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TEORIA GERAL

DO DIREITO EMPRESARIAL
TEORIA GERAL
DO DIREITO EMPRESARIAL
OBJETIVOS:

 Reconhecer o contexto histórico de formação

 Identificar as fases do Direito Empresarial

 Compreender seus elementos essenciais

 Definir Direito Empresarial contemporaneamente


Contexto histórico
“pré-história” do direito comercial

Antiguidade baixa idade média

Direito Civil englobando atividades de comercio Desenvolvimento


do comércio
Direito Romano
Corporações de ofício
NADA

NADA

HISTÓRICO JURÍDICO FONTE PERFIL FOCO


Contexto histórico
Direito comercial (1ª fase)

Baixa idade média Séculos XIII e XIV

Direito comercial Expansão do mercado

Praxe jurídica Ascenção da burguesia

Perfil subjetivo do direito comercial (agente/comerciante) Liberalismo


Foco no ato de intermediação

Quem julga?
DIREITO DIREITO
ESPECIAL ESPECIAL
DIREITO DIREITO
COMUM COMUM
MEMBROS DA MEMBROS DA
CORPORAÇÃO CORPORAÇÃO
OU NÃO
Ref.: Paula Forgioni. A evolução
do direito comercial brasileiro.
CONCEITOS CHAVE DO PERÍODO

Ser comerciante é: o sujeito pertencente a um grupo de oficio


/ guilda

O Direito comercial é: um direito da classe das


comerciantes
Contexto histórico
Direito comercial (2ª fase)

Pós Revolução francesa

Direito comercial
Nacionalismo
Codificação – Cód. Comercial Francês (1807) e Brasileiro (1850)
Protecionismo
Perfil objeto do direito comercial (ato de comércio)

Foco no ato de intermediação

*** Código Comercial de 1850: modelo híbrido (subjetivo-objetivo)

Ref.: Paula Forgioni. A evolução


do direito comercial brasileiro.
CONCEITOS CHAVE DO PERÍODO
Ser comerciante é: aquele que pratica, por profissão habitual,
atos de comércio.

O Direito comercial é: o direito que regula a prática de


determinados atos (os atos de comércio)
Contexto histórico
Direito empresarial

Fascismo (pós 1942) e corporativismo


Superação das barreiras
Direito Empresarial do comércio europeu

Direito Estatal Codificado Globalização


dos mercados
Novo subjetivo - Perfil intervencionista / dirigente

Foco na empresa (organização dos fatores de produção)

Atividade
empresarial
DIREITO
COMUM
Relações de
trabalho
CONCEITOS CHAVE DO PERÍODO
Ser empresário é: o responsável por conjugar os bens do
proprietário, as faculdades dos trabalhadores e o capital do capitalista.

Empresa é: o ente que organiza os fatores de produção (trabalho,


natureza e capital)

O Direito empresarial é: o meio pelo qual o estado


supervisiona e coordena a atividade empresarial
Contexto histórico
Direito mercantil: “Novo” direito empresarial

pós 1960

Direito Mercantil (novo direito empresarial)

Direito supra-estatal

Livre iniciativa e livre concorrência

Foco no mercado (perspectiva dinâmica da empresa)

DIREITO Atividade
COMUM empresarial
Tramitação do “Novo Código Civil” desde 1975
Relações de Relações de http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fi
consumo trabalho chadetramitacao?idProposicao=15675
HISTÓRICO JURÍDICO FONTE PERFIL FOCO

Contexto histórico
Síntese

1ª fase 2ª fase pré 1960 pós 1960

Direito Comercial Direito Empresarial Direito Mercantil

Consuetudinário Codificação Dir. supraestatal

Subjetivo Objetivo Novo subjetivo Livre iniciat./conc.

Foco no sujeito Foco ato comercial Foco na empresa Foco no mercado

mercado
atos
comerciante comerciante empresa
empresa
particular
Elementos do Direito Mercantil

 EMPRESA

 EMPRESÁRIO

 ESTABELECIMENTO

 MARCA

 MERCADO
É a atividade econômica organizada para a produção ou circulação de bens ou serviços
para o mercado (MT)

Conjunto de atos destinados a uma finalidade comum, que


ATIVIDADE organiza os fatores de produção, para produzir ou fazer
circular bens ou serviços.

Capaz de criar novas utilidades, novas riquezas, afastando-se as


ECONOMICIDADE atividades de mero gozo.

É a colação dos meios necessários, coordenados entre si,


EMPRESA ORGANIZAÇÃO para a realização de determinado fim.

Deve abranger a produção (transformação) e a circulação


FINALIDADE (intermediação) de bens ou serviços para o mercado

DIRIGIDA AO Destinadas à satisfação de necessidades alheias e não para


MERCADO uso pessoal.
Aquisição dos direitos sobre o nome a partir do seu registro na junta comercial

FIRMA

RAZÃO SOCIAL

ESPÉCIES DENOMINAÇÃO

PRINCÍPIO DA
NOME VERACIDADE
EMPRESARIAL
PRINCÍPIO DA
PROTEÇÃO NOVIDADE

PRINCÍPIOS DA
ESPECIALIDADE
ÂMBITO: ESTADUAL
CC- 1.166
NOME EMPRESARIAL
 FIRMA INDIVIDUAL: firma individual e EIRELI
 Elemento nominal: próprio nome do empresário
 Admite abreviação do prenome

 RAZÃO SOCIAL:
 Elemento nominal: indicação completa ou parcial de um, de alguns ou de todos os
sócios.
 Admite abreviação do prenome
 Elemento pluralizador: Indicação que a sociedade possui mais de 1 sócio (Companhia,
Cia., Limitada, Ltda. etc)

 DENOMINAÇÃO: Sociedades limitadas, em comandita por ações, EIRELIs, sociedades


anônimas (obrigatório)
 Elemento nominal: Caracteriza-se pela não utilização do nome dos sócios, podendo-se
usar uma expressão de fantasia, a indicação do local ou apenas a indicação do objeto
social.
 Elemento objetivo: deve indicar a atividade que está sendo exercida pela sociedade
 Elemento sacramental: Exige a indicação do tipo societário
 EX: Banco do Brasil S.A; Panificadora Portuguesa EIRELI
NOME EMPRESARIAL vs. MARCA

NOME EMPRESARIAL: MARCA:

IDENTIFICA A PESSOA DO IDENTIFICA OS PRODUTOS OU SERVIÇOS


EMPRESÁRIO DA EMPRESA DE MODO A DIFERENCIÁ-
LOS NO MERCADO

BANCO DO ESTADO DO RIO


GRANDE DO SUL S.A.
Aquisição dos direitos sobre a marca a partir do seu registro no Instituto Nacional de
Propriedade Industrial (INPI), valendo em todo o Brasil

Marca de produto
Promover a distinção
ou serviço
atestar a conformidade a
QUANTO AO USO Marca de
determinada normas ou
Art. 123, L. 9279/96 certificação especificações técnicas

Marca coletiva Identificar produtos ou


serviços provindos de uma
MARCA entidade coletiva
(espécies)
Nominativa Somente o nome

QUANTO A Figurativa Somente figura


FORMA DE
COMPOSIÇÃO Mista nominativo + figurativo

forma plástica distintiva em


Tridimensional si
Associação Produtora Vinho Fino
Cooperativa dos Vale Vinhedos
Produtores
Orgânicos do Sul
da Bahia
EMPRESA VS. ESTABELECIMENTO VS.
AVIAMENTO
 ESTABELECIMENTO: É um complexo de bens (materiais ou imateriais) organizados
pelo empresário para o exercício da empresa. (CC. 1.142)

 Não é o imóvel

 Não necessita ser de dono dos bens, mas possuir título que lhe assegure o uso.

 Não é o patrimônio (que é o complexo das relações jurídicas economicamente apreciáveis)

 Não é o ponto empresarial (que é um elemento imaterial do estabelecimento)

 AVIAMENTO: É o sobrevalor da soma dos valores individuais dos bens do


estabelecimento, medido qualitativamente pela clientela da empresa.

 CLIENTELA: é o conjunto de pessoas que de fato mantém com a empresa relações contínuas
para a aquisição de bens ou serviços
CC - Art. 966. Considera-se empresário quem exerce profissionalmente atividade
econômica organizada para a produção ou a circulação de bens ou de serviços.

PROFISSIONALIDADE Possuir caráter estável, habitualidade.

Capaz de criar novas utilidades, novas riquezas, afastando-se as


ECONOMICIDADE atividades de mero gozo.

É a colação dos meios necessários, coordenados entre


EMPRESÁRIO ORGANIZAÇÃO si, para a realização de determinado fim.

ASSUNÇÃO DO O empresário assume o risco total da empresa


RISCO (diferente do risco do investidor e do empregado)

DIRIGIDA AO Destinadas à satisfação de necessidades alheias e não


MERCADO para uso pessoal.
QUEM NÃO É EMPRESÁRIO:
CC - Art. 966. Parágrafo único. Não se considera
empresário quem exerce profissão intelectual, de
natureza científica, literária ou artística, ainda com
o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo
se o exercício da profissão constituir elemento de
empresa
PROFISSIONAL
INTELECTUAL CC – Art. 971 O empresário, cuja atividade rural
ATIVIDADES constitua sua principal profissão, pode (...)
requerer inscrição no Registro Público de
ECONÔMICAS EMPRESÁRIO RURAL Empresas Mercantis da respectiva sede, caso em
CIVIS que, depois de inscrito, ficará equiparado, para
todos os efeitos, ao empresário sujeito a registro
COOPERATIVAS
L. 5.764/71, art. 3º: Celebram contrato de
sociedade cooperativa as pessoas que
reciprocamente se obrigam a contribuir com bens
ou serviços para o exercício de uma atividade
econômica, de proveito comum, sem objetivo de
lucro.
VIDE: CC Art. 982 § ú, C/C 1.093/1.096
AUXILIARES DO EMPRESÁRIO:
Não assumem o risco da atividade

 PREPOSTO
 É um contrato autônomo em que alguém hierarquicamente dependente
adquire poder de representação para a prática de determinados atos.

 GERENTES
 São os prepostos permanentes do empresário.

 CONTABILISTA
 É o preposto do empresário responsável pela escrituração da empresa.

 COLABORADORES: são auxiliares independentes vinculados por contrato

 POR INTERMEDIAÇÃO: compra produtos para revender

 POR APROXIMAÇÃO: procura pessoas, em nome do mandante, com potencial


para fechar negócios
REGIME EMPRESARIAL
Art. 1.179 CC. O empresário e a sociedade empresária são obrigados a seguir um sistema de
contabilidade, mecanizado ou não, com base na escrituração uniforme de seus livros, em
correspondência com a documentação respectiva, e a levantar anualmente o balanço patrimonial e o
de resultado econômico.

Não se aplica: empresário rural


Uniformidade temporal
e ao pequeno empresário (art.
1.179, § 2º) Princípios Fidelidade

Sigilo (vide: 1.191 CC)

ESCRITURAÇÃO Obrigatórios
CC- 1.179/1.195
Livros (ex: Livro Diário – 1.180, 1.184 CC)

Facultativos
(ex: Livro Razão, Caixa)
REGIME
EMPRESARIAL (obrigatórios) Especiais
(ex: S.A.: art. 100, L. 6404/76)

DEMONSTRAÇÃO Balanço Patrimonial


(art. 1.188 CC)
CONTÁBIL
Balanço de resultado econômico
(art. 1.189 CC)
EMPRESARA e o MERCADO
PROTEÇÃO DA ORDEM ECONÔMICA
E DA CONCORRÊNCIA
Fundamento Constitucional:
 Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito
Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: (...)
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

 Art. 170. A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim
assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da justiça social, observados os seguintes princípios:
I - soberania nacional;
II - propriedade privada;
III - função social da propriedade;
IV - livre concorrência;
V - defesa do consumidor;
VI - defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o impacto
ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação;
VII - redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII - busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas sob as leis brasileiras e
que tenham sua sede e administração no País.

Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade econômica, independentemente de
autorização de órgãos públicos, salvo nos casos previstos em lei.
PROTEÇÃO DA ORDEM ECONÔMICA
E DA CONCORRÊNCIA
Infrações contra a O.E.
L. 12.529/11 – art. 36
REPRESSÃO
Concorrência desleal
L. 9.279/96 – art. 195

PROTEÇÃO DA Microempresa (ME)


ORDEM ECONÔMICA LC. 123/2006 , art. 3,I
(bruto até R$ 360.000,00/ano)

SIMPLES NACIONAL Empresa de Pequeno Porte (EPP)


LC. 123/2006 – art. 3, II
INCENTIVO (R$ 360.000,00 a R$ 4.800.000,00/ano)
DISPENSA DE
ESCRITURAÇÃO
Microempreendedor Individual (MEI)
LC. 123/2006 – art. 18-A
(bruto até R$ 81.000,00/ano)