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Projeto Educativo

Percursos com futuro

2015 – 2018

Proposta elaborada pelo Conselho Pedagógico em 06 de julho de 2015

Aprovado pelo Conselho Geral em 14 de julho de 2015


PROJETO EDUCATIVO
PERCURSOS com futuro

INTRODUÇÃO

I. AECA: HISTÓRIA E IDENTIDADE


1. Enquadramento histórico
a) Escola Secundária Carlos Amarante
b) Agrupamento de Escolas de Gualtar
c) Agrupamento de Escolas Carlos Amarante
2. Carlos Amarante: patrono do agrupamento

II. COMUNIDADE EDUCATIVA


1. Caracterização sociocultural do agrupamento
2. População discente
3. População docente
4. População não docente

III. OFERTA EDUCATIVA


1. Educação pré-escolar
2. 1º ciclo do ensino básico
3. 2º e 3º ciclos do ensino básico
4. Ensino secundário
5. Educação de adultos
6. Educação especial

IV. ORGANIZAÇÃO E SERVIÇOS


1. Organograma do agrupamento
2. Escola promotora de saúde
3. Projetos e atividades de enriquecimento curricular
4. Atividades de substituição e ocupação dos tempos escolares
5. Apoios educativos
6. Bibliotecas Escolares

V. MODELO EDUCATIVO
1. Missão
2. Princípios e valores
3. Visão

VI. COMPROMISSOS 2015/2018


1. Objetivos
2. Metas e indicadores de verificação

VII. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO

BIBLIOGRAFIA

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PROJETO EDUCATIVO
PERCURSOS com futuro

INTRODUÇÃO

O Projeto Educativo (PE) é “…o documento que consagra a orientação educativa do


agrupamento de escolas ou da escola não agrupada, elaborado e aprovado pelos seus órgãos de
administração e gestão para um horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios, os
valores, as metas e as estratégias segundo os quais o agrupamento se propõe cumprir a sua
função educativa.” (Decreto-Lei nº 75/2008, de 22 de abril, na redação dada pelo Decreto-Lei
137/2012, de 2 de julho).

Com o projeto “Percursos com futuro”, consolidamos a identidade que, enquanto


Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, nos propomos desenvolver junto da comunidade
educativa que servimos. Ultrapassamos, aqui, o histórico de resistência resultante da constituição
do agrupamento por decreto e assumimos um olhar confiante e positivo em relação à nossa
missão educativa.

O AECA herda do Agrupamento de Escolas de Gualtar e da Escola Secundária Carlos


Amarante um passado de sucesso, as marcas de uma cultura escolar inclusiva e de práticas de
sucesso reconhecidas na comunidade local. Como imagem de marca, cultivamos a qualidade, o
rigor e a excelência. Acreditamos num projeto ambicioso com o qual estamos comprometidos e
que fará do AECA um agrupamento de referência no panorama educativo nacional. Queremos ser
reconhecidos socialmente pelo serviço público que prestamos, pelos resultados escolares, pelo
trabalho colegial que desenvolvemos, e, sobretudo, pelo impacto da ação educativa nos percursos
formativos e nos projetos de vida pessoais dos nossos alunos.

Adotamos “Percursos com futuro”, porque valorizamos a diversidade de caminhos, de


opções, a verticalidade formativa, a individualidade do itinerário e do projeto de vida de cada
criança, jovem ou adulto. Construímos percursos orientados para o futuro, com relevância na
formação de homens e mulheres socialmente comprometidos, porque o devir começa nas opções
que assumimos no presente. Apostamos em percursos inclusivos e diversificados, orientados para
a valorização de uma cultura do conhecimento (saber), da formação integral (ser) e de uma
cidadania ativa (estar).

O projeto que apresentamos resulta de um trabalho coletivo, alicerçado em múltiplos


contributos das principais áreas de consenso e de motivações de toda a comunidade educativa.
Reuniram-se, portanto, as condições indispensáveis para mobilizar todos os elementos da
comunidade para compromissos conjuntos e para a consolidação de um projeto comum.

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PERCURSOS com futuro
I. AECA: HISTÓRIA E IDENTIDADE

“O presente é todo o passado e todo o futuro”


Fernando Pessoa,
Bernardo Soares, in “Livro do Desassossego”

1. AECA: enquadramento histórico

a) Escola Secundária Carlos Amarante


A Escola Secundária Carlos Amarante (ESCA), escola não agrupada, tem as suas raízes na
Escola de Desenho Industrial criada por diploma régio em 11 de dezembro de 1884, tendo sido
inaugurada, um ano depois, pelo rei D. Luís I.
Por decreto régio de 23 de fevereiro de 1889, passou a designar-se Escola Industrial de
Braga e, em 1891, recebeu a designação de Escola Industrial Frei Bartolomeu dos Mártires, em
homenagem ao Arcebispo Dominicano quinhentista. Supõe-se que, por esta altura, a Escola tenha
mudado para as instalações da seiscentista Casa da Torre, atualmente situada no Largo Paulo
Orósio.
Era pretensão da Escola incluir o ensino da escrituração comercial, o que viria a ser
reconhecido em 1914, com a fundação do Curso Elementar do Comércio (Decreto de 30/6/1914).
Com nova vocação comercial a juntar à anterior, industrial, o número de alunos da Escola
Industrial e Comercial Bartolomeu dos Mártires foi aumentando, recebendo, na década de 50,
alunos provenientes de todos os concelhos limítrofes de Braga.
Além do Curso de Comércio, distinguiram-se os cursos de "Carpinteiro e Marceneiro" e
"Costura e Bordados". A criação do ensino comercial conduziria ao estabelecimento, em 25 de
agosto de 1948, de duas escolas distintas: a Escola Técnica Elementar Bartolomeu dos Mártires e
a Escola Industrial e Comercial Carlos Amarante. Ficaram a compartilhar o mesmo espaço, no
novo edifício público da rua do Castelo, para onde se tinha transferido, no ano de 1936, a Escola
Industrial e Comercial Bartolomeu dos Mártires. Com a reforma de 31 de maio de 1951, as duas
escolas voltaram a fundir-se sob a designação de Escola Comercial e Industrial de Braga. Desde a
sua transferência para a Rua do Castelo, o funcionamento encontrava-se repartido por dois polos:
o da rua do Castelo e o da cangosta dos Congregados, onde a Câmara Municipal de Braga
deliberara edificar a nova Escola, em finais de 1880, ficando o projeto inconcluso.
O projeto de construção de uma nova Escola de raiz avançou no ano de 1953 e a
inauguração do edifício na atual localização, na Rua da Restauração, ocorreu no mês de maio de
1958.
Inauguradas estas novas instalações, manteve-se em funcionamento a secção do ensino
comercial na rua do Castelo. Mais tarde, em 1972, foi criada a Escola Comercial Alberto Sampaio
que foi transferida, em 1981, para a atual localização.
Com a unificação do ensino secundário, definida pelo Decreto-Lei nº 80/78, de 27 de abril, a
antiga Escola Industrial tomou a designação de Escola Secundária Carlos Amarante.

b) Agrupamento de Escolas de Gualtar


A emergência do conceito de território educativo, no início da década de noventa, introduz,
no sistema educativo nacional, uma nova dinâmica organizacional dos estabelecimentos de

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ensino públicos. Ganha especial dinâmica a associação de estabelecimentos de ensino em torno
de um Projeto Educativo comum (regime de autonomia, administração e gestão, instituído pelo
Decreto-Lei nº 43/89, de 3 de fevereiro).
Desde 1995, assistimos a formas de trabalho colaborativo entre as EB1 da Lameira e a
EB2,3 de Gualtar que, em parceria com outras instituições, se associaram no desenvolvimento de
projetos comuns. No entanto, é o “Pacto Instituinte”, aprovado a 14 de maio de 1997, pelo
Conselho Pedagógico da EB 2,3 de Gualtar, e subscrito voluntariamente, a 30 de maio do mesmo
ano, pelos JI de Bouça e Areias de Baixo e pelas EB1 de Lameira, Igreja, Bela Vista e Pidre, que
funda e institui a Associação de Escolas da Nascente do Este (AENE).
A partir do ano letivo de 2000/01, integram a Associação de Escolas da Nascente do Este
todas as unidades educativas do ensino público pré-escolar e dos 1º, 2º e 3º ciclos, dependentes
do Ministério da Educação, situadas nas freguesias de Gualtar, Este S. Pedro, Este S. Mamede,
Crespos, Pousada, Navarra e Santa Lucrécia que, a 7 de julho de 2000, veem nascer o seu Projeto
Educativo.
O ano letivo de 2003/04 é marcado por uma nova realidade que determina o fim da
Associação de Escolas da Nascente do Este e o início do Agrupamento Vertical de Escolas da
Nascente do Este, assumindo a sigla AVENE. Por despacho ministerial, a partir de 1 de setembro
de 2003, é redefinido um ordenamento do território educativo do agrupamento, passando a
integrar o AVENE todos os estabelecimentos de ensino da rede pública do Ministério da
Educação, localizados nas freguesias de Gualtar (JI de Bouça, EB1 Braga nº 27 - Lameira e EB 2,3
de Gualtar - escola sede do AENE), Este S. Pedro (JI Areias de Baixo e EB1 de Braga nº 30), Este S.
Mamede (JI de Pidre e EB1 de Pidre), Espinho (EB1/JI do Salgueiral), Pedralva (JI de Gulmeira e
EB1 de Codeçosa) e Sobreposta (JI da Igreja, EB1 de Outeiro e EBM nº 888 – extinta no final de
ano letivo de 2003/04). A 25 de maio de 2005, é aprovado o Projeto Educativo “Educar na
Excelência” que marcou, com as devidas atualizações, o ideário do agrupamento até à agregação
no Agrupamento de Escolas Carlos Amarante.
Por decisão dos órgãos de direção, gestão e administração, em dezembro de 2011, o AVENE
passou a designar-se Agrupamento de Escolas de Gualtar (AEG).

c) Agrupamento de Escolas Carlos Amarante


A 1 de abril de 2013, é constituído o Agrupamento de Escolas Carlos Amarante (AECA) que
resulta da agregação do Agrupamento de Escolas de Gualtar com a Escola Secundária Carlos
Amarante, levada a cabo no âmbito do processo de reorganização da rede escolar pública do
Ministério da Educação e Ciência.
Com sede na Escola Secundária Carlos Amarante, o AECA herda da comunidade envolvente
uma imagem de excelência e passa a ser um dos maiores agrupamentos de escolas do país, com
uma vasta diversidade de oferta formativa. Com cerca de 3500 alunos matriculados, integra todos
os níveis de ensino, desde a educação pré-escolar ao ensino secundário, incluindo o ensino
profissional e modalidades de educação de adultos, nomeadamente o ensino recorrente, dado
que a ESCA é considerada escola de referência de ensino secundário recorrente (ERESR).
Disperso por uma área geográfica localizada entre o centro urbano (São Victor) e o limite a
Este (Pedralva) do concelho de Braga, o Agrupamento de Escolas Carlos Amarante assume, no
presente Projeto Educativo, uma grande diversidade de modalidades de educação e formação, no

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respeito pela sua identidade e pela natureza da área de influência pedagógica que serve,
propondo-se:
a) Desenvolver um projeto educativo vertical de serviço público de educação e ensino,
desde o pré-escolar ao ensino secundário e à educação de adultos;
b) Assumir-se como um agrupamento de referência na educação e na formação de crianças
com espetro de autismo no ensino básico e secundário.

2. O patrono: Carlos Amarante


Carlos Luís Ferreira da Cruz Amarante (30.10.1748 – 22.01.1815), um notável engenheiro
militar e arquiteto português, era filho de Manuel Ferreira da Cruz Amarante, um músico da
Arquidiocese de Braga, e de Maria Josefa Rosa de Almeida.
Carlos Amarante começou por seguir a carreira eclesiástica, interrompendo-a para se casar,
aos vinte e três anos, com Luísa Clara Xavier. Formou-se em Engenharia e Arquitetura, o que lhe
possibilitou a concretização de algumas obras notáveis.
Morreu em 1815, com 66 anos, e está sepultado na Igreja da Trindade, no Porto.
Principais obras de Carlos Amarante: Bom Jesus (Braga), Igreja do Pópulo (Braga), Igreja do
Hospital (Braga), Ponte de São Gonçalo sobre o rio Tâmega (Amarante), Ponte das Barcas (Porto),
Reitoria da Universidade do Porto, Igreja da Trindade (Porto), reconstrução das muralhas de
Valença, Palácio da Brejoeira (Monção).
O ano de 2015 foi marcado pelas “Comemorações do II Centenário da morte de Carlos
Amarante”, promovidas pela Câmara Municipal de Braga, em cooperação com a Santa Casa da
Misericórdia de Braga, a ESCA e a Confraria do Bom Jesus do Monte. Entre 22 e 24 de janeiro, foi
desenvolvido um programa cultural diversificado, em reconhecimento do papel do patrono do
AECA, no contexto da história e do património local.
Pelo legado arquitetónico e artístico deixado, pela polivalência de competências que
desenvolveu ao longo da sua vida e pela excelência e pelo rigor da sua obra, Carlos Amarante
afirma-se como figura incontornável da história de Braga, justificando-se o reconhecimento que o
agrupamento lhe presta, ao designá-lo como seu patrono e ao estabelecer o dia 22 de janeiro (dia
do seu falecimento) como dia do Agrupamento de Escolas Carlos Amarante.

II. COMUNIDADE EDUCATIVA

1. Caracterização histórica e social do agrupamento


O agrupamento está localizado no concelho de Braga e compreende três zonas contíguas,
mas diferenciadas nas suas características. Uma mais próxima do núcleo central da cidade e com
elevada densidade populacional, constituída pela freguesia de S. Victor; outra, a zona da nascente
do rio Este, com uma configuração predominantemente urbana, que compreende as freguesias
de Gualtar e a União das Freguesias de Este (S. Pedro e S. Mamede) e outra mais rural, situada no
planalto do Monte de Espinho, com as freguesias de Espinho, Sobreposta e Pedralva.

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Agrupamento de Escolas Carlos Amarante (AECA) no contexto concelhio

Concelho de Braga AECA

Nº de freguesias 62 7

Área total (km2) 183,45 35,15


2
Densidade populacional (hab/km ) 989,3 1.205,0

População residente (Nº habitantes) 181.494 42.357

Famílias (clássicas + institucionais) 64.092 15.920

Edifícios clássicos 38.892 6.856


Fonte: PORDATA e INE (Censos 2011)

Em termos de dimensão demográfica e considerando a totalidade do território educativo, o


Agrupamento de Escolas Carlos Amarante está implementado numa área ocupada por mais de
23% da população residente do concelho de Braga. Ao nível da educação básica, por não incluir a
freguesia de São Victor, o presente projeto educativo abrange uma área geográfica com 12715
habitantes, conforme dados dos censos de
2011.
Ao analisarmos a faixa etária da
população, as freguesias do agrupamento
acompanham, sem grande diferencial, o
contexto do concelho de Braga, onde 16% da
população têm 14 anos ou menos, 12% têm
entre 15 e 24 anos, 58% têm entre 25 e 64
anos e 13% têm mais de 65 anos de idade
(dados dos censos de 2011). Embora em 10
anos (por comparação com os censos de
2001) tenha aumentado em 3% o número de
habitantes com mais de 65 anos de idade e
reduzido em 7% o número de habitantes
com menos de 24 anos de idade, o que evidencia um envelhecimento da população local (ainda
que inferior à média nacional), partimos de expectativas positivas e assumimos o desafio de fixar,
na oferta formativa de ensino básico, os 2095 habitantes com menos de 15 anos de idade (não
considerados os habitantes de São Victor – 4941). Deverão merecer um olhar atento as soluções
dialogadas por parte das unidades educativas que têm vindo a reduzir, anualmente, o número de
alunos matriculados.
O território educativo do agrupamento apresenta uma taxa de crescimento e uma evolução
demográfica notáveis, muito dependentes dos fenómenos de concentração populacional urbana.
Comparando com 2001, com exceção da freguesia de Espinho, que registou uma evolução
negativa de 153 habitantes, verifica-se, nas freguesias do agrupamento, uma evolução estável ou
significativamente positiva (Gualtar e São Victor).

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PERCURSOS com futuro
Em linha com o concelho de Braga, 53% da
população ativa exercem atividades profissionais
enquadradas no terceiro setor (serviços),
seguindo-se 45% da população empregada no
setor secundário (produção industrial), e 2% com
atividades no setor primário (produção a partir da
natureza). Embora não associada à atividade
profissional, subsistem, nas freguesias mais rurais,
atividades complementares, ligadas à exploração
agrícola, para consumo próprio.
Uma análise das habilitações literárias da
população abrangida pelo agrupamento mostra
que, à exceção das freguesias do Monte de
Espinho, que apresentam um acentuado défice,
os cidadãos residentes na sua área de influência População residente do AECA
possuem níveis de habilitação superiores à
média do concelho.

Nenhuma 1º Ciclo 2º Ciclo 3º ciclo Secund. Pós-sec. Superior


Braga 16,85 21,16 13,69 16,72 14,04 1,28 16,26
Espinho 18,97 26,16 18,63 18,80 9,82 0,59 7,03
Este (S. Mamede) 17,68 26,42 12,01 15,23 12,70 1,03 14,94
Este (S. Pedro) 17,68 26,42 12,01 15,23 12,70 1,03 14,94
Gualtar 15,53 19,26 11,10 14,43 15,63 1,36 22,68
Pedralva 21,17 32,34 19,55 14,14 8,47 0,54 3,78
São Victor 15,54 15,79 11,28 16,35 15,97 1,51 23,57
Sobreposta 21,83 22,37 21,06 20,37 9,22 0,69 4,46
AECA 16,28 18,13 12,19 16,12 15,02 1,37 20,90
Habilitações da população (valores percentuais). Fonte: Censos 2011

O território educativo do agrupamento possui um património arquitetónico, histórico e


social ímpar e privilegiado no contexto do concelho de Braga. Porque promovemos um projeto
orientado para a comunidade local e para a relevância social da ação educativa, assumimos, com
particular atenção, um compromisso no trabalho aberto e colaborativo com as instituições que
dão vida às comunidades nas mais diversas áreas de interesse, sobretudo na saúde, cultura,
cidadania, no emprego e desporto.

Património / Equipamento / Instituições


Espinho Santuário do Sameiro, Igreja Matriz (barroca e neoclássica), Capela de Santo António,
conjunto rural (moinhos), monumento de São Martinho, monumento de Cristo Rei;
Junta de Freguesia; Confraria do N. Sra. do Sameiro, posto da GNR, Clube Desportivo e
Cultural de Espinho, CNE – Agrupamento nº 564, paróquia de Espinho.
Este Miradouro do Chamor, Igreja Matriz, capelas de S. Simão e S. Sebastião, castro de Eiras
(S. Mamede) Velhas, castro do Pau da Bandeira, troço da via romana Braga – Chaves, Junta de
Freguesia, CNE – Agrupamento nº 375, Leões Futebol Clube, rancho folclórico de Este S.
Mamede, Centro Social e Paroquial, nascente do rio Este.
Este Igreja Matriz (1714), cruzeiro séc. XIX, Capela de São Bento, Junta de Freguesia, ATL da
(S. Pedro) Casa do Povo, Associação de reformados, CNE – Agrupamento nº 763, Este Futebol
Clube, grupo folclórico Dr. Gonçalo Sampaio, Centro Paroquial e Social.

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PERCURSOS com futuro
Património / Equipamento / Instituições
Gualtar Igreja Matriz (séc. XI), percurso da “Geira Romana” (Braga – Astorga), Cabeceiras das
Sete Fontes, pavilhão gimnodesportivo, polo da Universidade do Minho, sede da Junta
de freguesia (utilização polivalente), Unidade de Saúde Familiar, Centro da APPACDM,
Centro Paroquial e Social (Lar de dia; Jardim de infância e ATL), Associação Desportiva e
Cultural de Gualtar, CNE – Agrupamento nº 219; Orion (Centro de Observação
Astronómica), CLIB (Colégio Luso-Internacional de Braga).
Pedralva Igreja Paroquial, Capela e Cruzeiro do Espírito Santo (1726), Cruzeiro do Adro (XVIII),
conjuntos rurais de Alvar e Outeiro, Serra do Carvalho, moinhos, Associação Casa do
Povo, Grupo Desportivo de Pedralva, CNE – Agrupamento nº 725.
São Victor Complexo monumental das Sete Fontes, Igreja da Paróquia de São Victor, Igreja
Senhora-a-Branca, Casa das Goladas, Capela São Victor-o-Velho, Capela de Santa Tecla,
Recolhimento das Convertidas, Capela de Guadalupe, Centro Social e Paroquial, Clube
de Ténis de Braga, Braga Parque, Junta de Freguesia, IPDJ, Paroquia de São Victor,
Velha-a-Branca (estaleiro cultural), Colégio Teresiano, Agrupamento de Escolas
Francisco Sanches, Unidade de Saúde Familiar, Hospital de Braga.
Sobreposta Igreja Paroquial, Capela de São Tomé, Cruzeiro do Sr. da Portela (1617), Castelo
Roqueiro, necrópole de Alagoa, monte da Pena, relógio de sol, moinhos de água,
piscinas municipais, Junta de Freguesia, Centro Social e Paroquial, “Amigos de
Sobreposta”, CNE – Agrupamento nº 107, Futebol Clube de Sobreposta, Associação
Cultural de Sobreposta (com atividade em Espinho e Pedralva).
Para o desenvolvimento do seu PE, o AECA promove parcerias estratégicas com inúmeras
instituições sociais (governamentais e não governamentais), instituições do ensino superior,
empresas, comércio local e associações culturais e recreativas, que contribuem diretamente para
a qualidade e excelência educativa dos percursos formativos que desenvolve. Através delas é
garantida a ligação do AECA à comunidade e, sobretudo, ao mundo do trabalho, proporcionando
contactos formais e experiências de estágio, fundamentais para o sucesso da formação
profissional de nível secundário.

2. População discente
A oferta formativa do AECA é frequentada por cerca de 3500 alunos (crianças ou
formandos), o que faz deste um dos maiores agrupamentos do país e um dos que disponibilizam
uma oferta formativa mais plural e diversa.
Ao nível da educação pré-escolar e do primeiro ciclo, os 600 alunos estão dispersos pelos
estabelecimentos de educação e ensino das 6 freguesias, conforme o quadro que se apresenta.

Este Este Total


Espinho S. Mamede S. Pedro Gualtar Pedralva Sobreposta Pré-1º CEB
Pré Grupos 1 2 2 3 1 2 11
escolar Crianças 14 45 40 69 13 35 216
Turmas 2 3 5 10 2 3 25
1º ano 6 20 25 60 10 9 130
2º ano 7 13 37 41 9 10 117

3º ano 7 13 19 47 3 19 108
ciclo
4º ano 7 20 20 58 13 16 134
Total 1
CEB 27 66 101 206 35 54 489
População do pré-escolar e 1º ciclo: dados de 2014/15

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A médio prazo, a evolução decrescente da natalidade deverá desafiar o agrupamento a
encontrar soluções dialogadas para a sustentabilidade de alguns estabelecimentos de educação
pré-escolar e do 1º ciclo, nomeadamente os localizados no planalto do Monte de Espinho.
Ao nível dos 2º e 3º ciclos, na Escola Básica de Gualtar e na ESCA (3º ciclo), o agrupamento
é frequentado por 921 alunos (dados de 2014/15) distribuídos da seguinte forma:
Total Total Total
5º 6º 2º CEB 7º 8º 9º VOC 3º CEB 2º e 3º
EB de Turmas 6 6 12 7 5 6 1 19 31
Gualtar Alunos 151 134 285 158 125 133 25 441 726
Turmas - - - 2 2 3 - 7 7
ESCA
Alunos - - - 56 56 83 - 195 195
Turmas 6 6 12 9 7 9 1 26 38
Total
Alunos 151 134 285 214 181 216 25 636 921
População do 2º e 3º ciclos: dados de 2014/15

O ensino secundário tem inscritos cerca de 1800 alunos/formandos (incluem-se 39


formandos dos cursos EFA e CET).
Cursos Científico-Humanísticos Total Cursos Noturnos Total
CT AV LH CSE CCH Prof. CT LH SEC
10º Turmas 12 2 3 2 19 4 1 1 25
ano Alunos 324 52 84 52 512 66 8 5 591
11º Turmas 12 2 3 2 19 4 1 1 25
ano Alunos 288 51 73 47 459 61 16 13 549
12º Turmas 11 2 3 1 17 5 1 1 24
ano Alunos 276 39 73 18 406 62 114 38 620
Turmas 35 6 9 5 55 13 3 3 74
Total
Alunos 888 142 230 117 1377 189 138 56 1760
População do ensino secundário: dados de 2014/15

Neste universo de alunos, 34% são abrangidos pela Ação Social Escolar (ASE), beneficiando
de apoios socioeconómicos específicos e previstos na legislação em vigor.
Pré-escolar 1º CEB 2º CEB 3º CEB SEC TOTAL
A B A B A B A B A B A B
Alunos s/ NEE - - 125 103 52 66 117 103 213 258 507 530
Alunos NEE - - - - 13 - 20 - 4 2 37 2
Total - - 125 103 65 66 137 103 217 260 544 532
Alunos bonificados pela ação social escolar: dados de 2014/15

Enquadrados também pela ASE, 125 alunos do ensino secundário usufruem, ainda, de bolsa
de mérito.
10º ano 11º ano 12º ano TOTAL
41 46 38 125
Alunos com Bolsa de Mérito: dados de 2014/15

A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) assume-se como entidade parceira do


AECA. Da equipa de apoio ao aluno do AECA, faz parte um professor interlocutor da CPCJ a quem,

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sempre que a situação o exija, compete solicitar a presença do professor representante do MEC
na CPCJ do concelho, para efeitos de análise da situação, a fim de se procurar encontrar uma
solução para o problema ao nível da primeira linha de intervenção.

3. População docente
As funções docentes do agrupamento são asseguradas por um quadro estável1 e experiente
de profissionais em todos os níveis de educação e ensino, característico do contexto urbano em
que se insere a maior parte dos estabelecimentos de educação e ensino. Esta mais-valia potencia
uma ação educativa contínua, integrada e articulada (com resultados evidentes no sucesso
escolar) e permite que, na distribuição anual do serviço, possa ser privilegiada a continuidade
pedagógica.
Vínculo
Nível de
Categoria ensino QA-AECA QA-Outro QZP Contratado TOTAL
Pré-escolar 11 0 2 0 13
1º CEB 19 6 5 9 39
Docente
2º CEB 20 3 5 2 30
3º CEB/SEC 157 46 25 16 244
T. Especializado 3º CEB/SEC - - - 3 3
1º CEB
Técnico - - - 15 15
(AEC)
Superior
3º CEB/SEC 1 - - 1 1
TOTAL 208 55 37 46 345
População docente: dados de 2014/15

4. Pessoal não docente


A maioria do pessoal não docente enquadra-se em modalidades de emprego estável, quer
pelo vínculo ao Ministério da Educação e Cultura quer pela ligação à Câmara Municipal de Braga.
De facto, dos 106 funcionários não docentes, 100 têm um vínculo de carácter duradouro.

Unidades Vínculo
Categoria Educativas MEC-CIT CMB-CIT MEC-C. CMB-C. CMB-CEI TOTAL
JI - 1 - - - 1
Assistente EB1 - - - - - -
Técnico EB Gualtar - 5 - - - 5
ESCA 11 3 - - - 14
JI - 6 - - 2 8
Assistente EB1 - 16 - - 2 18
Operacional EB Gualtar - 21 - - 2 23
ESCA 37 0 - - 0 37
TOTAL 48 52 - - 6 106
População não docente: dados de 2014/15

1
Com exceção dos técnicos superiores afetos às Atividades de Enriquecimento Curricular, no 1º ciclo. O vínculo instável
tem condicionado a articulação com os professores titulares de turma, bem como a ação e os resultados educativos
das mesmas atividades.

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III. OFERTA EDUCATIVA

“Desejamos atingir a sublimação da nossa individualidade,


mas não trocá-la por outra.”
Agustina Bessa-Luís, A Sibila

1. Educação pré-escolar
A educação pré-escolar é considerada “como a primeira etapa da educação básica no
processo de educação ao longo da vida”, tendo por base a formação pessoal e social da criança, e
é complementar da ação educativa da família, com a qual procura estabelecer uma estreita
relação.
A estabilidade do corpo docente, a qualidade das instalações e dos equipamentos dos seis
jardins-de-infância, a oferta da componente de apoio à família, prestada em todos os
estabelecimentos de educação pré-escolar, a construção de um projeto pedagógico comum, a
articulação com o primeiro ciclo e o bom envolvimento parental nas atividades promovidas
constituem mais-valias reconhecidas em toda a educação pré-escolar.
Na educação pré-escolar, são admitidas as crianças que completem 3 anos de idade até 15
de setembro, ou entre essa idade e a idade de ingresso no 1º ciclo do ensino básico. A inscrição,
na educação pré-escolar, de crianças que completem 3 anos de idade entre 16 de setembro e 31
de dezembro é aceite, a título condicional, dependendo da existência de vaga nas turmas já
constituídas, depois de aplicadas as prioridades definidas por despacho do Ministério da
Educação e Ciência. A admissão de novas crianças na educação pré-escolar faz-se de acordo com a
lei em vigor.
A constituição dos grupos é assegurada no cumprimento da legislação em vigor, das
orientações previstas nos artigos 212º e 213º do Regulamento Interno e dos critérios anualmente
aprovados pelos órgãos competentes do AECA, que assentam na procura de maior
homogeneidade etária. A distribuição das crianças pelos docentes faz-se respeitando a possível
continuidade pedagógica.
Nos diversos jardins de infância, o tempo letivo da responsabilidade dos educadores
distribui-se por dois períodos (manhã: 9h-12h / tarde: 13h30 ou 14h – 15h30 ou 16h), e é
complementado pelo serviço da componente de apoio à família.

2. Ensino básico: 1º ciclo


O AECA dispõe de seis estabelecimentos de ensino do primeiro ciclo do ensino básico que
asseguram uma resposta plena às necessidades das seis freguesias da sua área de influência
pedagógica neste ciclo.
A tradição educativa, associada ao rigor e à exigência no trabalho com os alunos, imagem
de referência de cada um dos estabelecimentos de ensino, permite ao AECA integrar, nas suas
opções formativas, uma educação de primeiro ciclo com um histórico de resultados de
transição/aprovação superiores à média nacional, em todos os anos de escolaridade.
Acrescem, como fatores essenciais que contribuem para o sucesso educativo neste nível de
ensino, i) a estabilidade do corpo docente, o alto nível de confiança e satisfação dos pais e
encarregados de educação no trabalho dos professores e no ambiente educativo existente entre
estes e os alunos, ii) a perceção muito elevada dos docentes em relação à criação de condições
para a promoção da leitura e da literacia, iii) as atividades realizadas pelos professores e alunos

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como contributos muito positivos para estimularem o interesse pela leitura e iv) a adequada
calendarização / horário da grande parte das atividades de enriquecimento curricular, de forma a
não prejudicar o cumprimento dos programas das disciplinas.
As duas UEEA, em funcionamento na EB1 de Lameira – Gualtar e EB 1 de Igreja – Este S.
Pedro, dão corpo à cultura inclusiva implementada no AECA.
As seis escolas do 1º ciclo, edifícios modernos na sua generalidade, dispõem de boas
instalações e bons equipamentos, permitindo, assim, uma ação educativa de qualidade. Nos
termos das atribuições e competências legalmente definidas, o diálogo e a articulação com a
autarquia e os executivos das Juntas de Freguesia têm contribuído para a manutenção e o
melhoramento das instalações e dos serviços de apoio às famílias (ATL), nos horários não letivos,
no serviço de refeições e nos períodos de interrupção letiva. Continuará a merecer uma atenção
particular o apetrechamento das escolas com equipamento informático e a manutenção dos
mesmos, o reforço do sinal de internet em algumas delas, o melhoramento das condições para a
atividade física e a implementação de uma biblioteca em cada escola2.

3. Ensino básico do 2º e 3º ciclos


A oferta formativa do 2º e do 3º ciclo é assegurada na Escola Básica de Gualtar e serve
todas as freguesias do AECA, com exceção de São Victor. Ao nível do 3º ciclo, é ainda promovida
uma oferta na escola sede do agrupamento, com a abertura de um número reduzido de turmas,
fixado anualmente.
Tendo em conta os condicionalismos das instalações existentes, o AECA privilegia os
horários tendencialmente no período da manhã, em todos os anos de escolaridade, respondendo,
assim, às solicitações de pais e encarregados de educação do território educativo que abrange.
A dinâmica de trabalho e a cultura de escola consolidadas permitem apresentar taxas de
transição superiores a 90%, nos cinco anos de ensino, e um desempenho constante de excelência
nas provas de final de ciclo, superior à média nacional.
As duas UEEA a funcionar na EB de Gualtar e a inclusão de cursos vocacionais no 3º ciclo
dão corpo a um agrupamento de excelência no que respeita a práticas de educação inclusiva e à
diversificação de percursos de aprendizagem centrados na individualidade de cada aluno e nas
suas necessidades de aprendizagem.
Em termos físicos, as escolas são dotadas de espaços e equipamentos de qualidade,
estando a ser equacionada a possibilidade de requalificação dos espaços exteriores de recreio e
desporto.
Tendo em vista a formação integral dos alunos, a disciplina de Oferta Complementar,
prevista na matriz do 2º ciclo, será de Educação para a Cidadania. No 3º ciclo, é oferecido um
tempo letivo semanal em cada ano de escolaridade de componentes curriculares
complementares que contribuam para a promoção integral dos alunos em áreas de cidadania,
artísticas, culturais ou científicas.

4. Ensino secundário
A Escola Secundária Carlos Amarante, escola sede do agrupamento, herda, no contexto da
cidade de Braga, uma tradição forte e rica, cujas origens remontam à criação da Escola de
Desenho Industrial (1884). Os resultados de sucesso escolar e as opções de prosseguimento de

2
Serão desenvolvidos os esforços para a integração de bibliotecas do 1º ciclo na rede de bibliotecas de Braga.

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estudos no ensino superior, bem como os resultados da avaliação nos exames nacionais são, de
forma consistente, a principal referência no ensino público do concelho de Braga.
A ESCA, objeto de requalificação no âmbito da Parque Escolar - E.P.E., foi dotada de
instalações e equipamentos de qualidade para o desenvolvimento do seu Projeto Educativo, no
que respeita a espaços de aprendizagem, serviços educativos e espaços de lazer/convívio.
Ao nível do ensino secundário, opção para cerca de 1800 alunos (dados 2014/15), o AECA
disponibiliza uma oferta formativa ímpar, que contempla uma grande diversidade de oferta
pública de ensino:
 Cursos Científico-Humanísticos (Ciências e Tecnologias; Artes Visuais; Línguas e
Humanidades e Ciências Socioeconómicas);
 Cursos Profissionais (privilegiando áreas de formação de quadros técnicos intermédios
no âmbito da tradição industrial da ESCA). Estes cursos de educação e formação visam
combater o abandono escolar dos nossos jovens, apostando no ensino profissionalizante
de dupla certificação, promovendo a certificação escolar de nível secundário e a
qualificação profissional de nível IV.

5. Educação de Adultos
Visando promover a formação e qualificação dos adultos e dar resposta ao público que a
procura, a escola sede do agrupamento disponibiliza, em regime pós-laboral, uma oferta
formativa diversificada. Considerada pela DGEstE – ERESR – escola de referência de ensino
secundário recorrente, pretende proporcionar aos adultos inseridos no mercado de trabalho a
obtenção da certificação de nível básico e secundário, através da oferta de cursos de Educação e
Formação de Adultos (EFA) e do Ensino Secundário Recorrente.
a) Ensino Secundário Recorrente: Cursos Científico-Humanísticos (Curso de Ciências e
Tecnologias; Curso de Ciências Socioeconómicas; Curso de Línguas e Humanidades;
Curso de Artes Visuais). Os cursos organizam-se por disciplina, em regime modular, de
acordo com um referencial de três anos, a funcionar em regime noturno nas
modalidades de frequência presencial e frequência não presencial.
b) Cursos de Educação e Formação de Adultos (EFA):
 de nível básico e certificação escolar;
 de nível básico e certificação escolar e profissional;
 de nível secundário e certificação escolar;
 de nível secundário e certificação escolar e profissional.
c) Participação no consórcio do CQEP promovido pelo Município de Braga (9 entidades
de natureza diversificada), estando previsto desenvolver atividades no âmbito:
 da informação, orientação e do encaminhamento de jovens e adultos;
 do desenvolvimento de ações de informação e divulgação;
 do desenvolvimento do RVCC escolar;
 da implementação de dispositivos, no âmbito da antecipação de necessidades de
formação;
 do estabelecimento de parcerias.

6. Educação Especial
O AECA herda uma forte tradição de dinâmicas inclusivas e assume, no seu Projeto
Educativo, uma prática e uma orientação para a inclusão da população discente com necessidades

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educativas especiais, visando uma efetiva igualdade de oportunidades que capacite estes alunos
para o prosseguimento de estudos e para a transição pós-escolar / profissional. Desta forma, o
agrupamento contribui, de modo decisivo, para um desenvolvimento harmonioso, favorecendo a
estabilidade emocional, o desenvolvimento da autonomia e a integração social dos seus alunos.
Consideram-se alunos com NEE de carácter permanente as crianças e os jovens que
apresentam limitações que incidam numa ou mais áreas de realização de aprendizagens,
resultantes de deficiências de ordem sensorial, motora ou mental, de perturbações da fala e da
linguagem, de perturbações graves da personalidade e do comportamento, ou graves problemas
de saúde.
Ciclo Ano Alunos NEE UEEA CEI TOTAL
Pré-Escolar 1 1
1ºAno 4 2 6
2ºAno 4 5 3 9
1º Ciclo
3º Ano 5 1 6
4º Ano 11 2 6 13
5º Ano 6 2 3 8
2º Ciclo
6º Ano 14 1 14
7º Ano 12 3 5 15
8º Ano 5 1 4 6
3º Ciclo
9º Ano 5 5 5 10
Vocacional 5 5
10º Ano 9 1 9
Secundário 11º Ano 6 6
12º Ano 17 17
Total 125
População discente com NEE: dados de 2014/15
A Educação Especial tem por objetivo dar respostas pedagógicas diversificadas, adequadas
às necessidades específicas e ao desenvolvimento global dos jovens com NEE, para que,
independentemente da sua problemática, possam ter sucesso educativo. Neste processo, são
envolvidos os Pais/Encarregados de Educação, bem como toda a comunidade escolar, de forma a
articular respostas e a definir o encaminhamento adequado, em conformidade com a
especificação e a necessidade de cada aluno, sempre no intuito de colmatar as fragilidades que
interferem no seu rendimento escolar, bem como nas suas competências sociais/relacionais.
As Unidades de Ensino Estruturado surgem, neste âmbito, como uma mais-valia pedagógica
no AECA, pois proporcionam uma resposta educativa adequada às características específicas
desta população, fomentando, simultaneamente, práticas inclusivas, que lhes permitem crescer
lado a lado com os seus pares.
O AECA possui três Unidades de Ensino Estruturado para alunos com Autismo (UEEA) –
UEEA do 1º Ciclo de Gualtar; UEEA do 1º ciclo de Este – S. Pedro; UEEA do 2º/3º Ciclos da Escola
Básica de Gualtar (com duas salas).
São objetivos das Unidades de Ensino Estruturado do agrupamento:
 Criar ambientes seguros, com áreas bem definidas e delimitadas;
 Proporcionar um espaço adequado às características e à sensibilidade de cada aluno;
 Informar, clara e objetivamente, com apoio em suportes visuais, acerca da sequência
das rotinas, para facilitar a autonomia e fomentar a participação de cada um;
 Promover situações de ensino individualizado, direcionadas para o desenvolvimento da
comunicação, interação e autonomia.

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IV. ORGANIZAÇÃO E SERVIÇOS

1. Organograma do agrupamento

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2. Escola Promotora de Saúde
“Em contexto escolar, Educar para a Saúde consiste em dotar as crianças e os jovens de
conhecimentos, atitudes e valores que os ajudem a fazer opções e a tomar decisões adequadas à
sua saúde e ao seu bem-estar físico, social e mental, bem como à saúde dos que os rodeiam,
conferindo-lhes, assim, um papel interventivo em contexto escolar.”
Direção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular

A Lei nº 60/2009, de 6 de agosto e a portaria nº 196-A/2010, de 9 de abril, que a


regulamenta, determinam a integração da educação sexual na área da educação para a saúde, em
todos os níveis de ensino, e a dinamização de gabinetes de informação e apoio – GIA.
As áreas prioritárias propostas pelo Ministério da Educação e Cultura são: i) alimentação e
atividade física, ii) sexualidade, iii) infeções sexualmente transmissíveis, iv) saúde oral escolar, v)
violência em meio escolar e vi) prevenção do consumo de substâncias psicoativas.
São objetivos do projeto de promoção da saúde:
 Promover a aquisição de competências nas crianças e nos jovens, que lhes permitam
confrontar-se positivamente consigo mesmos, construir um projeto de vida e ser capaz
de fazer escolhas individuais, conscientes e responsáveis;
 Adotar metodologias de envolvimento da comunidade educativa;
 Perspetivar a educação para a saúde, de forma interdisciplinar e transversal, adaptada
aos vários níveis de ensino;
 Ser um instrumento de trabalho integrador das preocupações, dos interesses e das
atividades promotoras de saúde;
 Providenciar, em todos os estabelecimentos de ensino, ambientes promotores de saúde,
nomeadamente ao nível da criação de ambientes seguros, da disponibilização de
alimentos saudáveis (CIRCULAR Nº11/DGIDC/2007) e da promoção de relações humanas
saudáveis entre todos os elementos da comunidade educativa.
Para além de ter em conta os normativos legais, a EPS é dinamizada por uma equipa
representativa de toda a comunidade educativa e de todos os níveis de ensino do AECA, em
parceria com a equipa de saúde escolar (UCC) que, entre outras atividades, assegura o programa
de saúde escolar no agrupamento, implementa o programa PRESSE, faz a monitorização dos
alimentos disponibilizados nos bares e nas cantinas e garante uma abordagem da EPS, integrada
nos contextos das várias disciplinas.

3. Projetos e atividades de enriquecimento curricular


As atividades de enriquecimento curricular constituem um pilar estruturante da formação
humana e cívica privilegiada no modelo formativo do PE do agrupamento. Para além dos tempos
curriculares dos programas das diversas disciplinas, estas atividades proporcionam experiências
de aprendizagem importantes, para a consolidação da formação pessoal e social dos alunos, nas
áreas da educação para a cidadania, da educação para os direitos humanos, da educação
ambiental e do desenvolvimento sustentável, do voluntariado, do associativismo, da educação
para o consumo e para a informação, da educação financeira, da saúde e do desporto.
Anualmente, de acordo com o Plano Anual de Atividades, promovem-se inúmeras visitas de
estudo, exposições, palestras, conferências, concursos, torneios, que enriquecem o quotidiano
das escolas. Pelo seu carácter mais permanente, destacamos os principais projetos de
enriquecimento cultural de continuidade que o AECA disponibiliza, aos quais são acrescidos
anualmente outros projetos.

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Designação Público-alvo Designação Público-alvo
ACAFoto:
Ensino Secundário Estufa Ensino Secundário
Clube de fotografia
Atividades de Animação e Gabinete de Apoio ao aluno 3º ciclo e secundário
Educação Pré-escolar
Apoio à Família (AAAF) e à família (GAAF) (ESCA)
Atividades de Enriqueci- MatBlub.08 – Clube de 3º ciclo e secundário
1º ciclo
mento Curricular (AEC) Matemática da ESCA (ESCA)
Núcleo de Xadrez
Clube da Floresta Urbana 2º e 3º ciclos (EBG) 3º ciclo e secundário
da Escola Carlos Amarante
Clube de Artes Visuais Ensino Secundário Oficina de eventos 3º ciclo e secundário
Clube de Geometria
Ensino Secundário Oficina de Matemática 3ciclo (EBG)
Descritiva
Clube de Línguas 2º e 3º ciclos (EBG) Outr’Arte: Oficina de Teatro Ensino Secundário
Clube de Música 2º, 3º ciclos e secundário Parlamento Jovens 3º ciclo e secundário
Clube de Teatro 3º ciclo Plano Nacional de Leitura Todo o AECA
Clube Europeu Ensino Secundário Projeto de robótica Ensino Secundário
Desporto Escolar3 2º, 3º ciclos e secundário Projeto Escola Voluntária Ensino Básico e Secund.
Educação para a Cidadania
2º, 3º ciclos e secundário Projeto Erasmus + Básico e secundário
Global (ECG)
Eco-escolas 2º, 3º ciclos e secundário Projeto Integrar Ensino Básico
Ensino de Mandarim Ensino Secundário Rádio escolar Ensino Secundário
Rede de Bibliotecas
Escola Promotora de Saúde Todo o agrupamento EBG e ESCA
Escolares

4. Atividades de substituição e ocupação dos tempos escolares


Tendo em vista a implementação de atividades que assegurem a ocupação plena dos
tempos escolares no ensino básico e secundário, no caso de um impedimento imprevisto do
professor da turma, promove-se, anualmente, um plano que assegura atividades de
enriquecimento curricular desenvolvidas por docentes.
No AECA privilegiam-se, por ordem decrescente, as modalidades de permuta entre
docentes do mesmo grupo de docência ou conselho de turma, de substituição do docente por um
colega com habilitação para a docência da disciplina, de ocupação dos alunos em atividades de
apoio curricular, de desenvolvimento de atividades enquadradas em projetos e clubes ou de
promoção de atividades de formação humana e social dos alunos.

5. Apoios educativos e tutorias


Os apoios educativos e o programa de tutorias consolidados em todo o AECA assumem-se
como mecanismos promotores de uma efetiva igualdade de oportunidades para todos os alunos,
contribuindo para a melhoria e consolidação das aprendizagens, para o sucesso académico e para
a redução do abandono escolar. Em conformidade com a matriz curricular do 1º e 2º ciclos, são
asseguradas atividades de apoio ao estudo aos alunos que revelam mais dificuldades, podendo
constituir-se grupos de homogeneidade em várias disciplinas.
Para além deste apoio, promovem-se, nestes mesmos ciclos, no 3º ciclo e no ensino
secundário, outros apoios a algumas disciplinas, em horário previamente definido com o
professor e comunicado aos alunos. Os alunos são propostos para os apoios pelo Conselho de
Turma, estando obrigados ao cumprimento dos deveres de assiduidade e empenho previstos no
Estatuto do Aluno e Ética Escolar, sob pena de exclusão dos mesmos.

3
Modalidades: (Andebol Feminino Federado – juvenis e juniores; Futsal masculino – iniciados e infantis; Natação;
Orientação – masculino e feminino; Voleibol feminino – iniciados e juniores)

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No 3º ciclo e no ensino secundário, para além da possibilidade de proposta pelo Conselho
de Turma, pretende-se que seja o aluno a manifestar o interesse e a procurar o apoio necessário,
a fim de promover a sua autonomia e a sua responsabilidade.
Com o programa de tutoria, assegura-se o acompanhamento de alunos nas áreas da
autoestima, organização do trabalho, métodos de estudo, entre outras, tendo em vista a
valorização e a formação da personalidade.

6. Bibliotecas Escolares
O AECA conta com duas Bibliotecas Escolares (EBG e ESCA) inseridas na Rede de Bibliotecas
Escolares. As Bibliotecas Escolares (BE) do AECA são uma estrutura que gere recursos educativos
diretamente ligados às atividades curriculares, extracurriculares e à ocupação dos tempos livres.
Como centro de informação das escolas, providenciam o acesso a um conjunto de fontes variadas,
quer impressas quer em formato eletrónico, e uma oportunidade de aquisição de competências
de literacia da informação e de integração de atividades de aprendizagens interdisciplinares que
apoiam o currículo.
As BE constituem um espaço integrador de toda a comunidade educativa, assumindo-se
como um espaço de conhecimento e aprendizagem, afirmando o seu papel informacional,
transformativo, formativo e cultural.
As principais funções das BE são, pois, formar cidadãos esclarecidos, interventivos,
autónomos; garantir que todos se tornem utilizadores críticos, responsáveis e eficientes da
informação e das ideias; assegurar a realização de ações no domínio da leitura, promovendo-a
enquanto experiência social e individual e incentivando o desenvolvimento de competências nos
domínios da leitura/escrita; assegurar a promoção de atividades de animação cultural; ser um
instrumento essencial no desenvolvimento curricular e transversal às várias áreas de ensino, às
atividades não letivas, bem como à ocupação de tempos livres e de lazer.

V. MODELO EDUCATIVO
“Quando não existe ambição, a razão de agir desaparece
rapidamente; apenas a razão de sobreviver subsiste”.
Serge Raynal
1. A nossa missão
O Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, unidade orgânica de ensino da rede pública do
MEC, propõe-se consolidar uma identidade própria, no respeito e na salvaguarda da
individualidade e do contexto de cada um dos estabelecimentos de educação e ensino, orientada
por critérios de qualidade e de excelência educativa4, com vista a:
a) assegurar a crianças, jovens e adultos um percurso escolar e educativo integrado,
assente na formação de cidadãos com uma sólida educação pessoal, social e científica,
visando concretizar o direito à educação expresso na Constituição, na LBSE e demais
legislação ordinária;
b) fornecer bases sólidas a futuros cidadãos, no sentido de os tornar capazes de enfrentar
o mundo moderno nas vertentes natural, social e política, económica e cultural.

4
Entende-se por “excelência educativa” a capacidade de potenciar as expectativas e motivações de todas as crianças,
alunos e formandos que frequentam o agrupamento, intervindo positivamente no seu projeto de vida.

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2. Os nossos princípios e valores


No desenvolvimento da sua missão, o Agrupamento de Escolas Carlos Amarante promove,
organiza e orienta a sua ação pedagógica, segundo um conjunto bem definido de princípios e
valores educativos.
Efetivamente, a ação pedagógica do AECA assenta nos valores do saber (conhecimento), do
saber fazer, do saber ser e do saber estar (saber viver juntos). Desta forma, promove-se uma
educação orientada pelos seguintes princípios:
a) Uma educação orientada para a participação consciente e democrática de crianças,
jovens e adultos que potencie o desenvolvimento cívico e a formação de cidadãos
responsáveis, criativos e tolerantes;
b) Uma educação humanista, centrada no respeito por si mesmo, pelos outros e pelo
ambiente, que fomenta práticas saudáveis de camaradagem e de sustentabilidade
ambiental;
c) Uma educação para a saúde, com a criação de uma cultura desportiva, no sentido de
formar crianças e jovens ativos, conscientes do impacto da cultura física e desportiva na
sua qualidade de vida e promotora de estilos e hábitos de vida saudável;
d) Uma educação orientada para o futuro, capaz de dotar jovens e adultos das
competências que lhes permitam construir um projeto de vida pessoal e socialmente
relevante;
e) Uma educação assente em percursos diferenciados, adequados e inclusivos, capaz de
integrar e responder à individualidade de cada criança e jovem;
f) Uma educação que proporcione, pela flexibilização da organização escolar, das
estratégias de ensino, da gestão de recursos e currículos, o desenvolvimento
maximizado de todos os alunos com NEE, de acordo com as características e
necessidades individuais, em consonância com o especificado no Decreto-Lei nº3/2008,
de 7 de janeiro;
g) Uma educação que tem implícita uma cultura de trabalho, de envolvimento, de esforço
e de responsabilização pessoal de todos os intervenientes na ação educativa;
h) Uma educação que garanta a unidade, a continuidade e a articulação entre todos os
níveis de ensino, previstos na oferta formativa do agrupamento;
i) Uma educação que assegure uma igualdade efetiva de oportunidades no acesso e nas
condições de sucesso para todos.

3. A nossa visão
O Agrupamento de Escolas Carlos Amarante, no exercício da sua missão e no
aprofundamento da sua autonomia, tem a ambição de continuar a ser reconhecido, nos próximos
anos, como uma referência nacional ao nível das práticas de educação inclusiva, da qualidade da
sua oferta formativa e do impacto da sua ação no projeto de vida dos seus alunos.

VI. COMPROMISSOS 2015/2018

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1. Objetivos centrais e estratégicos


No horizonte e durante o período de vigência do presente projeto, tendo em vista o
sucesso educativo de todos os alunos, e sem prescindir dos valores educativos enunciados,
assumem-se os seguintes objetivos centrais e estratégicos para o agrupamento:
Objetivos centrais Objetivos estratégicos
1. SABER 1.1. Melhorar o sucesso escolar dos alunos, com reflexo nas taxas de
Promover uma cultura de rigor científico transição e conclusão de ano ou ciclo;
que valorize o conhecimento. 1.2. Efetivar procedimentos de articulação e metodologias de trabalho
entre todas as escolas do agrupamento;
1.3. Promover uma cultura de autoavaliação de escola em todos os
níveis e estabelecimentos de ensino;
1.4. Comparar, na análise dos resultados de avaliação, o desempenho
nas provas finais e exames nacionais com os resultados dos
elementos de avaliação sumativa interna (domínio cognitivo).
1.5. Responsabilizar os alunos pelas suas opções formativas,
comprometendo-os com os resultados atingidos;
1.6. Promover, anualmente, uma oferta formativa diversificada que
assegure condições de sucesso a todos os alunos;
1.7. Aproximar os resultados de desempenho entre todas as escolas
do agrupamento com o mesmo nível de ensino.
2. SABER FAZER 2.1. Valorizar, no Plano Anual de Atividades, as iniciativas culturais,
Preparar cidadãos com uma sólida desportivas e a participação em atividades/projetos/clubes;
formação pessoal e social. 2.2. Valorizar, na dinâmica das escolas, a participação em projetos,
concursos e iniciativas da comunidade local;
2.3. Nivelar as experiências extracurriculares entre alunos, turmas e
estabelecimentos do mesmo nível de ensino;
2.4. Privilegiar, na matriz formativa do ensino secundário, áreas de
formação de quadros intermédios na área tecnológica;
2.5. Reforçar a rede de parcerias e protocolos com instituições locais
relevantes para a missão do agrupamento.
3. SABER SER: 3.1. Valorizar as dimensões da formação humana (saber ser e saber
a) Garantir um ensino orientado para a estar) nos critérios de avaliação de todas as disciplinas;
formação integral dos alunos. 3.2. Assegurar uma efetiva igualdade de oportunidades na
participação em atividades e projetos extracurriculares;
3.3. Articular, com as associações de pais/encarregados de educação,
projetos e iniciativas de educação para os valores e para a
cidadania;
b) Consolidar um rosto e uma identidade 3.4. Consolidar uma cultura e uma identidade do agrupamento no
próprios do agrupamento. respeito pela história e individualidade de cada estabelecimento;
3.5. Promover Carlos Amarante (patrono do AECA) como referencial
histórico e cultural em todo o agrupamento;
3.6. Combater as assimetrias de condições de trabalho (instalações e
equipamentos) entre os estabelecimentos de educação e ensino;
3.7. Valorizar a formação contínua do pessoal docente e não docente
nas áreas que venham a ser definidas como prioritárias;
3.8. Consolidar práticas de autoavaliação, promovendo a melhoria
contínua do desempenho do AECA e dos seus profissionais.
4. SABER ESTAR 4.1. Educar verticalmente (desde o pré-escolar ao ensino secundário)
Assegurar uma educação orientada para o para o fluir de regras de educação e boas maneiras;
exercício dos direitos e para o 4.2. Estimular os alunos para o exercício pleno dos seus direitos;
cumprimento dos deveres. 4.3. Apoiar os profissionais do agrupamento no exercício e na
legitimação da sua autoridade;
4.4. (Co)responsabilizar a família na prevenção e na solução de
situações de incumprimento dos deveres do aluno;
4.5. Reforçar mecanismos de divulgação do Estatuto do Aluno, do RI e
do PE junto dos alunos e dos encarregados de educação.

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PERCURSOS com futuro
2. Metas e indicadores de verificação
Associamos aos objetivos estratégicos definidos um conjunto de metas que, no decurso do
presente PE, potenciarão as condições para atingir o futuro que nos propomos construir.
Considerando a natureza projetual do documento, enquadramos outras metas que venham a ser
(re)definidas no âmbito do processo de acompanhamento e avaliação.
A equipa de avaliação interna do AECA constitui-se como a estrutura de coordenação
responsável pelo acompanhamento e pela monitorização anual dos resultados e do grau de
cumprimento das metas enunciadas. Assumem-se, como orientadores da ação educativa, o
referencial anual definido para as várias áreas de ação, aprovado pelo Conselho Pedagógico, os
relatórios anuais ou plurianuais e os referentes produzidos que resultam da média de
desempenho dos últimos quatro anos letivos.
Importa que, em sede do Plano Anual de Atividades, à luz dos referentes aprovados
anualmente, sejam implementadas as estratégias e as medidas adequadas ao cumprimento dos
objetivos e das metas definidas.

OBJ. Metas educativas Indicadores de verificação


Eficácia Interna:
1.1. Atingir taxas de transição / conclusão superiores ao referente de Sucesso académico
2014/155; Sucesso pleno
1.2. Manter, em todos os anos letivos de vigência do PE, um referente Transição/conclusão de ano/ciclo,
superior a 93% de alunos que concluem o 1º ciclo em 4 anos; Qualidade do sucesso e média de
1.3. Valorizar uma taxa de sucesso pleno6 superior a 90% na avaliação sucesso
do 1º ciclo; (Relatório anual da equipa de
1.4. Promover uma média por ano superior ao referente de 2014/15 avaliação interna)
7
nos 2º e 3º ciclos, bem como no ensino secundário (CCH) ;
1.5. Procurar que nenhuma turma dos 2º e 3º ciclos esteja abaixo de Análise periódica dos resultados
0,3 valores da média do ano assumida no referente; escolares pelos departamentos
1.6. Procurar que nenhuma turma do CCH esteja abaixo de 1 valor da (Atas, relatórios, etc.)
1. SABER

média do ano assumida no referente;


1.7. Promover uma taxa de conclusão plena dos cursos profissionais
superior a 55%;
1.8. Melhorar em 5% a satisfação pessoal dos alunos com as Satisfação com as classificações
classificações e a perceção de justiça na avaliação nos CCH. (Relatório Clima Escola – AVES)
Eficácia externa:
1.9. Superar a média nacional nas provas de avaliação externa / Taxas de sucesso, média nacional
exames nacionais em todas as escolas com ensino básico e em Taxas de desempenho dos cursos
todas as disciplinas do ensino secundário; profissionais
1.10. Promover no ensino profissional, nos cursos EFA e no ensino (relatório anual da EAI, relatório
recorrente ou nas formações qualificantes (incluindo os cursos PAA, MISI)
vocacionais), taxas de sucesso superiores às nacionais;
1.11. Valorizar um impacto positivo da ação educativa em todas as Taxa de “Valor esperado”
8
escolas com indicadores superiores ao “valor esperado” (IGE) . (Programa de av. externa da IGE).

5
Referente 2014/15: 2º ano (94,22%); 3º ano (98,38%); 4º ano (99,11%); 5º ano (91,75%); 6º ano (92,14%); 7º ano
(90,74%); 8º ano (91,22%); 9º ano (83,36%); 10º ano CCH (82,77%); 11º ano CCH (90,63%) e 12º CCH (70,6%);
6
“Sucesso pleno” no 1º ciclo significa que o aluno tem, em todas as disciplinas referidas, menção/nível (4º ano) igual ou
superior a satisfaz/três (4ºano); “sucesso pleno” na avaliação externa significa que o aluno tem nível igual ou superior
a três nas duas disciplinas.
7
Referente 2014/15: 5º ano (3,7); 6º ano (3,7); 7º ano (3,4); 8º ano (3,6), 9º ano (3,5); 10º ano CCH (13,1); 11º ano CCH
(13,8) e 12º ano CCH (16,3);
8
“Valor esperado” é o valor estimado para uma variável de resultado da escola por um modelo de regressão múltipla,
dados os valores das variáveis de contexto da escola.

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OBJ. Metas educativas Indicadores de verificação
2.1. Valorizar, nos planos de grupo/turma/curso, a participação dos Nº de iniciativas previstas nos
alunos em 3 projetos que visem a formação pessoal dos alunos; planos de turma
2.2. Privilegiar a participação de cada grupo/turma em, pelo menos, um (Planos de Turma)
projeto de âmbito local, regional ou nacional;
2.3. Diligenciar, junto das instituições competentes, uma satisfação de Taxas de participação nas
100% da procura das atividades extracurriculares e de apoio à atividades extracurriculares e
família no pré-escolar e no 1º ciclo; componente de apoio à família
2.4. Celebrar protocolos com entidades da comunidade educativa, de (Relatório final do PAA)
2. FAZER

forma a garantir i) FCT para todos os alunos do ensino profissional, Nº e áreas dos protocolos e
ii) PIT para os alunos da educação especial, iii) iniciativas de parcerias do agrupamento
voluntariado e iv) funcionamento das atividades de complemento (Protocolos formalizados)
curricular e de apoio à família;
2.5. Disponibilizar, na oferta formativa do agrupamento, modalidades Áreas dos cursos profissionais
de ensino qualificantes, de dupla certificação, nomeadamente os (oferta formativa do AECA)
cursos profissionais, e, nas áreas de educação e formação que
tradicionalmente promove, instalações, equipamentos e recursos
docentes existentes.

3.1. Definir orientações para a harmonização dos critérios de avaliação Orientações do C. Pedagógico
por disciplina, tendo em vista o reforço da dimensão humana da (Atas do Conselho Pedagógico)
formação;
3.2. Promover, anualmente, prémios de mérito que reconheçam
qualidades humanas dos alunos do agrupamento;
3. SER (Aluno)

3.3. Divulgar a abertura de inscrições junto do respetivo público-alvo Taxas de participação nos
dos projetos promovidos no agrupamento; projetos do PAA
3.4. Procurar que, em cada ciclo, mais de 60% dos alunos participem Relatórios das atividades
em, pelo menos, um dos projetos dinamizados pelos realizadas
departamentos curriculares, bibliotecas escolares, gabinete de Relatório final do PAA
apoio ao aluno, Desporto Escolar ou outros projetos do AECA;
3.5. Promover a participação dos pais e encarregados de educação e a Número de ações promovidas
ação das associações de pais na vida das escolas e do (Relatório final do PAA)
agrupamento.

3.6. Promover uma edição/publicação (impressa ou digital) do AECA; Publicação


3.7. Participar, de forma qualificada e ativa, em feiras/mostras (Suporte documental)
educativas/desportivas ou iniciativas locais que valorizem a oferta Atividades desenvolvidas
formativa e imagem do agrupamento; (Plano Anual de Atividades)
3.8. Valorizar, em todos os estabelecimentos de educação e ensino,
ações de sensibilização e de informação sobre o patrono do AECA;
3. SER (AECA)

3.9. Atingir níveis muito bons de satisfação na comunicação entre as Grau de satisfação na
unidades orgânicas e a escola sede; comunicação interna
3.10. Considerar, anualmente, a oportunidade da proposta de um (Rel. da equipa de av. interna)
contrato de autonomia, ouvidos os órgãos competentes; Auscultação dos órgãos
3.11. Diligenciar, junto das instituições competentes, intervenções de (Atas das reuniões)
melhoria e requalificação nas salas destinadas à educação Atividades desenvolvidas
especial, nos recreios dos JI, das EB1 e EB de Gualtar e em alguns (Plano Anual de Atividades)
edifícios do 1º CEB9.

9
Inclui-se a promoção de espaços adequados nas escolas do 1º ciclo para a prática da atividade física e desportiva, o apetrechamento
das escolas com material/equipamento informático e a melhoria da qualidade da internet, a manutenção do equipamento
informático e a criação de uma biblioteca por escola, devida e permanentemente atualizada.

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OBJ. Metas educativas Indicadores de verificação
4.1. Manter resultados muito satisfatórios na perceção de todos os Questionários e relatórios
elementos da comunidade educativa, nos indicadores (Rel. da equipa de av. Interna)
relacionados com a ordem e a disciplina; (Relatório Clima Escola - AVES)
4.2. Promover a auscultação da comunidade sobre indicadores de Auscultação dos atores
bem-estar e qualidade do ambiente educativo, assegurando (Relatórios sobre a (in)disciplina
resultados muito satisfatórios em todas as unidades. da equipa de avaliação interna)
4. ESTAR

4.3. Definir, anualmente, procedimentos de controlo disciplinar dos Manual de procedimentos


alunos em todos os níveis de ensino; (Plano Anual de Atividades)
4.4. Responsabilizar, no âmbito da educação para a cidadania, os Estratégias definidas
alunos e os encarregados de educação pela manutenção e
conservação dos espaços letivos e de lazer;
4.5. Assegurar, em todos os planos de grupo/turma, sessões de Calendário de sessões
sensibilização/informação e tomada de conhecimento dos alunos (Planos de grupo/turma)
do Estatuto do Aluno e Ética Escolar, RI e PE.

Com base no relatório anual do sucesso educativo elaborado pela aquipa de avaliação
interna do AECA, e tendo por base os referentes aprovados para o ano seguinte, o Conselho
Pedagógico planifica o ano letivo assegurando medidas e estratégias que contrariem referentes
inferiores aos assumidos.
Conforme se define no referente anual, para efeitos de análise do cumprimento das metas
associadas ao primeiro objetivo (saber), assumem-se os seguintes indicadores de sucesso
educativo:
a) Eficácia Interna: taxa de sucesso por ano de escolaridade, por período, de todas as
disciplinas; taxas de transição / aprovação por ano de escolaridade; taxas de sucesso
pleno; taxas de alunos com nível inferior a três a Português e a Matemática,
cumulativamente;
b) Eficácia externa: taxa de sucesso na avaliação externa por disciplina; taxa de sucesso
pleno na avaliação externa; média de sucesso por disciplina, por comparação com a
média de sucesso nacional.
Cada grupo disciplinar / conselho de ano, sob a supervisão do coordenador do
departamento curricular, compromete-se, anualmente, com taxas de sucesso que visem o
cumprimento das metas definidas. O Conselho Pedagógico e o Diretor organizam e dão corpo às
medidas pedagógicas adequadas que assegurem o cumprimento dos compromissos assumidos.

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VII. ACOMPANHAMENTO E AVALIAÇÃO
“Todo o amanhã se cria num ontem, através de um hoje.
Temos de saber o que fomos para saber o que seremos.”
Paulo Freire

A dinâmica de projeto exige que este documento esteja sujeito a uma supervisão
permanente e aberto a uma dinâmica de constante reconfiguração e de reformulação. Nenhuma
meta é sustentável em si, se não servir o compromisso central do agrupamento: garantir um
serviço de educação de excelência a cada um dos seus alunos.

Criar um referencial educativo, a partir do contexto do AECA, exige que se assegurem, com
os primeiros passos, mecanismos de divulgação, acompanhamento e avaliação que otimizem a
eficácia dos compromissos e a fidelidade aos princípios orientadores do projeto. Neste contexto,
incluimos propostas estratégicas de divulgação, acompanhamento e avaliação.

1. Divulgação dos princípios educativos enunciados por parte de todos os elementos da


comunidade educativa, de forma a potenciar uma opção consciente e os mecanismos de
corresponsabilização de todos os intervenientes indispensáveis aos compromissos
asumidos:

c) Depois de aprovado, é assegurada uma apresentação pública do Projeto Educativo


do AECA, que afirme a identidade do agrupamento no contexto local e que sustente
a opção das famílias e dos alunos pela matrícula e frequência do agrupamento;
d) Todos os elementos da comunidade educativa têm o dever de conhecer o Projeto
Educativo do AECA. Neste sentido, promover-se-á, no ínício de cada ano letivo, a
apresentação do Projeto Educativo.

2. Monitorização e acompanhamento de todos os indicadores assumidos e de todo o


processo de implementação e desenvolvimento do projeto.

a) Compete à equipa de avaliação interna do agrupamento construir referenciais que


permitam a sistematização da informação objetiva e neutra sobre os principais
indicadores de execução do projeto educativo;
b) É competência do diretor e do Conselho Pedagógico promoverem, junto dos diversos
atores educativos, uma reflexão sobre os indicadores fornecidos pela equipa de
avaliação interna;
c) Compete a cada grupo disciplinar definir metas de trabalho e procedimentos que
contribuam para a operacionalização do PE, a serem apresentados e aprovados em
sede de Departamento Curricular.

3. Conceção de momentos de avaliação que permitam um contínuo ajustamento da


eficácia das estratégias aos princípios educativos enunciados.

a) As metas, os princípios e os objetivos do PE são concretizados em iniciativas e ações


definidas no Plano Anual de Atividades (PAA) e nos Planos de Atividades de Grupo /
Turma / Curso;
b) Anualmente, o Conselho Pedagógico, em documento autónomo, assegurará a
monitorização do cumprimento das metas do PE e apresentará ao Conselho Geral as
propostas de reformulação que otimizem a missão, os princípios e os objetivos
enunciados.

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PERCURSOS com futuro
BIBLIOGRAFIA

AAVV - Educação. Um tesouro a descobrir. Relatório para a Comissão Internacional sobre a


educação para o século XXI. Col “Perpetivas Atuais”, UNESCO/ASA, Porto (1996).
AAVV – Projetos Educativos: Elaboração, monitorização e avaliação. Guião de apoio. Agência
Nacional para a Qualificação, I. P., Lisboa (2011).
EQUIPA CIENTÍFICA E TÉCNICA DO PROGRAMA AVES - Relatório Final Clima de Escola. Escola
Secundária Carlos Amarante, Braga, Fundação Manuel Leão, 2014.
EQUIPA DE AVALIAÇÃO INTERNA – Relatório do sucesso académica 2013/14. AECA, 2014.
EQUIPA DE AVALIAÇÃO INTERNA – Referentes 2014/15, AECA, 2014.
DIOGO, Fernando – Por um Projeto Educativo de Rede, Cadernos Pedagógicos nº 25, ASA, Porto,
1998.
SANTOS, Hortense - Carta de missão 2014-2018, AECA, 2014
SANTOS, Hortense – Projeto de Intervenção 2014-2018, Candidatura a Diretora do Agrupamento
de Escolas Carlos Amarante, AECA, 2014.

SIGLAS / ABREVIATURAS

SIGLA Definição
AAAF Atividades de Animação e Apoio à Família (Pré-escolar)
AEC Atividades de Enriquecimento Curricular (1º CEB)
AECA Agrupamento de Escolas Carlos Amarante
AEG Agrupamento de Escolas de Gualtar
BE Biblioteca Escolar
CCH Curso Científico Humanístico
CEI Contrato Emprego Inserção
CIT Contrato por tempo indeterminado
CMB Câmara Municipal de Braga
CPCJ Comissão de Proteção de Crianças e Jovens
EAI Equipa de avaliação Interna do AECA
EBG Escola Básica de Gualtar
ESCA Escola Secundária Carlos Amarante
ERESR Escola de Referência do Ensino Secundário Recorrente
LBSE Lei de Bases do Sistema Educativo
MEC Ministério da Educação e Ciência
NEE Necessidades Educativas Especiais
PAA Plano Anual e Plurianual de Atividades
PE Projeto Educativo
QZP Quadro de Zona Pedagógica
RBE Rede de Bibliotecas Escolares
RI Regulamento Interno
UEEA Unidade de Ensino Estruturado para alunos com Autismo
VOC Curso Vocacional

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