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Todas as cartas de amor...

(Álvaro de Campos)

Todas as cartas de amor são


Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,


Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,


Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia


Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje


As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,


Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

 Álvaro de Campos: Foi um heterônimo criado pelo escritor português Fernando Pessoa,
nascido em Lisboa. Costuma retratar muito em seus poemas ambientes urbanos, e os seus
principais temas estão relativos a sentimentos do homem em meio à cidade.
 Heterônimo: Heterônimo é o contrário de pseudônimo. O pseudônimo é um “nome falso”
que um escritor inventa para publicar alguma obra, mas as suas características permanecem
as mesmas. O heterônimo é um personagem completamente diferente do autor: tem
características totalmente opostas. É como se o escritor inventasse outra pessoa ao criar
determinada obra.

 Fernando Pessoa: Foi um escritor português nascido em 1888, em Lisboa. É um dos maiores
poetas da língua portuguesa. Passou a infância fora de Portugal e só retorna ao seu país de
origem em 1905. Começou a sua carreira publicando em revistas e escreveu muitos poemas.
Morreu em 1935, vítima de uma doença no fígado.

 Lisboa: É a capital de Portugal e fica na costa do Oceano Atlântico. Seu clima é


mediterrânico: a primavera é fresca e quente, com algumas chuvas, e o verão costuma ser
quente e seco. O inverno é fresco, com muita chuva, enquanto o outono é mais ameno,
apesar de ter uma temperatura mais instável. Apesar de não ser uma cidade grande, tem por
volta de 500 mil habitantes.

 Cartas: A carta foi a principal fonte de comunicação durante muito tempo. Antes da era do
telefone e da internet, as pessoas (quando estavam longe) se comunicavam por meio de
cartas. Existem vários tipos de carta, mas a que era usada para se comunicar com outros era
a carta pessoal. Com a invenção da telefonia e da internet, a carta foi substituída por
mensagens de telefone e pelo uso do e-mail.

 Carta pessoal: É um gênero textual usado pra falar com pessoas com quem se tem mais
intimidade, como amigos e parentes. A linguagem usada na carta pessoal costuma ser mais
informal, visto que presume-se que se tem mais intimidade para quem a carta será enviada.
Outra característica marcante é que ela sempre é datada e assinada pelo remetente (pessoa
que escreve a carta).

 Telefonia: É a comunicação entre pessoas através do telefone. Primeiramente, essa


comunicação só era possível pela transmissão das vozes através do aparelho. Atualmente, há
outras maneiras, como as mensagens de texto e os aplicativos conectados à internet, como o
WhatsApp e o Messenger.
 E-mail: O e-mail é como se fosse uma carta virtual. Para enviá-lo, ou recebê-lo, o usuário
tem de estar conectado à internet. Também é chamado de correio eletrônico. É bem prático
porque o usuário pode enviar o mesmo e-mail para vários outros, caso queira. Para ser capaz
de enviar e receber e-mails, o usuário precisa se cadastrar em algum servidor e criar um
endereço de e-mail. Não serve somente para comunicação, grande parte das mídias sociais
pede que, na hora do cadastro, o usuário coloque seu endereço de e-mail.

 Amor: É uma emoção que até hoje não sabemos bem como explicar. Há várias formas de
expressá-lo, e isso muda conforme a sociedade e o tempo. Existem muitos tipos de amor, e
toda pessoa é livre para vivê-lo, desde que seja consensual. O amor, no entanto, não se
restringe ao namoro e outros tipos de relacionamento: há o amor entre parentes e a amizade,
por exemplo. Uma das formas que até hoje marcam a celebração do amor é o casamento.

 Emoção: É o sinônimo de sentimento, e não existe apenas uma. O amor, por exemplo, não é
a única emoção que o ser humano pode sentir. Somos capazes de sentir, além dele, tristeza,
raiva e surpresa, por exemplo. Temos muitos tipos de emoções ao longo da vida e,
constantemente, aprendemos a lidar com elas.

 Amizade: É tão difícil de explicar esse sentimento como é difícil definir o que é amor, não é
mesmo? A amizade é um sentimento de identificação e empatia com o outro. Conhecemos
uma pessoa e passamos a amá-la de uma forma diferente do que amaríamos um namorado
ou uma namorada. Podemos ser amigos e amigas de pessoas da nossa turma, da nossa
família, do nosso trabalho… Além de nos identificarmos e gostarmos muitos dessa outra
pessoa, a amizade também é consolidada numa base de confiança e respeito, como outros
tipos de relacionamento.

 Casamento: É um tipo de relacionamento em que duas pessoas firmam o compromisso


diante de uma instituição religiosa ou jurídica de manterem um vínculo. Antigamente, as
pessoas não podiam se divorciar, mas hoje isso é bastante comum. Existem vários tipos de
casamento, e todos devem ser respeitados. Como em outras relações, o casamento está
baseado na confiança e no respeito que um tem pelo outro.

 Esdrúxulas: É uma palavra proparoxítona que caracteriza algo ou alguém como esquisito ou
divertido.
 Proparoxítona: Tipo de palavra que tem o acento tônico na antepenúltima sílaba. Exemplos:
exército, pêndulo, quilômetro.

 Esquisito: Palavra que caracteriza uma coisa ou alguém que é difícil de ser explicado,
estranho. Pode ser usada para definir algo que não seja comum à pessoa, por exemplo: “Fui
em um restaurante que nunca tinha ouvido falar e tinha uns pratos meio esquisitos”. Esse
conceito, no entanto, é muito relativo, porque o que é esquisito pra você, pode ser normal
pra mim, e vice-versa. Apesar de nossas opiniões pessoais, devemos também sempre
respeitar o outro, ok?

 Divertido: É quando consideramos alguma coisa engraçada ou muito legal, por exemplo:
“Vi um filme muito divertido ontem, ri bastante!”, ou então “Nosso passeio foi muito
divertido, aproveitamos bastante!”. Ainda que esteja ligado também ao conceito de alguma
coisa ser engraçada, devemos lembrar que nem sempre o que é engraçado pra você, é para
mim, e vice-versa.