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99.

. ANÁLISE
ANÁLISEDINÂMICA
DINÂMICAde
deSISTEMAS COMNNGRAUS
SISTEMASCOM GRAUS
DE
DELIBERDADE
LIBERDADE

Num sistema com N graus de liberdade, a solução depende de N parâmetros.


No caso dos pórticos planos, por exemplo, tem-se

Para um sistema de forças Para um sistema de forças


qualquer: horizontais apenas:

3 G.L. por nó 1 G.L. por andar

A caracterização do comportamento dinâmico da estrutura requer a definição


de

Matriz de RIGIDEZ K

Matriz de MASSA M

Matriz de AMORTECIMENTO C

9.1 MATRIZ DE RIGIDEZ


Como é bem conhecido
Ku= f

Kij – Força de restituição elástica desenvolvida na direcção i devida a um


deslocamento unitário na direcção j

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9.2 MATRIZ DE MASSA
De modo semelhante para a matriz de massa, designa-se

mij – Força de inércia desenvolvida na direcção i devida a uma aceleração


unitária na direcção j

No caso de massas concentradas só nas direcções dos g.l. escolhidos:

m3
m31

m2
m21
m1
m11
u1

Neste exemplo, “não havendo massa nos pilares”, não há transmissão


de forças de inércia entre pisos, i.e. m21 = m31 = m23 = 0, donde

m1 0 0
M =  0 m2 0  Matriz de Massa Diagonal
 0 0 m3 

Quando a massa é distribuída, procede-se do seguinte modo

u(x) u2
ψ1 (x)
1.0 u (x, t ) = ψ1 (x )u1 (t )
u4
x
u1 u3

Seja uma aceleração na direcção de u1. Por derivação de u(x) em ordem


ao tempo, obtém-se
u&&( x, t ) = ψ1 ( x )u&&1 (t )

e as forças de inércia correspondentes vêm

m u&&( x, t ) = m ψ1 ( x )u&&1 (t )

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Quando u&&1 = 1 a força de inércia que se desenvolve na direcção 2 pode ser
obtida por aplicação do Princípio dos Trabalhos Virtuais, impondo um
deslocamento virtual unitário segundo u2, ao qual corresponde uma
deformada dada por ψ 2 ( x )

m21 = ∫ m ψ1 ( x ) ψ 2 ( x ) dx
l

Resulta uma matriz “cheia”, designada matriz de MASSA CONSISTENTE,


por ser definida de modo consistente com todos os g.l. envolvidos.

No contexto do Método dos Elementos Finitos, a matriz de massa obtém-se


por
mij = ∫ N i N j ρ dV
V

em que ρ representa a massa específica.

9.3 MATRIZ DE AMORTECIMENTO


Pode ser definida de modo análogo à matriz de massa. Porém, conforme se
verá mais adiante, na maior parte dos casos, não é necessário obter de
forma explícita a matriz de amortecimento.
Quando necessário, é muitas vezes definida por proporcionalidade às
matrizes de massa e de rigidez através de

C = αM +βK

em que α e β são parâmetros independentes, convenientemente definidos.


Designa-se por matriz de amortecimento de Rayleigh.

9.4 EQUAÇÕES de EQUILÍBRIO DINÂMICO


A sobreposição dos três vectores de forças envolvidas (inércia,
amortecimento e restituição elástica) equilibra o vector solicitação exterior,
resultando no seguinte SISTEMA de EQUAÇÕES de EQUILÍBRIO DINÂMICO:

M u&& + C
{ { u& + K
{ u = f (t )
f I
fa fe

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9.5 MOVIMENTO LIVRE SEM AMORTECIMENTO
Tal como nos sistemas de 1 g.l., a equação de equilíbrio dinâmico reduz-se a

M u&& + K u = 0

Vejamos em que condições pode ocorrer um movimento que satisfaça esta


equação.

Seja uma deformada u cuja grandeza varie sinusoidalmente com o tempo:

φ1

φ2  φ1 
 
u = φ sen w t φ = φ 2 
φ 
φ3  3

φ - caracteriza a forma da deformada, não dependendo do tempo, pelo que

u&& = −φ w 2 sen w t

Substituindo, vem então

− M w2 φ sen wt + K φ sen wt = 0

Sendo estas equações válidas para qualquer instante, implica que

(K − w M )φ = 0
2

Além da solução trivial (nula), este sistema terá outras soluções não nulas se
o respectivo determinante for nulo (sistema indeterminado):

(
det K − w2 M = 0 )
Temos assim um problema de valores e vectores próprios, em que os valores
próprios são os w2.

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Para uma estrutura com N graus de liberdade, a condição de determinante
nulo conduz a uma equação polinomial de grau N nos w2.

Trata-se da Equação Característica do sistema, da qual se pode obter N


soluções w12 , w22 , K , wN2 que são as frequências dos N modos de vibração dos
sistema.

Para cada wn , temos o correspondente φn, modo de vibração que se obtém


resolvendo o seguinte sistema de equações:

(K − w M )φ
2
n n
=0

que tem uma simples infinidade de soluções (ou seja, o vector φn não é
determinado em grandeza).

Obtém-se uma solução particular, por exemplo, fazendo unitária uma das
componentes do vector: φ1n=1 .
O sistema, de N-1 equações em ordem às restantes componentes de φn,
permite determinar este vector:

 φ1n 
φ2n  Vector próprio que caracteriza a
 
φn =   deformada do n -ésimo modo de
M  vibração.
φ Nn 

A determinação de valores e vectores próprios pode ser feita com recurso a


diversos métodos numéricos (método de Jacobi, de Stodola, de sequências
de Sturm, de iterações por sub-espaços)

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9.5.1 Condições de Ortogonalidade

Sejam dois modos de vibração φm e φn.

Para o modo φn tem-se

K φ n = w2n M φ n φn
1
424 3 i j
fn
f in f jn
Forças de inércia

De igual forma para o modo φm

K φ m = w2m M φ m f jm
1424 3
fm φm
f im

Aplicando o teorema de Betti, pode escrever-se


T T
f φm = f φn
n m

(w M φ )
2
n n
T
(
φm = wm2 M φ m )T
φn
T T
wn2 φ n M φm = wm2 φ m M φ n

donde

(w2
n ) T
− wm2 φ n M φ m = 0

Assim, se wn2 ≠ wm2 resulta

T
φn M φm = 0 se m ≠ n

Do mesmo modo se pode proceder em relação à matriz de rigidez:

T
φn K φm = 0 se m ≠ n

Estas expressões são as designadas CONDIÇÕES de ORTOGONALIDADE


dos modos de vibração em relação à matriz de MASSA e à matriz de
RIGIDEZ.

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Exemplo: Considere-se o pórtico de 2 andares abaixo representado, com
vigas supostas de rigidez infinita.

P1 =160 kN
I= ∞

0.3x0.3

3.0
E = 2 ×107 kN / m 2
P 2 =160 kN
I= ∞
0.3x0.3

3.0
5.0

a) Matriz de RIGIDEZ

1.0
K11 K12

12 EI
K11 = × 2 = 12000 kN/m
l3
1.0 K 21 = −12000 kN/m
K21 K22

K12 = −12000 kN/m

K 22 = 24000 kN/m

 12000 − 12000
K = 
− 12000 24000 

b) Matriz de MASSA

160 16.33 0 
mi = = 16.33 ton M =
9 .8  0 16.33

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c) Determinação das FREQUÊNCIAS de VIBRAÇÃO

12000 − 16.33 w 2 − 12000 


K − w2 M =  
 − 12000 24000 − 16.33 w 2 

det (K − w2 M ) = 0 ⇒ (12000 − 16.33 w )(24000 − 16.33 w ) − 12000


2 2 2
=0

w1 = 16.76 rad / s ; f1 = 2.7 Hz

w2 = 43.86 rad / s ; f 2 = 7.0 Hz

d) Determinação dos MODOS de VIBRAÇÃO

1º MODO 12000 − 16.33 × (16.76 )2 − 12000  φ11 


   = 0
24000 − 16.33 × (16.76 )  φ 21 
2
 − 12000

Fazendo φ11 = 1.0 → φ21 = 0.618 1.0

 1 .0 
φ1 =  
0.618
0.618

2º MODO 12000 − 16.33 × (43.86 )2 − 12000  φ12 


 2 =0
 − 12000 24000 − 16.33 × (43.86 )  φ 22 

Fazendo φ 22 = 1.0 → φ12 = −0.618 0.618

− 0.618
φ2 =   1.0
 1.0 

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9.6 ANÁLISE DA RESPOSTA DINÂMICA

A deformada duma estrutura tem sido caracterizada até agora pelas N


componentes do vector deslocamento u no espaço geométrico.
No entanto, a mesma deformada pode também ser caracterizada em termos
dos N modos de vibração, atendendo a que estes podem constituir a base
dum outro espaço vectorial: o espaço modal.
Assim, a amplitude de cada um dos modos será a coordenada generalizada
que permitirá caracterizar qualquer deformada no espaço modal.
Esquematicamente, esta estratégia assume o aspecto seguinte:

φ11 φ12 u1

φ 21
x Y1 + φ 22
x Y2 = u2

φ1 – 1º MODO φ2 – 2º MODO u – DEFORMADA


FINAL

u = φ1 y1 + φ 2 y2

Genericamente N
u = ∑ φ i yi yi – COORDENADAS
i =1 NORMAIS ou MODAIS

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9.6.1 Equações de Equilíbrio Desligadas Sem Amortecimento

Retomando a equação

M u&& + K u = f (t )

N
e substituindo u e u&& = ∑ φi &y&i
i =1

 N   N 
M  ∑ φi &y&i  + K  ∑ φi yi  = f (t )
 i =1   i =1 

T
Pré-multiplicando por φn

 N   N 
φ n M  ∑ φi &y&i  + φ n K  ∑ φi yi  = φ n f (t )
T T T

 i =1   i =1 

e atendendo a que, devido às condições de ortogonalidade, se tem

 N 
φn M  ∑ φi &y&i  = φn M φ1 &y&1 + φn M φ2 &y&2 + K φn M φn &y&n + K + φ n M φ N &y&N = φn M φn &y&n
T T T T T T

 i =1  1 4243 1424 3 1424 3


0 0 0

 N 
φn K  ∑ φi yi  = φn K φ1 y1 + φn K φ 2 y2 + K φ n K φn yn + K + φn K φ N y N = φn K φ n yn
T T T T T T

 i =1  123 1424 3 1424 3


0 0 0

resulta

φ n M φ n &y&n + φ n K φ n yn = φ n f (t )
T T T

Definindo

T
M n = φn M φn massa generalizada para o modo n
T
K n = φn K φn rigidez generalizada para o modo n

Fn (t ) = φ n F (t )
T
força generalizada para o modo n

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Obtém-se a seguinte equação de equilíbrio dinâmico no modo n

M n &y&n + K n yn = Fn (t )

que é uma equação com apenas uma variável incógnita.

Portanto, em vez de um sistema com N equações diferenciais a N


incógnitas, fica-se reduzido a N equações com apenas uma incógnita
cada – são as N equações de equilíbrio desligadas.

Pode ainda verificar-se que wn2 = K n / M n

T
De facto, pré-multiplicando a equação K φ n = w2n M φn por φ n

T T
φ n K φ n = w2n φn M φ n
123 1424 3
Kn Mn

K n = w2n M n

Kn
w2n =
Mn

A resolução das N equações desligadas permite determinar as coordenadas


modais Y1 , Y2 , ... , Yn , ... , YN , e a deformada final obtém-se, tal como já
apresentado, somando as contribuições dos vários modos de vibração:

N
u = ∑ φ i yi
i =1

Esta é a base do designado MÉTODO DA SOBREPOSIÇÃO MODAL !!!

Verifica-se ainda que, sobrepondo apenas as contribuições dos primeiros m


modos de vibração ( com m << N ) se obtêm excelentes resultados

m
u ≅ ∑ φ i yi
i =1

poupando-se um significativo esforço de cálculo em relação à solução


exacta.

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9.6.2 Equações de Equilíbrio Desligadas Com Amortecimento

Admitindo a ortogonalidade dos modos de vibração, também em relação


à matriz de massa, i.e.

T
φn C φm = 0 se m ≠ n

T
e definindo Cn = φ n C φ n o amortecimento generalizado para o modo n,
resulta

M n &y&n + Cn y& n + K n yn = Fn (t )

ou
Cn K F (t )
&y&n + y& n + n yn = n
Mn Mn Mn

Tal como para um simples oscilador de 1 g.l., pode definir-se o


amortecimento crítico para o modo n que virá dado por

Cncrit = 2 M n wn

e o correspondente coeficiente de amortecimento do modo n será

Cn
ξn = ⇒ Cn = ξ n 2 M n wn
Cncrit

obtendo-se finalmente

Fn (t )
&y&n + 2 ξ n wn y& n + wn2 yn =
Mn

uma expressão formalmente idêntica à obtida para um oscilador de 1 g.l.


Portanto, todas as metodologias abordadas para obtenção da resposta
forçada de osciladores de 1 g.l. são directamente aplicáveis ao cálculo
da resposta modal, em particular o integral de Duhamel e as expressões
da resposta à acção sísmica.
Fica assim bem patente a vantagem do método de sobreposição modal.

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9.6.3 Resumo do Método de Sobreposição Modal

1º EQUAÇÕES DE EQUILÍBRIO

M u&& + C u& + K u = f (t )

2º FREQUÊNCIAS e MODOS de VIBRAÇÃO

A partir do cálculo de K e M determinam-se os ww e φφ.

(K − w M )φ = 0
2
→ w1 , w2 , K, wN → φ1 , φ 2 ,K , φ N

3º MASSA e FORÇA GENERALIZADAS

Fn (t ) = φ n F (t )
T T
M n = φn M φn

4º EQUAÇÕES de MOVIMENTO DESLIGADAS

Fn (t )
&y&n + 2 ξ n wn y& n + wn2 yn =
Mn

5º RESPOSTA MODAL À SOLICITAÇÃO

Cada equação pode ser resolvida pelo método mais adequado, por
exemplo usando o integral de Duhamel

1
yn (t ) = Fn (τ)e −ξ n wn (t − τ ) sen wan (t − τ ) dτ
t

M n wan ∫
0

No caso de existirem deslocamentos ou velocidades iniciais, é


necessário adicionar uma parcela correspondente à vibração livre:

 y& (0) + yn (0) ξ n wn 


yn (t ) = e −ξ n wn t  n sen wan t + yn (0) cos wan t 
 wan 

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As condições iniciais em termos de coordenadas modais y (0 ) e y& (0 )
podem ser relacionadas com as correspondentes condições iniciais no
espaço geométrico u (0 ) e u& (0 )
N
De facto, tendo u = ∑ φ i yi
i =1

T
e pré-multiplicando por φn M vem

 N 
φ n M u = φ n M  ∑ φ i yi  = φ n M φ n y n = M n y n
T T T

 i =1 

ou seja T
φn M u
T
φ n M u&
yn = ; y& n =
Mn Mn

pelo que

φ n M u (0 ) φ n M u& (0 )
T T

yn (0) = ; y& n (0 ) =
Mn Mn

6º DESLOCAMENTOS EM TERMOS DE COORDENADAS GERAIS

N
u = ∑ φ i yi
i =1

7º FORÇAS ELÁSTICAS
N
f e (t ) = K u = K ∑ φi yi
i =1

ou, atendendo a que K φi = wi2 M φi

 N 2 
f e (t ) = M  ∑ wi φi yi 
 i =1 

Estas forças são depois aplicadas à estrutura como quaisquer outras


forças, a fim de conhecer os esforços por elas induzidos.

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10 . RESPOSTA
10. RESPOSTAAAACÇÕES
ACÇÕESSÍSMICAS
SÍSMICASDE
DE
SISTEMAS COMNNGRAUS
SISTEMASCOM GRAUSDE
DELIBERDADE
LIBERDADE

A generalização da equação de equilíbrio dinâmico de sistemas de 1 g.l.


sob solicitação sísmica, agora para sistemas de N g.l. conduz a

t
M u&& + C u& + K u = 0

e atendendo a que

u = u + {1}u g u&& = u&& + {1}u&&g


t t
e

resulta

M u&& + C u& + K u = − M {1}u&&g

Em que {1} representa uma


matriz coluna de valores
unitários.

10.1 ANÁLISE MODAL

De acordo com o que foi visto no método de sobreposição modal, a


equação de equilíbrio dinâmico associada ao modo de vibração n é

M n &y&n + Cn y& n + K n yn = Fnef

Fnef = φ n M {1}u&&g
T
Em que
1424 3
Ln

sendo Ln o Factor Modal de Excitação Sísmica

Ln
&y&n + 2 ξ n wn y& n + w2n yn = u&&g
Mn

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A resolução do sistema de um grau de liberdade

u&& + 2 ξw u& + w 2 u = u&&g

conduziu a Sd(w,ξ), o deslocamento que pode ser obtido no espectro de


resposta.

Assim, a equação para o modo de vibração n conduzirá a

Ln L
yn = S d (wn , ξ n ) = 2 n S a (wn , ξ n )
Mn wn M n

Porém, o valor máximo da resposta total não pode ser obtido, em geral,
adicionando as máximas respostas modais, porque estes máximos não
ocorrem todos ao mesmo tempo.

O processo mais corrente para obter a máxima resposta total a partir dos
valores espectrais é calcular a raiz quadrada da soma dos quadrados das
respostas modais:
umax = u12max + u 22max + ...

Este método é aplicável sempre que as frequências próprias dos modos de


vibração que contribuem de forma significativa para a resposta estiverem
bem separadas (i.e., se a relação entre duas quaisquer frequências estiver
fora do intervalo 0.67 a 1.5).
Caso não seja aplicável aquele método, deve-se adicionar as respostas
modais correspondentes às frequências que não estão bem separadas.

Se, por exemplo f2 e f3 não estão bem separadas:

(
umax = u12max + u2max + u3max )2
+ u42max + ...

Alternativamente pode ser usado o Método da Combinação Quadrática


Completa, válido para qualquer relação de frequências:
n n
umax = ∑∑ u
i =1 j =1
imax qij u jmax

em que o coeficiente de correlação qij é dado por

8 ξ 2 (1 + r ) r 3 2 wi
qij = ; r=
(1 − r )
2 2
+ 4 ξ (1 + r ) r
2 2
wj

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EXEMPLO: Continuação do problema do capítulo anterior

e) Determinação das massas generalizadas

16.33 0  1 
M 1 = φ1 M φ1 = {1 0.618}
T
  = 22.57
 0 16.33 0.618

16.33 0  − 0.618
M 2 = φ2 M φ 2 = {− 0.618 1}
T
  = 22.57
 0 16.33  1 

f) Determinação dos factores modais de excitação sísmica

16.33 0  1
L1 = φ1 M {1} = {1 0.618}
T
  = 26.42
 0 16.33 1

16.33 0  1
L2 = φ 2 M {1} = {− 0.618 1}
T
  = 6.24
 0 16.33 1

g) Valores do espectro de resposta

Seja ξ = 5% ; Terreno tipo 2 ; Acção Sísmica tipo I

f1 = 2.7 Hz → S a1 = 310 cm / s 2

f 2 = 7.0 Hz → S a2 = 400 cm / s 2

h) Coordenadas modais

26.42 3.1
y1 = × × 0.3 = 0.00388 m
22.57 16.757 2
coef. de sismicidade da zona

6.24 4.0
y2 = × × 0.3 = 0.00017 m
22.57 43.862

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i) Deslocamentos modais

1º Modo 2º Modo
0.00388 − 0.000106
u1 = φ1 y1 =   u 2 = φ 2 y2 =  
0.00240  0.00017 

j) Deslocamentos máximos

u1max = 0.003882 + 0.0001062 = 0.00388 m

u2max = 0.0024 2 + 0.00017 2 = 0.00241 m

l) Forças modais por andar

 12000 − 12000 0.00388 17.76


f s = K u1 =   0.00240 = 11.04 kN
1
 − 12000 24000    

ou, recorrendo às forças de inércia

L1 S a L
f s = M w12 φ1 y1 = M w12 φ1 2
= M φ1 1 S a1
1 M 1 w1 M1

16.33 0   1  26.42 17.78


=   × × 31 ×4
.12
4 .3 = 
03  kN
 0 16.33 0.618 22.57 S a1 10.99

− 3.336
Operando de forma análoga para o 2º modo, vem fs =  kN
2
 5.4 

Corte Basal Máximo: Rmax = 28.82 2 + 2.064 2 = 28.89 kN

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10.2 MÉTODO DE RAYLEIGH

Considere-se na análise apenas o 1º modo e admita-se que pode ser obtido


pelo seguinte processo:

Solicitação gravítica na horizontal


F1
d1
Fi = mi g
F2
d2  d1 
d 
F3
 
d3
Kd = F → d = 2
F4
d4  ... 
d N 

K1 T T
Resulta então w12 = em que K1 = d K d e M1 = d M d
M1
 F1 
F 
K1 = d F = ∑ Fi d i  
d F = {d1 ... d N } 2 
T
Mas T
d2
i
 ... 
 FN 

m1   d1 
 m2  d 
T
g M1 = d M g d → g    2 
 O  M 
 
 mN  d N 
= ∑ Fi d i2

{d1, d2 , ..., d N }{d1F1 , d2 F2 , ..., d N FN } = ∑ Fi di2


Donde:

g ∑ Fi di 1 g ∑ Fi di
w= f =
∑F d i i
2
2π ∑F d i i
2


Sa

A aceleração modal máxima vem então

L1
&y&1 = Sa
M1

L1 = d M {1} =
T ∑F d i i
; &y&1 = ∑F d i i
Sa
g ∑F d i i
2

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Donde a componente j do vector aceleração devida ao 1º modo vem

u&&1 j =
∑F d i i
Sa d j =
w2 Sa
dj
∑F d i i
2
g

Sa 2
E as forças de inércia serão dadas por F1 j = m j u&&1 j = w mj d j
g

Estas forças aplicadas na estrutura permitem obter a sua resposta à acção


sísmica.
Este método conduz a resultados que comparam bem com os obtidos pela
análise modal.

Resolução do problema em estudo pelo método de Rayleigh

160 kN
d1 = 0.0399
0.0399
d = 
160 kN
d 2 = 0.0266 0.0266

∑F d i i
=
∑d i
= 28.918 f =
1
9.8 × 28.918 = 2.7 Hz → Sa = 310 cm/ s 2
∑F d i i
2
∑d i
2

3.1× 0.3 160 0.0399 17.52


w = 16.83 rad/s F= ×16.832 ×  =  kN
9.8 9.8 0.0266 11.68

17.52 kN

A resposta da estrutura à acção


11.68 kN
sísmica obtém-se determinando os
deslocamentos e esforços devidos a
esta acção.

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10.3 ASPECTOS REGULAMENTARES (R.S.A.)

10.3.1 Caracterização da Acção dos Sismos

Espectros de RESPOSTA Æ Análise DINÂMICA

Através de: Espectros de POTÊNCIA Æ Análise DINÂMICA

Coeficiente Sísmico de Referência Æ Método Simplificado de


Análise Estática

Dependem do Terreno: Tipo I , II ou III

Dependem da Zona Sísmica: A , B , C ou D

Coeficiente de Sismicidade α

Há que considerar Duas Acções Sísmicas:


Acção Sísmica Tipo 1 – corresponde a sismos de magnitude moderada
a pequena distância focal
Acção Sísmica Tipo 2 – corresponde a sismos de maior magnitude a
maior distância focal

10.3.2 Determinação dos Efeitos da Acção dos Sismos

Há diversos métodos com diferentes graus de rigor, generalidade e de


complexidade.

Métodos Gerais e
“Exactos”

ADE
X ID
Método Simplificado PLE
M
de Análise Estática CO

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i) MÉTODO PADRÃO
Estrutura Tridimensional, Análise Dinâmica e Não-Linear

F
Fe,máx.
u
60%
40%

u
u&&g

Elástico

Redução para 60%


Redução para 40%

Desde que a estrutura tenha DUCTILIDADE adequada, podem obter-se


menores esforços, ou melhor: podem ser adoptadas menores forças sísmicas
de dimensionamento.

ii) Estrutura Tridimensional, Análise Dinâmica, Comportamento Linear e


Coeficientes de Comportamento

iii) Estruturas Planas, Análise Dinâmica, Comportamento Linear,


Coeficientes de Comportamento e Correcção de Efeitos de Torção

iv) Método Simplificado de Análise Estática

v) Método de Recurso 0.22 α Fi

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Em qualquer dos métodos existe um limite inferior para o efeito da acção dos
sismos, de modo a garantir uma resistência mínima a forças horizontais.

R (θ) – máxima força de reacção horizontal na direcção θ (ex: X ou Y)


P – peso da estrutura

R – mínimo de R (θ)

R
δ= ≥ 0.04 α Limite Inferior
P

Se δ < 0.04 α multiplicar resultados por 0.04 α δ

Existe também um limite superior: δ < 0.16 α

Se δ > 0.16 α pode dividir - se os resultados por δ 0.16 α

As massas a considerar na análise correspondem ao valor médio das cargas


permanentes + valor quase-permanente das cargas variáveis.
As características de rigidez e amortecimento devem corresponder a valores
médios das propriedades dos materiais.

10.3.3 Método Simplificado de Análise Estática

Condições de Aplicação

i) A distribuição de massa e de rigidez em planta deve ser proporcionada

Cg < 0,15b b
CR

< 0,15a

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Centro de Rigidez de um piso (Cr) - Ponto no qual a aplicação de uma força
horizontal, origina apenas deslocamento de translação na direcção da força
(não provoca rotação).

F~Iy

CR

Rx

F~ Ix
Ry

ii) Distribuição vertical de massa e de rigidez sem grandes variações

iii) Malha ortogonal e pouco deformável

8
f > 0.5 Hz ou f > Hz (n = nº de pisos)
n
d i +1 − d i
< 1.5%
hi +1,i

iv) Pisos indeformáveis no seu plano

A acção do sismo é quantificada através de:

β = α β0 η
Coeficiente de
Coeficiente Comportamento
Sísmico Coeficiente Sísmico
de Referência

S ,β
a 0 ξ =5 %

400
β
0

200 A S2
A S1

1 2 3 4 5 6 7 f(Hz)
0.04 α < β < 0.16 α

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Estimativa da Frequência:

12
Estrutura Tipo Pórtico f = Hz (n = nº de pisos)
n
16
Estrutura Tipo Pórtico - Parede f = Hz
n
6b
Estrutura Tipo Parede f = Hz
h

Valores e Distribuição das Forças Estáticas


n

∑G j =1
j

Fki = β hi Gi n

∑h
j =1
j Gj

aplicadas, em cada piso i, com as seguinte excentricidades relativas ao centro


de massa

CRi e 2i e1i

Cgi
e1i = 0.5bi + 0.05a

e2i = 0.05a

bi Fi

As forças Fki nos pisos devem ser consideradas todas com as excentricidades e1i
ou todas com e2i, conforme o que for mais gravoso para o elemento em estudo.

Quando há simetria e distribuição uniforme de rigidez em planta pode afectar-se


os resultados do seguinte factor de correcção dos efeitos de torção

0.6 x
ξ = 1+
a

onde x é a distância do elemento em estudo ao centro de massa (ou de rigidez,


uma vez que ambos coincidem)

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Justificação dos Valores e Distribuição das Forças Estáticas

Quantificação da força de corte basal

Distribuição de Rb em altura de acordo com a forma triangular invertida que


tem por base a contribuição do 1º modo apenas e com uma configuração
linear (aproximação aceitável apenas para estruturas regulares em altura).

un Fn
mn

u n-1 F n-1

ui h Fi
u&&i = i u&&n
mi
hn
hn
F2
hi u

F1

h1

Rb
 u&& 
Fi = mi u&&i = mi hi  n 
 hn 
n n
 u&&   u&&  n
⇒ Rb = ∑ Fi = ∑ mi hi  n  =  n  ∑ mi hi
i =1 i =1  hn   hn  i =1
n n
u&&n
⇒ ∑ mi hi = β g ∑ mi
n
Como: Rb = β ⋅ g ∑ mi
i =1 hn i =1 i =1
n

 &&  ∑m i
(∴)  un  = β g n
i =1

 hn 
∑mh
i =1
i i

declive da deformada

 n n

Então:
 ∑m i ∑G  i
 Fi = mi hi β g n
i =1
= β G h
i i n
i =1

 Gi hi 
 ∑
i =1
mi hi ∑i =1


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Excentricidade das forças sísmicas (RSA) (justificação)

e1i = 0.5bi + 0.05 a // e2i = 0.05 a

bi
c ri c gi
e 2i e1i

0.05 a – Parcela que se destina a atender à componente da rotação do sismo


(ou melhor à diferente intensidade com que actua nos diversos
elementos verticais da base do edifício ao longo da direcção normal à
da acção sísmica), e ainda ao facto de, havendo comportamento não
linear, se gerarem assimetrias de rigidez porque um dos lados pode
entrar primeiro em regime não-linear do que o seu simétrico, ficando
portanto com menor rigidez.
No caso de haver simetria estrutural e de massa, Cr = Cg , as
excentricidades coincidem em valor (mas não em sentido, pelo que
há que considerar ambos)

0.5 bi – Parcela para atender ao facto de a resultante das forças de inércia


reais não passarem exactamente pelo centro de massa, devido à
natureza dinâmica do problema, i.e., por existirem massas a vibrar
que se podem deslocar, alterando portanto a posição da resultante
das respectivas forças de inércia.

O factor de correcção para efeitos de torção em estruturas simétricas com


rigidez uniformemente distribuída (ξ = 1+0.6 x/a) pode ser deduzido a partir da
condição de que |e1i| = |e2i| = 0.05a e da distribuição uniforme de rigidez (ou
seja, da distribuição uniforme de forças resistentes ao nível do piso).

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10.4 EXEMPLO DE APLICAÇÃO

4.0m
Estrutura Porticada Simples – Análise Sísmica na maior direcção

Dimensões:

Vigas: b = 0,2m; h = 0,5m


4.0m

Pilares: b = 0,35m; h = 0,35m


(até ao 3º piso)
b = 0,25m; h = 0,25m
(restantes pisos)
E = 21.0 GPa
Cargas
3.0m

G = 5,5 kN/m2 ;
Q = 2,0 kN/m2
Peso próprio de vigas e pilares:
3.0m

1.0 kN/m2
Cargas permanentes por piso:
3.0m

(8x15,0)x(5,5+1,0) = 780 kN
3.0m

Sobrecargas por piso:


8,0 x 15,0 x 2,0 = 240 kN

Gi = 780 + ψ2 x 240 =
4.0m

= 780 + 0,2 x 240 = 828 kN

5.0m 5.0m 5.0m

Coeficientes de comportamento:
Esforços: η = 2,5

Deslocamentos: η = 1,0
Terreno tipo I

Local: Porto ( α = 0.3)

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S a w2
10.4.1 Análise Dinâmica (Método de Rayleigh) Fi di Fi d i Fi d i2 Fi d i
g 2η
828
828 .2987 243.3 73.88 24.24

828
828 .2656 219.9 58.4 21.56

828
828 .2013 166.7 33.56 16.34

828
828 .1569 129.92 20.38 12.74

828
828 .0975 80.74 7.88 7.92

844.6 194.1

24.24
0.71 cm

21.56

16.34 f =
1
g
∑F d
i i
=
1
42.64 = 1.04 Hz
2π ∑F d
i i
2

12.74
SaI = 1.48 m/s 2 SaII = 1.84 m/s 2

7.92 S a = SaII × α =1.84 m/s 2 × 0.3 = 0.55 m/s 2

S a w2
44.46 49.77
= 0.098
g 2η

Máximo deslocamento horizontal = 0.71 x 2.5 = 1.775 cm


Momento nos pilares extremos = 44.46 kN.m
Momento nos pilares interiores = 49.77 kN.m
Soma das reacções horizontais = 82.8 kN
Verificação de corte basal mínimo e máximo: 0.04α < 82.8 /(828 * 5) < 0.16α

RAZÃO ENTRE AS CARGAS GRAVÍTICAS E ACÇÕES HORIZONTAIS


24.24 / 828 = 0.03 ; 21.56 / 828 = 0.026 ; 16.34 / 828 = 0.020
12.74 / 828 = 0.015 ; 7.92 / 828 = 0.010

Na zona D, em geral, a maior força sísmica não ultrapassa 10% das


cargas gravíticas.

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10.4.2 Análise Estática (método simplificado)

10.4.2.1 Usando a estimativa do R.S.A. para a frequência

12 12 α 0.3
f = = = 2.4 Hz β 0 = 0.17 f = 0.26 β = β0 = 0.26 × = 0.031
η 5 η 2.5
0.04α = 0.012 < 0.031 < 0.16α = 0.048

Fki = β hi Gi
∑G i
= 0.031 hi 828
(1 + 1 + 1 + 1 + 1) = 2.567 hi
∑h G i i (4 + 7 + 10 + 13 + 16)
41.072
1.14 cm

33.371

25.67

17.969

10.268

68.96 77.27

COMPARAÇÃO COM A ANÁLISE DINÂMICA (método de Rayleigh)


Máximo deslocamento horizontal = 1.14 x 2.5 = 2.85 cm (+ 61%)
Momento nos pilares extremos = 68.96 kN.m (+ 55%)
Momento nos pilares interiores = 77.27 kN.m (+ 55%)
Soma das reacções horizontais = 128.35 kN (+55%)

10.4.2.2 Usando a frequência calculada pelo método de Rayleigh

β 0 = 0.17 1.04 = 0.173

Máximo deslocamento horizontal: 2.85 x (.173/.26) = 285 x .67 = 1.9cm (+ 7.0%)


Momento nos pilares extremos = 68.96 x .67 = 45.88 kN.m (+ 3.0%)
Momento nos pilares interiores = 77.27 x .67 = 51.4 kN.m (+ 3.3%)
Soma das reacções horizontais = 128.35 x .67 = 85.4 kN (+3.1%)

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