto​]


Data de visualização​: construída ca. 1750-1756
Inicial​: 1745; ​Final​: 1756

[​um santuário, onde apenas a data final de construção é incerta​]


Data de visualização​: construído 1834-ca. 1850
Inicial​: 1834; ​Final​: 1855

Sempre que necessário, prefaciar séculos ou outras datas mais genéricas com ca.. Estimar as
datas Inicial e Final de forma adequada, com base nas informações disponíveis.

Exemplo

[​uma máscara Africana​]


Data de visualização​: ca. Século XIX
Inicial​: 1775; ​Final​: 1925

Para as obras muito antigas, use a palavra sobre invés de ca. (Por exemplo, sobre <X> anos ou
cerca de <x> anos antes do presente).

Exemplo

[​um kit de ferramentas de Dyuktai Cave, Sibéria​]


Data de visualização​: cerca de 18.000 anos atrás
Inicial​: -19.000; ​Final​: -13.000

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 24


Antes e após

Quando uma data exata é desconhecida, usar as expressões ​terminus ante quem ou ​terminus
post​ como um marco no tempo para orientar as datações.
Na data de visualização, use as palavras antes ou depois. Estimar as datas inicial e final com
base nas informações disponíveis; adoptar um período de dez anos, se nada mais for
conhecido.

Exemplos

[​uma casa de jardim​]


Data de visualização​: antes de 1758
Inicial​: 1748; ​Final​: 1758

[​um azulejo​]
Data de visualização​: após 547
Inicial​: 0547; ​Final​: 0557

Intervalo de tempo desconhecido

Quando um intervalo de tempo é desconhecido registar o período de anos durante os quais a


criação teve lugar. Sempre que necessário, para evitar ambiguidades descrever claramente o
significado na data de visualização.

Exemplos

[​um desenho​]
Data de visualização​: criado entre 1859 e 1862
Inicial​: 1859; ​Final​: 1862

[​um têxtil, em que a data em texto livre inclui um período amplo​]


Data de visualização​: Século III ou II AC
Inicial​: -0299; ​Final​: -0100

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 25


Um traço ou uma barra podem ser usados em determinadas situações, desde que fique claro o
que se pretende representar. Use o traço para indicar um período durante o qual a obra foi
realizada, como no caso de um edifício construído ao longo de vários anos. Por exemplo, ca.
1435-ca. 1560 significa que a construção durou vários anos, a partir de ca. 1435 a ca.1560. Use
a barra quando uma data específica não é conhecida, para indicar um intervalo que inclui um
ou mais anos. Por exemplo, para uma bacia, 1735/1745 significa que a data é incerta, mas
ocorreu em algum momento entre 1735 e 1745.

Exemplo

[​um edifício, em que se desconhece a data de inicial e final de construção​]


Data de visualização​: construídos 118/119-125/128
Inicial​: 118; ​Final​: 128

Décadas e séculos

Quando a data exacta é desconhecida, indicar a data mais próxima da década ou século.

Exemplos

[​um cartaz americano​]


Data de exibição​: 1890
Inicial​: 1890; ​Final​: 1899

[​um têxtil peruano​]


Data de visualização​: Século-XVI
Inicial​: 1500; ​Final​: 1599

[​um edifício tibetano​]


Data de visualização​: Século II AC
Inicial​: -0199; ​Final​: -0100

Qualificar as décadas ou séculos, com início, meio e fim. Atribuir as datas Incial e Final dividindo
a década ou século em terços (por exemplo, final do Século XVIII pode ser indexado como
Inicial: 1770, Final: 1799), a menos que esta fórmula seja refutada pela informação disponível.

Exemplos

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 26


[​uma cadeira alemã​]
Data de visualização​: final do Século-XVIII
Inicial​: 1770; ​Final​: 1799

[​uma bandeja de prata americana​]


Data de visualização​: 1720 ou 1730
Inicial​: 1720; ​Final​: 1739

[​um navio cerimonial chinês​]


Data de visualização​: final do Século XI ou início do Século XII AC
Inicial​: -1130; ​Final​: -1070

Datas por Período ou Era

Se não for possível datar através das décadas ou séculos expressar as datas de acordo com um
período, dinastia, ou reinado do governante nomeado. Os períodos podem ser divididos em
início, meio ou final. Se não houver uma data específica conhecida, as datas, Inicial e Final,
devem ser baseada em datas aplicáveis a esse período. Em alguns casos, o período indicado no
elemento Data pode ser o mesmo que o período indicado nos elementos Estilo ou Cultura.

Exemplos

[​uma bannerstone; as datas inicial e final referem-se ao período​]


Data de visualização​: Período Arcaico tardio
Inicial​: -2000; ​Final​: -1000

[​um crucifixo espanhol; datas inicial e final referem-se em termos gerais, ao


período​]
Data de visualização​: Medieval
Inicial​: 1100; ​Final​: 1499

[​um artefacto chileno pré-Colombiano com datação de ca. 2300 AC; refere-se a
um vaso feito à mão, que está incluído no período e cultura de Diaguita: Fase II​]
Data de visualização​: ca. 2300 AC (Diaguita: Fase II)
Inicial​: -2500; ​Final​: -2100

[​um têxtil Mogol; o intervalo de data entre parênteses refere-se ao reinado do Xá


Shah Jahan , não especificamente para a indústria têxtil; não há data mais

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 27


precisa conhecida para a indústria têxtil​]
Data de visualização​: reinado de Shah Jahan (1628-1657)
Inicial​: 1628; ​Final​: 1657

Sem Data

Não use s.d. para indicar o desconhecimento da data. Não se deve deixar o campo de data em
branco. Se uma data é incerta, determinar um possível intervalo de datas com base na
informação disponível, incluindo as datas de outras obras de arte, associadas a eventos
históricos, ou as datas de nascimento e de morte do artista. Por exemplo, a menos que a obra
seja concluído posteriormente à sua morte, a data da morte do artista seria o ​terminus ante
quem​ para a obra que criou.

4.2.3.2.8 GRUPOS DE OBRAS


Grupos de obras geralmente contêm itens criados ao longo de um período de tempo. Para o
grupo, registar tanto a data inclusiva como as datas do conjunto. As datas inclusivas, também
chamados datas do intervalo, são as datas onde ocorreram entre as primeiras e últimas obras
do grupo (por exemplo, 1911-1951). As datas do conjunto correspondem aos anos que
representam a data mais antiga e mais recente dos itens mais importantes do grupo. Podem
existir vários conjuntos de datas em conjunto para qualquer grupo (por exemplo, 1914-1918 e
1939-1945). Indicar no campo de visualização de Data as datas inclusivas ou do conjuntos (or
exemplo, usar parênteses como nos exemplos abaixo).

Exemplos

[​uma caixa de fotografias​]


Data de visualização​: 1887-1894 (intervalo ccronológico)
Inicial​: 1887; ​Final​: 1894

[​um grupo de instrumentos musicais japoneses​]


Data de visualização​: ca. 1673-ca. 1695 (inclusive)
Inicial​: 1668; ​Final​: 1700

O tipo de datas usado para grupos pode ser indexado com o elemento qualificador. Veja
Qualificadores de Data abaixo.

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 28


Exemplo

[​um grupo de desenhos arquitectónicos​]


Data de visualização​: 1968-1978 (inclusive)
Qualificador​: inclusiva
Inicial​: 1968; ​Final​: 1978

4.2.3.2.9 ATIVIDADES CRIATIVAS EM DATAS DIFERENTES

Quando é conhecido que diferentes actividades no processo criativo tiveram lugar em


diferentes alturas, indicar no campo de data de texto livre.

Exemplo

[​uma escultura​]
Data de visualização​: 1372, reformulada 1377-1379
Inicial​: 1372; ​Final​: 1379

Qualificadores de Data

Algumas instituições podem querer utilizar qualificadores de data. Se a sua instituição segue
esta prática, quando o período de tempo entre diferentes actividades criativas é significativo,
usar conjuntos repetidos de datas inicial e final e as mais recentes para indexar as diversas
actividades separadamente, se possível. Use qualificadores para identificar os vários conjuntos
de datas. Exemplos de terminologia para qualificadores incluem ​criação, concepção, execução,
alteração, restauração, e adição​. Veja também Grupos de Obras acima.

Exemplos

[​uma escultura monumental​]


Data de visualização​: projetada 1482, executada 1532-1534
Qualificador​: projeto
Inicial​: 1482; ​Final​: 1482

Qualificador​: execução
Inicial: 1532; Final: 1534

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 29


[​um sofá de Duncan Phyfe​]
Data de visualização​: ca. 1815, re-estofado em 1895
Qualificador​: execução
Inicial​: 1810; ​Final​: 1820

Qualificador​: restauração
Inicial​: 1895; ​Final​: 1895

[​a catedral de Beauvais​]


Data de visualização​: planos elaborados na década de 1230, a construção
começou em 1247, entrou em colapso nas abóbadas 1284, a construção
terminou ca. 1500
Qualificador​: projeto
Inicial​: 1230; ​Final​: 1239

Qualificador​: execução
Inicial​: 1247; ​Final​: 1510

4.3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS

4.3.1 Exibição e Indexação

4.3.1.1 Campos de texto livre vs. Campos controlados


Para uma discussão sobre quando e porque razão é recomendado o uso de campos de texto
livre e campos controlados, consultar a Parte 1: Desenho de base de dados e ligações: Exibição
e indexação.

4.3.1.2 Campos do Ficheiro de Autoridade e Registo da Obras

Campos controlados para o ​Estilo

Para o elemento estilo, deve ser utilizado um campo controlado repetível para indexar o estilo,
período, grupo ou movimento em que a obra está a ser descrita foi criada. Um campo de
exibição de texto livre não é exigido, mas pode ser usado sempre que seja necessário para
expressar incerteza ou ambiguidade. Quando forem atribuídos vários estilos ou períodos, se for
necessário uma visualização, esta poderá ser obtida através da concatenação dos dados do

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 30


campo controlado repetível.

Exemplo

Estilo​ ​[concatenados]​: ​Gótico​; ​Radial


Estilos​: ​Gótico​ • ​Radial

Para o elemento cultura, um campo controlado repetível deve ser utilizada para a indexação do
elemento cultura ou nacionalidade. Um campo de exibição de texto livre não é exigido, mas
pode ser usado sempre que seja necessário para expressar incerteza ou ambiguidade. Caso haja
várias culturas ou nacionalidades atribuídas, se for necessário uma visualização, esta poderá ser
obtida através da concatenação dos dados do campo controlado repetível.

Campos controlados para Data

O elemento Data deve, idealmente, consistir num conjunto de três campos: um campo de texto
livre para apresentar os detalhes da data aos utilizadores, e dois campos de indexação que
representam a data inicial e final envolvida na apresentação da data. As datas inicial e final são
campos controlados destinados a fornecer dados formatados de forma consistente que serão
utilizados na recuperação, mas que não são visualizados pelo utilizador final.

Exemplo

Data de visualização​: construída entre 1378-1485


Inicial​: 1378; ​Final​: 1485

As datas inicial e final devem ser controladas pelas regras das normas ISO ou W3C (Ver secção
Terminologia). É reconhecido que as considerações de ordem prática, tais como as limitações
do sistema informático da instituição, podem exigir não respeitar estas normas (por exemplo,
alguns sistemas não permitir o armazenamento de zeros à esquerda para a representação de
números).

Campo controlado para qualificador de data

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 31


Algumas instituições exigem qualificadores para datas. Os valores devem ser controlados
através de uma lista.

4.3.2 Exemplos
Exemplos dos Registos de Obras são apresentados de seguida. Para aceder a mais exemplos,
ver o final da Parte 1, no final de cada capítulo, e no portal do CCO. Nos exemplos, o controlo
refere-se aos valores controlados pelo ficheiro de autoridade, lista controlada, ou outras regras
(por exemplo, regras usadas para o registo de datas). A ligação refere-se à relação entre um
Registo de uma Obra e um Registo de Autoridade ou entre dois Registos de Obras. Todas as
ligações são campos controlados. Nos exemplos que se seguem os Registos de Obras
Relacionadas estão descritos de forma abreviada. Todos os Registos das Obras deverão ser tão
completos quanto possível. Consultar os vários capítulos para mais informações sobre os
elementos de metainformação individuais, se devem ser controlados, e as vantagens respetivas
de um ficheiro de autoridade ou de uma lista controlada. Em todos os exemplos neste manual
quer seja ao longo ou no fim de cada capítulo, os dados dos campos dos campos controlados
estão separados por caracteres.

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 32


Figura 22
Relação entre o registo da obra e a autoridade de Cultura: Manuscrito Otoniano​4
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco​.
Registo de Obra
❏ Classe​ [​controlado​]: manuscritos • Arte Europeia
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: sacramentário • manuscrito iluminado
❏ *​Título​:Sacramentário|​Tipo de título​: preferencial
❏ *​Criador​: iluminura de um alemão desconhecido, ativo em Mainz ou Fulda, encadernado por um artista de arte Mosan desconhecido
*​Função​ [​controlado​]: iluminador | ​Extensão​ [​controlado​]: iluminadores [​ligação​]: Alemão desconhecido
*​Função​ [​controlado​]: artista | ​Extensão​ [​controlado​]: Encadernador [​ligação​]: Mosan desconhecido
❏ *​Data​: iluminura do 2.º quartel do Século-XI, encadernado a partir do Século-XII, com adições posteriores
[​controlado​]: ​Qualificador​: iluminuras; ​Inicial​: 1025; ​Final​: 1060 | ​Qualificador​: Encadernação; ​Inicial​:1100; ​Final​: 1199
❏ *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: ​Extensão​: genérica; ​Termos​: livro de horas • Sacramentário • orações • Missal |​Extensão​:
cobertura; ​Termos​: Cristo em Majestade • Ascensão
❏ Cultura​ [​ligação​]: ​Otoniano
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: J. Paul Getty Museum (Los Angeles, California, United States) |​IDs​: MS. LUDWIG V 2; 83.MF.77
❏ Localização de criação​: encadernação: Mainz ou Fulda (Alemanha atual); iluminuras: Região de Mosan (Bélgica atual)
❏ Localização de criação​ [​ligações​]: Fulga (Hessen, Alemanha)• Mainz (Rheinland-Pfalz, Alemanha) • Mosan (Europa) • Província de Liège
(Bélgica)
❏ *​Medidas​: 179 folhas; bloco de textos: 26.6 x 19.1 cm (10 ½ x 7 ½ polegadas); área de texto: 17 x 13 cm (63/4 x 51/8 polegadas); capa:
27.3 x 19.8 cm (103/4 x 77/8 polegadas)
[​controlado​]: ​Extensão​: esquerda ​Valor​:26.6; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura |​Valor​: 19.1; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura||
​Extensão​: área de texto ​Valor​:17; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura |​Valor​: 13; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura||
​Extensão​: cobertura ​Valor​:27.3; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura |​Valor​: 19.8; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura||
❏ *​Materiais e Técnicas​: tinta de pergaminho com cores da têmpera, ouro e prata, díptico em cobre dourado, prata, bronze e nielo
Extensão​: Iluminuras; ​Material​ [​ligação​]: têmpera • tinta • pergaminho | ​Extensão​: encadernação; ​Material​ [​ligação​]: cobre
dourado • prata • bronze | ​Técnica​ [​ligação​]: nielo
❏ Descrição​: Apesar da obra ter sido escrita e iluminada na Alemanha, a encadernação foi realizada em Mosan, uma região da atual
Bélgica.
❏ Fonte de Descrição​ [​ligação​]: J. Paul Getty Museum online. http://www.getty.edu (accessed February 10, 2004).

Registo de autoridade de um Conceito


❏ *​Termo​:
Otoniano​ (preferencial)
❏ *​Nota​: Referência a um período, estilo e cultura associada com a
dinastia de Reis da Germânia (919-1024).
❏ *​Posição hierárquica​ [​ligações​]:
Faceta dos Estilos e Períodos Cronológicos
...Estilos e Períodos Cronológicos
…...Europeia
……Medieval
……... Otoniano
❏ *Fonte​ [​ligação​]: ​ Art & Architecture Thesaurus (1988-). CRÉDITO: The J. Paul Getty
Museum (Los Angeles, California). © The J. Paul Getty Trust.

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 33


Figura 23
Relação entre um Registo de Obra e um Registo de Autoridade: Templo ​coríntio
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco​.

Registo de Obra Registo de autoridade de um Conceito


❏ Classe​ [​controlado​]: arquitetura ❏ *​Termo​:
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: templo • câmara • moradia • igreja • Coríntia​ (preferencial)
museu ❏ *​Nota​: Cultura ou estilo pertencente ao antigo Corinto no
❏ *​Título​: ​Maison Carrée​|​Tipo de título​: preferencial Peloponeso, no centro da Grécia central..
Título​: Mîmes Temple | ​Tipo de título​: alternativo ❏ *​Posição hierárquica​ [​ligações​]:
❏ *​Criador​: Romano desconhecido Faceta dos Estilos e Períodos Cronológicos
*​Função​ [​ligação​]: arquiteto | [​ligação​]: Romano ...Mediterrâneo
desconhecido …...Egeu
❏ *​Data​: 16 A.C. ……Ordem coríntia
[​controlado​]: ​Inicial​: -0016; ​Final​: -0016 ❏ *Fonte​ [​ligação​]: ​ Art & Architecture Thesaurus (1988-).
❏ *Assunto​ [​ligação com a Autoridade​]: Templo romano • Caio
César • ​Lúcio César
❏ *Localização atual​ [​ligação​]: Nimes (languedoc-Roussillion,
França)
❏ *Medidas​: altura: 25 m (82 pés); largura: 12 m (40 pés)
[​controlado​]: ​Valor​: 25; ​Unidade​: m; ​Tipo​: altura
Valor​: 12; ​Unidade​: m; ​Tipo​: largura
❏ *Materiais e técnicas: ​pedra, ordem coríntia, construção de
alvenarias
Material​ [​ligação​]: alvenaria |​Técnica​ [​ligação​]: esculpido •
paredes estruturais
❏ Estilo​ [​ligação​]: ​ Coríntia
❏ Cultura​ [​ligação​]: Império Romano • Gallo-Roman
❏ Descrição​: O templo foi dedicado a Caio César e ​Lúcio César,
filhos adotivos do primeiro Imperador Romano Augusto.

CRÉDITO: Maison Carée, Nîmes, França


© 2005 Patricia Harpring. All rights reserved.

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 34


Figura 24
Relação entre um Registo de Obra e um Registo de Autoridade: Edifício Neoclássico
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco​.

Registo de Obra Registo de autoridade de um Conceito


❏ Classe​ [​controlado​]: arquitetura • Arte Americana ❏ *​Termo​:
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: mansão • residência presidencial Neoclassicismo​ (preferencial)
❏ *​Título​: ​Casa Branca​|​Tipo de título​: preferencial ❏ *​Nota​: Refere-se ao estilo da arquitetura
Título​: White House | ​Tipo de título​: alternativo Européia e Americana, bem como às artes
Título​: Executive Mansion | ​Tipo de título​: anterior finas e decorativas inspiradas nas descobertas
Título​: President's Palace | ​Tipo de título​: anterior arqueológicas do Mediterrâneo e do Próximo
Título​: President's House | ​Tipo de título​: anterior Oriente e caracterizadas pela imitação de
❏ *​Criador​: James Hoban (American, 1762-1831) formas e motivos gregos e romanos, dos
*​Função​ [​ligação​]: arquiteto | [​ligação​]: Hoban, James meados dos séculos XVIII e XIX.
❏ *​Data​: 1793 to 1801, incêndio 1814, pórticos 1824 a 1829 ❏ *​Posição hierárquica​ [​ligações​]:
[​controlado​]: ​Inicial​: 1793; ​Final​: 1829 Faceta dos Estilos e Períodos Cronológicos
❏ *Assunto​ [​ligação com a Autoridade​]: arquitetura • presidência • ...Estilos e Período
poder político …...Europeu
❏ Estilo​ [​ligação​]: ​Arquitetura georgiana​ • ​Neoclassicismo​ • ……<Estilos modernos Europeus>
Palladianismo ……...Neoclassicismo
❏ *Localização atual​ [​ligação​]: Washington (DC, Estados Unidos) ❏ *Fonte​ [​ligação​]: ​ Art & Architecture Thesaurus
❏ *Medidas​: 3 andares com mais de 100 quartos, a Casa Branca e a (1988-).
área envolvente ocupa 7.2 hectares (18 acres)
[​controlado​]: ​Extensão​: quartos; ​Valor​: 104; ​Tipo​: contagem |
Valor​: 7.2; ​Unidade​: hectares; ​Tipo​: área
❏ *Materiais e técnicas: ​pedra, ordem coríntia, construção de
alvenaria
Material​ [​ligação​]: alvenaria |​Técnica​ [​ligação​]: esculpido •
paredes estruturais
❏ Descrição​: O design foi o resultado de uma competição pública em
1792. Entre os participantes estava Thomas Jefferson, mais tarde
presidente dos Estados Unidos. James Hoban ganhou a comissão
com um plano para uma mansão georgiana, no estilo palladiano.

Registo de autoridade de um Conceito


❏ *​Termo​:
Arquitetura georgiana​ ​(preferencial)
❏ *​Nota​: Estilo de arquitetura, design de
interiores e artes decorativas na Grã-Bretanha
e na Irlanda e se espalhou para os Estados
Unidos durante os reinados de George I para
George IV, entre 1714 e 1830.
❏ *​Posição hierárquica​ [​ligações​]:
Faceta dos Estilos e Períodos Cronológicos
...Estilos e Período
…...Europeu
……<estilos Renascimento-Barroco>
……..Arquitetura georgiana
CRÉDITOS: Casa Branca, Washington, D.C. © 2005 Patricia Harpring. All ❏ *Fonte​ [​ligação​]: ​ Art & Architecture Thesaurus
rights reserved. (1988-).

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 35


NOTAS

1.​A norma ISO reconhece ano zero. No 3.​As idades estimadas pela datação por
entanto os projectos de humanidades, radiocarbono, de potássio / argônio e outros
geralmente, omitem nos cálculos de datas métodos de datação relacionados não
inicial e final correspondem necessariamente ao tempo de
calendário; por conseguinte, as tabelas de
calibração são projectados para
2. ​Pintura a tinta sobre bambu foi um estilo circunstâncias particulares que rodeiam o
de pintura chinesa que enfatiza uma relação processo específico de datação. As tabelas de
distinta entre a tinta como um meio e bambu calibração muitas vezes não estão
como um assunto. disponíveis; no entanto, as datas devem
ainda ser estimadas, porque os campos não
devem
ser deixados em branco e imprecisões ligeiras
da data inicial e final
não irá afectar a recuperação global.

4. ​Este exemplo é destinado a ilustrar


elementos de metadados discutidos neste
manual. Os campos nomes e valores de
dados no exemplo não representam,
necessariamente, o registo deste objeto no
sistema de informação do Museu Getty.

Capítulo 4 – Informação Estilística, Cultural e Cronológica 36


Capítulo 5 - Localização

5.1 SOBRE A LOCALIZAÇÃO

5.1.1 Análise

O presente capítulo apresenta a forma como devem ser registadas as informações dos
elementos referentes à localização geográfica. A informação da localização será pertinente para
os seguintes tipos de localização: Atual, de Execução, de Descoberta e Anteriores.
Muitas Obras têm associadas uma grande diversidade de localizações. Os exemplos incluem a
nação onde um pote foi fabricado, a cidade do museu onde atualmente está exposta uma
pintura ou a cidade onde uma obra arquitetónica está localizada. A informação da localização
inclui outras especificidades, por exemplo, o próprio local que guarda os objetos (por exemplo,
um fresco numa igreja), ou o museu ou outra instituição que tem posse/controle sobre uma
obra. As obras podem mudar de localização (por exemplo, uma escultura ou um desenho
podem estar expostos numa exposição temporária e, quando terminada, regressar à reserva) e,
neste sentido, haver a necessidade de alterar e registar as relações dos objetos com as várias
localizações, ao longo do tempo. Geralmente, são pelo menos quatro as perguntas a efetuar
sobre a localização, na descrição dos objetos:
■ Onde está atualmente?
■ Onde estava anteriormente?
■ Onde foi executada?
■ Onde foi descoberta/achada?

Localizações Geográficas e Instituições de memória


Os elementos que compõem as localizações são de dois tipos: a localização geográfica (por
exemplo, ​Florença (Itália)​) e a localização das instituições de memória ou edifícios que têm os
objetos (por exemplo, ​Gallerie degli Uffizi​). As localizações geográficas podem ser entidades
administrativas, como uma cidade ou uma nação (por exemplo, ​Tóquio (Japão)​) ou
características físicas (por exemplo, ​Cavernas de Lascaux (Dordonha, Aquitânia, França​)). Áreas
desabitadas (por exemplo. ​Machu Picchu (Peru)​) e antigas nações ou impérios (por exemplo,
Flandres​) também podem ser incluídas. As instituições que recebem objetos museológicos são,
por norma, registadas pelo nome da instituição ou organização (por exemplo, ​National Gallery
of Art (​Londres, Inglaterra, Reino Unido​)). Os objetos que não se enquadram nas situações
anteriores devem ser registados no nome do edifício onde os mesmos estão guardados (por
exemplo, as obras localizadas na Basílica de Santa Cruz, ​Soprintendenza ai Beni artistici e storici
per le province di Firenze, Prato e Pistoia​). Todavia, a complexidade aumenta quando os
edifícios são também catalogados como obras de arte. Se os objetos fizerem parte de coleções
pessoais devem ser incluídas as cidades ou endereço do dono. Para mais informações, ver a
Parte 3: Autoridades de Localização Geográfica, de Pessoas e Colectividades e de Assuntos.

Localização Atual

O elemento da Localização Atual inclui a localização geográfica da obra de arte ou de


arquitetura e o edifício ou instituição que guarda as obras. A Localização Atual é importante
para os investigadores e para outros utilizadores que procuram informação de arte. No caso de
os registo estarem a ser criados por uma única instituição, a indicação da localização geográfica,
em cada Registo de Obra, é desnecessária. Todavia, essa informação deve figurar na permuta
de registos, se fizer parte de um catálogo coletivo ou de uma pesquisa federada. Na
eventualidade de se desconhecer a Localização Atual, deve-se indicar essa informação e

Capítulo 5 – Localização 1
registar a última localização conhecida. O número de inventário é, por norma, um elemento de
identificação do local; é composto por um código alfanumérico único que identifica a instituição
que guarda os objetos e essencial para a encontrar uma obra, em particular. Para mais
informações ver “Categorias para a Descrição de Obras de Arte​:​ Localização atual”.

Local de Execução
O local de execução corresponde ao local onde uma obra ou seus componentes foi ou foram
criados, desenhados ou produzidos; pode ser indicado como a primeira localização da obra.
Geralmente é uma localização geográfica mas pode incluir, também o nome de uma
coletividade ou edifício. O Local de Execução, apesar de em muitos casos desconhecido, é um
elemento muito importante na recuperação. Assim, a informação da localização geográfica do
criador, que inclui os locais da nacionalidade ou cultura e onde realizou funções, bem como
local de nascimento e morte deve ser registado na Autoridade do Nome de Pessoa e
Coletividade. Para mais informações consultar a Parte 3: Autoridade do Nome de Pessoa e
Coletividade.

Local de descoberta

O Local de Descoberta é a localização geográfica do local onde a obra foi escavada ou


descoberta. Pode-se tratar de um local geral ou específico e incluir a estação arqueológica, bem
como as suas secções. O Local de Descoberta torna-se especialmente importante quando existe
pouca informação sobre a obra ou a sua execução, um exemplo é a disposição dos artefactos
no barco funerário Sutton Hoo. Para mais informações consultar “Categorias para a Descrição
de Obras de Arte: Contexto Arqueológico: Local de Escavação”.

Localizações anteriores

A adição do tipo de localização, bem como as localizações dos antigos proprietários ou a


história da coleção, às localizações anteriores devem ser registadas no Registo de Obra.
Também devem ser registados os locais relacionados com as exposições, com o histórico de
empréstimo, a conservação e o contexto histórico. O local de uma obra de arquitetura
específica, edifícios ou estações arqueológicas onde a obra é guardada deve ser registado. Para
mais informações sobre os tipos de localizações anteriores ver “Categorias para a Descrição de
Obras de Arte”.

Local como assunto

O assunto retratado dentro e sobre uma obra de arte pode ser uma localização geográfica (ver
Capítulo 6: Assunto).

Especificidade

Capítulo 5 – Localização 2
O nível de exaustividade, na descrição de uma obra de arte, depende das diretrizes da agência
catalogadora e da informação disponível. A descrição deve ser efetuada do geral para o
particular, como continente (por exemplo, Europa) para um endereço postal (por exemplo, 13
Coventry Street ​(Londres, Inglaterra, Reino Unido). A designação da localização geográfica mais
comum incluirá cidade, subdivisão administrativa (se existente) e nação (por exemplo, Londres
(Inglaterra, Reino Unido)), seguido do nome da instituição de memória.

Ambiguidade e Incerteza

A estrutura de dados e as regras de catalogação devem permitir que os dados ambíguos e


incertos possam ser registados e identificados no Registo de Obra; por exemplo, uma obra pode
ter sido achada ​perto de Pequim, China, ou de ​possível origem na Colegiada (​San Gimignano​,
Itália). Nestes casos devem-se recorrer à combinação de campos controlados e em texto livre.
Nalguns casos pode ser necessário indexar múltiplos campos controlados, através de uma lista
ou pelo ficheiro de autoridade (por exemplo, ​criado na La Cruz, Costa Rica ou Peñas Blancas,
Nicarágua).

Organização dos dados

As agências catalogadoras devem decidir sobre o nível de complexidade e granularidade


necessária para registar e controlar a informação da localização geográfica. Preferencialmente,
o controlo deve ser realizado através das autoridades.

Uma questão importante, nesta matéria, prende-se com o processo de como categorizar e
controlar estes elementos. Assim, é adequada uma abordagem simples, em que toda a
terminologia das localizações geográficas sejam registadas e guardadas em conjunto com listas
controladas ou com um único ficheiro de autoridade. De acordo com as necessidades dos
utilizadores, uma instituição pode optar por um tratamento mais exaustivo dos dados.
Efetivamente, pode ter a necessidade de distinguir os edifícios das reservas administrativas.
Assim, estas instituições devem ter um modelo de dados que permita separar diferentes tipos
de entidades em diferentes autoridades, para optimizar a pesquisa e recuperação da
informação. Algumas instituições podem, ainda, necessitar registar as instituições de memória
como obras de arte e, portanto, catalogados como tal, num Registo de Obra. Para mais
informações sobre esta matéria consultar Parte 3: Autoridade de Localização Geográfica e
Autoridade de Nome de Pessoa e Coletividade.

Outra questão importante é a relacionada com o número de campos considerados necessários


para a descrição da localização geográfica, num Registo de Obra. Efetivamente, a localização
geográfica faz parte de inúmeros campos de um Registo de Obra. Algumas coleções de recursos
visuais podem não necessitar de tantos campos de localização geográfica como as coleções dos
museus ou das bases de dados científicas. No ​VRA Core Categories cada termo de localização

Capítulo 5 – Localização 3
tem uma qualificação, que especifica o tipo de localização a ser registada. No formato de
representação ​VRA Core 4.0 XML, ​para este atributo inclui-se o local de execução, estações
arqueológicas, localizações anteriores, local de descoberta, repositório anterior, proprietário,
antigo proprietário, instalação, exposição, performance, contexto (usado para relacionar obras
indicadas como Localização), publicação, entre outras localizações. Cabe às agências
catalogadoras a opção de registar mais ou menos tipos de localização. Recomenda-se
que,independentemente do número, os termos usados sejam de uma lista controlada. O
manual “Categorias para a Descrição de Obras de Arte” estabelece um conjunto de categorias
com campos de localização separados e relacionados entre si. Por exemplo, os locais dos
proprietários anteriores estão agrupados com os nomes próprios das pessoas, datas, método
de aquisição e outras informações relacionadas com a proveniência da obra.

Autoridades

De acordo com as necessidades da agência catalogadora, os nomes usados para descrever as


localizações devem partir de um ou mais ficheiros de autoridade. As autoridades pertinentes
são a Autoridade de Localização Geográfica (para os nomes das cidades, nações e
características físicas), a Autoridade do Nome de Pessoa e Coletividade (para os nomes das
instituições de memória ou colecionadores privados) e a Autoridade de Assunto (para os
edifícios). A seleção dos nomes deve ser efetuada a partir de fontes de vocabulários
controlados. Idealmente, a estrutura dos ficheiros de autoridade deve ser sob a forma
hierárquica, em que os termos genéricos e específicos estão presentes.

A informação da localização pode requerer campos que serão indexados e controlados, bem
como campos de descrição, em texto livre, que tornará o seu conteúdo mais significativo na
visualização, bem como permitirá a expressão de ambiguidade, nuance e contexto. Cada obra
ou imagem pode apresentar múltiplas localizações, assim os campos de controlo, na
autoridade, devem ser repetíveis.

Para mais informações sobre as autoridades e vocabulários ver a Parte 3: Autoridades de


localização Geográfica, Nome de Pessoa e Coletividade e Assuntos , bem como “Categorias para
a Descrição de Obras de Arte”.

Elementos recomendados

A lista de elementos, neste capítulo, são apresentados de seguida. Os elementos obrigatórios


estão identificados. Na visualização pode-se recorrer a campos de texto livre ou construídos a
partir de campos controlados.

Capítulo 5 – Localização 4
Visualização da localização atual (obrigatório)

Localização controlada (ligação à autoridade da coletividade ou à localização


geográfica)

Visualização do local de execução

Localização controlada (ligação à autoridade da coletividade ou à localização


geográfica)

Visualização do local de descoberta

Localização controlada (ligação à autoridade da coletividade ou à localização


geográfica)

Visualização das localizações anteriores

Localização controlada (ligação à autoridade da coletividade ou à localização


geográfica)

Outra informação sobre a localização

A instituição de memória ou o proprietário podem atribuir um identificador único a uma obra;


essa informação pode ser registada como um elemento separado na área de localização do
registo. Algumas instituições pretendem não associar esse elementos aos abordados neste
capítulo. Para mais informações, ver os campos local-localização no manual “Categorias para a
Descrição de Obras de Arte: Propriedade/História da coleção, Copyright/Restrições,
Exposição/Histórico de Empréstimos, Condição/Prova Histórica, Conservação/História de
intervenções, Contexto: Histórico e Contexto: Arquitetura”.

Sobre os exemplos

Os exemplos apresentados ao longo deste capítulo são meramente ilustrativos. A prática local
pode ser diferente. Os exemplos são os mais completos possíveis e usados para os campos de
visualização e de indexação.

Capítulo 5 – Localização 5
5.1.2 Terminologia

5.1.2.1 Fontes de Terminologia


Os nomes das localizações devem ser controlados e interligados aos ficheiros de autoridade ou
a listas controladas. As fontes publicadas para os nomes das localizações geográficas, edifícios e
repositórios são apresentadas de seguida:
Nomes das Localizações Geográficas

Getty Vocabulary Program. ​Getty Thesaurus of Geographic Names​ (TGN). Los Angeles: J. Paul
Getty Trust, 1988-. ​http://www.getty.edu/research/conducting_research/vocabularies/tgn/​.

United States Geological Survey (USGS). ​Geographic Names Information System​ (GNIS).
http://geonames.usgs.gov/​.
National Geospatial Intelligence Agency (NGA); formerly United States National Imagery and
Mapping Agency (NIMA). (Advised by the US Board on Geographic Names. USBGN). GEOnet
Names Server (GNS). http://earth-info.nga.mil/gns/html/ [foreign names]​.
Library of Congress Authorities. ​Library of Congress Subject Headings.​ ​Washington, DC:
Library of Congress, ​http://authorities.loc.gov/​.
Lavall, Cherry. ​British Archaeological Thesaurus​. London: Council for British Archaeology, 1989.
Columbia Lippincott Gazetteer of the World​. Edited by Leon E. Seltzer.​ ​Morningside Heights,
NY: Columbia University Press, 1961.
Princeton Encyclopedia of Classical Sites​. 2nd ed. Princeton, NJ:​ ​Princeton University Press,
1979.
Barraclough, Geoffrey, ed. ​Times Atlas of World History​. 4th ed. Edited​ ​by Geoffrey Parker.
Maplewood, NJ: Hammond, 1994.
Times Atlas of the World​. 10th comprehensive ed. New York: Times​ ​Books, 1999.
Webster’s New Geographical Dictionary​. Springfield, MA: Merriam-Webster, 1984.
Rand McNally. ​New International Atlas​. Chicago: Rand McNally, 1995.

Nomes de Repositórios e Edifícios

Library of Congress Authorities. ​Library of Congress Name Authorities​.​ ​Washington, DC: Library of
Congress, 2005. ​http://authorities.loc.gov/​.

Capítulo 5 – Localização 6
International Directory of the Arts​. Berlin: Deutsche Zentraldruckerei,​ ​1953-.
International Directory of Arts & Museums of the World​. Munich: K. G. Saur, 1998-.
Official Museum Directory​. Washington, DC: American Association of Museums, 1971-.
Avery Architecture & Fine Arts Library.​ ​Avery Index to Architectural​ ​Periodicals at Columbia
University​. Los Angeles: J. Paul Getty Trust,​ ​1994-. Online by subscription at
http://www.getty.edu/research/conducting_research/avery_index/​.
Macmillan Encyclopedia of Architects​. Edited by Adolf K. Placzek. New​ ​York: Free Press; London:
Collier Macmillan, 1982.
America Preserved: A Checklist of Historic Buildings, Structures, and​ ​Sites​. 60th ed. Washington,
DC: Library of Congress, Cataloging​ ​Distribution Service, 1995.
Fletcher, Sir Banister. ​History of Architecture​. 20th ed. Oxford; Boston:​ ​Architectural Press, 1996.
Grove Dictionary of Art Online​. New York: Grove’s Dictionaries, 2003.​ ​http://www.groveart.com/​.

Outras fontes adicionais para os nomes geográficos podem ser usados, incluindo os atlas, os
mapas e as gazetas.

5.1.2.2 Escolha da Terminologia

5.1.2.2.1 CONSISTÊNCIA
Na informação da localização usar campos controlados. Algumas instituições, para permitir
expressões de ambiguidade e incerteza, podem usar campos de texto livre, em que a
consistência é desejável. De igual modo, a consistência nos campos controlados é de especial
importância no que concerne a tornar a informação clara. Assim, tanto a consistência, como a
gramática e a sintaxe são recomendados.

5.1.2.2.2 USO DE UM FICHEIRO DE AUTORIDADE

Os nomes das localizações geográficas e repositórios devem ser controlados por uma ou mais
autoridades. Neste contexto, as cidades, nações, estações arqueológicas são incluídas na
Autoridade de Localização Geográfica, os museus e outras repositórios administrativos na
Autoridade de Nome de Pessoa e Coletividade e os edifícios na Autoridade de Assunto.
Sempre que possível, as autoridades devem ter por base os vocabulários controlados. No
entanto, sempre que necessário, podem ser adicionados novos elementos. Para mais
informações sobre as regras e guias a usar na criação de novos nomes ver Parte 3: Autoridades
de Localização Geográfica, Nome de Pessoa e Coletividade e Assunto.

Capítulo 5 – Localização 7
5.2 REGRAS DE CATALOGAÇÃO

5.2.1 Regras para a Localização

5.2.1.1 Breves Regras para a Localização

5.2.1.1.1 TIPOS DE LOCALIZAÇÃO

Registar os tipos de localizações indicados.


Local atual
O registo da localização atual de um objeto é obrigatória. A localização atual da obra deve ser
especificada, incluindo o edifício ou o repositório (por exemplo, um museu). No registo da
obra, deve-se mencionar sempre que a obra deixa de existir ou tem a sua localização
desconhecida.
Local de Execução
Sempre que conhecido, registar no registo o local de execução, design ou produção de uma
obra. Alternativamente, e se conhecido, registar a localização de origem.
Local de descoberta
Se a informação for conhecida e se as obras forem encontradas em estações arqueológicas ou
se desconhecerem os locais de execução, registar os locais de escavação ou de achado.
Outros tipos de localizações anteriores
De acordo com as práticas locais, registar as localizações relacionadas com o contexto histórico,
propriedade, história da coleção, exposição, histórico de empréstimos ou conservação
referentes de uma obra.

5.2.1.1.2 REGISTAR A LOCALIZAÇÃO

De entre todos os tipos de localização descritos deve-se registar o nome preferencial/eleito


para a localização geográfica, edifício ou repositório onde a obra está ou esteve localizada. A
seleção do nome deve ser em conta a forma mais conhecida, bem como a forma mais comum
nas fontes. De seguida, apresenta-se uma breve discussão esta temática. Para mais
informações consultar a parte 3: Autoridades de Localização Geográfica, Nome de Pessoa e
Coletividade e Assunto.

Capítulo 5 – Localização 8
Capitalização
Os nomes próprios devem iniciar com maiúscula, incluindo os nomes dos edifícios, repositórios,
aldeias, cidades, províncias, estados, nações, impérios, reinos e características físicas. De um
modo geral, se o nome preferencial/eleito incluir um artigo ou preposição (como l​os, il, la, l' ​,
de, des, della) ​deve-se ​escrever em minúsculas. Todavia, se fizerem parte do primeiro elemento
do nome estes devem ser apresentados em maiúscula.

Exemplos

[localizações geográficas]

Localização atual​: Agroha (Haryana, Índia)

Localização atual​: East Hinson Indian Mounds (Condado de Collier, Florida, Estados
Unidos)

Localização atual:​ Lombardia (Império Carolíngio)

Localização atual​: Aire-sur-la-Lys (Nord-Pas-de-Calais, França)

Localização atual​: La Chapelle (Luisiana, Estados Unidos)

[localização de um edifício]

Localização​ ​atual​: Notre Dame (Paris, França)

[localização de um repositório]

Localização atual​: Museu Nacional (Cidade de Guatemala, Guatemala)

A capitalização dos nomes, noutros idiomas, pode ser diferente. Assim, para ajuda nesta
matéria, deve-se recorrer a fontes oficiais ou à página web oficial dessas instituições e fontes
de terminologia de referência. Para os nomes geográficos consultar a lista já providenciada
acima.
Abreviaturas

As abreviaturas ou iniciais devem ser evitadas (por exemplo , não usar MoMA ou NGA).

Exemplos:

[​Localizações Geográficas​]

Capítulo 5 – Localização 9
Localização​ ​atual​: Santa Maria (Açores, Portugal)

Localização​ ​atual​: Falaba (Província do Norte, Serra Leoa)


Localização​ ​atual​: Campo de batalha nacional de Antietam (Sharpsburg, Maryland,
Estados Unidos)

[​O Repositório​]

Localização​ ​atual​: Museu de Arte Moderna (Nova Iorque, Nova Iorque, Estados Unidos)

Se abreviaturas (Como os códigos de ISO para nomes de países ou abreviaturas de códigos


postais) forem usadas em processos locais, deve substituir as abreviaturas com o nome
completo para a visualização.

Idioma dos Nomes

Para o nome preferencial/eleito deve escolher um nome regularmente usado nas fontes no
idioma no registo de um catálogo. Por exemplo, nos Estados Unidos, deve usar Florença (Itália),
ao invés de ​Firenze (Italia). ​Consulte fontes viáveis para determinar o nome preferencial/eleito.

Exemplo​:

Localização​ ​atual​: Florença (Toscana, Itália)

Não usar uma linguagem que caiu em desuso ou nomes incomuns.

PARA NOMES DE LOCALIZAÇÕES GEOGRÁFICAS

Sempre que não exista equivalência do nome, na língua da agência catalogadora, deve-se
respeitar a forma do nome na língua vernácula, bem como a forma contemporânea do nome.
Sempre que apropriada deve-se usar diacríticos.

Exemplos

Localização​ ​atual​: Rio de Janeiro (Região sudoeste, Brasil)

Localização​ ​atual​: ​Altomünster​ (​Baviera​, Alemanha)

Localização​ ​atual​: Cabo Haitiano (Haiti)

NOMES DOS REPOSITÓRIOS E EDIFÍCIOS

Capítulo 5 – Localização 10
A seleção dos nomes dos repositórios e edifícios deve ter por base a forma mais comum
representada nas fontes de referência. Sempre que apropriada deve-se usar diacríticos.

Exemplos:

Localização​ ​atual​: Ópera (Paris, França)

Localização​ ​atual​: Museum of Islamic Art (Cairo, Egipto)

Localização​ ​atual​: Museu Arqueológico Nacional de Atenas (Atenas, Grécia)

Localização​ ​atual​: Hermitage (São Petersburgo, Rússia)

Localização​ ​atual​: Templo do Céu (Pequim, China)

Construção do Nome

Os nomes das localizações geográficas devem ser traduzidos para a língua da agência
catalogadora. Se não existir equivalência usar a forma do nome na língua vernácula. Para mais
informações sobre o idioma do nome consultar a parte 3: Autoridades do Nome de Pessoa e
Coletividade e Assunto.

5.2.1.2 Recomendações adicionais

5.2.1.2.1 ALGUMAS ANOTAÇÕES

Algumas das recomendações e exemplos apresentados são para serem usadas num campo de
texto livre dedicado à localização. Se tal não for possível deve-se anotar esse facto na descrição
do elemento (ver Capítulo 8, bem como a Visualização e Indexação, apresentados de seguida).

5.2.1.2.2 SINTAXE

Num sistema eficiente, os nomes das localizações, num Registo de Obra, devem ser construídos
automaticamente com ligações para as Autoridades de Localização Geográfica ou Nome de
Pessoa e Coletividade; Se tal não for possível deve-se seguir as seguintes directrizes.

Localizações Geográficas

Para referir a localização geográfica, apresentar o nome preferencial/eleito seguido dos nomes
que permitem a sua exata identificação, na seguinte ordem: local (cidade), província ou outra
subdivisão, nação. Se necessário incluir o continente. Os termos genéricos são apresentados
entre parênteses ou com outro tipo de indicação que permita uma clareza de leitura.1

Exemplos

Capítulo 5 – Localização 11
[palácio Medina Al-Azhara]

Visualização da localização atual​: Córdoba (Andalusia, Espanha)

[Escultura Large Arch de Henry Moore]

Visualização da localização atual​: Columbus (Indiana, Estados Unidos)

[Escultura]

Visualização da localização atual​: Rufisque (Região do Dakar, Senegal)

[têxtil]

Visualização da localização atual​: Alamo Navajo Indian Reservation (Condado de socorro, Novo
México, Estados Unidos)

Repositórios e edifícios

Para referir os repositórios e os edifícios, apresentar o nome preferencial/eleito seguido dos


nomes que permitem a sua exata identificação, na seguinte ordem: local (cidade), província ou
outra subdivisão, nação. Se necessário incluir o continente. Os termos genéricos são
apresentados entre parênteses ou com outro tipo de indicação que permita uma clareza de
leitura.

Exemplos

[desenho num repositório]

Visualização da localização atual​: Galeria Albertina (Viena, Áustria)

[pintura]

Visualização da localização atual​: Yamatane Museum of Art (Tóquio, Japão)

[fresco de um edifício em ruínas, numa cidade deserta]

Visualização da localização atual​: Villa of the Mysteries (Pompeia, Itália)

[peça-de-altar numa igreja]

Visualização da localização atual​: Igreja de Santa María Tonantzintla (Puebla, México)

5.2.1.2.3 DIFERENTES TIPOS DE OBRAS

Obras amovíveis

Se uma obra (pintura, desenho, etc) é amovível e se mudar de localização deve-se registar o

Capítulo 5 – Localização 12
local atual.

Exemplos

[ânfora]

Visualização da localização atual​: J. Paul Getty Museum (Los Angeles, Califórnia, Estados
Unidos)

Visualização do local de execução​: Atenas (Grécia)

[prato de cerâmica]

Visualização da localização atual​: Freer Gallery of Art (Washington, DC, Estados Unidos)

Visualização do local de descoberta​: perto de Deli (Índia)

[painel de pintura]

Visualização da localização atual​: Pinacoteca Nazionale (Siena, Tuscânia, Itália)

Visualização da localização anterior​: Catedral de Milão (Siena, Tuscânia, Itália)

Obras estáticas

As obras estáticas (edifícios arquitectónicos ou obras que fazem parte do mesmo, como por
exemplo fresco) devem registar a localização atual.

Exemplos

[estátua da ombreira da porta]

Visualização da localização atual​: Catedral de Catedral de Notre-Dame (Paris, França)

[templo]

Visualização da localização atual​: Dunhuang (província de Gansu, China)

Os locais de execução, descoberta e as localizações anteriores não são pertinentes para as


obras amovíveis, com a excepção para as obras que, eventualmente, possam ser transportadas
para outros locais.

Exemplos

[obelisco]

Capítulo 5 – Localização 13
Visualização da localização atual​: Piazza di Montecitorio (Roma, Lázio, Itália)

Visualização do local de execução​: Heliópolis (Egito)

[casa]

Visualização da localização atual​: Old Sturbridge Village (Massachusetts, Estados Unidos)

Visualização do local de execução​: Charlton (Massachusetts, Estados Unidos)

Obras perdidas

Nas obras perdidas ou destruídas deve-se incluir a última localização ou a localização de


execução. Se desconhecida usar a terminologia apropriada para o efeito.

Exemplos

[para uma pintura mural]

Visualização da localização atual:​ não se aplica

Visualização do local de execução​: Rockefeller Center (Nova Iorque, Nova Iorque,


Estados Unidos)

[para uma janela de vitral]

Visualização da localização atual​: não se aplica

Visualização do local de execução​: Gedächtniskirche (Berlim, Alemanha)

[para uma pintura a óleo]

Visualização da localização atual​: desconhecido

Visualização do local de execução​: Van Gogh Museum (Amsterdão, Holanda)

Arte performativa

Para arte performativa ou arte ambiental, registar o local onde a obra foi executada ou criada.

Exemplo

[para uma obra de arte performativa]

Visualização da localização atual​: não se aplica

Visualização do local de execução​: Times Square (Nova Iorque, Nova Iorque, Estados
Unidos)

Capítulo 5 – Localização 14
5.2.1.2.4 ESPECIFICIDADE DA LOCALIZAÇÃO

Registe o nível mais específico de local conhecido ou aplicável, utilizando as directrizes a seguir
indicadas.

Repositório

Se a obra é ou foi num repositório ou edifício, registar o nome do repositório ou do edifício,


bem como a sua localização geográfica.

Exemplos

[para uma cesta tecida nativa americana]

Visualização da localização atual​: Heard Museum (Fénix, Arizona, Estados Unidos)

[para uma pintura por Piet Mondrian]

Visualização da localização atual​: San Francisco Museum of Modern Art (San


Francisco, Califórnia, Estados Unidos)

Se o repositório tem vários sítios, incluir a localização específica para a obra, se conhecido. Para
as instituições grandes e complexas, incluir a divisão ou departamento que controla a obra.

Exemplos

[para um retábulo de Bartolo di Fredi]

Visualização da localização atual​: Os claustros, Metropolitan Museum of Art (Nova


Iorque, Nova Iorque, Estados Unidos)

[para um desenho de Rembrandt van Rijn]

Visualização da localização atual​: Departamento de gravuras, desenhos e fotografias,


Galeria Nacional de Arte (Washington, DC, Estados Unidos)

Colecção Privada

Se a obra está em uma colecção particular, registe o nome da colecção, se for conhecido. Se o
nome da colecção é desconhecido ou se o proprietário deseja permanecer anônimo, registar a
frase​ colecção particular​ (em minúsculas); incluir a localização geográfica, se for conhecida.

Exemplo

[uma pintura a óleo]

Visualização da localização atual​: Coleção Luciano Conti (Beverly Hills, Califórnia,

Capítulo 5 – Localização 15
Estados Unidos)

[o esboço em pastel]

Visualização da localização atual​: coleção particular (Monreal, Canadá)

Prédio

Se a obra é ou foi numa igreja ou outro edifício, inclua o nome do prédio.

Exemplo

[um friso em pedra dura]

Visualização da localização atual​: Golden Temple (Amritsar, Punjab, Índia)

Registar a parte do edifício, se conhecido.

Exemplo

[um fresco de Masaccio]

Visualização da localização atual​: Brancacci Chapel, Santa Maria del Carmine (Florença,
Itália)

Cidade

Para a Localização atual da arquitetura e outras formas que não se possam incluir em
repositório ou edifício, registar o nome da cidade e seus contextos mais amplos. Para
Localização da Execução de outras obras, registar a cidade e seus contextos mais amplos.

Exemplo

[o edificio Hagia Sophia]

Visualização da localização atual​: Istambul (região de Marmara, Turquia)

[uma bengala]

Visualização da localização atual​: Am Loubia (Batha Prefecture, Chad)

Quando a cidade não é conhecida

Se a cidade não é conhecida ou apropriada, registar o país. Se este não for conhecido, registar a

Capítulo 5 – Localização 16
região ou continente.

Exemplo

[para uma máscara, a região é registada]

Visualização do local de execução​: Norte de África

Bairros e Endereços

Os bairros e os endereços podem ser incluídos no quando for pertinente.

Exemplos

[para uma casa em um bairro]

Visualização da localização atual​: Georgetown (Washington, DC, Estados Unidos)

[Endereço para uma igreja]

Visualização da localização atual​: Rua St.-Antoine, 17 (Le Marais, Paris, França)

Sítios arqueológicos

Para sítios arqueológicos, incluir o número da parcela ou outra designação específica se for
conhecida e seja o caso.

Exemplo

[para uma estrutura em ruínas]

Visualização do local de​ ​descoberta​: Lote nº 125, monte 78-098 (Ruinas Nacionais do
parque de Great Zimbabwe, Victoria, Zimbabwe)

Características físicas

Para as obras que estão ou não num lugar desabitado, mas são ou foram localizadas ou com
uma característica física usar o nome desse atributo físico.

Exemplo

Capítulo 5 – Localização 17
[para uma bota de couro]

Visualização do local de​ ​descoberta​: Alpes Ötztaler (Europe)

Localização sem nome

Se a localização não tem um nome, registar o nome da cidade mais próxima ou característica
física.

Adicionar o qualificativo ​próximo da Localização indicada. Opcionalmente, se o local for


indicado, mas pouco conhecido, incluir o nome de uma localidade vizinha mais conhecida, se
possível.

Exemplos

[para um túmulo megalítico]

Visualização da localização atual​: próximo de Valencia de Alcántara (Espanha)

[ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Valencia de Alcántara (Espanha)

[para uma escultura em baixo-relevo]

Visualização do local de descoberta​: Tomb 7, Monte Albán, perto de Oaxaca City


(México)

[ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Tomb 7 (Monte Albán, no


México)

[para uma estatueta]

Visualização do local de descoberta​: parque de campismo sem nome, ao longo do rio


Danúbio, em Niederösterreich, nordeste da Áustria

[ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local] Rio Danúbio (Europa)


-Niederösterreich (Áustria)

Para um local sem nome que não esteja perto de um lugar bem conhecido, registar o nome do
menor entidade administrativa a que pertence esse local (por exemplo, um município).

Exemplo

[para uma ponta de seta]

Capítulo 5 – Localização 18
Visualização do local de descoberta​: escavado em Franklin County, Indiana, Estados
Unidos

[ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Franklin County (Indiana,


Estados Unidos)

Locais pouco conhecidos

Se o nome do local não é bem conhecido e o tipo de lugar não é evidente a partir do nome,
para maior clareza incluir um termo que descreva o tipo de lugar, se possível (por exemplo,
colónia deserta, pedreira, face do penhasco).

Exemplos

[para uma estupa]

Visualização do local de descoberta​: Colónia deserta Mohenjo-daro, Provincia de Sind,


Paquistão

[Ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Mohenjo-daro (Sind Province,


Paquistão)

[para uma ferramenta de pedra]

Visualização do local de descoberta​: Pedreira de Buxton Limeworks, perto de Taung,


Bophuthatswana, África do Sul

[Ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Buxton Limeworks (Bophuthatswana,


África do Sul)

[para uma pintura rupestre]

Visualização da localização atual​: penhasco, perto de Huashan, Província de Shaanxi,


China

[Ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Huashan (Província de Shaanxi,


China)

Localização incerta

Se o local é incerto, indique esse facto na visualização; gerar uma entrada no índice com os
prováveis lugar ou lugares.

Exemplos

Capítulo 5 – Localização 19
[para uma maça cerimonial]

Visualização da localização anterior​: provavelmente de uma campa em Bush, Barrow,


Wiltshire, Sul da Inglaterra

[Ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Bush Barrow (Wiltshire,


Inglaterra, Reino Unido)

[para um têxtil]

Visualização do local de​ ​execução​: provavelmente a partir de Batticaloa ou Trincomalee,


Província Oriental, Sri Lanka

[Ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Trincomalee (Província


Oriental, Sri Lanka) - Batticaloa (Província Oriental, Sri Lanka)

Locais históricos

Para locais atuais, use o nome atual do local. Para a identificação da localização e outros antigos
locais pertinentes, evitar descrições anacrónicas no registo da obra, quando possível.
Idealmente, se um nome histórico é pertinente para a obra, o nome histórico para o local ou
repositório deve ser usado (por exemplo, para um-retábulo flamengo do fim do século 15, o
local de execução deve ser indicado como Antuérpia (Flandres), em vez de Antuérpia (Bélgica),
porque a nação da Bélgica não existia até 1831). Anacronismos são mais prováveis de ocorrer
para a Localização de Execução, Localização de Descoberta e outros tipos de Localizações
anteriores.

Para os locais históricos susceptíveis de serem desconhecidos dos utilizadores, incluir a


correspondência moderna no campo de Visualização.

Exemplo

[uma escultura]

Visualização do local de execução​: Rhakotis, agora chamado de Alexandria, no Egito

[Ligação ao ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Alexandria (Egito)

Localização de Partes e do Todo

Para trabalhos que antes eram parte de outros trabalhos, como espólios e fólios

Capítulo 5 – Localização 20
desmembrados de manuscritos ou painéis de retábulos, incluir a localização do original,
trabalho intacto, se conhecido. Trabalhos de arquitectura podem ou não ser referenciados num
ficheiro de autoridade para geografia local.

Exemplo

[para uma peça esculpida]

Visualização da localização anterior​: spolia, originalmente das Termas de Caracalla, em


Roma, Itália

[Ligação para a autoridade de Assunto]: Termas de Caracalla (Roma, Lazio, Itália)

Visualização da localização atual​: Santa Maria in Trastevere (Roma, Itália)

[Ligação para a autoridade de Assunto]: Santa Maria in Trastevere (Roma, Lazio, Itália)

Se possível, use também trabalhos relacionados para ligar a obra original intacta e a parte
actual; veja Parte 1: Obras relacionadas.

Localizações pretendidas e anteriores

Incluir locais pretendidas ou anteriores, se possível.

Exemplos

[para uma escultura]

Visualização do local de descoberta​: encontrados perto das ruínas da vila do imperador


romano Adriano em Tivoli

[Ligação para a autoridade de Assunto]: Vila de Adriano (Tivoli, Lazio, Itália)

Visualização da localização atual​: J. Paul Getty Museum (Los Angeles, Califórnia, Estados
Unidos)

[Ligação para a autoridade Pessoa e Coletividade]: J. Paul Getty Museum (Los Angeles,
Califórnia, Estados Unidos)

[para uma escultura]

Visualização do local de descoberta​: originalmente projetado para um local no alto de


um contraforte da Catedral de Florença, mas nunca lá exibido; exibido pela primeira vez
na frente do Palazzo Vecchio, Piazza della Signoria; mais tarde mudou-se para a
Accademia para proteger a obra

Capítulo 5 – Localização 21
[Ligações para a autoridade de Assunto]: Catedral de Santa Maria del Fiore (Florença,
Toscana, Itália) - Palazzo Vecchio, Piazza della Signoria (Florença, Toscana, Itália)

Visualização da localização atual​: Galleria dell'Accademia (Florença, Itália)

[Ligação para a autoridade Pessoa e Coletividade]: Galleria dell'Accademia (Florença,


Toscana, Itália)

5.2.1.2.5 HISTÓRIA ADMINISTRATIVA

Se a sua instituição está a registar a proveniência (isto é, uma história completa de


propriedade), indicar a história administrativa da obra como uma sequência cronológica
contínua.

Exemplo

[para um retábulo]

Visualização da localização anterior​: antes de 1835, Abadia de Sant'Antimo perto de


Montalcino; 1835-1846, Colecção do cardeal Fesch, Roma; 1846-1863, Colecção
Campana, Roma; desde 1863, Museu do Louvre, Paris.

[Ligação para a autoridade de Assunto]: Abadia de Sant'Antimo (província de Siena,


Toscana, Itália)

[Ligação para a autoridade Pessoa e Coletividade]: Colecção Cardeal Joseph Fesch


(Roma, Itália) - Coleção Marquis Giampietro Campana (Roma, Itália) - Museu do Louvre
(Paris, França)

Note-se que museus e outras instituições detentoras provavelmente irão solicitar um


tratamento profundo da história administrativa, incluindo vários campos controlados para
datas de propriedade e forma de aquisição. Para uma discussão mais aprofundada, consulte
Categorias para a descrição das Obras de Arte: Propriedade / História de colecção.

5.2.1.2.6 EMPRÉSTIMOS

Assinalar quando um trabalho está alojado num local através de um empréstimo de longo
prazo e é propriedade de outro repositório ou agência.

Capítulo 5 – Localização 22
Exemplo

[para uma pintura a óleo]

Visualização da localização atual​: Edifício do Gabinete do Senado Hart (Washington,


DC); por empréstimo da Galeria Nacional de Fotografia (Washington, DC)

[Ligação para a autoridade Pessoa e Coletividade]: Galeria Nacional de Fotografia (Washington,


DC, Estados Unidos)

[Ligação para a autoridade de Assunto]: Edifício do Gabinete do Senado Hart (Washington, DC,
Estados Unidos)

Museus e outras instituições detentoras provavelmente terão necessidade de vários campos


controlados para gerir os empréstimos. Veja ​Categorias para a Descrição de Obras de Arte:
Exposição / História do empréstimo​ para uma discussão mais aprofundada.

5.2.1.2.7 DADOS GEOESPACIAIS

Algumas instituições podem exigir dados geoespaciais detalhados, tais como latitude e
longitude. Idealmente, esta informação deve fazer parte do registo de Autoridade ao qual a
descrição da obra está ligada. Para uma discussão das coordenadas geográficas, ver Capítulo 3:
Autoridade de Localização Geográfica.

Exemplo

[para uma quinta em ruínas]

Visualização da localização atual​: localizado fora de Barcelona, Espanha


[Ligação ao ficheiro de autoridade sobre a geografia local]: Barcelona (Catalunha,
Espanha)
Coordenadas:
Lat: 41 23 N; Long: 002 11 E

Capítulo 5 – Localização 23
5.3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS

5.3.1 Visualização e Indexação

5.3.1.1 Campos de texto livre vs. Campos controlados

Para uma discussão sobre quando e porque é recomendada a separação entre campos de texto
livre e campos controlados, consulte a Parte 1: Desenho da base de dados e relações:
Visualização e indexação.
Os campos controlados são essenciais para informações de localização. É igualmente essencial
para ser possível num campo de Visualização de texto livre assinalar qualquer incerteza,
ambiguidade, aproximações, e outras informações que podem exigir explicação. Isto pode ser
conseguido com campos de Visualização dedicadas a informações de localização.
Alternativamente, o campo de descrição pode ser usado para esse efeito (ver Capítulo 8:
Descrição), e a visualização com informações sobre localização construída através da
concatenação de elementos obtidos do ficheiro de autoridades.

Exemplo
[Opção 1: com a localização corrente necessária e localização descoberta discutido na
descrição]
Visualização da localização atual​ [concatenado a partir da autoridade Pessoa e
Coletividade]: Museu Kunsthistorisches (Viena, Áustria)
Elementos de Descrição: foi descoberto ao longo do rio Danúbio, em Niederösterreich,
nordeste da Áustria.

[Opção 2: com a localização corrente necessária e localização descoberta, ambos


indexados]
Visualização da localização atual​: Museu Kunsthistorisches (Viena, Áustria)
[Ligação com a autoridade Pessoa e Coletividade]: Museu Kunsthistorisches (Viena,
Áustria)
Visualização do local de descoberta​: parque de campismo sem nome, ao longo
do rio Danúbio, em Niederösterreich, nordeste da Áustria

Capítulo 5 – Localização 24
[Ligação o ficheiro de autoridade sobre geografia local]: Rio Danúbio (Niederösterreich,
Áustria)

5.3.1.2 ​Campos no registo de Autoridades e da obras

As informações de localização podem ser ligadas a uma das três autoridades, dependendo do
tipo de localização. Os lugares geográficos devem estar ligados à autoridade de local geográfico.
As construções podem ser ligadas à autoridade Assunto (ou o Geográfico se for a prática local);
podem também ser registados como obras por direito próprio. Repositórios devem ser ligados
ao ficheiro de autoridade Pessoa e Coletividade, tendo em conta que o produtor da obra é um
entidade colectiva e não um edifício, mesmo que o imóvel possa a ter o mesmo nome, como
seja a Galeria Nacional de Arte.

Estas autoridades devem incluir nomes preferidos e variantes para o lugar geográfico ou local,
relações hierárquicas para contextos genéricos e outras informações. Ver Capítulo 3:
Autoridade de Localização Geográfica e nome de Pessoa e Colectividade.
Nos campos controlados utilizados para a indexação, o ideal seria dispor de um sistema
informático que permita usar qualquer termo (preferido ou variante) de autoridade. Se este
sistema não for uma opção, ao indexar a localização os catalogadores devem ser consistentes
na utilização da forma preferida do termo ou nome.

5.3.2 Exemplos
Os exemplos de registos de obras são incluídos abaixo. Para exemplos adicionais, consulte o
final da Parte 1, no final de cada capítulo, e no portal Web do CCO. Nos exemplos, ​controlada
refere-se a valores controladas por um ficheiro de autoridade, lista controlada, ou outras regras
(por exemplo, com datas). Ligação refere-se a uma relação entre a descrição de uma obra e um
ficheiro de autoridade ou entre os registos de duas obras. Todas as ligações são campos
controlados. Nos exemplos que se seguem, os registos de obras relacionadas foram abreviados
por uma questão de simplificação. Todos os registos das obras devem ser tão completos quanto
possível. Consulte os vários capítulos para discussão sobre os elementos individuais dos

Capítulo 5 – Localização 25
metadados, sejam estes controlados, e as respectivas vantagens de um ficheiro de autoridade
ou de uma lista controlada. Em todos os exemplos deste manual, tanto no interior e no final de
cada capítulo, os valores de dados para campos repetitivos são separados por caracteres.

Capítulo 5 – Localização 26
Figura 25
Relação entre o registo da obra e a autoridade: pintura impressionista​2
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.
Registo de Obra Registo de autoridade -Local
❏ Classe​ [​controlado​]: pinturas • Arte Europeia ​■ *​Nomes​: ​Giverny​ (preferencial)
❏ *Tipo de obra​ [​ligação​]: pintura Warnacum (histórico)
❏ *Título​: Wheatstacks, Snow Effect, Morning|​Tipo de ■ *​Hierarquia​ [​ligação​]:
título​: preferencial .... Europa (continente)
❏ *Criador​: Claude Monet (French, 1840-1926) ........ Francça (país)
*​Função​ [​controlado​]: pintor | [​ligação​]: Monet, Claude ............ Alta Normandia (região)
❏ *​Data​: 1891 ................ Eure (departamento)
[​controlado​]: ​Inicial: ​1891;​ Final: ​1891 .................... Giverny (comuna)
❏ *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: paisagem • Giverny ■ ​*Tipo de Local ​[​controlado​]: comuna
(Haute-Normandie, França) • campo • neve • luz ■​ Coordenadas​ [​controlado​]:
❏ Estilo​ [​ligação​]: Impressionismo Lat​: 49 04 00 N GMS
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: J. Paul Getty Museum (Los Long​: 001 32 00 EGMS
Angeles, California, Estados Unidos) | ID:95.PA.63 (​Lat​: 49.0667 graus decimais)
❏ Local de execução​ [​ligações​]: ​Giverny​ (Haute-Normandie, (​Long​: 1.5333 graus decimais)
França) ■ ​Nota​:Giverny está localizada na margem direita do Rio
❏ *​Medidas​: 65 x 100 cm (25 1/2 x 39 1/4 polegadas) Sena, na confluência com um dos dois afluentes do Rio
[​controlado​]: ​Valor​: 65 ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura|​Valor​: Epte. Habitada desde o neolítico possui inúmeros achados
100 ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura arqueológicos e túmulos correspondentes à época
❏ *​Materiais e Técnicas​: óleo sobre tela galo-romana …
Material [ligação]: pintura a óleo • tela ■ *​Fonte​ [​ligação​]: Getty Thesaurus of Geographic Names
❏ Descrição​: Monet, em maio de 1891 a partir do seu jardim (1988-).
em Giverny, inicia a primeira série de pinturas com os
montes de cereais, como cenário. Produziu 30 telas onde Registo de autoridade - Local
retratou a luminosidade e a cor, presentes nestas ■ *​Nomes​: Los Angeles (preferencial)
paisagens. L.A. Pueblo de Nuestra Señora la Reina de los Angeles de
Porciuncula (histórica)
■ *​Hierarquia​ [​ligação​]:
América (continente)
Registo de autoridade de Pessoa e/ou coletividade
........ Estados Unidos da América (nação)
■ *​Nome​: J. Paul Getty Museum (preferencial)
............ Califórnia (estado)
■ *​Biografia​: Museu americano fundado em 1953
.................. Los Angeles (cidade)
■ *​Nacionalidade​ [​controlado​]: Americano
■ *​Tipo de local​ [​controlado​]: cidade
*[​controlado​]: ​Início​: 1953; ​Final​: 9999
■ ​Datas​: Descoberta numa expedição espanhola por
■ *​Função​ [​controlado​]: museo
Gaspar de Portolá, a 2 de agosto de 1769; foi fundada em
■ *​Localização​ [ligação para a autoridade]: Los Angeles
1781
(California, Estados Unidos)
[​controlado​]: ​Início​: 1769; ​Final​: 9999
■ ​Coordenadas​ [​controlado​]:
Lat​: 34 03 00 N GMS
Long​: 118 14 00 W GMS
(​Lat​: 34.0500 graus decimais)
(​Long​: -118.2333 graus decimais)
■ ​Nota​:É a segunda cidade mais populosa dos Estados
Unidos; nos finais do séc. XIX e inícios do séc. XX cresceu
CRÉDITO: The J. Paul Getty Museum (​Los Angeles, California), rapidamente devido ao comércio internacional e à indústria
Wheatstacks, Snow Effect, Morning, (Meules, Effet de Neige, Le Matin​) cinematográfica...
1891; Claude Monet (French, 1840-1926); oil on canvas, 65 x 100 cm (25
■ *​Fonte​ [​ligação​]: Getty Thesaurus of Geographic Names
1/2 x 39 1/4 inches); 95.PA.63. © The J. Paul Getty Trust.
(1988-).

Capítulo 5 – Localização 27
Figura 26
Relação entre o registo da obra e a autoridade: escultura indiana​3
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.

Registo de Obra
❏ Classe​ [​controlado​]: escultura • Arte Asiática
❏ *Tipo de obra​ [​ligação​]: estátua
❏ *Título​: Parvati|​Tipo de título​: preferencial
❏ *Criador​: indiano desconhecido (Tamil Nadu)
❏ *​Função​ [​controlado​]: escultor | [​ligação​]: indiano desconhecido
❏ *​Data de execução​: ca. Primeiro quartel do séc. X
[​controlado​]: ​Inicial: ​0890;​ Final: ​0935
❏ *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: religião e mitologia • figura
humana • mulheres na arte • Parvati (Divindade hindu) • sensualidade
• dança
❏ Estilo​ [​ligação​]: Chola (dinastia)
❏ Cultura​ [​ligação​]: Indiana
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: Metropolitan Museum (Nova York, Nova
York, Estados Unidos) | ​ID​:57.51.3
❏ Local de execução​ [​ligações​]: Tamil Nadu (Índia)
❏ *​Medidas​: 69.5 cm (altura) (27 3/8 polegadas)
[​controlado​]: ​Valor​: 69.5 ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura
❏ *​Materiais e Técnicas​:liga de cobre, sob a técnica de fundição de cera
perdida
Material​ [​ligação​]: liga de cobre |​Técnica​ [​ligação​]: Fundição em
técnica de cera perdida
❏ Descrição​:​ A escultura é do período da Dinastia Chola. A estátua é
executada em liga de cobre sob a técnica de fundição em cera perdida.
A coroa, sob a forma de cone, simboliza a montanha (karandamukuta)
e os movimentos proporcionados pela execução da dança (balancear
das ancas e dos braços) apresenta uma pose que parece segurar uma
flor na mão direita.
❏ Fonte​: Metropolitan Museum of Art online.
http://www.metmuseum.org (accessed February 1, 2005).

Registo de autoridade - Local


■ *​Nomes​: Tamil Nadu (preferencial)
Madras (histórica)
■ *​Hierarquia​ [​ligação​]:
Ásia (continente)
........ Índia (nação)
............ Tamil Nadu (estado) CRÉDITO: Parvati, período da Dinastia Chola (880-
■ *​Tipo de local​ [​controlado​]: estado 1279), ca. Primeiro quartel do séc. X; Índia (Tamil
■ ​Coordenadas​ [​controlado​]: Nadu); Copper alloy; altura: 27 3/8 in. (69.5 cm); #1;
Lat​: 11 00 00 N GMS The Metropolitan Museum of Art. Bequest of Cora
Timken Burnett, 1956 (57.51.3). Fotografia © 1994
Long​: 078 00 00 E GMS
The Metropolitan Museum of Art.
(​Lat​: 11.0000 graus decimais)
(​Long​: 78.0000 graus decimais)
■ ​Nota​:Tamil Nadu é um dos 28 estados da Índia e foi, durante os séc. X e
XII o lugar sagrado das divindades hindus.
■ *​Fonte​ [​ligação​]: Getty Thesaurus of Geographic Names (1988-).

Capítulo 5 – Localização 28
Figura 27
Relação entre o registo da obra e a autoridade: edifício do séc. XIX
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.

Registo de Obra
❏ Classe​ [​controlado​]: arquitetura • Arte Americana
❏ *Tipo de obra​ [​ligação​]: tribunal
❏ *Título​: Tribunal de Columbus|​Tipo de título​: preferencial
❏ *Criador​: Isaac Hodgson (Americano, nasceu na Irlanda em 1826)
❏ *​Função​ [​controlado​]: arquiteto | [​ligação​]: Hodgson, Isaac
❏ *​Data de execução​: fundações em 1871, finalizado em 1874
[​controlado​]: ​Inicial: ​1871;​ Final: ​1874
❏ *​Assunto​ [​ligação com a autoridade​]: arquitetura • tribunal • governo
❏ Estilo​ [​ligação​]: Segundo Império
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: Columbus (Indiana, Estado Unidos)
❏ *​Medidas​: 2 pisos
[​controlado​]: ​Extensão​: piso; ​Valor​:2; ​Tipo​: contagem
❏ *​Materiais e Técnicas​:fundações em calcário, exteriores de tijolo e
calcário, estrutura e telhado de ferro
Material​ [​ligação​]: calcário • tijolo |​Técnica​ [​ligação​]: estrutura de
ferro
❏ Descrição​:​ O edifício substituiu um antigo tribunal situado na parte
central da praça de Columbus. Esta nova estrutura destacou-se por ter
sido fundida com vapor, ter candeeiros a gás e ser à prova de fogo
(incluindo o antigo telhado, agora em cobre).
❏ Fonte​:
National Register of Historic Places online (accessed February 4, 2005).
Columbus Indiana: A Look At Architecture​ (1980); ​Página​: 18.

Registo de autoridade - Local CRÉDITO: Tribunal de Columbus, Columbus, Indiana


© 2005 Patricia Harpring. All rights reserved.
■ *​Nomes​: Columbus (preferencial)
Tiptonia (histórica)
■ *​Hierarquia​ [​ligação​]:
América (continente)
........ Estados Unidos da América (nação)
............ Indiana (estado)
................ Bartholomew (condado)
.................... Columbus (estado)
■ *​Tipo de local​ [​controlado​]: estado
■ ​Coordenadas​ [​controlado​]:
Lat​: 39 12 00 N GMS
Long​: 085 55 00 W GMS
(​Lat​: 39.2000 graus decimais)
(​Long​: -85.9167 graus decimais)
■ ​Nota​: Columbus fica localizado no East Fork of White River; tem uma
comunidade industrial diversificada e pradarias; destacam-se as arquiteturas
modernas bem como arquitetos de renome como II. M. Pei, Harry Weese, e
Robert Trent Jones.
■ *​Fonte​ [​ligação​]: Getty Thesaurus of Geographic Names (1988-).

Capítulo 5 – Localização 29
NOTAS

1.​Contextos mais abrangentes podem ser 3. ​Este exemplo é destinado a ilustrar


adicionados através da ligação à Autoridade elementos de metadados discutidos neste
de Local. Alternativamente, os contextos manual. Os campos nomes e valores de
mais genéricos podem ser concatenados dados no exemplo não representam,
através de um algoritmo de nível hierárquico necessariamente, o registo deste objeto no
superior para descrever os locais. Se os sistema de informação do Metropolitan
contextos mais genéricos são assim Museum.
adicionada pelo algoritmo em vez de
construídos manualmente, deverá ser
desenvolvida uma fórmula para incluir
consistentemente o nome em Inglês (se
houver) para o primeiro nível de país com o
nome da cidade (por exemplo, Lazio (Itália)
para exibir com Roma). Podem ser
desenvolvidos algoritmos adequados para
outros contextos, como recursos físicos,
regiões, e outros tipos de entidades
geográficas.

2. . ​Este exemplo é destinado a ilustrar


elementos de metadados discutidos neste
manual. Os campos nomes e valores de
dados no exemplo não representam,
necessariamente, o registo deste objeto no
sistema de informação do Museu Getty.

Capítulo 5 – Localização 30
Capítulo6 – Assunto

Assunto

6.1 Sobre o Assunto

6.1.1. Discussão

O elemento Assunto contém uma identificação, descrição, ou interpretação sobre


o que é representado numa (ou sobre uma) obra ou imagem. Os Assuntos
incluem coisas, lugares, atividades, formas abstratas, decorações, histórias e
eventos da literatura, mitologia, religião ou história. Temas filosóficos, teóricos,
simbólicos ou alegóricos, bem como conceitos também podem ser Assuntos.
Para obras de representação (figurativa), os assuntos podem ser atribuídos sob a
forma narrativa, pois contam uma história ou representam um episódio numa
história. Estas também podem ser não narrativas, com a representação de
pessoas, animais, plantas, edifícios ou objetos retratados em quadros, como a
natureza morta, as paisagens, as cenas domésticas, plantas arquitetónicas,
alegorias, e assim sucessivamente. As obras abstratas também têm assunto e
podem incluir uma referência ao conteúdo abstrato, à decoração, à função, ou a
temas implícitos ou atributos. O Assunto deverá ser registado para todas as obras
e imagens, mesmo aquelas que não apresentam narrativa ou figurativa, no
sentido tradicional. Para obras abstratas, arquitetura, artes decorativas,
mobiliário, e outras obras sem narrativa ou de forma figurativa, os assuntos das
mesmas poderão incidir sob a função das mesmas, bem como sob aspetos
relevantes da sua forma ou composição.

Determinar o assunto
Quando se analisa o conteúdo de uma obra, o catalogador deverá poder
responder à questão: o que é ou sobre o que é a obra? Tradicionalmente, sobre o
que a obra é (muitas vezes designado por aboutness) é definido pelo seu
significado iconográfico, narrativo, temático ou simbólico; o que é a obra
(muitas vezes designado por of-ness) é a observação objetiva, não especializada,
do que se deveria ver na obra. A abordagem metodológica à análise dos assuntos
é recomendável. Um método de análise de assuntos corresponde em dar resposta
às questões, quem, o quê, quando e onde. Outro método usado e vagamente
baseado nas teorias da percepção humana e do reconhecimento do significado
nas imagens, descrito pelo académico Erwin Panofskyi, é uma abordagem top-
down (invertida?) que examina os vários níveis de especificidade. Panofsky
identifica três níveis primários de significado na arte: descrição pré-
iconográfica, análise de expressão ou de identificação e a interpretação
iconográfica. O uso de uma aplicação mais simples e baseada na prática, desta
abordagem tradicional histórico-artística, pode ser útil para a recuperação da
informação por assuntos. O primeiro nível – descrição – faz referência aos
elementos genéricos retratados no ou pela obra (por exemplo, homem). O
segundo nível – identificação – refere-se ao assunto específico, incluindo os
mitológicos, fictícios, religiosos ou históricos (por exemplo, George
Washington). O terceiro nível – interpretação – refere-se ao significado ou temas
representados pelos assuntos e inclui a análise conceptual sobre o conteúdo da
obra (por exemplo, poder político). Para mais informações sobre este método
ver Categories for the Description of Works of Art: Subject Matter.

Especificidade
Inclui uma designação geral do assunto (por exemplo, portrait or landscape
(visão de retrato ou de paisagem???)). Para outros termos, o nível de
especificidade e abrangência aplicado para indexar o conteúdo de uma obra de
arte ou arquitetura dependerá de vários fatores, incluindo o nível de experiência
do catalogador (profissional???), a qualidade e a disponibilidade no acesso à
informação. Não incluir informações, como a da interpretação, se não tiver
investigação académica que a sustente; Efetivamente se não tiver acesso ao
conhecimento científico/académico será preferível optar por selecionar um
assunto mais abrangente do que um assunto especifico incorreto. Por exemplo,
se não tiver a certeza sobre os nomes das espécies, será preferível escolher um
termo mais abrangente como pássaro do que um específico como pintassilgo.
Adopte a sua abordagem às características da colecção que está a tratar, o tempo
disponível, os recursos humanos, a tecnologia e as necessidades dos utilizadores
para a recuperação da informação. Note que o tratamento deverá dar resposta a
ambos os utilizadores, especialistas e não especialistas. No contexto da
especificidade da sua instituição procure responder a estas questões. Será útil
indexar todos os elementos representados no cenário? Se não, qual é o limite? O
seu sistema permitirá relacionar os termos e sinónimos, num ficheiro de
autoridade? Se não, deverá incluir contexto e sinónimos mais amplos, no registo
da obra. Quanto maior e profunda for a análise de conteúdo maior será o acesso
à mesma. Todavia, nem todas as instituições podem dispensar o tempo ou
providenciar o conhecimento necessário para a indexação detalhada dos
assuntos. Apesar de, aparentemente, os assuntos usados em alguns tipos de
obras, como as de arquitetura e objetos utilitários, se repetirem ou se
sobreporem a outros elementos, como o Título ou Tipo de obra, a descrição e
indexação do conteúdo deverá ser efetuada separadamente no elemento do
assunto e de forma minuciosa. Descrevendo o assunto ou elementos de
metainformação de uma obra nos campos destinados para o efeito, no mesmo
local da base de dados e para todas as obras, usando desta forma as mesmas
convenções, garante a consistência dos índices e dos registos.

Exaustividade
De modo a garantir uma indexação consistente, deverão ser definidas orientações
no que concerne ao números de termos a serem atribuídos e ao método de análise
utilizado para determinar os assuntos da obra ou imagem. Os profissionais
podem recorrer aos níveis de descrição, identificação, e interpretação. Podem
recorrer a uma lista mental de objetos, pessoas, eventos, atividades, locais, e
períodos respondendo às questões quem, o quê, quando e onde. Eles podem ler a
obra da esquerda para a direita, de cima para baixo, do início ao fim, ou do
assunto mais saliente ao menos proeminente. Obras que têm como propósito
primário o funcional, como a arquitetura e os objetos utilitários, deverão ser
analisados por assunto, possivelmente incluindo as funções ou formas das obras,
ou ambas. Algumas instituições poderão ter recursos para definir apenas um
pequeno número de termos; outras poderão ter recursos para elaborar uma
indexação mais exaustiva.

Exemplos
[com um pequeno número de termos]
Assunto: natureza-morta • flores
[com uma indexação exaustiva]
Assunto: natureza-morta • flores • Austrian copper rose • Floribunda rose • Jadis
rose • lilás • vaso Ming • toalha de mesa bordada • Borboleta monarca

Ambiguidade e incerteza
Se a opinião académica estiver dividida no que concerne aos assuntos da obra,
ou se as informações sobre os assuntos são incertas ou ambíguas, essa indicação
deverá ser mencionada num campo de texto livre (por exemplo, provavelmente
representa Zeus e o consorte feminino, mas possivelmente Posídon e Afrodite).
Essas incertas poderão requerer o desenvolvimento de inúmeros índices no que
respeita ao vocabulário controlado ou no ficheiro de autoridade. Por exemplo, se
a opinião académica se encontrar dividida quanto ao nome da figura, se Zeus ou
se Posídon, então ambos os nomes deverão ser mencionados nos índices, para
que sejam recuperados na pesquisa.

Organização da metainformação
Assunto é um importante ponto de acesso e a indexação deste elemento é
extremamente recomendável. Algumas organizações, todavia, podem não serem
capazes de registar a terminologia de assunto. O elemento Assunto deverá ser
repetível. Para garantir que os diversos contextos sejam aplicados (como são o
caso dos termos genéricos ou os termos específicos) e os sinónimos
pesquisáveis, nomes e termos usados para descrever a matéria assunto deverão
ser incluídos e descritos na autoridade de assunto e de outras três autoridades.
Por exemplo, os Três Reis Magos, Reis Magos, e os Magos são sinónimos para
as mesmas personagens bíblicas e todas as formas podem ser pesquisadas pelo
utilizador para procurar esse assunto. Idealmente, a autoridade de assunto deverá
ser organizada em estrutura hierárquica que inclui relações de termos específicos
e genéricos. Por exemplo, a Batalha de Concord do século XVIII poderá ser
ligada ao termo genérico para o assunto Guerra da Independência dos Estados
Unidos da América. para facilitar o acesso ao utilizador final. Se a manutenção
da autoridade de assunto e outras autoridades apropriadas não forem possíveis,
uma lista de assuntos controlada deverá ser usada para garantir a consistência.
Devido à natureza abrangente de conteúdo do assunto, o recurso a inúmeras
fontes de terminologia de assuntos serão certamente necessárias; além do mais,
o sistema deverá permitir a adição de terminologia local, sempre que se
justifique.
Idealmente e para o acesso à informação, o assunto deveria ser registado num
campo de texto livre (free-text) em conjunto com os termos controlados. Deverá
ser efetuado num campo em texto livre dedicado ao assunto ou através da adição
da discussão do assunto no elemento de Descrição (ver Capítulo 8). Em
qualquer dos casos, os campos controlados para a indexação de assunto são
extremamente recomendados. Neste sentido, cada obra ou imagem terá
inúmeros termos de assunto e assim, os campos de controle de autoridade
deverão ser repetíveis. Mesmo quando o assunto de uma obra é referido nos
elementos Título ou Tipo de Obra, a descrição e indexação do conteúdo deverão
ser realizadas no elemento Assunto.

Este capítulo aborda a informação que deverá ficar registada no Registo da


Obra, ao nível do assunto. Na sua maioria, coleções de imagens têm mais do que
um ponto vista de uma obra, como são os casos das visões internas e externas de
uma obra arquitectónica, os detalhes de uma imagem de uma pintura ou
escultura, e assim sucessivamente. Utilizadores de uma coleção de imagens
necessitam do acesso a um ponto de vista particular de uma obra, em
deterioramento ao acesso a todos os pontos de vista dessa mesma obra. Por
exemplo, utilizadores deverão ser capazes de recuperar imagens específicas do
friso de terciarão (tierceron ribs????) no amplo contexto de abóbadas
disponíveis na Catedral de LinoIn e na Capela do King’s College, em
Cambridge. Ver Capítulo 9: Visualização da Informação: Visualização da
Descrição e Visualização do Assunto, e Parte 3: Autoridade de Assunto para
mais informação. Discussão adicional, relacionada com os problemas do
assunto, a registar no registo da obra, poderá ser encontrada nas Categorias para
a Descrição das Obras de Arte: Assunto e a identificação de autoridade de
assunto. Para questões relacionadas com o assunto e identificação de assunto
foram discutidas com alguma profundidade na Introdução ao Acesso à Imagem
da Obra de Arteii.

Autoridades para Assunto


A experiência, os recursos, e a funcionalidade da base de dados são os elementos
que irão determinar quais os termos a guardar num dado ficheiro de autoridade.
Todavia, a terminologia do assunto pode, na maior parte dos casos, englobar um
grande conjunto de temas de todo o conhecimento. Idealmente, a Autoridade de
Assunto deverá incluir apenas os temas que fazem parte da sua própria
autoridade. Neste sentido, deverá conter nomes próprios para a iconografia,
como os nomes das personagens literárias, mitológicas ou religiosas ou temas,
eventos históricos e /ou qualquer outro nome de assunto iconográfico. Dado que
o assunto pode incluir terminologias que também são usadas noutras partes do
Registo da Obra, termos usados nos campos de Assunto também podem ser
encontrados em diversos ficheiros de Autoridade; tendo em conta a sobreposição
da terminologia necessária para a descrição dos diversos elementos, é
efectivamente mais eficiente incluir um qualquer termo atribuído, num único
ficheiro de autoridade em vez da repetição do mesmo termo em múltiplas
autoridades, evitando assim a sua redundância. Por exemplo, nomes de assunto
de pessoas físicas (por exemplo, Galileo Galilei (cientista Italiano, filósofo,
1564-1642)) poderá ser encontrado como cabeçalho de Pessoa física ou de
Coletividade quando são definidas as relações entre os artistas e outras entidades
com as obras; cabeçalhos para pessoas, quer se tratem de artistas, mecenas
(patrons???), ou assuntos, têm características semelhantes, requerem campos
similares, e assim podem ser armazenados no mesmo ficheiro de autoridade
(funções/actividades desenvolvidas ao longo da vida (life roles ????) podem ser
usadas para diferenciar nomes de artistas de outros tipos de nomes de pessoas no
ficheiro de autoridade, sempre que necessária). Ainda, a mesma pessoa pode, de
acordo com os vários trabalhos efetuados, apresentar inúmeras funções assim
como o assunto, o mecena (patron ???) ou o artista. Os nomes geográficos
indicados para os assuntos (por exemplo, Tóquio (Japão)) poderão também
figurar na Autoridade para Locais Geográficos, pois esses nomes também
poderão ser utilizados noutros campos do Registo da Obra. Terminologia (por
exemplo, catedral, mármore, cinzel) necessárias para o Tipo de Obra,
características físicas e outros elementos também poderão ser obrigatórios para
o Assunto; estes poderiam ser guardados na Autoridade Conceito, junto com os
elementos genéricos usados para indexar um uma obra (por exemplo, mulher,
árvore, cavalo).
Arquitectura e outras obras podem ser os assuntos de outras obras; no Registo
das Obras, as arquitectónicas e outras obras podem vir a ser incluídas na
autoridade de assunto ou catalogadas autonomamente como obras. Para mais
informação, ver Parte 3: Autoridade de Assunto.

Elementos recomendados
Abaixo apresenta-se a lista de elementos abordados neste capítulo. Os elementos
obrigatórios estão indicados. A apresentação pode ser em texto livre (free-
text???) ou a partir de campos controlados.
Visualização do Assunto ou elemento Descrição (se não for possível incluir a
visualização do Assunto, se necessário, deve-se descrever o assunto no elemento
Descrição)
Cabeçalho de Assunto (Controlled Subject) (obrigatório) (idealmente interliga a
diversas autoridades: pessoas/coletividades, locais geográficos, conceitos ou
autoridade de assunto iconográfico)
Extensão
Tipo de Assunto

Sobre os exemplos
Os exemplos apresentados neste capítulo são meramente ilustrativos. A prática
local pode ser diferente e variável. Os exemplos tendem a ser exaustivos na
possibilidade das apresentações e campos de indexação, que podem não ser
necessários de realizar para as coleções de recursos visuais e para algumas
outras instituições.

6.1.2 Terminologia
6.1.2.1 Recursos para a Terminologia
A terminologia de Assunto deverá ser controlada usando, para isso, ficheiros de
autoridade ou listas controladas.
Note-se que a terminologia de assunto poderá ser guardada na Autoridade de
Locais Geográficos, Autoridade dos nomes de Pessoas e Coletividades, e
Autoridades de Conceito (para conceitos gerais), bem como na dedicada
Autoridade de Assunto. Para mais esclarecimentos, verificar o início deste
capítulo e na Parte 3: Autoridade de Assunto.
Geralmente a indexação de Assunto requer o uso de termos de diferentes
vocabulários; note-se que a terminologia local provavelmente também poderá
ser necessária. Fontes de termos editadas, que podem ser apropriadas para os
assuntos, incluem os seguintes

Conceitos Gerais
Getty Vocabulary Program. Art & Architecture Thesaurus (AAT). Los
Angeles: J. Paul Getty Trust, 1988-. http://www.getty.edu/research/
conducting_research/vocabularies/aat/.
Library of Congress Authorities. Library of Congress Subject Headings.
Washington, DC: Library of Congress, 2005. http://authorities.loc .gov/.

Fleming, John. Penguin Dictionary of Architecture and Building Terms.


London: Penguin, 1999.

Grech, Chris. Multilingual Dictionary of Architecture and Building Terms.


New York: E. and F. N. Spon, 1998.

Temas Iconográficos
ICONCLASS. http://www.iconclass.nl/. (Most useful for Western religious
and mythological subjects).

Garnier, François. Thesaurus iconographique: système descriptif des


représentations. Paris: Léopard d’or, 1984.

Roberts, Helene E., ed. Encyclopedia of Comparative Iconography: Themes


Depicted in Works of Art. 2 vols. Chicago: Fitzroy Dearborn, 1998.

Stutley, Margaret. Illustrated Dictionary of Hindu Iconography. London:


Routledge and Kegan Paul, 1985.
Narkiss, Bezalel, et al. Index of Jewish Art: An Iconographical Index of
Hebrew Illuminated Manuscripts. Jerusalem: Israel Academy of Sciences
and Humanities; Paris: Institut de recherche et d’histoire des textes, 1976-
1988.

Personagens de Ficção
Seymour-Smith, Martin, and William Freeman. Dictionary of Fictional
Characters. Rev. ed. Boston: The Writer, 1992

Pessoas ou grupo de pessoas


Library of Congress Authorities. Library of Congress Name Authorities.
Washington, DC: Library of Congress. http://authorities.loc.gov/.

The International Who’s Who. London: Europa Publications Ltd., 1935-.

Hunt, Kimberly N. Encyclopedia of Associations: National Organizations.


38th ed. 2 vols. Farmington Hills, MI: Gale Group, 2002.

Atterberry, Tara E. Encyclopedia of Associations: International


Organizations. 37th ed. 2 vols. Detroit, MI: Gale Group, 2001.

Biography and Genealogy Master Index. Farmington Hills, MI:


ThomsonGale, 1998. Online by subscription at http://galenet.gale.com/a/
acp/bgmi (accessed November 18, 2002).

Canadiana: The National Bibliography on CD-ROM. Ottawa: National


Library of Canada, 2001-.

Getty Vocabulary Program. Union List of Artist Names (ULAN). Los


Angeles: J. Paul Getty Trust, 2000. http://www.getty.edu/research/
conducting_research/vocabularies/ulan/.

America Preserved: Checklist of Historic Buildings, Structures, and Sites.


60th ed. Washington, DC: Library of Congress, Cataloging Distribution
Service, 1995.

Fletcher, Sir Banister. History of Architecture. 20th ed. Oxford; Boston:


Architectural Press, 1996.

Grove Dictionary of Art Online. New York: Grove’s Dictionaries, 2003.


http://www.groveart.com/.
Library of Congress Authorities. Library of Congress Subject Headings and
Name Authorities. Washington, DC: Library of Congress.
http://authorities.loc.gov/.

Nomes de Edifícios
Avery Architectural & Fine Arts Library. Avery Index to Architectural
Periodicals at Columbia University. Los Angeles: J. Paul Getty Trust,
1994-. Online by subscription at http://www.getty.edu/research/
conducting_research/avery_index/.

Macmillan Encyclopedia of Architects. Edited by Adolf K. Placzek. New


York: Free Press; London: Collier Macmillan, 1982.

Nomes Geográficos
Getty Vocabulary Program. Getty Thesaurus of Geographic Names (TGN).
Los Angeles: J. Paul Getty Trust, 1988-. http://www.getty.edu/
research/conducting_research/vocabularies/tgn/.

United States Geological Survey (USGS). Geographic Names Information


System (GNIS). http://geonames.usgs.gov/ [domestic names] National
Geospatial Intelligence Agency (NGA), formerly United States National
Imagery and Mapping Agency (NIMA). (Advised by the U.S. Board on
Geographic Names. USBGN). GEOnet Names Server (GNS). http://earth-
info.nga.mil/gns/html/ [foreign names]

Library of Congress Authorities. Library of Congress Subject Headings.


Washington, DC: Library of Congress. http://authorities.loc.gov/.

Seltzer, Leon E., ed. Columbia Lippincott Gazetteer of the World.


Morningside Heights, NY: Columbia University Press, 1961.

Princeton Encyclopedia of Classical Sites. 2nd ed. Princeton, NJ: Princeton


University Press, 1979.
Barraclough, Geoffrey, ed. Times Atlas of World History. 4th ed. edited by
Geoffrey Parker. Maplewood, NJ: Hammond, 1994.

Times Atlas of the World. 10th comprehensive ed. New York: Times Books,
1999.

Webster’s New Geographical Dictionary. Springfield, MA:


MerriamWebster, 1984.

Rand McNally. New International Atlas. Chicago: Rand McNally, 1995.

Termos Arqueológicos
Lavell, Cherry. British Archaeological Thesaurus: For Use with British
Archaeological Abstracts and Other Publications with British Archaeology.
London: Council for British Archaeology, 1989.

Museum Documentation Association. MDA Archaeological Objects


Thesaurus. Cambridge: MDA, English Heritage & Royal Commission on
the Historical Monuments of England, 1997. http://www.mda
.org.uk/archobj/archint.htm#Foreword.

Getty Vocabulary Program. Art & Architecture Thesaurus (AAT). Los


Angeles: J. Paul Getty Trust, 1988-. www.getty.edu/research/
conducting_research/vocabularies/aat/.

Animais
Animal Diversity Web. University of Michigan Museum of Zoology, 1995-
2002. http://animaldiversity.ummz.umich.edu/index.html.

Grzimek, Bernhard, and George M. Narita, eds. Grzimek’s Animal Life


Encyclopedia. 13 vols. New York: Van Nostrand Reinhold, 1972-1975.
Plantas
USDA, NRCS. 2001. The PLANTS Database, Version 3.1. National Plant
Data Center, Baton Rouge, LA 70874-4490 USA. http://plants .usda.gov.

Eventos
Library of Congress Authorities. Library of Congress Subject Headings.
Washington, DC: Library of Congress. http://authorities.loc.gov/.
Mellersh, H. E. L., and Neville Williams. Chronology of World History. 4
vols. Santa Barbara, CA: ABC-CLIO, 1999.

Grun, Bernard. Timetables of History: A Horizontal Linkage of People and


Events. 3rd ed. New York: Simon and Schuster, 1991.

Thompson, Sue Ellen, and Helene Henderson, comp. Holidays, Festivals,


and Celebrations of the World Dictionary. 2nd ed. Detroit: Omnigraphics,
1997.

Kohn, George Childs. Dictionary of Wars. Rev. ed. New York: Facts on
File, 2000.

Anatomia Humana e Assuntos Médicos


Medical Subject Headings (MeSH). Bethesda, MD: National Library of
Medicine, nd. http://www.nlm.nih.gov/mesh/MBrowser.html.

Ciência em Geral, Astronomia e Informação Aeroespacial


NASA Scientific and Technical Information Office. NASA Thesaurus, 1998
Edition. 2 vols. Plus Supplement. Washington, DC: National Aeronautics
and Space Administration, 1998. http://www.sti.nasa .gov/thesfrm1.htm.

6.1.2.2 Escolha da Terminologia


6.1.2.2.1 Consistência
O uso da consistência na terminologia é especialmente importante para os
campos controlados que têm como objetivo serem pontos de acesso. A
consistência é menos importante, mas todavia desejável, em campos de notas em
texto livre que nos controlados. Apesar da terminologia não controlada poder ser
efectuada, a terminologia que é consistente com os campos controlados é, por
uma questão de clareza, efetivamente recomendável. Estilo consistente,
gramática e sintaxe são recomendados.

6.1.2.2.2 Uso do Ficheiro de Autoridades


Se possível, os termos de assunto e informação relacionada deverão estar
guardadas nas autoridades, ligadas ao registo da obra. Para preencher as
autoridades, deve-se usar fontes normalizadas para os termos de assunto e outra
terminologia apropriada. Se um assunto particular não se encontrar em nenhuma
fonte de publicação normalizada, efetua-se um novo registo de autoridade,
citando a fonte a partir da qual a informação foi obtida.

6.2 Regras de Catalogação


6.2.1 Regras para Assunto
6.2.1.1. Breves regras para Assunto
Registar um ou mais termos que caracterizam as pessoas ou grupo de pessoas,
coisas, locais, atividades, sombras abstractas, decorações, histórias, episódios da
literatura, mitologia, religião, ou história, e assuntos filosóficos, teóricos,
simbólicos ou alegóricos descritos na obra.

Singular vs Plural
Usar os nomes próprios dos assuntos iconográficos, eventos mitológicos,
pessoas, locais, entre outros, conforme o caso; normalmente, questões de
singular vs. plurar não se aplicam em nomes próprios. Para os termos genéricos,
por norma, usar a forma singular do termo. Sempre que a forma singular for
inapropriada, usar a forma plural, conforme justificado pelo assunto a ser
catalogado. Por exemplo, se uma única árvore é retratado numa pintura, usar a
forma singular árvore; se duas ou mais árvores estiveram a ser retratadas, usar a
forma plural árvoresiii.
Exemplos
Assunto: Anunciação (Ciclo de vida da Virgem)
Assunto: Buda (iconografia budista)
Assunto: fruta
Assunto: árvore
Assunto: cavalos

Maiúsculas e Abreviaturas
Os nomes próprios deverão começar com maiúsculas; para outros termos usar
minúsculas. Evitar as abreviaturas.
Exemplos
Assunto: Abraham Lincoln (Presidente americano, 1809-1865, presidente
1861-1865)
Assunto: Coroação de Carlos Magno (Vida de Carlos Magno)
Assunto: Cairo (Egipto)
Assunto: flores
Assunto: paisagem

Idioma dos termos


Usar a terminologia na língua do registo do catálogo (Inglês nos Estados Unidos
ou [Português em Portugal]), com a excepção para os nomes próprios e para os
casos em que não haja equivalência para a língua inglesa [portuguesa]. Sempre
que necessário, usar diacríticos para temos não ingleses [portugueses].
Exemplos
Assunto: ponte
Assunto: lago
Assunto: caritas romana
Assunto: fin-de-siècle
Assunto: André-Marie Ampère (físico Francês, 1775-1836)

6.2.1.2 Recomendações adicionais para o Assunto


6.2.1.2.1 Nuance e ambiguidade
As recomendações e os exemplos abaixo implicariam um campo em texto livre
(free-text?) dedicado ao assunto ou a possibilidade de usar o elemento Descrição
para expressar a nuance relacionada com o assunto (ver Capítulo 8). ver abaixo
a visualização e a indexação.
6.2.1.2.2 Sintaxe
Expressar o assunto na ordem natural. Colocar contextos mais abrangentes,
informação biográfica para pessoas, entre outras informações em parêntesis ou
com outra pontuação, para maior clareza.
6.2.1.2.3 Âmbito de sensibilização
Se possível, na obra a ser catalogada usar terminologia sensível ao contexto da
mesma. Por exemplo, se uma obra retrata a deusa grega Afrodite usar esse nome
em vez do nome romano Vénus.

6.2.1.2.4 Especificidade
Conforme descrito, incluir termos gerais e específicos.

Assunto geral
No processo de indexação, certificar que na descrição sejam incluídos os termos
de assunto numa forma geral. Note-se que um assunto geral pode não incluir um
contexto mais abrangente, a um assunto específico, num ficheiro de autoridade.
Por exemplo, o termo de assunto retrato é do tipo geral ao passo que os termos
de assuntos régua e Shah Jahan são específicos, todavia, nenhum dos três
assuntos têm relação gênero-espécie no ficheiro de autoridade.

Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Shah Jahan a cavalo, vestida para caçar

Campos de assunto controlados (repetível)


quadro, régua, cavalo, caça, Shah Jahan (Imperador da Índia Mughal, 1592-
1666, governado 1628-1658)
Abaixo, na lista de termos de assunto geral, termos com a palavra “e” referem-se
ao mesmo assunto, interpretação que poderá ser diferente do ponto de vista do
utilizador. Será o assunto religioso ou mitológico, histórico ou uma lenda? Na
indexação dos assuntos e com o objetivo de evitar ambiguidades relacionadas
com os diferentes pontos de vista o uso do “e” entre os termos. Os termos
individuais deverão estar mapeados no Conceito de Autoridade. Quando os
sistemas ou fontes de vocabulários não incluírem termos combinados, os
catalogadores poderão relacionar ambos os termos na autoridade.

comércio e publicidade alegoria animal


vestuário arquitectura botânica
objecto cerimonial arquitectura urbana arte fúnebre
género história e lendas figura humana
arquitectura de interiores paisagem tema literário
máquina militar motivo misto
objecto (utilitário) arte não representativa retrato
divulgação e propaganda religião e mitologia marinha
natureza-morta

Assunto específico
Incluir os termos descritos no assunto tão especifico quanto possível, certificado
pela informação disponível e pelo conhecimento dos catalogadores. Por
exemplo, se se souber que a flor é uma rosa, usar o termo específico rosa ou usar
o nome específico da espécies, Rosa soulieana (??? tradução???). Se não for
possível determinar o tipo usar o termo geral flor.

6.2.1.2.5 Vários tipos de assuntos e obras


De acordo com a assunto catalogado seleccionar os termos apropriados.

Nomes Próprios
Incluir os nomes próprios que identificam pessoas, locais, atividades e eventos,
se conhecidos (por exemplo, Napoleon Bonaparte, Vénus, Cusco (Peru),
Diáspora africana, Dia da Independência do México Mexican Independence
Day????
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Antiga ameixoeira, com dois novos rebentos

Campos de assunto controlados (repetível)


alegoria • primavera • botânica • nascimento • ameixoeira • renovação

Assuntos narrativos
Para assuntos que contam uma história descrever a sequência narrativa ou um
episódio a partir da história apresentada ou a partir da obra. Os exemplos abaixo
apresentam duas catalogações de assuntos narrativos, um na forma abreviada e
outro na forma desenvolvida (ver Figura 28).
Exemplos
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
São Bruno vê uma visão celestial, enquanto meditava no deserto

Campos de assunto controlados (repetível)


religião e mitologia • São Bruno (Clérigo Francês, século 11) • visão • céu •
anjos • deserto • Ordem dos Cartuxos (Ordem religiosa católica) • meditação

Visualização do Assunto ou elemento de Descrição


Numa narrativa contínua desenhada na madeira para um lado de um baú de
casamento retrata uma cena, em Paris, sobre um pastor que era o homem mais bonito do
mundo. Paris teve de julgar uma competição entre três deusas; Ele segura na mão uma
maça com a inscrição “para a mais bela” e entrega a Afrodite sem olhar para as outras
deusas, Hera e Atena. Ele escolheu o amor de Helena, a mulher mais bonita do mundo,
em prol da grandeza ou do poder militar. Como recompensa, Helena leva-o para uma
cidade distante, num cavalo.

Campos de assunto controlados (repetível)

religião e mitologia paisagem


mitologia grega humano do sexo masculino
Afrodite (Deusa grega) humano do sexo feminino
Atena (Deusa grega) castelo
Hera (Deusa grega) cidade fortificada
Paris (Personagem grega lendária) cavalo
Helena (Personagem grega beleza
lendária) amor
guerra de Tróia (Lendas gregas) casamento
competição julgamento de Paris
vitória do amor sobre a guerra
Figura 28
Assuntos iconográficos: Julgamento em Paris

CRÉDITO: Museu J. Paul Getty (Los Angeles, California). Francesco di Giorgio Martini (Italian
1439-1502). Story of Paris [center panel]; ca. 1460s; tempera on wood; 34.9 x 108.7 cm (13 3/4 x
42 7/8 inches); 70.PB.45. © The J. Paul Getty Trust.

Assunto de representação, não narrativo


Para Assuntos não narrativos, incluir as principais pessoas, locais, coisas,
eventos, conteúdos alegóricos, e outro assunto pertinente.
Exemplos
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Floresta com uma estrada sinuosa e uma ponte, com vista para um castelo
longínquo.

Campos de assunto controlados (repetível)


paisagem • castelo • floresta • ponte
Os exemplos seguintes são descrições completas de assuntos, para as figuras 29
e 30. Para consultar a indexação breve da figura 29, ver Parte 1: Exemplos.
Exemplos
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Natureza morta, com flores caídas pela borda, algumas em decomposição a
serem consumidas por insectos; representam os sentidos de visão e olfacto; a
decadência e as hastes partidas simbolizam a natureza transitória da vida, a juventude e
a beleza; o plano de imagens é composto por uma série de imagens póstumas que
representam a morte. A flor em forma de coroa de espinhos, no topo do arranjo,
simboliza a Paixão de Cristo.

Campos de assunto controlados (repetível)


natureza morta rosas ovos Plantas coroa de espinhos
botânica violeta transitório Paixão de Cristo
flores lilases vida Pronkstilleven
tulipas prímula vaidade lagarta
narcisos ciclame beleza ninho de pássaro
ervilhas peónias olfacto borda
urna jacinto sentidos morte

Figura 29
Natureza morta: Flores

CREDIT: The J. Paul Getty Museum (Los Angeles,


California). Jan van Huysum (Dutch, 1682-1749).
Vase of Flowers. 1722. Oil on panel, 79.4 x 60.9
cm (31 1/4 x 24 inches), 82.PB.70. © The J. Paul
Getty Trust.

Figura 30
Álbum impresso: fotografias, Guerra Civil

CREDIT: The J. Paul Getty Museum (Los Angeles,


California), Alexander Gardner (American, 1821-
1882). Lincoln on the Battlefield of Antietam,
Maryland, October 2, 1862. Albumen print, 8 5/8 x
7 3/4 inches (21.8 x 19.7 cm). 84.XM.482.1. © The
J. Paul Getty Trust.

Visualização do Assunto ou elemento de Descrição


Presidente Abraham Lincoln no campo de batalha em Antietam, com o Major
Allan Pinkerton, chefe dos Serviços Secretos, e o Major John McClernand.

Campos de assunto controlados (repetível)


fotografias • Batalha em Antietam (Guerra Civil Americana) • Exército dos
Estados Unidos • presidente • guerra • soldado • Allan Pinkerton (Agente do Serviço
Secreto Americano, detective, 1819-1884) • John McClernand (General da União
Americana, 1812-1900) • história e lenda • acampamento do exército• tenda • campstool
• cartola • oficial • Abraham Lincoln (Presidente Americano, 1809-1865) • Campo de
batalha em Antietam Battlefield (Sharpsburg, Maryland)

Obras não representáveis


Nas obras sem conteúdos figurativos ou narrativos, como são o caso das obras
não representáveis ou a arte abstracta, descrever os elementos visuais da sua
composição (por exemplo, padrões geométricos, rectas, círculos) e significado
temático ou simbólico.
Exemplos
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Os objectos usados por Man Ray para criar esta imagem não são aparentes; a
alteração rápida do claro e do escuro na página estimula o olho; as pinceladas de
manchas em preto interagem com a textura do papel para activar a superfície de
impressão e sugere um espaço positivo e negativo.

Campos de assunto controlados (repetível)


não representáveis • luz • claro e escuro • textura• manchas • espaço positivo e
negativo

Figura 31
Abstracta, Rayograph

CREDIT: The J. Paul Getty Museum (Los Angeles,


California). Man Ray (American, 1890-1976, died
in France). Untitled Rayograph (Light Patterns).
1927. Gelatin silver print rayograph. 9 15/16 x 11
7/8 inches (25.15 x 29.97 cm). 84.XM.1000.153. ©
Man Ray Trust ARS-ADAGP. © The J. Paul Getty
Trust.

Artes decorativas
As obras decorativas e objectos de cultura material cujo objectivo primário é o
funcional, descrever a função do objecto (por exemplo, regadores, tapetes de
oração, objectos de adivinhação) e temas ou significados alegóricos, se existir.
Exemplos
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
O design deste tapete grande tem no centro, de forma proeminente, um
girassol, símbolo do rei do sol Louis XIV; encontra-se repleto de flores, vasos cheios de
frutas e flores, bem como grandes rolos de folhas de acanto. Imagens de tigelas de
porcelana chinesa azul e branca na borda.

Campos de assunto controlados (repetível)


objecto (utilitário) • tapete • fruta • flores• tigelas • girassol • rolos de folhas
de acanto • porcelana Chinesa • Rei do Sol • Louis XIV (Rei Francês, 1638-1715,
reinado 1643-1715)

Figura 32
Tapete Francês

CREDIT: The J. Paul Getty Museum (Los Angeles,


California). Savonnerie Manufactory (French carpet factory,
active from 1627 to the present), made in the Chaillot
workshops of Philippe Lourdet. Carpet. ca. 1666. Wool and
linen. L: 428.8 x W: 642.1 cm (L: 21 feet 4/5 inches x W: 14
feet 4/5 inches). 70.DC.63. Gift of J. Paul Getty. © The J.
Paul Getty Trust.
Arquitectura
Nas obras de arquitectura, complexos arquitectónicos e locais, usar termos que
descrevem o objectivo da obra ou a função principal. Desta forma permite
incluir as suas funções baseadas na sua propriedade, actividades associadas ao
uso, ou propósito baseado no design desenvolvido (por exemplo, sede de
empresa, igreja, edifícios religiosos, espaço de casas). O termo de assunto pode
repetir o tipo de objecto. Nas igrejas e outros edifícios com venerações, registar
a veneração como assunto.
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Panteão, anteriormente dedicado à Santa Maria e aos Mártires.

Campos de assunto controlados (repetível)


arquitectura • deuses planetários • museu • Rainha dos Mártires (Veneração à
Virgem Maria) • adoração • igreja • templo

6.2.1.2.6 Assuntos múltiplos


Quando a obra contém múltiplos assuntos, incluir uma clarificação na
apresentação do campo e indexar todos os assuntos nos campos controlados.
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
ânfora Panathenaic. Lado A: Atena Promacho; Lado B: Nike a coroar Victor,
com um juiz do lado direito e um adversário derrotado à esquerda.

Campos de assunto controlados (repetível)


religião e mitologia • humanos do sexo masculino • humanos do sexo feminino
• objecto cerimonial • competição • prémio • Nike (Deus grego)• objecto (utilitário) •
victor • Atena Promacho (Iconografia grega)

Extensão (amplitude)
Nos campos de indexação, algumas instituições poderão desejar designar a parte
da obra para qual os termos de assuntos são pertinentes. Exemplos de Extensão
poderão incluir lado A, lado B, frente, verso, painel principal, predella (altar), e
assim sucessivamente. Com excepção de destingir os assuntos das partes,
geralmente, não é necessário o assunto geral ao usar a Extensão.
Exemplo
[Para a ânfora Panathenaic, assunto geral e para cada ladox]
Extensão
Campos de assuntos controlados
religião e mitologia • objecto cerimonial

Extensão: lado A
Atena Promacho (Iconografia grega) • humanos do sexo feminino

Extensão: lado B
Nike (Deus grego) • victor • humanos do sexo feminino • prémio • competição

6.2.1.2.7 Assunto como parte de um conjunto maior


Quando um assunto é parte de uma obra literária ou história mais ampla, parte
de assuntos mais genéricos retratados numa série, um acontecimento histórico
que é parte de um tema mais amplo e assim sucessivamente, providenciar acesso
ao assunto num contexto mais amplo assim como ao específico, para a obra a ser
catalogada.
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
batalhas de Krishna conta os exércitos do demónio Naraka, de Bhagavata
Purana (Antigas Histórias do Deus Vishnu)

Campos de assunto controlados (repetível)


Krishna e Naraka ( Bhagavata Purana, literatura Hindu) • Krishna (encarnação
de Vishnu, divindade Hindu) • Naraka (demónio Hindu) • guerreiros • religião e
mitologia • elefantes • guerra • cavalos
Interligar a uma autoridade hierárquica é a maneira mais eficiente de ligar um
assunto a contextos mais genéricos; ver Parte 3: Autoridade de Assunto. Se tal
não for possível, incluir o assunto a um contexto mais abrangente no regista da
obra a ser catalogada.
Note que se a obra é parte de uma série de obras, deverá ser mencionada na
visualização do assunto, mas o item deverá estar ligado às outras séries através
das obras relacionadas, se possível. Ver parte 1: Obras Relacionadas e Capítulo
1: Nome do objecto.
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
A obra é parte da série de Gobelins, Les Anciennes Indes, que caracterizam a
vida exótica das Índias e da América do Sul. Esta tapeçaria descreve plantas invulgares
e a vida animal do Brasil. Muitas destas plantas, peixes, pássaros, e outros animais
bordados tiveram como base desenhos reais realizados na América do Sul; Todavia,
artistas Franceses na Fábrica de Gobelins adicionaram outros animais, como o
rinoceronte Indiano e o cavalo listado ou zebra.

Campos de assunto controlados (repetível)


objecto ( utilitário) • paisagem • caça • viagem • plantas • peixe• arco e flexa •
lança • Brasil • expansão Holandesa • animais • Índias • figuras humanas • Indígenas •
zebra • tartaruga • crane • papagaio • rinocerontes • América do Sul • Nativos
Americanos

6.2.1.2.8 Quando o Assunto é outra obra


Se uma obra representa outra obra, registar a outra obra como um assunto.
Exemplos incluem a arquitectura ou outras obras de arte representadas em
desenhos, fotografias, e quadros. Em adição, se ambas as obras estão
catalogadas, estas deverão ser relacionadas com Obras Relacionadas. Ver Parte
1: Obras relacionadas. No exemplo, a agência catalogadora realizou uma
catalogação separada para a representação da obra, ligando manualmente o
Registo da Obra com a representação da outra obras; por outras palavras, a
Catedral de Wells é simultaneamente um assunto e uma Obra Relaciona.
Exemplo
[para um album impresso de Frederick Henry Evans, do séc. XIX]]x
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
extremo oeste da nave, Catedral Wells (Somerset, Inglaterra)

Campos de assunto controlados (repetível)


arquitectura de interior • arcos • Catedral Wells (Somerset, Inglaterra) • colunas
• nave • luz
[ligar a outro Registo de Obra]
Obra relacionada
Tipo de relação: representação de
[rótulo atribuído (concatenated) para a obra relacionada]
Catedral Wells (Somerset, Inglaterra). A estrutura atual iniciou a ca. de 1180.

6.2.1.2.9 Registar o assunto como descrito na obra


Indicar o assunto quando este, descrito numa obra, é um panorama, um detalhe,
uma incorrecção ou quando não representa com precisão o nome do assunto.
Assunto como Representado vs Realidade
No caso de projectos e representações de arquitectura, cartografia e materiais
topográficos, e interpretações técnicas e científicas, descrever o assunto como
descrito na obraiv. No exemplo abaixo, a descrição do projecto não retrata os
desenvolvimentos da construção do Lincoln Memorial. O desenho é ligado ao
registo de autoridade para a obra Lincoln Memorial, mas características
importantes da descrição do assunto não foram incluídas (por exemplo,
pirâmide, espelho d'água reflecting pool).
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Apresentação do desenho. Projeto do Papa para o Lincoln Memorial na forma
de pirâmide (concorrência de 1912) que incluíam entradas com fachadas na forma de
um tempo Grego nos quatro lados; existia um espelho d'água no lado leste.

Campos de assunto controlados (repetível)


arquitectura • Lincoln Memorial ( Washington, DC) • apresentação do desenho
• pirâmide • espelho d'água • plano de um templo Grego

Assunto como Descrito num Detalhe


Se a obra apresenta um detalhe ou um panorama parcial ou particular de um
assunto, registar as características importantes de um assunto como descrito
numa obra.
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
olho esquerdo extremamente fechado e lábios da Marilyn Monroe.

Campos de assunto controlados (repetível)


retrato • extremamente fechado • Marilyn Monroe (Actriz americana, 1926-
1962) • olho • narina • lábios
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Secção e .elevação do tambor e cúpula de São Pedro, Roma

Campos de assunto controlados (repetível)


arquitectura • cúpula • tambor • lanterna • pilares • pilastras • São Pedro
(Roma, Itália) • secção • elevação • catedral • basílica • autoridade papal
Características particulares do assunto para imagens alternativas (ou
substitutas??)
No caso da catalogação de assuntos de imagens alternativas, ver a discussão no
Capítulo 9: Visualização da informação

6.2.1.2.10 Assuntos incertos


Se o assunto da obra é controverso ou não apresenta consenso entre os
académicos, indicar essa informação no campo de texto livre e fornecer a
indexação de assuntos alternativos nos campos controlados.
Exemplo
[para uma pintura de Dosso Dossi]
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
O significado preciso da pintura é incerto, embora pareça ser uma alegoria com
a mensagem de que a prosperidade na vida é transitória e dependente da sorte.
Aparentemente, o nu da mulher representa a Fortuna, segurando uma cornucópia com as
recompensas que ela possa trazer; todavia, ela está sentada numa bolha que pode
rebentar a qualquer momento. O homem personifica a oportunidade; ele segura bilhetes
de lotaria que irá colocar dentro de uma urna de ouro, sendo uma analogia com as
lotarias civis ( civic lotteries??) que se tornaram muito populares em Itália. Os bilhetes
podem ainda referirem-se ao provável mecena da pintura, Isabella d'Este, Marchioness
of Mantua. Um dos seus símbolos eram as grandes resmas, denotando a sua experiência
pessoal com a gestão de negócios.

Campos de assunto controlados (repetível)


alegoria • bolha• cornucópia • fruta • bilhetes de lotaria • urna • vento • nu
feminino • nu masculino • Fortuna • Oportunidade • boa fortuna • infortúnio • sorte •
Isabella d'Este (Mulher nobre italiana, 1473-1539)

6.2.1.2.11 Termos de assuntos anteriores (antigos???)


Se, longo do tempo, as opiniões sobre a designação do assunto mudaram indicar
o facto no campo de visualização e indexar os termos anteriores nos campos
controlados.
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Anteriormente, atribuía-se a representação do retrato a Cosimo I de'Medici;
agora, verificou-se que talvez possa ser Francesco Guardi, um jovem nobre. Ele segura
uma alabarda, uma arma antiga usada nos séculos XV e XVI; a alabarda é a combinação
de uma lança e de um machado, usada no campo de batalha, quem a usava simbolizava
que era um membro da guarda civil.

Campos de assunto controlados (repetível)


retrato • alabarda • alabardeiro • soldado • lança • arma • guarda civil • humano
do sexo masculino • nobre • espada • machado • machado de guerra • figurino
Maneirista • Francesco Guardi (Nobre italiano, nasceu 1514) • Cosimo I de' Medici
(Nobre italiano, 1519-1574, Grand Duke da Tuscania 1569-1574)

6.2.1.2.12 Grupos de obras


No caso de um grupo de obras, incluir todos os assuntos representados no grupo,
se possível. Se não for possível incluir todos os assuntos registar os mais
importantes ou os mais relevantes.
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
O grupo de desenhos inclui as visões geral, panorâmica, georreferenciada e
outras imagens de inúmeras cidades em Itália, incluindo Veneza, Nápoles Roma e
Florença.

Campos de assunto controlados (repetível)


vistas • cadastral maps • cityscapes • Rome (Italy) • Naples (Italy) • Turin
(Italy) • Lake Garda (Italy) • wind • bird's-eye views • topographical views • Venice
(Italy) • Florence (Italy) • San Gimignano (Italy) • Siena (Italy) • landscapes •
architecture

6.2.1.2.13 Tipo de Assunto


Algumas instituições poderão desejar designar o tipo de assunto a ser descrito. O
elemento Tipo de Assunto pode ser usado para distinguir os assuntos que
reflectem que tipo de obra é (descrição e identificação) dos termos que indicam
sobre o que trata a obra (interpretação).
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Vista monumental sobre o Vale do Rio Hudson, de um ponto de vista elevado
tem-se como visão à distância o Rio Hudson a sudoeste e o flanco do Rei Montanha da
Tempestade.

Tipo de Assunto: descrição


Termos de assuntos: paisagem • outono • desenho • caçadores • cães

Tipo de Assunto: identificação


Termos de assuntos: Rio Hudson (Nova York, Estados Unidos) • Rei
Montanha da Tempestade (Orange County, Nova York, Estados Unidos)

Tipo de Assunto: interpretação


Termos de assuntos: paz • homem em harmonia com a natureza

6.3 Apresentação da metainformação


6.3.1 Visualização e indexação
6.3.1.1 Texto Livre vs. Campos Controlados
Para uma discussão sobre quando e porquê é recomendado separar os campos
em texto livre e os controlados, ver Parte 1: Desenho da Base de Dados e
Relações: Visualização e Indexação. Idealmente, o assunto deverá ser registado
no campo de texto livre, para optimizar a visualização e nos campos controlados
na ajuda da recuperação da informaçãov. Incluir tanto um campo em texto livre
reservado para o assunto como a descrição do assunto no Elemento de
Descrição. Alternativamente, uma visualização rudimentar poderá ser construída
pela encadeação dos termos, a partir dos campos controlados.
Exemplo
Visualização do Assunto ou elemento de Descrição
Vista interior de São Bavão, Haarlem (Países Baixos). O artista afastou-se da
realidade quando, por uma janela de vidro com uma porta por debaixo, ele substituiu
um altar e um vitral por uma cena da Imaculada Conceição, relembrando o estado da
igreja católica antes de se ter transformado na caiada igreja Protestante Holandesa.

Campos de assunto controlados (repetível)


arquitectura • interior • igreja • São Bavão, Haarlem (Países Baixos) •
Arquitectura gótica • Imaculada Conceição (Ciclo de vida da virgem) • Reforma
Protestante • Catolicismo
6.3.1.2 Campos em Ficheiros de Autoridade e Registo de Obra
6.3.1.2.1 Campos controlados mínimos no registo de uma obra
Um campo repetível para o controlo da terminologia de assunto é obrigatório no
Registo de uma Obra. Um campo em texto livre, tanto dedicado ao assunto
como à descrição, poderão ser incluídos na Registo de uma Obra.

6.3.1.2.2 Elementos do Ficheiro de Autoridade


Idealmente, a terminologia controla de assuntos deverá ser armazenada em
Registos de Autoridade separadas. Num sistema de catalogação, poderá existir
inúmeros ficheiros de autoridade a partir dos quais a terminologia de assuntos
poderá ser extraída. Para mais informações ver a Parte 3: Autoridade de
Assunto. Se não for possível interligar a um ficheiro de autoridade, a
terminologia de indexação deverá ser ligada a uma lista controlada. Para o
Campo de Assunto Controlado, os termos nos exemplos são, às vezes,
apresentados na visualização da biografia (para as pessoas) ou em contextos
mais alargados em parêntesis como se esses valores fossem encadeados a partir
das autoridades hierárquicas. Ver as secções sobre cada ficheiro de autoridade
para as recomendações relativas à visualização da terminologia num Registo de
uma Obra ou de Imagem, especialmente, Parte 3: Autoridade de Assunto, Nome
de Autoridade para Pessoa ou Colectividade, Autoridade de Local Geográfico e
Autoridade de Conceito. No processo de controlo, dos campos indexados, é
muito eficiente o uso de sistemas de computador que permitem aos
catalogadores o uso de qualquer termo ou forma de nome ligado e
disponibilizado a partir dos ficheiros de autoridade. Quando não é possível ter
esses sistemas, os catalogadores deverão ser consistentes no uso das formas dos
termos ou nomes preferenciais aplicados na indexação de assuntos. Ver Parte 2
para mais informações.

6.3.2 Exemplos
Exemplos dos Registos de Obras são incluídos abaixo. Para aceder a mais
exemplos, ver o final da Parte 1, no final de cada capítulo, e no portal do CCO.
Nos exemplos, o controlo refere-se aos valores controlados pelo ficheiro de
autoridade, lista controlada, ou outras regras (por exemplo, regras usadas para o
registo de datas). A ligação refere-se à relação entre um Registo de uma Obra e
um Registo de Autoridade ou entre dois Registos de Obras. Todas as ligações
são campos controlados. Nos exemplos que se seguem os Registos de Obras
Relacionadas estão descritos de forma abreviada. Todos os Registos das Obras
deverão ser tão completos quanto possíveis. Observar os vários capítulos para
mais informações sobre os elementos de metainformação individuais, se devem
ser controlados, e as vantagens respetivas de um ficheiro de autoridade ou de
uma lista controlada. Em todos os exemplos neste manual quer seja ao longo ou
no fim de cada capítulo, os dados dos campos dos campos controlados estão
separados pelos caracteres de uma “bola”.
Figura 33
Registo de uma Obra ligada à Autoridade de Assunto: Vaso Pré-Colombiana
Os elementos obrigatórios e recomendados estão marcados com um asterisco
Registo da Obra
■ Classe [controlado]: cerâmicas • Arte Pré-Columbiana
■ *Tipo de Obra [link]: copo
■ *Titulo: Vaso com uma cena mitológica do submundo Maia | Title Type: preferido
■ *Exibir Criador: Maia desconhecido
*Função [link]: artista | [link]: Maia desconhecido
■ *Data de Criação: século VIII (8??)
[controlled]: Inicial: 0700; Final: 0799
■ *Assunto [links para autoridades]: religião e mitologia • objeto (utilitário) • Xibalbá (Iconografia Maia) •
submundo • esqueleto • morte • machado • altar • celebração • sacrifício • Jaguar Bebe • objeto cerimonial
■ Cultura: Maia
■ *Localização atual [link]: Metropolitan Museum of Art (New York, New York, United States) | ID:
1978.412.206
■ Local de Criação [link]: Petén Department (Guatemala)
■ *Medições: 14 cm (altura) (5 1/2 inches)
[controlled]: Valor: 14; Unidade: cm; Tipo: altura
■ *Materiais e Técnicas: terracota
Material [link]: terracota | Técnica [link]: pintura de vaso
■ Descrição: Straight-sided ceramic vessels with painted decoration comprising complex scenes were
common in 8thcentury Maya art. The "codex-style" painting depicts a scene in the realm of the Lords of
Death, where a dancing figure holds a long-handled axe and a handstone. On a monster-head altar lies Baby
Jaguar, a deity figure, and beside the altar is a dancing, skeletal death figure. The meaning has been
variously interpreted as depicting either sacrifice or celebration.
■ Descrição da Fonte [link]: Metropolitan Museum of Art online. http://www.metmuseum.org (acedido a
February 1, 2004).
CREDIT: Subject Authority Record
Vessel ■ *Subject Names:
with
Xibalbá (preferred)
Place of Fear
Underworld
■ *Hierarchical position [link]:
Maya iconography
...... legends from the Popol Vuh
.......... Xibalbá
■ *Indexing Terms [controlled]: underworld • demons •
Hero Twins • Vucub-Camé (demon) • Hun-Camé (demon)
■ Note: In the creation myth of the highland Quiché Maya,
the underground realm called Xibalbá was ruled by the
demon kings Hun-Camé and Vukub-Camé. It was a
dangerous place accessed by a steep and difficult path. The
Hero Twins, Hun-Hunapú and Vukub-Hunapú, were lured
Mythological Scene, 8th century; Maya peoples; to Xibalbá by a ball game challenge, but were then tricked
Guatemala, Petén Department; Ceramic; height 5 1/2 in. and slaughtered. However, the twins were avenged by
(14 cm). View #1. The Metropolitan Museum of Art, Hun-Hunapú's sons, Hunapú and Xbalanqué.
Michael C. Rockefeller Memorial Collection, Purchase, ■ *Source [links]: Larousse World Mythology (1981);
Nelson A. Rockefeller, Gift, 1968. (1978.412.206);
Photograph © 1981 The Metropolitan Museum of Art.
Page: 473 ff.
i Panofsky, Erwin. Studies in Iconology: Humanistic Themes in the Art of the Renaissance. New
York: Oxford University Press, 1939.

ii Murtha Baca, ed. Introduction to Art Image Access: Issues, Tools, Standards, Strategies. Los
Angeles: Getty Research Institute, 2002.

iii Local practice may vary. Note that Library of Congress subject terms are plurals, thus users
committed to using that authority will probably use plural terms in all cases.

iv For a discussion of architectural drawings and their relationship to the subject “as built,” and how
some institutions may require separate fields for method of representation and point of view for
architectural drawings, see the ADAG/FDA Guide to the Description of Architectural Drawings.

v Some institutions may wish to include flags or multiple controlled fields to distinguish between
indexing terms indicating what the work is “of” from terms indicating what it is “about.” For a
discussion of this point of view, see Sara Shatford Layne, “Subject Access to Art Images,” in
Introduction to Art Image Access: Issues, Tools, Standards, Strategies, edited by Murtha Baca. Los
Angeles: Getty Research Institute, 2002, 1 ff.
Capítulo7​ ​-​ ​Classe

Classe

7.1​ ​Acerca​ ​da​ ​Classe

7.1.1​ ​Discussão

O elemento Classe é usado para relacionar uma obra específica com outras com características
semelhantes, frequentemente baseadas no esquema organizacional de um repositório em
particular ou de uma colecção. O objectivo é colocar a obra dentro de um contexto mais amplo,
categorizando-o com base em características semelhantes, incluindo materiais, formulário,
forma, função, proveniência, contexto cultural, ou período histórico ou estilístico. Os termos
Classe devem representar uma hierarquia, uma tipologia, ou algum outro agrupamento de
itens,​ ​implicando​ ​semelhanças​ ​entre​ ​obras​ ​dentro​ ​da​ ​lógica​ ​da​ ​classificação.

Atribuir​ ​uma​ ​designação​ ​de​ ​Classe

Usando a Classificação para colocar a obra dentro de um contexto mais amplo e relacioná-lo
com outras obras numa colecção ajuda os utilizadores a finalizarem a pesquisa de obras que
estão relacionadas ou com as mesmas características. A classificação pode ser um ponto de
partida útil na descoberta de obras contidas numa colecção. Introduz a colecção e indica tanto
a​ ​estrutura​ ​organizacional​ ​como​ ​o​ ​seu​ ​propósito.

Os termos entrados neste elemento devem ser atribuídos com base em directrizes locais
pertinentes para a colecção individual. Por exemplo, nas colecções museológicas, a classificação
de um objecto pode corresponder à colecção de um determinado departamento de curadoria (
por exemplo ​artes decorativas​, ​mobiliário​, ​pinturas​, ​escultura​, ​gravuras e desenhos​); em
colecções de recursos visuais, poderá ser baseada em períodos históricos de arte ou estilos, tais
como ​Pré-histórico​, ​Egípcio​, ​Românico​, ​Renascentista​. Uma obra pode pertencer
simultaneamente a diferentes classes em esquemas diferentes, dependendo do esquema
usado​ ​ou​ ​do​ ​ponto​ ​de​ ​vista.

​O elemento Classe pode referir-se a uma categoria dentro da colecção para organizar a
própria instituição como referido anteriormente, ou pode referir-se a esquemas
organizacionais, recorrendo a coleções de recursos visuais, catálogos coletivos, e iniciativas de
catalogação partilhada. Por exemplo, quando uma imagem de uma obra de arte de um museu é
usada como uma colecção de recurso visual, pode ser classificada de forma diferente da
classificação do museu, dependendo dos requisitos do âmbito dos recursos visuais da colecção.
Na iniciativa de catalogação partilhada, ou nos catálogos colectivos, ainda outra classificação
pode ser requerida. No entanto, em tais situações, será útil aos utilizadores incluírem a
designação​ ​original​ ​da​ ​classe​ ​das​ ​obras​ ​de​ ​arte​ ​também​ ​no​ ​repositório.

O termo Classe não carrega nenhuma conotação de qualidade; não é uma categorização de
objetos de acordo com o grau ou o valor. Para uma discussão mais completa sobre classe como
um​ ​elemento​ ​de​ ​catalogação,​ ​ver​ ​C​ategorias​ ​para​ ​a​ ​descrição​ ​de​ ​obras​ ​de​ ​arte:​ ​Classificação.

Especificidades

O nível de especificidade para que uma obra seja classificada (por exemplo, no caso de uma
cadeira ​Brewster​, se mais amplamente como ​artes decorativas​, ou mais especificamente como
mobília ou ​cadeiras​) vai depender da perspectiva da catalogação da instituição e das
solicitações dos utilizadores. Os termos mais gerais do que os registados no “Tipo de Obra”,
deverão ser registados na Classe. Por exemplo, se uma obra é identificada como uma carpete
no “Tipo de obra”, poderia ser classificada como ​artes decorativas na Classe. Seria ideal, que a
classificação não duplicasse informação no elemento “Tipo de obra”, embora tal sobreposição

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 1


possa​ ​às​ ​vezes​ ​ser​ ​necessária​ ​ou​ ​até​ ​mesmo​ ​inevitável.

Organização​ ​dos​ ​dados

A Classificação deve ser registada num campo controlado e repetível. A terminologia deve ser
controlada por um ficheiro de autoridades ou lista controlada. Os termos, podem ser tirados de
fontes publicadas ou não-publicadas; os termos podem derivar de sistemas ordenados de
categorias ou de edições com ​tesaurus estruturados hierarquicamente. O esquema para
Classificação deverá ser documentado com um relatório descrevendo o objectivo, o
público-alvo, e o foco da colecção. Os termos devem ser definidos para que fique claro, quais os
tipos​ ​de​ ​obras​ ​é​ ​que​ ​pertencem​ ​a​ ​uma​ ​determinada​ ​classe.

Elementos​ ​recomendados

Este capítulo trata da apresentação e da indexação de campos para Classe. A apresentação


deve​ ​ser​ ​um​ ​campo​ ​de​ ​texto​ ​livre​ ​ou​ ​concatenado​ ​com​ ​campos/áreas​ ​controlados.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Apresentação​ ​da​ ​Classificação

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe

Sobre​ ​os​ ​exemplos

Os​ ​exemplos​ ​ao​ ​longo​ ​deste​ ​capítulo​ ​são​ ​apenas​ ​para​ ​fins​ ​ilustrativos.​ ​A​ ​prática​ ​local​ ​pode​ ​variar.

7.1.2​ ​Terminologia

7.1.2.1​ ​Fontes​ ​para​ ​a​ ​terminologia

A terminologia deve ser controlada usando o campo autoridade ou as listas controladas. Contudo o
esquema da Classificação é definido localmente, os termos para preencher este esquema p​odem ser
obtidos a partir de sistemas ordenados de categorias ou de uma publicação ou ​tesaurus locais
hierarquicamente estruturados, ou podem ser baseados no uso comum dentro de uma instituição
particular​ ​ou​ ​disciplina.​ ​As​ ​fontes​ ​de​ ​terminologia​ ​devem​ ​incluir​ ​o​ ​seguinte:

Getty​ ​Vocabulary​ ​Program.​ ​Art​ ​&​ ​Architecture​ ​Thesaurus​ ​(AAT).​ ​Los


Angeles:​ ​J.​ ​Paul​ ​Getty​ ​Trust,​ ​1988-.​ ​http://www.getty.edu/research/
conducting_research/vocabularies/aat/.​ ​(Especially​ ​the​ ​Objects​ ​facet).

Library​ ​of​ ​Congress.​ ​Prints​ ​and​ ​Photographs​ ​Division.​ ​Thesaurus​ ​for


Graphic​ ​Materials:​ ​Genre​ ​and​ ​Physical​ ​Characteristics​ ​Terms​.
Washington,​ ​DC:​ ​Library​ ​of​ ​Congress,​ ​Cataloging​ ​Distribution
Service,​ ​1995.​ ​http://lcweb.loc.gov/rr/print/tgm2​.

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 2


Library​ ​of​ ​Congress​ ​Authorities.​ ​Library​ ​of​ ​Congress​ ​Subject​ ​Headings​.
Washington,​ ​DC:​ ​Library​ ​of​ ​Congress,​ ​2005.​ ​http://authorities
.loc.gov/.

Chenhall,​ ​Robert​ ​G.​ ​Revised​ ​Nomenclature​ ​for​ ​Museum​ ​Cataloging:​ ​A


Revised​ ​and​ ​Expanded​ ​Version​ ​of​ ​Robert​ ​G.​ ​Chenhall’s​ ​System​ ​for
Classifying​ ​Man-made​ ​Objects​.​ ​Edited​ ​by​ ​James​ ​R.​ ​Blackaby,​ ​Patricia
Greeno,​ ​and​ ​The​ ​Nomenclature​ ​Committee.​ ​Nashville,​ ​TN:​ ​AASLH
Press,​ ​1988.

Genre​ ​Terms:​ ​A​ ​Thesaurus​ ​for​ ​Use​ ​in​ ​Rare​ ​Book​ ​and​ ​Special​ ​Collections
Cataloging​.​ ​2nd​ ​ed.​ ​Prepared​ ​by​ ​the​ ​Bibliographic​ ​Standards
Committee​ ​of​ ​the​ ​Rare​ ​Books​ ​and​ ​Manuscripts​ ​Section​ ​(ACRL/ALA).
Chicago:​ ​Association​ ​of​ ​College​ ​and​ ​Research​ ​Libraries,​ ​1991.

Paper​ ​Terms:​ ​A​ ​Thesaurus​ ​for​ ​Use​ ​in​ ​Rare​ ​Book​ ​and​ ​Special​ ​Collections
Cataloging​.​ ​Prepared​ ​by​ ​the​ ​Bibliographic​ ​Standards​ ​Committee​ ​of
the​ ​Rare​ ​Book​ ​and​ ​Manuscripts​ ​Section​ ​(ACRL/ALA).​ ​Chicago:
Association​ ​of​ ​College​ ​and​ ​Research​ ​Libraries,​ ​1990.

Lavell,​ ​Cherry.​ ​British​ ​Archaeological​ ​Thesaurus:​ ​For​ ​Use​ ​with​ ​British


Archaeological​ ​Abstracts​ ​and​ ​Other​ ​Publications​ ​with​ ​British
Archaeology​.​ ​London:​ ​Council​ ​for​ ​British​ ​Archaeology,​ ​1989.

Tozzer​ ​Library​ ​Index​ ​to​ ​Anthropological​ ​Subject​ ​Headings​.​ ​Harvard


University.​ ​2nd​ ​rev.​ ​ed.​ ​Boston:​ ​G.​ ​K.​ ​Hall,​ ​1981.

7.1.2.2​ ​Escolha​ ​da​ ​terminologia

7.1.2.2.1​ ​Rigor/Coerência

Usar​ ​terminologia​ ​coerente​ ​neste​ ​elemento​ ​é​ ​fortemente​ ​recomendado.

7.1.2.2.2​ ​Como​ ​utilizar​ ​um​ ​registo​ ​de​ ​autoridade

Se​ ​possível,​ ​a​ ​terminologia​ ​e​ ​as​ ​definições​ ​para​ ​o​ ​elemento​ ​Classe​ ​(por​ ​exemplo,​ ​o​ ​âmbito​ ​das​ ​notas)
devem​ ​ser​ ​armazenados​ ​num​ ​ficheiro​ ​de​ ​autoridade​ ​ligado​ ​ao​ ​Registo​ ​da​ ​Obra.​ ​Define​ ​o​ ​objetivo​ ​e​ ​o
público-alvo​ ​do/​ ​esquema​ ​da​ ​Classe/​ ​da​ ​Classificação.​ ​Os​ ​termos​ ​Classe​ ​podem​ ​também​ ​ser
armazenados​ ​no​ ​Conceito​ ​Autoridade​ ​descrito​ ​na​ ​3.ª​ ​parte.​ ​Por​ ​outro​ ​lado,​ ​tendo​ ​em​ ​conta​ ​que​ ​haverá
um​ ​número​ ​limitado​ ​de​ ​Termos​ ​Classe,​ ​algumas​ ​instituições​ ​podem​ ​em​ ​vez​ ​disto,​ ​escolher​ ​o​ ​controlo​ ​de
Classe​ ​com​ ​uma​ ​simples​ ​lista​ ​controlada.

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 3


7.2​ ​Regras​ ​de​ ​Catalogação

7.2.1​ ​Regras​ ​de​ ​Classe/Classificação

7.2.1.1​ ​Breve​ ​explicação​ ​de​ ​regras​ ​de​ ​Classe/Classificação

Grave um ou mais termos que relacione a obra com outras obras com características similares,
incluindo, materiais, formulário, forma, função, proveniência, contexto cultural, ou histórico, ou
período estilístico, baseado no esquema organizacional de um repositório particular ou de uma
coleção.

Singular​ ​vs​ ​plural

Geralmente​ ​usa-se​ ​o​ ​plural​ ​dos​ ​nomes,​ ​porque​ ​as​ ​classificações​ ​representam​ ​grupos​ ​ou​ ​itens
semelhantes,​ ​não​ ​um​ ​item​ ​individual.

Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​pinturas

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​gravuras​ ​e​ ​desenhos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​objectos​ ​religiosos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​manuscritos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​artes​ ​gráficas

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​artes​ ​decorativas

Quando​ ​o​ ​termo​ ​se​ ​refere​ ​a​ ​um​ ​assunto​ ​mais​ ​abrangente,​ ​a​ ​forma​ ​plural​ ​não​ ​é​ ​apropriada,​ ​use
a​ ​forma​ ​singular.

Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​escultura

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​arquitectura

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​fantasia

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​mobília

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​arte​ ​performativa

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 4


Conceitos​ ​compostos

Use conceitos compostos para o elemento Classe quando apropriado para uma colecção em particular.
Os conceitos compostos são termos compostos por múltiplos conceitos tais como Pinturas Europeias.
Isto é diferente do AAT ou outros tesauros estandardizados nos quais cada registo representa um único
conceito.

Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​Pinturas​ ​europeias

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​Objectos​ ​cerimoniais​ ​Maia

Maiúsculas​ ​e​ ​abreviaturas

Use​ ​maiúsculas​ ​nas​ ​iniciais​ ​dos​ ​nomes​ ​próprios​ ​de​ ​cultura,​ ​nacionalidade,​ ​época,​ ​ou​ ​estilo​ ​se​ ​for​ ​caso
disso.​ ​Para​ ​outros​ ​termos,​ ​use​ ​letras​ ​minúsculas.​ ​Evite​ ​abreviaturas.

Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​têxteis

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​cerâmica

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​têxteis​ ​Pré-colombianos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​Pinturas​ ​americanas

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​Arte​ ​africana

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​Pinturas​ ​barrocas

Se​ ​a​ ​sua​ ​instituição​ ​utiliza​ ​classificação​ ​composta​ ​por​ ​abreviaturas​ ​ou​ ​códigos​ ​numéricos​ ​ou
alfanuméricos,​ ​que​ ​podem​ ​parecer​ ​insignificantes​ ​para​ ​um​ ​utilizador,​ ​mapear​ ​esses​ ​termos​ ​controlados
numa​ ​apresentação​ ​será​ ​significativo.​ ​Num​ ​sistema​ ​de​ ​base​ ​de​ ​dados​ ​ ​online​,​ ​ou​ ​num​ ​sistema​ ​kiosk​,​ ​por
exemplo,​ ​um​ ​código​ ​de​ ​classificação​ ​local​ ​tal​ ​como​ ​o​ ​P20FR​ ​devem​ ​ser​ ​traduzidos​ ​para​ ​pinturas
francesas​ ​do​ ​século​ ​XX.

7.2.1.2​ ​Recomendações​ ​adicionais​ ​para​ ​a​ ​Classe/Classificação

7.2.1.2.1​ ​Especificidade

Se​ ​possível,​ ​não​ ​duplicar​ ​qualquer​ ​termo​ ​usado​ ​no​ ​elemento​ ​Tipo​ ​de​ ​Obra.​ ​Quando​ ​o​ ​termo​ ​Classe​ ​se
baseia​ ​no​ ​Tipo​ ​de​ ​Obra,​ ​seleccione​ ​um​ ​termo​ ​que​ ​o​ ​categorize​ ​mais​ ​amplamente​ ​possível​ ​do​ ​que​ ​o
termo​ ​usado​ ​no​ ​Tipo​ ​de​ ​Obra.​ ​Nos​ ​exemplos​ ​abaixo,​ ​o​ ​campo​ ​Tipo​ ​de​ ​Obra,​ ​é​ ​incluído​ ​para​ ​esclarecer​ ​a
relação​ ​entre​ ​ele​ ​e​ ​a​ ​Classe​ ​(Ver​ ​Capítulo​ ​1:​ ​Objecto​ ​de​ ​nomenclatura​ ​para​ ​uma​ ​discussão​ ​de​ ​Tipo​ ​de

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 5


Obra.

Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​controlados:

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tipo​ ​de​ ​obra:​ ​templo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe:​ ​arquitectura

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​controlados:

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tipo​ ​de​ ​obra:​ ​tambor

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe:​ ​instrumentos​ ​musicais

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​controlados:

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tipo​ ​de​ ​obra:​ ​litografia

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe:​ ​impressões

Em​ ​alguns​ ​casos,​ ​no​ ​entanto,​ ​é​ ​impossível​ ​evitar​ ​a​ ​duplicação​ ​do​ ​termo​ ​do​ ​Tipo​ ​de​ ​Obra.

Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​controlados:

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tipo​ ​de​ ​obra:​ ​pintura

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe:​ ​pinturas

7.2.1.2.2​ ​Vários​ ​tipos​ ​de​ ​colecções

Use​ ​termos​ ​e​ ​um​ ​esquema​ ​geral​ ​que​ ​facilite​ ​a​ ​navegação​ ​ou​ ​a​ ​recuperação​ ​de​ ​um​ ​nível​ ​de
especificidade​ ​consistente​ ​com​ ​a​ ​profundidade​ ​da​ ​colecção​ ​e​ ​as​ ​necessidades​ ​dos​ ​utilizadores.​ ​O
exemplo​ ​ilustra​ ​como​ ​o​ ​mesmo​ ​tipo​ ​de​ ​obra,​ ​cartonnier​,​ ​poderia​ ​ser​ ​classificado​ ​com​ ​termos​ ​de​ ​classe
que​ ​são​ ​mais​ ​ou​ ​menos​ ​específicos,​ ​dependendo​ ​do​ ​âmbito​ ​da​ ​colecção.

Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tipo​ ​de​ ​obra​:​ ​cartonador

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​mobília

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tipo​ ​de​ ​obra​:​ ​cartonador

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe:​ ​Artes​ ​decorativas​ ​francesas

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tipo​ ​de​ ​obra​:​ ​cartonador

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe:​ ​Artes​ ​decorativas

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 6


7.2.1.2.3​ ​Designações​ ​de​ ​Classe​ ​múltipla

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Atribua​ ​designações​ ​de​ ​classe​ ​múltipla,​ ​se​ ​necessário.

Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tipo​ ​de​ ​obra​:​ ​pergaminho

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​documentos​ ​em​ ​papel.​ ​Objecto​ ​medicinal.​ ​Obras​ ​etíopes

7.3​ ​Apresentação​ ​de​ ​dados

7.3.1​ ​Apresentação​ ​e​ ​indexação

Para​ ​uma​ ​discussão/análise​ ​sobre​ ​quando​ ​e​ ​porquê​ ​separar​ ​texto​ ​livre​ ​e​ ​campos​ ​controlados
recomenda-se,​ ​ver​ ​Parte​ ​1:​ ​Design​ ​de​ ​base​ ​de​ ​dados​ ​e​ ​relações:​ ​Apresentação​ ​e​ ​indexação.

Para​ ​indexação​ ​deve​ ​ser​ ​usado​ ​um​ ​campo​ ​controlado​ ​repetível.​ ​A​ ​apresentação​ ​de​ ​um​ ​texto​ ​livre​ ​para
Classe​ ​poderá​ ​ser​ ​incluído,​ ​mas​ ​geralmente​ ​não​ ​é​ ​solicitado.​ ​Quando​ ​ocorrem​ ​múltiplas​ ​designações​ ​de
Classe,​ ​e​ ​se​ ​for​ ​necessária​ ​uma​ ​demonstração/apresentação.​ ​Pode​ ​ser​ ​construída​ ​pela
concatenação/relação​ ​de​ ​dados​ ​do​ ​campo​ ​controlado​ ​repetível.​ ​O​ ​exemplo​ ​abaixo​ ​ilustra​ ​uma​ ​obra​ ​com
várias​ ​designações​ ​de​ ​Classe.

Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​tela​ ​chinesa​ ​pintada]

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​de​ ​Classe​ ​em​ ​texto​ ​livre​ ​ou​ ​visualização​ ​concatenada​ ​de​ ​Classe:

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Arte​ ​asiática;​ ​mobília;​ ​pintura

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​controlados​ ​(repetível):

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Classe​:​ ​Arte​ ​asiática​ ​.​ ​ ​mobília​ ​.​ ​ ​pinturas

7.3.2​ ​Exemplos

Exemplos de Ficha de Inventário ​estão abaixo incluídas. Para exemplos adicionais, ver o final da Parte 1 ,
o final de cada capítulo e o web site do CCO. Nos exemplos, “controlados” refere-se a valores
controlados por um ficheiro de autoridades, lista controlada ou outras regras (por exemplo, regras para
registo de datas). O “ligação” refere-se a uma relação entre uma Ficha de Inventário e um Registo de
Autoridade ou entre duas Fichas de Inventário. Todos os ​ligaçãos ​são campos controlados. Nos
exemplos que se seguem, as relações das Fichas de inventário são abreviadas por uma questão de
precisão. As Fichas de inventário, devem estar o mais completas possível. Consulte os vários capítulos

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 7


para discussão sobre os elementos de metadados individuais, se devem ser controlados, e as respectivas
vantagens de um ficheiro de autoridades ou de uma lista controlada. Em todos os exemplos neste
manual, ambos tanto no meio como no fim de cada capítulo, os valores de dados para campos repetíveis
são​ ​separados​ ​por​ ​caracteres​ ​.

Figura​ ​37

Ficha​ ​de​ ​inventário​ ​com​ ​ligação​ ​para​ ​um​ ​Registo​ ​de​ ​Autoridade​ ​para​ ​Classe:​ ​Globo

Elementos​ ​requeridos​ ​e​ ​recomendados​ ​são​ ​assinalados​ ​com​ ​um​ ​asterisco.

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 8


Figura​ ​38

Ficha​ ​de​ ​inventário​ ​com​ ​ligação​ ​para​ ​um​ ​Registo​ ​de​ ​Autoridade​ ​para​ ​Classe:​ ​Edifício​ ​medieval

Elementos​ ​requeridos​ ​e​ ​recomendados​ ​são​ ​assinalados​ ​com​ ​um​ ​asterisco.

​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​
Crédito.

Prato​ ​Cathedral,​ ​Prato,​ ​Italy

©2005​ ​Patricia​ ​Harpring.

Reservados​ ​todos​ ​os​ ​direitos.

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 9


​ ​ ​NOTA
1. Este​ ​exemplo​ ​serve​ ​para​ ​ilustrar​ ​os​ ​campos​ ​discutidos​ ​neste​ ​manual.​ ​Nomes​ ​de​ ​campos​ ​e​ ​valores​ ​de
dados​ ​neste​ ​exemplo​ ​não​ ​representam​ ​necessariamente​ ​o​ ​registam​ ​para​ ​este​ ​objeto​ ​no​ ​sistema
informático​ ​das​ ​coleções​ ​do​ ​Getty​ ​Museum.

Capítulo​ ​7​ ​–​ ​Classe 10


Capítulo 8 - Descrição

Descrição /
Outras Notas Descritivas

8.1 SOBRE A DESCRIÇÃO E OUTRAS NOTAS

8.1.1 Análise

Ao longo do Registo de Obra, o elemento Descrição e outro tipo de notas pode estar associado
a campos específicos.

Descrição
Geralmente, neste elemento, redige-se um breve ensaio descritivo, detalhando o conteúdo e o
contexto de uma obra. É um campo de texto-livre usado para registar comentários e
interpretações de forma a complementar, qualificar e explicar as informações nos campos
indexados.
O elemento deverá descrever, de forma coerente, algumas ou todas as características e
significados históricos de uma obra de arte ou de arquitetura. As temáticas descritas podem
incluir uma breve recensão sobre um assunto, função ou significado de uma obra. Para uma
discussão mais aprofundada sobre este elemento, consultar ​Categorias para a Descrição de
Obras de Arte: Nota Descrição.

Outras Notas
Ao longo do Registo de Obra, algumas organizações podem usar notas para auxiliar na
qualificação ou explicação da informação registada num determinado elemento, como por
exemplo, o uso de uma nota de Assunto, Data ou Título. Estas permitem contextualizar,
colmatar a dúvida e/ou ambiguidade proporcionado pelo uso de um campo controlado.
Normalmente, os museus usam as notas, muitas vezes combinadas com campos controlados,
para registrar informações sobre a descrição física, condição, conservação e história da obra.
Uma nota também pode ser usada para registrar informações administrativas ou outro tipo de
informações relevantes para o próprio registro de uma obra, como uma referência de origem
ou informações exportadas de um sistema para outro. Se um profissional precisar citar uma
publicação específica, como a fonte de informações sobre o trabalho, podem usar as notas
também para esse fim. Isto é especialmente útil se a plataforma informática não tiver um
ficheiro de autoridade (ver parte 1: Ficheiros de Autoridade e Vocabulários Controlados: Fonte
de Autoridade).
Nem todas as notas são visíveis. As notas com informações administrativas não são publicadas.

Capítulo 8– Descrição 1
Para mais informações sobre os diferentes tipos de notas, denominadas também por ver
Comentários ou Descrição ver ​Categorias para a Descrição de Obras de Arte​.

Especificidade
As notas em texto livre permitem dar os detalhes necessários à contextualização dos elementos
como um suplemento às informações registradas em campos controlados.

Organização dos Dados


Os Campos Descrição e outras notas descritivas são em texto livre; assim, sempre que uma nota
contiver informação significativa para recuperar, esta também deve ser registada no elemento
de metadados mais apropriado para a indexação. Uma informação significativa sobre pessoas,
coletividades, assuntos, datas, multimédia ou técnicas deve ser indexada.

Elementos Recomendados
A lista dos elementos discutidos neste capítulo aparece abaixo.
Descrição (nota de descrição)
Fontes

Outras Notas Descritivas


Fontes

Os exemplos apresentados ao longo deste capítulo são meramente ilustrativos. A prática local
pode ser diferente.

8.1.2 Terminologia

8.1.2.1 Fontes de Terminologia

As fontes de informação publicadas podem incluir obras de referência generalistas como


enciclopédias de arte e dicionários, e manuais de história da arte. De seguida, apresentam-se
algumas fontes para a arte ocidental:

Gardner, Helen. ​Gardner’s Art through the Ages​. 11th ed. Edited by Fred S. Kleiner, Christin J.
Mamiya, and Richard G. Tansey. Fort Worth, TX: Harcourt Brace Publishers, 2001.

Capítulo 8– Descrição 2
Grove Dictionary of Art Online​. New York: Grove’s Dictionaries, 2003. http://www.groveart.com/

Hartt, Frederick. ​Art: History of Painting, Sculpture, and Architecture​. 2nd ed. New York: Harry N.
Abrams, 1985.

Janson, H. W. ​History of Art​. 7th ed. Upper Saddle River, NJ: Prentice Hall Art, 2006.

Também são fontes importantes no tratamento de uma Obra, catálogos comentados de um


artista específico, catálogos de coleções, monografias, manuais e catálogos de exposições. O
uso de recursos online também são relevantes; por exemplo, algumas instituições proprietárias
possuem informações detalhadas sobre as suas obras, nas páginas web.

8.1.2.2 Escolha da terminologia


Uma terminologia consistente para os elementos estilo e cultura é essencial para a pesquisa e
uma recuperação eficiente. A consistência no formato de dados dos elementos de data, usados
para recuperação, é particularmente crítica no caso de campos controlados sendo menos
importante, mas também desejável, no caso de texto livre. Embora possa ser considerado o uso
de terminologia livre, por razões de clareza, é sempre recomendado o recurso a terminologia
consistente com aquela que é utilizada para os campos controlados. Estilo, gramática e sintaxe
consistentes são recomendados.

8.2 REGRAS DE CATALOGAÇÃO


8.2.1 Regras para Estilo

8.2.1.1 Regras breves para a Descrição

Na nota de descrição registar algumas ou todas as características e significados históricos


relevantes de uma obra de arte ou de arquitetura. Analisar o significado, a função ou o assunto
de uma obra (ver também Capítulo 6: Assunto).

Brevidade
A informação a registar deve ser clara e consistente. Os elementos que se destacam e que
ainda não foram descritos noutros elementos devem ser registados.

Capítulo 8– Descrição 3
Exemplos
[edifício]

Campo de descrição​:
O Panteão foi dedicado aos sete deuses planetários, no ano 128 AC. Nos inícios
do Séc. VII foi convertida pela igreja católica. É o maior exemplo vivo da
arquitetura o​ pus caementicium​ romana.

[retrato a pastel]
Campo de descrição​:
Liotard apresentou uma habilidade notável no uso da técnica de pastel para
desenhar retratos de crianças. As superfícies, texturas e volume eram realizados
com a criação e a aplicação subtil e granular da cor. Na altura em que estava a
realizar o presente retrato, a execução de retratos de crianças estava em voga
no Europa Ocidental.

A sintaxe e a ordem dos tópicos


A frase deve ser apresentada na ordem natural e de forma completa. Tendo em conta a
especificidade da obra, apresentar a informação por ordem de importância, cronológica ou do
geral para o particular.
Exemplo
[uma fotografia de André Kertész]
Campo de descrição​:
A fotografia apresenta características do trabalho naturalista-surrealista de
Kertész, em que combina as observações prosaicas da vida com a perspetiva
surrealista.

No caso em que nenhuma das opções anteriores de ordenação se aplicar à obra, ordene a
informação pelas respostas às seguintes questões: O que é a obra (Tipo de Obra, Assunto,
Estilo)? Quem é o responsável por ela? Onde foi realizada? Quando foi criada?.
Na ordem dos elementos, omitir qualquer dos elementos que não sejam significativos ou que
sejam explicados adequadamente noutros elementos.
Exemplo
[livro ​Sacramentário​]
Campo de descrição​:
Este livro contém orações que são lidas pelo sacerdote na missa. O volume é
ornamentado por miniaturas otonianas, em sete páginas inteiras, com remates
coloridos e ornamentados. Tendo em conta que incluía orações de santos

Capítulo 8– Descrição 4
venerados em Beauvais, pensa-se que este livro poderia ter sido usado pelo
Bispo de Beauvais na cerimónia de coroação do rei da França ​Roberto, o Piedoso​.
A responsabilidade da escrita e das iluminuras é atribuída a Nivardus de Milão,
que trabalhou no mosteiro de Benedicti, em Saint-Benoît-sur-Loire, Fleury,
França, nos inícios do Séc. XI.

Uso de maiúsculas e abreviaturas


O início das frases devem ser em maiúscula e as restantes palavras em minúscula, com a
exceção dos nomes próprios que deverão iniciar com maiúscula. As abreviaturas devem ser
evitadas.

Exemplos
[tapete Persa]
Campo de descrição​: ​Este grande tapete foi executado para o santuário do
Xeque Safi-ad-din Ardabili localizado em Ardabil, o mais antigo da religião Persa.
Tendo em conta a origem do artista que o executou ser ​Kashan, pensa-se que
provavelmente o tapete também tenha sido executado no mesmo local e não
em Ardabil (cujo estilo é diferente). Neste tapete, o medalhão central com
pendentes ramificados é uma representação contemporánea das antigas
encadernações e iluminuras.

[vaso Maia]
Campo de descrição​: As pinturas complexas da arte Maia, realizadas ao longo do
vaso, eram comuns no Séc. VIII. Trata-se da descrição de uma cena no reino do
Senhor da Morte, onde o bailarino segura numa mão um machado longo e
noutra uma pedra. Num dos lados do altar encontra-se o bebé jaguar, uma figura
divina, e no outro lado do altar a figura de um esqueleto a dançar. O significado
da cena não é consensual significando ora sacrifício ora celebração.

Idioma
A descrição deve ser redigida na língua da agência catalogadora, à exceção dos casos sem
equivalência. Sempre que necessário usar os diacríticos.

Exemplos

[escultura de bronze do Império Chola]


Campo de descrição​:
Neste período, o uso da técnica de fundição pelo processo da cera perdida fazia
com que cada escultura fosse única. Parvati apresenta a sua coroa típica e
identificativa, sob a forma de cone, com o desenho em camadas
(karandamukuta) e está assente numa tribuna. Tendo em conta a sua pose,
pensa-se que foi criada para ficar à esquerda da imagem de Xiva, como Nataraja

Capítulo 8– Descrição 5
ou como o ​Senhor da Dança​.

[escudela com tampa]


Campo de descrição​:
Luísa Maria de França, conhecida como Madame Luísa ou Madame Dernière foi
a oitava filha do rei Luís XV de França e de Maria Leszczyńska, terá
provavelmente bebido através desta escudela. A escudela, conhecida por ​écuelle
era usada nos lanches, entre as refeições. O monograma ML, de ​Madame Luísa,
e o brasão de solteira da princesa estão pintados na tampa e no prato. Nas
manufaturas de porcelana ​Vincennes e ​Sèvres foram produzidas inúmeras peças
deste tipo, acompanhadas por pratos, com diferentes formas, tamanhos e temas
decorativos. Este conjunto é um exemplo da transição do estilo ro-co-có para o
neoclássico, em 1760.

8.2.1.2 Recomendações adicionais para Estilo

8.2.1.2.1 INDEXAR INFORMAÇÃO IMPORTANTE


Sempre que necessário, repetir toda a informação da nota nos campos indexados para a
recuperação da informação. Esta deve ser registada em campos controlados apropriados, no
Registo da Obra
Exemplo
Campo de Descrição, em texto-livre​:
É a maior das quatro aguarelas existente de Turner do castelo medieval, na costa
norte do País de Gales. Turner retrata a paisagem e o mar de forma dramática,
ao usar as nuvens carregadas, o sol e o encadeamento das ondas para encenar e
enfatizar a luta do pescador no mar.

Criador (campo de visualização)​: Joseph Mallord William Turner (Inglês,


1775-1851)
Campos controlados​:
Função: Pintor
[​ligação com a Autoridade Pessoa e Coletividade​]:
Turner, Joseph Mallord William Turner

Materiais e Técnicas​: aguarela com goma arábica, com desenho subjacente a


grafite.
Campos controlados de Material (repetível)​:
madeira​ • ​goma arábica​ • ​grafite​ • ​desenho subjacente
Campos controlados de Assunto (repetível)​:
Castelo de Conwy (​País de Gales, Reino Unido​) • ​mar • ​costa • ​pescadores
• ​castelos​ • ​paisagens marítimas​ • ​rochas

Capítulo 8– Descrição 6
8.2.1.2.2 TÓPICOS NA DESCRIÇÃO
No campo da Descrição estão incluídos os tópicos apropriados dos assuntos da obra, função,
relação com outras obras, estilo ou qualquer outro aspeto significativo.

Exemplo

[um grupo de desenhos a pastel]


Estilos​: ​impressionista​ • ​Pós-impressionista

Assunto e Método de Representação


Se apropriado, redigir uma descrição concisa do conteúdo temático da obra, bem como o
método de representação.
Exemplos

[planta de um projeto de obra]


Campo de Descrição​: A planta apresenta a secção longitudinal da catedral,
demonstrando que a cúpula maior e as menores são construídas de forma
diferente.

[​Lincoln Memorial​, Washington (DC)]


Campo de Descrição​: O design teve a inspiração no Panteão Grego. No design
estão incluídos os símbolos da União; por exemplo as 36 colunas dóricas que
representam a união dos 36 estados, no momento da morte de Lincoln.

Função, Manufaturação, Condição


Se significante, redigir uma descrição concisa da função ou uso da obra e as circunstâncias que
envolvem a manufaturação ou condição.

Exemplos

[​bannerstone​]
Campo de Descrição​:
O ​bannerstone ​é uma pedra sob a forma de uma borboleta com perfuração
central. Apesar de não se saber ao certo qual o objetivo do ​bannerstone
pensa-se que o seu uso, sob a forma de adorno ou insígnia, correspondia a um
certo status; algumas investigações apontam os ​bannerstones como
instrumentos de guerra (um bastão usado nas culturas pré-colombianas para

Capítulo 8– Descrição 7
lançar lanças).

[uma obra de Robert Smithson]


Campo de Descrição​:
A ​Spiral Jetty ​é uma escultura gigantesca sob a forma de uma espiral feita de
lama, sal, e ​5.000 toneladas de blocos de basalto negro​, entre outros elementos
indígenas, localizada no deserto de ​Utah. Apesar da espiral seguir o sentido dos
ponteiros do relógio, simbolizando a energia positiva, o artista, com base no
simbolismo de outras culturas, atribui-lhe um sentimento negativo, de
destruição e de entropia.

Relações com outras obras


Se for significativo, redigir uma descrição concisa do significado da obra com outras, do mesmo
período cronológico, local, corrente artística, entre outros aspetos.

Exemplo
[desenho de Apolo e das Musas no ​Monte Parnas​]
Campo de Descrição​:
Poussin usou este desenho como estudo para realizar a pintura que está no
Museu do Prado. Este foi inspirado no famoso fresco de Rafael Sanzio, Stanza
della Segnatura, no Vaticano. O desenho mostra a tendência de Poussin no uso
das formas abstratas e da aplicação de tinta diluída em água.

Técnica e Estilo
Se significativo incluir na descrição um debate sobre o estilo do artista, técnicas e
representatividade da obra no contexto global do trabalho do artista.
Exemplo
[escultura]
Campo de Descrição​:
A mestria do escultor é patente na forma como apresenta as diferentes texturas
que incluem a pele, cabelo, rendas e cetins. Por debaixo da armadura, Verhulst,
empregou folhagens curvas com as pontas em forma de espiral terminando o
busto sob a zona dos ombros e peito.

Temas/questões imprecisas
Sempre que apropriado, clarificar na Descrição temas/questões imprecisas ou incertas relativas
à atribuição, localização original, identificação dos assuntos, datação ou contexto histórico
relevante da obra.

Capítulo 8– Descrição 8
Exemplo
[pintura sobre painel]
Campo de Descrição​:
A ​Adoração dos Reis Magos​, em Siena, foi produzido pelas oficinas Bartolo mas
principalmente executado pelo próprio Bartolo di Fredi. Apesar de se
desconhecer a localização original do retábulo, a qualidade dos materiais, o
grande tamanho do objeto e a influência que a obra teve noutros artistas
apontam para que tenha tido uma localização importante, possivelmente na
Catedral de Siena. A obra representa o último estilo do artista e teve um grande
impacto tanto em Siena como noutros locais.

8.2.2 Regras para outras notas


No caso em que a base de dados permite associar notas descritivas aos vários campos, as regras
acima descritas para a Nota de Descrição devem ser as mesma para a brevidade, a sintaxe, o
idioma, bem como o ​uso de maiúsculas e abreviaturas. De acordo com a instituição
catalogadora, usar as notas específicas para clarificar ou complementar a informação registada
nesses campos. Nos exemplos seguintes, o nome de cada nota específica corresponde ao nome
do campo correspondente.
Visualização do Assunto (Nota)
Exemplo
[desenho]
Visualização do assunto (Nota)​:
O desenho terá sido o estudo preparatório de uma composição religiosa,
possivelmente o ​Casamento da Virgem​ ou o ​Apóstolos com a Virgem Maria​.

Campo controlado de Assunto​:


Casamento da Virgem • ​Spozalizio • ​desenhos da figura masculina • Virgem
Maria • São José • ​desenhos da figura feminina​ • ​apóstolos​ • ​cortinas

Campo controlado do Tipo de Obra​: ​estudos preliminares

Visualização da Descrição Física (Nota)


Exemplo
[Alcorão]
Visualização da Descrição Física (Nota)​:
O ​Alcorão de Ibn al-Bawwab é um pequeno volume contendo 286 fólios. Cada
texto contém quinze linhas escritas com uma tipografia arredondada e uniforme,
realizado com um instrumento de escrita, de cana, pontiagudo. A tinta castanha
é reforçada com as tintas em azul e em dourado.
Fonte​: Bloom, Jonathan, e Sheila Blair. ​Islamic Arts​. London: Phaidon Press,

Capítulo 8– Descrição 9
1997;
Página​: 195.

Visualização do campo Materiais e Técnicas​:


Tinta castanha com detalhes em azul e aplicação de folha de ouro.

Campo controlado para Materiais e Técnicas​:


tinta​ • ​pintura a têmpera​ •​ ​folha de ouro

Nota de Data

Exemplo
[Basílica de São Pedro, Vaticano]

Nota de Data​:
Bernardo Rossellino, entre 1452 e 1455, desenhou um plano para reconstrução da
Basílica de São Pedro. O papa Júlio, em 1505, deu indicações a Donato Bramante para
dar continuidade à reconstrução. Todavia, após a morte de Bramante, em 1515, apenas
quatro pilares tinham sido erguidos. Michelangelo ficou responsável pelo projeto, em
1546. Por volta do ano de 1564, após a sua morte, o projeto de construção da cúpula
estava a progredir. No entanto, só ficou completa sob a coordenação dos arquitetos
Dominico Fontana e Giacomo della Porta, em 1593. Carlo Maderno, entre 1603 e 1614,
d​irigiu a construção da nave e do pórtico, cabendo à responsabilidade de Bernini a
construção da Praça de São Pedro (​Piazza San Pietro​), entre 1656-1667.

Visualização do campo de Data de Criação​:


Começou a projeção do design 1451, construção 1506-1615, finalização da praça
(​piazza​) 1667

Campos controlados de Data​:


Inicial: 1451; Final: 1615

8.2.3 Regras para a fonte das Notas


A(s) fonte(s) usada(s) na construção das notas devem ser citadas, sendo particularmente
importante quando a fonte é usada de forma exaustiva e/ou quando se usa citações diretas. As
fontes devem ser registadas em campos próprios e ligadas ao ficheiro de autoridade.

Exemplo
[baixo-relevo Egípcio]
Campo de Descrição​:

Capítulo 8– Descrição 10
Após o caótico ​Primeiro Período Intermediário ​Mentuhotep II unificou o Egito, dando
origem ao ​Médio Império. O baixo-relevo provém do seu templo funerário em ​Deir
el-Bahri, Tebas ocidental. A grande qualidade dos trabalhos desenvolvidos nas oficinas
reais de Tebas era patente. Efetivamente, a modelagem de baixo-relevo era delicada e
apresentava detalhes graciosos pintados.

Fonte​: Hibbard, Howard. ​Metropolitan Museum of Art​. New York: Harrison House, 1986;
Página​: 30.

Se necessário, sempre que se usar de forma exaustiva uma fonte na construção da nota deve-se
citar a mesma no campo. Todavia, a situação ideal será a de ligar a fonte ao ficheiro de
autoridade.

Exemplo
[um retrato]
Campo de Descrição​:
Relativamente ao seu famoso retrato, realizado por Picasso, entre 1905 e 1906 (agora
no Metropolitan Museum, New York), Gertrude Stein afirmou "... for me, it is I, and it is
the only reproduction of me which is always I, for me." (Stein, Gertrude. ​Picasso​, 1948).

Fonte​: Stein, Gertrude. Picasso. London: B. T. Batsford, Ltd., 1948; Page: 8.

8.3 APRESENTAÇÃO DOS DADOS

8.3.1 Exibição e Indexação

8.3.1.1 Campos de texto livre vs. Campos controlados


Para uma discussão sobre quando e porque razão é recomendado o uso de campos de texto
livre e campos controlados, consultar a Parte 1: Desenho de base de dados e ligações: Exibição
e indexação.

8.3.1.1.1 INDEXAR AS NOTAS

A Descrição e outras notas são em campos de texto livre. Para optimizar a recuperação,
informações importantes devem ser indexadas nos campos controlados.

Algumas notas podem ser inapropriadas para estarem visíveis ao público (por exemplo,
informação sobre a aquisição do objeto); as instituições devem decidir que notas devem ficar
(ou não) visíveis aos utilizadores.

Capítulo 8– Descrição 11
8.3.1.1.2 INDEXAR AS FONTES
Preferencialmente, o campo da Fonte deveria estar associada à nota e ligada ao ficheiro de
autoridade. Para mais informações consultar a Parte 1: Ficheiros de Autoridade e Vocabulários
controlados : Fonte de Autoridade.

Exemplo
[​Edifício Chrysler, Nova York​]
Campo de Descrição​:
Nos inícios de 1930 o edifício de Van Alen era o maior e o mais famoso de ​Manhattan.
Semelhante à arquitetura comercial dos finais dos anos 20 o edifício apresenta formas
massivas, e o uso de grandes janelas no seu design. No entanto, as ornamentações são
de clássico Art déco, predominantemente nos últimos sete andares que, em conjunto,
formam o triângulo no topo do edifício. No ponto mais elevado, Van Alen inclui uma
antena de 27 toneladas de aço e 56 metros de altura, tornando-o mais alto que a Torre
Eiffel.

Fonte​: Duncan, Alistair. ​Art Deco​. London: Thames and Hudson, 1988; ​Página​: 186.

As citações e as referências bibliográficas devem ser realizadas de forma consistente.


Recomenda-se o uso do estilo Chicago.

8.3.2 Exemplos
Exemplos dos Registos de Obras são apresentados de seguida. Para aceder a mais exemplos,
ver o final da Parte 1, no final de cada capítulo, e no portal do CCO. Nos exemplos, o controlo
refere-se aos valores controlados pelo ficheiro de autoridade, lista controlada, ou outras regras
(por exemplo, regras usadas para o registo de datas). A ligação refere-se à relação entre um
Registo de uma Obra e um Registo de Autoridade ou entre dois Registos de Obras. Todas as
ligações são campos controlados. Nos exemplos que se seguem os Registos de Obras
Relacionadas estão descritos de forma abreviada. Todos os Registos das Obras deverão ser tão
completos quanto possível. Consultar os vários capítulos para mais informações sobre os
elementos de metainformação individuais, se devem ser controlados, e as vantagens respetivas
de um ficheiro de autoridade ou de uma lista controlada. Em todos os exemplos neste manual

Capítulo 8– Descrição 12
quer seja ao longo ou no fim de cada capítulo, os dados dos campos dos campos controlados
estão separados pelos caracteres de uma “bola”.
Figura 39
Registo de obra com a Descrição: Pintura Pós-Impressionista​1
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.
Registo de Obra
❏ Classe​ [​controlado​]: Pintura (Arte)
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: ​Pintura (Arte)
❏ *​Título​:Irises|​Tipo de título​: preferencial
​Título​: Lírios |​Tipo de título​: alternativo
❏ *​Criador​: Vincent van Gogh (Holandês, 1853-1890)
*​Função​ [​controlado​]: pintor | [​ligação​]: ​Gogh, Vincent van
❏ *​Data​: 1889
[​controlado​]: ​Inicial​: 1889; ​Final​: 1889
❏ *​Assuntos​ [​ligação com as autoridades​]: B​ otânica​ • ​Lírios​ • ​Regeneração (Biologia)​ • ​Solo​ • ​Natureza
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: ​ J. Paul Getty Museum (Los Angeles, California, United States)​ | ​ID​:90.PA.20
❏ Localização de criação​: Saint-Rémy-de-Provence (Provence-Alpes-Côte d'Azur, França)
❏ *​Medidas​: 71 x 93 cm (28 x 36 5/8 polegadas)
[​controlado​]: ​Valor​:71; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura |​Valor​: 93; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura
❏ *​Materiais e Técnicas​: Óleo sobre tela, aplicada com o pincel e espátula
Material​ [​ligação​]: ​pintura a óleo​ • ​tela​ | ​Técnica​ [​ligação​]: pincel • espátula
❏ ​Inscrições​: assinado no canto inferior direito: Vincent
❏ Estilo​: [​ligação​]: ​Impressionismo​ • ​Pós-Impressionismo
❏ Descrição​: A obra foi pintada quando o artista se encontrava a recuperar de um caso grave de doença mental; é descrito o
jardim do hospício de Saint-Rémy. A composição descrita, provavelmente sofreu influência das gravuras japonesas, é
dividida em áreas circundantes de cores vivas com lírios monumentais a ultrapassar as margens da própria pintura. Não
existem desenhos conhecidos desta pintura; o próprio Van Gogh considerou-o no seu estudo. O seu irmão Theo
reconheceu a qualidade da pintura e submeteu-o, em setembro de 1889, ao Salon des Indépendants afirmando: "[It]
strikes the eye from afar. It is a beautiful study full of air and life."
❏ Fonte de Descrição​ [​ligação​]: J. Paul Getty Museum. ​Handbook of the Collections​. Los Angeles: J. Paul Getty Museum,
1991; ​Página​: 129.

Capítulo 8– Descrição 13
CRÉDITOS: The J. Paul Getty Museum (Los Angeles, California), Vincent van Gogh
(Dutch, 1853-1890); Irises, 1889; oil on canvas, 71 x 93 cm; (28 x 36 5/8 inches);
90.PA.20. © The J. Paul Getty Trust.

Figura 40
Registo de obra com a Descrição: Pintura Moderna​2
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.
Registo de Obra
❏ Classe​ [​controlado​]: Pintura (Arte) • Arte americana
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: ​Pintura (Arte)
❏ *​Título​:The Figure 5 in Gold|​Tipo de título​: preferencial
​Título​: Five in Gold |​Tipo de título​: alternativo
​Título​: A Figura 5 em ouro |​Tipo de título​: alternativo
❏ *​Criador​: Charles Demuth (Americano, 1883-1935)
*​Função​ [​controlado​]: pintor | [​ligação​]: ​Demuth, Charles
❏ *​Data​: 1928 | [​controlado​]: ​Inicial​: 1928; ​Final​: 1928
❏ *​Assuntos​ [​ligação com as autoridades​]: R​ etrato​ • William Carlos Williams (Poeta americano, 1883-1963) • Williams,
William Carlos • "The Great Figure" (poema) • Indústria • Fogo • Veículos para bombeiros
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: ​Metropolitan Museum of Art​ (New York; New York, United States) | ​ID​:49.59.1
❏ *​Medidas​: 90.2 x 76.2 cm (35 1/2 x 30 polegadas)
[​controlado​]: ​Valor​:90.2; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura |​Valor​: 76.2; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: largura
❏ *​Materiais e Técnicas​: Óleo sobre cartão
Material​ [​ligação​]: ​pintura a óleo​ • cartão
❏ Estilo​: [​ligação​]: Futurismo (Arte) • Cubismo
❏ Descrição​: Inspirado nas obras de Gertrude Stein, na década 20, Demuth produziu uma série de cartazes a honrar os seus
contemporâneos. Esta obra, em particular, presta uma homenagem ao poema de William Carlos Williams, "The Great
Figure." O trabalho consiste na construção de imagens associadas ao poema, às iniciais do poema e aos nomes "Bill" e
"Carlos." O poema de Williams descreve o percurso de um carro de bombeiros pelas ruas da cidade, em situação de
emergência e com o número 5 pintado no veículo.
❏ Fonte de Descrição​ [​ligação​]:
Metropolitan Museum of Art online. http://www.metmuseum.org (consultado a 1 de fevereiro, 2005).

Capítulo 8– Descrição 14
CRÉDITOS: ​The Figure 5 in Gold​, 1928; Charles Demuth (American, 1883-1935);
Oil on cardboard; H. 35-1/2, W. 30 in. (90.2 x 76.2 cm); The Metropolitan
Museum of Art, Alfred Stieglitz Collection, 1949 (49.59.1); Photograph © 1986
The Metropolitan Museum of Art

Figura 41
Registo de obra com a Descrição: Torre Românica
Os elementos obrigatórios e recomendados estão assinalados com um asterisco.
Registo de Obra
❏ Classe​ [​controlado​]: Arquitetura • Arte européia
❏ *​Tipo de Obra​ [​ligação​]: Campanilo
❏ *​Título​: Torre de Pisa|​Tipo de título​: preferencial
​Título​: Leaning Tower of Pisa |​Tipo de título​: alternativo
​Título​: Campanilo |​Tipo de título​: alternativo
​Título​: Campanile |​Tipo de título​: alternativo
​Título​: Torre Pendente |​Tipo de título​: alternativo
❏ *​Criador​: arquitetura e engenharia: iniciou com Bonanno Pisano (Italiano, ativo nos finais do Séc. XII) ou Gherardo di
Gherardo (Italiano, ativo nos finais do Séc. XII); continuado por Giovanni Pisano (Italiano, nascido a ca. 1240, faleceu antes
de 1320) e Giovanni di Simone (Italiano, activo ca. 1260-ca. 1286); terminado por Tommaso Pisano (Italiano, faleceu depois
de 1372).
*​Função​ [​controlado​]: arquiteto | [​ligação​]: Bonanno Pisano | *​Função​ [​controlado​]: arquiteto | [​ligação​]: Gherardo di
Gherardo *​Função​ [​controlado​]: arquiteto | [​ligação​]: Giovanni Pisano *​Função​ [​controlado​]: arquiteto | [​ligação​]:
Giovanni di Simone *​Função​ [​controlado​]: arquiteto | [​ligação​]: Tommaso Pisano
❏ *​Data​: a torre teve início em 1173 e ficou completa no Séc. XIV
[​controlado​]: ​Inicial​: 1173; ​Final​: 1399
❏ *​Assuntos​ [​ligação com as autoridades​]: A ​ rquitetura​ • Religião e mitologia •​Torre de Pisa (Pisa, Itália)
❏ Estilo​: [​ligação​]: ​Românico
❏ *​Localização atual​ [​ligação​]: Pisa (Toscana, Italia)
❏ *​Medidas​: 8 andares, 56 m (altura) (185 pés), inclinação da perpendicular é cerca de 4.9 m (16 pés)
[​controlado​]: ​Valor​:56; ​Unidade​: cm; ​Tipo​: altura |​Extensão​: andares; ​Valor​:8; ​Tipo​: contagem
❏ *​Materiais e Técnicas​: Alvenaria, construção sob a forma redonda, em pedra, exterior em mármore branco e colorido
Material​ [​ligação​]: ​mármore​ | ​Técnica​ [​ligação​]: paredes estruturais • ​cantaria​ • planta circular • ​Marchetaria
❏ Descrição​: De acordo com Vasari a torre iniciou com Bonanno Pisano mas recentes investigações apontam para Gherardo

Capítulo 8– Descrição 15
di Gherardo. O desnível fundacional durante a construção causou a situação atual da torre. A construção continuou com
Giovanni Pisano e Giovanni di Simone em 1275 com a adição de mais três andares com direção oposta à inclinação, para
compensar o desnível; todavia, o peso causado pela adição causou uma maior inclinação da torre. De acordo com Vasari,
Tommaso di Andrea Pisano completou o campanário entre 1350 e 1372. Estão em curso esforços atuais para prevenir uma
maior inclinação e terminar com o colapso da torre.
❏ Fonte de Descrição​ [​ligação​]:
​ Touring Club Italiano: Toscana​ (1984); ​Página​: 117 ff.
Soprintendenza ai Beni Ambientali Architettonici Artistici e Storici per le provincie di Pisa Livorno Lucca Massa Carrara
online http://www.ambientepi.arti.beniculturali.it/ (consultado a 4 de fevereiro, 2005).
❏ Obra relacionada:
Tipo de relação​ [​controlado​]: parte de
[​ligação para a Obra Relacionada​]: ​Cathedral of Pisa​; cathedral; unknown Italian; 1063-1350; Piazza del Duomo (Siena,
Italy)

CRÉDITOS: Leaning Tower of Pisa, Pisa, Italy © 2005 Patricia Harpring. All rights
reserved.

NOTAS

1. O exemplo pretende ilustrar a metainformação 2.​ ​ O exemplo pretende ilustrar a


(metadados) abordado neste manual. Os nomes metainformação (metadados) abordado neste
dos campos e os valores dos dados são manual. Os nomes dos campos e os valores dos
meramente exemplificativos e não representa dados são meramente exemplificativos e não
necessariamente o registo deste objeto na base representa necessariamente o registo deste
de dados da coleção do ​Getty Museum. objeto na base de dados da coleção do
Metropolitan Museum.

Capítulo 8– Descrição 16
Capítulo9​ ​-​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação

Visualização​ ​de​ ​Informação

9.1​ ​Acerca​ ​da​ ​Visualização​ ​de​ ​informação

9.1.1​ ​Debate/Discussão

Os elementos de Visualização/Vista da Informação incluem detalhes sobre a visão da obra


como ela surge numa imagem (substituindo-a). Os elementos aqui abordados incluem
descrição do modo de exibição, Tipo de Exibição, Tipo de Assunto e Tipo da Data, que são
apenas alguns campos necessários para o catálogo de imagens. Para obter informações
adicionais sobre catalogação de imagens, ver Parte 1: obras e imagens, base de dados e
relações. Para uma discussão/debate mais aprofundado está disponível em Categorias para a
descrição​ ​de​ ​obras​ ​de​ ​arte:​ ​Documentação​ ​visual​ ​relacionada​ ​e​ ​VRA​ ​Core​ ​4.0.

É importante registar informação sobre a exibição/apresentação de uma imagem,


independentemente do sue formato (fotografia, negativo, slide, microficha, cassete vídeo,
transmissão de vídeo, ou imagem digital ou tipo de instituição (coleção de recursos visuais,
biblioteca, museu ou coleções de arquivo). Esta substituição de visuais pode fornecer acesso a
obras que estariam indisponíveis devido ás suas localizações remotas ou outras restrições que
limitariam o contacto direto. Quando uma imagem em vez da obra original, é apenas/somente
o acesso visual, uma descrição do modo de exibição/visualização ajuda a fornecer uma
experiência mais completa e uma compreensão da obra como se vê na imagem; isto é
particularmente​ ​verdade​ ​para​ ​obras​ ​tridimensionais​ ​tais​ ​como​ ​escultura​ ​ou​ ​arquitetura.

Tipo​ ​de​ ​descrição


A Vista de Descrição é um campo de texto livre que elabora no espaço e no tempo, ou nos
aspetos contextuais da obra como capturado na imagem (por exemplo, detalhe do canto
inferior esquerdo, frente para o nordeste, ou vista do edifício para o pôr-so-sol. Visto que o
elemento do Tipo de Vista descreve uma posição estratégica, usando o vocabulário limitado e
controlado, o elemento Modo de Exibição coloca a posição estratégica com um contexto mais
amplo/completo e elabora em perspetiva descrevendo detalhes, partes, direções cardeais, e
assim por diante. Em conjunto, o Modo de Exibição e o Tipo de Descrição ajudam o utilizador a
avaliar a natureza da informação da imagem e a diferenciar entre as múltiplas imagens da
mesma​ ​obra.

Tipo​ ​de​ ​Visualização


O Tipo de Visualização regista a posição estratégica específica ou perspetiva, tais como
visualização de perfil, de grande plano, ou vista interior. Ajuda o utilizador a diferenciar entre
várias​ ​imagens​ ​da​ ​mesma​ ​obra.

Vista​ ​de​ ​Assuntos


A Vista de Assuntos pode incluir termos ou frases que caracterizam o assunto da obra tal como
é representado uma imagem específica. Gravando a Vista de Assuntos ajuda a diferenciar entre
várias imagens de uma mesma obra e permite aos utilizadores identificar imagens específicas
que ilustram um conceito ou um detalhe em particular. É especialmente útil para detalhes,
obras complexas, obras construídas, que podem incluir vistas e detalhes diferentes. Por
exemplo, dando acesso de assunto a uma imagem com uma vista /perspetiva para uma sala
que inclua o termo ​clarabóia​, os utilizadores que precisam de exemplos de claraboias podem

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 1


rapidamente localizar uma imagem que contenha esse detalhe. Nem todas as imagens vão
exigir que o elemento Vista de Assunto esteja completo. Por exemplo, se a imagem descreve
uma pintura bidimensional na íntegra, o assunto da imagem será adequadamente abrangido
pelo assunto da própria obra. A Vista de Assuntos é necessária quando o objeto representado
na imagem é específico para a imagem e distinta da obra em geral. Para mais discussão sobre
Vista​ ​ed​ ​Assuntos​ ​e​ ​tópicos​ ​relacionados,​ ​ver​ ​Capítulo​ ​6:​ ​Assunto.

Vista​ ​de​ ​Data


O elemento Vista de Data inclui qualquer data ou intervalo de datas associadas à criação ou
produção da imagem. Embora não seja obrigatório, deve ser gravado/registado quando se sabe
/ou se conhece. Uma imagem da Vila ​Savoy tirada em 1935 proporcionará informação acerca
da vila que será diferente da informação adquirida a partir de uma fotografia tirada em 1999. O
documento visual pode também ser o único registo de uma obra danificada ou perdida, e pode
ser vital para a restauração e recuperação da obra. Conhecer a data da vista pode ajudar na
restauração da obra. Por exemplo, avista/o panorama/a paisagem da Basílica de São Francisco
de Assis tirada em 1996, pouco antes do terramoto de 1997, será um registo visual
possivelmente​ ​significativo​ ​do​ ​edifício​ ​pouco​ ​antes​ ​ter​ ​sido​ ​danificado.

É importante fazer a distinção entre uma Vista de Data e outras datas da gestão das coleções.
Por exemplo, considere uma imagem mostrando O ​Taj Mahal tirada em 1969 num formato de
slide de 35mm e que foi copiado para um formato digital em 2003. A data da imagem digital é
2003, mas a data da vista é 1969. Tais distinções/diferenças devem ficar claras no Registo de
Imagem. A criação de data para a cópia é geralmente gravada com outra data administrativa e
não​ ​deve​ ​ser​ ​confundida​ ​com​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Data.

Organização​ ​de​ ​dados


Idealmente, ambos a Vista de Descrição (visualização/exibição) e os campos controlados para a
Vista Tipo, Vista de Data e Vista de Assuntos serão usados. A Vista Tipo e a Vista de Assunto
poderão ser campos repetíveis. Usando vocabulários controlados, autoridades e formatação
consistente para garantir a recuperação eficiente pelo utilizador é recomendado. Os campos de
Vista de Informação fazem parte do Registo de Imagem, contudo eles devem estar associados à
respetiva Ficha de Inventário como o Registo de Imagem e a Ficha de Inventário estão
associados é uma questão de implementação na base de dado local. Repare/note que uma
instituição pode solicitar múltiplos Registos de Imagem para ficarem ligados a uma única Ficha
ed inventário. Por exemplo, uma pintura (ficha de inventário) pode ser ligada a uma única ficha
de inventário para slides de visualização completa da pintura e vários detalhes; um edifício
(ficha de inventário) pode ficar ligado a múltiplos registos para imagens digitais mostrando
diferentes perspetivas e detalhes do edifício. Ver Parte 1: obras e imagens. No sistema da base

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 2


de dados esse ​ligação​/essa ligação Obra e Registo de Imagem, deve ser possível refinar as
pesquisas para recuperar imagens de uma determinado detalhe ou vista de uma obra por
oferta,​ ​com​ ​base​ ​nos​ ​valores​ ​e​ ​elementos​ ​no​ ​Vista​ ​Tipo​ ​e​ ​elementos​ ​da​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos.

As recomendações para o registo/a gravação de determinadas informações acerca da


Vista/perspetiva, particularmente para a Vista de Data e a Vista de Assuntos, pode duplicar as
recomendações já anteriormente afirmadas neste guia; se for caso disso, o leitor é direcionado
para​ ​secções​ ​relevantes​ ​neste​ ​guia.

Elementos​ ​recomendados
A lista de elementos discutidos neste capítulo aparece abaixo. Elementos obrigatórios são
anotados. A exibição/visualização pode ser em texto livre ou concatenada por campos
controlados.

Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(requerida/necessária)


Vista​ ​Tipo​ ​(requerida/necessária)
Vista​ ​de​ ​Assuntos​ ​Visualização
Vista​ ​de​ ​Assuntos​ ​controlados​ ​(requerida/necessária)
Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(requerida/necessária)
Vista​ ​da​ ​Data​ ​de​ ​visualização
Vista​ ​da​ ​Data​ ​recente
Vista​ ​da​ ​Data​ ​mais​ ​antiga

Acerca​ ​dos​ ​exemplos


Os exemplos ao longo deste capítulo são apenas para ilustração. A prática local pode variar. Os
exemplos tendem a mostrar o maior uso possível de campos de visualização/exibição e
indexação,​ ​o​ ​que​ ​pode​ ​não​ ​ser​ ​necessário​ ​para​ ​todas​ ​as​ ​instituições.

9.1.2​ ​Terminologia

9.1.2.1​ ​Fontes​ ​de​ ​terminologia

9.1.2.1.1​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição

A​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​é​ ​um​ ​campo​ ​de​ ​texto​ ​livre​ ​que​ ​descreve​ ​a​ ​vista​ ​com​ ​tanto​ ​detalhe​ ​quanto

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 3


necessário.​ ​A​ ​terminologia​ ​deve​ ​ser​ ​a​ ​mais​ ​uniformizada​ ​possível.

9.1.2.1.2​ ​Vista​ ​Tipo

É​ ​recomendado​ ​o​ ​uso​ ​de​ ​um​ ​vocabulário​ ​controlado,​ ​ligado​ ​a​ ​um​ ​ficheiro​ ​de​ ​autoridades.
Alguns​ ​exemplos​ ​incluem​ ​o​ ​seguinte:

Getty​ ​Vocabulary​ ​Program.​ ​Art​ ​&​ ​Architecture​ ​Thesaurus​ ​(AAT).​ ​Los


Angeles:​ ​J.​ ​Paul​ ​Getty​ ​Trust,​ ​1988-.​ ​http://www.getty.edu/
research/conducting_research/vocabularies/aat/.
​ ​(Especially​ ​Visual​ ​Works:​ ​Views).

Library​ ​of​ ​Congress.​ ​Thesaurus​ ​for​ ​Graphic​ ​Materials​ ​2,​ ​Genre​ ​and
Physical​ ​Characteristics​.​ ​Washington,​ ​DC:​ ​Library​ ​of​ ​Crongress.
http://lcweb.loc.gov/rr/print/tgm2/​.

9.1.2.1.3​ ​Vista​ ​de​ ​Assunto

A​ ​terminologia​ ​de​ ​assunto​ ​pode​ ​ser​ ​controlada​ ​usando​ ​um​ ​ficheiro​ ​de​ ​autoridade​ ​ou​ ​uma​ ​lista
controlada.​ ​Ver​ ​sugestões​ ​para​ ​terminologia​ ​no​ ​Capítulo​ ​6:​ ​Assunto.

9.1.2.1.4​ ​Vista​ ​de​ ​Datas

Informações de data devem ser formatadas com uniformidade para permitir uma procura
eficaz na recuperação de dados. As regras locais devem estar no devido lugar. Os formatos
sugeridos estão disponíveis na norma ISO e no esquema W3C XML Parte 2. Ver orientações
adicionais​ ​sobre​ ​datas​ ​no​ ​Capítulo​ ​4.

ISO 8601:2004 Numeric representation of Dates and Time. Data elements and interchange
formats. Information interchange. Representation of dates and times. Geneva, Switzerland:
International Organization for Standardization, 2004. XML Schema Part 2: Datatypes, 2001.
http://www.w3.org​.

9.1.2.2​ ​Escolha​ ​de​ ​Terminologia

9.1.2.2.1​ ​Uniformidade/Coerência

Usando terminologia uniforme/coerente é especialmente importante para os campos


controlados que se destinam a proporcionar o acesso. A uniformização é menos importante
numa nota de texto livre do que num campo controlado, mas ainda assim desejável. Embora a

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 4


terminologia não controlada deva ser guardada, a terminologia que é consistente com os
termos em campos controlados apesar de tudo não deixa de ser recomendada por uma
questão​ ​de​ ​clareza.​ ​O​ ​estilo​ ​uniforme/coerente,​ ​gramática​ ​e​ ​sintaxe​ ​são​ ​recomendados.

9.1.2.2.2​ ​Uso​ ​de​ ​um​ ​ficheiro​ ​de​ ​autoridade

Se possível, os termos devem ser armazenados numa autoridade ou numa lista controlada, que
está ligada a um Registo de Imagem. Para preencher o ficheiro de autoridade ou a lista, usar
fontes​ ​padrão​ ​combinadas​ ​com​ ​a​ ​terminologia​ ​local​ ​conforme​ ​necessário.

9.2​ ​Regras​ ​de​ ​catalogação

9.2.1​ ​Regras​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​e​ ​Vista​ ​Tipo

9.2.1.1​ ​Breves​ ​regras​ ​para​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição

Descrever os aspetos espaciais, cronológicos, ou contextuais da obra como capturados na


visualização​ ​da​ ​imagem.​ ​A​ ​Vista​ ​Tipo​ ​e​ ​de​ ​Assuntos​ ​podem​ ​ser​ ​mencionadas.

Maiúsculas​ ​e​ ​Abreviaturas


Usar letras maiúsculas para os nomes próprios. Para outras palavras usar letras minúsculas. Não
utilizar​ ​letras​ ​maiúsculas​ ​para​ ​pontos​ ​cardeais​ ​(este,​ ​oeste,​ ​norte​ ​e​ ​sul).​ ​Evite​ ​abreviaturas.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​:​ ​vista​ ​distante​ ​do​ ​leste


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​:​ ​detalhe​ ​da​ ​assinatura​ ​no​ ​canto​ ​inferior​ ​direito
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​:​ ​detalhe​ ​da​ ​face​ ​do​ ​cordeiro​ ​e​ ​da​ ​mão​ ​de​ ​Jesus

Sintaxe

​ ​Use​ ​a​ ​ordem​ ​natural.

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 5


Linguagem

Escrever​ ​a​ ​descrição​ ​na​ ​língua​ ​do​ ​registo​ ​do​ ​catálogo​ ​(Inglês​ ​nos​ ​Estados​ ​Unidos​ ​da​ ​América).

9.2.1.2​ ​Breves​ ​regras​ ​para​ ​Vista​ ​Tipo

Escolha termos que indiquem a posição, o ângulo, a distância, a orientação, a extensão, ou a


porção/parte​ ​da​ ​obra​ ​representada​ ​na​ ​Vista​ ​de​ ​Imagem.

Maiúsculas​ ​e​ ​Abreviaturas

​ ​Use​ ​letras​ ​minúsculas.​ ​Evite​ ​abreviaturas.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​vista​ ​fechada


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo​:​ ​vista​ ​exterior

Língua/idioma​ ​dos​ ​termos

Use​ ​termos​ ​na​ ​linguagem​ ​do​ ​registo​ ​do​ ​catálogo​ ​(Inglês​ ​nos​ ​Estados​ ​unidos​ ​da​ ​América).

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​vista​ ​oblíqua


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo​:​ ​vista​ ​panorâmica

9.2.1.3​ ​Recomendações​ ​adicionais​ ​para​ ​a​ ​descrição​ ​da​ ​Vista​ ​tipo

A descrição e indexação das vistas de imagens podem variar dependendo da vista e do


conteúdo​ ​da​ ​imagem,​ ​conforme​ ​descrito.

Parte​ ​ou​ ​extensão

Se a vista inclui uma parte da obra completa, indique-o (por exemplo, vista parcial). Descreva a
parte que foi capturada na vista) (ver também campos controlados ou Vista de Assuntos
abaixo).

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​detalhe​ ​de​ ​uma​ ​pintura]

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Detalhe​ ​das​ ​iniciais​ ​do​ ​artista​ ​no​ ​canto​ ​inferior​ ​esquerdo.

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 6


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Detalhe​ ​da​ ​vista
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​detalhe​ ​do​ ​peitoral​ ​Cítico]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Detalhe​ ​do​ ​leão​ ​no​ ​centro​ ​inferior​ ​do​ ​peitoral
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Detalhe​ ​da​ ​vista
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​parcial​ ​de​ ​um​ ​templo​ ​rocha-cortada]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior​ ​parcial​ ​mostrando​ ​a​ ​coluna​ ​e​ ​a​ ​viga​ ​da​ ​entrada​ ​oriental
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipos:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior​ ​.​ ​vista​ ​parcial
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​interior​ ​de​ ​um​ ​centro​ ​de​ ​arte]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​interior​ ​com​ ​o​ ​átrio​ ​e​ ​a​ ​escadaria
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipos:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​interior​ ​.​ ​vista​ ​parcial

Distância​ ​ou​ ​Posição

Se​ ​a​ ​vista​ ​é​ ​tirada​ ​de​ ​uma​ ​determinada​ ​distância​ ​ou​ ​posição,​ ​indique-o.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​distante​ ​do​ ​Parthemon​]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​distante​ ​mostrando​ ​o​ ​oeste
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​distante
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​panorâmica​ ​de​ ​um​ ​mosaico​ ​de​ ​parede]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​panorâmica​ ​dos​ ​olhos​ ​de​ ​Justiniano
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​panorâmica

Ângulo​ ​ou​ ​Perspectiva

Se​ ​a​ ​vista​ ​for​ ​tirada​ ​de​ ​um​ ​ângulo​ ​particular​ ​ou​ ​perspetiva,​ ​indique-o.

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 7


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​oblíqua​ ​de​ ​um​ ​arco​ ​romano]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​oblíqua​ ​mostrando​ ​o​ ​norte
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​oblíqua
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​no​ ​interior​ ​do​ ​Museu​ ​Guggenheim​]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​aérea​ ​interior​ ​do​ ​nível​ ​superior​ ​para​ ​a​ ​galeria​ ​principal,​ ​tirada​ ​do​ ​ ​teto
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​tipos:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​aérea​ ​.​ ​vista​ ​interior

Interior​ ​ou​ ​Exterior

Para arquitetura e outras obras que contenham espaços interiores, indique a vista relativa ao
espaço​ ​interior​ ​ou​ ​exterior​ ​da​ ​obra​ ​quando​ ​pertinente

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​exterior​ ​de​ ​uma​ ​pirâmide​ ​mexicana]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior​ ​mostrando​ ​o​ ​sudoeste
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​interior​ ​da​ ​figura​ ​do​ ​preto​ ​Kylix​]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Interior,​ ​detalhe​ ​da​ ​vista​ ​do​ ​Chimaera
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipos:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​interior​ ​.​ ​vista​ ​com​ ​detalhe

Obras​ ​tridimensionais

Para​ ​obras​ ​tridimensionais,​ ​usar​ ​termos​ ​controlados​ ​que​ ​indiquem​ ​atributos​ ​de​ ​posição​ ​em
relação​ ​a​ ​toda​ ​a​ ​obra.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 8


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​escultura​ ​de​ ​uma​ ​figura​ ​ancestral​ ​africana]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​perfil​ ​da​ ​face​ ​e​ ​ombros​ ​do​ ​lado​ ​esquerdo
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​perfil
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​escultura​ ​renascentista​ ​de​ ​um​ ​cavalo]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​dos​ ​quartos​ ​traseiros/patas​ ​traseiras
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):

Múltiplos/Vários​ ​objetos​ ​numa​ ​só​ ​vista

Para​ ​vistas​ ​que​ ​incluam​ ​múltiplos​ ​objetos,​ ​localizá-los​ ​dentro​ ​do​ ​contexto​ ​de​ ​um​ ​ponto​ ​de​ ​vista
particular.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​igreja​ ​medieval​ ​complexa]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campanário​ ​em​ ​primeiro​ ​plano​ ​com​ ​batistério​ ​para​ ​a​ ​esquerda
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipos:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior​ ​.​ ​ ​vista​ ​parcial

Ambiente​ ​e​ ​iluminação

Para vistas que incluam a obra dentro de um cenário ambiental ou sob condições de iluminação
dignos​ ​de​ ​nota,​ ​indicar​ ​as​ ​condições.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​o​ ​edifício​ ​de​ ​um​ ​museu​ ​moderno]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior​ ​do​ ​pátio​ ​virado​ ​para​ ​leste​ ​ao​ ​pôr-do-sol
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipos:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior​ ​.​ ​ ​vista​ ​parcial

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​escultura​ ​monumental​ ​abstracta]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​parcial​ ​da​ ​neblina

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 9


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​parcial

Se​ ​a​ ​recuperação​ ​de/da​ ​informação​ ​sobre​ ​a​ ​iluminação​ ​(por​ ​exemplo,​ ​o​ ​ajustamento​ ​da​ ​luz​ ​ou
condições​ ​ambientais​ ​sejam​ ​necessários,​ ​essa​ ​informação​ ​deve​ ​ser​ ​indexada​ ​no​ ​Vista​ ​tipo​ ​e​ ​na
Vista​ ​de​ ​assuntos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​desenho​ ​em​ ​pastel]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Detalhe​ ​da​ ​superfície​ ​no​ ​ajustamento​ ​da​ ​luz
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipos:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Ajustando​ ​a​ ​vista​ ​da​ ​luz​ ​.​ ​modo​ ​de​ ​exibição​ ​em​ ​grande​ ​plano

Pontos​ ​cardeais
Para​ ​vistas​ ​de​ ​arquitetura​ ​e​ ​outros​ ​de​ ​obras​ ​específicas,​ ​usam-se​ ​termos​ ​que​ ​indiquem​ ​a
direção​ ​da​ ​vista​ ​em​ ​relação​ ​aos​ ​pontos​ ​cardeais.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​arranha​ ​-céu]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​oblíqua​ ​mostrando​ ​o​ ​nordeste
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipo:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​oblíqua

Se​ ​a​ ​recuperação​ ​da​ ​informação​ ​sobre​ ​os​ ​pontos​ ​cardeais(por​ ​exemplo,​ ​norte,​ ​sul,​ ​este,​ ​oeste,
sudoeste)​ ​forem​ ​necessários,​ ​esta​ ​informação​ ​deve​ ​ser​ ​indexada​ ​na​ ​Vista​ ​Tipo.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​monte​ ​soterrado]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​parcial​ ​mostrando​ ​o​ ​sudoeste
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipos:​​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​parcial​ ​ ​.​ ​Vista​ ​de​ ​sudoeste

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 10


Obras​ ​baseadas​ ​no​ ​tempo
Para​ ​imagens​ ​de​ ​arte​ ​performativa​ ​e​ ​outras​ ​obras​ ​localizadas​ ​no​ ​tempo,​ ​descrever​ ​a​ ​vista​ ​e
coloque-a​ ​dentro​ ​do​ ​contexto​ ​gera,​ ​se​ ​possível.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​imagem​ ​de​ ​vídeo​ ​sobre​ ​performance]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Ainda​ ​(quadro/moldura)​ ​desde​ ​o​ ​início​ ​do​ ​vídeo​ ​mostrando​ ​o​ ​desempenho/a
performance​ ​de​ ​uma​ ​mulher,​ ​a​ ​dobrar​ ​roupa.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​Tipos:​​ ​(controlada):


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​parcial​ ​ ​.​ ​ ​Quadro/moldura

9.2.2​ ​Regras​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Assunto

9.2.2.1​ ​Breves​ ​regras​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Assunto

Grave​ ​o​ ​assunto​ ​como​ ​representado​ ​na​ ​vista​ ​diferente​ ​da​ ​informação​ ​do​ ​assunto​ ​geral​ ​gravado
para​ ​a​ ​obra.

Singular​ ​vs/verso​ ​Plural

Geralmente use o singular, incluindo os nomes próprios dos temas iconográficos, eventos
mitológicos, pessoas, lugares, e assim por diante. Quando o singular for inapropriado, use o
plural, conforme garantido pelo assunto que foi catalogado. Ver a discussão no Capítulo 6:
Assunto.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​detalhe​ ​de​ ​uma​ ​natureza​ ​morta]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos:​​ ​ninho​ ​de​ ​pássaros​ ​.​ ​ ​urna​ ​ ​.​ ​faca​​ ​.​ ​maçã​​ ​.​ ​liríos

Maiúsculas​ ​e​ ​abreviaturas

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 11


Nomes​ ​próprios​ ​em​ ​maiúsculas;​ ​para​ ​outros​ ​termos,​ ​use​ ​letras​ ​minúsculas.​ ​Evite​ ​abreviaturas.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​detalhe​ ​de​ ​um​ ​retrato​ ​de​ ​grupo]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos:​​ ​Allan​ ​Pinkerton​ ​(agente​ ​dos​ ​serviços​ ​secretos
norte-americanos,​ ​detetive,​ ​1819-1884)​ ​.​ ​cadeira​ ​.​ ​mesa
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​detalhe​ ​de​ ​uma​ ​paisagem​ ​urbana]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos:​​ ​Santa​ ​Maria​ ​del​ ​Fiore​ ​(​ ​Florença,​ ​Itália)

Língua/idioma​ ​dos​ ​termos

Usar​ ​os​ ​termos​ ​na​ ​língua​ ​do​ ​catálogo​ ​de​ ​registo​ ​(inglês​ ​nos​ ​Estados​ ​Unidos​ ​da​ ​América),​ ​exceto
em​ ​casos​ ​onde​ ​não​ ​existe​ ​equivalente​ ​à​ ​língua​ ​inglesa.​ ​Usar​ ​diacríticos​ ​conforme​ ​apropriado.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​detalhe​ ​de​ ​uma​ ​natureza​ ​morta]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos:​​ ​Allan​ ​Pinkerton​ ​(agente​ ​dos​ ​serviços​ ​secretos
norte-americanos,​ ​detetive,​ ​1819-1884)​ ​.​ ​cadeira​ ​.​ ​mesa
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​detalhe​ ​de​ ​uma​ ​paisagem​ ​urbana]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos:​​ ​maneira​ ​de​ ​Veneza
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​vista​ ​parcial​ ​de​ ​um​ ​edifício​ ​de​ ​escritórios]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos:​​ ​café​ ​ao​ ​ar​ ​livre

9.2.2​ ​Recomendações​ ​adicionais​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos

9.2.2.1​ ​Vários​ ​Tipos​ ​de​ ​Imagens

Os assuntos gravados para a Vista de Imagem irão variar dependendo do modo de exibição do
conteúdo da imagem. Os exemplos seguintes ilustram uma maneira possível de visualizar vários
campos de informação para a imagem e para os campos de assunto de uma obra para que
possam​ ​ser​ ​visualizados​ ​em​ ​conjunto.

Parte​ ​ou​ ​Extensão

Se a vista inclui uma parcela de toda a obra, descreve o assunto ou a parte que é capturada na

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 12


vista (por exemplo, a fachada oeste de uma catedral). Observe os detalhes significativos,
capturados pela imagem, particularmente quando a imagem contém um assunto proeminente
no detalhe mas não proeminente na obra como um todo. Não é necessário repetir informações
do assunto que está na Ficha de Inventário, a menos que ele se aplique especificamente para
mostrar​ ​uma​ ​imagem​ ​mais​ ​de​ ​perto/mais​ ​próxima.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​a​ ​catedral​ ​Reims​]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​campo​ ​de​ ​assunto​ ​em​ ​texto​ ​livre:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Catedral​ ​dedicada​ ​a​ ​Notre-Dame
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​campos​ ​de​ ​assunto​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Catedral​ ​.​ ​ ​adoração​​ ​.​ ​ ​Notre-Dame
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fachada​ ​oeste,​ ​vista​ ​parcial​ ​da​ ​área​ ​da​ ​janela​ ​rosa​ ​para​ ​o​ ​chão

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​tipos​ ​(controlados):


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​parcial​​ ​.​ ​vista​ ​este
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​de​ ​campos​ ​de​ ​assuntos​ ​controlados
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fachada​ ​oeste​​ ​.​ ​ ​janela​ ​rosa​ ​.​ ​ ​portal​ ​.​ ​estátuas​ ​de​ ​armação
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​quadro]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​campo​ ​de​ ​assunto​ ​em​ ​texto​ ​livre:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Shah​ ​Jahan​ ​no​ ​cavalo​ ​vestido​ ​para​ ​a​ ​caça
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​campos​ ​de​ ​assuntos​ ​controlados​ ​(repetível):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Retrato​ ​.​ ​Shah​ ​Jahan​.​ ​ ​cavalo​ ​.​ ​caça
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Detalhe​ ​da​ ​face​ ​do​ ​cavalo
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​tipo​ ​(controlada):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​detalhe
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​de​ ​campos​ ​de​ ​assuntos​ ​controlados
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​cavalo​ ​ ​.​ ​ ​face

Objetos​ ​que​ ​não​ ​fazem​ ​parte​ ​da​ ​obra

Se a vista de imagem contém pessoas ou objetos que não fazem parte da obra, tais como
postes de iluminação como no exemplo abaixo, mas são uma parte significativa da imagem,

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 13


inclua​ ​isso​ ​no​ ​registo.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplos

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​Tweed​ ​Courthouse​,​ ​cidade​ ​de​ ​Nova​ ​Iorque]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​descrição​ ​de​ ​campo:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Anteriormente​ ​serviu​ ​como​ ​o​ ​New​ ​York​ ​County​ ​Courthouse​,​ ​agora​ ​como​ ​casas​ ​do
departamento​ ​de​ ​Educação​ ​e​ ​como​ ​Centro​ ​Educativo
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​vista​ ​de​ ​campos​ ​de​ ​assunto​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Tribunal​ ​ ​.​ ​ ​edifício​ ​de​ ​escritório​ ​ ​.​ ​ ​centro​ ​educativo
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​oblíqua​ ​do​ ​pórtico​ ​colunado,​ ​virada​ ​a​ ​sul
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​Tipos​ ​(controlado):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​parcial​ ​ ​.​ ​ ​vista​ ​oblíqua​ ​ ​.​ ​ ​vista​ ​a​ ​sul
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​vista​ ​de​ ​campos​ ​de​ ​assunto​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Pórtico​ ​ ​.​ ​ ​colunas​ ​coríntias​ ​ ​.​ ​postes​ ​de​ ​iluminação

9.2.2.2.2​ ​ ​Campo​ ​de​ ​nota​ ​na​ ​Vista​ ​de​ ​Assunto

Se​ ​a​ ​sua​ ​instituição​ ​desejar,​ ​para​ ​descrever​ ​melhor​ ​a​ ​visualização​ ​do​ ​assunto​ ​numa​ ​nota
especificamente​ ​reservada​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Assunto​ ​(ver​ ​nota​ ​de​ ​visualização​ ​do​ ​assunto​ ​no
exemplo​ ​abaixo)​ ​ou​ ​nas​ ​notas​ ​gerais​ ​no​ ​Registo​ ​de​ ​Imagem.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​Growth​ ​House​]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​campo​ ​de​ ​assunto​ ​em​ ​texto​ ​livre:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Habitação​ ​experimental,​ ​construção​ ​temporária​ ​que​ ​muda​ ​com​ ​as​ ​estações​ ​do​ ​ano

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Obra:​ ​campo​ ​de​ ​assuntos​ ​controlados:


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​habitação​​ ​ ​.​ ​ ​habitação​ ​experimental​​ ​ ​.​ ​construção​ ​temporária​ ​.​ ​estações​ ​do​ ​ano​ ​.
mudança
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição:​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior​ ​da​ ​fachada​ ​em​ ​Outubro​ ​de​ ​1975,​ ​legumes​ ​brotando​ ​da​ ​parede
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Vista​ ​Tipos:​ ​(controlados):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​exterior​​ ​ ​.​ ​ ​vista​ ​interior
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​vista​ ​de​ ​campos​ ​de​ ​assunto​ ​controlados:

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 14


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fachada​​ ​ ​.​ ​ ​vegetais
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Imagem:​ ​Nota​ ​na​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos:​ ​a​ ​obra​ ​muda​ ​com​ ​as​ ​estações​ ​do​ ​ano.​ ​Esta
vista​ ​capta​ ​a​ ​casa​ ​no​ ​outono​ ​quando​ ​as​ ​sementes​ ​surgem​ ​da​ ​parede,​ ​florescidas​ ​e​ ​vegetais
desenvolvidos​ ​a​ ​crescerem​ ​das​ ​paredes.

9.2.3​ ​Regras​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​da​ ​Data

9.2.3.1​ ​Breves​ ​regras​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​da​ ​Data


Grave​ ​o​ ​ano,​ ​ou​ ​o​ ​dia,​ ​o​ ​mês,​ ​e​ ​o​ ​ano​ ​quando​ ​essa​ ​vista​ ​representada​ ​na​ ​imagem​ ​for​ ​capturada.
Para​ ​visualizar/mostrar​ ​a​ ​data,​ ​use​ ​linguagem​ ​natural.​ ​Para​ ​as​ ​datas​ ​mais​ ​antigas​ ​e​ ​mais
recentes,​ ​use​ ​o​ ​formato​ ​ano-mês-dia-​ ​ou​ ​outro​ ​formato​ ​prescrito​ ​em​ ​qualquer​ ​ISSO​ ​861​ ​ou
W3C​ ​XML​ ​esquema​ ​da​ ​parte​ ​2.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​de​ ​data:


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​30​ ​Outubro​ ​1953
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​de​ ​data​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​1953-10-30​ ​;​ ​Antigo:​ ​1953-10-30

Para​ ​obter​ ​informações​ ​acerca​ ​o​ ​registo​ ​de​ ​datas,​ ​siga​ ​as​ ​recomendações​ ​no​ ​Capítulo​ ​4.

9.2.3.2​ ​Recomendações​ ​adicionais​ ​para​ ​a​ ​visualização​ ​da​ ​data.

9.2.3.2.1​ ​Especificidades​ ​da​ ​data

Grave​ ​o​ ​dia,​ ​o​ ​mês,​ ​e​ ​o​ ​ano​ ​da​ ​imagem.​ ​Se​ ​o​ ​dia​ ​e​ ​o​ ​mês​ ​forem​ ​desconhecidos,​ ​grave​ ​o​ ​ano.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​um​ ​pote​ ​Maia]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Detalhe​ ​de​ ​jaguares​ ​antropomórficos
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​de​ ​data:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fotografado​ ​em​ ​21​ ​de​ ​setembro​ ​de​ ​1985,​ ​após​ ​o​ ​terramoto​ ​de​ ​19​ ​de​ ​setembro
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​de​ ​Data​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​1985-09-21​​ ​;​ ​Antigo:​ ​ ​1985-09-21
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​o​ ​tecto​ ​da​ ​Capela​ ​Cistina,​ ​no​ ​Vaticano]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​interior,​ ​vista​ ​parcial,​ ​das​ ​mãos​ ​na​ ​criação​ ​de​ ​Adão

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 15


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​de​ ​data:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fotografado​ ​em​ ​1989,​ ​depois​ ​de​ ​restaurado
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​de​ ​Data​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​1989​​ ​;​ ​Antigo:​ ​ ​1989

Grave​ ​as​ ​horas​ ​e​ ​os​ ​minutos,​ ​se​ ​for​ ​significativo​ ​e​ ​se​ ​for​ ​conhecido.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​cena​ ​da​ ​arte​ ​performativa]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Perspetiva​ ​oblíqua​ ​do​ ​palco,​ ​abertura​ ​do​ ​desempenho
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​da​ ​data:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fotografado​ ​a​ ​30​ ​de​ ​maio​ ​de​ ​1998;​ ​6:15​ ​(da​ ​manhã)
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​de​ ​Data​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​1988-05-30​ ​ ​06:15:00​​ ​;​ ​Antigo:​ ​1988-05-30​ ​ ​06:15:00

9.2.3.2.2​ ​Datas​ ​aproximadas

Indicar​ ​a​ ​incerteza​ ​ou​ ​as​ ​datas​ ​aproximadas​ ​no​ ​modo​ ​de​ ​visualização​ ​da​ ​data.​ ​Fazer​ ​uma
estimativa​ ​entre​ ​as​ ​datas​ ​mais​ ​recentes​ ​e​ ​as​ ​mais​ ​antigas​ ​para​ ​facilitar​ ​a​ ​recuperação​ ​da
informação.​ ​Ver​ ​Capítulo​ ​4​ ​pra​ ​recomendações​ ​gerais​ ​sobre​ ​datas​ ​aproximadas.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​as​ ​grandes​ ​pirâmides,​ ​Giza,​ ​Egipto]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​distante,​ ​vista​ ​de​ ​frente
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​da​ ​data:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fotografado​ ​na​ ​década​ ​de​ ​1930
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​de​ ​Data​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​1930​​ ​;​ ​Antigo:​ ​1939

9.2.3.2.3​ ​Vários​ ​tipos​ ​de​ ​imagens

Registe​ ​uma​ ​data​ ​aproximada​ ​para​ ​a​ ​vista​ ​de​ ​imagem,​ ​conforme​ ​descrito​ ​abaixo:

Fase​ ​da​ ​obra

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 16


Se​ ​a​ ​imagem​ ​documenta​ ​a​ ​fase​ ​ou​ ​o​ ​aspeto​ ​da​ ​produção/criação​ ​da​ ​obra,​ ​inclua​ ​a​ ​data.​ ​Se​ ​a
imagem​ ​documenta​ ​um​ ​evento​ ​que​ ​altere​ ​a​ ​obra​ ​(por​ ​exemplo,​ ​antes​ ​ou​ ​depois​ ​do​ ​restauro,
antes​ ​ou​ ​depois​ ​da​ ​ocorrência​ ​do​ ​dano,​ ​incluir​ ​a​ ​data.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​o​ ​edifício​ ​leste,​ ​National​ ​Gallery​ ​of​ ​Art,​ ​Washington,​ ​DC​]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​interior,​ ​Mezzanine​ ​(piso​ ​da​ ​entrada​ ​mostrando​ ​o​ ​lado​ ​leste)
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​da​ ​data:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Durante​ ​a​ ​construção​ ​final,​ ​Primavera​ ​1977
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​de​ ​Data​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​1977-03-11​​ ​;​ ​Antigo:​ ​1977-06-30

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​uma​ ​pintura​ ​de​ ​painel​ ​após​ ​o​ ​restauro]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Detalhe​ ​do​ ​rosto​ ​da​ ​Deusa​ ​Atena
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​da​ ​data:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Após​ ​o​ ​restauro,​ ​fotografia​ ​t​ ​irada​ ​em​ ​11​ ​de​ ​julho,​ ​2001
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​2001-07-11​​ ​;​ ​Antigo:​ ​2001-07-01

Histórico​ ​de​ ​visualizações

​ ​Incluir​ ​a​ ​data​ ​para​ ​o​ ​histórico​ ​de​ ​visualizações

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​o​ ​muro​ ​de​ ​Berlim]


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​oblíqua​ ​mostrando​ ​o​ ​este)
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​da​ ​data:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fotografado​ ​em​ ​1969
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​de​ ​Data​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​1969​​ ​;​ ​Antigo:​ ​1969

Arte​ ​conceptual

Incluir​ ​a​ ​data​ ​ou​ ​intervalo​ ​de​ ​datas​ ​para​ ​de​ ​vistas​ ​de​ ​obras​ ​conceptuais,​ ​particularmente
quando​ ​o​ ​conceito​ ​envolve​ ​a​ ​ ​impermanência/​ ​inconstância/​ ​instabilidade.

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Exemplo

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 17


​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[para​ ​o​ ​Cristo​ ​a​ ​rodear​ ​as​ ​ilhas,​ ​Miami]
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição​ ​(visualização):
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​aérea,​ ​ao​ ​pôr-do-sol
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Visualização​ ​da​ ​data:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Fotografado​ ​em​ ​1981
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Campos​ ​de​ ​Data​ ​controlados:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Recente:​ ​1981​​ ​;​ ​Antigo:​ ​1981

9.3​ ​Apresentação​ ​da​ ​Data/Como​ ​apresentar​ ​a​ ​Data

9.3.1​ ​Visualização​ ​e​ ​indexação

9.3.1.1​ ​Texto​ ​livre​ ​vs/versus​ ​Campos​ ​Controlados


Para uma discussão sobre quando e porquê separar o texto-livre e os campos controlados
recomenda-se​ ​ver​ ​a​ ​Parte​ ​1:​ ​Desenho​ ​da​ ​base​ ​de​ ​dados​ ​e​ ​relações:​ ​Visualização​ ​e​ ​Indexação.

9.3.1.2​ ​Campos​ ​no​ ​Ficheiro​ ​de​ ​Autoridade​ ​e​ ​na​ ​Ficha​ ​de​ ​Inventário

Campos​ ​controlados​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição

Informação em texto-livre na Vista de Descrição deve ser indexada para recuperação dos
campos controlados. Se não for possível incluir um texto-livre na Vista de Descrição, deverá ser
construída uma visualização rudimentar concatenando os dados dos campos controlados. A
Vista de Descrição pode repetir o Tipo de Visualização, integrando-o no campo de texto-livre
para melhor compreensão pelo utilizador. Também pode omitir a Vista Tipo, no caso da Vista
Tipo​ ​poder​ ​ser​ ​concatenada​ ​com​ ​o​ ​modo​ ​de​ ​visualização​ ​da​ ​Vista​ ​de​ ​Descrição.

Campos​ ​controlados​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​Tipo

A​ ​vista​ ​Tipo​ ​deve​ ​ser​ ​um​ ​campo​ ​repetível.

Campos​ ​controlados​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Assuntos

A Vista de Assuntos deve ser visualizada de uma forma que garanta que o utilizador possa ver

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 18


também o assunto da obra, que poderá ter ambos o texto-livre e os componentes controlados.
O assunto da imagem deve ser descrito em texto-livre na Vista de Descrição. Qualquer
informação de assunto na Vista de descrição que seja necessária para a recuperação da imagem
deve​ ​ser​ ​indexada​ ​na​ ​Vista​ ​de​ ​Assunto.

O elemento na Vista de Assunto é um campo controlado repetível e tem como objetivo permitir
a recuperação e deve idealmente estar ligado a um campo de autoridade ou a uma lista
controlada. Pode estar ligado à mesma autoridade que controla a terminologia para o assunto
da obra. Ver Capítulo 6: Assunto para uma discussão/debate mais aprofundado de como gravar
o​ ​registo​ ​de​ ​assunto.

Campos​ ​controlados​ ​para​ ​a​ ​Vista​ ​de​ ​Data

A Vista de Data é idealmente um conjunto de três campos: campo de exibição para expressar
aspetos da data para o utilizador, e dois campos representando as datas implícitas a mais
recente e a mais antiga na visualização da data. Os campos de data para recuperação devem
conter datas formatadas corretamente para permitir a recuperação. Para obter informações
sobre​ ​as​ ​datas​ ​de​ ​gravação,​ ​siga​ ​as​ ​recomendações​ ​no​ ​Capítulo​ ​4.

9.3.2​ ​Exemplos

Exemplos da obra e ligações de registos de imagem estão abaixo incluídos. Para exemplos
adicionais/complementares, ver o final da Parte 1, o final de cada capítulo, e o sítio web do
CCO. Nos exemplos, ​controlado refere-se a valores controlados por um ficheiro de autoridade,
lista controlada, ou outras regras (por exemplo, regras opara gravação de datas). O ​ligação​/a
ligação refere-se à ligação entre a Ficha de Inventário e o Registo de Autoridade ou entre a obra
e os registos/gravações de imagem. Todos ao ligaçãos/ligações são campos controlados. No
exemplo​ ​que​ ​se​ ​segue​ ​os​ ​registos​ ​de​ ​obras​ ​relacionadas​ ​são​ ​abreviadas​ ​por​ ​causa​ ​da​ ​brevidade.
Todas as Fichas de inventário devem ser as mais completas possíveis. Ver os vários capítulos
para discussões sobre elementos de metadados individuais, se eles forem controlados, e as
respetivas vantagens de um ficheiro de autoridade ou de uma lista controlada. Em todos os
exemplos deste manual, tanto dentro e no final deste capítulo, os valores de dados de campos
repetíveis​ ​são​ ​separados​ ​por​ ​asterisco.

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 19


Figura​ ​42
O​ ​Registo​ ​de​ ​Imagem​ ​ligado​ ​à​ ​obra​ ​e​ ​aos​ ​Registos​ ​de​ ​Autoridade:​ ​Edifício​ ​moderno​ ​requere​ ​e
recomenda​ ​que​ ​os​ ​elementos​ ​sejam​ ​marcados​ ​com​ ​um​ ​asterisco.

Registo​ ​de​ ​Autoridade

▪ *Termo:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​interior
▪ *​Nota​:​ ​refere-se​ ​a​ ​fotografias​ ​ou​ ​outras​ ​representações
do​ ​interior​ ​do​ ​edifício​ ​ou​ ​outra​ ​estrutura​ ​ou​ ​objeto​ ​que
possui​ ​o​ ​espaço​ ​interior​ ​e​ ​exterior
▪ *​Fonte​ ​[​ligação​ ​para​ ​o​ ​registo​ ​da​ ​fonte​]:​ ​Art​ ​&
Architecture​ ​Thesaurus​ ​(1988-).

Registo​ ​de​ ​Imagem

▪ Número​ ​da​ ​imagem​​ ​:​ ​200347


▪ *​Vista​ ​de​ ​Descrição​:​ ​vista​ ​interior,​ ​átrio​ ​com
escada
▪ *​Vista​ ​Tipo​​ ​[​ligação​]:​ ​vista​ ​interior
▪ *​Vista​ ​de​ ​Assunto​​ ​[​ligação​ ​para​ ​autoridades​]:
átrio​ ​.​​ ​escadas
▪ *​Vista​ ​da​ ​Data​​ ​[​controlado​]:​ ​1969
▪ Obra​ ​Relacionada​​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​Ficha​ ​de
Inventário​]:​ ​Munson-William-Proctor​ ​Institute​,
Centro​ ​de​ ​Arte​ ​;​ ​Philip​ ​Johnson​ ​(americano,
1906-2005);​ ​projetado​ ​em​ ​1957,​ ​concluído​ ​em
1960;​ ​Utica​ ​(Nova​ ​Iorque,​ ​Estados​ ​Unidos​)

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 20


Ficha​ ​de​ ​Inventário

▪ Classe​ ​[​controlado​]:​ ​arquitetura​ ​.​ ​Arte​ ​moderna


▪ *Ficha​ ​de​ ​Trabalho​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]:​ ​centro​ ​de​ ​arte
▪ *Título​:​ ​Munson-Williams-Proctor​ ​Institute​ ​ ​​ ​I​​ ​Tipo​ ​de​ ​título​:​ ​preferencial
▪ *​ ​Modo​ ​de​ ​Exibição:​ ​Philip​ ​Johnson​ ​(americano,​ ​1906-2005)
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​*Papel​​ ​[​ligação​]:​ ​arquiteto​ ​I​ [​ ​ligação​]:​ ​Johnson,​ ​Philip
▪ *Data​ ​da​ ​Criação:​ ​projetado​ ​em​ ​ ​1957;​ ​concluído​ ​em​ ​1960​ ​[​controlado​]:​ ​Recente​:​ ​1957;​ ​Antigo​:​ ​1960
▪ *Assunto​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]:​ ​arquitetura​ ​ ​ ​.​ ​ ​centro​ ​de​ ​arte
▪ *Localização​ ​Atual​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]​ ​:​ ​Utica​ ​(Nova​ ​Iorque,​ ​Estados​ ​Unidos)
▪ *Materiais​ ​e​ ​Técnicas:​ ​construção​ ​em​ ​liga​ ​de​ ​aço,​ ​frente​ ​em​ ​granito,​ ​vigas​ ​de​ ​bronze

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Material​ ​[​ligação​]:​ ​granito​ ​ ​ ​.​ ​​ ​ ​bronze​ ​ ​​ ​I​ ​ ​Técnica​ ​[​ligação​]:​ ​liga​ ​de​ ​aço
▪ Descrição:​​ ​O​ ​Instituto​ ​ ​Johnson​ ​ilustra​ ​a​ ​apreciação​ ​do​ ​Mies​ ​ ​van​ ​der​ ​Rohe’s​ ​nas​ ​estruturas​ ​de​ ​extensão​ ​simples.​ ​É
um​ ​cubo​ ​de​ ​granito​ ​folheado​ ​e​ ​suportado​ ​por​ ​vigas​ ​monumentais​ ​de​ ​bronze.​ ​O​ ​nível​ ​do​ ​solo​ ​é​ ​embutido,​ ​vidrado,​ ​e
escondido​ ​num​ ​fosso​ ​circundante.​ ​O​ ​átrio​ ​central​ ​é​ ​o​ ​foco​ ​para​ ​o​ ​interior.
▪ Descrição​ ​da​ ​Fonte:​​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade]:​ ​Philip​ ​Johnson​ ​–​ ​Alan​ ​Ritchie​,​ ​Arquitetos.​ ​[em​ ​linha]
http://www.pjar.com​​ ​(acedido​ ​14​ ​julho,​ ​2004).
▪ Imagens​ ​Relacionadas​ ​[​ligação​ ​para​ ​o​ ​Registo​ ​de​ ​Imagem​]:​ ​200347

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 21


Figura​ ​43

O​ ​Registo​ ​de​ ​Imagem​ ​ligado​ ​à​ ​obra​ ​e​ ​aos​ ​Registos​ ​de​ ​Autoridade:​ ​Monumento​ ​egípcio​ ​requere
e​ ​recomenda​ ​que​ ​os​ ​elementos​ ​sejam​ ​marcados​ ​com​ ​um​ ​asterisco.

Registo​ ​de​ ​Imagem

▪ Número​ ​da​ ​imagem​​ ​:​ ​1234


▪ *​Vista​ ​de​ ​Descrição​:​ ​a​ ​grande​ ​esfinge​ ​com​ ​a
pirâmide​ ​ao​ ​fundo​ ​[​ligação​]:​ ​Grande​ ​esfinge​ ​ ​.
Grande​ ​pirâmide
▪ *​Vista​ ​Tipo​​ ​[​ligação​]:​ ​vista​ ​exterior​ ​ ​.​ ​ ​vista
oblíqua​​ ​ ​.​ ​​ ​vista​ ​parcial
▪ *​Vista​ ​da​ ​Data​​ ​[​controlado​]:​ ​1950
▪ Obra​ ​Relacionada​​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​Ficha​ ​de
Inventário]:​ ​Grande​ ​esfinge;​​ ​colosso;​ ​egípcio
desconhecido;​ ​Quarta​ ​dinastia;​ ​Gizé​ ​(Egito)

Registo​ ​de​ ​Autoridade

▪ *Termos:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​oblíqua​ ​(preferencial)
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​diagonal
▪ *​Nota​:​ ​refere-se​ ​a​ ​representações​ ​sob​ ​o​ ​ponto​ ​de​ ​vista
vantajoso​ ​num​ ​ângulo​ ​para​ ​os​ ​perpendiculares​ ​do
assunto.
▪ *​Fonte​ ​[​ligação​ ​para​ ​o​ ​registo​ ​da​ ​fonte​]:​ ​Art​ ​&
Architecture​ ​Thesaurus​ ​(1988-).

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 22


Ficha​ ​de​ ​Inventário

▪ Classe​ ​[​controlado​]:​ ​escultura​ ​​ ​.​ ​​ ​arquitetura​ ​ ​.​ ​Arte​ ​egípcia


▪ *Ficha​ ​de​ ​Trabalho​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]:​ ​colosso
▪ *Título​:​ ​Grande​ ​esfinge​​ ​ ​​ ​I​​ ​Tipo​ ​de​ ​título​:​ ​preferencial

▪ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Título:​ ​Abu​ ​al-Hawl​​ ​ ​I​ ​Tipo​ ​de​ ​título​:​ ​alternativo


▪ *​ ​Modo​ ​de​ ​Exibição:​ ​egípcio​ ​desconhecido
▪ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​*Papel​​ ​[​ligação​]:​ ​artistas​ ​ ​I​ [​ ​ligação​]:​ ​egípcio​ ​desconhecido
*Data​ ​da​ ​Criação:​ ​Quarta​ ​dinastia,​ ​reino​ ​do​ ​Rei​ ​Knafre​ ​ ​(ca.​ ​2575-ca.​ ​2465​ ​BCE)[​controlado​]:​ ​Recente​:​ ​-2585;​ ​Antigo​:
-2555
▪ *Assunto​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]:​ ​religião​ ​e​ ​mitologia​ ​ ​ ​.​ ​ ​retrato​ ​.​ ​esfinge​ ​(iconografia​ ​egípcia)​ ​ ​.
Rei​ ​Knafre​ ​(Rei​ ​egípcio,​ ​ca.​ ​2574-ca.​ ​2465​ ​BCE)​ ​.​ P
​ oder​ ​faraónico​ ​ ​.​ D​ eus​ ​do​ ​Sol​ ​(divindade​ ​egípcia)
▪ Cultura:​ ​(Egípcia​ ​antiga)
▪ *Localização​ ​Atual​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]​ ​:​ ​Gizé​ ​(Egito)
▪ *Medidas:​ ​20m​ ​(altura)​ ​(66​ ​pés);​ ​73cm​ ​(comprimento)​ ​(240​ ​pés)​ ​[​controlado​]:​Valor​:​ ​20;​ ​Unidade​:​ ​m;​ ​Tipo​:​ ​altura​ ​ ​I
Valor:​ ​73​ ​;​ ​Unidade:​ ​m;​ ​Tipo:​ ​profundidade
▪ *Materiais​ ​e​ ​Técnicas:​ ​pedra​ ​calcária,​ ​esculpida​ ​na​ ​rocha

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Material​ ​[​ligação​]:​ ​pedra​ ​calcária​ ​ ​I​ ​ ​Técnica​ ​[​ligação​]:​ ​arquitetura​ ​no​ ​corte​ ​da​ ​pedra
▪ Descrição:​​ ​A​ ​esfinge​ ​é​ ​uma​ ​personificação​ ​da​ ​realeza,​ ​situada​ ​ao​ ​sul​ ​da​ ​Grande​ ​Pirâmide​ ​de​ ​Gizé.​ ​Provavelmente
destina-se​ ​a​ ​representar​ ​o​ ​Rei​ ​Khafre​,​ ​embora​ ​as​ ​gerações​ ​posteriores​ ​acreditavam​ ​que​ ​era​ ​o​ ​Rei​ ​Sol.
▪ Descrição​ ​da​ ​Fonte:​​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade]:​ ​Janson,​ ​H.​ ​W.,​​ ​History​ ​of​ ​art.​ ​3rd​ ​ed.​ ​New​ ​York:​ ​Harry​ ​N.​ ​Abrams,
Inc.,​ ​1986;​ ​Páginas​ ​:​ ​60
▪ Imagens​ ​Relacionadas​ ​[​ligação​ ​para​ ​o​ ​Registo​ ​de​ ​Imagem​]:​ ​1234

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 23


Figura​ ​44

O​ ​Registo​ ​de​ ​Imagem​ ​ligado​ ​à​ ​obra​ ​e​ ​aos​ ​Registos​ ​de​ ​Autoridade:​ ​Mesa​ ​alemã​ ​requere​ ​e
recomenda​ ​que​ ​os​ ​elementos​ ​sejam​ ​marcados​ ​com​ ​um​ ​asterisco.

Registo​ ​de​ ​Imagem

▪ Número​ ​da​ ​imagem​​ ​:​ ​98077


▪ *​Vista​ ​de​ ​Descrição​:​ ​d​etalhe da área
de trabalho com​ ​brasões embutidos
▪ *​Vista​ ​Tipo​​ ​[​ligação​]:​ ​vista​ ​detalhada​ ​ ​.​ ​ ​vista
aérea
▪ *Vista​ ​de​ ​assunto​​ ​[​ligação​ ​para​ ​as

autoridades​]:brasões​ ​embutidos​ ​ ​.​ c​ apota

eleitoral​ ​ ​.​​ ​leões


▪ ​ ​*​Vista​ ​da​ ​Data​​ ​[​controlado​]:​ ​2001-03-01
▪ Obra​ ​Relacionada​​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​obra]:
suporte​ ​de​ ​leitura​ ​e​ ​de​ ​escrita​,;​ ​mesa​;​ ​Abraham
Roentgen​ ​(​alemão,​ ​1711-1793​);​ ​ca.​ ​1760​;​ ​J.
Paul​ ​Getty​ ​Museum;​ ​Los​ ​Angeles,​ ​California,
Estados​ ​Unidos);​ ​85.DA.216

Registo​ ​de​ ​Autoridade

▪ *Termo:
​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​Vista​ ​ ​detalhada​ ​(preferencial)
▪ *​Nota​:​ ​refer-se​ ​a​ ​representações​ ​que​ ​contém​ ​uma
exibição​ ​parcial​ ​ ​que​ ​está​ ​focada​ ​nim​ ​detalhe​ ​particular
em​ ​toda​ ​a​ ​parede
▪ F​onte​ ​[​ligação​ ​para​ ​o​ ​registo​ ​da​ ​fonte​]:​ ​Art​ ​&​ ​Architecture
Thesaurus​ ​(1988-).

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 24


Ficha​ ​de​ ​Inventário
▪ Classe​ ​[​controlado​]:​ ​mobília​ ​ ​.​ ​ ​artes​ ​decorativas

▪ *Ficha​ ​de​ ​Trabalho​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]:​ ​mesa​ ​ ​.​ m


​ esa​ ​de​ ​leitura
▪ *Título​:​ ​Suporte​ ​de​ ​leitura​ ​e​ ​de​ ​escrita​​ ​I​​ ​Tipo​ ​de​ ​título​:​ ​preferencial
▪ *​ ​Modo​ ​de​ ​Exibição:​ ​Abraham​ ​Roentgen​ ​(​alemão,​ ​1711-1793​)
▪ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​*Papel​​ ​[​ligação​]:​ ​marceneiro​ ​ ​ ​I​ [​ ​ligação​]:​ ​ ​Roentgen,​ ​Abraham

▪ *Data​ ​da​ ​Criação:​ ​ca.​ ​1760

​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​ ​[​controlado​]:​​ R
​ ecente​:​ ​1755;​ ​Antigo​:​ ​1765
▪ *Assunto​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]:​ ​estudo​ ​ ​ ​.​ ​ ​leitura​ ​.​ ​escrita​ ​.​ ​brasões​ ​embutidos​ ​.​ ​Johann​ ​Phillip​ ​von
Walderdorff
▪ *Localização​ ​Atual​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade​]​ ​:​ ​J.​ ​Paul​ ​Getty​ ​Museum;​ ​Los​ ​Angeles,​ ​California,​ ​Estados​ ​Unidos)​ ​ ​I
85.DA.216
▪ *Medidas:​ ​77.47​ ​x​ ​71.75​ ​x​ ​48.19​ ​cm​ ​(30​ ​½​ ​x​ ​28​ ​¼​ ​x​ ​19​ ​¼​ ​ ​pés)
▪ [​controlado​]:​ ​Valor​:​ ​77.47;​ ​Unidade​:​ ​cm;​ ​Tipo​:​ ​altura​ ​ ​I​ V
​ alor:​ ​71.75​ ​;​ ​Unidade:​ ​cm;​​ ​Tipo:​ ​comprimento​ ​ ​ ​I​ V​ alor:
48.19​​ ​;​ ​Unidade:​ ​cm;​​ ​Tipo:​ ​profundidade
▪ *Materiais​ ​e​ ​Técnicas:​ ​carvalho​ ​folheado​ ​com​ ​palisander,​ ​amieiro,​ ​jacarandá,​ ​marfim​ ​e​ ​madrepérola,​ ​decoração​ ​de
parquete
▪ *​ ​Material​ ​[​ligação​]:​ ​carvalho​ ​ ​.​​ ​ ​amieiro​ ​ ​.​​ ​ ​jacarandá​ ​ ​.​​ ​ ​marfim​ ​ ​.​ m
​ adrepérola​ ​ ​ ​I​ ​ ​Técnica​ ​[​ligação​]:​ ​marcenaria​ ​ ​.
parquete​ ​ ​.​ ​revestimento
▪ Descrição:​ ​quando​ ​fechado,​ ​essa​ ​ ​escrivaninha​ ​aparece​ ​na​ ​forma​ ​de​ ​mesa,​ ​no​ ​entanto,​ ​ela​ ​ ​estende-se​ ​e​ ​abre​ ​numa
forma​ ​complexa​ ​para​ ​servir​ ​várias​ ​funções..​ ​No​ ​centro​ ​da​ ​superfície​ ​da​ ​escrita​ ​está​ ​o​ ​brasão​ ​de​ ​armas​ ​de​ ​Johann
Philipp​ ​von​ ​Walderdorff,​ ​eleitor​ ​e​ ​arcebispo​ ​de​ ​Trier​.
▪ Descrição​ ​da​ ​Fonte:​​ ​[​ligação​ ​para​ ​a​ ​autoridade]:​ ​J.​ ​Paul​ ​Getty​ ​Museum​.​ ​Handbook​ ​of​ ​collections.​ ​Los​ ​Angeles:​ ​J.​ ​Paul
Getty​ ​Museum,​ ​1991;​ ​pag:​ ​102.
Imagens​ ​Relacionadas​ ​[​ligação​ ​para​ ​o​ ​Registo​ ​de​ ​Imagem​]:​ ​98077

Capítulo​ ​9​ ​–​ ​Visualização​ ​de​ ​Informação 25


A.1 – Autoridade de Pessoa e Coletividade
Autoridade de Pessoa e Coletividade

A. 1. 1 Sobre o nome da autoridade


A. 1. 1. 1 Discussão
O Nome de Autoridade de Pessoa e Coletividade inclui os nomes e outras informações sobre
artistas, arquitetos, estúdios, escritórios de arquitetura e outros responsáveis pelo design e produção
das obras culturais. O ficheiro de autoridade incluirá também informação sobre os mecenas,
repositórios , e outras pessoas ou coletividades que de alguma forma se encontram relacionadas
com as obras. Este ficheiro de autoridade inclui registos para indivíduos (pessoas) e para
organizações ou para ambos ou para pessoas que trabalham juntas (coletividades).
Pessoa
Nas Pessoas incluem-se os indivíduos cujas biografias são bem conhecidas, como Rembrandt van
Rijn (pintor e gravador Holandês), e autores com obras identificadas mas cujos nomes são
desconhecidos e cuja biografia é estimada ou suposta, como o Master of Alkmaar (pintor norte
neerlandês, ativo ca 1490-ca-1510). O nome da autoridade é limitado às pessoas reais e históricas.
Pessoas de ficção são registadas na autoridade de assunto.
Coletividade
Uma Coletividade pode ser tanto uma organização legalmente constituída, como por exemplo um

1
moderno gabinete de arquitetura, como uma organização sem constituição legal; por exemplo, o
atelier de escultores do séc. XVI ou uma família de artistas poderão ser registadas como
coletividades. Coletividades deverão ser organizadas, grupos de indivíduos que trabalharam juntos
num determinado período de tempo identificados. Uma oficina pode ser registada no ficheiro de
autoridade de Pessoas e Coletividade se, por si só, for composto por um grupo distinto de
indivíduos, responsáveis coletivamente por promover a criação da obra de arte (por exemplo, o
grupo de franceses iluministas, Soissons Atelier). Alguns eventos, como as conferências, são
tipicamente registados como coletividades no ficheiro de autoridade (para eventos históricos, ver
A4: Autoridade de Assunto)1.
Pessoas e Coletividades que não são autores
No presente capítulo o debate foca-se nos criadores e repositórios. Todavia, as instituições podem
usar um único ficheiro de autoridade para registar todas as pessoas e coletividades não fictícias
associadas à obra; por exemplo, o Nome de Autoridade da Pessoa e da Coletividade deverão incluir
registos para as academias de arte, comerciantes/mercadores, governantes, fabricantes, mecenas, e
qualquer pessoa descrita na obra.

Criadores desconhecidos
Efetivamente, verifica-se que a designação como a da oficina de Raphael encontra-se fora do
âmbito deste tipo de ficheiro de autoridade. Neste exemplo, o conceito de oficina é considerado um
qualificador a atribuir ao Raphael (registado no ficheiro de autoridade). Este qualificador constará
no registo da obra. Os qualificadores poderão ser usados nos registos das obras quando não se
conhece a identidade do criador mas sabe-se que trabalhou próximo do criador conhecido; nestes
casos, é comum associar a obra com o nome do criador conhecido cujo estilo das obras são
semelhantes ou de alguma forma relacionadas com a obra em questão. Nesses casos, deve-se ligar o
registo da obra com o registo de autoridade do criador conhecido, mas o nome do criador conhecido
tem de incluir a qualificação no registo da obra com uma frase, como se poderão verificar nos
seguintes exemplos: “oficina de”, “discípulo de”, “atribuído a” ou “atelier de”. Para obter as
definições desses qualificadores e obter mais informações sobre esta matéria, veja o Capítulo 2:
I