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Prefeitura Municipal de

JOÃO PESSOA
Agente Educacional I
RETIFICAÇÃO

ARTIGO DO WILLIAM DOUGLAS

MATEMÁTICA

Números Naturais: significados e Sistema de Numeração Decimal;................................................................................01


Números Racionais: significados, representação decimal e fracionária, equivalência, ordenação e localização na reta
numérica;......................................................................................................................................................................................04
Operações com números naturais e racionais: significados, propriedades e procedimentos de cálculo das operações de
adição, subtração, multiplicação e divisão;...............................................................................................................................07
Múltiplos e divisores;............................................................................................................................................................10
Linguagem algébrica; cálculo algébrico;............................................................................................................................12
Equações e inequações;.........................................................................................................................................................16
Espaço e forma: descrição, interpretação e representação da localização e movimentação de pessoas e objetos.......26
Figuras geométricas espaciais e planas: características, propriedades, elementos constituintes, composição,
decomposição, ampliação, redução e representação;............................................................................................................... 26
Medidas: procedimentos e instrumentos de medida; sistemas de medidas decimais (comprimento, superfície, volume,
capacidade, massa e temperatura) e conversões; medidas de tempo e conversões;..............................................................32
Sistema monetário brasileiro;..............................................................................................................................................35
Cálculo e comparação de perímetro e área; aplicações geométricas;..............................................................................37
Tratamento da informação: leitura, interpretação e construção de tabelas e gráficos...................................................44
Média aritmética...................................................................................................................................................................46
MATEMÁTICA
O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números
NÚMEROS NATURAIS: SIGNIFICADOS E naturais pares. Embora uma sequência real seja outro objeto
SISTEMA DE NUMERAÇÃO DECIMAL; matemático denominado função, algumas vezes utilizaremos
a denominação sequência dos números naturais pares para
representar o conjunto dos números naturais pares: P = { 0, 2, 4,
6, 8, 10, 12, ...}
O conjunto dos números naturais é representado pela letra O conjunto abaixo é conhecido como o conjunto dos números
maiúscula N e estes números são construídos com os algarismos: naturais ímpares, às vezes também chamados, a sequência dos
0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, que também são conhecidos como números ímpares. I = { 1, 3, 5, 7, 9, 11, 13, ...}
algarismos indo-arábicos. No século VII, os árabes invadiram a
Índia, difundindo o seu sistema numérico. Igualdade e Desigualdades
Embora o zero não seja um número natural no sentido que
tenha sido proveniente de objetos de contagens naturais, iremos Diremos que um conjunto A é igual a um conjunto B se, e
considerá-lo como um número natural uma vez que ele tem as somente se, o conjunto A está contido no conjunto B e o conjunto
mesmas propriedades algébricas que os números naturais. Na B está contido no conjunto A. Quando a condição acima for
verdade, o zero foi criado pelos hindus na montagem do sistema satisfeita, escreveremos A = B (lê-se: A é igual a B) e quando não
posicional de numeração para suprir a deficiência de algo nulo. for satisfeita denotaremos tal fato por: A ≠ B (lê-se: A é diferente
Na sequência consideraremos que os naturais têm início com de B). Na definição de igualdade de conjuntos, vemos que não é
o número zero e escreveremos este conjunto como: N = { 0, 1, 2, importante a ordem dos elementos no conjunto.
3, 4, 5, 6, ...}
Representaremos o conjunto dos números naturais com a letra Exemplo com igualdade: No desenho, em anexo, observamos
N. As reticências (três pontos) indicam que este conjunto não tem que os elementos do conjunto A são os mesmos elementos do
fim. N é um conjunto com infinitos números. conjunto B. Neste caso, A = B.

Excluindo o zero do conjunto dos números naturais, o conjunto


será representado por: N* = {1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, ...}

A construção dos Números Naturais

- Todo número natural dado tem um sucessor (número que


vem depois do número dado), considerando também o zero.
Exemplos: Seja m um número natural. Consideraremos agora uma situação em que os elementos dos
a) O sucessor de m é m+1. conjuntos A e B serão distintos.
b) O sucessor de 0 é 1. Sejam A = {a,b,c,d} e B = {1,2,3,d}. Nem todos os elementos
c) O sucessor de 1 é 2. do conjunto A estão no conjunto B e nem todos os elementos do
d) O sucessor de 19 é 20. conjunto B estão no conjunto A. Também não podemos afirmar
que um conjunto é maior do que o outro conjunto. Neste caso,
- Se um número natural é sucessor de outro, então os dois afirmamos que o conjunto A é diferente do conjunto B.
números juntos são chamados números consecutivos.
Exemplos: Operações com Números Naturais
a) 1 e 2 são números consecutivos.
b) 5 e 6 são números consecutivos. Na sequência, estudaremos as duas principais operações
c) 50 e 51 são números consecutivos. possíveis no conjunto dos números naturais. Praticamente, toda a
Matemática é construída a partir dessas duas operações: adição e
- Vários números formam uma coleção de números naturais multiplicação.
consecutivos se o segundo é sucessor do primeiro, o terceiro
é sucessor do segundo, o quarto é sucessor do terceiro e assim A adição de números naturais
sucessivamente.
Exemplos: A primeira operação fundamental da Aritmética tem por
a) 1, 2, 3, 4, 5, 6 e 7 são consecutivos. finalidade reunir em um só número, todas as unidades de dois ou
b) 5, 6 e 7 são consecutivos. mais números. Antes de surgir os algarismos indo-arábicos, as
c) 50, 51, 52 e 53 são consecutivos. adições podiam ser realizadas por meio de tábuas de calcular, com
o auxílio de pedras ou por meio de ábacos.
- Todo número natural dado N, exceto o zero, tem um
antecessor (número que vem antes do número dado). Propriedades da Adição
Exemplos: Se m é um número natural finito diferente de zero. - Fechamento: A adição no conjunto dos números naturais
a) O antecessor do número m é m-1. é fechada, pois a soma de dois números naturais é ainda um
b) O antecessor de 2 é 1. número natural. O fato que a operação de adição é fechada em N
c) O antecessor de 56 é 55. é conhecido na literatura do assunto como: A adição é uma lei de
d) O antecessor de 10 é 9. composição interna no conjunto N.

Didatismo e Conhecimento 1
MATEMÁTICA
- Associativa: A adição no conjunto dos números naturais é Divisão de Números Naturais
associativa, pois na adição de três ou mais parcelas de números
naturais quaisquer é possível associar as parcelas de quaisquer Dados dois números naturais, às vezes necessitamos saber
modos, ou seja, com três números naturais, somando o primeiro quantas vezes o segundo está contido no primeiro. O primeiro
com o segundo e ao resultado obtido somarmos um terceiro, número que é o maior é denominado dividendo e o outro número
obteremos um resultado que é igual à soma do primeiro com a que é menor é o divisor. O resultado da divisão é chamado
soma do segundo e o terceiro. (A + B) + C = A + (B + C) quociente. Se multiplicarmos o divisor pelo quociente obteremos
- Elemento neutro: No conjunto dos números naturais, existe o dividendo.
No conjunto dos números naturais, a divisão não é fechada,
o elemento neutro que é o zero, pois tomando um número natural
pois nem sempre é possível dividir um número natural por outro
qualquer e somando com o elemento neutro (zero), o resultado será
número natural e na ocorrência disto a divisão não é exata.
o próprio número natural.
- Comutativa: No conjunto dos números naturais, a adição Relações essenciais numa divisão de números naturais
é comutativa, pois a ordem das parcelas não altera a soma, ou - Em uma divisão exata de números naturais, o divisor deve
seja, somando a primeira parcela com a segunda parcela, teremos ser menor do que o dividendo. 35 : 7 = 5
o mesmo resultado que se somando a segunda parcela com a - Em uma divisão exata de números naturais, o dividendo é o
primeira parcela. produto do divisor pelo quociente. 35 = 5 x 7
- A divisão de um número natural n por zero não é possível
Multiplicação de Números Naturais pois, se admitíssemos que o quociente fosse q, então poderíamos
É a operação que tem por finalidade adicionar o primeiro escrever: n ÷ 0 = q e isto significaria que: n = 0 x q = 0 o que não
número denominado multiplicando ou parcela, tantas vezes quantas é correto! Assim, a divisão de n por 0 não tem sentido ou ainda é
são as unidades do segundo número denominadas multiplicador. dita impossível.

Exemplo Potenciação de Números Naturais


4 vezes 9 é somar o número 9 quatro vezes: 4 x 9 = 9 + 9 + 9
+ 9 = 36 Para dois números naturais m e n, a expressão mn é um produto
O resultado da multiplicação é denominado produto e os de n fatores iguais ao número m, ou seja: mn = m . m . m ... m . m
→ m aparece n vezes
números dados que geraram o produto, são chamados fatores.
O número que se repete como fator é denominado base que
Usamos o sinal × ou · ou x, para representar a multiplicação.
neste caso é m. O número de vezes que a base se repete é denominado
expoente que neste caso é n. O resultado é denominado potência.
Propriedades da multiplicação Esta operação não passa de uma multiplicação com fatores
- Fechamento: A multiplicação é fechada no conjunto N iguais, como por exemplo: 23 = 2 × 2 × 2 = 8 → 43 = 4 × 4 × 4 = 64
dos números naturais, pois realizando o produto de dois ou mais
números naturais, o resultado estará em N. O fato que a operação de Propriedades da Potenciação
multiplicação é fechada em N é conhecido na literatura do assunto
como: A multiplicação é uma lei de composição interna no conjunto - Uma potência cuja base é igual a 1 e o expoente natural é n,
N. denotada por 1n, será sempre igual a 1.
- Associativa: Na multiplicação, podemos associar 3 ou mais Exemplos:
fatores de modos diferentes, pois se multiplicarmos o primeiro a- 1n = 1×1×...×1 (n vezes) = 1
fator com o segundo e depois multiplicarmos por um terceiro b- 13 = 1×1×1 = 1
número natural, teremos o mesmo resultado que multiplicar o c- 17 = 1×1×1×1×1×1×1 = 1
terceiro pelo produto do primeiro pelo segundo. (m . n) . p = m .(n
. p) → (3 . 4) . 5 = 3 . (4 . 5) = 60 - Se n é um número natural não nulo, então temos que no=1.
- Elemento Neutro: No conjunto dos números naturais existe um Por exemplo:
elemento neutro para a multiplicação que é o 1. Qualquer que seja
- (a) nº = 1
o número natural n, tem-se que: 1 . n = n . 1 = n → 1 . 7 = 7 . 1 = 7
- (b) 5º = 1
- Comutativa: Quando multiplicamos dois números naturais
- (c) 49º = 1
quaisquer, a ordem dos fatores não altera o produto, ou seja,
multiplicando o primeiro elemento pelo segundo elemento teremos - A potência zero elevado a zero, denotada por 0o, é carente de
o mesmo resultado que multiplicando o segundo elemento pelo sentido no contexto do Ensino Fundamental.
primeiro elemento. m . n = n . m → 3 . 4 = 4 . 3 = 12
- Qualquer que seja a potência em que a base é o número
Propriedade Distributiva natural n e o expoente é igual a 1, denotada por n1, é igual ao
Multiplicando um número natural pela soma de dois números próprio n. Por exemplo:
naturais, é o mesmo que multiplicar o fator, por cada uma das
parcelas e a seguir adicionar os resultados obtidos. m . (p + q) = m - (a) n¹ = n
. p + m . q → 6 x (5 + 3) = 6 x 5 + 6 x 3 = 30 + 18 = 48 - (b) 5¹ = 5
- (c) 64¹ = 64

Didatismo e Conhecimento 2
MATEMÁTICA
- Toda potência 10n é o número formado pelo algarismo 1 4) Resposta “9”.
seguido de n zeros. Solução: Basta apenas multiplicarmos o 3 duas vezes:
Exemplos: 3 x 3 = 9.
a- 103 = 1000
b- 108 = 100.000.000 5) Resposta “27”.
c- 10o = 1 Solução: Para construirmos um cubo, basta apenas
multiplicarmos os lados:
Exercícios 3 x 3 x 3 = 27 cubinhos.
1. O consecutivo e o antecedente de um número natural n 6) Solução:
serão respectivamente: a) 2 x 2 x 2 =
=8
2. Se n é par, o consecutivo par de n será? Se n é ímpar, o
consecutivo ímpar de n será?
b) 5 x 5 x 5 =
= 125
3. Seja o quadrado abaixo em que cada lado mede 3cm.
Quantos quadradinhos de 1cm² cabem no quadrado?
c) 2 x 2 =
3cm =4

d) 6 x 6 x 6 x 6 =
4. Com o mesmo quadrado acima, obter o valor de 3²? = 1296

5. De quantos cubinhos de 1cm de lado, isto é, um centímetro 7) Resposta “4”.


cúbico, precisaremos para construir um cubo com 3cm de Solução: R³[64] = 4, pois 64 = b × b × b, ou seja, 64 = b³. Esta
comprimento, 3cm de largura e 3cm de altura? é uma propriedade de potenciação. A base é b e o expoente é 3. O
número que elevado ao cubo fornece o resultado 64 é o número b
6. Faça a potenciação dos seguintes números: = 4.
a) 2³
b) 5³ 8) Resposta “1”.
c) 2² Solução: O número 1, pois se dividirmos um número natural n
d) 64 por 1 obteremos o próprio n. Por exemplo, 2 maçãs para 1 garoto,
3 balas para 1 criança, 5 lápis para 1 estudante.
7. Qual é o valor do número natural b, tal que 64 = b × b × b?
9) Solução:
8. Qual o elemento do conjunto dos números naturais que é a) 125 : 5 =
divisor de todos os números? = 25
9. Realize a divisão nos seguintes números naturais: b) 36 : 6 =
a) 125 : 5 =6
b) 36 : 6
c) 49 : 7
c) 49 : 7 =
=7
10. Calcule:
a) -8 + 5
b) -5 – 7 10) Solução:
c) –(-10) –(-8) + (-12) –(-17) a) -8 + 5 =
d) –(-5) + (-10) - 14 = -3

Respostas b) -5 – 7 =
= -12
1) Solução: O antecedente de um número n será n – 1, pois é
aquele que antecede o n. c) –(-10) –(-8) + (-12) –(-17) =
Já o consecutivo é n + 1. = 10 + 8 – 12 + 17 =
= 35 – 12 =
2) Solução: Sendo n par, o seu consecutivo será n + 2, e sendo = 23
impar o consecutivo sendo impar o n será n + 2.
d) –(-5) + (-10) – 14 =
3) Resposta “9 quadradinhos”. = 5 – 10 – 14 =
Solução: Temos 9 quadradinhos, então basta apenas fazermos: = 5 – 24 =
9 x 1 = 9 quadradinhos = -19

Didatismo e Conhecimento 3
MATEMÁTICA
Representação Fracionária dos Números Decimais
NÚMEROS RACIONAIS: SIGNIFICADOS,
REPRESENTAÇÃO DECIMAL E Trata-se do problema inverso: estando o número racional
FRACIONÁRIA, EQUIVALÊNCIA, escrito na forma decimal, procuremos escrevê-lo na forma de
ORDENAÇÃO E LOCALIZAÇÃO NA RETA fração. Temos dois casos:
NUMÉRICA;
1º) Transformamos o número em uma fração cujo numerador
é o número decimal sem a vírgula e o denominador é composto
pelo numeral 1, seguido de tantos zeros quantas forem as casas
m decimais do número decimal dado:
Um número racional é o que pode ser escrito na forma
n
, onde m e n são números inteiros, sendo que n deve ser diferente
de zero. Frequentemente usamos m/n para significar a divisão de 0,9 = 9
10
m por n. 57
5,7 =
Como podemos observar, números racionais podem ser obti- 10
dos através da razão entre dois números inteiros, razão pela qual, o
0,76 = 76
conjunto de todos os números racionais é denotado por Q. Assim, 100
é comum encontrarmos na literatura a notação:
3,48 = 348
m 100
Q={ : m e n em Z, n diferente de zero} 0,005 = 5 = 1
n
1000 200
No conjunto Q destacamos os seguintes subconjuntos:
2º) Devemos achar a fração geratriz da dízima dada; para tanto,
- Q* = conjunto dos racionais não nulos; vamos apresentar o procedimento através de alguns exemplos:
- Q+ = conjunto dos racionais não negativos;
- Q*+ = conjunto dos racionais positivos; Exemplo 1
- Q _ = conjunto dos racionais não positivos;
- Q*_ = conjunto dos racionais negativos. Seja a dízima 0, 333... .

Representação Decimal das Frações Façamos x = 0,333... e multipliquemos ambos os membros


por 10: 10x = 0,333
p
Tomemos um número racional q , tal que p não seja múltiplo Subtraindo, membro a membro, a primeira igualdade da
de q. Para escrevê-lo na forma decimal, basta efetuar a divisão do segunda:
numerador pelo denominador. 10x – x = 3,333... – 0,333... ⇒ 9x = 3 ⇒ x = 3/9
Nessa divisão podem ocorrer dois casos:
Assim, a geratriz de 0,333... é a fração 3 .
9
1º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, um
número finito de algarismos. Decimais Exatos: Exemplo 2

2 = 0,4 Seja a dízima 5, 1717...


5
1 = 0,25 Façamos x = 5,1717... e 100x = 517,1717... .
4 Subtraindo membro a membro, temos:
35 = 8,75 99x = 512 ⇒ x = 512/99
4
153 = 3,06 Assim, a geratriz de 5,1717... é a fração 512 .
99
50
Exemplo 3
2º) O numeral decimal obtido possui, após a vírgula, infinitos
algarismos (nem todos nulos), repetindo-se periodicamente. Seja a dízima 1, 23434...
Decimais Periódicos ou Dízimas Periódicas:
1 Façamos x = 1,23434... 10x = 12,3434... 1000x = 1234,34... .
= 0,333... Subtraindo membro a membro, temos:
3
990x = 1234,34... – 12,34... ⇒ 990x = 1222 ⇒ x = 1222/990
1 = 0,04545...
22
Simplificando, obtemos x = 611 , a fração geratriz da dízima
167 = 2,53030... 1, 23434... 495
66

Didatismo e Conhecimento 4
MATEMÁTICA
Módulo ou valor absoluto: É a distância do ponto que Podemos assim concluir que o produto de dois números com o
representa esse número ao ponto de abscissa zero. mesmo sinal é positivo, mas o produto de dois números com sinais
diferentes é negativo.

Exemplo: Módulo de - 3 é 3 . Indica-se - 3 = 3 Propriedades da Multiplicação de Números Racionais


2 2 2 2
3 3 + 3 3 O conjunto Q é fechado para a multiplicação, isto é, o produto
Módulo de + é . Indica-se =
2 2 2 2 de dois números racionais ainda é um número racional.
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a × ( b × c ) = ( a ×
Números Opostos: Dizemos que – 32 e 32 são números b)×c
racionais opostos ou simétricos e cada um deles é o oposto do - Comutativa: Para todos a, b em Q: a × b = b × a
outro. As distâncias dos pontos – 3 e 3 ao ponto zero da reta são - Elemento neutro: Existe 1 em Q, que multiplicado por todo
2 2
iguais. q em Q, proporciona o próprio q, isto é: q × 1 = q
Soma (Adição) de Números Racionais - Elemento inverso: Para todo q = a em Q, q diferente de
zero, existe q-1 = b em Q: q × q-1 = 1 b a x b =1
a b a
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito
na forma de uma fração, definimos a adição entre os números - Distributiva: Para todos a, b, c em Q: a × ( b + c ) = ( a ×
a c b)+(a×c)
racionais e , da mesma forma que a soma de frações,
através de: b d
Divisão de Números Racionais
a ad + bc
+ c =
b d bd A divisão de dois números racionais p e q é a própria operação
de multiplicação do número p pelo inverso de q, isto é: p ÷ q =
Propriedades da Adição de Números Racionais p × q-1

Potenciação de Números Racionais


O conjunto Q é fechado para a operação de adição, isto é, a
soma de dois números racionais ainda é um número racional.
A potência qn do número racional q é um produto de n fatores
- Associativa: Para todos a, b, c em Q: a + ( b + c ) = ( a +
iguais. O número q é denominado a base e o número n é o expoente.
b)+c
qn = q × q × q × q × ... × q, (q aparece n vezes)
- Comutativa: Para todos a, b em Q: a + b = b + a
- Elemento neutro: Existe 0 em Q, que adicionado a todo q em
Exemplos:
Q, proporciona o próprio q, isto é: q + 0 = q 3
- Elemento oposto: Para todo q em Q, existe -q em Q, tal que ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8
a) ⎜ ⎟ = ⎜ ⎟ .⎜ ⎟ .⎜ ⎟ =
q + (–q) = 0 ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ ⎝ 5 ⎠ 125

Subtração de Números Racionais b)


A subtração de dois números racionais p e q é a própria c) (–5)² = (–5) . ( –5) = 25
operação de adição do número p com o oposto de q, isto é:
p – q = p + (–q) d) (+5)² = (+5) . (+5) = 25

Multiplicação (Produto) de Números Racionais Propriedades da Potenciação: Toda potência com expoente
0 é igual a 1.
Como todo número racional é uma fração ou pode ser escrito 0
na forma de uma fração, definimos o produto de dois números ⎛ 2⎞ = 1
⎜⎝ + ⎟⎠
racionais a e c , da mesma forma que o produto de frações, 5
através de: b d

a c ac - Toda potência com expoente 1 é igual à própria base.


x = 1
b d bd ⎛ 9⎞ 9
⎜⎝ − ⎟⎠ = - 4
O produto dos números racionais a e b também pode ser 4
indicado por a × b, axb, a.b ou ainda ab sem nenhum sinal entre
as letras. - Toda potência com expoente negativo de um número racional
Para realizar a multiplicação de números racionais, devemos diferente de zero é igual a outra potência que tem a base igual ao
obedecer à mesma regra de sinais que vale em toda a Matemática: inverso da base anterior e o expoente igual ao oposto do expoente
(+1) × (+1) = (+1) anterior.
(+1) × (-1) = (-1) 2
⎛ 3⎞ ⎛ 5 ⎞ 25
−2
(-1) × (+1) = (-1) ⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
(-1) × (-1) = (+1) 5 3 9

Didatismo e Conhecimento 5
MATEMÁTICA
- Toda potência com expoente ímpar tem o mesmo sinal da Um número racional, quando elevado ao quadrado, dá o
base. número zero ou um número racional positivo. Logo, os números
3
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 8 racionais negativos não têm raiz quadrada em Q.
⎜⎝ ⎟⎠ = ⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ .⎜⎝ ⎟⎠ =
3 3 3 3 27 O número -100 não tem raiz quadrada em Q, pois tanto -10
9 3
como +10 , quando elevados ao quadrado, dão 100 .
- Toda potência com expoente par é um número positivo. 3 9
Um número racional positivo só tem raiz quadrada no conjunto
2
⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ ⎛ 1⎞ 1 dos números racionais se ele for um quadrado perfeito.
⎜⎝ − ⎟⎠ = ⎜⎝ − ⎟⎠ .⎜⎝ − ⎟⎠ =
5 5 5 25 O número
2
não tem raiz quadrada em Q, pois não existe
3
número racional que elevado ao quadrado dê 2 .
- Produto de potências de mesma base. Para reduzir um produto 3
de potências de mesma base a uma só potência, conservamos a
Exercícios
base e somamos os expoentes.
2 3 2+3 5
⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2 2⎞ ⎛ 2 2 2⎞ ⎛ 2⎞ ⎛ 2⎞ 1. Calcule o valor das expressões numéricas:
⎜⎝ ⎟⎠ .⎜ ⎟ = ⎜ . ⎟ .⎜ . . ⎟ = ⎜ ⎟ =⎜ ⎟
5 ⎝ 5⎠ ⎝ 5 5⎠ ⎝ 5 5 5⎠ ⎝ 5⎠ ⎝ 5⎠ 7 ⎡⎛ 5 1 ⎞ ⎛ 7 3 ⎞ ⎤
a) − ⎜ − ⎟ −⎜− + ⎟
24 ⎢⎣⎝ 12 8 ⎠ ⎝ 6 4 ⎠ ⎥⎦
- Quociente de potências de mesma base. Para reduzir
um quociente de potências de mesma base a uma só potência,
conservamos a base e subtraímos os expoentes. ⎡⎛ 3⎞ ⎛ 1⎞ 5⎤ ⎛ 9 7⎞
b) ⎢⎜ + ⎟ : ⎜ − ⎟ + ⎥ − ⎜ − ⎟
⎣⎝ 16 ⎠ ⎝ 12 ⎠ 2 ⎦ ⎝ 4 2 ⎠

3 7
 2  2
2. Escreva o produto  +  . +  como uma só potência.
 3  3
- Potência de Potência. Para reduzir uma potência de potência
a uma potência de um só expoente, conservamos a base e 12 4
16 ⎛ 16 ⎞
multiplicamos os expoentes 3. Escreva o quociente ⎛⎜ − ⎞
⎟ : ⎜ − ⎟ como uma só
potência. ⎝ 25 ⎠ ⎝ 25 ⎠

4. Qual é o valor da expressão

Radiciação de Números Racionais


Se um número representa um produto de dois ou mais fatores 5. Para encher um álbum de figurinhas, Karina contribuiu com
iguais, então cada fator é chamado raiz do número. Vejamos alguns 1
6 das figurinhas, enquanto Cristina contribuiu com das figurinhas
exemplos: 3 . Com que fração das figurinhas as duas juntas contribuíram?
4
Exemplo 1 1
6. Ana está lendo um livro. Em um dia ela leu 4
do livro e no
dia seguinte leu 16 do livro. Então calcule:
4 Representa o produto 2 . 2 ou 22. Logo, 2 é a raiz quadrada
de 4. Indica-se √4= 2.
Exemplo 2 a) A fração do livro que ela já leu.
b) A fração do livro que falta para ela terminar a leitura.
2
1
Representa o produto 3 .
1 1
ou ⎛ 1⎞ . Logo,
1
é a raiz
9 3 ⎝⎜ 3 ⎠⎟ 3
7. Em um pacote há 45 de 1 Kg de açúcar. Em outro pacote
quadrada de 19 .Indica-se 1 = 3
1
9 1
há . Quantos quilos de açúcar o primeiro pacote tem a mais que
3
Exemplo 3 o segundo?

0,216 Representa o produto 0,6 . 0,6 . 0,6 ou (0,6)3. Logo, 0,6 8. A rua onde Cláudia mora está sendo asfaltada. Os 59 da rua
é a raiz cúbica de 0,216. Indica-se 3 0,216 = 0,6. já foram asfaltados. Que fração da rua ainda resta asfaltar?
1
Assim, podemos construir o diagrama: 9. No dia do lançamento de um prédio de apartamentos, 3
1
desses apartamentos foi vendido e 6 foi reservado. Assim:

N Z Q a) Qual a fração dos apartamentos que foi vendida e reservada?


b) Qual a fração que corresponde aos apartamentos que não
foram vendidos ou reservados?

Didatismo e Conhecimento 6
MATEMÁTICA
10. Transforme em fração: 6) Solução:
a) 2,08
b) 1,4 a) 1 + 1 = 3 + 2 = 5
c) 0,017 4 6 12 12 12
5 12 5
d) 32,17 b) 1- = - = 7
12 12 12 12
Respostas
7) Respostas 7
Solução: 15
1) Solução
7 ⎡⎛ 5 1 ⎞ ⎛ 7 3 ⎞ ⎤ 7 ⎡⎛ 10 − 3 ⎞ ⎛ −14 + 9 ⎞ ⎤ 4
- 1 = 12 -
5
= 7
a) − ⎜ − ⎟ −⎜− + ⎟ = − ⎜ ⎟ −⎜ ⎟
24 ⎢⎣⎝ 12 8 ⎠ ⎝ 6 4 ⎠ ⎥⎦ 24 ⎢⎣⎝ 24 ⎠ ⎝ 12 ⎠ ⎥⎦ 5 3 15 15 15
7 ⎛ 7 5 ⎞ 7 ⎛ 7 + 10 ⎞ 7 17 10 5
−⎜ + ⎟= −⎜ ⎟ = − =− =− 8) Resposta 4
24 ⎝ 24 12 ⎠ 24 ⎝ 24 ⎠ 24 24 24 12 Solução: 9
5 5
b) 1- = 9 - = 4
9 9 9 9

9) Solução:
1 1 1 3 1
a) + = 2 + = =
3 6 6 6 6 2

mmc:(4;2)=4
b) 1- 1 = 2 - 1 = 1
2 2 2 2
2) Solução:
10
⎛ 2⎞ 10) Solução:
⎜⎝ + ⎟⎠ 208 52
3 =
a) 2,08 →
100 25
3) Solução:
8 14 7
⎛ 16 ⎞ b) 1,4 → =
10 5
⎜⎝ − ⎟⎠
25
17
c) 0,017 →
4) Solução: 1000
3217
3
− 13  − 1   + 3 
−  :  d) 32,17 →
24  2   4  100
− 13  − 1   + 3 
− : 
24  8   4  OPERAÇÕES COM NÚMEROS NATURAIS E
RACIONAIS: SIGNIFICADOS,
− 13  − 1   + 4  PROPRIEDADES E PROCEDIMENTOS DE
−  . 
24  8   3  CÁLCULO DAS OPERAÇÕES DE ADIÇÃO,
SUBTRAÇÃO, MULTIPLICAÇÃO E DIVISÃO;
− 13  − 4 
− 
24  24 
− 13 4
+ Conjunto dos Números Naturais
24 24
São todos os números inteiros positivos, incluindo o zero. É
−9 −3
= representado pela letra maiúscula N. N = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8,
24 8 9, 10,…} O zero corresponde à ausência de unidades. A sucessão
dos números naturais começa pelo zero e cada número é obtido
5) Resposta 11 acrescentando-se uma unidade ao anterior. Não existe o maior
Solução: 12 número natural, ou seja, a sucessão dos números naturais é infinita.
Se excluirmos o zero teremos um novo conjunto: o conjunto dos
1 3 2 9
= 11
∗ ∗
+ = + números naturais não nulos, que se indica por N . N = {1, 2, 3,
6 4 12 12 12 4, 5...}

Didatismo e Conhecimento 7
MATEMÁTICA
Na sucessão de números naturais, dois ou mais números que Potenciação
se seguem são chamados consecutivos. Exemplo: 7 8 e 9 são
números naturais consecutivos. Todo número natural tem um É uma multiplicação de fatores iguais
antecessor, com exceção do zero, que é o menor número natural.
Todo número natural tem um sucessor. Ex: O sucessor de 8 é 9; o Exemplo 1:
antecessor de 19 é 18.
O conjunto formado por 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12... é chamada
conjunto dos números naturais pares. O conjunto formado por 1,
3, 5, 7, 9, 11,... é chamada conjunto dos números naturais ímpares.

Operações fundamentais com números naturais

Adição
Base=2
Expoente = 4
A primeira operação fundamental na Matemática é a adição.
Potência = 16 [Resultado da operação]
Esta operação nada mais é que o ato de adicionar algo. É reunir
todos os valores ou totalidades de algo. A adição é chamada Lê-se: Dois elevado à quarta potência.
de operação. A soma dos números chamamos de resultado da
operação. Exemplo 2:
Ex: 10 + 5 = 15
10 e 5 são as parcelas; 15 é a soma ou resultado da operação de 53 = 5.5.5= 125 (3 fatores iguais)
adição. A operação realizada acima se denomina, então, ADIÇÃO. Base=5
A adição de dois ou mais números é indicada pelo sinal +. Expoente = 3
Potência = 125 [Resultado da operação]
Subtração Lê-se: Cinco elevado à terceira potência.

A subtração é o ato ou efeito de subtrair algo. É diminuir Potências especiais:


alguma coisa. O resultado desta operação de subtração denomina-
se diferença ou resto. 1- O número um elevado a qualquer número é sempre igual
Exemplo: 9 – 5 = 4 a 1.
Essa igualdade tem como resultado a subtração. Ex: 15= 1
Os números 9 e 5 são os termos da diferença 9-5. Ao número
9 dá-se o nome de minuendo e 5 é o subtraendo. 2- Zero elevado a qualquer número é sempre igual a zero.
Ex: 06 = 0
Multiplicação
3- Qualquer número (diferente de zero) elevado a zero é
É a ação de multiplicar. Denomina-se a operação matemática, sempre igual a 1.
que consiste em repetir um número, chamado multiplicando, tantas Ex: 50= 1
vezes quantas são as unidades de outro, chamado multiplicador,
para achar um terceiro número que representa o produto dos dois.
4- Potências de base 10 é igual a 1 seguido de tantos zeros
Definindo ainda, multiplicação é a adição de parcelas iguais,
quanto estiver indicando no expoente.
onde o produto é o resultado da operação multiplicação; e os
Ex: 104= 10000 ( 4 zeros pois o expoente é 4)
fatores são os números que participam da operação.
5. 8 = 40 onde 5 e 8 são os fatores e 40 é o produto.
5- Qualquer número elevado a 1 é igual a ele mesmo.
Divisão Ex: 81= 8
 
É o ato de dividir ou fragmentar algo. É a operação na Propriedades da potenciação
matemática em que se procura achar quantas vezes um número
contém em outro ou mesmo pode ser definido como parte de um 1º) Multiplicação de potências de mesma base.
todo que se dividiu. À divisão dá o nome de operação e o resultado Ex:
é chamado de Quociente. 35 . 32 . 33 = 310
24 . 2. 23 . 22 . 2 = 211
1) A divisão exata:
Veja: 8: 4 é igual a 2, onde 8 é o dividendo, 2 é o quociente, 4 Para escrever o produto de potências de mesma base,
é o divisor, 0 é o resto. conservamos a base e somamos os expoentes.
A prova do resultado é: 2 x 4 + 0 = 8
2º ) Potência de potência.
2) A divisão não-exata: Observe este exemplo: 9: 4 é igual a (22)3 = 22. 22. 22 = 22+2+2= 26 = 64
resultado 2, com resto 1, onde 9 é dividendo, 4 é o divisor, 2 é o (22)4 = 22. 22. 22. 22 = 22+2+2+2= 28 = 256
quociente e 1 é o resto. Para escrever a potência elevada a outro expoente, conserva-
A prova do resultado é: 2 x 4 + 1 = 9 se a base e multiplicam-se os expoentes.

Didatismo e Conhecimento 8
MATEMÁTICA
3º) Divisão de potências de mesma base Números Racionais
128 : 126 = 128–6 =
122 25 : 23 = 25-3 = 22 Os números racionais é um conjunto que engloba os
Para escrever o quociente de potências de mesma base, números inteiros(Z). Números decimais finitos (por exemplo,
conservamos a base e subtraímos os expoentes. 743,8432) e os números decimais infinitos periódicos (que repete
uma sequência de algarismos da parte decimal infinitamente).
Observação: Quociente significa o resultado de uma divisão. Como “12,050505…”, são também  conhecidas  como  dízimas
periódicas. Os racionais são representados a pela letra Q. Todo
Radiciação número racional pode ser escrito na forma , com a ∈ Z , b ∈ Z
e b ≠ 0 Um mesmo número racional pode b ser representado por
Observe os termos da radiciação:
diferentes frações, todas equivalentes entre si.

Ex: 1 = 2 = 3 = − 1 = − 2 = ...
2 4 6 −2 −4
Um número racional pode ser representado por um número
Onde: decimal exato ou periódico.
n = representa o termo da radiciação chamado Radical. É o 1 1
−3
índice. Ex: = 0,5 = −0, 75 = 0, 333... (dízima
X = representa o termo da radiciação chamado de radicando. periódica) 2 4 3
Todos os números inteiros pertencem aos racionais.
Temos que radiciação de números naturais é a operação
inversa da potenciação. Observe abaixo: Reta numérica Racional
b = a ⇔ b = a (n > 0)
n n

Em termos mais precisos, dado um número natural a


denominado radicando e dado um número natural n denominado
índice da raiz, é possível determinar outro número b,
denominado  raiz enésima de a, representada pelo símbolo n a ,
tal que b elevado a n seja igual a a. Adição e subtração com números fracionários

Este é o símbolo de raiz ou sinal de raiz ou simplesmente Para adicionar ou subtrair números racionais na forma de fração
radical. devemos observar os seus denominadores. Se os denominadores
são iguais, efetuamos as operações e conservamos o mesmo
Ex: 25 = 5 porque 52=5.5=25 denominador. Se os denominadores são diferentes, reduzimos ao
3
27 = 3 porque 33= 3.3.3=27 mesmo denominador usando o m.m.c. e depois procedemos como
5
32 = 2 porque 25= 2.2.2.2.2=32 no caso anterior.
Ex:
Expressões numéricas 1) −1 + 8 = 7
3 3 3
Para resolver uma expressão numérica efetuamos as operações
obedecendo a seguinte ordem: 6 3 24 15 9
2) − = − = ( o mmc entre 5 e 4 é 20)
1º) Potenciação e radiciação na ordem em que aparecem 5 4 20 20 20
2º) Multiplicação e divisão na ordem em que aparecem
3º) Adição e subtração na ordem em que aparecem.
Multiplicação e divisão com números fracionários
Há expressões em que aparecem os sinais de associação que
devem ser eliminados na seguinte ordem: Para multiplicar números racionais na forma de fração, devemos
1º) ( ) parênteses multiplicar os numeradores, multiplicar os denominadores, usar
2º) [ ] colchetes a regra de sinais quando necessário e quando possível fazer a
3º) { } chaves simplificação.
Ex:
Ex: Resolver a expressão: −4 3 −12
.
5 7 = 35 (nesse caso o resultado é uma fração
[(5² - 6.2²). 3 + (13 – 7)²: 3]: 5 = irredutível, pois não pode ser simplificada).
= [(25 – 6.4). 3 + 6²: 3]: 5 =
= [(25 – 24). 3 + 36: 3]: 5 = 7 5 2 1
= [1.3 + 12]: 5 = − =
= [3 + 12]: 5 = 4 4 4 = 2 (nesse caso o resultado foi simplificado
dividindo o numerador e o denominador por 2).
= 15: 5 = 3

Didatismo e Conhecimento 9
MATEMÁTICA
Para dividir números racionais na forma de fração, devemos
multiplicar a primeira fração pelo inverso da segunda, usando MÚLTIPLOS E DIVISORES.
também a regra de sinais e a simplificação do resultado quando DIVISIBILIDADE.
possível.
Ex:
3 2 3 3 9
: = . = Sabemos que 30 : 6 = 5, porque 5 x 6 = 30.
5 3 5 2 10 Podemos dizer então que:
−5 3 −5 2 −10 −5
: = . = = “30 é divisível por 6 porque existe um numero natural (5) que
4 2 4 3 12 6 multiplicado por 6 dá como resultado 30.”
Um numero natural a é divisível por um numero natural b,
Potenciação e radiciação com números fracionários não-nulo, se existir um número natural c, tal que c . b = a.

Resolver uma potenciação de fração é calcular a potência do Ainda com relação ao exemplo 30 : 6 = 5, temos que:
numerador e do denominador de acordo com o expoente. 30 é múltiplo de 6, e 6 é divisor de 30.
2
⎛ −3 ⎞ +9
Ex: ⎝⎜ 7 ⎠⎟ = 49 (elevamos o numerador -3 e o denominador Conjunto dos múltiplos de um número natural: É obtido
7 ao expoente 2, lembrando que número negativo elevado a multiplicando-se esse número pela sucessão dos números naturais:
expoente par dá resultado positivo) Extrair a raiz quadrada de uma 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6,...
fração é encontrar a raiz do numerador e do denominador. Ex: Para acharmos o conjunto dos múltiplos de 7, por exemplo,
9 9 3 multiplicamos por 7 cada um dos números da sucessão dos
= =
16 16 4 naturais:

Números decimais 7x0=0


7x1=7
Os números decimais exatos e as dízimas periódicas também 7 x 2 = 14
pertencem ao conjunto Q. 7 x 3 = 21
7 x 4 = 28
Adição e subtração com decimais: Na adição ou subtração 7 x 5 = 35
com decimais devemos escrever as parcela colocando vírgula
embaixo de vírgula, e resolver a operação. O conjunto formado pelos resultados encontrados forma o
Ex: 4,879 + 13,14 → Parcelas 13, 140 → Acrescentamos o conjunto dos múltiplos de 7: M(7) = {0, 7, 14, 21, 28,...}.
zero para completar casas decimais.+4,879 + 18,019 → Soma
total. Observações:

Multiplicação e divisão com decimais: Na multiplicação - Todo número natural é múltiplo de si mesmo.
de números decimais, multiplicamos os números sem considerar - Todo número natural é múltiplo de 1.
a vírgula e colocamos a vírgula no resultado contando as casas - Todo número natural, diferente de zero, tem infinitos
decimais dos dois fatores: múltiplos.
Ex: 2,35 x 4,3 = 10,105 (no resultado temos 3 casas decimais - O zero é múltiplo de qualquer número natural.
pois são 2 casas no fator 2,35 e uma casa no fator 4,3). - Os múltiplos do número 2 são chamados de números pares,
Na divisão igualamos as casas decimais, cortamos as vírgulas e a fórmula geral desses números é 2 k (k ∈ N). Os demais são
e resolvemos a divisão. chamados de números ímpares, e a fórmula geral desses números
Ex: 1,4: 0,05 é 2 k + 1 (k ∈ N).
Igualamos as casas decimais: 1,40: 0,05
Cortamos as vírgulas 140: 5 Critérios de divisibilidade: São regras práticas que nos
Resolvemos a divisão 140:5 = 28 possibilitam dizer se um número é ou não divisível por outro, sem
Potenciação e radiciação com decimais: Para elevar um efetuarmos a divisão.
número decimal a um expoente dado, procedemos como a potência Divisibilidade por 2: Um número é divisível por 2 quando
com número inteiro, respeitando a regra de sinais da multiplicação. termina em 0, 2, 4, 6 ou 8, ou seja, quando ele é par.
Lembrar que potenciação é uma multiplicação de fatores iguais.
3
Ex: (3,2) = (3,2). (3,2). (3,2) = 32,768 Exemplos:

Para calcular a raiz quadrada de um número decimal podemos a) 9656 é divisível por 2, pois termina em 6.
transformá-lo em uma fração e depois calcular. b) 4321 não é divisível por 2, pois termina em 1.
16
4 Divisibilidade por 3: Um número é divisível por 3 quando a
Ex: 0,16 = 100 = = 0,4
10 soma dos valores absolutos de seus algarismos é divisível por 3.

Didatismo e Conhecimento 10
MATEMÁTICA
Exemplos: Divisibilidade por 9: Um número é divisível por 9 quando
a soma dos valores absolutos de seus algarismos formam um
a) 65385 é divisível por 3, pois 6 + 5 + 3 + 8 + 5 = 27, e 27 é número divisível por 9.
divisível por 3.
b) 15443 não é divisível por 3, pois 1+ 5 + 4 + 4 + 3 = 17, e Exemplos:
17 não é divisível por 3. a) 6253461 é divisível por 9, pois 6 + 2 + 5 + 3 + 4 + 6 + 1 =
27 é divisível por 9.
b) 325103 não é divisível por 9, pois 3 + 2 + 5 + 1 + 0 + 3 =
Divisibilidade por 4: Um número é divisível por 4 quando
14 não é divisível por 9.
seus dois algarismos são 00 ou formam um número divisível por 4.
Divisibilidade por 10: Um número é divisível por 10 quando
Exemplos: termina em zero.

a) 536400 é divisível por 4, pois termina em 00. Exemplos:


b) 653524 é divisível por 4, pois termina em 24, e 24 é a) 563040 é divisível por 10, pois termina em zero.
divisível por 4. b) 246321 não é divisível por 10, pois não termina em zero.
c) 76315 não é divisível por 4, pois termina em 15, e 15 não
é divisível por 4. Divisibilidade por 11: Um número é divisível por 11 quando
a diferença entre a soma dos algarismos de posição ímpar e a soma
Divisibilidade por 5: Um número é divisível por 5 quando dos algarismos de posição par resulta em um número divisível por
termina em 0 ou 5. 11.

Exemplos:
Exemplos: a) 1º 3º 5º  Algarismos de posição ímpar.(Soma dos
algarismos de posição impar: 4 + 8 + 3 = 15.)
a) 35040 é divisível por 5, pois termina em 0. 4 3 8 1 3
b) 7235 é divisível por 5, pois termina em 5. 2º 4º  Algarismos de posição par.(Soma dos algarismos
c) 6324 não é divisível por 5, pois termina em 4. de posição par:3 + 1 = 4)

Divisibilidade por 6: Um número é divisível por 6 quando é 15 – 4 = 11  diferença divisível por 11. Logo 43813 é
divisível por 2 e por 3. divisível por 11.

Exemplos: b) 1º 3º 5º 7º  (Soma dos algarismos de posição


ímpar:8 + 4 + 5 + 2 = 19)
a) 430254 é divisível por 6, pois é divisível por 2 e por 3 (4 + 8 3 4 1 5 7 2 1
2º 4º 6º 8º  (Soma dos algarismos de posição
3 + 0 + 2 + 5 + 4 = 18).
par:3 + 1 + 7 + 1 = 12)
b) 80530 não é divisível por 6, pois não é divisível por 3 (8 +
0 + 5 + 3 + 0 = 16). 19 – 12 = 7  diferença que não é divisível por 11. Logo
c) 531561 não é divisível por 6, pois não é divisível por 2. 83415721 não é divisível por 11.

Divisibilidade por 7: Um número é divisível por 7 quando a Divisibilidade por 12: Um número é divisível por 12 quando
diferença entre o dobro do último algarismo e o número formado é divisível por 3 e por 4.
pelos demais algarismos resulta um número divisível por 7
Exemplos:
Exemplo: 41909 é divisível por 7 conforme podemos confe- a) 78324 é divisível por 12, pois é divisível por 3 ( 7 + 8 + 3 +
rir: 9+9=18 4190-18=4172 2+2=4 417-4=413 3+3=6 41-6=35 que 2 + 4 = 24) e por 4 (termina em 24).
dividido por 7 é igual a 5. b) 652011 não é divisível por 12, pois não é divisível por 4
(termina em 11).
c) 863104 não é divisível por 12, pois não é divisível por 3 ( 8
Divisibilidade por 8: Um número é divisível por 8 quando
+ 6 + 3 +1 + 0 + 4 = 22).
seus três últimos algarismos forem 000 ou formarem um número
divisível por 8. Divisibilidade por 15: Um número é divisível por 15 quando
Exemplos: é divisível por 3 e por 5.

a) 57000 é divisível por 8, pois seus três últimos algarismos Exemplos:


são 000. a) 650430 é divisível por 15, pois é divisível por 3 ( 6 + 5 + 0
b) 67024 é divisível por 8, pois seus três últimos algarismos + 4 + 3 + 0 =18) e por 5 (termina em 0).
formam o número 24, que é divisível por 8. b) 723042 não é divisível por 15, pois não é divisível por 5
c) 34125 não é divisível por 8, pois seus três últimos algarismos (termina em 2).
formam o número 125, que não é divisível por 8. c) 673225 não é divisível por 15, pois não é divisível por 3 ( 6
+ 7 + 3 + 2 + 2 + 5 = 25).

Didatismo e Conhecimento 11
MATEMÁTICA
Exercícios 5) Resposta “Divisíveis: b, c, d”.
Solução:
1. Escreva os elementos dos conjuntos dos múltiplos de 5 a) 23418: Termina em 18, e 18 não é divisível por 4.
menores que 30. b) 65000: Termina em 00, e logo, é divisível por 4.
c) 38036: Termina em 36, portanto é divisível por 4.
2. Escreva os elementos dos conjuntos dos múltiplos de 8 d) 24004: Termina em 4, e assim é divisível por 4.
compreendidos entre 30 e 50. e) 58617: Termina em 17, e 17 não é divisível por 4.

3. Qual é o menor número que devemos somar a 36 para obter 6) Resposta “14”.
um múltiplo de 7? Solução:
7 x 2 = 14.
4. Como são chamados os múltiplos de 2?
7) Resposta “72”.
5. Verifique se os números abaixo são divisíveis por 4. Solução: Sabemos que um automóvel tem 4 rodas. Então, o
a) 23418 número que contarmos deve ser múltiplo de 4. Logo, 42 não pode
b) 65000 ser o resultado, pois ele não é múltiplo de 4. Já o 72 pode ser.
c) 38036
d) 24004 8) Resposta “0, 9, 18, 27, 36”.
e) 58617 Solução:
9x0=0
6. Escreva os elementos dos conjuntos dos múltiplos de 7 9x1=9
maiores que 10 e menores que 20. 9 x 2 = 18
9 x 3 = 27
7. Alguns automóveis estão estacionados na rua. Se você
9 x 4 = 36
contar as rodas dos automóveis, o resultado pode ser 42? Pode
ser 72? Por quê?
9) Resposta “0, 24, 48, 72, 96”.
Solução: Nesse caso todos são os divisores comuns de 8 e 12.
8. Escreva os 5 primeiro múltiplos de 9.
10) Solução:
9. Escreva as 5 primeiros múltiplos comuns de 8 e de 12.
a) Sim, pois 24 termina em 4, que é um número par
b) Sim, pois se dividirmos 52 por 4, dará um número inteiro.
10. Responda sim ou não:
a) 24 é múltiplo de 2?      c) Não, pois se dividirmos 50 por 8, não dará um número
b) 52 é múltiplo de 4?      inteiro.
c) 50 é múltiplo de 8?      d) Sim, pois se dividirmos 1995 por 133, dará um número
d) 1995 é múltiplo de 133? inteiro.

Respostas
LINGUAGEM ALGÉBRICA;
1) Resposta “0, 5, 10, 15, 20, 25”.
CÁLCULO ALGÉBRICO;
Solução:
5x0=0
5x1=5
5 x 2 = 10 Expressões Algébricas são aquelas que contêm números e
5 x 3 = 15 letras.
5 x 4 = 20 Ex: 2ax²+bx
5 x 5 = 25
Variáveis são as letras das expressões algébricas que repre-
2) Resposta “32, 40, 48”. sentam um número real e que de princípio não  possuem um valor
Solução: definido.
8 x 4 = 32 Valor numérico de uma expressão algébrica é o número que
8 x 5 = 40 obtemos substituindo as variáveis por números e efetuamos suas
8 x 6 = 48 operações.

3) Resposta “6”. Ex: Sendo x =1 e y = 2, calcule o valor numérico (VN) da


Solução: 36 + 6 = 42. Pois, o número 42 é divisível por 7. expressão:
x² + y » 1² + 2 =3 Portando o valor numérico da expressão
4) Resposta “Pares”. é 3.
Os Múltiplos de 2 são chamados de pares: 2 k (k ∈ N)

Didatismo e Conhecimento 12
MATEMÁTICA
Monômio: os números e letras estão ligados apenas por pro- Adição e subtração de monômios
dutos.
Ex : 4x Só podemos efetuar a adição e subtração de monômios entre
termos semelhantes. E quando os termos envolvidos na operação
Polinômio: é a soma ou subtração de monômios.   de adição ou subtração não forem semelhantes, deixamos apenas
Ex: 4x+2y a operação indicada.
Veja:
Termos semelhantes: são aqueles que possuem partes literais Dado os termos 5xy2, 20xy2, como os dois termos são
iguais ( variáveis ) semelhantes eu posso efetuar a adição e a subtração deles.
Ex: 2 x³ y² z e 3 x³ y² z » são termos semelhantes pois pos- 5xy2 + 20xy2 devemos somar apenas os coeficientes e
suem a mesma parte literal. conservar a parte literal.
25 xy2
Adição e Subtração de expressões algébricas 5xy2 - 20xy2 devemos subtrair apenas os coeficientes e
Para determinarmos a soma ou subtração de expressões algé- conservar a parte literal.
bricas, basta somar ou subtrair os termos semelhantes. - 15 xy2
Assim: 2 x³ y² z + 3x³ y² z = 5x³ y² z ou 2 x³ y² z - 3x³ y² z
= -x³ y² z Veja alguns exemplos:
- x2 - 2x2 + x2 como os coeficientes são frações devemos tirar
Convém lembrar dos jogos de sinais. o mmc de 62 e 9. 2
3x - 4 x + 18 x2
Na expressão ( x³ + 2 y² + 1 ) – ( y ² - 2 ) = x³ +2 y² + 1 – y²
            18
+ 2 = x³ + y² +3
17x2
Multiplicação e Divisão de expressões algébricas 18
Na multiplicação e divisão de expressões algébricas, devemos
- 4x2 + 12y3 – 7y3 – 5x2 devemos primeiro unir os termos
usar a propriedade distributiva.
semelhantes. 12y3 – 7y3 + 4x2 – 5x2 agora efetuamos a soma e a
Exemplos:
subtração.
1) a ( x+y ) = ax + ay
-5y3 – x2 como os dois termos restantes não são semelhantes,
2) (a+b)(x+y) = ax + ay + bx + by
devemos deixar apenas indicado à operação dos monômios.
3) x ( x ² + y ) = x³ + xy
Reduza os termos semelhantes na expressão 4x2 – 5x -3x +
Para multiplicarmos potências de mesma base, conservamos a 2x2. Depois calcule o seu valor numérico da expressão. 4x2 – 5x
base e somamos os expoentes. - 3x + 2x2 reduzindo os termos semelhantes. 4x2 + 2x2 – 5x - 3x
Na divisão de potências devemos conservar a base e subtrair 6x2 - 8x os termos estão reduzidos, agora vamos achar o valor
os expoentes numérico dessa expressão.
Exemplos: Para calcularmos o valor numérico de uma expressão devemos
1) 4x² : 2 x = 2 x ter o valor de sua incógnita, que no caso do exercício é a letra x.
2) ( 6 x³ - 8 x ) : 2 x = 3 x² - 4 Vamos supor que x = - 2, então substituindo no lugar do x o
3) (x4 - 5x3 + 9x2 - 7x+2) :(x2 - 2x + 1) = x2 - 3x +2 -2 termos:
Resolução: 6x2 - 8x
6 . (-2)2 – 8 . (-2) =
6 . 4 + 16 =
x4 - 5x3 + 9x2 - 7x+2 x2 - 2x + 1
24 + 16
-x4 + 2x3 - x2 x2 - 3x + 2 40
-3x3 + 8x2 -7x
3x3 - 6x2 -3x Multiplicação de monômios
2x2 - 4x + 2
-2x2 + 4x - 2 Para multiplicarmos monômios não é necessário que eles sejam
0 semelhantes, basta multiplicarmos coeficiente com coeficiente e
parte literal com parte literal. Sendo que quando multiplicamos
Para iniciarmos as operações devemos saber o que são termos as partes literais devemos usar a propriedade da potência que diz:
semelhantes. am . an = am + n (bases iguais na multiplicação repetimos a base e
Dizemos que um termo é semelhante do outro quando suas somamos os expoentes).
partes literais são idênticas.
(3a2b) . (- 5ab3) na multiplicação dos dois monômios, devemos
Veja:  multiplicar os coeficientes 3 . (-5) e na parte literal multiplicamos
5x2 e 42x são dois termos, as suas partes literais são x2 e x, as as que têm mesma base para que possamos usar a propriedade am
letras são iguais, mas o expoente não, então esses termos não são . an = am + n.
semelhantes. 
7ab2 e 20ab2 são dois termos, suas partes literais são ab2 e ab2, 3 . ( - 5) . a2 . a . b . b3
observamos que elas são idênticas, então podemos dizer que são -15 a2 +1 b1 + 3
semelhantes. -15 a3b4

Didatismo e Conhecimento 13
MATEMÁTICA
Divisão de monômios Multiplicamos o coeficiente de a pelo seu expoente e dividi-
mos o resultado pela ordem do termo. O resultado será o coeficien-
Para dividirmos os monômios não é necessário que eles sejam te do próximo termo. Assim por exemplo, para obter o coeficiente
semelhantes, basta dividirmos coeficiente com coeficiente e parte do terceiro termo do item (d) acima teríamos:
literal com parte literal. Sendo que quando dividirmos as partes 5.4 = 20; agora dividimos 20 pela ordem do termo anterior (2
literais devemos usar a propriedade da potência que diz: am : an por se tratar do segundo termo) 20:2 = 10 que é o coeficiente do
= am - n (bases iguais na divisão repetimos a base e diminuímos os terceiro termo procurado.
expoentes), sendo que a ≠ 0. Observe que os expoentes da variável a decrescem de n até 0
e os expoentes de b crescem de 0 até n. Assim o terceiro termo é
(-20x2y3) : (- 4xy3) na divisão dos dois monômios, devemos 10 a3b2 (observe que o expoente de a decresceu de 4 para 3 e o de
dividir os coeficientes -20 e - 4 e na parte literal dividirmos as que b cresceu  de 1 para 2).
têm mesma base para que possamos usar a propriedade am : an = Usando a regra prática acima, o desenvolvimento do binômio
am – n. de Newton (a + b)7 será:
(a + b)7 = a7 + 7 a6b + 21 a5b2 + 35 a4b3 + 35 a3b4 + 21 a2b5 +
7 ab + b7
6
-20 : (– 4) . x2 : x . y3 : y3
5 x2 – 1 y3 – 3
Como obtivemos, por exemplo, o coeficiente do 6º termo (21
5x1y0
a2b5) ?
5x Pela regra: coeficiente do termo anterior = 35. Multiplicamos
35 pelo expoente de a que é igual a 3 e dividimos o resultado pela
Potenciação de monômios ordem do termo que é 5.
Então, 35 . 3 = 105 e dividindo por 5 (ordem do termo ante-
Na potenciação de monômios devemos novamente utilizar rior) vem 105:5 = 21, que é o coeficiente do sexto termo, conforme
uma propriedade da potenciação: se vê acima.

(I) (a . b)m = am . bm Observações:


(II) (am)n = am . n 1) o desenvolvimento do binômio (a + b)n é um polinômio.
Veja alguns exemplos: 2) o desenvolvimento de (a + b)n possui n + 1 termos .
(-5x2b6)2 aplicando a propriedade 3) os coeficientes dos termos equidistantes dos extremos , no
desenvolvimento De (a + b)n são iguais .
(I). (-5)2 . (x2)2 . (b6)2 aplicando a propriedade 4) a soma dos coeficientes de (a + b)n é igual a 2n .
(II) 25 . x4 . b12 25x4b12
Fórmula do termo geral de um Binômio de Newton
Binômio
Um termo genérico Tp+1 do desenvolvimento de (a+b)n , sendo
Denomina-se Binômio de Newton , a todo binômio da forma p um número natural, é dado por
(a + b)n , sendo n um número natural .
⎛ n⎞
T p+1 = ⎜ ⎟ .a n− p .b p
Exemplo:  ⎝ p⎠
B = (3x - 2y)4 ( onde a = 3x, b = -2y e n = 4 [grau do binô-
mio] ).
onde
Exemplos de desenvolvimento de binômios de Newton :
⎛ n⎞ n!
⎜⎝ p ⎟⎠ = Cn. p = p!(n − p)!
a) (a + b)2 = a2 + 2ab + b2
b) (a + b)3 = a3 + 3 a2b + 3ab2 + b3
c) (a + b)4 = a4 + 4 a3b + 6 a2b2 + 4ab3 + b4 é denominado Número Binomial e Cn.p é o número de combi-
d) (a + b)5 = a5 + 5 a4b + 10 a3b2 + 10 a2b3 + 5ab4 + b5 nações simples de n elementos, agrupados p a p, ou seja, o número
de combinações simples de n elementos de taxa p.
Nota: Este número é também conhecido como Número Combina-
tório.
Não é necessário memorizar as fórmulas acima, já que elas
possuem uma lei de formação bem definida, senão vejamos: Exercícios
Vamos tomar, por exemplo, o item (d) acima:
Observe que o expoente do primeiro e últimos termos são 1. Determine o 7º termo do binômio (2x + 1)9, desenvolvido
iguais ao expoente do binômio, ou seja, igual a 5. segundo as potências decrescentes de x.
A partir do segundo termo, os coeficientes podem ser obtidos
a partir da seguinte regra prática de fácil memorização: 2. Qual o termo médio do desenvolvimento de (2x + 3y)8?

Didatismo e Conhecimento 14
MATEMÁTICA
3. Desenvolvendo o binômio (2x - 3y)3n, obtemos um polinô- 3) Resposta “5”.
mio de 16 termos. Qual o valor de n? Solução: Ora, se o desenvolvimento do binômio possui 16 ter-
mos, então o expoente do binômio é igual a 15.
4. Determine o termo independente de x no desenvolvimento Logo,
de (x + 1/x )6. 3n = 15 de onde se conclui que n = 5.
5. Calcule: (3x²+2x-1) + (-2x²+4x+2). 4) Resposta “20”.
Solução: Sabemos que o termo independente de x é aquele
6. Efetue e simplifique o seguinte calculo algébrico: (2x+3).
que não depende de x, ou seja, aquele que não possui x.
(4x+1).
Temos no problema dado:
7. Efetue e simplifique os seguintes cálculos algébricos:
a) (x - y).(x² - xy + y²) a=x
b) (3x - y).(3x + y).(2x - y) 1
b=
x
8. Dada a expressão algébrica bc – b2, determine o seu valor
numérico quando b = 2,2 e c = 1,8. n = 6.

9. Calcule o valor numérico da expressão 2x3 – 10y, quando Pela fórmula do termo geral, podemos escrever:
x = -3 e y = -4.
Tp+1 = C6,p . x6-p . ( 1 )p = C6,p . x6-p . x-p = C6,p . x6-2p.
10. Um caderno curta y reais. Gláucia comprou 4 cadernos, x
Cristina comprou 6 cadernos, e Karina comprou 3. Qual é o monô- Ora, para que o termo seja independente de x, o expoente des-
mio que expressa a quantia que as três gastaram juntas? ta variável deve ser zero, pois x0 = 1.
Logo, fazendo 6 - 2p = 0, obtemos p = 3. Substituindo então p
Respostas por 6, teremos o termo procurado. Temos então:
T3+1 = T4 = C6,3 . x0 = C6,3 = 6! = 6.5.4.3! =20
1) Resposta “672x3”. [(6-3)!.3!] 3!.2.1
Solução: Primeiro temos que aplicar a fórmula do termo geral
Logo, o termo independente de x é o T4 (quarto termo) que é
de (a + b)n, onde:
a = 2x igual a 20.
b=1
n=9 5) Solução:
Como queremos o sétimo termo, fazemos p = 6 na fórmula do (3x²+2x-1) + (-2x²+4x+2)
termo geral e efetuamos os cálculos indicados. 3x² + 2x – 1 – 2x² + 4x + 2 =
Temos então: x² + 6x + 1
T6+1 = T7 = C9,6 . (2x)9-6 × (1)6 = 9! ×(2x)3×1=
[(9-6)! x6!] 6) Solução:
9.8.7.6!
×8x³=672x³ (2x+3).(4x+1)
3.2.1.6!
8x² + 2x + 12x + 3 =
Portanto o sétimo termo procurado é 672x3. 8x² + 14x + 3
2) Resposta “90720x4y4”. 7) a - Solução:
Solução: Temos: (x - y).(x² - xy + y²)
a = 2x x³ - x²y + xy² - x²y + xy² - y³ =
b = 3y
x³ - 2x²y + 2xy² - y³ =
n=8
Sabemos que o desenvolvimento do binômio terá 9 termos,
porque n = 8. Ora sendo T1 T2 T3 T4 T5 T6 T7 T8 T9 os termos do b - Solução:
desenvolvimento do binômio, o termo do meio (termo médio) será (3x - y).(3x + y).(2x - y)
o T5 (quinto termo). (3x - y).(6x² - 3xy + 2xy - y²) =
(3x - y).(6x² - xy - y²) =
Logo, o nosso problema resume-se ao cálculo do T5. Para 18x³ - 3x²y - 3xy² - 6x²y + xy² + y³ =
isto, basta fazer p = 4 na fórmula do termo geral e efetuar os cálcu- 18x³ - 9x²y - 2xy² + y³
los decorrentes. Teremos:
8) Resposta “-0,88”.
T4+1 = T5 = C8,4 . (2x)8-4 . (3y)4 = 8! . (2x)4 . (3y)4 = Solução:
[(8-4)! .4!] bc – b2 =
8.7.6.5.4! . 16x4 . 81y4
2,2 . 1,8 – 2,22 = (Substituímos as letras pelos valores passa-
(4!.4.3.2.1
dos no enunciado)
Fazendo as contas vem:  3,96 – 4,84 =
-0,88.
T5 = 70.16.81.x4 . y4 = 90720x4y4 , que é o termo médio pro-
Portanto, o valor procurado é 0,88.
curado.

Didatismo e Conhecimento 15
MATEMÁTICA
9) Resposta “-14”. Exemplo 2
Solução: 2 1
2x3 – 10y = Resolução da equação 1 – 3x + =x+ , efetuando a
5
mesma operação nos dois lados da igualdade. 2
2.(-3)² - 10.(-4) = (Substituímos as letras pelos valores do
enunciado da questão)
2.(27) – 10.(-4) = Procedimento e justificativa: Multiplicamos os dois lados
da equação por mmc (2;5) = 10. Dessa forma, são eliminados
(-54) – (-40) = os denominadores. Fazemos as simplificações e os cálculos
-54 + 40 = -14. necessários e isolamos x, sempre efetuando a mesma operação nos
Portanto -14 é o valor procurado na questão. dois lados da igualdade. No registro, as operações feitas nos dois
lados da igualdade são indicadas com as setas curvas verticais.
10) Resposta “13y reais”.
Solução: Como Gláucia gastou 4y reais, Cristina 6y reais e Registro
Karina 3y reais, podemos expressar essas quantias juntas por: 1 – 3x + 2/5 = x + 1 /2
10 – 30x + 4 = 10x + 5
4y + 6y + 3y = -30x - 10x = 5 - 10 - 4
(4 + 6 + 3)y = -40x = +9(-1)
13y 40x = 9
x = 9/40
x = 0,225
Importante: Numa expressão algébrica, se todos os monômios
ou termos são semelhantes, podemos tornar mais simples a expres- Há também um processo prático, bastante usado, que se baseia
são somando algebricamente os coeficientes numéricos e manten- nessas ideias e na percepção de um padrão visual.
do a parte literal. - Se a + b = c, conclui-se que a = c + b.

Na primeira igualdade, a parcela b aparece somando no lado


esquerdo; na segunda, a parcela b aparece subtraindo no lado
EQUAÇÕES E INEQUAÇÕES; direito da igualdade.
- Se a . b = c, conclui-se que a = c + b, desde que b ≠ 0.
Na primeira igualdade, o número b aparece multiplicando no
lado esquerdo; na segunda, ele aparece dividindo no lado direito
da igualdade.
Equação do 1º Grau O processo prático pode ser formulado assim:
- Para isolar a incógnita, coloque todos os termos com
Veja estas equações, nas quais há apenas uma incógnita: incógnita de um lado da igualdade e os demais termos do outro
3x – 2 = 16 (equação de 1º grau) lado.
- Sempre que mudar um termo de lado, inverta a operação.
2y3 – 5y = 11 (equação de 3º grau)
Exemplo
2
1 – 3x + =x+ 1 (equação de 1º grau) 5(x+2) (x+2) . (x-3) x2
5 2 Resolução da equação = - , usando o
processo prático. 2 3 3
O método que usamos para resolver a equação de 1º grau é
isolando a incógnita, isto é, deixar a incógnita sozinha em um dos
Procedimento e justificativa: Iniciamos da forma habitual,
lados da igualdade. Para conseguir isso, há dois recursos: multiplicando os dois lados pelo mmc (2;3) = 6. A seguir, passamos
- inverter operações; a efetuar os cálculos indicados. Neste ponto, passamos a usar o
- efetuar a mesma operação nos dois lados da igualdade. processo prático, colocando termos com a incógnita à esquerda e
números à direita, invertendo operações.
Exemplo 1
Resolução da equação 3x – 2 = 16, invertendo operações. Registro
5(x+2) (x+2) . (x-3) x2
Procedimento e justificativa: Se 3x – 2 dá 16, conclui-se que - =
2 3 3
3x dá 16 + 2, isto é, 18 (invertemos a subtração). Se 3x é igual a 18, (x+2) . (x-3)
5(x+2) = 6. x
2
é claro que x é igual a 18 : 3, ou seja, 6 (invertemos a multiplicação 6. - 6.
2 3 3
por 3).
15(x + 2) – 2(x + 2)(x – 3) = – 2x2
15x + 30 – 2(x2 – 3x + 2x – 6) = – 2x2
Registro 15x + 30 – 2(x2 – x – 6) = – 2x2
15x + 30 – 2x2 + 2x + 12 = – 2x2
3x – 2 = 16 17x – 2x2 + 42 = – 2x2
3x = 16 + 2 17x – 2x2 + 2x2 = – 42
3x = 18 17x =42– 42
18 x=-
x= 17
x = 63

Didatismo e Conhecimento 16
MATEMÁTICA
Note que, de início, essa última equação aparentava ser de
x2
2º grau por causa do termo - no seu lado direito. Entretanto, 2) Resposta “ ”
3 que foi reduzida a uma equação
depois das simplificações, vimos
de 1º grau (17x = – 42). Solução:

Exercícios
x-1 x+3 x-4
1. Resolva a seguinte equação: - = 2x -
2 4 3

2. Resolva:

3. Calcule:
a) -3x – 5 = 25
3) Solução:
b) 2x - 1 = 3
2 a) -3x – 5 = 25
c) 3x + 24 = -5x -3x = 25 + 5
(-1) -3x = 30
4. Existem três números inteiros consecutivos com soma igual 3x = -30
a 393. Que números são esses? - 30
x= = -10
3
5. Determine um número real “a” para que as expressões (3a
+ 6)/ 8 e (2a + 10)/6 sejam iguais. 1 =3
b) 2x -
2
6. Determine o valor da incógnita x: 2(2x) - 1 = 6
a) 2x – 8 = 10 2
b) 3 – 7.(1-2x) = 5 – (x+9)
4x – 1 = 6
7. Verifique se três é raiz de 5x – 3 = 2x + 6. 4x = 6 + 1
4x = 7
8. Verifique se -2 é raiz de x² – 3x = x – 6.
7
x=
9. Quando o número x na equação ( k – 3 ).x + ( 2k – 5 ).4 + 4
4k = 0 vale 3, qual será o valor de K?
c) 3x + 24 = -5x
10. Resolva as equações a seguir: 3x + 5x = -24
a)18x - 43 = 65
8x = -24
b) 23x - 16 = 14 - 17x
c) 10y - 5 (1 + y) = 3 (2y - 2) - 20 - 24
x= = -3
8

Respostas 4) Resposta “130; 131 e 132”.


Solução:
-31 x + (x + 1) + (x + 2) = 393
1) Resposta “ x = ”
17
3x + 3 = 393
Solução: 3x = 390
x+3 x-4 x = 130
x-1
- = 2x - Então, os números procurados são: 130, 131 e 132.
2 4 3

6(x - 1) - 3(x + 3) = 24x - 4(x - 4) 5) Resposta “22”.


12 Solução:
(3a + 6) / 8 = (2a + 10) / 6
6x – 6 – 3x – 9 = 24x – 4x + 16
6 (3a + 6) = 8 (2a + 10)
6x – 3x – 24x + 4x = 16 + 9 + 6
10 x – 27x = 31 18a + 36 = 16a + 80
(-1) - 17x = 31 2a =  44
x = -31 a = 44/2 = 22
17

Didatismo e Conhecimento 17
MATEMÁTICA
6) Solução: Exemplos
a) 2x – 8 = 10 5x2 – 8x + 3 = 0 é uma equação completa (a = 5, b = – 8, c = 3).
2x = 10 + 8 y2 + 12y + 20 = 0 é uma equação completa (a = 1, b = 12, c
2x = 18 = 20).
x = 9  →  V = {9} - Quando b = 0 ou c = 0 ou b = c = 0, a equação do 2º grau se
b) 3 – 7.(1-2x) = 5 – (x+9)
diz incompleta.
3 –7 + 14x = 5 – x – 9
14x + x = 5 – 9 – 3 + 7
15x= 0 Exemplos
x = 0  →  V= {0} x2 – 81 = 0 é uma equação incompleta (a = 1, b = 0 e c = – 81).
10t2 +2t = 0 é uma equação incompleta (a = 10, b = 2 e c = 0).
7) Resposta “Verdadeira”. 5y2 = 0 é uma equação incompleta (a = 5, b = 0 e c = 0).
Solução:
5x – 3 = 2x + 6 Todas essas equações estão escritas na forma ax2 + bx + c
5.3 – 3 = 2.3 + 6 = 0, que é denominada forma normal ou forma reduzida de uma
15 – 3 = 6 + 6 equação do 2º grau com uma incógnita.
12 = 12 → verdadeira Há, porém, algumas equações do 2º grau que não estão escritas
Então 3 é raiz de 5x – 3 = 2x + 6
na forma ax2 + bx + c = 0; por meio de transformações convenientes,
8) Resposta “Errada”. em que aplicamos o princípio aditivo e o multiplicativo, podemos
Solução: reduzi-las a essa forma.
x2 – 3x = x – 6
(-2)2 – 3. (-2) = - 2 - 6 Exemplo: Pelo princípio aditivo.
4+6=-2–6
10 = -8 2x2 – 7x + 4 = 1 – x2
Então, -2 não é raiz de x2 – 3x = x – 6 2x2 – 7x + 4 – 1 + x2 = 0
29 2x2 + x2 – 7x + 4 – 1 = 0
9) Resposta “ k = ” 3x2 – 7x + 3 = 0
Solução: 15
(k – 3).3 + (2k – 5).4 + 4k = 0
3k – 9 + 8k – 20 + 4k = 0 Exemplo: Pelo princípio multiplicativo.
3k + 8k + 4k = 9 + 20 2 1 x
15k = 29 - =
x 2 x-4
k = 29 4.(x - 4) - x(x - 4) 2x2
15 =
2x(x - 4) 2x(x - 4)
10) Resposta
a) 18x = 65 + 43 4(x – 4) – x(x – 4) = 2x2
18x = 108 4x – 16 – x2 + 4x = 2x2
x = 108/18 – x2 + 8x – 16 = 2x2
x = 6
– x2 – 2x2 + 8x – 16 = 0
b) 23x = 14 - 17x + 16 – 3x2 + 8x – 16 = 0
23x + 17x = 30
40x = 30 Resolução das equações incompletas do 2º grau com uma
x = 30/40 = ¾ incógnita.
- A equação é da forma ax2 + bx = 0.
c) 10y - 5 - 5y = 6y - 6 -20 x2 + 9 = 0 ⇒ colocamos x em evidência
5y - 6y = -26 + 5 x . (x – 9) = 0
-y = -21 x=0 ou x–9=0
y = 21 x=9
Logo, S = {0, 9} e os números 0 e 9 são as raízes da equação.
Equação do 2º Grau

Denomina-se equação do 2º grau na incógnita x toda equação - A equação é da forma ax2 + c = 0.


da forma ax2 + bx + c = 0, em que a, b, c são números reais e a ≠ 0.
Nas equações de 2º grau com uma incógnita, os números reais x2 – 16 = 0 ⇒ Fatoramos o primeiro membro, que é uma
expressos por a, b, c são chamados coeficientes da equação: diferença de dois quadrados.
- a é sempre o coeficiente do termo em x2. (x + 4) . (x – 4) = 0
- b é sempre o coeficiente do termo em x. x+4=0 x–4=0
- c é sempre o coeficiente ou termo independente. x=–4 x=4
Equação completa e incompleta: Logo, S = {–4, 4}.
- Quando b ≠ 0 e c ≠ 0, a equação do 2º grau se diz completa.

Didatismo e Conhecimento 18
MATEMÁTICA
Fórmula de Bhaskara Como Δ > 0, a equação tem duas raízes reais diferentes, dadas
Usando o processo de Bhaskara e partindo da equação escrita por:
na sua forma normal, foi possível chegar a uma fórmula que vai + 36
Δ -(2) - √ -2 +
-b +- √
nos permitir determinar o conjunto solução de qualquer equação x= = = -6
2.a 2.(1) 2
do 2º grau de maneira mais simples. -2 + 6 4 -2 - 6 -8
x’ = = =2 x” = = = -4
2 2 2 2
Essa fórmula é chamada fórmula resolutiva ou fórmula de
Bhaskara. Então: S = {-4, 2}.

-b +- √
Δ Exercícios
x=
2.a
1. Se x2 = – 4x, então:
Nesta fórmula, o fato de x ser ou não número real vai depender a) x = 2 ou x = 1
b) x = 3 ou x = – 1
do discriminante r; temos então, três casos a estudar.
c) x = 0 ou x = 2
d) x = 0 ou x = – 4
1º caso: Δ é um número real positivo ( Δ > 0).
e) x = 4 ou x = – 1
Neste caso, √ Δ é um número real, e existem dois valores reais
diferentes para a incógnita x, sendo costume representar esses 2. As raízes reais da equação 1,5x2 + 0,1x = 0,6 são:
valores por x’ e x”, que constituem as raízes da equação.
a) 2 e 1
-b + √
Δ -b + √Δ 5
x= - x’ =
2.a 2.a b) 3 e 2
-b - √Δ 5 3
x’’ =
2.a c) - 3 e- 2
5 5
2º caso: Δ é zero ( Δ = 0). d) - 2 e 2
5 3
Δ é igual a zero e ocorre:
Neste caso, √ e) 3 e - 2
5 3
Δ x = -b +- √
-b +- √ 0 -b
0 -b +- √
x= = = = 2a
2.a 2.a 2.a 3. As raízes da equação x3 – 2x2 – 3x = 0 são:
Observamos, então, a existência de um único valor real para a) –2, 0 e 1
a incógnita x, embora seja costume dizer que a equação tem duas b) –1, 2 e 3
raízes reais e iguais, ou seja: c) – 3, 0 e 1
d) – 1, 0 e 3
-b e) – 3, 0 e 2
x’ = x” =
2a
4. Verifique se o número 5 é raiz da equação x2 + 6x = 0.
3º caso: Δ é um número real negativo ( Δ < 0).
5. Determine o valor de m na equação x2 + (m + 1)x – 12 = 0
para que as raízes sejam simétricas.
Neste caso, √Δ não é um número real, pois não há no conjunto
dos números reais a raiz quadrada de um número negativo.
6. Determine o valor de p na equação x2 – (2p + 5)x – 1 = 0
Dizemos então, que não há valores reais para a incógnita x, ou para que as raízes sejam simétricas.
seja, a equação não tem raízes reais.
A existência ou não de raízes reais e o fato de elas serem 7. (U. Caxias do Sul-RS) Se uma das raízes da equação 2x2 –
duas ou uma única dependem, exclusivamente, do discriminante 3px + 40 = 0 é 8, então o valor de p é:
Δ= b2 – 4.a.c; daí o nome que se dá a essa expressão. a) 5
13
b)
Na equação ax2 + bx + c = 0 c) 73
- Δ = b2 – 4.a.c d) –5
- Quando Δ ≥ 0, a equação tem raízes reais. e) –7
- Quando Δ < 0, a equação não tem raízes reais.
8. O número de soluções reais da equação: -6x 2 + 4x = -4,
2 2
- Δ > 0 (duas raízes diferentes).
- Δ = 0 (uma única raiz). com x ≠ 0 e x ≠ 3 é: 2x - 3x
a) 0 2
Exemplo: Resolver a equação x2 + 2x – 8 = 0 no conjunto R. b) 1
temos: a = 1, b = 2 e c = – 8 c) -2
Δ= b2 – 4.a.c = (2)2 – 4 . (1) . (–8) = 4 + 32 = 36 > 0 d) 3
e) 4

Didatismo e Conhecimento 19
MATEMÁTICA
9. O(s) valor(es) de B na equação x2 – Bx + 4 = 0 para que o Ou x2 + 6x = 0
discriminante seja igual a 65 é(são): x (x + 6) = 0
a) 0 x=0 ou x+6=0
b) 9 x=-6
c) –9
d) –9 ou 9 5) Resposta “-1”.
e) 16 Solução:
-(m + 1) c -12
10. Um valor de b, para que a equação 2x2 + bx + 2 = 0 tenha S = -b = =-m-1 P= = = -12
a 1 a 1
duas raízes reais e iguais é:
a) 2
b) 3 -m-1=0
m = -1
c) 4
d) 5
6) Resposta “ -5/2”.
e) 6
Solução:
Respostas x2 – (2p + 5)x – 1 = 0 (-1)
-x2 +(2p + 5)x + 1 = 0
1. Resposta “D”.
Solução:
x2 = – 4x -b -(2p + 5) c 1
S= = = 2p + 5 P= = = -1
x2 + 4x = 0 a -1 a -1
x (x + 4) = 0 2p + 5 = 0
x=0 x+4=0 2p = -5
x = -4 p = - 5/2

2) Resposta “E”. 7) Resposta “C”


Solução: Solução:
1,5x2 + 0,1x = 0,6 2x2 – 3px + 40 = 0
1,5x2 + 0,1x - 0,6 = 0 (x10) 282 – 3p8 + 40 = 0
15x2 +1x - 6 = 0 2.64 – 24p + 40 = 0
Δ = b2 – 4.a.c 128 – 24p + 40 = 0
Δ = 12 – 4 . 15 . – 6 -24p = - 168 (-1)
Δ = 1 + 360 p = 168/24
Δ = 361 p=7
-1 +- √
361 -1 +- 19 18 3 -20 2 8) Resposta “C”.
x= = = = ou =-
2.15 30 30 5 30 3 Solução:
-6x2 + 4x3 x(-6x + 4x2)
3) Resposta “D”. = = -4
2x - 3x
2 x(2x - 3)
-8x + 12 = -6x + 4x2
Solução
4x2 + 2x - 12 = 0
x3 – 2x2 – 3x = 0
Δ = b2 – 4.a.c
x (x2 – 2x – 3) = 0 Δ = 22 – 4 . 4 . -12
x=0 x2 – 2x – 3 = 0 Δ = 4 + 192
Δ = b2 – 4.a.c Δ = 196
Δ = -22 – 4 . 1 . – 3 -2 +- √196
Δ = 4 + 12 -2 +- 14 12 3 -16
x= = = ou = -2
Δ = 16 2.4 8 8 2 8
-(-2) +- √16 2 +- 4 6 -2 9) Resposta “D”.
x= = = = 3 ou = -1 Solução:
2.1 2 2 2
x2 – Bx + 4 = 0
b2 – 4.a.c
4) Resposta “Não”. b2 – 4 . 1 . 4
b2 – 16 = 65
Solução: b2= 65 + 16
b = √81
-b -6 c 0
S= = = -6 P= = =0 b=9
a 1 a 1 b = -B
Raízes: {-6,0} B = ±9

Didatismo e Conhecimento 20
MATEMÁTICA
10) Resposta “C”. Mudou de sentido
Solução:  
2x2 + Bx + 2 = 0 Exemplo: Se 8 > 3, então 8 . (–2) < 3 . (–2), isto é: –16 < –6
b2 – 4.a.c  
b2 – 4 . 2 . 2 Multiplicamos os dois membros por –2
b2 - 16
b2 = 16 Uma desigualdade muda de sentido quando multiplicamos ou
b = √16 dividimos seus dois membros por um mesmo número negativo.
b=4 Resolver uma inequação é determinar o seu conjunto verdade
a partir de um conjunto universo dado.
Inequação do 1º Grau
Vejamos, através do exemplo, a resolução de inequações do 1º grau.
Inequação é toda sentença aberta expressa por uma a) x < 5, sendo U = N
desigualdade.

As inequações x + 5 > 12 e 2x – 4 ≤ x + 2 são do 1º grau, isto


é, aquelas em que a variável x aparece com expoente 1.

A expressão à esquerda do sinal de desigualdade chama-se Os números naturais que tornam a desigualdade verdadeira
primeiro membro da inequação. A expressão à direita do sinal de são: 0, 1, 2, 3 ou 4. Então V = {0, 1, 2, 3, 4}.
desigualdade chama-se segundo membro da inequação.
b) x < 5, sendo U = Z
Na inequação x + 5 > 12, por exemplo, observamos que:

A variável é x;
O primeiro membro é x + 5;
O segundo membro é 12.
Todo número inteiro menor que 5 satisfaz a desigualdade.
Na inequação 2x – 4 ≤ x + 2:
Logo, V = {..., –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4}.
A variável é x;
c) x < 5, sendo U = Q
O primeiro membro é 2x – 4;
Todo número racional menor que 5 é solução da inequação
O segundo membro é x + 2.
dada. Como não é possível representar os infinitos números
Propriedades da desigualdade racionais menores que 5 nomeando seus elementos, nós o faremos
por meio da propriedade que caracteriza seus elementos. Assim:
Propriedade Aditiva:
V = {x ∊ Q / x <5}
Mesmo sentido
Resolução prática de inequações do 1º grau:
 
Exemplo: Se 8 > 3, então 8 + 2 > 3 + 2, isto é: 10 > 5.
  A resolução de inequações do 1º grau é feita procedendo
Somamos +2 aos dois membros da desigualdade de maneira semelhante à resolução de equações, ou seja,
transformando cada inequação em outra inequação equivalente
Uma desigualdade não muda de sentido quando adicionamos mais simples, até se obter o conjunto verdade.
ou subtraímos um mesmo número aos seus dois membros.
Exemplo
Propriedade Multiplicativa: Resolver a inequação 4(x – 2) ≤ 2 (3x + 1) + 5, sendo U = Q.
4(x – 2) ≤ 2 (3x + 1) + 5
Mesmo sentido 4x – 8 ≤ 6x + 2 + 5 aplicamos a propriedade distributiva
  4x – 6x ≤ 2 + 5 + 8 aplicamos a propriedade aditiva
Exemplo: Se 8 > 3, então 8 . 2 > 3 . 2, isto é: 16 > 6. –2x ≤ 15 reduzimos os termos semelhantes
 
Multiplicamos os dois membros por 2 Multiplicando os dois membros por –1, devemos mudar o
sentido da desigualdade.
Uma desigualdade não muda de sentido quando multiplicamos
ou dividimos seus dois membros por um mesmo número positivo. 2x ≥ –15

Didatismo e Conhecimento 21
MATEMÁTICA
1
Da inequação x > , podemos dizer que todos os números
1
Dividindo os dois membros por 2, obtemos: 2x ≥ − 15 ⇒ x ≥ − 15 racionais maiores que 3formam o conjunto solução de inequação
2 2 2 3
⎧ 15 ⎫ dada, que é representada por:
Logo, V = ⎨ x ∈Q | x ≥ − ⎬ 1⎫
⎩ 2⎭ ⎧
S= ⎨ x ∈Q / x > ⎬
Vamos determinar o conjunto verdade caso tivéssemos U = Z. ⎩ 3⎭

15 ⎧ 3⎫
Sendo − = −7,5 , vamos indicá-lo na reta numerada: 2) Resposta “S = ⎨ x ∈Q / x > ⎬ ”.
2 Solução: ⎩ 2⎭
x 1 2x − 3x 10x 5 − 4.(2 + 3x)
≥ − → ≤ =
2 4 5 20 20
10x ≤ 5 – 4 .(2 – 3x)
Logo, V = {–7, –6, –5, –4, ...} ou V = {x ∊ Z| x ≥ –7}. 10x ≤ 5 – 8 + 12x
10x – 12 x ≤ -3
Exercícios -2x ≤ -3 (-1)
2x ≥ 3
1. Resolver a inequação 7x + 6 > 4x + 7, sendo U = Q. x≥ 3
2
x 1 2x − 3x 3
2. Resolver a inequação ≤ − , sendo U = Q. Todo número racional maior ou igual a faz parte do
2 4 5 conjunto solução da inequação dada, ou seja: 2
3. Verificar se os números racionais −9 e 6 fazem parte do 3⎫

conjunto solução da inequação 5x − 3 . (x + 6) > x – 14. S= ⎨ x ∈Q / x > ⎬
⎩ 2⎭
4. Resolva as seguintes inequações, em R.
a) 2x + 1 ≤ x + 6 3) Resposta “6 faz parte; -9 não faz parte”.
b) 2 - 3x ≥ x + 14 Solução:
5x − 3 . (x + 6) > x – 14
5. Calcule as seguintes inequações, em R. 5x – 3x – 18 > x – 14
a) 2(x + 3) > 3 (1 - x) 2x – x > -18 + 14
b) 3(1 - 2x) < 2(x + 1) + x - 7 x>4
c) x/3 - (x+1)/2 < (1 - x) / 4
Fazendo agora a verificação:
6. Resolva as seguintes inequações, em R. - Para o número −9, temos: x > 4 → − 9 > 4 (sentença falsa)
a) (x + 3) > (-x-1) - Para o número 6, temos: x > 4 → 6 > 4 (sentença verdadeira)
b) [1 - 2*(x-1)] < 2 Então, o número 6 faz parte do conjunto solução da inequação,
c) 6x + 3 < 3x + 18 enquanto o número −9 não faz parte desse conjunto.

7. Calcule as seguintes inequações, em R. 4) Solução:


a) 8(x + 3) > 12 (1 - x) a) 2x - x + 1 ≤ x - x + 6
b) (x + 10) > (-x +6) x+1≤6
x≤5
8. Resolva a inequação: 2 – 4x ≥ x + 17
b) 2 - 3x - x ≥ x - x + 14
9. Calcule a inequação 3(x + 4) < 4(2 –x). 2 - 4x ≥ 14
-4x ≥ 12
10. Quais os valores de x que tornam a inequação  -x≥3
-2x +4 > 0 verdadeira? x ≤ -3

Respostas 5) Solução:
1⎫ a) 2x + 6 > 3 - 3x

1) Resposta “S= ⎨ x ∈Q / x > ⎬ ”. 2x - 2x + 6 > 3 - 3x - 2x
Solução: ⎩ 3⎭ 6 - 3 > -5x
7x + 6 > 4x + 7 3 > - 5x
7x – 4x > 7 – 6 -x < 3/5
3x > 1 x > -3/5 
x> 1
3

Didatismo e Conhecimento 22
MATEMÁTICA
b) 3 - 6x < 2x + 2 + x - 7 9) Resposta “x > -7/4”.
-6x - 3x < -8 Solução:
-9x < -8 3x + 12 < 8 – 4x
9x > 8 3x – 3x + 12 < 8 – 4x – 3x
x > 8/9 12 < 8 – 7x
12 – 8 < – 7x
c) Primeiro devemos achar um mesmo denominador. 4 < – 7x
-x > 7/4
4x 6.(x + 1) 3.(1− x) x > -7/4
− <
12 12 12
10) Solução:
-2x > -4
4x − 6x − 6 3 − 3x -2x > -4 (-1)
−<
12 12 2x < 4
x< 2
-2x - 6 < 3 - 3x
O número 2 não é a solução da inequação dada, mais sim qual-
x<9
quer valor menor que 2.
Verifique a solução:
6) Solução:
a) x + 3 > -x - 1 Para x = 1
2x > -4 -2x +4 > 0
x > -4/2 -2.(1) +4 > 0
x > -2 -2 + 4 > 0
2 > 0 (verdadeiro)
b) 1 - 2x + 2 < 2 Observe, então, que o valor de x menor que 2 é a solução para
- 2x < 2 - 1 - 2 inequação.
- 2x < -1
2x > 1 Inequação do 2º Grau
x > 1/2
Chamamos inequação do 2º grau às sentenças:
c) 6x - 3x < 18 - 3
3x < 15 ax2 + bx + c > 0
x < 15/3 ax2 + bx + c ≥ 0
x<5 ax2 + bx + c < 0
ax2 + bx + c ≤ 0
7) Solução:
a) 8x + 24 > 12 - 12x Onde a, b, c, são números reais conhecidos, a ≠ 0, e x é a
20x > 12 - 24 incógnita.
20x > -12
x > -12/20 Estudo da variação de sinal da função do 2º grau:
x > -3/5
- Não é necessário que tenhamos a posição exata do vértice,
b) x + x > 6 - 10 basta que ele esteja do lado certo do eixo x;
2x > -4
- Não é preciso estabelecer o ponto de intersecção do gráfico
x > -4/2
da função com o eixo y e considerando que as imagens acima do
x > -2
eixo x são positivas e abaixo do eixo negativas, podemos dispensar
a colocação do eixo y.
8) Resposta “x ≤ -3”.
Solução:
2 – 4x – x ≥ x – x + 17 Para estabelecer a variação de sinal de uma função do 2º grau,
2 – 5x ≥ 17 basta conhecer a posição da concavidade da parábola, voltada para
-5x ≥ 17 – 2 cima ou para baixo, e a existência e quantidade de raízes que ela
-5x ≥ 15 apresenta.
5x ≤ -15
x ≤ -3 Consideremos a função f(x) = ax2 + bx + c com a ≠ 0.

Didatismo e Conhecimento 23
MATEMÁTICA
8. Resolva a inequação -x² + 4 ≥ 0.

9. Identifique os coeficientes de cada equação e diga se ela


é completa ou não:
a) x2 - 6x = 0
b) x2 - 10x + 25 = 0

10. Para que os valores de x a expressão x² – 2x é maior


que –15?

Respostas

1) Solução:

a) a = 5; b = -3; c = -2
Equação completa

b) a = 3; b = 0; c = 55
Equação incompleta
Finalmente, tomamos como solução para inequação as regiões
do eixo x que atenderem às exigências da desigualdade. 2) Solução: Sabemos que são duas as raízes, agora basta
testarmos.
Exemplo
(-2)2 – 2.(-2) - 8 = 0   (-2)2 + 4 - 8   4 + 4 - 8 = 0 (achamos
Resolver a inequação x2 – 6x + 8 ≥ 0. uma das raízes)
- Fazemos y = x2 – 6x + 8.
- Estudamos a variação de sinal da função y.
02 – 2.0 - 8 = 0  0 - 0 - 8  0
12 – 2.1 - 8 = 0  1 - 2 - 8   0
42 – 2.4 - 8 = 0  16 - 8 - 8 = 0 (achamos a outra raiz)

3) Solução:
(-3)² - 7.(-3) - 2c = 0
- Tomamos, como solução da inequação, os valores de x para
9 +21 - 2c = 0
os quais y > 0:
S = {x ∈ R| x < 2 ou x > 4} 30 = 2c
c = 15
Observação: Quando o universo para as soluções não é
fornecido, fazemos com que ele seja o conjunto R dos reais. 4) Resposta “S = {x Є R / –7/3 < x < –1}”.
Solução:
Exercícios

1. Identifique os coeficientes de cada equação e diga se ela


é completa ou não:
a) 5x2 - 3x - 2 = 0
b) 3x2  + 55 = 0

2. Dentre os números -2, 0, 1, 4, quais deles são raízes da


equação x2-2x-8= 0?

3. O número -3 é a raíz da equação x2 - 7x - 2c = 0. Nessas


condições, determine o valor do coeficiente c:

4. Resolver a inequação 3x² + 10x + 7 < 0.

5. Determine a solução da inequação –2x² – x + 1 ≤ 0.

6. Calcule a solução da inequação x² – 6x + 9 > 0.


S = {x Є R / –7/3 < x < –1} 
7. Determine a solução da inequação x² – 4x ≥ 0.

Didatismo e Conhecimento 24
MATEMÁTICA
5) Resposta “S = {x Є R / x < –1 ou x > 1/2} ”. 8) Resposta “S = {x Є R/ -2 ≤ x ≤ 2}”.
Solução: Solução:
-x² + 4 = 0.
x² – 4 = 0.
x1 = 2
x2 = -2

S = {x Є R/ -2 ≤ x ≤ 2}

9) Solução:
a) a = 1; b = -6; c = 0
Equação incompleta

b) a = 1; b = -10; c = 25
Equação completa

10) Solução:
x² – 2x > 15
S = {x Є R / x < –1 ou x > 1/2} 
x² – 2x – 15 > 0

Calculamos o Zero:
6) Resposta “S = {x Є R / x < 3 e x > 3}”.
Solução:

x² – 2x – 15 = 0
x = -3 ou x = +5

ANOTAÇÕES

S = {x Є R / x < 3 e x > 3} 


—————————————————————————
7) Resposta “S = {x Є R / x ≤ 0 ou x ≥ 4}”.
Solução: —————————————————————————
—————————————————————————
—————————————————————————
—————————————————————————
—————————————————————————
—————————————————————————
—————————————————————————
S = {x Є R / x ≤ 0 ou x ≥ 4}
—————————————————————————

Didatismo e Conhecimento 25
MATEMÁTICA
Perímetro
ESPAÇO E FORMA: DESCRIÇÃO, Entendendo o que é perímetro.
INTERPRETAÇÃO E REPRESENTAÇÃO DA Imagine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de
LOCALIZAÇÃO E MOVIMENTAÇÃO DE comprimento.
PESSOAS E OBJETOS. Quantos metros lineares serão necessários para colocar rodapé
FIGURAS GEOMÉTRICAS ESPACIAIS E nesta sala, sabendo que a porta mede 1m de largura e que nela não
PLANAS: CARACTERÍSTICAS, se coloca rodapé?
PROPRIEDADES, ELEMENTOS
CONSTITUINTES, COMPOSIÇÃO,
DECOMPOSIÇÃO, AMPLIAÇÃO, REDUÇÃO
E REPRESENTAÇÃO;

A Geometria é a parte da matemática que estuda as figuras e


suas propriedades. A geometria estuda figuras abstratas, de uma
perfeição não existente na realidade. Apesar disso, podemos ter
uma boa ideia das figuras geométricas, observando objetos reais,
como o aro da cesta de basquete que sugere uma circunferência, A conta que faríamos seria somar todos os lados da sala,
as portas e janelas que sugerem retângulos e o dado que sugere menos 1m da largura da porta, ou seja:
um cubo. P = (5 + 5 + 8 + 8) – 1
P = 26 – 1
Reta, semirreta e segmento de reta P = 25

Definições.
a) Segmentos congruentes.
Dois segmentos são congruentes se têm a mesma medida.
b) Ponto médio de um segmento.
Um ponto P é ponto médio do segmento AB se pertence ao Colocaríamos 25m de rodapé.
segmento e divide AB em dois segmentos congruentes. A soma de todos os lados da planta baixa se chama Perímetro.
c) Mediatriz de um segmento. Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma figura plana.
É a reta perpendicular ao segmento no seu ponto médio
Área
Ângulo
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua superfície
(gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos em uma
malha quadriculada, a sua área será equivalente à quantidade de
quadradinho. Se cada quadrado for uma unidade de área:

Definições.
a) Ângulo é a região plana limitada por duas semirretas de
mesma origem.
b) Ângulos congruentes: Dois ângulos são ditos congruentes
se têm a mesma medida.
c) Bissetriz de um ângulo: É a semirreta de origem no vértice
do ângulo que divide esse ângulo em dois ângulos congruentes.

Didatismo e Conhecimento 26
MATEMÁTICA
Veremos que a área do campo de futebol é 70 unidades de O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o outro,
área. só que representado de forma diferente. O cálculo da área do
A unidade de medida da área é: m² (metros quadrados), cm² retângulo pode ficar também da seguinte forma:
(centímetros quadrados), e outros. A = 6 . 4 A = 24 cm²
Se tivermos uma figura do tipo: Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é:

A=b.h

Quadrado
Sua área será um valor aproximado. Cada é uma unidade, É o quadrilátero que tem os lados congruentes e todos os
então a área aproximada dessa figura será de 4 unidades. ângulos internos a congruentes (90º).
No estudo da matemática calculamos áreas de figuras planas e
para cada figura há uma fórmula pra calcular a sua área.

Retângulo
É o quadrilátero que tem todos os ângulos internos congruentes
e iguais a 90º.

Sua área também é calculada com o produto da base pela


altura. Mas podemos resumir essa fórmula:

No cálculo da área de qualquer retângulo podemos seguir o


raciocínio:

Como todos os lados são iguais, podemos dizer que base é


igual a e a altura igual a , então, substituindo na fórmula A = b .
h, temos:
A= .
A= ²

Trapézio
É o quadrilátero que tem dois lados paralelos. A altura de um
Pegamos um retângulo e colocamos em uma malha quadriculada trapézio é a distância entre as retas suporte de suas bases.
onde cada quadrado tem dimensões de 1 cm. Se contarmos, veremos
que há 24 quadrados de 1 cm de dimensões no retângulo. Como
sabemos que a área é a medida da superfície de uma figuras podemos
dizer que 24 quadrados de 1 cm de dimensões é a área do retângulo.

Em todo trapézio, o segmento que une os pontos médios


dos dois lados não paralelos, é paralelo às bases e vale a média
aritmética dessas bases.

Didatismo e Conhecimento 27
MATEMÁTICA
Cálculo da área do ∆CFD:

A∆2 = b . h
2
Somando as duas áreas encontradas, teremos o cálculo da
área de um trapézio qualquer:

AT = A∆1 + A∆2
A área do trapézio está relacionada com a área do triângulo
que é calculada utilizando a seguinte fórmula: AT = B . h + b . h
A = b . h (b = base e h = altura). 2 2
2
Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos mais
importantes (elementos utilizados no cálculo da sua área): AT = B . h + b . h → colocar a altura (h) em evi-
2
dência, pois é um termo comum aos dois fatores.

AT = h (B + b)
2

Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer


Um trapézio é formado por uma base maior (B), por uma base utilizamos a seguinte fórmula:
menor (b) e por uma altura (h).
Para fazermos o cálculo da área do trapézio é preciso dividi-lo A = h (B + b)
em dois triângulos, veja como: 2
Primeiro: completamos as alturas no trapézio:
h = altura
B = base maior do trapézio
b = base menor do trapézio

Losango

É o quadrilátero que tem os lados congruentes.


Segundo: o dividimos em dois triângulos:

A área desse trapézio pode ser calculada somando as áreas dos


dois triângulos (∆CFD e ∆CEF). Em todo losango as diagonais são:
Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo a) perpendiculares entre si;
separadamente observamos que eles possuem bases diferentes e b) bissetrizes dos ângulos internos.
alturas iguais.
A área do losango é definida pela seguinte fórmula:
d .D Onde D é a diagonal maior e d é a menor.
Cálculo da área do ∆CEF: S=
2
A∆1 = B . h
2

Didatismo e Conhecimento 28
MATEMÁTICA
Triângulo 3) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos
externos é 360º.
Figura geométrica plana com três lados.

4) Em todo triângulo isósceles, os ângulos da base são


congruentes. Observação - A base de um triângulo isósceles é o
Ângulo externo. O ângulo externo de qualquer polígono seu lado diferente.
convexo é o ângulo formado entre um lado e o prolongamento do
outro lado.

Classificação dos triângulos.

a) quanto aos lados:


- triângulo equilátero.
- triângulo isósceles.
- triângulo escaleno.
Altura - É a distância entre o vértice e a reta suporte do lado
b) quanto aos ângulos:
oposto.
- triângulo retângulo.
- triângulo obtusângulo.
Área do triangulo
- triângulo acutângulo.

Propriedades dos triângulos


1) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos
internos é 180º.

Segmentos proporcionais

Teorema de Tales.

2) Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo é igual à Em todo feixe de retas paralelas, cortado por uma reta
soma das medidas dos 2 ângulos internos não adjacentes. transversal, a razão entre dois segmento quaisquer de uma
transversal é igual à razão entre os segmentos correspondentes da
outra transversal.

Didatismo e Conhecimento 29
MATEMÁTICA
Semelhança de triângulos 6. Num cartão retangular, cujo comprimento é igual ao dobro
de sua altura, foram feitos dois vincos AC e BF, que formam, entre
Definição. si, um ângulo reto (90°). Observe a figura:
Dois triângulos são semelhantes se têm os ângulos dois a dois
congruentes e os lados correspondentes dois a dois proporcionais.

Definição mais “popular”.


Dois triângulos são semelhantes se um deles é a redução ou a
ampliação do outro.
Importante - Se dois triângulos são semelhantes, a
proporcionalidade se mantém constante para quaisquer dois
segmentos correspondentes, tais como: lados, medianas, alturas,
raios das circunferências inscritas, raios das circunferências
circunscritas, perímetros, etc.
Considerando AF=16cm e CB=9cm, determine:
a) as dimensões do cartão;
b) o comprimento do vinco AC

7. Na figura, os ângulos assinalados sao iguais, AC=2 e AB=6.


A medida de AE é:
a)6/5 b)7/4 c)9/5 d)3/2 e)5/4

Exercícios

1. Seja um paralelogramo com as medidas da base e da altura 8. Na figura a seguir, as distâncias dos pontos A e B à reta va-
respectivamente, indicadas por b e h. Se construirmos um outro lem 2 e 4. As projeções ortogonais de A e B sobre essa reta são os
paralelogramo que tem o dobro da base e o dobro da altura do pontos C e D. Se a medida de CD é 9, a que distância de C deverá
outro paralelogramo, qual será relação entre as áreas dos parale- estar o ponto E, do segmento CD, para que CÊA=DÊB
logramos? a)3
b)4
2. Os lados de um triângulo equilátero medem 5 mm. Qual é a c)5
área deste triângulo equilátero? d)6
e)7
3. Qual é a medida da área de um paralelogramo cujas medi-
das da altura e da base são respectivamente 10 cm e 2 dm?
9. Para ladrilhar uma sala são necessários exatamente 400 pe-
4. As diagonais de um losango medem 10 cm e 15 cm. Qual é
a medida da sua superfície? ças iguais de cerâmica na forma de um quadrado. Sabendo-se que
a área da sala tem 36m², determine:
5. Considerando as informações constantes no triangulo PQR, a) a área de cada peça, em m².
pode-se concluir que a altura PR desse triângulo mede: b) o perímetro de cada peça, em metros.

10. Na figura, os ângulos ABC, ACD, CÊD, são retos. Se


AB=2 3 m e CE= 3 m, a razão entre as áreas dos triângulos
ABC e CDE é:

a)6
b)4
c)3
d)2
e) 3

a)5 b)6 c)7 d)8

Didatismo e Conhecimento 30
MATEMÁTICA
Respostas

1. A2 = (2b)(2h) = 4bh = 4A1

2. Segundo o enunciado temos:


l=5mm

Substituindo na fórmula:
l² 3 5² 3
S
= ⇒= S S 10,8
= 6, 25 3 ⇒ =
4 4
3. Sabemos que 2 dm equivalem a 20 cm, temos:
h=10
b=20

Substituindo na fórmula:

S b=
= .h 20.10
= 100cm
= ² 2dm²

4. Para o cálculo da superfície utilizaremos a fórmula que envolve as diagonais, cujos valores temos abaixo:

d1=10
d2=15

Utilizando na fórmula temos:

d1.d 2 10.15
S= ⇒ = 75cm ²
2 2

5. 4 6 36
= ⇒ PR = =6
PR 9 6
x 9
6.
= ⇒ x ² = 144 ⇒ x = 12
16 x
=a ) x 12(
= altura ); 2 x 24(comprimento)
b) AC = 9² + x ² = 81 + 144 = 15

7.

Didatismo e Conhecimento 31
MATEMÁTICA
8.

9.

10.

MEDIDAS: PROCEDIMENTOS E
INSTRUMENTOS DE MEDIDA; SISTEMAS
DE MEDIDAS DECIMAIS
(COMPRIMENTO, SUPERFÍCIE, VOLUME,
CAPACIDADE, MASSA E TEMPERATURA)
E CONVERSÕES; MEDIDAS DE TEMPO E
CONVERSÕES;

Sistema de Medidas Decimais

Um sistema de medidas é um conjunto de unidades de medida que mantém algumas relações entre si. O sistema métrico decimal é
hoje o mais conhecido e usado no mundo todo. Na tabela seguinte, listamos as unidades de medida de comprimento do sistema métrico. A
unidade fundamental é o metro, porque dele derivam as demais.
Unidades de Comprimento
km hm dam m dm cm mm
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
1000m 100m 10m 1m 0,1m 0,01m 0,001m

Há, de fato, unidades quase sem uso prático, mas elas têm uma função. Servem para que o sistema tenha um padrão: cada unidade vale
sempre 10 vezes a unidade menor seguinte.
Por isso, o sistema é chamado decimal.

Didatismo e Conhecimento 32
MATEMÁTICA
E há mais um detalhe: embora o decímetro não seja útil na prática, o decímetro cúbico é muito usado com o nome popular de litro.
As unidades de área do sistema métrico correspondem às unidades de comprimento da tabela anterior.
São elas: quilômetro quadrado (km2), hectômetro quadrado (hm2), etc. As mais usadas, na prática, são o quilômetro quadrado, o metro
quadrado e o hectômetro quadrado, este muito importante nas atividades rurais com o nome de hectare (ha): 1 hm2 = 1 ha.
No caso das unidades de área, o padrão muda: uma unidade é 100 vezes a menor seguinte e não 10 vezes, como nos comprimentos.
Entretanto, consideramos que o sistema continua decimal, porque 100 = 102.

Unidades de Área
km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado quadrado
1000000m2 10000m2 100m2 1m2 0,01m2 0,0001m2 0,000001m2

Agora, vejamos as unidades de volume. De novo, temos a lista: quilômetro cúbico (km3), hectômetro cúbico (hm3), etc. Na prática, são
muitos usados o metro cúbico e o centímetro cúbico.
Nas unidades de volume, há um novo padrão: cada unidade vale 1000 vezes a unidade menor seguinte. Como 1000 = 103, o sistema
continua sendo decimal.

Unidades de Volume
km 3
hm 3
dam3 m3 dm3 cm3 mm3
quilômetro hectômetro decâmetro metro decímetro centímetro milímetro
cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico cúbico
1000000000m3 1000000m3 1000m3 1m3 0,001m3 0,000001m3 0,000000001m3

A noção de capacidade relaciona-se com a de volume. Se o volume da água que enche um tanque é de 7 000 litros, dizemos que essa é
a capacidade do tanque. A unidade fundamental para medir capacidade é o litro (l); 1l equivale a 1 dm3.
Cada unidade vale 10 vezes a unidade menor seguinte.

Unidades de Capacidade
kl hl dal l dl cl ml
quilolitro hectolitro decalitro litro decilitro centímetro mililitro
1000l 100l 10l 1l 0,1l 0,01l 0,001l

O sistema métrico decimal inclui ainda unidades de medidas de massa. A unidade fundamental é o grama.

Unidades de Massa

kg hg dag g dg cg mg
quilograma hectograma decagrama grama decigrama centigrama miligrama
1000g 100g 10g 1g 0,1g 0,01g 0,001g

Dessas unidades, só têm uso prático o quilograma, o grama e o miligrama. No dia-a-dia, usa-se ainda a tonelada (t): 1t = 1000 kg.

Não Decimais

Desse grupo, o sistema hora – minuto – segundo, que mede intervalos de tempo, é o mais conhecido.

2h = 2 . 60min = 120 min = 120 . 60s = 7 200s

Para passar de uma unidade para a menor seguinte, multiplica-se por 60.
0,3h não indica 30 minutos nem 3 minutos; como 1 décimo de hora corresponde a 6 minutos, conclui-se que 0,3h = 18min.

Para medir ângulos, também temos um sistema não decimal. Nesse caso, a unidade básica é o grau. Na astronomia, na cartografia e na
navegação são necessárias medidas inferiores a 1º. Temos, então:

1 grau equivale a 60 minutos (1º = 60’)


1 minuto equivale a 60 segundos (1’ = 60”)

Didatismo e Conhecimento 33
MATEMÁTICA
Os minutos e os segundos dos ângulos não são, é claro, os 2) Resposta “0, 00348 dl”.
mesmos do sistema hora – minuto – segundo. Há uma coincidência Solução: Como 1 cm3  equivale a 1 ml, é melhor dividir-
de nomes, mas até os símbolos que os indicam são diferentes: mos 348 mm3 por mil, para obtermos o seu equivalente em centí-
metros cúbicos: 0,348 cm3.
1h32min24s é um intervalo de tempo ou um instante do dia. Logo 348 mm3 equivalem a 0, 348 ml, já que cm3 e ml se equi-
1º 32’ 24” é a medida de um ângulo. valem.

Por motivos óbvios, cálculos no sistema hora – minuto Neste ponto já convertemos de uma unidade de medida de
– segundo são similares a cálculos no sistema grau – minuto – volume, para uma unidade de medida de capacidade.
segundo, embora esses sistemas correspondam a grandezas Falta-nos passarmos de mililitros para decilitros, quando en-
distintas. tão passaremos dois níveis à esquerda. Dividiremos então por 10
duas vezes:
Há ainda um sistema não-decimal, criado há algumas
décadas, que vem se tornando conhecido. Ele é usado para 0,348ml :10 :10 ⇒ 0, 00348dl
medir a informação armazenada em memória de computadores,
disquetes, discos compacto, etc. As unidades de medida são bytes Logo, 348 mm³ equivalem a 0, 00348 dl.
(b), kilobytes (kb), megabytes (Mb), etc. Apesar de se usarem os
prefixos “kilo” e “mega”, essas unidades não formam um sistema 3) Resposta “100 dal”.
decimal. Solução: Sabemos que 1 m3 equivale a 1.000 l, portanto para
Um kilobyte equivale a 210 bytes e 1 megabyte equivale a 210 convertermos de litros a decalitros, passaremos um nível à esquer-
kilobytes. da.
Dividiremos então 1.000 por 10 apenas uma vez:
Exercícios
1000l :10 ⇒ dal
1. Raquel saiu de casa às 13h 45min, caminhando até o
curso de inglês que fica a 15 minutos de sua casa, e chegou na
Isto equivale a passar a vírgula uma casa para a esquerda.
hora da aula cuja duração é de uma hora e meia. A que horas
Poderíamos também raciocinar da seguinte forma:
terminará a aula de inglês?
a) 14h
Como 1 m3  equivale a 1 kl, basta fazermos a conversão de 1
b) 14h 30min
kl para decalitros, quando então passaremos dois níveis à direita.
c) 15h 15min
d) 15h 30min Multiplicaremos então 1 por 10 duas vezes:
e) 15h 45min
1kl.10.10 ⇒ 100dal
2. 348 mm3  equivalem a quantos decilitros?
Logo, 100 dal equivalem a 1 m³.
3. Quantos decalitros equivalem a 1 m ? 3
4) Resposta “0, 00005 hm²”.
4. Passe 50 dm para hectômetros quadrados.
2  Solução: Para passarmos de decímetros quadrados para hectô-
metros quadrados, passaremos três níveis à esquerda.
5. Quantos quilômetros cúbicos equivalem a 14 mm3? Dividiremos então por 100 três vezes:
50dm 2 :100 :100 :100 ⇒ 0, 00005hm 2
6. Quantos centilitros equivalem a 15 hl?

7. Passe 5.200 gramas para quilogramas. Isto equivale a passar a vírgula seis casas para a esquerda.

8. Converta 2,5 metros em centímetros. Portanto, 50 dm² é igual a 0, 00005 hm².

9. Quantos minutos equivalem a 5h05min? 5) Resposta“0,000000000000000014 km3, ou a  1,4 x 10-


km3”.  
17  

10. Quantos minutos se passaram das 9h50min até as Solução: Para passarmos de milímetros cúbicos para quilôme-
10h35min? tros cúbicos, passaremos seis níveis à esquerda. Dividiremos então
14 por 1000 seis vezes:
Respostas
14mm3 :1000 :1000 :1000 :1000 :1000 :1000
1) Resposta “D”. ⇒ 14 :1018 km3 ⇒ 14.10−18 km
Solução: Basta somarmos todos os valores mencionados no
enunciado do teste, ou seja: ⇒ 1, 4.10−17 km3 ⇒ 0.000000000000000km3
13h 45min + 15 min + 1h 30 min = 15h 30min
Portanto, 0, 000000000000000014 km3, ou a 1,4 x 10-17 km3 se
Logo, a questão correta é a letra D. expresso em notação científica equivalem a 14 mm3.

Didatismo e Conhecimento 34
MATEMÁTICA
6) Resposta “150.000 cl”. colonial. Assim, tudo se contava em réis (plural popular de real)
Solução: Para irmos de hectolitros a centilitros, passaremos com moedas fabricadas em Portugal e no Brasil. O Real (R) vigo-
quatro níveis à direita. rou até 07 de outubro de 1833. De acordo com a Lei nº 59, de 08
Multiplicaremos então 15 por 10 quatro vezes: de outubro de 1833, entrou em vigor o Mil-Réis (Rs), múltiplo do
real, como unidade monetária, adotada até 31 de outubro de 1942.
15hl.10.10.10.10 ⇒ 150.000cl No século XX, o Brasil adotou nove sistemas monetários ou
nove moedas diferentes (mil-réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzei-
Isto equivale a passar a vírgula quatro casas para a direita. ro, cruzado, cruzado novo, cruzeiro, cruzeiro real, real).
Por meio do Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942,
Logo, 150.000 cl equivalem a 15 hl. uma nova unidade monetária, o cruzeiro – Cr$ veio substituir o
mil-réis, na base de Cr$ 1,00 por mil-réis.
7) Resposta “5,2 kg”. A denominação “cruzeiro” origina-se das moedas de ouro (pe-
Solução: Para passarmos 5.200 gramas para quilogramas,
sadas em gramas ao título de 900 milésimos de metal e 100 milé-
devemos dividir (porque na tabela  grama  está à direita de qui-
simos de liga adequada), emitidas na forma do Decreto nº 5.108,
lograma)  5.200  por  10  três vezes, pois para passarmos de  gra-
de 18 de dezembro de 1926, no regime do ouro como padrão mo-
mas para quilogramas saltamos três níveis à esquerda.
netário.
Primeiro passamos de grama para decagrama, depois de de-
cagrama para hectograma e finalmente de hectograma para qui- O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de 1965, transformou
lograma: o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro novo – NCr$, na base de NCr$ 1,00
por Cr$ 1.000. A partir de 15 de maio de 1970 e até 27 de fevereiro
5200 g :10 :10 :10 ⇒ 5, 2kg de 1986, a unidade monetária foi novamente o cruzeiro (Cr$).
Em 27 de fevereiro de 1986, Dílson Funaro, ministro da Fa-
Isto equivale a passar a vírgula três casas para a esquerda. zenda, anunciou o Plano Cruzado (Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de
fevereiro de 1986): o cruzeiro – Cr$ se transformou em cruzado –
Portanto, 5.200 g são iguais a 5,2 kg. Cz$, na base de Cz$ 1,00 por Cr$ 1.000 (vigorou de 28 de feverei-
ro de 1986 a 15 de janeiro de 1989). Em novembro do mesmo ano,
8) Resposta “250 cm”. o Plano Cruzado II tentou novamente a estabilização da moeda.
Solução: Para convertermos 2,5 metros em centímetros, de- Em junho de 1987, Luiz Carlos Brésser Pereira, ministro da Fa-
vemos multiplicar (porque na tabela  metro  está à esquerda de zenda, anunciou o Plano Brésser: um Plano Cruzado “requentado”
centímetro)  2,5  por  10  duas vezes, pois para passarmos de  me- avaliou Mário Henrique Simonsen.
tros para centímetros saltamos dois níveis à direita. Em 15 de janeiro de 1989, Maílson da Nóbrega, ministro da
Primeiro passamos de metros para decímetros e depois de de- Fazenda, anunciou o Plano Verão (Medida Provisória nº 32, de 15
címetros para centímetros: de janeiro de 1989): o cruzado – Cz$ se transformou em cruzado
2,5m.10.10 ⇒ 250cm novo – NCz$, na base de NCz$ 1,00 por Cz$ 1.000,00 (vigorou de
16 de janeiro de 1989 a 15 de março de 1990).
Em 15 de março de 1990, Zélia Cardoso de Mello, ministra
Isto equivale a passar a vírgula duas casas para a direita. da Fazenda, anunciou o Plano Collor (Medida Provisória nº 168,
de 15 de março de 1990): o cruzado novo – NCz$ se transformou
Logo, 2,5 m é igual a 250 cm. em cruzeiro – Cr$, na base de Cr$ 1,00 por NCz$ 1,00 (vigorou de
16 de março de 1990 a 28 de julho de 1993). Em janeiro de 1991,
9) Resposta “305min”. a inflação já passava de 20% ao mês, e o Plano Collor II tentou
Solução:
novamente a estabilização da moeda.
(5 . 60) + 5 = 305 min.
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de1993, transfor-
mou o cruzeiro – Cr$ em cruzeiro real – CR$, na base de CR$ 1,00
10) Resposta “45 min”.
por Cr$ 1.000,00 (vigorou de 29 de julho de 1993 a 29 de junho
Solução: 45 min
de 1994).
Em 30 de junho de 1994, Fernando Henrique Cardoso, minis-
tro da Fazenda, anunciou o Plano Real: o cruzeiro real – CR$ se
SISTEMA MONETÁRIO BRASILEIRO; transformou em real – R$, na base de R$ 1,00 por CR$ 2.750,00
(Medida Provisória nº 542, de 30 de junho de 1994, convertida na
Lei nº 9.069, de 29 de junho de 1995).
O artigo 10, I, da Lei nº 4.595, de 31 de dezembro de 1964, de-
O primeiro dinheiro do Brasil foi à moeda-mercadoria. Du- legou ao Banco Central do Brasil competência para emitir papel-
rante muito tempo, o comércio foi feito por meio da troca de mer- -moeda e moeda metálica, competência exclusiva consagrada pelo
cadorias, mesmo após a introdução da moeda de metal. artigo 164 da Constituição Federal de 1988.
As primeiras moedas metálicas (de ouro, prata e cobre) chega- Antes da criação do BCB, a Superintendência da Moeda e do
ram com o início da colonização portuguesa. A unidade monetária Crédito (SUMOC), o Banco do Brasil e o Tesouro Nacional de-
de Portugal, o Real, foi usada no Brasil durante todo o período sempenhavam o papel de autoridade monetária.

Didatismo e Conhecimento 35
MATEMÁTICA
A SUMOC, criada em 1945 e antecessora do BCB, tinha por Cruzeiros
finalidade exercer o controle monetário. A SUMOC fixava os per-
centuais de reservas obrigatórias dos bancos comerciais, as taxas (sem centavos) 16.08.1984
do redesconto e da assistência financeira de liquidez, bem como A Lei nº 7.214, de 15 de agosto de 1984 (D.O.U. de 16.08.84),
os juros. Além disso, supervisionava a atuação dos bancos comer- extinguiu a fração do Cruzeiro denominada centavo. Assim, a im-
ciais, orientava a política cambial e representava o País junto a
portância do exemplo, Cr$ 4,75 (quatro cruzeiros e setenta e cinco
organismos internacionais.
centavos), passou a escrever-se Cr$ 4, eliminando-se a vírgula e os
O Banco do Brasil executava as funções de banco do governo,
e o Tesouro Nacional era o órgão emissor de papel-moeda. algarismos que a sucediam.

Cruzeiro Cruzado

1000 réis = Cr$1(com centavos) 01.11.1942 Cr$ 1000 = Cz$1 (com centavos) 28.02.1986
O Decreto-Lei nº 4.791, de 05 de outubro de 1942 (D.O.U. de O Decreto-Lei nº 2.283, de 27 de fevereiro de 1986 (D.O.U. de
06 de outubro de 1942), instituiu o Cruzeiro como unidade mo- 28 de fevereiro de 1986), posteriormente substituído pelo Decreto-
netária brasileira, com equivalência a um mil réis. Foi criado o -Lei nº 2.284, de 10 de março de 1986 (D.O.U. de 11 de março de
centavo, correspondente à centésima parte do cruzeiro. 1986), instituiu o Cruzado como nova unidade monetária, equiva-
lente a um mil cruzeiros, restabelecendo o centavo. A mudança de
Exemplo: 4:750$400 (quatro contos, setecentos e cinquenta
padrão foi disciplinada pela Resolução nº 1.100, de 28 de fevereiro
mil e quatrocentos réis) passou a expressar-se Cr$ 4.750,40 (qua-
tro mil setecentos e cinquenta cruzeiros e quarenta centavos) de 1986, do Conselho Monetário Nacional.

Cruzeiro Exemplo: Cr$ 1.300.500 (um milhão, trezentos mil e qui-


nhentos cruzeiros) passou a expressar-se Cz$ 1.300,50 (um mil e
(sem centavos) 02.12.1964 trezentos cruzados e cinquenta centavos).
A Lei nº 4.511, de 01de dezembro de1964 (D.O.U. de 02 de
dezembro de 1964), extinguiu a fração do cruzeiro denominada Cruzado Novo
centavo. Por esse motivo, o valor utilizado no exemplo acima pas-
sou a ser escrito sem centavos: Cr$ 4.750 (quatro mil setecentos e Cz$ 1000 = NCz$1 (com centavos) 16.01.1989
cinquenta cruzeiros).
A Medida Provisória nº 32, de 15 de janeiro de 1989 (D.O.U.
de 16 de janeiro de 1989), convertida na Lei nº 7.730, de 31 de ja-
Cruzeiro Novo
neiro de 1989 (D.O.U. de 01 de fevereiro de 1989), instituiu o Cru-
Cr$1000 = NCr$1(com centavos) 13.02.1967 zado Novo como unidade do sistema monetário, correspondente a
O Decreto-Lei nº 1, de 13 de novembro de1965 (D.O.U. de um mil cruzados, mantendo o centavo. A Resolução nº 1.565, de
17 de novembro de 1965), regulamentado pelo Decreto nº 60.190, 16 de janeiro de 1989, do Conselho Monetário Nacional, discipli-
de 08 de fevereiro de1967 (D.O.U. de 09 de fevereiro de 1967), nou a implantação do novo padrão.
instituiu o Cruzeiro Novo como unidade monetária transitória,
equivalente a um mil cruzeiros antigos, restabelecendo o centavo. Exemplo: Cz$ 1.300,50 (um mil e trezentos cruzados e cin-
O Conselho Monetário Nacional, pela Resolução nº 47, de 08 de quenta centavos) passou a expressar-se NCz$ 1,30 (um cruzado
fevereiro de 1967, estabeleceu a data de 13.02.67 para início de novo e trinta centavos).
vigência do novo padrão.
Cruzeiro
Exemplo: Cr$ 4.750 (quatro mil, setecentos e cinquenta cru-
zeiros) passou a expressar-se NCr$ 4,75(quatro cruzeiros novos e
setenta e cinco centavos). De NCz$ para Cr$ (com centavos) 16.03.1990
A Medida Provisória nº 168, de 15 de março de 1990 (D.O.U.
Cruzeiro de 16 de março de 1990), convertida na Lei nº 8.024, de 12 de abril
de 1990 (D.O.U. de 13 de abril de 1990), restabeleceu a denomi-
De NCr$ para Cr$ (com centavos) 15.05.1970 nação Cruzeiro para a moeda, correspondendo um cruzeiro a um
A Resolução nº 144, de 31 de março de 1970 (D.O.U. de 06 cruzado novo. Ficou mantido o centavo. A mudança de padrão foi
de abril de 1970), do Conselho Monetário Nacional, restabeleceu a regulamentada pela Resolução nº 1.689, de 18 de março de 1990,
denominação Cruzeiro, a partir de 15 de maio de 1970, mantendo do Conselho Monetário Nacional.
o centavo.
Exemplo: NCz$ 1.500,00 (um mil e quinhentos cruzados
Exemplo: NCr$ 4,75 (quatro cruzeiros novos e setenta e cin-
co centavos) passou a expressar-se Cr$ 4,75(quatro cruzeiros e se- novos) passou a expressar-se Cr$ 1.500,00 (um mil e quinhentos
tenta e cinco centavos). cruzeiros).

Didatismo e Conhecimento 36
MATEMÁTICA
Cruzeiro Real
CÁLCULO E COMPARAÇÃO DE
Cr$ 1000 = CR$ 1 (com centavos) 01.08.1993 PERÍMETRO E ÁREA; APLICAÇÕES
A Medida Provisória nº 336, de 28 de julho de 1993 (D.O.U. GEOMÉTRICAS;
de 29 de julho de 1993), convertida na Lei nº 8.697, de 27 de
agosto de 1993 (D.O.U. de 28 agosto de 1993), instituiu o Cru-
zeiro Real, a partir de 01 de agosto de 1993, em substituição ao
Cruzeiro, equivalendo um cruzeiro real a um mil cruzeiros, com a Para explicar o cálculo do volume de figuras geométricas, po-
manutenção do centavo. A Resolução nº 2.010, de 28 de julho de
demos pedir que visualizem a seguinte figura:
1993, do Conselho Monetário Nacional, disciplinou a mudança na
unidade do sistema monetário.

Exemplo: Cr$ 1.700.500,00 (um milhão, setecentos mil e qui-


nhentos cruzeiros) passou a expressar-se CR$ 1.700,50 (um mil e
setecentos cruzeiros reais e cinquenta centavos).

Real

CR$ 2.750 = R$ 1(com centavos) 01.07.1994


A Medida Provisória nº 542, de 30 de junho de 1994 (D.O.U. a) A  figura representa a planificação de um prisma reto;
de 30 de junho de 1994), instituiu o Real como unidade do sistema b) O volume de um prisma reto é igual ao produto da área da
monetário, a partir de 01 de julho de 1994, com a equivalência de base pela altura do sólido, isto é
CR$ 2.750,00 (dois mil, setecentos e cinquenta cruzeiros reais),
igual à paridade entre a URV e o Cruzeiro Real fixada para o dia V = Ab x a
30 de junho de 1994. Foi mantido o centavo.
Como medida preparatória à implantação do Real, foi criada c) O cubo e o paralelepípedo retângulo são prismas;
a URV - Unidade Real de Valor - prevista na Medida Provisória d) O volume do cilindro também se pode calcular da mesma
nº 434, publicada no D.O.U. de 28 de fevereiro de 1994, reedita- forma que o volume de um prisma reto.
da com os números 457 (D.O.U. de 30 de março de 1994) e 482
Os formulários seguintes, das figuras geométricas são para
(D.O.U. de 29 de abril de 1994) e convertida na Lei nº 8.880, de 27
calcular da mesma forma que as acima apresentadas:
de maio de 1994 (D.O.U. de 28 de maio de 1994).
Figuras Geométricas:
Exemplo: CR$ 11.000.000,00 (onze milhões de cruzeiros
reais) passou a expressar-se R$ 4.000,00 (quatro mil reais).

Banco Central (BC ou Bacen) - Autoridade monetária do


País responsável pela execução da política financeira do governo.
Cuida ainda da emissão de moedas, fiscaliza e controla a atividade
de todos os bancos no País.

Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) - Órgão


internacional que visa ajudar países subdesenvolvidos e em desen-
volvimento na América Latina. A organização foi criada em 1959
e está sediada em Washington, nos Estados Unidos.

Banco Mundial - Nome pelo qual o Banco Internacional de


Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) é conhecido. Órgão in-
ternacional ligado a ONU, a instituição foi criada para ajudar paí-
ses subdesenvolvidos e em desenvolvimento.

Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social


(BNDES) - Empresa pública federal vinculada ao Ministério do
Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior que tem como
objetivo financiar empreendimentos para o desenvolvimento do
Brasil.

Didatismo e Conhecimento 37
MATEMÁTICA
O conceito de cone Observações sobre um cone circular reto
1. Um cone circular reto é chamado cone de revolução por
ser obtido pela rotação (revolução) de um triângulo retângulo em
torno de um de seus catetos
2. A seção meridiana do cone circular reto é a interseção do
cone com um plano que contem o eixo do cone. No caso acima, a
seção meridiana é a região triangular limitada pelo triângulo isós-
celes VAB.
3. Em um cone circular reto, todas as geratrizes são congruen-
Considere uma região plana limitada por uma curva suave tes entre si. Se g é a medida de cada geratriz então, pelo Teorema
(sem quinas), fechada e um ponto P fora desse plano. Chamamos
de Pitágoras, temos: g2 = h2 + R2
de cone ao sólido formado pela reunião de todos os segmentos de
reta que têm uma extremidade em P e a outra num ponto qualquer 4. A Área Lateral de um cone circular reto pode ser obtida em
da região. função de g (medida da geratriz) e R (raio da base do cone):ALat
= Pi R g
Elementos do cone 5. A Área total de um cone circular reto pode ser obtida em
- Base: A base do cone é a região plana contida no interior da função de g (medida da geratriz) e R (raio da base do cone):
curva, inclusive a própria curva.
ATotal = Pi R g + Pi R2
- Vértice: O vértice do cone é o ponto P.
- Eixo: Quando a base do cone é uma região que possui cen-
tro, o eixo é o segmento de reta que passa pelo vértice P e pelo
centro da base.
- Geratriz: Qualquer segmento que tenha uma extremidade
no vértice do cone e a outra na curva que envolve a base.
- Altura: Distância do vértice do cone ao plano da base.
- Superfície lateral: A superfície lateral do cone é a reunião
de todos os segmentos de reta que tem uma extremidade em P e a
outra na curva que envolve a base.
- Superfície do cone: A superfície do cone é a reunião da su- Cones Equiláteros
perfície lateral com a base do cone que é o círculo.
- Seção meridiana: A seção meridiana de um cone é uma re-
gião triangular obtida pela interseção do cone com um plano que
contem o eixo do mesmo.

Classificação do cone

Um cone circular reto é um cone equilátero se a sua seção


meridiana é uma região triangular equilátera e neste caso a medida
da geratriz é igual à medida do diâmetro da base.
A área da base do cone é dada por:
ABase=Pi R2
Quando observamos a posição relativa do eixo em relação à
base, os cones podem ser classificados como retos ou oblíquos. Pelo Teorema de Pitágoras temos:
Um cone é dito reto quando o eixo é perpendicular ao plano da (2R)2 = h2 + R2
base e é oblíquo quando não é um cone reto. Ao lado apresenta- h2 = 4R2 - R2 = 3R2
mos um cone oblíquo.
Observação: Para efeito de aplicações, os cones mais impor-
tantes são os cones retos. Em função das bases, os cones recebem Assim:
nomes especiais. Por exemplo, um cone é dito circular se a base é h=R
um círculo e é dito elíptico se a base é uma região elíptica. Como o volume do cone é obtido por 1/3 do produto da área
da base pela altura, então:

V = (1/3) Pi R3
Como a área lateral pode ser obtida por:
ALat = Pi R g = Pi R 2R = 2 Pi R2
então a área total será dada por:
ATotal = 3 Pi R2

Didatismo e Conhecimento 38
MATEMÁTICA
O conceito de esfera Você conseguiria imaginar espacialmente tal esfera?
Do ponto de vista prático, a esfera pode ser pensada como a
A esfera no espaço R³ é uma superfície muito importante em película fina que envolve um sólido esférico. Em uma melancia
função de suas aplicações a problemas da vida. Do ponto de vista esférica, a esfera poderia ser considerada a película verde (casca)
matemático, a esfera no espaço R³ é confundida com o sólido geo- que envolve a fruta.
métrico (disco esférico) envolvido pela mesma, razão pela quais É comum encontrarmos na literatura básica a definição de es-
muitas pessoas calculam o volume da esfera. Na maioria dos livros fera como sendo o sólido esférico, no entanto não se devem con-
elementares sobre Geometria, a esfera é tratada como se fosse um fundir estes conceitos. Se houver interesse em aprofundar os estu-
sólido, herança da Geometria Euclidiana. dos desses detalhes, deve-se tomar algum bom livro de Geometria
Embora não seja correto, muitas vezes necessitamos falar pa- Diferencial que é a área da Matemática que trata do detalhamento
lavras que sejam entendidas pela coletividade. De um ponto de de tais situações.
vista mais cuidadoso, a esfera no espaço R³ é um objeto matemá-
tico parametrizado por duas dimensões, o que significa que pode-
mos obter medidas de área e de comprimento, mas o volume tem
medida nula. Há outras esferas, cada uma definida no seu respec-
tivo espaço n-dimensional. Um caso interessante é a esfera na reta
unidimensional:
So = {x em R: x²=1} = {+1,-1}
Por exemplo, a esfera
S1 = { (x,y) em R²: x² + y² = 1 }
é conhecida por nós como uma circunferência de raio unitário
centrada na origem do plano cartesiano.

Aplicação: volumes de líquidos


O disco esférico é o conjunto de todos os pontos do espaço
Um problema fundamental para empresas que armazenam lí- que estão localizados na casca e dentro da esfera. Do ponto de
quidos em tanques esféricos, cilíndricos ou esféricos e cilíndricos vista prático, o disco esférico pode ser pensado como a reunião
é a necessidade de realizar cálculos de volumes de regiões esfé- da película fina que envolve o sólido esférico com a região sólida
ricas a partir do conhecimento da altura do líquido colocado na dentro da esfera. Em uma melancia esférica, o disco esférico pode
mesma. Por exemplo, quando um tanque é esférico, ele possui um ser visto como toda a fruta.
orifício na parte superior (pólo Norte) por onde é introduzida verti- Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o centro da
calmente uma vara com indicadores de medidas. Ao retirar a vara, esfera pelo ponto (0,0,0), a equação da esfera é dada por:
observa-se o nível de líquido que fica impregnado na vara e esta x² + y² + z² = R²
medida corresponde à altura de líquido contido na região esférica. e a relação matemática que define o disco esférico é o conjun-
Este não é um problema trivial, como observaremos pelos cálculos to que contém a casca reunido com o interior, isto é:
realizados na sequência.
x² + y² + z² < R²
Quando indicamos o raio da esfera pela letra R e o centro da
esfera pelo ponto (xo,yo,zo), a equação da esfera é dada por:

(x-xo)² + (y-yo)² + (z-zo)² = R²


e a relação matemática que define o disco esférico é o conjun-
to que contém a casca reunido com o interior, isto é, o conjunto de
todos os pontos (x,y,z) em R³ tal que:

(x-xo)² + (y-yo)² + (z-zo)² < R²


Da forma como está definida, a esfera centrada na origem
A seguir apresentaremos elementos esféricos básicos e algu- pode ser construída no espaço euclidiano R³ de modo que o centro
mas fórmulas para cálculos de áreas na esfera e volumes em um da mesma venha a coincidir com a origem do sistema cartesiano
sólido esférico. R³, logo podemos fazer passar os eixos OX, OY e OZ, pelo ponto
(0,0,0).
A superfície esférica
A esfera no espaço R³ é o conjunto de todos os pontos do
espaço que estão localizados a uma mesma distância denominada
raio de um ponto fixo chamado centro.
Uma notação para a esfera com raio unitário centrada na ori-
gem de R³ é:
S² = { (x,y,z) em R³: x² + y² + z² = 1 }

Uma esfera de raio unitário centrada na origem de R4 é dada por:


S³ = { (w,x,y,z) em R4: w² + x² + y² + z² = 1 }

Didatismo e Conhecimento 39
MATEMÁTICA
Seccionando a esfera x²+y²+z²=R² com o plano z=0, obtere-
mos duas superfícies semelhantes: o hemisfério Norte (“boca para
baixo”) que é o conjunto de todos os pontos da esfera onde a cota
z é não negativa e o hemisfério Sul (“boca para cima”) que é o
conjunto de todos os pontos da esfera onde a cota z não é positiva.
Se seccionarmos a esfera x²+y²+z²=R² por um plano vertical
que passa em (0,0,0), por exemplo, o plano x=0, teremos uma cir-
cunferência maximal C da esfera que é uma circunferência contida
na esfera cuja medida do raio coincide com a medida do raio da es- No que segue, usaremos esfera tanto para o sólido como para
fera, construída no plano YZ e a equação desta circunferência será: a superfície, “calota esférica” para o sólido envolvido pela calota
x=0, y² + z² = R2 esférica, a letra maiúscula R para entender o raio da esfera sobre
sendo que esta circunferência intersecta o eixo OZ nos pontos a qual estamos realizando os cálculos, V será o volume, A(lateral)
de coordenadas (0,0,R) e (0,0,-R). Existem infinitas circunferên- será a área lateral e A(total) será a área total.
cias maximais em uma esfera.
Se rodarmos esta circunferência maximal C em torno do eixo Algumas fórmulas (relações) para objetos esféricos
OZ, obteremos a esfera através da rotação e por este motivo, a
esfera é uma superfície de revolução. Objeto Relações e fórmulas
Se tomarmos um arco contido na circunferência maximal
Volume = (4/3) Pi R³
cujas extremidades são os pontos (0,0,R) e (0,p,q) tal que p²+q²=R² Esfera
A(total) = 4 Pi R²
e rodarmos este arco em torno do eixo OZ, obteremos uma super-
fície denominada calota esférica. R² = h (2R-h)
Calota esférica (altura h, raio A(lateral) = 2 Pi R h
da base r) A(total) = Pi h (4R-h)
V=Pi.h²(3R-h)/3=Pi(3R²+h²)/6
R² = a² + [(r1² -r2²-h²)/2h)]²
Segmento esférico (altura h, A(lateral) = 2 Pi R h
raios das bases r1>r²) A(total) = Pi(2Rh+r1²+r2²)
Volume=Pi.h(3r1²+3r2²+h²)/6

Na prática, as pessoas usam o termo calota esférica para repre- Estas fórmulas podem ser obtidas como aplicações do Cálculo
sentar tanto a superfície como o sólido geométrico envolvido pela Diferencial e Integral, mas nós nos limitaremos a apresentar um
calota esférica. Para evitar confusões, usarei “calota esférica” com processo matemático para a obtenção da fórmula do cálculo do
aspas para o sólido e sem aspas para a superfície. volume da “calota esférica” em função da altura da mesma.
A partir da rotação, construiremos duas calotas em uma esfe-
ra, de modo que as extremidades dos arcos sejam (0,0,R) e (0,p,q) Volume de uma calota no hemisfério Sul
com p²+q²=R² no primeiro caso (calota Norte) e no segundo caso Consideremos a esfera centrada no ponto (0,0,R) com raio R.
(calota Sul) as extremidades dos arcos (0,0,-R) e (0,r,-s) com
r²+s²=R² e retirarmos estas duas calotas da esfera, teremos uma
superfície de revolução denominada zona esférica.

A equação desta esfera será dada por:


x² + y² + (z-R)² = R²

De um ponto de vista prático, consideremos uma melancia A altura da calota será indicada pela letra h e o plano que
esférica. Com uma faca, cortamos uma “calota esférica” superior coincide com o nível do líquido (cota) será indicado por z=h. A
e uma “calota esférica” inferior. O que sobra da melancia é uma interseção entre a esfera e este plano é dado pela circunferência
região sólida envolvida pela zona esférica, algumas vezes denomi- x² + y² = R² - (h-R)²
nada zona esférica.
Consideremos uma “calota esférica” com altura h1 e raio da Obteremos o volume da calota esférica com a altura h menor
base r1 e retiremos desta calota uma outra “calota esférica” com ou igual ao raio R da esfera, isto é, h pertence ao intervalo [0,R]
altura h2 e raio da base r2, de tal modo que os planos das bases de e neste caso poderemos explicitar o valor de z em função de x e y
ambas sejam paralelos. A região sólida determinada pela calota para obter:
maior menos a calota menor recebe o nome de segmento esférico
z = R − R 2 − (x 2 + y 2 )
com bases paralelas.

Didatismo e Conhecimento 40
MATEMÁTICA
Para simplificar as operações algébricas, usaremos a letra r Aproveitaremos o resultado do cálculo utilizado para a calota
para indicar: do hemisfério Sul. Tomaremos a altura tal que: h=2R-d, onde d é
r² = R² - (h-R)² = h(2R-h) a altura da região que não contém o líquido. Como o volume desta
A região circular S de integração será descrita por x²+y²<R² calota vazia é dado por:
ou em coordenadas polares através de:
0<m<R, 0<t<2Pi VC(d) = Pi d²(3R-d)/3
e como h=2R-d, então para h no intervalo [R,2R], poderemos
A integral dupla que representa o volume da calota em função escrever o volume da calota vazia em função de h:
da altura h é dada por: VC(h) = Pi (2R-h)²(R+h)/3
Vc(h) = ∫ ∫ s (h − z)dxdy
Para obter o volume ocupado pelo líquido, em função da altu-
ra, basta tomar o volume total da região esférica e retirar o volume
ou seja da calota vazia, para obter:
Vc(h) = ∫ ∫ s (h − R + R 2 − (x 2 + y 2 ))dxdy V(h) = 4Pi R³/3 - Pi (2R-h)²(R+h)/3
que pode ser simplificada para:
V(h) = Pi h²(3R-h)/3
Escrita em Coordenadas Polares, esta integral fica na forma:
2x R Independentemente do fato que a altura h esteja no intervalo
Vc(h) = (h − R + R 2 − m 2 )mdmdt [0,R] ou [R,2R] ou de uma forma geral em [0,2R], o cálculo do
∫ ∫
t=0 m=0
volume ocupado pelo líquido é dado por:
V(h) = Pi h²(3R-h)/3
Após realizar a integral na variável t, podemos separá-la em Poliedro
duas integrais:
R R
Poliedro é um sólido limitado externamente por planos no es-
Vc(h) = 2π { ∫ (h − R)m dm + ∫ R 2 − m 2 mdm} paço R³. As regiões planas que limitam este sólido são as faces do
0 0 poliedro. As interseções das faces são as arestas do poliedro. As
ou seja: interseções das arestas são os vértices do poliedro. Cada face é
R uma região poligonal contendo n lados.
Vc(h) = π {(h − R)R 2 − ∫ R 2 − m 2 (−2m)dm} Poliedros convexos são aqueles cujos ângulos diedrais forma-
0 dos por planos adjacentes têm medidas menores do que 180 graus.
Outra definição: Dados quaisquer dois pontos de um poliedro con-
Com a mudança de variável u=R²-m² e du=(-2m)dm podere- vexo, o segmento que tem esses pontos como extremidades, deve-
mos reescrever: rá estar inteiramente contido no poliedro.
R2

Vc(h) = π {(h − R)R + 2


∫ u du} Poliedros Regulares
u=0

Um poliedro é regular se todas as suas faces são regiões poli-


Após alguns cálculos obtemos: gonais regulares com n lados, o que significa que o mesmo número
VC(h) = Pi (h-R) [R² -(h-R)²] - (2/3)Pi[(R-h)³ - R³] de arestas se encontram em cada vértice.
e assim temos a fórmula para o cálculo do volume da calota
esférica no hemisfério Sul com a altura h no intervalo [0,R], dada Tetraedro Hexaedro (cubo) Octaedro
por:
VC(h) = Pi h²(3R-h)/3

Volume de uma calota no hemisfério Norte


Se o nível do líquido mostra que a altura h já ultrapassou o
raio R da região esférica, então a altura h está no intervalo [R,2R]

Áreas e Volumes

Poliedro regular Área Volume


Tetraedro a2 R[3] (1/12) a³ R[2]
Hexaedro 6 a2 a³
Octaedro 2 a2 R[3] (1/3) a³ R[2]
Dodecaedro 3a2 R{25+10·R[5]} (1/4) a³ (15+7·R[5])
Icosaedro 5a2 R[3] (5/12) a³ (3+R[5])
Lançaremos mão de uma propriedade de simetria da esfera
que nos diz que o volume da calota superior assim como da calota Nesta tabela, a notação R[z] significa a raiz quadrada de
inferior somente depende do raio R da esfera e da altura h e não da z>0.
posição relativa ocupada.

Didatismo e Conhecimento 41
MATEMÁTICA
Prisma Planificação do prisma

Prisma é um sólido geométrico delimitado por faces planas,


no qual as bases se situam em planos paralelos. Quanto à inclina-
ção das arestas laterais, os prismas podem ser retos ou oblíquos.

Prisma reto
As arestas laterais têm o mesmo comprimento.
As arestas laterais são perpendiculares ao plano da base.
As faces laterais são retangulares. Um prisma é um sólido formado por todos os pontos do espa-
ço localizados dentro dos planos que contêm as faces laterais e os
Prisma oblíquo planos das bases. As faces laterais e as bases formam a envoltória
As arestas laterais têm o mesmo comprimento. deste sólido. Esta envoltória é uma “superfície” que pode ser pla-
As arestas laterais são oblíquas ao plano da base. nificada no plano cartesiano.
As faces laterais não são retangulares. Tal planificação se realiza como se cortássemos com uma te-
soura esta envoltória exatamente sobre as arestas para obter uma
região plana formada por áreas congruentes às faces laterais e às
Bases: regiões poligonais bases.
congruentes A planificação é útil para facilitar os cálculos das áreas lateral
Altura: distância entre e total.
as bases
Arestas laterais Volume de um prisma
paralelas: mesmas O volume de um prisma é dado por:
medidas
Faces laterais: Vprisma = Abase . h
paralelogramos
Prisma reto Aspectos comuns Prisma oblíquo Área lateral de um prisma reto com base poligonal regular

Seções de um prisma A área lateral de um prisma reto que tem por base uma região
poligonal regular de n lados é dada pela soma das áreas das fa-
Seção transversal ces laterais. Como neste caso todas as áreas das faces laterais são
iguais, basta tomar a área lateral como:
É a região poligonal obtida pela interseção do prisma com um
plano paralelo às bases, sendo que esta região poligonal é con-
gruente a cada uma das bases.

Seção reta (seção normal)


É uma seção determinada por um plano perpendicular às ares- Cilindros
tas laterais.

Princípio de Cavaliere
Consideremos um plano P sobre o qual estão apoiados dois
sólidos com a mesma altura. Se todo plano paralelo ao plano dado
interceptar os sólidos com seções de áreas iguais, então os volu-
mes dos sólidos também serão iguais. Seja P um plano e nele vamos construir um círculo de raio r.
Tomemos também um segmento de reta PQ que não seja paralelo
Prisma regular ao plano P e nem esteja contido neste plano P.
É um prisma reto cujas bases são regiões poligonais regulares. Um cilindro circular é a reunião de todos os segmentos con-
gruentes e paralelos a PQ com uma extremidade no círculo.
Exemplos: Observamos que um cilindro é uma superfície no espaço R3,
Um prisma triangular regular é um prisma reto cuja base é um mas muitas vezes vale a pena considerar o cilindro com a região
triângulo equilátero. sólida contida dentro do cilindro. Quando nos referirmos ao cilin-
Um prisma quadrangular regular é um prisma reto cuja base dro como um sólido usaremos aspas, isto é, “cilindro” e quando
for à superfície, simplesmente escreveremos cilindro.
é um quadrado.
A reta que contém o segmento PQ é denominada geratriz e a
curva que fica no plano do “chão” é a diretriz.

Didatismo e Conhecimento 42
MATEMÁTICA
Exercícios

1. Dado o cilindro circular equilátero (h = 2r), calcular a área


lateral e a área total.

2. Seja um cilindro circular reto de raio igual a 2cm e altura


3cm. Calcular a área lateral, área total e o seu volume.

3. As áreas das bases de um cone circular reto e de um prisma


quadrangular reto são iguais. O prisma tem altura 12 cm e volume
Em função da inclinação do segmento PQ em relação ao plano igual ao dobro do volume do cone. Determinar a altura do cone.
do “chão”, o cilindro será chamado reto ou oblíquo, respectiva-
mente, se o segmento PQ for perpendicular ou oblíquo ao plano 4. Anderson colocou uma casquinha de sorvete dentro de uma
que contém a curva diretriz. lata cilíndrica de mesma base, mesmo raio R e mesma altura h da
casquinha. Qual é o volume do espaço (vazio) compreendido entre
Objetos geométricos em um “cilindro” a lata e a casquinha de sorvete?
Num cilindro, podemos identificar vários elementos:
- Base É a região plana contendo a curva diretriz e todo o seu Respostas
interior. Num cilindro existem duas bases.
- Eixo É o segmento de reta que liga os centros das bases do 1) Solução: No cilindro equilátero, a área lateral e a área total
“cilindro”. é dada por:
- Altura A altura de um cilindro é a distância entre os dois
planos paralelos que contêm as bases do “cilindro”. Alat = 2 r. 2r = 4 r2
- Superfície Lateral É o conjunto de todos os pontos do espa- Atot = Alat + 2 Abase
ço, que não estejam nas bases, obtidos pelo deslocamento paralelo Atot = 4 r2 + 2 r2 = 6 r2
da geratriz sempre apoiada sobre a curva diretriz. V = Abase h = r2. 2r = 2 r3
- Superfície Total É o conjunto de todos os pontos da superfí-
cie lateral reunido com os pontos das bases do cilindro. 2) Solução: Cálculo da Área lateral Alat = 2 r h = 2 2.3 =
- Área lateral É a medida da superfície lateral do cilindro. 12 cm2
- Área total É a medida da superfície total do cilindro. Cálculo da Área total Atot = Alat + 2 Abase Atot = 12 + 2 22 =
- Seção meridiana de um cilindro É uma região poligonal 12 + 8 = 20 cm2
obtida pela interseção de um plano vertical que passa pelo centro Cálculo do Volume V = Abase × h = r2 × h V = 22 × 3 =
do cilindro com o cilindro. × 4 × 3 = 12 cm33
Classificação dos cilindros circulares 3) Solução:
Cilindro circular oblíquo Apresenta as geratrizes oblíquas hprisma = 12
em relação aos planos das bases. Abase do prisma = Abase do cone = A
Cilindro circular reto As geratrizes são perpendiculares aos Vprisma = 2 Vcone
planos das bases. Este tipo de cilindro é também chamado de ci- A hprisma = 2(A h)/3
lindro de revolução, pois é gerado pela rotação de um retângulo. 12 = 2.h/3
Cilindro equilátero É um cilindro de revolução cuja seção h =18 cm
meridiana é um quadrado.
4) Solução:
Volume de um “cilindro”
V = Vcilindro - Vcone
Em um cilindro, o volume é dado pelo produto da área da base V = Abase h - (1/3) Abase h
pela altura. V = Pi R2 h - (1/3) Pi R2 h
V = Abase × h V = (2/3) Pi R2 h cm3
Se a base é um círculo de raio r, então:
V = r2 h
ANOTAÇÕES
Áreas lateral e total de um cilindro circular reto
Quando temos um cilindro circular reto, a área lateral é dada
por:
Alat = 2 r h
onde r é o raio da base e h é a altura do cilindro.
—————————————————————————
Atot = Alat + 2 Abase
Atot = 2 r h + 2 r2 —————————————————————————
Atot = 2 r(h+r)
—————————————————————————

Didatismo e Conhecimento 43
MATEMÁTICA
Tabela de Frequências: Como o nome indica, conterá os va-
TRATAMENTO DA INFORMAÇÃO: lores da variável e suas respectivas contagens, as quais são deno-
LEITURA, INTERPRETAÇÃO E minadas frequências absolutas ou simplesmente, frequências. No
CONSTRUÇÃO DE TABELAS E GRÁFICOS. caso de variáveis qualitativas ou quantitativas discretas, a tabela
de frequência consiste em listar os valores possíveis da variável,
numéricos ou não, e fazer a contagem na tabela de dados brutos
Tipos de gráficos: Os dados podem então ser representados do número de suas ocorrências. A frequência do valor i será repre-
de várias formas: sentada por ni, a frequência total por n e a frequência relativa por
fi = ni/n.
Diagramas de Barras Para variáveis cujos valores possuem ordenação natural (qua-
litativas ordinais e quantitativas em geral), faz sentido incluirmos
também uma coluna contendo as frequências acumuladas f ac, ob-
tidas pela soma das frequências de todos os valores da variável,
menores ou iguais ao valor considerado.
No caso das variáveis quantitativas contínuas, que podem as-
sumir infinitos valores diferentes, é inviável construir a tabela de
frequência nos mesmos moldes do caso anterior, pois obteríamos
praticamente os valores originais da tabela de dados brutos. Para
resolver este problema, determinamos classes ou faixas de valores
e contamos o número de ocorrências em cada faixa. Por ex., no
caso da variável peso de adultos, poderíamos adotar as seguintes
faixas: 30 |— 40 kg, 40 |— 50 kg, 50 |— 60, 60 |— 70, e assim por
diante. Apesar de não adotarmos nenhuma regra formal para esta-
Diagramas Circulares belecer as faixas, procuraremos utilizar, em geral, de 5 a 8 faixas
com mesma amplitude.
Eventualmente, faixas de tamanho desigual podem ser con-
venientes para representar valores nas extremidades da tabela.
Exemplo:

Histogramas

Gráfico de Barras: Para construir um gráfico de barras, re-


presentamos os valores da variável no eixo das abscissas e suas
Pictogramas as frequências ou porcentagens no eixo das ordenadas. Para cada
valor da variável desenhamos uma barra com altura corresponden-
1ª (10)
do à sua frequência ou porcentagem. Este tipo de gráfico é interes-
2ª (8)
3ª (4) sante para as variáveis qualitativas ordinais ou quantitativas dis-
4ª (5) cretas, pois permite investigar a presença de tendência nos dados.
5ª (4) Exemplo:
= 1 unidade

Didatismo e Conhecimento 44
MATEMÁTICA
Gráfico de Linha ou Sequência: Adequados para apresentar
observações medidas ao longo do tempo, enfatizando sua tendên-
cia ou periodicidade. Exemplo:

Diagrama Circular: Para construir um diagrama circular ou


gráfico de pizza, repartimos um disco em setores circulares corres-
pondentes às porcentagens de cada valor (calculadas multiplican-
do-se a frequência relativa por 100). Este tipo de gráfico adapta-se
muito bem para as variáveis qualitativas nominais. Exemplo:

Polígono de Frequência:
Semelhante ao histograma, mas construído a partir dos pontos
médios das classes. Exemplo:

Histograma: O histograma consiste em retângulos contíguos


com base nas faixas de valores da variável e com área igual à fre-
quência relativa da respectiva faixa. Desta forma, a altura de cada
retângulo é denominada densidade de frequência ou simplesmente Gráfico de Ogiva:
densidade definida pelo quociente da área pela amplitude da faixa. Apresenta uma distribuição de frequências acumuladas, utili-
Alguns autores utilizam a frequência absoluta ou a porcentagem na za uma poligonal ascendente utilizando os pontos extremos.
construção do histograma, o que pode ocasionar distorções (e, con-
sequentemente, más interpretações) quando amplitudes diferentes
são utilizadas nas faixas. Exemplo:

Didatismo e Conhecimento 45
MATEMÁTICA
Respostas
MÉDIA ARITMÉTICA.
1) Resposta “5”.
Solução:
M.A. ( 2 e 8 ) = 2 + 8 / 2 = 10 / 2 = 5 → M.A. ( 2 e 8 ) = 5.
Definição
2) Resposta “6”.
A média dos elementos do conjunto numérico A relativa à Solução:
adição é chamada média aritmética.
M.A. ( 3, 5 e 10 ) = 3 + 5 + 10 / 3 = 18 / 3 = 6 → M.A. ( 3, 5
e 10 ) = 6.
Cálculo da média aritmética

Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto 3) Resposta “10”.


numérico A = {x1; x2; x3; ...; xn}, então, por definição: Solução: Para resolver esse exercício basta fazer a soma dos
números e dividi-los por quatro, que é a quantidade de números,
portanto:
11+ 7 + 13 + 9 40
n parcelas M .A = = = 10
e, portanto, 4 4
x1; x2 ; x3;...; xn
x= Logo, a média aritmética é 10.
n
4) Resposta “164”.
Conclusão Solução: Quando falamos de média aritmética simples, ao di-
minuirmos um dos valores que a compõe, precisamos aumentar
A média aritmética dos n elementos do conjunto numérico A é a mesma quantidade em outro valor, ou distribuí-la entre vários
a soma de todos os seus elementos, dividida por n. outros valores, de sorte que a soma total não se altere, se quisermos
obter a mesma média.
Exemplo
Neste exercício, três dos elementos devem ter o menor valor
possível, de sorte que o quarto elemento tenha o maior valor dentre
Calcular a média aritmética entre os números 3, 4, 6, 9, e 13.
eles, tal que a média aritmética seja igual a 44. Este será o maior
Resolução valor que o quarto elemento poderá assumir.
Em função do enunciado, os três menores valores inteiros, pa-
Se x for a média aritmética dos elementos do conjunto (3, 4, 6, res, distintos e não nulos são:2, 4 e 6. Identificando como x este
9, 13), então x será a soma dos 5 elementos, dividida por 5. Assim: quarto valor, vamos montar a seguinte equação:
3 + 4 + 6 + 9 + 13 35 2+4+6+x
x= ↔x= ↔x=7 = 44
15 5 4
Solucionando-a temos:
A média aritmética é 7.
Logo, o maior valor que um desses números pode ter é 164.
1. Determine a média aritmética entre 2 e 8.
5) Solução:
2. Determine a média aritmética entre 3, 5 e 10. a) (15 + 48 + 36)/3 =
99/3 = 33
3. Qual é a média aritmética simples dos números 11, 7, 13
e 9?
b) (80 + 71 + 95 + 100)/4=
346/4 = 86,5
4. A média aritmética simples de 4 números pares distintos,
pertences ao conjunto dos números inteiros não nulos é igual a
44. Qual é o maior valor que um desses números pode ter? c) (59 + 84 + 37 + 62 + 10)/5=
= 252/5
5. Calcule a média aritmética simples em cada um dos seguin- = 50,4
tes casos:
a) 15; 48; 36 d) (1 + 2 + 3 + 4 + 5 + 6 + 7 + 8 + 9)/9=
b) 80; 71; 95; 100 45/9 =
c) 59; 84; 37; 62; 10 =5
d) 1; 2; 3; 4; 5; 6; 7; 8; 9

Didatismo e Conhecimento 46