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• Questões sobre o conto “A Terceira Margem do Rio”

1. O título “A terceira margem do rio” constitui uma chave de interpretação, na medida


em que encaminha uma leitura metafórica do conto.

Pela leitura global do texto, pode-se se dizer que essa “terceira margem” corresponde a
um lugar de:

(A) culpa e medo para o narrador.


(B) vergonha e constrangimento para a mãe do narrador.
(C) isolamento e liberdade para o pai do narrador.
(D) abandono e ressentimento para a irmã do narrador.

2. O conto evidencia o contraste entre a atitude do pai, que se encontra no rio, e a de todos
os demais membros da comunidade retratada (familiares, conhecidos, habitantes da
região), que estão em terra firme.

Tais atitudes contrastantes podem ser sintetizadas, respectivamente, pelos seguintes


conceitos:

(A) indiferença e mágoa


(B) determinação e perplexidade
(C) conservadorismo e moralismo
(D) medo e destemor

3. “Pai, o senhor está velho, já fez o seu tanto... Agora, o senhor vem, não carece mais...
O senhor vem, e eu, agora mesmo, quando que seja, a ambas vontades, eu tomo o seu
lugar, do senhor, na canoa!...”

No trecho destacado, é possível notar a busca do narrador por convencer seu pai a sair da
canoa em definitivo.

Encontra-se implícita nos argumentos lançados a ideia falaciosa de que:

(A) há compreensão do motivo do isolamento na canoa.


(B) o pai poderá tomar sua decisão posteriormente.
(C) haverá respeito pelo desejo do pai.
(D) o pai poderá se abster de sua obrigação.

4. “Seja até, quando eu quis mesmo saber, e firme indaguei, me diz-que disseram: que
constava que nosso pai, alguma vez, tivesse revelado a explicação ao homem que para
ele aprontara a canoa.”,

Sendo o gênero conto predominantemente narrativo, é comum se observar o emprego de


recursos coesivos que garantem a progressão textual.
No trecho acima, o conector sublinhado estabelece o sentido de:

(A) causalidade
(B) temporalidade
(C) conformidade
(D) consequência

5. “Por pavor, arrepiados os cabelos, corri, fugi, me tirei de lá, num procedimento
desatinado. Porquanto que ele me pareceu vir: da parte de além.”

O trecho em destaque estabelece, com a sequência anterior, relação semântica de:

(A) conclusão
(B) temporalidade
(C) finalidade
(D) causa

6. “(...) tencionavam tirar retrato dele, não venceram: nosso pai se desaparecia para a
outra banda (...)”

No trecho acima, observa-se que os dois-pontos cumprem uma função coesiva,


estabelecendo uma relação semântica de:

(A) explicação
(B) adversidade
(C) temporalidade
(D) condicionalidade

7. “Minha irmã se mudou, com o marido, para longe daqui. Meu irmão resolveu e se foi,
para uma cidade. Os tempos mudavam, no devagar depressa dos tempos.”

As figuras de linguagem são responsáveis pelo aumento da expressividade dos textos em


geral, não sendo exclusivas da poesia.

No fragmento acima, a sequência destacada evidencia o uso do recurso estilístico


conhecido como:

(A) personificação
(B) sinestesia
(C) paradoxo
(D) metáfora

8. (...) “Sou doido? Não. Na nossa casa, a palavra doido não se falava, nunca mais se
falou, os anos todos, não se condenava ninguém de doido. Ninguém é doido. Ou, então,
todos.”
Para justificar a resposta ao seu questionamento, o narrador desenvolve um raciocínio
com a seguinte estrutura: (1) nenhum ser humano é doido; (2) eu sou um ser humano; (3)
logo, eu não sou doido.

Essa estrutura caracteriza um raciocínio do tipo:

(A) indutivo
(B) dialético
(C) dedutivo
(D) eufemístico

9. “E eu tremi, profundo, de repente: porque, antes, ele tinha levantado o braço e feito
um saudar de gesto — o primeiro, depois de tamanhos anos decorridos!”

O ato do pai, ao ouvir os argumentos lançado pelo narrador, configura-se como uma
comunicação intrinsecamente relacionada à função conhecida como:

(A) metalinguística, por apresentar um gesto que remete ao próprio código de


comunicação.
(B) fática, porque estabelece contato comunicativo entre ambos.
(C) referencial, pois transmite uma informação objetiva sobre a situação apresentada.
(D) emotiva, uma vez que o gesto causou certa comoção no narrador.

10. Uma das características das narrativas de Guimarães Rosa é a criação de neologismos.
Em qual dos trechos a seguir há um exemplo de neologismo?

(A) “Nossa mãe terminou indo também, de uma vez, residir com minha irmã, ela estava
envelhecida”

(B) “Mas, por afeto mesmo, de respeito, sempre que às vezes me louvavam, por causa de
algum meu bom procedimento”

(C) “se, por um pouco, a gente fazia que esquecia, era só para se despertar de novo, de
repente, com a memória, no passo de outros sobressaltos.”

(D) “Eu sofria já o começo de velhice — esta vida era só o demoramento”

• Questões sobre o texto “O Espelho”

11. Na construção narrativa do conto O Espelho, o espelho desempenha uma função

(A) prática, na medida em que é um objeto substituível por qualquer outro.


(B) utilitária, na medida em que serve para refletir a aparência física.
(C) simbólica, na medida em que evidencia a identidade do homem.
(D) laudatória, na medida em que tem a função de demonstrar as qualidades do ser
humano.

12. “O senhor, por exemplo, que sabe e estuda, suponho nem tenha ideia do que seja na
verdade — um espelho?”

Na passagem acima, pertencente ao conto O espelho, o narrador recorre aos seguintes


recursos estilísticos:

(A) a interlocução e a ironia


(B) a interlocução e a hipérbole
(C) a ironia e a pergunta retórica
(D) a metáfora e a ironia

13. Ao colocar como protagonista um personagem cindido entre a aparência externa e a


natureza íntima, Guimarães Rosa aborda o tema do duplo. Com isso, o autor promove um
também duplo movimento narrativo – um EU narrador e um EU personagem,
personificados no narrador-personagem.

O trecho do conto que melhor põe em evidência o EU personagem é:

(A) “O espelho inspirava receio supersticioso aos primitivos, aqueles povos com a idéia
de que o reflexo de uma pessoa fosse a alma.”

(B) “E era — logo descobri... era eu, mesmo! O senhor acha que eu algum dia ia esquecer
essa revelação?”

(C) “Temi-os, desde menino, por instintiva suspeita. Também os animais negam-se a
encará-los, salvo as críveis excepções.”

(D) “Sou do interior, o senhor também; na nossa terra, diz-se que nunca se deve olhar em
espelho às horas mortas da noite, estando-se sozinho.”

14. No conto O Espelho, um episódio marca a virada de uma narrativa quase impessoal
para uma experiência concreta do narrador-personagem, fundamental para a compreensão
da personagem em relação aos espelhos.

Esse episódio se encontra na seguinte passagem:

(A) “Note que meus reparos limitam-se ao capítulo dos espelhos planos, de uso comum.
E os demais — côncavos, convexos, parabólicos — além da possibilidade de outros, não
descobertos, apenas, ainda?”

(B) “Rimo-nos, nas barracas de diversões, daqueles caricatos espelhos, que nos reduzem
a mostrengos, esticados ou globosos.”
(C) “E as máscaras, moldadas nos rostos? Valem, grosso modo, para o falquejo das
formas, não para o explodir da expressão, o dinamismo fisionômico. Não se esqueça, é
de fenômenos sutis que estamos tratando.”

(D) “— Foi num lavatório de edifício público, por acaso. Eu era moço, comigo contente,
vaidoso. Descuidado, avistei... Explico-lhe: dois espelhos — um de parede, o outro de
porta lateral, aberta em ângulo propício — faziam jogo.”

15. “Dou-lhe razão. Há, porém, que sou um mau contador, precipitando-me às ilações
antes dos fatos, e, pois: pondo os bois atrás do carro e os chifres depois dos bois.”

A autocrítica presente na passagem acima faz referência à seguinte opção do narrador:

(A) inverter a ordem cronológica dos fatos narrados.


(B) atribuir maior importância à autorreflexão do que ao relato dos fatos.
(C) sonegar ao leitor acontecimentos importantes para o desenvolvimento da narrativa.
(D) não caracterizar detalhadamente os personagens da narrativa.

16. Ao fim do conto, o protagonista aponta para um renascer, ao se reencontrar novamente


diante do espelho. Esse renascimento é então atribuído:

(A) à escolha pela solidão.


(B) à escolha por considerar a sua natureza interna em vez da externa.
(C) ao olhar sem “máscaras” e ao retorno à essência de menino.
(D) à maturação da aparência física.

17. “O que se busca, então, é verificar, acertar, trabalhar um modelo subjetivo,


preexistente; enfim, ampliar o ilusório, mediante sucessivas novas capas de ilusão. Eu,
porém, era um perquiridor imparcial, neutro absolutamente. O caçador de meu próprio
aspecto formal, movido por curiosidade, quando não impessoal, desinteressada; para
não dizer o urgir científico. Levei meses. Sim, instrutivos.”

Apesar de o gênero conto ser predominantemente organizado pela narratividade, faz-se


necessário o apoio de outros tipos textuais. No fragmento sublinhado acima, o tipo textual
predominante é a:

(A) dissertação expositiva


(B) descrição
(C) dissertação argumentativa
(D) injunção

18. As figuras de linguagem são recursos estilísticos que contribuem para a expressiva.
A passagem do conto O espelho que apresenta um enunciado metafórico é:

(A) “Mas, com o comum correr quotidiano, a gente se aquieta, esquece-se de muito.’
(B) E, então, eu teria que, após dissociá-los meticulosamente, aprender a não ver, no
espelho, os traços que em mim recordavam o grande felino.
(C) “Os olhos, por enquanto, são a porta do engano; duvide deles, dos seus, não de mim.”
(D) “Eu era moço, comigo contente, vaidoso. Descuidado, avistei...”

19. “(...) na nossa terra, diz-se que nunca se deve olhar em espelho às horas mortas da
noite, estando-se sozinho. Porque, neles, às vezes, em lugar de nossa imagem, assombra-
nos alguma outra e medonha visão”

Na passagem acima, o conectivo sublinhado veicula o valor semântico de:

(A) consequência
(B) oposição
(C) conformidade
(D) explicação

20. “À medida que trabalhava com maior maestria, no excluir, abstrair e abstrar, meu
esquema perspectivo clivava-se, em forma meândrica, a modos de couve-flor ou bicho de
boi, e em mosaicos, e francamente, cavernoso, como uma esponja”

A fim de caracterizar seu “esquema perspectivo”, o narrador recorre à estratégia estilística


conhecida como:

a) comparação
b) metáfora
c) metonímia
d) elipse

GABARITO
Parte 2 Parte 4
(A terceira margem do rio) (O espelho)
1) C 6) A 11) C 16) C
2) B 7) C 12) B 17) B
3) A 8) C 13) B 18) C
4) B 9) B 14) D 19) D
5) D 10) D 15) B 20) A