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A RETOMADA DO RELACIONAMENTO COM A AMÉRICA LATINA.

1945- 1961
Marcado por movimentos que se aproximava, outras vezes se distanciava dos
EUA, foi considerado como um alinhamento automá tico a grande potência, já
que a Europa estava destruída pela segunda guerra e o Brasil pensando nos aos
interesses das elites apoiava o anticomunismo.
Acreditava que o Brasil era um grande aliado dos EUA na America latina e esta
aliança iria refletir em desenvolvimento econômico e comercial.
Mas como os EUA se voltavam para a reconstrução da europa e tentava conter
o avanço da União soviética, eles não tinham muita atenção ao Brasil que optou
por ampliar suas parcerias e ganhar maior autonomia no cenário internacional,
sem romper com os norte americanos

1961 – 1964
O movimento de maior autonomia do Brasil em relação aos EUA ocorreu durante
os governos de Jânio Quadros (1961) e João Goulart (1961-1964), com a
chamada Política Externa Independente: uma estratégia de ação externa do
governo brasileiro para ampliar seu poder de barganha no cenário internacional,
por meio da ampliação de parcerias econômicas e políticas para além das
grandes potências. Ou seja, o Brasil poderia manter relações Com países do
Bloco Capitalista e Socialista presando pela multilateralismo, visando o
desenvolvimento econômico e social.
Esse novo paradigma era mais globalista ou universalista –, acompanhou as
mudanças que ocorriam em âmbito internacional, como a independência dos
países africanos e o deslocamento do eixo político entre Leste e Oeste para o
Norte-Sul.
Também havia uma necessidade de adaptação à nova realidade econômica e
social do país, buscando mercados não apenas para produtos primários, mas
também para manufaturados. Nesse sentido, o Brasil buscou assumir uma
posição neutra, ou não alinhamento, em relação às questões da Guerra Fria.
1964
A política econômica independente não teve continuidade. Inclusive, talvez esse
seja o período em que seja mais visível o movimento oscila de aproximação-
distanciamento em relação aos EUA. E com a instauração de um regime Militar
alimento um processo negativo da imagem do Brasil frente aos outros países da
América Latina, que lhe atribuíram o papel representativo dos objetivos norte
americanos.

1969
Durante o Governo Médici a questão de Itaipu, se centraliza na relação bilateral
que o Brasil toma para com os Estados vizinhos e visto como um país com
aspirações à hegemonia regional, o Brasil busca a integração pelo intercâmbio
comercial e mediante investimentos e cooperação técnica
A Argentina mostrava-se carente em recursos minerais e sua energia em maior
parte provinha de termelétricas. Em 1969 é assinado o Tratado da Bacia do
Prata, com vistas ao aproveitamento comum destes recursos pelos paises que
o compartilham. A idéia subjacente, ao que tudo indica, seria a de que a
Argentina, aspirando a converter Montevidéu em seu porto natural comandaria,
como nação industrial, o processo de integração da Bacia do Prata".
1973
Tratado Itaipu entre Brasil e Paraguai, agrava a relação com a Argentina que terá
seu desenrolar durante o Governo Geisel, com a participação do Paraguai no
empreendimento, o Brasil teve que enfrentar vários problemas com a Argentina,
que alegava a necessidade de consulta prévia aos países ribeirinhos para a
realização de obras em rios internacionais, como também possíveis prejuízos à
navegação e futura construção das hidrelétricas de Corpus e Yaciretá-Apipe, ao
ser modificado o curso normal das águas da Bacia do Prata.
1974
Principalmente após o governo do general Geisel (1974-1979)- A reação
econômica do governo Geisel frente à crise implicava numa alteração
significativa nas relações exteriores, pois o capitalismo brasileiro atingira um
nível de desenvolvimento que propiciava um alto grau de inserção mundial. O
primeiro passo da diplomacia, denominada Pragmatismo Responsável e
Ecumênico do chanceler Antonio Azeredo da Silveira, foi aproximar-se dos
países árabes. Aproximou-se também da China, da Europa Ocidental, e do
Japão. – a ideia de universalismo volta à pauta da agenda externa brasileira,
com um projeto de desenvolvimento nacional. Com relação à América Latina, o
Brasil estreitou relações com a Argentina com quem negociou a construção de
barragens hidrelétricas na Bacia do Prata, obtendo um acordo durante o governo
seguinte
1978
Conclusão do tratado de Cooperação Amazônica, um plano mais abrangente e
que dava continuidade as medidas de Proteção a Amazônia, como a SUDAM e
o estabelecimento da Zona Franca de Manaus em meados dos anos 60.
1979
Figueiredo continua o processo de abertura política e redemocratização do
governo anterior, sua política externa visa à aproximação de países que
propiciem o desenvolvimento econômico do Brasil. esta diretriz faz parte de sua
recém inaugurada diplomacia do Universalismo que representa uma ampliação
do Pragmatismo Responsável e Ecumênico de Geisel.
Essa política esforçou-se para manter a autonomia do Brasil num cenário
crescentemente desfavorável, de um modo geral, a principal marca da política
externa do Universalismo foi à busca de um maior espaço de participação no
que se refere às relações internacionais do Brasil frente aos outros países
industrializados.
A visão secundária que os Estados Unidos atribuía à América Latina neste
período evidenciava o colapso do sistema continental de defesa, baseado no
TIAR de 1947, nessa conjuntura o Brasil descartou a possibilidade de novo
realinhamento com os norte-americanos, tomando posição contrária a suas
intervenções. A política externa estava voltada ao relacionamento com países
que pudessem oferecer vantagens comerciais, financeiras, independente de sua
política externa, para escapar da dependência em relação aos Estados Unidos.
O Brasil ampliou sua diplomacia para outros pólos capitalistas como Europa
Ocidental e Japão, buscando estreitar vínculos com o Terceiro Mundo e com o
mundo socialista.
Em relação à América do Sul a política externa oferecia novos contornos e
ganhava importância. A diplomacia do Universalismo priorizava o fortalecimento
de laços com a América latina e, em especial, com a Argentina, relacionamento
que se encontrava desestabilizado desde as negociações do Brasil com o
Paraguai para a construção da hidrelétrica de Itaipu, finalmente em 1979 é
assinado o acordo tripartite Itaipu-corpus que marcava o fim do conflito.
1980