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ADMINISTRAÇÃO

1. As Teorias em Relação à Enfermagem


1.1. Teoria Científica e a Enfermagem
A preocupação constante da enfermagem enquanto prática profissional com
“como fazer”;
A divisão do trabalho aliado a padronização de tarefas tem norteado essa
prática;
Elaboração de manuais de técnicas e de procedimentos, tem sido uma das
maiores preocupações da Enfermagem;
As escalas diárias da divisão do trabalho estabelecem um método de trabalho
funcionalista que é o tipo da fase mecanicista da administração;
A assistência da enfermagem é fragmentada em atividades e para cada
elemento executados é determinada uma ou mais tarefas.
1.2. Teoria Clássica e a Enfermagem
Nas instituições de saúde a estruturação rigorosamente hierarquizada
estabelecendo a subordinação integral de um indivíduo a outro e de um serviço
sobre o outro;
As pessoas e as relações interpessoais não são devidamente consideradas e
as propostas de trabalho resultam em atividades rotineiras, com avaliações
exclusivamente quantitativas;
Assim a preocupação com a desenvolvida quantidade de trabalho é maior do
que com a quantidade.
1.3. Teoria da Relação Humana e a Enfermagem
Na administração de enfermagem, a liderança surge como estratégia de
condução de grupos até os dias de hoje;
A comunicação entre o enfermeiro (líder) e os demais membros do grupo de
enfermagem ou grupo multiprofissional, foi o fator relevante para a comunidade
e otimização da assistência de enfermagem;
Quanto à motivação de pessoal encontramos enfermeiros interessados e
preocupados em proporcionar condições que estimulem e incentivem o pessoal
de enfermagem tento no aspecto psicológico como no social.
1.4. Teoria Burocrática e a Enfermagem
Nas instituições de saúde encontramos freqüentemente formas organizacionais
burocráticas;
Os serviços de enfermagem seguem o modelo da instituição, nas estruturas
dinâmicas desses serviços de propostas burocráticas;
O pessoal de enfermagem passa a ter características profissionais de técnicas
especializadas, com comportamento e padrões estrategicamente definidos pelo
grupo que detém o poder na organização.
1.5. Teoria Comportamentalista e a Enfermagem
Na administração de pessoal de enfermagem, são encontradas
freqüentemente adoções de estilos de chefias compatíveis com o pressuposto
da teoria comportamentalista;
Esse pressuposto, na verdade, é consciente com a centralização das decisões
percebem e agem apresentando decisões administrativas.
1.6. Teoria de Sistema e a Enfermagem
Nos serviços de saúde e nos serviços de enfermagem encontramos nos
últimos anos, como proposta organizacional inovadora. Estruturas com
características da teoria de sistema;
Dessa forma, as organizações são aceitas como subsistemas de sistema maior
que o sistema de saúde, e com ele intercambiam matéria e energia, e que
sofrem influências do meio externo e interno.
1.7. Teoria Contingencial e a Enfermagem
Nas instituições de saúde, a teoria contingencial pode ser percebida como
referências de propostas administrativas de um ou mais administradores;
Assim, o sistema econômico, as propostas sócias, o regime político, os planos
e os programas educacionais e de saúde interferem diretamente no
desempenho das instituições de saúde.
2. Planejamento na Unidade de Enfermagem
2.1. Aspectos Conceituais
É função administrativa que determina antecipadamente o que deve fazer e
quais os objetivos que devem ser atingidos;
É um modelo teórico para futura ação;
É a função chave da administração;
Fornece aos indivíduos e às organizações os meios de que necessitam para
enfrentar ambientes dinâmicos e complexos na empresa.

2.2. Fases do Planejamento


O planejamento se inicia à medida que se determinam objetivos a serem
alcançados;
Definem estratégias e políticas de ação e se detalham planos para conseguir
alcançar os objetivos;
Estabelece uma seqüência de decisões que incluem a revisão dos objetivos
propostos;
Alimenta um novo ciclo de planificação.
Fase I: Conhecimento do sistema como um todo
Antecipa a fase inicial, que a determinação dos objetivos tendo em vista o
prazo desejável;
Sendo necessário conhecer o sistema como um todo;
A idéia básica e a teoria de sistema (sistema existe dentro de sistema);
Modelo aberto, com um complexo de elementos em interação e intercâmbio
contínuo com o meio ambiente;
Existem dois sistemas que compõem a organização;
Técnico e o social.
Sistema Técnico:
Compreende as demandas das tarefas e implantação, física, e os
equipamentos existentes;
O sistema técnico é responsável pela execução das tarefas;
Transforma a eficiência potência em eficiência real.
Considerou-se que qualquer organização e um sistema aberto, que manifesta relações
com o ambiente físico, social tanto interno como externo.
Ex: Organização de saúde de hoje, que prestam serviço de assistência de saúde para
seus usuários.
Fase 2: Determinação dos objetivos
São resultados futuros que se pretende atingir;
São alvos selecionados que se busca alcançar, dentro de um certo tempo;
Aplicando determinado recurso disponível ou possível.
Organização de Hierarquia Vertical de Objetivos
Objetivos da instituição;
Predominam sobre os demais objetivos, departamento, divisão, serviços.
Princípios da Coerência Horizontal
Deve haver harmonia e coerência entre objetivos determinados pelos órgãos
situados no mesmo nível hierárquico;
Evitar incompatibilidade e conflitos entre órgãos;
A partir dos objetivos mais amplos que a instituição passa a definir sua política
na organização;
Diretrizes básicas: são linhas mestras, genéricas da ação;
Sub-diretrizes: são diretrizes específicas para cada área de trabalho;
Objetivos: são expressões, quantitativas e qualitativas de um fim, ou propósito
que se pretende alcançar;
Políticas: são colocações dos objetivos como guias para a ação global
administrativa;
Metas: são alvos qualificados a serem obtidos dentro de um prazo determinado
em cada área de trabalho;
Programas: são partes fundamentais do plano que compreendem em conjunto
de atividades, mais ou menos homogêneo, com a finalidade de alcançar um
objetivo comum;
Normas: são regras que cercam e asseguram os procedimentos;
Procedimentos: é o detalhamento do modo pelo qual as atividades que
compõem o programa devem ser executados.
Fase 3: Estabelecimento de Prioridades
Após a determinação dos objetivos, estabelecer as prioridades das ações para
alcançar os objetivos;
Aplica a racionalidade, pois usa a capacidade de escolher os meios para
alcançar fins (objetivos);
Nesta etapa do planejamento, aplica diretamente a racionalidade (objetivos).
Fase 4 – Seleção dos Recursos
Realizar levantamento dos recursos (humanos, materiais, físicos, etc.);
Recursos para implementação da ação.
2.3. Tipos de Planejamento
2.3.1. Planejamento Estratégico:
Plano de longo alcance;
Nível mais global;
Visa a implementação de estratégia que vai ser executada a nível tático;
Responde a pergunta: o que deve ser feito?
2.3.2. Planejamento Tático:
Médio alcance;
Mais detalhado, geralmente de nível técnico;
Responde a pergunta: como deve ser feito?
2.3.3. Planejamento Operacional:
Curto alcance;
Tratam de ações atuais da instituição;
Abordagem de cada tarefa;
Responde a pergunta: quem vai fazer o que, quando e onde?
Importante
Planejamento estratégico: é aquele que abrange a instituição por completa;
Planejamento tático: é aquele que abrange determinadas áreas de trabalho;
Planejamento operacional: é aquele que é específico de uma determinada
unidade de trabalho.
Fase 5: Desenvolvimento
É a fase onde colocamos em prática os recursos humanos, físicos e materiais;
Ocorre desenvolvimento de programas e sua aprovação;
É a execução propriamente dita;
Envolve ação e coordenação;
Coloca-se em prática os recursos disponíveis.
Fase 6: Aperfeiçoamento
Avaliação e replanejamento das ações;
Avaliações devem ser realizadas em cada fase e não no final das ações.

Diretores da Divisão de Enfermagem


------ ------------------
----------
Assistentes
-------------- -------------
-----

Diretoria de Área Clínica


------------------------ ---------
-
Enfermeiros chefes e demais
categorias da equipe

Pirâmide Hierárquica Pirâmide de


Responsabilidade

3. Organização na Unidade de Enfermagem


3.1. Aspectos conceituais
É a função administrativa de ajuntar recursos necessários para execução de
um plano;
É a função administrativa de agrupar as atividades, formando uma estrutura
organizacional.

3.2. Estrutura Organizacional


É o mecanismo através do qual a empresa (hospital,unidade de saúde) é
administrada.

Formal ---------------- simples

Aspectos
Informal

3.2.1. Tipos de Estrutura Organizacional


a) Linear
A estrutura vem de cima para baixo (presidente, diretor, chefias...);
Está distribuída verticalmente em hierarquias;
Níveis de autoridade e responsabilidades;
Níveis de superiores / subordinados.

Vantagens
Linha direta de comunicação;
Única autoridade e responsabilidade.
Desvantagens
Rigidez, inflexibilidades da organização;
Congestionamento das linhas de informações e comunicações;
Centralização das decisões em todas as diretorias.
b) Funcional
Tem como base à supervisão funcional;
Aplica o princípio das especializações das funções;
Usa especificações das tarefas;
Nega o princípio de comando;
É a especialização que toma as decisões;
Utiliza linha direta com a comunicação;
Descentralizada das decisões;
Nega hierarquias.
Vantagens
Proporciona especializações;
Melhor supervisão técnica;
Desenvolve comunicação direta, sem intermediações.
Desvantagens
Nem sempre é feito o que é solicitado (ordens de 2 órgãos);
Subordinação é múltipla (técnico-administrativo);
Tendências a concorrências, tensão, conflitos, perda de tempo e confusão.
c) Linhas Assessoriais ou Linha Staff
É considerada como fusão da estrutura linear e a funcional;
Permitem a manutenção de hierarquias (linha), especializações (staff).
Vantagens
Assessorias especializadas;
Atividades conjuntas: coordenação de órgãos de linha e staff.
Desvantagens
Possibilidade de conflito entre órgãos de linha e staff.
3.3. Aspectos Relativos à Estrutura Organizacional
3.3.1. Divisão do Trabalho e Especialização ou departamento
É o processo de reunir as atividades para fins administrativos, segundo
critérios previamente estabelecidos;
Ocorre em todos os níveis de hierarquia;
Assegura a homogeneidade e o equilíbrio da empresa.
3.3.2. Hierarquia ou Cadeia Escalar
Trata do relacionamento no nível superior/subordinado.
4. Direção ou Comando
É a função administrativa de dirigir a organização e a unidade;
Dirigir os planos traçados e decidir quando serão executados;
Enfoca a maneira pela qual um dirigente transmite instruções e ordens a
subordinados;
Indicando o que deve ser feito com base no que foi planejado.
4.1. Dirigir significa:
Interpretar os planos para os outros;
Dar as instruções sobre como executa-los.
4.2. Sistema de Administração
(1) Auditório: Coercivo;
(2) Auditório: Benevolente;
(3) Consultivo: Flexível;
(4) Participativo: Democrático.
4.3. Características do Processo de Administração
4.3.1. Processo Decisorial (decisão):
1 – Totalmente centralizado na cúpula;
2 – Centralizado na cúpula com pequena delegação;
3 - Consulta os níveis inferiores com participação e delegação;
4 – Total delegado e centralizado.
4.3.2. Sistema de Comunicação:
1 – Precária comunicação descendente, carregada de ordens;
2 – Relativamente precária, mas ocorre uma comunicação descendente;
3 – Comunicação ascendente, descendente e horizontal;
4 – Sistema de comunicação eficiente.
4.3.3. Relações Interpessoais:
Organização informal, fica prejudica;
São toleradas organizações informais mas sempre ameaçadas;
Há certa confiança nas pessoas. A empresa facilita a organização informal;
Há trabalho de equipe, os grupos tornam-se importantes, ocorrendo
desenvolvimento grupal intenso.
4.3.4. Sistema de Recompensa
Na ênfase, ocorre punição, raras recompensas;
Menor número de punição, mas ocorre recompensa salarial;
Raras punições, na ênfase, ocorrem recompensas materiais;
Ocorre recompensas sociais, salariais, raras punições e o grupo é definido.
4.4. Aspectos Importantes para uma Direção Eficaz
4.4.1. Unidade de Comando:
Saber quem comandar;
Quem é o subordinado;
A fim de não gerar conflitos.
4.4.2. Autoridade e Responsabilidade:
Não usar de autoritarismo;
Usar da função que desempenha na organização.
4.4.3. Centralização e Descentralização:
Depende e muito de quem vai dirigir a organização.
4.4.4. Delegação:
O ato de delegar está descentralizada.
4.4.5. Amplitude de Controle:
Está relacionada a quantas pessoas;
Quem são as pessoas que vão coordenar a organização.
4.4.6. Coordenar:
Saber o que o coordenado vai ter que fazer.
4.5. Objetivos da Direção:
Ter pessoas executando suas tarefas de forma eficiente;
Evitar conflitos;
Dispersão dos recursos disponíveis.
4.6. Fatores que Afetam a Direção:
Resistência do pessoal;
Falta de capacidade para dirigir;
Falta de confiança;
Falta de responsabilidade;
Apresentar conflitos;
Má comunicação;
Preconceitos, comodismo.
4.7. Qualidades Necessárias ao Administrador:
Ter conhecimento profundo das normas que regem a organização;
Conhecimento amplo do quadro funcional da organização;
Ter competência: técnica e administrativa;
Não se deixar absorver pelos detalhes;
Ter espírito de equipe e motivação;
Ter iniciativa e ser líder;
Ter estabilidade emocional;
Aceitar crítica e ser ético;
Ter diplomacia e ser paciente.
5. Controle
5.1. Aspectos Conceituais
É o segmento administrativo, que mede e avalia o desempenho e toma a
decisão corretiva quando necessário.
5.2. Finalidade
Assegurar que os resultados das estratégias, política e diretrizes (nível
institucional), dos planos táticos (nível intermediário) e dos planos
operacionais, regras e procedimentos (nível operacional) se ajuste tanto quanto
possível aos objetivos previamente estabelecidos.
5.3. Fase do Processo Controle
I – Estabelecimento de Padrões:
Visa simplificar, ou seja, reduzir as variedades eliminando o que não for
necessário.
II – Mensuração do Desempenho.
5.4. Elementos que interferem no controle:
Os padrões estabelecidos de forma incorreta representam o desempenho
desejado;
Os padrões não são administrados de forma adequada;
Os padrões sempre tendem a ser maiores;
As medidas de avaliação nunca são corretas ou não esforço real;
As ações corretivas são vistas como crítica pessoal;
Há muita falta de conhecimento sobre o sistema de controle.
5.5. Condições necessárias ao controle:
Conhecer as estruturas administrativas das organizações, na forma de
organograma para julgar as inter-relações dos vários órgãos;
Conhecer o fluxograma, suas atividades e responsabilidades;
Fixação dos padrões, quantidade e qualidade;
Deve existir informações que comparem os resultados atuais com os padrões
(avaliação dos resultados);
Devem ser possíveis para aceitarem de qualquer desvio entre o atual e o
padrão.
5.6. Instrumentos de Controle:
Supervisão;
Avaliação;
Observação.
6. Observação
6.1. Considerações Gerais
Observar é aplicar atenção a um fenômeno ou problema, capta-lo, retratá-lo, tal
como se manifesta;
Observar não significa apenas olhar, é preciso até compreensão de problema;
Exige uma visão teórica do problema, com base em princípios científicos, exige
reflexão e alto grau de percepção;
É o primeiro passo do método científico;
Facilita o diagnóstico e terapêutica da enfermagem.
6.2. Importância
Pela observação pode-se captar situações e problemas procurando-se dados
para tomada de decisões;
A continuidade de assistência de enfermagem se baseia nos informes que
registra. Quanto mais apuradas as observações, melhor se conduzirá o
trabalho dos profissionais de saúde e especificamente o da enfermagem.
6.3. Qualidades do Observador
Físicas: sanidade, acuidade dos órgãos sensoriais, a fim de captar as
sensações adequadas decorrentes dos estímulos externos, perfeição relativa,
etc.
Intelectuais: formação e preparação específicas, que lhes permitem captar as
coisas, que seriam desapercebidas por outrem;
Psicológicas ou morais: amor ao trabalho, exatidão, concentração, espírito de
perseverança, fortaleza e pertinência, a fim de não recuar diante dos
obstáculos encontrados;
Deve ainda ser: objetivo, imparcial, honesto e humilde.
7. Noções de Administração Hospitalar
7.1. Aspectos Conceituais
Hospital: vem do latim (hospes), que significa hóspede.
É a representação do direito inalienável que o homem tem de ter atendimento a
saúde;
É o reconhecimento formal por parte da comunidade de sua responsabilidade
em prover meios que o conservem ou que restaurem a saúde perdida;
É a parte integrante de um sistema coordenado de saúde, cuja função é
dispensar a comunidade completa assistência médica preventiva e curativa
(OMS).

7.2. Breve Histórico:


Surgiram com a finalidade de albergue (hospedaria);
Desprotegidos da sorte eram recolhidos (cuidados, alimentados);
Pessoas eram recolhidas apenas para serem alimentadas;
As pessoas que necessitassem de atendimento médico permaneciam em casa,
onde eram visitados pelos profissionais de saúde da época.
8. Função Hospitalar (OMS):
8.1. Função Restaurativa:
Diagnóstico;
Ambulatório e internação;
Tratamento de doenças: curativo e paliativo;
Reabilitação: física, mental e social;
Tratamento de emergência: acidentes, doenças.
8.2. Função Preventiva:
Supervisão da gravidez: normal, parto;
Supervisão do crescimento: normal, criança, adolescente;
Controle de doenças contagiosas;
Prevenção de doenças de longa duração;
Prevenção de invalidez: física e mental;
Educação sanitária;
Saúde ocupacional.
8.3. Função Educativa:
Estudantes: medicina, enfermagem, técnicos;
Formação de pós-graduados: clínicos gerais, enfermeiros, assistentes sociais,
outros.
8.4. Função Pesquisadora:
Aspectos: físicos, psicológicos, sociais (saúde e doença);
Atividades hospitalares: técnica e administrativa.
8.5. Classificação:
Hospital Unidade Sanitária: função saúde pública, internações;
Hospital Local: atende população igual ou superior a 20.000 habitantes;
Hospital de Base: centro de coordenação e integração do serviço médico-
hospitalar de uma zona;
Hospital de Ensino: escola, formação profissional, área de saúde;
Hospital Governamental: federal, estadual e municipal;
Hospital Filantrópico: não visa lucro;
Hospital Beneficente: beneficiar sócios-membros;
Hospital Geral: várias especialidades, clínica, médica, cirúrgica;
Hospital de Pequeno Porte: capacidade de até 50 leitos;
Hospital de Médio Porte: capacidade de 51 até 150 leitos;
Hospital de Grande Porte: capacidade de 151 até 500 leitos;
Hospital Dia: para tratamento/reabilitação parte do dia;
Hospital Noite: uso do leito hospitalar no período noturno;
Hospital Especializado: portadores de uma determinada doença.
9. Equipe Hospitalar:
Está composta por todos aqueles que fazem a dinâmica hospitalar como:
As diretorias: equipe médica, a equipe de enfermagem, nutricionista, os
funcionários dos departamentos e setores em geral;
Conselho de administração: diretores, psicólogos, assistente social,
farmacêutico;
Divisão médica: clínico, cirúrgico, médicos, auxiliares.
10. SAME
Aspectos Conceituais
Serviço de arquivo médico e estatístico;
Responsável pelo controle das contas médicas (auditoria);
Responsável pela organização sistematizada dos serviços (supervisão).
10.1.Organização do Prontuário:
Para entrega no SAME deve seguir a seguinte ordem:
1 – folha de identificação do paciente;
2 – termo de responsabilidade;
3 – folha de evolução do paciente;
4 – folha de prescrição;
5 – folhe de evolução de enfermagem;
6 – folha de exames complementares e especializados;
7 – folha de infecção de controle hospitalar.

11. Censo Hospitalar Diário


11.1.Aspectos Conceituais:
É o levantamento realizado a cada 24hs;
Indica o número de leitos (ocupados, vagos);
Número de pacientes admitidos, altas e transferidos.
HOSPITAL GERAL
Censo hospitalar diário
Clínica Data ............... .
01.2001
Nº registro Nome Leito Admissão Alta
120.095 Eliton Bezerra 218 A
120.096 Eleine Gaia 219 A
120.097 Andrei Batista 218 B
120.098 Arlene Batista 219 B X
120.099 João Pereira 218 C X
______________________________
_______________________________
Técnico de Enfermagem Supervisor

Observação:
Registro de vermelho são pacientes (internados) que constavam no censo do
dia anterior (18/01/01);
Registro de azul paciente que foi internado às 22hs do dia 19/01/01; antes de
fechar o censo (24h);
Registro de preto foi paciente que recebeu alta às 16h do dia 19/01/01;
ATENÇÃO: o censo fecha sempre às 24h de cada dia;
O censo fecha 23h e 59min. E inicia às 24h, ou seja, meia-noite.
12. Corpo Clínico:
São todos os profissionais que trabalham diretamente com o paciente;
Médicos, enfermeiros, psicólogos, etc.
12.1.Divisão do Corpo Clínico:
Existem dois tipos;
Corpo clínico aberto;
Corpo clínico fechado;
Poderá ser dividido por especialista de clínicas ou por especialistas
profissionais.
13. Prontuário:
É um documento que o paciente tem direito durante sua estadia no hospital;
Onde retrata a história de sua vida e da doença;
Constitui uma soma de todos os relatórios: médico, enfermagem...
Estabelece uma linha de comunicação entre a equipe multiprofissional nos
sucessivos plantões;
Contribui no diagnóstico e tratamento da doença.
13.1.Componentes do Prontuário:
1 – folha de admissão (história clínica do paciente, anamnese);
2 – folha para termo de responsabilidade;
3 – folha de prescrição médica;
4 –folha de evolução médica;
5 – folha de relação para exames complementares;
6 – folha de prescrição de enfermagem;
7 – folha de anotações de enfermagem;
8 – formulário para emissão de laudo AIH;
9 – formulário de requisição de pedidos hematológicos;
10 – formulário para pedidos radiológicos;
11 – formulário de solicitação de autorização de exames especiais;
12 – ficha de controle de CCIH.
13- folha do balanço hídrico

14. Anotações de Enfermagem no Prontuário


14.1.Precisão:
Os dados anotados devem corresponder rigorosamente a realidade;
Os dados devem ser exatos e corretíssimos sem erros e sem rasuras;
Em caso de dúvidas confirmar os dados antes de registrá-los.
14.2.Rapidez:
Os dados devem ser registrados, tão logo se tenha conhecimento dos
mesmos;
Registrar na ordem seqüência de horário;
Não deixar pendentes registros e anotações.
14.3.Objetividade:
Os registros precisam ser sintetizados;
Anotar textos claros, objetivos e concisos;
Preencher de forma dissertativa, sem deixar espaços em branco;
Não fazer registros que venham sobre-cair em duplo sentido.
14.4.Abreviaturas:
São permitidas as abreviaturas, mas somente quando houver convenção ou
uma padronização. Ex: PA, R, AVC, DIH, DPO
Nunca criar suas próprias abreviaturas.
OBS: Pode se tratar de documentação técnica, usar a terminologia científica (termos
técnicos) por extenso.
14.5.Assinaturas:
Datar e assinar (dia, mês, ano);
Lançar horário do registro;
Evitar rubrica;
Anotar o número de inscrição do COREN;
Sendo aluno, escrever o nome por completo e o nome da instituição.
14.6.Registros Sobre Alta:
À pedido;
Por iniciativa médica (por cura ou melhora);
Por condição;
Por transferência (interna e externa);
Óbito também (é considerado uma alta hospitalar).
14.7.Utilidades do Prontuário
Ao paciente;
Ao médico;
Ao hospital principalmente, para pesquisas científicas;
Na defesa legal;
Para a saúde pública.
15. Serviço de Lavanderia
15.1. Aspectos Conceituais:
É um serviço de apoio ao atendimento ao paciente;
É responsável pelo processamento da roupa;
Realiza a distribuição em perfeitas condições de higiene e conservação;
Distribui em quantidades adequadas para todas as unidades do hospital;
Sua eficiência depende dos interesses técnicos e administrativos.
15.2. Interesse Técnico:
Está na obtenção de roupas bem lavadas, livres de contaminação;
Deve ser bem apresentada, limpa, pronta para ser usada pelo paciente.
15.3. Interesse Administrativo:
Está na obtenção de melhor lavagem;
Procura obter economia no processo;
Deve estar dentro dos padrões de serviço desejado.
15.4. Técnicas Aplicadas:
Metodologia da lavagem: é importante, porque sua aplicação correta permite
chegar a resultados aceitáveis;
A falta de conhecimento das técnicas: as técnicas aplicadas incorretamente,
chega a elevar os custos em até 10%.
15.5. Divisão da Lavanderia:
Lavanderia propriamente dita: é o local onde ocorre o processamento
(lavagem) das roupas;
Rouparia: onde está armazenada a roupa processada;
Costuraria: é onde ocorre a composição e revisão das roupas.
15.6. Objetivo do Serviço da Lavanderia
Recolher a roupa da área hospitalar;
Impedir a disseminação dos germes (controle das infecções);
Usar técnicas de lavagem adequada (prolonga vida útil da roupa);
Processar lavagem e secagem da roupa (certo grau de perfeição);
Recuperação das peças danificadas;
Proceder à distribuição da roupa (serviço sincronizado), para o bem estar do
paciente;
Recuperação, conforto, segurança do paciente;
Redução dos custos operacionais.
15.7. Planejamento da Instalação:
Estudos realizados na área da microbiologia revela:
Processamento da roupa em um ambiente único propicia a contaminação
constante da roupa (lavanderias tradicionais);
Grande número de bactérias jogadas no ar (separação de roupa suja),
contamina todo o ambiente circulante;
Ocorreu a evolução na planta física: equipamentos, métodos utilizados no
processamento de roupa;
Deve ser observada sua dimensão;
Moderna lavanderia hospitalar: barreira de contaminação/parede (separa), área
limpa/área suja;
Área suja (considerada contaminada), utilizada: separação, lavagem;
Equipamentos: lavadoras de desinfecção (2 portas – suja, limpa)
15.8. Divisão Física:
Distribuição da área de serviço;
Localização das instalações;
Área de circulação;
Fluxo de serviço a ser desenvolvido.
15.9. Previsão da Área para Serviço:
Área para separação de roupa;
Lavagem e centrifugação;
Secagem e passagem (acabamento);
Rouparia, costuraria e distribuição;
Depósito de costuraria e distribuição;
Depósito e material (limpeza, lavagem);
Banheiro (vestuário, sanitário);
Copa;
Sala para administração dos serviços (coordenador/chefe).
15.10. Localização:
Deve estar localizada: dentro, anexa ou separada do prédio principal;
Ser localizada no pavilhão térreo;
Ocupar uma posição de fundos da instalação.
Vantagens/Desvantagens:
Transporte da roupa;
Tempo de deslocamento;
Ruídos e vibrações;
Odores/calor;
Riscos de contaminações.
15.11. Principais Equipamentos:
Máquina de lavar/secar/passar;
Carros tanque (inox), balanças;
Ferro elétrico/máquina de costura;
Calandra/balança.
16. Controle de Infecção Hospitalar
16.1.Aspectos Conceituais:
É qualquer infecção adquirida após a internação do paciente;
Pode se manifestar após a alta hospitalar;
Caracteriza-se quando ocorre após 48h da internação.
OBS: Todo hospital deverá manter uma CCIH (Comissão Controle de Infecção
Hospitalar)
16.2.Atribuições da CCIH
Controle das infecções relacionadas com o processamento da roupa hospitalar;
Coordena todos os locais de trabalho, tomando uma série de medidas;
Controle de fluxo de pessoas e roupas;
Elabora normas e rotinas hospitalares.
17. Administração em Serviço de Enfermagem
17.1.Aspectos Conceituais:
É uma ação ordenada, racional sistematizada;
Visa alcançar certos objetos (previstos) da maneira mais eficiente.
18. Organização em Serviço de Enfermagem
18.1. Objetivos da Enfermagem:
Prover assistência ao paciente/cliente, a sua família e à comunidade: utiliza
normas e rotinas, bem como tratamentos terapêuticos específicos da
enfermagem;
Estabelece um sistema de cooperação e colaboração com médicos e outros
profissionais visando assistência integrada.
18.2. Funções do Serviço de Enfermagem:
A equipe de enfermagem trabalha dentro de várias funções que são:
assistência, educação, administração e pesquisa.
18.3. Requisitos e Atribuições da Equipe de Enfermagem
18.3.1. Enfermeiro:
São aqueles que possuem o diploma de Enfermeiro, conferido por instituição
de nível superior, nos termos da lei (nível superior);

18.3.2. Técnico de Enfermagem:


São aqueles que possuem o diploma ou certificado de técnico de enfermagem
(nível médio);
18.4. Atribuições da Equipe de Enfermagem:
18.4.1. Enfermeiro:
Planejamento, organização, direção e execução dos serviços da assistência de
enfermagem;
Consulta de enfermagem;
Prescrição da assistência de enfermagem;
Cuidados diretos a pacientes graves com risco de vida;
Cuidados de enfermagem mais complexos;
Prescrição de medicamentos estabelecidos nos programas de saúde pública;
Assistência de enfermagem à gestantes, parturiente e puérperas;
Acompanhamento e execução do trabalho de parto;
Educação visando a saúde da população
18.4.2. Técnico de Enfermagem:
Assistir ao enfermeiro;
Participar da programação do serviço de enfermagem, exceto as privativas do
enfermeiro;
Planejar, programar, orientar e supervisionar o trabalho de enfermagem em
grau auxiliar;
Prestar cuidados de enfermagem a pacientes em estado grave;
Na prevenção e controle de DT (programas);
Na prevenção e controle de infecção hospitalar.
19. Sistema de Informações em Enfermagem:
São procedimentos realizados para alcançar nossos objetivos;
É um sistema integrado que permite e proporciona um elo de ligação entre a
equipe de enfermagem e outros profissionais. Ex: relacionamento com a
equipe multidisciplinar.
Sem comunicação, não existe trabalho, não existe relacionamento humano e,
portanto, não há grupo, organização e sociedade.
20. Processo de Comunicação
Sistema de Informação em Saúde
É o instrumento utilizado no processo do planejamento, aperfeiçoamento e tomada de
decisão nos serviços de saúde.
20.1. A Comunicação
É o processo de transmitir informações de pessoas, através da fala, da escrita,
de imagens, sons com objetivo de gerar conhecimentos;
É o intercâmbio de informações e a transmissão dos significados;
É o fornecimento ou troca de informações, idéias e sentimentos através da
palavra escrita ou oral, sinais e gestos;
É o processo de anotação de enfermagem no prontuário do paciente, dados
referentes ao seu estado: sinais e sintomas e as reações do paciente.
20.2. Tipos de Comunicação:
Comunicação Ascendente: é aquela que se processa dos subordinados em
direção aos níveis hierárquicos superiores. Ex; relatórios, anotação de
enfermagem no prontuário do paciente;
Comunicação Descendente: é aquela que processa que processa dos
superiores para os subordinados. Ex: comunicação específica de tarefas
(fornece esclarecimentos, orienta procedimentos). Atribuições (normas, rotinas,
memorandos, circulares, ordens de serviços, relatórios, quadro de avisos);
Comunicação Horizontal ou Lateral: a que se processa lado a lado, mesmo
nível hierárquico. Ex: prontuário do paciente, reunião da equipe
multiprofissional;
Passagem de plantão: objetivos assegurar o fluxo de informações entre os
grupos que se sucedem num período de 24 horas.
OBS: Passagem de plantão é considerada uma comunicação ascendente,
descendente e horizontal.
Livro de Ocorrência: onde são registradas todas as informações que ocorreram
durante o plantão;
Comunicação Informal: não apresenta um fluxo determinado, surge na
interação entre as pessoas nas diversas oportunidades.
21. Escala de Distribuição do Pessoal de Enfermagem
21.1. Aspectos Conceituais:
É uma atividade complexa que depende de tempo e requer por parte de quem
a faz conhecimentos relativos às necessidades da clientela;
A distribuição de pessoal deverá ser feita de forma racional para assegurar que
a assistência de enfermagem seja prestada à clientela da melhor forma
possível;
Fazer distribuição do pessoal de enfermagem de forma racional para que não
ocorra falta (assistência) na troca de plantão.
21.2. Escala Mensal:
É denominada de escala de pessoal ou de escala de folgas;
Refere-se a distribuição dos elementos da equipe de enfermagem de uma
unidade, durante todos os dias do mês (manhã, tarde e noite);
É onde são registradas as folgas, férias e licenças dos elementos da equipe;
As folgas devem ser planejadas de forma a garantir número suficiente de cada
categoria (enfermeiro, técnico e auxiliar);
Garante a assistência de enfermagem prestada durante as 24 horas do dia.
21.3. Pontos a serem Considerados na Escala Mensal:
Conhecimento das leis trabalhistas;
Folga/descanso;
Plantões noturnos;
Conhecimento dos regulamentos da instituição;
Regimentos do serviço de enfermagem;
Dinâmica da unidade da equipe;
Humanização na elaboração da escala.
21.4. Escala Diária:
Denominada de escala de atividades;
Também conhecida como escala de serviço;
Tem por objetivo as atividades de enfermagem, diariamente, de maneira
eqüitativa, entre os elementos da equipe;
Método funcional: a distribuição do atendimento é de acordo com as tarefas;
Método integral: ocorre designação de um ou mais pacientes para receber
atendimento integral durante o plantão;
Fazer um sistema de rodízio nas diferentes atividades.

HOSPITAL ------
ESCALA DIÁRIA
SEGUNDA À SEXTA
LEITOS __/__/__ __/__/__ __/__/__ __/__/__ __/__
201, 202, 203
JOÃO VERA JOSÉ RITA SAND
FARMÁCIA
204, 205, 206
MARIA JOÃO VERA JOSÉ RIT
ESTATÍSTICA
207, 208, 209
SANDRA MARIA JOÃO VERA JOS
ENCAMINHAMENTOS
210, 211, 212
RITA SANDRA MARIA JOÃO VER
EXAMES
213, 214, 215
JOSÉ RITA SANDRA MARIA JOÃ
ORDEM E OCORRÊNCIA
216, 217, 218
VERA JOSÉ RITA SANDRA MAR
ORDEM NO POSTO
ESCALA DE PALNTÕES
LEITOS __/__/__ __/__/__ __/__/__ __/__/__ __/__
201, 202, 203, 204, 205, 206
FARMÁCIA / ESTATÍSTICA
207, 208, 209, 210, 211, 212
ENCAMINHAMENTOS / EXAMES
213, 214, 215, 216, 217, 218
ORDEM E OCORRÊNCIA / ORDEM NO POSTO

PASSAGEM DE PLANTÃO
SETOR ------ DATA: __/__/__
PACIENTES / MANHÃ TARDE NOITE
LEITOS
201-2 JOSÉ FARÁ TC DE REALIZOU TC DE -------
COSTA ABDOME
ÀS 15 HORAS, ABDOME
SUPER-
VISIONAR
PREPARO

212-4 MARIA APRESENTOU MELHORA NO PICO


DOS CRISE HIPERTENSIVO
SANTOS CONVULSIVA QUADRO

220-2 SOCORRO EVOLUIU À ÓBITO


BASTOS ÀS 08:45

214-3 SANDRA RECEBEU ALTA SISTEMA OK


MARIA DAR BAIXA NO
SISTEMA

204-8 SHIRLEY QUEIXA DOR CONTROLADO A SEM QUEIXAS


DOR
PEREIRA PERSISTENTE

216-3 VERA RECUSOU O MANTÉM INSERIDO DIETA


LÚCIA FLEET CONSTIPA-
ENEMA ÇÃO INTESTINAL LAXATIVA

METODOLOGIA
1. Elementos que Constituem o Conhecimento Científico
O conhecimento, no contexto geral, constitui-se de três elementos que são: sujeito,
objeto e imagem. O sujeito determina o pensar, que é a consciência. O objeto é
determinante do pensar, ou seja, aquilo que o sujeito pretende conhecer. E a imagem
é o ponto de coincidência entre o sujeito o e objeto. Assim, o conhecimento passa a
ser o ato ou o efeito de conhecer que tem como fator fundamental o processo humano.
O conhecimento resultante dos estados e dos processos interiores é denominado de
introspectivo, sendo a introspecção o ato de conhecer através da experiência interna,
ou seja, através daquilo que nosso interior revela. Vejamos agora os tipos de
conhecimento existentes.
O conhecimento do senso comum ou popular é aquele adquirido
assistematicamente, através das experiências de vida. Compõe as experiências
empíricas, o modo comum, natural, espontâneo, que tem como objetivo orientar e
capacitar o homem a viver seu cotidiano, a reconhecer os fenômenos e os seres que
compõe a realidade, para a solução de simples problemas.
O conhecimento filosófico é aquele que estabelece uma concepção racional do
universo e da vida. A filosofia tem a finalidade de compreender a realidade e fornecer
conteúdos reflexivos e lógicos das mudanças e transformações da mesma. Assim
filosofar é fazer uma reflexão crítica da sociedade, da política e da educação.
O conhecimento teológico é aquele que é direcionado a compreensão da totalidade
da realidade homem-mundo. Teologia portanto, é o estudo do absoluto e o relativo,
sua matéria de estudo é Deus como ser que existe independente e que detém, não as
potencialidades, mas ação do perfeito.
O conhecimento científico utiliza-se para se conseguir através da pesquisa,
constatar as variáveis como presença e/ou ausência de um determinado fenômeno
inserido em uma realidade.
2. Os Três Atos Acadêmicos
O Ato de Estudar
Ao tratar do ato de estudar existem dois modos de aprender:
a) Pelo modo aquisitivo, em que o desejo é ter o conhecimento, adquiri-lo, através
do que diz o professor e o livro.
b) Pelo modo interativo, em que o aluno se envolve, participa, interpreta e dá sentido
ao que o professor e o livro dizem. Para facilitar o ato de aprender e de estudar entre
os estudantes é importante destacar e exercitar três aspectos:
a) a atenção, que pode ser estimulada com exercícios e que se fundamenta nos
princípios da concentração, intermitência e interesse.
b) a memória, que se diferencia de decorar.
“decorar é reter a forma material e não o conteúdo inteligível de determinado
conhecimento, ao passo que memorizar é reter a forma significativa de um conteúdo
inteligível, ou seja, reter a sua compreensão. A memorização possibilita o
refraseamento de algo conhecido e não sua simples repetição. A memorização dá
condições de reestruturar o conteúdo a partir de dados da memória, enquanto ter
decorado somente possibilita a repetição, ainda limitada, e por breve tempo (BASTOS
& KELLER)”.
c) a associação de idéias, que é uma capacidade que possibilita ao estudante
relacionar e evocar fatos e idéias e que também pode ser estimulada com diversos
exercícios.
Para formar o hábito de estudar precisamos orientar nossos alunos a desenvolver e
organizar:
a) o tempo para estudar, pois trinta minutos diários são três horas e meia por
semana, quinze horas mensais e cento e oitenta horas por ano, o que é tempo
superior a qualquer disciplina;
b) o material com estudar, como livros, textos, dicionários e apontamentos das aulas;
c) o local onde estudar, que deverá ser agradável, próprio, em que só o estudante
arrume e/ou toque.
Uma boa rotina de estudos tem na aula sua maior referência. Antes da aula é
interessante fazer uma leitura do que será tratado; durante as aulas as anotações são
bem vindas, mas devem ser pessoais, refletindo sua compreensão sobre o que o
professor tratou e não uma cópia do que falou; depois da aula uma rápida revisão dos
conteúdos poderá estimular novas anotações e quem sabe a elaboração de um
quadro síntese da aula assistida.
O Ato de Ler
Necessitamos, para produzir qualquer trabalho, desenvolver a técnica da leitura, que
denominaremos de dirigida. A leitura envolve a prática de dar significado ao mundo
que nos cerca. Vejamos os momentos da leitura dirigida:
1º momento do ato de ler: ler para identificar a fonte do texto, o autor. Fazer uma
leitura geral para apreender a idéia/mensagem central. Não sublinhe nada, não anote
nada ainda, só leia o texto inteiro.
2º momento do ato de ler: ler para procurar os significados, idéias correlatos,
conceitos, para destacar os trechos significativos e informações complementares à
idéia central. Sublinhe destaque tais trechos no texto. Não anote nada ainda. Só na
terceira é que você deve iniciar seu trabalho de escrita.
O bom leitor e o mau leitor tem habilidades e hábitos distintos, destacamos
esquematicamente o que vem a ser cada um deles:

BOM LEITOR MAU LEITOR


Objetivo determinado Lê sem finalidade
Unidades de pensamento Lê palavra por palavra
Vários padrões de velocidade Um só ritmo vagaroso
Avalia bom vocabulário Não avalia; Vocabulário limitado
Habilidades para conhecer livros Não tem habilidades pra conhecer o livro
Sabe quando interromper a leitura Não sabe quando interromper a leitura
Discute o que lê Não discute o que lê
Forma sua biblioteca Não forma biblioteca
Lê vários assuntos Só lê um tipo de assunto
Sabe e gosta de ler Lê pouco e não gosta de ler
O ato de escrever textos
Os textos são unidades com completude, um conjunto coerente e ordenado de idéias.
Os textos deverão ter:
a) UMA REFERÊNCIA: o assunto a que se refere;
b) UMA TEMATIZAÇÃO: o enfoque, a delimitação do assunto.
Os textos se organizam e se expandem na seguinte seqüência:
Uma situação inicial onde recupera um saber partilhado, já conhecido;
Uma informação nova, uma proposição que se quer defender ou propor;
Um conjunto de justificativas relativas ao item anterior;
Uma conclusão.
OBS: Problemas mais encontrados nos textos:
Digressões: trechos que se desviam da referência e da tematização;
Redundâncias: uso repetitivo de termos desnecessários;
Inadequações: comentários que tornam os conteúdos vagos e pouco claros;
Lacunas: ausência de uma parte ou de uma idéia responsável pela ligação
entre duas ou mais partes do texto;
Deslocamentos: uma parte ou idéia em local inadequado;
Contradições: idéias que se contradizem.
Vejamos os tipos de texto que podemos produzir:
a) Texto descritivo: descreve a situação, os aspectos externos, históricos,
informações. É a representação verbal de uma coisa, ser, paisagem, estado de
espírito, através da indicação dos seus aspectos mais característicos;
b) Texto narrativo: sua matéria é o fato. Seus elementos são: o quê, quem, como,
quando, onde, porquê. Em ordem cronológica.
c) Texto dissertativo: é o desenvolvimento de seus vários aspectos, seguindo-se a
sua comprovação ou justificação. Vejamos a construção de um texto dissertativo:

INTRODUÇÃO DESENVOLVIMENTO CONCLUSÃO


É o que não admite nada Parte I: discriminar os É o que pede alguma
antes e pede alguma coisa aspectos. coisa antes e não admite
depois. Deve apresentar a Parte II: fundamentar com nada depois. Pode ser um
idéia diretriz, o roteiro de razões, provas, exemplos, conjunto de apreciações
leitura, o plano do pormenores, a declaração da sucintas, comentários
desenvolvimento. parte I. pessoais do autor, uma
Parte III: a síntese. generalização.
3. Fichamentos (resumo e resenha)
3.1 Resumo: traz as idéias do autor lido. Você escreve com as suas palavras as
idéias do autor e também pode fazer transcrições, ou seja, trazer para o resumo
trechos com as palavras do autor exatamente como estão no texto lido, que sempre
estarão em destaque (aspas, negrito ou itálico).
3.2 Resenha: além de trazer as idéias do autor lido, traz uma analisa sobre o
conteúdo. Tal análise deve evidenciar seus comentários sobre o texto,
questionamentos, suas posições, impressões e etc.
ATENÇÃO: todo fichamento deve ser iniciado pela bibliografia do texto lido e somente
após a segunda leitura, para que o leitor tome conhecimento do texto como um todo.
4. Relatórios
O relatório deve ser organizado na seguinte estrutura:
Parte I – Introdução: deve ser feita uma breve apresentação das atividades que
serão relatadas, a relevância das mesmas e os objetivos pretendidos.
Parte II – Relato de atividades: pode ser organizado m fases ou etapas, deve vir
numa seqüência lógica e cronológica, apontar dificuldades e facilidades e referir suas
impressões pessoais sobre a atividade.
Parte III – Conclusão: constatações finais, impressões gerais sobre as atividades,
sugestões e proposições.
5. Como Citar Autores
Citar um autor é menciona-lo dentro do texto que você está produzindo.
5.1 Citações com as idéias do autor escritas, com nossas palavras:
Ex: FAZENDA (1994) refere que a pesquisa é um meio e não um fim em si mesma.

5.2 Citações com as palavras do autor exatamente como está no texto:


Ex: BARBOSA (2003, p.65) afirma que a enfermagem é a essência do cuidar.

5.3 Citações longas que ultrapassam três linhas deverão ser recuadas 3cm da
margem do texto e em destaque (aspas, negrito ou itálico):
Ex: FAZENDA afirma que:

A pesquisa deve ser estimulada desde a pré-escola e precisa ser


progressiva ao longo dos primeiros anos de estudo para que
consigamos obter algum êxito com o ensino com pesquisa
(1994,p.64-5).

5.4 Citações com dois autores:


Ex: PÁDUA & BARBOSA (2002) referem que ...................
5.5 Citações com mais de três autores:
Ex: BRUNNER et al (2001) comentam que ..................
6.1 Como Organizar a Bibliografia
A bibliografia é a apresentação dos autores que consultamos para a construção do
texto ou trabalho.
A bibliografia deve sempre iniciar pelo último nome do autor da obra em caixa alta e
separado por vírgula, posteriormente os primeiros nomes, em seguida o nome da obra
em negrito ou sublinhado, a edição, o local, a editora e o ano de publicação.
Ex: PRADO, Hélio et al. Os Paradigmas. 2ed. São Paulo: Cortez, 1997.
Ex: GOMES, ANA & SILVA, Lee. A Ciência. Petrópolis: Vozes, 1998.
Ex: ALMEIDA, Paulo. O Conhecimento. 4ed. São Paulo: Nova Fronteira, 1997.
7. Como Elaborar um Trabalho Científico
Elementos pré-textuais:
1- Capa
2- Folha de rosto
3- Sumário

Modelo de Capa
Nome do aluno em ordem alfabética, caixa alta e centralizado

Título do Trabalho

Cidade
Ano
Modelo de Folha de Rosto
Nome Do Aluno Ou Equipe Em Ordem Alfabética, Caixa Alta E Centralizado

Título do Trabalho

Trabalho apresentado ao curso


técnico de enfermagem, como
requisito para obtenção de nota da
disciplina ______________ orientado
pelo professor (a) ______________.

Cidade
Ano
Modelo de Sumário
Sumário

1.1 Introdução.......................................................................................................................... 7
1.2 Odesafiodapesquisa....................................................................................................................10
1.3 Desenvolvimento...................................... ................................................................................ 13
1.4Conclusão . ............................................................................................................................... 14

Elementos Textuais

1 – Introdução: deve destacar a delimitação do assunto tratado, os objetivos da


pesquisa e usar elementos para situar o tema do trabalho.

2 – Desenvolvimento: parte principal do texto, que contém a exposição


pormenorizada do assunto.

3 – Conclusão: deve ser coerente com os objetivos do trabalho, se convier apresentar


sugestões.

Elementos Pós-textuais

1 – Bibliografia Consultada (obras apenas consultadas).

2 – Referência Bibliográfica (obras citadas no trabalho, acrescentar nº da página de


onde foi retirada a citação após o ano).

3 – Anexos (ilustrações, quadros, gráficos).