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CENTRO PAULA SOUZA

FACULDADE DE TECNOLOGIA DE TATUÍ


CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PRODUÇÃO FONOGRÁFICA

PROF. DAVISON CARDOSO PINHEIRO

MANUAL PARA O NÚCLEO DE ACÚSTICA


“USO DO SOFTWARE EASE – ENHANCED ACOUSTIC SIMULATOR FOR
ENGINEERS – PARA SIMULAÇÕES ACÚSTICAS DE AMBIENTES.”
Versão 1

Tatuí/SP
JUNHO/2017
RESUMO

Esse manual foi desenvolvido na pesquisa intitulada “Uso do software EASE –


Enhanced Acoustic Simulator for Engineers – para simulações acústicas de
ambientes” que, essencialmente, através do uso de programas de computador,
fomenta a apropriação dos discentes e dos docentes na compreensão sistêmica entre
as diferentes disciplinas de acústica do curso de Produção Fonográfica (PF) da
Faculdade de Tecnologia de Tatuí.

Palavras-chave: o uso de software na aprendizagem de acústica; Estúdio FATEC-


Tatuí; posicionamento espacial na captação fonográfica.

2
LISTA DE IMAGENS

Imagem 1 – Opções na criação de Projeto...................................................................14

Imagem 2 – Nomear o projeto.......................................................................................14

Imagem 3 – Projeto criado, e o ícone à direita, do Modify Data....................................15

Imagem 4 – Janela de edição do projeto......................................................................15

Imagem 5 – Inserir vértices (Insert Vertex)...................................................................16

Imagem 6 – Janela de coordenada do vértice..............................................................17

Imagem 7 – Edição das coordenadas dos vértices.......................................................17

Imagem 8 – Uso da ferramenta “face”...........................................................................18

Imagem 9 – Fechando os vértices e criando uma superfície – face.............................18

Imagem 10 – Janela de edição da superfície................................................................19

Imagem 11 – Criação dos demais vértices e planos da volumetria do ambiente.........19

Imagem 12 – Conferindo a posição da face do plano – interna ou externa..................20

Imagem 13 – Verificar o fechamento do volume...........................................................21

Imagem 14 – Preparando o arquivo do AutoCad para a extensão DXF.......................21

Imagem 15 – Criando um projeto baseado na extensão DXF......................................22

Imagem 16 – Importando o arquivo DXF. (File > Import)..............................................22

Imagem 17 – Configurando os parâmetros do arquivo DXF.........................................23

Imagem 18 – Seleção dos layers a serem importados.................................................23

Imagem 19 – Janela de trabalho do CAD Converter.....................................................24

Imagem 20 – Duplicando o plano do piso para o plano do forro...................................25

Imagem 21 – Fechamento do volume do ambiente com todos os planos....................25

Imagem 22 – Criação da área de audiência..................................................................26

Imagem 23 – Na ferramenta Edit, deve-se recalcular (recompute) o volume (m³).......26

Imagem 24 – Seleção do material revestido nas faces internas da maquete 3D.........27

Imagem 25 – Mudança do material das faces <F2>.....................................................27

Imagem 26 – Seleção do material da face, e o coeficiente de absorção acústica........28

3
Imagem 27 – Volume recalculado da sala de aula........................................................28

Imagem 28 – Tempo de reverberação da sala. A opção da Fórmula de Eyring ou da


Fórmula de Sabine........................................................................................................29

Imagem 29 – Desenho da área de audiência................................................................30

Imagem 30 – Inserção da fonte sonora.........................................................................30

Imagem 31 – Para acessar as informações de mapeamento acústico, clicar na pasta


“Mapping”......................................................................................................................31

Imagem 32 – Criação do projeto e a escolha do modelo do auditório (auditory)..........32

Imagem 33 – Nomear o arquivo criado, e escolher o seu tipo......................................32

Imagem 34 – Uma vantagem de se selecionar um modelo existente, é que o mesmo


vem com o seu volume acústico consolidado...............................................................33

Imagem 35 – Modelo do auditório ativado....................................................................33

Imagem 36 – Pasta Mapping.........................................................................................34

Imagem 37 – Inteligibilidade (intelligibility) através do parâmetro %Alcons..................35

Imagem 38 – Seleção dos falantes (loudspeakers)......................................................35

Imagem 39 – Seleção das áreas de escuta..................................................................36

Imagem 40 – Seleção da intensidade de ruído de fundo por bandas de frequência....36

Imagem 41 – Gráfico gerado do som direto..................................................................37

Imagem 42 – Mapa da distribuição da pressão sonora (dBSPL) do som direto, e o


acoplamento das ondas sonoras...................................................................................37

Imagem 43 – Localização do ícone de AURA 3D na janela Mapping do EASE...........38

Imagem 44 – Processo de renderização do módulo de AURA do EASE.....................39

Imagem 45 – Parâmetros acústicos do AURA do EASE, descrevendo a posição de


escuta............................................................................................................................39

Imagem 46 – No módulo AURA, uma série de parâmetros acústicos podem ser


vistos.............................................................................................................................40

Imagem 47 – Opção de Ray Tracing na janela Mapping do EASE...............................41

Imagem 48 – Configurações de cores dos raios das ondas sonoras............................41

Imagem 49 – Acionando a imagem do Ray Tracing.....................................................42

Imagem 50 – A janela de processamento das informações do Ray Tracing................42

4
Imagem 51 – Projeção dos raios sonoros na cor amarela, vistos na janela View Project
do EASE........................................................................................................................43

Imagem 52 – Possíveis arquivos de áudio gerados no módulo Tools do EASE...........44

5
LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Inteligibilidade em %Alcons...........................................................................13

6
LISTA DE SIGLAS

FATEC-TA – Faculdade de Tecnologia de Tatuí


PF – Produção Fonográfica
RJI – Regime de Jornada Integral
EASE - Enhanced Acoustic Simulator for Engineers

7
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO.............................................................................................................9
1.1 SOBRE O EASE........................................................................................................9
2 AVALIAÇÃO DA ACÚSTICA DAS SALAS – MÉTODOS OBJETIVOS.................9
3 AVALIAÇÃO DA ACÚSTICA DAS SALAS – MÉTODOS SUBJETIVOS..............10
3.1 MÉTODOS SUBJETIVOS – AMBIÊNCIA...............................................................11
3.2 MÉTODOS SUBJETIVOS – CLARIDADE..............................................................12
3.3 MÉTODOS SUBJETIVOS – VOLUME....................................................................13
4 USANDO O EASE.....................................................................................................13
4.1 JANELA DE EDIÇÃO..............................................................................................15
4.2 IMPORTAÇÃO DE ARQUIVOS..............................................................................21
4.3 CONSTRUÇÃO DO VOLUME ACÚSTICO.............................................................24
4.4 TRABALHANDO COM OS MODELOS DO EASE..................................................31
4.5 VERIFICAÇÃO DA SIMULAÇÃO ACÚSTICA.........................................................34
4.5.1 MAPPING.............................................................................................................34
4.5.2 ROOM ACOUSTICS – AURA..............................................................................38
4.5.3 RAY TRACING.....................................................................................................40
4.6 TOOLS....................................................................................................................43
5 REFERÊNCIAS..........................................................................................................45

8
1 INTRODUÇÃO

A pesquisa intitulada “Uso do software EASE – Enhanced Acoustic Simulator


for Engineers – para simulações acústicas de ambientes”, objetiva a apropriação do
conhecimento deste programa de computador em material didático a ser usado pelos
estudantes de Produção Fonográfica. Também visa a criação de grupo de estudo e a
capacitação entre as distintas disciplinas afins no Curso de Produção Fonográfica
(PF), da Faculdade de Tecnologia de Tatuí.

1.1 SOBRE O EASE

O software EASE foi desenvolvido pela a empresa AFMG - Ahnert Feistel


Media Group – com sede em Berlin, Alemanha. Através do Projeto de RJI do professor
de Acústica dos Ambientes, o arquiteto Davison Cardoso Pinheiro, foram adquiridas
cinco licenças educacionais para o uso do Curso de Produção Fonográfica – PF –, da
FATEC-TA.

A AFMG, juntamente com a parceria da companhia SDA – Software Design


Ahnert GmbH – provê, para os projetistas e para os consultores acústicos, um sistema
de ferramentas para a prática profissional, dotado de detalhes, de modelagem
realística e de simulação de parâmetros e performance de sistemas de som. Além das
informações e da apresentação para os clientes, o EASE possui um vasto banco de
dados fornecido pelas marcas do mercado do áudio.

O software EASE tratado nesse manual encontra-se na sua versão 4.4.

2 AVALIAÇÃO DA ACÚSTICA DAS SALAS – MÉTODOS OBJETIVOS

Existem alguns parâmetros objetivos para se avaliar a qualidade acústica de


um ambiente. Para os ambientes existentes, pode-se medir em diversos locais,
através do uso do ruído rosa (pink-noise), do som de varredura (sweep), da curva de
energia-tempo (Energy-Time Curve – ETC) e da resposta impulsiva (Impulse
Response – IR). Com esses valores conseguimos saber as ressonâncias da sala; a
reverberação por faixas de frequências; os diferentes tempos do som direto, das

9
primeiras reflexões e da reverberação (Reverberation Time – RT60); e as
características específicas da resposta acústica sala.
Um exemplo da utilidade dessas informações é o uso da resposta impulsiva
captado em uma sala, e o seu uso, através de algoritmo, na simulação digital do seu
campo sonoro.
Uma resposta impulsiva traz algumas informações:
 Tempo de reverberação (RT60): É o tempo que o primeiro impulso captado
leva para decair 60dBSPL (decibel em nível de pressão sonora, – Sound
Pressure Level).
 Primeira reflexão (Initial Time Delay – ITD): É o tempo, em milissegundos
(ms), entre o primeiro e segundo impulsos captados. Este sinal é a primeira
reflexão captada da sala, com as suas características de decaimento de
intensidade (dBSPL) e de coloração (alteração das equalização entre as
frequências do som original).
 Tempo de decaimento primário (Early Decay Time – EDT10): É o tempo o
primeiro impulso captado leva para decair 10dBSPL, e o seu tempo é
multiplicado por 6.
 Razão entre a energia inical e a final (Early-to-late energy ratios – ELt):

ELt = 10.log.

Quando o tempo do impulso responsivo (IR) é de 80ms, essa medição é


chamada de C80, e expressa o índice de claridade do som. Esse índice é
utilizado para avaliar a inteligibilidade de uma sala de escuta musical.
Para a fala, como esta requer uma melhor compreensão da articulação das
palavras, o tempo do impulso responsivo (IR) é de 50ms, e a consequente
medição em C50.

Embora esses parâmetros possam ser captados em uma medição acústica de


uma sala existente, o EASE permite a simulação dos mesmos parâmetros em uma
maquete eletrônica.

3 AVALIAÇÃO DA ACÚSTICA DAS SALAS – MÉTODOS SUBJETIVOS

A percepção humana é o que lida diretamente com as qualidades sonoras, e,


por isso, o foco final da acústica de um ambiente. Os métodos subjetivos utilizam as

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impressões subjetivas, coletadas estatisticamente, que são categorizadas e
relacionadas com medidas objetivas.
Os termos subjetivos são divididos em:
 Ambiência (ambience): espacialidade (spaciousness); reverberância
(reverberance); qualidade tonal (tonal quality).
 Claridade (clarity): articulação (articulation); definição (definition);
inteligibilidade (intelligibility).
 Volume (loudness).

Em um ambiente, as diferentes relações do som direto (direct sound) e o


campo reverberante (reverberation field), resultante das reflexões do som direto, são
relacionados com amostras das apreensões subjetivas, e esquematizados em critérios
de qualidade acústica.
O software EASE, além dos métodos objetivos, utiliza também os métodos
subjetivos para a avaliação dos ambientes simulados.

3.1 MÉTODOS SUBJETIVOS – AMBIÊNCIA

Ambiência é a relação entre a reverberação e a espacialidade de uma sala.


A Reverberação é caracterizada pela composição do RT60 (reverberation time),
com o EDT (early decay time) e o ELR (early-to-late reverberation ratio).
A fórmula do RT60, também conhecida como fórmula de Sabine, leva em
consideração o volume em m³ (V) de uma sala, bem como o índice de absorção total
(A) da mesma. Essa expressão, que expressa uma grandeza em segundos, é dada
por:
RT60 = 0,161 .

A fórmula de Sabine representa adequadamente ambientes de grandes


dimensões, contudo para espaços menores a mesma perde a sua precisão. O
matemático Eyring desenvolveu uma fórmula de correção. As duas fórmulas, quando
os ambientes aumentam, acabam coincidindo. A expressão de Eyring é:
RT60 = 0,161 . V / -2,3 . St . log10 . (1-αm)

11
Onde St é a soma das superfícies internas do ambiente; αm é o coeficiente
médio ponderado de todas as superfícies e quaisquer objetos absorvedores contidos
no mesmo ambiente.
Ambas as fórmulas estão presentes no EASE e constam como opções para o
RT60 do ambiente simulado no software.

3.2 MÉTODOS SUBJETIVOS - CLARIDADE

Enquanto a ambiência trabalha com questões das reflexões do som e da


reverberação, a claridade busca o oposto, isto é, o destaque do som direto sobre o
campo reverberante. Uma sala acusticamente adequada, tem o seu uso específico no
ajuste entre a sua ambiência e a sua claridade.
Para a avaliação de um espaço voltado para a escuta musical, a claridade
(clarity) baseia-se no C80 como um índice de qualidade acústica. O mesmo se dá para
o espaço voltado para a fala, com o uso do C50.
Outras medidas para claridade (clarity), através da combinação com uma
equação matemática são:
 Índice de transmissão da fala (speech transmission index – STI): Mede a
inteligibilidade da fala e a sua relação com a reverberação e o ruído de
fundo.
 Índice de transmissão rápida da fala (rapid speech transmission index –
RASTI: É uma simplificação do STI.
 Perda da articulação das consonantes (articulation loss of consonants -
%Alcons): Compara a percepção das consonantes com níveis de qualidade
de inteligibilidade. Além dos %Alcons, essa equação leva em conta as
variáveis distância da fonte sonora (D), o tempo de reverberação (RT 60), o
volume da sala em m³ (V) e a diretividade da fonte sonora (Q). E é a

seguinte:

O valor em percentagem (%) do Alcons, através de amostragens com pessoas


e a sua reportagem da compreensão das consonantes, segue a seguinte tabela de
qualidade da inteligibilidade:

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Perdas Qualidade

0%-5% Excelente

5 % - 10 % Bom

10 % - 15 % Aceitável

Acima de 15 % Inaceitável

Tabela 1: Inteligibilidade em %Alcons.

3.3 MÉTODOS SUBJETIVOS – VOLUME

O volume (loudness) é a percepção humana da intensidade sonora, que,


fisicamente, é a amplitude de onda em nível de pressão sonora (dBSPL). A percepção
humana do volume das diferentes frequências varia de modo diferenciado com a
alteração da pressão sonora. O volume também depende do tamanho do ambiente e
da qualidade da fonte sonora. Em um auditório de escuta musical, o volume é de vital
importância, já que a intenção é que o som dos instrumentos se espalhe e preencha o
espaço, sem o uso de amplificação.
Para um auditório de fala, como o volume do som direto deve sobressair o
volume do campo reverberante, a amplificação e o posicionamento das caixas de som,
é de suma importância.

4 USANDO O EASE

O EASE trabalha com várias janelas que vão se abrindo, conforme as


diferentes ferramentas são acionadas. De início, ao se criar um projeto, temos
diversas opções de ambientes pré-definidos, além da opção para a criação de um
projeto vazio (Create Empty Project). Conforme mostra a imagem 1:

13
Imagem 1 – Opções na criação de Projeto.

Ao se criar um projeto novo, precisamos nomeá-lo nos seguintes campos,


conforme mostra a imagem 2. Também precisamos selecionar o tipo de arquivo, como
Mapping File.

Imagem 2 – Nomear o projeto.

Com o projeto criado, o passo seguinte é clicar no Modify Data, qual mostra a
imagem 3.

14
Imagem 3 – Projeto criado, e o ícone à direita, do Modify Data.

4.1 JANELA DE EDIÇÃO

Ao se clicar no Modify Data, abre-se uma nova janela do EASE. Essa é uma
janela de edição, onde se pode criar um nosso desenho em 3D, ou modificar um
desenho já existente.

Imagem 4 – Janela de edição do projeto.

15
Na sequência dessa cartilha, mostraremos alguns dos recursos de criação de
desenho no próprio EASE, contudo o software permite a importação de maquetes
eletrônicas nos formatos DXF (AutoCad e Revit) e SKP (Sketchup).

Na janela de edição, temos a visualização dos eixos cartesianos (X, Y, Z),


orientados no ponto (0, 0, 0). A partir do ícone inserir vértices (Insert Vertex),
começamos a pontuar os pontos que depois será unidos para a formação das
superfícies (paredes, pisos, tetos etc.).

Imagem 5 – Inserir vértices (Insert Vertex).

Ao se clicar na tela de trabalho a inserção do vértice, uma janela de orientação


espacial do mesmo se abre. Nesta janela, deve-se anotar o posicionamento nos três
eixos das coordenadas cartesianas, conforme a imagem 6. Também deve-se
desabilitar a opção da imagem visível (Image visible), porque a mesma cria um
segundo ponto imagem do primeiro, espelhado com o eixo X.

16
Imagem 6 – Janela de coordenada do vértice.

Todos os pontos, depois de criados, tal qual ocorrerá com as linhas e os


planos, possuem na barra de ferramenta horizontal superior do EASE, a opção de
edição. Nessa opção, aparecem todas as orientações espaciais dos elementos
desenhados.

Imagem 7 – Edição das coordenadas dos vértices.

17
Com os vértices devidamente dispostos no desenho, o próximo passo, através
da ligação dos mesmos, é desenhar, com o acionamento do ícone face, uma
superfície.

Imagem 8 – Uso da ferramenta “face”.

Quando o desenho do poliedro é fechado, o EASE abre uma janela


perguntando se o seu usuário deseja a criação de uma superfície, conforme a imagem
a seguir:

Imagem 9 – Fechando os vértices e criando uma superfície – face.

18
Na sequência, uma nova janela se abre e mostra as coordenadas da superfície
criada. Tal qual na criação do vértice, deve-se desabilitar a opção Image visible. A
opção Two fold também deve estar desabilitada, já que a mesma trabalha com duas
superfícies de absorção acústica.

Imagem 10 – Janela de edição da superfície.

Na sequência, deve-se repetir os procedimentos, na criação dos demais planos


que formarão a volumetria do ambiente acústico.

Imagem 11 – Criação dos demais vértices e planos da volumetria do ambiente.

19
Todos os planos, na exceção de quando são habilitados com a opção Two fold
(com os dois lados de absorção acústica), possuem apenas um lado de absorção
acústica. No EASE, os lados com absorção acústica, ao serem acionados, aparecem
na cor amarelo (essas cores podem ser alteradas nas configurações). Os lados
externos, sem propriedades acústicas, aparecem na cor branca (cor também
configurável). Como o desenho dos planos seguem diversas sequências na ligação
dos vértices, muitas vezes os lados das faces não correspondem com o interior do
ambiente acústico. Ao se clicar com o botão direito do mouse, e no comando invert,
pode-se inverter a face selecionada.

Imagem 12 – Conferindo a posição da face do plano – interna ou externa.

Com as faces internas posicionadas para dentro do ambiente, deve-se verificar


se o volume está completamente fechado. O EASE não trabalha com volumes que
tenham aberturas ou descontinuidades.

20
Imagem 13 – Verificar o fechamento do volume.

4.2 IMPORTAÇÃO DE ARQUIVOS

O EASE, além da possibilidade de criação de maquetes em sua janela de


edição, permite que arquivos de desenhos em 2D ou em 3D sejam importados de
outros programas. No exemplo a seguir, temos o desenho da Sala de Educação
Ambiental da Fatec Tatuí, desenhada no AutoCad. O AutoCad permite a exportação
de arquivos em DXF, extensão aceita pelo software EASE.

Imagem 14 – Preparando o arquivo do AutoCad para a extensão DXF.

21
Tal qual o início de um arquivo a ser editado no EASE, devemos começar pelo
comando de criação, contudo, acionando o tipo de arquivo como exportado em DXF,
conforme a imagem 15:

Imagem 15 – Criando um projeto baseado na extensão DXF.

Na sequência, na janela que se abriu, deve-se acionar a importação do arquivo


DXF/SKP. A extensão DXF é nativa do AutoCad e do Revit. A extensão SKP é nativa
do Sketchup.

Imagem 16 – Importando o arquivo DXF. (File > Import).

22
Na janela seguinte, deve-se escolher a escala do desenho que está sendo
importado, se o mesmo está em centímetros, metros etc.

Imagem 17 – Configurando os parâmetros do arquivo DXF.

Na sequência, surgem as opções de importação das camadas (layers) do


desenho original.

Imagem 18 – Seleção dos layers a serem importados.

23
O EASE, como todos os seus usos específicos, também abre uma nova janela
de trabalho para a conversão do desenho que está sendo importado. Neste caso, o
CAD Converter, conforme a imagem 19:

Imagem 19 – Janela de trabalho do CAD Converter.

4.3 CONSTRUÇÃO DO VOLUME ACÚSTICO

O desenho importado também pode ser editado da mesma forma que um


desenho originado no EASE. Uma opção para a criação de um desenho em planta
baixa importado, na construção de uma maquete 3D, é a duplicação da superfície do
piso para a formação do plano da laje. Neste caso, pode-se usar, no comando Edit, a
função Duplicate.

Essa função deve ser cuidadosamente manejada, já que por padrão a cópia
em imagem de qualquer elemento de desenho (ponto, reta e plano) vem habilitada.
Então deve-se sempre verificar e desabilitar essa opção quando desnecessária. Essas
imagens automáticas são simétricas com o eixo de coordenadas Y.

Ao se incluir as novas fontes sonoras no modelo em 3D, o mesmo


procedimento quanto ao acionamento ou não do elemento em imagem deve ser
verificado.

24
Imagem 20 – Duplicando o plano do piso para o plano do forro.

Com o plano do forro duplicado, as demais superfícies, através da ligação dos


vértices, são criadas.

Imagem 21 – Fechamento do volume do ambiente com todos os planos.

Na barra de ferramentas vertical existe o comando de criação da área de


audiência. Essa área será onde os parâmetros acústicos e os devidos índices será
simulados no EASE. A área de audiência é o plano em amarelo que aparece na
imagem 22:

25
Imagem 22 – Criação da área de audiência.

Como no EASE é necessário se trabalhar com volumes fechados, existe na


ferramenta Tools, a função de Check Holes. Essa função permite que o volume da
maquete desenhada seja averiguado quanto à sua vedação.

Uma vez verificado que a maquete está consolidada, é possível se obter as


informações gerais da sua volumetria acústica. Na ferramenta Edit, deve-se recalcular
(recompute) o volume (m³) da maquete eletrônica. Com esse volume ajustado, nessa
ferramenta já pode-se visualizar o RT60 do ambiente. Contudo, como ainda não foram
adicionados as propriedades acústicas nas superfícies, essa informação consta como
absorção total.

Imagem 23 – Na ferramenta Edit, deve-se recalcular (recompute) o volume (m³).

26
O EASE possui uma extensa biblioteca de materiais acústicos. Cada superfície
deve ser selecionada, e cada parte interna das faces (previamente na cor amarela),
deve ser acionada com o botão direito do mouse na opção de escolha do material
revestido, Wall Materials. Na pasta escolhida, haverá uma série de opções de
materiais a serem carregados no Project Database. Conforme demonstra a imagem
24.

Imagem 24 – Seleção do material revestido nas faces internas da maquete 3D.

Uma vez que todos os materiais a serem usados foram carregados na área do
Project Database, as demais superfícies devem ser selecionadas e direcionadas para
o seu material específico.

Imagem 25 – Mudança do material das faces <F2>.

27
Cada material selecionado para as faces da maquete 3D, possui o seu
coeficiente de absorção acústica, dado em Sabines por frequência (Hz), conforme
demonstra a imagem 26:

Imagem 26 – Seleção do material da face, e o coeficiente de absorção acústica.

Continuando os procedimentos no EASE, mas agora com a visualização de


uma maquete 3D de uma sala de aula padrão do prédio 1 da Fatec de Tatuí, temos a
imagem da ferramenta Edit e a sala com o seu volume (m³) já recalculado (recompute)
na aba Data.

Imagem 27 – Volume recalculado da sala de aula.

28
Como as faces já tiveram os seus materiais selecionados, através do comando
Change Wall Material, na aba do Room RT, aparece o tempo de reverberação em
segundos, por frequências (Hz), da sala por inteiro. Nesta aba, também há a opção da
escolha da fórmula de Sabine ou da fórmula de Eyring. Por motivos já explicados
nesse manual, deve-se priorizar a fórmula de Eyring. Nesta aba também existem
parâmetros gerais da sala, como a umidade, a temperatura e a pressão atmosférica.

Imagem 28 – Tempo de reverberação da sala. A opção da Fórmula de Eyring ou da


Fórmula de Sabine.

Da mesma forma que se procedeu no desenho da sala ambiental da Fatec de


Tatuí, deve-se agora, com a inclusão da área de audiência, através da barra de
ferramentas vertical posicionada à esquerda. Na imagem seguinte, essa área aparece
na cor amarela.

29
Imagem 29 – Desenho da área de audiência.

Da mesma forma que o EASE dispõe de uma vasta biblioteca de materiais


acústicos, também traz as especificações de diversas fontes sonoras, com os
aspectos específicos de muitos fabricantes. Ao se acionar a barra de ferramentas
vertical, e inserir uma fonte sonora, aparece uma janela com as opções. Todas as
fontes sonoras que existirão na sala devem ser selecionadas para a área do Project
Database.

Imagem 30 – Inserção da fonte sonora.

30
Com o volume da maquete fechado e recalculado, com os materiais das
superfícies escolhidos, com a área de audiência delimitada, e com as fontes sonoras
estimadas, o EASE está pronto para calcular diversos parâmetros acústicos. Para
tanto, deve-se voltar para a primeira janela de trabalho, onde o projeto foi criado, e
acionar a pasta Mapping, que mudará as opções para o trabalho de mapeamento das
informações acústicas a serem selecionadas, conforme a imagem seguinte:

Imagem 31 – Para acessar as informações de mapeamento acústico, clicar na pasta


“Mapping”.

4.4 TRABALHANDO COM OS MODELOS DO EASE

Na criação de um novo projeto, também existe a opção de se escolher um dos


modelos de ambientes pré-definidos do EASE. No exemplo a seguir, utilizaremos o
modelo do auditório (auditory).

31
Imagem 32 – Criação do projeto e a escolha do modelo do auditório (auditory).

Da mesma forma que já foi demonstrado na criação de um projeto novo, deve-


se nomear o projeto e escolher o tipo de arquivo.

Imagem 33 – Nomear o arquivo criado, e escolher o seu tipo.

Como esse é um modelo nativo do EASE, o mesmo já vem com as faces


devidamente orientadas e sem os eventuais problemas de um volume acústico sem
estar fechado. Na imagem seguinte, no comando Check Hole, o software resulta na
verificação com sucesso.

32
Imagem 34 – Uma vantagem de se selecionar um modelo existente, é que o mesmo
vem com o seu volume acústico consolidado.

O modelo vem com a área de audiência, um ponto de escuta referenciado pelo


objeto de uma cadeira, e com as fontes sonoras. O modelo vem com as faces ainda
sem a definição dos seus materiais, que terão que ser carregadas da biblioteca do
EASE. O mesmo ocorre com as fontes sonoras.

Imagem 35 – Modelo do auditório ativado.

33
Uma vez escolhidos os materiais das faces, e os tipos das fontes sonoras, os
parâmetros acústicos, tanto dos métodos objetivos, quanto dos métodos subjetivos,
podem ser escolhidos na pasta Mapping, que está na janela de trabalho inicial do
EASE.

4.5 VERIFICAÇÃO DA SIMULAÇÃO ACÚSTICA

Nessa Janela do programa raiz do EASE, depois da maquete em 3D


consolidada, isto é, com a sua volumetria fechada, com as suas superfícies ajustadas
com o material acústico desejado, com a escolha da fonte sonora e das áreas de
audiência, é possível se visualizar em 2D, ou em 3D, uma série de parâmetros dos
métodos subjetivos e objetivos do ambiente projetado.

4.5.1 MAPPING

Uma vez que o volume acústico da maquete eletrônica está estruturado, e as


audiências e fontes sonoras dimensionadas, pode-se acionar uma série de janelas de
trabalho do EASE. Essas janelas estão dentre da pasta Mapping, e trabalham com as
relações do som direto e do campo reverberante do ambiente simulado.

Imagem 36 – Pasta Mapping.

34
Vários índices de inteligibilidade são encontrados nessa pasta, entre eles o
%Alcons, que é utilizado como principal referência no Núcleo de Acústica da Fatec
Tatuí.

Imagem 37 – Inteligibilidade (intelligibility) através do parâmetro %Alcons.

Ao ser acionada alguma das ferramentas do Mapping do EASE, uma nova


janela de trabalho se abre. Nessa janela, os parâmetros também podem ser alterados,
como no caso de uma mudança no tipo de fonte sonora, conforme a imagem 38:

Imagem 38 – Seleção dos falantes (loudspeakers).

35
As áreas de escuta a serem simuladas também podem ser escolhidas, bem
como o ponto referenciado pelo objeto da cadeira, permitindo que o cálculo seja
direcionado para os espaços específicos.

Imagem 39 – Seleção das áreas de escuta.

Outro parâmetro que aumenta a definição e aproxima a simulação acústica de


uma situação real, é a possibilidade de estimar a quantidade da intensidade de ruído
de fundo por bandas de frequência.

Imagem 40 – Seleção da intensidade de ruído de fundo por bandas de frequência.

36
Os cálculos acústicos relacionam o som direto com o campo reverberante, e os
distintos índices de avaliação acústica de um ambiente.

Imagem 41 – Gráfico gerado do som direto.

Através de gradações de cores dos índices acústicos, é possível a rápida


visualização dos fenômenos acústicos, mesmo os cancelamentos de ondas, pela a
distribuição espacial do ambiente simulado.

Imagem 42 – Mapa da distribuição da pressão sonora (dBSPL) do som direto, e o


acoplamento das ondas sonoras.

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4.5.2 ROOM ACOUSTICS – AURA

Nessa pasta, uma série de informações acústicas são demonstradas em 2D ou


em 3D na própria maquete digital. Esse modo do Mapping do EASE exige mais
processamento para ser renderizado. Uma opção para um desempenho mais rápido é
a escolha do ponto de escuta, esquematizado pelo desenho da cadeira no EASE,
invés da superfície da audiência.

No módulo AURA, depois de renderizado o modelo, uma série de parâmetros


de inteligibilidade podem ser avaliados (STI, C50, C80, %Alcons etc.). Também tem o
T10, o T20 e o T30, que são os tempos de reverberação nos milissegundos
específicos.

Imagem 43 – Localização do ícone de AURA 3D na janela Mapping do EASE.

Após a escolha da resolução das informações acústicas, o EASE começa a


processar as informações. O tempo necessário depende diretamente desse fator.

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Imagem 44 – Processo de renderização do módulo de AURA do EASE.

Uma vez processadas as informações, no modo AURA do EASE, é possível se


escolher visualizar em gráfico, em tabela, ou com ambas combinadas, além da
imagem em 3D, com a gradação de cores.

Imagem 45 – Parâmetros acústicos do AURA do EASE, descrevendo a posição de


escuta.

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As informações do parâmetro desejado também se dão pelo espectro de
frequências (Hz).

Imagem 46 – No módulo AURA, uma série de parâmetros acústicos podem ser vistos.

4.5.3 RAY TRACING

Esse módulo do Mapping do EASE mostra o caminho das ondas sonoras


dentro de um ambiente, com as suas reflexões nas superfícies. O processamento
exigirá do computador proporcionalmente à quantidade de raios escolhidos, a
quantidade de fontes sonoras, e o tempo do espalhamento das reflexões sonoras.

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Imagem 47 – Opção de Ray Tracing na janela Mapping do EASE.

Para se visualizar os raios das ondas sonoras, o EASE possui a configuração


de cores. As informações também podem ser salvas em formato de texto e
diretamente exportadas.

Imagem 48 – Configurações de cores dos raios das ondas sonoras.

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Uma vez aberto o módulo do Ray Tracing, é necessário acessar a janela “Ray”,
e na mesma acionar o comando “Ray Tracing Impacts”. Depois de configuradas a
quantidade de raios, e o tempo de duração dos impactos, o processamento do EASE
começa, também durando o tempo proporcional ao optado.

Imagem 49 – Acionando a imagem do Ray Tracing.

Durante o processamento, o módulo do Ray Tracing mostra uma janela de


informação das reflexões configuradas.

Imagem 50 – A janela de processamento das informações do Ray Tracing.

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A janela do Ray Tracing não mostra a maquete em 3D dos raios processados.
Para se visualizar as informações, tem que se voltar à janela View Project, que foi
aberta assim que o módulo Ray Tracing foi iniciado.

Imagem 51 – Projeção dos raios sonoros na cor amarela, vistos na janela View Project
do EASE.

4.6 TOOLS

O EASE possui a janela Tools, que permite configurar e gerar uma série de
arquivos sonoros na extensão WAV. Esses arquivos podem servir para a
demonstração de suas propriedades sonoras, e para a medição acústica de
ambientes.

Esses sons gerados, e utilizados no contexto do Núcleo de Acústica da PF,


podem ser:

 Onda senóide.
 Onda retangular.
 Disparo de ruído.
 Ruído branco.
 Ruído rosa.
 Ruído de varredura.

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Imagem 52 – Possíveis arquivos de áudio gerados no módulo Tools do EASE.

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5 REFERÊNCIAS

EVEREST, F. Alton. Master Handbook of Acoustics. 5. ed. New York: The


McGraw-Hill Companies, 2009. 528 p.

NEWEL, Philip. Recording Studio Design. 5. ed. Oxford: Focal Press, 2012.
832 p.

POHLMANN, Ken. Handbook of Sound Studio Construction. 2. ed. New


York: McGrall-Hill/Tab Electronics, 2013. 352 p.

HARRIS, Ben. Home studio setup: everything you need to know from
equipment to acoustics. 1. ed. New York: Focal Press, 2009.

WHITE, Paul. Creative recording 2: microphones, acoustics,


soundproofing and monitoring. 1. ed. London: SMT, 2009.

PARSONS, Alan. Art & science of sound recording. 1. ed. Milwaukee: Hal
Leonard, 2014.

BALLOU, Glen. Handbook for Sound Engineers. 4. ed. Elsevier: Focal


Press, 2008.
EASE User’s Guide & Tutorial Outubro de 2009. Produzido por Renku–Heins.
Disponível em:
<http://www.afmgsupport.eu/SoftwareDownloadBase/EASE/EASE_4.3_Tutorial
_English.pdf>. Acesso em: 15 ago. 2016.

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