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Título II

Dos Direitos e Garantias Fundamentais


Capítulo I
Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos

Art. 5.º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de


qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos
estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do
direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:

I - homens e mulheres são iguais em direitos e


obrigações, nos termos desta Constituição;

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer


alguma coisa senão em virtude de lei;

III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento


desumano ou degradante;

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo


vedado o anonimato;

V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao


agravo, além da indenização por dano material, moral
ou à imagem;

VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença,


sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos
e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de
culto e a suas liturgias;

VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de


assistência religiosa nas entidades civis e militares de
internação coletiva;

VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de


crença religiosa ou de convicção filosófica ou política,
salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a
todos imposta e recusar-se a cumprir prestação
alternativa, fixada em lei;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística,


científica e de comunicação, independentemente de
censura ou licença;

X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra


e a imagem das pessoas, assegurado o direito a
indenização pelo dano material ou moral decorrente de
sua violação;

XI - a casa é asilo inviolável do indivíduo, ninguém nela


podendo penetrar sem consentimento do morador,
salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou para
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação
judicial;
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das
comunicações telegráficas, de dados e das
comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por
ordem judicial, nas hipóteses e na forma que a lei
estabelecer para fins de investigação criminal ou
instrução processual penal;

XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou


profissão, atendidas as qualificações profissionais que a
lei estabelecer;

XIV - é assegurado a todos o acesso à informação e


resguardado o sigilo da fonte, quando necessário ao
exercício profissional;

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo


de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei,
nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas,


em locais abertos ao público, independentemente de
autorização, desde que não frustrem outra reunião
anteriormente convocada para o mesmo local, sendo
apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

XVII - é plena a liberdade de associação para fins


lícitos, vedada a de caráter paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na forma da lei, a de
cooperativas independem de autorização, sendo
vedada a interferência estatal em seu funcionamento;

XIX - as associações só poderão ser compulsoriamente


dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por
decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito
em julgado;

Comentário: para dissolução compulsória é necessário


trânsito em julgado de decisão judicial.

XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a


permanecer associado;

XXI - as entidades associativas, quando expressamente


autorizadas, têm legitimidade para representar seus
filiados judicial ou extrajudicialmente;

XXII - é garantido o direito de propriedade;

XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;

XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para


desapropriação por necessidade ou utilidade pública, ou
por interesse social, mediante justa e prévia
indenização em dinheiro, ressalvados os casos
previstos nesta Constituição;

Comentário: é preciso ter atenção nos casos


especificados NECESSIDADE, UTILIDADE PÚBLICA e
INTERESSE SOCIAL - > mediante JUSTA E PRÉVIA
INDENIZAÇÃO EM DINHEIRO

XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade


competente poderá usar de propriedade particular,
assegurada ao proprietário indenização ulterior, se
houver dano;

Comentário: distinguir os incisos XXIV e XXV

XXVI - a pequena propriedade rural, assim definida em


lei, desde que trabalhada pela família, não será objeto
de penhora para pagamento de débitos decorrentes de
sua atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios
de financiar o seu desenvolvimento;

Comentário: débitos decorrentes da atividade produtiva


da propriedade respectiva

XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de


utilização, publicação ou reprodução de suas obras,
transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;

XXVIII - são assegurados, nos termos da lei:


a) a proteção às participações individuais em obras
coletivas e à reprodução da imagem e voz humanas,
inclusive nas atividades desportivas;

b) o direito de fiscalização do aproveitamento


econômico das obras que criarem ou de que
participarem aos criadores, aos intérpretes e às
respectivas representações sindicais e associativas;

XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos


industriais privilégio temporário para sua utilização, bem
como proteção às criações industriais, à propriedade
das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos
distintivos, tendo em vista o interesse social e o
desenvolvimento tecnológico e econômico do País;

XXX - é garantido o direito de herança;

XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no


País será regulada pela lei brasileira em benefício do
cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do "de cujus";

XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa


do consumidor;

XXXIII - todos têm direito a receber dos órgãos públicos


informações de seu interesse particular, ou de interesse
coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da lei,
sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas
cujo sigilo seja imprescindível à segurança da
sociedade e do Estado;

XXXIV - são a todos assegurados, independentemente


do pagamento de taxas:

a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa


de direitos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;

b) a obtenção de certidões em repartições públicas,


para defesa de direitos e esclarecimento de situações
de interesse pessoal;

XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder


Judiciário lesão ou ameaça a direito;

XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato


jurídico perfeito e a coisa julgada;

XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;

XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a


organização que lhe der a lei, assegurados:

a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;

c) a soberania dos veredictos;

d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos


contra a vida;

XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem


pena sem prévia cominação legal;

XL - a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o


réu;

XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos


direitos e liberdades fundamentais;

XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e


imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da
lei;

XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e


insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o
terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por
eles respondendo os mandantes, os executores e os
que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a
ação de grupos armados, civis ou militares, contra a
ordem constitucional e o Estado Democrático;

XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado,


podendo a obrigação de reparar o dano e a decretação
do perdimento de bens ser, nos termos da lei,
estendidas aos sucessores e contra eles executadas,
até o limite do valor do patrimônio transferido;

XLVI - a lei regulará a individualização da pena e


adotará, entre outras, as seguintes:

a) privação ou restrição da liberdade;

b) perda de bens;

c) multa;

d) prestação social alternativa;

e) suspensão ou interdição de direitos;

XLVII - não haverá penas:

a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos


termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;

c) de trabalhos forçados;

d) de banimento;

e) cruéis;

XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos


distintos, de acordo com a natureza do delito, a idade e
o sexo do apenado;

XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade


física e moral;

L - às presidiárias serão asseguradas condições para


que possam permanecer com seus filhos durante o
período de amamentação;

LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o


naturalizado, em caso de crime comum, praticado antes
da naturalização, ou de comprovado envolvimento em
tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, na forma
da lei;

LII - não será concedida extradição de estrangeiro por


crime político ou de opinião;
LIII - ninguém será processado nem sentenciado senão
pela autoridade competente;

LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus


bens sem o devido processo legal;

LV - aos litigantes, em processo judicial ou


administrativo, e aos acusados em geral são
assegurados o contraditório e ampla defesa, com os
meios e recursos a ela inerentes;

LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas


por meios ilícitos;

LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito


em julgado de sentença penal condenatória;

LVIII - o civilmente identificado não será submetido a


identificação criminal, salvo nas hipóteses previstas em
lei;

LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação


pública, se esta não for intentada no prazo legal;

LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos


processuais quando a defesa da intimidade ou o
interesse social o exigirem;
LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou
por ordem escrita e fundamentada de autoridade
judiciária competente, salvo nos casos de transgressão
militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;

LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se


encontre serão comunicados imediatamente ao juiz
competente e à família do preso ou à pessoa por ele
indicada;

LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os


quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a
assistência da família e de advogado;

LXIV - o preso tem direito à identificação dos


responsáveis por sua prisão ou por seu interrogatório
policial;

LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela


autoridade judiciária;

LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido,


quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem
fiança;

LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do


responsável pelo inadimplemento voluntário e
inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário
infiel;

LXVIII - conceder-se-á "habeas-corpus" sempre que


alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência
ou coação em sua liberdade de locomoção, por
ilegalidade ou abuso de poder;

LXIX - conceder-se-á mandado de segurança para


proteger direito líquido e certo, não amparado por
"habeas-corpus" ou "habeas-data", quando o
responsável pela ilegalidade ou abuso de poder for
autoridade pública ou agente de pessoa jurídica no
exercício de atribuições do Poder Público;

LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser


impetrado por:

a) partido político com representação no Congresso


Nacional;

b) organização sindical, entidade de classe ou


associação legalmente constituída e em funcionamento
há pelo menos um ano, em defesa dos interesses de
seus membros ou associados;

LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que


a falta de norma regulamentadora torne inviável o
exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das
prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à
cidadania;

LXXII - conceder-se-á "habeas-data":

a) para assegurar o conhecimento de informações


relativas à pessoa do impetrante, constantes de
registros ou bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público;

b) para a retificação de dados, quando não se prefira


fazê-lo por processo sigiloso, judicial ou administrativo;

LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor


ação popular que vise a anular ato lesivo ao patrimônio
público ou de entidade de que o Estado participe, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico e cultural, ficando o autor, salvo
comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus
da sucumbência;

LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e


gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos;

LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro


judiciário, assim como o que ficar preso além do tempo
fixado na sentença;
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente
pobres, na forma da lei:

a) o registro civil de nascimento;

b) a certidão de óbito;

LXXVII - são gratuitas as ações de "habeas-corpus" e


"habeas-data", e, na forma da lei, os atos necessários
ao exercício da cidadania.

LXXVIII - a todos, no âmbito judicial e administrativo,


são assegurados a razoável duração do processo e os
meios que garantam a celeridade de sua tramitação.

§ 1.º - As normas definidoras dos direitos e garantias


fundamentais têm aplicação imediata.

§ 2.º - Os direitos e garantias expressos nesta


Constituição não excluem outros decorrentes do regime
e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados
internacionais em que a República Federativa do Brasil
seja parte.

§ 3.º Os tratados e convenções internacionais sobre


direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa
do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos
dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes
às emendas constitucionais. (Decreto Legislativo com
força de Emenda Constitucional)

§ 4.º O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal


Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.

Capítulo II
Dos Direito Sociais
Art.6.º São direitos sociais a educação, a saúde, o
trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência
social, a proteção à maternidade e à infância, a
assistência aos desamparados, na forma desta
Constituição.

Art. 7.º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais,


além de outros que visem à melhoria de sua condição
social:

I - relação de emprego protegida contra despedida


arbitrária ou sem justa causa, nos termos de lei
complementar, que preverá indenização compensatória,
dentre outros direitos;

Comentários: Lei 8.036/90. § 1..º, Art. 18. § 1.º Na


hipótese de despedida pelo empregador sem justa
causa, depositará este, na conta vinculada do
trabalhador no FGTS, importância igual a quarenta por
cento do montante de todos os depósitos realizados na
conta vinculada durante a vigência do contrato de
trabalho, atualizados monetariamente e acrescidos dos
respectivos juros. (Redação dada pela Lei n.º 9.491, de
1997)

§ 2.º Quando ocorrer despedida por culpa recíproca ou


força maior, reconhecida pela Justiça do Trabalho, o
percentual de que trata o § 1.º, será de 20% (vinte por
cento).

II - seguro-desemprego, em caso de desemprego


involuntário;

III - fundo de garantia do tempo de serviço;

IV - salário mínimo , fixado em lei, nacionalmente


unificado, capaz de atender a suas necessidades vitais
básicas e às de sua família com moradia, alimentação,
educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e
previdência social, com reajustes periódicos que lhe
preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua
vinculação para qualquer fim;

V - piso salarial proporcional à extensão e à


complexidade do trabalho;

VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em


convenção ou acordo coletivo;
Comentário: a redução salarial NÃO poderá se dar
através de acordo "simples" entre empregado e
empregador - veja que a CF alude a ACORDO
COLETIVO.

VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para


os que percebem remuneração variável;

VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração


integral ou no valor da aposentadoria;

IX - remuneração do trabalho noturno superior à do


diurno;

X - proteção do salário na forma da lei, constituindo


crime sua retenção dolosa;

XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada


da remuneração, e, excepcionalmente, participação na
gestão da empresa, conforme definido em lei;

XII - salário-família pago em razão do dependente do


trabalhador de baixa renda nos termos da lei;

XIII - duração do trabalho normal não superior a oito


horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a
compensação de horários e a redução da jornada,
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;

XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em


turnos ininterruptos de revezamento, salvo negociação
coletiva;

XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente


aos domingos;

XVI - remuneração do serviço extraordinário superior,


no mínimo, em cinquenta por cento à do normal;

XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo


menos, um terço a mais do que o salário normal;

XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e


do salário, com a duração de cento e vinte dias;

XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;

XX - proteção do mercado de trabalho da mulher,


mediante incentivos específicos, nos termos da lei;

XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço,


sendo no mínimo de trinta dias, nos termos da lei;

XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por


meio de normas de saúde, higiene e segurança;
XXIII - adicional de remuneração para as atividades
penosas, insalubres ou perigosas, na forma da lei;

XXIV - aposentadoria;

XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes


desde o nascimento até 5 (cinco) anos de idade em
creches e pré-escolas;

XXVI - reconhecimento das convenções e acordos


coletivos de trabalho;

XXVII - proteção em face da automação, na forma da


lei;

XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do


empregador, sem excluir a indenização a que este está
obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa;

XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das


relações de trabalho, com prazo prescricional de cinco
anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite
de dois anos após a extinção do contrato de trabalho;

a) e b) (Revogadas pela Emenda Constitucional n.º 28,


de 25/05/2000)
XXX - proibição de diferença de salários, de exercício
de funções e de critério de admissão por motivo de
sexo, idade, cor ou estado civil;

XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a


salário e critérios de admissão do trabalhador portador
de deficiência;

XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual,


técnico e intelectual ou entre os profissionais
respectivos;

XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou


insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a
menores de dezesseis anos, salvo na condição de
aprendiz, a partir de quatorze anos;

XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com


vínculo empregatício permanente e o trabalhador
avulso.

Parágrafo único. São assegurados à categoria dos


trabalhadores domésticos os direitos previstos nos
incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV,
bem como a sua integração à previdência social.

Art. 8.º É livre a associação profissional ou sindical,


observado o seguinte:
I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a
fundação de sindicato, ressalvado o registro no órgão
competente, vedadas ao Poder Público a interferência e
a intervenção na organização sindical;

II - é vedada a criação de mais de uma organização


sindical, em qualquer grau, representativa de categoria
profissional ou econômica, na mesma base territorial,
que será definida pelos trabalhadores ou empregadores
interessados, não podendo ser inferior à área de um
Município;

III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses


coletivos ou individuais da categoria, inclusive em
questões judiciais ou administrativas;

IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se


tratando de categoria profissional, será descontada em
folha, para custeio do sistema confederativo da
representação sindical respectiva, independentemente
da contribuição prevista em lei;

V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se


filiado a sindicato;

VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas


negociações coletivas de trabalho;
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser
votado nas organizações sindicais;

VIII - é vedada a dispensa do empregado sindicalizado


a partir do registro da candidatura a cargo de direção ou
representação sindical e, se eleito, ainda que suplente,
até um ano após o final do mandato, salvo se cometer
falta grave nos termos da lei.

Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se


à organização de sindicatos rurais e de colônias de
pescadores, atendidas as condições que a lei
estabelecer.

Art. 9.º É assegurado o direito de greve, competindo


aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de
exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio
dele defender.

§ 1.º - A lei definirá os serviços ou atividades essenciais


e disporá sobre o atendimento das necessidades
inadiáveis da comunidade.

§ 2.º - Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis


às penas da lei.

Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores


e empregadores nos colegiados dos órgãos públicos em
que seus interesses profissionais ou previdenciários
sejam objeto de discussão e deliberação.

Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos


empregados, é assegurada a eleição de um
representante destes com a finalidade exclusiva de
promover-lhes o entendimento direto com os
empregadores.

Capítulo III
Da Nacionalidade
Art. 12. São brasileiros:

I - natos:

a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda


que de pais estrangeiros, desde que estes não estejam
a serviço de seu país;

b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou mãe


brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço da
República Federativa do Brasil;

c) os nascidos no estrangeiro de pai brasileiro ou de


mãe brasileira, desde que sejam registrados em
repartição brasileira competente ou venham a residir na
República Federativa do Brasil e optem, em qualquer
tempo, depois de atingida a maioridade, pela
nacionalidade brasileira;

II - naturalizados:

a) os que, na forma da lei, adquiram a nacionalidade


brasileira, exigidas aos originários de países de língua
portuguesa apenas residência por um ano ininterrupto e
idoneidade moral;

b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade,


residentes na República Federativa do Brasil há mais de
quinze anos ininterruptos e sem condenação penal,
desde que requeiram a nacionalidade brasileira.

§ 1.º Aos portugueses com residência permanente no


País, se houver reciprocidade em favor de brasileiros,
serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo
os casos previstos nesta Constituição.

§ 2.º - A lei não poderá estabelecer distinção entre


brasileiros natos e naturalizados, salvo nos casos
previstos nesta Constituição.

§ 3.º - São privativos de brasileiro nato os cargos:

I - de Presidente e Vice-Presidente da República;


II - de Presidente da Câmara dos Deputados;

III - de Presidente do Senado Federal;

IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;

V - da carreira diplomática;

VI - de oficial das Forças Armadas.

VII - de Ministro de Estado da Defesa

§ 4.º - Será declarada a perda da nacionalidade do


brasileiro que:

I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença


judicial, em virtude de atividade nociva ao interesse
nacional;

II - adquirir outra nacionalidade, salvo no casos:

a) de reconhecimento de nacionalidade originária pela


lei estrangeira;

b) de imposição de naturalização, pela norma


estrangeira, ao brasileiro residente em estado
estrangeiro, como condição para permanência em seu
território ou para o exercício de direitos civis;
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da
República Federativa do Brasil.

§ 1.º - São símbolos da República Federativa do Brasil


a bandeira, o hino, as armas e o selo nacionais.

§ 2.º - Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios


poderão ter símbolos próprios. PP
Título II
DA ORGANIZAÇÃO DOS PODERES
Capítulo I
DO PODER LEGISLATIVO
Seção I
Da Câmara Municipal

Art. 8º​ O Poder Legislativo é exercido pela Câmara Municipal de Vereadores.


§ 1º. Cada legislatura terá a duração de quatro anos, compreendendo cada
ano uma sessão legislativa.
§ 2º A Câmara Municipal é composta de 17 (dezessete) Vereadores, eleitos
pelo sistema proporcional, como representantes do povo. ​(Redação dada pela Emenda à
Lei Orgânica nº 06, de 06/09/2011)

*Redação original: ​§ 2º ​A Câmara Municipal é composta de vinte e um Vereadores, eleitos


pelo sistema proporcional, como representantes do povo.

§ 3º A despesa total com pessoal no Poder Legislativo, prevista na letra “a” do inciso
III do Art. 20 da Lei Complementar nº 101, de 04 de maio de 2000, não excederá o percentual de
2% (dois por cento) da receita corrente líquida do município.” ​(acréscimo feito pela Emenda à
Lei Orgânica nº 07, de 1º/11/2011)

Art. 9º Cabe à Câmara, com sanção do Prefeito, dispor sobre todas as


matérias de competência do Município, especialmente sobre:
I - assuntos de interesse local, inclusive suplementando a legislação federal e
estadual;
II - tributos municipais, bem como autorizar isenções e anistias fiscais e a
remissão de dívidas;
III - plano plurianual, lei de diretrizes orçamentárias e orçamentos anuais,
bem como abertura de créditos suplementares e especiais;
IV - obtenção e concessão de empréstimos e operação de crédito, bem como
a forma e os meios de pagamento;
V - concessão de auxílios e subvenções;
VI - concessão de serviços públicos;
VII - concessão do direito real de uso de bens municipais;
VIII - concessão administrativa de uso de bens municipais;
IX - alienação de bens imóveis;
X - aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem
encargo;
XI - criação, organização e supressão de distritos e subdistritos;
XII - criação, alteração e extinção de empregos e funções públicas e fixação
dos respectivos vencimentos;
XIII - plano diretor e política urbana;
XIV - convênios com entidades públicas ou particulares e consórcios com
outros municípios;
XV - delimitação do perímetro urbano;
XVI – denominação de próprios municipais, vias e logradouros públicos, não
podendo receber nomes de pessoas falecidas há menos de 90 (noventa) dias;
(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 08, de 13/12/2011)

​ enominação de próprios municipais, vias e logradouros públicos,


*Redação original: XVI - d
não podendo receber nomes de pessoas falecidas há menos de um ano;

XVII - exercício de fiscalização financeira orçamentária, operacional e


patrimonial do Município, com auxílio do Tribunal de Contas do Estado.

Art. 10.​ Compete, privativamente, à Câmara:


I - eleger sua Mesa, bem como destituí-la na forma regimental;
II - elaborar, aprovar e modificar, a qualquer tempo, o seu Regimento Interno;
III - organizar os seus serviços administrativos;
IV - dar posse ao Prefeito e ao Vice-Prefeito, tomar conhecimento de sua
renúncia e afastá-los definitivamente do exercício do cargo;
V - conceder licença ao Prefeito, ao Vice-Prefeito e aos Vereadores para
afastamento do cargo;
VI - autorizar o Prefeito, por necessidade de serviço, a ausentar-se do
Município por mais de cinco dias úteis;
VII – fixar o subsídio do Prefeito, do Vice-Prefeito, dos Vereadores e dos
Secretários de Governo; ​(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: VII - fixar a remuneração e a verba de representação do Prefeito, do


Vice-Prefeito e dos Vereadores;

VIII – criar comissões especiais de inquérito, sobre fato determinado que


se inclua na competência municipal, sempre que o requerer pelo menos um terço;
(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: VIII - criar comissões especiais de inquérito, sobre fato determinado que
se inclua na competência municipal, sempre que o requerer pelo menos um terço de seus membros
e receber aprovação da maioria simples dos​ ​Vereadores;

IX - solicitar informações ao Prefeito sobre assuntos referentes à


administração;
X - convocar os Secretários Municipais para prestar informações sobre
matéria de sua competência;
XI - autorizar referendo e plebiscito;
XII - julgar o Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores, nos casos previstos
em lei;
XIII - decidir sobre a perda do mandato de Vereador, por voto secreto e
maioria absoluta, nas hipóteses previstas nos incisos I e II do artigo 19, mediante
provocação da Mesa Diretora ou de partido político representado na sessão,
assegurando ao Vereador ampla defesa, conforme garante § 3o. do artigo 55 da
Constituição Federal;
XIV - zelar pela preservação de sua competência administrativa e sustar os
atos normativos do Poder Executivo que exorbitem o poder regulamentador ou
extrapolem os limites da delegação legislativa.
§ 1º. A Câmara Municipal deliberará, mediante resolução, sobre assuntos de
sua economia interna e nos demais casos de sua competência privativa, por meio
de decreto legislativo.
§ 2º. É fixado em quinze dias, prorrogáveis por igual período, desde que
solicitado e devidamente justificado, o prazo para que os responsáveis pelos órgãos
da Administração Direta prestem as informações e encaminhem os documentos
requisitados pelo poder Legislativo, na forma do disposto na presente lei.
§ 3º. O não atendimento ao prazo estipulado no parágrafo anterior faculta ao
Presidente da Câmara solicitar, na conformidade da legislação federal, a
intervenção do Poder Judiciário para fazer cumprir a legislação.
Art. 11. Cabe, ainda, à Câmara conceder título de cidadão santa-cruzense e
de cidadão honorário a pessoas que, reconhecidamente, tenham prestado serviços
ao Município, mediante decreto legislativo, aprovado pelo voto de, no mínimo, dois
terços de seus membros.

Seção II
Dos Vereadores

Art. 12. No primeiro ano de cada legislatura, no dia primeiro de janeiro, em


sessão solene de instalação, independente do número, sob a presidência do
Vereador mais votado entre os presentes, os Vereadores prestarão compromisso e
tomarão posse.
§ 1º. O Vereador que não tomar posse, na sessão prevista neste artigo,
deverá fazê-lo no prazo de trinta dias, salvo motivo justo aceito pela Câmara.
§ 2º. No ato da posse, os Vereadores deverão desincompatibilizar-se, e na
mesma ocasião, e ao término do mandato, deverão fazer declaração de seus bens,
a qual será transcrita em livro próprio, constando de ata o seu resumo.
Art. 13​. O mandato do Vereador será remunerado, na forma fixada pela
Câmara Municipal, em cada legislatura para a subseqüente, em data anterior à
realização das eleições e em valor máximo de cinqüenta por cento do subsídio dos
Deputados Estaduais, observado o que dispõe a Constituição Federal. ​(Redação
dada pele Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 13. O mandato de Vereador será remunerado, na forma fixada pela
Câmara Municipal, em cada legislatura, para a subseqüente, até trinta dias antes das eleições,
estabelecido como limite máximo o valor percebido como remuneração, em espécie, pelo Prefeito.

Art. 14. Os Vereadores não disporão, sob qualquer título, de verbas especiais
para destinação ou auxílio a terceiros.
Art. 15. ​ ​(Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*​Redação original: Art. 15. Em caso de organização de previdência parlamentar, mediante


formação de fundo especial de qualquer tipo, fica assegurado seu caráter optativo e vedada
destinação de verbas públicas.

Art. 16.​ O Vereador poderá licenciar-se somente:


I - por moléstia devidamente comprovada ou licença-gestante;
II - para desempenhar missões temporárias de caráter cultural ou de
interesse do Município;
III - para tratar de interesses particulares, por prazo determinado, podendo
reassumir o exercício do mandato antes do término da licença.
Parágrafo único. Para fins de remuneração, considerar-se-á como em
exercício o Vereador licenciado nos termos dos incisos I e II.
Art. 17. Os Vereadores gozam de inviolabilidade por suas opiniões, palavras
e votos no exercício do mandato, na circunscrição do Município de Santa Cruz do
Sul.
Art. 18.​ O Vereador não poderá:
I - desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia,
empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de
serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;
b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de
que seja demissível “ad nutum”, nas entidades constantes da alínea anterior;
II - desde a posse:
a) ser proprietário, controlador ou diretor de empresa que goze de favor
decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela exerça função
remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que seja demissível “ad nutum”, nas entidades
referidas no inciso I, “a”;
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que
refere o inciso I, “a”;
d) ser titular de mais de um cargo ou mandato eletivo federal, estadual ou
municipal.
Art. 19.​ Perderá o mandato o Vereador:
I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das
sessões ordinárias da Casa, salvo licença ou missão por esta autorizada;
IV - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos na
Constituição.
Parágrafo único. É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos
definidos no Regimento Interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membros
da Câmara Municipal ou a percepção de vantagens indevidas.
Art. 20. No caso de vaga ou de licença de Vereador, o Presidente convocará
imediatamente o suplente.
Parágrafo único - O suplente deverá tomar posse dentro de quinze dias, salvo
motivo justo aceito pela Câmara.
Art. 21. Os Vereadores não serão obrigados a testemunhar sobre
informações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre
as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informações.

Seção III
Da Mesa da Câmara

Art. 22. Imediatamente depois da posse, os Vereadores reunir-se-ão sob a


presidência do mais votado dentre os presentes e, havendo maioria absoluta dos
membros da Câmara, elegerão os componentes da Mesa, que ficarão
automaticamente empossados.
Parágrafo único. Não havendo número legal, o Vereador mais votado dentre
os presentes permanecerá na presidência e convocará sessões diárias, até que seja
eleita a Mesa.
Art. 23. A eleição para renovação da Mesa realizar-se-á sempre na segunda
quinzena do mês de dezembro de cada ano, considerando-se a mesma
automaticamente empossada a partir do dia primeiro de janeiro do ano
subseqüente.
Parágrafo único. O regimento Interno disporá sobre a forma de eleição e a
composição da Mesa.
Art. 24. Os integrantes das comissões técnicas permanentes serão eleitos na
primeira reunião ordinária de cada sessão legislativa.
Art. 25. O mandato da Mesa será de um ano, permitida a reeleição de
qualquer de seus membros para o mesmo cargo.
Parágrafo único. Qualquer componente da Mesa poderá ser destituído pelo
voto de dois terços dos membros da Câmara, quando faltoso, omisso ou ineficiente
no desempenho de sua atribuições regimentais, elegendo-se outro Vereador para
completar o mandato.

Art. 26.​ À Mesa, dentre outras atribuições, compete:


I - propor projetos de resolução que criem ou extingam cargos dos serviços
da Câmara, projetos de lei que fixem ou alterem os respectivos vencimentos e
realizar a revisão geral; (​ Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: I - propor projetos de resolução que criem ou extingam cargos dos
serviços da Câmara e fixem os respectivos vencimentos;

II - elaborar e expedir, mediante Ato, a discriminação analítica das dotações


orçamentárias da Câmara, bem como alterá-las, quando necessário;
III - apresentar projetos de lei dispondo sobre abertura de créditos
suplementares ou especiais, através de anulação parcial ou total da dotação da
Câmara;
IV - suplementar, mediante Ato, as dotações do orçamento da Câmara,
observado o limite da autorização constante da lei orçamentária, desde que os
recursos para a sua cobertura sejam provenientes de anulação total ou parcial de
suas dotações orçamentárias;
V - devolver à Tesouraria o saldo de caixa existente na Câmara ao final do
exercício;
VI – enviar as contas do Prefeito e elaborar os relatórios de gestão fiscal nos
prazos e nas condições legalmente definidas; ​(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica
nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: VI - enviar ao Prefeito, até o dia primeiro de março, as contas do exercício
anterior;

VII - nomear, promover, comissionar, conceder gratificações, licenças, pôr em


disponibilidade, exonerar, demitir, aposentar e punir funcionários ou servidores da
Câmara Municipal, nos termos da lei;
VIII - declarar a perda do mandato de Vereador, nos casos indicados na
Constituição Federal, nesta Lei Orgânica e na legislação federal aplicável.

Art. 27.​ Ao Presidente da Câmara, dentre outras atribuições, compete:


I - representar a Câmara em juízo e fora dele;
II - dirigir, executar e disciplinar os trabalhos legislativos;
III - cumprir e fazer cumprir a Lei Orgânica e o Regimento Interno;
IV - promulgar as resoluções e os decretos legislativos, bem como as leis
com sanção tácita ou cujo veto tenha sido rejeitado pelo Plenário;
V - fazer publicar os atos da Mesa, bem como as resoluções, os decretos
legislativos e as leis por ele promulgadas;
VI - declarar a perda do mandato do Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores, nos
casos previstos em lei, salvo a hipótese do inciso IV, do Artigo 19, desta lei;
VII - requisitar o numerário destinado às despesas da Câmara e aplicar as
disponibilidades financeiras no mercado de capitais;
VIII – apresentar ao Plenário, até o dia quinze de cada mês, o balancete
relativo aos recursos e às despesas do mês anterior;
IX - representar sobre a inconstitucionalidade de lei ou ato municipal;
X - solicitar a intervenção no Município, nos casos admitidos pela
Constituição do Estado;
XI - manter a ordem no recinto da Câmara, podendo solicitar a força
necessária para esse fim.

Art. 28.​ O Presidente da Câmara, ou seu substitutivo, só terá voto:


I - na eleição da Mesa;
II - quando a matéria exigir, para sua aprovação, o voto favorável de dois
terços dos membros da Câmara;
III - quando houver empate em qualquer votação no Plenário;
IV - nas votações secretas.
§ 1o. Não poderá votar o Vereador que tiver interesse pessoal na
deliberação, anulando-se a votação, se o seu voto for decisivo.
§ 2o. O voto será sempre público nas deliberações da Câmara de
Vereadores ​(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 09, de 10/07/2012).

*Redação original: § 2o. O voto será sempre público nas deliberações da Câmara, exceto
nos seguintes casos:
a) no julgamento do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores;
b) na eleição dos membros da Mesa, bem como no preenchimento de qualquer vaga;
c) na votação de decreto legislativo para concessão de qualquer honraria;
d) na votação de veto aposto pelo Prefeito.
Seção IV
Da Sessão Legislativa Ordinária

Art. 29. ​A Câmara Municipal reunir-se-á, anualmente, de quinze de fevereiro


a quinze de dezembro. ​(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 04, de 14/02/2008)

*Redação original: Art. 29. A Câmara Municipal reunir-se-á anualmente, de primeiro de março
a trinta de junho e de primeiro de agosto a quinze de dezembro.

§ 1º. As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o


primeiro dia útil subseqüente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados.
§ 2º. A Câmara se reunirá em sessões ordinárias, extraordinárias, solenes e
especiais, conforme dispuser seu Regimento Interno, e as remunerará de acordo
com o estabelecido na legislação específica.
Art. 30. As sessões da Câmara serão públicas, salvo deliberação em
contrário, tomada pela maioria de dois terços de seus membros, quando ocorrer
motivo relevante de preservação de decoro parlamentar.
Art. 31. As sessões só poderão ser abertas com a presença de, no mínimo,
um terço dos membros da Câmara, e esta somente poderá deliberar com a
presença da maioria absoluta.
Art. 32. O Plenário da Câmara é soberano, sujeitando a suas decisões todos
os atos da Mesa, da Presidência e das Comissões, desde que não contrarie o
disposto nesta Lei Orgânica e no Regimento Interno da Câmara.

Seção V
Da Sessão Legislativa Extraordinária

Art. 33. A convocação da sessão legislativa extraordinária da Câmara


far-se-á:
I - pelo Presidente, em sessão ou fora dela, na forma regimental;
II - pelo Prefeito;
III – pela Comissão Representativa;
IV - pela maioria absoluta.
§ 1º. A sessão legislativa extraordinária realizar-se-á sempre durante os
recessos parlamentares e somente deliberará sobre matéria previamente indicada
no ato de sua convocação.
§ 2º. O ato de convocação da sessão legislativa extraordinária deverá ser
sempre por escrito e indicar a matéria a ser deliberada e os prazos de início e de fim
dos trabalhos. ​(Redação dada ao artigo, incisos e parágrafos pela Emenda à Lei Orgânica nº 02,
do 10/01/2003)

*Redação original: Art. 33. A convocação extraordinária da Câmara Municipal far-se-á:


I - pelo Presidente da Câmara, em sessão ou fora dela, na forma regimental;
II - pelo Prefeito, quando este a entender necessária;
III - pela maioria dos membros da Câmara Municipal.
Parágrafo único. Durante a sessão legislativa extraordinária, a Câmara deliberará
exclusivamente sobre a matéria para a qual foi convocada.

Seção VI
Das Comissões

Art. 34. A Câmara terá comissões permanentes e temporárias, constituídas


na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que
resultar a sua criação.
§ 1º. Em cada comissão será assegurada, quando possível, a representação
proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que participam da Câmara.
§ 2º. Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
II - convocar Secretários Municipais, com a aprovação do Plenário, para
prestar informações sobre assuntos inerentes às suas atribuições;
III - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer
pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas;
IV - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
V - solicitar ao Executivo informações e documentos;
VI - dar parecer em projetos de lei, de resolução, de decreto legislativo, ou em
outros expedientes, quando provocadas.
Art. 35​. As comissões especiais de inquérito terão poderes de investigação
próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento da Casa
e serão criadas pela Câmara, mediante requerimento de um terço de seus
membros, para apuração de fato determinado e por prazo certo, sendo suas
conclusões, se for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a
responsabilidade civil ou criminal dos infratores. ​(Redação dada ao caput pela Emenda à
Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 35. As comissões especiais de inquérito terão poderes de


investigação próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos no Regimento da Casa, e
serão criadas pela Câmara, mediante requerimento de um terço de seus membros e aprovação da
maioria simples, para a apuração de fato determinado e por prazo certo sendo suas conclusões, se
for o caso, encaminhadas ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou
criminal dos infratores.

§ 1º. As comissões especiais de inquérito, no interesse da investigação,


poderão:
a) proceder a vistorias e levantamentos nas repartições públicas municipais e
entidades descentralizadas, onde terão livre ingresso e permanência;
b) requisitar de seus responsáveis a exibição de documentos e a prestação
dos esclarecimento necessários;
c) transportar-se aos lugares onde se fizer necessária a sua presença, ali
realizando os atos que lhes competirem.
§ 2º. No exercício de suas atribuições, poderão, ainda, as comissões
especiais de inquérito, por intermédio de seu presidente:
a) determinar as diligências que reputarem necessárias;
b) requerer a convocação de Secretário Municipal;
c) tomar o depoimento de quaisquer autoridades, intimar testemunhas e
inquiri-las sob compromisso;
d) proceder a verificações contábeis em livros, papéis e documentos dos
órgãos da Administração.
§ 3º. Nos termos do Artigo 3o., da Lei Federal No. 1579, de 18 de março de
1952, as testemunhas serão intimadas, de acordo com as prescrições estabelecidas
na legislação penal, e, em caso de não comparecimento, sem motivo justificado, a
intimação será solicitada ao juiz criminal da localidade onde residem ou se
encontrem, na forma do Artigo 218, do Código de Processo Penal.

Seção VII
Do Processo Legislativo
Subseção I
Disposições Gerais

Art. 36.​ O processo legislativo compreende:


I - emenda à Lei Orgânica;
II - lei complementar;
III - lei ordinária;
IV - decreto legislativo;
V - resolução.
Parágrafo único – Lei Complementar disporá sobre a elaboração, alteração,
redação e consolidação das leis municipais. ​(Redação do artigo, incisos e parágrafo dada
pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 36. O processo legislativo compreende:


I - emendas à Lei Orgânica do Município;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - decretos legislativos;
V - resoluções.

Subseção II
Das Emendas à Lei Orgânica

Art. 37.​ A Lei Orgânica do Município será emendada mediante proposta:


I - do Prefeito;
II - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara Municipal.
§ 1º. A proposta de emenda à Lei Orgânica será votada em dois turnos,
considerando-se aprovada quando obtiver, em ambos, o voto favorável de dois
terços dos membros da Câmara Municipal, com o respectivo número de ordem.
§ 2º. A emenda aprovada nos termos deste artigo será promulgada pela
Mesa da Câmara Municipal, com o respectivo número de ordem.
§ 3º. A matéria constante de proposta de emenda rejeitada, ou havida por
prejudicada, não poderá ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

Subseção III
Das Leis

Art. 38. As leis complementares exigem, para sua aprovação, o voto


favorável da maioria absoluta dos membros da Câmara.
Parágrafo único. São leis complementares:
I - Código de Posturas Municipais;
II - Código Tributário do Município;
III - Código de Obras ou de Edificações;
IV - Estatuto dos Servidores Municipais;
V - Plano Diretor do Município. ​(Redação do artigo, parágrafo e incisos dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 02 de 10/01/2003)

*Redação original: Parágrafo único. São leis complementares as concernentes às seguintes


matérias:
I - Código de Posturas Municipais;
II - Código Tributário do Município;
III - Código de Obras ou de Edificações;
IV - Estatuto dos Servidores Municipais;
V - Plano Diretor do Município;
VI - zoneamento urbano e direitos suplementares de uso e ocupação do solo;
VII - concessão de serviço público;
VIII - concessão de direito real de uso;
IX - alienação de bens imóveis;
X - aquisição de bens imóveis por doação, com encargos.

Art. 39. As leis ordinárias exigem, para sua aprovação, o voto favorável da
maioria simples dos membros da Câmara Municipal.
Art. 40. A discussão e a votação da matéria constante da ordem do dia só
poderão ser efetuadas com a presença da maioria absoluta dos membros da
Câmara Municipal.
Parágrafo único. A aprovação da matéria colocada em discussão dependerá
do voto favorável da maioria dos Vereadores presentes à sessão, ressalvados os
casos previstos nesta lei.
Art. 41. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe ao Prefeito, a
qualquer membro ou Comissão da Câmara, e aos cidadãos, observado o disposto
nesta lei.
Art. 42. Compete privativamente ao Prefeito a iniciativa dos projetos de lei
que disponham sobre:
I – criação, extinção ou transformação de cargos, funções ou empregos
públicos na administração;
II - fixação ou aumento de remuneração dos servidores;
III - organização administrativa, matéria tributária e orçamentária, serviços
públicos e pessoal da administração;
IV - criação, estruturação e atribuição dos órgãos da administração pública
municipal.
Art. 43. É da competência exclusiva da Câmara a iniciativa dos projetos de lei
que disponham sobre:
I - criação, extinção ou transformação de cargos, funções ou empregos de
seus serviços;
II - fixação ou aumento de remuneração de seus servidores;
III - organização e funcionamento dos seus serviços.
Art. 44.​ Não será admitido aumento da despesa prevista:
I - nos projetos se iniciativa exclusiva do Prefeito;
II - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara
Municipal.
Art. 45. A iniciativa popular poderá ser exercida pela apresentação, à Câmara
Municipal, de projeto de lei subscrito por, no mínimo, cinco por cento do eleitorado
municipal.
§ 1º. A proposta popular deverá ser articulada, exigindo-se para seu
recebimento, a identificação dos assinantes, mediante indicação do número do
respectivo título eleitoral.
§ 2º. A tramitação dos projetos de lei de iniciativa popular obedecerá às
normas relativas ao processo legislativo, estabelecido nesta lei.
Art. 46. O Prefeito poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de
sua iniciativa, considerados relevantes, os quais deverão ser apreciados no prazo
de trinta dias.
§ 1º. Decorrido, sem deliberação, o prazo fixado no “caput” deste artigo, o
projeto será obrigatoriamente incluído na ordem do dia, para que se ultime sua
votação, sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos. ​(Redação dada
pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: § 1o. Decorrido, sem deliberação, o prazo fixado no “caput” deste artigo, o
projeto será obrigatoriamente incluído na ordem do dia, para que se ultime sua votação,
sobrestando-se a deliberação quanto aos demais assuntos, com exceção do disposto no parágrafo
4o., do artigo 48.

§ 2º. O prazo referido neste artigo não corre nos períodos de recesso da
Câmara e não se aplica aos projetos de codificação.
Art. 47. O projeto aprovado será, no prazo de dez dias úteis, enviado pelo
Presidente da Câmara ao Prefeito, que, concordando, o sancionará e promulgará no
prazo de quinze dias úteis.
Parágrafo único. Decorrido o prazo de quinze dias úteis, o silêncio do Prefeito
importará sanção.
Art. 48. Se o Prefeito julgar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou
contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no prazo de quinze
dias úteis, contados da data do recebimento, e comunicará, dentro de quarenta e
oito horas, ao Presidente da Câmara, os motivos do veto.
§ 1º. O veto deverá ser sempre justificado e, quando parcial, abrangerá o
texto integral de artigo, de parágrafo, de inciso ou de alínea.
§ 2º. As razões aduzidas no veto serão apreciadas no prazo de trinta dias,
contados do seu recebimento, em uma discussão.
§ 3º. O veto somente poderá ser rejeitado pela maioria absoluta dos
Vereadores, realizada a votação em escrutínio secreto.
§ 4º. Esgotado, sem deliberação, o prazo previsto no parágrafo 2o. deste
artigo, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as
demais proposições, até sua votação final. ​(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº
02, de 10/01/2003)

*Redação original: § 4o. Esgotado, sem deliberação, o prazo previsto no parágrafo 2o. deste
artigo, o veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais
proposições, até sua votação final, ressalvadas as matérias de que trata o parágrafo 1o. do artigo 46.

§ 5º. Se o veto for rejeitado, o projeto será enviado ao Prefeito, em quarenta


e oito horas, para promulgação.
§ 6º. Se o Prefeito não promulgar a lei em quarenta e oito horas, nos casos
de sanção tácita ou rejeição do veto, o Presidente da Câmara a promulgará e, se
este não o fizer, caberá ao Vice-Presidente, em igual prazo, fazê-lo.
§ 7º. A lei, promulgada nos termos do parágrafo anterior, produzirá efeitos a
partir de sua publicação.
§ 8º. Nos casos de veto parcial, as disposições aprovadas pela Câmara serão
promulgadas pelo seu Presidente, com o mesmo número da lei original, observando
o prazo estipulado no § 6o.
§ 9º. O prazo previsto no § 2º não corre nos períodos de recesso da Câmara.
§ 10. A manutenção do veto não restaura matéria suprimida ou modificada
pela Câmara.
§ 11. Na apreciação do veto, a Câmara não poderá introduzir qualquer
modificação no texto aprovado.
Art. 49. ​A matéria constante de Projeto de Lei rejeitado ou vetado, somente
poderá constituir objeto de novo Projeto de Lei, na mesma sessão legislativa,
decorridos 120 (cento e vinte) dias da data de sua rejeição.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica quando
houver a concordância escrita de todos os líderes de Bancadas com assento na
Câmara de Vereadores. ​(Redação do caput e parágrafo dada pela Emenda à Lei Orgânica nº
05, de 01/07/2008)

*Redação original: Art. 49. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá
constituir objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria
absoluta dos membros da Câmara.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos projetos de iniciativa do Prefeito,
que serão sempre submetidos à deliberação da Câmara.

Art. 50. Mesmo com parecer contrário das comissões, o projeto de lei irá à
votação do Plenário da Câmara.

Subseção IV
Dos Decretos Legislativos
e das Resoluções

Art. 51. O decreto legislativo é a proposição destinada a regular matéria de


competência exclusiva da Câmara, que produza efeitos externos, não dependendo,
por isso, de sanção do Prefeito.
Parágrafo único. O decreto legislativo, aprovado pela Plenário, em um só
turno de votação, será promulgado pelo Presidente da Câmara.
Art. 52. O projeto de resolução é a proposição destinada a regular matéria
político-administrativa da Câmara, de sua competência exclusiva, e não depende de
sanção do Prefeito.
Parágrafo único. O projeto de resolução, aprovado pelo Plenário, em um só
turno de votação, será promulgado pelo Presidente da Câmara.

Subseção V
Da Fiscalização Contábil,
Financeira e Orçamentária

Art. 53. A fiscalização contábil, financeira e orçamentária do Município será


exercida pela Câmara Municipal, mediante controle externo, e pelos sistemas de
controle interno do Executivo, instituídos em lei.
§ 1º. O controle externo da Câmara será exercido com o auxílio do Tribunal
de Contas do Estado, e compreenderá a apreciação das contas do Prefeito e da
Mesa da Câmara, o acompanhamento das atividades financeiras e orçamentárias
do município, o desempenho das funções de auditoria financeira e orçamentária,
bem como o julgamento das contas dos administradores e demais responsáveis por
bens e valores públicos.
§ 2º. As contas do Prefeito, prestadas anualmente, serão julgadas dentro de
sessenta dias após o recebimento do parecer prévio do Tribunal de Contas. ​(Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: § 2o. As contas do Prefeito e da Câmara Municipal, prestadas


anualmente, serão julgadas pela Câmara, dentro de sessenta dias após o recebimento do parecer
prévio do Tribunal de Contas, considerando-se julgadas, nos termos das conclusões desse parecer,
se não houver deliberação dentro desse prazo.

§ 3º. Somente por decisão de dois terços dos membros da Câmara Municipal,
deixará de prevalecer o parecer prévio pelo Tribunal de Contas do Estado.
§ 4º. A não observância do prazo indicado no § 2º determinará a inclusão do
parecer prévio do Tribunal de Contas sobre as contas que o Prefeito anualmente
deve prestar, na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais
proposições, até sua votação final. ​(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de
10/01/2003)

*Redação original: § 4o. As contas relativas à aplicação dos recursos transferidos pela União
e pelo Estado serão prestadas na forma da legislação federal e estadual em vigor, podendo o
Município suplementá-las, sem prejuízo de sua inclusão na prestação anual de contas.

Art. 54. ​O Executivo manterá sistemas de controle interno, a fim de:


I - criar condições indispensáveis para assegurar eficácia ao controle externo
e regularidade à realização da receita e despesa;
II - acompanhar a execução de programas de trabalho e do orçamento;
III - avaliar os resultados alcançados pelos administradores;
IV - verificar a execução dos contratos.
Art. 55. As contas do Município ficarão, anualmente, durante sessenta dias, à
disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá
questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei.
Parágrafo único. O Executivo publicará, por edital, na imprensa local, a data a
partir da qual as contas do Município estarão à disposição do contribuinte.

Capítulo II
DO PODER EXECUTIVO
Seção I
Do Prefeito e do Vice-Prefeito

Art. 56. O Poder Executivo é exercido pelo Prefeito, auxiliado pelos


Secretários do Município.
Art. 57. O Prefeito e o Vice-Prefeito, registradas as respectivas candidaturas
conjuntamente, serão eleitos simultaneamente, por eleição direta, em sufrágio
universal e secreto, até noventa dias antes do término do mandato de seus
antecessores, dentre brasileiros maiores de vinte e um anos e no exercício de seus
direitos políticos.
Art. 58. O Prefeito e o Vice-Prefeito prestarão compromisso, tomarão posse e
assumirão o exercício na sessão solene de instalação da Câmara Municipal, no dia
primeiro de janeiro do ano subseqüente à eleição.
§ 1º. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Prefeito ou o
Vice-Prefeito, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo, este será
declarado vago.
§ 2º. Enquanto não ocorrer a posse do Prefeito, assumirá o Vice-Prefeito, e,
na falta ou impedimento deste, o Presidente da Câmara.
Art. 59. Será de quatro anos o mandato do Prefeito e do Vice-Prefeito, a
iniciar-se no dia primeiro de janeiro do ano seguinte ao da eleição.
Art. 60. Em caso de impedimento do Prefeito e do Vice-Prefeito, assumirá o
Presidente da Câmara.

Seção II
Das Atribuições do Prefeito

Art. 61.​ Ao Prefeito compete, privativamente:


I - nomear e exonerar os Secretários Municipais;
II - estabelecer o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os
orçamentos anuais do Município;
III -iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta Lei
Orgânica;
IV - representar o Município, em juízo e fora dele, por intermédio da
Procuradoria-Geral do Município, na forma estabelecida em lei;
V - sancionar, promulgar e fazer publicar leis aprovadas pela Câmara e
expedir regulamentos para sua fiel execução;
VI - vetar, no todo ou em parte, projetos de lei, na forma prevista nesta Lei
Orgânica;
VII - decretar desapropriações e instituir servidões administrativas;
VIII - expedir decretos, portarias e outros atos administrativos;
IX - permitir ou autorizar o uso, por terceiros, de bens municipais;
X - permitir ou autorizar a execução de serviços públicos por terceiros;
XI - dispor sobre a organização e o funcionamento da administração
municipal, na forma da lei;
XII - prover e extinguir os cargos públicos municipais, na forma da lei, e
expedir os demais atos referentes à situação funcional dos servidores;
XIII - remeter mensagem e plano de governo à Câmara, por ocasião da
abertura da sessão legislativa, expondo a situação do Município e solicitando as
providências que julgar necessárias;
XIV - enviar à Câmara o projeto de lei do orçamento anual, das diretrizes
orçamentárias e do orçamento plurianual;
XV - encaminhar ao Tribunal de Contas do Estado, até o dia trinta e um de
março de cada ano, a sua prestação de contas e a da Mesa da Câmara, bem como
os balanços do exercício findo;
XVI - encaminhar aos órgãos competentes os planos de aplicação e as
prestações de contas exigidas em lei;
XVII - fazer publicar os atos oficiais;
XVIII - prestar à Câmara, dentro de quinze dias, prorrogáveis por igual
período, desde que solicitadas e devidamente justificadas, as informações
requeridas na forma regimental.
XIX - superintender a arrecadação dos tributos e preços, bem como a guarda
e aplicação da receita, autorizando as despesas e os pagamentos, dentro das
disponibilidades orçamentárias ou dos créditos votados pela Câmara;
XX - colocar à disposição da Câmara os recursos correspondentes às
dotações orçamentárias, compreendidos os créditos suplementares e especiais, até
o dia 20 (vinte) de cada mês; ​(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de
10/01/2003)

*Redação original: XX - colocar à disposição da Câmara, dentro de cinco dias de sua


requisição, as quantias que devem ser despendidas de uma só vez, até o dia dez de cada mês, a
parcela correspondente ao duodécimo de sua dotação orçamentária;

XXI - aplicar multas previstas em lei e contratos, bem como revelá-las quando
impostas irregularmente;
XXII - resolver sobre os requerimentos, reclamações ou representações que
lhe forem dirigidos;
XXIII - oficializar, obedecidas as normas urbanísticas aplicáveis, os
logradouros públicos;
XXIV - aprovar projetos de edificação e planos de loteamento, arruamento e
zoneamento urbano ou para fins urbanos;
XXV - solicitar o auxílio da Polícia do Estado para garantia de cumprimento
de seus atos, bem como fazer uso da Guarda Municipal, no que couber;
XXVI - elaborar o plano diretor;
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Lei Orgânica;
XXVIII - decretar o estado de emergência, quando for necessário preservar
ou restabelecer, em locais determinados e restritos do Município, os serviços
essenciais, atingidos por calamidades de grandes proporções na natureza:
a) decretado o estado de emergência, o Prefeito, dentro de vinte e quatro
horas, submeterá o ato, com a respectiva justificativa, à Câmara Municipal, que
decidirá por maioria absoluta;
b) se a Câmara Municipal estiver em recesso, será convocada
extraordinariamente, no prazo de cinco dias;
c) a Câmara Municipal apreciará o decreto dentro de dez dias, contados do
seu recebimento, devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de
emergência;
d) rejeitado o decreto, cessa imediatamente o estado de emergência;
XXIX – elaborar e enviar para Câmara Municipal e para o Tribunal de Contas
do Estado os relatórios de gestão fiscal, na forma e nos prazos definidos pela Lei
Complementar 101, de 04 de maio de 2000. ​(Inciso incluído pela Emenda à Lei Orgânica nº
02, de 10/01/2003)
Art. 62. O Prefeito poderá delegar, por decreto, aos Secretários Municipais,
funções administrativas que não sejam competência exclusiva dele.

Seção III
Da Responsabilidade do Prefeito
Art. 63. Importam responsabilidade os atos do Prefeito ou do Vice-Prefeito
que atentem contra a Constituição Federal, Constituição Estadual, Lei Orgânica do
Município e, especialmente, contra:
I - o livre exercício dos poderes constituídos;
II - o exercício dos direitos individuais, políticos e sociais;
III - a probidade na administração;
IV - a lei orçamentária;
V - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. O processo e o julgamento do Prefeito e do Vice-Prefeito
obedecerão, no que couber, ao disposto nos artigos 29 e 86 da Constituição
Federal.

Seção IV
Dos Secretários do Município

Art. 64. Os Secretários Municipais serão escolhidos dentre brasileiros


maiores de vinte e um anos, no exercício dos direitos políticos.
Art. 65. A lei disporá sobre a criação, estruturação e atribuições das
Secretarias.
Art. 66. Compete aos Secretários Municipais, além das atribuições que esta
Lei Orgânica e as leis estabelecerem:
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da
administração municipal, na área de sua competência;
II - referendar os atos e decretos assinados pelo Prefeito, pertinentes a sua
área de competência;
III - apresentar ao Prefeito relatório anual dos serviços realizados na
Secretaria;
IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhes forem outorgadas ou
delegadas pelo Prefeito;
V - expedir instruções para execução das leis, regulamentos e decretos.
Art. 67. A competência dos Secretários Municipais abrangerá todo o território
do Município, nos assuntos pertinentes às respectivas Secretarias.
Art. 68. Os Secretários serão sempre nomeados em comissão e terão os
mesmos impedimentos dos Vereadores e do Prefeito, enquanto permanecerem no
cargo.

Seção V
Dos Subprefeitos

Art. 69. Os Subprefeitos distritais, em número não superior a um para cada


distrito, são delegados de confiança, livremente nomeados pelo Prefeito.
Art. 70.​ Compete aos Subprefeitos:
I - cumprir e fazer executar, de acordo com as instruções recebidas pelo
Prefeito, as leis, resoluções, regulamentos e demais atos do Prefeito e da Câmara;
II - fiscalizar os serviços distritais;
III - atender as reclamações das partes e encaminhá-las ao Prefeito, quando
se tratar de matéria estranha as suas atribuições;
IV - indicar ao Prefeito as providências necessárias ao distrito;
V - prestar contas ao Prefeito, mensalmente, ou quando solicitadas.
Art. 71. Os Subprefeitos, em caso de licença ou impedimento, serão
substituídos por pessoas de livre escolha do Prefeito.

Seção VI
Dos Conselhos Municipais

Art. 72. Os Conselhos Municipais são órgãos governamentais, que têm por
finalidade auxiliar a administração na orientação, planejamento, interpretação e
julgamento de matéria de sua competência.
Art. 73. A lei especificará as atribuições de cada Conselho, sua organização,
composição, funcionamento, forma de nomeação de titular e suplente, e prazo de
duração do mandato.
Parágrafo único. O Prefeito Municipal terá o prazo de cento e oitenta dias, a
contar de sua posse, para nomear os membros dos Conselhos Municipais.
Art. 74. Os Conselhos Municipais serão compostos por um número ímpar de
membros, observando, quando for o caso, a representatividade da administração,
das entidades públicas, classistas e da sociedade civil organizada.

Seção VII
Dos Servidores Municipais

Art. 75. O Município estabelecerá em lei o regime jurídico de seus servidores,


atendendo às disposições, aos princípios e aos direitos que lhes são aplicáveis pela
Constituição Federal, dentre os quais, os concernentes a:
I - salário mínimo capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às
de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário,
higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem
o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim;
II - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo
coletivo;
III - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem
remuneração variável;
IV - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor da
aposentadoria;
V - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
VI - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa
renda nos termos da lei;
VII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta
e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada,
mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho;
VIII - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
IX - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta
por cento à do normal;
X - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do
que o salário normal;
XI - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração
de cento e vinte dias;
XII - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XIII - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos
específicos, nos termos da lei;
XIV - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de critério
de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil. ​(Redação dos incisos dada
pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original I - salário mínimo capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e
às de sua família, como moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte,
com reajustes periódicos, de modo a preservar-lhe o poder aquisitivo, vedada sua vinculação para
qualquer fim;
II - irredutibilidade do salário ou vencimento, observado o disposto no artigo 85;
III - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem remuneração
variável;
IV - décimo terceiro salário, com base na remuneração integral, devida em dezembro, ou no
valor da aposentadoria;
V - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
VI - salário-família para seus dependentes;
VII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro
semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, na forma da lei;
VIII - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
IX - gozo de férias anuais remuneradas com um terço a mais do que o salário normal, com
pagamento antecipado;
X - licença remunerada à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração de
cento e vinte dias, bem como licença paternidade, nos termos fixados em lei;
XI - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e
segurança;
XII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubres ou perigosas, na
forma da lei;
XIII - proibição de diferença de salário e de critério de admissão, por motivo de sexo, idade,
cor ou estado civil.

Art. 76.​ É garantido o direito à livre associação sindical.


Parágrafo único. O direito de greve será exercido nos termos e nos limites
definidos em lei própria.
Art. 77​. A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação
prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a
natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei,
ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre
nomeação e exoneração.
§ 1º. o prazo de validade do concurso público será de até dois anos,
prorrogável uma vez, por igual período.
§ 2º. Durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele
aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado
com prioridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na
carreira. ​(Redação do caput e parágrafos dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02 de 10/03/2003)

*Redação original: Art. 77. A primeira investidura em cargo ou emprego público dependerá
sempre de aprovação prévia em concurso público de provas ou provas e títulos, ressalvadas as
nomeações para cargo em comissão, declarada em lei, de livre nomeação e exoneração.
Parágrafo único. O prazo de validade do concurso será de, até, dois anos, prorrogável uma
vez por igual período.
Art. 78. O número de servidores municipais não poderá exceder a 3,5% (três
e meio por cento) do número de eleitores inscritos no Município. ​(Redação ​dada pela
Emenda à Lei Orgânica nº 01, de 06/01/1998)

* Redação original: Art. 78. O número de servidores municipais não poderá exceder a 3%
(três por cento) do número de eleitores inscritos no Município.

Art. 79. ​(Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 79. Serão convocados, para assumir cargo ou emprego, aqueles que
forem aprovados em concurso público de provas e de provas e títulos, com prioridade, durante o
prazo previsto no edital de convocação, sobre novos concursos, na carreira.

Art. 80​. O Município instituirá conselho de política de administração e


remuneração de pessoal, integrado por servidores designados pelos respectivos
Poderes, na forma da lei. ​(Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/03/2003)

*Redação original: Art. 80. O Município instituirá regime jurídico único para os servidores,
bem como planos de carreira.

Art. 81​. As funções de confiança, exercidas exclusivamente, por servidores


ocupantes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por
servidores de carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei,
destinam-se apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento. ​(Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 81. Os cargos em comissão e funções de confiança na administração


pública serão exercidos, preferencialmente, por servidores ocupantes de cargo de carreira técnica ou
profissional, nos casos e condições previstos em lei.

Art. 82​. A lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as
pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão. ​(Redação
dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*​Redação original: Art. 82. Lei específica reservará percentual dos empregos públicos para
pessoas portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão.

Art. 83. Lei específica estabelecerá os casos de contratação por tempo


determinado, para atender a necessidade temporária de excepcional interesse
público.
Art. 84​. A remuneração dos servidores públicos e o subsídio dos
agentes políticos somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica,
observada a iniciativa privativa em cada caso, assegurada revisão geral anual,
sempre na mesma data e sem distinção de índices.
§ 1º. A lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e a
menor remuneração dos servidores públicos municipais, observados, como limite
máximo, os valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Prefeito.
§ 2º. Os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão
computados nem acumulados para fins de concessão de acréscimos ulteriores.
(Redação do caput e parágrafos dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/03/2003)
*Redação original: Art. 84. A lei fixará o limite máximo e a relação de valores entre a maior e
a menor remuneração dos servidores públicos municipais, observados, como limite máximo, os
valores percebidos como remuneração, em espécie, pelo Prefeito.

Art. 85. Os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo não poderão ser
superior aos pagos pelo Poder Executivo.
Art. 86​. É vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies
remuneratórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público.
Parágrafo único. O subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e
empregos públicos são irredutíveis, ressalvadas as exceções constitucionais.
(Redação do caput e parágrafo dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 86. A lei assegurará, aos servidores da administração, isonomia de
vencimentos entre cargos de atribuições iguais ou assemelhados do mesmo Poder ou entre
servidores dos Poderes Executivo e Legislativo, ressalvadas as vantagens de caráter individual e as
relativas à natureza ou ao local de trabalho.

Art. 87. ​(Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 87. É vedada a vinculação ou equiparação de vencimento, para efeito
de remuneração de pessoal do serviço público municipal, ressalvado o disposto no artigo anterior.

Art. 88​. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto


quando houver compatibilidade de horários, observado, em qualquer caso, o
disposto no inciso XI do artigo 37 da Constituição Federal:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
c) a de dois cargos ou empregos privativos de profissionais de saúde, com
profissões regulamentadas.
Parágrafo único. A proibição de acumular estende-se a empregos e funções e
abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista,
suas subsidiárias e sociedades controladas, direta ou indiretamente, pelo Poder
Público. ​(Redação do caput, alíneas e parágrafo dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de
10/01/2003)

*Redação original: Art. 88. É vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto,
quando houver compatibilidade de horários:
I - a de dois cargos de professor;
II - a de um cargo de professor com outro técnico ou científico;
III - a de dois cargos privativos de médico.

Art. 89. ​(Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 89. Os acréscimos pecuniários, percebidos por servidor público, não
serão computados nem acumulados, para fins de concessão de acréscimos ulteriores, sob o mesmo
título ou idêntico fundamento.

Art. 90. Os cargos públicos serão criados por lei, que fixará sua
denominação, padrão de vencimento, condições de provimento e indicará os
recursos pelos quais serão pagos seus ocupantes.
Parágrafo único. A criação e extinção dos cargos da Câmara, bem como a
fixação e alteração de seus vencimentos, dependerão de projeto de Lei de iniciativa
da Mesa. (​ Redação dada pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003).

*Redação original: Parágrafo único. A criação e extinção dos cargos da Câmara, bem como a
fixação e alteração de seus vencimentos, dependerão de projeto de resolução de iniciativa da Mesa.

Art. 91. O servidor municipal será responsável civil, criminal e


administrativamente pelos atos que praticar, no exercício de cargo ou função ou a
pretexto de exercê-lo.
Parágrafo único. (​ Revogado pela Emenda à Lei Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Parágrafo único. Caberá ao Prefeito e ao Presidente da Câmara decretar


a prisão administrativa dos servidores que lhes sejam subordinados, omissos ou remissos na
prestação de contas de dinheiros públicos sujeitos à sua guarda.

Art. 92. O servidor municipal poderá exercer mandato eletivo, obedecidas as


disposições legais vigentes.
Art. 93. Os titulares de órgãos da administração municipal deverão atender
convocação da Câmara Municipal para prestar esclarecimentos sobre assuntos da
sua competência.

Seção VIII
Da Procuradoria-Geral do Município

Art. 94. A Procuradoria-Geral do Município é a instituição que representa o


Município, judicial e extra-judicialmente cabendo-lhe, ainda, nos termos da lei
especial, as atividades de consultoria e assessoria do Poder Executivo, e,
privativamente, a execução da dívida ativa de natureza tributária.
Parágrafo único. ​Excepcionalmente, em razão da complexidade da matéria, a
cobrança judicial ou extra-judicial de débitos tributários, inscritos em dívida ativa ou
não, poderá ser executada por empresas especializadas, contratadas para este fim.
(acréscimo feito pela Emenda à Lei Orgânica nº 03, de 21/12/2005)

Art. 95. ​O ingresso na classe inicial da carreira de Procurador Municipal


far-se-á mediante concurso público de provas e títulos. ​(Redação dada pela Emenda à Lei
Orgânica nº 02, de 10/01/2003)

*Redação original: Art. 95. A Procuradoria-Geral do Município reger-se-á por lei própria,
atendendo-se, com relação aos seus integrantes, o disposto nos Artigos 37, inciso XII, 39, § 1o., e
135 da Constituição Federal.
Parágrafo único. O ingresso na classe inicial da carreira de Procurador Municipal far-se-á
mediante concurso público de provas e títulos.

Art. 96. A Procuradoria-Geral do Município terá por chefe o Procurador-Geral,


de livre nomeação pelo Prefeito, de reconhecido saber jurídico, reputação ilibada e
com experiência em áreas diversas do Direito Público.