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Igreja Batista Palavra Viva

Encontro de Ativação & Imersão Profética


Ampliando a Libertação para vencer a Iniquidade
8ª Palestra / Carga Horária: 2h30

Introdução
Quando se fala em libertação, temos a tendência a associarmos libertação com expulsar
demônios. Expulsar demônios faz parte do processo de libertação, mas a libertação em
si somente se processa, quando a porta que permite a entrada dos demônios, é fechada.
Quando a porta não é fechada para a iniquidade, o estado da pessoa fica pior, e para cada
demônio que sai, ele volta trazendo mais sete (Mt. 12:43-45).
Estamos totalmente emaranhados, em situações horríveis, tanto no aspecto, moral,
quanto no emocional, material e espiritual. Os laços e vínculos com as trevas, nos leva à
situação de cativeiro, ou seja, o domínio que os espíritos malignos exercem nas diversas
áreas de nossa vida é tão grande que ficamos sem forças para sair daquela situação. Com
isso vem a opressão, a depressão e em alguns casos, até mesmo a possessão dos demônios
sobre a vida da pessoa.
A palavra libertação vem do grego “sotero” e significa “livramento, salvação”.
Libertação fala de ficarmos livres de algo que nos prendeu. Há maldições que nos
acompanham e que precisam ser quebradas. A maldição se infiltra por uma legalidade,
instala-se no tempo e no espaço (Ef. 5:15-16) e abre portas para que demônios controlem
a vida de uma pessoa.

1. A Maldição e suas Implicações


A maldição repousa na 1ª, 2ª, 3ª e 4ª gerações, na qual pode ser encerrada (Êx. 20:5).
A maldição é uma permissão dada ao diabo para causar dano à vida das pessoas. Essa
permissão só pode ser dada por alguém que exerce autoridade sobre outrem ou por si
mesmo.
A maldição surge através da quebra da comunhão com Deus, através do pecado. Cada
pecado atrai uma maldição e dá legalidade para a ação de demônios (I Pe. 5:8).
Ela pode ser lançada através de palavras, de prognósticos negativos, conhecido como
‘rogar praga’. A maldição vêm como consequência do pecado de não ouvir, não
obedecer, não guardar as ordens do Senhor (Dt. 28:15).
Há pessoas que, mesmo convertidas, podem estar dando lugar ao diabo. Neste caso, o
mal pode estar em ação em suas vidas (Tg. 4:7). Os pecados abrem brechas na vida do
crente e estes podem ser evitados (I Jo. 3:8).
 Homens e mulheres que traem seu cônjuge (Hb. 13:4 / Pv. 6:32);
 Líderes que na igreja aparentam dar bom fruto, mas são mentirosos (Mt. 5:37 /
Ef. 4:25);
 Pessoas que fora de casa são um exemplo, mas em casa agridem o cônjuge ou os
filhos (Mt. 23:27 / I Tm. 5:8);
 Pessoas que são muito trabalhadoras na igreja, mas que são imorais (I Jo. 2:16);
 Pessoas que na igreja são uma coisa, mas que vivem uma vida de contradição, que
falam uma coisa mas fazem diferente (Tg. 1:8);
 Pessoas que começam a fazer algo, mas nunca terminam; tomam coisas de
empréstimo e não devolvem; são mal educadas (Pv. 26:2);
 Pessoas maledicentes que semeiam contendas, desconfianças, falam por trás (Cl.
3:8 / I Pe. 2:1);
Todas as atitudes acima relatadas demonstram que essas pessoas estão debaixo de
maldição.

2. Tipos de Maldição
a) Maldições proveniente das palavras – Palavras são sementes que, uma vez
plantadas, irão frutificar. Palavras edificam ou destroem. As palavras são responsáveis
pelas guerras, separações, mortes, inimizades, desgraças (Pv. 15:1; Mt. 12:36-37).
O pecado de maledicência gera uma maldição instalada pela palavra maldita. Davi pediu
que Deus guardassem seus lábios (Sl. 141:3). O complexo de inferioridade vem por causa
de palavras malditas: escárnio, zombarias, etc. Palavras são sementes e estas podem dar
legalidade a demônios (Pv. 18:21).
b) Maldições proferidas – Há um poder espiritual nas palavras liberadas por pessoas
que são autoridade sobre nossa vida. Há um poder das bênçãos proferidas por pais e por
nossos antepassados. Pais podem amaldiçoar filhos, líderes podem amaldiçoar seus
liderados, o esposo pode amaldiçoar sua mulher.
Um exemplo de maldição que a Bíblia traz de um homem amaldiçoando sua mulher
está em Gênesis 31:12, quando Jacó, ainda que inconscientemente, amaldiçoou Raquel,
sua amada esposa. Ela tinha furtado os ídolos de seu pai e não viveu muito tempo depois
disso, pois faleceu no dia do parto de seu filho Benjamim (Gn. 35:16).
Ainda existiam naquela época, como existem até hoje, os feiticeiros profissionais, que
são pagos para amaldiçoar as vidas das pessoas, como no caso de Balaão (Nm. 22:5-6),
mas mesmo assim, como Deus estava presente com aquele povo, ao invés de amaldiçoar
o povo, ele abençoou.
c) Maldições auto proferidas – A maldição entra pelo pecado que eu pratico, por
pactos proferidos, palavras liberadas. Aprenda a falar, cuide de cada palavra que sai dos
seus lábios. Mude as palavras. Da mesma fonte não pode sair água amarga e doce (Tg.
311-12).
d) Maldição Hereditária – Instala-se através dos pais ou antepassados que abriram
legalidade como: idolatria (Ex. 20:3-5); prostituição (I Co. 6:18); rebeldia a Deus (I Sm.
15:23); feitiçaria (I Sm. 15:23); mentira (Ef. 4:25); adultério (Pv. 6:32).
e) Maldição Voluntária – É um tipo de maldição que se instala quando a pessoa
decide pecar (Sl. 51:3).
f) Maldição Familiar – A vida do rei Davi é um bom exemplo de quem experimentou
a maldição familiar (II Sm. 13:1-39; 14:1-33; 15:1-37; 16:1-23).
Quando Davi pecou, ele não somente deu lugar à maldição de adultério em sua própria
vida, mas permitiu que a imoralidade sexual entrasse na sua família. Em Samuel 13, Davi
enfrentou um drama familiar quando Amnon possuiu a sua irmã Tamar.
f) Maldição proveniente de traumas – Alguns demônios entram pelos traumas na
infância, adolescência, maturidade ou atitudes que partem de nós. Estes traumas podem
vir através de: rejeição, abuso sexual, violência, medo, brigas, palavras duras, falta de
amor, acidentes, abandono, drogas, namoro ilícito, adultério, aborto. Somente podemos
curar os traumas através da Cruz de Jesus (Gl. 3:13).
g) Maldição Involuntária – É aquela que você não busca ou buscou, não foi atrás de
nada, mas alguém o levou para algum lugar ou mesmo fez pedido por você, por exemplo:
consagração em centros espíritas, consagração a santos ou entidades, consagração de
toda a família. Normalmente, essa maldição é lançada por pessoas que nos amam, mas
na sua ignorância, às vezes pensam que estão fazendo o bem, mas na realidade estão nos
entregando nas mãos de demônios, fazendo pedidos para sucesso, cura ou outras coisas.
3. As Portas de Entrada da Alma
Somos, individualmente, seres completos no espírito, na alma e no corpo, e há diretrizes
específicas para cada um desses elementos. Tanto o nosso espírito, quanto a alma e o
corpo, todos precisam estar irrepreensíveis até a vinda do Senhor Jesus (I Ts. 5:23).
Sabemos que existem portas de entrada para o espírito, a alma, e o corpo, mas
precisamos aprender a proteger essas portas, não permitindo que o inimigo tire proveito
de nenhuma situação.
a) Visão – É uma porta de entrada para coisas boas ou ruins. Jesus disse que se os olhos
forem bons, todo o teu corpo terá luz (Mt. 6:22-23). Quando o seu corpo terá luz? Quando
os seus olhos forem bons.
b) Audição – A maldição só encontra pouso para aqueles que não ouvem a Deus (Is.
1:19-20 / Dt. 28:1). Neste caso, ouvir é o mesmo que obedecer. Os nossos pais sempre
falaram assim: “Eu falei, mas você não me ouviu!” Aquele que ouve, prospera. Quem
obedece a Deus, come o melhor da terra (Is. 1:19). Não é apenas desejar, o segredo está
em obedecer. Você só vai prosperar quando a sua audição, a sua obediência entrar em
operação. Se você quiser prosperar, desligue a televisão e o tempo que seria gasto
assistindo TV, leia a Bíblia. Descontamine a sua alma! Se você sair da frente da televisão,
dos jornais e revistas de cultura inútil, a sua alma vai se descontaminar, você começará
a ter entendimento do que o Senhor quer para a sua vida e prosperará sem limites.
Precisamos encher a nossa mente da Palavra do Senhor.
c) Olfato – O olfato é fator determinante na vida de um profeta. Todo profeta tem olfato
aguçado, tem faro. Paulo nos diz que o perfume de Cristo precisa ser sentido em nós (II
Co. 2:14). O seu olfato espiritual precisa estar aguçado para você sentir o cheiro do
pecado e afastar-se dele. Deus vai aguçar essa sensibilidade nos sacerdotes para que sua
casa esteja livre do pecado. O sacerdote sentia o cheiro dos unguentos e sabia qual deles
usar nas feridas. O unguento, o óleo de Gileade era usado para curar. Além da pessoa
ficar sarada, ela ficava perfumada. Jesus não quer apenas nos sarar, ele quer nos
perfumar. Onde quer que formos, exalaremos o perfume d'Aquele que mora dentro de
nós.
d) Paladar – Muitas pessoas têm o paladar aguçado para o pecado. A comida é
apetitosa e você começa a comer antes de começar a ingerir. Ao sentir o cheiro bom do
churrasco, por exemplo, você tem vontade de comer. Satanás é estrategista. Primeiro ele
estimula o seu olfato e depois lhe dá a comida do pecado. As pessoas caem em pecado
quando não têm o olfato de santidade. O pecado gera fruto e o que as pessoas fazem com
o fruto? Comem. Podemos observar que na família satanás joga a isca, estimula o olfato
e as pessoas caem na tentação. E o que isso gera? O desequilíbrio, o desnível familiar.
Eli era um sacerdote que tinha tudo para morrer com um nome marcado com grandes
feitos. Mas, quando seus filhos ficaram adultos, Eli não os repreendia pelo mal que
faziam na casa do Senhor. Eles eram chamados de filhos de Belial, filhos do diabo. Como
é que o pai pode ser um sacerdote de Deus e os filhos, filhos de Belial? Por causa do olfato
e do paladar da casa. O que se cheira, o que se solta no ar em nível de conversas, de
comportamento, aquilo que o diabo vai lançando como alimento torna os filhos de Deus
em filhos do diabo. Você pode se fazer o homem mais santo da terra, ou um pecador, um
filho do diabo (Jr. 2:20-21 / Lc. 6:13). Você pode se tornar o contrário daquilo que o
Senhor quer. Mas, você pode decidir por andar com Deus e ser um homem santo.
e) Tato – Como conseguimos fazer as coisas? Pelas mãos. A mão simboliza o direito de
posse. O Senhor confirmará as obras das suas mãos se você estiver atento à voz de Deus.
É pelas mãos que você vai exercitar aquilo que o olfato sentiu e o paladar degustou. Você
tem a decisão de segurar ou soltar o fruto do pecado. O Senhor lhe dá uma ordem: solte
tudo aquilo que você segurou que não é do Senhor e receba libertação. Quando você se
agarra nas coisas do diabo, o diabo se agarra em você. É o Senhor quem quer lhe agarrar
e ninguém lhe tirará das mãos d'Ele.
4. Abrindo a Alma para o Inimigo
Abrir a alma para o inimigo pode ser qualquer coisa que desperte o nosso apetite. Isso
abre a alma para o inimigo. Somos fáceis de sermos pegos como presas, é só o diabo pedir
permissão a Deus para colocar uma isca diante de nós. E ele sempre vai colocar uma isca
que atraia nossa atenção. Existem alguns fatores que colaboram para a exposição da
nossa alma ao inimigo. Alguns exemplos são:
a) Filmes – Não existe um filme que assistamos e que no final a alma não esteja
flechada em uma área, sempre haverá uma área em que a alma fica comprometida. A
orientação é que você proteja a sua alma. Alguns filmes podem associar imagens a
lembranças e memórias passadas e ativar emoções já tratadas. Seja seletivo ao se expor,
para que danos não comprometam o processo de cura.
b) Leitura de Cultura Inútil – Às vezes entramos em lugares e encontramos tudo que
favorece à alma e, automaticamente, estendemos a mão e pegamos. Passamos a nos
deliciar com aquilo porque a alma está faminta e quer se alimentar de informações
mundanas e seculares.
As leituras inúteis que fazemos podem trazer perversão para algo tão nobre que estamos
construindo. Muitos investem boa parte de seu tempo lendo revistas que não edificarão
suas vidas, mas não leem a Bíblia ou um bom livro de edificação.
c) Palavras Seculares – Precisamos ter cuidado com a nossa linguagem. Existem
expressões que se assemelham a linguagem mundana, como as gírias, e que vão de
encontro a Palavra que diz que da nossa boca não pode sair nenhuma palavra torpe, mas
somente palavras que promovam edificação (Ef. 4:29).
d) Televisão – De minuto a minuto as cenas da televisão prendem nossa atenção. Alma
gosta de apreciar cenas fortes, como de apelo sexual e violência. Temos que cuidar para
não contaminar a nossa alma. Muita sujeira é despejada pela televisão e outros meios.
e) Lembranças do passado – As lembranças do passado alimentam a nossa alma. O
diabo trabalha nas marcas. A marca do passado é a forma do inimigo se alimentar e
prender a nossa alma. Podemos ter uma alma aberta ao inimigo a partir do momento em
que ele nos lembra do passado. Sentimentos não resolvidos fazem com que as pessoas
caminhem na dívida de um passado. Ao se lembrar de um determinado fato que ocorreu,
sofrem como se estivessem agora.

5. Detectando ataduras e outras áreas


 Quando alguém tem problemas emocionais muito fortes e guardam amargura;
 Fobias – um medo arraigado na área emocional;
 Autocompaixão;
 Problemas mentais, indecisões extremas, problemas com pensamentos, muita
dúvida, mente confusa;
 Enfermidades repetidas ou hereditárias;
 Esterilidade ou tendência ao aborto (é necessário quebrar toda maldição na área
do aparelho reprodutivo);
 Distanciamento familiar, divorcio, separação;
 Contínua insuficiência econômica - ganha e perde, ou o que ganha nunca dá para
suprir as despesas;
 Propenso a acidente - pessoas que sempre estão se machucando e tendo feridas
no físico;
 Mortes prematuras e suicídios na família;
 Problemas sexuais - maus pensamentos nesta área, voltados a pornografia,
masturbação, fornicação. Incesto, prostituição (venda do corpo ou ter uma
relação sexual com prostituta, com ganho financeiro ou não), bestialidade,
homossexualismo;
 Nicotina e drogas;
 Glutonaria;
 Falsas religiões - idolatria;
 Filosofias - Controle da mente;
 Ocultismo, bruxaria, satanismo, sacrifícios;
 Espiritismo - invocações de espíritos malignos, sessões
 Horóscopos - Leitura de cartas;
 Objetos em casa (cartas guardadas, CDs, discos mundanos, etc.
 Agiotagem

6. Laços de Alma
Laço de alma é como uma teia que une duas almas; pode trazer tremendas bênçãos em
um relacionamento saudável, mas também tremendos estragos quando envolve a pessoa
errada. Quanto mais fortes os laços de alma, mais semelhantes nos tornamos com
aqueles com quem nos relacionamos.
Um laço de alma é um forte vínculo entre duas pessoas no campo da alma. Pode ser
positivo, mas também pode cooperar para a destruição.
Podemos ser unidos de alma com pessoas da família, vizinhos, colegas de trabalho,
sócios e líderes. Nesses devemos examinar cuidadosamente nossos relacionamentos,
inclusive com membros de nossa família, pois os mesmos podem influenciar diretamente
em nosso caráter.
Qualquer relacionamento pode se transformar num laço de alma negativo se não
estiver sobre o senhorio de Cristo. Quando nosso laço de alma mais forte é com Deus
estamos debaixo de proteção divina e nos tornamos capazes de resistir formação de laços
negativos.
Laço significa “juntar bem, seguir, ser ligado ou grudado”. Deus deseja que sejamos
unidos de alma com Ele através da aliança da salvação e da comunhão (Dt. 10:20).

Exemplos de Laços de Alma:


a) Entre amigos
A história de Jonatas e Davi
Reconhecendo o chamado divino de Davi, Jonatas alegremente abriu mão de seu
direito hereditário ao trono de Israel em favor de seu amigo (I Sm. 18:1).
Rute e Noemi
Rute renunciou à sua própria família e abandonou sua terra natal para seguir e servir a
sua sogra Noemi (Rt. 1:16)
b) Laços com parentes
Se os laços de alma com os pais não forem rompidos quando duas pessoas se unem
num casamento os conflitos serão inevitáveis (isso não quer dizer que o casal não deva
se relacionar com seus pais, mas que o laço mais forte deve ser, a partir de então, com o
seu cônjuge, assim os outros relacionamentos devem exigir menos compromisso e
influência).
c) Laços com o cônjuge
Um dos laços mais importantes é o do relacionamento conjugal. Duas pessoas se unem
no plano da alma quando se tornam uma só carne. No casamento, as almas estão
fortemente ligadas uma vez que foi criado para nunca ser rompido.
O divórcio é desastroso porque duas almas entrelaçadas têm de ser literalmente
rasgadas e separadas. Os fios entrelaçados não podem ser separados sem que causem
feridas profundas.
O leito conjugal é a consumação final da união de duas pessoas, que se unem na carne
e na alma. O laço de alma estabelecido através da união sexual no casamento é singular:
o homem foi criado para ter uma única esposa.
Mas o que acontece se a pessoa comete adultério? Essa pessoa torna-se
misteriosamente ligada a outra pessoa além do cônjuge, eles se unem como no
casamento.
d) Laços obtidos por meio de relações sexuais ilícitas
São aqueles adquiridos em relações sexuais:
- Entre pessoas não casadas;
- Entre pessoas do mesmo sexo;
- Entre parentes;
- Entre seres humanos e animais;
- Grupais;
Quando a pessoas é ligada, por laços de alma a outra, ela se torna incapaz de se entregar
inteiramente ao seu cônjuge, pois seus pensamentos e emoções são continuamente
atraídos para seus antigos amantes.

7. Condições Necessárias para a Libertação


Basicamente, são as seguintes as condições necessárias para alguém receber libertação.
a) Honestidade – Quem espera receber de Deus a bênção da libertação tem de ser
honesto consigo mesmo e com Deus. Por falta de honestidade, certas áreas da vida ficam
encobertas pelas trevas. Os espíritos demoníacos prosperam nas trevas. A honestidade
ajuda a trazê-los à luz. Qualquer pecado oculto, sem arrependimento, dá aos demônios
todo o direito para ficarem onde estão. Peça a Deus que o ajude a ver sua própria pessoa
como Ele mesmo a vê e traga à luz qualquer coisa que não seja d’Ele.
“Confessei-te o meu pecado e a minha iniquidade não mais ocultei. Disse: confessarei
ao Senhor as minhas transgressões; e tu perdoaste a iniquidade do meu pecado” (Sl.
32:5.)
“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus
pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”
(Sl. 139:23, 24.)

b) Humildade – Isto envolve o reconhecimento da sua dependência de Deus e das


providências para a libertação.
“Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Sujeitai-vos, portanto, a Deus;
mas resisti ao diabo, e ele fugirá de vós" (Tg. 4:6-7).
Uma franqueza completa devem ter, também, os servos de Deus que ministram a
libertação.
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros...” (Tg. 5:16a).

c) Arrependimento – O arrependimento consiste em virar as costas ao pecado e a


Satanás. Devemos odiar todo o mal e deixar de concordar com ele em nossa vida.
“Andarão dois juntos se não houver entre eles acordo?” (Am. 3:3).
Você precisa detestar seus pecados.
“Ali vos lembrareis dos vossos caminhos e de todos os vossos feitos com que vos
contaminastes e tereis nojo de vós mesmos, por todas as vossas iniquidades que tendes
cometido” (Ez. 20:43).
A libertação não é para ser usada meramente para alcançar um alívio dos problemas,
mas para tornar-se mais semelhante a Jesus, através da obediência a tudo o que Deus
requer. O arrependimento exige a confissão de todo pecado. Ela apaga todos os direitos
legais dos espíritos maus.

d) Renúncia – Renunciar é abandonar o mal. Renunciar é uma ação que nasce do


arrependimento. Renúncia significa um desligamento por completo de Satanás e de
todas as suas obras.
“Vendo ele, porém, que muitos fariseus e saduceus vinham ao batismo, disse-lhes: Raça
de víboras, quem vos induziu a fugir da ira vindoura?” (Mt. 3:7)
O desenvolvimento dos frutos dignos de arrependimento envolve muito mais do que
palavras. E a demonstração de arrependimento, a evidência de que alguém
verdadeiramente deixou os seus pecados. Por exemplo, se alguém se arrepende da
luxúria, talvez tenha de destruir material pornográfico; se for erro religioso, talvez tenha
de destruir toda a literatura e coisas relacionadas com o erro.
“Muitos dos que creram vieram confessando e denunciando publicamente as suas
próprias obras. Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo os
seus livros, os queimaram diante de todos. Calculados os seus preços, achou-se que
montavam a cinquenta mil denários” (At. 19:18-19).
e) Perdão – Deus livremente perdoa a todos os que confessam seus pecados e pedem
perdão por meio do Seu Filho (I Jo. 1:9). Ele espera que nós perdoemos a todos os que
nos maltrataram, seja quem for.
“Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos
perdoará; se, porém, não perdoardes aos homens [as suas ofensas], tampouco vosso
Pai vos perdoará as vossas ofensas” (Mt. 6:14-15)
f) Oração – Peça a Deus que o liberte em nome de Jesus.
"E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo..." (Jl. 2:32)
g) Batalha – A oração e a luta são duas atividades separadas e distintas. A oração é
dirigida a Deus, e a luta, contra o inimigo. Nossa luta contra os poderes demoníacos não
é carnal, mas espiritual (Ef. 6:10-12; II Co. 10:3-5).
Use as armas de submissão a Deus, o sangue de Jesus Cristo, a Palavra de Deus e seu
próprio testemunho como crente (Tg. 4:7; Ap.12:11; Ef. 6:17).
Identifique os espíritos, enfrente-os diretamente pelo nome, com voz de autoridade, e
com fé mande-os embora, em nome de Jesus Cristo.
Entre na luta com determinação, confiante na vitória. Jesus Cristo não falha! Ele é o
libertador!
“Estes sinais hão de acompanhar aqueles que creem: em meu nome, expelirão
demônios...” (Mc. 16:17a)
“Eis aí vos dei autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do
inimigo, e nada absolutamente vos causará dano” (Lc. 10:19)
“O Senhor é a minha rocha, a minha cidadela, o meu libertador; o meu Deus, o meu refúgio...”
(Sl. 18:2a)

Conclusão: Temos que entender que quem vive na prática do pecado, é do diabo. (I
Jo. 3:8). Se sua “casa” (vida) ficar repleta da presença de Deus, depois de um processo
de limpeza, demônio nenhum poderá voltar, nem trazer outros com ele. Se, por acaso,
um espírito consiga entrar, faça tudo para expulsá-lo o mais depressa possível. A ordem
para sair pode ser dada por você mesmo ou por outro crente (líder). Se outras áreas de
atividade demoníaca são descobertas, procure sua cobertura. Jesus já nos tornou
possível uma libertação total. Ande libertado diariamente.
INSTRUÇÕES PARA O PALESTRANTE

a) Solicite que afaste para as laterais as cadeiras ou bancos, para que todos estejam
livres no centro do auditório e para que os ministradores possam por entre as
pessoas;
b) Chame, para que fiquem mais à frente, as pessoas que necessitam de libertação e
que devem ser ministradas especificamente;
c) Leve as pessoas para o momento de confissão de pecados e de situações do
passado para com os pastores;
d) Ao final faça uma oração de agradecimento e leve todos a confessarem que são
livres e a terem um tempo de celebração na presença do Senhor;

REFERÊNCIA
Ministração Extraída e Adaptada
TERRA NOVA, Renê. Libertação, um princípio de Deus para vencer a
iniquidade. 1ª Ed. São Paulo-SP: Semente de Vida Brasil, 2009. 164 p. Vl.
1.