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DIGESTO OU PANDECTAS

“Em verdade, tamanho é o valor dessa obra que o estudioso do Direito


fica tomado de surpresa e pena, ao sabê-la tantos anos existente e
inédita” (LAFAYETTE PONDÉ, Catedrático baiano de Direito Adminis-
trativo, em parecer de 29 de janeiro de 1948).”

vol. DO IMPERADOR JUSTINIANO


Pela primeira vez em língua portuguesa, em histórica edição, a versão completa do II VOLUME II
“Estância Azul”, sobrado-sede (tombada pelo IPAC) da Digesto ou Pandectas do Imperador Justiniano.
Fazenda de mesmo nome, em Valença (BA), antiga
residência do Cons. Vasconcellos, onde a tradução Das apenas 13 traduções integrais do Digesto feitas até hoje no mundo, apenas 5 LIVROS 5-11
brasileira das Pandectas, durante quase vinte anos, foi foram efetuadas inteiramente por um único estudioso. Soma-se agora a estas a tradução
elaborada.

DIGESTO OU PANDECTAS DO IMPERADOR JUSTINIANO


brasileira – a única em língua portuguesa e a primeira e única realizada na América Latina. Tradução brasileira por
Autor desta façanha, um magistrado-jurisconsulto baiano, MANOEL DA CUNHA
LOPES E VASCONCELLOS (1843-1920) – o CONSELHEIRO VASCONCELLOS –, cujo nome, a MANOEL DA CUNHA LOPES E VASCONCELLOS
partir desta publicação, alça-se ao panteão dos mais célebres juristas brasileiros filhos (CONSELHEIRO VASCONCELLOS) RAFAEL SANZIO e discípulos, O jurisconsulto Triboniano
entrega as Pandectas ao Imperador Justiniano, parte do
conjunto de afrescos As Virtudes e a Lei – “Stanze di
ilustres da Bahia, como TEIXEIRA DE FREITAS, RUI BARBOSA e ORLANDO GOMES.
Rafaello – Stanza della Segnatura” – Museus Vaticanos,
Nascido em Valença (BA), bacharel pela Faculdade de Direito de São Paulo (Largo de Cidade do Vaticano.
São Francisco, atual USP), juiz de direito durante o Segundo Reinado e início da República,
Tradução complementar, organização geral, adaptação e supervisão de transcrição por
foi sobrinho de dois ilustres juristas brasileiros do séc. XIX, o famoso estadista Zacarias de EDUARDO C. SILVEIRA MARCHI | BERNARDO B. QUEIROZ DE MORAES
Góes e Vasconcellos e o ex-Presidente do antigo Superior Tribunal de Justiça (hoje Supre- DÁRCIO R. MARTINS RODRIGUES | HÉLCIO M. FRANÇA MADEIRA
mo Tribunal Federal – STF), João Antônio de Vasconcellos.
A obra de tradução, composta em manuscrito de nove grossos volumes, havia desa-
parecido ao final dos anos cinquenta, por conta de várias vicissitudes históricas, familiares
e acadêmicas, tendo sido redescoberta em 2011, perdida em uma “cafua” (sala subterrânea
escondida) da antiga Faculdade de Direito da Bahia (atual UFBA). Acertada colaboração, em
2016, entre a Diretoria desta escola e os quatro romanistas-especialistas da Faculdade de
Direito da Universidade de São Paulo (USP), chega-se agora, depois dos ingentes trabalhos
de transcrição, adaptação e integração da tradução, à publicação do 1º. volume desta histó-
rica obra.
Será ela certamente útil não só aos romanistas, civilistas e especialistas de outras áreas
das ciências jurídicas, mas também a advogados, juízes e demais operadores do direito.

YKEDITORA.COM
VASCONCELLOS
1

1ª edição: novembro 2017; 1ª tiragem - São Paulo - SP


Copyright © 2017 YK Editora ISBN: 978-85-68215-24-1

Coordenação: Rosângela Duarte


Direção de Arte e Diagramação: Thiago Marchetti Holanda
Capa e Produção Gráfica: Joint Design e Tecnologia
Assistente de Produção: Fernando Gomez
Impressão e Acabamento: Expressão e Arte

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro. SP. Brasil)

Vasconcellos, Manoel da Cunha Lopes et al.


Digesto ou Pandectas do Imperador Justiniano vol. II / Vasconcellos, Manoel da
Cunha Lopes et al. 1ª ed. São Paulo : YK Editora, 2017.

1. Tradução. 2. Direito. I. Título: Digesto ou Pandectas do Imperador Justiniano


vol. II. Autor: Vasconcellos, Manoel da Cunha Lopes et al.

CDU - 34(81)

Índice para catálogo sistemático:


1. Brasil : Direito. Jurisprudência 34(81)

Data de fechamento da edição: 02/11/2017

Nenhuma parte desta publicação poderá ser


reproduzida por qualquer meio ou forma sem a prévia
Av. Liberdade nº 21, 3º andar autorização da YK Editora. A violação dos direitos
Liberdade - São Paulo - SP autorais é crime estabelecido na Lei nº 9.610/98 e
(11) 3105-5895 punido pelo artigo 184 do Código Penal.
Sumário 7

SUMÁRIO

LIVRO 5____________________________________________________________ 10
TÍTULO PRIMEIRO ______________________________________________________10
Dos juízos e perante que juízes deve-se acionar e ser acionado ______________________10
TÍTULO SEGUNDO ______________________________________________________25
Do testamento inoficioso _________________________________________________25
TÍTULO TERCEIRO ______________________________________________________36
Da petição de herança ____________________________________________________36
TÍTULO QUARTO _______________________________________________________56
Da petição de parte da herança _____________________________________________56
TÍTULO QUINTO ________________________________________________________59
Da petição possessória de herança ___________________________________________59
TÍTULO SEXTO _________________________________________________________60
Da petição fideicomissária de herança ________________________________________60
LIVRO 6____________________________________________________________ 61
TÍTULO PRIMEIRO ______________________________________________________61
Das reinvindicações _____________________________________________________61
TÍTULO SEGUNDO ______________________________________________________76
Da ação real Publiciana ___________________________________________________76
TÍTULO TERCEIRO ______________________________________________________81
Da reivindicação de terreno foreiro, isto é, enfitêutico____________________________81
LIVRO 7____________________________________________________________ 83
TÍTULO PRIMEIRO ______________________________________________________83
Do usufruto e do modo de gozá-lo __________________________________________83
TÍTULO SEGUNDO _____________________________________________________103
Do direito de acrescer no usufruto _________________________________________103
TÍTULO TERCEIRO _____________________________________________________106
Quando se adquire o direito ao legado de usufruto _____________________________106
TÍTULO QUARTO ______________________________________________________107
Por que modos se perde o usufruto ou o uso __________________________________107
TÍTULO QUINTO _______________________________________________________113
Do usufruto das coisas que se consomem ou diminuem pelo uso __________________113
8 Digesto ou Pandectas do Imperador Justiniano Sumário 9

TÍTULO SEXTO ________________________________________________________116 TÍTULO QUARTO ______________________________________________________233


Se se perder o usufruto ou se se negar que pertença a outro _______________________116 Da ação de exibição ____________________________________________________233
TÍTULO SÉTIMO _______________________________________________________118 LIVRO 11 _________________________________________________________ 241
Dos serviços dos escravos ________________________________________________118 TÍTULO PRIMEIRO _____________________________________________________241
TÍTULO OITAVO _______________________________________________________119 Dos interrogatórios feitos em juízo e das ações interrogatórias_____________________241
Do uso e da habitação ___________________________________________________119 TÍTULO SEGUNDO _____________________________________________________247
TÍTULO NONO ________________________________________________________124 Do que pode ser requerido perante o mesmo juiz ______________________________247
De que modo deverá o usufrutuário prestar caução _____________________________124 TÍTULO TERCEIRO _____________________________________________________247
LIVRO 8___________________________________________________________ 129 Da ação relativa ao escravo corrompido _____________________________________247
TÍTULO PRIMEIRO _____________________________________________________129 TÍTULO QUARTO ______________________________________________________252
Das servidões _________________________________________________________129 Dos escravos fugidos ____________________________________________________252
TÍTULO SEGUNDO _____________________________________________________132 TÍTULO QUINTO _______________________________________________________253
Das servidões dos prédios urbanos _________________________________________132 Dos jogadores de azar ___________________________________________________253
TÍTULO TERCEIRO _____________________________________________________140 TÍTULO SEXTO ________________________________________________________255
Das servidões dos prédios rústicos __________________________________________140 Do medidor que fizer medição falsa ________________________________________255
TÍTULO QUARTO ______________________________________________________149 TÍTULO SÉTIMO _______________________________________________________257
Servidões comuns tanto aos prédios urbanos como aos rústicos____________________149 Dos lugares religiosos, das despesas funerárias e do que seja permitido nos enterros ____257
TÍTULO QUINTO _______________________________________________________153 TÍTULO OITAVO _______________________________________________________267
Da ação da reivindicação da servidão e da pela qual se nega que pertença a outro ______153 Do interdito contra quem se opõe ao enterro de um morto e à construção
TÍTULO SEXTO ________________________________________________________160 de um sepulcro ________________________________________________________267
De que modo se perdem as servidões _______________________________________160
LIVRO 9___________________________________________________________ 166
TÍTULO PRIMEIRO _____________________________________________________166
Do dano (pauperie) causado por um quadrúpede _____________________________166
TÍTULO SEGUNDO _____________________________________________________168
Sobre a Lei Aquília _____________________________________________________168
TÍTULO TERCEIRO _____________________________________________________188
Dos que derramarem ou lançarem qualquer coisa sobre lugar de trânsito ____________188
TÍTULO QUARTO ______________________________________________________191
Das ações noxais _______________________________________________________191
LIVRO 10 _________________________________________________________ 203
TÍTULO PRIMEIRO _____________________________________________________203
Da demarcação de terras _________________________________________________203
TÍTULO SEGUNDO _____________________________________________________206
Das partilhas __________________________________________________________206
TÍTULO TERCEIRO _____________________________________________________223
Da ação de divisão de coisa comum ________________________________________223
10 Digesto ou Pandectas do Imperador Justiniano Livro 5 - Título Primeiro 11

de uma tutela diversa daquela para a qual havia sido citado. O mesmo imperador declarou,
em outro rescrito dirigido a Cláudio Flaviano, que não devia ser atendido em Roma um
menor de 25 anos que requerera ser restituído in integrum contra Asiniano, que aí se achava
Livro 5 por outros negócios.
§ 4. Todas estas pessoas têm direito de requerer a volta para o seu domicílio, se não
contraíram a obrigação no lugar em que forem acionadas. Isso porque, no caso de terem
contratado nesse lugar, não podem ter mais este direito, exceto os legados, que, durante a
TÍTULO PRIMEIRO ausência causada por suas funções, não podem ser coagidos a comparecer a Roma, ainda
mesmo por obrigação que aí houvessem contraído antes da legação. E este é o parecer de
Juliano, confirmado por um rescrito do imperador Antonino. Aliás, se se conservarem no
Dos juízos e perante que juízes deve-se acionar e ser acionado
lugar da legação depois de terminadas as suas funções, o mesmo imperador declarou, em um
rescrito, que poderiam ser demandados.
§ 5. Igualmente, se houverem contratado fora de sua província, ainda mesmo fora da
1. ULPIANO, Livro 2 ao Edito. Se as partes se submeterem voluntariamente a alguma Itália, questiona-se se podem ser acionados em Roma. Marcelo pensa que somente gozam
jurisdição e consentirem em ser por ela julgadas, o seu consentimento torna competente a do privilégio de voltar para o seu domicílio quanto às obrigações contratadas em sua cidade
jurisdição de qualquer juiz que presida a um tribunal ou que tenha outra jurisdição. ou, quando muito, na mesma província, o que é exato. Mas, se acionarem, serão compelidos
a se defender contra quem quer que seja, salvo se a ação que intentarem for por motivo de
2. O MESMO, Livro 3 ao Edito. pr. Considera-se que alguém consente quando aceita um injúria própria, de furto ou de dano que, por essa ocasião, sofrerem. De outro modo, como
juiz a cuja jurisdição sabe não estar sujeito. Se, porém, pensar que o juiz era competente, será bem diz Juliano, poderiam impunemente sofrer injúrias e prejuízos e qualquer pessoa teria
isto motivo para não ficar subsistindo a jurisdição, porque o erro das partes, como também o poder de forçá-los a se submeter a uma jurisdição estranha, quando tratassem de vindicar
escreve Juliano no livro primeiro do seu “Digesto”, não perfaz o consentimento. Se julgar o seu direito.
que alguém é pretor, ao passo que é um outro, do mesmo modo este erro não dá jurisdição. § 6. Havendo dúvida em se saber se, numa causa dada, alguém tem ou não o direito
Se alguma das partes se recusar a comparecer perante um juiz incompetente e for a isso de voltar ao seu domicílio, compete ao pretor resolvê-la, com conhecimento de causa.
compelido pela autoridade do pretor, não tornará essa jurisdição competente. Decidindo-se que, em tal causa, tem o direito de voltar para seu domicílio, deverá prestar
§ 1. Será bastante que as partes consintam em se submeter a uma jurisdição caução de comparecer em juízo, estatuindo o pretor o prazo em que se comprometa a esse
incompetente, ou será também indispensável o consentimento do pretor? A Lei Júlia estatui comparecimento. Marcelo parece duvidar se deve prestar uma simples caução ou, porventura,
“a menos que as partes não tenham concordado”, donde se segue que basta o consentimento fiança. Penso bastar uma simples promessa e este é também o parecer de Mela; de outro
das partes. Assim, se as partes consentirem e o pretor desconhecer esse consentimento e modo, seria coagido a aceitar a causa por falta de achar quem lhe sirva de fiador.
pensar que é competente, ter-se-á satisfeito a lei? Penso poder se sustentar que o pretor se § 7. Em todos os casos em que, por este motivo, tiver lugar o adiamento da instauração
torna competente. da demanda, não devem os credores sofrer prejuízo algum em virtude do lapso de tempo
§ 2. Se o juiz for dado com um prazo certo para decidir a causa, pode-se prorrogar concedido para esse adiamento.
este prazo com o consentimento de todas as partes, salvo se a prorrogação for expressamente § 8. Só tem direito de impor multa os juízes que têm uma jurisdição pública e não
proibida por ordem do imperador. outros, salvo se esses outros tiverem permissão especial para isso.
§ 3. Aos legados [= embaixadores ou delegados], a respeito daquilo que contrataram
antes da legação, e aos que são intimados para prestar o seu testemunho, ou chamados para 3. O MESMO, Livro 4 ao Edito. Não é considerado como se ocultando com o intuito de
julgar alguma causa, ou que são destinados a ser mandados à província, é concedido o direito frustrar a ação quem, achando-se presente, não é coagido a aceitar a causa.
de serem demandados em seu domicílio. Havendo alguém interposto uma apelação, não se
lhe impõe a necessidade de se defender contra novas partes durante o tempo em que tem de 4. GAIO, Livro 1 ao Edito Provincial. Não podemos intentar demanda alguma contra
tratar a apelação, quer em Roma, quer em outro lugar onde a apelação tenha de ser julgada. quem temos sob o nosso poder, salvo sobre pecúlio castrense.
Isso porque Celso diz que se lhe deve dar o direito de voltar para o seu domicílio, visto se
achar nesse lugar por uma causa diferente. E esta opinião de Celso é razoável. Com efeito, o 5. ULPIANO, Livro 5 ao Edito. Se alguém sujeito a uma outra jurisdição for citado para
imperador Antonino, em um rescrito dirigido a Plócio Celsiano, declarou que aquele que era comparecer perante o pretor, deve apresentar-se na conformidade do parecer de Pompônio
citado para vir a Roma prestar contas de uma tutela não podia ser forçado a aí prestar contas e de Víndio, porque ao pretor compete julgar se tem ou não jurisdição, e, ao citado, não