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não é um valor); todavia, é essencialmente positiva, ajuda a recupe-

rar a auto-estima através do bem-estar físico.


Quando se fala no efeito antidepressivo dos esportes - enfatiza
Antonelli - é óbvio tratar-se de esporte sem adversário, porque ape-
nas para o vencedor a competição seria antidepressiva. E valoriza a
idéia de certo autor que lamenta não terem os toxicômanos oportuni-
dade de experimentar quanto o .correr poderia fazê-Ios sentir-se
melhqr; estariam livres do estimulante artificial (álcool ou droga). A
frase de outro autor sintetiza a temática central deste artigo: cccorr~
mais e viva mais tempo e melhor". l!: uma forma de autoterapia, ainda
que através do lúdico. Krotee (há nomes estranhos dentro da psicolo-
gia ... ) enumera as seguintes vantagens psicológicas proporcionadas
pela atividade atlética: é divertida, relaxa, anula os efeitos do stru8',
facilita o sono, .ajuda a manter o peso, encoraja a sociabilidade,
aumenta aauto-estima, faz crescer a eficiência, melhora o tônus
do humor - enfim, o esporte faz o homem voltar à sua dimensão
natural. ~A.gradeçamos a Krotee a citação de todas essas variáveis.
O Prof. Antonelli, ao· encerrar sua colaboração, não deixa de
advertir que o jogging (esporte que ele caracteriza entre o correr e
o andar) encerra perigos. Ele os cita, inclusive reproduzindo pesqui-
sas de instituições científicas norte-americanas
ATHAYDE RIBEIRO DA SILVA

Aronson, Elliot. O animal social. Trad. Noé Gertel. São Paulo, Difusão
Cultural, 1979.
A presente apreciação critica não se refere à excelente obra de Elliot
Aronson, mas sim à sua tradução em português acima indicada.
Ao longo de mais de duas décadas como professor de psicologia
em nível de graduação e pós-graduação, sempre evitei indicar tra-
duções de obras estrangeiras. Em meus, livros, refiro-me sempre que
possivel às fontes origina~, tendo sido criticado por alguns pelo fato
de neles não indicar as traduções em vernáculo de obras citadas.
A minha resistência às traduções, principalmente quando os origi-
nais são escritos em francês ou inglês, é antiga. Compreendendo a
dificuldade de os alunos de graduação estudarem num texto estran-
geiro, esforcei-me por publicar alguns livros capazes 9,e satisfazer às
necessidades de meus cursos de graduação. Livros-textos de bom nível
têm aparecido em português, pol!endo-se citar, apenas para exempli-
ficar, os de Maria Helena Novaes, Angela Biaggio, Antonio Gomes
Penna, Odete L. van Kolch, Eliezer Schneider, Juracy C. Marques,
etc.
N""ao há negar sejamos ainda carentes de livros-textos em psicologia
escritos por autores brasileiros mas, pouco a pouco, esta deficiência
vai sendo sanada. E faz-se mister que o seja logo para livrar-nos de
tradUções medíocres como a que desfigurou o excelente livro de Elliot
Aronson - The social animal - editado pela Ibrasa.
A verificacão do escândalo em que se constitui a traducão bra-
sileira referenciada me convenceu ainda mais da inadequação de indi-
Resenha .bibliográfica 127
carmos traduções a nossos alunos. l!': claro que há exceções. Lembro-
me, por exemplo, do cuidado e esmero com que o pranteado Dante
Moreira Leite fazia suas traduções. Como, entretanto, são inúmeras
as traduções infelizes, é necessário extrema cautela neste particular.
A tradução do livro The social animal contém impropriedades de
todo tipo. Há frases omitidas (por exemplo: p. 85, depois de veredicto,
na terceira linha -antes do fim; à p. 38 falta o nQ 3 e .0 que se segue
sob este número no original; falta a primeira frase no diálogo à
p. 174 no qual está invertido o diálogo entre X e Y); há números
- errados (por exemplo: 25% ao invés de 35% à p. 35); há tradu-
ções erradas de termos (por exemplo: "se o objeto do experimento"
em vez de "se o sujeito do experimento", à p. 37; cue traduzido por
"sugestão" à p. 57;' adaIptive traduzido por "adaptável" à p.. 74;
retention traduzido por "atenção" à p. 84; how well traduzido por
"como" à p. 93; instr~ctive traduzido por "instintivo" à p. 112; turned
inward traduzido por "caso extremo" à p. 198; can change traduzido
por "não mudar" à p. 198; vicarious traduzido po~ "vários" à p. 201);
há frases com· sentido totalmente invertido (por exemplo: "muito
tempo" em vez de "muito pouco tempo" à p. 88; "que sua existência
é absurda" em vez de "que sua existência não é' absurda" à p: 102;
"mais atraente" em vez de "menos atraente" à p. 126); há termos
inadequados (por exemplo: "madurados" ao invés de "amadurecidos"
à p. 27; "prova provada" em vez de "prova segura ou prova defini-
tiva" à p. 79).
Esta relação de erros, é bom que seja salientado, é apenas exem-
plificativa e não exaustiva; isto nos leva a concluir que o descaso
e a incompetência demonstrados na tradução e na editoração do
livro The social animal constituem uma desconsideração para com
o público brasileiro. :l!': de pasmar que uma tradução tão leviana,
truncada e incorreta continue nas estantes das livrarias brasileiras
e, ao que parece, a ser relativamente bem procurada' por profissionais
e estudantes de psicologia I
Agradeço ao Prof. Bernardo Jablonsky o ter trazido a meu conhe-
cimento os lamentáveis equívocos indicados. Foram aqueles erros
detectados pelo referido professor que, de boa fé, indicou este livro
a seus alunos da disciplina psicologia social num curso do Departa-
mento de Artes da universidade em que leciona, pois conhecia e apre-
ciava a obra no original. Ao ser por ele inteirado do Elscândalo em
que se constitui a tradução da obra de Aronson, considerei de. meu
dever alertar a comunidade acadêmica sobre este lamentável acon-
tecimento. .-.
AlloLDORoDRIGUES

Raven, Bertram H. & Rubin, Jeffrey Z. Social psychology. 2. ed. New


York, John Wiley, 1983.
Até o infcio da ,década de 60, uns poucos manuais de psicologia social
eram utilizados, nos cursos introdutórios desta disciplina, em quase
todo o mundo. Refiro-me aos clássicos textos de Murphy, Murphy &
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