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Escola Técnica

Sandra Silva

Guia de Estudos
Eixo Tecnológico de Controle e Processos

Industriais

Curso Técnico

SISTEMAS DE POTÊNCIA

www.escolatecnicasandrasilva.com.br
Guia de Estudos de Sistemas de Potência

ÍNDICE
CAPÍTULO 1 ........................................................................................................ 4
SUBESTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA .................................................................. 4
1.1 – SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP) ........................................................ 4
1.2 – SUBESTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (SE) ..................................................... 5
1.2.1 – TIPOS DE SUBESTAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA ................................. 6
1.3 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA.................................................................. 6
1.4 – TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA........................................................... 7
1.5 – DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA .......................................................... 7
1.6 – EXERCÍCIOS .............................................................................................. 8
CAPÍTULO 2 ...................................................................................................... 10
ANÁLISE DE CIRCUITOS IDEAIS EM CA ............................................................. 10
2.1 – RESISTÊNCIA EFETIVA .............................................................................. 10
2.2 – REATÂNCIA INDUTIVA ............................................................................... 10
2.3 – REATÂNCIA CAPACITIVA ............................................................................ 10
2.4 – IMPEDÂNCIA ............................................................................................ 11
2.5 – POTÊNCIA EM C.A. .................................................................................... 11
2.6 – FATOR DE POTÊNCIA ................................................................................. 11
2.7 – ANÁLISE DE CIRCUITO IDEAL PURAMENTE RESISTIVO ................................... 12
2.8 – ANÁLISE DE CIRCUITO IDEAL PURAMENTE INDUTIVO .................................... 12
2.9 – ANÁLISE DE CIRCUITO IDEAL PURAMENTE CAPACITIVO ................................. 13
2.10 – EXERCÍCIOS ............................................................................................ 14
CAPÍTULO 3 ...................................................................................................... 17
CIRCUITOS SÉRIE DE CORRENTE ALTERNADA ................................................... 17
3.1 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA NOS
CIRCUITOS RESISTIVOS, INDUTIVOS E CAPACITIVOS PUROS. .......................... 17
3.2 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA NOS
CIRCUITOS RL E RC. .................................................................................... 18
3.2.1 – CIRCUITO CA RL SÉRIE .................................................................. 18
3.2.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO CA RL SÉRIE .......................................... 19
3.2.3 – POTÊNCIA NO CIRCUITO CA RL SÉRIE .............................................. 19
3.2.4 – CIRCUITO CA RC SÉRIE .................................................................. 20
3.2.5 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO CA RC SÉRIE .......................................... 20
3.2.6 – POTÊNCIA EM UM CIRCUITO CA RC SÉRIE ........................................ 20
3.3 – FREQUÊNCIA DE CORTE NOS CIRCUITOS CA RL E RC SÉRIE ............................ 21
3.3.1 – EXPRESSÃO MATEMÁTICA PARA O CÁLCULO DA FREQUÊNCIA DE CORTE
NO CIRCUITO RL ......................................................................................... 21
3.3.2 – EXPRESSÃO MATEMÁTICA PARA O CÁLCULO DA FREQUÊNCIA DE
CORTENO CIRCUITO RC ............................................................................... 21
3.4 – EXERCÍCIOS ............................................................................................ 22
3.5 – RELAÇÃO ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA NOS CIRCUITOS
CA RLC SÉRIE ............................................................................................. 24
3.5.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO CA RLC SÉRIE ............................ 24
3.5.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO RLC SÉRIE ............................................. 24
3.5.3 – POTÊNCIA NOS CIRCUITOS RLC SÉRIE ............................................. 25
3.6 – RELAÇÃO ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA NOS CIRCUITOS
RLC SÉRIE RESSONANTES ............................................................................ 25
3.6.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO CA RLC SÉRIE RESSONANTE ........ 25
3.6.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO RLC RESSONANTE ................................... 27

Índice 2
Guia de Estudos de Sistemas de Potência
3.6.3 – POTÊNCIA NOS CIRCUITOS RLC RESSONANTES................................. 28
3.7 – EXERCÍCIOS ............................................................................................ 29
CAPÍTULO 4 ...................................................................................................... 31
CIRCUITOS PARALELOS DE CORRENTE ALTERNADA .......................................... 31
4.1 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA NOS
CIRCUITOS RL PARALELOS. .......................................................................... 31
4.1.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO RL PARALELO ............................. 31
4.1.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO RL PARALELO ......................................... 32
4.1.3 – POTÊNCIA E FATOR DE POTÊNCIA NO CIRCUITO RL PARALELO ............ 34
4.2 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA NOS
CIRCUITOS RC PARALELOS ........................................................................... 35
4.2.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO RC PARALELO............................. 36
4.2.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO RC PARALELO ......................................... 37
4.2.3 – POTÊNCIA E FATOR DE POTÊNCIA NO CIRCUITO PARALELO RC............ 38
4.3 – EXERCÍCIOS ............................................................................................ 40
4.4 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA NOS
CIRCUITOS RLC PARALELOS. ........................................................................ 42
4.4.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO PARALELO RLC ........................... 42
4.4.2 – IMPEDÂNCIA DO CIRCUITO RLC PARALELO ....................................... 45
4.4.3 – POTÊNCIA E FATOR DE POTÊNCIA NO CIRCUITO RLC PARALELO .......... 46
4.5 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA NOS
CIRCUITOS RLC PARALELO RESSONANTES...................................................... 47
4.5.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO PARALELO RLC RESSONANTE ....... 47
4.5.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO PARALELO RLC RESSONANTE ................... 48
4.5.3 – POTÊNCIA NO CIRCUITO PARALELO RLC RESSONANTE ....................... 49
4.6 – EXERCÍCIOS ............................................................................................ 51
BIBLIOGRAFIA .................................................................................................. 53

Índice 3
Guia de Estudos de Sistemas de Potência

CAPÍTULO 1

SUBESTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA


1.1 – SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA (SEP)

É o conjunto de equipamentos que operam de maneira coordenada com a


finalidade de gerar, transmitir e distribuir energia elétrica aos consumidores
atendendo a determinados padrões de confiabilidade, disponibilidade, qualidade,
segurança e custos, com o mínimo impacto ambiental e o máximo de segurança
pessoal.

Estrutura do SEP:

Sistemas elétricos de potência englobam a geração, transmissão e


distribuição de energia elétrica e consumidores de energia elétrica.

Capítulo 1 – Subestação de Energia Elétrica 4


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
Esquema estrutural do SEP:

1.2 – SUBESTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA (SE)

É um conjunto de equipamentos destinados a transformar e regular as


tensões geradas ou transportadas, permitir a operação segura das partes
componentes do sistema, eliminar ou reduzir as faltas e permitir o
estabelecimento de alternativas para o suprimento da energia elétrica.

Funções das Subestações:

 Transformação: alteração dos níveis da tensão de modo a adequá-lo as


conveniências de transmissão, distribuição e consumo.
 Regulação: regular os níveis de tensão de modo a mantê-los nos limites
aceitáveis e admissíveis.
 Chaveamento: conexão e desconexão de componentes do sistema de
transmissão ou distribuição, para orientar o fluxo de energia e isolar partes
com defeitos, mantendo a continuidade no suprimento de energia elétrica.

Capítulo 1 – Subestação de Energia Elétrica 5


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
Algumas subestações, além das funções acima, possuem uma quarta que e a
de modificar as características originais da energia elétrica. Estas subestações
são denominadas de SE Conversoras e destinam-se a modificar a frequência ou a
corrente alternada para continua e vice-versa. Como exemplo temos a subestação
de Bateias que pertence a Itaipu.

1.2.1 – TIPOS DE SUBESTAÇÕES DE ENERGIA ELÉTRICA

 SE Interligadora: recebe duas ou mais redes elétricas para transporte


de energia para grandes centros consumidores.
 SE de Transmissão: recebe e transmite energia a centros consumidores
nas tensões de transmissão e/ou subtransmissão.
 SE de Distribuição: destinada a abaixar a tensão ao nível de distribuição
e/ou subtransmissão de modo adequado para utilização direta de
consumidores.
 SE Industrial: recebe energia nas tensões de transmissão ou
subtransmissão e transforma para a tensão de distribuição adequada para
a utilização direta na indústria.

1.3 – GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

A maior parte da energia elétrica gerada no Brasil tem procedência de


empreendimentos hidrelétricos, que respondem por quase 71% de toda a
capacidade instalada do País, hoje em torno de 115 mil megawatts (MW).
As 929 usinas hidrelétricas em operação espalhadas no território nacional têm
capacidade de gerar 81,43 mil MW, de acordo com dados do Banco de
Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A segunda maior fonte de energia do País é a termelétrica, responsável por
28,2% da capacidade instalada, sendo 11,4% de térmicas a gás; 7,3% de
térmicas a biomassa; 1,7% de térmicas nucleares, 1,7% de térmicas a carvão
mineral e 0,97% de produção eólica.
Do total dos 115 mil MW instalados até junho de 2011, por todas as fontes de
energia, as empresas do Grupo Eletrobras, presentes em todo o território
nacional, são responsáveis por 41,7 mil MW, que representam 36,26% do total da
capacidade instalada. São 29 usinas hidrelétricas, 15 termelétricas e 2
termonucleares.

Capítulo 1 – Subestação de Energia Elétrica 6


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
1.4 – TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

É o processo de transportar energia entre dois pontos. O transporte é


realizado por linhas de transmissão de alta potência, geralmente usando corrente
alternada, que de uma forma mais simples conecta uma usina ao consumidor.
O nível de tensão depende do país, mas normalmente o nível de tensão
estabelecido está entre 13,8kV e 750kV.
No Brasil o nível de tensão estabelecido para as redes de transmissão é: 750;
500; 230; 138; 69; 34,5; 13,8kV. Sendo os níveis de tensão mais usuais 500, 230
e 138kV.

1.5 – DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

A rede de distribuição de energia elétrica é um segmento do sistema


elétrico, cuja construção, manutenção e operação são responsabilidade das
companhias distribuidoras de eletricidade. As redes de distribuição alimentam
consumidores industriais, consumidores comerciais e de serviços e consumidores
residenciais.
No Brasil o nível de tensão estabelecido para as redes de distribuição é:
 Distribuição primária em redes públicas: 34,5 e 13,8kV.
 Distribuição secundária em redes públicas: 380/220 e 220/127 volts, em
redes trifásicas; 440/220 e 254/127 volts, em redes monofásicas.

Capítulo 1 – Subestação de Energia Elétrica 7


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
1.6 – EXERCÍCIOS

1 – Conceitue sistemas de potência.


R:

2 – Conceitue subestação de energia elétrica.


R:

3 – Cite as funções básicas de uma subestação de energia elétrica.


R:

4 – Como é denominada a função básica de uma subestação de energia elétrica


que altera os níveis de tensão de modo a adequalos as conveniências de
transmissão?

a) ( ) converção
b) ( ) chaveamento
c) ( ) regulação
d) ( ) transformação

5 - Como é denominada a função básica de uma subestação de energia elétrica


que mantem os níveis de tensão nos limites aceitáveis e admissíveis?

a) ( ) converção
b) ( ) chaveamento
c) ( ) regulação
d) ( ) transformação

Capítulo 1 – Subestação de Energia Elétrica 8


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
6 - Como é denominada a função básica de uma subestação de energia elétrica
orienta o fluxo de energia e isola partes com defeito, mantendo a continuidade no
suprimento de energia elétrica?

a) ( ) converção
b) ( ) chaveamento
c) ( ) regulação
d) ( ) transformação

7 - Como é denominada a subestação de energia elétrica destina-se a modificar a


frequência ou a corrente alternada para continua ou vice versa?

a) ( ) converção
b) ( ) chaveamento
c) ( ) regulação
d) ( ) transformação

8 – Cite os tipos de subestação de energia.

a) ( ) distribuição, industrial, interligadora e transceptora


b) ( ) distribuição, comercial, interligadora e transmissora
c) ( ) distribuição, industrial, interligadora e transmissora
d) ( ) distribuição, industrial, interceptora e transmissora

9 – Cite o tipo de subestação de energia elétrica que recebe duas ou mais redes
elétricas para transporte de energia para grandes centros consumidores.

a) ( ) distribuição
b) ( ) industrial
c) ( ) interligadora
d) ( ) transmissão

10 – Cite o tipo de subestação de energia elétrica destinada a baixar a tensão ao


nível adequalo para uso direto do consumidor.

a) ( ) distribuição
b) ( ) industrial
c) ( ) interligadora
d) ( ) transmissão

Capítulo 1 – Subestação de Energia Elétrica 9


Guia de Estudos de Sistemas de Potência

CAPÍTULO 2

ANÁLISE DE CIRCUITOS IDEAIS EM CA


2.1 – RESISTÊNCIA EFETIVA

Denominamos de resistência efetiva de um circuito de corrente alternada ao


conjunto de fatores que determinam a conversão de energia elétrica em calor.
A quantidade de Watts medida em um circuito de corrente alternada,
corresponde ao total de Joules de energia elétrica transformados em calor em
cada segundo, é determinada, portanto, pela resistência efetiva do circuito. Esta
grandeza, naturalmente é dada em Ohms.

2.2 – REATÂNCIA INDUTIVA

É a oposição oferecida à passagem da corrente elétrica pelos indutores


(bobinas). Isso ocorre devido ao fenômeno da autoindução, pois, de acordo com a
lei de Lenz, já descrita anteriormente, toda FEM induzida se opõe a causa que a
produziu e essa oposição, eletricamente, se traduz em limitação no valor da
corrente elétrica.

Símbolo: XL
Unidade de medida: Ohm (Ω)

Onde: XL: reatância indutiva, em ohms, f: frequência, em Hertz, L:


indutância em Henry.

2.3 – REATÂNCIA CAPACITIVA

A diferença de potencial que aparece entre as placas de um capacitor se opõe


a tensão aplicada ao capacitor. Essa oposição é chamada de reatância capacitiva.

Símbolo: XC
Unidade de medida: Ohm (Ω)

Onde: XC: reatância capacitiva, em ohm, f: frequência, em Hertz.


C: capacitância, em Farad.

Capítulo 2 – Análise de Circuitos Ideais em CA 10


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
2.4 – IMPEDÂNCIA

É justamente a oposição total oferecida em um circuito de CA à passagem da


corrente elétrica. É dada em Ohm (Ω) e representada pela letra “Z”. Impedância é
a soma vetorial da resistência com a diferença das reatâncias indutivas e
capacitivas do circuito CA. É a impedância que dá a defasagem entre a tensão da
fonte e a corrente. Constituida pela resistência efetiva, reatância indutiva, e
reatância capacitiva. Em consequência do exposto é simples observar que a lei de
Ohm quando aplicada aos circuitos de CA assume o seguinte enunciado:
“A intensidade da corrente elétrica é diretamente proporcional a
força eletromotriz aplicada e inversamente proporcional à impedância”.

Onde: Z: impedância, em Ohm; E: tensão, Volt; I: corrente, em Ampére.

2.5 – POTÊNCIA EM C.A.

A energia aplicada por segundo a um circuito de corrente alternada (potência


do circuito) é destinada a vencer as três dificuldades apresentadas pelo mesmo: a
resistência efetiva, a reatância indutiva e a reatância capacitiva.

Potência real - Representada pela letra “P” e dada em watts (W), é a


potência que pode ser transformada em outra forma de energia.

Potência reativa - Representada pela letra “Q” e dada em volt-ampére-


reativo (VAr), é a potência causada pela reatância do circuito. Não produz luz nem
calor, mas requer uma corrente no circuito.

Potência aparente - Representada pela letra “S” ou “Pa”, dada em volt-


ampére (VA), é a potência total aplicada ao circuito de CA.

2.6 – FATOR DE POTÊNCIA

Exprime a porcentagem de energia elétrica usada num circuito CA. É a


razão/relação entre a potência real e a potência aparente. Representada
pelas letras “Fp” e dada de forma adimensional ou em porcentagem, é igual ao
cosseno de (θ). Um Fp pode variar entre zero (valor mínimo) a um (valor
máximo). O fator de potência ideal é de um (100%), ocorre num circuito
puramente resistivo e significa que toda a energia que alimenta o circuito foi
convertida, através do efeito Joule, em energia térmica. Um valor de 0,92 para o
fator de potência é aceitável pela legislação Resolução ANEEL 456/2000.

Símbolo: cos
Unidade de medida: admensional

Capítulo 2 – Análise de Circuitos Ideais em CA 11


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
O fator de potência do circuito só é máximo (100%) quando a única oposição
a ser vencida no circuito é a resistência efetiva. Normalmente o fator de potência
é expresso em valores percentuais.

A análise dos circuitos de corrente alternada deve ser precedida pelo estudo
de três circuitos ideais, isto é, pelo estudo do que aconteceria se tivéssemos
circuitos puramente resistivos, puramente indutivos e puramente capacitivos.
Compreendida a atuação de cada uma delas fica mais fácil assimilar o que
ocorre em um circuito real no qual as três grandezas atuam juntas.

2.7 – ANÁLISE DE CIRCUITO IDEAL PURAMENTE RESISTIVO

É um circuito no qual a única oposição a ser vencida é a resistência


equivalente de todos os elementos que constituem o circuito.
Nesse tipo de circuito a tensão total aplicada e a corrente do circulante no
circuito atingem valores correspondentes ao mesmo tempo.
Quando isso ocorre dizemos que as duas grandezas estão em fase. Ou seja,
a tensão e a corrente atingem seus valores máximos e mínimos ou quaisquer
outros valores ao mesmo tempo e o fator de potência é máximo. O circuito
puramente resistivo é representado abaixo:

2.8 – ANÁLISE DE CIRCUITO IDEAL PURAMENTE INDUTIVO

Nesse tipo de circuito a única dificuldade oferecida a passagem da corrente


elétrica é a reatância indutiva.
Esse circuito caracteriza-se por defasar (atrasar) a corrente da tensão de um
ângulo de 90º. Isso significa dizer que a potência do circuito é a reativa,
consequentemente, o fator de potência é mínimo (zero).

Capítulo 2 – Análise de Circuitos Ideais em CA 12


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
2.9 – ANÁLISE DE CIRCUITO IDEAL PURAMENTE CAPACITIVO

Nesse tipo de circuito a única dificuldade oferecida a passagem da corrente


elétrica é a reatância capacitiva.
Esse circuito caracteriza-se por defasar (adiantar) a corrente da tensão de um
ângulo de 90º. Isso significa dizer que a potência do circuito é a reativa,
consequentemente, o fator de potência é mínimo (zero).

Capítulo 2 – Análise de Circuitos Ideais em CA 13


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
2.10 – EXERCÍCIOS

1 – Como é denominado o conjunto de fatores que determinam a conversão de


energia elétrica em calor em um circuito de CA?

a) ( ) resistência efetiva
b) ( ) reatância indutiva
c) ( ) reatância capacitiva
d) ( ) impedância

2 – Como é denominada a oposição oferecida pela bobina à passagem da corrente


elétrica?

a) ( ) resistência efetiva
b) ( ) reatância indutiva
c) ( ) reatância capacitiva
d) ( ) impedância

3 – Transcreva a expressão matemática para o caculo da reatância indutiva.


R:

4 – Determine o valor da reatância indutiva para um indutor de 2H operando na


frequência de 25Hz.
R:

5 – Como é denominada a oposição oferecida pelo capacitor à tensão aplicada pelo


gerador?

a) ( ) resistência efetiva
b) ( ) reatância indutiva
c) ( ) reatância capacitiva
d) ( ) impedância

6 – Transcreva a expressão matemática para o caculo da reatância capacitiva.


R:

Capítulo 2 – Análise de Circuitos Ideais em CA 14


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
7 – Determine o valor da reatância capacitiva para um capacitor de 0,0022F
operando na frequência de 40Hz.
R:

8 – Como é denominada a oposição total oferecida pelos componentes de um


circuito de CA a passagem da corrente elétrica?

a) ( ) resistência efetiva
b) ( ) reatância indutiva
c) ( ) reatância capacitiva
d) ( ) impedância

9 – O que diz o enunciado da lei de Ohm quando aplicada aos circuitos de CA?
R:

10 – Cite as três dificuldades presentes em CA que devem ser vencidas pela


energia aplicada por segundo aos circuitos de CA?
R:

11 – Como é denominada a potência que pode ser transformada em outra forma


de energia?

a) ( ) potência nominal b) ( ) potência real


c) ( ) potência reativa d) ( ) potência aparente

12 – Como é denominada a potência causada pela reatância do circuito de CA?

a) ( ) potência nominal b) ( ) potência real


c) ( ) potência reativa d) ( ) potência aparente

13 – Como é denominada a potência total aplicada ao circuito de CA?

a) ( ) potência nominal b) ( ) potência real


c) ( ) potência reativa d) ( ) potência aparente

Capítulo 2 – Análise de Circuitos Ideais em CA 15


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
14 – Como é denominado o fator que exprime a porcentagem de energia elétrica
num circuito de CA?
R:

15 – Transcreva a expressão matemática para calcular o fator que exprime a


porcentagem de energia elétrica num circuito de CA.
R:

16 – Determine o fator de potência de um circuito CA, sendo a potência real igual


a 30W e a potência aparente igual a 15VA.
R:

17 – Determine a potência aparente de um circuito CA, sendo a potência real igual


a 20W e o fator de potência igual a 0,5.
R:

18 – Qual a defasagem entre a corrente e a tensão em um circuito CA puramente


resistivo?

a) ( ) 0º b) ( ) 90º
c) ( ) 180º d) ( ) 360º

19 – Qual a defasagem entre a corrente e a tensão em um circuito CA puramente


indutivo?

a) ( ) 0º b) ( ) 90º
c) ( ) 180º d) ( ) 360º

20 – Qual a defasagem entre a corrente e a tensão em um circuito CA puramente


capacitivo?

a) ( ) 0º b) ( ) 90º
c) ( ) 180º d) ( ) 360º

Capítulo 2 – Análise de Circuitos Ideais em CA 16


Guia de Estudos de Sistemas de Potência

CAPÍTULO 3

CIRCUITOS SÉRIE DE CORRENTE ALTERNADA


3.1 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA
NOS CIRCUITOS RESISTIVOS, INDUTIVOS E CAPACITIVOS PUROS.

Em um circuito de CA contendo somente resistência, as variações na


corrente ocorrem em fase com a tensão aplicada como mostram as figuras
abaixo. Isto significa que a lei de ohm pode ser aplicada também a este circuito.
Os cálculos em circuitos CA são normalmente feitos em valores rms, a menos que
seja feita alguma observação.

Diagr ama fasor ial do cir cu it o C A pu r amen t e r e sist iv o

Diagr ama se n oidal de u m cir cu it o C A pu r amen t e r e sist iv o

Se uma tensão CA, for aplicada a um circuito que contenha apenas indutores,
a corrente CA resultante estará atrasada da tensão de 90º.

Diagr amas fasor iais e v e t or iais do cir cu it o pu r ame n t e in du t iv o

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 17


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
Se uma tensão CA, for aplicada a um circuito que contenha apenas
capacitores a corrente resultante estará adiantada da tensão de 90º.

Diagr amas fasor iais e v e t or iais do cir cu it o pu r ame n t e capacit iv o

3.2 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA


NOS CIRCUITOS RL E RC.

3.2.1 – CIRCUITO CA RL SÉRIE

Quando um circuito de CA contém uma bobina e uma resistência em série, a


corrente eficaz é limitada tanto por XL quanto por R. O valor de I é igual tanto
para XL como para R, já que ambos estão em série.
Porém a queda de tensão é diferenciada em cada componente; em R a queda
é igual a V= I x R e estará em fase com a corrente.
Já em XL, V= I x XL e estará defasada de 90º.
Como foi dito anteriormente a tensão no indutor está adiantada de 90º em
relação a corrente.

Diagr ama v e t or ial das t e n sõe s e m u m cir cu it o CA R L sér ie

C ir cu it o C A sér ie e se u diagr ama fasor ial

Nas figuras acima estão definidas as relações de fase entre as tensões em X L


e R. Fica definido que a tensão em XL está adiantada de 90º da corrente de
referência, enquanto a tensão em R está em fase com a corrente de referência.
A tensão total do circuito está explicita na equação a seguir, onde a tensão
total é a soma vetorial das tensões parciais.

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 18


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
3.2.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO CA RL SÉRIE

Impedância é a oposição à passagem da corrente em um circuito CA.


O símbolo da impedância é o “Z” e sua unidade de medida é o OHM.
A impedância total de um circuito RL série é dada, vetorialmente, como está
mostrado na figura abaixo.

Diagr ama fasor ial do cir cu it o C A R L sé r ie

3.2.3 – POTÊNCIA NO CIRCUITO CA RL SÉRIE

Em um circuito CA com reatância indutiva, a corrente da linha segue atrasada


em relação à tensão aplicada. A potência real é igual à tensão multiplicada
somente por aquela parte da corrente da linha que está em fase com a tensão.
Portanto:

Onde:
 é o ângulo de fase entre V e I; e
cos  é o fator de potência (FP) do circuito.

Além disso:

Onde: R é a componente resistiva total do circuito.

A potência reativa em voltampères reativos (VARS) é expressa da seguinte


forma:

A potência aparente é o produto de VI. A unidade é voltampère (VA). Na


forma da equação,

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 19


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
3.2.4 – CIRCUITO CA RC SÉRIE

A associação de resistência com reatância capacitiva é chamada de


impedância. No circuito série RC a corrente em R, é a mesma em Xc, sendo que a
tensão em R está em fase com a corrente. Já em Xc a tensão está atrasada em
relação a corrente.

C ir cu it o R C sé r ie e se u s gr áficos de fasor e s

Observe no diagrama de fasores que Vc está para baixo, demonstrando que a


tensão no capacitor está atrasada de 90º de Vr.

Para se calcular a tensão total, Vt, somamos os fasores Vr e Vc. Como eles
formam um triângulo retângulo. Então a tensão total é:

3.2.5 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO CA RC SÉRIE

A impedância no circuito série RC é igual à soma vetorial das oposições a


passagem de corrente oferecidas pela resistência e pela reatância capacitiva.

3.2.6 – POTÊNCIA EM UM CIRCUITO CA RC SÉRIE

Num circuito CA com XC, a corrente da linha segue atrasada em relação à


tensão aplicada. A potência real é igual à tensão multiplicada somente por aquela
parte da corrente da linha que está em fase com a tensão. Portanto:

Onde:  é o ângulo de fase entre V e I e cos  é o fator de potência (FP) do


circuito. Além disso.

...Onde: R é a componente resistiva total do circuito.

A potência reativa em voltampères reativos (VARS) é expressa da seguinte


forma:

A PAP é o produto de VI. A unidade é voltampère (VA). Onde:

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 20


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
3.3 – FREQUÊNCIA DE CORTE NOS CIRCUITOS CA RL E RC SÉRIE

Frequência de corte é a frequência acima ou abaixo da qual as frequências


passam ou são atenuadas por um circuito.

F ilt r os R L e RC r e spe ct iv ame nt e

No circuito composto pela bobina e pelo resistor, acima representado na


figura (a), a tensão aplicada ao resistor seá tanto maior quanto menor for a
frequência da fonte; isso acontece devido ao fato de a bobina ser um bom
caminho para as baixas frequências.
Já no circuito composto pelo capacitor e pelo resistor, acima representado na
figura (b), a tensão aplicada ao resistor será tanto maior quanto maior for a
frequência da fonte, isso acontece devido ao fato do capacitor ser um bom
caminho para as altas frequências.

3.3.1 – EXPRESSÃO MATEMÁTICA PARA O CÁLCULO DA FREQUÊNCIA


DE CORTE NO CIRCUITO RL

A frequência de corte (Fco) para um circuito filtro R L é: XL = R, então:

Na frequência de corte XL = R e o deslocamento de fase é 45° na frequência


de corte, a tensão de saída (Vo) é aproximadamente 70% (0,707) da tensão de
entrada VCA.

3.3.2 – EXPRESSÃO MATEMÁTICA PARA O CÁLCULO DA FREQUÊNCIA


DE CORTENO CIRCUITO RC

A frequência de corte (Fco) para um circuito filtro RC é: XC = R, então:

Na frequência de corte XC = R, o deslocamento de fase é 45° na frequência


de corte; a tensão de saída (Vo) é aproximadamente 70% (0,707) da tensão de
entrada.

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 21


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
3.4 – EXERCÍCIOS

1 – Em um circuito de CA contendo somente _______________, as variações


na corrente ocorrem em fase com a tensão aplicada.

a) ( ) indutor b) ( ) capacitor
c) ( ) resistor d) ( ) diodo

2 – Desenhe o diagrama fasorial do circuito CA puramente resistivo.


R:

3 – Se uma tensão CA, for aplicada a um circuito que contenha apenas


_______________, a corrente CA resultante estará atrasada da tensão de 90º.

a) ( ) indutor b) ( ) capacitor
c) ( ) resistor d) ( ) diodo

4 – Desenhe o diagrama fasorial do circuito CA puramente indutivo.


R:

5 – Se uma tensão CA, for aplicada a um circuito que contenha apenas


_______________ a corrente resultante estará adiantada da tensão de 90º.

a) ( ) indutor b) ( ) capacitor
c) ( ) resistor d) ( ) diodo

6 – Desenhe o diagrama fasorial do circuito CA puramente capacitivo.


R:

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 22


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
7 – Quando um circuito de CA contém uma bobina e uma resistência em série, a
corrente _______________ é limitada tanto por X L quanto por R.

a) ( ) média b) ( ) máxima
c) ( ) eficaz d) ( ) pico a pico

8 – Transcreva a expressão matemática onde a tensão total é a soma vetorial das


tensões parciais em um circuito CA RL série.
R:

9 – Transcreva a expressão matemática onde a impedância total é a soma vetorial


das impedâncias parciais em um circuito CA RL série.
R:

10 – Transcreva a expressão matemática onde a tensão total é a soma vetorial


das tensões parciais em um circuito CA RC série.
R:

11 – Transcreva a expressão matemática onde a impedância total é a soma


vetorial das impedâncias parciais em um circuito CA RC série.
R:

12 – Sabendo-se que o fator de potência de um circuito RC série vale 0,4 e que no


mesmo circula uma corrente de 3A quando alimentado com uma tensão de 127V,
determine sua potência reativa.

a) ( ) 132,4W b) ( ) 142,4W
c) ( ) 152,4W d) ( ) 162,4W

13 – Transcreva as expressões matemáticas para cálcular as frequências de corte


em circuitos de corrente alternada RL e RC série.
R:

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 23


Guia de Estudos de Sistemas de Potência

3.5 – RELAÇÃO ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA


NOS CIRCUITOS CA RLC SÉRIE

3.5.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO CA RLC SÉRIE

Quando elementos resistivos, indutivos e capacitivos são ligados em série,


suas características individuais são imutáveis. Isto é, a corrente e a tensão
através do resistor estão em fase, ao passo que a corrente e a queda de tensão
através do componente reativo (assumindo-se uma reatância pura) estão 90°
defasadas. Entretanto, uma nova relação deve ser considerada com a introdução
de um terceiro elemento no circuito. Referimo-nos aos efeitos relacionados com a
tensão total da linha e a corrente quando são ligados em série elementos reativos,
cujas características individuais são de naturezas opostas, como é o caso da
indutância e da capacitância.

3.5.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO RLC SÉRIE

A impedância apresentada pelo circuito RLC série é calculada da mesma


maneira descrita no capítulo anterior para os circuitos de dois elementos. Haverá,
entretanto, uma operação adicional que é achar a diferença entre X L e XC antes de
calcular a impedância total. Ao empregar a fórmula básica do teorema de
Pitágoras para determinar a impedância série, a reatância total do circuito deve
ser representada por uma quantidade entre parênteses (XL - XC). Aplicando-se
essa fórmula no circuito da figura (a), verifica-se que a impedância é:

A impedância do circuito série pode também ser determinada pelo uso da


triangulação vetorial. No triângulo da impedância para o circuito série, a base
representa sempre a resistência em série, a altura representa a reatância (XL-XC),
e a hipotenusa representa a impedância total do circuito.

Tr iân gu lo da impe dân cia

Observe que, conforme a diferença entre X L e XC aumenta, a impedância total


também aumenta. Quando os valores de X L e XC se igualam, os seus efeitos se
cancelam e a impedância é mínima e igual, nesse caso, à resistência série do
circuito.
Quando XL e XC são iguais, as suas tensões individuais estão defasadas de
90° com relação à corrente, de maneira que o seu efeito, em conjunto, é zero
porque são iguais e de naturezas opostas. Dessa maneira, quando X L e XC se
igualam, a tensão da linha e a corrente estão em fase. Essa condição é

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 24


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
semelhante a de um circuito puramente resistivo. Quando essa condição é
alcançada, diz-se que o circuito está em ressonância.

3.5.3 – POTÊNCIA NOS CIRCUITOS RLC SÉRIE

A potência real total nos circuitos RLC é o produto da tensão da linha pela
corrente no circuito, vêzes o cosseno do ângulo entre esses fatores. Quando X L e
XC são iguais, a impedância total é mínima e a corrente é máxima. Quando o
fluxo de corrente é máximo, o resistor está dissipando o máximo de potência.
Quando XL e XC são desiguais, a impedância total aumenta e a corrente da linha
diminui e defasa da tensão aplicada. A redução da corrente e a diferença de fase
criada causam uma redução na potência verdadeira.

3.6 – RELAÇÃO ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA


NOS CIRCUITOS RLC SÉRIE RESSONANTES

Observamos que em muitos circuitos os indutores e os capacitores estão


ligados em série ou em paralelo. Esses circuitos são chamados frequentemente de
circuitos RLC. Uma das características mais importantes de um circuito RLC é
que é possível fazê-lo responder a uma única frequência dada, com maior
eficiência. Ao funcionar nestas condições, diz-se que o circuito está em
ressonância ou ressoa na frequência de operação.
Um circuito RLC série ou paralelo trabalhando em ressonância, apresenta
certas propriedades que permitem que ele responda seletivamente a certas
frequências rejeitando outras.
Um circuito que funciona de modo a fornecer uma seletividade de frequência
é chamado de circuito sintonizado. Os circuitos sintonizados são usados no
"casamento" de impedâncias, em filtros de passagem de faixa e em osciladores.

3.6.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO CA RLC SÉRIE


RESSONANTE

Como a impedância Z na ressonância é igual à resistência R, a impedância


tem seu valor mínimo. Com a impedância mínima, o circuito tem uma corrente
máxima determinada por:

O circuito ressonante tem um ângulo de fase igual a 0°, e, portanto, o fator


de potência é igual a um.
A voltagem total no circuito série é igual a soma vetorial das quedas de
tensões parciais nos componentes do circuito.

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 25


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
O grau de seletividade de um circuito sintonizado em série é proporcional à
razão da sua reatância indutiva pela sua resistência. Esta razão é conhecida
como o Q do circuito e é expressa da seguinte forma:

Onde:
Q = fator de qualidade
XL = reatância indutiva, em ohm
R = resistência, em ohm.

R e lacão e n tr e a r e sson ân cia e a t e n são n as r eat ân cias

Quanto mais baixa a resistência, maior o valor de Q. Quanto mais alto o Q,


mais estreita e mais seletiva a curva de ressonância. O Q tem o mesmo valor se
calculado com XC em vez de XL, pois na ressonância eles são iguais. Q = 150 é um
Q alto. Valores típicos de Q variam entre 50 e 250.
O Q do circuito é geralmente considerado em função de X L, uma vez que a
bobina tem a resistência em série do circuito. Neste caso, o Q da bobina e o Q do
circuito ressonante em série são iguais. Se for acrescentada uma resistência extra,
o Q do circuito será menor do que o Q da bobina. O Q mais alto possível do
circuito corresponde ao Q da bobina.
O Q do circuito ressonante pode ser considerado como um fator de
amplificação que determina de quanto aumenta a tensão através de L, ou C
devido ao aumento ressonante da corrente num circuito em série.
Portanto, é devido ao fator de amplificação do Q do circuito que iremos
encontrar voltagens nas reatâncias maiores do que a tensão aplicada ao circuito.

Então, a tensão em V L, ou em VC será igual a:

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 26


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
3.6.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO RLC RESSONANTE

O circuito RLC série da figura a seguir, tem uma impedância

O circuito está em ressonância quando a reatância indutiva X L é igual à


reatância capacitiva X C. ( )

Onde, e

Portanto, na ressonância:

Expressão matemática para a frequência de ressonancia:

Onde: fr=frequência de ressonância em Hertz; L=indutância em Henry; e


C=capacitânda em Farad.

Diagr ama e squ e mát ico do cir cu it o R LC e gr áfico v e t or ial

Para qualquer produto LC há somente uma frequência de ressonância.


Portanto, podem ser usadas várias combinações de L e C para se conseguir a
ressonância, se o produto LC permanecer constante.
Como na ressonância XL = XC, XL - XC = 0 de modo que:

Para frequências abaixo da frequência de ressonância, XC é maior do que XL,


de modo que o circuito é formado por resistência e reatância capacitiva.
Entretanto, para frequências acima da frequência de ressonância, X L é maior do
que XC, de modo que o circuito é formado por resistência e reatância indutiva. Na
ressonância, a corrente produzida para diferentes valores de resistência é
máxima. Com uma resistência baixa, a corrente aumenta abruptamente no
sentido da corrente máxima à medida que o circuito é sintonizado, aproximando-
se da frequência de ressonância, e a corrente diminui abruptamente do seu valor
máximo à medida que o circuito é sintonizado, afastando-se da frequência de
ressonância. Esta condição onde a curva se estreita na frequência de ressonância
constitui uma boa indicação da seletividade. Aumentando-se a resistência, a curva
se alarga e portanto a seletividade piora.

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 27


Guia de Estudos de Sistemas de Potência

3.6.3 – POTÊNCIA NOS CIRCUITOS RLC RESSONANTES

Os circuitos Ressonantes são seletivos. Respondem melhor na sua frequência


ressonante do que as outras frequências. Em frequências próximas da frequência
de ressonância a resposta também é boa. Então um circuito ressonante realmente
responde a uma Banda de Frequência. A largura da Banda de frequência é
chamada de LARGURA DE BANDA DO CIRCUITO RESSONANTE. A largura da banda
são as frequências que tem amplitude desde 0,707 até 1 do valor de pico. A figura
a seguir mostra como a LARGURA DE BANDA é medida. Ela mostra que a máxima
corrente acontece na frequência de ressonância que neste caso é de 500Hz e a
máxima corrente de 100mA.

Lar gu ra de ban da e nt r e pon t os de me ia pot ê n cia

A largura da banda do circuito ressonante serie é geralmente considerada até


o ponto que inclui o grupo de frequências com uma resposta de 70,7% do valor
máximo da corrente. A razão da escolha dos pontos 70,7% para indicar a largura
da banda é conveniente, pois representam os pontos nos quais a potência no
circuito é extremamente metade do valor máximo. Então os pontos marcados por
f1 e f2 na figura acima são referidos como pontos de meia potência.

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 28


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
3.7 – EXERCÍCIOS

1 – Transcreva a expressão matemática para calcular a impedância em um circuito


RLC série.
R:

2 – Desenhe o triangulo da impedância de um circuito RLC série.


R:

3 – A potência _______________ total nos circuitos RLC é o produto da tensão da


linha pela corrente no circuito, vêzes o cosseno do ângulo entre esses fasores.

a) ( ) aparente
b) ( ) real
c) ( ) relativa
d) ( ) reativa

4 – Uma das características mais importantes de um circuito RLC ressonante é que


é possível fazê-lo responder a uma única ______________ dada, com maior
eficiência.

a) ( ) tensão
b) ( ) corrente
c) ( ) potência
d) ( ) frequência

5 – Um circuito que funciona de modo a fornecer uma seletividade de frequência é


chamado de circuito _______________.

a) ( ) sincronizado
b) ( ) polarizado
c) ( ) sintonizado
d) ( ) potencializado

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 29


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
6 – O circuito ressonante tem um ângulo de fase igual a _______________, e,
portanto, o fator de potência é igual a um.

a) ( ) 0°
b) ( ) 45°
c) ( ) 90°
d) ( ) 135°

7 – A voltagem total no circuito série é igual à soma vetorial das quedas de


tensões parciais nos componentes do circuito.

a) ( ) fasorial
b) ( ) vetorial
c) ( ) senoidal
d) ( ) triangular

8 – Transcreva a expressão matemática para calcular a voltagem total no circuito


RLC série ressonante.
R:

9 – Transcreva a expressão matemática para calcular o fator de qualidade de um


circuito sintonizado.
R:

10 – Transcreva a expressão matemática para calcular a frequência de


ressonância no circuito RLC.
R:

Capítulo 3 – Circuitos Série de Corrente Alternada 30


Guia de Estudos de Sistemas de Potência

CAPÍTULO 4

CIRCUITOS PARALELOS DE CORRENTE ALTERNADA


4.1 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA
NOS CIRCUITOS RL PARALELOS.

4.1.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO RL PARALELO

Se a tensão aplicada em um resistor ligado em paralelo tiver forma de onda


senoidal, as correntes nos ramos também serão senoidais. No circuito paralelo
abaixo, a tensão aplicada E, tem uma grandeza de 100V (rms). O ramo 1 é
composto de uma resistência com 20Ω, e a corrente I 1 no ramo, é igual a
100/20=5A (rms). Esta corrente está em fase com a tensão E. O ramo 2 é
composto de um indutor com 0,053H. A frequência de linha é 60Hz e a reatância
indutiva é: XL = 2 fL = 6,28X60X0,053=20Ω. A potência verdadeira dissipada
nesse ramo indutivo é considerada desprezível (indutância pura). Dessa maneira,
a corrente I2 é igual a 100/20=5A. Esta corrente se atrasa da tensão E de um
ângulo igual a 90° (em um circuito indutivo a corrente sempre se atrasa com
relação à voltagem).

C ir cu it o par ale lo R L

A forma de onda senoidal da tensão aplicada e da corrente resultante é


mostrada na figura abaixo, I1 está em fase com E. I 2 se atrasa de E em um ângulo
de 90°. A corrente total It se atrasa de 45° da tensão aplicada E.

F or mas de on das se n oidais de t e n são e

Um diagrama polar de vetores representando as três correntes e a tensão


aplicada é mostrado na figura a seguir. O vetor OE, no eixo horizontal de

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 31


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
referência, representa o valor eficaz da tensão aplicada, que é comum aos dois
ramos. O vetor I1 é a corrente eficaz de 5A no ramo 1. Esse vetor está na mesma
linha do vetor OE porque a corrente e a tensão em um circuito resistivo estão em
fase. O vetor I2 representa a corrente eficaz de 5A do ramo 2 e se atrasa de 90°
com relação ao vetor OE. A corrente I 1 é chamada componente ativa do circuito
porque flui no componente resistivo, o componente que consome energia
(potência verdadeira) dissipando-se na forma de calor.
A corrente I2 é chamada de componente reativa do circuito.
Essa corrente flui no ramo indutivo onde a potência verdadeira é zero (não há
consumo de energia).
A corrente total do circuito, It, é representada pela diagonal do
paralelogramo, cujos lados são I1 e I2 na figura abaixo. No exemplo, os lados têm
grandeza de 5A (rms) e a diagonal 7,07A (rms).
Um diagrama vetorial topográfico representando as três correntes e a tensão
aplicada é mostrado na figura. Como no diagrama polar, OE é o vetor de
referência.

Diagr ama t opogr áfico de cor r e n te s

I1, em fase com OE, é a base do triângulo. I 2, guardando uma diferença de


fase igual a 90° do vetor de referência OE, é a altura do triângulo, e é direcionado
para baixo a fim de indicar a sua característica de atraso. A corrente resultante I t
é a hipotenusa do triângulo. A hipotenusa é igual à raiz quadrada da soma dos
quadrados dos lados. Assim:
O ângulo de fase entre It e E é o ângulo cujo cosseno é:

O ângulo é 45°.

4.1.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO RL PARALELO

A impedância combinada do circuito paralelo é:

A impedânda combinada (total) é também chamada impedância do circuito


série equivalente. O circuito série equivalente, figura abaixo, contém um resistor e
um indutor em série que se combina para oferecer a mesma impedância oferecida
por um dado circuito paralelo. Assim, a corrente no circuito série equivalente é

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 32


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
igual à corrente total do circuito paralelo quando são aplicadas as mesmas tensão
e frequência no circuito.

C ir cu it o sé r ie e qu iv alen t e par a o cir cu it o R L par ale lo

Na figura a seguir, a hipotenusa Zt do triângulo de impedância é 14,14 ohms


e o ângulo de fase t, entre a corrente total e a tensão da linha, é 45°. A
resistência série equivalente, Req, é a base do triângulo de impedânda e é igual a
Zt cos , ou 14,14 x cos 45° = 10Ω. A reatância série equivalente X Leq é a altura
do triângulo e é igual a Z t sen t, ou 14,14 x sen 45° = 10Ω.

Tr iân gu lo das impe dân cias e qu iv ale n t e s par a o cir cu it o R L par ale lo

A indutância do circuito série equivalente é:

Assim, no exemplo do início do capítulo (reapresentado abaixo), o resistor de


20Ω no ramo 1 fica em paralelo com o indutor de 0,053h no ramo 2, mas a fonte
"vê" o equivalente a um resistor de 10Ω em série com um indutor de 0,0264
henry.

C ir cu it o par ale lo R L

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 33


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
4.1.3 – POTÊNCIA E FATOR DE POTÊNCIA NO CIRCUITO RL
PARALELO

A potência aparente, a potência verdadeira e a potência reativa no circuito


paralelo se relacionam com a hipotenusa, base e altura do triângulo retângulo,
respectivamente, de maneira semelhante à descrita no capítulo anterior. As
relações entre potência aparente, potência verdadeira e potência reativa, são
mostradas na a baixo. A hipotenusa do triângulo representa a potência aparente e
é igual a EIt, ou 100 x 7,707 = 707VA. A base do triângulo representa a potência
verdadeira e é igual a EI t cos t, ou 100 x 7,07 x 0,707 = 500W, onde 0,707 = cos
45°. A altura representa a potência reativa e é igual a EI t sen t, ou 100 x 7,07 x
0,707 = 500 VARS (potência reativa), onde 0,707 = sen 45°.
O triângulo de potência é semelhante ao triângulo de corrente e se relaciona
com este pelo fator tensão comum (a tensão é a mesma em todos os ramos do
circuito paralelo).

Tr iân gu lo das pot ê n cias n o cir cu it o R L par ale lo

Em virtude de ser o ramo 1, a cima, puramente resistivo, e o ramo 2


puramente indutivo, é absorvida potência verdadeira no primeiro e potência
reativa no segundo. No ramo l, a potência verdadeira é EI t cos 1, ou 100 x 5 x l =
500W, onde 1 = cos 0°. No ramo 2, a potência reativa é EI t sen 2, ou 100 x 5 x 1
= 500 VARS, onde 1 = sen 90°.
2
A potência verdadeira no ramo l pode ser calculada como I 12 . R1, ou 5 x 20
= 500 watts. A potência reativa no ramo 2 pode ser calculada como I 22 . XL2 , ou
52 x 20 = 500 VARS. O fator de potência total do circuito é:

O fator de potência do ramo 1 é cos 1 = cos 0° = 1, e o fator de potência do


ramo 2 é cos 2 = cos 90° = 0.

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 34


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
4.2 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA
NOS CIRCUITOS RC PARALELOS

Na figura abaixo, uma tensão CA, com forma de onda senoidal, é aplicada em
um capacitor:

C ir cu it o par ale lo R C

Nesta figura é apresentado um circuito composto de um resistor de 100Ω em


paralelo com um capacitor de 15,9µF, com perdas desprezíveis. Os dois ramos são
alimentados por uma fonte de tensão com 100VCA, 100Hz e forma de onda
senoidal. A corrente no ramo 1 é 100/100 = 1A (rms). A impedância no ramo 2 é
composta de uma reatância capacitiva cujo componente resistivo é desprezível
(zero de perdas). A reatância do ramo 2 é:

A corrente no ramo 2 é 100/100 = 1A (rms). As formas de ondas de tensão e


corrente dos ramos, assim como a corrente da linha são mostradas na figura
abaixo.

F or ma de on das se n oidais de u m cir cu it o R C parale lo

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 35


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
A corrente no ramo resistivo está em fase com a tensão aplicada e tem um
valor máximo de 1/0,707 = 1,41A. A corrente no ramo capacitivo avança da
tensão aplicada de um ângulo de 90° e também tem um valor máximo de 1/0,707
= 1,41A.
A corrente resultante da linha é a soma algébrica dos valores instantâneos
das correntes dos ramos e tem um valor máximo de 2A. A corrente total, It,
avança da tensão aplicada de um ângulo correspondente a 45°.

4.2.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO RC PARALELO

Analisando o vetor de corrente abaixo, observamos que a base do triângulo


de corrente é 1 ampère e representa a corrente no ramo 1. Essa corrente está em
fase com a tensão aplicada e representa o componente energético da corrente
total da linha.

Tr iân gu lo de cor re n t e

A base do triângulo de corrente é 1A e representa a corrente no ramo 1. Essa


corrente está em fase com a tensão aplicada e representa o componente
energético da corrente total da linha.
A altura do triângulo é também 1A e representa a corrente no ramo 2. Essa
corrente avança em relação à tensão aplicada de um ângulo correspondente a
90°, e representa o componente não energético da corrente total da linha.
A hipotenusa do triângulo é 1,41A e representa a corrente total da linha.
O vetor referência OE, para o triângulo de corrente é a tensão da linha, e, no
circuito RC paralelo, a altura se estende acima do vetor referência para indicar o
sentido de avanço. Essa direção é oposta à altura do triângulo de corrente do
circuito paralelo RL da figura abaixo (vista anteriormente). Em ambas as figuras
os vetores giram no sentido anti-horário para indicar o avanço ou atraso da
corrente, com relação à tensão da linha. Em todos os circuitos monofásicos, tal
como o presente, os ângulos dos vetores de corrente, na sua fase, nunca excedem
de 90° com relação ao vetor de tensão referência.

Dia gr ama t opogr áfico de cor r e n te s

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 36


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
Nesta segunda figura, a corrente da linha se atrasa da tensão da linha de um
ângulo igual a 45° e, na primeira figura, a corrente da linha avança da tensão da
linha de um ângulo correspondente a 45°. Se houver, em um mesmo circuito
paralelo indutância e capacitância em ramos separados, as correntes nos ramos
estarão 180° fora de fase entre si.
A corrente no ramo indutivo nunca se atrasará da tensão da linha de um
ângulo maior do que 90° e a corrente no ramo capacitivo nunca avançará da
tensão da linha mais do que 90°.
Um diagrama vetorial dos valores eficazes dessas correntes é mostrado na
primeira figura do item a seguir.

4.2.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO RC PARALELO

A impedância total do circuito paralelo RC é:

Como mencionado previamente, a impedância total é também a impedância


do circuito série equivalente, representado na última figura deste item.

C ir cu it o sé r ie e qu iv alen t e do cir cu it o R C par ale lo

Nesta figura, a hipotenusa, Zt, do triângulo de impedância, é 70,7Ω e o


ângulo de fase, t, entre a corrente total e a tensão da linha, é 45°. A resistência
série equivalente, Req, é a base do triângulo de impedância e a sua grandeza é:

Req = Zt cos t = 70,7 (cos 45° = 0,707) = 50Ω

A reatância equivalente, XCeq, é a altura do triângulo de impedância e tem


uma grandeza de:

Zt. sen t = 70,7 (sen 45° = 0,707) = 50Ω

A altura é representada para baixo ao invés de para cima, como no triângulo


de corrente da figura do item anterior, para manter o sentido de avanço da
corrente, considerando-se que a rotação do vetor é no sentido anti-horário. A
tensão da linha é representada pelo vetor de referência horizontal, OE, e a
corrente da linha é representada pelo vetor de referência horizontal OI,
respectivamente, nas duas figuras que se seguem.

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 37


Guia de Estudos de Sistemas de Potência

Diagr ama v e t or ial das cor r en t e s do cir cu it o R L par ale lo

Diagr ama v e t or ial de impe dân cia do cir cu it o sé r ie e qu iv ale n t we

A capacitância em microfarads do circuito série equivalente é:

Assim sendo, neste exemplo, o circuito composto de um resistor de 100Ω


(ramo 1) em paralelo com um capacitor de 15,9 f (ramo 2) é "visto" pela fonte de
tensão como um circuito equivalente composto de um resistor de 50Ω em série
com um capacitor de 31,8 f (figura acima).

4.2.3 – POTÊNCIA E FATOR DE POTÊNCIA NO CIRCUITO PARALELO


RC

O triângulo de potência para o circuito paralelo RC é mostrado na figura


abaixo.

Tr iân gu lo das pot ê n cias n o cir cu it o R C par ale lo

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 38


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
A potência verdadeira no ramo 1 é:

EI1 cos 1 = 100 x 1 (cos 0° = 1) = 100W


e forma a base do triângulo em fase com o vetor de tensão OE.

A potência reativa no ramo 2 é:

EI2 sen 2 = 100 x 1 (sen 90° = 1) = 100VARS

e é a altura do triângulo de potência, perpendicular a OE.

A potência reativa do ramo 1 é:

EI1 sen 1 = 100 x 1 (sen 0° = 0) = 0VAR

e a potência verdadeira no ramo 2 é:

EI2 cos 2 = 100 x 1 (cos 90° = 0) = 0W.

A potência aparente do circuito paralelo RC é:

EIt = 100 x 1,41 = 141VA e é a hipotenusa do triângulo de potência.

O triângulo de potência, é semelhante ao triângulo de corrente, porque t


tem a mesma grandeza em ambos os triângulos.
O fator de potência total do circuito, determinado pelo triângulo de corrente,
é:

O fator de potência total do circuito, determinado pelo triângulo de potência,


é:

A potência verdadeira total do circuito, determinada pelo triângulo de


potência, é:

EIt cos t = 100 x 1,41 (cos 45° = 0,707) = 100W

Este valor é igual à potência verdadeira no ramo 1.

A potência reativa total do circuito, determinada pelo triângulo de potência,


é:

EIt sen t = 100 x 1,41 (sen 45° = 0,707) = 100VARS

Este valor é igual à potência reativa no ramo 2.

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 39


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
4.3 – EXERCÍCIOS

1 – Cite a expressão matemática para calcular o ângulo de fase entre I1 e It em


um circuito RL paralelo.

a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )

2 – Determine o fator de potência de um circuito RLC paralelo no qual a corrente


no resistor vale 5A e a corrente total vale 10A.

a) ( ) 0,4
b) ( ) 0,5
c) ( ) 0,6
d) ( ) 0,7

3 – Sendo o fator de potência de um circuito RLC paralelo igual a 0,8 e a corrente


total igual a 5A, determine a corrente no ramo resistivo.

a) ( ) 4A
b) ( ) 5A
c) ( ) 6A
d) ( ) 7A

4 – Sendo o fator de potência de um circuito RLC paralelo igual a 0,6 e a corrente


no ramo resistivo igual a 12A, determine a corrente total.

a) ( ) 19A
b) ( ) 20A
c) ( ) 21A
d) ( ) 22A

5 – Cite a expressão matemática para calcular a impedância combinada em um


circuito RL paralelo.

a) ( ) Zt= b) ( ) Zt=
c) ( ) Zt= d) ( ) Zt=

6 – Determine a impedância combinada em um circuito RL paralelo, alimentado


com 200V e uma corrente total de 4A.

a) ( ) 48Ω b) ( ) 49Ω
c) ( ) 50Ω d) ( ) 51Ω

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 40


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
7 – Sendo a impedância combinada em um circuito RL paralelo igual a 48Ω e a
corrente total igual a 2A, determine a tensão de entrada.

a) ( ) 96V
b) ( ) 97V
c) ( ) 98V
d) ( ) 99V

8 – Sendo Sendo a impedância combinada em um circuito RL paralelo igual a 18Ω


e a tensão de entrada a 100V, determine a corrente total.

a) ( ) 3,55A
b) ( ) 4,55A
c) ( ) 5,55A
d) ( ) 6,55A

9 – Como é denominada a impedânda combinada (total) de um circuito série


equivalente?
R:

10 – Cite a expressão matemática para calcular a indutância de um circuito série


equivalente.

a) ( ) Leq= XL
b) ( ) Leq= XL
c) ( ) Leq= XL
d) ( ) Leq= XL

11 – Qual a indutância de um circuito série equivalente alimentado com 127V,


frequência igua a 15Hz, e reatância indutiva igual a 300Ω.

a) ( ) 1,18H
b) ( ) 2,18H
c) ( ) 3,18H
d) ( ) 4,18H

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 41


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4.4 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA


NOS CIRCUITOS RLC PARALELOS.

A indutância no circuito CA causa um atraso na corrente com relação à tensão


aplicada. Transformadores e motores de indução são essencialmente indutivos por
natureza e o fator de potência, especialmente em cargas pequenas (quando
comparadas com grandes cargas), é relativamente baixo.
A maioria dos circuitos que transporta potências elétricas, entre a fonte e o
local de consumo, o faz na forma de alta tensão e baixa corrente, a fim de manter
2
em níveis relativamente baixos as perdas I R. Nos pontos em que a energia deve
ser utilizada, transformadores abaixadores reduzem a tensão para o valor
requerido para o consumo.
A capacitância nos circuitos CA causa um avanço na corrente com relação à
tensão aplicada. Quando ligada em paralelo com componentes indutivos ela pode
produzir um efeito de neutralização no circuito, de maneira que a corrente em
atraso pode ser trazida para a posição de “em fase” com a tensão aplicada, ou
pode, dependendo da grandeza relativa da capacitância e indutância em paralelo,
fazer a corrente avançar com relação à tensão.
A potência verdadeira do circuito é P = EI cos ; e, para qualquer
quantidade de potência a ser transmitida, a corrente (I) varia inversamente com o
fator de potência, cos .
Assim, a adição de capacitância em paralelo com a indutância, em
determinadas condições, aumentará o fator de potência trazendo-o para próximo
da unidade e tormará possível a transmissão de potência elétrica com menor
perda na linha e melhor regulação de tensão.

4.4.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO PARALELO RLC

No exemplo da figura abaixo, o circuito paralelo tem três ramos. O ramo 1


contém um resistor de 30Ω, o ramo 2 consiste de um indutor de 0,0612H e um
resistor de 6,6Ω e o ramo 3 contém uma capacitânda de 44,3µF com perdas
desprezíveis.

C ir cu it o R LC par ale lo

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 42


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
Os vetores de corrente são mostrados na figura a seguir.

Diagr ama v e t or ial do cir cu it o R LC par ale lo

A corrente no ramo 1 é:

O vetor correspondente de 4 ampères na figura acima, é desenhado na


mesma linha horizontal de referência, em fase com o vetor de tensão, em virtude
de ser zero o ângulo de fase entre a tensão e a corrente nesse ramo.
A reatância indutiva no ramo 2, na frequência de operação, de 60 hertz é:

XL = 2 fL = 6,28 x 60 x 0,0612 = 23,1 ohms

A impedância no ramo 2 é:

Z2 =√ R22 + XL2 = √ 6,62 +232 = 24 ohms

A corrente no ramo 2, na tensão de operação de 120V, é:

e é a hipotenusa do triângulo de corrente para o ramo 2. O ângulo de fase de


atraso da corrente com relação à tensão aplicada é o ângulo cujo cosseno é:

Este ângulo é:  = 74°. A base do triângulo de corrente para o ramo 2 é:

I2 (parte real) = I2 cos 74° = 5 (cos 74° = 0,275) = 1,38A

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 43


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A altura do triângulo de corrente para o ramo 2 é:

I2 (parte não real) = I2 sen 74° = 5 (sen 74° = 0,962) = 4,8A (aprox.), e é
representado para baixo do vetor horizontal da tensão de referência para indicar
atraso na corrente.

A reatância capacitiva no ramo 3 é:

e, considerando as perdas desprezíveis, a impedância, Z 3, do ramo, é


também 60 ohms.
A corrente no ramo 3 é:

A corrente no ramo capacitivo avança da tensão de um ângulo igual a 90°. O


componente “não real” (parte reativa) da corrente no ramo indutivo se atrasa da
tensão de um ângulo de 90°. Assim, essas duas correntes estão defasadas de
180° entre si e o vetor de corrente capacitiva, I 3 se estende para cima, partindo
da extremidade inferior do vetor que representa o componente de corrente “não
real” do ramo 2.
A corrente total, It, no circuito paralelo é a soma vetorial das correntes nos
três ramos e é representada pela hipotenusa no triângulo equivalente de corrente,
cuja base é a soma aritmética dos componentes reais (que consomem energia
real) das correntes e a altura é a soma algébrica dos componentes “não reais” das
correntes. Dessa maneira, a corrente total é:

It = √ (I1en + I2en)2 + (I2ñ en – I3ñ en)2 =


= √ 4 + (1,38)2 + (4,8 - 2)2 = 6,06A

O ângulo de fase t entre a corrente total aplicada e o ângulo cujo cosseno é


a relação entre a soma dos componentes reais das correntes em todos os ramos e
a corrente total. Assim,

t = 27,5° e a corrente total do circuito se atrasa da tensão aplicada de um


ângulo igual a 27,5°.

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 44


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4.4.2 – IMPEDÂNCIA DO CIRCUITO RLC PARALELO

A impedância total do circuito paralelo, abaixo é igual à tensão total do


circuito dividido pela corrente total do circuito, ou seja:

e é a hipotenusa do triângulo de impedância, coforme a figura abaixo.

Diagr ama de v e t or e s de impe dân cia .

Esse triângulo representa a relação de impedância existente no circuito série


equivalente, da figura a seguir. O ângulo de fase, t, do circuito série equivalente
é igual ao ângulo de fase existente entre a corrente total do circuito e a tensão
aplicada através do circuito paralelo. A impedância do circuito série equivalente
tem a grandeza da impedância total do circuito paralelo. A base do triângulo é:

Req =Zt.cos t = 19,8 (cos 27,5° = 0,889) = 17,6Ω

e representa o componente resistivo do circuito série equivalente. A altura do


triângulo é:

XLeq= Zt. sen t = 19,8 (sen 27,5° = 0,462)= 9,16Ω

e representa o componente da reatância indutiva do circuito série


equivalente.

C ir cu it o sé r ie e qu iv alen t e do C ir cu it o R LC par ale lo.

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 45


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
4.4.3 – POTÊNCIA E FATOR DE POTÊNCIA NO CIRCUITO RLC
PARALELO

A potência verdadeira do circuito paralelo abaixo (visto anteriormente), é a


soma aritmética das potências absorvidas em cada ramo.

C ir cu it o R LC par ale lo

A potência verdadeira no ramo 1 é:

P1 = I12 R1 = 42 x 30 = 480W

A potência verdadeira no ramo 2 é:

P2 = I22 R2 = 52 x 6,6 = 165W

A potência verdadeira no ramo 3 é desprezível em virtude de o fator de


potência do capacitor assumir-se ser igual a zero. A potência verdadeira total é:

Pot. real = 480 + 165 = 645W

A potência aparente total do circuito paralelo é o produto da corrente total do


circuito e da tensão aplicada. Dessa maneira, a potência aparente é:

Pot. aparente = E.it = 120 x 6,06 = 727,2VA

O fator de potência do circuito paralelo é a relação entre a potência


verdadeira total e a potência aparente total. Assim, o fator de potência do circuito
é:

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 46


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
4.5 – RELAÇÕES ENTRE TENSÃO, CORRENTE, POTÊNCIA E IMPEDÂNCIA
NOS CIRCUITOS RLC PARALELO RESSONANTES.

4.5.1 – TENSÃO E CORRENTE NO CIRCUITO PARALELO RLC


RESSONANTE

No circuito RLC paralelo, a bobina e o capacitor estão colocados em paralelo e


a tensão aplicada V T aparece através destes componentes do circuito da figura
abaixo. Neste circuito sintonizado em paralelo, como no circuito sintonizado em
série, a ressonância ocorre quando a reatância indutiva for igual à reatância
capacitiva (XL = XC).

Pelo fato de a tensão aplicada ser a mesma em ambos os ramos VL= VC, de
modo que:

A corrente no ramo indutivo I L é igual à corrente no ramo capacitivo I C. IL


está atrasada em relação à tensão aplicada V T de 90°, enquanto IC está adiante da
tensão de 90° (figura abaixo).
Como os fasores das correntes I L e IC são iguais e estão defasados 180°, seu
vetor soma é zero e portanto a corrente total I T é zero. Nestas condições, a
impedância do circuito na frequência de ressonância deve ter um valor infinito.

Diagr ama e squ e mát ico e f asor e s do cir cu it o par ale lo r e sson ant e

A fórmula para a frequência de ressonância de um circuito LC puro


sintonizado em paralelo é a mesma que para o circuito sintonizado em série.

Se a frequência de ressonância for conhecida, então a indutância ou a


capacitância do circuito LC ressonante em paralelo pode ser determinada através
das fórmulas:

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 47


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
4.5.2 – IMPEDÂNCIA NO CIRCUITO PARALELO RLC RESSONANTE

Um circuito ressonante em paralelo se apresenta com uma impedância infinita


(ou seja, um circuito aberto) na frequência de ressonância. Isto permite rejeitar
ou "aprisionar" uma onda de frequência definida nos circuitos da antena.
Colocamos uma bobina de 0,4H e um capacitor de 25 F em paralelo para formar
um "captador de onda" na antena. Calcule a frequência de ressonância que o
circuito irá rejeitar. A resistência do circuito é desprezível.

Exemplo 1:

L = 400 mH = 400 x 10-3

C = 25 F = 25 x 10-6

então:

Exemplo2: A capacitância de um circuito ressonante em paralelo usada como


um seletor de onda no circuito da antena é de 400pF. Calcule o valor da
indutância a ser colocada em paralelo a fim de rejeitar uma onda de 800kHz.

C = 400 x 10-12
fr = 800 x 103

A impedância total na ressonância do circuito LC real em paralelo é:

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 48


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
A impedância Z T de um circuito real em paralelo é máxima na frequência de
ressonância e diminui para frequências abaixo e acima da frequência de
ressonância (Figura (a), abaixo). Um aumento na resistência diminui a impedância
e faz com que a impedância varie menos "abruptamente" à medida que o circuito
é sintonizado ao longo de uma faixa de frequências abaixo e acima da frequência
de ressonância (Figura (b), abaixo). Para frequências abaixo da ressonância,
XC>XL e IL>IC, de modo que o circuito em paralelo sintonizado é indutivo (Figuras
(a) e (c), abaixo). Para frequências acima da resssonância, ocorre a situação
inversa, XL>XC e IC>IL, de modo que agora o circuito é capacitivo (Figuras (a) e
(c), abaixo). Como a impedância Z T é máxima para a ressonância em paralelo, I T é
mínima (Figura (c), abaixo).

C u rv as de r e spost a par a a impe dân cia e cor r e nt e de u m cir cu it o LC r e al e m par ale lo n a fre qu ê n da
de r e sson ân cia.

4.5.3 – POTÊNCIA NO CIRCUITO PARALELO RLC RESSONANTE

O circuito TANK paralelo responde a uma banda de frequências. A figura a


seguir mostra a curva típica da resposta. Observe que a curva tem o mesmo
formato que a curva resposta para circuito séries já vista anteriormente; porém no
caso de circuitos paralelos a curva mostra a impedância do circuito e não a
corrente como no circuito série.
Na frequência de ressonância, a impedância do circuito ressonante é máxima.
Acima ou abaixo da ressonância a impedância diminui.
Devido a este fato, a potência no circuito ressonante paralelo é menor no
ponto de ressonância, na medida em que a frequência se afasta para as leterais
(para a direita e para a esquerda) do ponto central.

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 49


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
Na ressonância X L = XC e opostas, então aparecem como circuito aberto
(impedância infinita). Deste modo a impedância do circuito paralelo é máxima e a
corrente é mínima na ressonância.

C u rv a de re spost a e m impe dân cia de u m c ir cu it o r e sson ant e par ale lo

Como a corrente da linha é inversamente proporcional a impedância, a curva


resposta de corrente tem a forma mostrada na figura abaixo.

C u rv a re spost a e m cor r en t e de u m cir cu it o r e sson an t e par ale lo

Tal como no circuito ressonante série, a largura da banda de frequências ao


qual o circuito responde é determinada pelo Q do circuito.
Portanto, a potência do circuito responde, também, a uma resposta de
70,7% do valor máximo da potência central.
A razão da escolha dos pontos 70,7% para indicar a largura da banda é
conveniente, pois representam os pontos nos quais a potência no circuito é
exatamente a metade do valor máximo.

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 50


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
4.6 – EXERCÍCIOS

1 – Cite a expressão matemática para calcular a potência verdadeira circuitos RLC


paralelos.

a) ( )
b) ( )
c) ( )
d) ( )

2 – Sabendo-se que o fator de potência de um circuito RLC série vale 0,9 e que no
mesmo circula uma corrente de 6A quando alimentado com uma tensão de 127V,
determine sua potência verdadeira.

a) ( ) 685,2W
b) ( ) 685,4W
c) ( ) 685,6W
d) ( ) 685,8W

3 – Como é denominada a frequência que, em um circuito RLC, torna a reatância


indutiva igual à reatância capacitiva?

a) ( ) frequência de alternação b) ( ) frequência de ressonância


c) ( ) frequência de corte d) ( ) frequência de equiparação

4 – O circuito de CA funcionando na ressonância comporta-se como um circuito


puramente_______________.

a) ( ) indutivo b) ( ) estável
c) ( ) capacitivo d) ( ) resistivo

5 – Sabendo-se que um resistor vale 30Ω, uma reatância indutiva vale 20Ω e uma
reatância capacitiva vale 20Ω. Se associadas em paralelo qual será a impedância
do circuito RLC ressonante?

a) ( ) 10Ω b) ( ) 20Ω
c) ( ) 30Ω d) ( ) 40Ω

6 – Transcreva a expressão matemática usada para calcular a frequência de


ressonância nos circuitos RLC paralelos.
R:

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 51


Guia de Estudos de Sistemas de Potência
7 – O que acontecerá com a resistência de um circuito RLC paralelo se
aumentarmos a frequência do mesmo?

a) ( ) diminui
b) ( ) aumenta
c) ( ) se anula
d) ( ) não se altera

8 – O que acontecerá com a reatância indutiva de um circuito RLC paralelo se


aumentarmos a frequência do mesmo?

a) ( ) diminui
b) ( ) aumenta
c) ( ) se anula
d) ( ) não se altera

9 – O que acontecerá com a reatância capacitiva de um circuito RLC paralelo se


aumentarmos a frequência do mesmo?

a) ( ) diminui
b) ( ) aumenta
c) ( ) se anula
d) ( ) não se altera

10 – Qual a frequência de ressonância em um circuito RLC paralelo, sendo a


indutância igual a 4,56H e a capacitância igual a 0,0012F?

a) ( ) 1,15Hz
b) ( ) 2,15Hz
c) ( ) 3,15Hz
d) ( ) 4,15Hz

Capítulo 4 – Circuitos Paralelos de Corrente Alternada 52


Guia de Estudos de Sistemas de Potência

BIBLIOGRAFIA

GUSSOW, Milton. Eletricidade básica. São Paulo, Makron Books. 1985.

CUTLER, Phillip. Análise de circuitos CA. São Paulo: McGraw-Hill,1976.

EDMINISTER, Joseph A. Circuitos elétricos. São Paulo: McGraw-Hill, 1972.

U.S. NAVY, Curso completo de eletricidade básica. São Paulo: Hemus, 1980.

Bibliografia 53