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SERAFIM - ASSESSORIA & CONSULTORIA JURÍDICA

MARCELO SERAFIM DE SOUZA - OAB/ES 18.472


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EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR JUIZA DE DIREITO 8ª VARA CRIMINAL - PRIVATIVA DA
EXECUÇÃO PENAL - DA COMARCA DE VILA VELHA/ES

Bem-aventurados os que
observam a justiça...
(Salmos 106:3)

GE nº 0008604-94.2010.8.08.0035

MÁRCIO DA CONCEIÇÃO, já devidamente qualificado nos autos da Guia de Execução, processo


em epígrafe, por seu advogado signatário, com escritório descrito no rodapé da página, onde
recebe as intimações e notificações de praxe, vêm com todo o acato e respeito à honrada
presença de Vossa Excelência, expor e requerer o seguinte.

SÍNTESE DOS FATOS


Trata-se de uma execução criminal, na qual MÁRCIO DA CONCEIÇÃO cumpre pena, em regime
fechado na Penitenciária Estadual de Vila Velha II – PEVV II, localizada no município de Vila Velha,
um total de 15 (quinze) anos 7 (sete) meses e 21 (vinte e um) dias de prisão de reclusão.

Ocorre que, conforme se observa nos autos físicos, o lapso temporal da pena do reeducando
tem sido desconsiderado para fins de aplicação de benefícios da execução criminal, conforme
se verifica no atestado de pena.

Nessa senda, observa-se que ainda não foi objeto das decisões proferidas até o momento, tanto
em sede de instrução e recursos, bem como na presente execução, o instituto da DETRAÇÃO.

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Rua José Alexandre Buaiz, nº 300 Vitória/ES (27) 99778-6930 / 3224-4950
Salas 1215/1216, Ed. Work Center Enseada do Suá marceloserafim.adv@gmail.com
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DA COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA EXECUÇÃO CRIMINAL PARA A CONCESSÃO DA DETRAÇÃO
A Lei nº. 7.210/84 estabelece em seu art. 66, inc. III, alínea c, que a competência de decidir sobre
detração é do Juízo da Execução, in verbis:
“Art. 66. Compete ao Juiz da execução:
[...]
III - decidir sobre:
[...]
c) detração e remição da pena;”

Ademais, esse é também o entendimento aplicado pelo TJMG, conforme os seguintes julgados:
EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL - FURTO QUALIFICADO - ART. 155, §
1º E § 4º, I, DO CP - ABSOLVIÇÃO POR AUSÊNCIA DE PROVAS - NÃO
CABIMENTO - AUTORIA E MATERIALIDADE DELITIVAS CONFIGURADAS -
CONFISSÃO JUDICIAL DO DENUNCIADO - APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA
INSIGNIFICÂNCIA - IMPOSSIBILIDADE - OUTRA PASSAGEM JUDICIAL EM
CRIME PATRIMONIAL - TIPICIDADE MATERIAL DA CONDUTA
RECONHECIDA - DESCLASSIFICAÇÃO PARA A MODALIDADE TENTADA -
IMPERTINÊNCIA - INVERSÃO DA POSSE DO BEM SUBTRAÍDO -
ATENUANTE DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA - COMPENSAÇÃO COM A
AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA - NECESSIDADE DETRAÇÃO DA PENA -
MOMENTO PROCESSUAL INOPORTUNO - MATÉRIA AFETA AO JUÍZO DA
EXECUÇÃO - CONCESSÃO DE PRISÃO DOMICILIAR - NÃO CABIMENTO -
COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA EXECUÇÃO.
- Nos crimes contra o patrimônio, entre eles o roubo, a confissão judicial
do réu, quando corroborada pela palavra da vítima e em harmonia com
as demais provas e os abalizados indícios amealhados ao longo da
instrução, é mais do que suficiente para alicerçar o decreto
condenatório.
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- A insignificância deve ser aferida levando-se em consideração não só o
valor da coisa subtraída, mas, também, outras circunstâncias capazes de
demonstrar que a conduta foi ofensiva e reprovável, revelando-se
incabível a aplicação do referido princípio na hipótese vertente, já que o
delito foi praticado por indivíduo que outrora já se envolveu em infração
penal de igual natureza.
- Inocorre tentativa, mas furto consumado se houve inversão da posse e
efetiva retirada da res da esfera de vigilância da vítima.
- Consoante recente entendimento já pacificado nos Tribunais
Superiores, a agravante da reincidência e a atenuante da confissão
espontânea, por serem igualmente preponderantes, devem ser entre si
compensadas.
- O recurso de apelação não é a via oportuna para o requerimento e a
análise da possibilidade ou não de detração da pena, nos termos do
disposto no art. 66, III, c, da Lei de Execucoes Penais, sendo o Juízo da
Execução o competente para análise de tal matéria, sob pena de
supressão de instância.
- A prisão domiciliar é somente possível caso ao menos uma das
hipóteses do art. 117 da LEP reste cumprida, sendo que a apreciação de
sua aplicação e conveniência deve ficar a cargo do Juízo da execução
penal, competente para decidir sobre tal matéria. (TJMG - Apelação
Criminal 1.0479.16.014238-2/001, Relator (a): Des.(a) Jaubert Carneiro
Jaques , 6ª CÂMARA CRIMINAL, julgamento em 17/10/2017, publicação
da sumula em 27/10/2017)

EMENTA: APELAÇÃO CRIMINAL - ROUBOS MAJORADOS - PRELIMINAR -


REFORMATIO IN PEJUS INDIRETA - INOCORRÊNCIA DE RECURSO
EXCLUSIVO DA DEFESA - MÉRITO - DETRAÇÃO DA PENA - INVIABILIDADE
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- COMPETÊNCIA DO JUÍZO DO CONHECIMENTO OU DA EXECUÇÃO
CRIMINAL. - Não se conhece da reformatio in pejus indireta se a primeira
sentença impugnada não foi anulada em recurso exclusivo da defesa,
como no caso dos autos, em que o ministério público também recorreu
visando justamente o incremento de majorante à condenação, mas o
pedido foi julgado prejudicado pela anulação do decisum. - Impossível a
detração penal, nos termos do art. 387, § 2º, do cpp, em sede recursal,
notadamente em razão da falta de informações acerca do efetivo
cumprimento da pena pelo acusado, ficando tal providência a cargo do
juízo do conhecimento ou da execução penal. (TJMG - Apelação Criminal
1.0313.11.020124-8/002, Relator (a): Des.(a) Agostinho Gomes de
Azevedo , 7ª CÂMARA CRIMINAL, julgamento em 18/10/0017,
publicação da sumula em 27/10/2017)

EMENTA OFICIAL: PENAL - TRÁFICO DE DROGA -ABSOLVIÇÃO -


IMPOSSIBILIDADE - AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS -
REDUÇÃO DA REPRIMENDA - NECESSIDADE - DETRAÇÃO DA PENA -
IMPOSSIBILIDADE - COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA EXECUÇÃO - DAR
PARCIAL PROVIMENTO AO RECURSO DA DEFESA. 1. Impõe-se a
condenação quando comprovadas estão a autoria e a materialidade do
delito de tráfico, afastando-se o pleito absolutório. 2. Reduz-se a pena
fixada visto que aplicada de forma exacerbada. 3. Impossível é a
detração da pena eis que esta cabe ao Juízo da Execução. 4. Recurso
parcialmente provido. (TJMG - Apelação Criminal 1.0637.11.007118-
9/004, Relator (a): Des.(a) Pedro Vergara , 5ª CÂMARA CRIMINAL,
julgamento em 10/10/2017, publicação da sumula em 23/10/2017)

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Além disso, não há prazo estipulado pela LEP para a realização desse pedido, razão pela qual
busca-se tempestivamente nessa oportunidade a análise desse Juízo acerca da DETRAÇÃO.

Portanto, a DETRAÇÃO é juridicamente oportuna à presente execução criminal e medida de


Justiça ao caso concreto.

DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS.


Ante o exposto, pugna à V. Exc.ª que declare a DETRAÇÃO do tempo a que faz jus o reeducando,
com a devida retificação do atestado de pena.

Termos em que,
Pede e espera deferimento.

Vitória/ ES, 12 de junho de 2018.

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MARCELO SERAFIM DE SOUZA
ADVOGADO - OAB/ES 18.472

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