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Riscos do setor de petróleo e refino para novos

projetos de investimentos

Ana Paula Mendonça Ferreira (UFPE) apmendoncaf@yahoo.com.br


Charles Ulises De Montreuil Carmona (UFPE) carmona@ufpe.br
Edison Luiz Leismann (UNIOESTE) elleismann@gmail.com

Resumo:
O presente artigo visa mapear os principais riscos que afetam o setor de petróleo e refino e,
conseqüentemente, impactam as decisões de investimentos em novos projetos. Haja vista existirem
diversas fontes de incertezas incidindo no setor, quando os investidores decidem por realizar um
investimento de longo prazo, a definição dos vários tipos de riscos aos quais estão expostos, permitirá
uma melhor tomada de decisão resultando na obtenção de lucros e conseqüente sobrevida dos
investimentos e projetos pretendidos. Portanto, detectar, mapear, analisar e gerenciar adequadamente
os riscos representa ganhos de oportunidades e minimização de perdas, repercutindo em benefícios
para os novos projetos no setor de petróleo e refino. Os resultados da pesquisa mostram os riscos
envolvidos neste setor chave para o desenvolvimento brasileiro e a importância da análise desses
fatores na tomada de decisão de investimentos.
Palavras chave: Análise de Risco, Novos Empreendimentos, Setor de Petróleo e Refino.

Risks of oil and refining for new investment projects


Abstract
This article aims to map the principal risks affecting the oil and refining, and consequently impact
investment decisions on new projects. Considering there are several sources of uncertainty focusing on
the sector, when investors decide to hold a long-term investment, the definition of various types of
risks to which they are displayed, enabling better decision making resulting in profits and consequent
survival of investments and projects pursued. Therefore, to detect, map, analyze and manage risks
properly represents earnings opportunities and minimizing losses, reflecting the benefits to new
projects in the oil and refining. The research findings show the risks involved in this key sector for the
Brazilian development and the importance of examining these factors in making investment decisions.
Key-words: Risk Analysis, New Developments, Oil & Refining.
1 Introdução
As decisões de investimento no setor de petróleo e refino são marcadas por alto grau de
incerteza, portanto, quando os investidores decidem realizar um investimento de longo prazo,
a definição dos vários tipos de riscos existentes que se apliquem diretamente ao setor ajudará
na tomada de decisão.
Conquanto o crescimento da demanda de derivados de petróleo e o crescimento da capacidade
de refino no mundo, a existência de possíveis gargalos no abastecimento dos mercados em
crescimento, como é o caso do Brasil, também as restrições ambientais e a especificação de
combustíveis, fora a definição de uma política governamental que reduza os riscos de
natureza institucional representam ocorrências do cenário atual onde variadas são as
incertezas associadas ao setor de petróleo e refino. (TAVARES, 2005; NASCIMENTO,
2006).
Dessa forma, mudanças macroeconômicas, institucionais e regulatórias modificam as regras
vigentes no setor, por conseguinte geram muitas incertezas quanto às decisões de
investimento. Frente a essas incertezas, o entendimento do cenário e a monitoração dos riscos
envolvidos no ambiente ajudarão as empresas em suas decisões de investimentos. Isso porque
o cenário econômico e financeiro tanto nacional quanto global parece estar mudando de forma
cada vez mais acelerada, com a economia norte-americana aparecendo enquanto epicentro de
uma crise, cujas proporções e duração ainda não são totalmente conhecidas. (GALA, 2007,
2008 (a) e 2008 (b)). Outrossim, o real se encontra fortemente apreciado em relação às demais
moedas.
Nesse cenário, a indústria de petróleo e refino faz parte do setor de infra-estrutura,
constituindo-se em indústria de rede, cujo ritmo de expansão e a qualidade dos serviços
ofertados continuam sendo cruciais para sustentar a taxa de crescimento econômico de longo
prazo. Representando, assim, um segmento de importância estratégica na alavancagem dos
desenvolvimentos econômico e industrial do país (BRANDÃO, 1999).
Atualmente, o parque brasileiro de refino conta com 13 refinarias das quais 11 são da
Petrobras, 01 da Ipiranga, no RS e 01 em regime de controle compartilhado com a Repsol
YPF (Refap), no RJ. Contando com uma capacidade instalada de 1,9 milhões de barris/dia
onde a estatal Petrobras representa 98,2% da capacidade de refino, sendo a nona maior
refinadora mundial. (PRATES, COSTA, PASTORIZA, 2005; TAVARES, 2005).
Nesse ínterim, é necessário ampliar conhecimentos no intuito de minimizar as incertezas,
levando em consideração as diversas variáveis macroambientais, institucionais, regulatórias,
entre outras que se constituem em riscos na dinâmica do setor de petróleo e refino, tornando o
processo de tomada de decisão bastante complexo e nem sempre de fácil solução. Dessa
forma, traçar-se-á um perfil dos riscos existentes dentro do setor no Brasil, os quais impactam
as decisões acerca de novos empreendimentos.
2 Características do setor de infra-estrutura
A infra-estrutura representa um dos principais setores da economia de qualquer nação,
conquanto as condições e a quantidade de investimentos realizados no setor condicionam, em
grande medida, a capacidade de crescimento de um país. (ABDIB, 2008). O setor de infra-
estrutura apresenta enquanto características: elevada relação capital-produto; maiores prazos
de maturidade se comparado ao restante da economia; investimentos que envolvem grandes
volumes de capital; possui maiores riscos associados; retornos reais bem estáveis ao longo do
tempo; elevadas economias de escala e de escopo; baixa volatilidade; reduzida mobilidade;
altos custos irrecuperáveis e fato de ser formado em grande parte por empresas que se
caracterizam como monopólios naturais. (JUNIOR, 2006; LUCINDA, 2008; SANTANA,
MUNDURUCA, 2008).
Devido a todas essas características a infra-estrutura assume fundamental importância na
produtividade bem como no crescimento econômico do país, uma vez que serve de base para
o funcionamento de diversas atividades econômicas. Também, através de seu bom
funcionamento em termos de estruturação produtiva e regulação, a infra-estrutura produz
efeito de bem-estar aos consumidores. Por conseguinte, prescinde da atuação do Estado
através de políticas públicas que lhe sejam favoráveis ao seu fortalecimento e expansão.
(SANTANA, MUNDURUCA, 2008).
Outrossim, ao passo em que atravessa um melhor momento macroeconômico, com inflação
baixa, contas externas ajustadas, superávit primário nas contas públicas e crescimento
moderado, o Brasil apresenta baixos níveis de investimento no setor nas últimas décadas.
(ABDIB, 2008). Consoante Lacerda (2007, p. 18), “o governo brasileiro, por meio do
Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê, para o período 2007-2010, um
montante global de investimentos públicos e privados da ordem de R$ 500 bilhões, incluindo
os esforços de melhoria da infra-estrutura social”.
3 Riscos do setor de petróleo e refino
A existência de risco na rotina das empresas bem como de seus investimentos é fato. Sendo
que a exposição a riscos, quando do investimento em novos projetos, é um fator importante
tanto para a sobrevivência quanto para lucratividade. Nesse processo, detectar, mapear,
analisar e gerenciar adequadamente os riscos aos quais se está exposto representa ganhos em
agregação de valor, em permanência da instituição no mercado, em aproveitar oportunidades
e minimizar perdas, dentre outros. (IBGC, 2007; COSO, 2007).
Apesar de não ser fácil diferenciar qual o tipo de risco presente em determinada situação, uma
visão geral dos riscos proporciona uma compreensão do acúmulo de exposição e das
correlações entre os fatores de risco, possibilitando minimizar surpresas e reduzir os riscos
corporativos, ajudando no processo de tomada de decisões que agreguem valor para a
organização.
De acordo com Padoveze & Bertolucci (2005), o gerenciamento de riscos cresce em
importância devido ao aumento da interdependência dos mercados, ao aumento da
vulnerabilidade das empresas a diversos fatores de risco, à fatores econômico-financeiros que
se propagam rapidamente e assim afetam consideravelmente os resultados das empresas.
Nesse ínterim, o gerenciamento de riscos corporativos é uma ferramenta a qual contribui para
que a organização atinja seus objetivos e metas de desempenho e lucratividade, evite os
perigos e surpresas no percurso de suas atividades bem como perda de recursos, administre os
riscos e oportunidades que a afetam e impactam a criação ou a preservação de valor,
melhorando o desdobramento do capital. (COSO, 2007; IBGC, 2007; JUNIOR, 2000 (a)).
De acordo com o IBGC (2007, p. 28), “uma organização que lida fortemente com
commodities negociadas em bolsa de valores e que apresenta uma gestão ativa do seu caixa,
ou uma estrutura complexa de dívidas e operações envolvendo o mercado de derivativos...”,
como é o caso da Petrobras, requer sistemas de controle de riscos financeiros sofisticados uma
vez que lida com grandes volumes de investimentos, com retornos de longos prazos,
sujeitando-se à diversa gama de riscos e incertezas. Repercutindo nas decisões acerca de
novos projetos e empreendimentos.
Assim, o gerenciamento dos riscos aos qual o setor de petróleo e refino se mostra vulnerável
possibilita o tratamento com eficácia das incertezas, dos riscos e das oportunidades a elas
associadas. A identificação e análise de riscos e oportunidades proporcionam estimar o
impacto potencial desses eventos e fornecer um método para tratamento desses mesmos
impactos, reduzindo as ameaças até um nível aceitável e/ou alcançando as oportunidades,
tornando, assim, a instituição mais segura, conhecedora tanto de suas vantagens quanto de
suas desvantagens no que concerne a retorno e risco. (COSO, 2007; JÚNIOR, 2000 (a)).
A atuação da indústria de petróleo e refino vem enfrentando diversos desafios, tais como
mudanças impostas pelas especificações de combustíveis, pressões para a redução da poluição
ambiental decorrente dos processos de refino, disponibilidade de petróleos cada vez mais
pesados ou de petróleos não convencionais para o processamento, necessidade de produzir
derivados leves a partir de resíduos, concorrência dos combustíveis alternativos aos derivados
de petróleo, e todos esses fatores podem comprometer a rentabilidade de novos projetos e
empreendimentos. (TAVARES, 2005).
a)Riscos Tecnológicos ou Operacionais
Aqueles decorrentes de falhas nas operações e/ou nos negócios. Existentes em decorrência de
problemas nas atividades, de falhas humanas, de falhas técnicas ou em equipamentos,
controles inadequados, falhas de gerenciamento, além de fraudes. (CASTRO, 2004; IBGC,
2007; JÚNIOR, 2000 (a) e (b); MENDES, 2003; PORTAL DO INVESTIDOR, 2008; SILVA,
2007; TAVARES, 2005). Esses riscos podem ser minimizados e/ou eliminados pela
padronização dos materiais, procedimentos e equipamentos.
b)Riscos Ambientais
A produção do petróleo envolve grandes riscos para o meio ambiente desde o processo de
extração, transporte, refino, consumo e na própria utilização, com a emissão de gases que
poluem a atmosfera, agravamento do efeito estufa, sendo os piores durante o transporte de
combustível, com vazamentos em grande escala dos oleodutos e dos navios petroleiros.
(BAYADIRNO, 2004; NUNES, 2005; PASCHOAL, 2002).
Segundo Simão (2001, p. 127-128), “os acidentes ambientais são inerentes à indústria
petrolífera em todo o mundo, nos EEUU, por exemplo, a média de acidentes no setor é muito
maior que a média brasileira”. Outrossim, a estatal Petrobrás tem envolvimento na maioria
dos acidentes ambientais por ter grande participação no mercado nacional.
c)Riscos Meteorológicos
São riscos decorrentes de acontecimentos climáticos causando prejuízos e perdas dos agentes
que impactam setores econômicos, ambientais e sociais, gerando incertezas, comprometendo
a rentabilidade dos ativos.
Nesse contexto, destacam-se “dois grandes desastres que surpreenderam pelo poder de
destruição e elevado número de fatalidades: a seqüência de grandes maremotos que atingiram
a costa do Oceano Índico em dezembro de 2004 e o furacão Katrina na costa do Golfo do
México em setembro de 2005” (RIBAS, 2008, p. 34).
Em se tratando do setor de petróleo e refino, no transcurso deste ano 2008, tanto o furacão Ike
quanto o Gustav impactaram profundamente não somente a produção mas também as
atividades do setor no Golfo do México, cujas plataformas e refinarias se encontravam em
áreas vulneráveis. (GLOBO.COM, 2008; UOL ÚLTIMAS NOTÍCIAS, 2008).
Acontecimentos assim geram grandes perdas financeiras não somente para as empresas
diretamente envolvidas, mas também para o setor como um todo por impactar a economia
global, afetando as commodities.
No que concerne a Petrobras, muitas de suas operações, tais como produção de petróleo e gás
em solo ou alto mar, óleo, derivados de petróleo e transporte de gás por meio de navios ou
dutos, refinarias de petróleo, poderiam ser afetadas pelo aumento na severidade de eventos
climáticos. (BANCO REAL-ABN ANRO, 2006).
Portanto, diante das alterações climáticas mundiais, do posicionamento de investidores quanto
à governança climática, de impactos econômico-financeiros, de riscos e incertezas decorrentes
de eventos climáticos, bem como de questões regulatórias e sociais tanto conhecimento
quanto mensuração dos riscos meteorológicos são importantes para o desenvolvimento das
atividades da indústria de petróleo e refino.
d)Riscos Geológicos ou Exploratórios
Dentro dessa categoria de riscos encontram-se os relacionados ao tamanho, à localização, à
qualidade e à viabilidade da extração e exploração dos poços, ou seja, o risco de um poço
exploratório ou de desenvolvimento ser seco ou o risco de uma jazida não possuir volume de
óleo suficiente para os custos relacionados ao seu aproveitamento econômico, entre outros.
(SULSLICK, 2002; ZAMITH, 2005).
e)Riscos Políticos
São riscos financeiros que incluem flutuações cambiais, insuficiência de crédito, riscos de
redução de transparência, mudança inesperada e desfavorável de regime político do país
hospedeiro, incertezas jurídico-institucionais, entre outros, determinados por uma série de
fatores políticos, econômicos e conjunturais, influenciados pelas oscilações do preço do
petróleo. (MENDES, 2003; SIMÃO, 2001; SOUZA, 2006; TAVARES, 2005; ZAMITH,
2005).
f)Riscos de Mercado
São riscos decorrentes de incertezas no cenário econômico-financeiro, tais como falta de
crescimento, racionamento, variações nas taxas de juros, variações no câmbio, variações no
preço das ações, variações nos preços das commodities, questões regulatórias, entre outros
que influenciam os investimentos dos agentes no setor. (JÚNIOR, 2000 (a); MENDES, 2003;
PORTAL DO INVESTIDOR, 2008; SILVA, 2007; ZAMITH, 2005). Conforme Castro
(2004, p. 6), “a compreensão do comportamento do mercado e sua interação com o ambiente,
a análise das mudanças, a identificação dos componentes do mercado e como eles se
interagem, são fundamentais para a avaliação do risco”.
Nesse contexto, a dinâmica geopolítica mundial está muito relacionada à demanda e oferta do
setor, onde todas essas questões afetam o preço do petróleo e, por conseguinte, causam algum
efeito para a Petrobrás. Também, com a descoberta da camada pré-sal o Governo demonstra
interesse por criar outra empresa estatal. O fato de não haver nada definido gera incerteza
devido à possibilidade de revisão da Lei de Petróleo vigente o que incidiria sobre os contratos
atuais.
Assim, o cenário nacional registra baixos níveis de capacidade ociosa em setores produtivos,
o país passou à posição de credor externo e foi classificado para o grau de investimento pela
agência de risco Standard & Poor's, as expectativas de inflação estão melhorando sendo uma
das menores dentre os países emergentes, o total de ativos externos de curto prazo é maior do
que os passivos, as reservas cambiais estão em alta, o real se encontra numa dinâmica de
apreciação em relação às demais moedas, a produção industrial apresentou como resultado
acumulado no ano até julho um crescimento de 6,6% e as projeções de crescimento se
encontram em torno de 5% para 2008 e de 4% para 2009. (GALA, 2008 (a) e (b); GAZETA
MERCANTIL, 2008; LACERDA, 2007).
Mesmo sem contar ainda com as recentes descobertas no pré–sal, o planejamento estratégico
da Petrobras estabeleceu como meta a produção de 4,1 milhões de barris petróleo por dia dos
campos no Brasil e no exterior, em 2015. (AGÊNCIA PETROBRAS DE NOTÍCIA, 2008). A
Petrobras continuará mantendo sustentável a auto-suficiência brasileira, com disponibilidade
de grandes volumes para exportação, tendo por proposta aumentar a capacidade de refino no
Brasil exportando derivados em vez de petróleo bruto e assim ganhando valor adicionado.
No mais, a Petrobrás segue tendo bons resultados, seu desempenho no segundo trimestre foi
excelente, lucros e margens estão com boa rentabilidade e o volume de produção da
companhia deve continuar aumentando. (AGÊNCIA PETROBRAS DE NOTÍCIA, 2008). O
Brasil conta não somente com novos campos a serem explorados pela Petrobras, mas também
com a região do pré-sal.
g)Riscos Regulatórios
Esses riscos se tornam bastantes presentes hoje em dia, tendo em vista que conhecer mercados
e incertezas regulatórias beneficia a tomada de decisão sobre investimentos no longo prazo.
Tais riscos podem ser considerados como: interferências das políticas governamentais, falta
de transparência, consistência e estabilidade nas regras estabelecidas, falta de segurança
jurídico-institucional. (JUNIOR, 2006; NASCIMENTO, 2006; SILVA, 2007).
Conforme Campos (2005, p. 75), “a regulação do setor petrolífero nacional, depois da
flexibilização do monopólio estatal exercido pela Petrobras, foi estabelecida pela Lei do
Petróleo e pelos decretos que criaram a ANP (Agência Nacional do Petróleo) e o CNPE
(Conselho Nacional de Política Energética)”. Através das agências reguladoras, o governo
fiscaliza e fomenta o desenvolvimento do mercado com base nas regras estabelecidas, que
consoante Campos (2005), Júnior (2006), Nascimento (2006), Pires (1999), Simão (2001),
Sulslick (2002) e Turolla (2007), estas devem ser claras e estáveis de forma a promoverem
um ambiente regulatório propício a investimentos.
Nesse contexto, a eficácia dos mecanismos de regulação prescinde da independência das
agências reguladoras, que não devem sofrer interferências políticas nem de mercado, devem
ter autonomia financeira, contar com pessoal especializado e, principalmente, ter
transparência em suas ações. (PIRES, PICCININI, 2008; SULSLICK, 2002).
h)Riscos de Crédito
São riscos associados à incerteza em relação às perdas com crédito. (CASTRO, 2004;
PRADO, BASTOS, JÚNIOR, 2000). Há incertezas quanto à liquidação do título (outro
termo) na data do seu vencimento, uma vez que quando se investe ou quando o fundo adquire
um título, está se emprestando dinheiro ou aplicando uma quantia em determinado
empreendimento e, por conseguinte, corre-se risco de que o tomador dos recursos não honre a
obrigação, ou não pague os juros combinados, ou que o empreendimento não renda o
esperado. (JÚNIOR, 2000 (a) e (b); PORTAL DO INVESTIDOR, 2008).
Considerando que o setor de petróleo e refino exige investimentos volumosos de capital e a
execução dos projetos envolve longo prazo de construção e de maturação, além das
perspectivas de retorno do setor serem de longo prazo, esse tipo de risco deve ser analisado e
mitigado (JUNIOR, 2006).
i)Riscos de Liquidez
Segundo Melo (2007, p. 13), “o risco de liquidez pode ser definido como o risco de perda
associada ao custo de liquidação de uma posição”. Esse risco deve ser tratado enquanto
componente do risco de mercado, está associado à capacidade de compra/venda de título sem
afetar substancialmente o preço, e necessita de uma gestão adequada. A importância do risco
de liquidez é relevante para as economias emergentes, tomando, por exemplo, a brasileira,
dada a típica negocialidade de produtos primários de seus mercados.
Quanto ao setor de petróleo e refino, o risco de liquidez entende-se por ser, consoante Mendes
(2003, p. 32), “a incapacidade de comprar ou vender commodities nos preços cotados”.
j)Riscos Legais
Dizem respeito a possíveis perdas devido a contratos não amparados legalmente. (JÚNIOR,
2000 (a) e (b)). Os riscos legais fazem-se presentes quando há documentação ilegal,
insuficiente, insolvente ou quando há possibilidade de violação de decisões governamentais,
regulatórias ou quando não há representatividade e/ou autoridade de alguma contraparte ou de
negociador ao se envolver numa transação ou ainda quando há impossibilidade de
exequibilidade dos termos contratuais. (CASTRO, 2004; JÚNIOR, 2000 (a) e (b); SILVA,
2007).
Os riscos legais, dentro do setor de petróleo e refino, são importantes, pois estabelecem os
limites indispensáveis para os aspectos relativos à negociação e o sucesso do acordo entre as
partes interessadas.
5 Considerações finais
Conforme já mencionado, a indústria de petróleo e refino, fazendo parte do setor de infra-
estrutura, é marcada por características bastante singulares e sujeita a variadas incertezas o
que eleva sensivelmente os riscos. Conquanto que o retorno de um investimento costuma estar
associado ao seu grau de risco, questões econômicas, financeiras, regulatórias, ambientais,
políticas, dentre outras impactam diretamente o setor. Portanto, avaliar os investimentos no
setor de petróleo e refino depende da avaliação das variáveis que compõem seus riscos.
Dentre esses riscos, a avaliação dos riscos regulatórios passa necessariamente não só pelo
estabelecimento de instrumentos regulatórios claros, incontroversos, mas também pela
concretude e eficácia dos mesmos. Havendo proteção do ambiente econômico e garantias de
atração de investimentos. Dessa forma, o atual Governo tem demonstrado ser esse um tema
estratégico e relevante por seus efeitos positivos no desenvolvimento social e econômico do
país, sendo importante para a manutenção de um clima sustentável de investimentos e
contemplar o potencial futuro de crescimento do País.
Concomitantemente com as oscilações do preço internacional do petróleo que em
conseqüência afetaram bastante o comportamento dos preços ao redor do mundo, houve novas
descobertas no Brasil que mudaram significativamente as perspectivas de inserção do país no
setor em âmbito mundial. Assim, desconsiderando o pré-sal, a produção da Petrobras sairá de
1,8 para 2,3 milhões de barris/dia em 2012 para 2,8 milhões de barris/dia em 2015 e
mundialmente de 2,3 para 3,1 milhões de barris, subindo para 4,1 milhões de barris em 2015.
Nesse contexto, certo é que além de aumentar a capacidade de refino no Brasil, todo esse
volume de investimento representa uma oportunidade única de alavancar o país enquanto
centro mundial de fabricação de bens, equipamentos e componentes diversos para o mercado
de petróleo e gás natural, utilizando escala de produção maior, tecnologia de ponta, custos e
prazos competitivos. Representando uma oportunidade notável para o desenvolvimento do
setor, mas também um grande desafio para torná-lo sustentado.
Finalmente, tendo em vista que o aumento da complexidade do mercado como um todo, e em
destaque do mercado energético, as empresas estão sendo forçadas a implementar sistemas de
gerenciamento de risco e estratégias para que possam competir eficazmente no mercado.
Dessa forma, esse estudo tem como fundamento não só a análise tipologia dos riscos
associados ao setor energético, mas também advertir sobre as prováveis perdas financeiras
envolvidas em projetos de energia. Assim, as possíveis perdas podem ocorrer em qualquer
etapa do empreendimento, tornando-se fundamental a do gestão do risco, bem como suas
estratégias de proteção.
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