Vous êtes sur la page 1sur 6

1

Neurociência na Educação
A. B. Bartoszeck
Professor visitante, Laboratório de Neurofisiologia, Instituto de Saúde Dr. Bezerra de Menezes,
Faculdades Integradas Espirita, Curitiba, Brasil

Resumo.
A neurociência é uma disciplina como um novo campo das ciências naturais,
recente agrupando neurologia, psicologia e variando de ambiente fetal até a idade adulta
biologia. Nos últimos anos muitos aspectos da avançada. A alfabetização em neurociência
fisiologia, bioquímica, farmacologia e estrutura reveste-se de importância para o cotidiano,
do sistema nervoso de invertebrados e o cérebro ajudando a população a ter melhor
de vertebrados foram elucidados. Estudos entendimento de si e dos avanços científicos,
fundamentais sobre a função da percepção, evitando especulações e a crença em
emoções, aprendizagem & memória mostraram neuromitologias. São esquematizadas
significativo progresso, especialmente adotando implicações educacionais a partir dos princípios
abordagens da neurociência cognitiva. de neurociência.
Aprendizagem e educação podem ser estudadas

Palavras-chave: neurociência, alfabetização em neurociência, neurociência cognitiva, ambientes


de aprendizagem.

Abstract.

Neuroscience is a relatively new approaches from cognitive neuroscience.


discipline joining neurology, psychology and Learning and education can be studied as a new
biology. In the last few years many aspects of field of natural sciences, ranging from fetal
the physiology, biochemistry, pharmacology environment up to adult old age. Neuroscience
and structure of the invertebrate nervous system literacy is important to every day life and help
and of the vertebrate brain have been elucidated. people understand themselves and scientific
Studies of basic perception, emotion and advancements, avoiding sheer speculations and
learning & memory functions are making belief in neuromyths. Neuroscience principles
substantial progress, specially adopting and classroom implications are outlined
.

Key-words: neuroscience, neuroscience literacy, cognitive neuroscience, learning environments.

Introdução Os circuitos neuronais são


responsáveis pelas funções básicas do nosso
A neurociência é uma das áreas do sistema nervoso bem como de outros animais.
conhecimento biológico que utiliza os achados No caso humano determinam como nos
de subáreas que a compõe, por exemplo, a comportamos como indivíduos. Nossas
neurofisiologia, a neurofarmacologia, o eixo emoções vivenciadas como medo, raiva e as
psiconeuro-endoimuno, a psicologia situações prazerosas da vida originam-se da
evolucionária, o neuroimageamento, a fim de atividade dos circuitos neuronais no cérebro
esclarecer como funciona o sistema nervoso (Johnston, 1999; LeDoux, 2002).
(Purpura, 1992; Purves et al., 1997; Kandel et Nossa habilidade de pensar e
al., 2000; Lent, 2001). armazenar lembranças depende de atividades
O desenvolvimento de técnicas físico-químicas complexas que ocorrem nos
modernas para o estudo da atividade cerebral circuitos neuronais (Dudai, 1989; Rose, 1992;
em crianças, adolescentes e adultos, durante a Schacter, 1996; Fields, 2005). Os circuitos
realização de tarefas cognitivas, tem permitido neuronais existentes no cérebro e medula
uma investigação mais precisa dos circuitos espinhal programam todos nossos movimentos,
neuronais durante seu funcionamento, que desde colocar fio no buraco da agulha até chutar
geram as capacidades intelectuais humanas, uma bola na partida de futebol. Este entrelaçado
como linguagem, criatividade, raciocínio de processos neuronais também controla
(Rocha & Rocha, 2000). inúmeras funções no organismo humano. Por
exemplo, a manutenção da temperatura

1
2

corporal, a pressão sanguínea são controlados As crianças por natureza têm espírito
automaticamente, fazendo com que nosso corpo inquisidor e inquieto. Logo aprendem (e mesmo
fique em atividade, sem que tomemos no final da vida uterina) a coletar informação do
conhecimento do que os circuitos neuronais mundo interno & externo, por meio de
estão fazendo. receptores e dos órgãos sensoriais. Estes lhes
São funções autônomas orquestradas trazem as sensações primárias que logo se
pelos circuitos neuronais, e ocorrem de forma tornam percepções gustativas, olfativas,
não consciente (Rocha, 1999; Beatty, 2001). A auditivas, visuais e táteis. À medida que
biologia elementar mostra claramente que amadurecem aperfeiçoam a interpretação de seu
qualquer animal é o produto de complexa ambiente e melhoram a tomada de decisões,
interação entre sua genética e os fatores baseadas nestas informações (Eliot, 1999).
ambientais (Werner, 1997). Nos primórdios da Na população em geral, e em alguns
história dos seres vivos elementares, a evolução casos crianças em idade escolar, podem estar
aquinhoava vantagens competitivas aos animais afetados por patologias neurológicas ou
cujo sistema nervoso pudesse fazer projeções distúrbios afetivos. Não é incomum membros da
antecipadas, de acontecimentos baseadas em família mais idosos como tios, avôs, devido a
correlações do passado. O cérebro que aprende longevidade atual maior, estarem acometidos
confere vantagens adaptativas ao seu possuidor por doenças como Alzheimer e Parkinson.
na procura de alimentos, parceiros sexuais, Mesmo na sala de aula as crianças convivem
localização de abrigos e evitar perigos, com colegas com dificuldades de aprendizagem
garantindo maior longevidade (Churchland & (déficit de atenção, hiperatividade, dislexia,
Churchland, 2002; Churchland, 2004). Bossa, 2000; Cameron & Chudler, 2003). Por
outro lado, há evidência, com aumento
Alfabetização em Neurociência. substancial no ensino médio, documentada do
uso de álcool, cigarro e maconha precocemente
Baseada no conceito amplo de já na escola primária (ensino fundamental), com
alfabetização científica (Lacerda, 1997; Freire- aumento significativo no ensino médio (Wilson
Maia; Bizzo, 1998) a alfabetização em et al., 2002).
neurociência pode ser definida como o Diferentemente do que ocorre nos
entendimento dos processos e conceitos para a paises desenvolvidos, curiosamente a população
compreensão de tópicos relativos às doenças do adulta brasileira mostra um interesse diminuído
cérebro e distúrbios do comportamento. por tópicos relativos a doenças do sistema
Também se ocupa dos mecanismos saudáveis de nervoso, consumo abusivo de drogas e atividade
sua função cerebral regular (Livingstone, 1973; motora. A preferência recai em aspectos de
Nyslinski, 2001; Herculamo-Houzel, 2002) memória, consciência, emoção e
desenvolvimento do sistema nervoso
Os frutos da alfabetização científica (Herculano-Houzel, 2003). Observa-se que
para a sociedade em geral e o indivíduo em crianças estão mais interessadas no
particular incluem: funcionamento normal do cérebro, do que no
1- uso do conhecimento em cérebro doente, indicando portanto, que
neurociência para a concepção de ambientes políticas educacionais devem ser implementadas
para a participação social de indivíduos neste sentido. Os currículos devem incentivar a
portadores de características específicas de alfabetização científica (Zardetto-Smith et al.,
processamento pelo sistema nervoso; 2000).
2- tomada de decisões
esclarecidas em caráter pessoal ou familiar em Aprendizagem e Educação.
relação à saúde, como suporte para o bom
funcionamento do sistema nervoso na faixa O aprender e o lembrar do estudante
etária de criança a adulto; ocorre no seu cérebro. Conhecer como o cérebro
3- aplicação do conhecimento funciona não é a mesma coisa do que saber qual
neurocientífico para o bom desenvolvimento e é a melhor maneira de ajudar os alunos a
funcionamento do cérebro de recém-nascidos, aprender. A aprendizagem e a educação estão
crianças, adolescente e adultos; intimamente ligados ao desenvolvimento do
4- o entendimento e o cérebro, o qual é moldável aos estímulos do
desenvolvimento de postura crítica frente a ambiente (Fischer & Rose, 1998). Os estímulos
pesquisa e material neurocientífico veiculado do ambiente levam os neurônios a formar novas
pela mídia (adaptado de Zardetto-Smith et al., sinapses. Assim, a aprendizagem é o processo
2002). pelo qual o cérebro reage aos estímulos do
ambiente, ativando sinapses, tornado-as mais
Crianças & Neurociência. “intensas”. Como conseqüência estas

2
3

constituem-se em circuitos que processam as contribuições para a educação (Berninger &


informações, com capacidade de Corina, 1998; Stanovich, 1998; Brown &
armazenamento molecular ( Shepherd, 1994; Bjorklund, 1998; Geake & Cooper, 2003;
Mussak, 1999; Koizumi, 2004). Geake, 2004).
O estudo da aprendizagem une a Pesquisadores em educação têm uma
educação com a neurociência (Livingstone, postura otimista de que as descobertas em
1973; Saavedra, 2002; Mari, 2002, Flores, neurocências contribuam para a teoria e práticas
2003). A neurociência investiga o processo de educacionais. Destarte, uma avalanche de
como o cérebro aprende e lembra, desde o nível artigos leigos em jornais diários e revistas de
molecular e celular até as áreas corticais. A divulgação e mesmo periódicos científicos, têm
formação de padrões de atividade neural exagerando os benefícios desta contribuição,
considera-se que correspondam a determinados variando daqueles totalmente especulativos
“estados & representações mentais” (Kelso, àqueles incompreensíveis e esotéricos (Bruer,
1995; Shepherd, 1998). O ensino bem sucedido 1997; 1998; 1999). Exemplos incluem
provocando alteração na taxa de conexão empreendimentos para desenvolver currículo
sináptica, afeta a função cerebral. Por certo, isto sob medida, para atender fraqueza/excelência
também depende da natureza do currículo, da daqueles alunos que usam preferencialmente um
capacidade do professor, do método de ensino, dos hemisférios. Este “neuromito” é uma
do contexto da sala de aula e da família e informação infundada do que a neurociência
comunidade. pode oferecer à educação (Williams, 1996;
Todos estes fatores interagem com as Springer & Deutsch, 1998; OCDE, 2003).
características do cérebro dos indivíduos Alternativamente à proposta de John
(Lowery, 1998; Westwater & Wolfe, 2000; Bruer (1997; 2002) o qual argumenta que a
Ramos, 2002). A alimentação afeta o cérebro da neurociência possivelmente nunca contribuirá
criança em idade escolar. Se a dieta é de baixa para a educação devido a desarticulação de
qualidade, o aluno não responde adequadamente conhecimentos entre as duas áreas, contrapõe-se
à excelência do ensino fornecido (Given, a postura de Connell (2004). O pesquisador da
1998). Universidade Harvard argumenta que,
introduzindo o “nível de análise” com
Neurociência cognitiva & Educação. agregação da neurociência computacional,
elimina as fronteiras específicas. Assim, a
A neurociência cognitiva (Gazzaniga et neurociência, psicologia & ciências cognitivas
al., 2002) utiliza vários métodos de investigação somadas à educação, trazem novo
(por ex. tempo de reação, eletroencefalograma, enquadramento e integração destas áreas do
lesões em estruturas neurais em animais de conhecimento (Anderson, 1992: McKnight &
laboratório, neuroimageamento) a fim de Walberg, 1998)
estabelecer relações cérebro & cognição em
áreas relevantes para a educação. Está Neurociência e prática educativa.
abordagem permitirá o diagnóstico precoce de
transtornos de aprendizagem. Este fato exigirá A pesquisa em neurociência por si só
métodos de educação especial, ao mesmo tempo não introduz novas estratégias educacionais.
a identificação de estilos individuais de Contudo fornece razões importantes e concretas,
aprendizagem e a descoberta da melhor maneira não especulativas, porque certas abordagens e
de introduzir informação nova no contexto estratégias educativas são mais eficientes que
escolar (Byrnes & Fox, 1998). outras (Reynolds, 2000; Smilkstein, 2003). A
Investigações focalizadas no cérebro tabela 1 sugere como o cérebro aprende em
averiguando aspectos de atenção, memória, determinado ambiente de sala de aula.
linguagem, leitura, matemática, sono e emoção
& cognição, estão trazendo valiosas

3
4

Tabela 1. Princípios da neurociência com potencial aplicação no ambiente de sala de aula.


Princípios da neurociência Ambiente de sala de aula
1. Aprendizagem & memória e emoções ficam Aprendizagem sendo atividade social, alunos
interligadas quando ativadas pelo processo de precisam de oportunidades para discutir tópicos.
aprendizagem Ambiente tranqüilo encoraja o estudante a expor
seus sentimentos e idéias.
2. O cérebro se modifica aos poucos fisiológica e Aulas práticas/exercícios físicos com envolvimento
estruturalmente como resultado da experiência. ativo dos participantes fazem associações entre
experiências prévias com o entendimento atual.
3. o cérebro mostra períodos ótimos (períodos Ajuste de expectativas e padrões de desempenho às
sensíveis) para certos tipos de aprendizagem, que características etárias específicas dos alunos, uso
não se esgotam mesmo na idade adulta. de unidades temáticas integradoras.

4. O cérebro mostra plasticidade neuronal Estudantes precisam sentir-se “detentores” das


(sinaptogênese), mas maior densidade sináptica não atividades e temas que são relevantes para suas
prevê maior capacidade generalizada de aprender. vidas. Atividades pré-selecionadas com
possibilidade de escolha das tarefas, aumenta a
responsabilidade do aluno no seu aprendizado.
5. Inúmeras áreas do córtex cerebral são Situações que reflitam o contexto da vida real, de
simultaneamente ativadas no transcurso de nova forma que a informação nova se “ancore” na
experiência de aprendizagem. compreensão anterior.
6. O cérebro foi evolutivamente concebido para Promover situações em que se aceite tentativas e
perceber e gerar padrões quando testa hipóteses. aproximações ao gerar hipóteses e apresentação de
evidências. Uso de resolução de “casos” e
simulações.
7. O cérebro responde, devido a herança primitiva, Propiciar ocasiões para alunos expressarem
às gravuras, imagens e símbolos. conhecimento através das artes visuais, música e
dramatizações.
(Modificado de Rushton & Larkin, 2001; Rushton et al., 2003).

Conclusão Beatty, J. (2001). The human brain:


essentials of behavioral neuroscience. Thousand
A neurociência oferece um grande Oaks, CA: Sage Publications.
potencial para nortear a pesquisa educacional e Berninger, V. W., Corina, D. (1998).
futura aplicação em sala de aula. Pouco se Making cognitive neuroscience educationally
publicou para análise retrospectiva. Contudo, relevant: creating bidirectional collaborations
faz-se necessário construir pontes entre a between educational psychology and cognitive
neurociência e a prática educacional. Há forte neuroscience. Educational Psychology Review,
indicação de que a neurociência cognitiva está 10(3):343-354.
bem colocada para fazer esta ligação de saberes. Bizzo, N. (1998). Ciências: fácil ou
Políticas educacionais devem ser planejadas difícil. São Paulo, SP: Editora Ática.
através da alfabetização em neurociência, como Bossa, N. A. (2000). Dificuldades de
forma de envolver o público em geral além dos aprendizagem: o que são? Como tratá-las. Porto
educadores. É preciso aprofundar o estudo de Alegre, RS: Artmed Editora.
ambientes educativos não tradicionais, que Bransford, J. D., Brow, A. L., Cocking,
privilegiem oportunidades para que os alunos R. R. (2000). How people learn: brain, mind,
desenvolvam entendimento, e que possam experience, and school. Washington, D.C.:
construir significado à partir de aplicações no National Academy Press.
mundo real. Brown, R. D., Bjorklund, D. F. (1998).
The biologizing of cognition, development and
Referências education: approach with cautious enthusiasm.
Educational psychology Review, 10(3):355-
Anderson, O. R. (1992). Some 373.
interrelations between constructivist models of Bruer, J. T. (1997). Education and the
learning and current neurobiological theory, brain: a bridge too far. Educational Researcher,
with implications for science education. Journal 26(8):4-16.
of Research in Science Teaching, 29(10):1037- Bruer, J. T. (1998). Brain science, brain
1058. fiction. Educational Leadership, 56(3):14-18.

4
5

Bruer, J. T. (1999). The myth of the Herculano-Houzel, S. (2003). What


first three years: a new understanding of early does the public want to know about the brain?
brain development and lifelong learning. New Nature Neuroscience, 6:325.
York, NY: The Free Press. Johnston, V. S. (1999). Why we feel:
Bruer, J. T. (2002). Avoiding the the science of human emotions. Cambridge,
pediatrician’s error: how neurocientists can help MA: Perseus Books.
educators (and themselves). Nature Kandel, E. R., Schwartz, J. H., Jessell,
Neuroscience supplement, 5:1031-1033. T. M. (2000). Principles of neural science, New
Byrnes, J. P., Fox, N. A. (1998). The York, NY: McGraw-Hill.
educational relevance of research in cognitive Kelso, J. A. S. (1995). Dynamic
neuroscience. Educational Psychology Review, patterns: the self-organization of brain and
10(3):297-342. behavior. Cambridge, MA: MIT Press.
Cameron, W., Chudler, E. (2003). A Koizumi, H. (2004). The concept of
role for neuroscientist in engaging young minds. developing the brain: a new science of learning
Nature Reviews, 4:1-6. and education. Brain & Development, 26:433-
Churchland, P. S. (2004). How neurons 441.
know? Deadalus, 133(1):42-50. Lacerda, G. (1997). Alfabetização
Churchland, P.S., Churchland, P. S. científica e formação profissional. Educação &
(2002). Neural worlds and real words, Nature Sociedade, 18(60):91-108.
Reviews Neuroscience, 3(11):903-907. LeDoux, J. (1996). The emotional
Connell, M. W. (2004). A response to brain: the mysterious underpinnings of
John Bruer’s bridge too far. AERA Annual emotional life. New York, NY: Touchstone.
Conference Abstract, San Diego, CA, 32p. LeDoux, J. (2002). Synaptic self: how
Dudai, Y. (1989). The neurobiology of our brains become who we are. New York, NY:
memory: concepts, findings, trends. Oxford, Viking Penguin.
UK: Oxford University Press. Lent, R. (2001). Cem bilhões de
Eliot, L. (1999). What’s going on in neurônios: conceitos fundamentais de
there?-how the brain and mind develop in the neurociências. São Paulo, SP: Editora Atheneu.
first five years of life. New York, NY: Bantan Livingston, R. B. (1973). Neuroscience
Books. and education. Prospects, 3(4):415-437.
Fields, R. D. (2005). Memórias que Lowery, L. (1998). How new science
ficam. Scientific American Brasil, 34:61-67. curricula reflect brain research. Educational
Fischer, K. W., Rose, S. P. (1998). Leadership, 56(3):26-30.
Growth cycles of the brain and mind. McKnight, K. S., Walberg, H. J.
Educational Leadership, 56(3):56-60. (1998). Neural network analysis of student
Flores, R. Z. (2002). Neurociências: as essays. Journal of Research & Development in
conseqüências da valorização do neurônio. Em: Education, 32(1):26-31.
Mota, R., Flores, R. Z., Sepel, L., Loreto, E. Mussak, E. (1999). Cérebro de
(orgs.) Método científico & fronteiras do Estudante: e você sempre será um. Campinas,
conhecimento. Pp.141-156. Santa Maria, RS: SP: Gráfica e Editora Paes.
CESMA. Myslinski, N. R. (2001). A revolution
Freire-Maia, N. (1997). A ciência por in brain literacy. Cerebrum, 3(4):60-73.
dentro. Petrópolis, RJ: Editora Vozes. OCDE-Organização de Cooperação e
Gazzaniga, M. S., Ivry, R. B. (2002). Desenvolvimento Econômicos. (2002).
Cognitive Neuroscience: the biology of the Compreendendo o cérebro. São Paulo, SP:
mind. New York, NY: W. W. Norton. Editora SENAC.
Geake, J. (2004). Cognitive Pereira, C. D. (2002). Neurociência e
neuroscience and education: two-way traffic or educação. Em: Martins, R.P., Mari, H. (orgs.)
one-way street? Westminster Studies in Universo do Conhecimento. Pp. 221-241. Belo
Education, 27(1):87-98. Horizonte, MG: Faculdade de Letras da UFMG.
Geake, J., Cooper, P. (2003). Cognitive Purpura, P.D. (1992). A neuroscience
neuroscience: implications for education? curriculum. Em: Marston, R. Q., Jones, R. M.
Westminster Studies in Education, 26(1):720. (eds). Medical Education in transition. Pp. 58-
Given, B. K. (1998). Food for thought. 66. Princeton, NJ: Robert Wood Johnson
Educational Leadership, 56(3):68-71. Foundation.
Herculano-Houzel, S. (2002). Do you Purves, D. , Augustine, G. J.,
know your brain? A survey on the public Fitzpatrick, D., Katz, L. C., La Mantia, A-S.,
neuroscience literacy at the closing of the McNamara, J. O. (1997). Neuroscience.
decade of the brain. The Neuroscientist, Sunderland, MA: Sinauer Associates.
8(2):98-110.

5
6

Ramos, C. (2002). O despertar do Shepherd, G. M. (1998). The synaptic


gênio: aprendendo com o cérebro inteiro. Rio de organization of the brain. 4th ed., New York,
Janeiro, RJ: Qualitymark Editora. NY: Oxford University Press.
Reynolds, S. (2000). Learning is a Smilkstein, R. (2003). We’re born to
verb: the psychology of teaching and learning. learn: using the brain’s natural learning process
Scottsdale, AZ: Holcomb Hathaway Publishers. to create today´s curriculum.
Rocha, A. F. (1999). O cérebro: um Thousand Oaks, CA: Corwin Press.
breve relato de sua função. Jundiaí, SP: EINA. Springer, S. P., Deutsch, G. (1998).
Rocha, A. F., Rocha, M. T. (2000). O Cérebro esquerdo, cérebro direito. São Paulo,
cérebro na Escola. Jundiaí, SP: EINA. SP: Summus Editorial.
Rose, S. (1992). The making of Stanovich, K. E. (1998). Cognitive
memory: from molecules to mind. New York, neuroscience and educational psychology:what
NY: Anchor Books. season is it? Educational psychology Review,
Rushton, S. P., Eitelgeorge, J., 10(4): 419-426.
Zickafoose, R. (2003). Connecting Brian Werner, D. (1997). O pensamento de
Cambourne’s conditions of learning theory to animais e intelectuais: evolução e
brain/mind principles: implications for early epistemologia. Florianópolis, SC: Editora
childhood educators. Early Childhood UFSC.
Education Journal, 31(1):11-21. Westwater, A., Wolfe, P. (2000). The
Rushton, S., Larkin, E. (2001). Shaping brain-compatible curriculum. Educational
the learning environment: connecting Leadership, 58(3):49-52.
developmentally appropriate practices to brain Williams, L. V. (1986). Teaching for
research. Early Childhood Education Journal, the two-sided mind: a guide to right brain/left
29(1):25-33. brain education. New York, NY: Simaon &
Saavedra, M. A. (2002). Algumas Schuster.
contribuiciones de las neurociencias a la Wilson, N. V., Battistich, V., Syme, S.
educacion. Revista Enfoques Educacionales, L., Boyce, W. T. (2002). Does elementary
4(1):65-73. school alcohol, tobacco and marijuana use
Schacter, D. (1996). Searching for increase middle school risk? Journal of
memory: the brain, the mind and the past. New Adolescent Health, 30:442-447.
York, NY: Basic Books. Zardetto-Smith, A. M., Mu K., Phelps,
Shepherd, G. M. (1994). Neurobiology. C.L., Houtz, L. E., Royeen, C. B. (2002). Brains
3a. ed., New York, NY: Oxford University rule! Fun=learning=neuroscience literacy. The
Press. Neuroscientist, 8(5): 396-404.

Amauri Betini Bartoszeck*

* Professor Adjunto de Fisiologia, Fellow in Basic Medical Education, Universidade Federal do


Paraná, e-mail: bartozek@ufpr.br.

Correspondência: Cx. Postal 2276, 80011-970 Curitiba, PR-Brasil; e-mail:


abartoszeck@yahoo.com.br