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Sonhos

COMPREENSÃO E ANÁLISE

uma abordagem junguiana

Eliane Berenice Frota Luconi


niceluconi@terra.com.br
51 999918852
www.niceluconi.com.br
Todos nós
sonhamos,
sonhar é uma
experiência
humana
universal,
atemporal...
Objetivos
ØAprofundar conhecimento dos
princípios fundamentais da psicologia
dos sonhos.

ØDesenvolver habilidade prática e


individual no trabalho com os sonhos.
O que sabemos sobre o
mecanismo dos sonhos:
• Sonhos acontecem no período de sono
REM.
• 4 ou 5 períodos de REM, por noite.
• Curtos no começo da noite e mais longos no
final.
• É comum acordar por um curto período de
tempo no fim de um período de REM.
• O tempo total de sono em REM ronda os 90 a 120
minutos por noite para adultos
• a quantidade relativa de sono REM diminui
acentuadamente com a idade.
• Um bebê recém-nascido dorme mais de 80% do
tempo total de sono em sono REM;
• Uma pessoa de 70 anos dorme menos de 10% em
sono REM.
• A média para adultos jovens é 20% do tempo total de
sono ser em sono R.E.M.
“ Quando alguém me conta
um sonho e pede a minha
opinião digo a mim
mesmo, antes de mais
nada: “Não tenho a menor
idéia de que este sonho
quer significar”. Após esta
constatação posso me
entregar ao trabalho da
análise propriamente dita
do sonho.”
(JUNG, O.C. Vol VIII, par. 533)
A IMPORTÂNCIA DO SÍMBOLO PARA A
COMPREENSÃO DOS SONHOS
Para aquele que tem o símbolo a travessia se
torna possível.
A abordagem simbólica requer sensibilidade
artística e espiritual tanto do sonhador como
do intérprete.
É importante circum-ambular seus possíveis
significados com atenção reverente e
meditativa para nos sintonizarmos com sua
energia arquetípica.
SÍMBOLO
• A palavra símbolo vem da palavra grega symbolon, que
combina duas raízes – sym, que significa junto ou com; e
bolon, que significa aquilo que foi colocado.
• É, "aquilo que foi colocado junto"
• no uso grego original, os símbolos referiam-se às duas
metades de um objeto, tal como uma vara ou uma
moeda, que duas partes (pessoas, grupos) dividem entre
si como um sinal de compromisso e que mais tarde serve
de prova de identidade daquele que apresentar uma das
partes diante daquele que está de posse da outra.
A inportância deste conceito na
Psicologia Analítica
• A grande contribuição da psicologia
analítica no construto teórico-operacional é:
o conceito de símbolo visto não só como
linguagem, mas essencialmente como
imagem. Esta diferença de conceituação
fundamenta inclusive as importantes
abordagens não-verbais junguianas.
Para Jung, o símbolo
é o mecanismo psicológico que transforma energia.
Ele aponta para a necessidade de um constante
cuidado em não transformar um símbolo em signo,
já que o símbolo é sempre polissêmico, portador de
sentido e transformador da psique; enquanto o
signo reduz-se a uma explicação redutiva e única.
Em psicoterapia Jung propõe uma constante
circumambulatio ao redor do símbolo, sem reduzi-
lo por interpretações apressadas a um sinal.
Diversas técnicas expressivas não-verbais,
como desenho, modelagem, caixa de areia
(Dora Kalff) são maneiras de circunscrever o
símbolo sem interpretá-lo.

Dois níveis devem sempre ser considerados


no símbolo: em algo externo pode-se revelar
alguma coisa interna, em algo visível, alguma
coisa invisível; no físico, o psíquico; no
particular, o geral.
Na análise junguiana
• O pensamento simbólico é peça central da
analise junguiana.
• É tarefa do terapeuta junguiano, atrair a
atenção emocional para o símbolo, apontar o
elemento enigmático, aproximar o indivíduo à
sua sensibilidade para o símbolo.
• Simbolizar significa descobrir o sentido oculto
na situação concreta.
uma atitude simbolizante
• se reflete também no conceito de interpretação no nível
do objeto e no nível do sujeito, bem como na ideia de que
o que é externo, é interno, e o que está no macrocosmo
também está no microcosmo.
• a atitude simbólica é um processo de projeção do
inconsciente, na realidade que está em primeiro plano.
• simbolizar significa indagar sobre a realidade enigmática,
o que há por trás da realidade do primeiro plano no
espelho, essa realidade desconhecida, misteriosa (sonho,
sintoma, doença).
A experiência do símbolo
• Para experienciar um símbolo realmente como símbolo,
e não como signo, devemos estar preparados para
deixar que nos toquem emocionalmente.
• Quando nos relacionamos com um símbolo, tudo o que
está ligado a ele subitamente ganha vida. No símbolo
"criança" surgem questões como: que criança eu fui?
como era ser criança? como lido com crianças? Ou,
ainda me desperta para o sentido da vida: ainda tenho
futuro pela frente? vontade de viver? desejo de
renovação? alegria? a criatividade de uma criança?
• Toda a eficácia contida no símbolo e a energia
presa nele serão liberadas a serviço da saúde do
indivíduo, apenas se formos capazes de ter um
envolvimento emocional com ele; se nos
envolvermos ativamente.
• Símbolos são categorias condensadas: uma
multidão de associações é comprimida num
símbolo, o que é um aborrecimento para nossa
necessidade racional de clareza, mas um tesouro
para nossa necessidade de sentido.
• Quando um símbolo é vivenciado num processo
terapêutico, há a confrontação entre o
inconsciente e o consciente.
• Tornam-se visíveis não só nossas dificuldades
atuais e específicas, mas também nossas
possibilidades de vida e desenvolvimento.
• Nas dificuldades também se encontram
possibilidades de transformação e
desenvolvimento.
• Os sonhos buscam os símbolos
perdidos (na vida, no sintoma, no
corpo)
• O símbolo uma vez sendo acolhido,
trabalhado e integrado, oferece a sua
"outra parte" na formação do todo e
com isso transforma o seu portador.
Não se trata de
interpretar mas sim de
analisar um sonho.

Devemos considerar
o sonho como
material desconhecido
ao invés de confuso.
Freud Jung
• O sonho é o conteúdo • O sonho não oculta,
manifesto de um ele revela e elucida a
desejo, sintoma, mensagem escondida
no símbolo.
patologia, obsessão,
delírio. • O sonho não tem um
conteúdo latente e sim
um significado.
Freud Jung

• ASSOCIAÇÃO LIVRE: • ASSOCIAÇÃO


Leva aos complexos e ao CIRCULAR: Ao
entendimento dos redor da imagem,
componentes do sonho. fica no sonho. Leva
Leva às questões: O que é ao entendimento do
a causa deste sonho? Este significado, do
sonho é sintoma de que? sentido do sonho.
Freud Jung
• Concepção Causal ou • Concepção Finalista ou
Sintética Construtiva.
analítica redutiva;
• Nível Subjetivo:
• Nível Objetivo: tem ajustamento psicológico;
um conteúdo que o compensação; corrigir
antecede. padrões.
• Subsiste um desejo • Auto regulação de uma meta
psíquica: o sonho tem o
insatisfeito, uma
sentido de uma meta futura,
repressão, culpa, um alcance que lhe é
aspiração recalcada. próprio.
Freud Jung
• Interpretação • Leva às questões: qual é o
personalista: significado deste sonho?
interpreta o sonho Ele é um símbolo de quê?
Que atitude
como “realização de
CONSCIENTE
desejos” UNILATERAL este
• Visão causalista: não sonho está tentando
leva em conta a compensar? Para que tive
essência do sonho este sonho?
nem a da neurose. • O sonho descreve a
situação atual do
• O sonho dissimula. sonhador; é um auto
• O sonho destina-se à retrato espontâneo; uma
manutenção do sono. imagem simbólica da atual
situação do inconsciente.
o O sonho ENSINA.
o Como um oráculo, transmite a verdade.
Aspectos gerais da psicologia dos Sonhos.
(JUNG: 1928 O.C.Vol VIII)

Ponto de vista Causal Ponto de vista Finalista


• Não reconhece
• uniformidade do significado fixo dos
sentido, fixação do símbolos. Cada imagem
significado dos tem sua própria
símbolos. significação. As
variações das imagens
correspondem as
variações psicológicas
que se modificaram.
JUNG: O.C.Vol VIII, § 456

• "Por finalidade pretendo simplesmente


designar a tensão psicológica imanente
dirigida a um objetivo a alcançar.
Todos os fenômenos psicológicos
comportam em si um sentido desta
natureza, mesmo os fenômenos
puramente reativos…a cólera, o luto
ostensivo…"
Aspectos gerais da psicologia dos Sonhos.
(JUNG: 1928 O.C.Vol VIII)

Ponto de vista Causal Ponto de vista Finalista


• O ponto de vista • O ponto de vista final
causal está muito contribui para a
mais na linha do educação prática da
espírito científico e
personalidade.
por isto parece
extremamente
sedutora e mais
completa.
• O ponto de vista da finalidade proposto por
Jung, não implica uma negação à causa do
sonho, mas propõe uma análise diferente
dos materiais associativos…os critérios são
diferentes podendo levar a questões como:
Para que serve este sonho? Que significado
tem e o que deve operar? …Estas questões
devem ser aplicadas a qualquer atividade
psíquica.
(O.C.Vol VIII, § 462)
• "Em qualquer circunstância é possível
perguntar-se "por quê?" e "para que?",
pois toda estrutura orgânica é
constituida de um complexo sistema de
funções com finalidade bem definida e
cada uma delas pode decompor-se
numa série de fatos individuais,
orientada para uma finalidade precisa.
(O.C. Vol.VII, §462)
• Os sonhos traçam um
movimento de
rotação ou de
circumambulação em
torno do centro, dele
se aproximando
mediante
amplificações cada
vez mais nítidas e
vastas.
• Natureza fantástica
e fugidía dos
sonhos: conexão
mais ou menos
frouxa com os
conteúdos da
consciência,
estranhos ao modo
realista de pensar.
Sonhos...

• O sonho proporciona à consciência,


através de uma combinação simbólica,
o material inconsciente constelado
para este fim.
• Os processos psíquicos compensadores
são de natureza essencialmente
individual.
FUNÇÕES DO SONHO
• Função Compensatória: auto-regulação.

"A teoria compensatória parece-me


fornecer a fórmula exata e adequada à
realidade dos fatos, porque ela confere ao
sonho o significado compensador na auto-
regulação do organismo psíquico”.
(O. C. Vol. VIII, §494)
• Complementar: mecânico e previsível
• Compensatório: adequado e inteligente
Jung amplia a idéia de compensação referindo
que a mesma caracteriza apenas de maneira
genérica uma função do sonho. Segundo ele,
quando observamos uma série de sonhos,
somos atraídos para um fenômeno que muitas
vezes encontra-se escondido por trás da
compensação, uma espécie de processo
evolutivo da personalidade.
(O.C.Vol.VIII, §550)
• "Inicialmente as compensações aparecem
como ajustamentos momentâneos de
atitudes unilaterais ou o restabelecimento de
certos desequilíbrios. Mas… a experiência
e conhecimento mostra que estas ações
compensadoras aparentemente isoladas
obedecem a uma espécie de plano
predeterminado.” Designou este fenômeno
inconsciente pelo nome de processo de
individuação.
(O.C.Vol.VIII, §550)
• Segundo Jung existem três possibilidades de
compensação: o sonho pode se opor à
atitude consciente, se a atitude do sonhador
é fortemente unilateral.
• Ou, pode trazer apenas pequenas
modificações/variantes se a atitude do
sonhador se aproxima mais do centro. Se a
atitude da consciência é "correta" o sonho
coincide com ela.
(O.C.Vol.VIII, §546)
• Função Prospectiva: um plano traçado
antecipadamente, capaz de imprimir à
consciência uma orientação totalmente
diferente da anterior.
(O.C.Vol.VIII, §495)
• Função Redutora: para minar uma posição
excessivamente elevada, lembrando ao
indivíduo a insignificância do ser humano.
"Função negativamente compensadora”.
• (O.C.Vol.VIII, §496)
• Jung diferencia o conceito de complementaridade do
conceito de compensação indicado por ele como uma
das principais funções do sonho, referindo que o
primeiro é um conceito muito limitado e limitativo,
…, que designa uma relação entre duas ou mais coisas
e por assim dizer, forçosamente. A compensação,
pelo contrário, é uma confrontação e uma comparação
entre diferentes dados, resultando em equilíbrio ou em
uma retificação. Trata-se de um refinamento
psicológico do princípio da complementaridade.
(O.C.Vol.VIII, § 545)
• "… O sonho redutor tende, antes de
tudo, a desintegrar, a dissolver,
depreciar, e mesmo destruir e demolir.
…este efeito é muitas vezes altamente
salutar porque afeta apenas a atitude e
não a personalidade total.”
(O.C.Vol.VIII, §496)
Função Moral:
v"A função dos sonhos constitui uma
instância "moral"…O sonho vem
acrescentar à situação psicológica
consciente aspectos que são essenciais para
um ponto de vista totalmente diferente. Por
isso a função do sonho constitui um
Ajustamento psicológico.
(O.C.Vol.VIII, §469)
vO que para Freud é censura, para Jung é
instância moral de base arquetípica.
MÉTODOS DE
INTERPRETAÇÃO
Interpretação ao Nível do Sujeito

Todas as figuras do sonho são traços


personificados do sonhador, ele funciona
ao mesmo tempo como cena, ator, ponto,
contra-regra, autor, público e crítico.
Interpretação ao Nível do Sujeito

Método Sintético-Construtivo. Traz as


questões ao sonhador. As imagens
simbolizam fatores internos. Vai estar a
serviço de uma adaptação ao mundo
interno.
Interpretação ao Nível do Sujeito

Mostra a espécie de falta cometida e com


isto a possibilidade e corrigir uma
atitude, o que é sempre mais vantajoso.
"Para educar um indivíduo para a autonomia e
para uma vida plena, é preciso levá-lo à
assimilação de todas as funções que bem
pouco ou mesmo nenhum desenvolvimento
consciente alcançaram. Para isso, e por
motivos terapêuticos, temos de levar em conta
todos os aspectos das coisas que os materiais
oníricos nos oferecem. Daqui se infere o
quanto o ponto de vista final é capaz de
concorrer para a educação prática da
personalidade.” (O.C.Vol.VIII, §472)
Interpretação ao Nível do Objeto

Analítico-Causal (Redutivo). Toda


interpretação que equipara as imagens
do sonho com objetos reais. Está mais a
serviço de uma adaptação ao mundo
externo.
• Entretanto, diz Jung: "
Só a conjunção dos
dois pontos de vista …
nos pode levar a uma
compreensão mais
completa da natureza
dos sonhos.“

(O.C.Vol.VIII,
A Interpretação dos Sonhos requer
do Analista:
1. Renúncia: a qualquer idéia pré-
concebida.
2. Cuidado: os sonhos mergulham em
sub-solo profundo da psique.
3. Humildade: Confessar sua
ignorância diante de cada novo sonho.
üA única interpretação confiável é o
consenso com o sonhador. Onde
surgem expressões viscerais, corporais
como “Ah...sim” ou “Sim, é isto...”.
üA meta da interpretação de um sonho é
compreender o seu significado
simbólico e as suas raízes arquetípicas.
A COMPREENSÃO

Øé um processo subjetivo. Não pode


ser unilateral. Precisa ser
estabelecida por um consenso que
seja fruto de ambos: analista e
analisando.
Ainda sobre o papel do analista na análise de
sonhos...

ØO terapeuta não pode antecipar o


desenvolvimento do paciente, isto o
paralisa. Não pode se dirigir apenas à
sua cabeça, precisa atingir o seu
coração. Isto o atinge mais fundo.
Se a interpretação estiver apenas
concordando com uma teoria do
médico, estará baseada na sugestão, o
que é ilusório e tem um efeito sobre o
caráter do paciente. A sugestão é
incompatível com o tratamento
analítico.
ØO paciente precisa ser colocado diante
dos problemas e ser provocado em sua
função ética, opinando e tomando
decisões. Precisa ser chamado a reagir
com a personalidade inteira.
ØA interpretação jamais poderá ter um
caráter definitivo, ao contrário, são
fatos vivos que mostram
constantemente novos aspectos.
A verdadeira interpretação pressupõe:
§ Empatia psicológica.
§ Capacidade de combinação.
§ Penetração intuitiva.
§ Conhecimento do mundo e dos homens.
§ Saber específico: conhecimento extenso
e inteligência do coração.

(O.C.Vol.VIII, §543)
O Sonho sugere:
o Etiologia: Apontam as causas do conflito, tal como
“Você está andando depressa demais”, “Você esqueceu
que começou lá embaixo”.
o Diagnóstico: através deles sabemos como iniciar o
tratamento. Sonho inicial, toca em questões que vão
nortear o tratamento.
o Prognóstico: aponta fragilidades, recursos.
Possibilidades.
o Tratamento: símbolos que sugerem e direcionam o
tratamento.
ØJung concebe o sonho tal como a
imagem por ele representada. Não são
os valores do terapeuta que decidem
mas o símbolo que norteia. Tal como
uma manifestação fisiológica acusada
em um exame de laboratório.
TIPOS DE SONHOS
üGrandes sonhos ou Sonhos Típicos: sonhos
arquetípicos, repletos de figuras mitológicas,
espirituais, misteriosas. Trazem símbolos da
camada mais profunda do inconsciente, em
torno dos quais podem se constelar quaisquer
complexos.
- Devem ser trabalhados como aspectos
entrelaçados na situação de vida do sonhador.
- Os mitos podem ser do acervo do
Inconsciente coletivo ou inédito, criado pelo
próprio sonhador.
Ø"O sonho se serve de figuras coletivas
Sonhos arquetípicos/Típicos) porque
tem como finalidade exprimir um
problema eterno que se repete
indefinidamente, e não um
desequilíbrio pessoal.

(O.C.Vol.VIII, §556)
TIPOS DE SONHOS
ü Pequenos sonhos: cotidiano.(motivos,
emoções, peripécias)
ü Sonhos recorrentes:temas, símbolos,
pessoas. Possivelmente ele continuem
enquanto o sonhador não reconhecer os
símbolos, o sentido e integrar à
consciência as atitudes necessárias.
TIPOS DE SONHOS
üSonhos reativos: sonhos em que um
trauma é o fator mais ou menos
determinante e nem mesmo análise
interrompe a reprodução da cena
traumática.
üSonhos telepáticos: um acontecimento
particularmente afetivo é antecipado
“telepaticamente” no tempo e no
espaço.
TIPOS DE SONHOS
üSonhos premonitórios: (sonhos
sincronísticos- chamam muito a nossa
atenção). Compensa uma visão limitada da
realidade, acrescentando atenção e energia à
situação.
- Deve-se dar ênfase em por que o inconsciente
usou a sincronicidade para chamar a atenção;
usou-a para o quê.
- Por que este sonho é pré-cognitivo de um evento
e não de um outro?
“Mas como se sabe, se
o sonho é “grande” ou
“pequeno”?
Responde Jung: “Por
um sentimento
intuitivo de sua
importância
significativa”.
(O.C. Vol. VII/2 § 277)
ØNo sonho a parte antiquíssima da
existência humana continua a atuar,
assim, o sonho transporta-nos para
estados longínquos da cultura humana,
colocando em nossas mãos um meio
que nos ajuda a compreendê-la melhor.

(O.C.Vol XI, §89. rodapé 17)


TIPOS DE SONHOS

üSonhos obscuros, confusos podem ser


compreendidos melhor, montando o
seu contexto a partir de cada imagem.
Compará-lo a um texto
incompreensível e só depois arriscar
uma interpretação.
Série de Sonhos:
Øpossibilita maior segurança na
interpretação. Conteúdos e motivos básicos
são reconhecidos com maior clareza.
Conforme Jung "…um conhecimento e uma
experiência mais aprofundados nos
mostram que estas ações compensadoras
aparentemente isoladas obedecem a uma
espécie de plano predeterminado. (Processo
de individuação)
(O.C.Vol.VIII, §550)
A ESTRUTURA DOS SONHOS:

1- EXPOSIÇÃO (local, pessoas, situação)

2- DESENVOLVIMENTO

3- CLÍMAX

4- SOLUÇÃO
• Exposição: Indica o lugar da ação, os
personagens que nela atuam e frequentemente a
situação a situação inicial.
• Desenvolvimento da ação: como o ego lida com
a situação.
• Peripécia ou culminação: De repente sou eu,
estranhamento, não consigo mais controlar…
• Solução: houve um desfeicho? A situação ficou
em aberto, em que cena o sonhador acorda? O
conflito ficou em aberto ou é apresentado uma
solução? (O.C. Vol. VIII,§ 561,562,563)
O TRABALHO COM OS
SONHOS:

1-RELATO: (escrito e contado, entonação,


ênfases, atitude diante do sonho, atenção
da escuta, interesse de ambos.)
2-ASSOCIAÇÕES do paciente: explorar
cuidadosamente circumambulando os
símbolos.
3-AMPLIFICAÇÃO do terapeuta. As
associações pessoais devem ser mais
importantes que as culturais ou
arquetípicas.O sonho ampliado deve ser
firmemente colocado na vida do
indivíduo.
4-IMAGINAÇÃO ATIVA: Diálogo
estabelecido com as imagens oníricas
objetivadas.
Questões Oníricas Importantes
ØTransferência / Contra-transferência.

ØO uso de medicação e os sonhos.

ØPesadelos: “nos acordam” “nos


sobressaltam”.
Pesadelos
• O inconsciente é temido por aqueles cuja
posição consciente está em contradição com
a sua própria natureza. É natural que nesse
caso os sonhos tomem forma desagradável e
ameaçadora, pois a natureza violentada sabe
vingar-se. (O.C. Vol XIV par. 178)
Observações importantes:
ØSonho dentro de um sonho: Movimentos de
várias organizações do ego, mostrando serem
elas apenas integrações parciais.
ØSonhos lúcidos: ocorrem provavelmente na
mudança do sono REM para outras fases.
Existem pequenas e rápidas “acordadas” ao
final do REM, onde podem acontecer este
“pensar-sonhando” devaneios ou sonhos
lúcidos.
Sonhos Lúcidos:

• Um possível significado simbólico de


um sonho que parece ser a reprodução
exata da situação vígil e que o
inconsciente pretende que seja
considerada como se fosse um sonho.
Temas Oníricos Comuns:

§ Casas: imagem da psique, várias partes


da estrutura do ego.
§ Serpente: energia vital que atua
sobretudo num nível instintivo e não
reflexivo. Cura, veneno, sabedoria.
Buscar significado mais
individualizado.
• Sonhos com animais:”símbolos
teriomórficos indicam sempre que um
processo psíquico se realiza na etapa
animal, isto é, na esfera dos instintos” (O.C.
vol. XIV, par. 173)
Temas Oníricos Comuns:
§ Morte: profundo processo arquetípico de
transformação.
§ Automóveis, meios de transporte: estrutura
e modo como o ego se movimenta na vida.
(automóvel, trem, ônibus, ruas, rodovias,
amor-próprio. Onde está o ego onírico no
carro?
§ Motivos mágicos e Mitológicos
Jung adverte
para o perigo de superestimarmos a
psicologia dos sonhos e negligenciarmos
a consciência. Entretanto ressalta ele
"…o inconsciente só funciona
satisfatoriamente quando a consciência
cumpre a sua tarefa até o limite do
impossível".
(O.C. Vol. VIII,§ 568)