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TRIBUTAÇÃO MUNICIPAL

RECEITAS PRÓPRIAS
RECEITAS PRÓPRIAS

AMPLIAÇÃO DAS RECEITAS

JANEIRO DE 2019

1. APRESENTAÇÃO

Desenvolvemos o presente trabalho com olhos voltados aos aplicadores da lei. Contamos com um razoável número de doutrinadores, ao qual não ousaria me incluir, embora confesso que as vezes expresso minhas opiniões, calçadas na experiência que obtivemos pela lonjura de tantos anos estudando os Tributos Municipais, suas tendências, estudos e modos de operação.

Portanto, este trabalho está mais relacionado à prática do que à doutrina propriamente dita, diante de inúmeras pesquisas, perplexo com a escassez de recursos que a tendência jurídica, econômica e financeira do País demonstra.

Uso de todos os doutrinadores possíveis e da jurisprudência em respaldo as minhas convicções com referência a aplicabilidade dos referidos Tributos. Deixo aos que nos acompanham a liberdade para refletir e tirar suas próprias conclusões, expressando minha recomendação para que busquem um maior aprofundamento aos aspectos jurídicos aqui tratados.

Por fim, deixamos aqui nossa certeza de que este material seja de serventia aos Auditores Fiscais, Contadores, Alunos Universitários, e, quem sabe até aos profissionais do Direito, mentores da justiça, acostumados a uma busca incessante, quase que obsessiva, de mais e mais informações. S.m.j

Leandro Costantin Ministrante EGP/FAMURS

JANEIRO/2019

1. LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA

O Conceito de Legislação Tributária pode ser definido como sendo o

conjunto de normas jurídicas assim compreendidas, os dispositivos

infralegal que instituem e dispõem sobre tributos em todos os seus aspectos.

Os tributos, por exigência constitucional, em obediência ao princípio da

legalidade tributária, não podem ser criados senão por lei.

(CF/88 Art 150, I)

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - Exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;

Mas os decretos, portarias e outros dispositivos normativos são também fonte

importante do Direito Tributário, uma vez que aspectos secundários da relação

tributária, tais como regulamentação de lançamento e quitação de impostos, podem

ser normatizados por estes instrumentos.

É certo que a realidade atual apresenta uma alta concentração da

participação no bolo tributário nacional, a União com escandalosos 50%, os Estados

com 31%, ficando os municípios com algo em torno de minguados 19% da

arrecadação.

PARTICIPAÇÃO EM % 19% 50% 31% UNIÃO ESTADOS MUNICÍPIOS
PARTICIPAÇÃO EM %
19%
50%
31%
UNIÃO
ESTADOS
MUNICÍPIOS

No entanto, o que se ouvimos é que os Municípios “não fizeram o dever de casa pós Constituição de 1988”, os municípios não arrecadam com competência as suas receitas, que mais que direito, é uma obrigação constitucional. A cobrança e a arrecadação das suas receitas próprias são, portanto, obrigação do agente público municipal com penalidades previstas na lei para quem não o fizer.

(LC 101/2000 art 1º §1º e art 11°)

Art. 1 o Esta Lei Complementar estabelece normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal, com amparo no Capítulo II do Título VI da Constituição. § 1 o A responsabilidade na gestão fiscal pressupõe a ação planejada e transparente, em que se previnem riscos e corrigem desvios capazes de afetar o equilíbrio das contas públicas, mediante o cumprimento de metas de resultados entre receitas e despesas e a obediência a limites e condições no que tange a renúncia de receita, geração de despesas com pessoal, da seguridade social e outras, dívidas consolidada e mobiliária, operações de crédito, inclusive por antecipação de receita, concessão de garantia e inscrição em Restos a Pagar.

Art. 11. Constituem requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional do ente da Federação.

Afinal, o administrador não pode interferir sem que a lei o permita, na cobrança dos tributos há muito já não se vê pedir desconto, abatimento ou que não se cobre um imposto Federal ou Estadual na Receita Federal ou na Secretaria da Fazenda. Não cobrar o previsto na Constituição não está na área de decisão do agente público é lei. Se não cobrar tem penalização

Os Municípios devem estruturar a sua Administração Tributária Municipal, setor que deve ser responsável pelo lançamento, cobrança, arrecadação e inscrição da dívida ativa para a competente execução dos inadimplentes. (Resolução n° 987/2013 TCE-RS) (CF 88 art 37, XXII)

Os apontamentos do tribunal de Contas de acordo com a Resolução n° 987/2013 começaram a surgir e os gestores serão penalizados pela renúncia de receita e falta de organização funcional.

começaram a surgir e os gestores serão penalizados pela renúncia de receita e falta de organização
Podemos ver claramente que há uma desconformidade com a Constituição Federal especificamente aquelas contidas no

Podemos ver claramente que há uma desconformidade com a Constituição Federal especificamente aquelas contidas no inciso XXII do art 37 e especialmente no que diz respeito a Resolução TCE 987/2013 e ainda com a Resolução TCE 1009/14, especialmente no art 2°, incisos IX, XXII e XXIII.

RESOLUÇÃO N. 1009/2014

Dispõe sobre os critérios a serem observados na apreciação das contas de governo, para fins de emissão de parecer prévio, e no julgamento das contas de gestão dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos da Administração Direta e Indireta e dá outras providências.

O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO

SUL, sobre os critérios a serem observados na apreciação das contas de governo, para

fins de emissão de parecer prévio, e no julgamento das contas de gestão dos administradores e demais responsáveis por bens e valores públicos da Administração Direta e Indireta, na forma dos artigos 70 e 71, caput e incisos I e II, da Constituição da República; e considerando o contido no Processo n° 003295-02.00/14-8, RESOLVE:

Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre critérios para a emissão de parecer prévio sobre as contas de governo do Governador do Estado e dos Prefeitos Municipais, assim como para o julgamento das contas de gestão dos administradores e responsáveis por bens e valores públicos da Administração Direta e Indireta. Art. 2º A prática dos seguintes atos de governo e de gestão, arrolados exemplificativamente, poderá ensejar a emissão de parecer prévio desfavorável à aprovação das contas ou julgamento pela irregularidade das contas dos agentes públicos pelo Tribunal de Contas do Estado:

I autorização de despesa sem recurso orçamentário próprio;

II empenho de despesas por conta de dotações criadas ou

suplementadas por créditos adicionais cujos recursos não se realizarem, quando ficar configurada intencionalidade na criação de dotações fictícias e não apenas falha de

previsão ou erro de estimativa; III empenho de despesas por conta de dotações criadas ou

suplementadas por créditos adicionais abertos sem autorização legislativa;

IV autorização de despesas sem cumprimento do devido

processo licitatório;

V ausência de licitação para concessão de serviços públicos,

exigida nos termos dos artigos 175 da Constituição da República e 14, 42 e 43 da Lei Federal nº 8.987, de 13 de fevereiro de 1995;

VI autorização de pagamento a servidores admitidos sem

concurso público ou sem autorização legislativa, em descumprimento do disposto nos

incisos II e IX do artigo 37 da Constituição da República; VII contratações reiteradas por prazo determinado sem a realização do devido concurso público ou quando ainda existirem candidatos aprovados em concurso público com prazo de validade em vigor;

VIII ausência de desconto ou de recolhimento das contribuições

previdenciárias, e/ou existência de irregularidades na aplicação dos recursos dos regimes próprios de previdência;

IX

desobediência às normas de inscrição e cobrança da Dívida

Ativa;

X deficiência do Sistema de Controle Interno mantido pelo Poder Executivo, sempre que essa circunstância tenha impedido ou dificultado a criação das

condições indispensáveis para assegurar eficácia ao controle externo e regularidade à realização da receita e da despesa, de acordo com o que preveem o caput e os incisos do artigo 74 da Constituição da República;

XI elaboração da Lei Orçamentária em desconformidade com as

disposições da Lei de Diretrizes Orçamentárias, do Plano Plurianual e da Lei Federal nº 4.320, de 17 de março de 1964;

XII concessão de vantagens ou aumento de remuneração,

criação de cargos ou alteração de estrutura de cargos e admissão de pessoal, em desacordo com o disposto nos incisos I e II do artigo 169 da Constituição da República;

XIII realização de despesas em desacordo com os princípios

constitucionais, particularmente os da moralidade, da impessoalidade e da legalidade, estabelecidos no caput do artigo 37 da Constituição da República;

XIV obstaculização da atuação fiscalizatória do Tribunal de

Contas do Estado no exercício de atividades de auditoria, inspeções, diligências e outras;

XV descumprimento das diretrizes gerais de política urbana,

instituídas pela Lei Federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001, e pela Lei Federal nº 12.587, de 3 de janeiro de 2012;

XVI descumprimento das diretrizes gerais de política de

resíduos sólidos e dos prazos instituídos pela Lei Federal nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, regulamentada pelo Decreto nº 7.404, 23 de dezembro de 2010;

XVII não atingimento das metas estabelecidas pelo Plano

Nacional de Educação;

XVIII ausência de Plano de Saneamento Básico elaborado em

conformidade com a Política Nacional de Saneamento Básico, na forma do que dispõe a Lei Federal nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, regulamentada pelo Decreto nº 7.217, de 21 de junho de 2010;

XIX descumprimento das exigências de acesso à informação

previstas na Lei Federal nº 12.527, de 18 de novembro de 2012, e/ou na Lei Complementar nº 131, de 27 de maio de 2009;

XX descumprimento das disposições da Resolução nº 979, de

27 de maio de 2013, e modificações supervenientes, que dispõe sobre as exigências relativas à gestão fiscal contidas na Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000;

 

XXI

descumprimento do disposto no artigo 11 da Lei

Complementar nº 101, de 2000, em face da ausência de instituição, previsão,

lançamento ou respectiva cobrança dos tributos da competência local;

 
 

XXII

ausência de estrutura fazendária mínima que atenda às

exigências

constitucionais

previstas

para

funcionamento

e

realização

das

atividades de gestão;

 
 

XXIII

ausência de adoção,

por parte da administração

tributária

municipal,

de

medidas

tendentes

a

evitar

a

renúncia

de

receita,

especialmente a decorrente de concessão de anistia, remissão, subsídio, crédito presumido e isenção em caráter não geral, bem como de alteração de alíquota ou de modificação de base de cálculo que impliquem redução discriminada de tributos

ou contribuições, além de outros benefícios que correspondam a tratamento

ou contribuições, além de outros benefícios que correspondam a tratamento

diferenciado;

ou contribuições, além de outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado;

XXIV descumprimento do princípio da evidenciação contábil, nos

termos dos artigos 83, 89 e 104 da Lei Federal nº 4.320, de 1964, e artigo 50 da Lei

Complementar nº 101, de 2000;

XXV descumprimento do princípio da universalidade dos

registros contábeis, nos termos dos artigos 93 e 100 da Lei Federal nº 4.320, de 1964, e do artigo 50 da Lei Complementar nº 101, de 2000;

XXVI descumprimento das exigências constitucionais e legais

relativas à aplicação de recursos na Manutenção e Desenvolvimento do Ensino e nas Ações e Serviços Públicos de Saúde;

XXVII inobservância dos prazos de entrega ao Tribunal de

Contas do Estado dos documentos para exame das contas exigidos pela Resolução nº 962, de 26 de dezembro de 2012, e modificações supervenientes, nos termos previstos

nos artigos 113 e 115 do Regimento Interno do Tribunal de Contas do Estado, aprovado pela Resolução nº 544, de 21 de junho de 2000;

XXVIII descumprimento de determinação e/ou decisão exaradas

pelo Tribunal de Contas do Estado; e

XXIX ausência de adoção de medidas atinentes à cobrança de

título executivo emitido pelo Tribunal de Contas do Estado. Parágrafo único. A emissão de parecer prévio desfavorável à aprovação das contas ou o julgamento pela irregularidade poderão implicar, ainda, o emprego das medidas previstas nos incisos VII a XI do artigo 33 da Lei Estadual nº 11.424, de 6 de janeiro de 2000, de acordo com a gravidade e o alcance da infração, assim como a representação ao Ministério Público e ao Poder Legislativo correspondente, para providências cabíveis, nos casos em que forem constatados indícios de existência de crime contra a Administração Pública, de ato de improbidade administrativa ou de crime de responsabilidade. Art. 3° A prática isolada de falhas administrativas ou de inconformidades que não comprometam as contas do agente público, em seu conjunto, não impedirá a emissão de parecer favorável ou o julgamento pela regularidade de suas contas com ou sem ressalvas, contendo recomendações e/ou advertências, sem prejuízo da aplicação das medidas previstas nos incisos VII a XI do artigo 33 da Lei Estadual nº 11.424, de 2000.

Art. 4º Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 5º Fica revogada a Resolução nº 414, de 5 de agosto de 1992, mantendo-se seus efeitos para fins de emissão de parecer prévio e de julgamento das contas relativas aos exercícios anteriores ao de 2014. Art. 6º Fica revogada a Resolução nº 1006, de 5 de

fevereiro2014.

PLENÁRIO GASPAR SILVEIRA MARTINS, 19 de março de 2014.

2. RECEITAS TRIBUTÁRIAS MUNICIPAIS

2.1 Tributos Municipais

A definição de TRIBUTOS na prática pode ser conceituada como sendo o

preço que a população paga pelos serviços que lhe são prestados pelo Estado e que visam o bem comum. Essa é a função social do tributo.

A Importância dos Tributos Municipais:

1. São instituídos pelo próprio ente (Município)

2. Ficam mais próximos do contribuinte

3. Possuem uma maior transparência devido ao montante para se analisar

4. Pode ser cobrada sua devolução com mais eficiência e eficácia uma vez que são utilizados diretamente na comunidade.

5. Uma aplicação mais direta e com menor burocracia em políticas públicas.

O tema Tributação Municipal é de extrema relevância para o administrador municipal, bem como para os profissionais das áreas técnicas, pois somente através da habilidade em conhecer plenamente os tributos de ordem municipal na teoria é que podemos aplica-lo com segurança na prática.

Todo Tributo Municipal é Receita Própria, portanto requer sempre uma atenção especial, pois com o crescimento das demandas da população, a constante diminuição das fontes de recursos dos repasses constitucionais, os recursos próprios são na verdade os grandes responsáveis pela manutenção da máquina pública e os investimentos nas políticas públicas municipais.

DIVISÃO DOS TRIBUTOS PRÓPRIOS DENTRO DO MUNICÍPIO

ARRECADAÇÃO PROPRIA 100%

25% 60% 15%
25%
60%
15%
ARRECADAÇÃO PROPRIA 100% 25% 60% 15% CAIXA LIVRE SAUDE EDUCAÇÃO

CAIXA LIVRE

ARRECADAÇÃO PROPRIA 100% 25% 60% 15% CAIXA LIVRE SAUDE EDUCAÇÃO

SAUDE

ARRECADAÇÃO PROPRIA 100% 25% 60% 15% CAIXA LIVRE SAUDE EDUCAÇÃO

EDUCAÇÃO

ARRECADAÇÃO PROPRIA 100% 25% 60% 15% CAIXA LIVRE SAUDE EDUCAÇÃO

CONCEITO DE TRIBUTOS

É “toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. (lei n° 5.172/66 art 3°)

instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”. (lei n° 5.172/66 art 3°)
2.1.1 – ESPÉCIES DE TRIBUTOS MUNICIPAIS Estabelecido pelo Art 5° do CTN 1. IMPOSTOS 2.

2.1.1 ESPÉCIES DE TRIBUTOS MUNICIPAIS

Estabelecido pelo Art 5° do CTN

1. IMPOSTOS

2. TAXAS

3. CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA

4. CONTRIBUIÇÃO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA (Art 149-A CF/88 EC39/02)

2.2 Gestão Tributária

Gestão Tributária é o processo de gerenciamento dos aspectos tributários de uma determinada administração tributária, com a finalidade de adequação e planejamento, visando controle das operações que tenham relação direta com a arrecadação dos tributos.

O “Planejamento Fiscal” materializa-se no esforço concentrado para identificação de seus objetivos e ações estratégicas para o ano seguinte, assim como, para a construção de sua agenda capaz de impulsionar a atuação da administração tributária do Município e fazê-la cumprir com sua missão institucional.

A prática de planejar permite antever algo que se pretende alcançar adiante, o que,

com o auxílio de algumas ferramentas, possibilita a criação de processos, planos de

ações a serem postos em prática em um tempo determinado, capazes de direcionar

para um caminho pensado coletivamente, com maior possibilidade de êxito em sua

avaliação da realidade concreta e nas propostas que orientarão a Administração

Tributária no cumprimento de suas metas e ao alcance de seus objetivos.

Apresentamos um modelo de planejamento Tributário, o qual pode ser definido para qualquer tributo que se faça necessário:

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL MUNICÍPIO DE SECRETARIA MUNICIPAL DE FAZENDA SEÇÃO DE FISCALIZAÇÃO DO ISS

PLANO ANUAL DA FISCALIZAÇÃO DO ISS 2019

CONSIDERANDO o disposto no artigo XX da Instrução Normativa SECFAZ nºXX de XX/XX/XXXX, o planejamento das ações fiscais relativas aos tributos municipais, será elaborado pelos Fiscais de Tributos, sob a supervisão da chefia imediata, no âmbito de sua respectiva lotação, observados os princípios do interesse público, da impessoalidade, da imparcialidade e da justiça fiscal. A SEÇÃO DE FISCALIZAÇÃO DO ISS, no uso das atribuições legais que lhe são conferidas pela Lei Municipal nº xxxxx de xx/xx/xxxx (CTM) é responsável pelos seguintes processos de trabalho:

(i)

monitorar o comportamento fiscal dos contribuintes;

(ii)

promover a conformidade tributária;

(iii)

realizar pesquisa e seleção dos sujeitos passivos que serão fiscalizados; e

(iv)

realizar procedimentos de fiscalização de natureza interna ou externa.

Para atingir esses objetivos, todas as ações estão condicionadas a este tripé:

(i)

disponibilizar as melhores ferramentas tecnológicas;

(ii)

apacitar continuamente cada profissional que atua nos respectivos processos de trabalho; e

(iii)

disseminar o conhecimento produzido.

Tais esforços são potencializados para permitir que o Fiscal de Tributos, autoridade tributária designada pelo Código Tributário Municipal, tenha condições plenas para exercer sua missão institucional em prol da Fazenda Municipal.

1 DAS AÇÕES FISCAIS

As ações fiscais realizadas junto aos sujeitos passivos terão o intuito de verificar o cumprimento das obrigações tributárias conforme previsto na legislação municipal. As ações fiscais terão as seguintes espécies:

I. Pedagógica;

II. Punitiva;

1.1 DA AÇÃO PEDAGÓGICA A ação fiscal pedagógica tem a finalidade de orientar o sujeito passivo no tocante ao cumprimento das suas obrigações tributárias, realizar cobranças diversas e obter informações ou elementos

de interesse da administração tributária, inclusive para instrução processual, assim como para coletar informações e documentos de terceiros destinados a subsidiar procedimento de auditoria relativo a outro sujeito passivo. A instauração de ação fiscal pedagógica não suspenderá

a espontaneidade do sujeito do passivo, podendo o mesmo, no curso da

ação, realizar denúncia espontânea de infrações à legislação tributária, para fins de exclusão de responsabilidade por infração, acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo devido e dos juros e multa de mora, ou do depósito da importância arbitrada pela autoridade administrativa, quando o montante do tributo dependa de apuração. A ação fiscal pedagógica poderá ser realizada por telefone, por carta, por e-mail e pessoalmente junto ao sujeito passivo, por meio de procedimento fiscal de diligência. Na ação fiscal pedagógica não poderá haver lavratura de auto de infração, salvo quando for constatada sonegação ou, ainda, na ocorrência de reincidência, fraude, resistência ou embaraço ao procedimento. O disposto não impede que o responsável, no curso da diligência, realize levantamentos, faça intimação aos sujeitos passivos para apresentação de informações, livros, documentos, programas e arquivos magnéticos, assim como lavrar termos de apreensão, quando estejam irregulares e façam prova de infração à legislação tributária. O responsável pela ação fiscal comunicará a ocorrência à chefia imediata

para fins de conversão da diligência em procedimento de fiscalização.

1.2 DA AÇÃO PUNITIVA A ação fiscal punitiva tem por objetivo a verificação do cumprimento das obrigações tributárias por parte do sujeito passivo, relativas aos tributos municipais, podendo resultar em constituição de crédito tributário com aplicação de multas punitivas, se for o caso. A instauração de ação fiscal punitiva suspenderá o direito do sujeito passivo à exclusão da responsabilidade por infração, por meio de denúncia espontânea,

relativamente aos tributos fiscalizados. Qualquer lançamento tributário, no curso da ação fiscal punitiva, será realizado por meio de auto de infração.

A ação fiscal punitiva será sempre executada por meio de procedimento

de fiscalização.

Procedimentos permanentes e contínuos de monitoramento da arrecadação dos maiores contribuintes do ISS, dos inadimplentes e do comparativo entre contribuintes com a mesma atividades, com a finalidade de detectar oportunamente qualquer flutuação significativa na arrecadação, para fins de direcionar a realização de fiscalizações.

2 CONFORMIDADE TRIBUTÁRIA Promover a conformidade tributária é um dos processos de trabalho permanentes do Setor de Fiscalização do ISS que tem como objetivo incentivar e facilitar o cumprimento da obrigação tributária, seja ela principal ou acessória. No âmbito da Fiscalização, estão definidas ações de conformidade para os diversos segmentos de contribuintes que apresentem indícios de erros no cumprimento da obrigação tributária, oportunizando a esses, de uma forma transparente, corrigir suas informações e pagar seus tributos sem a imposição de multas sancionatórias. A auto regularização ocorre quando o próprio contribuinte constata erro nas informações declaradas e as corrige por meio de declaração retificadora. A auto regularização só é permitida se feita antes de o contribuinte ser intimado ou notificado pela Fazenda Municipal. A vantagem para o contribuinte é evitar eventual início de procedimento fiscal e o pagamento de multa de, no mínimo, 50% sobre o valor do imposto não pago que vier a ser apurado pelo Fiscal de Tributos.

3 SELEÇÃO DO SUJEITO PASSIVO

3.1 DISPOSIÇÕES GERAIS Conforme o disposto no artigo xx da

Instrução Normativa SECFAZ nº xx de xx/xx/20xx, o planejamento da fiscalização do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza ISSQN deverá ser segmentado por setores de prestação de serviços, observados os critérios definidos para a seleção dos sujeitos passivos em cada exercício. O processo de seleção prioriza a busca de indícios de ilícitos praticados por pessoas jurídicas de grande porte responsáveis pelos valores mais significativos a serem cobrados. Serão também verificadas infrações cometidas pelos demais pessoas físicas e jurídicas.

3.2 INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS Programa permanente de fiscalizações nas Instituições Financeiras, contribuintes do ISS no Município, de modo a apurar e lançar o imposto com base na movimentação econômica informada na Cosif e na Declaração Eletrônica dos Serviços de Instituições Financeiras (DESIF)

3.3 CONSTRUÇÃO CIVIL Programa permanente de fiscalizações em

contribuintes de construção civil no Município. Ações fiscais em diligência

externa em contribuintes de construção civil, tomadores de serviços. Instituição do arbitramento para os responsáveis solidários, no caso de edificação de obras particulares, onde o proprietário não exige os documentos fiscais dos prestadores de serviços. Lançamento da diferença do ISS, deduzidos dos recolhimentos efetuados durante a obra, nos casos previstos na norma municipal. Trabalho em conjunto com a fiscalização de obras para identificação do ISSQN da construção civil.

3.4

SIMPLES NACIONAL Programa permanente de fiscalizações em

Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, contribuintes do ISS no Município, optantes pelo regime do Simples Nacional, no intuito de comparar o faturamento bruto informado para o recolhimento do Simples Nacional, por meio do PGDAS-D, com o faturamento declarado com base na emissão de documentos fiscais, para fins de apurar o ISS devido com base na movimentação econômica. A auto regularização para o contribuinte do Simples Nacional é importante para que se mantenha no regime tributário simplificado e favorecido de pagamento de tributos. Caso contrário, poderá ser objeto de procedimento de fiscalização e, ainda, excluído do regime.

3.5 GRANDES EMPRESAS Programa permanente de fiscalizações nas

grandes empresas, estabelecidas no Município, na condição de tomadores de serviços responsáveis tributários do ISS conforme disposição do artigo xx da Lei Complementar Municipal nº xxxx de xx/xx/xxxx (Código Tributário Municipal).

3.6 CARTÓRIOS Programa permanente de fiscalizações pertinentes aos serviços cartorários e notariais, bem como de registros público em geral, contribuintes de ISS no Município, de modo a comparar o faturamento da movimentação econômica informada na Declaração Mensal do Imposto Sobre Serviços (DMS) com o faturamento semestral disponibilizado pelo Conselho Nacional de Justiça, devendo, entretanto, observar que os números ali apresentados, bem como os valores individualizados de cada selo, são somatórios que incluem valores não tributáveis como acréscimos para Fundos Públicos.

3.7 FORNECEDORES DA PREFEITURA Programa permanente de

fiscalização aos fornecedores da Prefeitura, quer sejam do Município, quer

sejam de fora. Segundo a Lei Federal 8.666/1993 (Lei de Licitações e Contratos), contribuintes em débito com o fisco, não podem comercializar com o órgão público, além do controle interno do setor de retenções tributárias da sec da fazenda onde necessitamos acompanhar para a verificação da correta retenção a evitar as renúncias de receitas.

3.8 OMISSOS DE DECLARAÇÃO MENSAL DE SERVIÇOS DO ISS

Programa permanente de fiscalização aos omissos das DMS do ISS. Conforme descrito no artigo xx do Decreto nº xxxx/xx (obrigação acessória), decorrido o prazo de 30 (trinta) dias, contados a partir da data limite prevista para o Fechamento da Declaração Mensal do ISS (DMS), ou ultrapassado o limite de 03 (três) retificações, os respectivos contribuintes e responsáveis tributários ficam sujeitos à ação de fiscalização e às demais medidas previstas em lei.

3.9 PROFISSIONAIS DE NÍVEL SUPERIOR Programa permanente de cadastramento de profissionais autônomos de nível superior no cadastro mobiliário de contribuintes do Município para recolhimento do ISSQN Fixo.

4.METODOLOGIA A Fiscalização priorizará ações internas, para

ampliar e diversificar os critérios de seleção de contribuintes, a fim de aumentar o número de empresas que serão estimuladas à auto regularização em 2017. O sistema adotado para o Plano Anual de Fiscalização é a divisão do exercício em períodos de atuação para cada atividade. Em tal procedimento, a supervisão estabelece um planejamento global, definindo o período de fiscalização de cada atividade. O sistema adotado permitirá a planificação da fiscalização, além de aproveitar a sazonalidade existente em certas atividades econômicas. As atividades de seleção de contribuintes a serem fiscalizados são desempenhadas por equipes de Fiscais de Tributos,

de modo a privilegiar a especialização das análises, diminuindo o

retrabalho e aumentando a eficiência da Fiscalização. Como o processo de monitoramento é constante, o Plano Anual de Fiscalização prevê momentos de avaliação, quando novas ações

podem ser inseridas, ainda que não mapeadas anteriormente, desde que sejam de maior interesse fiscal.

A equipe de fiscalização deverá compreender a forma de

funcionamento da atividade fiscalizada para que em seguida possa apurar o tributo devido identificando-se ocorrências, quer de omissão

de receita, quer de diferença de base de cálculo ou ainda insuficiência

de recolhimento dos tributos. Assim como nas demais ações de

conformidade, a Fiscalização fará alertas para determinados indícios, oportunizando que os contribuintes alertados, após análise individual das informações prestadas à Fazenda Municipal, possam retificar

essas informações e pagar os tributos devidos com os acrescimentos

dos juros e multa de mora. Para atender aos contribuintes e manter

uma fiscalização pedagógica permanente a Fiscalização estabelecerá Plantões Fiscais. Os Plantões Fiscais serão atendimentos presenciais para prestar esclarecimentos aos contribuintes sobre a legislação do ISS, a forma de apuração e o preenchimento de declarações exigidas pela Secretaria Municipal de Fazenda. O acompanhamento e atualização do planejamento deve ser feito através de reuniões mensais da equipe de fiscalização com base na análise dos relatórios fiscais emitidos pelo Sistema Tributário do Município.

Tais reuniões devem ser realizadas com o auxílio de pautas prévias e

da redação de atas, sob pena de ausência de responsabilidade,

quando da cobrança dos resultados.

O controle da fiscalização será exercido pelo responsável da

Fiscalização através da emissão de Ordem de Serviço, documento este que precede a abertura de ação fiscal e é emitido para ciência do Fiscal incumbido da tarefa.

Local e data, Chefe do Setor de Fiscalização

2.3. O SISTEMA TRIBUTÁRIO BRASILEIRO

2.3.1 Princípios da Tributação

As duas principais abordagens do problema da equidade utilizam o princípio do benefício e o princípio da capacidade de pagamento.

O princípio do benefício propõe que cada indivíduo pague um tributo de acordo com o montante de benefícios que recebe, estabelecendo um vínculo entre os dispêndios e as receitas do orçamento público.

Por conseguinte, o sistema tributário realmente eqüitativo irá variar conforme a estrutura de dispêndios do setor público. Assim, esse critério abrange não apenas a política tributária, mas também, a política de dispêndios do governo.

O princípio da capacidade de pagamento é consagrado na legislação tributária brasileira. A Constituição do Império de 1924 já previa que ``ninguém será isento de contribuir para as despesas do Estado, em proporção dos seus haveres”.

Na Constituição de 1946 o princípio consta nos seguintes termos: ``Os tributos terão caráter pessoal sempre que isso for possível, e serão graduados conforme a capacidade econômica do contribuinte.”

Por sua vez a Emenda Constitucional n° 18, de 1965, suprimiu esta disposição, embora o princípio tenha continuado a ser considerado, ainda que implicitamente, dentro do sistema (Nogueira, 1990, p.12).

A Constituição de 1988 veio reinstituir de forma explícita o princípio da capacidade de pagamento ao dispor em seu Artigo 145:

“§ 1º- Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à Administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte”.

2.3.3. Componentes do Sistema Tributário Brasileiro

Os Tributos Municipais e suas espécies

Tributos são as receitas derivadas que o Município recolhe do

patrimônio dos indivíduos, baseado no seu poder fiscal, mas disciplinado por normas

de direito público que formam o Direito Tributário.

As Espécies de tributos previstos pela legislação brasileira são:

imposto, taxa, contribuição de melhoria e também a Contribuição para custeio

da iluminação pública.

Imposto
Imposto

Sua previsão está contida no Art 145 da Constituição Federativa do

Brasil de 1988,

Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:

I - impostos; II - III -

Sua definição está contida no Art 16 da Lei n° 5.172/66 (Código

Tributário Nacional) assim descrito,

Art. 16. Imposto é o tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação independente de qualquer atividade estatal específica, relativa ao contribuinte.”

O contribuinte fica adstrito ao adimplemento da prestação pecuniária

independentemente de qualquer ato do Poder Público.

Portanto, no caso da cobrança do imposto, o Estado não necessita

criar nenhum serviço nem oferecer qualquer atividade especial ao contribuinte em

troca do seu pagamento, uma vez que não há no imposto, a contrapartida requerida

pela taxa.

Basta que o ente público com competência crie o imposto por lei,

podendo ainda o imposto ser direto ou indireto.

Imposto Direto

Permite graduar diretamente a quantia devida por um contribuinte, de acordo com a sua capacidade contributiva (exemplo típico é o IR).

Imposto Indireto
Imposto Indireto

Estabelece a relação entre o ônus tributário e um evento jurídico ou material e não dispõe de um parâmetro direto para apurar a capacidade econômica do contribuinte. (Ex: IPI, o indivíduo que comprar a mercadoria, rico ou pobre, pagará o mesmo quantum).

Entretanto, por meio de certas categorias da técnica de tributação, o

legislador procura corrigir esses aspectos utilizando-se de não incidências, isenções,

imunidades ou graduação das alíquotas de incidências, em função da natureza e

destinação dos produtos ou mercadorias.

Taxa
Taxa

A taxa, artigo 145 da Constituição, é de competência da União, dos

Estados, do Distrito Federal e dos municípios, e que só pode ser arrecadada em

razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de

serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos

efetivamente à sua disposição.

Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos:

I - II - Taxas III -

;

A competência em relação às taxas é comum, todavia, cada pessoa

jurídica de direito público poderá cobrá-las em razão de exercício regular do poder

de polícia, o que significa somente quando exercer poder de polícia que lhe tenha

sido conferido pela Constituição.

à

disposição dos contribuintes que deverão se restringir, evidentemente, àqueles

constitucionalmente atribuídos ao respectivo governo tributante.

A

mesma

regra

se

aplica

aos

serviços

prestados

ou

postos

Caso o poder de polícia não seja regular ou o serviço não seja de atribuição do ente federativo tributante, a taxa não terá legitimidade.

É adequado esclarecer, que o termo ``atividade discricionária da administração´´, não tem o significado de arbitrária já que dentro do estado de direito não existe campo para o arbitrário.

O termo significa, que quando há várias formas legais de proceder em determinada situação, é dada à administração a faculdade de escolha, ou seja, o exercício do poder discricionário.

Deve-se esclarecer, ainda, o significado da expressão ``pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição´´. Para que o Poder Público possa exigir a taxa é preciso que o serviço esteja em efetivo funcionamento, de forma que mesmo quando o contribuinte dele não se utilizar, deve contribuir para sua manutenção.

Contribuição de Melhoria
Contribuição de Melhoria

Também inserida no artigo 145, inciso III, da Constituição, a contribuição de melhoria é de competência da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios, decorrente de obras públicas que decorra da valorização imobiliária.

O CTN, artigo 81, dispõe que a contribuição de melhoria ``é instituída para fazer face ao custo de obras públicas de que decorre valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa realizada, e como limite individual o acréscimo de valor que da obra resultar para cada imóvel beneficiado´´.

Fazemos então uma distinção entre a Contribuição de Melhoria e a

Taxa.

Para a cobrança da primeira, é necessária a realização da obra e sua influência positiva sobre o imóvel, ‘benefício’ ou ‘valorização’.

Para a segunda, decorre de serviço já existente, utilizado ou não pelo

contribuinte.

2.4 O PODER DE TRIBUTAR E SUAS LIMITAÇÕES

O sistema tributário nacional tem, além das disposições gerais, um elemento fundamental: as limitações constitucionais do poder de tributar.

A Constituição de 1988 determinou que cabe à lei complementar regular as limitações constitucionais do poder de tributar. Todavia, a própria Constituição já estabelece estas limitações, mediante a enunciação de princípios constitucionais da tributação.

Tais princípios são plenamente eficazes, já que não dependem de lei complementar para sua incidência direta e imediata às situações ocorrentes.

Os princípios constitucionais da tributação classificam-se em:

constitucionais da tributação classificam-se em: 2.4.1 Princípios Gerais:  Da legalidade estrita, 
constitucionais da tributação classificam-se em: 2.4.1 Princípios Gerais:  Da legalidade estrita, 

2.4.1 Princípios Gerais:

Da legalidade estrita,

Da igualdade tributária,

Da personalização dos impostos e da capacidade tributária,

Da irretroatividade tributária,

Da anualidade do lançamento do tributo,

Da proporcionalidade,

Da razoabilidade,

Da destinação pública dos tributos,

Da ilimitabilidade do tráfego de pessoas ou bens;

2.4.2 Princípios Especiais:

Da uniformidade tributária,

Da limitabilidade da tributação da renda das obrigações da dívida pública estadual ou municipal e dos proventos dos agentes dos Estados e municípios,

2.4.3. Princípios Específicos :  Da progressividade,  Da não cumulatividade do imposto,  Da
2.4.3. Princípios Específicos :  Da progressividade,  Da não cumulatividade do imposto,  Da

2.4.3. Princípios Específicos:

Da progressividade,

Da não cumulatividade do imposto,

Da seletividade do imposto (variar a alíquota de acordo com a essencialidade do bem)

2.4.4

Imunidades Fiscais:

Instituídas por razões de privilégio, ou de considerações de interesse geral, excluem a atuação do poder de tributar. Nas hipóteses imunes de tributação, não ocorre o fato gerador da obrigação tributária.

A Constituição Federativa do Brasil de 1988, consolida aos entes federativos as limitações do poder de tributar.

O Artigo

150, limita os poderes da

União, Estados, Distrito Federal e

Municípios a instituir e gerir tributos pela as livre vontade.

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;

II - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situação equivalente,

proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos ou direitos;

III - cobrar tributos:

a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei que os houver

instituído ou aumentado;

b) no mesmo exercício financeiro em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou

aumentou;

c) antes de decorridos noventa dias da data em que haja sido publicada a lei que os instituiu ou

aumentou, observado o disposto na alínea b;

IV - utilizar tributo com efeito de confisco;

V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos interestaduais

ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público;

VI - instituir impostos sobre:

a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;

b) templos de qualquer culto;

c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas fundações, das entidades

sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação e de assistência social, sem fins

lucrativos, atendidos os requisitos da lei;

d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.

e) fonogramas e videofonogramas musicais produzidos no Brasil contendo obras musicais ou

literomusicais de autores brasileiros e/ou obras em geral interpretadas por artistas brasileiros

bem como os suportes materiais ou arquivos digitais que os contenham, salvo na etapa de replicação industrial de mídias ópticas de leitura a laser.

Sujeito Ativo

CTN LEI 5.172/66 ART 119

``sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público titular da competência para exigir o seu cumprimento.

É aquele que recebe competência, para instituir tributos.

A determinação da competência pode ser apurada mediante a atribuição de fatos geradores.

Somente a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios poderão ser sujeitos ativos da obrigação tributária.

Sujeito Passivo

CTN LEI 5.172/66 ART 121

" Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária.

Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação pecuniária diz-se:

I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a situação que constitua o respectivo fato gerador;

II

- responsável,

quando,

sem

revestir a

condição de

contribuinte,

sua

obrigação decorra de disposição expressa de lei".

É aquele sujeito obrigado a pagar os tributos.

Contribuinte

A qualidade de contribuinte decorre da realização do fato gerador.

É a pessoa que realiza o fato previsto na lei como tributável adquirindo, deste

modo, o status de contribuinte.

Será responsável quando, sem ser o contribuinte, tiver sua obrigação decorrente de disposição expressa da lei. O responsável é, assim, um terceiro em relação ao contribuinte, mas não alheio ao fato gerador.

2.5 OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA

A obrigação tributária nasce com o fato gerador da obrigação principal. (CTN

Art 113 §1°)

Art. 113. A obrigação tributária é principal ou acessória. § 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente

A obrigação tributária é principal ou acessória e surge sempre com o fato gerador do tributo. 2.5.1 Obrigação Principal Prevista no § 1° do Art 113 do Código Tributário Nacional, como próprio parágrafo já menciona,

§ 1º A obrigação principal surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela decorrente.

Já o Artigo 114 do CTN nos dá a condição pela qual a obrigação principal se

gera,

Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como necessária e suficiente à sua ocorrência.

Assim, resumindo em palavras práticas e de fácil interpretação, podemos dizer que, obrigação principal é,

“É a obrigação que a pessoa jurídica tem de recolher os tributos.”
“É a obrigação que a pessoa jurídica tem de recolher os tributos.”

A obrigação principal somente se extingue com o pagamento (recolhimento) do valor integral devido. Se for recolhido parcialmente, não se considera extinto.

2.5.2 Obrigação Acessória

A obrigação é acessória quando, por força de lei, a prestação a ser cumprida é a de fazer ou não fazer alguma coisa, ou permitir que ela seja feita pelo Fisco, tudo no interesse da arrecadação ou da fiscalização dos tributos (artigo 113, § 2, do CTN).

Exemplo: escrituração das operações de prestação de serviços sujeitas ao ISS, e a apuração do respectivo valor através de declarações de serviços prestados ou da emissão da respectiva nota fiscal de serviços.

Independentemente de ser exigido ou não o cumprimento de obrigação principal, o contribuinte é sempre obrigado a cumprir a obrigação acessória.

Em outras palavras mais práticas, a obrigação acessória, nada mais é do que,

“É a obrigação que a pessoa jurídica tem de escriturar, demonstrar e declarar a forma
“É a obrigação que a pessoa jurídica tem de escriturar, demonstrar
e declarar a forma pela qual a obrigação principal foi cumprida.
Documentos Fiscais – notas fiscais, faturas e recibos.”

Para os Municípios, especificamente falando de seus tributos, há uma grande importância na exploração destas obrigações. É através delas que podemos melhor ajustar e controlar os contribuintes.

Não é uma Obrigação de Dar e sim Obrigação de Fazer

Ao falar em prestações positivas ou negativas, o legislador tributário quis se referir às obrigações que os civilistas classificam como de fazer ou deixar de fazer. Não se incluem as

obrigações de dar dinheiro, porque estas (

)

são consideradas "principais". São, na realidade,

obrigações meramente instrumentais, simples deveres burocráticos que facilitam o

cumprimento das obrigações principais.(ALEXANDRE, 2010, p. 276)

Existem muitas obrigações acessórias que podemos criar, e estas sim, se previstas no CTM, são criadas através de Decretos.

- Notas fiscais eletrônicas;

- Declarações Mensais de Serviços (mesmo para inscritos no simples nacional)

- Declarações de um modo geral (DIRF DIPJ etc)

- Informações Mensais de Transmissões de Escrituras Públicas

- Informações Mensais de Registros de Óbitos

- Substitutos Tributários (retenção obrigatoriedade)

2.5.3. CRÉDITO TRIBUTÁRIO: CONCEITO E CARACTERÍSTICAS

Crédito tributário pode ser definido como o direito de exigir o pagamento de uma obrigação tributária. Nas palavras de Hugo de Brito Machado, “é o vínculo jurídico, de natureza obrigacional, por força do qual o Estado (sujeito ativo) pode exigir do particular, contribuinte ou responsável (sujeito passivo), o pagamento do tributo ou da penalidade pecuniária (objeto da relação obrigacional).”

Para compreender o conceito de crédito tributário pode-se pensar a relação tributária em três momentos. O primeiro momento da relação tributária consiste na obrigação tributária. Esta surge com a ocorrência do fato gerador, que é a concretização da hipótese de incidência abstratamente prevista na norma. Assim, no momento em que o sujeito passivo realiza o fato gerador, há o surgimento da obrigação tributária. Nesse primeiro momento, a obrigação é ilíquida e inexigível. Posteriormente, ocorre a constituição do crédito tributário. A partir da constituição, o crédito se torna líquido e exigível. Por fim, há o terceiro momento, que é a inscrição em dívida ativa. Com a inscrição, o crédito torna-se exequível, ou seja, passível de cobrança judicial.

LEI (hipótese de Incidência)
LEI
(hipótese de
Incidência)
FATO GERADOR
FATO
GERADOR

ENTÃO,

OBRIGAÇÃO TRIBUTARIA
OBRIGAÇÃO
TRIBUTARIA
CREDITO TRIBUTÁRIO
CREDITO
TRIBUTÁRIO
DIVIDA ATIVA TRIBUT
DIVIDA
ATIVA
TRIBUT
INEXIGÍVEL
INEXIGÍVEL
EXIGÍVEL
EXIGÍVEL
EXECUÇÃO FISCAL EXEQUÍVEL
EXECUÇÃO
FISCAL
EXEQUÍVEL

Exigível é todo crédito vencido e não pago. Sua eficácia não se subordina mais a qualquer condição, termo ou encargo. É o crédito atual cujo cumprimento do pagamento já foi solicitado ao devedor ou esperado até o prazo limite para pagamento.TRIBUT INEXIGÍVEL EXIGÍVEL EXECUÇÃO FISCAL EXEQUÍVEL Certo é aquele crédito indubitável acerca de sua

Certo é aquele crédito indubitável acerca de sua existência, capaz de evidenciar com exatidão todos os elementos da respectiva relação jurídica (sujeitos, vínculo jurídico e prestação).ao devedor ou esperado até o prazo limite para pagamento. Líquido é o crédito certo quanto

Líquido é o crédito certo quanto à sua existência e determinado quanto ao seu objeto (art. 1533 do Código Civil Brasileiro de 1916). A liquidez é um "plus" em relação à certeza. Não há crédito líquido que não seja certo. A liquidez do objeto se evidencia pela possibilidade de se calcular o valor a ser cobrado mediante meras operações aritméticas.jurídica (sujeitos, vínculo jurídico e prestação). Exequível é o crédito líquido e certo que, depois de

Exequível é o crédito líquido e certo que, depois de realizado o controle da legalidade do seu lançamento pela Administração, é regularmente inscrito no livro de dívida ativa, do qual pode ser extraído uma certidão que tem validade de título executivo extrajudicial.valor a ser cobrado mediante meras operações aritméticas. 2.5.3 - Revisão da Legislação As Prefeituras devem

2.5.3 - Revisão da Legislação

As Prefeituras devem estar atentas na melhoria das receitas próprias e na obrigação de arrecadar, investindo e fortalecendo os Setores de Arrecadação de seus Tributos.

É possível arrecadar com eficácia e eficiência, observando critérios específicos para que tenhamos resultados satisfatórios:

1. Quadro de Fiscais Tributários em número suficiente (mínimo 2);

2. Pessoal treinado e bem informado;

3. Equipamentos de informática e soluções em sistemas que agilizem e organizem eletronicamente os cadastros e as cobranças e, ainda, promova a gestão dos créditos e da dívida ativa;

4. Legislações atualizadas e obrigações acessórias suficientes para se obter

as informações das quais se necessita com facilidade e objetividade.

5. Planejamento Estratégico Tributário e Fiscal como ferramenta auxiliar de arrecadação.

Para que os Municípios arrecadem as suas receitas próprias, é necessário o enfrentamento das demandas, entre elas, a consolidação das suas legislações tributárias permanentemente, conforme determina o Código Tributário Nacional, em seu art 212.

Art. 212. Os Poderes Executivos federal, estaduais e municipais expedirão, por decreto, dentro de 90 (noventa) dias da entrada em vigor desta Lei, a consolidação, em texto único, da legislação vigente, relativa a cada um dos tributos, repetindo-se esta providência até o dia 31 de janeiro de cada ano.

2.6 FISCALIZAÇÃO TRIBUTÁRIA

à

verificação, pela Administração Tributária, do pagamento dos tributos e do cumprimento de obrigações tributárias acessórias.

A

fiscalização

tributária

constitui

atividade

administrativa

destinada

Obrigatoriedade esta contida na CF/88 em seu artigo 37, inciso XVIII e XXII, aqueles destinados a representar a importância da fiscalização tributária, como podemos observar,

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores administrativos, na forma da lei; XXII - as administrações tributárias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, atividades essenciais ao funcionamento do Estado, exercidas por servidores de carreiras específicas, terão recursos prioritários para a realização de suas atividades e atuarão de forma integrada, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais, na forma da lei ou convênio.

Assim, tendo em vista que representa espécie de atividade administrativa para a qual são dedicados muitos agentes públicos, os órgãos responsáveis pela Administração Tributária costumam expedir atos normativos infralegais para definir procedimentos de fiscalização, de modo a orientar os servidores sobre como devem proceder nos atos de procedimento de fiscalização tributária. O TCE RS, em resolução emitida em 2013, regulamenta no âmbito do estado do Rio Grande do Sul a organização das Administrações Tributárias Municipais, através da Resolução nº 987/2013 e que passa a integrar o sistema de controle externo nas auditorias municipais.

Diretrizes e Procedimentos de Auditoria do TCE-RS RESOLUÇÃO N. 987/2013 Dispõe sobre as diretrizes e os procedimentos de auditoria a serem adotados pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul, quando no exercício do controle externo relativo à administração tributária e fazendária municipal, e dá outras providências. O TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL, no uso de

suas atribuições constitucionais e legais, Considerando a oportunidade de fixar diretrizes capazes de promover a valorização

e o aperfeiçoamento do controle externo da administração tributária municipal;

Considerando que o artigo 37, inciso XVIII, da Constituição da República, estabelece

a existência da administração fazendária municipal;

Considerando que o artigo 37, inciso XXII, da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional n. 42, de 19 de dezembro de 2003, institui a

administração tributária municipal exercida por servidores de carreira específica, a qual atuará de forma integrada com as administrações tributárias da União e dos Estados, inclusive com o compartilhamento de cadastros e de informações fiscais,

na forma de lei ou convênio;

Considerando que o mesmo artigo 37, inciso XXII, da Constituição da República, incluído pela Emenda Constitucional n. 42, de 2003, determinou que a administração

tributária municipal terá recursos prioritários para a realização de suas atividades; Considerando que o artigo 167, inciso IV, da Constituição da República, excepcionou da vedação à vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa a destinação de recursos para realização de atividades de administração tributária; Considerando que o artigo 70, caput, da Constituição da República, estabeleceu o controle externo de renúncias de receitas; Considerando que os artigos 145, incisos I, II e III, 149, § 1º, e 149-A, todos da Constituição da República, estabelecem as exações que integram a competência tributária dos Municípios; Considerando que o artigo 145, § 1º, da Constituição da República, estabeleceu que, sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo

a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária,

especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte; Considerando que a Lei Complementar n. 101, de 4 de maio de 2000 (artigo 11), estabeleceu como requisitos essenciais da responsabilidade na gestão fiscal a

instituição, previsão e efetiva arrecadação de todos os tributos da competência constitucional dos Municípios; Considerando a relevância da regular constituição, estruturação e funcionamento da administração tributária no juízo a ser formulado por este Tribunal de Contas a respeito das contas dos gestores públicos municipais; Considerando que a administração pública deve pautar sua atuação sob os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência; Considerando que a administração tributária é informada, entre outros, pelos princípios da indisponibilidade do interesse público, da isonomia de tratamento e da

transparência fiscal, devendo em sua ação observar os direitos fundamentais dos contribuintes, sobretudo o que concerne à justiça fiscal; e Considerando, ainda, o contido no Processo n. 007439-02.00/13-5;

RESOLVE:

Art. 1º A presente Resolução dispõe sobre as diretrizes a serem adotadas pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul nos procedimentos de auditoria ou inspeção junto aos sistemas de administração tributária e fazendária municipal. Art. 2º Para efeitos desta Resolução, considera-se:

I administração tributária (AT): atividade de caráter permanente, vinculada ao interesse público, essencial à gestão pública municipal, organizada sob a forma de sistema, responsável pela administração tributária; e II administração fazendária (AF): atividade de caráter permanente, vinculada ao interesse público, essencial à gestão pública municipal, organizada sob a forma de sistema, responsável pela administração orçamentário-financeira. Art. 3º Para os fins previstos no artigo 1º desta Resolução, serão verificados, segundo os critérios de criticidade e materialidade constantes da matriz de risco aplicável, se os sistemas de administração tributária e fazendária municipal desempenham, no mínimo, as atribuições a seguir elencadas:

I quanto à administração tributária (AT):

a) gerir, administrar, planejar, normatizar e executar as atividades de fiscalização e de imposição tributária;

b) preparar e julgar os processos administrativo-tributários de contencioso fiscal,

inclusive nos casos de pedidos de reconhecimento de imunidade, de não-incidência e de isenção, ou, ainda, decidir sobre pedidos de moratória e de parcelamento de créditos tributários e não-tributários;

c) acompanhar a formulação da política econômico-tributária, inclusive em relação a benefícios fiscais e incentivos financeiros e fiscais;

d) decidir ou encaminhar para deliberação pedidos de cancelamento ou qualquer

outra forma de extinção de crédito tributário e não-tributário, nos termos do Código

Tributário Municipal;

e) divulgar a legislação tributária;

f) acompanhar e controlar as transferências intergovernamentais no âmbito de sua competência;

g) verificar a regularidade da participação do Município no produto da arrecadação

dos tributos da União e do Estado;

h) promover medidas de aperfeiçoamento e regulamentação da legislação tributária

municipal, bem como adotar providências no sentido da sua consolidação;

i) preparar e julgar os processos administrativos, em primeira instância, que contenham pedidos de restituição de receita pública municipal;

j) celebrar convênio com a administração tributária federal, estadual e dos demais Municípios, para compartilhamento de cadastros e informações fiscais;

k) prestar apoio técnico ao órgão responsável pela representação judicial do

Município em matéria fiscal;

l) executar os procedimentos de formação e instrução de notificações relacionadas a crimes praticados contra a ordem tributária; e

m) disponibilizar dados e prestar as informações necessárias para a atuação do

controle interno no exercício das atribuições descritas em Resolução específica

desta Corte de Contas.

II quanto à administração fazendária (AF):

a) supervisionar, planejar, acompanhar e executar a ação da despesa orçamentária;

b) realizar a avaliação da despesa pública;

c) controlar as condições para abertura de créditos orçamentários adicionais e

outras alterações orçamentárias;

d) examinar proposições que impliquem impacto orçamentário, econômico ou

financeiro relevante nas contas do Município;

e) planejar, acompanhar e executar o fluxo financeiro do Município e o pagamento

de despesas públicas, bem como administrar os ingressos e respectivas disponibilidades de caixa;

f) administrar e fiscalizar o pagamento de pessoal;

g) acompanhar a gestão financeira das entidades da administração indireta;

h) planejar e administrar a dívida pública municipal, bem como propor o

estabelecimento de normas específicas relativas às operações de crédito; i) promover encontros de contas entre débitos e créditos no âmbito da administração pública municipal;

j) examinar propostas de alienação de valores mobiliários e outros ativos financeiros de propriedade do Município;

k) avaliar e acompanhar convênios e ajustes celebrados pela administração pública

municipal com a União, Estados e demais Municípios;

l) examinar os limites globais para a despesa pública municipal, compatíveis com as estimativas de receita, a serem observados na elaboração orçamentária; m) monitorar os gastos e inversões previdenciárias e avaliar seu impacto na condução da política fiscal de longo prazo e na necessidade de financiamento;

n) editar atos normativos de caráter cogente para a administração pública municipal

direta e indireta em matéria financeira, orçamentária e de pessoal;

o) propor, implantar e acompanhar medidas concernentes à qualificação e eficiência

do gasto público; p) avaliar os limites e parâmetros econômico-financeiros para a elaboração do projeto de lei de diretrizes orçamentárias e do projeto de lei orçamentária anual;

q) formular, gerir e acompanhar as diretrizes da política financeira municipal;

r) exercer o acompanhamento das receitas orçamentárias e extra-orçamentárias;

s) exercer a coordenação e a execução da política de crédito público, a centralização e a guarda dos valores mobiliários; e t) propor e acompanhar as metas fiscais para os fins da Lei de Diretrizes Orçamentárias. Art. 4º Além da verificação do desempenho das atribuições previstas no artigo 3º, serão tratadas como irregularidades passíveis de aponte em relatório a configuração das seguintes situações:

I não adoção, de parte da AT, de medidas tendentes a evitar a renúncia de receita, especialmente quando relacionada à concessão de anistia, remissão, subsídio, crédito presumido, isenção em caráter não geral, à alteração de alíquota ou à modificação de base de cálculo que implique redução discriminada de tributos ou contribuições, além de outros benefícios que correspondam a tratamento diferenciado; II unidade gestora do sistema de administração tributária do município, prevista no inciso I do artigo 3º, integrada por servidores não investidos em cargos de provimento efetivo, organizados em carreira, com previsão de atuação exclusiva na unidade e/ou cuja habilitação não seja compatível com a natureza das respectivas atribuições.

Art. 5º O Tribunal de Contas poderá requisitar dados e informações referentes às ações, atividades e procedimentos de responsabilidade das administrações tributária

e fazendária municipal, através de seus sistemas informatizados, ficando

asseguradas, nos termos da lei, a manutenção do sigilo fiscal e a desidentificação

do

respectivo contribuinte, enquanto o crédito tributário não for passível de inscrição

em

dívida ativa.

Art. 6º As disposições dos artigos 3º e 4º deverão ser observadas por ocasião da elaboração da programação anual das auditorias e inspeções a serem realizadas nos Municípios com população a partir de vinte mil habitantes, a contar do plano operativo anual de auditorias do exercício de 2013, e nos municípios com menos de

vinte mil habitantes, a partir do plano operativo anual de auditorias do exercício de

2014.

Art. 7º Esta Resolução entrará em vigor na data da sua publicação. Art. 8º Revogam-se as disposições em contrário.

PLENÁRIO GASPAR SILVEIRA MARTINS, 10 de julho de 2013. Presidente CONSELHEIRO CEZAR MIOLA Relator CONSELHEIRO ALGIR LORENZON CONSELHEIRO MARCO ANTONIO LOPES PEIXOTO CONSELHEIRO IRADIR PIETROSKI CONSELHEIRO ESTILAC MARTINS RODRIGUES XAVIER CONSELHEIRO-SUBSTITUTO CESAR SANTOLIM Fui presente: PROCURADOR-GERAL DO MINISTÉRIO PÚBLICO JUNTO A ESTE TRIBUNAL, GERALDO COSTA DA CAMINO

Assim, mais especificamente, o quadro fiscal dos Municípios necessitam aprimorar seus conhecimentos para que possam desempenhas as funções que por ventura lhe sejam cobradas pelo TCE, vindo a ser responsabilizado aquele gestor que não constituir sua AT e AF conforme dispões a Resolução do TCE e, se assim disponibilizar, o fisco tem a obrigação da observância destes preceitos para não

3. TRIBUTOS MUNICIPAIS

3.1 IMPOSTOS

3.1.1. IPTU

Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, de competência Municipal, conforme prevê o art 156, inciso I, da CF/88,

Art. 156. Compete aos Municípios instituir impostos sobre:

I - propriedade predial e territorial urbana;

II III -

E regrado pelo dispositivo legal contido no artigo 32 da Lei n° 5.172/66 (CTN),

Art. 32. O imposto, de competência dos Municípios, sobre a propriedade predial e territorial urbana tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, como definido na lei civil, localizado na zona urbana do Município.

§ 1º Para os efeitos deste imposto, entende-se como zona urbana a definida em lei

municipal; observado o requisito mínimo da existência de melhoramentos indicados em pelo

menos 2 (dois) dos incisos seguintes, construídos ou mantidos pelo Poder Público:

I - meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; II - abastecimento de água;

III - sistema de esgotos sanitários;

IV - rede de iluminação pública, com ou sem posteamento para distribuição domiciliar;

V - escola primária ou posto de saúde a uma distância máxima de 3 (três) quilômetros do

imóvel considerado.

§ 2º A lei municipal pode considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão

urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à indústria ou ao comércio, mesmo que localizados fora das zonas definidas nos termos do parágrafo anterior.

O imposto previsto no art 32, possui certos regramentos definidos, conforme podemos observar no § 1°, incisos I ao V do mencionado artigo, sendo que sem no mínimo 2 dos elementos vinculados, não será considerada zona urbana, sendo assim o IPTU não poderá ser cobrado.

3.1.1.1 LANÇAMENTO E BASE DE CÁLCULO

O artigo 32 do Código Tributário Nacional, por sua vez, dispõe que o fato

gerador do IPTU é:

a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou por acessão física, localizado na zona urbana do Município.

Podemos observar neste conceito, parte do Direito Civil, sendo o conceito de proprietário encontrado no artigo 1.228 do Código Civil, que determina que o proprietário é aquele que tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, configurando o direito real mais amplo.

Art. 1.228. O proprietário tem a faculdade de usar, gozar e dispor da coisa, e o direito de reavê-la do poder de quem quer que injustamente a possua ou detenha.

O domínio útil, por sua vez, configura o direito de usufruir do imóvel da maneira mais ampla possível, podendo, inclusive, transmiti-lo a terceiro.

O pagamento do IPTU deve ser realizado mesmo em se tratando de imóvel

irregular. Cumpre ressaltar que o pagamento de IPTU de imóveis irregulares não implica em sua regularização, que deverá ser feita pela via administrativa ou judiciária. Por meio do lançamento, a autoridade competente declara formalmente a ocorrência do fato gerador, identificando o sujeito passivo e demais elementos da obrigação, constituindo o crédito tributário. É isso que define o art. 142 do CTN:

Art. 142. Compete privativamente à autoridade administrativa constituir o

crédito tributário pelo lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do

tributo devido, identificar o sujeito passivo e, sendo caso, propor a aplicação

da penalidade cabível.

A partir desta definição, pode-se considerar que o lançamento é um acertamento da relação jurídica obrigacional tributária pela autoridade administrativa. Além de definir o que é lançamento, o art. 142, em seu parágrafo único, determina as características do lançamento:

Art. 142. Parágrafo único. A atividade administrativa de lançamento é vinculada e obrigatória, sob pena de responsabilidade funcional.

Como já determina o dispositivo, o lançamento é atividade vinculada e obrigatória. Entende-se por atividade obrigatória aquela que deve ser realizada, que não é facultativa. No caso do lançamento, quando ocorre o fato gerador da obrigação tributária, a autoridade tem o dever de constatar o fato, apurar o valor devido e promover-lhe a cobrança. Ou seja, ocorrido o fato gerador, a autoridade administrativa tem a obrigação verificá-lo e promover-lhe o lançamento. Atividade vinculada é aquela em que todos os seus elementos estão definidos na lei. Como o lançamento é o ato que constitui o crédito tributário, pode- se concluir que todos os elementos para constituição do crédito tributário são definidos na lei, cabendo à autoridade administrativa constituir o crédito nos exatos termos da norma. Dessa forma, não cabe à autoridade administrativa, por exemplo, escolher a alíquota ou base de cálculo, dar desconto, ampliar prazo etc. Deve aplicar exatamente o que está previsto na lei. Como ato administrativo, o lançamento para se aperfeiçoar requer a notificação do contribuinte. No IPTU não há a necessidade de notificação do contribuinte, basta o envio do carnê, conforme súmula 397 do STJ:

Súmula397

O contribuinte do IPTU é notificado do lançamento pelo envio do carnê ao seu endereço.”

Ainda assim recentemente temos a súmula 626

Súmula STJ 626 A incidência do IPTU sobre imóvel situado em área considerada pela lei local como urbanizável ou de expansão urbana não está condicionada à existência dos melhoramentos elencados no art. 32, § 1º, do CTN.

A Base de Cálculo do IPTU está definida no artigo 33 do CTN, e baseia-se

no valor venal do imóvel, que é aquele que o bem atingiria se fosse ser colocado à venda e cujo preço seria equivalente ao apurado na venda à vista.

Art. 33. A base do cálculo do imposto é o valor venal do imóvel.

Para efeito de entendimento da legislação, Valor Venal, pode ser entendido como aquele valor estipulado pelo Município, tomando por base vários elementos norteadores e basilares para sua medição, como valores de mercado para determinada localização imobiliária, valor do metro quadrado da construção pelo CUB, valores de transações do mesmo nível em determinada área e assim por diante.

Podemos ainda afirmar que a avaliação do imóvel, seja ele edificado ou não, merece toda a atenção para que não deixemos de fazer uma avaliação correta e assim ocorrer para uma possível renúncia de receita, diminuindo nosso valor de lançamento do Imposto. Na Planta Genérica de Valores do IPTU necessitamos observar que os

valores a serem avaliados devem condizer o mais próximo possível daqueles praticados no mercado, devendo em casos de cálculos fora da realidade, atualizar as nossas alíquotas.

O cálculo do valor do IPTU é feito através da multiplicação do valor venal do

imóvel pela respectiva alíquota, assim definida em lei municipal, aquela cujo percentual se encontra ajustado devidamente para cada situação imobiliária.

Contribuinte do IPTU

O contribuinte do IPTU está disciplinado no art 34 do CTN,

Art. 34. Contribuinte do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu possuidor a qualquer título.

do imposto é o proprietário do imóvel, o titular do seu domínio útil, ou o seu

Mas que tenha a intenção de ser dono da coisa.

Dessa forma, não são contribuintes o mero detentor, o titular de direito de habitação, o locatário, o arrendatário e o comodatário.

Em relação ao usufrutuário, prevalece o entendimento de que o mesmo é responsável pelo pagamento do IPTU por possuir direito à posse, ao uso e à administração, bem como dos frutos do imóvel.

Importante ressaltar que o contribuinte é aquele que tem uma relação com o fisco, aquele que pode sofrer uma execução fiscal.

Superior Tribunal de Justiça. 2ª Turma. AgRg no AREsp 789835 / SP. 03/11/2015

Ementa TRIBUTÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. IPTU. ILEGITIMIDADE ATIVA DO LOCATÁRIO PARA POSTULAR DECLARAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE RELAÇÃO JURÍDICA TRIBUTÁRIA E REPETIÇÃO DE INDÉBITO. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que "o locatário, por não ostentar a condição de contribuinte ou de responsável tributário, não tem legitimidade ativa para postular a declaração de inexistência de relação jurídica tributária, bem como a repetição de indébito referente ao IPTU, à Taxa de Conservação e Limpeza Pública ou à Taxa de Iluminação Pública" (AgRg no REsp 836.089/SP, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA SEÇÃO, julgado em 23/02/2011, DJe 26/04/2011). 2. Agravo regimental não provido. Decisão Vistos, relatados e discutidos esses autos em que são partes as acima indicadas, acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça, na conformidade dos votos e das notas taquigráficas, o seguinte resultado de julgamento: "A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do(a) Sr(a). Ministro(a)-Relator(a)." A Sra. Ministra Assusete Magalhães, os Srs. Ministros Humberto Martins, Herman Benjamin e Og Fernandes (Presidente) votaram com o Sr. Ministro Relator.

RECURSO EXTRAORDINÁRIO 434.251 RIO DE JANEIRO 19/04/2017

RELATOR : MIN. EDSON FACHIN REDATORA DO ACÓRDÃO RISTF : MIN. CÁRMEN LÚCIA RECTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO ADV.(A/S) :JOSÉ EDUARDO CAVALCANTI DE ALBUQUERQUE RECDO.(A/S) :DISBARRA - DISTRIBUIDORA BARRA DE VEÍCULOS LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ FURTADO EMENTA: RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA (ART. 150, INC. VI, AL. A, DA CONSTITUIÇÃO). BEM IMÓVEL DA UNIÃO. CESSÃO A EMPREENDIMENTO PRIVADO EXPLORADOR DE ATIVIDADE ECONÔMICA. INAPLICABILIDADE DA SALVAGUARDA CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROVIDO.

SEGUNDOS EMB .DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.720 RIO DE JANEIRO

SEGUNDOS EMB .DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.720 RIO DE JANEIRO

12/04/2018 EMBARGOS DECLARATÓRIOS

SEGUNDOS EMB .DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 601.720 RIO DE JANEIRO 12/04/2018 EMBARGOS DECLAR ATÓRIOS

ACÓRDÃO VÍCIO INEXISTÊNCIA. Inexistindo, no

acórdão formalizado, qualquer dos vícios que os respaldam omissão, contradição, obscuridade e erro material , impõe-se o desprovimento.

“Incide o IPTU considerado o imóvel de pessoa jurídica de direito público cedido a pessoa jurídica de direito privado devedora do tributo”.

“Ministro Marco Aurélio” RE 434.251

3.1.1.2 IPTU PROGRESSIVO

A progressividade do IPTU, está inserida nas normas legais, especificamente

na Constituição Federal de 1988, no parágrafo 3°, incisos I e II do art 156,

Art.

I - propriedade predial e territorial urbana;
II - III -

§ 1º Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, §

4º, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá:

I ser progressivo em razão do valor do imóvel; e

II ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.

(alterado pela EC 29/2000)

a

Propriedade Predial e Territorial Urbana teria características de progressão ("IPTU

Progressivo"), determinando que o imposto poderá:

A Emenda

29/2000 estipulou

que

o

Imposto

sobre

I ser progressivo em razão do valor do imóvel; e

II ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.

O Estatuto da Cidade (Lei 10.257/2001) estabelece normas de ordem pública

e interesse social que regulam o uso da propriedade urbana em prol do bem

coletivo, da segurança e do bem-estar dos cidadãos, bem como do equilíbrio

ambiental.

Progressão do IPTU

Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos no plano

diretor, ou não sendo cumpridas as etapas previstas nos empreendimentos de

grande porte, o Município procederá à aplicação do imposto sobre a propriedade

predial e territorial urbana (IPTU) progressivo no tempo, mediante a majoração da

alíquota pelo prazo de cinco anos consecutivos.

O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado no plano diretor e não excederá a duas vezes o valor referente ao ano anterior, respeitada a alíquota máxima de quinze por cento.

Caso a obrigação de parcelar, edificar ou utilizar não esteja atendida em cinco anos, o Município manterá a cobrança pela alíquota máxima, até que se cumpra a referida obrigação.

PRESCRIÇÃO DO IPTU CONTAGEM DO PRAZO QUANDO???

Em decisão recente, foi publicado acórdão no qual o STJ consolidou entendimento, em recurso repetitivo (REsp 1641011) no seguinte sentido:

RECURSO ESPECIAL Nº 1.641.011 - PA (2016/0313842-4) RELATOR : MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO RECORRENTE : MUNICIPIO DE BELEM PROCURADOR : JOBER NUNES DE FREITAS E OUTRO(S) - PA009782 RECORRIDO :

JOSÉ DE SOUZA CAVALCANTE ADVOGADO : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M INTERES. : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA - "AMICUS CURIAE" EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO

ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA

. IPTU. PRESCRIÇÃO. TERMO

INICIAL. DIA SEGUINTE AO VENCIMENTO DA EXAÇÃO. PARCELAMENTO DE

OFÍCIO DA DÍVIDA TRIBUTÁRIA. NÃO CONFIGURAÇÃO DE CAUSA SUSPENSIVA

DA CONTAGEM DA PRESCRIÇÃO

. MORATÓRIA OU PARCELAMENTO APTO A

SUSPENDER A EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. NECESSÁRIA MANIFESTAÇÃO DE VONTADE DO CONTRIBUINTE. PARCELAMENTO DE OFÍCIO. MERO FAVOR FISCAL. APLICAÇÃO DO RITO DO ART. 1.036 E SEGUINTES DO CPC/2015. ART. 256-I DO RISTJ. RECURSO ESPECIAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM/PA A QUE SE NEGA PROVIMENTO.

Também, podemos observar mesmo entendimento, do STJ, no julgamento do REsp 1658517,

RECURSO ESPECIAL Nº 1.658.517 - PA (2016/0305954-5) RELATOR :

MINISTRO NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO RECORRENTE : MUNICÍPIO DE BELÉM PROCURADOR : MARIA DOS SANTOS ANTUNES E OUTRO(S) -

PA011599 RECORRIDO : SEBASTIÃO DA S OLIVEIRA ADVOGADO : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS - SE000000M INTERES. : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA - "AMICUS CURIAE" ADVOGADO :

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DA BAHIA INTERES. : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO - "AMICUS CURIAE" EMENTA PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA. IPTU. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. DIA SEGUINTE AO VENCIMENTO DA EXAÇÃO. PARCELAMENTO DE OFÍCIO DA DÍVIDA TRIBUTÁRIA. NÃO CONFIGURAÇÃO DE CAUSA SUSPENSIVA DA CONTAGEM DA PRESCRIÇÃO. MORATÓRIA OU PARCELAMENTO APTO A SUSPENDER A EXIGIBILIDADE DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. NECESSÁRIA MANIFESTAÇÃO DE VONTADE DO CONTRIBUINTE. PARCELAMENTO DE OFÍCIO. MERO FAVOR FISCAL. APLICAÇÃO DO RITO DO ART. 1.036 E SEGUINTES DO CPC/2015. ART. 256-I DO RISTJ. RECURSO ESPECIAL DO MUNICÍPIO DE BELÉM/PA A QUE SE NEGA PROVIMENTO.

Ementa: TRIBUTÁRIO. IPTU. PRESCRIÇÃO. TERMO INICIAL. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO DA TESE. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 7/STJ.1. Constituído o crédito tributário pelo envio do carnê ao endereço do sujeito passivo e encontrando-se pendente o prazo de vencimento para o pagamento voluntário, ainda não surge para o credor a pretensão executória, sem a qual não tem início o prazo prescricional. Precedentes: EDcl no AREsp 44.530/RS, Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/03/2012, DJe 28/03/2012; AgRg no Ag 1310091/SP, Rel. Ministro HERMAN BENJAMIN, SEGUNDA TURMA, julgado em 02/09/2010, DJe 24/09/2010; e REsp 1180299/MG, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 23/03/2010, DJe 08/04/2010.

3.1.1.3 RECOMENDAÇÕES PERTINENTES

Atribuições Fiscais no IPTU

1) Análise e crítica dos relatórios de lançamento por bairro, por tipo de utilização dos imóveis, por valor lançado e outras modalidades de relatórios; 2) Análise e parecer sobre reclamação ou recurso de contribuinte; 3) Análise e aprovação/recomendação de retificação de dados cadastrais e de parcelamentos de débitos; 4) Aprovação/recomendação de novo lançamento ou por ofício. 5) Procedimentos Fiscais de Diligência Interna; 6) Procedimentos Fiscais Administrativos.

Cuidados com IPTU

1. Nunca aumentar Base de cálculo ou alíquotas através de Decreto, isso fere o dispositivo constitucional do art 150, inciso I da CF/88 e inteligência do Art 97 do CTN.

2. Observar os dispositivos do CTM, para que o contribuinte seja notificado do lançamento e dos prazos e assim poder exercer seu direito de contestação.

3.

Refiz

observar

para não beneficiar somente o mau pagador

4. Desconto progressivo para beneficiar o bom pagador

Recadastramento Imobiliário

A gestão eficaz das Receitas Próprias de forma a cumprir os preceitos

constitucionais e otimizar a arrecadação pode ser implementada gradativamente, mas exige medidas concretas e efetivas.

O bom administrador está constantemente voltado para os interesses dos

seus munícipes, buscando levar aos mesmos, entre outras coisas, "justiça fiscal".

Em se tratando de Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), a dinâmica de crescimento de uma cidade requer uma constante "atualização dos dados de seu cadastro imobiliário" e uma "reavaliação periódica dos valores venais dos

seus imóveis", pois o simples lançamento anual de índices de atualização ou reajuste de tributos podem acarretar grandes injustiças.

Vários são os prejuízos causados pelo mau controle imobiliário municipal, dentre eles podemos citar:

1. Não lançamento dos acréscimos das áreas construídas, benfeitorias e novas

construções;

2. Não acompanhamento das melhorias por obras públicas onde o imóvel se

auto valoriza;

3. Não acompanhamento por razões diversas de construções irregulares que

não são devidamente lançadas no cadastro imobiliário.

O Cadastramento e Recadastramento Imobiliário, Cadastro de Logradouro e a Atualização da Planta Genérica de Valores e de suas Tabelas, são instrumentos técnicos que o administrador municipal dispõe para levar aos seus munícipes "Justiça Fiscal", a qual não reside apenas em fazer com que todos paguem seus impostos, mas que paguem o justo valor do seu Imposto Predial e Território Urbano e suas taxas.

Os benefícios do Recadastramento Imobiliário

1. Atualização e consistência das informações disponíveis ao administrador

público e à sociedade;

2. Redução de despesas como resultado direto da melhor utilização de

recursos públicos;

3. Melhoria na arrecadação e consequente aumento de recursos disponíveis aos

projetos de interesse da sociedade;

4. Justiça fiscal através da agilidade na apuração de informações que afetam o

cálculo de impostos;

5. Mecanismos de geo-referenciamento que permite uma constante avaliação

por parte da administração tributária de possíveis modificações e/ou alterações da planta imobiliária;

6. Transparência no processo de planejamento tributário;

7. Melhor controle do lançamento e arrecadação do IPTU e controle da Coleta

de Lixo.

Planta Genérica de Valores

Um dos instrumentos mais importantes para melhorar a fonte de recursos, atua na cobrança do imposto predial e territorial urbano IPTU. Esta planta permite a fixação prévia de valores básicos unitários dos terrenos, expresso por metro quadrado de área edificada em função do tipo, localização dentro do perímetro e padrão de localização dentro da quadra a qual pertence. A Planta Genérica de Valores, reflete os índices de valorização imobiliária e pode facilitar a ação reguladora do governo municipal quanto ao uso e ocupação do solo.

A PGV, sem sombra de dúvidas deverá ser a responsável pela ampliação das receitas de forma justa. O que mais deve ser levado em consideração é a correta avaliação dos bens imóveis para fins de tributação de ITBI.

Cadastro de Informações Sociais Deve ter inserido no sistema de gestão de controle da Planta

Cadastro de Informações Sociais

Deve ter inserido no sistema de gestão de controle da Planta Imobiliária, Informações sobre as condições sociais e econômicas, demográficas, emprego e renda, educação, habitação, saúde e saneamento da população local. Isso propicia à administração o controle estatístico e a obtenção em segundos da situação da vida daquela família que reside naquele imóvel, como quantas pessoas, quem são, frequência escolar, uso da unidade de saúde etc

.

Cadastro de informações econômicas

É composto por um conjunto de informações de cada agente econômico:

comércio, indústria e prestação de serviços, existentes no município.

É dado ênfase ao levantamento de informações sobre o setor terciário da

economia local especialmente os prestadores de serviços face à importância deste segmento na ocupação da mão de obra e como fonte de recursos possibilitando a

comunidade para cobrança de impostos sobre serviços, ISS.

3.1.2 ISSQN Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza

O Imposto de Serviços de qualquer natureza, também conhecido como ISS, é

um imposto Municipal previsto na CF/88 no inciso III do art 156, com regulamentação dada pela LC n° 116/2003 e sua lista de serviços, alterada recentemente pela LC n° 157/2016, a qual inseriu serviços a lista, bem como alterou locais da incidência de alguns serviços e tratou de medidas relativas isenções e alíquotas mínimas a serem aplicadas. O ISS é responsável em grande parte dos casos pela maior arrecadação própria dos Municípios. Em alguns casos, esse imposto é relativamente maior inclusive que a arrecadação de ICMS.

FATO GERADOR

O Art 1° da LC n° 116/2003, assim define o fato gerador do ISS como sendo a

prestação de serviços constantes da lista anexa.

Art. 1 o O Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, tem como fato gerador a

prestação de serviços constantes da lista anexa, ainda que esses não se constituam como atividade preponderante do prestador.”

Com a promulgação da LC n° 157/2016, muitos serviços foram inseridos a lista e outros foram devidamente alterados, tendo como local da incidência o domicilio do tomador de serviços.

O Art 3° da LC n° 116/2003 recepcionou as alterações trazidas pela nova legislação, incluindo incisos e modificando outros, conforme podemos observar:

Art. 3 o O serviço considera-se prestado, e o imposto, devido, no local do estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos I a XXV, quando o imposto será devido no local:

I do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de

estabelecimento, onde ele estiver domiciliado, na hipótese do § 1 o do art. 1 o desta Lei Complementar;

II da instalação dos andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas, no caso dos

serviços descritos no subitem 3.05 da lista anexa;

III da execução da obra, no caso dos serviços descritos no subitem 7.02 e 7.19 da lista

anexa;

IV da demolição, no caso dos serviços descritos no subitem 7.04 da lista anexa;

V das edificações em geral, estradas, pontes, portos e congêneres, no caso dos

serviços descritos no subitem 7.05 da lista anexa;

VI da execução da varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem,

separação e destinação final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer, no caso dos serviços descritos no subitem 7.09 da lista anexa;

VII da execução da limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos,

imóveis, chaminés, piscinas, parques, jardins e congêneres, no caso dos serviços descritos

no subitem 7.10 da lista anexa; VIII da execução da decoração e jardinagem, do corte e poda de árvores, no caso dos serviços descritos no subitem 7.11 da lista anexa;

IX do controle e tratamento do efluente de qualquer natureza e de agentes físicos,

químicos e biológicos, no caso dos serviços descritos no subitem 7.12 da lista anexa;

X

XI (VETADO)

(VETADO)

XII - do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio,

silagem, colheita, corte, descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e

serviços congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas para quaisquer fins e por quaisquer meios; XIII da execução dos serviços de escoramento, contenção de encostas e congêneres, no caso dos serviços descritos no subitem 7.17 da lista anexa;

XIV da limpeza e dragagem, no caso dos serviços descritos no subitem 7.18 da lista

anexa;

XV onde o bem estiver guardado ou estacionado, no caso dos serviços descritos no

subitem 11.01 da lista anexa;

XVI - dos bens, dos semoventes ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou

monitorados, no caso dos serviços descritos no subitem 11.02 da lista anexa;

XVII do armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda do bem, no

caso dos serviços descritos no subitem 11.04 da lista anexa;

XVIII da execução dos serviços de diversão, lazer, entretenimento e congêneres, no caso dos serviços descritos nos subitens do item 12, exceto o 12.13, da lista anexa;

XIX - do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços

descritos pelo item 16 da lista anexa;

XX do estabelecimento do tomador da mão-de-obra ou, na falta de estabelecimento,

onde ele estiver domiciliado, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.05 da lista anexa;

XXI da feira, exposição, congresso ou congênere a que se referir o planejamento,

organização e administração, no caso dos serviços descritos pelo subitem 17.10 da lista

anexa;

XXII do porto, aeroporto, ferroporto, terminal rodoviário, ferroviário ou metroviário, no

caso dos serviços descritos pelo item 20 da lista anexa.

XXIII - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 4.22, 4.23 e 5.09;

XXIV - do domicílio do tomador do serviço no caso dos serviços prestados pelas

administradoras de cartão de crédito ou débito e demais descritos no subitem 15.01;

XXV - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 10.04 e 15.09.

Pacificado ainda a incidência de alíquotas mínimas no referido imposto, de que trata a legislação, sendo incluído na LC n° 116/2003 o Art 8°A, o qual fixa em 2% a alíquota mínima do imposto, conforme parágrafos constantes do artigo 8°A, assim descritos:

Art. 8 o -A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2% (dois por cento). § 1 o O imposto não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou benefícios tributários ou financeiros, inclusive de redução de base de cálculo ou de crédito presumido ou outorgado, ou sob qualquer outra forma que resulte, direta ou indiretamente, em carga tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota mínima estabelecida no caput,

exceto para os serviços a que se referem os subitens 7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa a esta Lei Complementar.

2 o É nula a lei ou o ato do Município ou do Distrito Federal que não respeite as

disposições relativas à alíquota mínima previstas neste artigo no caso de serviço prestado a tomador ou intermediário localizado em Município diverso daquele onde está localizado o prestador do serviço.

3 o A nulidade a que se refere o § 2 o deste artigo gera, para o prestador do serviço,

perante o Município ou o Distrito Federal que não respeitar as disposições deste artigo, o direito à restituição do valor efetivamente pago do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza calculado sob a égide da lei nula.

§

§

Nota-se que o legislador ao editar a presente norma, deixou a exceção das concessões de incentivos e benefícios tributários, 3 itens da lista de serviços anexa, ou seja, os itens 7.02, 7.05 e 16.01, sendo que os dois primeiros referentes a construção civil e o último aos sérvios de transportes coletivos municipais de passageiros, sejam eles rodoviários, ferroviários, metroviários ou aquaviários, assim dispostos:

7.02 Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção

civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de

mercadorias produzidas pelo prestador de serviços fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).

7.05 Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e congêneres

(exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços, fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).

16.01 - Serviços de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário de passageiros.

Reproduzimos na íntegra a LC n° 116/2003 com as suas alterações compostas pela LC n° 157/2003, já alteradas tanto a legislação quanto a lista de serviços anexa, servindo assim para maior e melhor entendimento do fisco municipal no acompanhamento da legislação aplicável:

Altera a Lei Complementar n o 116, de 31 de julho de 2003, que dispõe sobre o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza, a Lei n o 8.429, de 2 de junho de 1992 (Lei de Improbidade Administrativa), e a Lei Complementar n o 63, de 11 de janeiro de 1990, que “dispõe sobre critérios e prazos de crédito das parcelas do produto da arrecadação de impostos de competência dos Estados e de transferências por estes recebidos, pertencentes aos Municípios, e dá outras providências”.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar:

Art. 1 o A Lei Complementar n o 116, de 31 de julho de 2003, passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Art. 3 o O serviço considera-se prestado, e o imposto, devido, no local do estabelecimento prestador ou, na falta do estabelecimento, no local do domicílio do prestador, exceto nas hipóteses previstas nos incisos I a XXV, quando o imposto será devido no local:

XII - do florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio, silagem, colheita, corte, descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e serviços congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas para quaisquer fins e por quaisquer meios;

XVI - dos bens, dos semoventes ou do domicílio das pessoas vigiados, segurados ou

monitorados, no caso dos serviços descritos no subitem 11.02 da lista anexa;

XIX - do Município onde está sendo executado o transporte, no caso dos serviços descritos

pelo item 16 da lista anexa;

XXIII - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 4.22, 4.23 e 5.09;

XXIV -

do domicílio do tomador

do serviço no caso dos serviços prestados pelas

administradoras de cartão de crédito ou débito e demais descritos no subitem 15.01;

XXV - do domicílio do tomador dos serviços dos subitens 10.04 e 15.09.

XXIV - (VETADO);

XXV - (VETADO).

§ 4 o § 4 o Na hipótese de descumprimento do disposto no caput ou no § 1 o , ambos do art. 8 o -A desta Lei Complementar, o imposto será devido no local do estabelecimento do tomador ou intermediário do serviço ou, na falta de estabelecimento, onde ele estiver domiciliado “Art. 6 o § 2 o III - a pessoa jurídica tomadora ou intermediária de serviços, ainda que imune ou isenta, na hipótese prevista no § 4 o do art. 3 o desta Lei Complementar. § 3 o No caso dos serviços descritos nos subitens 10.04 e 15.09, o valor do imposto é devido ao Município declarado como domicílio tributário da pessoa jurídica ou física tomadora do serviço, conforme informação prestada por este.

§ 4 o No caso dos serviços prestados pelas administradoras de cartão de crédito e débito, descritos no subitem 15.01, os terminais eletrônicos ou as máquinas das operações efetivadas deverão ser registrados no local do domicílio do tomador do serviço.

do

Art. 2 o A Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003, passa a vigorar acrescida

seguinte art. 8 o -A:

“Art. 8 o -A. A alíquota mínima do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza é de 2% (dois por cento).

§ 1 o O imposto não será objeto de concessão de isenções, incentivos ou benefícios

tributários ou financeiros, inclusive de redução de base de cálculo ou de crédito presumido ou outorgado, ou sob qualquer outra forma que resulte, direta ou indiretamente, em carga

tributária menor que a decorrente da aplicação da alíquota mínima estabelecida no caput, exceto para os serviços a que se referem os subitens 7.02, 7.05 e 16.01 da lista anexa a esta Lei Complementar.

§ 2 o É nula a lei ou o ato do Município ou do Distrito Federal que não respeite as

disposições relativas à alíquota mínima previstas neste artigo no caso de serviço prestado a

tomador ou intermediário localizado em Município diverso daquele onde está localizado o prestador do serviço. § 3 o A nulidade a que se refere o § 2 o deste artigo gera, para o prestador do serviço, perante o Município ou o Distrito Federal que não respeitar as disposições deste artigo, o direito à restituição do valor efetivamente pago do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza calculado sob a égide da lei nula.”

Art. 3 o A lista de serviços anexa à Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003, passa a vigorar com as alterações constantes do Anexo desta Lei Complementar.

Art. 4 o A Lei nº 8.429, de 2 de junho de 1992 (Lei de Improbidade Administrativa), passa a vigorar com as seguintes alterações:

“Seção II-A Dos Atos de Improbidade Administrativa Decorrentes de Concessão ou Aplicação Indevida de Benefício Financeiro ou Tributário Art. 10-A. Constitui ato de improbidade administrativa qualquer ação ou omissão para

conceder, aplicar ou manter benefício financeiro ou tributário contrário ao que dispõem

IV - na hipótese prevista no art. 10-A, perda da função pública, suspensão dos direitos

políticos de 5 (cinco) a 8 (oito) anos e multa civil de até 3 (três) vezes o valor do benefício financeiro ou tributário concedido.

“Art.

” (NR)

§ 13. Para os efeitos deste artigo, também se considera pessoa jurídica interessada o ente

tributante que figurar no polo ativo da obrigação tributária de que tratam o § 4º do art. 3º e

Art. 5 o O art. 3 o da Lei Complementar nº 63, de 11 de janeiro de 1990, passa a vigorar

acrescido dos seguintes §§ 1 o -A e 1 o -B:

“Art. 3 o

§ 1 o -A. Na hipótese de pessoa jurídica promover saídas de mercadorias por estabelecimento diverso daquele no qual as transações comerciais são realizadas, excluídas as transações comerciais não presenciais, o valor adicionado deverá ser computado em favor do Município onde ocorreu a transação comercial, desde que ambos os estabelecimentos estejam localizados no mesmo Estado ou no Distrito Federal. § 1 o -B. No caso do disposto no § 1 o -A deste artigo, deverá constar no documento fiscal correspondente a identificação do estabelecimento no qual a transação comercial foi realizada.

Art. 6 o Os entes federados deverão, no prazo de 1 (um) ano contado da publicação desta Lei Complementar, revogar os dispositivos que contrariem o disposto no caput e no § 1º do art. 8º-A da Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003.

Art. 7 o Esta Lei Complementar entra em vigor na data de sua publicação.

1 o O disposto no caput e nos §§ 1º e 2º do art. 8 o -A da Lei Complementar n o 116, de

§

janeiro de 1990, produzirá efeitos a partir do primeiro dia do exercício subsequente ao da entrada em vigor desta Lei Complementar, ou do primeiro dia do sétimo mês subsequente a esta data, caso este último prazo seja posterior.

Brasília, 29 de dezembro de 2016; 195 o da Independência e 128 o da República. MICHEL TEMER Henrique Meirelles Marcos Pereira

ANEXO (Lista de serviços anexa à Lei Complementar no 116, de 31 de julho de 2003) “1 -

§

2 o

1.03 - Processamento, armazenamento ou hospedagem de dados, textos, imagens,

vídeos, páginas eletrônicas, aplicativos e sistemas de informação, entre outros formatos, e congêneres.

1.04 - Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos,

independentemente da arquitetura construtiva da máquina em que o programa será executado, incluindo tablets, smartphones e congêneres.

1.09 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto por meio da internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de conteúdos pelas prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei n o 12.485, de 12 de setembro de 2011, sujeita ao ICMS).

6 -

6.06 - Aplicação de tatuagens, piercings e congêneres. 7 -

7.16 - Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo,

plantio, silagem, colheita, corte e descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e dos serviços congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas, para quaisquer fins e por quaisquer meios.

11 -

11.02 - Vigilância, segurança ou monitoramento de bens, pessoas e semoventes.

13 -

gráficos,

fotocomposição, clicheria, zincografia, litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização ou industrialização, ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de posterior circulação, tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais técnicos e de instrução, quando ficarão sujeitos ao ICMS.

- Composição

gráfica,

inclusive

confecção

de

impressos

14 -

14.05 - Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento,

lavagem, secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, plastificação, costura, acabamento, polimento e congêneres de objetos quaisquer.

14.14 - Guincho intramunicipal, guindaste e içamento.

16 -

16.01 - Serviços de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário, ferroviário e

aquaviário de passageiros.

16.02 - Outros serviços de transporte de natureza municipal.

17 -

17.25 - Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade,

em qualquer meio (exceto em livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita).

25 -

- Translado

cadavéricos.

intramunicipal

e

cremação

de

corpos

e

partes

25.05 - Cessão de uso de espaços em cemitérios para sepultamento.

de

corpos

Lista de serviços anexa à Lei Complementar nº 116, de 31 de julho de 2003.

1 Serviços de informática e congêneres.

1.01 Análise e desenvolvimento de sistemas.

1.02 Programação.

1.03 - Processamento, armazenamento ou hospedagem de dados, textos, imagens, vídeos,

páginas eletrônicas, aplicativos e sistemas de informação, entre outros formatos, e congêneres. (Redação dada pela Lei Complementar nº 157, de 2016)

1.04 - Elaboração de programas de computadores, inclusive de jogos eletrônicos, independentemente da arquitetura construtiva da máquina em que o programa será executado, incluindo tablets, smartphones e congêneres. (Redação dada pela Lei Complementar nº 157, de

1.05 Licenciamento ou cessão de direito de uso de programas de computação.

1.06 Assessoria e consultoria em informática.

1.07 Suporte técnico em informática, inclusive instalação, configuração e manutenção de

programas de computação e bancos de dados.

1.08 Planejamento, confecção, manutenção e atualização de páginas eletrônicas.

1.09 - Disponibilização, sem cessão definitiva, de conteúdos de áudio, vídeo, imagem e texto

por meio da internet, respeitada a imunidade de livros, jornais e periódicos (exceto a distribuição de conteúdos pelas prestadoras de Serviço de Acesso Condicionado, de que trata a Lei n o 12.485, de 12 de setembro de 2011, sujeita ao ICMS). (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de 2016)

2 Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.

2.01 Serviços de pesquisas e desenvolvimento de qualquer natureza.

3 Serviços prestados mediante locação, cessão de direito de uso e congêneres.

3.01

(VETADO)

3.02 Cessão de direito de uso de marcas e de sinais de propaganda.

virtuais, stands, quadras esportivas, estádios, ginásios, auditórios, casas de espetáculos, parques de diversões, canchas e congêneres, para realização de eventos ou negócios de qualquer natureza.

Exploração de salões de festas, centro de convenções, escritórios

3.03

3.04 Locação, sublocação, arrendamento, direito de passagem ou permissão de uso,

compartilhado ou não, de ferrovia, rodovia, postes, cabos, dutos e condutos de qualquer natureza.

3.05 Cessão de andaimes, palcos, coberturas e outras estruturas de uso temporário.

4 Serviços de saúde, assistência médica e congêneres.

4.02

Análises clínicas, patologia, eletricidade médica, radioterapia, quimioterapia, ultra-

sonografia, ressonância magnética, radiologia, tomografia e congêneres.

4.03 Hospitais, clínicas, laboratórios, sanatórios, manicômios, casas de saúde, prontos-

socorros, ambulatórios e congêneres.

4.04 Instrumentação cirúrgica.

4.05 Acupuntura.

4.06 Enfermagem, inclusive serviços auxiliares.

4.07 Serviços farmacêuticos.

4.08 Terapia ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.

4.09 Terapias de qualquer espécie destinadas ao tratamento físico, orgânico e mental.

4.10 Nutrição.

4.11 Obstetrícia.

4.12 Odontologia.

4.13 Ortóptica.

4.14 Próteses sob encomenda.

4.15 Psicanálise.

4.16 Psicologia.

4.17 Casas de repouso e de recuperação, creches, asilos e congêneres.

4.18 Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.

4.19 Bancos de sangue, leite, pele, olhos, óvulos, sêmen e congêneres.

4.20 Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer

espécie.

4.21 Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.

4.22 Planos de medicina de grupo ou individual e convênios para prestação de assistência

médica, hospitalar, odontológica e congêneres.

4.23 Outros planos de saúde que se cumpram através de serviços de terceiros contratados,

credenciados, cooperados ou apenas pagos pelo operador do plano mediante indicação do beneficiário.

5 Serviços de medicina e assistência veterinária e congêneres.

5.01 Medicina veterinária e zootecnia.

5.03

Laboratórios de análise na área veterinária.

5.04 Inseminação artificial, fertilização in vitro e congêneres.

5.05 Bancos de sangue e de órgãos e congêneres.

5.06 Coleta de sangue, leite, tecidos, sêmen, órgãos e materiais biológicos de qualquer

espécie.

5.07 Unidade de atendimento, assistência ou tratamento móvel e congêneres.

5.08 Guarda, tratamento, amestramento, embelezamento, alojamento e congêneres.

5.09 Planos de atendimento e assistência médico-veterinária.

6 Serviços de cuidados pessoais, estética, atividades físicas e congêneres.

6.01 Barbearia, cabeleireiros, manicuros, pedicuros e congêneres.

6.02 Esteticistas, tratamento de pele, depilação e congêneres.

6.03 Banhos, duchas, sauna, massagens e congêneres.

6.04 Ginástica, dança, esportes, natação, artes marciais e demais atividades físicas.

6.05 Centros de emagrecimento, spa e congêneres.

6.06 - Aplicação de tatuagens, piercings e congêneres. (Incluído pela Lei Complementar nº

7

Serviços

relativos

a

engenharia,

arquitetura,

geologia,

urbanismo,

construção

civil,

manutenção, limpeza, meio ambiente, saneamento e congêneres.

7.01 Engenharia, agronomia, agrimensura, arquitetura, geologia, urbanismo, paisagismo e

congêneres.

7.02 Execução, por administração, empreitada ou subempreitada, de obras de construção

civil, hidráulica ou elétrica e de outras obras semelhantes, inclusive sondagem, perfuração de poços, escavação, drenagem e irrigação, terraplanagem, pavimentação, concretagem e a instalação e montagem de produtos, peças e equipamentos (exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador de serviços fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).

7.03 Elaboração de planos diretores, estudos de viabilidade, estudos organizacionais e

outros, relacionados com obras e serviços de engenharia; elaboração de anteprojetos, projetos básicos e projetos executivos para trabalhos de engenharia.

7.04 Demolição.

7.05 Reparação, conservação e reforma de edifícios, estradas, pontes, portos e congêneres

(exceto o fornecimento de mercadorias produzidas pelo prestador dos serviços, fora do local da prestação dos serviços, que fica sujeito ao ICMS).

7.06 Colocação e instalação de tapetes, carpetes, assoalhos, cortinas, revestimentos de

parede, vidros, divisórias, placas de gesso e congêneres, com material fornecido pelo tomador do serviço.

7.07

Recuperação, raspagem, polimento e lustração de pisos e congêneres.

7.08 Calafetação.

7.09 Varrição, coleta, remoção, incineração, tratamento, reciclagem, separação e destinação

final de lixo, rejeitos e outros resíduos quaisquer.

7.10 Limpeza, manutenção e conservação de vias e logradouros públicos, imóveis, chaminés,

piscinas, parques, jardins e congêneres.

7.11 Decoração e jardinagem, inclusive corte e poda de árvores.

7.12 Controle e tratamento de efluentes de qualquer natureza e de agentes físicos, químicos

e biológicos.

7.13 Dedetização, desinfecção, desinsetização, imunização, higienização, desratização,

pulverização e congêneres.

7.14

(VETADO)

7.15

(VETADO)

7.16 - Florestamento, reflorestamento, semeadura, adubação, reparação de solo, plantio,

silagem, colheita, corte e descascamento de árvores, silvicultura, exploração florestal e dos serviços congêneres indissociáveis da formação, manutenção e colheita de florestas, para quaisquer fins e por

7.17 Escoramento, contenção de encostas e serviços congêneres.

7.18 Limpeza e dragagem de rios, portos, canais, baías, lagos, lagoas, represas, açudes e

congêneres.

7.19 Acompanhamento e fiscalização da execução de obras de engenharia, arquitetura e

urbanismo.

7.20 Aerofotogrametria (inclusive interpretação), cartografia, mapeamento, levantamentos

topográficos, batimétricos, geográficos, geodésicos, geológicos, geofísicos e congêneres.

7.21 Pesquisa, perfuração, cimentação, mergulho, perfilagem, concretação, testemunhagem,

pescaria, estimulação e outros serviços relacionados com a exploração e explotação de petróleo, gás natural e de outros recursos minerais.

7.22 Nucleação e bombardeamento de nuvens e congêneres.

8 Serviços de educação, ensino, orientação pedagógica e educacional, instrução, treinamento

e avaliação pessoal de qualquer grau ou natureza.

8.01 Ensino regular pré-escolar, fundamental, médio e superior.

conhecimentos de qualquer natureza.

8.02

Instrução,

treinamento,

orientação

pedagógica

e

educacional,

avaliação

de

9 Serviços relativos a hospedagem, turismo, viagens e congêneres.

9.01 Hospedagem de qualquer natureza em hotéis, apart-service condominiais, flat, apart-

hotéis, hotéis residência, residence-service, suite service, hotelaria marítima, motéis, pensões e

congêneres; ocupação por temporada com fornecimento de serviço (o valor da alimentação e gorjeta, quando incluído no preço da diária, fica sujeito ao Imposto Sobre Serviços).

9.02 Agenciamento, organização, promoção, intermediação e execução de programas de turismo, passeios, viagens, excursões, hospedagens e congêneres.

9.03 Guias de turismo.

10 Serviços de intermediação e congêneres.

10.01 Agenciamento, corretagem ou intermediação de câmbio, de seguros, de cartões de

crédito, de planos de saúde e de planos de previdência privada.

10.02 Agenciamento, corretagem ou intermediação de títulos em geral, valores mobiliários e

contratos quaisquer.

10.03 Agenciamento, corretagem ou intermediação de direitos de propriedade industrial,

artística ou literária.

10.04 Agenciamento, corretagem ou intermediação de contratos de arrendamento mercantil

(leasing), de franquia (franchising) e de faturização (factoring).

ou intermediação de bens móveis ou imóveis, não

abrangidos em outros itens ou subitens, inclusive aqueles realizados no âmbito de Bolsas de

Mercadorias e Futuros, por quaisquer meios.

10.05 Agenciamento, corretagem

10.06 Agenciamento marítimo.

10.07 Agenciamento de notícias.

10.08 Agenciamento de publicidade e propaganda, inclusive o agenciamento de veiculação

por quaisquer meios.

10.09 Representação de qualquer natureza, inclusive comercial.

10.10 Distribuição de bens de terceiros.

11 Serviços de guarda, estacionamento, armazenamento, vigilância e congêneres.

11.01 Guarda e estacionamento de veículos terrestres automotores, de aeronaves e de

embarcações.

11.02 - Vigilância, segurança ou monitoramento de bens, pessoas e semoventes. (Redação

 

11.03

Escolta, inclusive de veículos e cargas.

11.04

Armazenamento, depósito, carga, descarga, arrumação e guarda de bens de qualquer

espécie.

12

Serviços de diversões, lazer, entretenimento e congêneres.

12.01 Espetáculos teatrais.

12.03

Espetáculos circenses.

12.04

Programas de auditório.

 

12.05

Parques de diversões, centros de lazer e congêneres.

 

12.06

Boates, taxi-dancing e congêneres.

 

12.07

Shows, ballet,

danças,

desfiles,

bailes,

óperas,

concertos,

recitais,

festivais

e

congêneres.

12.08 Feiras, exposições, congressos e congêneres.

12.09 Bilhares, boliches e diversões eletrônicas ou não.

12.10 Corridas e competições de animais.

12.11 Competições esportivas ou de destreza física ou intelectual, com ou sem a participação

do espectador.

12.12 Execução de música.

12.13 Produção, mediante ou sem encomenda prévia, de eventos, espetáculos,

entrevistas, shows, ballet, danças, desfiles, bailes, teatros, óperas, concertos, recitais, festivais e

congêneres.

12.14 Fornecimento de música para ambientes fechados ou não, mediante transmissão por

qualquer processo.

12.15 Desfiles de blocos carnavalescos ou folclóricos, trios elétricos e congêneres.

12.16 Exibição de filmes, entrevistas, musicais, espetáculos, shows, concertos, desfiles, óperas, competições esportivas, de destreza intelectual ou congêneres.

12.17 Recreação e animação, inclusive em festas e eventos de qualquer natureza.

13 Serviços relativos a fonografia, fotografia, cinematografia e reprografia.

13.01

(VETADO)

13.02

Fonografia

ou

gravação

de

sons,

inclusive

trucagem,

dublagem,

mixagem

e

congêneres.

 

13.03

Fotografia

e

cinematografia,

inclusive

revelação,

ampliação,

cópia,

reprodução,

trucagem e congêneres.

13.04 Reprografia, microfilmagem e digitalização.

13.05 - Composição gráfica, inclusive confecção de impressos gráficos, fotocomposição,

clicheria, zincografia, litografia e fotolitografia, exceto se destinados a posterior operação de comercialização ou industrialização, ainda que incorporados, de qualquer forma, a outra mercadoria que deva ser objeto de posterior circulação, tais como bulas, rótulos, etiquetas, caixas, cartuchos, embalagens e manuais técnicos e de instrução, quando ficarão sujeitos ao ICMS. (Redação dada pela Lei Complementar nº 157, de 2016)

14 Serviços relativos a bens de terceiros.

14.01

Lubrificação, limpeza, lustração, revisão, carga e recarga, conserto, restauração,

blindagem, manutenção e conservação de máquinas, veículos, aparelhos, equipamentos, motores, elevadores ou de qualquer objeto (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas ao ICMS).

14.02 Assistência técnica.

14.03 Recondicionamento de motores (exceto peças e partes empregadas, que ficam sujeitas

ao ICMS).

14.04 Recauchutagem ou regeneração de pneus.

14.05 - Restauração, recondicionamento, acondicionamento, pintura, beneficiamento, lavagem,

secagem, tingimento, galvanoplastia, anodização, corte, recorte, plastificação, costura, acabamento,

polimento e congêneres de objetos quaisquer. (Redação dada pela Lei Complementar nº 157, de

14.06 Instalação e montagem de aparelhos, máquinas e equipamentos, inclusive montagem

industrial, prestados ao usuário final, exclusivamente com material por ele fornecido.

14.07

Colocação de molduras e congêneres.

14.08

Encadernação, gravação e douração de livros, revistas e congêneres.

14.09

Alfaiataria e costura, quando o material for fornecido pelo usuário final, exceto

aviamento.

14.10

Tinturaria e lavanderia.

14.11

Tapeçaria e reforma de estofamentos em geral.

14.12

Funilaria e lanternagem.

14.13

Carpintaria e serralheria.

14.14

- Guincho intramunicipal, guindaste e içamento. (Redação dada pela Lei Complementar

15 Serviços relacionados ao setor bancário ou financeiro, inclusive aqueles prestados por instituições financeiras autorizadas a funcionar pela União ou por quem de direito.

15.01 Administração de fundos quaisquer, de consórcio, de cartão de crédito ou débito e

congêneres, de carteira de clientes, de cheques pré-datados e congêneres.

15.02 Abertura de contas em geral, inclusive conta-corrente, conta de investimentos e

aplicação e caderneta de poupança, no País e no exterior, bem como a manutenção das referidas contas ativas e inativas.

15.03 Locação e manutenção de cofres particulares, de terminais eletrônicos, de terminais de

atendimento e de bens e equipamentos em geral.

15.04 Fornecimento ou emissão de atestados em geral, inclusive atestado de idoneidade,

atestado de capacidade financeira e congêneres.

15.05 Cadastro, elaboração de ficha cadastral, renovação cadastral e congêneres, inclusão

ou exclusão no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos CCF ou em quaisquer outros bancos cadastrais.

15.06

Emissão, reemissão e fornecimento de avisos, comprovantes e documentos em geral;

abono de firmas; coleta e entrega de documentos, bens e valores; comunicação com outra agência ou com a administração central; licenciamento eletrônico de veículos; transferência de veículos; agenciamento fiduciário ou depositário; devolução de bens em custódia.

15.07 Acesso, movimentação, atendimento e consulta a contas em geral, por qualquer meio

ou processo, inclusive por telefone, fac-símile, internet e telex, acesso a terminais de atendimento, inclusive vinte e quatro horas; acesso a outro banco e a rede compartilhada; fornecimento de saldo, extrato e demais informações relativas a contas em geral, por qualquer meio ou processo.

15.08 Emissão, reemissão, alteração, cessão, substituição, cancelamento e registro de

contrato de crédito; estudo, análise e avaliação de operações de crédito; emissão, concessão, alteração ou contratação de aval, fiança, anuência e congêneres; serviços relativos a abertura de crédito, para quaisquer fins.

15.09 Arrendamento mercantil (leasing) de quaisquer bens, inclusive cessão de direitos e

obrigações, substituição de garantia, alteração, cancelamento e registro de contrato, e demais serviços relacionados ao arrendamento mercantil (leasing).

15.10 Serviços relacionados a cobranças, recebimentos ou pagamentos em geral, de títulos

quaisquer, de contas ou carnês, de câmbio, de tributos e por conta de terceiros, inclusive os efetuados por meio eletrônico, automático ou por máquinas de atendimento; fornecimento de posição de cobrança, recebimento ou pagamento; emissão de carnês, fichas de compensação, impressos e documentos em geral.

15.11 Devolução de títulos, protesto de títulos, sustação de protesto, manutenção de títulos,

reapresentação de títulos, e demais serviços a eles relacionados.

15.12 Custódia em geral, inclusive de títulos e valores mobiliários.

15.13 Serviços relacionados a operações de câmbio em geral, edição, alteração, prorrogação,

cancelamento e baixa de contrato de câmbio; emissão de registro de exportação ou de crédito;

cobrança ou depósito no exterior; emissão, fornecimento e cancelamento de cheques de viagem; fornecimento, transferência, cancelamento e demais serviços relativos a carta de crédito de importação, exportação e garantias recebidas; envio e recebimento de mensagens em geral relacionadas a operações de câmbio.

15.14 Fornecimento, emissão, reemissão, renovação e manutenção de cartão magnético,

cartão de crédito, cartão de débito, cartão salário e congêneres.

15.15 Compensação de cheques e títulos quaisquer; serviços relacionados a depósito,

inclusive depósito identificado, a saque de contas quaisquer, por qualquer meio ou processo, inclusive em terminais eletrônicos e de atendimento.

15.16 Emissão, reemissão, liquidação, alteração, cancelamento e baixa de ordens de

pagamento, ordens de crédito e similares, por qualquer meio ou processo; serviços relacionados à transferência de valores, dados, fundos, pagamentos e similares, inclusive entre contas em geral.

15.17 Emissão, fornecimento, devolução, sustação, cancelamento e oposição de cheques

quaisquer, avulso ou por talão.

15.18 Serviços relacionados a crédito imobiliário, avaliação e vistoria de imóvel ou obra,

análise técnica e jurídica, emissão, reemissão, alteração, transferência e renegociação de contrato,

emissão e reemissão do termo de quitação e demais serviços relacionados a crédito imobiliário.

16 Serviços de transporte de natureza municipal.

16.01

- Serviços de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário, ferroviário e aquaviário

16.02 - Outros serviços de transporte de natureza municipal. (Incluído pela Lei Complementar

17 Serviços de apoio técnico, administrativo, jurídico, contábil, comercial e congêneres.

17.01 Assessoria ou consultoria de qualquer natureza, não contida em outros itens desta lista;

análise, exame, pesquisa, coleta, compilação e fornecimento de dados e informações de qualquer

natureza, inclusive cadastro e similares.

17.02 Datilografia, digitação, estenografia, expediente, secretaria em geral, resposta audível,

redação, edição, interpretação, revisão, tradução, apoio e infra-estrutura administrativa e congêneres.

17.03 Planejamento, coordenação, programação ou organização técnica, financeira ou administrativa.

17.04 Recrutamento, agenciamento, seleção e colocação de mão-de-obra.

17.05 Fornecimento de mão-de-obra, mesmo em caráter temporário, inclusive de empregados

ou trabalhadores, avulsos ou temporários, contratados pelo prestador de serviço.

17.06 Propaganda e publicidade, inclusive promoção de vendas, planejamento de campanhas

ou sistemas de publicidade, elaboração de desenhos, textos e demais materiais publicitários.

17.07

(VETADO)

17.08 Franquia (franchising).

17.09 Perícias, laudos, exames técnicos e análises técnicas.

17.10 Planejamento, organização e administração de feiras, exposições, congressos e congêneres.

17.11 Organização de festas e recepções; bufê (exceto o fornecimento de alimentação e

bebidas, que fica sujeito ao ICMS).

17.12 Administração em geral, inclusive de bens e negócios de terceiros.

17.13 Leilão e congêneres.

17.14 Advocacia.

17.15 Arbitragem de qualquer espécie, inclusive jurídica.

17.16 Auditoria.

17.17 Análise de Organização e Métodos.

17.18 Atuária e cálculos técnicos de qualquer natureza.

17.19 Contabilidade, inclusive serviços técnicos e auxiliares.

17.21

Estatística.

17.22 Cobrança em geral.

17.23 Assessoria, análise, avaliação, atendimento, consulta, cadastro, seleção, gerenciamento de informações, administração de contas a receber ou a pagar e em geral, relacionados a operações de faturização (factoring).

17.24 Apresentação de palestras, conferências, seminários e congêneres.

17.25 - Inserção de textos, desenhos e outros materiais de propaganda e publicidade, em

qualquer meio (exceto em livros, jornais, periódicos e nas modalidades de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens de recepção livre e gratuita). (Incluído pela Lei Complementar nº 157, de

18 Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros; inspeção e avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção e gerência de riscos seguráveis e congêneres.

18.01 - Serviços de regulação de sinistros vinculados a contratos de seguros; inspeção e

avaliação de riscos para cobertura de contratos de seguros; prevenção e gerência de riscos

seguráveis e congêneres.

19 Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria, bingos, cartões,

pules ou cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os decorrentes de títulos de capitalização e

congêneres.

19.01 - Serviços de distribuição e venda de bilhetes e demais produtos de loteria, bingos,

cartões, pules ou cupons de apostas, sorteios, prêmios, inclusive os decorrentes de títulos de capitalização e congêneres.

20 Serviços portuários, aeroportuários, ferroportuários, de terminais rodoviários, ferroviários e

metroviários.

20.01 Serviços portuários, ferroportuários, utilização de porto, movimentação de passageiros,

reboque de embarcações, rebocador escoteiro, atracação, desatracação, serviços de praticagem, capatazia, armazenagem de qualquer natureza, serviços acessórios, movimentação de mercadorias, serviços de apoio marítimo, de movimentação ao largo, serviços de armadores, estiva, conferência, logística e congêneres.

20.02 Serviços aeroportuários, utilização de aeroporto, movimentação de passageiros,

armazenagem de qualquer natureza, capatazia, movimentação de aeronaves, serviços de apoio aeroportuários, serviços acessórios, movimentação de mercadorias, logística e congêneres.

passageiros, mercadorias, inclusive

20.03

Serviços

de

terminais

rodoviários,

ferroviários,

metroviários,

suas operações, logística e congêneres.

movimentação

de

21 Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.

21.01 - Serviços de registros públicos, cartorários e notariais.

22 Serviços de exploração de rodovia.

22.01 Serviços de exploração de rodovia mediante cobrança de preço ou pedágio dos

usuários, envolvendo execução de serviços de conservação, manutenção, melhoramentos para adequação de capacidade e segurança de trânsito, operação, monitoração, assistência aos usuários

e outros serviços definidos em contratos, atos de concessão ou de permissão ou em oficiais.

normas

23 Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e congêneres.

23.01 Serviços de programação e comunicação visual, desenho industrial e congêneres.

24 Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual, banners, adesivos e congêneres.

24.01 - Serviços de chaveiros, confecção de carimbos, placas, sinalização visual, banners,

adesivos e congêneres.

25 - Serviços funerários.

25.01 Funerais, inclusive fornecimento de caixão, urna ou esquifes; aluguel de capela;

transporte do corpo cadavérico; fornecimento de flores, coroas e outros paramentos; desembaraço de

certidão de óbito; fornecimento de véu, essa e outros adornos; embalsamento, embelezamento, conservação ou restauração de cadáveres.

25.02

-

Translado

intramunicipal

e

cremação

de

corpos

e

partes

de

corpos

25.03 Planos ou convênio funerários.

25.04 Manutenção e conservação de jazigos e cemitérios.

25.05 - Cessão de uso de espaços em cemitérios para sepultamento. (Incluído pela Lei

26 Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências, documentos, objetos, bens

ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas; courrier e congêneres.

26.01 Serviços de coleta, remessa ou entrega de correspondências, documentos, objetos,

bens ou valores, inclusive pelos correios e suas agências franqueadas; courrier e congêneres.

27 Serviços de assistência social.

27.01 Serviços de assistência social.

28 Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza.

28.01 Serviços de avaliação de bens e serviços de qualquer natureza.

29 Serviços de biblioteconomia.

29.01 Serviços de biblioteconomia.

30 Serviços de biologia, biotecnologia e química.

30.01 Serviços de biologia, biotecnologia e química.

31 Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica, telecomunicações e

congêneres.

31.01

- Serviços técnicos em edificações, eletrônica, eletrotécnica, mecânica, telecomunicações

e congêneres.

32 Serviços de desenhos técnicos.

32.01 - Serviços de desenhos técnicos.

33 Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e congêneres.

33.01 - Serviços de desembaraço aduaneiro, comissários, despachantes e congêneres.

34 Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.

34.01 - Serviços de investigações particulares, detetives e congêneres.

35 Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e relações públicas.

35.01 - Serviços de reportagem, assessoria de imprensa, jornalismo e relações públicas.

36 Serviços de meteorologia.

36.01 Serviços de meteorologia.

37 Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.

37.01 - Serviços de artistas, atletas, modelos e manequins.

38 Serviços de museologia.

38.01 Serviços de museologia.

39 Serviços de ourivesaria e lapidação.

 

39.01

- Serviços de ourivesaria e lapidação (quando o material for fornecido pelo tomador do

serviço).

40

Serviços relativos a obras de arte sob encomenda.

40.01 - Obras de arte sob encomenda.

ADI 5835 Liminar MIN Alexandre Moraes

MEDIDA CAUTELAR NA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE 5.835 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. ALEXANDRE DE MORAES Decisão Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade, com pedido de medida cautelar, ajuizada pela Confederação Nacional do Sistema Financeiro - CONSIF e pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização - CNSeg, em face do artigo 1º da Lei

Complementar 157/2016, na parte que modificou o art. 3º, XXIII, XXIV e XXV, e os parágrafos 3º e 4º do art. 6º da Lei Complementar 116/2003 para determinar que o ISS será devido no Município do tomador, em relação aos serviços (i) de planos de medicina de grupo ou individual; (ii) de administração de fundos quaisquer e de

carteira de cliente; (iii) de administração de consórcios; (iv) de administração de cartão de crédito ou débito e congêneres; (v) de arrendamento mercantil.

A presente ação foi distribuída por dependência à ADPF 499, ajuizada pela

Confederação Nacional de Saúde, Hospitais e Estabelecimentos e Serviços - CNS,

observada a coincidência parcial de objetos. Também foram distribuídas por dependência à ADPF 499 as seguintes ações: ADI 5.840, proposta pela ANPV - Associação Nacional dos Prefeitos e Vice-Prefeitos da República Federativa do Brasil; ADI 5.844, apresentada pela Confederação Nacional das Cooperativas - CNCOOP e pela Unimed do Brasil - Confederação Nacional das Cooperativas Médicas; e a ADI 5.862, de autoria do Partido Humanista da Solidariedade PHS. Todas as ações têm por objeto dispositivos da Lei Complementar 116/2003, com a redação conferida pela Lei Complementar 157/2016, que definiram que o ISS é devido no domicílio do tomador para determinados serviços. Foi admitido o ingresso dos seguintes amici curiae: Município da Estância Hidromineral de Poá, Confederação Nacional dos Municípios - CNM, Frente Nacional dos Prefeitos e Associação Brasileira das Secretarias de Finanças das Capitais - ABRASF, e Associação Matogrossense dos Municípios. Adotou-se o rito do art. 12 da Lei 9.868/1999.

A Associação Brasileira de Planos de Saúde - ABRAMGE (Petição STF

78.202/2017, peça 83 do processo eletrônico) e o Município de São Bernardo do Campo (Petição STF 1.760/2018, peça 104) requereram seu ingresso no processo

como amici curiae. Durante o recesso judiciário, foi formulado pedido de concessão de cautelar à Presidência desta COLENDA CORTE (Petição STF 73/2018, peça 92), o qual foi indeferido (peça 100).

O Congresso Nacional e o Presidente da República prestaram informações

(peças 108 e 110, respectivamente), tendo sido colhida também a manifestação da