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GUIA PRÁTICO PARA A

PRODUÇÃO DE AMENDOIM
PREPARAÇÃO DO SOLO
É imprescindível conhecer bem as características do solo. Para tal deve-se realizar
uma análise de solo antes da sementeira. É particularmente importante conhecer o
pH e o nível de Cálcio no solo.

O pH do solo deve situar-se entre 6 a 6,5 com um teor em Cálcio de pelo menos 600
ppm. (3 meq/100gr).

Após a sementeira deve-se realizar nova análise aos primeiros 20 cm de solo para
confirmar o pH e teor de Cálcio disponível na zona em que as vagens se vão
desenvolver.

Preparação do Solo
É recomendável realizar uma lavoura (apesar de não ser imprescindível). Principais
objectivos:

• Romper o calo de lavoura, caso exista, e permitir um melhor


desenvolvimento radicular. As raízes do amendoim são bastante profundantes (mais
de 2 metros) e a planta é bastante
eficiente na extracção de nutrientes
do solo. Assim consegue tirar partido
da fertilização realizada para as
culturas anteriores e dos nutrientes
que ficaram fora do alcance de raízes
mais superficiais como as do milho
ou da generalidade das hortícolas.

• Controlo de infestantes. Em
particular os Bredos (Amaranthus)
podem ser controlados até 80% com
esta mobilização (estas variedades quando frutificam deixam cerca de 500.000
sementes por planta)

Caso tecnicamente existam impedimentos à realização da lavoura (ex.: existência de


uma camada não muito profunda de solo menos propício) a mesma pode ser
substituída por uma ou mais passagens de chisel.

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Fertilização N-P-K
Normalmente não é necessária. O nível de suficiência de Fósforo e Potássio para o
amendoim é muito menor do que em outras culturas pois esta planta é bastante
eficiente a retirar estes nutrientes do solo.

O fósforo é pouco móvel no solo pelo que na grande maioria dos casos não será
necessária qualquer aplicação. Uma fertilização adequada das culturas anteriores irá
fornecer níveis mais que suficientes de fósforo para o amendoim.

O potássio apresenta maior mobilidade no solo no entanto é bastante provável que


existam níveis de fertilidade suficientes provenientes das culturas anteriores. Níveis
de potássio no solo acima de 0,1 meq/100gr eliminam a necessidade de aplicação
deste nutriente. Níveis excessivos de K podem interferir com a absorção de Ca pelas
vagens, situação muito critica para a produtividade do amendoim. Assim caso seja
necessário aplicar potássio deverá ser sempre em adubação de fundo após a lavoura
para ser convenientemente enterrado com as mobilizações seguintes. Desta forma
será afastado da camada mais superficial do solo (10 cm) onde a disponibilidade de
Ca é determinante.

Habitualmente o amendoim não responde a adubação azotada podendo a mesma


prejudicar a simbiose com o rhizobium. Pode ainda promover um desenvolvimento
excessivo da planta em detrimento da produção. Desta forma não se aconselha
qualquer fertilização azotada.

Correcção de pH, Cálcio e Boro


O pH ideal para o amendoim à semelhança de muitas outras culturas é de 6-6,5.

Caso a análise de solo indique valores de pH inferiores a 6 há que tentar corrigi-lo por
diversas razões:

• Um pH baixo pode interferir com a actividade do rhizobium (Inoculante)


responsável pela fixação de azoto para a planta;

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• Alguns microelementos com valores de pH baixos ficam indisponíveis não
podendo ser absorvidos pela planta e podem inclusivamente tornar-se tóxicos (Ex: o
Zinco em concentrações de 5ppm combinado com um pH menor que 5,3 é tóxico);

• Realizando uma calagem (CaCo3) fornecemos o Ca que a planta irá


necessitar posteriormente de uma forma menos solúvel e de libertação mais lenta
que o Sulfato de Cálcio - CaSo4 (que veremos posteriormente);

Nos casos em que seja necessário proceder a uma correcção de pH para que a
cultura se desenvolva normalmente, esta deverá ser feita com Carbonato de Cálcio
(CaCO3). A calagem deverá ser realizada depois de enterrado o adubo de fundo caso
se tenha aplicado, e deverá ser incorporada com uma mobilização superficial para
que se mantenha nos primeiros 10cm do solo. Normalmente quantidades na ordem
dos 1000-1300 kg de CaCO3 por hectare são suficientes para elevar cerca de 0,8 a 1 o
pH.

Caso o pH do solo se encontre dentro dos limites recomendados, o Cálcio, se


necessário, deverá ser incorporado sob a forma de CaSO4 imediatamente antes da
floração. Esta formulação é mais solúvel que o Carbonato de Cálcio e não afecta o pH
do solo.

O Cálcio é efectivamente o elemento mais importante em termos de fertilização


sendo frequentemente limitante em termos de produção. Assim deverá estar
presente em quantidades suficientes desde o início da floração para que os frutos se
desenvolvam com normalidade. Sendo um elemento pouco móvel nas plantas o
Cálcio, em condições de humidade do solo adequadas, é absorvido directamente
pelas vagens, através da casca, durante o seu período de formação, daí a importância
da disponibilidade efectiva deste nutriente nas camadas mais superficiais do solo.

Para um desenvolvimento normal das vagens deverá existir, nos primeiros 10 cm do


solo uma relação Ca/K de 3:1. Antes da floração é recomendável realizar uma
segunda amostra de solo, mais superficial, para assegurar que existem as
quantidades suficientes de Cálcio na zona de desenvolvimento das vagens.

O Boro (B) é importante para promover uma boa floração e polinização.


Normalmente não existem situações muito limitantes, no entanto para valores
inferiores a 0,2 ppm. no solo será recomendável realizar uma aplicação deste
nutriente. Pode-se aplicar cerca de 250-300 gr de Boro/ha via foliar divididas em

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duas aplicações juntamente com os fungicidas que posteriormente serão
mencionados.

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HERBICIDA PRÉ-SEMENTEIRA
Em termos de herbicidas de pré-sementeira será aplicada uma mistura de S-
metolacloro e pendimetalina. Doses indicativas:

 S-metolacloro (Dual Gold) 1,1 a 1,2 lt. / ha


 Pendimetalina (Prowl, Stomp, etc.) 3 lt. / ha

Recomenda-se realizar este tratamento em pré-sementeira, incorporando os


produtos com a última mobilização (e não com água) uma vez que o S-metolacloro
poderá ser agressivo para a semente do amendoim provocando um atraso
generalizado e uma emergência mais irregular.

Caso exista um historial de problemas relacionados com insectos do solo poderá ser
aplicado no mesmo tratamento um insecticida à base de clorpirifos.

Assim, a ultima mobilização, na preparação da cama de sementeira, poderá servir


para incorporar em simultâneo, a Cal, os herbicidas e o insecticida.

Depois de concluídas estas operações pode dar-se início de imediato à sementeira (0-
2 dias)

HERBICIDA PRÉ-EMERGÊNCIA
Aplicar os produtos anteriormente referidos, adicionando uma terceira substância
activa, a flumioxazina (Pleige) na dose de 200 gr/ha.

Realizar este tratamento imediatamente após a sementeira (1 a 2 dias). A


flumioxazina poderá eventualmente ser agressiva para com a semente, pois neste
caso será necessária uma rega para incorporar os herbicidas.

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SEMENTEIRA
O compasso de sementeira será: entrelinhas de 75cm e 5,5 a 6,5cm entre sementes,
o que nos dá um total de 15 - 18 sementes por metro linear. Para conseguir isto, os
discos do semeador têm de ser adaptados (36 a 43 orifícios, com 6 a 6.5mm de
diâmetro). A profundidade de sementeira será de 4 a 5cm.

O solo tem de apresentar uma temperatura média de 18ºC. Na nossa zona, em


circunstâncias normais, estas temperaturas conseguem-se a partir dos dias 15-20 de
Abril.
As sementes são delicadas e bastante sensíveis a impactos mecânicos. Os cotilédones
separam-se com facilidade pelo que a semente deve ser manuseada com muito
cuidado. Deve ser protegida da luz directa e do calor.

Durante a sementeira deve ser adicionado o Inoculante – produto que contém


bactérias fixadoras de azoto atmosférico, rhizobium, que quando em contacto com as
raízes, formam pequenos nódulos. No interior dos nódulos ocorre um processo de
fixação biológica do azoto atmosférico. Este produto, por conter seres vivos, é
extremamente sensível devendo ser protegido de temperaturas superiores a 20ºC e
da luz directa. As embalagens só podem ser abertas no dia da sementeira. A
inoculação pode ser feita directamente no depósito do semeador. Para tal, uma
pessoa irá vertendo as sementes pouco a pouco, e outra irá espalhando o inoculante,
tentando envolver toda a semente.

A humidade do solo é muito


importante, uma vez que o amendoim
para conseguir germinar absorve o
equivalente a 50% do seu peso em
água. Se a quantidade em água no solo
não for suficiente é necessário realizar
uma rega que, juntamente com as
mobilizações anteriormente descritas,
será importante para conseguir uma
emergência o mais rápida e uniforme
possível. Em circunstâncias normais o
amendoim demora entre 7 a 14 dias a

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emergir.

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HERBICIDA PÓS EMERGENCIA
Em pós emergência precoce da cultura realizar-se-á um segundo tratamento
herbicida. Aguardar até que cerca de 75% das plantas estejam emergidas. Isto
significa que este tratamento realizar-se-á nos primeiros 15-30 dias após sementeira.
Atenção ao tamanho das infestantes, quanto mais pequenas estiverem, mais fáceis
são de controlar!

Será aplicada uma mistura de S-metolacloro, bentazona e molhante (óleo vegetal).

É importante misturar o óleo como molhante para aumentar a eficácia dos


herbicidas. Doses indicativas:

 S-metolacloro (Dual Gold) 1,1 a 1,5 lt. / ha


 Bentazona (Basagran) 1,1 a 1,5 lt. / ha
 Óleo vegetal (Codacide Oil) 2,3 lt. / ha

O controlo das infestantes durante os primeiros 60 dias é muito importante.

Em pós emergência tardia da cultura, para controlar a junça e as infestantes de folha


larga, tratar-se-á com bentazona e óleo vegetal. Doses indicativas:

 Bentazona (Basagran) 2 lt. / ha


 Óleo vegetal (Codacide Oil) 2,3 lt. / ha

No caso de ser necessário controlar infestantes gramíneas, poder-se-á tratar com


fluazifope-p-butilo e óleo vegetal. Doses indicativas:

 Fluazifope-p-butilo (Fusilade Max, Campus Top, Monark) 2 lt. /ha


 Óleo vegetal (Codacide Oil) 0,8 a 1 lt. / 100 lt. água

Atenção! Não misturar o fluazifope-p-butilo com a bentazona!

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CICLO DA CULTURA

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FLORAÇÃO
Inicia-se aproximadamente aos 21-30 dias. No início da floração as plantas
apresentam ainda um porte pequeno. A floração é indiferenciada, prolongando-se
continuamente até alcançar uma formação
máxima de flores nos dias 60-70 (pode ir até
aos 90 dias).

O amendoim é uma planta autogâmica. A


duração de cada flor é de apenas 1 dia.

Stress hídrico e falta de humidade entre os


dias 50 e 100 fazem reduzir a floração e
consecutivamente a produção. A planta
oferece boa capacidade de resposta quando as condições favoráveis são retomadas.

A partir dos 40 dias a planta acelera o seu crescimento (cerca de 5x).

FITOSSANIDADE
Realizar-se-á um tratamento fungicida preventivo à base de clortalonil (Bravo 500)
aproximadamente aos 30 dias depois da emergência. Repetições posteriores podem
ser necessárias em função dos riscos e/ou estado da cultura.

Estes tratamentos são baratos e preventivos contra o aparecimento da


Cercosporiose precoce e tardia do amendoim (Cercospora arachidicola e Cercospora
personatum).

Se o aparecimento da doença for evidente ter-se-á que recorrer a tratamentos


curativos sistémicos utilizando azoxistrobina (Ortiva).

Devem-se arrancar algumas plantas em busca de evidências de um ataque de Mofo


branco (Sclerotium rolfsii) que em certas ocasiões pode aparecer em simultâneo com
a Esclerotínia (Sclerotinia minor). Em caso de se encontrar estas doenças, tratar-se-á
curativamente com tebuconazol (Folicur) ou azoxistrobina (Ortiva).

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Atenção! O Folicur aplicado com altas temperaturas pode queimar as folhas.

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IRRIGAÇÃO
As necessidades hídricas da cultura, como as da maioria das culturas, variam com o
estado fenológico em que esta se encontra. Assim, podemos diferenciar quatro
fases:

1. Sementeira-germinação: As necessidades em água não são altas mas é


importante que o solo tenha a humidade necessária para que a semente do
amendoim germine. Este é o momento em que a semente absorve mais de 50%
do seu peso em água para germinar / emergir. Se a quantidade em água no solo
não for suficiente é necessário realizar uma rega. Lembre-se que procuramos
obter uma emergência o mais rápida e uniforme possível!
2. Emergência-floração: Necessidades em água médias Período que dura
aproximadamente até aos 30-40 dias. Manter o solo húmido (não encharcado)
30-40 mm/sem. Na prática seria suficiente uma rega forte por semana.
3. Floração-pegging-formação de amendoins: Necessidades em água altas.
Decorre aproximadamente entre os 40 e os 100 dias. Período crítico na gestão
da rega. Formação e enchimento dos amendoins. Depois da floração, durante
esta fase, os amendoins na presença de humidade absorvem directamente o
Cálcio do solo. Isto só será possível se os níveis de Ca e humidade do solo forem
adequados. Valores indicativos cerca de 55-65mm/semana.
4. Maturação dos amendoins: Necessidades em água médias. Decorre
aproximadamente entre os dias 110 e 130. Manter o solo húmido, sem
excessos, para evitar stress hídrico e problemas com Aflotoxinas, provocadas
normalmente por falta de água na fase final do ciclo.

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A fase 3 é a mais importante e a que determinará em grande medida a produção
final.

A título de exemplo, e tendo em conta as evapotranspirações de referência do ano


2011, para uma sementeira realizada a 1 de Maio, as necessidades semanais de água
seriam as apresentadas no quadro seguinte:

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Necessidades Necessidades
Dia Et0 Et0 Coeficiente Dia Et0 Et0 Coeficiente
Dia efectivas de rega Dia efectivas de rega
ciclo (mm/dia) (mm/sem) cultural Kc ciclo (mm/dia) (mm/sem) cultural Kc
(mm/sem) (mm/sem)
01-Mai 1 3.48 10-Jul 71 6.07
02-Mai 2 3.33 11-Jul 72 5.15
03-Mai 3 4.17 12-Jul 73 5.00
04-Mai 4 2.94 26.2 0.5 13.1 13-Jul 74 6.73 41.5 1.1 45.7
05-Mai 5 4.94 14-Jul 75 6.59
06-Mai 6 3.38 15-Jul 76 6.41
07-Mai 7 3.99 16-Jul 77 5.57
08-Mai 8 4.37 17-Jul 78 6.26
09-Mai 9 5.43 18-Jul 79 5.79
10-Mai 10 5.62 19-Jul 80 6.19
11-Mai 11 5.73 38.4 0.5 19.2 20-Jul 81 7.12 44.7 1.1 49.1
12-Mai 12 5.63 21-Jul 82 6.27
13-Mai 13 5.95 22-Jul 83 6.59
14-Mai 14 5.70 23-Jul 84 6.46
15-Mai 15 7.27 24-Jul 85 7.00
16-Mai 16 5.63 25-Jul 86 6.95
17-Mai 17 2.95 26-Jul 87 6.55
18-Mai 18 1.65 32.6 0.8 26.1 27-Jul 88 7.12 43.8 1.1 48.1
19-Mai 19 4.18 28-Jul 89 6.08
20-Mai 20 5.62 29-Jul 90 5.00
21-Mai 21 5.32 30-Jul 91 5.05
22-Mai 22 5.56 31-Jul 92 6.00
23-Mai 23 5.82 01-Ago 93 1.50
24-Mai 24 5.91 02-Ago 94 4.24
25-Mai 25 3.87 30.8 0.8 24.6 03-Ago 95 5.74 32.6 1.1 35.8
26-Mai 26 1.89 04-Ago 96 5.95
27-Mai 27 4.88 05-Ago 97 5.91
28-Mai 28 2.82 06-Ago 98 3.25
29-Mai 29 3.58 07-Ago 99 6.39
30-Mai 30 3.11 08-Ago 100 6.88
31-Mai 31 4.85 09-Ago 101 7.75
01-Jun 32 6.55 38.0 0.8 30.4 10-Ago 102 6.93 45.5 1.1 50.1
02-Jun 33 7.74 11-Ago 103 5.98
03-Jun 34 6.39 12-Ago 104 5.63
04-Jun 35 5.78 13-Ago 105 5.95
05-Jun 36 5.90 14-Ago 106 5.44
06-Jun 37 2.80 15-Ago 107 5.49
07-Jun 38 4.43 16-Ago 108 3.81
08-Jun 39 4.94 31.7 1.1 34.9 17-Ago 109 5.91 34.7 0.8 27.7
09-Jun 40 2.37 18-Ago 110 5.28
10-Jun 41 5.30 19-Ago 111 4.99
11-Jun 42 6.00 20-Ago 112 3.75
12-Jun 43 5.95 21-Ago 113 3.80
13-Jun 44 4.81 22-Ago 114 3.51
14-Jun 45 5.93 23-Ago 115 5.00
15-Jun 46 5.68 39.2 1.1 43.1 24-Ago 116 5.59 33.4 0.8 26.7
16-Jun 47 5.57 25-Ago 117 4.24
17-Jun 48 5.40 26-Ago 118 5.46
18-Jun 49 5.85 27-Ago 119 5.81
19-Jun 50 6.52 28-Ago 120 5.44
20-Jun 51 6.28 29-Ago 121 4.89
21-Jun 52 6.40 30-Ago 122 3.67
22-Jun 53 6.64 45.9 1.1 50.5 31-Ago 123 2.54 25.2 0.8 20.1
23-Jun 54 6.24 01-Set 124 2.14
24-Jun 55 7.10 02-Set 125 3.08
25-Jun 56 6.76 03-Set 126 3.41
26-Jun 57 5.38 04-Set 127 4.69
27-Jun 58 5.41 05-Set 128 5.16
28-Jun 59 5.71 06-Set 129 5.40
29-Jun 60 6.56 38.8 1.1 42.6 07-Set 130 5.61 33.0 0.4 13.2
30-Jun 61 6.94 08-Set 131 4.76
01-Jul 62 3.32 09-Set 132 4.97
02-Jul 63 5.43 10-Set 133 2.40
03-Jul 64 3.82 11-Set 134 4.54
04-Jul 65 6.27 12-Set 135 5.12
05-Jul 66 5.69 13-Set 136 5.15
06-Jul 67 5.98 37.7 1.1 41.5 14-Set 137 5.05 32.8 0.4 13.1
07-Jul 68 5.80 15-Set 138 4.39
08-Jul 69 5.09 16-Set 139 4.12
09-Jul 70 5.06 17-Set 140 4.46

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As necessidades hídricas reais variam em função do tipo de rega utilizada (eficiência
de rega).

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MATURAÇÃO E COLHEITA
Na nossa zona, o ponto de maturação para colheita chegará aproximadamente em
torno dos 130 dias. O período final de maturação pode variar consideravelmente (até
duas semanas) dependendo fundamentalmente das condições climatéricas.

Deverão ser recolhida amostras, retirado o pericarpo (primeira camada da casca) das
vagens com recurso a um jacto de água e avaliada a coloração das mesmas.
Idealmente esperar-se-á atingir cerca de 75 a 80% de vagens maduras.

A colheita realizar-se-á em dois passos:

 Arranque: O amendoim maduro tem uma alta percentagem em humidade.


(> 40%)
 Colheita: Depois de alguns dias, dependendo das condições climatéricas,
proceder-se-á a colheita do amendoim. É aconselhável, se possível, secar o
amendoim no campo até que este atinja uma humidade de 9%. Caso isto
não seja possível, ter-se-á que levar os amendoins a um secador artificial.

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Cronologia
 Preparação do solo
 Análises de solo
 Lavoura (recomendado)
 Adubação de fundo P-K (quase nunca)
 Incorporação do adubo de fundo
 Correcção do pH com CaCO3 incorporado à superfície (se necessário)
 Herbicida pré-sementeira
 Insecticida do solo (se necessário)
 Incorpora-se tudo aproximadamente nos primeiros 10cm de solo (Lemken
por exemplo)
 Sementeira
 Sementeira (18 sementes por metro)
 Rega de apoio para a germinação
 Pós emergência
 Segundo tratamento herbicida em pós-emergência precoce
 Primeiro tratamento de fungicida
 Tratamentos insecticidas (se necessário)
 Regas
 Tratamentos mais tardios de herbicidas (só se necessário) antes da
cobertura total
 Aplicação de CaSO4 (apenas se os níveis de pH estavam correctos e os
níveis de Ca forem inferiores a 600ppm)
 Correcção/aplicação de Boro (se necessário)
 Floração-Frutificação
 Segundo tratamento fungicida (mais algum se for necessário)
 Aumento das dotações de rega
 Insecticida (se necessário)
 Maturação
 Reduzir a quantidade de água (parar de regar 1 semana antes da colheita)
 Esperar 75 a 80% de vagens maduras
 Arrancar
 Esperar que seque para baixar o máximo de humidade possível (até 9%)
 Colher

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