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A administração nada mais é do que a condução racional das atividades de

uma organização seja ela lucrativa ou não-lucrativa. A administração trata do


planejamento, da organização (estruturação), da direção e do controle de todas
as atividades diferenciadas pela divisão de trabalho que ocorram dentro de
uma organização.

Assim, a administração é imprescindível para existência, sobrevivência e


sucesso das organizações. Sem a administração, as organizações jamais
teriam condições de existir e de crescer. A Teoria Geral da Administração
(TGA) é o campo do conhecimento humano que se ocupa do estudo da
Administração em geral, não se preocupando onde ela seja aplicada, se nas
organizações lucrativas (empresas) ou se nas organizações não-lucrativas. A
TGA trata do estudo da Administração das organizações.

Em função dos aspectos exclusivos de cada organização, o administrador


define estratégias, efetua diagnósticos de situações, dimensiona recursos,
planeja sua aplicação, resolve problemas, gera inovação e competitividade. O
administrador bem-sucedido em uma organização pode não sê-lo em outra.
Toda vez que uma organização pretende incluir um executivo em seu quadro
administrativo, os candidatos são submetidos a uma infinidade de testes e de
entrevistas que procuram investigar em profundidade seus conhecimentos,
habilidades e competências, suas atitudes e características de personalidade,
seu passado profissional, sua formação escolar, seus antecedentes morais,
seu sucesso ou fracasso em determinadas atividades, entre outros.

Levitt, ao falar do “administrador profissional”, lembra que, enquanto


um químico ou um físico são considerados profissionais porque passaram em
um teste de conhecimentos acerca de suas profissões, o mesmo não acontece
com o administrador, cujo conhecimento é apenas um dos múltiplos aspectos
na avaliação de sua capacitação profissional. Ele não é apenas analisado pelas
organizações por seus conhecimentos tecnológicos de Administração, mas,
principalmente, por seu modo de agir, suas atitudes, conhecimentos,
habilidades, competências, personalidade e filosofia de trabalho. A finalidade é
verificar se essas qualidades se coadunam com os novos padrões de cultura e
de trabalho, com a competitividade da empresa e o pessoal que vai trabalhar
com ele, pois não existe uma única maneira certa de um administrador agir ou
de conduzir. Pelo contrário, existem várias maneiras de levar a cabo as tarefas
nas empresas, em condições específicas, por dirigentes de temperamentos
diversos e modos de agir próprios.
Para Katz, existem três tipos de habilidades importantes para o
desempenho administrativo bem-sucedido: as habilidades técnicas, humanas e
conceituais.
HABILIDADES TÉCNICAS envolvem o uso de conhecimento especializado e
facilidade na execução de técnicas relacionadas com o trabalho e com os
procedimentos de realização. E o caso de habilidades em contabilidade, em
programação de computador, engenharia etc. As habilidades técnicas estão
relacionadas com o fazer, isto é, com o trabalho com “coisas”, como processos
materiais ou objetos físicos e concretos. E relativamente fácil trabalhar com
coisas e com números porque eles são estáticos e inertes, não contestam nem
resistem à ação do administrador.
HABILIDADES HUMANAS estão relacionadas com o trabalho com pessoas e
referem-se à facilidade de relacionamento interpessoal e grupai. Envolvem a
capacidade de comunicar, motivar, coordenar, liderar e resolver conflitos
pessoais ou grupais. As habilidades humanas estão relacionadas com a
interação com as pessoas. O desenvolvimento da cooperação
dentro da equipe, o encorajamento da participação, sem medos ou receios, e o
envolvimento das pessoas são aspectos típicos de habilidades humanas.
Saber trabalhar com pessoas e por meio das pessoas.

HABILIDADES CONCEITUAIS envolvem a visão da organização ou da


unidade organizacional como um todo, a facilidade em trabalhar com ideias e
conceitos, teorias e abstrações. Um administrador com habilidades conceituais
está apto a compreender as várias funções da organização, complementá-las
entre si, como a organização se relaciona com seu ambiente, e como as
mudanças em uma parte da organização afetam o restante dela. As
habilidades conceituais estão relacionadas com o pensar, com o raciocinar,
com o diagnóstico das situações e com a formulação de alternativas de solução
dos problemas. Representam as capacidades cognitivas mais sofisticadas do
administrador e que lhe permitem planejar o futuro, interpretar a missão,
desenvolver a visão e perceber oportunidades onde ninguém enxerga nada. Na
medida em que um administrador faz carreira e sobe na organização, ele
precisa, cada vez mais, desenvolver as suas habilidades conceituais para não
limitar a sua empregabilidade.
Contudo, essas três habilidades - técnicas, humanas e conceituais - requerem
certas competências pessoais para serem colocadas em ação com êxito. As
competências - qualidades de quem é capaz de analisar uma situação,
apresentar soluções e resolver assuntos ou problemas - constituem o maior
patrimônio pessoal do administrador O seu capital intelectual; a sua maior
riqueza. Porém, em um mundo em constante mudança e transformação, a
aquisição de uma nova competência necessária, significa quase
sempre, o abandono de outra que se tornou velha e ultrapassada. O segredo
está em adquirir competências duráveis: aquelas que, mesmo em tempos de
rápida mudança, não se tornam descartáveis nem obsoletas. Diante de todos
esses desafios, o administrador - para ser bem-sucedido profissionalmente -
precisa desenvolver três competências duráveis: o conhecimento, a
perspectiva e a atitude.
- CONHECIMENTO significa todo o acervo de informações, conceitos, ideias,
experiências, aprendizagens que o administrador possui a respeito de sua
especialidade. Como o conhecimento muda a cada instante em função da
mudança e da inovação que ocorrem com intensidade cada vez maior, o
administrador precisa atualizar-se constantemente e renová-lo continuamente.
Isso significa aprender a aprender, a ler, a ter contato com outras pessoas e
profissionais e, sobretudo, reciclar-se continuamente para não tornar-se
obsoleto e ultrapassado em seus conhecimentos. Todavia, as empresas estão
repletas de profissionais com excelentes currículos e um enorme cabedal de
conhecimentos, mas que não são capazes de transformar a sua bagagem
pessoal em contribuições efetivas ao negócio e criar valor para a organização.
Eles têm o conhecimento para si e não disponível para a organização. Têm o
conhecimento, mas não sabem como utilizá-lo ou aplicá-lo. O conhecimento é
necessário e fundamental; mas não é suficiente para o sucesso profissional.
Ele precisa ser adicionado a duas outras competências
duráveis: a perspectiva e a atitude.
- PERSPECTIVA significa a capacidade de colocar o conhecimento em ação.
Em saber transformar a teoria em prática. Em aplicar o conhecimento na
análise das situações e na solução dos problemas e na condução do negócio.
Não basta apenas possuir o conhecimento; ele pode ficar apenas em estado
potencial. Torna-se necessário saber como utilizá-lo e aplicá-lo nas diversas
situações e na solução dos diferentes problemas. A perspectiva representa a
habilidade de colocar em ação os conceitos e idéias abstratas que estão na
mente do administrador. Em visualizar as oportunidades que nem sempre são
percebidas pelas pessoas comuns e transformá-las em novos produtos,
serviços ou ações pessoais. Na realidade, a perspectiva é a condição pessoal
que torna o administrador capaz de diagnosticar situações e propor soluções
criativas e inovadoras. É a perspectiva que dá autonomia e independência ao
administrador, que não precisa perguntar ao chefe o que deve fazer e como
fazer nas suas atividades. Contudo, o conhecimento e a perspectiva são
fundamentais, mas carecem de uma terceira competência durável: a atitude.

- ATITUDE significa o comportamento pessoal do administrador frente às


situações com que se defronta no seu trabalho. A atitude representa o estilo
pessoal de fazer as coisas acontecerem, a maneira de liderar, de motivar, de
comunicar e de levar as coisas para a frente. Envolve o impulso e a
determinação de inovar e a convicção de melhorar continuamente, o espírito
empreendedor, o inconformismo com os problemas atuais e, sobretudo, a
facilidade de trabalhar com outras pessoas e fazer as suas cabeças. É esta
competência durável que transforma o administrador em um agente de
mudança nas empresas e organizações e não simplesmente um agente de
conservação.

Competências pessoais
Mas, afinal qual dessas três competências é a mais importante? Qual delas
sobressai sobre as outras? Sem dúvida, a competência pessoal mais
importante para o administrador é a atitude. Defendemos o ponto de vista de
que o administrador precisa ser um agente de mudança dentro das
organizações. É ele que faz acontecer a mudança de mentalidade, de cultura,
de processos, de atividades, de produtos/serviços etc. Seu principal produto é
a inovação. É o administrador que torna as organizações mais eficazes e
competitivas e as orienta rumo ao sucesso em um complicado mundo de
negócios cheio de mudanças e competição. Mas, para que seja o paladino da
mudança e da inovação capazes de garantir e manter a competitividade
organizacional, o administrador precisa desenvolver certas características
pessoais que o tornem um verdadeiro líder na organização, como
combatividade, assertividade, convicção profunda, não-aceitação do status
quo, inconformismo com a mediocridade e alta dose de espírito empreendedor.

Desenvolvimento e subdesenvolvimento
Peter Drucker, o mais famoso autor neoclássico, afirma que não existem
países desenvolvidos e países subdesenvolvidos, e sim países que sabem
administrar a tecnologia e os recursos disponíveis e potenciais, e países que
ainda não o sabem. Em outros termos, existem países administrados e países
subadministrados. O mesmo ocorre com as organizações. Existem
organizações excelentes e existem organizações precariamente administradas.
Tudo é uma questão de talento administrativo.

Conteúdo e objeto de estudo da administração


A palavra administração vem do latim ad (direção, tendência para) e minister
(subordinação ou obediência) e significa aquele que realiza uma
função sob o comando de outrem, isto é, aquele que presta um serviço a outro.
No entanto, a palavra administração sofreu uma radical transformação em seu
significado original. A tarefa da Administração passou a ser a de interpretar os
objetivos propostos pela organização e transformá-los em ação organizacional
por meio de planejamento, organização, direção e controle de todos os esfor-
ços realizados em todas as áreas e em todos os níveis da organização, a fim
de alcançar tais objetivos da maneira mais adequada à situação e garantir a
competitividade em um mundo de negócios altamente concorrencial e
complexo. A Administração é o processo de planejar, organizar, dirigir e
controlar o uso de recursos a fim de alcançar objetivos organizacionais.

O administrador é um profissional cuja formação é ampla e variada: precisa


conhecer disciplinas heterogêneas (como Matemática, Direito, Psicologia,
Sociologia, Estatística etc.);
_________________________

O administrador como agente de mudanças


O administrador deve estar focalizado no futuro para poder preparar sua
empresa para enfrentar os novos desafios que surgem, seja por meio de novas
tecnologias, novas condições sociais e culturais, seja por meio de novos
produtos e serviços. Além disso, deve pensar globalmente (ver o mundo) e agir
localmente (atuar na empresa). Para levar sua empresa à excelência, o
administrador deve ter espírito empreendedor, aceitar desafios, assumir riscos
e possuir um senso de inconformismo sistemático. Somente assim o
administrador pode conduzir sua empresa a uma situação melhor.

BRAHMA E ANTARCTICA FAZEM MEGA FUSÃO: SURGE A AMBEV


Depois de uma verdadeira guerra de um século, as arquirrivais Antarctica e
Brahma resolveram deixar de lado sua histórica e agressiva disputa pelo
consumo de cerveja e refrigerante. As duas empresas se associaram para criar
a AmBev - Companhia de Bebidas das Américas -, a fim de poder disputar
também o consumidor internacional no mercado globalizado. A
megafusão resultará na maior empresa privada nacional, com um faturamento
de R$10.300 bilhões, desbancando a Volkswagen com R$6.630 bilhões e a
General Motors com R$6.420 bilhões anuais. Os recursos das sócias - que
produzem 6,4 bilhões de litros de cerveja e 2,5 bilhões de litros de refrigerante,
água, chá e isotônico - serão reunidos na AmBev, holding resultante da fusão.
A nova empresa tem 30 mil acionistas, com ativos totais correspondentes a
R$8,1 bilhões e patrimônio líquido superior a R$2,8 bilhões. A AmBev deve
cobrir cerca de 40% do mercado brasileiro de bebidas e responder por 74% da
produção nacional de cerveja.
Influência da Organização da Igreja Católica
Através dos séculos, as normas administrativas e os princípios de organização
pública foram se transferindo das instituições dos Estados (como era o caso de
Atenas, Roma etc.) para as instituições da Igreja Católica e da organização
militar. Essa transferência se fez lentamente porque a unidade de propósitos e
objetivos - princípios fundamentais na organização eclesiástica e militar - nem
sempre é encontrada na ação política que se desenvolvia nos Estados, movida
por objetivos contraditórios de cada partido, dirigente ou classe social.

O exemplo da Igreja Católica


Ao longo dos séculos, a Igreja Católica estruturou sua organização, com uma
hierarquia de autoridade, um estado-maior (assessoria) e a coordenação
funcional para assegurar integração. A organização hierárquica da Igreja é tão
simples e eficiente que sua enorme organização mundial pode operar sob o
comando de uma só cabeça executiva: o Papa, cuja autoridade coordenadora
lhe foi delegada de forma mediata por uma autoridade divina superior. A
estrutura da organização eclesiástica serviu de modelo para as demais
organizações que, ávidas de experiências bem-sucedidas, passaram a
incorporar os princípios e normas utilizados pela Igreja Católica.

O exemplo da organização militar


O conceito de hierarquia na organização militar é tão antigo quanto a própria
guerra. O estado-maior formal como um quartel-general apareceu em 1665
com a Marca de Brandenburgo, precursor do exército prussiano. A evolução do
princípio de assessoria e a formação de um estado-maior teve sua origem no
século XVIII na Prússia, com o Imperador Frederico II, o Grande (1712-1786).
Para aumentar a eficiência de seu exército, criou um estado-maior (staff) para
assessorar o comando (linha) militar. Os oficiais de assessoria (staff) cuidavam
do planejamento e os de linha se incumbiam da execução das operações de
guerra. Os oficiais formados no estado-maior (staff) eram transferidos para
posições de comando (linha) e novamente para o estado-maior, o que
assegurava experiência e vivência nas funções de gabinete, de campo e
novamente de gabinete.

Economistas Liberais
A partir do século XVII desenvolveu-se uma variedade de teorias econômicas
centradas na explicação dos fenômenos empresariais (microeconômicos) e
baseadas em dados empíricos, ou seja, na experiência cotidiana e nas
tradições do comércio da época.
Ao término do século XVIII, os economistas clássicos liberais conseguem
aceitação de suas teorias.
Essa reação para o liberalismo culmina com a ocorrência da Revolução
Francesa. As ideias liberais decorrem do direito natural: a ordem natural é a
ordem mais perfeita. Os bens naturais, sociais e econômicos são os bens que
possuem caráter eterno. Os direitos econômicos humanos são inalienáveis e
existe uma harmonia preestabelecida em toda a coletividade de indivíduos.
Segundo o liberalismo, a vida econômica deve afastar-se da influência estatal,
pois o trabalho segue os princípios econômicos e a mão-de-obra está sujeita às
mesmas leis da economia que regem o mercado de matérias-primas ou o
comércio internacional. Os operários, contudo, estão à mercê dos patrões, que
são os donos dos meios de produção. A livre concorrência é o postulado
principal do liberalismo econômico. As ideias básicas dos economistas
clássicos liberais constituem os germes iniciais do pensamento administrativo
de nossos dias. Adam Smith (1723-1790) é o fundador da economia clássica,
cuja ideia central é a competição. Embora os indivíduos ajam apenas em
proveito próprio, os mercados em que vigora a competição funcionam
espontaneamente, de modo a garantir (por algum mecanismo abstrato que
Smith chamava de a mão invisível que governa o mercado) a alocação mais
eficiente dos recursos e da produção, sem que haja excesso de lucros. Por
essa razão, o papel econômico do governo (além do básico, que é garantir a lei
e a ordem) é a intervenção na economia quando o mercado não existe ou
quando deixa de funcionar em condições satisfatórias, ou seja, quando não
ocorre competição livre.

O embrião da moderna organização


A empresa integrada verticalmente se formava por meio da combinação: vários
pequenos produtores de determinado bem se agregavam em uma combinação
horizontal - uma federação - sob o controle de uma companhia holding. Essas
alianças levaram a uma organização com escritórios centrais, permitindo a
economia de escala por meio do processo padrão, a concentração da produção
em fábricas e investimentos em pesquisa e desenvolvimento do produto.
Isso fez com que o escritório central passasse a decidir as atividades das
fábricas e filiais de vendas e compras. Essas unidades deixaram de ser
dirigidas pelos antigos donos ou famílias associadas e passaram a ser
administradas por gerentes assalariados.
Assim fizeram as grandes corporações americanas como a Standard Oil e a
American Bell Telephone.

A busca da ciência da Administração


O panorama industrial no início do século XX tinha todas as características e
elementos para inspirar uma Ciência da Administração: uma imensa
variedade de empresas, com tamanhos diferenciados, problemas de baixo
rendimento dos recursos utilizados, desperdício, insatisfação generalizada
entre os operários, intensa concorrência, alto volume de perdas por decisões
mal formuladas etc. Inicialmente, os autores clássicos queriam desenvolver
uma Ciência da Administração, cujos princípios, em substituição às leis
científicas, pudessem ser aplicados para resolver os problemas da
organização.

A Obra de Taylor
Frederick Winslow Taylor (1856-1915), o fundador da Administração Científica,
nasceu na Filadélfia, nos Estados Unidos. Veio de uma família quaker de
princípios rígidos e foi educado com forte mentalidade de disciplina, devoção
ao trabalho e poupança. Iniciou sua carreira como operário na
Midvale Steel Co., passando a capataz, contramestre até chegar a engenheiro,
quando se formou pelo Stevens Institute. Na época, vigorava o sistema de
pagamento por peça ou por tarefa. Os patrões procuravam ganhar o máximo
na hora de fixar o preço da tarefa, enquanto os operários reduziam o ritmo de
produção para contrabalançar o pagamento por peça determinado pelos
patrões.
Isso levou Taylor a estudar o problema de produção para tentar uma solução
que atendesse tanto aos patrões como aos empregados.

A Administração Científica é uma combinação de: “Ciência em lugar de


empirismo. Harmonia em vez de discórdia. Cooperação e não-individualismo.
Rendimento máximo em lugar de produção reduzida. Desenvolvimento de cada
homem a fim de alcançar maior eficiência e prosperidade.”

A lenta construção da eficiência


Apesar de sua atitude pessimista a respeito da natureza humana - já que
considerava o operário como irresponsável, vadio e negligente - Taylor se
preocupou em criar um sistema educativo baseado na intensificação do ritmo
de trabalho em busca da eficiência empresarial e, em uma visão mais ampla,
reduzir a enorme perda que o país vinha sofrendo com a vadiagem e a
ineficiência dos operários em quase todos os atos diários.
O modelo científico inspirador do taylorismo foi a termodinâmica de N. Carnot,
de onde Taylor extraiu a ideia da maximização da eficiência industrial com base
na maximização da eficiência de cada uma das tarefas elementares: a melhoria
da eficiência de cada operário conduz à melhoria em toda a empresa.

Administração como Ciência


Para Taylor, a organização e a Administração devem ser estudadas e tratadas
cientificamente e não empiricamente. A improvisação deve ceder lugar ao
planejamento e o empirismo à ciência: a Ciência da Administração. Como
pioneiro, o mérito de Taylor reside em sua contribuição para encarar
sistematicamente o estudo da organização. O fato de ter sido
o primeiro a fazer uma análise completa do trabalho, incluindo tempos e
movimentos, a estabelecer padrões de execução, treinar os operários,
especializar o pessoal; inclusive o de direção: instalar uma sala de
planejamento, em resumo, assumir uma atitude metódica ao analisar e
organizar a unidade fundamental de trabalho, adotando esse critério até
o topo da organização, tudo isso eleva Taylor a uma altura não comum no
campo da organização.

Administração como Ciência


Para Taylor, a organização e a Administração devem ser estudadas e tratadas
cientificamente e não empiricamente. A improvisação deve ceder lugar ao
planejamento e o empirismo à ciência: a Ciência da Administração. Como
pioneiro, o mérito de Taylor reside em sua contribuição para encarar
sistematicamente o estudo da organização. O fato de ter sido o primeiro a fazer
uma análise completa do trabalho, incluindo tempos e movimentos, a
estabelecer padrões de execução, treinar os operários, especializar o pessoal;
inclusive o de direção: instalar uma sala de planejamento, em resumo, assumir
uma atitude metódica ao analisar e organizar a unidade fundamental de
trabalho, adotando esse critério até o topo da organização, tudo isso eleva
Taylor a uma altura não comum no campo da organização.
Os elementos de aplicação da Administração Científica nos padrões de
produção são: padronização de máquinas e ferramentas, métodos e rotinas
para execução de tarefas e prêmios de produção para incentivar a
produtividade. Embora Taylor se preocupasse mais com a filosofia - com a
essência da ideia que exige uma revolução mental tanto da parte da direção
como da parte dos operários – a tendência de seus seguidores foi uma
preocupação maior com as técnicas do que com a filosofia da
Administração Científica. O principal objetivo da Administração é assegurar o
máximo de prosperidade ao patrão e, ao mesmo tempo, o máximo de
prosperidade ao empregado. O princípio da máxima prosperidade para o
patrão acompanhada da máxima prosperidade para o empregado deve ser os
dois fins principais da Administração. Assim, deve haver uma identidade de
interesses entre empregados e empregadores.

Organização Racional do Trabalho


Taylor verificou que os operários aprendiam a maneira de executar as tarefas
do trabalho por meio da observação dos companheiros vizinhos. Notou
que isso levava a diferentes métodos para fazer a mesma tarefa e uma grande
variedade de instrumentos e ferramentas diferentes em cada operação. Como
há sempre um método mais rápido e um instrumento mais adequado que os
demais, esses métodos e instrumentos melhores podem ser encontrados e
aperfeiçoados por meio de uma análise científica e um acurado estudo de
tempos e movimentos, em vez de ficar a critério pessoal de
cada operário. Essa tentativa de substituir métodos empíricos e rudimentares
pelos métodos científicos recebeu o nome de Organização Racional do
Trabalho (ORT).

Conceito de eficiência
O conceito de eficiência é fundamental para a Administração Científica. A
análise do trabalho e do estudo dos tempos e movimentos buscava a melhor
maneira de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. A eficiência
significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis.
Pode ser definida pela equação E = P/R, onde P são os produtos resultantes e
R os recursos utilizados. A organização racional do trabalho busca a melhor
maneira, isto é, os métodos de trabalho para estabelecer os padrões de
desempenho das tarefas. Uma vez estabelecidos os padrões de desempenho,
a eficiência do operário passou a ser a relação entre o desempenho real e o
desempenho previamente estabelecido como eficiência igual a 100% (tempo
padrão). Daí, a expressão percentagem de eficiência para representar o
resultado daquela equação. Assim, a eficiência está voltada para a melhor
maneira pela qual as coisas devem ser feitas ou executadas (métodos de
trabalho), a fim de que os recursos (pessoas, máquinas, matérias-primas etc.)
sejam aplicados da forma mais racional possível. A eficiência preocupa-se com
os meios e métodos, que precisam ser planejados a fim de assegurar a
otimização dos recursos disponíveis. Emerson utiliza a expressão engenharia
de eficiência como uma especialidade na obtenção e maximização da
eficiência. Para ele, “eficiência é a relação entre o que é conseguido e o que
pode ser conseguido”. A consequência direta da eficiência é a produtividade. A
produtividade pode ser definida como a produção de uma unidade produtora
por unidade de tempo, isto é, o resultado da produção de alguém por um
determinado período de tempo. Quanto maior a eficiência tanto maior a
produtividade.
Princípios básicos de Ford
Provavelmente, o mais conhecido de todos os precursores da Administração
Científica, Henry Ford (1863-1947) iniciou sua vida como mecânico. Projetou
um modelo de carro e em 1899 fundou sua primeira fábrica de automóveis, que
logo depois foi fechada. Sem desanimar, fundou, em 1903, a
Ford Motor Co. Sua ideia: popularizar um produto antes artesanal e destinado a
milionários, ou seja, vender carros a preços populares, com assistência técnica
garantida, revolucionando a estratégia comercial da época. Entre 1905 e 1910,
Ford promoveu a grande inovação do século XX: a produção em massa.
Embora não tenha inventado o automóvel nem mesmo a linha de montagem,
Ford inovou na organização do trabalho: a produção de
maior número de produtos acabados com a maior garantia de qualidade e pelo
menor custo possível. E essa inovação teve maior impacto sobre a maneira de
viver do homem do que muitas das maiores invenções do passado da
humanidade. Em 1913 já fabricava 800 carros por dia. Em 1914, repartiu
com seus empregados uma parte do controle acionário da empresa.
Estabeleceu o salário mínimo de cinco dólares por dia e jornada diária de oito
horas, quando, na época, a jornada variava entre dez e doze horas. Em 1926,
já tinha 88 fábricas e empregava 150.000 pessoas, fabricando 2.000.000 carros
por ano. Utilizou um sistema de concentração vertical, produzindo desde a
matéria-prima inicial ao produto final acabado, além da concentração horizontal
através de uma cadeia de distribuição comercial por meio de agências próprias.
Ford fez uma das maiores fortunas do mundo graças ao constante
aperfeiçoamento de seus métodos e processos de trabalho.

O gênio do marketing
Ford teve uma incrível intuição de marketing: concluiu que o mundo estava
preparado para um carro financeiramente acessível. Em seguida, buscou as
técnicas de produção em massa como a única forma de viabilizá-lo. Então
definiu o preço de venda e desafiou a organização a fazer com que os custos
fossem suficientemente baixos para garantir aquele preço. Assim, deu ao
mercado o que ele queria: modelos simples e acessíveis. O problema pipocou
três décadas depois, quando os outros fabricantes - GM no meio - começaram
a acrescentar opcionais aos carros enquanto Ford continuava fabricando os
mesmos modelos simples, básicos e de uma só cor: preta. O gênio de
marketing perdeu a percepção e a noção daquilo que os clientes passaram a
aspirar.

Conceito de Administração
Fayol define o ato de administrar como: prever, organizar, comandar,
coordenar e controlar. As funções administrativas envolvem os elementos da
Administração, isto é, as funções do administrador, a saber:
1. Prever. Visualizar o futuro e traçar o programa de ação.
2. Organizar. Constituir o duplo organismo material e social da empresa.
3. Comandar. Dirigir e orientar o pessoal.
4. Coordenar. Ligar, unir, harmonizar todos os atos e esforços coletivos.
5. Controlar. Verificar que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e
as ordens dadas.
Esses são os elementos da Administração que constituem o chamado
processo administrativo: são localizáveis no trabalho do administrador em
qualquer nível ou área de atividade da empresa. Em outros termos, tanto o
diretor, o gerente, o chefe, como o supervisor - cada qual em seu respectivo ní-
vel - desempenham atividades de previsão, organização, comando,
coordenação e controle, como atividades administrativas essenciais.

Enfoque prescritivo e normativo


A Teoria Clássica caracteriza-se por seu enfoque prescritivo e normativo:
prescreve os elementos da administração (funções do administrador) e os
princípios gerais que o administrador deve adotar em sua atividade. Esse
enfoque prescritivo e normativo sobre como o administrador deve proceder no
trabalho constitui o filão da Teoria Clássica. É a velha receita do bolo.

Administração como ciência


O ponto de partida dos autores da Teoria Clássica é o estudo científico da
Administração, substituindo o empirismo e a improvisação por técnicas
científicas.
Pretendia-se elaborar uma Ciência da Administração. Fayol defendia a
necessidade de um ensino organizado e metódico da Administração, de caráter
geral para formar administradores. Em sua época, essa ideia era uma
novidade.

Divisão do trabalho e especialização


A organização se caracteriza por uma divisão do trabalho claramente definida.
“A divisão do trabalho constitui a base da organização; na verdade, é a própria
razão da organização.” A divisão do trabalho conduz à especialização e à
diferenciação das tarefas, ou seja, à heterogeneidade. A ideia era a de que
as organizações com maior divisão do trabalho seriam mais eficientes do que
aquelas com pouca divisão do trabalho. Enquanto a Administração Científica se
preocupava com a divisão do trabalho no nível do operário, fragmentando as
tarefas desse, a Teoria Clássica se preocupava com a divisão no nível dos
órgãos que compõem a organização, isto é, com os departamentos, divisões,
seções, unidades etc. Para a Teoria Clássica, a divisão do trabalho
pode dar-se em duas direções, a saber:
a. Vertical, segundo os níveis de autoridade e responsabilidade (como na
escala hierárquica de Fayol ou no princípio escalar de Mooney), definindo os
escalões da organização que detêm diferentes níveis de autoridade. A
autoridade aumenta na medida em que se sobe na hierarquia da organização.
A hierarquia define a graduação das responsabilidades conforme os graus de
autoridade. Em toda organização há uma escala hierárquica de autoridade
(princípio escalar ou cadeia escalar). Daí a denominação autoridade de linha
para significar a autoridade de comando de um superior sobre um subordinado.
b. Horizontal, segundo os diferentes tipos de atividades da organização (como
na especialização de Fayol ou no princípio de homogeneidade de Gulick). No
mesmo nível hierárquico cada departamento ou seção passa a ser responsável
por uma atividade específica e própria.

“Teoria da máquina”
A Teoria Clássica recebe a denominação de teoria da máquina pelo fato de
considerar a organização sob o prisma do comportamento mecânico de uma
máquina: a determinadas ações ou causas decorrem determinados efeitos ou
consequências dentro de uma correlação determinística. A organização deve
ser arranjada tal como uma máquina. Os modelos administrativos
correspondem à divisão mecanicista do trabalho, em que a divisão do trabalho
é a mola do sistema. A abordagem mecânica, lógica e determinística da
organização foi o fator que conduziu erradamente os clássicos à busca de uma
ciência da Administração.

Glossário:
CADEIA DE COMANDO é a linha de autoridade que interliga as posições da
organização e especifica quem se subordina a quem.
CADEIA ESCALAR é o mesmo que cadeia de comando.
TEORIA CLÁSSICA é a corrente administrativa predominante na primeira
metade do século XX e que enfatiza a estrutura organizacional e os princípios
universais de administração. Foi iniciada por Henri Fayol.

ABORDAGEM HUMANÍSTICA
ABORDAGEM HUMANÍSTICA, A TEORIA Administrativa passa por uma
revolução conceituai: a transferência da ênfase antes colocada na tarefa
(pela Administração Científica) e na estrutura organizacional (pela Teoria
Clássica) para a ênfase nas pessoas que trabalham ou que participam nas
organizações. A Abordagem Humanística faz com que a preocupação com a
máquina e com o método de trabalho e a preocupação com a organização
formal e os princípios de Administração cedam prioridade para a preocupação
com as pessoas e os grupos sociais - dos aspectos técnicos e formais para os
aspectos psicológicos e sociológicos.
A Abordagem Humanística ocorre com o aparecimento da Teoria das Relações
Humanas, nos Estados Unidos, a partir da década de 1930. Ela surgiu
graças ao desenvolvimento das ciências sociais, notadamente a Psicologia e,
em particular, a Psicologia do Trabalho. Esta passou por duas etapas em seu
desenvolvimento:
a. A análise do trabalho e a adaptação do trabalhador ao trabalho. Nesta
primeira etapa, domina o aspecto meramente produtivo. O objetivo da
Psicologia do Trabalho - ou Psicologia Industrial - era a análise das
características humanas que cada tarefa exige do seu executante e a seleção
científica dos empregados baseada nessas características por meio de testes
psicológicos. Os temas predominantes são a seleção de pessoal, orientação
profissional, treinamento e métodos de aprendizagem, fisiologia do trabalho e
estudo dos acidentes e da fadiga.
b. A adaptação do trabalho ao trabalhador. Nesta etapa, a Psicologia
Industrial está voltada para os aspectos individuais e sociais do trabalho, que
predominam sobre os aspectos produtivos. Pelo menos em teoria. Os temas
predominantes são o estudo da personalidade do trabalhador e do gerente, a
motivação e os incentivos do trabalho, a liderança, as comunicações e as
relações interpessoais e sociais dentro da organização.

Teorias Transitivas
Já em meio à Teoria Clássica e antecipando-se à Teoria das Relações
Humanas, surgiram autores que - apesar de defenderem os princípios
clássicos - iniciaram um trabalho pioneiro de revisão, de crítica e de
reformulação das bases da teoria administrativa. Embora, a rigor não
houvessem consolidado uma corrente e não dispusessem de uma conexão
teórica, alguns autores podem ser colocados nessa zona de transição entre o
classicismo e o humanismo na Administração, tais como:
1. Hugo Munsterberg (1863-1916). Foi o introdutor da psicologia aplicada nas
organizações e do uso de testes de seleção de pessoal.
2. Ordway Tead (1860-1933). Foi o pioneiro a
tratar da liderança democrática na administração.
3. Mary Parker Follett (1868-1933). Introduziu a corrente psicológica na
Administração. Rejeita qualquer fórmula universal ou única e introduz a lei da
situação: é a situação concreta que deve determinar o que é certo e o que é
errado. Toda decisão é um momento de um processo e se torna importante
conhecer o contexto desse processo.
4. Chester Barnard (1886-1961). Introduziu a teoria da cooperação na
organização. Como as pessoas têm limitações pessoais - biológicas, físicas e
psicológicas - elas precisam superá-las por meio do trabalho conjunto. A
cooperação entre as pessoas surge da necessidade de sobrepujar as
limitações que restringem a ação isolada de cada uma. A necessidade de
cooperar entre si, leva as pessoas a constituírem grupos sociais e
organizações. Um grupo social existe quando:
a. Existe interação entre duas ou mais pessoas - interação.
b. Há o desejo e a disposição para cooperar - cooperação.
c. Existem objetivos comuns entre elas - objetivos comuns.