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UNIVERSIDADE VALE DO RIO DOCE – UNIVALE

FILOSOFIA

Lucas Fernandes Torres Parreira – 72273

5° PERÍODO “B”

Sabemos que a nossa identidade é definida historicamente e por uma construção


empírica. O homem vive, modifica-se e adapta-se ao ambiente em que ele vive, sendo obrigado
a se adequar a grupos, a ideologias, dentro de um contexto aristotélico, a virtude moral, é
adquirida por sua vez como resultada do habito, ou seja, o nosso cotidiano pode ser uns dos
fatores que nos leva a pratica de certas condutas, que nos molda e o que nos leva a sermos o
que somos no tempo presente, devendo os órgãos governamentais, dessas, a maquina judiciária,
adequar-se para as eventuais mudanças oriundas na constante evolução da sociedade.

Miguel Reale, discorreu sobre “TERMO DIREITO E SUA TRÍPLICE PERSPECTIVA


HISTÓRICA”, para ele o Direito cujo a importância explica perfeitamente a razão de tantos
sentidos que se lhe agruparam. Elucidou que o direito acompanha a pari passu- a Historia
Humana. Contexto histórico, o homem no tempo primitivo, é, governado, como se sabe, por
um complexo de regras ao mesmo tempo religiosas, morais, jurídicas, que era moldada no bojo
de chefes e sacerdotes. Assim , a primeira noção de jus expressou uma ligação propiciatória sob
proteção divina. Transcorrido o tempo, o ser humano foi evoluindo em todas as suas esferas
subjetivas, chegando ao ponto que hoje nos conhecemos.

Miguel Reale, disse que a expressão direito pode ser apreciada, por abstração em tríplice
sentido, segundo três pressupostos dominantes: Fato, Valor e Norma. Consubstanciando a
Teoria Tridimensional. Tal teoria para Reale partiu do pressuposto que o fenômeno jurídico
deve ser analisado e compreendido sob uma visão que englobe os três aspectos epistemológicos
mais utilizados pelos juristas e filósofos ao longo da historia, como dito: Fato, Valor e Norma.

Reale em sua obra apontou que o Direito não é apenas a norma ou a letra da lei, pois é
muito mais do que a mera vontade do Estado ou do povo, é reflexo de um ambiente cultural de
determinado lugar e época. Assim, para Reale o direito é muito mais que um encadeamento de
normas que visam regular as relações humanas, englobava também o direito com a sua realidade
sócio-cultura, esta que é a parte essencial da natureza humana.

Estudar o objeto em análise, é estudar a sociedade em evolução, analisando os


pensamentos e comportamentos dos indivíduos integrantes dessa sociedade, ou seja, estudar o
indivíduo como um todo. Com isso, estudar o passado de nossa sociedade é essencial para
entendermos no que ela se tornou e o que a motivou a construir e formular os aspectos éticos
sociais, morais e normativos existentes. Assim, a evolução humana é essencial e necessária, é
o que move esse estudo, e a evolução dos conceitos é o que muda o mundo.

O direito tem pra si uma preocupação com os conflitos sociais, e é por isso que o mundo
jurídico deve estar atento para intervir e pacificar as relações de interesses que põem em risco
a harmonia da sociedade. No âmbito jurídico, é de um notório conhecimento de que devemos
analisar os fatos não somente com as normas tipificadas em nosso ordenamento, mas também
com o conhecimento obtido através de um estudo antropológico, tendo em vista que a
antropologia é a “Ciência que estuda o homem, suas produções e seu comportamento. Evolução
humana dos grupos humanos”. Pois, com a utilização do estudo antropológico, poderemos
conhecer os fatos, os agentes, as circunstâncias que os levaram a buscar eventuais mudanças,
evolução, para que possa auxiliar num eventual processo legislativo, pois, como dito no inicio,
os três poderes Executivo, Legislativo e Judiciário deveram adequar-se para as eventuais
mudanças oriundas da constante evolução na sociedade.

O homem como objeto é um indivíduo integrante da sociedade e através de sua historia


empírica- (empírico é aquele conhecimento adquirido durante toda a vida, no dia-a-dia, que não
tem comprovação científica nenhuma.) molda os aspectos éticos sociais existentes.

Grande mérito de Miguel Reale segundo estudiosos dos mais diversos ramos do estudo,
foi tratar o jurídico como parte do fenômeno natural, alicerçado na própria postura humana.
Tratando de uma espécie de direito natural, que Miguel Reale prefere denominar de “constante
axiológica”, ou seja, valores inerentes ao ser humano como a vida, a liberdade, a igualdade,
inerentes á condição humana.

Para elucidar a teoria da tríplice perspectiva, tomo por base o filme “ Uma prova de
amor”, o longa trata de um direito personalíssimo que se relaciona com a vida humana,
questões filosóficas e éticas. Envolvendo questões de bioética e a reprodução humana, cujo a
finalidade é a reprodução humana através de casais com problemas de infertilidade, questões
sobre a disposição do próprio corpo, no caso exame, para doar órgão e outros mais. Conflitos
de princípios, tais como, o principio da autonomia, principio do interesse no menor e o principio
da dignidade da pessoa humana, princípios estes que estão implícitos e explícitos em nosso
ordenamento jurídico. O art. 15 do Código Civil versa que, “ninguém pode ser constrangido a
submeter-se, com risco de morte, a tratamento médico ou a intervenção cirúrgica” respeitando
o principio do direito ao controle do próprio corpo. Assim, fere o principio da autonomia e da
autodeterminação, decidir sobre transplante, tecidos e doações de órgãos de outrem, sem o seu
consentimento.

Questões complexas que vão além do conteúdo normativo de nosso


ordenamento, como dito, o longa envolve questões complexas, Miguel Reale discorreu sobre
essas problemáticas ao denominar a “constante axiológica”, ou seja, valores inerentes ao ser
humano como a vida, a liberdade, a igualdade, inerentes á condição humana. Assim, para Reale
o direito é muito mais que um encadeamento de normas que visam regular as relações humanas,
englobava também o direito com a sua realidade sócio-cultura, esta que é a parte essencial da
natureza humana.