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Prefácio

Este livro já devia ter sido publicado há

muito tempo.Ele adquiriu importância e

necessidade de publicação na proporção em

que os meus artigos e livros cresceram e

certas incompreensões sobre minhas

concepções também.

É muito importante pra mim esclarecer

certos pontos da minha atividade de

pesquisador;

1)Não sou eu ,mas o que posso produzir ,é

que importa.Não faço nada por vaidade;


2)minha procupação é a utopia,ajudar na

solução da questão social.

3)Se Cristo descesse à terra e me

dissesse:”Eu faço a Utopia,mas você você

não pode escrever”.Eu aceitaria.Aliás eu já

pedi,sem ser ouvido.

Meu(-s) método(-s) de trabalho e meu(-s)

estilo(-s)
Eu não sou propriamente dono de um estilo

de escrever original,mas me empenhei e me

empenho em obter certos dividendos de

reconhecimento e de persuasão em relação

a quem lê os meus trabalhos,através de

estilos específicos,de métodos de

escrita,conectados com o meu método de

trabalho.Relembrando:eu faço um trabalho

muito aproximado da minha atividade de

professor.Como encontrei turmas muito

heterogêneas,precisava fazer um resumo

que levasse em consideração esta

heterogeneidade,que se referia(refere) ao
nível de maturidade,às condições

psicológicas,origens,interesses,grau de

consciência quanto aos objetivos de

estudo,escolaridade,nível de cultura e assim

por diante.Realizar um resumo que

consagrasse estas necessidades sem

vulgarizar o meu trabalho de

propedeuta,casava e casa perfeitamente

com os meus objetivos de pesquisador e

escritor militante:quero fazer um texto que

possa ser lido ao mesmo tempo pelo

intelectual e pela pessoa do povo,com o

esforço exigível de elevação deste último e


oferecendo algo novo ou atualizado ao

primeiro.

O propedeuta mostra os fundamentos ,os

conceitos elementares e elementais aos que

o seguem,na condição de cada um.O que

ele não pode é vulgarizar,usando uma

linguagem e exemplos inadequados,sem

elevação ou pouco dignos.Mas do básico

ele pode e deve se elevar ,sem esquecer as

dificuldades daquele que não tem condições

objetivas e subjetivas de acompanhar o

trabalho intelectual permanentemente.


Ao longo da vida outros critérios

metodológicos se juntaram a estes e

acrescentaram novos conceitos.Certa

feita,como contei há muitos anos atrás em

um artigo,assisti a uma entrevista do

falecido Alberto Dines com o Maestro Isaac

Karabitchevsky,em comemoração ao

lançamento da Bachiana Brasileira,com

Maria Lùcia Godoy,na Sala Cecília

Meirelles.Lá pelas tantas Dines perguntou

ao Maestro como um crítico musical

deveria ser e ele respondeu que todo crítico

necessitava ser capaz de ler uma partitura


como quem lê um livro e eu aduzi que isto é

uma exigência de alfabetização

geral,lembrando de afirmações feitas no

tempo do impeachment de Collor pelo

então deputado João Paulo Bisol,dando

conta de que toda alfabetização do

homem ,em qualquer nível,mas

notadamente no intelectual,se fixava

quando se compreendia a entrelinha do

texto ou de qualquer código.

É assim com o cinema,com a música,com

as artes plásticas,com a mídia,com

tudo.Quem tem a expertise de ler a


entrelinha de diversos modos,inclusive

elaborando criativamente novos conceitos e

critérios, está no top de linha.

Hoje e agora acrescento o termo

lisibilidade,tirado de Heidegger,segundo o

seu pensamento de que só há mundo onde

há linguagem.Tudo o que se observa tem

um “ sentido” para a

subjetividade,construído por ela.

O exemplo clássico desta verdade é o

poema de Carlos Drummond de Andrade,”

A Pedra”,” Tinha uma pedra no meio do


caminho”.Derrida,em 1941,achou Sartre

(e ,já,Simone de Beauvoir)num café ,e lhe

disse que conhecera a filosofia de

Heidegger e que por ela era

,já,possível,fazer filosofia com e sobre uma

lata de cerveja.Derrida relata que Sartre

ficou lívido(porquê?)

Mas isto tudo é verdade,qualquer coisa é

provida de sentido e dá suporte a uma

linguagem(ou o contrário).

A partir daí elaborei o meu principal(mas


não o único)modo de escrever e expor:

Uso o exemplo do “ Homem

Vitruviano,para seguir Heidegger e a


lisibilidade do Homem ,mas posso falar de

qualquer coisa.Aliás este artigo inaugura

não só um dos meus métodos de

exposição,mas uma nova série de análises

sobre o mundo.Mas não vou adiantar nada

agora.

Começando com o “ Rei Lear” de

Shakespeare,sobre o qual já escrevi( e

voltarei a escrever),exemplifico este meu

método de expressão,em que trabalhei a

vida inteira.

Num determinado momento ,em que o


personagem está abandonado e cercado de

mendigos,em meio à tempestade,o autor o

define:

“EDGAR: Um servidor, de coração e

espírito orgulhosos; que ondulava os

cabelos, punha as luvas no chapéu, atendia

aos desejos lascivos do coração de

minha senhora, realizando com ela o que se

faz nas trevas. Minhas juras eram

tantas quanto minhas palavras e as

descumpria todas à luz clara do céu. Eu era

alguém que dormia pensando em projetos

de luxúria e acordava para realizá-los.


Amava profundamente o vinho e com

ternura os dados; quanto às mulheres eu

superava um turco. Falso de coração, fácil

de ouvido, mão sanguinária; porco

pela preguiça, raposa pela astúcia, leão na

pilhagem, voraz como um lobo, um

cão raivoso. Não deixes que o ranger de uns

sapatos ou o sussurrar de sedas

entreguem teu pobre coração a uma mulher:

não põe teu pé nos bordéis, tuas

mãos nas saias, teu nome em livro de

usurários; e poderás desafiar o demônio

impuro. O vento gelado continua a soprar


pelos ramos do espinheiro; e diz,

zuuum, zuum, munn, num. Delfim, meu

rapaz, meu rapaz, cessa! Deixa o vento

trotar!”

Edgar,um personagem abandonado à

própria sorte,como Lear,define a vida

humana,sem preocupações e com as

consequências próprias desta atitude.

E Lear o define,bem como à humanidade:

“LEAR: Estarias melhor na sepultura do

que expondo teu corpo nu a tais

extremos do céu. O homem é apenas isto?


Observem-no bem. Não deve a seda

ao verme, a pele ao animal, a lã à ovelha,

nem seu odor ao almisca-reiro. Ah!

aqui estamos nós três, tão adulterados. Tu

não, tu és a própria coisa. O homem,

sem os artifícios da civilização, é só um

pobre animal como tu, nu e bifurcado.”(Rei

Lear,Ato III,cena IV)

Este é um dos momentos sublimes da

humanidade,que se põe como tal,no

Reanscimento.Com o afrouxamento das

barreiras repressivas e a liberdade de

investigação e criação,foi possível, em meio


a tantos conhecimentos ,achar o seu ente

(aquilo que se põe à maneira de algo

[Heidegger]),inaugurando,bem antes do

século XX ,uma visão existencialista e

fenomenológica .

“O homem,

sem os artifícios da civilização, é só um

pobre animal como tu, nu e bifurcado”.Há

aqui um despojamento de essências

próprias do homem,caracterizadoras dos

múltiplos entes ,modos ,pelos quais ele(o

homem)se manifesta(na civilização).Dir-se-

ia há um desvelamento .O Ser é velado ,a


filosofia o desvela ,o “ descobre”,até achar

a coisa (“Tu não, tu és a própria coisa”).Dos

entes até à própria “ coisa” e dela aos

entes ,dir-se-ia dialeticamente,que o

homem é esta passagem

permanente(criação permanente),que lhe dá

sentido(segundo suas escolhas[estimação]

{axiologia}).

Não se esqueça que,antes,Lear se refere à

perversão da civilização ,nele próprio

exemplificada,mas isto falarei em artigo

próximo.
A ressaltar o insight antes da teoria da

evolução,de compará-lo ao animal.Um

momento de ciência.

Dando um pulo para o livro “ O Conde de

Monte Cristo”,de Alexandre Dumas filho,o

Abade Faria,preso político junto com

Edmond Dantès,ocupa o seu tempo com a

figura do homem(desenhada por ele na

cela),identificando-lhe

possibilidades,sentidos,valores e essências:
A cabeça:razão(causa[racionalização]{razão

de Ser das

coisas}),ciência(gnosiologia[objetividade]

{compreensão(descrição)}),conhecimento(

Filosofia),valores(estimação[escolhas]

{liberdade}) et al.

Cabeça e corpo:
Arte,imaginação,sensibilidade(Kant)

(sentidos[emoções]

{sentimentos}),dores(Cristo),prazer(Freud[l

ibido]).

Mãos:
O trabalho(transformação,pelo trabalho,do

macaco em Homem[Engels]{do animal ao

homem[Delleuze]}).Apontar com os

dedos(police[latim]{policia[povos

policiados]Rousseau}).Império

Romano(Police verso,Police

reverso[História]{costumes}).

E finalmente,sexo:
(Ui!).Prazer(contato com o

corpo),desejo(com o mundo[com a mulher]

{com parceiro do emsmo

sexo}),orgasmo(psicologia[biologia]

{animalidade,humanidade}),beleza(erótico[

sexual]),reprodução(família[juventude]

{velhice}) et al.

O meu método principal de exposição é

este,cheio de chaves,parêntesis,claves,a

demonstrar a referida lisibilidade das

coisas,do mundo.

Há que explicar aos muitos leitores dos


meus artigos,que é impossível que eu

escolha uma faixa de pessoas.Dirijo-me a

todos,mas se isto tem vantagens ,tem

desvantagens:muitos temas são conhecidos

por certas faixas e desconhecidas por

outras.Mas tal fato tem um valor

pedagógico para quem lê:diminui a

egocentria de achar que o mundo é feito

para a subjetividade e ensina a quem deixa

de lado este erro infantil que o mundo é

vasto(que existem os outros).Além do mais

a pessoa que lê tem o direito(se tiver

condição)de acrescentar
chavinhas,conceitos e critérios.É uma

oportunidade(mais uma) de interagir

comigo de igual para igual.

Ah!As mulheres vão reclamar do meu

machismo ao usar só o “ Homem

Vitruviano”,então eu usarei Adão e Eva:


De Lucas Cranach,o Velho.

Mas como a mulher vai reclamar que eu a

pus na dependência do homem,a colocarei

sozinha:
E farei como no “ Homem Vitruviano”,em

próximo artigo:

e...

o sexo!!!
E como o pessoal homoafetivo também vai

reclamar outra pintura eu analisarei(em

próximo artigo)a pintura “ O Rapto das

sabinas” de David,em que a figura

andrógina central desponta:


e...
Este estilo de expressão é meu e está

registrado.Quem copiar eu processo.

Minha ética

Muitas das afirmações feitas por mim

nestes meus artigos são baseadas em outros

pesquisadores e pensadores.Depois que se

adquire um conhecimento de certos


temas,algumas conclusões e inferências são

inevitáveis e lógicas,como as que eu fiz

sobre a unidade da experiência em

Nietzsche e a esterilidade da metafísica

como ciência em Kant.

Tanto isto é verdade que na pesquisa

constante e obstinada que faço nas

bibliotecas disponíveis na internet,não

raro,encontro outros pesquisadores dizendo

a mesma coisa.Recolho as suas obras

frequentemente e pretendo mostra-las aqui.

No caso específico das relações de Kant

com o marxismo ,a leitura de “ O


Socialismo Evolucionário”de

Bernstein,amigo de Marx e um dos

fundadores da II Internacional,me mostrou

que os conceitos emitidos por mim aqui

estavam in limine já neste autor.E outros

,como Kautsky,aprofundam esta conexão.

Eu fui mais fundo do que Bernstein nesta

questão e me diferencio de outros

pesquisadores,mas sofri críticas,no

youtube ,de pessoas que não me

citam(como sempre),relembrando os

conceitos de Marx.

Eu quero dizer mais uma vez que eu não


vim ao mundo( e acho que isto vale para

qualquer pessoa que queira pensar por si

mesmo)para papagaiar aquilo que outro

autor disse.E também não atribuo nenhuma

importância ao argumento de

autoridade,calcado em diploma ou em

suposta “ grandeza”,que não sei sobre que

se erige.

Eu já falei sobre isto mas devo repetir que a

grandeza de um Aristóteles já serviu aos

maiores crimes e violências.Que a teoria de

Marx justificou igualmente desatinos e eu

como cidadão comum,que pode ser


atingido(ou poderia)por estas grandezas

,tenho todo o direito de me proteger

,obtendo um conhecimento,pelo

esforço,igual ao que estes “ heróis”

produziram.Isto sem falar no direito de

crítica que toda pessoa comum tem.

Ao tomar um livro nas mãos,uma pessoa

tem três atitudes:se não entender,fecha;se

entender,duas sub-atitudes,concordar ou

discordar.Se neste último caso, esta

pessoa,com esforço,tem as condições

básicas e prévias para fazer o que eu disse.

Mesmo no caso de boas pessoas,os mesmos


critérios valem.Eu entendo que o

conhecimento,como todo mundo sabe,gera

poder e não há motivo para que o homem

comum não o adquira,no mínimo,para se

prevenir quanto ao seu mau uso por parte

dos poderosos.

Uma vez,um imbecil marxóide no Instituto

Astrojildo Pereira no Rio de Janeiro teve

quase um ataque por que eu disse discordar

de Marx,do Capital e naquela época não

reagi à estupidez deste biltre,mas hoje

compenso esta falha dizendo:se eu fui

muitas vezes obrigado a ler este livro para


ser comunista e servir ao partido,eu

tinha(e tenho)o direito de criticá-lo.Se

naquele momento em que não possuía

conhecimentos intelectuais.já entendia ser

me direito pensar assim,o que dirá agora.

O meu esforço é legítimo e conduz ao

conhecimento da mesma forma que um

PHD consegue.

No entanto,a minha ética indica nominar

,como faço sempre,de onde eu venho,qual

autor usei,mas mais eticamente

ainda,mostrar que outras figuras já haviam

elaborado sobre estes temas tratados nos


meus blogs.Não tenho pejo de reconhecer

isto,até porque me incita a ir um pouco

mais adiante.

Um pouquinho que seja,o aanço ,ou algo

novo deve ser procurado e

destacado,porque a vida se afirma assim.

O trabalho(profissional) do intelectual

Platão fundou esta tradição do intelectual


como dirigente da polis,da politica.Depois

dele raros são os intelectuais que não

pendem para isto e não sofrem com a sua

tentação e a correspondente frustração de

dirigir o mundo.

Na concepção platônica o “ conhecimento”

sensível ,a opinião ,a doxa ,não têm valor e

esta é a barreira posta por ele entre o

filósofo,o produtor de conhecimento por

excelência,e a pessoa comum.A pessoa teria

que ser dirigida por este filósofo.

Guardadas as devidas proporções até aos


dias de hoje esta tentação paira sobre o

intelectual e embora esta barreira não seja

tão grande assim permanece uma tensão

entre este “ eleito” e a pessoa comum,que

desconfia das decisões que vêm de cima.

A democracia moderna igualou todos os

homens,mas ,da mesma forma que no

mundo antigo de Platão,persiste a

convicção(que fundava as concepções do

filósofo)de que o intelectual,por ser um

estudioso contumaz,tem mais acesso à

verdade do que aquele que não tem tempo

livre.
Platão era um aristocrata e seguia o

principio do homem livre antigo do “ Otium

cum dignitate”,” ócio com dignidade”.O

tempo livre era usado não para não fazer

nada,mas para produzir obras capazes de

alcançar a imortalidade.

A questão do tempo livre não tem lugar

nestas concepções como viria a ter em

Marx ,embora seja de se pensar que Platão

soubesse desta relação.

Aparentemente aquele que não dispunha de

condições de conhecer era dependente em


definitivo do que dispunha.Assim Platão

justificava a escravidão.

Com Kant a filosofia rompe com esta

tradição estabelecendo o acesso ao

conhecimento e a sua produção à simples

razão,mas como eu disse ainda há tensões.

Esta discussão,de mais de um milênio,tem

longevidade porque surge de uma

impressão bem fundada de que aquele que

conhece a realidade mais completamente

pode trazer as respostas desejadas.O

cidadão comum,imerso no seu cotidiano


afanoso,fica restrito ao seu imediato e não

toca senão superficialmente em problemas

que ,afinal,influem positiva ou

negativamente nesta sua

imeditiacidade,acuando-o,limitando a sua

escolha e mesmo reprimindo-o.

Então,de um lado e de outro, mediações de

desconfiança pululam produzindo saberes

em meio a tremendo ruído.E no meio, a

intuição de que é o estudo do intelectual

que garante a união entre o conhecimento e

a liberdade.A liberdade para viver não

depende do conhecimento,exceto se ela está


sufocada.

Mas não é verdade que o conhecimento

assim construído o garanta.

Platão era um ideólogo,sem conhecer esta

palavra.A sua construção era legitimadora

de um satus quo do qual ele desfrutava sem

culpa.O seu discurso portanto não buscava

uma adequação com o mndo real,mas com

seus propósitos.

Isto gera ainda uma questão séria quanto ao

caráter profissional da atividade

gnosiológica.Se ela se encaixa num


projeto,certamente político(mas não só)não

será ela uma atividade profissional(inter.).

Eu tenho criticado Marx a partir de seu

diletantismo,mas o seu erro é devido à sua

datação.No caso de outros filósofos,o fato

de servir a um propósito não torna a

filosofia um saber profissional,como faziam

os sofistas, que vendiam as suas habilidades

aos aspirantes da politica(inter.).

Logicamente quando se fala em

profissionalidade fala-se em algo útil,real e

que sirva a todos.É obrigatória uma


transcendência ,porque o saber é

transcendente.Qualquer coisa fora disto é

falsear a realidade,a danação das

ideologias.O que serve para um grupo só se

impõe ispo facto aos outros.é só

força,justificação da força.

A ideologia como verdade só é válida e

legítima quando se conecta a uma crença ou

escolha.A questão ideológica da crença em

Deus não é profissional.Profissional é o

discurso elaborado para fundamentar uma

crença deste tipo.Pode-se arguir que este

discurso falseia já que não há prova da


existência de Deus,mas a experiência

simbólica da crença e do seu papel

transcendente e orientador de condutas não.

Se Platão acreditava no realismo das Idéias

é uma questão de conhecimento crítico(um

saber profissional),mas não havendo prova

desta concepção realista ela funda uma

ideologia(uma imposição).

Evidente que o que subjaz a estas

elucubrações é o que é o conhecimento,se é

científico ou filosófico,mas eu não estou

pensando nisto,mas na adequação do


discurso com a realidade.Tanto a filosofia

como a ciência podem dizer verdades sem

perder a sua natureza.Isto é,não estou

submetendo a filosofia a um critério

científico.

O que digo é que a utilidade só se mede

pela verdade ,que é transcendente,porque aí

a experiência profissional, contributo do

pesquisador , pode ser medido como algo

autêntico,pelo menos como experiência

humana.Mesmo que depois um erro seja

admitido ou encontrado esta experiência

terá alguma validade,pois de sua análise


poderá surgir algo decisivo para a

humanidade como um todo.

Exemplos:a concepção geocêntrica está

errada,mas ela abriu caminho para os

debates futuros que levaram à verdade.

Clausewitz,como Maquiavel ,elaborou um

tratado útil de estratégia militar e

política,mas como o italiano,o alemão foi

um fracassado prático.Mas fazendo a

anatomia da sua derrota extraiu conceitos

válidos.Vendo,vg,que a política lhe faltou

em algumas ocasiões encontrou a idéia de


que a guerra é a política por outros meios.A

pedagogia é tão importante que até do erro

se tira algo de bom.Porque este saber só se

obtém para ensiná-lo.

E a estes exemplos se tem como acrescentar

o problema do mal.Os saberes estratégicos

usados por criminosos como Hitler,Stalin

ou Dan Mitrione,são assimiláveis por

políticos democráticos.O método das

aproximações sucessivas usado por Hitler

para dominar a Europa até Moscou e usado

por Stalin para ocupar a Europa do

leste,pode servir a intenções


democráticas,como numa guerra de

libertação como a do Vietnã.Em

princípio,porque os recursos de Da Mitrione

são repudiáveis.

O discurso conveniente ,como o dos

sofistas,só tem validade na medida em que

a sua técnica é apropriável por essa

exigência geral transcendente.

O discurso de desprezo à sensibilidade de

Platão não é recuperável.Alguns temas de

Platão sobrevivem ao sistema,mas o sistema

não.O desprezo é a sua base e não é real.


O discurso de Marx também não se

sustenta.O que sobra são também alguns

temas e o problema da lógica de sua

exposição.

E finalmente,após tais afirmações,a tensão

entre a simples e a complexa razão(digamos

assim)se resolve na constatação de que o

equilíbrio entre estes dois lados deve ser

buscado nesta experiência.Trata-se de

saber qual mediação de experiência une os

dois,ressalavando o dever de se conter do

intelectual e o dever do não-intelectual de

não menosprezar o estudo.


O trabalho(profissional)do intelectual.II

Muita gente não compreende o que eu digo

nos meus artigos e me acusa,mas ,na

verdade,é porque ninguém os lê ou não tem

conhecimentos básicos para entendê-los.

Quano me referi no artigo anterior à

Ideologia,estava,como sempre,me referindo

ao problema da ciência.A questão do

sentido é outra.A ciência não dá sentido à

vida,isto é cientificismo.

Dito isto quero aprofundar o artigo


anterior.O que demonstro com o “

sepultamento” de Platão é que duas

instâncias surgem:a profissão de filósofo

,com seus objetivos específicos e a

instância necessária para buscar a utopia.

Como ressalto sempre a nação passou a ser

o local para realizá-la.Esta constatação não

exclui a instância universal,mas impõe uma

distinção entre o nacional e o

internacional,formal e jurídica.Ainda não há

uma articulação entre estes dois “ locais”

digamos assim.Mas para o que discuto aqui

estas afirmações diminuem o campo de


atuação do trabalho intelectual teórico e

teorético,na resolução dos problemas

políticos s e sociais.

As teorias ,como a de Marx,ainda são bem-

vindas,mas precisam,como qualquer uma,de

confirmação e mais do que isto, a

sociologia se constituiu na ciência da

sociedade.Como as teorias se encaixam

nesta ciência já uma questão a ser

aprofundada.Mas o fato é que a

legitimidade de propostas resolutivas fica

condicionada à ciência.
E há outra consequência:a relação quase

que hierárquica entre o intelectual e o povo

acaba ,porque a mediania dos debates é o

mundo real das relações sociais.

Embora o marxismo tivesse seguido o

renascimento e buscado esse equilíbrio,a

sua concepção teórica,tida(erradamente)

como científica,continuou com a

separação,provinda de Platão.Marx achava

que o “ Capital” deveria ser lido pela classe

operária ,mas seu editor inglês,melhor

conhecedor da vida,quis dividi-lo em

fascículos para torna-lo mais fácil de


entender por esta classe operária,que não

tinha escola.

Pertence ao misticismo ideológico de

esquerda,afirmar que o operário entende a

questão da mais-valia com

facilidade,porque o momento imediato de

produção não dá esta noção,que só pode ser

apreendida no todo.

Então a nação e a construção de uma “

comunidade universal” são os meios para se

discutir a utopia,unindo o profissional,que

se limita ,e o povo,que pode fazer um


pequeno esforço.

O resto é conversa fiada.

Profissão de fé do blog temas

Há muito queria definir o propósito que

fundamenta este blog.Sempre fui,do ponto

de vista intelectual, um interdisciplinar e

sou convicto que profissionalmente pode-se

e deve-se ser especializado,mas na

militância,na cidadania e na compreensão

real do homem não há como falar em


especialização,mesmo porque o homem é

interdisciplinar,em todos os sentidos.

Culturalmente,gnosiológicamente,racional

mente, não há esta compartimentalização

típica de nossos dias e sobre a qual eu já

emiti a minha opinião ,em outro artigo:os

objetivos polticos dela são claramente

acabar com o espirito critico dos

profissionais e dos intelectuais em geral.

Alega-se que o conhecimento cresceu

demasiado e isto é uma verdade,mas como

já ensinara Aristóteles e os filósofos em

geral, o conhecimento não é


quantitativo,mas qualitativo,discernidor e

não acumulador.

O erro de nosso tempo é achar que se deve

acumular,mas é falta de conhecimento

filosófico o que induz uma pessoa a pensar

deste modo.

E a capacidade crítica deriva deste

discernimento,porque é a partir daí que se

constróem critérios de qualquer natureza

para abordar a realidade.

Aprofundamentos sobre o que eu disse

no artigo anterior

Faltou algum aprofundamento,mais


concreto,para o que eu disse acima.O que

eu disse é que passou o tempo de se

reconhecer o papel específico do

intelectual.A busca do conhecimento perdeu

sentido num tempo em que a competição

pela sobrevivência tomou de assalto a

consciência humana cotidiana,como nunca.

Isto sem falar nas “ exigências” do

mainstream,na senda lucro puro e

simples.Nelson Rodrigues ,há muito

tempo,já havia feito observações

semelhantes a esta,mas sem considerar

propriamente o mercado.
Ele dizia que a nossa época,”

revolucionária”,se preocupava em agradar à

massa,à “ todo mundo”,sem se preocupar

com a qualidade,o fundamento

e,sobretudo,com a liberdade de escolha,que

condicionam as realizações.”Se fosse hoje”

dizia Nelson ”Michelângelo teria que

perguntar ao povo qual seria a melhor

maneira de esculpir o Davi...”,de

modo(digo eu)a ser reconhecido por todos.

Eu aduzo a estes comentários de 50 anos,as

mediações citadas do mercado e da mídia

que consagram o que estava no pensamento


de Nelson:a era da demagogia chegou.A “

Revolução dos imbecis” chegara e ele

acusava a todos,inclusive e primacialmente

a esquerda e os comunistas.

Mas eu digo que é um traço trágico de

nosso tempo.E que tem a sua manifestação

específica no plano intelectual no modo que

expliquei no artigo passado.

Neste plano se o intelectual não tiver uma

importância para alguém ele não é visto,não

é reconhecido.O conteúdo que ele

apresenta não é examinado,de plano.

É como,guardadas as devidas
diferenças,aquele maluco que escreve nos

muros da cidade:”quem não aparece na

televisão não é visto(como ele[maluco{digo

eu}])”.Poderia ele pensar que o mérito

seria a alternativa para este

desconhecimento proposital daquele que

não se “ encaixa”,mas esta alternativa

também já foi detonada e destruída,só

restando pó.

Ninguém procura conhecer ou ver o que

uma pessoa oferece se ela não tem uma

repercussão ,como se isto fosse prova da

sua importância.
Ainda existem pessoas que conseguem

produzir algo que atende aos interesses

legítimos da sociedade,mas na maioria

esmagadora, o pacto é simples:não importa

o que você faz ,eu lhe dou publicidade se

você me oferecer alguma coisa em termos

políticos,de mainstream ou de

mercado,coisas que têm a capacidade de

reproduzir os esquemas(corporativos)de

poder,seja pela política ou pelo mercado.Se

tem importância real corta.Se o conteúdo é

valido corta.

Muitos vão me objetar que não há tempo


para isto.Que o sistema político

representativo implica numa certa seleção e

que sobreviver no mercado,legitimamente

não pode ser criticado.Tudo isto é certo,mas

o referido sistema representativo não está

mais expressando os interesses populares.O

voto,o tributo ,não estão fazendo mais

diferença,exatamente por causa das

tendências discorridas acima.E na outra

ponta cada vez mais ficamos dependentes

do dinheiro e não ele de nós.

No passado já era assim,mas tudo

amplificou,tudo proliferou.E o retorno à


democracia de mérito é uma das necessárias

mudanças para transformar esta mixórdia.

Neste meu trabalho de pesquisador ,nas

redes,eu reinvindico,como já falei,atenção

aos meus conteúdos,exatamente no

caminho desta transformação,antes que o

mundo acabe em ruínas.Não havendo

justiça nas corporações o cidadão

individualizado,como eu e tantos outros,tem

que levantar a cabeça e exigir ser ouvido e

lido.

Mas as redes,como espelho da

sociedade,reproduzem o seu reflexo.Num


sentido muito pior de consagrar a

futilidade,a perda de tempo,a exposição da

intimidade,deixando de lado a contribuição

real,pela primeira vez,acessível ao povo,o

qual,penso eu,deveria aproveitar esta

oportunidade de liberdade,para crescer.Em

vez de xingamentos,o aprendizado,em vez

da balada,o aprendizado da política,em vez

da intimidade,o aprendizado do público,da

república.

Dizia também um homem de direita como

Gerardo Mello Mourão(ex-integralista):”só

o pensamento pelo pensamento,o


pensamento puro constrói a

História”(entrevista na TV Senado).E eu

aduzo,” só o pensamento livre produz

sentido”.

Petição de Princípio

Algumas contribuições de Nietzsche

Um dos fundamentos éticos de minha

atividade de pesquisador independente é o

que eu li uma vez de Nietzsche,da sua

obra.Falando sobre os alemães no final do


século XIX,depois da unificação ,ele disse

que tinham parado de pensar e se

acostumado somente a fazer política e a

submeter tudo(inclusive e principalmente o

pensamento)a ela.

Esta é uma passagem que separa o pensador

do que aconteceu depois,historicamente.O

ato em si de pensar teria evitado o

nazismo,mesmo que a cultura e o

pensamento de Nietzsche pudessem,numa

distorção do senso-comum,ser usados para

propósitos indevidos e ilegítimos.Com

relação a esta última assertiva,o pensamento


de Nietzsche nos remete para as perigosas

relações entre o elevado pensamento dos

doutos com este mesmo senso-comum do

cotidiano.Pois foi nesta passagem que os

ativistas de direita buscaram fundamentos

para suas arapucas,modificando segundo

sua conveniência o pensamento de

Nietzsche e de outros autores,que não

compreendiam ou não queriam,mas cujos

esquemas sutis podiam ser pervertidos( a

esquerda também faz isto).Não vou analisar

agora esta passagem,mas só o aspecto geral

dela,ou seja,qual o papel do pensamento


elevado,douto, diante do homem cotidiano.

Nós sabemos que Platão separou estas duas

esferas totalmente ,em favor ,lógico,da

primeira;mas embora o pensamento e a

empiria tenham sido ligados,depois de

Kant,muitos filósofos buscam manter esta

separação exatamente por causa do que as

incompreensões do pensamento de

Nietzsche causaram.

Na minha opinião esta separação é irreal e

impossível,mas sobretudo ilegítima,porque

sabemos que a função da filosofia,quando

os homens dormem,é analisar o que fazem e


dar um sentido aos seus atos.A função da

filosofia é atualizar o homem cotidiano

constatando as mudanças cada vez maiores

e mais rápidas de seu contexto formador e

existencial.

Então não há como negar que a filosofia( e

o conhecimento) não dirige o homem,mas

participa de sua vida,sendo a ruptura destes

dois lados um projeto de poder.

Tanto o douto pode se tornar popular,como

o popular pode ( e deve)adquirir condição

elevada.

Foucault,em “Vigiar e Punir”,entre outras


verdades,diz que não existe contrato social

nenhum,mas apenas luta pelo poder,entre as

instituições sociais.Quem disse que só a

Escola pode produzir conhecimento?Que só

quem passa por ela tem o direito de

produzi-lo?No romance de Jorge

Amado(que eu mais gosto)” Tenda dos

Milagres” o personagem Pedro

Arcanjo(reunião de Marighella e Manuel

Quirino)entra como bedel na Faculdade de

Medicina da Bahia e é proibido tacitamente

de escrever pelo Doutor Nilo Argolo,o

racista de plantão.O fundamento deste


preconceito é Platão,numa sociedade

escravocrática.Mas numa sociedade como a

nossa,supostamente democrática e sem

barreiras ,esta separação,este apartheid

cultural subjacente tem a ver como que

Foucault diz.

O equilíbrio entre o conhecimento

,digamos,não-douto,e o douto não existe.A

elevação(ascese)é tão possível com o

diploma,como sem ele,bastando a

inspiração e o esforço exigível para

todos.Não há nenhuma grande genialidade

na humanidade que não tenha tido que se


esforçar para alcançar os seus objetivos.No

meu modo de ver foi Marx e o

marxismo,com suas incompreensões do

mundo real,que cristalizou uma tendência

difusa do Renascimento e que ,mais ou

menos,se consolidou no

Romantismo(notadamente o alemão),de

considerar a genialidade somente,presente

em figuras providenciais,como o meio de se

chegar aos píncaros do

conhecimento.Talvez o próprio Marx tenha

ajudado neste erro ao se colocar como o

descobridor das “ leis dialéticas do


desenvolvimento da sociedade”,deixando

de lado as contribuições do passado e a de

seus contemporâneos .Mas ele levou vinte

anos de luta para escrever o

capital,cumprindo etapas epistemológicas

até completar o todo.

O que ocorre é que as pessoas comuns

,conscientes de suas dificuldades,se

esforçam mais e quando sua vocação(como

é natural)aparece mais cedo,os resultados

surgem antes daqueles procurados pelos da

academia.

Foi assim com Einstein e Max


Planck.Einstein se adiantou na procura de

novas equações resolutivas dos novos

problemas colocados pela física do final do

século XIX.Os outros físicos

acadêmicos,como Planck e Lorentz ,dentro

das universidades procuravam o mesmo em

meio à política freqüente dentro

delas.Livre,Einstein pode apresentar os

resultados e assumir um nome autêntico

antes dos “ doutos”.Mas ele teve

sorte,porque encontrou na figura sem inveja

de Planck,um interlocutor capaz de

reconhecer o seu mérito e chamá-lo para


um cargo de professor,ainda que sem

qualificação.Se fosse no Brasil hein?...

Os doutos,acadêmicos ,se enredam na

política e nas barreiras por ela impostas ao

esforço e se atrasam.É a fábula,mutatis

mutandi,da lebre e da tartaruga.Lorentz não

é pior do que Einstein,mas este teve mais

tempo e esforço.

Aqui no Brasil,como o mostra Lima Barreto

no Romance “ O triste fim de Policarpo

Quaresma”,não haveria

reconhecimento,mas uma barreira

definitiva,no que é a verdadeira explicação


da razão pela qual o Brasil ainda não

ganhou o Nobel.

O não reconhecimento do valor do outro

atrasa a sociedade e a História.Por causa de

Einstein e Max Planck o século XX se

adiantou no mínimo 40 anos.

O pensamento elevado,complexo,é

acessível a qualquer um que se

esforce,levando mais ou menos

tempo.Contudo existem saberes que são

acadêmicos,profissionais, e outros que

podem se constituir num saber

acessível,mas sem perder o rigor,sem se


vulgarizar.Nietzsche,no fundo,busca isto aí

e a tendência da produção gnosiológica dos

últimos 100 anos é esta.

O que eu faço ,como pesquisador é este

segundo plano,embora eu esteja,me

preparando para fazer muito no

primeiro.Esta pesquisa acessível é

rigorosa,legítima e importante,por mais

que a academia diga que não.

O homem cotidiano se aproxima dela se

quiser (eu acho que deveria),como quem lê

um jornal mais alentado ou uma revista de

cultura,que não é só de divulgação,mas de


produção de algo novo.Mas o saber

acadêmico nem sempre lhe é obrigatório ou

essencial(em função deste último o

primeiro).

Mas ,me conectando ao que eu disse sobre

Nietzsche e seus comentários sobre os seus

concidadãos,é que hoje em dia só se adquire

nome se se tiver,como na

política,seguidores(nas redes inclusive).Só

se valoriza o conhecimento se alguém

acredita nele,se muitos(eleitores)acreditam

nele;se existe a possibilidade desta relação

com seguidores se transformar num projeto


financeiro.O que Nietzsche quis dizer ,e eu

concordo com ele,é que o pensamento, o

conhecimento,o seu mérito bem

fundado,não são mais considerados,mas sua

utilidade e nisto,neste processo reside a

distorção do pensamento ,que conduz aos

problemas e violências de todos os tempos.

Ponto de partida das minhas reflexões

sobre Freud

Meu encontro com Freud só


O ponto de partida destas minhas reflexões

foi o primeiro artigo que fiz neste blog e

que relembro agora:tratava de um episódio

da vida de Freud,na qual seu pai,Jacob ,lhe

garantia privilégios familiares,uma vez

percebendo os seus dotes,revelados desde a

adolescência.Naquela ocasião eu

relacionava esta decisão com a questão da

relação comunismo e desigualdade.

Agora eu faço disto um ponto de partida

para o meu trabalho total com Freud,quer

dizer a baliza fundamental que orienta as

minhas pesquisas em
Freud.Mas,naturalmente a partir de outras

premissas e relações.

A família,as relações entre os irmãos;a

família como célula da sociedade,onde está

o inicio da troca simbólica fundamental que

gera a sociedade e o aprendizado dos

valores.

Sempre me impressionou a capacidade de

Jacob,judeu muitas vezes humilhado nas

ruas de sua cidade,de tomar o caminho

certo.Todos vão me objetar que era

fácil,pois Freud era superdotado,mas

existem outros muito capazes no mundo


que sofrem com repressão às suas

qualidades intelectuais e mesmo aqueles

que não demonstram aptidões devem

merecer uma abordagem criteriosa,levando

em conta a verdade essencial da

humanidade,segundo a qual somos

desiguais por natureza.Esta

desigualdade,como eu disse no primeiro

artigo,só é aprofundada pela sociedade de

classes,mas é inarredável.

A psicopatologia da vida cotidiana revela o

nexo entre a família e a sociedade, a partir

do problema psicológico da inadequação do


homem,diante de uma sociedade

sexualmente repressiva e por isso neurótica.

Ao contato com histéricos no Hospital

Salpetriere e à explicação neurológica dos

seus professores,para a doença,Freud

respondeu com o caráter “ psicológico”,”

espiritual” destas doenças.Na verdade o

mecanismo da neurose é explicado dentro

da subjetividade,libertando de vez a

autonomia do Sujeito.Contudo o Sujeito é

produto e produtor das relações sociais e na

sua caminhada histórica adquire mais e

mais autonomia,pela prática e pelo auto-


conhecimento,em que,neste último

caso,Freud foi decisivo.

A constatação da inadequação humana, a

realidade essencial da frustração como

motor do surgimento da consciência e do

amadurecimento,capacitou o homem a

enfrentar os seus problemas mais

constrangedores,em vez de desviá-los para

mediações tais como a religião.

Neste aspecto a psicopatologia da vida

cotidiana(livro no qual ,a meu ver,o

cotidiano como problema e mediação de

resolução dos impasses humanos é


colocado)é um inventário do tempo comum

e cotidiano,onde as doenças próprias desta

inadequação surgem diante do paciente e do

analista.

Petição de princípio

Preciso mais uma vez de colocar os meus

critérios de atuação como pesquisador e

escritor.Isto porque sofro de certas

incompreensões,que geram exigências e

críticas indevidas.

O meu percurso para este trabalho é o

seguinte:eu percebi claramente que eu


preferia os livros de História feitos por

jornalistas(publicistas),porque eles não

escondiam a participação e

responsabilidade das pessoas.Oriundo do

stalinismo notei que a chamada “ história

econômica”,supostamente derivada do

marxismo(o que não é confirmado,pelo fato

de Marx ter escrito o “ 18

Brumário”),visava diluir estas

responsabilidades,por motivos óbvios(no

caso de Stálin[e de outros]).

Por razões de meu desenvolvimento pessoal

eu perguntei certa vez se isto não poderia


valer para as disciplinas das ciências

sociais.Logicamente, a questão da “

responsabilidade” não se punha

propriamente nelas,que se constituem de

complexas abstrações.

A minha perspectiva mudou acima de tudo

porque eu tive uma nova apreensão da

sociologia do conhecimento,do pensamento

sociológico compreensivo,de Rickert até

Max Weber,passando por Simmel ,Dilthey e

Manheim,que eu conhecera por Michel

Lowy,em seu livro “As aventuras do Barão

de Munchausen-o marxismo e a sociologia


do conhecimento”.

Depois de 1848,a burguesia,assustada com

o avanço dos socialistas e

comunistas,intentou estudar as condições da

classe trabalhadora,para atender às suas

reivindicações e eventualmente(utopia de

direita)barrar,para sempre,o caminho da

esquerda.

O primeiro a tomar esta direção nos bairros

operários foi Frederick Le Play,que não

admitia a organização sindical e não

admitia a hegemonia da esquerda.Ele é

tido,no entanto,por todos(inclusive a


esquerda),como precursor da sociologia,que

nasceu em Comte,nesta mesma época.

O essencial da contribuição de Comte é a

troca simbólica entre

indivíduos,socii,associados.O núcleo da

sociologia,o seu nascimento,se encontra

aí.Mas esta “ descoberta” se deu em

Frederick Le Play,que analisou,com um

caderninho na mão, as condições dos

bairros dos excluídos.

Destes autores para adiante a tendência da

“sociologia do conhecimento”,da

“sociologia compreensiva” foi só crescer e


muito.Estas correntes foram inquinadas por

Luckács de irracionalistas,em seu livro “ A

destruição da Razão”(assunto para um outro

texto).Contudo esta sua visão é injusta e

denota uma reação do racionalismo

abstrato dialético,Hegel/Marx(entre outros

racionalismos),diante da verdade que esta

sociologia trouxe para as “ciências

“sociais:que a abstração racional não é

suficiente e nem,não raro,adequada para o

estudo das relações sociais.

A descrição compreensiva da sociedade é

mais profunda na obtenção e descoberta do


sentido ou dos sentidos presentes nela.

Foi neste momento que eu notei uma

possível aplicação da pesquisa ,para além

das abstrações,à filosofia e às ciências

sociais,todas estas disciplinas inter-

relacionadas,segundo um modelo preciso:a

sociologia é a base geral,o oceano

,enquanto que as outras,filosofia,ciências

políticas,História,são as ilhas que buscam

cada vez mais autonomia.

Mas a partir destas constatações fica claro

que qualquer estudo destas disciplinas pode

relacionar a razão abstrata com


sentidos,valores,idéias,significados(et al)

que a influenciam constantemente.

Assim ao falar de certas idéias filosóficas é

possível ,marcando o seu contexto de

formação,identificar a sua origem e

conseqüências ,bem como eventuais erros.

Assim cheguei à conclusão de que a visão

racional abstrata ,que passou inclusive para

o positivismo do citado Comte,não tinha

exclusividade e que a pesquisa nas ciências

sociais era tão admissível quanto na

história e que o papel dos indivíduos e da

sua responsabilidade era tão extraível


quanto na História política,guardadas as

devidas proporções evidentemente.

A visão positivista se associa ao

racionalismo ,inclusive dialético,na medida

em que busca as leis da natureza e da

sociedade imbricadas umas nas outras,com

a natureza tendo precedência.Mas a

sociologia do conhecimento demonstrou ser

isto impossível,irrealizável,porque a

natureza é uma coisa e a sociedade outra.

Havia um astrônomo famoso,Ronaldo

Rogério de Freitas Mourão que escrevia

artigos sobre a ciência astronômica,que


eram tidos por mim como não só de

divulgação,mas como de produção de

conhecimento e aí me convenci em

definitivo da fatibilidade do meu trabalho

de pesquisador.Voltarei ao tema.

O que se deve ler e estudar

Aristóteles,diferentemente de seu mestre

Platão,percebeu que na vida social(que ele

estudou durante muito tempo,bem como a

natureza)não tem um modelo definitivo de

explicação.Como consequencia a teoria

política de Aristóteles,contrariamente à

utopia “ absoluta” do mestre,revela que não


há nenhum modelo acabado e

definitivo,fato seguido pelos teóricos da

política,da filosofia e da sociedade nos

séculos seguintes:não há um modelo para as

múltiplas sociedades do planeta.Há que se

levar em conta as condições geográficas,a

natureza psicológica dos povos,o seu

desenvolvimento histórico e as mudanças

na sua cultura através do tempo.

Sempre foi assim,mas os gregos é que

teorizaram sobre esta complexidade.Os

livros são a base da cultura ocidental e a

percepção disso levou os gregos,os


fundadores desta cultura específica e

universal ao mesmo tempo,a fundar a

primeira biblioteca universal,a de

Alexandria.

Os gregos constituíram sua cultura,desde a

Jônia,do estudo da natureza,da crítica dos

mitos e da sua cultura

mesmo.Platão,Pitágoras e outros filósofos

estudaram no Egito,a grande capital do

pensamento até então e estudaram

conhecimentos matemáticos e religiosos

desta civilização e da magna

Grécia(metempsicose[transmigração das
almas]).Mas, a rigor,os gregos tiram deles

mesmos,de seu esforço de investigação,uma

cultura intelectual livresca base do ocidente.

Ao eclodir o Renascimento,os pensadores “

modernos” foram buscar nesta base a

condição de atualização do saber e criação

de novos conceitos.Isto aconteceu porque

não havia alternativa?Não ,a cultura grega

era básica na formação do ocidente,que se

caracteriza pelo pensamento perscrutador

da realidade.

Não era preciso uma quantidade de livros

para produzir um pensamento novo.Com


raras exceções à formação do renascentista

bastavam os gregos(e romanos em algumas

áreas).Porque nos dias de hoje a quantidade

passou por cima da qualidade?É porque as

relações ocidentais entre a intelecção e

poder se tornaram decisivas,para quem o

exerce.

Isto começou com a indefectível Igreja

Católica e o tomismo ,que fundou a

escolástica .A escolástica se tornou o

grande referencial de poder,como atrativo

de adesão ou referencial de repulsão.

O termo escolástica ,como


sabemos,designa a Escola ,de pensamento

definitivo.O seu lema era o da Suma

Teológica “ Magister Dixit”,” O Mestre

disse”.O mestre ,no caso,é Aristóteles.O

mestre disse e “Roma locuta,causa finita

est”,os lemas fundadores do

empoderamento universal, a que todos

aspiram e alguns,acertadamente,repelem.

Um dos conceitos da escolástica é a

quantidade de conhecimento que se pode

obter,um conhecimento que se retira,pela

revelação,da infinitude da criação de

Deus.Isto quer dizer,no interesse do


enpoderamento,que o conhecimento é

amplo,talvez infinito,mas não se pode

discutir(quer dizer contraditar) que ele

provém de Deus.Se o conhecimento não

confirmar esta realidade ,é herético.São

Tomás é a continuação do sultão que

queimou a Biblioteca de Alexandria com o

seguinte pretexto:”Se os livros confirmam o

pensamento do profeta Maomé devem ser

queimados e se não,o devem por serem

contrários”.E é a base das inquisições

modernas(Stalinismo por exemplo),para as

quais o mesmo “ raciocínio” se faz:” Se não


é a meu favor está contra

mim”(paranóia[excesso de

razão{dogma}]).É o princípio do

dogma,que reproduz ,no mesmo(no

permanente),o conhecimento(origem da

aufhebung,da

dialética[hegeliana]moderna?)

Contudo,como é óbvio,o conhecimento não

tem comprovada relação com o

pensamento,infinito,de Deus.As provas

racionais de São Tomás estão postas em

xeque há muito tempo.Deus para o

conhecimento e a filosofia é um
problema,não uma certeza(de fé).

O conhecimento deriva de um referencial

prévio e traz algo novo,da natureza ou da

sociedade.Um novo referencial.E nem é,

somente, racional .

A escolástica, no entanto, produziu saberes

muito específicos:teoria das

essências,chamada de ussiologia(!).Saberes

acadêmicos,filosóficos, muito

complexos.Hermenêutica também.Todos

estes saberes são validos intra muros ,quer

dizer,no âmbito da escola .Eles

não,podem,contudo,ser usados para explicar


o mundo.Só a filosofia católica integrista

defende ,em todo este tempo, esta proposta.

Esta visão da escolástica gerou a falsa

idéia de que a quantidade de conhecimento

é essencial para a produção do

discernimento.Tal proposição se encaixava(

e se encaixa)bem, no empoderamento

pretendido.Limitava a participação de todos

no conhecimento,agora dominado pela

Igreja,só ela intercessora do Homem e de

Deus.

Mas ,como vimos ,bastou aos renascentistas

conhecer os gregos para produzir novas


idéias.O respeito aos gregos era tanto que

houve um momento em que se discutiu se

as idéias modernas eram melhores ou piores

do que a dos antigos,no que ficou conhecida

como a “ Querela dos antigos e dos

modernos”,que propiciou a Charles Perrault

escrever um livro clássico sobre o tema.

Em que medida a contemporaneidade

mudou esta situação?Levando-se em conta

o saber socrático que valoriza o

discernimento e o tomismo que o

condiciona ao estudo continuado dos

textos,existe uma discussão sobre se basta


ler o essencial ou é preciso ler tudo,como

fazia Marx,para escrever “ O Capital”.A

erudição é ler tudo?Pode-se fazê-

lo,indiscriminadamente,sem um

pressuposto?

O que mudou na contemporaneidade foi o

acesso definitivo,o direito definitivo de

pesquisar e o desencantamento do

mundo,abriu a sua (provável)infinitude a

uma gama infinita de conhecimentos ,para

uma humanidade(infinita?) ávida de saber.

A partir disto a possibilidade de associar

conhecimento e quantidade surgiu,de


fato,mas não acabou com outros saberes.O

que queremos dizer é que ,dependendo de

cada saber,de cada campo,a quantidade é

uma verdade ou não.

Para fazer uma interpretação de Bergson é

preciso ler uma certa porção de livros,saber

filosofia e ter uma maturação.Mas é preciso

ler tudo?A filosofia inteira?No caso de

Bergson,a psicologia?

Para cada objetivo,uma atitude.A profusão

de leituras para escrever “ O Capital”

conduziu Marx a uma certeza científica?Há

filósofos auto-arrogados no Youtube que


fazem um relação entre Marx e

Sócrates,mostrando a necessidade de

discernimento para o pensador alemão e

depois,contraditoriamente,afirmam a

exigência absoluta do conhecimento de

tudo.

Os nossos esforços de mostrar a ausência

real de uma dialética da

quantidade/qualidade,quantidade/discernim

ento,levam Hegel e São Tomás( de

lambuja)para o lixo da história(em parte) e

confirmam o que estamos dizendo:não há

uma regra absoluta de comportamento


criativo intelectual.Tudo depende do

objetivo.

É mais que possível produzir conhecimento

de uma literatura básica.Os psicólogos

dizem que a pessoa está apta a se

profissionalizar em cinco anos.O primeiro

ano é de adaptação;os dois seguintes de

assimilação e os dois últimos( etapas não

rígidas)de maturação e preparação para a

prática.A prática que consolida o

conhecimento se dá ,com variações ,em 10

anos.Está é a regra.Mas,para produzir certos

conhecimentos,inclusive na filosofia e
dependendo de cada objetivo e de cada

disciplina ,esta regra pode ser mudada.

Os grandes filósofos se formaram no

período que conhecemos como o do “

ensino básico”.O referido Bergson dava

aulas no segundo grau.As condições de

formação de um filósofo,bem entendido,se

dão até aos 18 anos.

Músicos,matemáticos,esportistas,se formam

nos primeiros anos.Quando havia o clássico

no Brasil a quantidade de escritores e

pensadores era muito maior.

Assim sendo ,não há,na vida,nenhuma


fórmula fechada para nada.Há padrões,mas

não um modelo definitivo.Como digo

sempre,a construção de modelos,tem,por

trás de si,um interesse ilegítimo de

poder,venha de onde vier.

Hoje não é necessário estudar todos os

gregos,nem os renascentistas todos ,mas o

que considero essencial é o que a antiga

editora ediouro publicava,com os

acréscimos de escolha e de necessidade e

que hoje são publicados pela Martin Claret.

Mais críticas

É claro que em todas as profissões existem


as pessoas de bem.Nem sempre são

maioria,mas presume-se que sim.Nas

faculdades particulares encontrei muita

gente que poderia,se tivesse tido

oportunidade,chegar às Universidades

Públicas.Mas tiveram que trabalhar e ,com

dinheiro,puderam pagar uma

faculdade,depois de maduras.

Outros alunos tinham consciência de suas

dificuldades e eu,como professor,os

ajudava,porque eu sabia que eles ,de posse

destes limites,saberiam se conduzir.

Mas grande parte escrevia qualquer coisa e


exigia a nota,porque eram apoiados pelas

direções ,que não podiam perder a receita.O

professor nestas faculdades é despesa,os

alunos ,receita,eu costumava brincar com as

turmas.

O fato é que quando um advogado se

formava eu ficava apavorado com a

perspectiva dele cometer erros crassos e

quando ele mostrasse o seu curriculum,o

meu nome estava lá,como seu professor.

Ninguém iria perguntar(e não pergunta)se o

professor(no caso eu),fora obrigado a dar

esta nota para garantir o seu emprego.


O que ocorre nestas universidades é não só

a mistura da política com a profissão,mas

do dinheiro com ela.É o padrão Brasil,que

causou a tragédia do Rio Doce.

O que causou esta tragédia?Promiscuidade

entre a política,o poder público e as

empresas.Isso acaba por afetar as

necessidades de cumprimento das tarefas

técnicas e profissionais,que nem sempre

permitem o lucro desmesurado de nosso

capitalismo autárquico e arcaico(porque

baseado na dicotomia modernidade/extrema

pobreza).
O que digo aqui ,e vou continuar dizendo, é

que se somos um país moderno e industrial

precisamos construir uma meritocracia para

produzir novos conteúdos,conteúdos

nacionais,nas mais diversas áreas(como foi

um pouco no passado[modernismo]

{“revolução “de trinta}).Quem tinha razão

era Locke:o homem é desigual.A vida não é

injusta,como disse o Presidente

Kennedy:não é injusta,é desigual.A

sociedade de classes aprofunda esta

realidade e nós podemos diminuir estas

distâncias,mas suprimi-las inteiramente,é


algo que a história e a vida demonstram

,cada vez mais,ser impossível.

Para competir com as outras nações e criar

riqueza,mesmo em meio à pobreza,teremos

que admitir isto,pois é uma exigência da

sociedade capitalista industrial moderna.O

discurso social pode e deve ser introduzido

permanentemente dentro deste processo,que

,às vezes,se inicia,mas pàra,se inicia,mas

pàra.Mas deve ser iniciado até ser possível

mantê-lo,em nome do progresso de todos.

Ou isso ou devemos talvez retornar à

famosa polêmica Eugênio Gudin e Roberto


Simonsen,da década de 20 do século

passado,sobre se era bom ou não a

industrialização,que começava(em São

Paulo).Enquanto o primeiro queria que o

Brasil continuasse como país agrário,o

segundo preconizava a entrada do país no

capitalismo,coisa que já era em curso e

inevitável.

Procede ,em termos,o pensamento de

Eugênio Gudin:com quatro séculos de

agrarismo,o Brasil podia usar esta

experiência para construir um novo

país,sem cataclismos,reordenando
racionalmente a sociedade(coisa mais

factível em sociedades camponesas[mais

homogêneas]).A indústria operaria

mudanças convulsionais,saltos difíceis de

controlar.

A direita,neste viés,tem uma certa lógica,ao

defender um certo programa

regressivo(monárquico às vezes).Hobsbawn

cita ,em seu livro sobre a “ Dupla

Revolução”,um argumento dos

escravocratas estadunidenses,muito

persuasivo:nestas sociedades a fome não

existia,a garantia de comer sempre(até ao


final da vida)estava dada.Os escravocratas

dos EUA ,e do Brasil,mostravam aos seus

escravos,os cortiços que se formavam nas

cidades inglesas,em torno das

indústrias,onde milhares de desempregados

“ livres”,passavam privações(“ exército

industrial de reserva”[Marx]{O

Capital,Vol.1,cap. V “ Acumulação

Primitiva”}).

Liberdade e escolha são coisas

diferentes(tema para o próximo artigo).No

tempo de Napoleão,muitas

pessoas,incentivadas pela “ carreira aberta


ao talento”(frase de Napoleão quando se

tornou primeiro cônsul ,expressando a nova

realidade do capitalismo),em todos os

lugares da Europa,se uniram a ele,a seu

exército(Grand Armée),afim de alcançar

este objetivo.

Mas outros,servos,lacaios,preferiram a

condição dada pelos seus

senhores(aristocratas),herdada da Idade

Média.Até ao século XVIII,com o advento

da sociedade industrial moderna,quem

nascia servo morria servo;e quem

,aristocrata,como tal ia para o


cemitério.Para nós hoje,isto parece um

horror,mas muitos escolhiam não ter

liberdade,em troca da certeza de comer

,vestir e morar,do nascimento até à

morte,sem sobressaltos(Leopold Mozart[pai

de Mozart]{um pouco contrariado})

(principalmente na Áustria,Inglaterra e

Rússia,os países básicos da aliança

permanente contra Napoleão e o

capitalismo moderno).

Toda esta base histórica é o que está por

trás destes comportamentos brasileiros,de

predomínio da política,da casa –grande


sobre o trabalho,porque os brasileiros,por

quatro séculos,sempre dependeram dos seus

senhores.usando Foucault,” escolhemos” a

indústria,mas mentalmente,prosseguimos na

sociedade agrária ,escravocrata,do

passado.A realidade material muda,mas a

consciência,não.

Esclarecimentos sobre o meu método de

trabalho

No artigo em que tratei do meu método de

trabalho,houve reações indiretas(como

sempre),às críticas que eu fiz à


universidade.Isto tem acontecido

regularmente em outros artigos dos meus

blogs.

Eu ,quando faço uma crítica,me refiro à

média do comportamento brasileiro.Não

tenho pesquisas sobre os fatos que

relatei,mas a minha experiência foi aquela e

funciona como amostragem sim,dada a

quantidade de ocorrências e fatos narrados e

testemunhados por outras pessoas.

Tomei o caminho do auto-didatismo porque

não existe comportamento republicano nas

escolas.Eu não posso afirmar o


analfabetismo funcional nas Universidades

públicas ,estaduais ou federais.

Mas em ambas a política se sobrepõe

freqüentemente ao

profissionalismo,principalmente nas

estaduais,desprotegidas ,penso,diante dos

interesses locais.

Nas universidades particulares ,tanto dos

ricos,como dos pobres(que são a maioria),o

analfabetismo funcional e vivencial é

total.Por vivencial,eu quero dizer que os

filhos –família que estudam nas

universidades ricas são totalmente


dissociados da vida real.Totalmente presos

numa redoma.

Certa ocasião eu pedi para os alunos

fazerem um trabalho sobre as escolas de

pensamento jurídico e a aluna me trouxe

uma descrição departamental da faculdade

onde ela estudava...Outra não sabia que se

chegava ao legislativo por eleição,mas por

concurso...

O meu chefe de departamento

,demagogicamente,disse que esta era uma

boa oportunidade para ensinar,mas o fato é

que um aluno assim não está apto a


entender as matérias do primeiro ano,o que

dirá das outras,dificultando o esforço do

professor.

Nas faculdades e universidades

particulares,dos pobres,como professor,fui

obrigado a aprovar alunos escrevendo “ nós

vai”,omissidio” e isto era pouca coisa

diante de outros exemplos.

Se o aluno tinha “costa quente”,eu era

obrigado a dar quantas provas fosse

necessário para aprová-lo.

Farei outras revelações proximamente,para

justificar o meu autodidatismo e o direito


de me colocar aqui como pesquisador e

publicista independente.

Pausa para fundamentar o meu trabalho

Gosto sempre de demonstrar aquilo que eu

sou:um publicista,pesquisador,tão-

somente.E como eu sou um ávido buscador

de livros ,desde a tenra infância eu vivo

buscando fundamentos,neles,para minha

atividade.

Eu vou explicar mais uma vez a origem e os

critérios do meu trabalho:eu sou como

Lutero(mal comparando[kkkk]{não
sei...}).A relação de Lutero com Deus era

como a de todo mundo,a partir da

intercessão da Igreja Católica

medieval,profundamente

hierárquica.Percebendo os vícios desta

Igreja,suas contradições morais

insolúveis,ele se fundamentou em Santo

Agostinho,que afirmava a justificação pela

fé e por via de consequencia defendendo a

desnecessidade da intercessão e das obras

,para chegar à graça de Deus.

Este movimento de Lutero,desejado por

amplas massas que o seguiram,significou o


nascimento do individuo moderno,dotado

agora do direito de buscar os seus próprios

caminhos em direção a Deus,interpretando

a sua Palavra ,segundo o seu coração.

Eu tentei durante anos fazer o meu

mestrado e doutorado e o que eu vi nas

universidades foi só falcatruas.Não vou

contar detalhes do que eu vi agora,porque é

muita coisa,mas tudo me conduziu para a

conclusão de que eu não deveria continuar.

Com o tempo entendi que era meu direito

fazer como Lutero e valorizar o meu amor

pelos estudos e prosseguir no meu intento


de me tornar pesquisador e

escritor.Ninguém tinha o direito de me

proibir,de me impor a sua autoridade e me

impedir de falar o que penso e

(tentar)produzir conhecimento.Eu agi como

o cidadão moderno,nascido com as 95

teses:a minha parte eu faço(assim disse

Guevara quando foi para a Bolívia...).

Esta história de que só o que é produzido

nas universidades,por quem tem

diploma,tem validade,é falsa e é

freqüentemente desmentida pela história e

pela vida(que é mais importante do que


tudo e é o norte de qualquer pessoa que tem

compromisso com ela[inclusive o

estudioso]{e todo o

cidadão/trabalhador}).Geralmente quem

está fora da universidade,da escola,é que

inova.

A universidade foi criada para controlar a

produção do conhecimento,porque

conhecimento é poder.E eu gosto sempre de

citar a frase de Anisio Teixeira,patrono da

educação brasileira(não Paulo Freire):” O

homem aprende dentro da escola,fora da

escola e apesar da escola” e


eu,modestamente(mas

firme)acrescento:estudar só na escola(como

todo escolarino faz[conceito aprendido em

cascadura{kkkk}])não adianta.Há que

juntar a leitura dos livros com a leitura do

“livro do mundo”(Descartes).

Tanto na relação com o estado quanto com

o público o processo de representação deste

individuo não é possível,integralmente,mas

o cidadão/trabalhador é o real.O estado e o

público são abstrações que procuram se

aproximar o mais possível deste individuo

cidadão/trabalhador,sem
conseguir.Assim,em qualquer circunstância

é este ente individual que sobrevive e que é

a célula de tudo.

Associei estes critérios com a minha

formação marxista,especialmente no que

tange à teoria da alienação,objeto de

estudos futuros aqui(estou me

preparando).Se nós somos,como pessoas

comuns,tocados por produtos do

conhecimento,que alteram,contra a nossa

vontade(não raro),a nossa vida.Se nós

corremos risco por causa destes

conhecimentos(bomba atômica[guerra
nuclear] )e de seu uso (na

raro)irresponsável,temos o direito de,pelo

esforço,conhecer,para nos defender,para

atuar,para votar melhor e fazer a pressão

qualificada sobre os governos,necessária e

de direito.

No renascimento não havia esta barreira

entre a autoridade gnosiológica e as artes e

profissões populares.A nossa época,Weber

mostrou,é racionalizada,no pior sentido da

expressão,porque consagrou a distinção

entre o trabalho intelectual e o braçal(que

Anísio criticava e lutou,no Brasil,para


superar).Só detém a autoridade quem está

no estado,quem é reconhecido por ele,que

supostamente representa a todos.Aí as

interpretações críticas de Foucault sobre a

inexistência do contrato social,são mais que

cabíveis.Não tem esta representação.Isto é

um truque de empoderamento,como se diz

hoje.A pessoa que está no estado,como

professor –doutor,mestre,tem mais

preocupação com o poder do que com o

conhecimento e o povo em geral se

desinteressa,porque sabe que não vai chegar

lá.Então a reprodução desta autoridade


vazia se dá de maneira incontrastada e

impede a produção do conhecimento, tão

decisiva para um país industrial.

Eu não sou aqui autoridade.Procuro

produzir mais conhecimento,por pequeno

que seja,mas sempre partindo de outros

pesquisadores.Eu faço estes artigos usando

algo que não é propriedade de autoridade

nenhuma:teorias,métodos,empiria,categoria

s.Ninguém ,por mais qualificado que seja é

dono disto aí.Eu não consigo me fazer

compreender.Há professores universitários

que ganham um nome porque obrigam os


seus alunos a citar as suas pretensas

inovações à farta,sob pena de não serem

aprovados e depois estas “inovações” são

desmentidas.Muito tarde ,porque tais

reputações já estão feitas.

Eu sempre fui ,como eu disse,um buscador

de livros e os artigos sobre Nietzsche e

Kant se basearam nestes itens que eu citei

acima,mas,por dever de honestidade,que é

um valor fundamental na minha vida e na

minha atividade,eu busquei referências na

internet.Pesquisadores que pensassem

aproximadamente como eu: e eu encontrei!


Jay Raimond Sucalski publicou uma tese

em 1976 sobre a razão e a unidade da

experiência em Nietzsche,que eu não

conhecia,mas cujos conceitos batem com os

meus.Eu vou comentar esta tese.

E o outro livro trata do meu artigo anterior

sobre Kant:Charls Kirkland Wheeler “Real

Realism VS fictious idealism” que aborda a

distinção a que eu me referi.

Explicação sobre o meu método de

trabalho

Petição de Princípio
É importante esclarecer às pessoas o que eu

faço aqui para não dar margem a

dúvidas.Eu disse que não era

psicanalista.Também não sou físico nem

economista.As grandes teorias de nossa

época,relatividade,mais-valia e a da

sexualidade implicam para seu

conhecimento,ter uma base profissional,que

eu adquiri de leituras e estudos durante 40

anos.Mas como eu afirmei trabalho mais

como epistemólogo,como alguém estuda o

conhecimento nas suas diversas formas.As

mais conhecidas e universais teorias são


estas,acrescentando a da seleção

natural(não evolução).De todas a única que

une o diletante ao profissional é esta

última,mas não em todos os seus ramos.As

descobertas do DNA,do código genético,

impõem uma extrema

profissionalização.Mas há ainda estudos

sobre a seleção natural que permitem ser

feitos ou pelo menos iniciados por

amadores.

De todo modo ,os efeitos das teorias,da

produção do conhecimento é o que eu,como

pesquisador,posso fazer,nada mais.


No caso da física,procurei entender a vida

toda o porquê Leibniz havia questionado a

noção de tempo e espaço absolutos de

Newton e somente o descobri com

documentários e pesquisa propriamente

dita.Em muitos folhetos ,livros,e outras

publicações existem muitos erros.

A idéia de distância num universo eivado de

ondas e de energia não é admissível.No

entanto não podemos dizer que a distância é

uma ilusão,própia do plano,da geometria

plana,mesmo na curvatura há uma

distância,uma semi-reta traçável.


Então a noção de distância tem um

lugar.Ela não é espaço absoluto,porque

toca o tempo.Na física o tempo tem a ver

com a relação entre a velocidade da

luz(relacionada indissoluvelmente a outras

forças[Maxwell])e o espaço(distância),mas

existe uma distância mensurável em

metros,kilômetros,através do ano-luz.A

cada ano luz corresponde uma medida de

distância ,real.

Pressupondo não haver descontinuidade no

universo e massa se transformando em

energia e vice-versa,temos que dizer que na


energia há massa(matéria)e na

massa,energia.Se os materialistas têm razão

em dizer que o tempo e o espaço são formas

de existência da matéria,é correto dizer

como os “ energetistas”,que ambos são

manifestações da energia.

Se a energia é corpuscular e ondulatória,a

matéria(espaço/tempo) determina a sua

natureza corpuscular e a

energia(espaço/tempo) a ondulatória,e/ou

vice-versa.

Estas considerações são para demonstrar

que ,apesar do desconhecimento


profissional da física ,sabendo a sua base,ou

as suas teorias ,é possível,pela linguagem

do conhecimento ,da filosofia,colocar

questões com grande potencial de

influenciar a atividade profissional.

Por exemplo,a idéia de que a velocidade da

luz não varia,sendo,como Einstein quis,uma

“ lei eterna”,é uma hipótese que diante das

múltiplas e supostamente infinitas

manifestações do universo(energia),tem

grande chance de não se confirmar

definitivamente.O próprio termo

definitivo,não condiz,como discurso


explicativo, com este real provavelmente

(mas não provado[ainda])infinito que está

diante de nós.

Ora,da Causa Incausada(Deus)de

Spinoza,até ao Big Bang,há a pergunta que

os ateus(como eu) fazem:o que veio antes?

As formas de energia de um universo em

expansão nos autorizam a dizer o quê?Que

se o universo se dissolver restará o

nada,desmentindo Parmênides ,ex nihilo

nihil?Einstein “ resolveu “ esta questão

pondo Deus no lugar do vazio.Mas

provavelmente se ele existir é mais afeito à


energia do que à matéria.A teoria do campo

unificado só precisa desta energia?

Unificando as forças fecha-se o universo?E

o que fica de fora?

Ainda o problema da

interdisciplinaridade

As relações posíveis entre Marx e Freud já

foram um anúncio desta minha

intenção,mas ainda quero tratar um pouco

deste problema para que o leitor

compreenda o meu método.

A moldura desta interdisciplinaridade é a


História e nela eu falo de alguns itens

esparsos,como as batalhas e a liderança

politica em geral.Dentro desta moldura nós

temos as ciências humanas,que eu

prefiro,seguindo os fundamentos que

aprendi na universidade e de alguns

autores,chamar de saberes.

Os saberes sociais são interligados

inevitavelmente.Pode o profissional

escolher um deles,mas de modo geral todos

se esbarram.

A sociologia é a base geral,o oceano onde

navegam a politica ou as ciências


politicas,as idéias,as teorias,as filosofias.

Resumindo de forma simples com um

diagrama:
Este meu blog temas sempre foi

naturalmente interdisciplinar,mas agora eu

o declaro como tal e peço atenção

exatamente do leitor para estas relações e

para as verdades que acima disse,que

ficarão(espero)claras com este meu


trabalho.

O encontro(petição de principio)

Meu encontro com Marx e Freud

Existe um encontro possível entre estes dois

pensadores na medida em que o valor das

idéias está na mediação da materialidade,as

idéias não se opõem à matéria,elas o são

também.Este encontro poderia não ser

aceito provavelmente por ambos os

pensadores,mas é o que se diz: o que se

escreve ,o que se produz ,não pertence,a


não ser em termos jurídicos de direitos

autorais,aos criadores.Como disse certa vez

Chico Buarque “a música que você faz e

lança é como um filho jogado no

mundo,que você não sabe o que ele vai

fazer ou o que vão fazer com ele”.

Deixando de lado o absurdo que é ter uma

atitude dogmática com relação ao que quer

que seja,isto é,deixando para trás a idéia

tomista e que só é repetir as verdades que

alguém disse,todo o texto é suscetível de

interpretação,de hermenêutica.Estas não

podem torcer aquilo que o autor disse,mas


também não devem sentir medo quanto às

possibilidades que este mesmo texto

apresenta,apesar do esquecimento,do

vácuo,deixado pelo autor,mesmo

porquê,certas idéias,como a do comunismo

e da interpretação dos sonhos,não são

originais destes respectivos autores(como

nada é),mas parte de um processo de

pesquisa trans-histórico,que eles,não

raro,modificaram de modo radical.

Então ressalvado o pressuposto de dizer

aquilo que é do autor separando daquilo de

quem não é, quem se debruça sobre os


temas propostos tem o direito de realizar

uma atualização,uma interpretação

meramente sugerida pelos textos e

reformular até a relação texto/contexto em

que as obras são realizadas.

Eu já fiz esta petição de princípio quanto a

Shakespeare.Não há mais teatro pedagógico

do que em Rei Lear,mais do que em tudo o

que foi feito por Brecht e Piscator.Talvez

nenhum destes autores concordasse

comigo,mas o meu pensamento tem

fundamento e eu tenho o direito ético de

fazer esta interpretação,contra eles,não


havendo nenhuma mediação de

autoridade,a não ser a busca legítima e bem

fundada do conhecimento,porque o

conhecimento nos toca e o homem

comum,dotado da simples razão de Kant,

pode e deve, a partir deste toque, opinar e

elaborar,tendo tempo e condição intelectual.

Assim sendo ,para mim ,Marx e Freud são

complementares e divergentes ao mesmo

tempo e pode-se e deve-se tirar deles

proveitos de ambas as situações,se

renegarmos,com a coragem que os

fundamentos acima nos dão,a visão do


papel das idéias que Marx(e Engels e

Lênin)tinha-(m).

A partir daí nós podemos e devemos

analisar a subjetividade

,autônoma,dentro,também,de um critério

materialista.Se é que Freud era idealista...

Internet,refúgio do covarde(e do
ditador ,ipso facto)

Ou petição de princípio

É Incrível como as pessoas usam a


internet para se esconder.Uma das

estratégias de todo fascismo,Hitler usava

isto muito bem,era provocar tumultos

para chamar a atenção dos jornais e da

opinião pública para suas “idéias”.Depois

de tantos anos isto está um pouco

desmoralizado(só um pouco também...)e

tais artimanhas passam para o campo

sinuoso das táticas sub –

reptícias,indiretas,a ofensa indireta,o

chiste,formas subliminares de agressão e

de desrespeito ao contraditório,que toda a

vida democrática exige.A internet se presta


maravilhosamente a este tipo de atitude e

de “pessoa”.

Parafraseando Foucault,nós diríamos com

ele que hoje não existem mais penas

cruéis,aplicadas sobre o corpo,mas do ponto

psicológico e mental continuam as formas

de exclusão,associadas ao problema social

não resolvido(excludência econômica).No

plano politico não existem ditaduras,mas

dentro da democracia há formas de

ameaças e agressões se escondendo no

rés do chão e nas frestas.

Pessoas o agridem,quando faz uma


postagem,proibindo que você

reaja.Insinuam em vez de debater.

É lógico que a maioria das pessoas na

internet não é dada a ler e a se

atualizar.Principalmente a esquerda que lê

o marxismo como religião e o Capital como

Biblia.Lê uma vezinha,vá lá ,e depois

decora e quer impor aos outros(como

consequência evidente do seu

dogmatismo).Quando alguém aparece,como

eu ,destoando disto,para mostrar estas

insuficiências e impedindo a

contradição(legitimamente,por possuir
base),existe a agressão indireta,a

proibição,as afirmações tolas de que eu

estou fazendo só barulho,tudo próprio de

ignorantes e preguiçosos,mas ...ditadores.

Joguem de frente!Sejam homens,não ratos!

Debatam(estudem antes é claro...)não

fiquem se violentando,lendo os meus

artigos e depois gritando debaixo da

cama ,batendo pezinho e outras coisas.

Eu já disse,não gosta dos meus artigos,do

meu pensamento(da minha coragem),passe

ao largo,não se violenta não

companheiro.Agora a atitude correta, se


discorda ou concorda com eles,faça a

postagem,participe.Não use este

argumento de que eu não tenho nome para

esconder a covardia.Ninguém é tão

importante assim.Se tem medo de me dar

cartaz passe ao largo.Se acha que está

muito acima de mim,segue o rumo,não

faço questão da companhia.