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O EXPRESSIONISMO

O expressionismo sempre existiu e sempre vai denunciar, registrar a dor humana. O


expressionismo nunca vai pintar sobre aquela emoção gostosa que se observa nos quadros
impressionistas, a belle epoque. O expressionismo, que sempre existiu, não pode ser
chamado de um simples estilo. É uma constante na história da arte. Desde que o homem
é homem ele faz expressionismo embora não fosse consciente dessa denominação. O
expressionismo vai surgir, como corrente artística, no princípio do século XX. Desde a
pré- história, quando o homem deformava um bisonte ou abutre, ele já era expressionista
deformando por necessidade própria.
Goya, no final de sua vida, já era expressionista sem saber. Deformava em uma busca
muito forte, um apelo a sua emoção, do que estava acontecendo no seu país. Esse termo
vai existir também na música. Ex.: música expressionista. Tanto o abstracionismo quanto
o expressionismo estão muito fortes ainda no século XX. O impressionismo continua forte
somente na forma e não mais no conteúdo. Ninguém vai pintar mais sobre a “belle
epoque” pois, não tem mais sentido de pintar o impressionismo hoje com o conteúdo do
século passado. Pode-se usar a mesma técnica hoje, mas com conteúdo atual. O
expressionismo vai surgir entre 1904 a 1909, mudando tudo sobre a estética grega que
estávamos acostumados a ter como padrão ou ideal de beleza.

Existem dois aspectos no expressionismo: o aspecto técnico e o psicológico.

O aspecto técnico é aquela acentuação bem forte, bem preta dos contornos ao redor das
figuras, ao redor de tudo. É muito forte, muito violento. Pode ser preto, roxo, vermelho,
não importa a cor, mas sempre vai ter contrastes violentos no interior da figura.
Normalmente usam cores puras. No aspecto psicológico é uma arte quase que de instinto,
porque as pinceladas são muito nervosas, muito rápidas, o oposto da pincelada delicada
do impressionista. Os primeiros artistas plásticos que foram chamados de expressionistas
foram os alemães. Foi publicada pela primeira vez em uma revista alemã chamada de "A
tempestade". Essa revista veio a comentar que aqueles artistas expressavam só dor,
amargura, etc.

Obs.: Quase todas as principais correntes expressionistas são nórdicas. Lá existe uma
falta de comunicação muito grande, o tempo é ruim com pouco sol, ficando meses
trancados em casa por causa das tempestades de neve. Essa falta de comunicação,
solidão interior, de não facilidade para se expandir e falar com o próximo é que faz com
que surja o expressionismo. Vem do comportamento introvertido do homem, quando
ocorre uma grande catarse que se projetará na pintura, música, fotos, filmes, etc. É
muito forte na Alemanha e nos países nórdicos.
Esses alemães vão fazer um trabalho chamado "A Ponte". Esse grupo é fantástico formado
por três artistas citados anteriormente excluindo-se Edward Münch e Emil Nolde. "A Ponte"
significa a ligação entre o visível e o invisível. Nesse principio do século XX vai aparecer
todos os “ismos” como: cubismo, dadaísmo, expressionismo, abstracionismo, fovismo, etc.
É lógico que essas correntes vão ter influências entre si. Todas essa correntes do principio
do século vão ter influência da arte selvagem (dos africanos).
“Arte selvagem” é a arte da descoberta da existência da África. Como o Picasso, todos os
pintores expressionistas vão descobri-la. Portanto, o expressionismo tem a ver com a arte
selvagem. "A Ponte" também vai ter alguma coisa de arte selvagem, como todas essas
correntes do princípio do século que ficam encantadas com essa arte. Eles vão pensar que
o homem é livre. É uma arte muito instintiva, fantástica e onde colocam tudo o que eles
sentem e sem muitos parâmetros com a arte acadêmica. Normalmente a Arte Selvagem
está muito ligada principalmente à arte da Polinésia Francesa. A arte da Polinésia é muito
expressionista. Essa influência "exótica" foi muito forte para os franceses e para os
nórdicos. Os impressionistas eram muito “doces” para esse “amargo” nórdico.

Os principais enfoques do expressionismo são:


No aspecto social, o interesse pelo drama individual (oposto do impressionismo que só
retratava o belo). Protesto contra tudo, contra a burguesia (o expressionismo sempre vai
ser um protesto). Tudo é exagerado e tudo é distorcido para retratar "aquela emoção,
aquela dor". É a própria deformação da figura. Quando o artista deforma a figura ele
obedece a um desejo de fazer um apelo à emoção com muito vigor até mesmo na alegria.
Expressionista é a emoção e o Impressionista a sensação.

Um assunto expressionista é sempre distorcido, amargo, dolorido. O expressionismo não é


belo no sentido da estética. A caricatura também é expressionista, porque distorce para
representar algo interessante e tem humor. Uma obra expressionista é um golpe para quem a
vê. Mexe com a cabeça, com as emoções. O expressionismo vai expandir fortemente antes da
1a. Guerra Mundial, na Alemanha. Com a guerra, os pintores se dispersaram tanto que quase
acabaram com a corrente, ressurgindo novamente mais tarde. A corrente expressionista tem
uma forte distorção, mas cada um tem o seu estado mental que pode colocar no seu trabalho.
Não existe uma regra ou característica muito unida, como no renascimento, no barroco (com
a diagonal e sem uma figura no centro), etc. Só pode ser colocado que se caracteriza pela
distorção, uso de cores fortes, mas o estado mental difere de cada um que pinta. Tudo é
possível. Existe uma abertura muito maior que no impressionismo. Os pintores expressionistas
não eram muito unidos. Existia uma diferença de conteúdo entre os pintores expressionistas
nórdicos alemães e os pintores nórdicos franceses.
Ex.: Edward Münch pintou muito sobre a morte, pois seu pai era médico e Münch
presenciou esse assunto. Rotluff, pintor francês expressionista, é latino e vai pintar muito
a igreja católica, os santos, como se fossem vitrais e a Joana D'Arc (que vai fazer um
contorno preto na figura da Joana D'Arc como se fosse vitral). Vai pegar uma santa que
jamais será tema dos expressionistas nórdicos alemães. O conteúdo é muito de cada um.
Portinari é expressionista, nascido no Brasil. O seu conteúdo será sobre os retirantes, que
é um assunto brasileiro. Jamais seria um conteúdo dos países nórdicos. Não tem
nenhuma aberração, a dor é bonita. O individualismo em um pintor expressionista é
muito forte. O impressionista vivia sempre em grupos. O homem do século XX é
extremamente individualista, fragmentado. A personalidade do pintor expressionista tem
como característica a necessidade de se isolar para criar uma técnica própria adequada
para os seus fins pessoais expressivos. "A Ponte", que surgira no início do século XX
(1905-1906) e queria ligar os 2 mundos, acabou em 1913 por causa da guerra, separando
esses pintores. O nome expressionismo surgiu em 1912.

Surge um outro grupo de expressionismo chamado de "O cavaleiro azul", na Alemanha. Eles
eram partidários do abstracionismo. Um pintor chamado Franz Marc pintou um quadro chamado
"Cavaleiro Azul". Outros pintores acharam fantástico o seu trabalho e se reuniram ao seu redor
formando um grupo chamado Cavaleiro Azul (devido a esse quadro). Esses pintores desse
grupo foram: Paul Klee, Kandinsky (grande paixão deles) e Franz Marc.

Paul Klee, nasceu em Berna, na Suíça. Em 1921 foi professor de desenho da Bauhauss.
Era desenhista supremo. Embora tenha pertencido ao grupo do "Cavaleiro Azul", ele tem
que ser separado dos expressionistas por ter uma pintura diferenciada. Entre os artistas
modernos ele é o mais individualista. Não segue nenhuma corrente artística. Tinha um
mundo próprio por criar leis próprias de perspectiva e de lógica. Criou flores, uma fauna
estranha, etc. Alguns críticos acham-no um pouco infantil, às vezes primitivo e louco. Para
ele tudo era normal e tinha lógica. Tudo era religioso e mágico. Ele era um homem
extremamente intelectual, detalhista e sua arte se desdobra até o infinito. Paul Klee nega
a realidade da percepção normal transformando tudo o que você acha que é certo e
normal. Paul Klee, que surgiu no expressionismo, acabou deixando de ser para se tornar
Paul Klee mesmo. É considerado um dos grandes artistas do século XX. No pós-guerra,
os expressionistas ressurgem com grande energia na Alemanha. Hitler, em 1933, vai
expulsar todos eles porque achava que pintavam uma arte degenerada, horrível, de gente
louca. Exilados, vão ressurgir em várias partes do mundo como no Brasil, Nova York, etc.
Os expressionistas usam muita gravura em metal.
Resumo:
O Expressionismo vai surgir entre 1904 a 1909, mudando tudo sobre a estética grega que
estávamos acostumados a ter como padrão ou ideal de beleza.

O Expressionismo, através da distorção de formas e uso característico de cores e linhas


procura imprimir impacto emocional aos trabalhos artísticos.

Maior interesse na interiorização da expressão artística do que na sua exteriorização, isto


é, se fundamenta na apreensão apaixonada da realidade pelo artista.

O termo, de um modo geral, pode designar qualquer trabalho na História da Arte em que o
naturalismo cedeu espaço a essa representação emocional e distorcida do mundo.

Entendido de maneira mais ampla, a palavra se refere a qualquer manifestação subjetiva


da criação humana.

O Expressionismo surge de um desdobramento do pós-impressionismo, recebendo


influências de uma série de artistas pertencentes a este período.

Fundamenta-se basicamente na individualidade e alto grau de subjetividade do artista,


expressando, na grande maioria das vezes, naturezas isoladas e místicas.

É a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando”


sentimentos humanos.

Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à


miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.

Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais.

Tudo é exagerado e tudo é distorcido para retratar "aquela emoção, aquela dor".

Corrente artística concentra da especialmente na Alemanha entre 1905 e 1930.

Pesquisa no domínio psicológico;

Cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;

Dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;

Pasta grossa, martelada, áspera;

Técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou


provocando explosões;

Preferência pelo patético, trágico e sombrio.

Alguns dos principais pintores:


Edward Münch (artista principal dos expressionistas), Ernest L. Kirchiner, Karl
Schimt-Rotluff, Egon Schiele, Max Beckmann
Edvard Münch (Løten, 12 de Dezembro de 1863 — Ekely, 23 de Janeiro de 1944)
foi um pintor norueguês, um dos precursores do expressionismo alemão.

A Dança da Vida (1899-1900)

Ernst Ludwig Kirchner (Alemanha, 1880 - Davos, Suíça, 1938) foi um pintor expressionista
alemão. Um dos fundadores do grupo de artistas chamados Die Brücke — A Ponte. Sensual,
erótico, libera algo profundo, o que vai na alma. Obsessiva atmosfera de solidão.

Auto-retrato como soldado (1915)


Egon Schiele (Tulln an der Donau, 1890 — Viena, 1918) foi um pintor austríaco ligado ao
movimento expressionista.

The House-Bend, or Island City (1915)

Max Beckmann (12 de fevereiro de 1884 em Leipzig - 28 de dezembro de 1950 em Nova


Iorque) foi um pintor expressionista alemão e artista gráfico cujas obras transmitem uma
visão pessimista da sociedade.

Carnaval (1943)
CUBISMO

É o início da idade moderna do mundo, da arte. Em 1900, ano em que Picasso chegou à
Paris em sua primeira visita, Freud estava publicando a interpretação dos sonhos. No ano
de 1904 Einstein escreve sobre a teoria da relatividade que vai mudar totalmente o
conceito do universo. Pode também ser notado, no início do século XX, o surgimento de
muitas dúvidas e interrogações. Dúvidas, por exemplo, sobre o consciente e inconsciente,
etc. Na arte também houve uma série de mudanças. Durante cinco séculos, desde o pré-
renascimento até hoje, os artistas vão buscar em suas pinturas as aparências externas e o
bom pintor será aquele que vai pintar realmente o objeto como ele é. De repente, os
pintores, a partir de 1900, vão pintar muito mais o que sentem do que o que vêem.

Quando se fala em mudança precisamos falar de um estilo que mudou muito a arte no mundo e
provocou uma revolução na estética. Essa mudança foi realizada em 1906, 1907 pelo Picasso
quando ele pintou "Le Mademoiseille D'Avignon". Essa revolução foi fantástica.

O Cubismo vai ser uma reação contra a afirmação de que o mundo que nos cerca é acadêmico.
O cubismo virou 400 anos de arte de pernas para o ar. Os pintores Cubistas como Picasso,
Fernando Leger, Braque, Juan Griss, os mais famosos, foram muito apoiados na imprensa pelos
escritores que publicavam sobre essa nova arte muito intelectual.

A arte Cubista é muito mais conceitual, racional, do que emoçional e de sensação. A arte
Cubista é uma arte muito elaborada. O Cubismo se vale muito da memória do fruidor do
que dos objetos concretamente vistos pelos olhos. O pintor cubista vai pegar um objeto e
quebrá-lo em partes. A minha memória é que vai ter que olhar essas partes e montar
novamente o objeto. É por isso que é muito racional. Vai depender muito da minha
memória. Em uma pintura Cubista, o fruidor vai ter que usar muito o raciocínio para
entender a obra. Já em uma pintura como a Barroca ou Impressionista o fruidor vai usar o
que sente para entendê-las.

O Cubismo procura a essência da visão humana, a particularidade cultural de cada objeto.


Para ser um bom pintor cubista na essência certamente será um homem culto. É preciso
muito estudo e intelectualidade. É a recuperação da nova visão da arte através de um
conceito intelectual, da razão. É extremamente conceitual muito mais que perceptual.

Os cubistas vão pintar e representar um objeto através do lado que nós vemos e do lado que
nós não vemos desse objeto. Ele vai imaginar, criar fragmentos para representar todos os lados
do objeto, segundo o conhecimento intelectual que ele tem dessa representação.
O cubismo não aceita nunca o momento estático. Ele é totalmente dinâmico. Vai ser uma
nova forma de ver e representar o mundo.

Os Cubistas não dão valor à perspectiva. Eles constróem espaços pictóricos onde eles
determinam as representações. É um espaço pictórico que não tem nada a ver com a
representação da realidade.

Para que possamos entender Picasso, temos que conhecer o homem e o artista. É muito
importante conhecer Picasso porque todas as fases de sua pintura tem muito a ver com a
retratação de sua própria vida e da época em que viveu, como exemplo: Durante a
segunda guerra mundial quando os alemães bombardeavam Paris e ocorria o black-out, os
aliados pediam que colocassem panos escuros roxos nas janelas para que os aviões não
avistassem as luzes das casas. Nessa fase toda sua pintura terá panos roxos.
Quando morre sua cabra, seu bichinho de estimação, ele vai pintar tudo com cabra,
inclusive broches, esculturas, etc.

Antes de falar sobre sua vida é preciso deixar registrado a soberba vitalidade de um artista
continuamente dedicado à criação até seus últimos momentos de vida. Dono de uma
dinâmica constante, Picasso sempre esteve em movimento criando e deixando estilos e
frases de forma a garantir uma obra cuja característica básica era a busca de sua
individualidade. Ele é extremamente individualista. Foi um homem artista em perene
evolução, o que marcou sua obra. “Arte” é uma perene evolução. É busca, é procura.
Dificilmente houve alguém que tivesse superado Picasso no sentido do que seria arte do
século XX. Sempre numa constante busca e inovação, sua obra é inconfundível. Foi
cubista somente 5 anos e depois foi “Picasso”.

No museu Gugueheim, em New York, tem 8 obras dele. Essas obras são as melhores de
cada fase. Tem muita obra de Picasso em Barcelona, no Museu Moma mas, a do Museu
Gugueheim é a melhor. Dizem que foi Matisse que ao olhar o quadro do Picasso com
Braque disse: "Você está pintando só cubo! Mas isso é cubismo!" Muitos outros também
tiveram a mesma opinião.

O movimento cubista se divide em várias fases:

FASE CÈZANNEANA, quando os artistas e principalmente Picasso e Braque se interessam


e estudam muito as obras de Cezanne.
FASE SINTÉTICA, o artista fragmenta e decompõe, por ex.: o artista vai representar um
olho no lugar da testa e o outro na orelha, no próprio rosto, na região a que pertence.
Nunca irá colocar o olho no joelho.

FASE ANALÍTICA, quando é totalmente fragmentado, por ex.: um olho pode estar
localizado no dedo do pé. Você tem que montar a figura toda como em um quebra-cabeça.
A sua memória é que vai ter que montar a figura.

O objeto nunca vai ser representado como foi visto, mas como foi pensado pelo artista. Na
estética da arte, o Cubismo é considerado uma arte bastante intelectualizada. A técnica
cubista apresenta várias texturas. Tem aspectos extremamente renovadores para a época,
quando começaram a fazer “colagens”.

Picasso falou o seguinte: "Para que vou pintar um pedaço de madeira, se posso colar a
própria madeira na pintura?. O mesmo com o jornal, areia, etc.” Isso vai mudar muito a
visão da arte. As letras gráficas vão aparecer com Picasso e Braque. Picasso vai assinar o
nome no meio da obra como que fazendo parte dela.

O jornal vai ser muito usado na colagem. É o cotidiano. É o novo homem que vai pegar
esse hábito de ler jornal, exatamente nessa época que ocorre o cubismo, nesse começo de
século. Esse hábito vai ser registrado historicamente nas obras de Picasso.

O cubismo sempre vai ser figurativo de um modo geral, mas também pode ser abstrato.
Na verdade o abstracionismo tem muito a ver com o cubismo. Quando o cubismo
fragmenta tudo chega a ser quase um abstrato. No cubismo analítico, a imagem já é
quase um abstrato.

Braque e Picasso vão pintar juntos na montanha (onde Cezanne pintava), que parecia um
cone, de forma muito parecida e não vão assinar seus nomes, já que era um estudo. Os
dois quadros ficaram idênticos. Eles voltaram e surgiram com a idéia da colagem, cada um
escolhendo seu pedaço de jornal.

Houve muita confusão para que os historiadores identificassem a obra de um e de outro.


Teve uma exposição somente com esses trabalhos, na National Gallery de Londres, para
que as pessoas soubessem distinguir entre Picasso e Braque.

Essa exposição mostrava a diferença entre os dois: Picasso tinha recortes de jornal
somente de assuntos alegres sobre touradas, festas, etc. Braque, que era introspectivo,
triste, somente recortava assuntos fúnebres, sobre perdas, morte e sempre de
circunstâncias do cotidiano como alguém que perdeu uma cadeira, a vida, a mulher, etc.
Picasso jamais iria fazer isso.

Uma obra cubista tem que ser vista pela razão para depois sentir a emoção. Quanto mais
você sabe, mais sentirá essa emoção. Uma obra de arte do século XX, você tem primeiro
que saber, entender, para depois sentir a emoção.

Definição (Itaú Cultural)

Movimento artístico cuja origem remonta à Paris e a 1907, ano do célebre quadro de Pablo
Picasso (1881 -1973), Les Demoiselles d'Avignon. Considerado um divisor de águas na história
da arte ocidental, o cubismo recusa a idéia de arte como imitação da natureza, afastando
noções como a perspectiva e a modelagem, assim como qualquer tipo de efeito ilusório. "Não se
imita aquilo que se quer criar", dirá Georges Braque (1882 -1963), outro expoente do
movimento. A realidade plástica anunciada nas composições de Braque leva o crítico Louis
Vauxcelles a falar em realidade construída com "cubos" no jornal Gil Blas, 1908, o que batiza a
nova corrente. Cubos, volumes e planos geométricos entrecortados reconstroem formas que se
apresentam, simultaneamente, de vários ângulos nas telas. O espaço do quadro - plano sobre o
qual a realidade é recriada-rejeita distinções entre forma e fundo ou qualquer noção de
profundidade. Nele, corpos, paisagens e sobre tudo objetos como garrafas, instrumentos
musicais e frutas, têm sua estrutura cuidadosamente investigada nos trabalhos de Braque e
Picasso, tão afinados em termos de projeto plástico que não é fácil distinguir as telas de um e de
outro. Mesmo assim, nota-se uma ênfase de Braque nos elementos cromáticos e, de Picasso,
em aspectos plásticos. A ruptura empreendida pelo cubismo encontra suas fontes primeiras na
obra de Paul Cézanne (1839 - 1906) - e em sua forma de construção de espaços por meio de
volumes e da decomposição de planos - e também na arte africana, máscaras, fotografias e
objetos. Alguns críticos chamam a atenção para o débito do movimento em relação a Henri
Rousseau (1844 - 1910), um dos primeiros a subverter as técnicas tradicionais de
representação: perspectiva, relevo e relações tonais.

O cubismo se divide em duas grandes fases. Até 1912, no chamado cubismo analítico,
observa-se uma preocupação predominante com as pesquisas estruturais, por meio da
decomposição dos objetos e do estilhaçamento dos planos, e forte tendência ao
monocromatismo. Em 1912-1913, as cores se acentuam e a ênfase dos experimentos é
colocada sobre a recomposição dos objetos. Nesse momento do cubismo sintético,
elementos heterogêneos - recortes de jornais, pedaços madeira, cartas de baralho,
caracteres tipográficos, entre outros - são agregados à superfície das telas, dando origem
às famosas colagens, amplamente utilizadas a partir de então. O nome do espanhol Juan Gris
(1887 - 1927) liga-se a essa última fase e o uso do papel-colado torna-se parte fundamental
de seu método. Outros pintores se associaram ao movimento: Fernand Léger (1881 - 1955),
Robert Delaunay (1885 - 1941), Sonia Delaunay-Terk (1885 - 1979), Albert Gleizes (1881 -
1953), Jean Metzinger (1883 - 1956), Roger de la Fresnaye (1885 - 1925) etc. Na escultura,
por sua vez, a pauta cubista marca as obras de Alexander Archipenko (1887 - 1964), Pablo
Gargallo (1881 - 1934), Raymond Duchamp-Villon (1876 - 1918), Jacques Lipchitz (1891 -
1973), Constantin Brancusi (1876 - 1957), entre outros. O ano de 1914 remete ao fim da
colaboração entre Picasso e Braque e a uma atenuação das inovações cubistas, embora os
procedimentos introduzidos pelo movimento estejam na base de experimentos posteriores
como os do futurismo, do construtivismo, do purismo e do vorticismo.Desdobramentos do
léxico cubista alcançam não apenas as artes visuais, mas também a poesia, com Guillaume
Apollinaire (1880 - 1918) e a música, nas criações de Stravinsky.

O cubismo pode ser considerado uma das principais fontes da arte abstrata e suas
pesquisas encontram adeptos no mundo todo. No Brasil, influências do cubismo podem ser
observados em parte dos artistas reunidos em torno do modernismo de 1922, em alguns
trabalhos de Vicente do Rego Monteiro (1899 - 1970), Antonio Gomide (1895 - 1967) e
sobretudo na obra de Tarsila do Amaral (1886 - 1973). O aprendizado com André Lhote
(1885 - 1962), Gleizes e, sobretudo, com Léger reverbera nas tendências construtivas da
obra de Tarsila, em especial na fase pau-brasil. A pintora vai encontrar em Léger,
especialmente em suas "paisagens animadas", motivos ligados ao espaço da vida moderna
- máquinas, engrenagens, operários das fábricas etc. - e o aprendizado de formas
curvilíneas. Emblemáticas do contato com o mestre francês são as telas criadas em 1924,
como Estrada de Ferro Central do Brasil e Carnaval em Madureira. Não se pode mencionar
o impacto do cubismo entre nós sem lembrar ainda de parte das produções de Clóvis
Graciano (1907 - 1988) e de um segmento considerável da obra de Candido Portinari
(1903 - 1962), evidente em termos de inspiração picassiana.

Resumo:

O cubismo é um movimento estético que ocorreu entre 1907 e 1914.

O cubismo tratava as formas da natureza por meio de figuras geométricas, representando


todas as partes de um objeto no mesmo plano.

A representação do mundo passava a não ter nenhum compromisso com a aparência real
das coisas, isto é, não mais imitação direta das formas naturais.

Os conceitos da perspectiva renascentista são substituídos pela solução bidimensional


geométrica.
Não se procura mais a ilusão representacionalista tridimensional da realidade, mas a idéia
da apreensão total e simultânea dos planos e de todas as superfícies dos objetos.

O termo cubismo apareceu da asserção do jornalista Louis Vauxcelles para definir o


trabalho dos dois principais artistas do movimento: Pablo Picasso e Georges Braque.

Sendo a palavra bem recebida pelos amigos dos pintores e pela crítica em geral, tendo sido
reforçada no folheto escrito em 1913 por Guillaume Apollinaire “Os pintores cubistas” quando
afirma: “a geometria está para as artes plásticas como a gramática está para a arte de escrever”.

O Cubismo é o marco de entrada da pintura na contemporaneidade, sendo sua


característica marcante a decomposição do objeto tridimensional de forma engenhosa na
bidimensionalidade. Todos os planos são visualizados em um mesmo plano.

O Cubismo teve uma influência profunda na História da Arte, particularmente sobre


tendências posteriores, como o abstracionismo geométrico e o minimalismo.

O cubismo possui três fases: Cubismo Cèzanneano, Analítico e Sintético

Cubismo pré-analítico ou Cubismo Cèzanneano

Uma espécie de "preparação" para o cubismo, onde as primeiras características surgem.


Dominado por um desejo de estruturar a obra com os próprios elementos mediante a
decomposição geométrica.

A simplificação das formas, a sensação de volume, peso, corpo e espaço com forte apelo
expressivo.

Cubismo analítico

Caracterizava-se pela desestruturação da obra, pela decomposição de suas partes constitutivas.

A composição dos objetos se faz minuciosamente.

Eles se desfazem em muitas faces.

Os pintores se interessam por objetos simples.

Há uma redução cromática: tons cinzas, terrosos ou marrons. Uma pintura monocromática.

Uma maior criatividade quando a forma, com o artista se afastando da figuração naturalista.
Cubismo sintético

O Cubismo Sintético (1913 - 1914) é a última fase do cubismo. Sucede o cubismo de colagens.

Ocorre uma diminuição da decomposição das formas e do fundo.

Formas arredondadas em detrimento das angulosas.

Ressurge a cor como elemento de caráter decorativo, e a superfície pictórica em áreas


bem definidas geometricamente segundo padrões renascentistas.

Foi uma reação ao cubismo analítico, que tentava tornar as figuras novamente reconhecíveis.

Principais artistas:

Paul Cézanne (Aix-en-Provence, 19 de janeiro de 1839 — Aix-en-Provence, 22 de


outubro de 1906) considerado o “Pai da Pintura Moderna”.

Jas de Bouffan (1885-1887)


Pablo Ruiz Picasso (Málaga, 25 de Outubro, 1881 — Mougins, 8 de Abril, 1973) é
considerado um dos artistas mais famosos e versáteis de todo o mundo.

Les demoiselles d'Avignon (1907)

Georges Braque (13 de maio de 1882 – 31 de agosto de 1963) foi um pintor e escultor
francês, que junto com Pablo Picasso inventaram o cubismo.

Natureza Morta com letras


Jules-Fernand-Henri Léger (Argentan, departamento de Orne, 4 de Fevereiro de 1881 -
17 de Agosto de 1955), foi um pintor francês que se distinguiu como pintor e desenhista
cubista, autor de muitas litografias.

O grande almoço (1921)

Juan José Victoriano González – Juan Gris (Madrid, 1887 — Boulogne-sur-Seine, 1927), foi
um dos mais famosos e versáteis pintores e escultores cubistas espanhoís. Apesar de ter
falecido jovem, Juan Gris representa o expoente máximo do cubismo sintético.

O violão (1918)
ABSTRACIONISMO

O período do abstracionismo começou em mais ou menos 1911.


Esse movimento foi muito forte na pintura e na arquitetura.
Abstracionismo não se prende a realidade existente. É uma ausência da realidade.
O abstracionismo acompanha o homem desde a época pré-histórica, no período da pedra
lascada quando o homem fazia desenhos figurativos. Aos poucos, no período da pedra
polida, quando o homem vai ter que lutar por aquilo que precisa sem ter que depender
tanto de suas magias, passa a ter uma linguagem muito diferente chamada de linguagem
geométrica. É uma linguagem completamente abstrata.
O grego também foi um povo que usou muito do abstracionismo. Como exemplo temos as
"gregas" que foram usadas, mas que ninguém sabe ao certo se foram eles que a criaram.
Existem muitas outras formas geométricas que foram usadas por eles e que de forma
nenhuma estão inspirados na realidade. Ex. Mandalas.
Esses desenhos se desprendem da realidade enquanto formas. São formas criadas pelo homem.
Quando você cria um desenho livre pode até ser um trabalho abstrato, mas pode também ser um
símbolo além do abstrato. Ele pode ter uma somatória de características além do abstrato. Ex.
Abstrato preto-branco, abstrato colorido, abstrato puro ou outras combinações.
Nos dias de hoje, essas combinações levaram a surgir outros momentos e não
movimentos de pintura.
Quando se fala de abstracionismo falamos também de representar formas, cores e
texturas, que são criadas por um processo muito interior, sem medidas, e retiradas do
mundo externo. Você pode se envolver ou se inspirar em alguma coisa existente mas não
vai retratar fielmente aquela figura.
O abstracionismo surgiu por vários fatores sendo um deles o cansaço do realismo. Outro
motivo seria uma nova visão decorrente do impressionismo (pinceladas soltas que se
parecem com manchas abstratas).
Próximos da segunda guerra mundial, vivendo em um clima tenso, o homem tentava
negar a realidade em que vivia. No aspecto social seria a previsão do início de guerra.
Essa época coincide quando Kandinsky vira uma tela de aquarela de ponta cabeça,
surgindo uma série de borrões que vão ser admirados.
A revolução Russa também influenciou muito no abstracionismo. A Alemanha foi o país
que participou mais intensamente desse movimento e uma boa parte da Europa também
teve participações mais irregulares.

Em 1911, quando o abstracionismo começou, foi considerado um marco dentro da


chamada arte moderna. Um trabalho abstracionista está dentro de um contexto de arte
moderna, mas nem todo trabalho de arte moderna será um trabalho abstrato.
O abstrato é um dos tipos de trabalho que faz parte da arte moderna. O abstracionismo,
enquanto movimento, é enquadrado na arte moderna, mas ele vem acompanhando o
homem desde a pré história e em vários momentos da sua vida.
O abstracionismo não é um processo racional, ele pode ser irracional. Uma pintura irracional é
colocar as cores e formas simplesmente por acaso, intuitivamente. Outra forma é programar a
distribuição de cores e formas sem estar reproduzindo uma realidade, mas produzindo uma
distribuição racional dessas cores e formas. Ex. Optar por colocar uma cor quente ou fria em
determinado espaço para dar impressão de proximidade, distanciamento ou efeito de volume.
Muitas vezes é um porquê racional que pertence só ao artista.
O pintor abstracionista sempre tem uma representação muito pessoal que envolve os
aspectos de técnicas de sua pintura como também o do contexto onde o artista vive.
A arte abstrata é livre de contexto.
Temos dois tipos de trabalhos abstracionistas:
Abstracionismo gestual e geométrico.
O Gestual é o abstracionismo no qual a pintura é muito livre, sem medidas e técnicas
precisas, no qual a movimentação da mão vai determinar o trabalho com pinceladas (no
caso utilizando-se pincel) mais fortes ou mais suaves.
O abstracionismo Geométrico é muito preso a aspectos de simetria, equilíbrio e de formas
que estão ligados ao conceito de geometria.
As formas geométricas são precisas dentro do trabalho. Todos os dois podem provocar
emoções. As formas, tanto no gestual como no geométrico, são criadas pelo artista, não
existindo nenhum compromisso com a realidade. No abstracionismo não existe a
obrigatoriedade de se combinar cores. Existe uma série de regras que determina cada
estilo de arte. No abstracionismo não se respeita nenhuma regra é uma negação completa
a qualquer outro momento da arte. Ao fazer negações desse tipo, o abstracionismo
dificilmente passa a ser aceito pelo mundo. Em pleno período de conflitos mundiais vão
pensar em contestar tudo isso com uma arte que não era fácil de ser entendida.
Se você fizer hoje um trabalho impressionista será chamado de néo-impressionista. Um
trabalho abstrato não tem essa limitação, pois ele será abstrato em qualquer época.
Os artistas abstracionistas, hoje em dia, tem buscado estabelecer planos diferenciados na
pintura através da cor e da forma. Da mesma forma que você representa uma forma real
você pode representar uma forma irreal dando volumetria. As cores que mais sofrem
destaques normalmente são cores que provocam contrastes entre elas mesmas. Ex.:
Preto-vermelho, amarelo-vermelho. Cores contrastantes são comuns aparecerem em
trabalhos abstratos, mas não é obrigatório. Um trabalho pode ser completamente abstrato
e só ter tons pastéis e sem nenhum contraste.
Comentário: "A música existe por ela mesma sem ter a letra. Porque um quadro precisa
ter forma explícita para agradar?".

A falta de intimidade com a arte abstrata é que leva o homem a não apreciá-la. Quando se
observa uma obra de arte, principalmente a abstrata, é preciso ver o quanto aquela obra
oferece de informações inovadoras, técnicas diferenciadas ou não, etc.

As obras podem ser bem diferenciadas umas das outras pela infinidade de possibilidades
de representações através de texturas, cores, etc. Não existe essa mesma liberdade na
pintura acadêmica. O abstracionismo levou uma série de discussões em cima do que era
chamado de simbologia. A simbologia é uma representação criada pelo homem baseada
nas formas abstratas. Um trabalho abstrato pode ser rico ou não em simbologias. Quanto
mais simbologias ele tiver é mais fácil as pessoas se identificarem com ele, principalmente
se for uma simbologia mais evidente, deixando de ter toda essa abstração e ganhando um
significado que você tenha descoberto e não necessariamente tenha sido criado pelo
artista. A obra abstrata não precisa ter conteúdo, não tem necessidade de passar algum
tipo de informação. Algumas obras abstratas passam algum conteúdo, outras não.
O lado esquerdo do cérebro é o lado racional, precisa de símbolos que tenha alguma
informação já conhecida antes. O lado direito é o lado sensitivo, não dá para estabelecer
parâmetros racionais.

Resumo:

Não existe uma relação imediata entre formas e cor e entre forma e cor de um ser. É uma
obra em aberto. Jamais será uma obra decorativa. Para se fazer uma abstração tem que
se saber muito bem sobre formas, cores, luz e sombra. É uma obra que praticamente
como não tem conteúdo e você pode acabar fazendo apenas “borrões”. A arte abstrata
tem tudo a ver com o século XX. É uma época de grande comunicação e abertura. Nunca
procure saber do conteúdo de uma obra abstrata que só terá forma, composição perfeita e
cores bem equilibradas. Isso é que é abstracionismo. Todos os artistas abstratos passam
por uma fase figurativa. Não existe pintor abstrato que comece com o abstracionismo.

A arte abstrata ou abstracionismo é geralmente entendido como uma forma de arte


(especialmente nas artes visuais) que não representa objetos próprios da nossa realidade
concreta exterior, isto é, não possuem relação direta com formas e cores da realidade visual.

No Neolítico e na Idade Média os artistas faziam abstrações de caráter religioso.


O Abstracionismo divide-se em duas tendências:

1. Abstracionismo Informal (Lírico) ou Abstracionismo Expressivo

Inspirava-se no instinto, no inconsciente e na intuição para construir uma arte imaginária


ligada a uma "necessidade interior"; tendo sido influenciado pelo Expressionismo, mais
propriamente no Der Blaue Reiter (O cavaleiro Azul).

Predomínio do sentimento e do emocional. Os artista se revoltam contra a precisão da vida


moderna, o racionalismo e a civilização.

Vassily Kandinsky, o maior representante.

2. Abstracionismo Geométrico, ao contrário do Abstracionismo Lírico, foca-se na


racionalização que depende da análise intelectual e científica. Foi influenciado pelo
Cubismo e pelo Futurismo.

O Abstracionismo Geométrico divide-se em duas correntes:

a) Suprematismo na Rússia

Como nome principal Kazimir Malevich, que no seu manifesto "Do Cubismo ao
Suprematismo", define o Suprematismo como "a supremacia do puro sentimento", o
essencial era a sensibilidade em si mesma, independentemente do meio onde teve origem.

b) Neoplasticismo na Holanda (De Stijl)

Movimento artístico de vanguarda capitaneado pela figura de Piet Mondrian, relacionado


à arte abstrata. O Neoplasticismo defendia uma total limpeza espacial para a pintura,
reduzindo-a a seus elementos mais puros e buscando suas características mais próprias
Artistas abstratos – principais por estilo:

Vassily Kandinsky (Moscou, 16 de dezembro de 1866 — Neuilly-sur-Seine, 13 de dezembro


de 1944) foi um artista russo, professor da Bauhaus e introdutor da abstração no campo das
artes visuais, logo é considerado o iniciador da pintura moderna abstrata, não do
abstracionismo que aparece desde o período da pedra polida.

Yellow-Red-Blue (1925)

Kasimir Malevich (12 de fevereiro de 1878, Kiev – 15 de maio de 1935, São Petersburgo) Artista
russo. Foi o que mais se desvinculou da idéia de realidade. Ele pintou inúmeros trabalhos só com cor e
retângulo. A sua composição é bastante variada, mas sempre utilizando quadrados e retângulos na
sua maioria, formas extremamente rígidas, geométricas e perfeitas em cima de um fundo
extremamente chapado. Essas figuras geométricas são na maioria das vezes chapadas também.

Suprematismo (1916)
Pieter Cornelis Mondrian (Amersfoort, 7 de Março de 1872 - Nova Iorque, 1 de Fevereiro de
1944) Desenvolveu uma série de pesquisas em cima do abstracionismo. Tinha o objetivo de
desenvolver um abstracionismo geométrico onde as formas e as cores eram organizadas de tal
maneira que a composição resultante fosse uma expressão de uma concepção geométrica.

Composition with Red, Yellow, Blue and Black