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ESTÉTICA E CONSUMO VISUAIS

O belo, o feito, o gosto, o grosseiro e o kitsch


O que é estética?
Estética é a tradução da
palavra grega aisthetiké,
que significa Baumgarten, filósofo
"conhecimento sensorial", alemão, 1750
"experiência sensível",
"sensibilidade".
• Qual a função da estética?
• Em seu estudo inicial, a estética se
referia ao estudo das obras de arte
enquanto criações da sensibilidade
(isto é, das experiências dos cinco
sentidos e dos sentimentos causados
por elas), tendo como finalidade o
belo.
• .
Pouco a pouco, substituiu a noção de arte
poética e passou a designar toda investigação
filosófica que tinha por objeto as artes ou
uma arte.

Do lado do artista e da obra, a estética busca


compreender como se dá a realização da
beleza;

Do lado do espectador e receptor, busca


interpretar a reação à obra de arte sob a
forma do juízo do gosto ou do bom gosto
• A estética se ocupa preferencialmente com
a expressão da sensibilidade e da fantasia
do artista e com o sentimento produzido
pela obra sobre o espectador ou receptor.
O que é beleza?
Regras para atingir o “belo ideal” – estética
normativa

O objeto passa a ter qualidades que o tornam


mais ou menos agradável, independentemente
do sujeito que as percebe.
• Relativização da beleza (LOCKE e HUME, séc. XVII e XVIII)

• Ela não é uma qualidade das coisas, mas só o sentimento na mente de quem as
contempla.

• O julgamento de belo depende tão somente da presença ou ausência de prazer


em nossas mentes.
Para Platão, a beleza é a
única ideia que
resplandece no mundo
[...] tem caráter sensível,
porém real e objetiva.

O belo existe em si
mesmo para além das
obras individuais; estas
devem se aproximar do
ideal da beleza.
•“Gosto não se discute” ( ? )
Todos os julgamentos de beleza são verdadeiros,
e todos os gostos são igualmente válidos.
Aquilo que depende do gosto e da opinião
pessoal não pode ser discutido racionalmente.
O belo, portanto, não está mais no objeto, mas
nas condições de recepção do sujeito.
• Experiência estética (KANT, séc. XIX)

• O belo é "aquilo que agrada universalmente, ainda que


não se possa justificá-lo intelectualmente".

• O objeto belo é uma ocasião de prazer, cuja causa


reside no sujeito. O princípio do juízo estético, portanto,
é o sentimento do sujeito, e não o conceito do objeto.
A beleza, segundo Kant, é
uma qualidade que Sendo assim, não há uma
atribuímos aos objetos ideia de belo nem pode
para exprimir um certo haver regras para produzi-
estado da nossa lo.
subjetividade.
História e estudo do belo (HEGEL, sec. XIX)

A beleza muda de face e de aspecto através dos tempos.

Essa mudança (devir), que se reflete na arte, depende mais da cultura e


da visão de mundo vigentes do que de uma exigência interna do belo.
O objeto é belo porque realiza sua
finalidade, é autêntico, Não existe mais a ideia de um único
verdadeiramente segundo seu modo valor estético baseado no qual
de ser, isto é, por ser um objeto julgamos todas as obras. Cada objeto
singular, sensível, carrega um singular estabelece seu próprio tipo
significado que só pode ser percebido de beleza.
na experiência estética.
E o feio?
Faz parte da estética?
Pode ser arte também?
A questão do feio está implícita na problemática do belo. Por princípio,
o feio não pode ser objeto da arte.

No momento em que a arte rompe com a ideia de ser cópia do real


para ser considerada criação autônoma que tem a função de revelar as
possibilidades do real, ela passa a ser avaliada de acordo com a
autenticidade da sua proposta e sua capacidade de falar ao
sentimento...
Toalhas – frutas
podres – Costi,
• O problema do belo e do feio foi deslocado do assunto para o modo de
representação.

• Só haverá obras feias na medida em que forem malfeitas, isto é, que não
correspondam plenamente a sua proposta. Em outras palavras, se houver uma
obra feia - neste último sentido -, não haverá obra de arte.
O conceito de gosto não deve ser encarado como uma preferência
arbitrárias e imperiosa da nossa subjetividade.

Quando o gosto é entendido dessa forma, ele refere-se mais a si


mesmo do que ao mundo dentro do qual ele se forma, e esse tipo de
julgamento estético decide o que prefiro em virtude do que sou.
Passo a ser a medida absoluta de tudo (aquilo de que eu gosto é
bom e aquilo de que eu não gosto é ruim), e essa atitude só pode
levar ao dogmatismo e ao preconceito.
A subjetividade em relação ao objeto estético precisa estar mais
interessada em conhecer, entregando-se às particularidades de
cada objeto, do que em preferir. Nesse sentido, ter gosto é ter
capacidade de julgamento sem preconceitos.

É a própria presença da obra de arte que forma o gosto: torna-nos


disponíveis, supera as particularidades da subjetividade, converte o
particular em universal.