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Proposta de Desenvolvimento de Implantação de um Programa de Engenharia Clínica no

Hospital Universitário da Universidade Federal do ABC (HU-UFABC)

1. Introdução:
O Programa de Engenharia Clínica no HU-UFABC tem por finalidade administrar, manter e
otimizar o funcionamento do parque tecnológico do hospital visando melhorias no serviço
prestado, bem como na segurança dos pacientes e funcionários da instituição. Para isso, através
desse programa, propõe-se uma série de medidas e atividades a serem desenvolvidas pelo grupo
de Engenharia Clínica que podem ser resumidas em quatro categorias:
• Inspeções de Segurança de Desempenho;
• Realização, verificação e controle de manutenções;
• Administração e Avaliação de contratos;
• Criação e Desenvolvimento da Área.

Um programa de Engenharia Clínica é altamente recomendado a todas as instituições de saúde,


pois através de um grupo de gestão e manutenção do parque tecnológico consegue-se não apenas
melhorar os serviços de saúde e as condições de trabalho da empresa, mas também auxilia na
identificação de falhas nos processos internos e fluxos de informação do hospital, bem como
enxerga possibilidades e processos de manutenção mais baratos que resultam numa melhor
performance da instituição como empresa.

2. Metodologia:
2.1 Calculo do Número de Horas de Manutenção e Estimativa de Recursos Humanos:

O número de horas necessárias para manutenção e inspeção de cada equipamento foi calculado conforme
a tabela da página 38 do livro “Equipamentos Médico-Hospitalares e o Gerenciamento da Manutenção:
capacitação a distância / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão de Investimentos em Saúde, Projeto
REFORSUS. – Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2002. ISBN 85-334-0556-1”, utilizando a formula abaixo:

12 1 1 1
𝑁𝐻𝑀𝐼𝐴 = 𝑁𝐸 . 𝑇𝑀𝑅 . . . . (1)
𝑇𝑀𝐹 (0,42+0,33) 0,70 0,95
Onde:
• NHMIA: Número de Horas Necessárias para Manutenção e Inspeção por Ano por Equipamento;
• TMR: Tempo Medio entre Falhas do Equipamento;
• 1/(0,42+0,33) : Fator de Correção considerando 42% de reparos e 33% de inspeção;
• 1/0,70 : Fator de correção considerando o fator de produtividade de 70% no Brasil;
• 1/0,95 : Fator de correção para horas remuneradas não trabalhadas (feriados, licenças, etc.).

Além disso, serão definidas porcentagens de dedicação de tempo para cada atividade a ser realizada por
cada técnico. Dessa forma, através do total de horas anuais dedicadas para manutenção por cada técnico
e o valor de NHMIA (Número de Horas Necessárias para Manutenção e Inspeção por Ano por
Equipamento), obtém-se a quantidade de técnicos necessária para a realização do programa proposto
através da seguinte formula:
𝑁𝑀𝐻𝐼𝐴
𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑇𝑒𝑐𝑛𝑖𝑐𝑜𝑠 = (2)
𝐽𝑇𝐴 .𝐹𝐷𝑀

Onde:

• NMHIA: Número de Horas Necessárias para Manutenção e Inspeção por Ano por Equipamento;
• JTA: Jornada de Trabalho Anual por Técnico;
• FDM: Fator de Dedicação a Manutenção por Técnico.

2.2 Especificação da Área Física Necessária:


• Espaço para Manutenção Corretiva e Desenvolvimento: 45 m²
• Recebimento e Limpeza: 10 m²
• Armazenagem: 10 m²
• Banheiros: 4 m²

Portanto, a área física total necessária é de 69 m². Os valores foram estimados com base nas sugestões
propostas no livro “Equipamentos Médico-Hospitalares e o Gerenciamento da Manutenção: capacitação
a distância / Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão de Investimentos em Saúde, Projeto REFORSUS. –
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2002. ISBN 85-334-0556-1” e o custo será estimado com base em dados
de custo médio de construções hospitalares por m² encontrado na revista Construção Mercado.
2.3 Equipamentos Necessários para Teste e Calibração:

Para que o Programa de Engenharia Clínica seja implementado com êxito, são necessários equipamentos
para realização das manutenções e inspeções do parque tecnológico da instituição. Os equipamentos
necessários são definidos conforme os grupos de equipamentos do hospital (eletrônico ou mecânico):

✓ Kit de chaves de fenda e Philips;


✓ Kit de alicates
✓ Estação de Solda;
✓ Multímetro Digital;
✓ Lanterna;
✓ Kit de limas;
✓ Trena;
✓ Kit de chave canhão;
✓ Osciloscópio;
✓ Fonte de Alimentação;
✓ Carregador de Bateria;
✓ Gerador de Funções;
✓ Frequencímetro;
✓ Furadeira;
✓ Prensa de 15 toneladas;
✓ Conjunto de pesos padrão para calibração de balança.
3. Resultados e Custos:
3.1 Calculo do Número de Horas de Trabalho para Manutenção:

Portanto, serão necessárias 3667,8 horas anuais dedicadas a manutenção para os


equipamentos geridos pelo programa de Engenharia Clínica proposto.

3.2 Responsabilidades (%) por membro do grupo:

Técnicos de
% Técnicos Administrativos % Engenheiro Clínico %
Manutenção

Manutenção 80 Suporte Clínico 35 Manutenção 15

Coordenar Serviços
Testes de Segurança 8 40 Supervisão 55
Externos

Modificações (P&D) 6 Modificações (P&D) 10 Modificações (P&D) 25

Treinamentos 6 Treinamentos 15 Treinamentos 5

3.3 Recursos Humanos:


• Técnicos de Manutenção: conforme demonstrado na seção 3.1, são necessárias
3667,8 horas por ano dedicadas a manutenção para bom funcionamento e cuidado
do parque tecnológico gerido pelo programa proposto. Assim, considerando 255 dias
uteis no ano e uma jornada de 8h por dia para cada técnico de manutenção, temos,
através da formula (2):
𝑁𝑀𝐻𝐼𝐴 3667,8
𝑄𝑢𝑎𝑛𝑡𝑖𝑑𝑎𝑑𝑒 𝑑𝑒 𝑇𝑒𝑐𝑛𝑖𝑐𝑜𝑠 = = = 2,25
𝐽𝑇𝐴 . 𝐹𝐷𝑀 8. 255 . 80%
Portanto, o programa de Engenharia Clínica proposto prevê a contratação de 3
técnicos de manutenção com uma jornada diária de trabalho de 40 horas semanais
cada.

• Técnicos Administrativos: estima-se que para cada 3 técnicos de manutenção, se faz


necessário 1 técnico administrativo. Essa estimativa foi feita com base na teoria
organizacional de Joseph Litterer, que considera uma amplitude organizacional ótima
aquela com no máximo três relações, ou seja, a cada três subordinados destinados a
principal atividade do grupo, no caso a manutenção, se faz necessário a presença de
outro intermediário, no caso, administrativo, antes do primeiro nível hierárquico do
grupo, o Engenheiro Clinico. Dessa forma, o programa de Engenharia Clínica em
questão prevê a contratação de 1 técnico administrativo.

3.4 Custo da Área Física Necessária:

Como discutido na seção 2.2, a área física necessária para implementação do programa tem um
total de 69 m². Com base no artigo de Mirian Blanco na revista Construção Mercado, estima-se o
custo de construções hospitalares de R$1.617,91 / m².
Sendo assim, estima-se um desembolso de aproximadamente R$111.635,79 para
desenvolvimento da área física destinada ao programa.
3.5 Custos dos Equipamentos Necessários para Teste e Calibração:

Conforme demonstrado na tabela, estima-se um desembolso de R$9.266,65 com equipamentos


e utensílios para manutenção, testes e calibração.

4. Cronograma de Atividades e Desembolso:

1- Desenvolvimento da área física: conforme demonstrado na seção 3.4, estima-se um


desembolso de R$111.635,79.
2- Contração de técnicos: segundo pesquisas de mercado, estima-se um salário de R$2441,00
por técnico contratado. Seguindo a proposta de 3 técnicos, temos um desembolso mensal de
R$7323,00 somado a eventuais custos de contratação.
3- Treinamento dos tecnicos.
4- Contração de pessoal administrativo: segundo pesquisas de mercado, estima-se um salário
de R$1600,00 por profissional administrativo contratado. Seguindo a proposta de 1
administrativo, temos um desembolso mensal de R$1600,00 contratação somado a
eventuais custos de contratação.
5- Treinamento do Pessoal Administrativo;
6- Aquisição de equipamentos e utensílios para manutenção e calibração: conforme
demonstrado na seção 3.5, estima-se um desembolso de R$9.266,65 para aquisição do
material necessário para manutenção.
7- Catalogação e controle de inventario do parque tecnológico.

5. Conclusão:

Através do Programa de Engenharia Clínica proposto espera-se desenvolver uma área responsável pela
manutenção e gestão do parque tecnológico do Hospital Universitário da Universidade Federal do ABC e,
através disso, otimizar o funcionamento do hospital trazendo a gestão tecnológica para responsabilidade
da própria instituição. A expectativa do grupo é de obter maior controle sobre a tecnologia do hospital,
bem como reduzir os custos da operação no médio prazo já que a manutenção provida pelo programa
terá um custo inferior ao provido através de empresas terceiras.

6. Referencias:

• Equipamentos Médico-Hospitalares e o Gerenciamento da Manutenção: capacitação a distância


/ Ministério da Saúde, Secretaria de Gestão de Investimentos em Saúde, Projeto REFORSUS. –
Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2002. ISBN 85-334-0556-1
• Guia detalha custos de Hospital projetado por Lele, BLANCO, Mirian. Agosto/2009. Disponível em:
<http://construcaomercado17.pini.com.br/negocios-incorporacao-construcao/97/guia-detalha-
custos-de-hospital-projeto-por-lele-299253-1.aspx>
• Custo de Equipamentos Médicos: <https://www.produtoshospitalaresonline.com.br/> Acesso
em: 13/03/2019.
• Joseph A. Litterer. Disponível em: <https://en.wikipedia.org/wiki/Joseph_A._Litterer>. Acesso
em:13/03/2019.

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