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Ant6nio Joaquim Severino METODOLOGIA DO TRABALHO CIENTIFICO 2°Reimpressao 166 axtOs10 Jong sevERINO claborar um novo texto, com redagao propria, com discussio ¢ re- flexo pessoais. 2.2.2. A documenta¢ao como método de estudo pessoal O estudo e a aprendizagent, em qualquer drea do conbecimento, sdo plenamente eficazes somente quando criam condigBes para uma continua e progressiva assimilacio pessoal dos contetidos es- tudados. A assimilacao, por sua vez, precisa ser qualitativa e inte- ligentemente seletiva, dada a complexidade e a enorme diversidade das varias reas do saber atual. Dai a grande dificuldade encontrada pelos estudantes, cada dia mais confrontados com uma cultura que nao cessa de complexificar-se se utilizar de acanhados métodos de estudo que nao acompanham, no mesmo ritmo, a evolugio global da cultura e da ciéncia, Alguns acre- ditam que € possivel encontrar na prépria tecnologia os recursos que possibilitem superar tais dificuldades da aprendizagem. Os recursos lagrosos da tecnologia, no entanto, estio ainda para ser criados ¢ tes- tados; os métodos académicos tradicionais, baseados na assimilagdo, passiva, jd nio fornecem nenhum resultado eficaz, © estudante tem de se convencer de que sua aprendizagem é uma tarefa eminentemente pessoal; em de se transformar num estudioso que encontra no ensino escolar no um ponto de chegada, mas um limiat 3 partir do qual constitu toda uma atvidade de estudo ede pesquisa, que Ihe proporciona instrumentos de trabalho criativo em sua area, E iat retorquit que isto jé € obvio para qualquer estudante, De fato, nunca se agregou tanto como hoje a importancia da criatividade nos varios momentos da vida escolar. Maso ato é que os habitos correspondentes nao foram instaurados e, na pritica de ensino, 05 resultados continuam insatisfatorios. 2a. Apratica da documentacao As consideragdes que seguem visam tio-so. mente sugetit formas concretas para o es. _ Himutoslansabe eu peso sm se prccparem dine, Seat, n 3 de documentagao. Ressaltar a importincia nme WOO da téenica da documentacio como forma eutiaeatPea de estudo (talvez jé conhecida e praticada Meameanaco Seeoumein por muitos, mas nem sempre com a devida corregio) € 0 tinico objetivo aqui visado O saber constitui-se pela capacidade de reflexio no interior de de- terminada area do conhecimento. A reflexao, no entanto, exige 0 do- minio de uma série de informagdes. O ato de filesofar, por exemplo, reclama um pensar por conta prépria que é atingido mediante 0 pensa- mento de outras pessoas. A formagio filoséfica pressupde, dialética e no mecanicamente, a informagio filoséfica, Do mesmo modo alguém se torna grande poeta ou escritor e, como tal, altera com seu génio sua lingua ¢ sua cultura. Antes, porém, de ai chegar serd influenciado por essa cultura e se comunicara através da li gua que aprendeu submissa- mente. Afinal, o homem é um ser culturalmente situado. Assim sendo, a posse de informagao completa de sua area de es- pecializacao é razodvel nas areas afins, assim como certa cultura geral € uma exigéncia para qualquer estudante universitirio cujos objetivos signifiquem algo mais que um diploma. Essa informagao s6 se pode adquirir através de documentagao rea~ lizada criteriosamente. O didatismo tem criado uma série de vicios que se arraigaram na vida escolar dos estudantes desde a escola priméria, esterilizando os resultados do ensino, Nao traz resultados positives para o estudo ouvir aulas, por mais brilhantes que sejam, nem adianta ler livros clissicos e célebres. Isso s6 tem algum valor 4 medida que se traduzit em documentagio pessoal,