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ROBSON DOS SANTOS BERTOLDO 201503234665 – PRATICA IV - MANHÃ

JUÍZO DE DIREITO DA ª VARA CÍVEL DA COMARCA DE -

GUIA N.º

OSÉAS, nacionalidade, estado civil, portador do RG n.º , inscrito


no CPF sob o n.º , residente e domiciliado na Rua , n.º , bairro
, cidade , estado , CEP: , endereço eletrônico, por intermédio
de seu advogado que esta assina digitalmente, procuração em anexo, com
endereço profissional estabelecido na Rua, bairro, n.º, cidade, estado, com
fulcro nos artigos 539 e seguintes do Código de Processo Civil, e artigo 335,
inciso IV, do Código Civil, vem propor a presente

AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO

em face de CARRO E AUTOMÓVEIS LTDA., pessoa jurídica de direito privado


inscrita no CNPJ sob o n.º , com sede na , endereço
eletrônico, representada por seu administrador, e LEONTINO SILVEIRA,
nacionalidade, estado civil, RG, CPF, endereço, endereço eletrônico, pelas
razões de fato e de direito a seguir expostas.

A – DOS FATOS

Conforme se afere por meio da documentação ora anexada, o


Autor firmou contrato de locação de bem móvel (veículo de placa , modelo
, ano ) junto à primeira Ré, CARRO E AUTOMÓVEIS LTDA, em
de de 20 ,
ficando obrigado a realizar o pagamento mensal do valor de R$ .

O prazo acordado inicialmente fora de 12 meses, iniciado com a


tradição do veículo, em .
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Entretanto, no último mês o Autor fora surpreendido com uma


notificação judicial (processo n.º ), ocasião em que o segundo Réu, LEONTINO
SILVEIRA, afirma ser adquirente do veículo locado, fazendo prova de tal
condição por meio do contrato de compra e venda firmado com a locadora
originária.

A aludida notificação possui o fito de determinar que a partir de


então os pagamentos do aluguel deverão ser realizados diretamente ao
suposto novo proprietário, senhor Leontino Silveira.

Em razão do exposto, o Autor se dirigiu ao estabelecimento


comercial da locadora para buscar maiores esclarecimentos, tendo sido
informado por representantes da mesma o desconhecimento do aludido
instrumento contratual de compra e venda, reforçando, em tal ocasião, que os
alugueis deverão ser adimplidos conforme contrato de locação originário.

Consequentemente, há dúvidas quanto o verdadeiro credor da


obrigação, não havendo outra alternativa ao Autor senão pleitear auxílio do
Poder Judiciário, evitando-se, assim, eventual mora contratual.

DO DIREITO

B – DO CABIMENTO DA CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO

Diversamente do que muitos creem, tanto o credor quanto o


devedor podem incorrer em mora obrigacional.

Em que pese a regra geral demonstrar que o maior interessado


no cumprimento da obrigação é o credor, também constitui direito do devedor
a liberação do vínculo obrigacional por meio do pagamento.

Com o fito de viabilizar tal liberação, o direito criou a consignação


como modalidade especial de pagamento.

Para tanto, é necessário que o devedor preencha um dos


requisitos dispostos nos incisos do artigo 335 do Código Civil:

Art. 335 CC/02. A consignação tem lugar:

I - se o credor não puder, ou, sem justa causa, recusar receber o


pagamento, ou dar quitação na devida forma;

II - se o credor não for, nem mandar receber a coisa no lugar,


tempo e condição devidos;
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III - se o credor for incapaz de receber, for desconhecido,


declarado ausente, ou residir em lugar incerto ou de acesso
perigoso ou difícil;

IV - se ocorrer dúvida sobre quem deva legitimamente receber o


objeto do pagamento;

V - se pender litígio sobre o objeto do pagamento.

No presente caso, verifica-se que o Devedor, ora Autor,


preencheu o requisito disposto no inciso IV, em razão da dúvida quanto a
legitimidade dos Réus em receber o pagamento.

Em razão da boa-fé, não caberá ao Autor simplesmente ignorar a


notificação judicial recebida, procedendo os pagamentos ao primeiro réu em
decorrência do contrato de locação previamente firmado, sob pena de ser
compelido a realizar novo pagamento, conforme disposto no artigo 308 do
Código Civil de 2002.

Ora, somente o verdadeiro credor poderá dar quitação e


liberar o devedor da obrigação.

Verifica-se, também, que há total cumprimento ao disposto no


artigo 336 do Código Civil de 2002, já que o Autor não deseja consignar apenas
parte da prestação devida, mas sua totalidade:

Art. 336 CC/02. Para que a consignação tenha força de


pagamento, será mister concorram, em relação às pessoas, ao
objeto, modo e tempo, todos os requisitos sem os quais não é
válido o pagamento.

Consigne-se, inclusive, que ao Autor não havia a possibilidade de


realizar a consignação extrajudicialmente, já que um dos requisitos
indispensáveis para tal é que o credor seja certo, circunstância que inexiste no
caso concreto.

Consequentemente, há de ser deferido o depósito do valor de


R$ (valor por extenso), o qual equivale ao aluguel do mês de .

Na oportunidade, informa que, por se tratar de obrigação


sucessiva, prosseguirá realizando os depósitos mensais em até 5 (cinco) dias a
contar de cada vencimento, conforme disposto no artigo 541 do Código de
Processo Civil.

C - DOS PEDIDOS

Em razão do exposto, requer:

a) o deferimento do depósito mensal do valor de R$ (valor por extenso), o


qual será efetuado no prazo máximo de 5 dias a contar da intimação do
deferimento do presente pedido, na forma do artigo 542, inciso I, do
Código de Processo Civil;
b) a citação dos Réus para provarem seu direito, na forma dos artigos 547
e 548, ambos do Código de Processo Civil;
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c) a procedência integral do pedido, declarando extinta a obrigação do


Autor e havendo a condenação do Réu-Credor ao pagamento das
custas processuais e honorários advocatícios.

D – DAS PROVAS E DO VALOR DA CAUSA

Protesta provar o alegado por todos os meios de provas admitidos


pelo Direito, especialmente as de natureza documental.

Valor da causa: R$ (valor por extenso).

Nesses termos,
pede
deferimento.

Cidade, data.

ROBSON DOS SANTOS


BERTOLDO
OAB/RJ n.º 1000