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POR UMA NOVA TRANSFORMAÇÃO NA EDUCAÇÃO: AS CONTRIBUIÇÕES FILOSÓFICAS DE


MICHEL FOUCAULT

Osmilto Moreira Silva1


Vaneide Moreira Silva2

RESUMO: O presente artigo tem a intenção de propor uma nova transformação na educação, a partir das reflexões
filosóficas de Michel Foucault (1926-1984).O mesmo tem por intuito de pensar transversalmente as categorias
utilizadas pelo filósofo, levando em consideração o sujeito e sua liberdade e a educação como ética do cuidado de si,
frente ao conceito de dispositivos abordado com grande precisão em seus escritos. Segundo Foucault, à medida que nos
conhecemos assumimos o cuidado, pois, o sujeito é construção histórica em que ele mesmo cria sua própria
subjetividade. A partir deste viés, pensamos a educação nos seguintes conceitos: sujeito, liberdade, dispositivos,
educação e cuidado de si. Por fim, a educação como ética do cuidado de si possibilita ao sujeito uma 'estética da
existência', que se opõe aos dispositivos, possibilitando ao mesmo, viver a própria vida, como uma bela obra de arte.
PALAVRAS-CHAVES: sujeito (ontologia), liberdade, dispositivos, educação (ética do cuidado de si), Michel
Foucault.

ABSTRACT:

This paper intends to propose a new transformation in education, from the philosophical musings of Michel Foucault
(1926-1984). Same is order thinking across the categories used by the philosopher, taking into account the individual
and his freedom and education as the ethics of self-care, forward the concept of devices addressed with great precision
in his writings. According to Foucault, as we know we take care because the subject is historical building in which he
creates his own subjectivity. From this bias, we think education the following concepts: subject, freedom, devices,
education and self care. Finally, education and ethics of self-care allows the subject to an "aesthetics of existence ',
which opposes the devices, enabling the same, living our lives as a beautiful work of art.
KEYWORDS: subject (ontology), freedom, devices, education (ethics of self-care), Michel Foucault.

1
Possui graduação (licenciatura) em Filosofia Plena pela Universidade Católica Dom Bosco, (UCDB), Campo-Grande-MS. Tem experiência na área
de Filosofia, com ênfase em: Epistemologia das Ciências, Filosofia Contemporânea, Filosofia Estética, Ètica e Política. Também estuda:
Antropologia (Teorias Antropológicas), Sociologia (Teorias Sociológicas), Psicologia (Teorias Psicológicas), Psicanálise (Teorias Psicanalíticas) e
Comunicação Social (Teorias da Comunicação).E-mail: osmiltosilva@gmail.com
2
Graduanda (Bacharelado) em Enfermagem pelas Faculdades Unidas do Vale do Araguaia, (UNIVAR), Barra-do-Garças-MT. Licenciatura Plena
interrompida em Biologia pela Universidade Estadual de Mato Grosso, (UNEMAT), Nova-Xavantina-MT. E-mail: vaneide_moreira@hotmail.com

1. INTRODUÇÃO escolarizada funcionou como uma imensa


maquinaria encarregada de fabricar o sujeito
A temática da educação constitui, moderno. [...] Mas o mundo mudou e
contemporaneamente, relevante objeto de estudo para continua mudando rapidamente sem que a
as ciências humanas. Apresenta, ainda, acentuada escola esteja acompanhando tais mudanças.
importância para a Filosofia da Educação. A discussão
teórica sobre a filosofia da educação e seus diferentes Tendo em vista que há crises de
modelos filosóficos justifica-se, então por iluminar os identidades nas escolas e salas de aula, devido aos
diversos campos educacionais e suas práticas efeitos da globalização, faz necessário pensarmos nossa
pedagógicas. concepção de educação, bem como analisarmos de que
O foco no sujeito, no âmbito da forma as modificações globais abalam as práticas
educação, revela que o mesmo é o principal educacionais e o cotidiano dos educandos.
protagonista do modelo educacional.Com isso, Faz-se assim, conveniente
afirmamos que o sujeito ocupa papel importante na compreender essa dinâmica de formação de novas
educação. No intuito de propor uma nova subjetividades dentro dos cenários históricos e culturais
transformação nos modelos educacionais existentes, em que as mesmas são forjadas.
urge a consciência da necessidade de uma nova Para subsidiar nossa afirmação,
educação. Pois, acentua VEIGA, Neto, (2003, p. 110), encontramos respaldo no pensamento de Michel
Foucault (1926-1984), herdeiro da tradição teórica do
sentimos que a escola está em crise porque
percebe que ela está cada vez mais
desenraizada da sociedade [...] A educação
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Estruturalismo, crítico audacioso das instituições 1, do capazes de resistir ao poder bem como se
racionalismo e das formas hegemônicas de saber e furtar ao saber, mesmo se o saber tenta
poder. Foucault em seus primeiros inscritos preocupa- penetrá-los e o poder tenta apropriar-se
se inteiramente em analisar como se forma o sujeito em deles. Mas os modos deexistência ou
sua relação com o saber: método arqueológico. possibilidades de vida não cessam de se
Para Foucault (2008, p. 398), “o recriar, e surgem novos.
sujeito é uma invenção cuja data recente a arqueologia
de nosso pensamento mostra facilmente. E talvez o fim Foucault, afirma que o sujeito está
próximo”. Para ele, o sujeito é um processo de criação em constante criação de sua subjetividade. Tudo é
histórica e fruto de uma construção cultural. Afirma, possível ao seu entorno. Portanto, “devemos partir da
nessa perspectiva, BERSCH, Adelaide (2009, p, 11). ideia de que o indivíduo não nos é dado, pois isto nos
remeteria a uma única consequência prática: temos que
Nesse sentido, partimos, contra a idéia de criar a nós mesmos como uma obra de
uma natureza humana predeterminada, arte”(FOUCAULT, Michel, 1984, p. 50).
calcadana existência de uma essência
transcendental, fixa e pronta para 1.1 Uma Análise do Sujeito e sua Liberdade
afirmarmos o sujeito e não uma substancia
passiva de essências; uma construção Foucault em seus últimos escritos
histórica e social em que ele mesmo cria sua analisa o sujeito e sua relação consigo mesmo:ética.
própria subjetividade. Para tal enfoque, procura estudar a cultura grega com
apressoresgatandoo conceito de liberdade. Para os
Nesse aspecto, Foucault não aceita o gregos, segundo Foucault (Id Ibidem, p. 03),“[...] a
conceito de sujeito como algo dado na metafísica preocupação com a liberdade foi um problema
clássica (essência). Ele parte da ideia de que o sujeito é essencial, permanente, durante os oito grandes séculos
construído pelas experiências históricas, ou seja, de da cultura antiga [...], porque para os gregos a liberdade
uma ontologia de nós mesmos.Nas palavras de individual era alguma coisa muito importante”.
MARCONETTI, Luís, (2003, p, 87), “o homem é um Ao afirmar a liberdade individual do
ser, ser pessoa, um 'devir a ser' plenamente, atuando as sujeito, Foucault atribui ao mesmo à possibilidade
suas potencialidades, construindo-se e criando cultura deste negociar-se com as instituições que aprisionam o
no mundo e na sociedade”. indivíduo, ou seja, retém a sua liberdade.
Todavia, reafirmamos que osujeito Em síntese, a liberdade é
não é uma invariante, uma essência fixa, acabada e independentemente de qualquer força externa, pois
idêntica a si mesma, mas uma forma constituída com e existe uma forma impar dosujeito à norma dada. Com
pelas experiências históricas. Segundo DELEUZE, isso, o sujeito é livre e possui a capacidade de escolher
Gilles, (1992, p. 116) em seu livro Conversações: entre seguir ou não os códigos de normalidades.
Além disso, o mesmo Foucault (Id
Foucault não emprega a palavra sujeito Ibidem, p, 4-5) adverte que,“uma vez que ser livre
como pessoa ou forma de identidade, mas os significa não ser escravo de si mesmo nem dos seus
termos ‘subjetivação’, no sentido de apetites, o que implica estabelecer consigo mesmo
processo, e ‘Si’, no sentido de relação certa relação de domínio, de controle, chamada de
(relação a si). E do que se trata? Trata-se de arché – poder, comando”.
uma relação de força consigo (ao passo que Todavia,reafirma dizendo que,
o poder era a relação da força com outras
forças), trata-se de uma ‘dobra’ da força. a liberdade é, portanto, em si mesma
Segundo a maneira de dobrar a linha da política. Além disso, ela também tem um
força, trata-se da constituição de modos de modelo político, uma vez que ser livre
existência, ou da invenção de possibilidades significa não ser escravo de si mesmo nem
de vida que também dizem respeito à morte; dos seus apetites, o que implica estabelecer
não a existência como sujeito, mas como consigo mesmo certa relação de domínio, de
obrade arte. Trata-se de inventar modos de controle, chamada de arché – poder,
existência, segundo regras facultativas, comando(Idem).

Para o filósofo contemporâneo (Id


“As instituições não são fontes ou essências, e não
Ibidem, p. 71-3), “as portas do asilo, os muros da
possuem nem essência nem interioridade. Elas são
prisão desaparecem, dando lugar a falas livres em que
práticas, mecanismos operatórios que não explicam o
gregos e romanos discutiam as melhores maneiras de
poder pois que supõem os seus relacionamentos e
conduzir suas vidas [...]. A paisagem do confinamento
contentam-se em ‘fixá-los’, segundo uma função
cede lugar à liberdade luminosa do sujeito”.
reprodutora e não produtora”(Deleuze, 1987, p. 105-6).
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Nesse sentido, temos uma nascer formas totalmente novas de sujeitos e de


problemática, diz Foucault,“[…] o problema ético é o sujeitos do conhecimento” (FOUCAULT, Michel,
da prática da liberdade: como se pode praticar 2009, p. 08).
adequadamente a liberdade? (Id Ibidem, p.02).
Para a cultura grega, “[…] praticar 1.2 OS Dispositivos Presentes na Educação e nas
adequadamente a liberdade, era necessário se ocupar de Relações de Saber e Poder
si mesmo, cuidar de si, ao mesmo tempo para se
conhecer - eis o aspecto familiar do gnôthiseauton – e Foucault, em seus segundos escritos
para se formar superar-se a si mesmo, para dominar em preocupa-secom o sujeito e sua formação, de modo
si os apetites que poderiam arrebatá-lo” (Id Ibidem, mais complexo, em meio às relações de poder
p.03). estabelecidas entre ambos: método genealógico.
Esta é a forma concreta de como os Mediante afirmativa acima nos interrogamos:
gregos problematizaram sua liberdade. Sendo livre o Como o sujeito humano entrava nos
sujeito é capaz de refletir sobre sua conduta. Pois era jogos de verdade? Como o sujeito entra em contato
preciso um exercício diário, ou seja, “[...] era preciso com a realidade e assimila uma determinada verdade?
todo um trabalho de si sobre si mesmo” (Id Ibidem, As instituições criam nos sujeitos
p.04). verdades por meio de dispositivos. O que é um
Mas, falar de sujeito é falar das dispositivo? Para (FOUCAULT. Apud.TERTO, 2013,
complexas relações que os indivíduos mantém consigo p. 87):
mesmos, com os outros e com a verdade.Nas palavras
de BRITO,Evandro, (2013, p. 33), O dispositivo, entre outros aspectos, refere-
se a um conjunto de elementos que abarcam
[...] a linha da verdade foi estruturada desde discursos a instituições, organizações
primeiramente em O Nascimento da Clínica arquitetônicas, leis, enunciados científicos,
e desenvolvida até A Ordem do Discurso. etc,cuja «função» estratégica ou política, é
Nestes trabalhos encontramos uma ontologia ser o elemento imprescindível para a
histórica de nós mesmos com relação à qual manutenção de uma forma de dominação.
nós nos constituímos como sujeitos do
conhecimento. Através dos dispositivos os sujeitos
entram em jogo com a verdade. E estas verdades na
Seguindo o viés foucaultiano, o maioria das vezes, contidas nas instituições escolares,
homem vive em busca da verdade. As verdades cuja finalidade é estabelecer relações de poder
sustentam nossa vida e nossa realidade. Contudo, (educador) e o controle do sujeito (educando). O que
Michel Foucault (1984, p. 10) se questiona: são as relações de poder? Esclarece Foucault, (1984, p.
08), com plausibilidade:
Por que a verdade? Por que nos
preocupamos com a verdade, aliás, mais do Quase não emprego a palavra poder, e se
que conosco? E por que somente cuidamos algumas vezes o faço é sempre para resumir
de nós mesmos através da preocupação com a expressão que sempre utilizo: as relações
a verdade? É certamente, nesse campo da de poder. Mas há esquemas prontos: quando
obrigação de verdade que é possível se se fala de poder, as pessoas pensam
deslocar, de uma maneira ou de outra, imediatamente em uma estrutura política, em
algumas vezes contra os efeitos de um governo, em uma classe social
dominação que podem estar ligados às dominante, no senhor diante do escravo etc.
estruturas de verdade ou às instituições Não é absolutamente o que penso quando
encarregadas da verdade. falo das relações de poder. Quero dizer que,
nas relações humanas, quaisquer que sejam
Tanto para o pensamento genealógico elas – quer se trate de comunicar
de Nietzsche, como para as análises de Foucault, a verbalmente, como o fazemos agora, ou se
verdade é uma construção histórica do sujeito. Assim, trate de relações amorosas, institucionais ou
pode-se afirmar com MARQUES, Fábio, (2013, p. 2), econômicas –, o poder está sempre presente:
“[...] podemos iniciar definindo a verdade como um quero dizer, a relação em que cada um
efeito das relações do poder, em que se produz um procura dirigir a conduta do outro. São,
saber”.Nesse sentido, diz-nos ele próprio portanto, relações que se podem encontrar
problematizando ainda mais tal questão, “como as em diferentes níveis, sob diferentes formas;
práticas sociais podem chegar a engendrar domínios de essas relações de poder são móveis, ou seja,
saber que não somente fazem aparecer novos objetos, podem se modificar, não são dadas de uma
novos conceitos, novas técnicas, mas também fazem vez por todas.

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social, imposto por intermédio da disciplina,


Com isso, as relações de poder são da tecnologia, e demais formas de
executadas por meio de verdades. Acentua SILVA, instrumentalização, gerando um
Saly, (2013, p. 02), que [...] “o poder é pensado como confinamento do indivíduo, que não
uma questão dos aparelhos e instituições; é o encontro consegue se insurgir diante da complexidade
de ‘relações, ‘saberes’ e ‘subjetividades’. O poder é sistêmica do poder.
uma constelação que aparece em alguns lugares,
apresentando caráter múltiplo e dispersivo”. Foucault (1984, p. 09), diz que, “vocês vêem
Foucaultanalisa as estruturas de saber-poder sobre os poder por todo lado: então não há lugar para a
sujeitos. Ele mesmo ressalta que, liberdade", me parece totalmente Inadequada. Não é
possível me atribuir aideia de que o poder é um sistema
essas relações de poder são, portanto, de dominação que controla tudo e que não deixa
móveis, reversíveis e instáveis. Certamente é nenhum espaço para a liberdade”.
preciso enfatizar também que só é possível Ora se é possível existir espaço para a
haver relações de poder quando os sujeitos liberdade do sujeito, nas relações de poder,ou até
forem livres. [...]. Portanto, para que se mesmo na instituição escolar, então, é possível falar em
exerça uma relação de poder, é preciso que educação.
haja sempre, dos dois lados, pelo menos uma
certa forma de liberdade”.[...]se há relações 1.3 A Educação Como Ética do Cuidado de Si e
de poder em todo o campo social, é porque Estética da Existência
há liberdade por todo lado (FOUCAULT,
1984, p. 08). A contribuição que Michel Foucault
traz para o campo educacional está desvinculada a
Foucault fala do duplo aspecto do qualquer instituição escolar. No entanto, a maneira
poder: a parte visível e a invisível. A visibilidade do como Foucault pensa a educação do sujeito parte de
poder são as instituições, as disposições das máquinas, uma interioridade, fruto de uma reflexão crítica das
como formas terminais. Para (BURBULES e RICE, relações estabelecidas entre os homens. Estas relações
1993, p. 42), “as relações de poder existentes na são sempre calcadas por um vinculo de poder na qual o
sociedade e na sala de aula impedem que muitos falem educando (aluno) é submisso ao educador (professor).
livremente”. Ou seja, o “dispositivo” é aquilo que fica Neste aspecto, Foucault concede total
invisível no interior do qual circulam novas importância a uma filosofia da educação que tem em
intensidades de poder. Porém, “[...] esses jogos de suas bases um método analítico e crítico da atualidade,
verdade não se referem mais a uma prática coercitiva, possibilitando ao mesmo a formação de sua própria
mas a uma prática de auto formação do sujeito” subjetividade como atributo e exaltação de si mesmo
(FOUCAULT, Michel, 1984, p. 11). Afirma Foucault: perante as normas (códigos) pré-estabelecidos.
A educação proposta por Foucault
Saber-poder são as duas faces de um mesmo ressalta antes de tudo uma ontologia do presente, ou
processo que produz o sujeito normalizado, seja, uma reflexão contínua dos acontecimentos
não só na rede carcerária, como na arte de históricos e das várias formas de construção de si.
educar ou curar, na empresa, fábrica, Por isso, Foucault, coloca a filosofia
exército, onde a técnica do “exame” molda o como ferramenta de transformação do sujeito e cuja
indivíduo que se torna “objeto” de um finalidade consiste justamente em dar ao mesmo aquilo
conhecimento possível, ocorrendo que lhe é próprio de sua condição de liberdade.
intensificação de dispositivos de No entanto, tal liberdade exige
normalização e necessidade de novas regras negociação com os jogos de verdade nas relações de
estratégicas (FOUCAULT. Apud. SILVA, poder decorrentes na sociedade e suas instituições. O
2013, p. 22). entrelaçamento viável dá garantia de uma educação
autônoma e independentemente de qualquer sistema
Parafraseando o pensamento educacional, para Foucault, o sujeito se constrói a
foucaultiano, onde há relações humanas existem partir de si mesmo: formação ontológica (interna e
relações de poder. Foucault (1984, p. 14), ainda subjetiva).
acentua, que,“[…] quanto mais o jogo é aberto, mais Com isso o sujeito assume
ele é atraente e fascinante”. Pois, MARQUES, Fábio, responsabilidade perante si mesmo na formação
(2013, p. 02-3) ressalta que, (educação) de sua subjetividade com liberdade. Para
Foucault (Id Ibidem, p. 03), “a liberdade é a condição
as relações humanas são permeadas pelo ontológica da ética. Mas a ética é a forma refletida
poder, uma mistura heterogênea da opressão assumida pela liberdade”.
versus produção, disseminando-se no âmbito Neste aspecto, segundo BRITO,

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Evandro, (2013, p. 33),“a linha ética foi estruturada em jogo da verdade” (Idem).
A história da Sexualidade, em que encontramos uma Para Foucault, o sujeito deve cuidar de si
ontologia histórica relacionada à ética através da qual mesmo e das “verdades” que este mesmo assimila nas
nos constituímos como agentes morais”. E continua relações humanas.Mas esse cuidado não deve ser aqui
reforçando que, entendido como individualismo ou narcisismo. Ele
mesmo explica que,
a estratégia de Foucault para estabelecer
como o sujeito ético se constitui está em para os gregos, não é por ser cuidado dos
apresentar, a partir de uma ontologia outros que ele é ético. O cuidado de si é
histórica, os quatro aspectos desta relação do ético em si mesmo; porém implica relações
sujeito para consigo mesmo. Estes aspectos complexas com os outros, uma vez que esse
são: a substância ética (substanceétique), ou êthos da liberdade é também uma maneira
a parte de si que se considera relevante do de cuidar dos outros, [...] O êthos também
ponto de vista moral (desejo? Intenção? implica uma relação com os outros [...].
Sentimento?); o modo de sujeição Assim, o problema das relações com os
(moded`assujetissement), maneira pela qual outros está presente ao longo desse
somos convidados ou incitados ao desenvolvimento do cuidado de si (Id
reconhecimento de nossas obrigações morais Ibidem, p. 12).
(a lei divina escrita na bíblia? A lei natural?
Uma regra racional? O propósito de atribuir E continua Foucault (Id Ibidem, p. 09), “[…]
magnanimidade à existência?); as práticas de creio que o cuidado é o mesmo em sua forma, mas, em
si (pratique de soi / self-formingactivity), o intensidade, em grau de zelo por si mesmo – e,
modo como nos modificamos para consequentemente, de zelo também pelos outros”.
tornarmos sujeitos éticos; o telos Foucault critica o cristianismo ao introduziro cuidado
(teleologique), ou que tipo de ser aspiramos de si, como conceito metafísico no pensamento
nos tornar quando nos comportamos de uma ocidental. Segundo ele,
maneira moral (Id Ibidem, 2013, p. 33).
É aí que o cristianismo, ao introduzir a
Para Foucault, não existe necessariamente salvação como salvação depois da morte, vai
ética sem liberdade. A ética pressupõe a liberdade desequilibrar ou, em todo caso, perturbar
humana. Ser ético significa, antes de tudo, cuidar de si toda essa temática do cuidado de si. Embora,
mesmo. A ética do cuidado de si passa constituir a lembro mais uma vez, buscar sua salvação
formação da subjetividade do indivíduo. Pois, significa certamente cuidar de si. Porém, a
filosoficamente falando: condição para realizar sua salvação será
precisamente a renúncia (Id Ibidem, p. 06).
[...] Mas ético no sentido de que os gregos
podiam entendê-lo: o êthos era a maneira de Foucault faz uma advertência crítica ao
ser e a maneira de se conduzir. Era um modo cristianismo ao modificar o conceito clássico de
de ser do sujeito e uma certa maneira de cuidado de si. Mais ainda insiste com clareza dizendo
fazer, visível para os outros. O êthos de que,
alguém se traduz pelos seus hábitos, por seu
porte, por sua maneira de caminhar, pela a busca de estilos de existência tão
calma com que responde a todos os diferentes uns dos outros como seja possível
acontecimentos (FOUCAULT, Michel, 1984, me parece um dos pontos, graças aos quais a
p. 04). investigação contemporânea se pode
inaugurar na Antigüidade, em grupos
O contato indireto com a cultura grega, por singulares. A busca de uma forma de moral
meio dos estudos arqueológicos fez Foucault(Id que seja aceitável para todos – no sentido de
Ibidem, p. 3), reforçar que, “[...] não digo que a ética que todos devam submeter-se a ela – parece-
seja o cuidado de si, mas que, na Antiguidade, a ética me catastrófica (Id Ibidem, p. 137).
como prática racional da liberdade girou em torno
desse imperativo fundamental: cuida-te de ti mesmo”. A ética foucaultiana do “cuidado de si”
A ética passa a constituir um estatuto privilegiado entre contribui para o conhecimento de si e a formação
os cidadãos gregos. corporal do sujeito como uma “obra de arte”,
Certamente que, “não é possível cuidar de si fortemente marcada pela liberdade na busca de uma
sem se conhecer. O cuidado de si é certamente o estética da existência, que se opõem as “verdade” ou
conhecimento de si’. Pois, afinal, [...] Cuidar de si é se aos “dispositivos”.
munir dessas verdades: nesse caso a ética se liga ao

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O que me impressiona é o fato de que em conjuga com a responsabilidade social. O


nossa sociedade a arte tenha se tornado algo indivíduo, cuidando de si, cuida também dos
relacionado somente a objetos e não há outros adequadamente (OMAR, Daniel,
indivíduos, ou à vida. Esta arte é algo 2013, p. 71).
especializado ou fornecido por experts que
são os artistas. Porém a vida de cada pessoa Pois,segundo Foucault (2006, p. 25), “existem
não poderia se tornar uma obra de arte? Por momentos na vida onde a questão de saber se se pode
que a lâmpada ou a casa pode ser uma obra pensar diferentemente do que se pensa, e perceber
de arte e a nossa vida não? (Id Ibidem, p. diferentemente do que se vê, é indispensável para
69). continuar a olhar e a refletir”. Para Foucault, toda a
reflexão filosófica do sujeito deve ser colocada como
Essa ética deve ser assumida como um modo “ontologia do presente”. De modo que,
de ser frente a si e aos outros. Porque, “Não se deve
fazer passar o cuidado dos outros na frente do cuidado [...] se você se cuida adequadamente, ou
de si; o cuidado de si vem eticamente em primeiro seja, se sabe ontologicamente o que você é,
lugar, na medida em que a relação consigo mesmo é se também sabe do que é capaz, se sabe o
ontologicamente primária” (Id Ibidem, p. 05). Segundo que é para você ser cidadão em uma cidade,
Foucault, “essa relação consigo (rapport à soi): tipo de ser o dono da casa em um oikos, se você
relação que se deve ter consigo próprio, ele chama de sabe quais são as coisas das quais deve
ética” Para ARRUDA, Irene(2013, p. 54),“o duvidar e aquelas das quais não deve
ethosfilosófico presente na crítica ontológica de nós duvidar, se sabe o que é conveniente esperar
mesmos como uma prova histórico-prática dos limites e quais são as coisas, pelo contrário, que
que podemos ultrapassar e desta maneira como um devem ser para você completamente
trabalho levado a cabo por nós mesmos, sobre nós indiferentes, se sabe, enfim, que não deve ter
mesmos, como seres livres”. medo da morte, pois bem, você não pode a
Segundo BRITO, Evandro (2013, p. 33), “a partir deste momento abusar do seu poder
linha da força foi estruturada, num segundo momento, sobre os outros.[...]Neste novo contexto, o
em Vigiar e Punir. Aqui, encontramos uma ontologia cuidado de si assumirá inicialmente a forma
histórica de nós mesmos relacionada a um campo de da renúncia a si mesmo( FOUCAULT,
força através do qual nos constituímos como sujeitos Michel, 1984, p. 06).
agindo sobre outros”.Com isso, a ética do cuidado de
si, assume o caráter de uma ontologia do presente. Com E tal questão pode ser apresentada pelas
uma pergunta ousada:“O que estamos fazendo próprias palavras de Foucault (Id Ibidem, p. 69): “que
conosco? Como estamos transformamos tudo aquilo tipo de ética podemos construir agora, quando sabemos
que somos?” (FOUCAULT, Michel, 2005, p. 09). que entre ética e outras estruturas há apenas
Pois afinal de contas, “trata-se de um coagulações históricas e não uma ligação necessária?
entrelaçamento do que estamos fazendo da vida, do Parafraseando Brito(2013, p. 40),Foucault não
mundo, do outro e de nós mesmos, [...] um êthos encerra a questão sobre a ética. Pelo contrário, o
filosófico consistente em uma crítica do que dizemos, resultado de sua investigação (Genealogia da ética)
pensamos e fazemos, através de uma ontologia sugere que a ética deveria deixar de ser um tema
histórica de nós mesmos” (FOUCAULT. Apud. próprio do debate filosófico, quando abordado segundo
CRISTINA, 2013, p. 335-51). os modelos acadêmicos vigentes. Ou seja, a Genealogia
Para Foucault, a ética apresenta-se como da ética retoma a questão ética para torná-la novamente
autocontrole, como um modo de poder de si mesmo pertinente ao viver e não meramente ao saber.
(afirmação de si), como uma forma de resistência
(decisão), como uma estética da existência (obra de Portanto, na est-éticafoucaultiana, temos um
arte). Nesse sentido, paulatinamente, a ética é vista, processo que em nenhum sentido busca um
deste modo: como um ocupar-se diariamente de si ou retorno a um sujeito único, fechado em si tal
cuidar de si mesmo (constante). processo não é estático. Busca-se, sim, uma
transformação infinita da vida no devir-vida,
A ética como cuidado de si coloca a reflexão para falar de maneira deleuziana, no
sobre as condutas e o agir humano em processo do viver bem — processo
termos de estilo, se distanciando da dinâmico, no qual o sujeito aparece e se faz
dicotomia permitido/proibido. Surge uma “derivada” (ANGÊLO, Miguel, 2013,
também de forma relevante a noção de p. 184-5).
responsabilidade sobre os nossos atos, que já
não são mais julgados nos termos da A pergunta contemporânea de Michel
culpabilidade. Assim, a ética individual se Foucault nos estremece: “o que é a nossa atualidade?

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Qual é o campo atual das experiências possíveis?” sexual, institucional. Essa função crítica da
(FOUCAULT, 2013, p.111. Apud. ARRUDA, 2013, p. filosofia decorre, até certo ponto, do
54). imperativo socrático: "Ocupa-te de ti
Esta pergunta nos parece oportuna, diante do mesmo", ou seja: "Constitua-te livremente"
problema da educação. A hipótese apresentada por pelo domínio de ti mesmo.
Foucault, sobre a educação não pode ser tomada como
algo da natureza suscetível de repressão do poder, mas A época em que vivemos,necessita, portanto,
sim como produto de encadeamentos da estimulação do de uma crítica, a qual tudo deve submeter-se. A crítica
sujeito na formulação do conhecimento. Assim, a severa aos acontecimentos presentes deve ser um modo
educação é socialmente construída na liberdade do de pensar rigoroso, que salve o ser sujeito em última
sujeito.Consonante a essa afirmativa, Dutra (2003, p. análise.
136) contribui para essa reflexão:
As salas de aula, especialmente as práticas Sem dúvida, o objetivo principal hoje não é
de letramento escolar que aí se de descobrir, mas de recusar o que somos
desenvolvem, constituem-se em espaços (...) Poder-se-ia dizer, para concluir, que o
singulares para que tais significados possam problema ao mesmo tempo político, ético,
ser negociados, contestados e re-construídos social e filosófico que se coloca para nós
pelos (as) alunos (as) em práticas discursivas hoje não é liberar o Estado e suas
[...]. instituições, mas liberar a nós mesmos do
Estado e das instituições que a ele se
Assim, a ética do cuidado de si é fundamental prendem. É preciso promover novas formas
para a própria construção do sujeito, na formação de de subjetividade, recusando o tipo de
sua subjetividade. Cuidar de si é conhecer-se como individualidade que nos impuseram durante
sujeito na história que constitui sua autonomia e sua muitos séculos (FOUCAULT. Apud.
ética de si.Diante do fenômeno mundial, da qual se TERTO, 2013, p. 03).
encontra a sociedade hodierna, o processo de
globalização é um risco, quando coloca sob suspeita o Parafraseando Foucault, ser crítico significa
sujeito contemporâneo.Pois para Michel Foucault ser o mais rigoroso possível, o mais exigente possível
(1987, p. 320) em qualquer estudo, não temendo pôr em xeque as
próprias certezas previamente admitidas. Significa em
Nossa sociedade não é de espetáculos, mas outras palavras, pôr-se em jogo constantemente. A
de vigilância; sob a superfíciedas imagens, crítica, portanto, se põe entre o saber e o agir, entre a
investem os corpos em profundidade; teoriae a prática, como uma forma de viver, intensa,
através da grandeabstração da troca, se tensa, consigo e com os outros. Nesse sentido, ser
processa o treinamento minucioso e concreto crítico, hoje, é justamente, procurar entender
dasforças úteis; os circuitos da comunicação genealogicamente a realidade, a partir dos
são os suportes de umaacumulação e acontecimentos da vida humana, em sua dramaticidade
centralização do saber; o jogo dos sinais cotidiana.
define os pontosde apoio do poder; a
totalidade do indivíduo não é amputada, 2. CONSIDERAÇÕES FINAIS
reprimida,fabricado, segundo uma tática das
forças e dos corpos. Somos bem Partimos da intenção de que trabalhar as ideias
menosgregos que pensamos. Não estamos de Michel Foucalt para o campo educacional trouxe-
nem nas arquibancadas nem nopalco, mas na nos de certa forma uma nova visão para a Filosofia da
máquina panóptica, investidos por seus Educação. Pois, “o que me parece consensual é a
efeitos de poder,que nós mesmos necessidade de se reinventar a educação escolar”
renovamos, pois somos suas engrenagens. (CANDAU, 2005, p. 28).
O pensador contemporâneo traz em seu
Todavia, em nossa época, é preciso fazer esboço um método de abordagemgenealógico e crítico
filosofia, voltar a suas raízes essenciais, com o objetivo daeducação ocidental. Diante de tal estudo realizado
principal de aplicá-la no cotidiano.Com isso, a com cautela, podemos reafirmar quea educação é
principal tarefa da filosofia, na atualidade, consiste nas objeto de desfruto nas relações humanas, nos jogos de
próprias palavras de Foucault (1984, p. 14): saber e poder, e, principalmente, nos discursos
linguísticos decodificados pelas massas, presentes nos
[…] a filosofia é justamente o que questiona “regimes ou jogos de verdade”.
todos os fenômenos de dominação em
qualquer nível e em qualquer forma com que O problema político essencial para o
eles se apresentem – política, econômica, intelectual não é criticar os conteúdos

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ideológicos que estariam ligados à ciência CANDAU, V. Maria. Reiventar a Escola. Petrópolis:
ou fazer com que sua prática científica seja 4. Ed. Vozes, 2005.
acompanhada por uma ideologia justa, mas
saber se é possível constituir uma nova CRISTINA, Maria Campello Lavrador. A psicologia e
política da verdade. O problema não é mudar os desafios contemporâneos da reforma
a ‘consciência’ das pessoas, ou o que elas psiquiátrica. Disponível em:www.ufes.br/.Acessado
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Neste sentido, os dispositivos entram no
cenário educacional, recaindo sobre a alteração da ______________. Foucault. Lisboa, Vega, 1987.
própria subjetividade individual e coletiva dos sujeitos
à margem dos detentores do conhecimento, da DUTRA, F.S. Letramento e Identidade: Re-
“verdade”, estabelecidas nas instituições. Construção das Identidades Sociais e deGênero. In:
A saída para tal, encontra-se numa “ontologia MOTTA Lopes. Discursos de Identidades. São Paulo:
do presente”, ou seja, numa reflexão crítica da Mercado de Letras, 2003.
atualidade e de nós mesmos, perante tais discursos
sobre educação, numa “articulação criativa entre FOUCAULT, Michel. A Arqueologia do Saber. Rio de
sujeitos diferentes e autônomos” (FLEURI, 1998, p. Janeiro: Florense Universitária, 2008.
49). . A verdade e as formas jurídicas. Nau
A educação como ética do cuidado de si, Editora: Rio de Janeiro, 2009.
retomada pela cultura grega antiga é ressaltada como
alternativa para o sujeito viver eticamente sua própria __________. O Dossier. Ùltimas entrevistas. Rio de
subjetividade, possibilitando assim, viver a vida como Janeiro: Livraria Taurus, 1984.
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