Vous êtes sur la page 1sur 9

O "chifre pequeno" de Daniel 8:9 a 14

Estudo coletado do livro: “Uma Nova Era Segundo as


Profecias de Daniel”; pág..: 157 à 159 e 193 à 196

De Onde Vem o Chifre “Pequeno”?


Após a morte de Alexandre o seu
chifre (isto é, seu reino) foi dividido em
"quatro chifres notáveis, para os
quatro ventos do Céu". A narrativa
prossegue: "De um dos chifres saiu
um chifre pequeno, e se tornou muito
forte."
Os leitores da Bíblia por vezes
entendem que a Bíblia, ao dizer que o chifre pequeno saiu
"de um deles", o significado é que ele surgiu de um dos
quatro chifres. O que a Bíblia realmente quer dizer,
entretanto, é que o chifre pequeno surgiu de um dos
quatro ventos; ou seja, que ele Surgiu de um dos quatro
pontos cardeais. (Portanto, estamos lidando com um
idiomatismo.)
Como pode ser isto?
No hebraico, os substantivos possuem gênero. Podem ser
considerados como masculinos, femininos ou neutros.
Muitos outros idiomas também empregam gênero
gramatical. E em todos esses idiomas, a regra é que os
pronomes devam concordar com os substantivos que os
antecedem, sendo de igual modo masculinos, femininos ou
neutros. Em português, por exemplo, pensamos em um
navio como sendo masculino, e a ele nos referimos
utilizando pronomes masculinos, tais como "ele" ou "seu".
No texto hebraico de Daniel 8:8 e 9, "chifres" é palavra
feminina, ao passo que "ventos" pode ser masculina ou
feminina. Na frase "de um deles" - [pois que o texto
original não diz "chifres", como acontece em nossa versão
em português], o pronome "eles" (de + eles) é masculino.
Isto significa que o substantivo antecedente relacionado
com "eles" não pode ser "chifres" (palavra feminina), e
sim "ventos" (que pode ser palavra masculina).
Portanto, o chifre pequeno deveria surgir de um dos quatro
ventos. Ou seja, deveria aparecer em um dos quatro
pontos cardeais.
Para os efeitos de nosso estudo, é convincente observar
que o Império Romano — pequeno a princípio — surgiu em
um ponto a oeste em relação aos três primeiros impérios. É
lastimável que alguns leitores bíblicos tenham imaginado
que o chifre pequeno de Daniel 8 fosse o estranho e pe-
queno rei, Antíoco Epifânio.

O Chifre que Pisoteou o Santuário


Alguns estudiosos da Bíblia têm imaginado que o chifre
pequeno de Daniel 8 é um dos reis selêucidas, Antíoco IV,
comumente conhecido como Antíoco Epifânio.
Antíoco Epifânio perseguiu judeus conservadores e
suspendeu os serviços do templo entre os anos 168 e 165
a.C. Ao analisar as suas atividades, I e II Macabeus - dois
livros apócrifos - citam frases de Daniel 8 e 9.
Naturalmente a Bíblia não declara que o chifre pequeno de
Daniel 8 é Antíoco Epifânio,
e existem vários aspectos em que este rei não
preenche as características da profecia. Vejamos:
1) Chifres representam reinos, e ele foi apenas um rei
individual — parte de um dos quatro chifres.
2) Tampouco aparece ele "no fim do... reinado" dos reis
selêucidas (Daniel 8:23), e sim aproximadamente no meio
da linhagem mencionada. (A dinastia dos selêucidas go-
vernou de 312/311 a.C. até 65 a.C, e Antíoco Epifânio
reinou de 175 a 164 a.C.)
3) Tampouco se pode dizer que ele "prosperou" (verso
12), ou que se "tornou muito forte" (verso 9). Seu pai,
Antíoco III, foi chamado "o Grande", e com justa razão, pois
que restaurou os domínios originais dos selêucidas.
Antíoco Epifânio, por outro lado, era mencionado com
sarcasmo — pelo menos por alguns de seus
contemporâneos - como sendo "Epirnânio" — o homem
louco. Antíoco Epifânio, depois de um fugaz triunfo no "sul"
(Egito), foi totalmente derrotado nesse país quando o
embaixador romano, C. Popílio Laenas, meramente lhe
informou que o Senado Romano queria que ele se
retirasse. O inflexível romano traçou com sua bengala um
círculo em torno de Antíoco e exigiu desse uma decisão
antes que ele saísse de dentro do círculo!
4) No "leste" (Mesopotâmia) Antíoco Epifânio morreu sob
circunstâncias obscuras e tristes. Até mesmo na "terra
gloriosa" (Palestina) onde a princípio ele parecia destinar-
se ao sucesso, todas as suas ambições ruíram por terra
enquanto ele ainda vivia.
5) Adicionalmente, todas as tentativas de enquadrar sua
profanação do templo judaico dentro de "2.300 tardes e
manhãs", fracassaram uniformemente. O registro que mais
se aproxima de ser contemporâneo, encontrado em I
Macabeus 1:54 a 59; 4:52 a 54, é incrivelmente preciso ao
dizer que ele interrompeu os serviços do templo
durantetrês anos e dez dias (do 15º dia do mês de
Chislev do ano 168 até o 25º do mês de Chislev do ano
165).
6) Ocorre que I Macabeus 1:54 aplica a frase "sacrilégio
desolador" (bdelugma eremoseos, de Daniel 9:27 em
grego) àquilo que Antíoco Epifânio fez em relação ao
templo judaico. (E evidente que ele erigiu um ídolo no tem-
plo, e sacrificou um porco no altar, para horror de todos os
devotos judeus, para os quais o porco nem mesmo devia
ser tocado pelos seres humanos.) Mas no Discurso do
Olivete, Jesus disse que a "abominação desoladora' do
profeta Daniel ainda se encontrava no futuro, no
momento em que Ele próprio falava. S. Mateus 24:15.
Cristo acrescentou, então: "Quem lê, entenda." Assim, se
realmente quisermos compreender o significado da ponta
pequena de Daniel 8, teremos que concluir — como o fez
Jesus — que ela não pode ter sido Antíoco Epifânio, que
morreu em 164 a.C, quase dois séculos antes do Discurso
4o Olivete.
Quem foi Antíoco Epifânio?
Freqüentemente fizemos referência a Antíoco Epifânio.
Muito mais pode ser dito, entretanto, a quem estiver
interessado.
Para início de discussão: Provavelmente a razão de tantos
cristãos terem imaginado que Antíoco Epifânio é a figura
que cumpre Daniel 8, é o fato de essas pessoas haverem
obtido um conhecimento, a respeito desse rei, que não
ultrapassou algumas poucas linhas em livros de profecia e
algumas notas em estudos bíblicos. Se elas conhecessem
mais a respeito dessa figura, por certo reconheceriam que
ele não pode ser o chifre pequeno de Daniel 8.
Antíoco Epifânio foi o oitavo rei (de 175 a 164 a.C.) da
dinastia selêucida, dirigente do reino helenístico que veio a
ser conhecido como Síria. Ele é mencionado pelo
historiador romano Lívio (História de Roma, livros 44 e 45),
pelo historiador grego Políbio (Histórias, livros 26 e 27), e
pelo Historiador judeu anônimo que escreveu I e II
Macabeus, que fazem parte dos livros Apócrifos. O rei não
aparece nas páginas desses escritores como um
notável anticristo. Na verdade, emerge como um
perdedor nato, um homem tragicamente pequeno.
Seu pai, Antíoco III, o Grande, fez com que os domínios
originais do reino selêucida fossem restaurados. Mas, na
Batalha de Magnésia, em 190 , até mesmo ele perdeu
grande parte de seu território - toda a Ásia Menor - diante
dos romanos, que representavam um novo poder que se
erguia no ocidente.
Os romanos liberaram a área que haviam confiscado a
Antíoco III, não assumindo controle direto da mesma.
Roma era ainda um "chifre pequeno", que se desenvolvia
lentamente de "um dos quatro ventos". Daniel 8:8
Os embaixadores romanos, entretanto, viajando para o
leste a partir de Roma, dominavam claramente a política
internacional do Oriente Médio.
A fim de garantir que Antíoco III cumpriria o tratado que lhe
foi imposto após a fragorosa derrota de Magnésia, os
romanos tomaram como refém um dos jovens filhos do rei,
justamente aquele que mais tarde viria a ser Antíoco
Epifânio. Em Roma, e mais tarde durante uma visita à
Grécia, o jovem Antíoco tornou-se saturado da espécie de
cultura helenística que os romanos estavam adotando
naquela oportunidade. Com a morte do pai, os romanos
concordaram em que o jovem assumisse o trono,
e retornou a Antioquia decidido a fazer-se um grande nome
mediante (1) A difusão do helenismo — o pensamento e os
costumes gregos — a qualquer custo e (2) pela ampliação
de seus domínios, numa imitação das realizações de seu
pai.
Vimos anteriormente que os seus sonhos militares se des-
fizeram quando um enérgico embaixador romano traçou um
círculo à sua volta. Seus sonhos culturais prosperaram um
pouco mais, porém, em última análise, foram os
responsáveis por sua queda. Ele tentou difundir o he-
lenismo ao garantir suficiente dinheiro a várias cidades, de
tal forma que estas pudessem construir templos e ginásios
gregos. Através dessas medidas, reduziu sua nação à
bancarrota. Ele morreu numa campanha que visava
recuperar as finanças nacionais, e essa campanha
consistiu em roubar o tesouro de um antigo templo oriental,
tal como antes ele fizera com os tesouros do templo judeu.
Tanto os seus sonhos culturais quanto os militares o
levaram ao notório relacionamento que manteve com os
judeus. Conforme revela I Macabeus 1:11 a 15 e 2:43 a
52, um grupo de judeus liberais e helenizantes, liderado
pelo sumo sacerdote judaico, Jasom, tomaram a
iniciativa de solicitar a Antíoco o apoio necessário para
construir em Jerusalém um ginásio grego.
Nos ginásios gregos os atletas (todos do sexo masculino)
competiam uns com os outros completamente despidos. (A
palavra "ginásio" significa "lugar de nudez".) A razão
ostensiva subjacente a esse procedimento era honrar a
masculinidade. Quando até mesmo os sacerdotes, sob
instigação de seu sumo sacerdote, começaram a
negligenciar seus deveres no templo de modo a poderem
praticar inteiramente nus no ginásio (II Macabeus 4:17 a
27), os judeus mais conservadores sentiram-se
escandalizados.
Antíoco era um camarada brincalhão sempre que não se
encontrava zangado. Por exemplo, ele apreciava vestir-se
como pessoa comum e realizar corridas.
Não está claro se a oposição dos judeus conservadores
teria levado a um confronto com Antíoco, não houvesse ele
sido expulso do Egito pelo embaixador romano. A
organização da expedição que invadiu o Egito havia lhe
custado muito dinheiro, e de repente toda a empreitada
fracassara! Ele se encontrava no caminho de volta para
casa quando ficou sabendo que o sacerdote Jasom (outra
vez!) havia-se envolvido num ataque contra seus próprios
companheiros judeus. Confuso e magoado pelo tratamento
que recebera no Egito, Antíoco atacou os judeus numa
espécie de explosão particular de raiva. Depois disso,
saqueou o templo, vendo nisso um meio de recuperar os
custos da campanha do Egito. Ainda assim, é possível que
ele não houvesse saqueado o templo, não tivesse ele sido
instigado por Menelau, um judeu helenizante, que
prometeu a Antíoco uma polpuda recompensa em troca da
oportunidade de recolocar Jasom no posto de sumo
sacerdote.
Foi depois dessa série de eventos desafortunados, nos
quais judeus renegados desempenharam um papel muito
proeminente, que Antíoco deslocou sua ação da
uniformidade cultural voluntária para a uniformidade
religiosa obrigatória.
Como parte do novo estado de coisas, no dia 15 de
Chislev, do ano 168 a.C. uma estátua do deus grego Zeus
foi erigida sobre o altar de holocaustos, I Macabeus 1
indica que, uma vez mais, judeus liberais participaram do
processo. Dez dias mais tarde, no dia 25 de Chislev, eles
começaram a sacrificar animais "imundos" sobre o altar, o
que muito provavelmente incluiu suínos. II Macabeus 6:5.
Os judeus conservadores reuniram-se agora em torno de
Judas Macabeu, sob cuja liderança intrépida obtiveram
uma série de vitórias contra as tropas que Antíoco enviou
para dar-lhes combate. A campanha judaica de Antíoco
representou fracasso tão completo quanto o restante de
sua deplorável carreira.
Libertos finalmente da hostilidade do rei demente e das
maquinações dos judeus liberais, os judeus devotos
removeram o velho altar e dedicaram um novo, três anos
depois do dia em que sobre o antigo haviam sido
dedicados sacrifícios impuros, e três anos e dez dias
depois que sobre o altar havia sido erigida a estátua de
Zeus. O dia 25 de Chislev ocorre no calendário judaico em
época bem próxima ao Natal do calendário gregoriano. Nos
dias atuais esse dia é honrado como "Hanukkah", e
destina-se a celebrar a dedicação do novo altar em 165
a.C. Em o Novo Testamento, João 10:22 e 23 relaciona um
episódio da vida de Cristo com essa festa anual:
"Celebrava-se em Jerusalém a festa da dedicação. Era
inverno." Não existe qualquer dúvida de que Antíoco
interrompeu os serviços do templo, mas todas as
tentativas de vincular tal interrupção com as 2.300
"tardes e manhãs" de Daniel 8:14 têm fracassado
redondamente. Simplesmente não existe forma de se
fazer caber esse período dentro de três anos, ou três
anos e dez dias!
Dever-se-ia destacar também que a desolação do templo
deveu-se em tão abrangente extensão à deslealdade de
judeus quanto à demência de Antíoco. Mais cedo ou mais
tarde os judeus liberais teriam desolado por si próprios o
templo, mesmo que Antíoco não houvesse exigido que isso
ocorresse. Eles já viviam a realidade de negligenciar os
rituais para poderem praticar nus no ginásio, e também já
haviam obtido o apoio do rei no processo de helenizar
Jerusalém.
Em data tão precoce quanto 1753, Sir Isaac Newton, o
memorável cientista que em primeiro lugar expôs a teoria
gravitacional, escreveu o seguinte acerca de Daniel 9 e
Antíoco Epifânio:
Este último chifre é por alguns considerado como Antíoco
Epifânio, mas não de forma judiciosa. O chifre de uma
besta nunca é símbolo de uma única pessoa: ele
sempre significa um novo reino, e o reino de Antíoco
era velho. Antíoco reinou sobre um dos quatro chifres, e o
chifre pequeno era um quinto chifre, com seus próprios
reis.
· Esse chifre era pequeno a princípio e veio a tornar-se
excessivamente grande, mas isto não aconteceu com
Antíoco. O chifre pequeno é descrito como elevando-se
muito acima dos chifres anteriores, mas não foi isso que
aconteceu com Antíoco. Pelo contrário, seu reino foi fraco,
e subordinado aos romanos, e tampouco foi esse reino
ampliado por Antíoco.
· O chifre era um rei de feições duras, e destruiu de forma
extraordinária, e prosperou em suas iniciativas; ou seja, ele
prosperou em suas atividades contra o povo santo; mas
Antíoco foi afugentado do Egito por uma simples
mensagem dos romanos, e posteriormente despachado e
confundido pelos judeus.
· O chifre tornou-se forte em virtude do poder de outros,
Antíoco agiu em seu próprio poder. O chifre ergueu-se
contra o Príncipe dos exércitos celestiais, o Príncipe dos
príncipes; e este não é o caráter de Antíoco, e sim do
anticristo.
· O chifre arrasou o santuário até o solo, e não foi isso o
que ocorreu sob Antíoco, pois este deixou o santuário de
pé.
· O santuário e o exército foram pisados durante 2.300
dias, e nas profecias de Daniel dias representam anos; mas
a profanação do santuário nos dias de Antíoco não durou
nem mesmo este número de dias literais.
· Este estado de coisas deveria prosseguir até o tempo do
fim, até o fim último da indignação contra os judeus; e esta
indignação ainda hoje não chegou ao fim. A situação
deveria prosseguir até que o santuário que foi calcado a
pés viesse a ser purificado, e o santuário ainda não foi
purificado.
As observações de Sir Isaac Newton contrastam
fortemente com a nota sobre Daniel 8:1 na edição de 1967
daScofield Reference Bible, a qual se refere às "predições
notavelmente precisas dos capítulos 8 e 11 a respeito do
reinado, caráter e antecedentes de Antíoco Epifânio".